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PRÓTESE TOTAL
- Aparelho protético do tipo removível;
- Mucoso suportada;
- Visa repor todos os dentes perdidos;
- Devolver volume alveolar;
- Em uma arcada totalmente edêntula.
FATORES QUE PODEM INTERFERIR NO SUCESSO DA PRÓTESE:
- PELE: à medida que se envelhece a pele se torna fina, enrugada. O enrugamento da pele da face, particularmente ao redor da boca, pode causar uma grande angústia para algumas pessoas idosas.
 - MUCOSA: sofre mudanças semelhantes às da pele; torna-se fina, facilmente lesada pela fricção e frequentemente reage desfavoravelmente à pressão exercida pelas próteses totais;
- SALIVA: Diminui em quantidade e muda a qualidade.
- A falta de lubrificação ou viscosidade torna-a pegajosa, o que dificulta a retenção das próteses e aumenta o trauma friccional sobre a mucosa fina.
COMENTÁRIO: No momento que eu instalar a prótese. Devo ensinar a higienização da PT. Ausência de saliva: xerostomia; falta de higienização; falta de produção de saliva no organismo; muito pegajosa, atrapalha a aderência, retenção. Se não tem, precisa de saliva artificial. 
MUDANÇAS NA CAVIDADE BUCAL
- Maioria dos pacientes edentados com mais de 65 anos nota-se uma acentuada reabsorção do rebordo alveolar;
- Em presença de próteses mal adaptadas são observadas hiperplasias inflamatórias motivadas por alívios palatinos incorretos;
- A falta de retenção, por causa da falta de estabilidade da prótese, principalmente a superior em presença de dentes inferiores em pequeno número, traumatiza a fibromucosa gengival e palatina, resultando pontos hemorrágicos (petéquias).
OBJETIVOS
- Restabelecer função mastigatória.
- Permite a trituração dos alimentos;
- Permite mais eficiência e habilidade mastigatória
- Eficiência mastigatória: é um parâmetro objetivo medido pelo grau de trituração de um alimento que determina tempo ou quantidade dos ciclos mastigatórios;
- Habilidade mastigatória: um parâmetro subjetivo que trata da percepção que o indivíduo tem em relação a mastigação.
FUNÇÃO FONÉTICA.
- Para pronúncia dos sons e muitas consoantes de nossa fala precisa-se de estruturas bucais que atuem como obstáculos na passagem do ar.
- Ausência de dentes atrofia do rebordo alveolar impossibilitam a pronúncia correto e natural de alguns fonemas.
- Existem obstáculos que auxiliam na passagem de ar como lábios, palato, dentes, rebordo alveolar.
- Uma prótese com um desenho adequado auxilia na recuperação dessa função.
DEGLUTIÇÃO
- No momento da deglutição, a oclusão e o apoio que os dentes e rebordo proporcionam à mandíbula e língua que a mesma ocorra de forma correta e confortável.
- Na ausência dos dentes naturais, a PT deve realizar o papel de deglutição e apoio que os dentes e rebordo proporcionam à mandíbula e língua. 
ESTÉTICA E HARMONIA FACIAL
- Com a perda de todos os elementos dentários ocorre um grande comprometimento estético e um colapso labial pela falta de apoio dentoalveolar.
- Sendo assim um tipo de mutilação levando o paciente a conflitos psicológicos e sociais.
CLASSIFICAÇÃO DA PRÓTESE TOTAL
 LOCALIZAÇÃO:
- Mecanismos de Retenção: 
· Total Removível: suportada e retida por meio do contato com a mucosa;
· Sobre dentadura ou “overdenture”: é uma PT do tipo removível suportada pela mucosa e retida por encaixe em raízes ou em implantes.
· Total Fixa: suportada por implantes sem apoio na mucosa.
- Segundo a instalação: 
· Imediata: imediatamente após um procedimento cirúrgico.
· Mediata: confeccionada 30 dias ou mais após uma extração. Ocorrendo assim a cicatrização gengival e o reparo ósseo.
SEGUNDO AO TIPO DE MATERIAL DA BASE INTERNA:
· Base rígida: confeccionada com resina acrílica convencional TERMOPOLIMERIZÁVEL. Mais durável e permite manutenção e higienização facilitadas;
· Base macia: A camada interna da base da prótese que fica em contato com o rebordo é de material macio, em uma consistência borrachoide. Com único objetivo de trazer “conforto” ao paciente.
COR DA RESINA E A BASE DA PRÓTESE
· Simples: toda ela é confeccionada com resina rosa.
· Com palato/lingual incolor: confeccionada com acrílico termo incolor, dando aspecto de leveza e facilitando a identificação de possíveis regiões de compressão facilitando o ajuste.
· Gengiva caracterizada: a face vestibular da base da prótese é feita com diferentes tonalidades de resina rosa, escolhida de acordo com a mucosa e o lábio do paciente.
ÁREA BASAL (CHAPEÁVEL)
· É a área que suportará a base da prótese;
· A base protética em que se adapta a prótese total denomina-se área basal e se compõem de: osso recoberto por membrana mucosa, mucosa e submucosa.
ZONA PRINCIPAL
· Resistência mastigatória;
· É a crista do rebordo, onde será centralizada as cargas mastigatórias transmitidas pelos dentes artificiais
ZONA SECUNDÁRIA
· Formada por vertentes ou flancos
· Sua importância é na resistência ao deslocamento da prótese horizontal
REGIÕES DE ALÍVIO
· Região no qual é permitido alívios internos
· Visando dissipar as pressões sobre as estruturas de suporte
· EX: Rafe mediana, tórus, região de nervo mentual ou nasopalatino.
COMENTÁRIO: zona secundária: flancos tem bridas e freios (labial e lingual). Dependem da localização, lábios: flancos bucais; região do 2° molar: flancos bucais; entre palato duro e mole: flancos palatinos.
SELADO PERIFÉRICO
· É a região marginal da área basal, na qual se deseja contato estrito entre prótese e mucosa.
COMENTÁRIO: selado periférico: região que compõem flancos e vertentes. Delimitação da área basal (selado periférico): término. É a região onde eu consigo o vedamento total da minha PT com a mucosa. Não haverá entrada de ar! E deslocamento horizontal! Selado periférico perfeito.
