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Funções Executivas
Clorijava Santiago
Introdução
Função executiva (FE) passou a ser um termo genérico
utilizado para uma diversidade de processos cognitiva.
Embora o conceito de FE tenha sido definido pela primeira
vez na década de 1970, o conceito de um mecanismo de
controle foi discutido, desde a década de 1840.
Pela década de 1950, psicólogos e neurocientistas se
tornaram mais interessados em compreender o papel do
córtex pré-frontal de comportamento inteligente.
Funções Executivas 
Função executiva é um conceito neuropsicológico
que se aplica ao processo cognitivo responsável pelo
planejamento e execução de atividades, incluindo
iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção
sustentada e inibição de impulsos, por exemplo.
Essas funções executivas são desenvolvidas
principalmente nos primeiros anos de vida e quando há
falhas dessas funções, frequentemente aparecerão
problemas envolvendo planejamento, organização,
manejo do tempo e controle das emoções.
A principal região do cérebro responsável pelas 
funções executivas é o córtex pré-frontal. 
Delis (2012): ‘ As funções executivas refletem a 
capacidade de controle regular o comportamento para 
atingir os objetivos desejados’ (p. 14).
LESÕES NA REGIÃO PRÉ-FRONTAL
 Indivíduos com lesões pré-frontais podem apresentar uma série de 
problemas que caracterizam as chamadas “disfunções executivas”. 
 Alguns, embora apresentem um nível de inteligência inalterado, podem 
se tornar apáticos e serem incapazes de tomar decisões necessárias no 
dia a dia. 
 tomam decisões de forma desastrada, que não leva em conta 
prioridades, consequências ou os riscos envolvidos, além de não 
conseguirem perceber e avaliar os próprios erros. 
 Outros podem ser impulsivos, incapazes de inibir comportamentos 
inadequados ou de flexibilizar sua conduta, mesmo constatando que 
suas ações não levam ao objetivo determinado.
 Hoje, admite-se que existem pelo menos 
três circuitos neuronais distintos em 
diferentes regiões do córtex pré-frontal, 
que coordenam capacidades cognitivas 
diferente.
TRÊS GRANDES CIRCUITOS 
DORSOLATERAL
MEDIAL
ORBITOFRONTAL
 Dorsolateral por sua localização na parte externa do 
cérebro, está relacionada com o planejamento do 
comportamento e a flexibilização das ações em 
andamento, além de estar envolvida no 
funcionamento da memória de trabalho
 Medial situa-se na superfície medial do cérebro 
e inclui a porção mais anterior do chamado 
giro do cíngulo.
 Ela parece se encarregar das atividades de 
automonitoramento e da correção de erros e 
está envolvida também com o fenômeno da 
atenção.
 Orbitofrontal se encarrega da avaliação dos 
riscos envolvidos em determinadas ações e 
pode inibir respostas inapropriadas. Vale 
lembrar que também já nos referimos à área 
orbitofrontal quando estudamos as emoções. 
 Portanto, a região pré-frontal não é homogênea e tem 
uma grande quantidade de conexões com outras regiões 
corticais e subcorticais, por meio de circuitos que podem 
ser independentes, mas que funcionam de forma interativa. 
 O córtex pré- -frontal tem uma função de coordenação, e 
para isso necessita receber informações de outras áreas 
cerebrais e repassá-las, por sua vez, a muitas outras 
regiões.
 Para que um comportamento dirigido a um objetivo seja 
eficiente, essa região precisa integrar e distribuir 
temporalmente diferentes capacidades de percepção, 
ação e cognição.
 O processo de aprimoramento das funções 
executivas é contínuo, embora diferenciado para 
seus múltiplos aspectos e parece haver 
correspondência com surtos de desenvolvimento 
do córtex pré-frontal, que ocorrem, por exemplo, 
entre o nascimento e os 2 anos, dos 7 aos 9 anos 
e já no final da adolescência, entre os 16 e os 19 
anos.
