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REDAÇÃO 
CARTA PESSOAL
A carta pessoal é utilizada quando se deseja comunicar algo a 
alguém próximo a nós (amigos, familiares, colegas de trabalho...) e 
possui características bem simples, ou seja, não possuem muitas 
regras e estrutura para serem seguidas.
Estrutura:
1. Local e data: escritos à esquerda.
2. Vocativo: como constar no comando. A pontuação após o vocativo pode ser 
vírgula ou dois-pontos.
3. Corpo do texto 
4. Despedida: Uma abraço, Te espero em breve, Um beijo, etc.
5. Assinatura: como constar no comando.
CARTA PESSOAL
Característica:
Assunto: é livre, geralmente de ordem íntima, sentimental.
Tamanho: de acordo com as instruções do comando da 
prova.
Tipo de linguagem: acompanhará o grau de intimidade entre 
remetente e destinatário. Portanto, cabe ao escritor saber se 
pode usar termos coloquiais ou mesmo gírias.
CARTA DE RECLAMAÇÃO
É utilizada quando o remetente descreve um problema ocorrido 
a um destinatário que pode resolvê-lo.
É considerado um texto persuasivo, pois o interlocutor tenta 
convencer o receptor da mensagem a encontrar uma solução 
para o problema apontado na carta.
Deve utilizar um discurso argumentativo: descrevendo de 
maneira clara o(s) problema(s), motivo(s) pelo qual pode ter 
ocorrido, as consequências se não for resolvido.
A exposição dos fatos deve comprovar que o remetente é quem 
tem razão, o qual pode ainda, apontar as possíveis soluções 
para que haja entendimento entre as partes.
CARTA DE RECLAMAÇÃO
Estrutura:
1. Local e data: escritos à esquerda.
2. Vocativo: como contar no comando. A pontuação após 
o vocativo pode ser vírgula ou dois-pontos.
3. Corpo do texto 
4. Despedida: Atenciosamente; Agradeço; Aguardo 
retorno; ...
5. Assinatura: como constar no comando.
CARTA DE RECLAMAÇÃO
Santos, 05 de setembro de 2016.
Caros senhores,
No último dia 05 de fevereiro, dirigi-me ao seu estabelecimento, situado na Rua do 
Equívoco, 02, como endereçado, a fim de comprar um computador. Após escolher o modelo 
que me interessou, solicitei que a mercadoria fosse entregue na minha casa. Para tanto, assinei 
a nota de encomenda e paguei a taxa para que fosse realizado o serviço. No dia 10 do 
mesmo mês, foi-me entregue o computador encomendado, no entanto, após ligar o aparelho 
na tomada constatei que o mesmo emitia mais de 8 apitos e não funcionava.
Diante deste fato, recusei o computador e solicitei que me fosse enviado outro exemplar 
em excelente estado, o que faria jus ao valor já pago. Entretanto, até a presente data 
continuo à espera.
O atraso na resolução do problema vem ocasionado vários transtornos ao meu cotidiano. 
Por este motivo, demando que outro computador de mesma marca e modelo seja entregue, 
sem falta, dentro de 3 dias úteis. Caso contrário, anularei a compra e exijo o dinheiro do 
pagamento de volta.
Sem mais,
João da Silva
CARTA ABERTA
É um texto por meio do qual um cidadão ou grupo dirige-se, 
publicamente, a um interlocutor específico ou entidade ou 
população diretamente envolvido(s) em situação ou assunto 
controverso, de interesse coletivo.
O objetivo da carta aberta é expor um ponto de vista, 
defendendo um posicionamento por meio de sustentação de 
uma ideia, de negociação de tomada de posições e de 
aceitação ou refutação de argumentos que circulam no corpo 
social (DOLZ & SCHNEUWLY, 2004). 
CARTA ABERTA
A carta aberta serve para alertar sobre um problema que envolve 
o(s) destinatário(s) e apresentar proposta(s) de mudança de 
atitudes, comportamentos, ideias. Por fim, esse gênero textual visa 
reivindicar mudança(s), medidas e/ou ações por parte do(s) 
destinatário(s) que tiver(em) poder para mediá-las ou 
implementá-las no meio social (ORMUNDO e SCORVASAVA, 2013).