 
PRÍNCIPIOS FÍSICOS RESPONSÁVEIS PELA RETENÇÃO
· Pressão Atmosférica: só ocorre em momento de trabalho. Precisa de movimentação da prótese para que se crie uma câmara de pressão reduzida em seu interior, possibilitando a atuação da pressão externa
· A P.A. é também considerada como uma força retentiva de emergência, pois, quando se anulam todas as outras forças retentivas, a P.A. pode ser capaz de manter a prótese em seu lugar.
COMENTÁRIO: Risadas que deslocam para o palato a PT.
· Força retentiva resultante da P.A. é diretamente proporcional à área recoberta pela base protética. O vedamento periférico é considerado imprescindível no aproveitamento dessa força.
· Uma diferença de pressão que ocorre entre a pressão do filme salivar e a P.A. externa que pode ser maior ajuda a pressionar a prótese mantendo-a em posição.
· Adesão: é a atração física de moléculas diferentes entre si. Atua quando a saliva molha e se adere à superfície da área basal da prótese e à membrana mucosa da superfície de assento.
· A adesão depende da perfeita adaptação, em íntimo contato, da base protética aos tecidos de suporte e à fluidez da saliva, depende da capacidade de o material ser “molhado” pela água (ou saliva) em toda a extensão de sua superfície.
· Coesão: É a atração física de moléculas iguais de uma mesma substância.
· A atração e a coesão são duas manifestações de forças que atraem moléculas muito proximais entre si. Está relacionada com a força retentiva representada pela película de saliva entre a base protética e a mucosa.
· Ela mantém a integridade dos corpos como a prótese + mucosa+ saliva, até que uma força mais intensa rompa a coesão.
· Ex: removendo a prótese. A adesão da saliva à mucosa e da saliva a prótese são maiores que sua coesão, causando divisão do filme salivar.
· Tensão Superficial: é a distribuição irregular das forças de atração entre as moléculas da superfície dos líquidos e faz com que as mesmas se comportem como uma película elástica;
· Ex: quando o filme salivar localizado nas bordas da prótese impede a entrada de ar (até certo ponto) quando a mesma sofre forças de deslocamento.
· RETENÇÃO 
· É a capacidade da prótese de resistir ao deslocamento vertical durante a fisiologia
· Ocorrendo em consequência da atuação simultânea de fenômenos de: adesão, coesão, tensão superficial, pressão atmosférica.
COMENTÁRIO: retenção é o conjunto detodos os princípios físicos da PT. Ex: comer, cantar, falar, gesticular.
· ESTABILIDADE
· É a capacidade da PT resistir ao deslocamento horizontal durante a fisiologia.
· Cobertura da área basal, condições dos rebordos, forma e tamanho dos flancos, relações maxilares e a oclusão.
· Cobertura correta da área basal (chapeável): quanto maior e bem executada a cobertura da área basal, maior a resistência ao deslocamento.
· Porém se a cobertura for excessiva as bordas da prótese e ultrapassarem os limites estabelecidos pelos tecidos, a tensão resultante causará seu deslocamento.
· Condições do Rebordo: quanto mais firmes, melhor a estabilidade do que com rebordo flácido.
COMENTÁRIO: Resiliência do rebordo: alta resiliência, ou seja, um rebordo muito flácido, não há como trabalhar, pois, na moldagem, ato de comprimir o rebordo não vai se transferir bem na moldagem. Não tem boa resiliência, a compressão do rebordo machucará o paciente. Ele tem mais osso que gengiva. Resiliência média: quantidades de osso e gengiva adequados. Moldar e trabalhar sem haver deformações. 
· Forma e tamanho dos flancos: quanto mais altos, mais estabilidade. Quanto mais verticais e com vertentes paralelas.
· Relações Maxilomandibulares: é caracterizado pelas discrepâncias de posições entre os rebordos superior e inferior.
· Oclusão: próteses com oclusão, desajustada perdem estabilidade; diferença de uma oclusão em PT para uma oclusão normal é que ela causa desajuste; sempre deve ser ajustada de acordo com a situação do paciente, mas de preferência deve ser mantida em classe I. 
MODELAGEM ANATÔMICA PARA PRÓTESE TOTAL
CONCEITOS
· Modelagem: ato de reproduzir em negativo os detalhes anatômicos e o contorno da área chapeável, por meio de ação dinâmica das estruturas relacionadas.
· Molde: resultado de uma moldagem. Sempre deve ser analisado afim de encontrar ou não irregularidades do mesmo.
· Modelo: é o resultado em positivo do molde.
OBJETIVOS
Objetivos principais a serem alcançados durante o ato de moldar um paciente de PT: preservação dos tecidos bucais; estabilidade; retenção; suporte; estética. Fazendo uma pressão seletiva, selecionando áreas que devem ser comprimidas e outras que devem ser aliviadas, assim proporcionando cobertura máxima dentro da tolerância dos mesmos.
REQUISITOS DO MATERIAL DE MOLDAGEM
· Ser fluído o bastante para se adaptar aos tecidos bucais e ao mesmo tempo ter viscosidade suficiente para ficar contido na moldeira e levar a boca;
· Na boca, transformar-se em tempo não muito longo;
· Ao atingir a presa, não deve distorcer ou rasgar quando removido, mantendo-se dimensionalmente estável para ser vazado.
PASSO A PASSO DA MOLDAGEM ANATÔMICA
1) Posição correta do operador em relação ao paciente;
2) Seleção da moldeira em boca do paciente;
3) Individualização da moldeira;
4) Preparo e espatulação do material;
5) Inserir na moldeira o material;
6) Introdução do material na boca do paciente;
7) Centralização da moldeira (meio do rosto do paciente);
8) Tracionamento das inserções musculares;
9) Remoção do molde da boca do paciente;
10) Examinar o molde;
11) Desinfecção do molde;
12) Obtenção do modelo.
MOLDAGEM ANATÔMICA
· Obter a reprodução da área basal
· Avaliar as inserções musculares, que terminam na zona de selado periférico;
· Verificar a necessidade de cirurgias pré-protéticas;
· Obter o modelo de estudo, onde será confeccionado a moldeira individual (delimitação da área basal).
HIDROCOLOIDE IRREVERSÍVEL (ALGINATO)
· Indicado para obtenção do modelo de estudo;
· Usado apenas em moldeiras perfuradas;
· Deve-se manipular na quantidade estipulada pelo fabricante para não escorrer para a garganta do paciente.
