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Revisão Rádio SP1 Qual estrutura apontada na seta azul? Qual estrutura apontada na seta azul? ● Pericardio: O pericárdio é uma membrana que contém líquido e envolve o coração e as extremidades da aorta, veia cava e artéria pulmonar. Tem uma camada virtual que pode estar colabada (não se vê) e que tem líquido. São 2 membranas sobrepostas. O pericárdio consiste de duas camadas (serosa e fibrosa) Imagem: TC - Aparência normal do pericárdio (setas azuis) apontando para uma linha fina ao redor do coração. Qual é a estrutura apontada pela seta? ● Banda moderadora (imagem - estrutura muscular interna, com origem no septo interventricular, que atua na condução nervosa ○ É uma estrutura muscular que parece as projeções capilares, mas faz comunicação do septo com parede ventricular no ápice, mais relacionado com impulsos nervosos para acelerar a transmissão. ○ É uma estrutura que se diferencia do VE. Aorta divisão: Torácica (Ascendente: começa no ânulo, onde está inserida a válvula, compreende o seio coronário ou seio de valsalva que sai as a. coronários, segmento tubular que é regular, arco aórtico que emite 3 vasos Arco Primeiro ramo: tronco braquiocefálico (mais calibroso) - origina Subclávia D e carótida comum D Segundo ramo: artéria carótida comum esquerda Terceiro: artéria subclávia esquerda e descendente) Abdominal A aorta atravessa pelo abdômen e começa o segmento abdominal até as a. ilíacas. Tronco da artéria pulmonar e ramos principais ● MPA: tronco da artéria pulmonar: Bifurcação em ramos direito e esquerdo, que se segmentam para os lobos direito (superior, médio e inferior direito) e esquerdo (superior e inferior esquerdo). ● Porção da aorta ascendente que faz volta e desce na porção descendente ● Ramos pulmonares direito e esquerdo (RPA e LPA) Identifique as estruturas Identifique as estruturas 1. Veia cava superior 2. AD 3. Veia cava inferior (saí direto do fígado e entra no AD, que recebe a cava superior e cava inferior) 4. Arco aórtico 5. Tronco da AP, Arco médio da a. pulmonar 6. Aurícula do AE 7. Borda do VE ** Bolha gástrica Identifique as estruturas: Identifique as estruturas: 1. Parede do átrio E 2. borda posterior do VE 3. é uma linha da veia cava 4. borda anterior (parede anterior VD) 5. A. pulmonar direita acima do brônquio 6. A pulmonar esquerda. 7. Arco aórtico Qual é a alteração? e suas características radiográficas? Qual é a alteração? e suas características radiográficas? Derrame pericárdico: RX do Tórax - aumento da silhueta cardíaca em forma de moringa. Aumento da silhueta cardíaca. É um padrão conhecido morfologicamente como Moringa (barro para tomar água). Indica derrame pericárdico. Obviamente vai ser visto um coração assim ao ter auscultado. O clínico junta mais informações como hipofonese (abafamento de som) de bulhas, turgência jugular + imagem com coração aumentado → sugere Derrame Pericárdico. TC: O que vejo? O coração preenchido pelo contraste, no septo, parede fina, gordura do subcutânea preta e do coração também. Entre a gordura tem a lâmina serosa o pericárdio e a distensão líquida, então vejo a cavidade virtual que está distendida por líquidos e nesse exame com contraste tem realce e espessamento que sugere processo inflamatório → pericardite. Mais derrame pericardico: ECO Qual alteração? E como se avalia, qual valor normal? Cardiomegalia: ○ Medido no RX de Tórax em PA - razão do máximo diâmetro cardíaco pelo máximo diâmetro torácico (margens internas das costelas) ● Valor normal até 0,50 Quais são essas alterações? Imagem de cima ? Imagem abaixo? ● Parede afilada. O primeiro Ventrículo de paciente hipertenso que pode desenvolver miocardiopatia, o coração pode atrofiar por pressões altas, pode dilatar e não conseguir bombear por dilatar as cavidades ● O VE aumenta por vários motivos que causam pressão da saída do ventrículo. Em HAS, é mais difícil sair da aorta pela pós-carga, o coração quer bombear e o ventrículo tem que fazer mais força e hipertrofia, mas há