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Sumário 
INFORMAÇÕES INTRODUTÓRIAS .................................................................................... 5 
ANOTE AQUI A SUA ÚLTIMA REVISÃO COMPLETA DESTE MATERIAL: ................ 5 
DIREITO DO TRABALHO ..................................................................................................... 6 
Lei 14.647, de 4 de agosto de 2023. Altera a CLT para estabelecer a inexistência de vínculo 
empregatício entre entidades religiosas ou instituições de ensino vocacional e seus ministros, 
membros ou quaisquer outros que a eles e equiparem ................................................................ 6 
Lei 14.657, de 23 de agosto de 2023. Altera a CLT para permitir que as partes e os advogados 
se retirem em caso de atraso injustificado do início da audiência. .............................................. 6 
Lei 14.611, de 3 de julho de 2023. Dispõe sobre a igualdade salarial e de critérios 
remuneratórios entre mulheres e homens; e altera a Consolidação das Leis do Trabalho, 
aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. ..................................................... 7 
ESTATUTO DA ADVOCACIA .............................................................................................. 9 
Lei 14.612, de 3 de julho de 2023. Altera a Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994 (Estatuto da 
Advocacia), para incluir o assédio moral, o assédio sexual e a discriminação entre as infrações 
ético-disciplinares no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil. ............................................ 9 
DIREITO CIVIL ..................................................................................................................... 11 
Lei 14.661, de 23 de agosto de 2023. Acrescenta o art. 1.815-A ao Código Civil para determinar, 
nos casos de indignidade, que o trânsito em julgado da sentença penal condenatória acarretará a 
exclusão imediata do herdeiros ou legatário indigno. ............................................................... 11 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera 
a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), entre outras. .................................... 12 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera 
a Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964 (dispõe sobre o condomínio em edificações e as 
incorporações imobiliárias) entre outras. ................................................................................ 13 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera 
a Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (LEI DE REGISTROS PÚBLICOS) entre outras.
 ................................................................................................................................................. 14 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera 
a Lei nº 6.766, de 10 de dezembro de 1979 (DISPÕE SOBRE O PARCELAMENTO DO 
SOLO) entre outras. ................................................................................................................. 19 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera 
a Lei nº 14.382, de 27 de junho de 2022 (DISPÕE SOBRE O SERP) entre outras. ................ 23 
 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera 
a Lei nº 9.514/1997, de 20 de novembro de 1997 (DISPÕE SOBRE O SISTEMA DE 
FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO, INSTITUI A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE 
COISA IMÓVEL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS) entre outras. .................................... 24 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL .......................................................................................... 25 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera 
a Lei Nº 13.105, de 16 de março de 2015(CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL) entre outras. .. 25 
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ............................................................. 27 
Lei 14.643, de 2 de agosto de 2023. Autoriza o Poder Executivo a implantar serviço de 
monitoramento de ocorrências de violência escolar. ................................................................ 27 
Lei 14.548, de 13 de abril de 2023. Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da 
Criança e do Adolescente), para compatibilizá-la com a Lei nº 12.127, de 17 de dezembro de 
2009, que criou o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, e com a Lei nº 
13.812, de 16 de março de 2019, que instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas 
Desaparecidas e criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. ................................... 28 
Lei n. 14.617, de 10 de julho de 2023 Institui o mês de agosto como o Mês da Primeira Infância
 ................................................................................................................................................. 29 
Lei n. 14.623, de 17 de julho de 2023 Institui o dia nacional de conscientização sobre a 
paternidade responsável, a ser comemorado, anualmente, em 14 de agosto. ........................ 30 
DIREITO DO CONSUMIDOR ............................................................................................. 31 
Lei n. 14.538, de 31 de março de 2023 Altera as Leis nºs 9.656, de 3 de junho de 1998, e 9.797, 
de 6 de maio de 1999, para assegurar às pacientes a substituição do implante mamário utilizado 
na reconstrução mamária ou na simetrização da mama contralateral sempre que ocorrerem 
complicações ou efeitos adversos a ele relacionados, bem como assegurar às pacientes 
acompanhamento psicológico e multidisciplinar especializado na hipótese que especifica. ..... 31 
DIREITOS DIFUSOS E COLETIVOS .................................................................................. 32 
Lei n. 14.654, de 23 de agosto de 2023 Acrescenta dispositivo à Lei 8.080,de 19 de setembro d 
1990 para tornar obrigatória a divulgação dos estoques dos medicamentos das farmácias que 
compõe o SUS. ......................................................................................................................... 32 
Lei n. 14.624, de 17 de julho de 2023 Altera a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da 
Pessoa com Deficiência), para instituir o uso do cordão de fita com desenhos de girassóis para a 
identificação de pessoas com deficiências ocultas. .................................................................... 33 
Lei n. 14.626, de 19 de julho de 2023 Altera a Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, e a Lei 
nº 10.205, de 21 de março de 2001, para prever atendimento prioritário a pessoas com transtorno 
do espectro autista ou com mobilidade reduzida e a doadores de sangue e reserva de assento em 
 
veículos de empresas públicas de transporte e de concessionárias de transporte coletivo nos dois 
primeiros casos. ........................................................................................................................ 33 
DIREITO CONSTITUCIONAL ............................................................................................ 35 
Lei 14.553, de 20 de abril de 2023 Altera os arts. 39 e 49 da Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010 
(Estatuto da Igualdade Racial), para determinar procedimentos e critérios de coleta de 
informações relativas à distribuição dos segmentos étnicos e raciais no mercado de trabalho. . 35 
Lei 14.534, de 11 de janeiro de 2023 Altera as Leis nºs 7.116, de 29 de agosto de 1983, 9.454, de 
7 de abril de 1997, 13.444, de 11 de maio de 2017, e 13.460, de 26 de junho de 2017, para adotar 
número único para os documentos que especifica e para estabelecer o Cadastro de Pessoas Físicas 
(CPF) como número suficiente para identificação do cidadão nos bancos de dados de serviços 
públicos............................................................... ................................................................implante mamário, é assegurada a 
substituição do dispositivo sempre que ocorrerem complicações ou efeitos 
adversos a ele relacionados. 
§ 5º O procedimento cirúrgico previsto no § 4º deste artigo dar-se-á no prazo 
de 30 (trinta) dias após a indicação do médico assistente. 
§ 6º É assegurado, desde o diagnóstico, o acompanhamento psicológico e 
multidisciplinar especializado das mulheres que sofrerem mutilação total ou 
parcial de mama decorrente de utilização de técnica de tratamento de câncer.” 
(NR) 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor após decorridos 90 (noventa) dias de sua 
publicação oficial. 
Brasília, 31 de março de 2023; 202º da Independência e 135º da República. 
DIREITOS DIFUSOS E COLETIVOS 
Lei n. 14.654, de 23 de agosto de 2023 Acrescenta dispositivo à Lei 8.080,de 19 de 
setembro d 1990 para tornar obrigatória a divulgação dos estoques dos medicamentos 
das farmácias que compõe o SUS.17 
Art. 1º A Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, passa a vigorar acrescida do 
seguinte art. 6º-A: 
“Art. 6º-A. As diferentes instâncias gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS) 
ficam obrigadas a disponibilizar nas respectivas páginas eletrônicas na internet 
os estoques de medicamentos das farmácias públicas que estiverem sob sua 
gestão, com atualização quinzenal, de forma acessível ao cidadão comum.” 
Art. 2º Esta Lei entra em vigor após decorridos 180 (cento e oitenta) dias de 
sua publicação oficial. 
 
 
17 Incluída em 17.09.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1990-09-19;8080
 
Lei n. 14.624, de 17 de julho de 2023 Altera a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 
(Estatuto da Pessoa com Deficiência), para instituir o uso do cordão de fita com 
desenhos de girassóis para a identificação de pessoas com deficiências ocultas.18 
Art. 1º A Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com 
Deficiência), passa a vigorar acrescida do seguinte art. 2º-A: 
“Art. 2º-A. É instituído o cordão de fita com desenhos de girassóis como 
símbolo nacional de identificação de pessoas com deficiências ocultas. 
§ 1º O uso do símbolo de que trata o caput deste artigo é opcional, e sua 
ausência não prejudica o exercício de direitos e garantias previstos em lei. 
§ 2º A utilização do símbolo de que trata o caput deste artigo não dispensa a 
apresentação de documento comprobatório da deficiência, caso seja solicitado 
pelo atendente ou pela autoridade competente.” 
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Lei n. 14.626, de 19 de julho de 2023 Altera a Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 
2000, e a Lei nº 10.205, de 21 de março de 2001, para prever atendimento prioritário 
a pessoas com transtorno do espectro autista ou com mobilidade reduzida e a 
doadores de sangue e reserva de assento em veículos de empresas públicas de 
transporte e de concessionárias de transporte coletivo nos dois primeiros casos.19 
Art. 1º Esta Lei altera a Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, e a Lei nº 
10.205, de 21 de março de 2001, para prever atendimento prioritário em 
diversos estabelecimentos a pessoas com transtorno do espectro autista ou 
com mobilidade reduzida e a doadores de sangue, bem como reserva de 
assento em veículos de empresas públicas de transporte e de concessionárias 
de transporte coletivo nos dois primeiros casos. 
Art. 2º A Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, passa a vigorar com as 
seguintes alterações, numerando-se o parágrafo único do art. 1º como § 1º. 
“Art. 1º As pessoas com deficiência, as pessoas com transtorno do espectro 
autista, as pessoas idosas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as 
gestantes, as lactantes, as pessoas com criança de colo, os obesos, as pessoas 
 
18 Incluída em 05.08.2023 
19 Incluída em 05.08.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2015-07-06;13146
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2000-11-08;10048
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2001-03-21;10205
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2001-03-21;10205
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2000-11-08;10048
 
com mobilidade reduzida e os doadores de sangue terão atendimento 
prioritário, nos termos desta Lei. 
Como era Como ficou 
Art. 1o As pessoas com deficiência, 
os idosos com idade igual ou superior 
a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as 
lactantes, as pessoas com crianças de 
colo e os obesos terão atendimento 
prioritário, nos termos desta Lei. 
As pessoas com deficiência, as 
pessoas com transtorno do espectro 
autista, as pessoas idosas com idade 
igual ou superior a 60 (sessenta) anos, 
as gestantes, as lactantes, as pessoas 
com criança de colo, os obesos, as 
pessoas com mobilidade reduzida e 
os doadores de sangue terão 
atendimento prioritário, nos termos 
desta Lei. 
§ 1º........................................................ 
§ 2º Os doadores de sangue terão direito a atendimento prioritário após todos 
os demais beneficiados no rol constante do caput deste artigo, mediante 
apresentação de comprovante de doação, com validade de 120 (cento e vinte) 
dias. 
§ 3º O atendimento prioritário poderá ser realizado mediante discriminação de 
postos, caixas, guichês, linhas ou atendentes específicos para esse fim. 
§ 4º Caso não haja postos, caixas, guichês, linhas ou atendentes específicos para 
a realização do atendimento prioritário, as pessoas referidas no caput deste 
artigo deverão ser atendidas imediatamente após a conclusão do atendimento 
que estiver em andamento, antes de quaisquer outras pessoas.” (NR) 
“Art. 3º As empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte 
coletivo reservarão assentos, devidamente identificados, às pessoas com 
deficiência, às pessoas com transtorno do espectro autista, às pessoas idosas, às 
gestantes, às lactantes, às pessoas com criança de colo e às pessoas com 
mobilidade reduzida.” (NR) 
ATENÇÃO: NO ART. 3º NÃO FORAM INCLUÍDOS OBESOS E OS 
DOADORES DE SANGUE. 
 
Art. 3º O art. 15 da Lei nº 10.205, de 21 de março de 200120, passa a vigorar 
acrescido do seguinte parágrafo único: 
“Art. 15..................................................... 
Parágrafo único. Para fins de incentivo à doação regular de sangue, os doadores 
terão direito a atendimento prioritário, nos termos da Lei nº 10.048, de 8 de 
novembro de 2000, mediante apresentação de comprovante de doação, com 
validade de 120 (cento e vinte) dias.” (NR) 
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 Lei 14.553, de 20 de abril de 2023 Altera os arts. 39 e 49 da Lei nº 12.288, de 20 de 
julho de 2010 (Estatuto da Igualdade Racial), para determinar procedimentos e 
critérios de coleta de informações relativas à distribuição dos segmentos étnicos e 
raciais no mercado de trabalho. 
 
Art. 1º A Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010 (Estatuto da Igualdade Racial), 
passa a vigorar com as seguintes alterações: 
“Art. 39. ......................................................................................... 
........................................................................................................ 
§ 8º Os registros administrativos direcionados a órgãos e entidades da 
Administração Pública, a empregadores privados e a trabalhadores que lhes 
sejam subordinados conterão campos destinados a identificar o segmento 
étnico e racial a que pertence o trabalhador retratado no respectivo documento, 
 
20 Regulamenta o § 4o do art. 199 da Constituição Federal, relativo à coleta, 
processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e 
derivados, estabelece o ordenamento institucional indispensável à execução 
adequada dessas atividades, e dá outras providências. 
 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2001-03-21;10205!art15
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2000-11-08;10048https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2000-11-08;10048
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12288.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12288.htm#art39%C2%A78
 
com utilização do critério da autoclassificação em grupos previamente 
delimitados. 
§ 9º Sem prejuízo de extensão obrigatória a outros documentos ou registros de 
mesma natureza identificados em regulamento, aplica-se o disposto no § 8º 
deste artigo a: 
I - formulários de admissão e demissão no emprego; 
II - formulários de acidente de trabalho; 
III - instrumentos de registro do Sistema Nacional de Emprego (Sine), ou de 
estrutura que venha a suceder-lhe em suas finalidades; 
IV - Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ou outro documento criado 
posteriormente com conteúdo e propósitos a ela assemelhados; 
V - documentos, inclusive os disponibilizados em meio eletrônico, destinados 
à inscrição de segurados e dependentes no Regime Geral de Previdência Social; 
VI - questionários de pesquisas levadas a termo pela Fundação Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou por órgão ou entidade 
posteriormente incumbida das atribuições imputadas a essa autarquia.” (NR) 
“Art. 49. ......................................................................................... 
........................................................................................................ 
§ 4º A Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 
realizará, a cada 5 (cinco) anos, pesquisa destinada a identificar o percentual 
de ocupação por parte de segmentos étnicos e raciais no âmbito do setor 
público, a fim de obter subsídios direcionados à implementação da PNPIR.” 
(NR) 
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12288.htm#art49%C2%A74
 
Lei 14.534, de 11 de janeiro de 202321 Altera as Leis nºs 7.116, de 29 de agosto de 
1983, 9.454, de 7 de abril de 1997, 13.444, de 11 de maio de 2017, e 13.460, de 26 de 
junho de 2017, para adotar número único para os documentos que especifica e para 
estabelecer o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número suficiente para 
identificação do cidadão nos bancos de dados de serviços públicos 
Art. 1º Fica estabelecido o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas 
(CPF) como número único e suficiente para identificação do cidadão nos 
bancos de dados de serviços públicos. 
§ 1º O número de inscrição no CPF deverá constar dos cadastros e dos 
documentos de órgãos públicos, do registro civil de pessoas naturais ou dos 
conselhos profissionais, em especial nos seguintes documentos: 
I - certidão de nascimento; 
II - certidão de casamento; 
III - certidão de óbito; 
IV - Documento Nacional de Identificação (DNI); 
V - Número de Identificação do Trabalhador (NIT); 
VI - registro no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de 
Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep); 
VII - Cartão Nacional de Saúde; 
VIII - título de eleitor; 
IX - Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); 
X - número da Permissão para Dirigir ou Carteira Nacional de Habilitação 
(CNH); 
 
21 Incluída em 01.07.2023. 
 
XI - certificado militar; 
XII - carteira profissional expedida pelos conselhos de fiscalização de profissão 
regulamentada; e 
XIII - outros certificados de registro e números de inscrição existentes em bases 
de dados públicas federais, estaduais, distritais e municipais. 
§ 2º O número de identificação de novos documentos emitidos ou reemitidos 
por órgãos públicos ou por conselhos profissionais será o número de inscrição 
no CPF. 
Art. 2º O art. 3º da Lei nº 7.116, de 29 de agosto de 1983, passa a vigorar com 
as seguintes alterações: 
“Art. 3º 
g) assinatura do dirigente do órgão expedidor; e 
§ 1º O órgão emissor deverá, na emissão de novos documentos, utilizar o 
número de inscrição no CPF como número de registro geral da Carteira de 
Identidade. 
§ 2º Os órgãos emissores de registro geral deverão realizar pesquisa na base do 
CPF, a fim de verificar a integridade das informações, bem como disponibilizar 
dados cadastrais e biométricos do registro geral à Secretaria Especial da Receita 
Federal do Brasil. 
§ 3º Caso o requerente da Carteira de Identidade não esteja inscrito no CPF, o 
órgão de identificação realizará a sua inscrição.”(NR) 
Art. 3º O art. 1º da Lei nº 9.454, de 7 de abril de 1997, passa a vigorar acrescido 
dos seguintes §§ 2º e 3º, numerado o parágrafo único como § 1º: 
“Art. 1º 
§ 1º 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7116.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7116.htm#art3g.1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7116.htm#art3%C2%A71.0
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7116.htm#art3%C2%A72.0
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7116.htm#art3%C2%A73.1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9454.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9454.htm#art1%C2%A71
 
§ 2º Será adotado, nos documentos novos, para o número único de que trata 
este artigo, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). 
§ 3º O número de inscrição no CPF é único e definitivo para cada pessoa 
física.”(NR) 
Art. 4º O art. 8º da Lei nº 13.444, de 11 de maio de 2017, passa a vigorar 
acrescido do seguinte § 6º: 
“Art. 8º 
§ 6º Na emissão dos novos DNIs, será adotado o número de inscrição no 
Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número único.”(NR) 
Art. 5º O § 1º do art. 10-A da Lei nº 13.460, de 26 de junho de 2017, passa a 
vigorar com a seguinte redação: 
“Art. 10-A. 
§ 1º Os cadastros, os formulários, os sistemas e outros instrumentos exigidos 
dos usuários para a prestação de serviço público deverão disponibilizar campo 
para registro do número de inscrição no CPF, de preenchimento obrigatório, 
que será suficiente para sua identificação, vedada a exigência de apresentação 
de qualquer outro número para esse fim. 
§ 3º (VETADO).”(NR) 
Art. 6º (VETADO). 
Art. 7º (VETADO). 
Art. 8º Ficam revogados os seguintes dispositivos: 
I - alínea b do inciso I do § 2º do art. 5º da Lei nº 13.444, de 11 de maio de 
2017; 
II - (VETADO). 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9454.htm#art1%C2%A72
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13444.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13444.htm#art8%C2%A76
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13460.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13460.htm#art10a%C2%A71.0
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13444.htm#art5%C2%A72ia
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13444.htm#art5%C2%A72ia
 
Art. 9º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação e ficam fixados os 
seguintes prazos: 
I - 12 (doze) meses, para que os órgãos e as entidades realizem a adequação dos 
sistemas e dos procedimentos de atendimento aos cidadãos, para adoção do 
número de inscrição no CPF como número de identificação; e 
II - 24 (vinte e quatro) meses, para que os órgãos e as entidades tenham a 
interoperabilidade entre os cadastros e as bases de dados a partir do número de 
inscrição no CPF. 
DIREITO AMBIENTAL 
Lei 14.653, de 23 de agosto de 2023 Altera as Leis ns. 12.651, de 25 de maio de 2012 
e 14.119, de 13 de janeiro de 2021, para disciplinar a intervenção e a implantação de 
instalações necessárias à recuperação e à proteção de nascentes22. 
Art. 1º O inciso X do art. 3º da Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, passa a 
vigorar acrescido da seguinte alínea "j-A": 
“Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por: (...) 
X – atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental: 
j-A) atividades com o objetivo de recompor a vegetação nativa no entorno de 
nascentes ou outras áreas degradadas, conforme norma expedida pelo órgão 
competentedo Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama); 
......................................................” (NR) 
Art. 2º O parágrafo único do art. 9º da Lei nº 14.119, de 13 de janeiro de 2021, 
passa a vigorar com a seguinte redação: 
“Art. 9º..................................................... 
.......................................................... 
Parágrafo único. As Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal e outras 
sob limitação administrativa nos termos da legislação ambiental serão elegíveis 
para pagamento por serviços ambientais com uso de recursos públicos, 
conforme regulamento, com preferência para aquelas localizadas no entorno 
 
22 Inserido em 17.09.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2012-05-25;12651!art3_cpt_inc10
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2021-01-13;14119!art9_par1u
 
de nascentes, localizadas em bacias hidrográficas consideradas críticas para o 
abastecimento público de água, assim definidas pelo órgão competente, ou em 
áreas prioritárias para conservação da diversidade biológica em processo de 
desertificação ou de avançada fragmentação.” (NR) 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Lei 14.567 de 4 de maio de 2023 Reconhece as escolas de samba como manifestação 
da cultura nacional. 
 