É um texto escrito, predominantemente 
dissertativo-argumentativo, com passagens injuntivas (uso do 
modo imperativo – ordem) com apelo(s) ao(s) interlocutor(es).
CARTA ABERTA
Quanto aos aspectos estruturais, o gênero em foco apresenta o 
seguinte formato:
 
1. Um título: sua finalidade é revelar o destinatário, sendo que este pode ser 
amplo, como por exemplo, a sociedade como um todo. Pode iniciar 
com a expressão Carta Aberta.
2. A introdução: motivo da manifestação. Consta-se de um trecho, 
geralmente atrativo, que enfatiza o problema a ser resolvido;
3. O desenvolvimento: trata-se da exposição do assunto em si, pautado por 
argumentos concretos e passíveis de análise, visando a uma posterior 
solução;
4. A conclusão: encerra todo o discurso, solicitando uma possível solução 
para o caso abordado.
5. O remetente: aquele que escreve a carta.
CARTA ABERTA PARA RENATO ARAGÃO, O NOSSO DIDI
 
Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar 
alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu 
não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome 
para colar nas correspondências).
Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas a mim. (...). Eu não sou ministra da 
educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do 
vizinho a frequentar as salas de aula. (...). Os administradores, dessa dinheirama toda, não têm 
a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não 
interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou 
aplicando muito mal.
(...) mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e 
professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e 
para o ensino. (...) 
Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças 
possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e 
habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar 
melhor os recursos. 
Eliane Sinhasique
RELATO
O Relato Pessoal é uma modalidade textual que apresenta 
uma narração sobre um fato ou acontecimento marcante da 
vida de uma pessoa. Nesse tipo de texto, podemos sentir as 
emoções e sentimentos expressos pelo narrador.
Tal qual uma narração o relato pessoal apresenta um tempo e 
espaços bem definidos donde o narrador torna-se o 
protagonista da história.
Note que além de narrativo, o relato pessoal pode ser 
descritivo, com a descrição do local, personagens e objetos.
De acordo com o grau de intimidade entre os interlocutores 
(emissor e o receptor), a linguagem utilizada no relato pessoal 
pode ser formal ou informal.
RELATO
Características
Tem título
Textos narrados em 1ª pessoa
Verbos no presente e em grande parte no pretérito (passado)
Caráter subjetivo
Experiências pessoais
Presença de emissor e receptor
RELATO
Como fazer um RELATO PESSOAL?
 
Não há uma estrutura fixa, porém é essencial estar atento a alguns 
pontos, por exemplo:
quem? (narrador que produz o relato)
o que? (fato a ser narrado)
quando? (tempo)
onde? (local que ocorreu)
como? (de que maneira aconteceu o fato)
porque? (qual o causador do fato)
Minha travessura
 
Era uma sexta-feira que parecia igual as outras, porém acabou saindo um pouco fora 
do comum...
Minha mãe havia viajado com meu padrasto para o Rio de Janeiro, meu pai estava 
trabalhando e eu tinha ficado na casa dos meus avós. Minha avó, uma adoradora de 
gatos, estava com uma gata que tinha acabado de dar cria a três lindos filhotinhos.
Como eu era pequena, mal sabia de onde vinham essas pequenas criaturinhas e a 
única coisa que consigo me lembrar era de que eu já os amava intensamente.
Minha vó então foi à padaria comprar um pão para o lanche e eu fiquei sozinha com os 
gatos. Um deles estava se afogando em lágrima de tanto chorar e gritava como se sentisse 
uma dor incurável.  Eu, querendo ajudar, peguei-o em meus braços e o aninhei como uma 
mãe ao segurar seu filho em seu colo. O amor era tanto, que eu o abracei para que ele 
pudesse sentir meu coração batendo por ele.Aquela pequena gatinha branca, com 
manchas marrom e olhos azuis como uma piscina, que se encontrava sendo esmagada de 
amor por mim, mal sabia eu que havia acabado de matá-la. Pensei que ela estava apenas 
dormindo em um profundo sono após eu acalmá-la.
