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APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL INTRODUÇÃO O CPP NÃO SE APLICA A o Tratados e convenções de Direito Internacional o As prerrogativas constitucionais do Presidente o Crimes conexos com o Presidente cometidos por Ministro o Ministros do STF em Crime de Responsabilidade Competência do Senado o Processos de competência da Justiça Militar o Crime de competência de Tribunal Especial o Crimes de imprensa Se aplica o CPP aos crimes eleitorais A representação será irretratável depois de oferecida a denúncia o Ou seja, caberá retratação até o oferecimento da denúncia LEI PROCESSUAL NO ESPAÇO: A lei processual penal regerá em todo o território nacional, ressalvados: o Os códigos e tratados internacionais No caso de conflito entre lei nacional e tratado internacional em vigor, deve-se aplicar a norma mais recente o Prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros do STF, nos crimes de responsabilidade o Processos por crime de imprensa o Processos de competência da justiça militar o Processos de competência do tribunal especial O CPP adotou o princípio da territorialidade No caso de crime cometido em embarcações sob águas territoriais brasileiras, bem como embarcações nacionais em alto mar, serão competência do primeiro porto em que a embarcação tocar após o crime ou pela última que tocou no caso de se afastar do país, e se for avião, será de onde pousar ou de onde decolou Compete privativamente a União legislar sobre direito processual, sendo vedados códigos processuais estaduais TEORIAS DA APLICAÇÃO PROCESSUAL NO TEMPO: A Lei Processual Penal não retroagirá no tempo, ainda que seja mais benéfica ao réu o Salvo quando a Lei Processual tiver normas materiais do direito Penal, aí ela poderá retroagir, ocorrendo o fenômeno da heterotopia, assim como ocorre nas normas mistas e hibridas Ou seja, se for lei processual mista ou hibrida, contendo norma material de direito penal, e for mais benéfica, poderá retroagir TEORIA DA UNIDADE PROCESSUAL: o Aplica-se a mesma lei que estava em vigor no começo do processo, ainda que outra lei entre em vigor no curso da tramitação desse processo o Nova lei processual não se aplica aos processos já em curso TEORIA DAS FASES PROCESSUAIS: o Nova lei se aplica nos processos em curso, porém somente na fase seguinte o Pode ser aplicadas várias leis em um mesmo processo, porém apenas uma lei por fase TEORIA DO ISOLAMENTO DOS ATOS PROCESSUAIS: o Nova lei processual se aplica imediatamente, porém somente aos atos processuais futuros, resguardando os atos praticados sob vigência de lei anterior o Pode-se dizer que essa teoria é a teoria do Tempus Regit Actum, sendo esse princípio/teoria adotado pelo ordenamento jurídico pátrio o Não se aplica nem aos atos que já estejam em curso, somente se aplica aos atos que irão iniciar PRINCÍPIOS PROCESSUAIS PENAIS PRINCÍPIO DA INÉRCIA: Esse princípio afirma que o juiz não pode dar início ao processo penal, pois violaria a imparcialidade É uma materialização do sistema acusatório, sendo a separação entre as funções de acusar e julgar PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: DEVIDO PROCESSO FORMAL: o Obediência aos ritos previstos na Lei Processual Penal DEVIDO PROCESSO MATERIAL: o O Estado deve agir de forma proporcional, razoável e adequada a tutela dos interesses da sociedade e do acusado O Devido Processo Legal possui como corolários os postulados da ampla defesa e o contraditório DIREITOS DA AUTODEFESA: o Direito de audiência Se materializa no interrogatório do réu perante o juiz o Direito de presença: Se materializa no direito de o réu acompanhar todos os atos da instrução processual o Capacidade postulatória autônoma excepcional: Direito de postular diretamente ao juiz em determinados casos PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA: Chamado também de princípio da não culpabilidade Esse princípio afirma que nenhuma pessoa poderá ser considerada culpada sem o trânsito em julgado de sentença penal condenatória Devido a esse princípio, o ônus da prova cabe ao acusador, no caso o MP, considerando o In Dubio Pro Reo Se o MP estiver em dúvida, ele deve propor a ação, em obediência ao princípio do in dubio pro societate