Art. 1º São reconhecidas as escolas de samba – seus desfiles, sua música, suas 
práticas, suas tradições – como manifestação da cultura nacional. 
Art. 2º Compete ao poder público garantir a livre atividade das escolas de 
samba e a realização de seus desfiles carnavalescos. 
 
• Artigo relacionado: art. 216 da CF. 
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados 
individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos 
diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: 
I - as formas de expressão; 
II - os modos de criar, fazer e viver; 
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; 
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-
culturais; 
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, 
paleontológico, ecológico e científico. 
§ 1º O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio 
cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de 
outras formas de acautelamento e preservação.*desta forma as escolas de samba passaram a atrair 
para si a aplicação destes instrumentos. 
§ 2º Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as 
providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem. 
§ 3º A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais. 
§ 4º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei. 
 
§ 5º Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos 
antigos quilombos. 
§ 6 º É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a fundo estadual de fomento à cultura 
até cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, para o financiamento de programas e 
projetos culturais, vedada a aplicação desses recursos no pagamento de: I - despesas com pessoal 
e encargos sociais; II - serviço da dívida; III - qualquer outra despesa corrente não vinculada 
diretamente aos investimentos ou ações apoiados. 
• Conceito relacionado. Meio ambiente cultural 
O meio ambiente cultural é o patrimônio histórico, artístico, paisagístico, ecológico e turístico e se 
constitui tanto de bens de natureza material, a exemplo de construções, lugares, obras de arte, objetos 
e documentos de importância para a cultura, quanto imaterial, a exemplo de idiomas, danças, mitos, 
cultos religiosos e costumes de maneira geral. A razão dessa especial proteção é que o ser humano, ao 
interagir com o meio onde vive, independentemente de se tratar de uma região antropizada (área que 
teve a característica original modificada) ou não, atribui um valor especial a determinados locais ou 
bens, que passam a servir de referência à identidade de um povo ou até de toda humanidade. 
Lei 14.555 de 25 de abril de 2023 Reconhece as festas juninas como manifestação 
da cultura nacional. 
 
Art. 1º As festas juninas ficam reconhecidas como manifestação da cultura 
nacional. 
Lei 14.590 de 24 de maio de 202323- Altera a Lei nº 11.284, de 2 de março de 2006, 
que dispõe sobre a gestão de florestas públicas para a produção sustentável, a Lei nº 
11.516, de 28 de agosto de 2007, que dispõe sobre a criação do Instituto Chico 
Mendes de Conservação da Biodiversidade, e a Lei nº 12.114, de 9 de dezembro de 
2009, que cria o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional 
decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º A Lei nº 11.284, de 2 de março de 2006, passa a vigorar com as 
seguintes alterações: 
“Art. 2º 
 
23 Incluída em 01.07.2023- ainda estou ajustando os grifos desta lei 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm
 
§ 3º Caberá ao poder público empregar os meios e esforços necessários para 
evitar e reprimir invasões nas áreas concedidas e sujeitas à concessão florestal, 
de ofício ou a partir do recebimento da comunicação a ser realizada pelo 
concessionário nos termos do inciso III do caput do art. 31 desta Lei, sem 
prejuízo da legitimidade ativa do concessionário para a defesa e a retomada da 
posse, inclusive por via judicial.” (NR) 
“Art. 3º 
VII - concessão florestal: delegação onerosa, feita pelo poder concedente, do 
direito de praticar atividades de manejo florestal sustentável, de restauração 
florestal e de exploração de produtos e serviços em unidade de manejo, 
conforme especificado no objeto do contrato de concessão, mediante licitação, 
à pessoa jurídica, em consórcio ou não, que atenda às exigências do respectivo 
edital de licitação e demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta 
e risco e por prazo determinado; 
Atenção. 
Como era: 
 
Como ficou 
 
VII - concessão florestal: delegação 
onerosa, feita pelo poder 
concedente, do direito de praticar 
manejo florestal sustentável para 
exploração de produtos e serviços 
numa unidade de manejo, mediante 
licitação, à pessoa jurídica, em 
consórcio ou não, que atenda às 
exigências do respectivo edital de 
licitação e demonstre capacidade 
para seu desempenho, por sua conta 
e risco e por prazo determinado; 
VII - concessão florestal: delegação 
onerosa, feita pelo poder 
concedente, do direito de praticar 
atividades de manejo florestal 
sustentável, de restauração florestal 
e de exploração de produtos e 
serviços em unidade de manejo, 
conforme especificado no objeto do 
contrato de concessão, mediante 
licitação, à pessoa jurídica, em 
consórcio ou não, que atenda às 
exigências do respectivo edital de 
licitação e demonstre capacidade 
para seu desempenho, por sua conta 
e risco e por prazo determinado 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art2%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art3vii
 
VIII - unidade de manejo: perímetro definido a partir de critérios técnicos, 
socioculturais, econômicos e ambientais, objeto de um Plano de Manejo 
Florestal Sustentável (PMFS) ou utilizado para atividades de restauração 
florestal ou de exploração de demais serviços e produtos, localizado em 
florestas públicas, podendo conter áreas degradadas; 
 
Como era: 
 
Como ficou 
 
VIII - unidade de manejo: perímetro 
definido a partir de critérios 
técnicos, socioculturais, econômicos 
e ambientais, localizado em florestas 
públicas, objeto de um Plano de 
Manejo FlorestalSustentável - 
PMFS, podendo conter áreas 
degradadas para fins de recuperação 
por meio de plantios florestais; 
unidade de manejo: perímetro 
definido a partir de critérios 
técnicos, socioculturais, econômicos 
e ambientais, objeto de um Plano de 
Manejo Florestal Sustentável 
(PMFS) ou utilizado para atividades 
de restauração florestal ou de 
exploração de demais serviços e 
produtos, localizado em florestas 
públicas, podendo conter áreas 
degradadas; 
§ 1º As modalidades de concessão previstas nesta Lei não se confundem com 
as concessões de serviços, de áreas ou de instalações de unidades de 
conservação. 
§ 2º As atividades de restauração florestal podem incluir sistemas agroflorestais 
que combinem espécies nativas e exóticas de interesse econômico e ecológico, 
conforme regulamento.” (NR) 
“‘Seção II 
Do Plano Plurianual de Outorga Florestal’ 
‘Art. 9º São elegíveis para fins de concessão florestal as unidades de manejo 
previstas no Plano Plurianual de Outorga Florestal (PPAOF).’ (NR) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art3viii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art3%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#secaoii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art9.0
 
‘Art. 10. O PPAOF, proposto pelo órgão gestor e definido pelo poder 
concedente, conterá o conjunto de florestas públicas a serem submetidas a 
processos de concessão no período em que vigorar. 
§ 1º O PPAOF será submetido pelo órgão gestor à manifestação do órgão 
consultivo da respectiva esfera de governo. 
§ 2º A inclusão de novas áreas de florestas públicas sob o domínio da União no 
PPAOF requer manifestação prévia do órgão ou entidade do Poder Executivo 
federal competente pela administração do patrimônio imobiliário da União. 
§ 3º O PPAOF deverá ser previamente apreciado pelo Conselho de Defesa 
Nacional quando estiverem incluídas áreas situadas na faixa de fronteira 
definida no § 2º do art. 20 da Constituição Federal. 
§ 5º O prazo de vigência do PPAOF será de 4 (quatro) anos, com prazos 
compatíveis com o Plano Plurianual (PPA). 
§ 6º O PPAOF poderá ser alterado ao longo do seu prazo de vigência, 
respeitados os mesmos procedimentos necessários para sua elaboração e 
aprovação.’ (NR) 
‘Art. 11. O PPAOF para concessão florestal considerará: 
.....................................................................................................................
............................... 
§ 1º Além do disposto no caput deste artigo, o PPAOF da União considerará 
os PPAOFs dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. 
§ 2º O PPAOF deverá observar as áreas destinadas às comunidades locais de 
que trata o art. 6º desta Lei. 
§ 3º O PPAOF deve conter disposições direcionadas a auxiliar o planejamento 
do monitoramento e fiscalização ambiental a cargo dos órgãos do Sistema 
Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).’ (NR)” 
“Art. 13. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art10.1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art10%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art10%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art10%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art20%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art10%C2%A75.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art11.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art11%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art11%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art11%C2%A73
 
§ 2º Nas licitações para concessão florestal, é vedada a declaração de 
inexigibilidade prevista no art. 74 da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021.” 
(NR) 
“Art. 16. 
§ 1º 
II – (revogado); 
.....................................................................................................................
............................... 
V – (revogado); 
VI – (revogado). 
§ 2º Ressalvadas as áreas ocupadas ou utilizadas por comunidades locais, o 
contrato de concessão poderá prever a transferência de titularidade dos créditos 
de carbono do poder concedente ao concessionário, durante o período da 
concessão, bem como o direito de comercializar certificados representativos de 
créditos de carbono e serviços ambientais associados, conforme regulamento. 
§ 4º Também poderá ser incluída no objeto da concessão a exploração de 
produtos e de serviços florestais não madeireiros, desde que realizada nas 
respectivas unidades de manejo florestal, nos termos do regulamento.” (NR) 
“Art. 18. A exploração de florestas nativas e formações sucessoras de domínio 
público dependerá de licenciamento pelo órgão competente do Sisnama, 
mediante aprovação prévia do PMFS, conforme o Capítulo VII da Lei nº 
12.651, de 25 de maio de 2012, exceto as concessões para conservação e para 
restauração, que serão dispensadas do licenciamento ambiental. 
§ 1º (Revogado). 
§ 2º (Revogado). 
§ 3º (Revogado). 
§ 4º (Revogado). 
§ 5º (Revogado). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art13%C2%A72.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A71ii.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A71v
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A71vi.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A72.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A74.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art18.1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm#capitulovii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm#capitulovii
 
§ 6º (Revogado). 
§ 7º (Revogado). 
§ 8º (Revogado). 
§ 9º Os procedimentos relativos à autorização ou à licença ambiental das 
atividades de restauração florestal ou de exploração de outros serviços e 
produtos observarão o disposto em legislação específica.” (NR) 
“Art. 19. Além de outros requisitos previstos na Lei nº 14.133, de 1º de abril de 
2021, exige-se para habilitação nas licitações de concessão florestal a 
comprovação de ausência de: 
.....................................................................................................................
....................... ” (NR) 
“Art. 20. O edital de licitação será elaborado pelo poder concedente, 
observados os critérios e as normas gerais da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 
2021, e conterá, especialmente: 
.....................................................................................................................
............................... 
VIII - os prazos e os procedimentos para recebimento das propostas, 
julgamento da licitação, assinatura do contrato e convocação de licitantes 
remanescentes; 
.....................................................................................................................
............................... 
X - os critérios e a relação dos documentos exigidos para a aferição da 
idoneidade financeira, da regularidade jurídica e fiscal e da capacidade técnica; 
.....................................................................................................................
............................... 
XVII - as condições de extinção do contrato de concessão; e 
XVIII - as regras para que o concessionário possa explorar a comercialização 
de crédito por serviços ambientais, inclusive de carbono ou instrumentos 
congêneres, de acordo com regulamento. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art18%C2%A79http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art19.1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art20.1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art20viii.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art20x.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art20xvii.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art20xviii
 
.....................................................................................................................
............................... 
§ 3º Para fins do disposto no inciso X do caput deste artigo, na hipótese de 
consórcio, será admitido o somatório dos quantitativos de cada consorciado 
para a aferição da capacidade técnica. 
§ 4º O edital deverá prever a seguinte ordem entre as etapas de julgamento e 
habilitação: 
I - encerrada a fase de classificação das propostas, será aberto o envelope com 
os documentos de habilitação do licitante mais bem classificado, para 
verificação do atendimento das condições fixadas no edital; 
II - verificado o atendimento das exigências do edital, o licitante será declarado 
vencedor; 
III - inabilitado o licitante mais bem classificado, serão analisados os 
documentos de habilitação do licitante classificado em Segundo lugar, e assim 
sucessivamente, até que um dos licitantes atenda às condições fixadas no edital; 
IV - proclamado o resultado do certame, o objeto será adjudicado ao vencedor 
nas condições técnicas e econômicas por ele ofertadas. 
§ 5º O edital poderá definir percentual de participação do poder concedente nos 
recursos recebidos a título de crédito de carbono pelo concessionário.”(NR) 
“Art. 21. As garantias e os seguros previstos no inciso XIII do caput do art. 20 
desta Lei: 
I – incluirão seguro de responsabilidade civil contra eventuais danos causados 
ao meio ambiente ou a terceiros, como consequência da execução das 
operações relativas à prática de manejo florestal; 
.....................................................................................................................
............................... 
III – incluirão garantia de execução contratual destinada à cobertura de 
inadimplência de obrigações contratuais e sanções por descumprimento 
contratual. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art20%C2%A73.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art20%C2%A74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art20%C2%A75
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art21.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art21i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art21iii
 
§ 1º (Revogado). 
§ 1º-A. O ato convocatório definirá os valores a serem caucionados sob a forma 
de garantia de execução e de cobertura para danos, na forma do regulamento. 
§ 1º-B. A execução do seguro de responsabilidade civil será deduzida do 
montante de eventual reparação civil a que for condenado o infrator, por 
atividades associadas à execução do contrato de concessão florestal. 
§ 1º-C. A prestação integral do seguro e da garantia de execução contratual 
pode ser efetuada em fases, de acordo com a implementação dos contratos e 
das atividades de manejo florestal sustentável, nos termos do regulamento. 
§ 2º São modalidades de garantia aquelas previstas na forma da lei para 
contratos firmados com a administração pública. 
I – (revogado); 
II – (revogado); 
III – (revogado); 
IV – (revogado); 
V – (revogado). 
§ 3º Para concessão florestal a pessoas jurídicas de pequeno porte, 
microempresas e associações de comunidades locais, serão previstas em 
regulamento formas alternativas de fixação de seguros e de garantias. 
§ 4º O seguro e a garantia serão reajustados na forma do regulamento e do ato 
convocatório.” (NR) 
“Art. 27. 
.....................................................................................................................
...... 
.....................................................................................................................
............................... 
§ 5º É facultado ao concessionário promover a unificação operacional das 
atividades de manejo florestal sustentável em unidades de manejo florestal, 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art21%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art21%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art21%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art27%C2%A75
 
contínuas ou não, concedidas ao mesmo concessionário, desde que situadas na 
mesma unidade de conservação ou lote de concessão. 
§ 6º A unificação operacional ocorrerá por meio de termo aditivo aos contratos 
de concessão e permitirá a elaboração de um único PMFS para todas as 
unidades de manejo e a unificação das Operações florestais, nos termos do 
regulamento. 
§ 7º Os termos aditivos unificarão e manterão as obrigações contratuais, e 
caberá ao órgão gestor fazer as adequações necessárias decorrentes do ganho 
de escala da operação florestal, por meio da adição dos compromissos 
assumidos nas propostas vencedoras, de técnica e preço, presentes nos 
diferentes contratos a serem unificados.” (NR) 
“Art. 30. 
III - ao prazo máximo para o concessionário iniciar a execução do PMFS, a 
restauração e as demais atividades relativas a produtos e serviços previstas no 
objeto do contrato; 
V - ao modo, à forma e às condições de exploração de serviços e prática do 
manejo florestal, da restauração e das demais atividades relativas a produtos e 
serviços definidos como objeto da concessão; 
IX - à conservação de serviços ecossistêmicos e da biodiversidade assumida 
pelo concessionário e às ações direcionadas ao benefício da comunidade local, 
inclusive quanto à sua participação na receita decorrente da comercialização 
de créditos de carbono ou de serviços ambientais, quando for o caso, nos termos 
do regulamento; 
XII - às garantias e aos seguros a serem oferecidos pelo concessionário; 
XIII - à forma de monitoramento e avaliação das instalações, dos 
equipamentos, dos métodos e práticas de execução do manejo florestal 
sustentável, da restauração florestal e da exploração de demais serviços e 
produtos previstos no objeto do contrato; 
” (NR) 
“Art. 31. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art30iii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art30v
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art30ix
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art30xii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art30xiii
 
I - elaborar e executar o PMFS, a restauração florestal e a exploração de demais 
serviços e produtos, conforme previsto nas normas técnicas aplicáveis e nas 
especificações do contrato; 
II - evitar ações ou omissões passíveis de gerar danos ao ecossistema ou a 
qualquer de seus elementos, salvo se os danos decorrerem de invasões 
praticadas por terceiros, caso em que caberá ao concessionário o cumprimento 
da comunicação prevista no inciso III deste caput; 
V - cumprir e fazer cumprir as normas de manejo florestal, de restauração e de 
exploração de serviços e produtos, bem como as cláusulas contratuais da 
concessão; 
VI - garantir a execução do ciclo contínuo do manejo florestal, iniciada dentro 
do prazo máximo fixado no edital; 
X - comercializaros produtos auferidos em decorrência da execução do objeto 
do contrato, obtido mediante processo autorizativo específico e legislação 
vigente; 
XII - monitorar a execução do PMFS, da restauração e dos demais serviços e 
produtos, conforme estabelecido em contrato e na legislação vigente; 
XV - elaborar e disponibilizar o relatório anual sobre a execução do objeto da 
concessão ao órgão gestor, nos termos definidos no contrato; 
§ 2º Constitui requisito indispensável para o início das operações de exploração 
do objeto da concessão a obtenção da devida autorização ou licença ambiental 
pelo concessionário, nos termos do art. 18 desta Lei. 
.....................................................................................................................
....................... ” (NR) 
“Art. 32. A unidade de manejo deverá apresentar área geograficamente 
delimitada destinada à reserva absoluta, representativa dos ecossistemas 
florestais manejados, equivalente a, no mínimo, 5% (cinco por cento) do total 
da área concedida, para conservação da biodiversidade e para avaliação e 
monitoramento dos impactos do manejo florestal, da restauração e da 
exploração dos demais produtos e serviços previstos em contrato. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art31i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art31ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art31v
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art31vi
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art31x
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art31ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art31xv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art31%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art32.0
 
§ 3º A área de reserva absoluta poderá ser definida pelo órgão gestor 
previamente ao início das atividades previstas no contrato de concessão. 
§ 4º Para unidades de manejo florestal localizadas em unidades de conservação, 
a reserva absoluta poderá ser alocada em zonas de proteção da floresta pública, 
não atingida a área concedida.” (NR) 
“Art. 33. Para fins de garantir o direito de acesso às concessões florestais por 
Pessoas jurídicas de pequeno porte, por microempresas e por médias empresas, 
serão definidos no PPAOF, nos termos de regulamento, lotes de concessão com 
várias unidades de manejo de tamanhos diversos, estabelecidos com base em 
critérios técnicos, que deverão considerar as condições e as necessidades do 
setor florestal e dos demais setores econômicos envolvidos, as peculiaridades 
regionais, a estrutura das cadeias produtivas, as infraestruturas locais e o acesso 
aos mercados.” (NR) 
“Art. 36. 
§ 1º O preço referido no inciso I do caput deste artigo poderá ser parcelado, e 
seu valor, forma, prazo e condições de pagamento serão definidos no edital de 
licitação, com base em critérios técnicos e consideradas as peculiaridades 
locais. 
.....................................................................................................................
....................... ” (NR) 
“Art. 41. 
§ 6º Será elaborado plano plurianual de aplicação regionalizada dos recursos 
do FNDF, e o relatório de sua execução deverá integrar o relatório anual de 
que trata o § 2º do art. 53 desta Lei, no âmbito da União. 
.....................................................................................................................
....................... ” (NR) 
“Art. 42. 
§ 2º 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art32%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art33.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art36%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art41%C2%A76
 