TEM COMO VANTAGENS:
· Facilidades de manipulação;
· Conforto para o paciente;
· Baixo custo;
· Não exige equipamentos sofisticados;
· Quanto mais alta a temperatura da água, mais rápido será sua presa. Cuidado com a água quente da torneira;
· A água deve ser colocada 1° na cubeta para ocorrer completo molhamento das partículas de pó;
· A espátula deve ser flexível para que comprimam as partículas na parede do grau de borracha.
· O tempo de trabalho do alginato convencional é de 45 s a 1 min.
GODIVA EM PLACA
· Não precisam ser usadas em moldeiras perfuradas, utilizadas em moldeiras lisas;
· Pode repetir a moldagem;
· Possibilita afastamento dos tecidos na região de fundo de vestíbulo. Não pode haver muita pressão;
· Não indicadas para rebordos com regiões flácidas, pois precisa fazer pressão seletiva
· Necessitam de equipamentos especiais para o seu aquecimento e utilização
PASSO A PASSO DA GODIVA EM PLACA
1) Esquentar na cuba quente 
2) Fazer uma “bolinha”
3) Colocar na moldeira, inserir na boca do paciente;
4) Faz pouca pressão. Tracionamento
5) E Retirar.
· Técnica mista atual: uso de silicone de condensação + fluído de adição.
CONFECÇÃO DA MOLDEIRA INDIVIDUAL E MOLDAGEM FUNCIONAL
TÉCNICAS PARA CONFECÇÃO DA MOLDEIRA INDIVIDUAL
· Resina Acrílica Ativada Quimicamente (RAAQ) incolor
· Vantagens: Técnicas de fácil execução; 
· Barata;
· Boa estabilidade dimensional;
· Transparência que facilita a localização e o ajuste clínico;
· Extensão da fibromucosa;
· Visualização das interferências das inserções;
· Etapas de confecção
1. Alívios das regiões retentivas no modelo com cera 7.
2. Pincelar a área chapeável utilizando isolante para resina acrílica;
3. Pincelar a área interna das duas placas de vidro grossa com vaselina sólida e posicionar 2 lâminas dobradas de cera 7;
4. Adicionar uma pequena quantidade de água em uma cubeta de borracha;
5. Confeccionar a mistura de monômero e polímero, misturá-los no pote paladon e fechar. Retirar quando resina estiver na sua fase plástica;
6. Com as mãos umedecidas com água (da cubeta) confeccionar uma bola e amassá-la com as placas de vidro sobrepostas até se que forme uma massa uniforme.
7. Remova a massa resinosa e adapte-a ao modelo anatômico e com um conta-gotas contendo monômero, pingue e faça os ajustes necessários. Com uma espátula le cron remova os excessos, até sua total com polimerização.
8. Confecção do cabo da moldeira, com uma pequena quantidade de RAAQ corretamente manipulada de modo que se adapte ao rebordo anterior voltado levemente para a vestibular, com uma inclinação de aproximadamente 60°, o mesmo deve ter 1,0 cm de altura e 1,0cm de largura com espessura de 0,5 cm;
9. Na fase final, dá-se o acabamento com brocas maxicut, nas bridas, freios presentes no modelo anatômico.
10. Acabamento final de toda a moldeira, deve ser com pedra-montada e em seguida com mandril de lixa montado (ou fendado) para realizar lixamento geral.
COMENTÁRIO: resumo geral dos passos da Resina Acrílica (versão prova)
1. Alívios das regiões retentivas no modelo com cera 7;
2. Pincelar isolante no modelo;
3. Pincelar vaselina nas placas e colocar cera;
4. Colocar água na cubeta;
5. Misturar o monômero e polímero no pote paladon;
6. Fazer “bolinha” e posicionar na placa;
7. Adaptar no modelo;
8. Confecção do cabo;
9. Acabamento com as brocas;
10. Polimentos com as lixas.
EXAME TÁTIL E VISUAL
· Deve ser feito em toda extensão da moldeira;
· Não deve haver arestas ou pontas perfuro-cortantes;
· Deve-se obter uma lisura e transparência homogênea;
AJUSTES CLÍNICOS (MOLDEIRAS FUNCIONAIS)
· Antes da moldagem funcional, deve-se obrigatoriamente realizar ajustes em boca das moldeiras individuais;
· Tendo em base os conhecimentos anatômicos.
TÉCNICA DE AJUSTE CLÍNICO DA MOLDEIRA INDIVIDUAL
1) Posição do paciente para introdução e retirada da moldeira individual.
2) Examinar:
· Checar as extensões anterior látero posterior da moldeira;
· Checar a extensão da divisão do palato duro e mole.
3) Alívio do freio labial superior e bridas, realizando tração das bochechas;
4) Desgaste da sobre extensão da moldeira, deixando de 2 a 3 mm aquém do fundo de sulco.
NO FINAL DO AJUSTE, NÃO DEVE CONTER:
· Obstáculos durante a adaptação e remoção da boca;
· Não deve causar injúrias ao paciente;
· Não pode interferir nos movimentos leves do lábio e das bochechas.
INFERIOR:· Checagem e adaptação geral da moldeira, alívio das bridas inferior do freio labial e lingual;
· Checagem das extensões látero-posteriores e da papila retromolar da moldeira, tracionando os músculos com a finalidade de identificar e corrigir possíveis deslocamentos da moldeira;
 
SELAMENTO PERIFÉRICO
MOLDEIRA INDIVIDUAL
· O principal objetivo do uso da moldeira individual está na determinação dos limites da área chapeável;
· Assim, obtém-se um vedamento de toda a periferia da base da prótese.
· Execução fácil de movimentos leves.
OBJETIVO DO SELAMENTO
· Promovendo o confinamento de uma película de saliva, gerando a retenção da prótese à mucosa por ação das forças de coesão, adesão e pressão atmosférica.
REGIÕES A SEREM COPIADAS NO SELAMENTO SUPERIOR:
REGIÕES A SEREM COPIADAS NO SELAMENTO INFERIOR:
GODIVA DE BAIXA FUSÃO
· Vantagens:
 1) Fluidez adequada para exercer mínima pressão;
 2) Boa adesividade à moldeira; 
3) Rigidez adequada, após resfriada, que permite a verificação do grau de retenção obtido durante a moldagem; 
4) Resistência suficiente para ser colocada e retirada e rebordos com áreas retentivas em mucosa;
5) Facilidade para o operador realizar acréscimos ou substituições de material;
6) Rapidez do processo de moldagem.