vários motivos para isso. ● A pressão está tão grande que o coração atrofia. Qual alteração apontada pelas setas? Qual alteração apontada pelas setas? ● Aneurisma de aorta ● Vejo alargamento de mediastino. Como solicitar os exames? Como solicitar exames: ● Raio X de Tórax ● Angiotomografia Arterial do Tórax ● Angiotomografia das artérias coronárias ● RM do Tórax (é diferente do RM cardíaco) ● RM Cardíaca Como solicitar os exames? Como solicitar exames: ● Raio X de Tórax em PA e Perfil ● Tomografia do Tórax ○ Com ou sem contraste ○ Em paciente ambulatorial, com 60+, DM, HAS, enviar para o cardiologista o valor de creatinina. Pois se for paciente idoso com creatinina ruim, não dá para fazer contraste e tem que mandar o paciente de volta e gera uma situação ruim. ● Angiotomografia Arterial do Tórax (precisa do contraste iodado) ○ Com ênfase na aorta - avaliação de aneurisma, trombose e dissecção ○ Com ênfase na artéria pulmonar - pesquisa de tromboembolismo ● Angiotomografia das artérias coronárias ○ avaliação das calcificações coronárias ○ exame requer preparo com uso de beta bloqueador e contraste para não prejudicar as imagens ● RM do Tórax (é diferente do RM cardíaco) ○ indicado nas doenças/lesões mediastinais ○ Não é bom para ver o parênquima, buscar nódulos. ● RM Cardíaca ○ avaliação de malformações, miocardiopatias, tumores, infarto ○ Bom para ver o parênquima, disfunções regulares. SP2 Cite as principais indicações da: Ecografia Ressonância AngioTC Em resumo: Ecocardiografia: não invasivo, traz informações rápidas, pois é feito a beira do leito, o laudo e resultados saem rápidos e baratos. Avalia a presença e a extensão da disfunção ventricular, assim como a presença e a gravidade de anormalidades valvares: Avalia disfunção ventricular, alteração de válvulas cardíacas (se estão abrindo ou fechando), refluxo, se tem aumento das cavidades. Avalia outras causas de dor torácica - dissecção aórtica, estenose, miocardiopatia hipertrófica e doença pericárdica. Ressonância Magnética Cardíaca:Avaliação de disfunção ventricular, edema e isquemia miocárdica ● Permite o estudo da forma, tamanho, da função cardíaca e da perfusão miocárdica (ela consegue ver se tem tecido cicatricial, área de isquemia ou de fibrose) e a descoberta de informações adicionais, como formação de trombo → Essas informações ajudam na estratificação de risco ● Consegue ver a detecção de tecido cicatricial e do miocárdio em risco, disfunção de parede, cardiomiopatia miotroficas (parede espessas), estudo de tumores, lesões neoplásicas primárias do coração e informações para planejamento cirúrgico AngioTC Cardíaca: avaliação de placas / obstrução das coronárias Tem boa acurácia para o diagnóstico de estenose luminal quando comparada à angiografia coronariana invasiva, com destaque para o seu alto valor preditivo negativo. A Angio TC é uma TC do tórax, que usa em protocolos diferentes. Não se pede os dois juntos. É para avaliação cardíaca e torácica. ○ TC: Consegue ter visualização de placas,estenose. ○ Angio TC é padrão ouro feito pelo hemodinamicista. Indicações Avaliação não invasiva de anomalias das artérias coronárias e outros vasos torácicos Pacientes sintomáticos com probabilidade baixa/moderada de doença arterial coronariana (DAC) ECG normal ou não interpretável/não diagnóstico Biomarcadores cardíacos normais ou equivocados Pacientes sintomáticos não agudos de risco moderado sem doença cardíaca conhecida (podem ser capazes de se exercitar) Pacientes sintomáticos não agudos de baixo risco sem doença cardíaca conhecida (se o paciente não puder se exercitar ou se submeter a teste de estresse) Avaliação da perviedade de uma cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) Insuficiência cardíaca de início recente Sem história prévia de DAC, probabilidade baixa/intermediária Fração de ejeção diminuída Avaliaçãopré-operatória das artérias coronárias antes da cirurgia cardíaca não coronariana se risco intermediário de DAC ECG e resultados de imagem discordantes após imagem