II - constatação de deficiências sanáveis, que condiciona a manutenção 
contratual ao saneamento de todos os vícios e irregularidades verificados, no 
prazo máximo de 12 (doze) meses; 
.....................................................................................................................
....................... ” (NR) 
“Art. 44. 
§ 5º Em qualquer caso de extinção da concessão, o concessionário fará, por sua 
conta exclusiva, a remoção dos equipamentos e bens que não sejam objeto de 
reversão e ficará obrigado a reparar ou indenizar os danos decorrentes de suas 
atividades e a praticar os atos de recuperação determinados pelos órgãos 
competentes. 
§ 6º Extinta a concessão pelas causas previstas nos incisos II, III, IV e V 
do caput deste artigo no prazo de 10 (dez) anos após a assinatura do contrato, 
fica o poder concedente autorizado a convocar os licitantes remanescentes, na 
ordem de classificação, para assinar o termo de contrato pelo prazo 
remanescente do contrato extinto, mediante as seguintes condições, em 
conformidade com o ato convocatório: 
I – aceitar os termos contratuais vigentes assumidos pelo concessionário 
anterior, inclusive quanto aos preços e à proposta técnica atualizados; 
II – manter os bens reversíveis existentes; 
III – dar continuidade ao ciclo de produção florestal iniciado.” (NR) 
“Art. 45. 
.....................................................................................................................
...... 
§ 1º 
II - o concessionário descumprir o PMFS, as atividades de restauração ou os 
demais serviços e produtos previstos em contrato, de forma que afete elementos 
essenciais de proteção do meio ambiente e a sustentabilidade das atividades; 
III - o concessionário paralisar a execução do PMFS, das atividades de 
restauração ou dos demais serviços e produtos por prazo maior que o previsto 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art42%C2%A72ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art44%C2%A75
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art45%C2%A71ii.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art45%C2%A71iii
 
em contrato, ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força 
maior, ou as que, com anuência do órgão gestor, visem à proteção ambiental; 
V - o concessionário perder as condições econômicas, técnicas ou operacionais 
para manter a regular execução do PMFS, da restauração florestal ou da 
exploração dos demais serviços e produtos previstos em contrato; 
.....................................................................................................................
....................... ” (NR) 
“Art. 46. Desistência é o ato formal pelo qual o concessionário manifesta seu 
desinteresse pela continuidade da concessão. 
§ 1º A desistência é condicionada à aceitação expressa do poder concedente e 
dependerá de avaliação prévia do órgão competente para determinar o 
cumprimento ou não do PMFS, da restauração florestal e da exploração de 
demais produtos e serviços conforme especificado em contrato, devendo o 
desistente assumir o custo dessa avaliação e, conforme o caso, as obrigações 
emergentes. 
.....................................................................................................................
............................... 
§ 3º Regulamento detalhará os procedimentos para requerimento e aceitação 
da desistência, bem como a transição das obrigações do concessionário.” (NR) 
“Art. 48. 
.....................................................................................................................
...... 
§ 1º A inserção de unidades de manejo dentro de unidades de conservação de 
uso sustentável no PPAOF requer prévia autorização do órgão gestor da 
unidade de conservação. 
§ 2º Os recursos florestais e demais produtos e serviços não vedados nesta lei 
presentes nas unidades de manejo de florestas nacionais,estaduais e municipais 
somente serão objeto de concessão após aprovação do plano de manejo da 
unidade de conservação, nos termos da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000. 
.....................................................................................................................
....................... ” (NR) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art45%C2%A71v.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art46.1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art46%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art46%C2%A73.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art48%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art48%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9985.htm
 
“Art. 49. 
.....................................................................................................................
...... 
I - definir o PPAOF; 
II - ouvir o órgão consultivo sobre a adoção de ações de gestão de florestas 
públicas e sobre o PPAOF; 
.....................................................................................................................
............................... 
§ 2º No âmbito federal, as competências definidas neste artigo serão exercidas 
pelo órgão ou entidade competente do Poder Executivo federal, conforme 
regulamento.”(NR) 
“Art. 51. Sem prejuízo das atribuições do Conselho Nacional do Meio 
Ambiente (Conama), fica instituída a Comissão de Gestão de Florestas 
Públicas, no âmbito do órgão ou entidade competente do Poder Executivo 
federal, conforme regulamento, de natureza consultiva, com as funções de 
exercer, na esfera federal, as atribuições de órgão consultivo previstas nesta Lei 
e, especialmente: 
.....................................................................................................................
............................... 
II - manifestar-se sobre o PPAOF da União; 
.....................................................................................................................
....................... ” (NR) 
“Art. 53. 
.....................................................................................................................
...... 
I - elaborar proposta de PPAOF, a ser submetida ao poder concedente; 
.....................................................................................................................
............................... 
III – (revogado); 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art49i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art49ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art49%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art51.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art51ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art53i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art53iii.0
 
.....................................................................................................................
....................... ” (NR) 
“Art. 79-A. Aplicam-se às concessões florestais, quando couber e de forma 
subsidiária a esta Lei, o disposto nas Leis nºs 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, 
e 11.079, de 30 de dezembro de 2004, e em leis correlatas.” 
Art. 2º A Lei nº 11.516, de 28 de agosto de 2007, passa a vigorar com as 
seguintes alterações: 
“Art. 14-C. 
.....................................................................................................................
... 
.....................................................................................................................
............................... 
§ 5º O órgão gestor da unidade de conservação poderá conceder, isolada ou 
conjuntamente, a exploração das atividades previstas nos §§ 2º e 4º do art. 16 
da Lei nº 11.284, de 2 de março de 2006, observado o disposto na Lei nº 8.987, 
de 13 de fevereiro de 1995, conforme regulamento.” (NR) 
“Art. 14-D. As concessões em unidades de conservação poderão contemplar 
em seu objeto o direito de desenvolver e comercializar créditos de carbono e 
serviços ambientais, conforme regulamento.” 
Art. 3º A Lei nº 12.114, de 9 de dezembro de 2009, passa a vigorar com as 
seguintes alterações: 
“Art. 5º 
.....................................................................................................................
........ 
I - em apoio financeiro reembolsável mediante os instrumentos financeiros 
utilizados pelo agente financeiro; 
.....................................................................................................................
....................... ” (NR) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art79a.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8987cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L11079.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11516.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11516.htm#art14c%C2%A75
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11516.htm#art14d.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12114.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12114.htm#art5i.1
 
“Art. 7º 
.....................................................................................................................
........ 
Parágrafo único. O BNDES poderá habilitar outros agentes financeiros 
ou Financial Technologies (Fintechs), públicos ou privados, para atuar nas 
operações de financiamento com recursos do FNMC, desde que os riscos da 
atuação sejam suportados por esses agentes financeiros.” (NR) 
Art. 4º (VETADO). 
Art. 5º As concessões em unidades de conservação, terras públicas e bens dos 
entes federativos poderão contemplar em seu objeto o direito de desenvolver e 
de comercializar projetos de pagamento por serviços ambientais e créditos de 
carbono, conforme regulamento. 
Art. 6º O contrato de concessão florestal vigente na data da publicação desta 
Lei poderá adequar-se às novas disposições desta Lei, desde que com a 
concordância expressa do poder concedente e do concessionário, conforme 
regulamento. 
Art. 7º Ficam revogados os seguintes dispositivos da Lei nº 11.284, de 2 de 
março de 2006: 
I - incisos II, V e VI do § 1º do art. 16; 
II - §§ 1º a 8º do art. 18; 
III - § 1º e incisos I, II, III, IV e V do § 2º do art. 21; 
IV - alíneas “c” e “d” do inciso II do caput do art. 26; 
V - inciso IV do caput do art. 50; e 
VI - inciso III do caput do art. 53. 
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 24 de maio de 2023; 202o da Independência e 135o da República. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12114.htm#art7p.1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A71ii.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A71v
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art16%C2%A71vi.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art18%C2%A71.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art21%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art21%C2%A72ihttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art26iic
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art26iic
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art50iv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art50iv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art53iii.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm#art53iii.0
 
DIREITO PENAL 
Lei 14.597, de 14 de junho de 2023 Institui a Lei Geral do Esporte24 
 
Atenção. Esta lei possui vários dispositivos. Trouxe apenas a parte penal para 
o material, pois me parece que é o que poderia ser cobrado em concursos da 
magistratura (meu foco). O edital do TJPR , por exemplo, prevê a cobrança dos 
crimes previstos na lei geral do esporte. 
Art. 1,º. § 1º Entende-se por esporte toda forma de atividade 
predominantemente física que, de modo informal ou organizado, tenha por 
objetivo a prática de atividades recreativas, a promoção da saúde, o alto 
rendimento esportivo ou o entretenimento. 
CAPÍTULO VI 
DOS CRIMES CONTRA A ORDEM ECONÔMICA ESPORTIVA 
Seção I 
Do Crime de Corrupção Privada no Esporte 
Art. 165. Exigir, solicitar, aceitar ou receber vantagem indevida, como 
representante de organização esportiva privada, para favorecer a si ou a 
terceiros, direta ou indiretamente, ou aceitar promessa de vantagem indevida, 
a fim de realizar ou de omitir ato inerente às suas atribuições: Pena - reclusão, 
de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem oferece, promete, entrega 
ou paga, direta ou indiretamente, ao representante da organização esportiva 
privada, vantagem indevida. 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-Novo crime. Não estava previsto no Estatuto do Torcedor. 
 2-Crime próprio. 
3-Núcleos exigir, solicitar e aceitar são crimes formais. Neste caso a tentativa não é possível. 
4- Núcleo receber é crime material. Admite tentativa. 
 
24 Inserido em 17.09.2023 
 
5-Competência da Justiça Estadual. 
6-Ação Penal Pública Incondicionada. 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais. 
Seção II 
Dos Crimes na Relação de Consumo em Eventos Esportivos 
Art. 166. Vender ou portar para venda ingressos de evento esportivo, por preço 
superior ao estampado no bilhete: Pena - reclusão, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e 
multa. 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-Crime estava previsto no estatuto do torcedor, art. 41-F. Princípio da continuidade normativo 
típica. A expressão “portar para venda” é novidade e não retroage. 
 2-Crime comum. 
3-Vender ou portar configura o crime. Logo, não há necessidade da efetiva venda. Crime de 
mera conduta. 
4- Não admite tentativa. 
5-Competência da Justiça Estadual. 
6-Ação Penal Pública Incondicionada. 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais. São cabíveis os institutos 
despenalizadores da Lei n. 9.099/95. 
Art. 167. Fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos para venda 
por preço superior ao estampado no bilhete:Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 
(quatro) anos, e multa. 
Parágrafo único. A pena será aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o 
agente for servidor público, dirigente ou funcionário de organização esportiva 
que se relacione com a promoção do evento ou competição, de empresa 
contratada para o processo de emissão, distribuição e venda de ingressos ou de 
torcida organizada e se utilizar dessa condição para os fins previstos neste 
artigo. 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-Crime estava previsto no estatuto do torcedor, art. 41-G. Princípio da continuidade 
normativo típica. 
 2-Crime comum. 
3-Crime formal. Irrelevante se obtém a vantagem. 
4- A tentativa é admitida quando o iter crimes é fracionado. 
 
5-Competência da Justiça Estadual. 
6-Ação Penal Pública Incondicionada. 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais. 
Seção III 
Dos Crimes contra a Propriedade Intelectual das Organizações Esportivas 
Utilização indevida de símbolos oficiais 
Art. 168. Reproduzir, imitar, falsificar ou modificar indevidamente quaisquer 
sinais visivelmente distintivos, emblemas, marcas, logomarcas, mascotes, 
lemas, hinos e qualquer outro símbolo de titularidade de organização 
esportiva:Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-Delitos previstos no art. 30 da Lei Geral da Copa e no art. 189 da Lei 9.279/96. 
 2-Crime comum. 
3-Crime formal. 
4- A tentativa é admitida quando o iter crimes é fracionado. 
5-Competência da Justiça Estadual. 
6-Ação Penal Pública condicionada à representação da organização esportiva titular dos 
direitos violados. Ver art. 172. 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais. 
 
Art. 169. Importar, exportar, vender, distribuir, oferecer ou expor à venda, 
ocultar ou manter em estoque quaisquer sinais visivelmente distintivos, 
emblemas, marcas, logomarcas, mascotes, lemas, hinos e qualquer outro 
símbolo de titularidade de organização esportiva ou produtos resultantes de sua 
reprodução, imitação, falsificação ou modificação não autorizadas para fins 
comerciais ou de publicidade: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-Crime previsto no art. 31 da lei geral da copa e art. 190 da Lei 9279/96. 
 2-Crime comum. 
3-Crime formal. 
4- A tentativa é admitida quando o iter crimes é fracionado. 
5-Competência da Justiça Estadual. 
 
 6- Ação Penal Pública incondicionada. Ver art. 172. 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais. 
Marketing de Emboscada por Associação 
Art. 170. Divulgar marcas, produtos ou serviços, com o fim de alcançar 
vantagem econômica ou publicitária, por meio de associação com sinais 
visivelmente distintivos, emblemas, marcas, logomarcas, mascotes, lemas, 
hinos e qualquer outro símbolo de titularidade de organização esportiva, sem 
sua autorização ou de pessoa por ela indicada, induzindo terceiros a acreditar 
que tais marcas, produtos ou serviços são aprovados, autorizados ou 
endossados pela organização esportiva titular dos direitos violados:Pena - 
detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. 
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem, sem autorização da 
organização esportiva promotora de evento esportivo ou de pessoa por ela 
indicada, vincular o uso de ingressos, de convites ou de qualquer espécie de 
autorização de acesso aos eventos esportivos a ações de publicidade ou a 
atividades comerciais, com o intuito de obter vantagem econômica. 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-Crime previsto no art. 32 da lei geral da copa. 
 2-Crime comum. 
3-Crime material. 
4- A tentativa é admitida. 
5-Competência da Justiça Estadual. 
 6- Ação Penal Pública condicionada à representação da organização esportiva titular dos 
direitos violados. Ver art. 172 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais. Possível aplicar institutos despenalizados 
da lei n. 9.099/95. 
Marketing de Emboscada por Intrusão 
Art. 171. Expor marcas, negócios, estabelecimentos, produtos ou serviços ou 
praticar atividade promocional, não autorizados pela organização esportiva 
proprietária ou por pessoa por ela indicada, atraindo de qualquer forma a 
atenção pública nos locais da ocorrência de eventos esportivos, com o fim de 
obter vantagem econômica ou publicitária: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 
1 (um) ano, ou multa. 
 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-Crime previsto no art. 33 da lei geral da copa . 
 2-Crime comum. 
3-Crime formal. 
4- A tentativa é admitida quando o iter crimes é fracionado. 
5-Competência da Justiça Estadual. 
 6- Ação Penal Pública condicionada à representação da organização esportiva titular dos 
direitos violados. Ver art. 172 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais.Art. 172. Nos crimes previstos nesta Seção, somente se procede mediante 
representação da organização esportiva titular dos direitos violados, com 
exceção do crime previsto no art. 169 desta Lei, em que a ação é pública 
incondicionada. 
CAPÍTULO V 
DOS CRIMES CONTRA A INTEGRIDADE E A PAZ NO ESPORTE 
Seção I 
Dos Crimes contra a Incerteza do Resultado Esportivo 
Art. 198. Solicitar ou aceitar, para si ou para outrem, vantagem ou promessa 
de vantagem patrimonial ou não patrimonial para qualquer ato ou omissão 
destinado a alterar ou falsear o resultado de competição esportiva ou evento a 
ela associado: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-corrupção passiva desportiva . antigo delito descrito no art. 41-c do estatuto do torcedor. 
Princípio da continuidade típico normativa. 
 2-Crime comum. 
3-Crime formal. 
4- A tentativa é admitida quando o iter crimes é fracionado. 
5-Competência da Justiça Estadual. 
 6- Ação Penal Pública incondicionada. 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais. 
 
 
Art. 199. Dar ou prometer vantagem patrimonial ou não patrimonial com o fim 
de alterar ou falsear o resultado de competição esportiva ou evento a ela 
associado: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-Corrupção passiva desportiva. Crime previsto no art. 41-d do estatuto do torcedor. Princípio 
da continuidade típico normativa. 
 2-Crime comum. 
3-Crime formal. 
4- A tentativa é admitida quando o iter crimes é fracionado. 
5-Competência da Justiça Estadual. 
 6- Ação Penal Pública incondicionada. 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais. 
Art. 200. Fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, de 
qualquer forma, o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-estelionato desportivo Crime previsto no art. 41-e do estatuto do torcedor. Princípio da 
continuidade típico normativa. 
 2-Crime comum. 
3-Crime formal. 
4- A tentativa é admitida quando o iter crimes é fracionado. 
5-Competência da Justiça Estadual. 
 6- Ação Penal Pública incondicionada. 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais. 
Seção II 
Dos Crimes contra a Paz no Esporte 
Art. 201. Promover tumulto, praticar ou incitar a violência ou invadir local 
restrito aos competidores ou aos árbitros e seus auxiliares em eventos 
esportivos: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. 
 
§ 1º Incorrerá nas mesmas penas o torcedor que: 
I - promover tumulto, praticar ou incitar a violência em um raio de 5.000 m 
(cinco mil metros) ao redor do local de realização do evento esportivo ou 
durante o trajeto de ida e volta do local da realização do evento; 
II - portar, deter ou transportar, no interior da arena esportiva, em suas 
imediações ou no seu trajeto, em dia de realização de evento esportivo, 
quaisquer instrumentos que possam servir para a prática de violência; 
III - participar de brigas de torcidas. 
Plus: Algumas anotações sobre esse crime. 
1-Antigo crime do art. 41-B do Estatuto do Torcedor. Princípio da continuidade normativo 
típica. Os §§6º e 7º (descrito abaixo)abaixo são novidade. 
2-Crime comum. 
3- Conceito de torcedor: Torcedor é toda pessoa que aprecia, apoia ou se associa a qualquer 
organização esportiva que promove a prática esportiva do País e acompanha a prática de 
determinada modalidade esportiva, incluído o espectador-consumidor do espetáculo esportivo 
3-Modalidades promover e praticar: crime material. Modalidade incitar violência: crime 
formal. Modalidade invadir local restrito: crime de mera conduta. 
4- A tentativa é admitida quando o iter crimes é fracionado. 
5-Competência da Justiça Estadual. 
 6- Ação Penal Pública incondicionada. 
7-É cabível ANPP se preenchidos os requisitos legais. Cabem os institutos despenalizadores da 
lei n. 9.099/95. 
§ 2º Na sentença penal condenatória, o juiz deverá converter a pena de 
reclusão em pena impeditiva de comparecimento às proximidades da arena 
esportiva, bem como a qualquer local em que se realize evento esportivo, pelo 
prazo de 3 (três) meses a 3 (três) anos, de acordo com a gravidade da conduta, 
na hipótese de o agente ser primário, ter bons antecedentes e não ter sido 
punido anteriormente pela prática de condutas previstas neste artigo. 
§ 3º A pena impeditiva de comparecimento às proximidades da arena esportiva, 
bem como a qualquer local em que se realize evento esportivo, converter-se-á 
em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da 
restrição imposta. 
 
§ 4º Na conversão de pena prevista no § 2º deste artigo, a sentença deverá 
determinar ainda a obrigatoriedade suplementar de o agente permanecer em 
estabelecimento indicado pelo juiz, no período compreendido entre as 2 (duas) 
horas antecedentes e as 2 (duas) horas posteriores à realização de provas ou de 
partidas de organização esportiva ou de competição determinada. 
§ 5º No caso de o representante do Ministério Público propor aplicação da 
pena restritiva de direito prevista no art. 76 da Lei nº 9.099, de 26 de setembro 
de 1995, o juiz aplicará a sanção prevista no § 2º deste artigo. 
§ 6º A pena prevista neste artigo será aumentada de 1/3 (um terço) até a metade 
para aquele que organiza ou prepara o tumulto ou incita a sua prática, 
inclusive nas formas dispostas no § 1º deste artigo, não lhe sendo aplicáveis as 
medidas constantes dos §§ 2º, 3º, 4º e 5º deste artigo. 
§ 7º As penalidades previstas neste artigo serão aplicadas em dobro quando se 
tratar de casos de racismo no esporte brasileiro ou de infrações cometidas 
contra as mulheres. 
Lei 14.532 de 11 de janeiro de 2023 Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 
(Lei do Crime Racial), e o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código 
Penal), para tipificar como crime de racismo a injúria racial, prever pena de 
suspensão de direito em caso de racismo praticado no contexto de atividade esportiva 
ou artística e prever pena para o racismo religioso e recreativo e para o praticado por 
funcionário público. 
 