ASPECTO FINAL DO SELAMENTO:
· Espessura adequada;
· Contorno arredondado;
· Superfície fosca e sem dobras ou rugosidades.
SELAMENTO PERIFÉRICO
· Gerar uma prótese com maior estabilidade e retenção;
· Godiva de baixa fusão; 
· Espessura adequada;
· Superfície fosca;
· Contorno arredondado;
· Sem dobras ou rugosidades;
MOLDAGEM CORRETIVA
· Moldagem dinâmica dos tecidos moles;
· Simula movimento muscular;
· Refinamento da região de selamento periférico;
· Moldagem das demais estruturas de suporte;
· Maior estabilidade e retenção para a prótese.
TÉCNICA
· Isolamento do manequim com vaselina sólida;
· Aplicação de adesivo para silicone na moldeira individual;
· Manipular silicone fluido e catalisador na placa de vidro;
· Carregar a moldeira e realizar a moldagem funcional.
AVALIAÇÃO DO MOLDE
· Superfície uniforme;
· Sem excesso de compressão;
· Defeitos por falta de material;
· Detalhes anatômicos incompletos.
VAZAMENTO
· Desinfecção do molde;
· Debrum;
· Gesso especial;
· Gesso comum;
· Separar modelo do molde em água quente.
RESUMINDO
· Delimitação da área chapeável no modelo anatômico;
· Moldeira individual;
· Selamento periférico;
· Moldagem corretiva;
· Debum e encaixomento;
· Vazamento com gesso.
BASE DE PROVA
NOMENCLATURA
· Chapa de prova;
· Base experimental;
· Base de prova;
CONCEITO
· Base de prova é a base provisória da prótese total.
· Durante as fases para captar e registrar os movimentos mandibulares, com a finalidade de transportá-los ao articulador.
· Apoiadas no rebordo do paciente, onde irá ser confeccionada os planos de orientação.
· Será usada para a montagem de dentes artificiais, até a prova estética e fonética no paciente.
OBJETIVO
· Registros da distância vertical e relação central.
· Posicionamento dos modelos no articulador.
· Montagem de dentes artificiais.
· Testes de função estética e fonética no paciente
CARACTERÍSTICAS
1. Cobrir todo o tecido que contribui a base do suporte (terminar exatamente no fundo de vestíbulo);
2. Deve ser ajustada para enfrentar possíveis desprendimentos por causa da cendência da fibromucosa;
3. O recorte das bordas obedece os limites do modelo da borda conseguida na moldagem, rigorosamente reproduzida no modelo;
4. Deve guardar relações com as atividades funcionais, como: fonação, respiração e deglutição. Por esse motivo, seu acabamento deve ser mais caprichoso.
AJUSTE CLÍNICO
SEQUÊNCIA LABORATORIAL BASE DE PROVA
1) Os modelos superior e inferior já estão preparadas e serão isolados.
2) Pincelando-se líquido isolante para a resina acrílica não aderir ao gesso.
3) Alívio das áreas retentivas.
4) Em seguida, a resina acrílica será manipulada e colocada sobre o modelo, seguindo-se os mesmos procedimentos técnicos utilizados para a construção das moldeiras.
5) Em seguida, após adaptada no modelo, mergulhar em água para diminuir a contração.
AJUSTE CLÍNICO
· Antes da confecção dos planos de orientação, deve-se obrigatoriamente realizar ajustes em boca das bases de prova;
· Checar as inserções de bridas e do freio labial superior;
· Checar as extensões anterior látero-posterior da moldeira;
· Checar a extensão da divisão do palato duro e mole;
· Não pode conter obstáculos durante a adaptação e remoção da boca;
· Não deve causar injúrias ao paciente;
· Não pode interferir nos movimentos leves do lábio e das bochechas;
· A base de prova deve estar, transparente, bem polida e lisa;
· Deve de preferência ser incolor para verificarmos possíveis áreas de pressão;
· Devem ser feitos testes fonéticos;
· Teste da Linha vibratória do Palato. É uma linha imaginária que se traça na abóbada palatina e que marca o começo do movimento do palato mole, quando o paciente pronuncia “AH”.
COMENTÁRIO: 1) Cubeta de agua e base de prova; 2) dá-se uma “ molhada” na base de prova; 3) leva-se na boca do paciente; 4) peço que morda e engula; 5) faça sucção para ver se a Base de Prova fica retida no palato; 6) nesse momento, o paciente abre a boca e deve-se contar 3 s. Se contar 3s e a Base de prova não se deslocar, não precisa fazer ajustes! O teste da Linha Vibratória é feita para evitar o não deslocamento e entrada de ar na região posterior da base de prova.
PLANOS DE ORIENTAÇÃO (ARTICULARES)
· São Planos ou Superfícies Guias relacionadas as estruturas craniofaciais e que devem atender aos requisitos funcionais, estéticos, fonéticos e biomecânicos.
PLANO OCLUSAL
· É a superfície anatomicamente relacionada ao crânio, onde ocorre a oclusão dos dentes. É formada pela superfície oclusal dos dentes. É formada pela superfície oclusal, geralmente formando uma curva.
PLANO DE ORIENTAÇÃO
· É a superfície ou plano determinado sobre as bases de prova para orientar a montagem dos dentes. A inclinação pode ser reta ou em forma de curva.
· Importante também para a deglutição, fonação, estética.
· Um dos passos mais importantes para um tratamento em PT, principalmente quando se trata de prótese total dupla.
· Os modelos representativos da maxila e mandíbula necessitam ser relacionados no espaço geométrico (montagem em articulador), tal qual ocupam a maxila e mandíbula no crânio do paciente.
· Somente os arcos de oclusão podem conduzir o profissional à realização desse trabalho.
COMENTÁRIO: Plano Oclusal: curva de Spee, de Wilson determinando DVR e DVO. Planos de Orientação: planos guias para confecção, montagem dos dentes. Rolete de cera. Definimos: altura, forma e função. Altura: DVR, DVO. Forma do Suporte Labial, do dente do paciente. Forma de Rosto, marcação dos dentes. Função fonética. Oclusal e de deglutição. Plano Oclusal x orientação. Plano dos dentados x planos de edentados. Curva de Spee e Wilson x Reto ou com curva. Dependerá da oclusao do paciente.