Assim que minha avó chegou em casa e viu aquela cena parecia desacreditada. Seu 
queixo quase tocava o chão e seus olhos estavam tão arregalados que eu me espantei e 
fui para o quarto. Depois de alguns minutos só conseguia ouvi ela chorando e gritando, 
porém não entendia seu motivo. Quando meu pai chegou a casa, ela contou tal história 
para ele, que me deixou de castigo por fazer uma coisa que nem eu mesma tinha 
acreditado.
TEXTO INSTRUCIONAL
Um texto instrucional é aquele cuja função é instruir, ensinar, 
mostrar como algo deve ser feito, de forma simples e direta. Ele 
descreve as etapas que devem ser seguidas para um 
determinado procedimento.
Neste tipo de gênero textual, encontramos as mais diversas 
formas de texto, desde simples receitas culinárias até os 
complexos manuais de instrução para montar o motor de um 
avião, por exemplo.
TEXTO INSTRUCIONAL
COMO FAZER:
1. Utilize verbos no imperativo (ordem) ou no infinitivo (verbos terminados 
em –ar, -er ou –ir);
2. Deve possuir um título simples e objetivo (Ex: Como trabalhar em 
call-center);
3. Linguagem denotativa (de dicionário) e acessível;
4. Preferência pelo modo dissertativo e não pela escrita em tópicos. A 
escrita em tópicos deve ser utilizada apenas se for solicitado no comando;
5. Utilizar elementos coesivos sequenciais, articulando as dicas, como, por 
exemplo, “primeiramente”, “antes”, “depois”, “em seguida”, “por último” 
etc;
6. Escolha de poucas e criativas dicas, justificando todas de modo 
convincente.
Para economizar nas compras
 
Para economizar ao comprar, primeiramente estabeleça um 
valor máximo para gastar e então escolha previamente aquilo que 
deseja comprar antes de ir à loja ou entrar em sites de compra. Se 
possível, pesquise os preços em diferentes lojas e sites; não se deixe 
levar completamente pelas sugestões dos vendedores nem pelos 
apelos das propagandas e opte pela forma de pagamento mais 
cômoda: não se esqueça de que o uso do cartão de crédito exige 
certa cautela e planejamento. 
Do mais, aproveite as compras!
RESPOSTA ARGUMENTATIVA
A partir de uma pergunta, o aluno deve responder por meio 
de uma sequência dissertativo-argumentativa em que ele 
exponha a sua tese, comparando-a com fatos, dados, 
citações, pesquisas e, posteriormente, exemplificando seus 
argumentos de forma a convencer o leitor.
RESPOSTA ARGUMENTATIVA
Característica:
Não tem título;
Apresenta argumentos que comprovam o posicionamento do aluno;
Inicia por tópico frasal que responda à pergunta feita no comando;
Parte de um texto de apoio;
Escrita, preferencialmente, em 3ª pessoa;
Organizada em poucos parágrafos;
Uso abundante de conectivos;
Presença obrigatória de conclusão.
Após a leitura do texto Um copo de Coca, uma dose de culpa, elabore uma RESPOSTA 
ARGUMENTATIVA, com no mínimo 10 e no máximo 15 linhas, respondendo à seguinte questão: 
O CONSUMO DE REFRIGERANTES DEVE SER REGULAMENTADO POR LEI?
O consumo de refrigerantes precisa ser regulamentado por lei. Inicialmente, representam 
males à saúde. A comunidade científica tem alertado populações e governos sobre a 
gravidade do problema. Só para começar a citar: Rodrigo Bueno de Moraes, consultor 
científico da Associação Brasileira de Odontologia, o conhecido Dr. Dráuzio Varella e Claudia 
Cozer, doutora em Endocrinologia pela USP, são alguns dos profissionais (texto “Um copo de 
Coca, uma dose de culpa”, Carta Capital. 12 de junho de 2013) preocupados com o consumo 
excessivo dessas bebidas aparentemente inofensivas.