Art. 1º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (Lei do Crime Racial), passa a 
vigorar com as seguintes alterações: 
“Art. 2º-A Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão 
de raça, cor, etnia ou procedência nacional. 
Pena: reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 
Parágrafo único. A pena é aumentada de metade se o crime for cometido 
mediante concurso de 2 (duas) ou mais pessoas.” 
“Art. 20. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9099.htm#art76
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9099.htm#art76
 
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos neste artigo for cometido por intermédio 
dos meios de comunicação social, de publicação em redes sociais, da rede 
mundial de computadores ou de publicação de qualquer natureza (...) 
§ 2º-A Se qualquer dos crimes previstos neste artigo for cometido no contexto 
de atividades esportivas, religiosas, artísticas ou culturais destinadas ao público: 
Pena: reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e proibição de frequência, por 3 
(três) anos, a locais destinados a práticas esportivas, artísticas ou culturais 
destinadas ao público, conforme o caso.*aplicável apenas em relação ao crime do art. 20(não se 
aplica para injúria racial). Note a cumulação da pena privativa de liberdade com a pena restritiva de direitos. 
§ 2º-B Sem prejuízo da pena correspondente à violência, incorre nas mesmas 
penas previstas no caput deste artigo quem obstar, impedir ou empregar 
violência contra quaisquer manifestações ou práticas religiosas. 
§ 3º No caso do § 2º deste artigo, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério 
Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de 
desobediência: (...) 
“Art. 20-A. Os crimes previstos nesta Lei terão as penas aumentadasde 1/3 
(um terço) até a metade, quando ocorrerem em contexto ou com intuito de 
descontração, diversão ou recreação.” * racismo recreativo/racismo de entretenimento 
“Art. 20-B. Os crimes previstos nos arts. 2º-A e 20 desta Lei terão as penas 
aumentadas de 1/3 (um terço) até a metade, quando praticados por funcionário 
público, conforme definição prevista no Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 (Código Penal), no exercício de suas funções ou a pretexto 
de exercê-las.” 
“Art. 20-C. Na interpretação desta Lei, o juiz deve considerar como 
discriminatória qualquer atitude ou tratamento dado à pessoa ou a grupos 
minoritários que cause constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou 
exposição indevida, e que usualmente não se dispensaria a outros grupos em 
razão da cor, etnia, religião ou procedência.” 
“Art. 20-D. Em todos os atos processuais, cíveis e criminais, a vítima dos 
crimes de racismo deverá estar acompanhada de advogado ou defensor 
público.” 
Art. 2º O § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 
(Código Penal), passa a vigorar com a seguinte redação: 
 
“Art. 140. (...) 
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à 
condição de pessoa idosa ou com deficiência: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.”(NR) 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
• Dados importantes sobre a injúria racial(art. 2º-A da Lei 7716/89) 
 A Lei 14.532/2023 levou a injúria racial do Código Penal para a Lei do Crime Racial. 
Ausência de Abolitio Criminis. Continuidade normativo típica. 
 Injúria racial é uma forma de racismo. Reforço do entendimento jurisprudencial acerca da 
imprescritibilidade. 
 O art. 140, §3º do CP não foi inteiramente revogado. Continua punindo a injúria envolvendo 
elementos referentes à religião, condição de pessoa idosa ou condição de pessoa com deficiência. 
 Ação penal pública incondicionada 
 Não admite suspensão condicional do processo. 
 A lei 14.532/2023 é irretroativa. Crimes cometidos antes de 11.01.2023 continuam 
respondendo pelo art. 140, §3º do CP. 
 Comparações: 
Antes da Lei 14.532/2023 a injúria racial era 
conduta punida no art. 140, §3º do CP 
Depois da Lei 14.523/2023 a injúria racial 
passou a ser punida pelo art. 2ºA da Lei 
7.716/89 
Art. 140 (...) 
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de 
elementos referentes a: 
Art. 2º-A Injuriar alguém, ofendendo-lhe a 
dignidade ou o decoro, em razão de. 
Parágrafo único. 
Raça Raça 
Cor Cor 
Etnia Etnia 
Religião X 
Origem Procedência nacional 
Condição de pessoa idosa X 
Portadora de deficiência X 
Pena - reclusão de 1 a 3 anos e multa. Pena: reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e 
multa. 
X A pena é aumentada de metade se o crime for 
cometido mediante concurso de 2 (duas) ou 
mais pessoas. 
 
• Dados importantes sobre o racismo (art. 20 da Lei 7716/89) 
 A qualificadora do §2º do art. 20 também se aplica para publicações em redes sociais. 
Inclusão expressa, embora a lei já falasse em “publicação de qualquer natureza”. 
 
Competência da Justiça Federal para julgar falas de cunho racista divulgadas em perfis 
abertos do Facebook e do Youtube. 
 
Lei 14.562 de 26 de abril de 2023 Altera o art. 311 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 (Código Penal), para criminalizar a conduta de quem adultera 
sinal identificador de veículo não categorizado como automotor. 
 
Art. 1º Esta Lei altera o art. 311 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro 
de 1940 (Código Penal), para criminalizar a conduta de quem adultera sinal 
identificador de veículo não categorizado como automotor. 
Art. 2º O art. 311 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código 
Penal), passa a vigorar com a seguinte redação: 
“Adulteração de sinal identificador de veículo 
Art. 311. Adulterar, remarcar ou suprimir número de chassi, monobloco, 
motor, placa de identificação, ou qualquer sinal identificador de veículo 
automotor, elétrico, híbrido, de reboque, de semirreboque ou de suas 
combinações, bem como de seus componentes ou equipamentos, sem 
autorização do órgão competente: 
(...) 
§ 2º Incorrem nas mesmas penas do caput deste artigo: 
I – o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do 
veículo remarcado ou adulterado, fornecendo indevidamente material ou 
informação oficial; 
II – aquele que adquire, recebe, transporta, oculta, mantém em depósito, 
fabrica, fornece, a título oneroso ou gratuito, possui ou guarda maquinismo, 
aparelho, instrumento ou objeto especialmente destinado à falsificação e/ou 
adulteração de que trata o caput deste artigo; ou 
III – aquele que adquire, recebe, transporta, conduz, oculta, mantém em 
depósito, desmonta, monta, remonta, vende, expõe à venda, ou de qualquer 
forma utiliza, em proveito próprio ou alheio, veículo automotor, elétrico, 
híbrido, de reboque, semirreboque ou suas combinações ou partes, com 
número de chassi ou monobloco, placa de identificação ou qualquer sinal 
identificador veicular que devesse saber estar adulterado ou remarcado. 
§ 3º Praticar as condutas de que tratam os incisos II ou III do § 2º deste artigo 
no exercício de atividade comercial ou industrial: 
 
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. 
§ 4º Equipara-se a atividade comercial, para efeito do disposto no § 3º deste 
artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, inclusive aquele 
exercido em residência.” (NR) 
 
• Dados importantes sobre o novo tipo penal: 
 Crime contra a fé pública. 
 Ação penal pública incondicionada 
 Incompatível com os institutos da Lei n. 9.099/95. 
 Cabível ANPP, desde que presentes os requisitos. 
 Não se admite modalidade culposa. 
 Crime formal: consuma-se com a adulteração, remarcação ou supressão, independentemente 
de prejudicar alguém. 
 Em relação à supressão= não ocorreu novatio legis in pejus, pois o STJ entendia que a conduta 
de suprimir estava inserida no verbo “adulterar”. 
 Em relação ao reboque e semirreboque houve novatio legis in pejus. O STJ não reconhecia o 
crime em se tratando de veículo do tipo reboque ou semirreboque, tendo em vista o princípio da 
legalidade. 
 A Lei 14.562/2023 entrou em vigor na data da sua publicação (27/4/2023). Tais condutas, 
para que sejam punidas, deverão ter sido praticadas a partir do dia 27/4/2023, data em que entrou 
em vigor a Lei 14.562/2023, tendo em vista que se trata de novatio legis in pejus, sendo, portanto, 
irretroativa 
 
Lei 14.550, de 19 de abril de 2023 Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 
(Lei Maria da Penha), para dispor sobre as medidas protetivas de urgência e 
estabelecer que a causa ou a motivação dos atos de violência e a condição do ofensor 
ou da ofendida não excluem a aplicação da Lei. 
Art. 1º O art. 19 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), 
passa a vigorar acrescido dos seguintes §§ 4º, 5º e 6º: 
“Art. 19. (...) 
§ 4º As medidas protetivas de urgência serão concedidas em juízo de cognição 
sumária a partir do depoimento da ofendida perante a autoridade policial ou 
da apresentação de suas alegações escritas e poderão ser indeferidas no caso de 
avaliação pela autoridade de inexistência de risco à integridade física, 
psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art19%C2%A74
 
§ 5º As medidas protetivas de urgência serão concedidas independentemente 
da tipificação penal da violência, do ajuizamento de ação penal ou cível, da 
existência de inquérito policial ou do registro de boletim de ocorrência. 
§ 6º As medidas protetivas de urgência vigorarão enquanto persistir risco à 
integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de 
seus dependentes.” (NR) 
Art. 2º A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a 
vigorar37 
DIREITO AMBIENTAL ........................................................................................................ 40 
Lei 14.653, de 23 de agosto de 2023 Altera as Leis ns. 12.651, de 25 de maio de 2012 e 14.119, 
de 13 de janeiro de 2021, para disciplinar a intervenção e a implantação de instalações necessárias 
à recuperação e à proteção de nascentes. ............................................................................... 40 
Lei 14.567 de 4 de maio de 2023 Reconhece as escolas de samba como manifestação da cultura 
nacional. ............................................................... .............................................................. 41 
Lei 14.555 de 25 de abril de 2023 Reconhece as festas juninas como manifestação da 
cultura nacional. ............................................................... .................................................. 42 
Lei 14.590 de 24 de maio de 2023- Altera a Lei nº 11.284, de 2 de março de 2006, que dispõe 
sobre a gestão de florestas públicas para a produção sustentável, a Lei nº 11.516, de 28 de agosto 
de 2007, que dispõe sobre a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da 
Biodiversidade, e a Lei nº 12.114, de 9 de dezembro de 2009, que cria o Fundo Nacional sobre 
Mudança do Clima. ............................................................... ............................................. 42 
DIREITO PENAL ................................................................................................................... 58 
Lei 14.597, de 14 de junho de 2023 Institui a Lei Geral do Esporte ..................................... 58 
Lei 14.532 de 11 de janeiro de 2023 Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (Lei do Crime 
Racial), e o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para tipificar como 
crime de racismo a injúria racial, prever pena de suspensão de direito em caso de racismo 
praticado no contexto de atividade esportiva ou artística e prever pena para o racismo religioso e 
recreativo e para o praticado por funcionário público. ........................................................... 65 
 
Lei 14.562 de 26 de abril de 2023 Altera o art. 311 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro 
de 1940 (Código Penal), para criminalizar a conduta de quem adultera sinal identificador de 
veículo não categorizado como automotor. ........................................................................... 68 
Lei 14.550, de 19 de abril de 2023 Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da 
Penha), para dispor sobre as medidas protetivas de urgência e estabelecer que a causa ou a 
motivação dos atos de violência e a condição do ofensor ou da ofendida não excluem a aplicação 
da Lei. ............................................................... ................................................................. 69 
Lei 14.674, de 14 de setembro de 2023 Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria 
da Penha), para dispor sobre auxílio-aluguel a ser concedido pelo juiz em decorrência de situação 
de vulnerabilidade social e econômica da ofendida afastada do lar. ....................................... 70 
Lei 14.541, de 3 de abril de 2023 Dispõe sobre a criação e o funcionamento ininterrupto de 
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. ........................................................... 72 
Lei 14.599 de 19 de junho de 2023 promoveu alterações no Código de Trânsito Brasileiro . 73 
DIREITO ADMINISTRATIVO ............................................................................................ 74 
Lei 14.662, de 24 de agosto de 2023 Altera a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, para determinar 
que a alteração de contrato de consórcio público dependerá de ratificação mediante leis 
aprovadas pela maioria dos entes federativos consorciados. ..................................................... 74 
Lei 14.540, de 3 de abril de 2023 Institui o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio 
Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual no âmbito da 
administração pública, direta e indireta, federal, estadual, distrital e municipal. ..................... 75 
Lei 14.583, de 16 de maio de 2023. Dispõe sobre a difusão por órgãos públicos dos direitos 
fundamentais e dos direitos humanos, especialmente os que tratam de mulheres, crianças, 
adolescentes e idosos. ............................................................... ........................................... 79 
Lei 14.000 de 19 de junho de 2023 promoveu alterações em várias leis, mas a que mais chamou 
atenção foi a realizada na Lei de 8.745, de 9 de dezembro de 1993 que Dispõe sobre a contratação 
por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos 
do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal, e dá outras providências. ......................................... 80 
Lei 14.628 de 20 de julho de 2023 Institui o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o 
Programa Cozinha Solidária; altera as Leis nºs 12.512, de 14 de outubro de 2011, e 14.133, de 1º 
de abril de 2021 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos); e revoga dispositivos das Leis 
 
nºs 11.718, de 20 de junho de 2008, 11.775, de 17 de setembro de 2008, 12.512, de 14 de outubro 
de 2011, e 14.284, de 29 de dezembro de 2021. ..................................................................... 81 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera 
o DL 3.365, de 21 de junho de 1941 (Lei da Desapropriação), entre outras. ........................... 82 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera 
a Lei nº 12.462, de 4 de agosto de 2011 (DISPÕE SOBRE O RDC) entre outras. .................. 87 
DIREITO TRIBUTÁRIO ....................................................................................................... 88 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera 
a Lei nº 10.931, de 2 de agosto de 2004 (DISPÕE SOBRE O PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO) 
entre outras. .............................................................................................................................. 88 
 
INFORMAÇÕES INTRODUTÓRIAS 
Aqui você encontrará basicamente uma compilação das inovações legislativas de 
2023, separadas por matérias, com grifos e algumas anotações, conforme meu critério 
pessoal. O intuito é memorizar a lei seca, por isso, não há grandes apontamentos 
doutrinários e jurisprudenciais, salvo se necessários para minha compreensão, se 
achei importante ou se fiz algum link com algum outro ponto da matéria. Para a 
confecção usei o site do planalto e o dizer o direito. Outras fontes foram mencionadas 
no decorrer do arquivo. 
Legenda: Negrito e grifos em amarelo eu usei para destacar fragmentos que vão 
facilitar a revisão; Negrito em vermelho para expressões que podem ser modificadas 
e que podem confundir como: total, expressamente, vedada, sem prejuízo, ainda que; 
Grifos em azul ou letra azul para prazos. 
Este compilado está sendo atualizado conforme minha disponibilidade e estará 
sempre no nosso drive para baixar gratuitamente. 
Última atualização realizada em 17.09.2023 (versão 5)- as leis incluídas foram 
referenciadas em nota de rodapé. Estou ciente da existência, mas ainda não inclui 
aqui e também não avaliei a pertinência de incluir o Decreto 11.491/2023, Lei 
Complementar 199/2023, Lei 14.644/2023, Lei 14.645/2023, Lei Complementar 
200/2023. 
ANOTE AQUI A SUA ÚLTIMA REVISÃO COMPLETA DESTE MATERIAL: 
 
 
DIREITO DO TRABALHO 
Lei 14.647, de 4 de agosto de 2023. Altera a CLT para estabelecer a inexistência de 
vínculo empregatício entre entidades religiosas ou instituições de ensino vocacional 
e seus ministros, membros ou quaisquer outros que a eles e equiparem1 
Art. 1º O art. 442 da Consolidação das Leis do Trabalhoacrescida do seguinte art. 40-A: 
“Art. 40-A. Esta Lei será aplicada a todas as situações previstas no seu art. 5º, 
independentemente da causa ou da motivação dos atos de violência e da 
condição do ofensor ou da ofendida.” 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Lei 14.674, de 14 de setembro de 2023 Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 
(Lei Maria da Penha), para dispor sobre auxílio-aluguel a ser concedido pelo juiz em 
decorrência de situação de vulnerabilidade social e econômica da ofendida afastada 
do lar. 25 
Art. 1º O art. 23 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), 
passa a vigorar acrescido do seguinte inciso VI: 
“Art. 23..................................................... 
.......................................................... 
VI – conceder à ofendida auxílio-aluguel, com valor fixado em função de sua 
situação de vulnerabilidade social e econômica, por período não superior a 6 
(seis) meses.” (NR) 
Art. 2º As despesas com o pagamento do auxílio-aluguel de que trata o inciso 
VI do caput do art. 23 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da 
Penha), poderão ser custeadas com recursos oriundos de dotações 
orçamentárias do Sistema Único de Assistência Social a serem consignados 
pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios para os benefícios 
eventuais da assistência social de que tratam o inciso I do caput do art. 13, 
 
25 Inserida em 17.09.2023 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art40a
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2006-08-07;11340!art23
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2006-08-07;11340!art23_cpt_inc6
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2006-08-07;11340!art23_cpt_inc6
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2006-08-07;11340!art23_cpt_inc6
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2006-08-07;11340!art23_cpt_inc6
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art13_cpt_inc1
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art13_cpt_inc1
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art13_cpt_inc1
 
o inciso I do caput do art. 14, o inciso I do caput do art. 15 e os arts. 22 e 30-A 
da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993. 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Plus: artigos mencionados pelo art. 2º da Lei 14.674/2023 
Art. 13. Compete aos Estados: 
I - destinar recursos financeiros aos Municípios, a título de participação no custeio do 
pagamento dos benefícios eventuais de que trata o art. 22, mediante critérios estabelecidos pelos 
Conselhos Estaduais de Assistência Social; 
Art. 14. Compete ao Distrito Federal: 
I - destinar recursos financeiros para custeio do pagamento dos benefícios eventuais de que 
trata o art. 22, mediante critérios estabelecidos pelos Conselhos de Assistência Social do 
Distrito Federal; 
 Art. 15. Compete aos Municípios: 
I - destinar recursos financeiros para custeio do pagamento dos benefícios eventuais de que 
trata o art. 22, mediante critérios estabelecidos pelos Conselhos Municipais de Assistência 
Social; 
Art. 22. Entendem-se por benefícios eventuais as provisões suplementares e provisórias que 
integram organicamente as garantias do Suas e são prestadas aos cidadãos e às famílias em 
virtude de nascimento, morte, situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade 
pública. 
§ 1o A concessão e o valor dos benefícios de que trata este artigo serão definidos pelos Estados, 
Distrito Federal e Municípios e previstos nas respectivas leis orçamentárias anuais, com base 
em critérios e prazos definidos pelos respectivos Conselhos de Assistência Social. 
§ 2o O CNAS, ouvidas as respectivas representações de Estados e Municípios dele 
participantes, poderá propor, na medida das disponibilidades orçamentárias das 3 (três) esferas 
de governo, a instituição de benefícios subsidiários no valor de até 25% (vinte e cinco por cento) 
do salário-mínimo para cada criança de até 6 (seis) anos de idade. 
§ 3o Os benefícios eventuais subsidiários não poderão ser cumulados com aqueles instituídos 
pelas Leis no 10.954, de 29 de setembro de 2004, e no 10.458, de 14 de maio de 2002. 
Art. 30-A. O cofinanciamento dos serviços, programas, projetos e benefícios eventuais, no que 
couber, e o aprimoramento da gestão da política de assistência social no Suas se efetuam por 
meio de transferências automáticas entre os fundos de assistência social e mediante alocação 
de recursos próprios nesses fundos nas 3 (três) esferas de governo. (Incluído pela Lei 
nº 12.435, de 2011) 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art14_cpt_inc1
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art14_cpt_inc1
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art14_cpt_inc1
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art15_cpt_inc1
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art15_cpt_inc1
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art15_cpt_inc1
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art22
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art30-1
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1993-12-07;8742!art30-1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.954.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10458.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12435.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12435.htm#art2
 
Parágrafo único. As transferências automáticas de recursos entre os fundos de assistência 
social efetuadas à conta do orçamento da seguridade social, conforme o art. 204 da 
Constituição Federal, caracterizam-se como despesa pública com a seguridade social, na forma 
do art. 24 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000. (Incluído pela Lei 
nº 12.435, de 2011) 
 
Lei 14.541, de 3 de abril de 2023 Dispõe sobre a criação e o funcionamento 
ininterrupto de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. 
 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a criação e o funcionamento ininterrupto de 
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam). 
Art. 2º Além das funções de atendimento policial especializado para as 
mulheres e de polícia judiciária, o Poder Público prestará, por meio da 
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), e mediante 
convênio com a Defensoria Pública, os órgãos do Sistema Único de 
Assistência Social e os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a 
Mulher ou varas criminais competentes, a assistência psicológica e jurídica à 
mulher vítima de violência. 
Art. 3º As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) têm 
como finalidade o atendimento de todas as mulheres que tenham sido vítimas 
de violência doméstica e familiar, crimes contra a dignidade sexual e 
feminicídios, e funcionarão ininterruptamente, inclusive em feriados e finais 
de semana. 
§ 1º O atendimento às mulheres nas delegacias será realizado em sala reservada 
e, preferencialmente, por policiais do sexo feminino. 
§ 2º Os policiais encarregados do atendimento a que se refere o § 1º deste artigo 
deverão receber treinamento adequado para permitir o acolhimento das vítimas 
de maneira eficaz e humanitária. 
§ 3º As Delegacias Especializadas disponibilizarão número de telefone ou outro 
mensageiro eletrônico destinado ao acionamento imediato da polícia em casos 
de violência contra a mulher. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art204
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art204https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp101.htm#art24
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12435.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12435.htm#art2
 
Art. 4º Nos Municípios onde não houver Delegacia Especializada de 
Atendimento à Mulher (Deam), a delegacia existente deverá priorizar o 
atendimento da mulher vítima de violência por agente feminina especializada. 
Art. 5º Os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) 
destinados aos Estados poderão ser utilizados para a criação de Delegacias 
Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) em conformidade com as 
normas técnicas de padronização estabelecidas pelo Poder Executivo. 
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Lei 14.599 de 19 de junho de 202326 promoveu alterações no Código de Trânsito 
Brasileiro 
 
Atenção. A lei 14.599/23 promoveu várias alterações no CTB. Aponta-se aqui 
apenas o aspecto penal. 
1) A ABNT publicou a NBR n. 10.697 em 2020 (pesquisa de sinistros de 
trânsito) e promoveu algumas alterações de terminologia. A lei 14.599/23 veio 
adequar a nomenclatura existente no CTB com a NBR mencionada. Desta 
forma, os termos “acidente” foram substituídos por sinistro e “acidentado” por 
sinistrado. 
A adequação de texto foi realizada, no título “crimes em espécie”, nos arts. 
301, 302, §1º, III, 304, 305, 312, 312- A, II, III e IV. 
Colhe-se do CTB, ANEXO I “dos conceitos e definições” que SINISTRO DE 
TRÂNSITO É: evento que resulta em dano ao veículo ou à sua carga e/ou em lesões 
a pessoas ou animais e que pode trazer dano material ou prejuízo ao trânsito, à via ou 
ao meio ambiente, em que pelo menos uma das partes está em movimento nas vias 
terrestres ou em áreas abertas ao público. 
Para a Prof. Luana (extraído dos stories do instagram @luanadavico) “Agora 
pode ser um evento com dolo, culpa ou sem nenhum dos dois. Podem 
configurar os tipos do art. 304 e 305 e 312. No caso de ausência de elemento 
subjetivo, não adentra ao 312 pois o tipo depende de investigação criminal, nem 
no 301 por ser regime jurídico de crime. No caso de dolo eventual, a aplicação 
do art. 301 também se afastaria, pois este se refere ao 302/303 que são culposos. 
O que poderia passar batido é que no conceito de sinistro, a lei trouxe lesões 
a pessoas ou animais. Em interpretação da norma, os tipos do art. 304 e 305 
 
26 Incluída em 01.07.2023 
 
estarão configurados se a vítima for um animal (desde que cause prejuízo ao 
trânsito ou dano material). Assim, se dirigindo um carro, o agente, ainda que 
culposamente, atingir um cachorro por exemplo e, lesionando-o, não prestar 
socorro ou acionar o poder público, poderá incorrer no art. 304 do CTB. Se 
pedir ajuda, mas não ficar no local poderá incidir no art. 305 do CTB”. 
2) Passou a ser documento de habilitação a autorização para conduzir 
ciclomotor-ACC (ver art. 269, §3º, III do CTB). 
Para a Prof. Luana (extraído dos stories do instagram @luanadavico) 
“configura o crime de entrega não habilitada a ausência da ACC, mas não as 
agravantes do art. 298 ou majorantes do art. 302/303, pois a elementar do tipo 
não foi alterada, enquanto no art. 310 a elementar é não habilitada”. 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
Lei 14.662, de 24 de agosto de 2023 Altera a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, 
para determinar que a alteração de contrato de consórcio público dependerá de 
ratificação mediante leis aprovadas pela maioria dos entes federativos 
consorciados27. 
O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo 
de PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º A Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, passa a vigorar com as seguintes 
alterações: 
“Art. 12. A extinção de contrato de consórcio público dependerá de 
instrumento aprovado pela assembleia geral, ratificado mediante lei por todos 
os entes consorciados. 
......................................................” (NR) 
“Art. 12-A. A alteração de contrato de consórcio público dependerá de 
instrumento aprovado pela assembleia geral, ratificado mediante lei pela 
maioria dos entes consorciados.” 
Art. 2º As novas regras para alteração de contrato de consórcio público 
previstas no art. 1º desta Lei também se aplicam aos consórcios já existentes na 
data de publicação desta Lei. 
 
