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Aluna: Mariane B. Duarte Matrícula: 1701560234 
Componente Curricular: Economia e Meio Ambiente 
Prof.ª: Lucélia I. Juliani Data: 25/03/2019 
 
Resenha dos capítulos 3 e 4 do livro “Os economistas e as relações entre o sistema 
econômico e o meio ambiente”, do autor Charles C. Mueller. 
 
O capítulo faz referência à evolução das correntes que lidam com a economia do meio ambiente. O 
capítulo 4 tem como objetivo a classificação dessas correntes. 
Iniciemos pelo capítulo 3. O mesmo é intitulado de “Gênese da disciplina de economia do meio ambiente”. 
Na introdução, o autor começa a discorrer que, em tempos remotos, as relações entre o sistema econômico 
com o meio ambiente tinham papel secundário e até pouco tempo atrás isso ainda era uma realidade. Exemplos 
dessa percepção são o modelo de equilíbrio geral walrasiano e os modelos de crescimento. Contudo, até mesmo 
no esquema simplificado do fluxo circular, desconsideram-se trocas do sistema econômico com o meio 
ambiente, pois os movimentos expressos são apenas de um fluxo monetário. 
Ainda recentemente conserva-se a ideia das “dádivas do meio ambiente”, adotadas pela teoria 
neoclássica e também pela marxista. Esta desconsidera as trocas efetuadas com o meio ambiente, e, por 
conseguinte, que a atividade econômica libera resíduos. Essa concepção prevaleceu até o final década de 1960. 
Depois disso, surgiram então algumas associações de economistas ambientais, além de periódicos 
especializados e mais ainda o fato de que revistas tradicionais passaram a introduzir a área ambiental dentro 
da análise econômica. 
Na seção ulterior, Mueller aborda a questão da inserção da dimensão ambiental na análise econômica, 
tratando dos economistas clássicos e da dimensão ambiental do progresso das nações. A Economia emerge 
como uma disciplina com os economistas clássicos, no fim do século XIX, diante da Revolução Industrial inglesa. 
O ponto central dessa disciplina era explicar o crescimento econômico. Para os autores clássicos, apesar de 
visualizarem de forma explícita o sistema econômico inserido no meio ambiente, este meio ambiente era 
passivo. Isto se justifica em parte porque a Inglaterra anterior à Revolução Industrial apresentava uma 
produção bastante agrícola e de pequena escala. Logo, não considerava-se a hipótese de esgotamento do meio 
ambiente, já que isto não era uma realidade crível na época. 
Percebe-se que para A. Smith, o crescimento econômico é o resultado do processo de acumulação. Este, 
por sua vez, decorre do aumento de mão de obra. Dessa forma, tanto maior é a divisão do trabalho, pois a 
mão de obra se torna mais produtiva. Logo, o lucro se eleva, e, portanto, se eleva também a contratação de 
mão de obra. Smith considerava que uma possível limitação ao crescimento econômico seria o crescimento da 
população, em virtude do aumento do emprego, uma vez que a demanda por alimentos seria maior, e, 
consequentemente, a produção agrícola deveria aumentar. Todavia, tem-se como fixa a proporção de terras 
agricultáveis, sendo esta a limitação imposta pelo meio ambiente. Sendo assim, a população limitava 
crescimento de um país. Isto é tratado ainda com mais veemência por Malthus, que elabora o Princípio da 
População. 
A industrialização daquele período ainda estava no seu princípio, portanto não era considerada a 
possibilidade de maiores limitações por parte do meio ambiente. Mais tarde outros clássicos chamam a 
tendência de queda nos lucros de estado estacionário, ou seja, aquele em que a economia não iria continuar 
crescendo, o que não fora considerado por Smith. Essa visão é creditada a autores como Thomas Malthus, 
David Ricardo e Stuart Mill, que acreditavam que o estado estacionário poderia acontecer, visto que a 
quantidade de recursos naturais era dada, enquanto que a população, crescente. Todavia, os economistas 
clássicos viam meio ambiente como neutro e passivo e as restrições para o crescimento eram apenas a de 
terras para a agricultura. 
A escola Neoclássica surge no século XIX e com uma visão semelhante à da escola Clássica, mas com o 
agravante de que ignorou os recursos naturais. Era um período em que Europa experimentava a expansão do 
comércio exterior e, com isso, importava alimentos de suas ex-colônias na América do Norte e Oceania, e por 
isso a falta de alimentos não era problema. Com a tecnologia, a indústria era o foco principal e o meio 
ambiente... este cada vez mais deixado de escanteio. Para os Neoclássicos era válida a hipótese das “dádivas 
gratuitas” e de livre disposição de dejetos do sistema econômico, já que este era visto como isolado e 
autocontido. A análise neoclássica negligenciou o fato de que os processos econômicos interferem no meio 
externo, causando-lhe alterações. Até mesmo os modelos dinâmicos de crescimento neoclássicos incorporaram 
essa abordagem de autonomia do sistema econômico em relação ao meio ambiente. 