de estresse Sintomas novos ou agravados com estudo de imagem de estresse normal anterior Avaliação pré-operatória para implante de válvula aórtica transcateter (TAVI/TAVR) Contra-indicações: ● Paciente em quadro de infarto agudo do miocárdio ● Screening de pacientes de baixo risco assintomáticos ● Avaliação de Stents alvéolo -> macrófago -> inflamação -> fibroblasto -> fibrose Silicose simples - nódulos de 2 a 5 mm nas regiões apicais - pouca alteração clínica Silicose complicada - fibrose massiva (massas coalescentes, enfisema e fibrose) Linfonodomegalias hilares frequentemente calcificadas (eggshell - 5% - quase patognomônico) Qual a pneumoconiose da imagem? SP4 ASMA: Papel limitado Altera o tratamento em poucos pacientes com asma aguda (5%) Maior sensibilidade que o raio X Usado para avaliar complicações ASMA: hiperexpansão pulmonar ASMA:Espessamento Brônquico ASMA: Aprisionamento aéreo ASMA: Broncocele ASMA: Bronquiectasia Qual doença de acometimento pulmonar está sendo mostrada? Qual doença de acometimento pulmonar está sendo mostrada? Pneumonia ASMA: Pneumomediastino e Pneumotórax Qual o nome do acometimento pulmonar e qual doença causa? Enfisema centroacinar - DPOC Destruição das paredes dos alvéolos centroacinares É a forma mais comum de enfisema em fumantes de cigarro. Os achados tomográficos são de áreas centrolobulares de diminuição da atenuação, usualmente sem paredes visíveis, com distribuição não uniforme, predominantemente localizadas nas regiões pulmonares superiores microTC da lesão primária mostra dilatação e destruição dos bronquíolos respiratórios proximais (seta verde), com preservação dos alvéolos próximos aos septos lobulares (seta azul) Qual o nome do acometimento pulmonar e qual doença causa? Qual o nome do acometimento pulmonar e qual doença causa? Qual o nome do acometimento pulmonar e qual doença causa? Caso de deficiência de α1-antitripsina mostra destruição relativamente leve da amostra macroscópica (pontas de seta), e a micro-TC mostra destruição uniforme dos alvéolos estendendo-se até os septos lobulares (seta azul). O bronquíolo terminal (seta branca) e o bronquíolo respiratório (seta verde) são normais. Enfisema panacinar (panlobular) DPOC Envolve todas as porções do ácino e, mais ou menos uniformemente, o lóbulo pulmonar secundário. Predomina nos lobos inferiores e representa a forma de enfisema associada à deficiência de alfa-1 antitripsina. O enfisema panacinar se manifesta na TC como uma diminuição generalizada da atenuação pulmonar, com redução do calibre dos vasos sanguíneos nas áreas acometidas, com ou sem distorção dos mesmos Qual o nome do acometimento pulmonar e qual doença causa? micro-TC mostra que os alvéolos adjacentes aos septos lobulares estão dilatados e destruídos, com preservação do centro do lóbulo. O bronquíolo terminal (seta branca) e o bronquíolo respiratório (seta verde) são normais Enfisema Parasseptal - DPOC Envolve os alvéolos distais, seus ductos e sacos alveolares. Caracteristicamente, é delimitado por qualquer superfície pleural ou septos interlobulares. Na TC, caracteriza-se por áreas de baixa atenuação nas regiões subpleurais e peribroncovasculares, separadas por septo interlobular intacto. Algumas vezes associa-se a bolhas. Qual o nome do acometimento pulmonar e qual doença causa? SP5 ANATOMIA DO SISTEMA RENAL Rins, ureteres, bexiga urinária e uretra Sistema urinário superior - rins e ureteres proximais Sistema urinário inferior FUNÇÃO DO SISTEMA RENAL Função Renal Regular a homeostase Filtração (180 L de sangue/dia) Concentração / reabsorção (água, NA, CL, K, glicose, aminoácidos, bicarbonato) Excreção (amônia, ureia, creatinina, ácido úrico) e substâncias em excesso no sangue (líquido, K, NA, etc ), toxinas. Cerca de 1,8 L ao dia (1%) Equilíbrio hidro-eletrolítico. Manutenção do pH do sangue pelo controle da eliminação de bicarbonato. Controla a pressão sanguínea (regula o volume sanguíneo) RIM ● Órgãos retroperitoneais, ao nível das vértebras T12-L3 ● O rim direito é discretamente