27 Inserida em 17.09.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2005-04-06;11107
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2005-04-06;11107
 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação (24.08.2023). 
Plus: Antes da alteração tanto a extinção quanto a alteração demandavam a 
ratificação por todos os entes consorciados. Agora, a alteração depende da 
MAIORIA. 
COMO ERA COMO FICOU 
Art. 12. A alteração ou a extinção de 
contrato de consórcio público 
dependerá de instrumento aprovado 
pela assembleia geral, ratificado 
mediante lei por todos os entes 
consorciados. 
Art. 12. A extinção de contrato de 
consórcio público dependerá de 
instrumento aprovado pela 
assembleia geral, ratificado mediante 
lei por todos os entes consorciados 
 Art. 12-A. A alteração de contrato de 
consórcio público dependerá de 
instrumento aprovado pela 
assembleia geral, ratificado mediante 
lei pela maioria dos entes 
consorciados. 
 
 
 
Lei 14.540, de 3 de abril de 2023 Institui o Programa de Prevenção e Enfrentamento 
ao Assédio Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual 
no âmbito da administração pública, direta e indireta, federal, estadual, distrital e 
municipal. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional 
decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º Esta Lei institui o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio 
Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual no 
âmbito da administração pública, direta e indireta, federal, estadual, distrital 
e municipal. 
Art. 2º Fica instituído o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio 
Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual no 
âmbito da administração pública, direta e indireta, federal, estadual, distrital 
e municipal. 
 
§ 1º O Programa aplica-se a todas as instituições privadas em que haja a 
prestação de serviços públicos por meio de concessão, permissão, autorização 
ou qualquer outra forma de delegação. 
§ 2º Nas duas primeiras etapas da educação básica, o Programa restringir-se-
á à formação continuada dos profissionais de educação, na forma do inciso II 
do caput do art. 4º desta Lei. 
Art. 3º Para a caracterização da violência prevista nesta Lei, deverão ser 
observadas as definições estabelecidas no Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 (Código Penal), e nas Leis nºs 11.340, de 7 de agosto de 
2006 (Lei Maria da Penha), e 13.431, de 4 de abril de 2017. 
Art. 4º São objetivos do Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio 
Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual: 
I - prevenir e enfrentar a prática do assédio sexual e demais crimes contra a 
dignidade sexual e de todas as formas de violência sexual nos órgãos e 
entidades abrangidos por esta Lei; 
II - capacitar os agentes públicos para o desenvolvimento e a implementação 
de ações destinadas à discussão, à prevenção, à orientação e à solução do 
problema nos órgãos e entidades abrangidos por esta Lei; 
III - implementar e disseminar campanhas educativas sobre as condutas e os 
comportamentos que caracterizam o assédio sexual e demais crimes contra a 
dignidade sexual e qualquer forma de violência sexual, com vistas à informação 
e à conscientização dos agentes públicos e da sociedade, de modo a possibilitar 
a identificação da ocorrência de condutas ilícitas e a rápida adoção de medidas 
para a sua repressão. 
Art. 5º Os órgãos e entidades abrangidos por esta Lei elaborarão ações e 
estratégiasdestinadas à prevenção e ao enfrentamento do assédio sexual e 
demais crimes contra a dignidade sexual e de todas as formas de violência 
sexual, a partir das seguintes diretrizes: 
I – esclarecimento sobre os elementos que caracterizam o assédio sexual e 
demais crimes contra a dignidade sexual e as formas de violência sexual; 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13431.htm
 
II – fornecimento de materiais educativos e informativos com exemplos de 
condutas que possam ser caracterizadas como assédio sexual ou outro crime 
contra a dignidade sexual, ou qualquer forma de violência sexual, de modo a 
orientar a atuação de agentes públicos e da sociedade em geral; 
III – implementação de boas práticas para a prevenção ao assédio sexual e 
demais crimes contra a dignidade sexual, ou a qualquer forma de violência 
sexual, no âmbito da administração pública, direta e indireta, federal, estadual, 
distrital e municipal; 
IV – divulgação da legislação pertinente e de políticas públicas de proteção, de 
acolhimento, de assistência e de garantia de direitos às vítimas; 
V - divulgação de canais acessíveis para a denúncia da prática de assédio sexual 
e demais crimes contra a dignidade sexual, ou de qualquer forma de violência 
sexual, aos servidores, aos órgãos, às entidades e aos demais atores envolvidos; 
VI - estabelecimento de procedimentos para o encaminhamento de reclamações 
e denúncias de assédio sexual e demais crimes contra a dignidade sexual, ou de 
qualquer forma de violência sexual, assegurados o sigilo e o devido processo 
legal; 
VII – criação de programas de capacitação, na modalidade presencial ou a 
distância, que abranjam os seguintes conteúdos mínimos: 
a) causas estruturantes do assédio sexual e demais crimes contra a dignidade 
sexual e da violência sexual; 
b) consequências para a saúde das vítimas; 
c) meios de identificação, modalidades e desdobramentos jurídicos; 
d) direitos das vítimas, incluindo o acesso à justiça e à reparação; 
e) mecanismos e canais de denúncia; 
f) instrumentos jurídicos de prevenção e de enfrentamento ao assédio sexual e 
demais crimes contra a dignidade sexual e a todas as formas de violência sexual 
disponíveis no ordenamento jurídico brasileiro. 
 
§ 1º Qualquer pessoa que tiver conhecimento da prática de assédio sexual e 
demais crimes contra a dignidade sexual, ou de qualquer forma de violência 
sexual, tem o dever legal de denunciá-los e de colaborar com os procedimentos 
administrativos internos e externos, em consonância com o disposto no inciso 
VI do caput deste artigo. 
§ 2º Para fins do disposto nesta Lei, serão apuradas eventuais retaliações contra: 
I - vítimas de assédio sexual e demais crimes contra a dignidade sexual, ou de 
qualquer forma de violência sexual; 
II - testemunhas; 
III - auxiliares em investigações ou em processos que apurem a prática de 
assédio sexual e demais crimes contra a dignidade sexual, ou de qualquer forma 
de violência sexual. 
Art. 6º No seu âmbito de atuação, o Poder Executivo federal disponibilizará 
materiais informativos a ser utilizados na capacitação e na divulgação dos 
objetivos do Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e 
demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual. 
Parágrafo único. Os órgãos e entidades abrangidos por esta Lei deverão 
garantir que a capacitação cumpra os padrões mínimos estabelecidos nos 
materiais informativos referidos no caput deste artigo. 
Art. 7º Os órgãos e entidades abrangidos por esta Lei deverão manter, pelo 
período de 5 (cinco) anos, os registros de frequência, físicos ou eletrônicos, dos 
programas de capacitação ministrados na forma prevista no inciso VII 
do caput do art. 5º desta Lei. 
Art. 8º No seu âmbito de atuação, o Poder Executivo monitorará o 
desenvolvimento do Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio 
Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual, a fim 
de subsidiar o planejamento de ações futuras e a análise e consecução de seus 
objetivos e diretrizes. 
 
Art. 9º Todas as ações realizadas no âmbito do Programa de Prevenção e 
Enfrentamento ao Assédio Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual 
e à Violência Sexual deverão observar as diretrizes constantes do art. 14 e 
demais disposições da Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017. 
Art. 10. A aplicação desta Lei às instituições privadas a que se refere o § 1º 
do art. 2º desta Lei ocorrerá após a regulamentação da matéria pelo ente 
federativo responsável pela concessão, permissão, autorização ou delegação. 
Art. 11. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Lei 14.583, de 16 de maio de 2023. Dispõe sobre a difusão por órgãos públicos dos 
direitos fundamentais e dos direitos humanos, especialmente os que tratam de 
mulheres, crianças, adolescentes e idosos. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional 
decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º Os Poderes Constituídos, na esfera de atuação respectiva, deverão 
difundir os direitos fundamentais e os direitos humanos, tais como os previstos 
na Constituição Federal; no Estatuto da Criança e do Adolescente; na 
Convenção Americana sobre Direitos Humanos; nos Pactos Internacionais dos 
Direitos Civis e Políticos e dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais; na 
Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra 
a Mulher; na Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a 
Violência Contra a Mulher; na Convenção sobre os Direitos das Crianças e nos 
seus Protocolos Adicionais; e no Estatuto da Pessoa Idosa. 
Art. 2º Constarão nos contracheques mensais dos servidores públicos federais 
trechos dos instrumentos que consagram os direitos fundamentais e os direitos 
humanos, especialmente os que se referem às mulheres, às crianças, aos 
adolescentes e aos idosos. 
Art. 3º As emissoras públicas de rádio e de televisão deverão incluir em suas 
programações material alusivo aos direitos fundamentais e aos direitos 
humanos, sobretudo os referentes à proteção das mulheres, das crianças, dos 
adolescentes e dos idosos. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13431.htm
 
Art. 4º Na publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos 
órgãos públicos deverão ser exibidos trechos dos instrumentos que consagram 
os direitos fundamentais e os direitos humanos, notadamente os referentes à 
proteção das mulheres, das crianças, dos adolescentes e dos idosos. 
 
Art. 5º O cumprimento das medidas previstas nos arts. 2º, 3º e 4º desta Lei 
deverá atender aos critérios de conveniência e oportunidade da Administração 
Pública. 
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Lei 14.000 de 19 de junho de 202328 promoveu alterações em várias leis, mas a que 
mais chamou atenção foi a realizada na Lei de 8.745, de 9 de dezembro de 1993 
que Dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária 
de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal, e 
dá outras providências. 
 
(...) Art. 2º Considera-se necessidade temporária de excepcional interesse 
público: 
(...) 
VI - atividades: 
m: 
Como era Como ficou 
De assistência à saúde para 
comunidades indígenas 
m) de assistência à saúde para povos 
indígenas e de atividades 
temporárias de apoio às ações de 
proteção etnoambiental para povos 
indígenas 
 
28 Incluída em 01.07.2023 
 
Lei 14.628 de 20 de julho de 202329 Institui o Programa de Aquisição de Alimentos 
(PAA) e o Programa Cozinha Solidária; altera as Leis nºs 12.512, de 14 de outubro 
de 2011, e 14.133, de 1º de abril de2021 (Lei de Licitações e Contratos 
Administrativos); e revoga dispositivos das Leis nºs 11.718, de 20 de junho de 2008, 
11.775, de 17 de setembro de 2008, 12.512, de 14 de outubro de 2011, e 14.284, de 
29 de dezembro de 2021. 
 
(...) Atenção. Esta lei tem outros dispositivos legais que foram entendidos como 
menos relevantes para concurso público 
Art. 25. O art. 75 da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021 (Lei de Licitações e 
Contratos Administrativos), passa a vigorar com a seguinte redação: 
“Art. 75 É DISPENSÁVEL A LICITAÇÃO (...) 
XVI – para aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de 
insumos estratégicos para a saúde produzidos por fundação que, regimental 
ou estatutariamente, tenha por finalidade apoiar órgão da Administração 
Pública direta, sua autarquia ou fundação em projetos de ensino, pesquisa, 
extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e de 
estímulo à inovação, inclusive na gestão administrativa e financeira 
necessária à execução desses projetos, ou em parcerias que envolvam 
transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o SUS, nos termos 
do inciso XII deste caput, e que tenha sido criada para esse fim específico em 
data anterior à entrada em vigor desta Lei, desde que o preço contratado seja 
compatível com o praticado no mercado; 
(a redação do inciso acima não foi modificada em relação à redação original da 
nova lei de licitações) 
Os dois próximos incisos foram incluídos no art. 75 da lei de licitações: 
XVII – para contratação de entidades privadas sem fins lucrativos para a 
implementação de cisternas ou outras tecnologias sociais de acesso à água para 
consumo humano e produção de alimentos, a fim de beneficiar as famílias 
rurais de baixa renda atingidas pela seca ou pela falta regular de água; e 
 
29 Incluída em 05.08.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2021-04-01;14133!art75
 
XVIII – para contratação de entidades privadas sem fins lucrativos, para a 
implementação do Programa Cozinha Solidária, que tem como finalidade 
fornecer alimentação gratuita preferencialmente à população em situação de 
vulnerabilidade e risco social, incluída a população em situação de rua, com 
vistas à promoção de políticas de segurança alimentar e nutricional e de 
assistência social e à efetivação de direitos sociais, dignidade humana, resgate 
social e melhoria da qualidade de vida. 
......................................................” (NR) 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha 
Vida, altera o DL 3.365, de 21 de junho de 1941 (Lei da Desapropriação), entre 
outras30. 
Atenção. A Lei 14.620/2023 promoveu alterações em diversos diplomas legislativos. 
As alterações foram divididas por matéria/diploma neste material. 
Art. 21. O Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941 (Lei da 
Desapropriação), passa a vigorar com as seguintes alterações: 
“Art. 2º..................................................... 
.......................................................... 
§ 2º Será exigida autorização legislativa para a desapropriação dos bens de 
domínio dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal pela União e dos 
bens de domínio dos Municípios pelos Estados. 
§ 2º-A. Será dispensada a autorização legislativa a que se refere o § 2º quando 
a desapropriação for realizada mediante acordo entre os entes federativos, no 
qual serão fixadas as respectivas responsabilidades financeiras quanto ao 
pagamento das indenizações correspondentes. 
......................................................” (NR) 
“Art. 3º Poderão promover a desapropriação mediante autorização expressa 
constante de lei ou contrato: 
I – os concessionários, inclusive aqueles contratados nos termos da Lei nº 
11.079, de 30 de dezembro de 2004 (Lei de Parceria Público-Privada), 
permissionários, autorizatários e arrendatários; 
 
30 Incluída em 05.08.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-06-21;3365
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2004-12-30;11079
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2004-12-30;11079
 
.......................................................... 
IV – o contratado pelo poder público para fins de execução de obras e serviços 
de engenharia sob os regimes de empreitada por preço global, empreitada 
integral e contratação integrada. 
Parágrafo único. Na hipótese prevista no inciso IV do caput, o edital deverá 
prever expressamente: 
I – o responsável por cada fase do procedimento expropriatório; 
II – o orçamento estimado para sua realização; 
III – a distribuição objetiva de riscos entre as partes, incluído o risco pela 
variação do custo das desapropriações em relação ao orçamento estimado.” 
(NR) 
COMO ERA COMO FICOU 
Art. 3º Poderão promover a 
desapropriação mediante autorização 
expressa constante de lei ou 
contrato: 
I - os concessionários, inclusive aqueles 
contratados nos termos da Lei nº 
11.079, de 30 de dezembro de 2004; 
 
Art. 3º Poderão promover a 
desapropriação mediante autorização 
expressa constante de lei ou contrato: 
 
I - os concessionários, inclusive aqueles 
contratados nos termos da Lei nº 11.079, 
de 30 de dezembro de 2004 (Lei de 
Parceria Público-Privada), 
permissionários, autorizatários e 
arrendatários; 
IV - as autorizatárias para a exploração 
de ferrovias como atividade 
econômica. 
IV - o contratado pelo poder público para 
fins de execução de obras e serviços de 
engenharia sob os regimes de empreitada 
por preço global, empreitada integral e 
contratação integrada. 
 Parágrafo único. Na hipótese prevista no 
inciso IV do caput, o edital deverá prever 
expressamente: 
I - o responsável por cada fase do 
procedimento expropriatório; 
II - o orçamento estimado para sua 
realização; 
III - a distribuição objetiva de riscos entre 
as partes, incluído o risco pela variação 
do custo das desapropriações em relação 
ao orçamento estimado. 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L11079.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L11079.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L11079.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L11079.htm
 
 
“Art. 4º..................................................... 
Parágrafo único. Quando a desapropriação executada pelos autorizados a que 
se refere o art. 3º destinar-se a planos de urbanização, de renovação urbana ou 
de parcelamento ou reparcelamento do solo previstos no plano diretor, o edital 
de licitação poderá prever que a receita decorrente da revenda ou da utilização 
imobiliária integre projeto associado por conta e risco do contratado, garantido 
ao poder público responsável pela contratação, no mínimo, o ressarcimento dos 
desembolsos com indenizações, quando essas ficarem sob sua 
responsabilidade.” (NR) 
COMO ERA COMO FICOU 
Quando a desapropriação destinar-se à 
execução de planos de urbanização, de 
renovação urbana ou de parcelamento 
ou reparcelamento do solo, a receita 
decorrente da revenda ou da exploração 
imobiliária dos imóveis produzidos 
poderá compor a remuneração do 
agente executor. 
Quando a desapropriação executada 
pelos autorizados a que se refere o art. 3º 
destinar-se a planos de urbanização, de 
renovação urbana ou de parcelamento 
ou reparcelamento do solo previstos no 
plano diretor, o edital de licitação poderá 
prever que a receita decorrente da 
revenda ou da utilização imobiliária 
integre projeto associado por conta e 
risco do contratado, garantido ao poder 
público responsável pela contratação, no 
mínimo, o ressarcimento dos 
desembolsos com indenizações, quando 
essas ficarem sob sua responsabilidade.” 
 