Um autor que generalizou os modelos dinâmicos foi Von Neumann. Graças a sua influência, os modelos 
de crescimento consideram apenas que o aumento da força de trabalho e da acumulação de capital físico 
proporcionam crescimento econômico. Ademais, caracteriza esses fatores como endógenos. 
Entretanto, a partir de 1960 esse ponto de vista se alterou um pouco com o surgimento de um campo 
da teoria neoclássica que se dedicou a estudar, como um ramo especializado, a economia ambiental. No 
entanto, o mainstrem da neoclássica continua a empregar uma epistemologia mecanicista, que muito mais se 
encaixa na física do que na economia. 
À frente o texto trata de dois precursores da economia do meio ambiente. Pode-se afirmar que, apesar 
de antiga a percepção de que existem deficiências na análise econômica em relação à questão ambiental, estas 
também são defasadas. O primeiro desses autores é Frederick Soddy cuja obra sobre esse assunto data do 
início do século XX. O segundo chama-se Serjei Podolinski, o qual passou a tratar esse o tema por volta da 
segunda metade século XIX, isto é, a partir de 1850. 
Soddy, em 1921 iniciou uma discussão sobre o processo econômico e as leis da termodinâmica 
antecipando o que mais tarde seria discutido pelos autores Georgescu-Roegen e Boulding. Soddy observou 
que, a partir da Revolução Industrial passou-se a utilizar muito mais energia de recursos energéticos finitos do 
que do sol. Além disso, também fez uma crítica a economia tradicional porque esta negligenciava os impactos 
nocivos ao meio ambiente aliados a possibilidade de que os recursos naturais venham a esgotar-se, 
impregnados nos conceitos de crescimento econômico, acumulação de capital e geração de riqueza. 
Ainda em consonância com este autor, estaria equivocada a visão dos economistas de que investimento 
é sinônimo de criação de riqueza, na medida em que, na sua concepção, seria mera transformação de uma 
forma de riqueza – as matérias-primas extraídas do planeta – em outra – os equipamentos e as instalações os 
quais aceleram o processo de deterioração ambiental. Soddy faz uma árdua crítica aos economistas, que, de 
acordo com ele, denominam de acumulação de capital o que, na verdade, é um processo destrutivo dos 
recursos naturais não-renováveis, aliado ao endividamento. 
Serjei Podolinski foi, além de Soddy, um autor que se preocupou com a questão ambiental e sua relação 
com o sistema econômico. De vertente marxista, ele propôs uma teoria do valor-energia que fosse consonante 
com a teoria do valor-trabalho, do próprio Karl Marx. Nela, Podolinski alega que o trabalhador gasta 
determinada quantidade de energia no seu trabalho, enquanto recebe apenas uma parte dessa energia que 
dispende. Logo, a mais-valia que é apropriada pelo capitalista está sob a forma de energia. 
Mueller elenca no texto três acontecimentos que introduziram a questão ambiental na análise econômica. 
São eles: a acentuação dapoluição no Primeiro Mundo; a crise do petróleo da década de 1970; e o relatório 
do Clube de Roma. 
Acerca do primeiro acontecimento, sabe-se que no século XX houve uma intensificação da atividade 
industrial, sobretudo no pós II Guerra, especialmente na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e na então 
chamada União Soviética. Diante desse contexto, pouco tempo foi suficiente para que fossem percebidos 
indícios de desarranjos ambientais ocasionados pela poluição. 
A crise do petróleo da década de 1970 evidenciou a possibilidade de esgotamento desse recurso tão 
demandado mundialmente, embora a ampliação de pesquisas nos anos subsequentes alterou bastante esse 
espectro. 
O relatório do clube de Roma ocorreu na década de 1960, quando foi encomendado a cientistas do MIT 
uma análise de longo prazo acerca do futuro da humanidade analisando sua economia e sociedade. Esses 
cientistas elaboraram um modelo de computador para simular o futuro da economia mundial. Esse modelo veio 
a culminar só em 1972, com a publicação do trabalho The Limits to Growth, onde foram expostos os resultados 
das simulações. As possíveis soluções apontadas pelo relatório seriam a redução da expansão demográfica, 
bem como da produção material. No entanto, para a comunidade de economistas essa obra não se traduzia 
em considerações muito relevantes, senão o contrário. 