inferior ao rim esquerdo, provavelmente devido à sua relação anatômica com o fígado, que se encontra anterossuperiormente a ele. ● Cápsula fibrosa: resistência e proteção ao órgão. ● Parênquima renal - córtex e medula Córtex contém glomérulo e cápsula glomerular (Bowman). ● Medula renal – alça de Henle ● Artéria renal (2) ○ Interlobar ○ Interlobular ○ Segmentar ○ Arqueada ● Veia Renal (1) Quais são as estruturas apontadas pelas respectivas setas? Amarelas - Azul - Verde - Branca Quais são as estruturas apontadas pelas respectivas setas? Amarelas - Azul - Verde - Branca Amarelas: ramos ventral e dorsal Azul: artérias segmentares Verde: artérias interlobares Branca: cateter tronco da artéria renal esquerda RAIO X SIMPLES RAIO X CONTRASTADO Ultrassom Método não invasivo, de baixo custo e acessível (beira leito) Boa avaliação renal ● morfologia ● textura do parênquima ● lesões focais ● dilatação pielocalicinal ● cálculos Córtex deve ser menos ecogênico que o fígado* Pirâmides levemente hipoecogênicas que o córtex Seio real ecogênico (presença de gordura) Ureteres normais geraLmente não são vistos ao ultrassom Ultrassonografia Renal com Doppler Avalia a vascularização renal ● Estuda os índices de resistência das artérias ● Padrões e velocidades de fluxo estenoses ● Velocidade de Pico Sistólico nas artérias Indicações ● hipertensão renovascular ● avaliação do rim transplantado PRINCIPAIS ALTERAÇÕES VISTO NO USG Nefrolitíase: Cálculo - Formação nodular hiperecogênica medindo 0,8 cm com sombra acústica posterior. Cisto Renal - Cisto de paredes finas, regulares, conteúdo anecoico e homogêneo Nefropatia crônica 1- Rim com leve irregularidade cortical e aumento da ecogenicidade do parênquima (comparar com fígado). 2- 10 anos depois - paciente em hemodiálise. - Rim de pequeno volume e espessura cortical marcadamente reduzida. - Aumento da ecogenicidade do córtex renal, reduzindo a diferenciação com a gordura perirrenal Hidronefrose Dilatação pielocalicinal normalmente ocasionada por obstrução na drenagem: - estenose de JUP - obstrução por cálculo - fibrose retroperitoneal - infiltração por câncer (bexiga, colo do útero) TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ABDOME E PELVE (TOTAL) ● Padrão ouro para investigação de litíase renal normalmente com protocolo SEM contraste ● Contraindicação relativa - gestantes ● Boa delineação da anatomia renal ● Avaliação da morfologia ● Avaliação de lesões focais e difusas ● Lembrar que a TC só de abdome não é boa para analise do sistema excretor ANGIOTOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Inclui abdome e pelve Avaliação vascular Avalia rins, ureteres e bexiga* Investigação de aneurismas, displasia fibromuscular, fístulas arteriovenosas, malformações vasculares (com contraste) UROTOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Avalia trato urinário superior (rins e ureteres proximais) Avalia ureteres distais e bexiga Investigação hematúria, malformações renal e ureteral, tumores renais, ureterais e vesicais, causas de hidronefrose Protocolo COM contraste EV PRINCIPAIS ALTERAÇÕES VISTAS NA TC E SUAS FORMAS RINS POLICÍSTICOS Tomografia sem contraste Aumento dos volumes renais bilateralmente, com múltiplas formações hipodensas confluentes. Podendo atacar o fígado junto Lesão expansiva - Tomografia com contraste - fase arterial e fase venosa Lesão expansiva e hipervascularizada na metade superior do rim esquerdo. Cisto simples no rim direito. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DO ABDOME ● Boa delineação da anatomia renal ● Avaliação da morfologia ● Avaliação de lesões focais e difusas renais ● Ruim para avaliação de cálculos renais → Visualiza cálculos quando obstrutivos RINS POLICÍSTICOS - RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DO ABDOME E PELVE Pielonefrite bacteriana Mais comum em mulheres de 15 a 40 anos Em homens, o mais comum é após os 50 anos (hiperplasia prostática) Via mais comum é pelo refluxo vésico-ureteral, sendo a via hematogênica pouco comum