OBJETIVOS
· Guardar o espaço para a montagem dos dentes artificiais;
· Registrar e garantir a distância vertical e relação cêntrica;
· Registrar a inclinação da curva de compensação e transversa (curvas de Von Spee e Wilson)
· Devolver suporte labial/ ponta de nariz caída/ bigode chinês.
CONFECÇÃO DO PLANO DE ORIENTAÇÃO (“ROLETE DE CERA”)
· CONFECÇÃO DE ACORDO COM A ÁREA BASAL / O REBORDO DO PACIENTE.
1. Pegar a lâmina de cera 7, dobrar em tiras na forma de “sanfoninha”; plastificar cada parte para ficar dessa forma.
2. Plastificar novamente e dobrar ao meio, agora temos o rolete de cera.
3. O rolete de cera é fixado sobre o arco de oclusão do paciente. Atenção a posição do Rolete que deve estar na horizontal, os “cortes” estão para baixo.
4. O Rolete deve conter 2 cm de altura. Na região anterior, tanto para arcada superior quanto para inferior. A oclusal deve ter 1 cm de largura.
5. Remove o excesso de cera de 1em 1 cm. Sempre observando o padrão correto. Não deve haver excesso na lingual/ palato.
6. Deve-se alisar o Rolete de cera com a lamparina Hannau e espátula n° 31, porém na papilaretromolar, o Rolete de Cera deve terminar em zero. 2 cm x 1cm na anterior. Sendo que não deve ter praticamente cera na papila.
7. * Na arcada superior deve ser feito da mesma forma que o inferior, contudo a cera deve fazer levemente inclinado para o suporte labial. É preciso ter cera na vestibular do paciente.
8. Não pode terminar a superior igual a inferior, precisa ter cera na vestibular da base de prova. Terminar Rolete na transversal.
9. Para fazer a papila, usa-se a placa de curva de Spee, observando a “parte lisa” da placa, a “parte com linhas” são viradas para o forro.
10. Posicionar o Rolete de cera sobre a placa de Spee, segurando ao fogo, flambando, caindo o resto de Cera com Lamparina e Porta agulha. 
LINHA DO SORRISO
Os dentes naturais formam uma curva suavemente ascendente que acompanha a borda superior do lábio inferior.
INDIVIDUALIZAÇÃO DO PLANO DE CERA SUPERIOR
· Primeira Fase. Contorno vestibular da região anterior.
- Suporte para os lábios
- Ângulo naso- labial
PLANO DE ORIENTAÇÃO SUPERIOR
· Obedecem parâmetros estéticos 
· Objetivo principal é de recuperar a sustentação dos tecidos do terço inferior da face, perdida com a extração dos dentes naturais.
SUPORTE LABIAL: no P.O. devolve-se o correto reposicionamento do m.m. orbiculares, que é essencial para a recuperação estética do paciente edentado.
A ausência dos dentes e a reabsorção acentuada do rebordo causam um colapso total do terço inferior da face.
Por se tratar de uma prótese mucoso suportada. Ou seja, além de colocar dente, coloca gengiva, para poder levantar a parte que está murcha. Ponta de nariz caída, lábios murchos possam a ficar melhorados.
A depender de como fica a posição do lábio desse paciente, é necessário a gente acrescentar ao remover cera na região anterior no plano de orientação.
A gente usa como referência se a quantidade de cera. Esta cera satisfatória e formação de 90 ° entre o filtro labial e a base do nariz.
O arco de oclusão superior será construído na presença do paciente, ou seja, clinicamente.
Segunda Fase. Altura do plano, na região anterior.
Jovens: 1,5 a 2,0 mm abaixo do tubérculo.
Adultos: 1 mm abaixo
Idoso: ao nível ou acima.
ALTURA INCISAL
· Determinação da porção visível dos dentes com o lábio em repouso.
· Jovens: 1 mm a 2mm abaixo do tubérculo do lábio.
· Meia idade: ou idosos: borda incisiva ao nível ou 1 mm abaixo do tubérculo do lábio superior.
Terceira Fase. Orientação do plano – região anterior.
· Paralelismo com a linha Bipupilar (Plano de Fox)
Quarta Fase. Orientação do plano – região posterior 
· Paralelismo com a linha aurículo- nasal (Plano de Camper)
Quinta Fase. Contorno vestibular. Região Posterior.
· Corredor Bucal – estética.
CORREDOR BUCAL
· É o espaço existente entre superfície vestibular dos dentes posteriores e a mucosa interna da bochecha.
· É influenciado pela sombra da mesma, que altura progressivamente a iluminação dos dentes, auxiliando na obtenção do efeito de gradação antero-posterior.
· É um critério chave para se criar um sorriso natural.
· Esse espaço deve ser criado no plano quando o paciente sorri.
CONCEITOS
· Chama-se de Dimensão Vertical (DV) a altura do terço inferior da face ou a relação espacial da mandíbula em relação à maxila no plano vertical.
· EFL: É o espaço existente entre os dentes quando a mandíbula se encontra em posição de repouso, no qual o tônus muscular está em estado de equilíbrio.
· “ free way space” , esse espaço se verifica entre DVR e a DVO. Segundo Thompson, esse espaço é em média 3mm.
DIMENSÃO VERTICAL DE REPOUSO (DVR): Relação espacial da mandíbula em relação a maxila no plano vertical quando esta se encontra na posição de repouso, na qual o tônus muscular está em estado de equilíbrio.
DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO (DVO): relação espacial da mandíbula em relação a maxila quando os dentes estão em oclusão ou Máxima Intercuspidação Habitual (MIH).
MÉTODO DE WILLIS
· Orientamos o paciente que desencoste da cadeira.
· Permanecendo com a cabeça e tronco eretos, olhando para a frente, em relaxamento muscular.
· Observamos em seguida se a posição da cabeça está em equilíbrio nos sentidos anteroposterior e de lateralidade.
DVR: através da régua com o cursor ajustável, registra-se a distância do canto externo do olho até a comissura labial.
CÁLCULO DVO: DVR – EFL (2 a 3 mm): DVO.
· Diminui-se cerca de 2 a 3 mm, equivalente ao EFL, para estabelecer a altura no qual o plano de orientação inferior deverá ser ajustado para chegar a DVO, posição na qual a reabilitação será realizada.