“Art. 4º-A. Quando o imóvel a ser desapropriado caracterizar-se como núcleo 
urbano informal ocupado predominantementepor população de baixa renda, 
nos termos do § 2º do art. 9º da Lei nº 13.465, de 11 de julho de 2017, e seu 
regulamento, o ente expropriante deverá prever, no planejamento da ação de 
desapropriação, medidas compensatórias. 
§ 1º As medidas compensatórias a que se refere o caput incluem a realocação 
de famílias em outra unidade habitacional, a indenização de benfeitorias ou a 
compensação financeira suficiente para assegurar o restabelecimento da família 
em outro local, exigindo-se, para este fim, o prévio cadastramento dos 
ocupantes. 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2017-07-11;13465!art9_par2
 
§ 2º Poderá ser equiparada à família ou à pessoa de baixa renda aquela ocupante 
da área que, por sua situação fática específica, apresente condição de 
vulnerabilidade, conforme definido pelo expropriante.” 
“Art. 5º..................................................... 
.......................................................... 
§ 5º Aplica-se o disposto no § 4º nos casos de desapropriação para fins de 
execução de planos de urbanização, de renovação urbana ou de parcelamento 
ou reparcelamento do solo, desde que seja assegurada a destinação prevista no 
referido plano de urbanização ou de parcelamento do solo. 
§ 6º Comprovada a inviabilidade ou a perda objetiva de interesse público em 
manter a destinação do bem prevista no decreto expropriatório, o expropriante 
deverá adotar uma das seguintes medidas, nesta ordem de preferência: 
I – destinar a área não utilizada para outra finalidade pública; ou 
II – alienar o bem a qualquer interessado, na forma prevista em lei, assegurado 
o direito de preferência à pessoa física ou jurídica desapropriada. 
§ 7º No caso de desapropriação para fins de execução de planos de urbanização, 
de renovação urbana ou de parcelamento ou reparcelamento do solo, as 
diretrizes do plano de urbanização ou de parcelamento do solo deverão estar 
previstas no plano diretor, na legislação de uso e ocupação do solo ou em lei 
municipal específica.” (NR) 
“Art. 7º Declarada a utilidade pública, ficam as autoridades administrativas do 
expropriante ou seus representantes autorizados a ingressar nas áreas 
compreendidas na declaração, inclusive para realizar inspeções e 
levantamentos de campo, podendo recorrer, em caso de resistência, ao auxílio 
de força policial. 
Parágrafo único. Em caso de dano por excesso ou abuso de poder ou originário 
das inspeções e levantamentos de campo realizados, cabe indenização por 
perdas e danos, sem prejuízo da ação penal.” (NR) 
“Art. 15-A. No caso de imissão prévia na posse, na desapropriação por 
necessidade ou utilidade pública ou na desapropriação por interesse social 
prevista na Lei nº 4.132, de 10 de setembro de 1962, na hipótese de haver 
divergência entre o preço ofertado em juízo e o valor do bem fixado na 
sentença, expressos em termos reais, poderão incidir juros compensatórios de 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1962-09-10;4132
 
até 6% a.a. (seis por cento ao ano) sobre o valor da diferença eventualmente 
apurada, contado da data de imissão na posse, vedada a aplicação de juros 
compostos. 
§ 1º Os juros compensatórios destinam-se apenas a compensar danos 
correspondentes a lucros cessantes comprovadamente sofridos pelo 
proprietário, não incidindo nas indenizações relativas às desapropriações 
que tiverem como pressuposto o descumprimento da função social da 
propriedade, previstas no art. 182, § 4º, inciso III, e no art. 184 da Constituição. 
§ 2º O disposto no caput aplica-se também às ações ordinárias de indenização 
por apossamento administrativo ou por desapropriação indireta e às ações 
que visem à indenização por restrições decorrentes de atos do poder público. 
§ 3º Nas ações referidas no § 2º, o poder público não será onerado por juros 
compensatórios relativos a período anterior à aquisição da propriedade ou da 
posse titulada pelo autor da ação. 
......................................................” (NR) 
COMO ERA COMO FICOU 
Art. 15A No caso de imissão prévia na 
posse, na desapropriação por 
necessidade ou utilidade pública e 
interesse social, inclusive para fins de 
reforma agrária, havendo divergência 
entre o preço ofertado em juízo e o valor 
do bem, fixado na sentença, expressos 
em termos reais, incidirão juros 
compensatórios de até seis por cento ao 
ano sobre o valor da diferença 
eventualmente apurada, a contar da 
imissão na posse, vedado o cálculo de 
juros compostos. 
Art. 15-A. No caso de imissão prévia na 
posse, na desapropriação por 
necessidade ou utilidade pública ou na 
desapropriação por interesse social 
prevista na Lei nº 4.132, de 10 de 
setembro de 1962, na hipótese de haver 
divergência entre o preço ofertado em 
juízo e o valor do bem fixado na 
sentença, expressos em termos reais, 
poderão incidir juros compensatórios de 
até 6% a.a. (seis por cento ao ano) sobre 
o valor da diferença eventualmente 
apurada, contado da data de imissão na 
posse, vedada a aplicação de juros 
compostos. 
§ 1o Os juros compensatórios destinam-
se, apenas, a compensar a perda de renda 
comprovadamente sofrida pelo 
proprietário. 
§ 1º Os juros compensatórios destinam-
se apenas a compensar danos 
correspondentes a lucros cessantes 
comprovadamente sofridos pelo 
proprietário, não incidindo nas 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:constituicao:1988-10-05;1988!art182_par4_inc3
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:constituicao:1988-10-05;1988!art184
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADI&documento=&s1=2332&numProcesso=2332
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4132.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4132.htm
 
indenizações relativas às 
desapropriações que tiverem como 
pressuposto o descumprimento da 
função social da propriedade, previstas 
no art. 182, § 4º, inciso III, e no art. 184 
da Constituição. 
§ 2o Não serão devidos juros 
compensatórios quando o imóvel 
possuir graus de utilização da terra e de 
eficiência na exploração iguais a zero. 
§ 2º O disposto no caput aplica-se 
também às ações ordinárias de 
indenização por apossamento 
administrativo ou por desapropriação 
indireta e às ações que visem à 
indenização por restrições decorrentes 
de atos do poder público. 
§ 3o O disposto no caput deste artigo 
aplica-se também às ações ordinárias de 
indenização por apossamento 
administrativo ou desapropriação 
indireta, bem assim às ações que visem a 
indenização por restrições decorrentes 
de atos do Poder Público, em especial 
aqueles destinados à proteção ambiental, 
incidindo os juros sobre o valor fixado 
na sentença 
§ 3º Nas ações referidas no § 2º, o poder 
público não será onerado por juros 
compensatórios relativos a período 
anterior à aquisição da propriedade ou 
da posse titulada pelo autor da ação. 
§ 4o Nas ações referidas no § 3o, não 
será o Poder Público onerado por juros 
compensatórios relativos a período 
anterior à aquisição da propriedade ou 
posse titulada pelo autor da ação. 
 
 
Precedentes relacionados: STF - ADI 2332. Tema repetitivo 126, 280, 281, 282, 283 e 1072 
do STJ. 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha 
Vida, altera a Lei nº 12.462, de 4 de agosto de 2011 (DISPÕE SOBRE O RDC) entre 
outras31. 
“Art. 1º (TROUXE A REDAÇÃO O ART. 1º PARA 
CONTEXTUALIZAR) É instituído o Regime Diferenciado de 
 
31 Incluída em 20.08.2023 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art182%C2%A74iii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art184
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art184
 
Contratações Públicas (RDC), aplicável exclusivamente às licitações e 
contratos necessários à realização: 
XI – das obras e serviços de engenharia para infraestrutura, construção, 
requalificação, urbanização e regularização fundiária no âmbito das 
políticaspúblicas de desenvolvimento urbano e habitação. 
......................................................” (NR) 
 
DIREITO TRIBUTÁRIO 
 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha 
Vida, altera a Lei nº 10.931, de 2 de agosto de 2004 (DISPÕE SOBRE O 
PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO) entre outras32. 
Atenção: trouxe essa alteração legislativa para tributário, pois a modificação 
diz respeito ao regime especial de tributação. 
“Art. 4º(trouxe a redação do caput pra fins de contextualização) 
Para cada incorporação submetida ao regime especial de tributação, a 
incorporadora ficará sujeita ao pagamento equivalente a 4% (quatro por 
cento) da receita mensal recebida, o qual corresponderá ao pagamento 
mensal unificado do seguinte imposto e contribuições: (Redação dada pela 
Lei nº 12.844, de 2013) ..................................................... 
.......................................................... 
§ 8º Para os projetos de construção e incorporação de imóveis 
residenciais de interesse social, o percentual correspondente ao 
pagamento unificado dos tributos de que trata o caput deste artigo será 
equivalente a 1% (um por cento) da receita mensal recebida, conforme 
regulamentação da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil. 
§ 9º Para efeito do disposto no § 8º, consideram-se projetos de 
incorporação de imóveis residenciais de interesse social aqueles 
destinados a famílias cuja renda se enquadre na Faixa Urbano 1, 
independentemente do valor da unidade, no âmbito do Programa Minha 
 
32 Incluída em 20.08.2023 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12844.htm#art16
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12844.htm#art16
 
Casa, Minha Vida, sendo que a existência de unidades destinadas às 
outras faixas de renda no empreendimento não obstará a fruição do 
regime especial de tributação de que trata o § 8º. 
§ 10. As condições para utilização dos benefícios de que tratam os §§ 
6º e 8º serão definidas em regulamento. 
§ 11. (VETADO).” (NR) 
 
	INFORMAÇÕES INTRODUTÓRIAS
	DIREITO DO TRABALHO
	Lei 14.647, de 4 de agosto de 2023. Altera a CLT para estabelecer a inexistência de vínculo empregatício entre entidades religiosas ou instituições de ensino vocacional e seus ministros, membros ou quaisquer outros que a eles e equiparem0F
	Lei 14.657, de 23 de agosto de 2023. Altera a CLT para permitir que as partes e os advogados se retirem em caso de atraso injustificado do início da audiência.1F
	Lei 14.611, de 3 de julho de 2023. Dispõe sobre a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens; e altera a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.2F
	ESTATUTO DA ADVOCACIA
	Lei 14.612, de 3 de julho de 2023. Altera a Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994 (Estatuto da Advocacia), para incluir o assédio moral, o assédio sexual e a discriminação entre as infrações ético-disciplinares no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil...
	DIREITO CIVIL
	Lei 14.661, de 23 de agosto de 2023. Acrescenta o art. 1.815-A ao Código Civil para determinar, nos casos de indignidade, que o trânsito em julgado da sentença penal condenatória acarretará a exclusão imediata do herdeiros ou legatário indigno4F .
	Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), entre outras5F .
	Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera a Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964 (dispõe sobre o condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias) entre outras7F .
	Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera a Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (LEI DE REGISTROS PÚBLICOS) entre outras8F .
	Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera a Lei nº 6.766, de 10 de dezembro de 1979 (DISPÕE SOBRE O PARCELAMENTO DO SOLO) entre outras9F .
	Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera a Lei nº 14.382, de 27 de junho de 2022 (DISPÕE SOBRE O SERP) entre outras10F .
	Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera a Lei nº 9.514/1997, de 20 de novembro de 1997 (DISPÕE SOBRE O SISTEMA DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO, INSTITUI A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE COISA IMÓVEL E DÁ OUTRAS...
	DIREITO PROCESSUAL CIVIL
	Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera a Lei Nº 13.105, de 16 de março de 2015(CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL) entre outras12F .
	DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
	Lei 14.643, de 2 de agosto de 2023. Autoriza o Poder Executivo a implantar serviço de monitoramento de ocorrências de violência escolar13F .
	Lei 14.548, de 13 de abril de 2023. Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para compatibilizá-la com a Lei nº 12.127, de 17 de dezembro de 2009, que criou o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes De...
	Lei n. 14.617, de 10 de julho de 2023 Institui o mês de agosto como o Mês da Primeira Infância14F
	Lei n. 14.623, de 17 de julho de 2023 Institui o dia nacional de conscientização sobre a paternidade responsável, a ser comemorado, anualmente, em 14 de agosto.15F
	DIREITO DO CONSUMIDOR
	Lei n. 14.538, de 31 de março de 2023 Altera as Leis nºs 9.656, de 3 de junho de 1998, e 9.797, de 6 de maio de 1999, para assegurar às pacientes a substituição do implante mamário utilizado na reconstrução mamária ou na simetrização da mama contralat...
	DIREITOS DIFUSOS E COLETIVOS
	Lei n. 14.654, de 23 de agosto de 2023 Acrescenta dispositivo à Lei 8.080,de 19 de setembro d 1990 para tornar obrigatória a divulgação dos estoques dos medicamentos das farmácias que compõe o SUS.16F
	Lei n. 14.624, de 17 de julho de 2023 Altera a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), para instituir o uso do cordão de fita com desenhos de girassóis para a identificação de pessoas com deficiências ocultas.17F
	Lei n. 14.626, de 19 de julho de 2023 Altera a Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, e a Lei nº 10.205, de 21 de março de 2001, para prever atendimento prioritário a pessoas com transtorno do espectro autista ou com mobilidade reduzida e a doadores...
	DIREITO CONSTITUCIONAL
	Lei 14.553, de 20 de abril de 2023 Altera os arts. 39 e 49 da Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010 (Estatuto da Igualdade Racial), para determinar procedimentos e critérios de coleta de informações relativas à distribuição dos segmentos étnicos e ra...
	Lei 14.534, de 11 de janeiro de 202320F Altera as Leis nºs 7.116, de 29 de agosto de 1983, 9.454, de 7 de abril de 1997, 13.444, de 11 de maio de 2017, e 13.460, de 26 de junho de 2017, para adotar número único para os documentos que especifica e par...
	DIREITO AMBIENTAL
	Lei 14.653, de 23 de agosto de 2023 Altera as Leis ns. 12.651, de 25 de maio de 2012 e 14.119, de 13 de janeiro de 2021, para disciplinar a intervenção e a implantação de instalações necessárias à recuperação e à proteção de nascentes21F .
	Lei 14.567 de 4 de maio de 2023 Reconhece as escolas de samba como manifestação da cultura nacional.
	Lei 14.555 de 25 de abril de 2023 Reconhece as festas juninas como manifestação da cultura nacional.
	Lei 14.590 de 24 de maio de 202322F - Altera a Lei nº 11.284, de 2 de março de 2006, que dispõe sobre a gestão de florestas públicas para a produção sustentável, a Lei nº 11.516, de 28 de agosto de 2007, que dispõe sobre a criação do Instituto Chico M...
	DIREITO PENAL
	Lei 14.597, de 14 de junho de 2023 Institui a Lei Geral do Esporte23F
	Lei 14.532 de 11 de janeiro de 2023 Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (Lei do Crime Racial), e o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para tipificar como crime de racismo a injúria racial, prever penade suspensã...
	Lei 14.562 de 26 de abril de 2023 Altera o art. 311 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para criminalizar a conduta de quem adultera sinal identificador de veículo não categorizado como automotor.
	Lei 14.550, de 19 de abril de 2023 Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), para dispor sobre as medidas protetivas de urgência e estabelecer que a causa ou a motivação dos atos de violência e a condição do ofensor ou da of...
	Lei 14.674, de 14 de setembro de 2023 Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), para dispor sobre auxílio-aluguel a ser concedido pelo juiz em decorrência de situação de vulnerabilidade social e econômica da ofendida afastad...
	Lei 14.541, de 3 de abril de 2023 Dispõe sobre a criação e o funcionamento ininterrupto de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.
	Lei 14.599 de 19 de junho de 202325F promoveu alterações no Código de Trânsito Brasileiro
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	Lei 14.662, de 24 de agosto de 2023 Altera a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, para determinar que a alteração de contrato de consórcio público dependerá de ratificação mediante leis aprovadas pela maioria dos entes federativos consorciados26F .
	Lei 14.540, de 3 de abril de 2023 Institui o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual no âmbito da administração pública, direta e indireta, federal, estadual, distrital e m...
	Lei 14.583, de 16 de maio de 2023. Dispõe sobre a difusão por órgãos públicos dos direitos fundamentais e dos direitos humanos, especialmente os que tratam de mulheres, crianças, adolescentes e idosos.
	Lei 14.000 de 19 de junho de 202327F promoveu alterações em várias leis, mas a que mais chamou atenção foi a realizada na Lei de 8.745, de 9 de dezembro de 1993 que Dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporári...
	Lei 14.628 de 20 de julho de 202328F Institui o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Cozinha Solidária; altera as Leis nºs 12.512, de 14 de outubro de 2011, e 14.133, de 1º de abril de 2021 (Lei de Licitações e Contratos Administrati...
	Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera o DL 3.365, de 21 de junho de 1941 (Lei da Desapropriação), entre outras29F .
	Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera a Lei nº 12.462, de 4 de agosto de 2011 (DISPÕE SOBRE O RDC) entre outras30F .
	DIREITO TRIBUTÁRIO
	Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, altera a Lei nº 10.931, de 2 de agosto de 2004 (DISPÕE SOBRE O PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO) entre outras31F .(CLT), aprovada 
pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a vigorar acrescido dos 
seguintes §§ 2º e 3º, numerando-se o atual parágrafo único como § 1º: 
“Art. 442.................................................... 
§ 1º........................................................ 
§ 2º Não existe vínculo empregatício entre entidades religiosas de qualquer 
denominação ou natureza ou instituições de ensino vocacional e ministros de 
confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação 
ou de ordem religiosa, ou quaisquer outros que a eles se equiparem, ainda que 
se dediquem parcial ou integralmente a atividades ligadas à administração da 
entidade ou instituição a que estejam vinculados ou estejam em formação ou 
treinamento. 
§ 3º O disposto no § 2º não se aplica em caso de desvirtuamento da finalidade 
religiosa e voluntária.” (NR) 
 
Lei 14.657, de 23 de agosto de 2023. Altera a CLT para permitir que as partes e os 
advogados se retirem em caso de atraso injustificado do início da audiência.2 
Art. 1º O art. 815 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada 
pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a vigorar acrescido dos 
seguintes §§ 2º e 3º, numerando-se o atual parágrafo único como § 1º: 
“Art. 815.................................................... 
§ 1º........................................................ 
 
1 Incluída em 17.09.2023 
2 Incluída em 17.09.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452!art442
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452!art815
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452
 
§ 2º Se, até 30 (trinta) minutos após a hora marcada, a audiência, 
injustificadamente, não houver sido iniciada, as partes e os advogados poderão 
retirar-se, consignando seus nomes, devendo o ocorrido constar do livro de 
registro das audiências. 
§ 3º Na hipótese do § 2º deste artigo, a audiência deverá ser remarcada pelo juiz 
ou presidente para a data mais próxima possível, vedada a aplicação de 
qualquer penalidade às partes.” (NR) 
 
Lei 14.611, de 3 de julho de 2023. Dispõe sobre a igualdade salarial e de critérios 
remuneratórios entre mulheres e homens; e altera a Consolidação das Leis do 
Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.3 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a igualdade salarial e de critérios remuneratórios, 
nos termos da regulamentação, entre mulheres e homens para a realização de 
trabalho de igual valor ou no exercício da mesma função e altera 
a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 
1º de maio de 1943. 
Art. 2º A igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e 
homens para a realização de trabalho de igual valor ou no exercício da mesma 
função é obrigatória e será garantida nos termos desta Lei. 
Art. 3º O art. 461 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada 
pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a vigorar com a 
seguinte redação: 
“Art. 461.................................................... 
.......................................................... 
§ 6º Na hipótese de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou 
idade, o pagamento das diferenças salariais devidas ao empregado 
discriminado não afasta seu direito de ação de indenização por danos morais, 
consideradas as especificidades do caso concreto. 
 