Por favorecerem a obesidade e o diabetes (doença silenciosa, mas perigosa) já deveriam 
sofrer algum tipo de restrição legal. Outro fato é que seu consumo exagerado onera ainda mais 
o já falido Sistema Único de Saúde (SUS) com tratamentos que poderiam ser evitados. Além 
disso, o Estado deveria zelar pelo bem comum e os refrigerantes têm demonstrado serem 
nocivos à população, principalmente às crianças, com mais tendência a buscar prazer no 
açúcar, substância abundante nessas bebidas. Fomentar pesquisas buscando formas 
alternativas de produção dos refrigerantes e controlar essa produção, exigir embalagens 
pequenas na venda em restaurantes e lanchonetes, campanhas de conscientização e rótulos 
informando os malefícios à saúde seriam algumas formas de os governos regulamentarem o 
consumo de refrigerantes.
RESUMO
É um tipo de redação informativo-referencial que se 
ocupa de reduzir um texto a suas ideias principais. Em 
princípio, o resumo é uma paráfrase e pode-se dizer que 
dele não devem fazer parte comentários e que engloba 
duas fases: a compreensão do texto e a elaboração de 
um novo. A compreensão implica análise do texto e 
checagem das informações colhidas com aquilo que já 
se conhece. (Medeiros, 2000).
RESUMO
O RESUMO deve responder a duas perguntas:
1. O que o autor pretende demonstrar?
2. De que trata o texto ?
Portanto, devem constar do RESUMO :
• O assunto do texto;
• O objetivo do texto;
• A articulação das ideias;
• As conclusões do autor do texto objeto do resumo.
RESUMO
CARACTERÍSTICAS FORMAIS:
▪ Não tem título;
▪ Linguagem objetiva, suprimindo palavras desnecessárias (adjetivos e 
advérbios);
▪ Evitar repetição de frases inteiras do texto original: estas devem ser 
sintetizadas e não transcritas;
▪ Respeitar a ordem em que as ideias ou fatos são apresentados;
▪ Não fazer comentário crítico: deve-se ater-se às ideias do autor, sem emitir 
sua opinião. Em outras palavras: as ideias do resumo devem ser fiéis às 
expostas no texto original.
TIPOS DE RESUMO
RESUMO DE TEXTO ÚNICO:
"No texto ....., de ......, publicado em......., o autor apresenta/ discute/ analisa/ 
critica/ questiona ....... tal tema, posicionando-se .....“
RESUMO DE COLETÂNEA:
Na coletânea de textos, retirados de fontes variadas, aborda-se... (tema)
OU
Segundo a coletânea de textos, retirados de fontes variadas, sobre (tema), 
(informações)...
Modelo de Resumo – Texto Único
Marcelo Gleiser propõe, em seu artigo “Criação ou descoberta?”, 
publicado na Folha de São Paulo, uma discussão a respeito de 
ciência ser ou não uma criação do homem. Segundo o autor, muitas 
pessoas acreditam que, diferentemente do artista, o cientista não 
cria, ele apenas descobre explicações para fenômenos que já 
existiam. Para Gleiser, entretanto, a ciência também é uma criação, 
já que sempre existirão explicações diferentes para um mesmo 
fenômeno. Defendendo esse argumento, o escritor do artigo cita as 
ideias distintas de Aristóteles, Newton e Einstein, em relação à 
gravidade. Gleiser acredita que isso ocorre porque à medida que o 
mundo se transforma, novas representações dele surgem. Ele finaliza 
seu texto afirmando que o homem criou a ciência objetivando a 
compreensão do mundo.
Modelo de Resumo – Coletânea
Na coletânea de textos, retirados de fontes variadas, discute-se as 
funções dos sonhos. Na Grécia Antiga, era atribuída ao ato de sonhar 
a incumbência de medir curas e oferecer conselhos. Sérgio Tufik, 
citado na coletânea, salienta que sonhar é uma maneira de 
compreender como a memória humana trabalha, além de ser uma 
necessidade do ser humano. Segundo Kwasisnki, os sonhos são 
importantes para a construção do indivíduo, e mostram, 
efetivamente, quem somos, o que para Sidarta Ribeiro é uma 
representação do que se deseja do futuro, tendo por base um 
passado conhecido, fortalecendo a memória e estimulando a 
criatividade. A poetisa Kolody acredita que o sonho representa um 
ideal, um objetivo, uma “fuga” da vida. 
(NÃO HÁ CONCLUSÃO)

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