LINHA MÉDIA
· É uma linha média determinada pelos incisivos e também imaginária que divide o filtrum
· Importante que a mesma seja colocada sempre na vertical em relação do plano oclusal, pois orienta o posicionamento entre os ICS.
LINHA DA COMISSURA
· Localizada nas comissuras labiais em repouso.
· Traçamos uma linha perpendicular à linha média e marca-se a linha do canino
· Ela indicará a largura dos seis dentes anteriores em curva
MONTAGEM EM ASA
1. Linha média do paciente deve coincidir com o cabo do garfo. O garfo utilizado para esta técnica é o dentado! O desdentado quando utilizado destrói o rodete de cera.
2. Inserir o garfo na cavidade bucal. Depois inserir o garfo no articulador. Primeira coisa que deve fazer para encaixar é o násio. Ajusta-se bem na glabela do paciente durante a montagem do arco facial. O paciente durante a montagem do arco facial. O paciente segura o garfo com as mãos. Caso ele conseguir segurar com 4 dedos, segurar o arco também. Ajustar os 3 pinos do arco. Depois, apertar o parafuso do garfo. 
3. O parafuso do garfo para montar o articulador. Antes, a haste do garfo do paciente está frouxa. Por isso, é necessário travar o garfo. Travar-se o articulador por completo. Verificar também as olivas (os auriculadores) do arco no conduto auditivo do paciente. (“olivas” no pavilhão auditivo; ajuste do arco facial no paciente.)
4. Retira-se o násio. Leva para o articulador o arco facial, prende-se as olivas nas partes que ficam para fora. Não se mexe no garfo. Mexe-se na haste e trava na distância intercondilar. O ângulo de Bennet (15°) e o do Ramo da Mandíbula (30°).
5. Enquanto isso, o modelo de gesso especial está sendo hidratado. Retira-se o modelo e faz-se ranhuras profundas e coloca no rodete de cera do paciente. Coloca-se “peso” debaixo da haste do garfo.
6. Aquece o garfo. Tira com cuidado para não danificar o rodete de cera.
(Colocação dos roletes na boca do paciente; posicionamento mandibular em RC; ocluir até atingir a DVO).
Mede-se de novo no Compasso de Willis. Se está de acordo com as medidas. No momento de fazer a arcada inferior, pede-se para o paciente manipular uma “bolinha de cera” no palato duro. Coloca-se a língua na bolinha, morde e engole e com a ponta da língua no palato, automaticamente o paciente encontra em RC.
7. Depois, fixação dos roletes entre si, com grapos na direção dos pre-molares. A definidos a linha media e de comissura na cera. Virar o articulador de cabeça para baixo, colocar o modelo funcional inferior com gesso na “bolacha”. Já com o pino incisal batendo em “zero”.
MONTAGEM DOS DENTES 
Modelos montados em Articulador.
· Em Relação Cêntrica (RC) para poder facilitar a manipulação.
COMENTÁRIO: Visualização da lateralidade, mordida, do canino, protusão, serve para PT, placas miorrelaxantes,oclusão...
SELEÇÃO DE DENTES
Técnica da dinâmica Labial 
· Fácil execução; 
· De característica simples;
· Não tem necessidade de equipamento sofisticados;
· Utiliza a própria fisiologia do paciente para a escolha dos dentes artificiais
· Determina a largura dos seis dentes anteriores de distal a distal dos caninos
· Formato;
· Triangular;
· Arredondado;
· Quadrado.
· Cor
· Escala de Cor.
COMENTÁRIO: Seleção dos dentes: laboratório, paciente sorri “alto”, marcações da linha da comissura, linha média. Materiais: Le cron, fio dental e o sorriso do paciente.
- Dentes de porcelana soavam antes como “barulho de prato com prato” na boca do paciente, sem naturalidade.
- Regra da escolha de cor: Paciente tem algum dentena boca, vou selecionar com a cor do dente tem em boca. 
- Paciente não tem nenhum? Cor da pele (rosto) e de acordo com gosto pessoal.
LINHA DA COMISSURA: Determinar a largura dos seis dentes anteriores de distal a distal dos caninos.
FORMATO DO ROSTO:
- Definir o formato dos dentes;
- Depende do sexo e formato do rosto.
MULHER: dentes mais arredondados;
HOMEM: dentes mais quadrados.
TIPOS DE DENTES
· Quanto à presença de cúspides
· Com cúspide 
· Indicação: movimentos excursivos óbvios;
· Rebordos capazes de suportar forças laterais.
· Sem cúspides: indicação.
COMENTÁRIO: Cor dos dentes. Marca de dentes: BIOLUX, TRILUX. Usa-se a ESCALA DE COR. Sempre compatível com o dente que se trabalha. Sempre da marca que eu estou trabalhando. Dentais: em PT, usa-se escala de cor para dentes resinosos.
AJUSTE OCLUSAL
BALANCEADA BILATERALMENTE
· Guia de desoclusão em grupo
· Oclusão em cêntrica
· Máximo de contatos posterior possíveis bilateralmente
· Com lateralidades
· Em existência de no mínimo um contato no lado de balanceio
· Em protusiva
· Existência de no mínimo um contato posterior.
COMENTÁRIO: Oclusão balanceada bilateralmente é definida como os dois roletes de cera encostando, não podendo haver entre eles nenhum espaço. Se houver algum espaço, o paciente não está em MIH. Depois, vêm-se desgatando com a curva de Spee, até a obtenção do contato entre os dois roletes, caso eu obtenha, o paciente se encontra em MIH, consequentemente, está se transferindo o paciente em RC para o articulador. Agora, o paciente está em oclusão Centrica, ou seja, todos os contatos dentários. Logo, os dois roletes de cera estão balanceados bilateralmente.
REGRA DA LATERALIDADE: A partir do momento que está no ASA, realizo o movimento de lateralidade. Lado de Balanceio: não há contato dentário, ou mínimo toque possível toque dentário. Lado de Trabalho: o lado que se toca todos os dentes.
REGRA DA PROTUSIVA: Em movimento protusivo, o paciente deve possuir um mínimo contato de dentes em posterior. Pelo simples fato, de “levar” a mandíbula do paciente para vestibular.