3 Incluída em 05.08.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452!art461
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452
 
§ 7º Sem prejuízo do disposto no § 6º, no caso de infração ao previsto neste 
artigo, a multa de que trata o art. 510 desta Consolidação corresponderá a 10 
(dez) vezes o valor do novo salário devido pelo empregador ao empregado 
discriminado, elevada ao dobro, no caso de reincidência, sem prejuízo das 
demais cominações legais.” (NR) 
Art. 4º A igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e 
homens será garantida por meio das seguintes medidas: 
I – estabelecimento de mecanismos de transparência salarial e de critérios 
remuneratórios; 
II – incremento da fiscalização contra a discriminação salarial e de critérios 
remuneratórios entre mulheres e homens; 
III – disponibilização de canais específicos para denúncias de discriminação 
salarial; 
IV – promoção e implementação de programas de diversidade e inclusão no 
ambiente de trabalho que abranjam a capacitação de gestores, de lideranças e 
de empregados a respeito do tema da equidade entre homens e mulheres no 
mercado de trabalho, com aferição de resultados; e 
V – fomento à capacitação e à formação de mulheres para o ingresso, a 
permanência e a ascensão no mercado de trabalho em igualdade de condições 
com os homens. 
Art. 5º Fica determinada a publicação semestral de relatórios de 
transparência salarial e de critérios remuneratórios pelas pessoas jurídicas de 
direito privado com 100 (cem) ou mais empregados, observada a proteção de 
dados pessoais de que trata a Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral 
de Proteção de Dados Pessoais). 
§ 1º Os relatórios de transparência salarial e de critérios remuneratórios 
conterão dados anonimizados e informações que permitam a comparação 
objetiva entre salários, remunerações e a proporção de ocupação de cargos de 
direção, gerência e chefia preenchidos por mulheres e homens, acompanhados 
de informações que possam fornecer dados estatísticos sobre outras possíveis 
desigualdades decorrentes de raça, etnia, nacionalidade e idade, observada a 
legislação de proteção de dados pessoais e regulamento específico. 
§ 2º Nas hipóteses em que for identificada desigualdade salarial ou de critérios 
remuneratórios, independentemente do descumprimento do disposto no art. 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2018-08-14;13709
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452!art461
 
461 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 
5.452, de 1º de maio de 1943, a pessoa jurídica de direito privado apresentará 
e implementará plano de ação para mitigar a desigualdade, com metas e 
prazos, garantida a participação de representantes das entidades sindicais e de 
representantes dos empregados nos locais de trabalho. 
§ 3º Na hipótese de descumprimento do disposto no caput deste artigo, será 
aplicada multa administrativa cujo valor corresponderá a até 3% (três por 
cento) da folha de salários do empregador, limitado a 100 (cem) salários 
mínimos, sem prejuízo das sanções aplicáveis aos casos de discriminação 
salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens. 
§ 4º O Poder Executivo federal disponibilizará de forma unificada, em 
plataforma digital de acesso público, observada a proteção de dados pessoais 
de que trata a Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de 
Dados Pessoais), além das informações previstas no § 1º deste artigo, 
indicadores atualizados periodicamente sobre mercado de trabalho e renda 
desagregados por sexo, inclusive indicadores de violência contra a mulher, de 
vagas em creches públicas, de acesso à formação técnica e superior e de 
serviços de saúde, bem como demais dados públicos que impactem o acesso 
ao emprego e àrenda pelas mulheres e que possam orientar a elaboração de 
políticas públicas. 
Art. 6º Ato do Poder Executivo instituirá protocolo de fiscalização contra a 
discriminação salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens. 
Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 3 de julho de 2023; 202º da Independência e 135º da República. 
ESTATUTO DA ADVOCACIA 
Lei 14.612, de 3 de julho de 2023. Altera a Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994 
(Estatuto da Advocacia), para incluir o assédio moral, o assédio sexual e a 
discriminação entre as infrações ético-disciplinares no âmbito da Ordem dos 
Advogados do Brasil.4 
 
 
4 Incluída em 20.08.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452!art461
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-05-01;5452
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2018-08-14;13709
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional 
decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º Esta Lei altera a Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994 (Estatuto da 
Advocacia), para incluir o assédio moral, o assédio sexual e a discriminação 
entre as infrações ético-disciplinares no âmbito da Ordem dos Advogados do 
Brasil. 
Art. 2º A Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994 (Estatuto da Advocacia), passa a 
vigorar com as seguintes alterações, numerando-se o parágrafo único do art. 34 
como § 1º: 
“Art. 34. Constitui infração disciplinar: 
......................................................................................................... 
XXX - praticar assédio moral, assédio sexual ou discriminação. 
§ 1º ....................................................................................... 
......................................................................................................... 
§ 2º Para os fins desta Lei, considera-se: 
I - assédio moral: a conduta praticada no exercício profissional ou em razão 
dele, por meio da repetição deliberada de gestos, palavras faladas ou escritas ou 
comportamentos que exponham o estagiário, o advogado ou qualquer outro 
profissional que esteja prestando seus serviços a situações humilhantes e 
constrangedoras, capazes de lhes causar ofensa à personalidade, à dignidade e 
à integridade psíquica ou física, com o objetivo de excluí-los das suas funções 
ou de desestabilizá-los emocionalmente, deteriorando o ambiente profissional; 
II - assédio sexual: a conduta de conotação sexual praticada no exercício 
profissional ou em razão dele, manifestada fisicamente ou por palavras, gestos 
ou outros meios, proposta ou imposta à pessoa contra sua vontade, causando-
lhe constrangimento e violando a sua liberdade sexual; 
III - discriminação: a conduta comissiva ou omissiva que dispense tratamento 
constrangedor ou humilhante a pessoa ou grupo de pessoas, em razão de sua 
deficiência, pertença a determinada raça, cor ou sexo, procedência nacional ou 
regional, origem étnica, condição de gestante, lactante ou nutriz, faixa etária, 
religião ou outro fator.”(NR) 
“Art. 37. A suspensão é aplicável nos casos de: 
............................................................................ 
I - infrações definidas nos incisos XVII a XXV e XXX do caput do art. 34 desta 
Lei; 
................................................................................................ ” (NR) 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 3 de julho de 2023; 202o da Independência e 135o da República. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8906.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8906.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8906.htm#art34xxx
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8906.htm#art34%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8906.htm#art34%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8906.htm#art37i.0
 
 
 DIREITO CIVIL 
Lei 14.661, de 23 de agosto de 2023. Acrescenta o art. 1.815-A ao Código Civil para 
determinar, nos casos de indignidade, que o trânsito em julgado da sentença penal 
condenatória acarretará a exclusão imediata do herdeiros ou legatário indigno5. 
Art. 1º A Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), passa a vigorar 
acrescida do seguinte art. 1.815-A: 
“Art. 1.815-A. Em qualquer dos casos de indignidade previstos no art. 1.814, 
o trânsito em julgado da sentença penal condenatória acarretará a imediata 
exclusão do herdeiro ou legatário indigno, independentemente da sentença 
prevista no caput do art. 1.815 deste Código.” 
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Plus: Artigos mencionados no novo dispositivo, para revisão: 
Art. 1.814. São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários: 
I - que houverem sido autores, co-autores ou partícipes de homicídio doloso, 
ou tentativa deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, 
companheiro, ascendente ou descendente; 
II - que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou 
incorrerem em crime contra a sua honra, ou de seu cônjuge ou companheiro; 
III - que, por violência ou meios fraudulentos, inibirem ou obstarem o autor da 
herança de dispor livremente de seus bens por ato de última vontade. 
Art. 1.815. A exclusão do herdeiro ou legatário, em qualquer desses casos de 
indignidade, será declarada por sentença. 
§ 1 o O direito de demandar a exclusão do herdeiro ou legatário extingue-se em 
quatro anos, contados da abertura da sucessão. (Redação dada pela Lei nº 
13.532, de 2017) 
 
5 Incluída em 17.09.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2002-01-10;10406
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13532.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13532.htm#art2
 
§ 2 o Na hipótese do inciso I do art. 1.814, o Ministério Público tem 
legitimidade para demandar a exclusão do herdeiro ou legatário. (Incluído 
pela Lei nº 13.532, de 2017) 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha 
Vida, altera a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), entre outras6. 
Atenção. A Lei 14.620/2023 promoveu alterações em diversos diplomas legislativos. 
As alterações foram divididas por matéria/diploma neste material. 
Art. 30. A Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), passa a 
vigorar com as seguintes alterações: 
“Art. 1.225 São direitos reais: 
(...) 
XII – a concessão de direito real de uso; 
XIII – a laje; 
XIV – os direitos oriundos da imissão provisória na posse, quando concedida 
à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou às suas entidades 
delegadas e a respectiva cessão e promessa de cessão.” (NR) 
“Art. 1.473 Podem ser objeto de hipoteca: 
X – a propriedade superficiária; 
XI – os direitos oriundos da imissão provisória na posse, quando concedida à 
União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou às suas entidades 
delegadas e a respectiva cessão e promessa de cessão. 
......................................................” (NR) 
Plus7: 
Confira o rol completo do art. 1.225 e 1.473 do CC: 
Art. 1.225. São direitos reais: 
I - a propriedade; II - a superfície; III - as servidões; IV - o usufruto; V - o uso; 
VI - a habitação; VII - o direito do promitente comprador do imóvel; VIII - o 
penhor; IX - a hipoteca; X - a anticrese. XI - a concessão de uso especial para 
 
6 Incluída em 05.08.2023 
7 Inserido em 20.08.2023 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13532.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13532.htm#art2
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2002-01-10;10406
 
fins de moradia; XII - a concessão de direito real de uso; XIII - a laje; XIV - 
os direitos oriundos da imissão provisóriana posse, quando concedida à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou às suas entidades delegadas 
e a respectiva cessão e promessa de cessão. 
Art. 1.473. Podem ser objeto de hipoteca: 
I - os imóveis e os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles; II - o 
domínio direto; III - o domínio útil; IV - as estradas de ferro; V - os recursos 
naturais a que se refere o art. 1.230, independentemente do solo onde se acham; 
VI - os navios; VII - as aeronaves. VIII - o direito de uso especial para fins de 
moradia; IX - o direito real de uso; X - a propriedade superficiária; XI - os 
direitos oriundos da imissão provisória na posse, quando concedida à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou às suas entidades delegadas 
e a respectiva cessão e promessa de cessão. 
 § 1º A hipoteca dos navios e das aeronaves reger-se-á pelo disposto em lei 
especial. 
§ 2º Os direitos de garantia instituídos nas hipóteses dos incisos IX e X do 
caput deste artigo ficam limitados à duração da concessão ou direito de 
superfície, caso tenham sido transferidos por período determinado. 
 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha 
Vida, altera a Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964 (dispõe sobre o condomínio 
em edificações e as incorporações imobiliárias) entre outras8. 
Atenção. A Lei 14.620/2023 promoveu alterações em diversos diplomas legislativos. 
As alterações foram divididas por matéria/diploma neste material. 
 “Art. 31-A(redação do caput trazida para fins de contextualização) A 
critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime 
da afetação, pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação 
imobiliária, bem como os demais bens e direitos a ela vinculados, manter-
se-ão apartados do patrimônio do incorporador e constituirão patrimônio 
de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à 
entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirente. 
 
8 Incluída em 05.08.2023 
 
(...) 
§ 3º Os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação somente 
poderão ser objeto de garantia real em operação de crédito cujo produto 
seja integralmente destinado à consecução da edificação correspondente 
e à entrega das unidades imobiliárias e de suas pertenças aos respectivos 
adquirentes. 
(...) 
Como era Como ficou 
§ 3o Os bens e direitos integrantes do 
patrimônio de afetação somente 
poderão ser objeto de garantia real em 
operação de crédito cujo produto seja 
integralmente destinado à consecução 
da edificação correspondente e à 
entrega das unidades imobiliárias aos 
respectivos adquirentes. (Incluído 
pela Lei nº 10.931, de 2004) 
§ 3º Os bens e direitos integrantes do 
patrimônio de afetação somente 
poderão ser objeto de garantia real em 
operação de crédito cujo produto seja 
integralmente destinado à consecução 
da edificação correspondente e à 
entrega das unidades imobiliárias e de 
suas pertenças aos respectivos 
adquirentes. (Redação dada pela Lei 
nº 14.620, de 2023) 
 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha 
Vida, altera a Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (LEI DE REGISTROS 
PÚBLICOS) entre outras9. 
Atenção. A Lei 14.620/2023 promoveu alterações em diversos diplomas legislativos. 
As alterações foram divididas por matéria/diploma neste material. 
Art. 23. A Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (Lei dos Registros 
Públicos), passa a vigorar com as seguintes alterações: 
“Art. 176-A. O registro de aquisição originária ensejará a abertura de 
matrícula relativa ao imóvel adquirido, se não houver, ou quando: 
I – atingir parte de imóvel objeto de registro anterior; ou 
II – atingir, total ou parcialmente, mais de um imóvel objeto de 
registro anterior. 
 
9 Incluída em 05.08.2023 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14620.htm#art22
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14620.htm#art22
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1973-12-31;6015
 
§ 1º A matrícula será aberta com base em planta e memorial 
descritivo do imóvel utilizados na instrução do procedimento 
administrativo ou judicial que ensejou a aquisição. 
§ 2º As matrículas atingidas deverão, conforme o caso, ser encerradas 
ou receber averbação dos respectivos desfalques, dispensada, para esse 
fim, a retificação do memorial descritivo da área remanescente. 
.......................................................... 
§ 4º Se a área adquirida em caráter originário for maior do que a 
constante do registro existente, a informação sobre a diferença apurada 
será averbada na matrícula aberta. 
§ 4º-A. Eventuais divergências entre a descrição do imóvel constante 
do registro e aquela apresentada pelo requerente não obstarão o registro. 
§ 5º O disposto neste artigo aplica-se, sem prejuízo de outros, ao 
registro de: 
.......................................................... 
IV – aquisição de área por usucapião ou por concessão de uso especial 
para fins de moradia; 
V – sentença judicial de aquisição de imóvel, em procedimento 
expropriatório de que tratam os §§ 4º e 5º do art. 1.228 da Lei nº 10.406, 
de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil).” (NR) 
COMO ERA COMO FICOU 
Art. 176-A. O registro de aquisição 
originária ou de desapropriação 
amigável ou judicial ocasionará a 
abertura de matrícula, se não houver, 
relativa ao imóvel adquirido ou 
quando atingir, total ou parcialmente, 
um ou mais imóveis objeto de registro 
anterior. 
 § 1º A matrícula será aberta com base 
em planta e memorial utilizados na 
instrução do procedimento 
administrativo ou judicial que ensejou 
a aquisição, os quais assegurarão a 
descrição e a caracterização objetiva do 
Art. 176-A. O registro de aquisição originária 
ensejará a abertura de matrícula relativa ao 
imóvel adquirido, se não houver, ou quando: 
I – atingir parte de imóvel objeto de registro 
anterior; ou 
II – atingir, total ou parcialmente, mais de um 
imóvel objeto de registro anterior. 
 
§ 1º A matrícula será aberta com base em 
planta e memorial descritivo do imóvel 
utilizados na instrução do procedimento 
administrativo ou judicial que ensejou a 
aquisição. 
 
 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2002-01-10;10406
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2002-01-10;10406
 
imóvel e as benfeitorias, nos termos do 
art. 176 desta Lei. 
§ 2º As matrículas atingidas serão 
encerradas ou receberão averbação dos 
desfalques, caso necessário, dispensada 
a retificação da planta e do memorial 
descritivo da área remanescente. 
§ 4º Na hipótese de a área adquirida em 
caráter originário ser maior do que a 
área constante do registro existente, a 
informação sobre a diferença apurada 
será averbada na matrícula aberta. 
 § 4º-A. Eventuais divergências entre a 
descrição do imóvel constante do 
registro e aquela apresentada pelo 
requerente não obstarão o registro. 
§ 5º O disposto no caput deste artigo 
aplica-se ao registro de: 
I- (...) 
II-(...) 
III-(...) 
 
 
§ 2º As matrículas atingidas deverão, conforme 
o caso, ser encerradas ou receber averbação 
dos respectivos desfalques, dispensada, para 
esse fim, a retificação do memorial descritivo 
da área remanescente. 
§ 4º Se a área adquirida em caráter originário 
for maior do que a constante do registro 
existente, a informação sobre a diferença 
apurada será averbada na matrícula aberta. 
§ 4º-A. Eventuais divergências entre a 
descrição do imóvel constante do registro e 
aquela apresentada pelo requerente não 
obstarão o registro. 
§ 5º O disposto neste artigo aplica-se, sem 
prejuízo de outros, ao registro de: 
I- (...) 
II-(...) 
III-(...) 
IV – aquisição de área por usucapião ou por 
concessão de uso especial para fins de moradia; 
V – sentença judicial de aquisição de imóvel, 
em procedimentoexpropriatório de que tratam 
os §§ 4º e 5º do art. 1.228 da Lei nº 10.406, de 
10 de janeiro de 2002 (Código Civil).” (NR) 
 
 
Art. 195-B. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
poderão solicitar ao registro de imóveis competente a abertura de 
matrícula de parte ou da totalidade de imóveis urbanos sem registro 
anterior, cujo domínio lhe tenha sido assegurado pela legislação, por meio 
de requerimento acompanhado dos documentos previstos nos incisos I, 
II e III do caput do art. 195-A. 
.......................................................... 
§ 2º Sem prejuízo da possibilidade de requerer a abertura de matrícula 
para seus bens, nos termos do caput, o Município poderá, em acordo com 
o Estado, requerer, em nome deste, a abertura de matrícula de imóveis 
urbanos estaduais situados nos limites do respectivo território municipal 
no registro de imóveis competente. 
COMO ERA COMO FICOU 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2002-01-10;10406
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2002-01-10;10406
 
Art. 195-B. A União, os Estados e o 
Distrito Federal poderão solicitar ao 
registro de imóveis competente a 
abertura de matrícula de parte ou da 
totalidade de imóveis urbanos sem 
registro anterior, cujo domínio lhes 
tenha sido assegurado pela legislação, 
por meio de requerimento 
acompanhado dos documentos 
previstos nos incisos I, II e III do caput 
do art. 195-A, inclusive para as terras 
devolutas, dispensado o procedimento 
discriminatório administrativo ou 
judicial. 
Art. 195-B. A União, os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios 
poderão solicitar ao registro de 
imóveis competente a abertura de 
matrícula de parte ou da totalidade 
de imóveis urbanos sem registro 
anterior, cujo domínio lhe tenha sido 
assegurado pela legislação, por meio 
de requerimento acompanhado dos 
documentos previstos nos incisos I, 
II e III do caput do art. 195-A. 
§ 2o O Município poderá realizar, em 
acordo com o Estado, o procedimento 
de que trata este artigo e requerer, em 
nome deste, no registro de imóveis 
competente a abertura de matrícula de 
imóveis urbanos situados nos limites 
do respectivo território 
municipal. 
§ 2º Sem prejuízo da possibilidade 
de requerer a abertura de matrícula 
para seus bens, nos termos do caput, 
o Município poderá, em acordo com 
o Estado, requerer, em nome deste, 
a abertura de matrícula de imóveis 
urbanos estaduais situados nos 
limites do respectivo território 
municipal no registro de imóveis 
competente. 
 
“Art. 213 (redação do caput trazida para fins de contextualização) 
O oficial retificará o registro ou a averbação: 
.................................................... 
§ 17. Se, realizadas buscas, não for possível identificar os titulares do 
domínio dos imóveis confrontantes do imóvel retificando, definidos no 
§ 10, deverá ser colhida a anuência de eventual ocupante, devendo os 
interessados não identificados ser notificados por meio de edital 
eletrônico, publicado 1 (uma) vez na internet, para se manifestarem no 
prazo de 15 (quinze) dias úteis, com as implicações previstas no § 4º deste 
artigo.” (NR) 
“Art. 221 (redação do caput trazida para fins de contextualização) 
Somente são admitidos registros: 
 
.......................................................... 
II – escritos particulares autorizados em lei, assinados pelas partes e 
pelas testemunhas, com as firmas reconhecidas; 
.......................................................... 
VI – contratos ou termos administrativos, assinados com os 
legitimados a que se refere o art. 3º do Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de 
junho de 1941 (Lei da Desapropriação), no âmbito das desapropriações 
extrajudiciais. 
COMO ERA COMO FICOU 
II - escritos particulares autorizados 
em lei, assinados pelas partes, 
dispensados as testemunhas e o 
reconhecimento de firmas, quando se 
tratar de atos praticados por 
instituições financeiras que atuem 
com crédito imobiliário, autorizadas a 
celebrar instrumentos particulares 
com caráter de escritura pública; 
II - escritos particulares autorizados 
em lei, assinados pelas partes e pelas 
testemunhas, com as firmas 
reconhecidas; 
 VI - contratos ou termos 
administrativos, assinados com os 
legitimados a que se refere o art. 3º 
do Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de 
junho de 1941 (Lei da 
Desapropriação), no âmbito das 
desapropriações extrajudiciais. 
 
§ 5º Os escritos particulares a que se refere o inciso II do caput deste 
artigo, quando relativos a atos praticados por instituições financeiras que 
atuem com crédito imobiliário autorizadas a celebrar instrumentos 
particulares com caráter de escritura pública, dispensam as testemunhas 
e o reconhecimento de firma. 
§ 6º Os contratos e termos administrativos mencionados no inciso VI 
deverão ser submetidos à qualificação registral pelo oficial do registro de 
imóveis, previamente ao pagamento do valor devido ao expropriado.” 
(NR) 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-06-21;3365!art3
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-06-21;3365!art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3365.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3365.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3365.htm#art3
 
 “Art. 235(redação do caput trazida para fins de contextualização) 
Podem, ainda, ser unificados, com abertura de matrícula única (...) 
III – 2 (dois) ou mais imóveis contíguos objeto de imissão provisória 
registrada em nome da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Municípios ou de suas entidades delegadas ou contratadas e sua 
respectiva cessão e promessa de cessão. 
......................................................” (NR) 
COMO ERA COMO FICOU 
III - 2 (dois) ou mais imóveis contíguos 
objeto de imissão provisória na posse 
registrada em nome da União, dos 
Estados, do Distrito Federal, dos 
Municípios ou de suas entidades 
delegadas ou contratadas e sua 
respectiva cessão e promessa de 
cessão. 
III - 2 (dois) ou mais imóveis 
contíguos objeto de imissão 
provisória registrada em nome da 
União, dos Estados, do Distrito 
Federal, dos Municípios ou de suas 
entidades delegadas ou contratadas e 
sua respectiva cessão e promessa de 
cessão. 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha 
Vida, altera a Lei nº 6.766, de 10 de dezembro de 1979 (DISPÕE SOBRE O 
PARCELAMENTO DO SOLO) entre outras10. 
 
Art. 18-A. A critério do loteador, o loteamento poderá ser submetido 
ao regime da afetação, pelo qual o terreno e a infraestrutura, bem como 
os demais bens e direitos a ele vinculados, manter-se-ão apartados do 
patrimônio do loteador e constituirão patrimônio de afetação, destinado 
à consecução do loteamento correspondente e à entrega dos lotes 
urbanizados aos respectivos adquirentes. 
§ 1º O patrimônio de afetação NÃO se comunica com os demais bens, 
direitos e obrigações do patrimônio geral do loteador ou de outros 
patrimônios de afetação por ele constituídos e só responde por dívidas e 
obrigações vinculadas ao loteamento respectivo e à entrega dos lotes 
urbanizados aos respectivos adquirentes. 
 