Função Executiva no 
Desenvolvimento Infantil
O grau de capacidade que as crianças mais jovens 
demostram para poder resolver adequadamente informações 
conflitantes e inibir respostas automáticas quando necessário é 
visto como um indicador da capacidade de reflexão e da 
habilidade para direcionar o comportamento utilizando um 
raciocínio voltado para o futuro. 
Função Executiva no 
Desenvolvimento Infantil
Os estudos sobre o desenvolvimento do transtorno de déficit de 
atenção por hiperatividade (TDAH) e os problemas de 
comportamento, assim como as pesquisas sobre deficiência de 
aprendizado, indicaram que as funções executivas podem ser 
um aspecto central desses distúrbios. 
 
Problemas
Existem várias questões relevantes para o estudo das 
funções executivas em crianças. Elas estão relacionadas 
principalmente com a construção da definição e da 
validade e com a necessidade de avaliação adequada 
para uso longitudinal.
 Essas constatações levantaram questões sobre uma 
possível diferenciação das funções executivas de um 
único fator em distintos fatores na adolescência ou no 
início da vida adulta. Elas levantaram também outras 
questões sobre os limites inerentes à avaliação das 
funções executivas em crianças pequenas e a ideia de 
que tais avaliações podem se tornar mais precisas com a 
idade. 
Principais questões para estudo
Considerando que evidência indica que as 
funções executivas são importantes para a 
prontidão para o trabalho escolar e que elas 
representam um aspecto central de autor 
regulação na criança, existem questões 
fundamentais relacionadas à identificação das 
influências relevantes no desenvolvimento das 
funções executivas e em sua maleabilidade
A perspectiva de desenvolvimento 
da função executiva 
Uma base importante para compreensão do 
desenvolvimento das Funções Executivas pode ser 
encontrados nas obras de AR Luria (1963, 1966, 
1969,1973). Modelo de desenvolvimento 
específico relacionados com as fases de maior 
maturação cortical.
 Em 1980, Luria propôs cinco estágios do 
desenvolvimento humano: Primeira fase, Segunda 
fase, Terceira fase, quarta fase e quinta fase.
Luria (1973, p.29), afirmou que ‘a percepção de 
memorizar a fala e o pensamento, escrita, leitura e 
aritmética não pode ser consideradas como faculdade 
isoladas ou mesmo indivisíveis’
 Nesse sentido, Luria (1973), vê o cérebro como um 
mosaico funcional, as partes que interagem em 
diferentes combinações para subsidiar diferentes 
processos cognitivos
Conclusão 
Ao longo dos 150 anos, avanços significativos e 
críticos foram feitas em nossa compreensão de modo 
como o cérebro regula, administra, organiza e ajuda a 
interface de organismos com o seu meio ambiente. Foi 
agora bem documentado que para função de forma 
eficaz o cérebro requer um sistema executivo. Este 
sistema função executiva controla e administra outros 
sistemas, habilidades e processos. Áreas pré-frontal 
dos lobos frontais transportam principalmente esta 
operação. 
Bibliografia 
Andrade,F.H.S.(org.) Neuropsicologia hoje. São Paulo: Artes Médicas,2004.
Mello, C.B.(org.) Neuropsicologia do desenvolvimento. São Paulo: Memnon,2005.
Normam, D.A, & Shallice, T. ((2000). Attention to action: Willed and automatic
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Stemberg, R.J. Psicologia cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas Sul,2000.
Shallice, T.(1988). From neuropsychology to mental structure. Cambridge, United
Kingdom: Cambridge University Press.
	Slide 1: Funções Executivas
	Slide 2: Introdução
	Slide 3: Funções Executivas 
	Slide 4
	Slide 5: LESÕES NA REGIÃO PRÉ-FRONTAL
	Slide 6
	Slide 7: TRÊS GRANDES CIRCUITOS 
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13: Função Executiva no Desenvolvimento Infantil
	Slide 14: Função Executiva no Desenvolvimento Infantil
	Slide 15: Problemas
	Slide 16: Principais questõespara estudo
	Slide 17: A perspectiva de desenvolvimento da função executiva 
	Slide 18
	Slide 19: Conclusão 
	Slide 20: Bibliografia 
	Slide 21

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