SEQUÊNCIA DA MONTAGEM
Exemplos: ICS (INCISIVO CENTRAL SUPERIOR)
· Perpendicular;
· Ao nível da Oclusal do rolete de cera;
· Inclinado para vestibular 
- Borda incisal acompanha 
ICL (INCISIVO LATERAL SUPERIOR)
· Inclinado para mesial;
· Acima do nível da oclusal do rolete de cera
CANINO SUPERIOR
1°PMS/ 2°PMS/1°MS / 1°MI/ 2°PMI / ICI...
COMENTÁRIO: Balanceado Bilateralmente: Não há contato dos incisivos; MIH, RC e classe I os incisivos superiores não tocam na parte palatina da vestibular dos incisivos inferiores. Sequência de montagem: 1) incisivos superiores (11 ou 21): serve: cimentação de lente de contato/ PT/ PORCELANA/ FIXA. Guia para montagem “tocando no rolete de cera”. Borda incisal igual borda do rolete de cera. 2) Incisivos Centrais Laterais (12 ou 22): também perpendicular, inclinado para mesial, borda incisal toca na oclusal do Rodete de Cera inferior, mesma inclinação para vestibular. 3) Canino Superior (13 ou 23): terminada a sequencia, temos o 1° sextante montado (13,12,11,21,22,23). 
Sempre de acordo com as linhas de demarcação. A partir deste ponto define-se se vai houver 2° prés; 1° pré; 1° molar...com o tamanho dos dentes estabelecidos. Do 1° sextante montado, vê-se quanto sobra em rolete de cera para por quantos dentes posteriores o paciente possuirá. Balanceio bilateral. A partir disso, o 2° pré-molar. A parte inferior, começa pelo 1° molar (chave de oclusão). Depois de montado o superior, vamos para o inferior. 
REGRA BÁSICA: Começar pela chave de oclusão. Na arcada inferior. Os anteriores de ambas arcadas não possuem toque. Preciso da distância para saber, é necessário a oclusão na posterior.
Continua a montagem de dentes: 1° molar ou 2° molar. 1° pré inferior. 2° pré inferior. Para, marca com a régua, a linha média, visualizo a distância e começo com os Incisivos Inferiores. Já tenho uma guia posterior pois se eu vier montando de posterior para anterior, levemente inclinado pra mesial. Pode ser que se incline demais e aí chega na frente e não caber o incisivo inferior. Para isso começamos o 1° molar. 1° ou 2° prés. Chave de oclusão. Incisivos.
Para não se perder o parâmetro e nem a dimensão dos dentes a serem montados.
VERIFICANDO CONTATOS OCLUSAIS
CONSULTA DE PROVA DOS DENTES EM CERA.
· Aferição da DV, DVR, DVO com fonemas “P” e “B”, caso eles estejam prejudicados, sinal que essas medidas estão aumentadas.
· Testes com o fonema “S” para verificar o sobre passe horizontal
· Observar a pronúncia do fonema “S”, caso haja problema nesta pronuncia, ela esta com má posição labiolingual dos anteriores inferiores, indicando que os mesmos estão muito lingualizados.
· Na pronúncia do fonema “T” verificasse a espessura excessiva da resina em região anterior do palato.
TIPOLOGIA FACIAL 
· Oclusão;
· Balanceada Bilateral;
· De acordo com os rebordos: ovoide, triangular, quadrado.
ROSTO OVOIDE
· Possui uma curva continua entre os dentes anteriores e posteriores não se definindo uma divisão entre os seguimentos anterior e posterior. Geralmente associada a um individuo de perfil e rosto ovoide.
ROSTO QUADRADO
· Possui divisão marcante entre os seguimentos anteriores e posteriores definida pelo canino. Pode vim também, em formato “U”, base do nariz larga, face quadrada e perfil côncavo.
· Arco amplo na porção anterior.
REBORDO TRIANGULAR
· Canino alinha-se com os dentes posteriores, pertencendo a esse seguimento da arcada.
· Caracterizada por palatos estreitos e profundos
· Nariz alto e estreito
· Face alongada, perfil geralmente convexo
· Arcada estreita.
SELEÇÃO DA COR DO TECIDO GENGIVAL
· Através de uma escala de cor, selecionar junto com o paciente a cor que mais se aproxima de sua tonalidade natural
COMENTÁRIO: depois de montado todos os dentes, faz-se o teste oclusal no articulador. O 1° ajuste oclusal é do laboratório. Consulta de Prova dos dentes com o paciente em cera. Faz o aferimento da oclusão do paciente. Afere-se as medidas novamente com o Compasso de Willis. Já em mãos com as medidas anteriores anotados (DVR, DVO). Para estar montado exatamente com se mediu antes de mandar para o laboratório. Se houver ALTERAÇÃO. Faz os TESTES FONÉTICOS. Fonemas necessários P (papai) e B (bola). Se observo naturalidade da fala. DVR e DVO batem. Se não há pronuncia normal com palavras P e B. DVR e DVO estão aumentadas e desajustadas. Faz-se de novo medidas. . Montagem em articulador ou NOVO ROLETE DE CERA. Se achar necessário. (com a Bonfim, é realmente mesmo!). Caso tenha dado certo. DVR e DVO estão ok. Continue agora com outros fonemas S (sessenta e seis). Observa-se nesse fonema um transpasse horizontal, ou seja, joga-se a mandíbula para frente, vestibular. Paciente não fez. Sua montagem de dentes é uma desgraça. FAZ DE NOVO! Caso tenha dado uma diferença grande. Tenta montar em articulador e veja o erro. Remontagem vai ocorrer como se fosse paciente dentado. RELEMBRE AS AULAS DE OCLUSÃO. 
COMO SE VER OS ERROS, segundo a BONFIM? 1) posição lábio/lingual dos incisivos anteriores/inferiores. 2) nada de vestibularização. 3) nada de lingualização.
2) Fonema T (Tatiane) a espessura da resina pode estar grande para o palato. O cíngulo tem um tamanho para ficar exposto no palato. Ficar muito exposto, o qual a língua entre em contato com a palatina dos incisivos. Pode travar, filho! Incisivos caninos superiores estão com o cíngulo muito barrigudos (abrangência na palatina).
REBORDOS DO PACIENTE: acompanham a arcada do paciente (ovoide, triangular, quadrado). 1) OVOIDE: rosto do paciente; dentes anteriores e posteriores não há diferença; acompanha o arco; faz o desenho. O corredor bucal, sorriso se faz para o paciente coincidindo com o lábio. É a maioria dos pacientes, sorrisos harmônicos.