10 Incluída em 20.08.2023 
 
§ 2º O loteador responde pelos prejuízos que causar ao patrimônio de 
afetação. 
§ 3º Os bens e direitos integrantes do loteamento somente poderão ser 
objeto de garantia real em operação de crédito cujo produto seja 
integralmente destinado à implementação da infraestrutura 
correspondente e à entrega dos lotes urbanizados aos respectivos 
adquirentes. 
§ 4º No caso de cessão, plena ou fiduciária, de direitos creditórios 
oriundos da comercialização dos lotes componentes do loteamento, o 
produto da cessão também passará a integrar o patrimônio de afetação. 
§ 5º Os recursos financeiros integrantes do patrimônio de afetação 
serão administrados pelo loteador. 
§ 6º Nos loteamentos objetode financiamento, a comercialização dos 
lotes deverá contar com a anuência ou a ciência da instituição 
financiadora, conforme vier a ser estabelecido no contrato de 
financiamento. 
§ 7º A contratação de financiamento e a constituição de garantias, 
inclusive mediante transmissão, para o credor, da propriedade fiduciária 
sobre os lotes integrantes do loteamento, bem como a cessão, plena ou 
fiduciária, de direitos creditórios decorrentes da comercialização desses 
lotes, não implicam a transferência para o credor de nenhuma das 
obrigações ou responsabilidades do cedente loteador, permanecendo este 
como único responsável pelas obrigações e pelos deveres que lhe são 
imputáveis.” 
“Art. 18-B. Considera-se constituído o patrimônio de afetação 
mediante averbação, A QUALQUER TEMPO, no Registro de Imóveis, 
de termo firmado pelo loteador e, quando for o caso, também pelos 
titulares de direitos reais de aquisição de lotes objeto de loteamento. 
Parágrafo único. A averbação não será obstada pela existência de ônus 
reais que tenham sido constituídos sobre o imóvel objeto do loteamento 
para garantia do pagamento do preço de sua aquisição ou do 
cumprimento de obrigação de implantar o empreendimento.” 
 
“Art. 18-C. A Comissão de Representantes, a Prefeitura e a instituição 
financiadora da infraestrutura poderão nomear, às suas expensas, pessoa 
física ou jurídica para fiscalizar e acompanhar o patrimônio de afetação. 
§ 1º A nomeação a que se refere o caput não transfere para o nomeante 
qualquer responsabilidade pela qualidade da implementação da 
infraestrutura, pelo prazo do termo de verificação da sua realização ou 
por qualquer outra obrigação decorrente da responsabilidade do loteador, 
seja legal ou oriunda dos contratos de alienação dos lotes, de obra e de 
outros contratos eventualmente vinculados ao loteamento. 
§ 2º A pessoa que, em decorrência do exercício da fiscalização de que 
trata o caput deste artigo, obtiver acesso às informações comerciais, 
tributárias ou de qualquer outra natureza referentes ao patrimônio afetado 
responderá pela falta de zelo, de dedicação e de sigilo dessas informações. 
§ 3º A pessoa nomeada pela instituição financiadora deverá fornecer 
cópia de seu relatório ou parecer à Comissão de Representantes, a 
requerimento desta, não constituindo esse fornecimento quebra do sigilo 
a que se refere o § 2º deste artigo.” 
“Art. 18-D. Incumbe ao loteador: 
I – promover todos os atos necessários à boa administração e à 
preservação do patrimônio de afetação, inclusive mediante adoção de 
medidas judiciais; 
II – manter apartados os bens e direitos objeto de cada loteamento; 
III – diligenciar a captação dos recursos necessários ao loteamento, 
cuidando de preservar os recursos necessários à conclusão da 
infraestrutura; 
IV – entregar à Comissão de Representantes, no mínimo a cada 3 (três) 
meses, demonstrativo do estado da obra e de sua correspondência com o 
prazo pactuado ou com os recursos financeiros que integrem o 
patrimônio de afetação recebidos no período, firmado por profissionais 
habilitados, ressalvadas eventuais modificações sugeridas pelo loteador e 
aprovadas pela Comissão de Representantes; 
V – manter e movimentar os recursos financeiros do patrimônio de 
afetação em pelo menos 1 (uma) conta de depósito aberta especificamente 
para tal fim; 
 
VI – entregar à Comissão de Representantes balancetes coincidentes 
com o trimestre civil, relativos a cada patrimônio de afetação; 
VII – assegurar à pessoa nomeada nos termos do art. 18-C o livre 
acesso à obra, bem como aos livros, aos contratos, à movimentação da 
conta de depósito exclusiva referida no inciso V deste artigo e a quaisquer 
outros documentos relativos ao patrimônio de afetação; 
VIII – manter escrituração contábil completa, ainda que esteja 
desobrigado pela legislação tributária.” 
“Art. 18-E. O patrimônio de afetação extinguir-se-á pela averbação do 
termo de verificação emitido pelo órgão público competente, pelo registro 
dos títulos de domínio ou de direito de aquisição em nome dos respectivos 
adquirentes e, quando for o caso, pela extinção das obrigações do loteador 
perante eventual instituição financiadora da obra.” 
“Art. 18-F. Os efeitos da decretação da falência ou da insolvência civil 
do loteador não atingem os patrimônios de afetação constituídos, não 
integrando a massa concursal o terreno, a obra até então realizada e os 
demais bens, direitos creditórios, obrigações e encargos objeto do 
loteamento.” 
“Art. 22..................................................... 
§ 1º........................................................ 
§ 2º A partir da data de registro do loteamento, o Município 
providenciará a atualização do cadastro imobiliário da gleba que serviu 
de base para a aprovação do loteamento e das áreas que passaram a 
integrar o seu domínio. 
§ 3º Somente a partir da emissão do Termo de Verificação e Execução 
de Obras (TVEO), o Município promoverá a individualização dos lotes 
no cadastro imobiliário municipal em nome do adquirente ou 
compromissário comprador no caso dos lotes comercializados e, em 
nome do proprietário da gleba, no caso dos lotes não comercializados.” 
(NR) 
PLUS SOBRE O §3º ACIMA: isso significa que somente depois da 
conclusão do loteamento e da emissão do documento pelo poder público 
local é que o Município lançará o IPTU sobre cada um dos lotes. Retirei 
essa informação deste artigo: 
 
 https://www.migalhas.com.br/depeso/391726/iptu-sobre-lotes-
constantes-de-loteamentos-em-execucao 
“Art. 22-A. (VETADO).” 
“Art. 26..................................................... 
.......................................................... 
§ 3º Admite-se a cessão da posse em que estiverem provisoriamente 
imitidas a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas 
entidades delegadas, o que poderá ocorrer por instrumento particular, ao 
qual se atribui, no caso dos parcelamentos populares, para todos os fins 
de direito, caráter de escritura pública, não se aplicando a disposição 
do art. 108 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). 
......................................................” (NR) 
PLUS1: O ART. 108 DO CC DISPÕE QUE:. Não dispondo a lei em contrário, a 
escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, 
transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior 
a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. 
PLUS2: Para entender um pouco mais do assunto usei este artigo: 
https://www.migalhas.com.br/depeso/390344/minha-casa-minha-vida-
patrimonio-de-afetacao-em-loteamentos 
 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha 
Vida, altera a Lei nº 14.382, de 27 de junho de 2022 (DISPÕE SOBRE O SERP) 
entre outras11. 
“Art. 6º..................................................... 
§ 1º........................................................ 
.......................................................... 
IV – os extratos eletrônicos relativos a bens imóveis produzidos pelas 
instituições financeiras que atuem com crédito imobiliário autorizadas a 
celebrar instrumentos particulares com caráter de escritura pública, bem 
 
11 Incluída em 20.08.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2002-01-10;10406!art108
 
como os relativos a garantias de crédito rural em cédulas e títulos de 
crédito do agronegócio, poderão ser apresentados ao registro eletrônico 
de imóveis, e as referidas instituições financeiras arquivarão o 
instrumento contratual ou título em pasta própria. 
......................................................” (NR) 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha 
Vida, altera a Lei nº 9.514/1997, de 20 de novembro de 1997 (DISPÕE SOBRE O 
SISTEMA DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO, INSTITUI A 
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE COISA IMÓVEL E DÁ OUTRAS 
PROVIDÊNCIAS)entre outras12. 
 “Art. 22..................................................... 
§ 1º........................................................ 
.......................................................... 
V – os direitos oriundos da imissão provisória na posse, quando 
concedida à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou 
às suas entidades delegadas, e a respectiva cessão e promessa de cessão; 
VI – os bens que, não constituindo partes integrantes do imóvel, 
destinam-se, de modo duradouro, ao uso ou ao serviço deste. 
......................................................” (NR) 
PLUS: Para ajudar a compreender a alteração legislativa acima, vejamos a redação 
completa do artigo: 
Art. 22. A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico pelo qual o 
devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao credor, ou 
fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel. 
 § 1o A alienação fiduciária poderá ser contratada por pessoa física ou jurídica, não 
sendo privativa das entidades que operam no SFI, podendo ter como objeto, além da 
propriedade plena: 
I - bens enfitêuticos, hipótese em que será exigível o pagamento do laudêmio, se 
houver a consolidação do domínio útil no fiduciário; 
 II - o direito de uso especial para fins de moradia; 
 III - o direito real de uso, desde que suscetível de alienação; 
 
12 Incluída em 20.08.2023 
 
IV - a propriedade superficiária. 
V - os direitos oriundos da imissão provisória na posse, quando concedida à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou às suas entidades delegadas, e a 
respectiva cessão e promessa de cessão; (Incluído pela Lei nº 14.620, de 2023) 
VI - os bens que, não constituindo partes integrantes do imóvel, destinam-se, de 
modo duradouro, ao uso ou ao serviço deste. (Incluído pela Lei nº 14.620, de 2023) 
§ 2o Os direitos de garantia instituídos nas hipóteses dos incisos III e IV do § 1o deste 
artigo ficam limitados à duração da concessão ou direito de superfície, caso tenham sido 
transferidos por período determinado. (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) 
 
“Art. 23..................................................... 
§ 1º........................................................ 
§ 2º Caberá ao fiduciante a obrigação de arcar com o custo do 
pagamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana 
(IPTU) incidente sobre o bem e das taxas condominiais existentes.” (NR) 
“Art. 27..................................................... 
.......................................................... 
§ 10. Os leilões e a publicação dos respectivos editais poderão ser 
realizados por meio eletrônico.” (NR) 
“Art. 37-C. Os editais previstos nesta Lei poderão ser publicados de 
forma eletrônica.” 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL 
Lei 14.620, de 13 de julho de 2023. Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha 
Vida, altera a Lei Nº 13.105, de 16 de março de 2015(CÓDIGO DE PROCESSO 
CIVIL) entre outras13. 
Atenção. A Lei 14.620/2023 promoveu alterações em diversos diplomas legislativos. 
As alterações foram divididas por matéria/diploma neste material. 
 
13 Incluída em 05.08.2023 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14620.htm#art28
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14620.htm#art28
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11481.htm#art11
 
Art. 34. O art. 784 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de 
Processo Civil), passa a vigorar acrescido do seguinte § 4º: 
“Art. 784.................................................... 
.......................................................... 
§ 4º Nos títulos executivos constituídos ou atestados por meio eletrônico, é 
admitida qualquer modalidade de assinatura eletrônica prevista em lei, 
dispensada a assinatura de testemunhas quando sua integridade for conferida 
por provedor de assinatura.” (NR) 
 
PLUS: Vamos revisar o art. 784 do CPC? 
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais: 
I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque; II - a 
escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; III - o 
documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas; IV - o 
instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria 
Pública, pela Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador 
ou mediador credenciado por tribunal; V - o contrato garantido por hipoteca, penhor, 
anticrese ou outro direito real de garantia e aquele garantido por caução; VI - o 
contrato de seguro de vida em caso de morte; VII - o crédito decorrente de foro e 
laudêmio; VIII - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de 
imóvel, bem como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio; 
IX - a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei; X - o 
crédito referente às contribuições ordinárias ou extraordinárias de condomínio 
edilício, previstas na respectiva convenção ou aprovadas em assembleia geral, desde 
que documentalmente comprovadas; XI - a certidão expedida por serventia notarial 
ou de registro relativa a valores de emolumentos e demais despesas devidas pelos atos 
por ela praticados, fixados nas tabelas estabelecidas em lei; XII - todos os demais 
títulos aos quais, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva. 
§ 1º A propositura de qualquer ação relativa a débito constante de título executivo não 
inibe o credor de promover-lhe a execução. 
§ 2º Os títulos executivos extrajudiciais oriundos de país estrangeiro não dependem de 
homologação para serem executados. 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2015-03-16;13105!art784
 
§ 3º O título estrangeiro só terá eficácia executiva quando satisfeitos os requisitos de 
formação exigidos pela lei do lugar de sua celebração e quando o Brasil for indicado 
como o lugar de cumprimento da obrigação. 
§ 4º Nos títulos executivos constituídos ou atestados por meio eletrônico, é admitida 
qualquer modalidade de assinatura eletrônica prevista em lei, dispensada a assinatura 
de testemunhas quando sua integridade for conferida por provedor de 
assinatura. (Incluído pela Lei nº 14.620, de 2023) 
Sobre o assunto: 
https://www.migalhas.com.br/depeso/390223/contratos-eletronicos-podem-valer-
como-titulo-executivo 
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
Lei 14.643, de 2 de agosto de 2023. Autoriza o Poder Executivo a implantar serviço 
de monitoramento de ocorrências de violência escolar14. 
Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a implantar, em articulação com os 
Estados, os Municípios e o Distrito Federal, o Sistema Nacional de 
Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (SNAVE). 
§ 1º O SNAVE atuará, prioritariamente, na: 
I – produção de estudos, levantamentos e mapeamentos de ocorrências de 
violência escolar; 
II – sistematização e divulgação de medidas e soluções de gestão eficazes no 
combate à violência escolar; 
III – promoção de programas educacionais e sociais direcionados à formação 
de uma cultura de paz; 
IV – prestação de assessoramento às escolas consideradas violentas, nos termos 
de regulamento; 
V – prestação de apoio psicossocial a membros da comunidade escolar vítimas 
de violência nas dependências de estabelecimento de ensino ou em seu entorno. 
§ 2º O SNAVE será operado em solução de informática que viabilize a 
integração e o tratamento de informações recebidas por telefone, fixo ou móvel, 
correio eletrônico, sítios na rede mundial de computadores e outras mídias. 
 
14 Inserida em 17.09.2023 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14620.htm#art34
 
Art.2º O Poder Executivo ficará responsável por instalar, no âmbito do 
SNAVE, número de telefone de acesso gratuito a qualquer localidade do País, 
para recebimento de denúncias de violência escolar ou risco iminente de sua 
ocorrência. 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Lei 14.548, de 13 de abril de 2023. Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 
(Estatuto da Criança e do Adolescente), para compatibilizá-la com a Lei nº 12.127, 
de 17 de dezembro de 2009, que criou o Cadastro Nacional de Crianças e 
Adolescentes Desaparecidos, e com a Lei nº 13.812, de 16 de março de 2019, que 
instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e criou o Cadastro 
Nacional de Pessoas Desaparecidas. 
 
 
Art. 1º Esta Lei altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (ECA), para 
compatibilizá-la com a Lei nº 12.127, de 17 de dezembro de 2009, que criou o 
Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, bem como com 
a Lei nº 13.812, de 16 de março de 2019, que instituiu a Política Nacional de 
Busca de Pessoas Desaparecidas e criou o Cadastro Nacional de Pessoas 
Desaparecidas. 
Art. 2º Os arts. 87 e 208 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (ECA), passam 
a vigorar com as seguintes alterações: 
“Art. 87. ................................................................................. 
Parágrafo único. A linha de ação da política de atendimento a que se refere o 
inciso IV do caput deste artigo será executada em cooperação com o Cadastro 
Nacional de Pessoas Desaparecidas, criado pela Lei nº 13.812, de 16 de março 
de 2019, com o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, 
criado pela Lei nº 12.127, de 17 de dezembro de 2009, e com os demais 
cadastros, sejam eles nacionais, estaduais ou municipais.” (NR) 
“Art. 208. ............................................................................... 
......................................................................................................... 
§ 3º A notificação a que se refere o § 2º deste artigo será imediatamente 
comunicada ao Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas e ao Cadastro 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12127.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13812.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm#art87p
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13812.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13812.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12127.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm#art208%C2%A73
 
Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, que deverão ser 
prontamente atualizados a cada nova informação.” (NR) 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Lei n. 14.617, de 10 de julho de 2023 Institui o mês de agosto como o Mês da 
Primeira Infância15 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º Fica instituído o mês de agosto como o Mês da Primeira Infância, para 
promoção de ações de conscientização sobre a importância da atenção 
integral às gestantes e às crianças de até 6 (seis) anos de idade e a suas famílias, 
em todo o território nacional. 
Art. 2º No Mês da Primeira Infância serão realizadas ações integradas, nos 
âmbitos nacional, estadual, distrital e municipal, com o objetivo de 
promover: 
I – amplo conhecimento sobre o significado da primeira infância à família, à 
sociedade, aos órgãos do poder público, aos meios de comunicação social, aos 
setores empresarial e acadêmico, entre outros; 
II – respeito à especificidade do período da primeira infância, considerada a 
diversidade das infâncias brasileiras; 
III – oferta de atendimento integral e multiprofissional à criança na primeira 
infância e à sua família, especialmente nos primeiros 1.000 (mil) dias de vida, 
consideradas as áreas prioritárias previstas na Lei nº 13.257, de 8 de março de 
2016; 
IV – ênfase nas ações de promoção de vínculos afetivos saudáveis, de nutrição, 
de imunização, do direito de brincar e de prevenção de acidentes e doenças na 
primeira infância; 
V – educação continuada e valorização dos profissionais que atuam com 
crianças na primeira infância e com suas famílias; 
 
15 Incluída em 05.08.2023 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2016-03-08;13257
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2016-03-08;13257
 
VI – divulgação de investimentos e resultados de projetos e de programas 
destinados à promoção do desenvolvimento humano integral na primeira 
infância; 
VII – disseminação da importância do investimento na primeira infância, com 
vistas à promoção e ao desenvolvimento de políticas, de programas, de ações e 
de atividades para garantir prioridade e efetivação dos direitos ao público da 
primeira infância; 
VIII – iniciativas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e da sociedade 
civil organizada para atenção à primeira infância. 
Art. 3º Durante o Mês da Primeira Infância, a Câmara dos Deputados e o 
Senado Federal deverão priorizar a discussão e a votação de proposições 
legislativas que, de forma direta ou indireta, beneficiem as crianças na 
primeira infância. 
(atenção: conforme o art. 2º da Lei 13.257/2016: Art. 2º Para os efeitos desta 
Lei, considera-se primeira infância o período que abrange os primeiros 6 (seis) 
anos completos ou 72 (setenta e dois) meses de vida da criança) 
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Lei n. 14.623, de 17 de julho de 2023 Institui o dia nacional de conscientização 
sobre a paternidade responsável, a ser comemorado, anualmente, em 14 de 
agosto.16 
Art. 1º Fica instituído o Dia Nacional de Conscientização sobre a Paternidade 
Responsável, a ser comemorado, anualmente, em 14 de agosto. 
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
 
16 Incluída em 05.08.2023 
 
DIREITO DO CONSUMIDOR 
Lei n. 14.538, de 31 de março de 2023 Altera as Leis nºs 9.656, de 3 de junho de 
1998, e 9.797, de 6 de maio de 1999, para assegurar às pacientes a substituição do 
implante mamário utilizado na reconstrução mamária ou na simetrização da mama 
contralateral sempre que ocorrerem complicações ou efeitos adversos a ele 
relacionados, bem como assegurar às pacientes acompanhamento psicológico e 
multidisciplinar especializado na hipótese que especifica. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional 
decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º O art. 10-A da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, passa a vigorar com 
as seguintes alterações: 
“Art. 10-A. Cabe à operadora definida no inciso II do caput do art. 1º desta 
Lei, por meio de sua rede de unidades conveniadas, prestar serviço de cirurgia 
plástica reconstrutiva de mama, utilizando-se de todos os meios e técnicas 
necessárias, para o tratamento de mutilação decorrente de utilização de técnica 
de tratamento de câncer. 
(...) 
§ 4º Quando a reconstrução mamária ou a simetrização da mama contralateral 
for realizada com a utilização de implante mamário, é assegurada a 
substituição do dispositivo sempre que ocorrerem complicações ou efeitos 
adversos a ele relacionados. 
§ 5º É assegurado, desde o diagnóstico, o acompanhamento psicológico e 
multidisciplinar especializado das pacientes que sofrerem mutilação total ou 
parcial de mama decorrente de utilização de técnica de tratamento de câncer.” 
(NR) 
Art. 2º O art. 2º da Lei nº 9.797, de 6 de maio de 1999, passa a vigorar acrescido 
dos seguintes §§ 4º, 5º e 6º: 
“Art. 2º (...) 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9656.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9797.htm
 
§ 4º Quando a reconstrução mamária ou a simetrização da mama contralateral 
for realizada com a utilização de

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