2) QUADRADO: rosto do paciente; ângulo da mandíbula do paciente em U; reto na posterior e arredondado anteriores; corredor bucal difícil de desenhar e adaptar. Estreitamento em regiões de pré-molares, incisivos largos, região posterior larga 1 ou 2 molar, tamanho dosdentes são grandes (harmonia); tem narizes largos.
3) TRIANGULAR: fácil identificação; parece dentuço, habito de chupar dedo na infância; incisivos centrais e laterais são proeminentes; o canino alinha-se com os posteriores; corredor bucal difícil de adaptar; acha-se estreito à primeira vista. Mais harmonia total no paciente. Características: região anterior estreito; incisivos (11 ou 21) não ficam alinhados. Incisivo lateral vai desalinhar e o canino vai alinhar totalmente com os dentes posteriores. Nariz alto e fino. 
FATORES QUE INTERFEREM NO SUCESSO
· Os músculos dos lábios, bochechas e língua ajudam a manter a dentadura inferior no lugar.
· Porém, logo no início esses músculos tendem a empurrar a dentadura para cima. Com o tempo, essa tendência se modifica, pelo simples fato deles se adaptarem ajustando-se ao corpo estranho da dentadura.
· Em primeiro lugar, do estado geral do paciente;
· Em segundo lugar, o tipo e condições da boca;
· Em terceiro lugar, a habilidade para aprender como usar dentaduras.
· Estado geral da saúde.
· Se o indivíduo está fisicamente debilitado, provavelmente precisará de considerável paciência para se acomodar à nova situação, além disso, sua boca pode estar sensibilizada devido aos distúrbios provocado por seu estado geral.
· O tipo e condições da boca;
· A mucosa da boca pode ser extremamente sensível e pode não ser capaz de suportar uma grande soma de tensões.
· A forma dos arcos dentários pode não ser satisfatória para o uso de dentaduras.
· Os rebordos pequenos e muito reabsorvidos oferecem poucas possibilidades para estabilizar as dentaduras, por exemplo.
· Em terceiro lugar, a habilidade para aprender como usar dentaduras.
· Alguns pacientes esperam que as dentaduras sejam iguais aos dentes naturais
· Isso é impossível, posto que dentes naturais são uma estrutura viva e dentaduras artificiais são apenas substitutos artificiais de estruturas vivas.
· Será necessário reaprender a mastigar usando somente os dentes de trás em lugar de tentar usar os da frente; aprender a limitar quanto a mandíbula deverá mover-se de um lado para outro, a fim de manter as dentaduras em equilíbrio
· No início pode observar uma considerável mudança em sua fisionomia e uma sensação de que tem muitos dentes. Pode interferir na aparência.
· Passou algum tempo sem nenhum dente na boca, ou usou dentaduras antigas que faziam com que o nariz e o queixo ficassem muito próximos, dando, uma aparência de mais tarde.
· Após a perda dos dentes e, mais tarde, com a reabsorção óssea e os desgastes provocados nas dentaduras vão se processando muito devagar sem que o indivíduo sinta 
· Também interferindo na aparência.
RECOMENDAÇÕES AO PACIENTE
· Não deverá abusar da mastigação;
· Ao mastigar logo no início, pode ocorrer um excessivo número de ulcerações.
· Não fazer ajustes por conta própria em casa;
· Pode usar qualquer tipo de material para ajudar na retenção adicional;
· Deve falar ou cantar, para a fala se ajustar a nova situação;
· Ter atitudes positivas para adaptação da nova prótese e paciência;
DURANTE A NOITE?
· Caso as dentaduras aborreçam e mantenham o indivíduo acordado ou o fazem acordar com dor na boca é melhor dormir sem elas;
· Se sentir que os ouvidos ou os músculos da face doem, ou se dormindo ela fecha demasiadamente a boca sem as dentaduras, deve então experimentar dormir com elas.
NAÚSEAS, ENGASGOS E ENJOOS
· Enjoos ou náuseas podem surgir no início;
· O único remédio para isto é usá-las insistentemente, não importa o quanto venham a sentir náuseas. Esse reflexo passará em curto tempo espaço de tempo, umas poucas horas ou em dia.
· Ajudará se chupar balas de hortelã;
· Se a náusea aparecer depois de usar dentaduras há anos, isso provavelmente é porque sua gengiva “murchou”, fazendo com que a dentadura não fique bem adaptada no céu da boca;
· Podem ser feitos desgastes no palato, porém com cautela porque caso o desgaste seja excessivo a prótese pode perder a retenção desejada.
E A FALA?
· Após receber um novo par de dentaduras, muitas pessoas tem dificuldades, para conversar ou falar, ou então sentem que estão ociosas;
· As dentaduras modificam ou alteram o formato da boca;
· A medida que a língua, os lábios e as bochechas forem se acostumando com a mudança, a dificuldade desaparece.
LIMPEZA DA PRÓTESE
· Primeiro passo, no consultório antes de instalar no paciente
· Pode vim do laboratório, com fungos presentes no modelo;
· Restos de materiais de acabamento e polimento;
· Deve ser feita uma desinfecção química com clorexidina 2%, álcool 70%
LIMPEZA DA PROTESE: RECOMENDAÇÃO AO PACIENTE
· Fazer todo o possível para levar as dentaduras depois de comer. A melhor maneira de limpá-las é com uma escova apropriada para prótese;
· A escovação feita com pastas ou pós muito grossos, irá riscar a base, o material das dentaduras e tirar seu alto polimento;
· Isso vai fazer com que as partículas microscópicas de alimentos fiquem aderidas dificultando a limpeza;
· O acúmulo dessas partículas pode causar mau odor, e pode até deixar com hálito de dentaduras.
· Se já teve tártaro nos dentes naturais, será bem provável que também terá nas suas dentaduras artificiais. Não é difícil impedir que ele não fique aderido, e a melhor maneira.
PRIMEIRA CONSULTA DE RETORNO
· Elas deverão ser usadas ou estar na boca pelo menos umas doze horas, antes de o paciente visitar o dentista.
· É importante saber que os ajustes que o dentista fará nas dentaduras não se limitam apenas aos pontos onde ela machuca
· Principalmente na oclusão dos dentes, para que as próteses tenham melhor equilíbrio articular e a pessoa possa mastigar sem problemas
· Mastigar com dentaduras artificiais é bem diferente da mastigação com dentes naturais.
 Por Beatriz Vieira
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