O texto que segue constitui-se dos temas abordados no capítulo 4, denominado “As principais correntes 
de pensamento da disciplina de economia do meio ambiente”. 
Mueller inicia o capítulo dando a definição de desenvolvimento sustentável, dado pela Comissão Mundial 
do Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMD), que o conceitua como sendo o desenvolvimento que garante o 
atendimento das necessidades do presente sem que a capacidade das futuras gerações em atender suas 
necessidades sejam comprometidas. Além disso, esse conceito envolve outros dois conceitos-chave, que são o 
de necessidades e o de limitações. No primeiro deles tem-se que as necessidades básicas, sobretudo daqueles 
mais pobres do mundo sejam atendidas; e no segundo, tem-se que a capacidade do meio ambiente em garantir 
que as necessidades sejam atendidas está limitada pelo estado da tecnologia e pela organização social. No que 
tange ao segundo conceito-chave, a CMMD acredita que esses dois limitadores do crescimento podem ser 
superados. 
Na próxima seção, Mueller enumera três metas do desenvolvimento sustentável, a saber: manutenção e 
ampliação da qualidade de vida a longo prazo; realização de amplo esforço para redução da pobreza; atuação 
para manter o capital básico da sociedade, que inclui o capital produzido e o capital natural. Sobre este último 
chama a atenção de que, mesmo na disciplina de economia do meio ambiente, admite-se que o 
desenvolvimento sustentável implica em crescimento econômico, uma vez que este último – o crescimento – 
disponibiliza do recursos para que o anterior ocorra – o desenvolvimento sustentável. 
Continuando no texto, Mueller conceitua desenvolvimento sustentável como sendo “[...] o fluxo máximo 
de produto passível de ser gerado a partir de um estoque de capital em expansão, obedecida a exigência da 
sua conservação. E essa exigência tem papel fundamental” (MUELLER 2007, p. 135). 
Mais à frente, salienta-se que é de suma importância que o estoque de capital presente não seja menor 
no futuro, possibilitando sua utilização pelas gerações futuras. Contudo, o capital aqui mencionado refere-se 
ao capital total, que abrange, além do capital produzido e acumulado, o capital humano, social e o capital 
natural, visto que o capital natural é o mais focalizado quando se trata da economia do meio ambiente e da 
sustentabilidade. 
Existem basicamente duas correntes principais que tratam da economia do meio ambiente. Dentre elas 
não há convergência acerca do conceito de sustentabilidade. A primeira lida com o conceito de sustentabilidade 
fraca, baseando-se na ideia de que o crescimento pode ocorrer ilimitadamente, já que considera de fácil 
substituição o capital natural. A segunda vertente se opõe à primeira na medida que considera o conceito de 
sustentabilidade forte, onde persiste de forma não muito otimista sobre a potencialidade de reposição do capital 
natural. 
A seguir o capítulo trata com mais consistência do conceito de desenvolvimento sustentável, o qual tende 
a ser impreciso e de difícil exatidão. Para defini-lo, Mueller recorre à explicação dada por Lélé (1991), 
salientando que o desenvolvimento sustentável envolve a todos, desde o industrial, o agricultor, o assistente 
social, ao primeiro-mundista, ao formulador de políticas, ao burocrata, ao político, cada qual com suas metas 
específicas. 
Mueller afirma diz que essa definição remete ao conceito microeconômico de eficiência de Pareto, que 
pressupõe que todos os agentes podem melhorar sua condição, desde que ninguém a piore. Entretanto, há 
argumentos que põem em xeque a validade dessa observação, uma vez que o crescimento econômico impõem 
muitos custos à natureza e isso pode, talvez, acarretar em perdas para estratos da população que são mais 
afetados por esse processo. 
O capítulo fala também das hipóteses ambientais das correntes de pensamento da economia do meio 
ambiente. Tem-se nessa disciplina a abordagem neoclássica, que não dá atenção às relações da economia com 
o meio externo. A partir da década de 1960 surgiu a abordagem heterodoxa. Nesta, encontram-se dois ramos 
diferentes que trabalham cada qual com uma hipótese ambiental. A primeira hipótese é a “hipótese ambiental 
tênue”, onde o meio ambiente é visto como benigno e passivo. Aqui, apesar do meio ambiente ser perturbado 
por agressões, permanece estável. A segunda hipótese, chamada de “hipótese ambiental aprofundada”, 
considera que o meio ambiente é frágil e pode sofrer alterações profundas decorrentes da ação humana, ou 
ação antrópica cumulativa, tal como mencionado no texto. 
A primeira hipótese refere-se então apenas a relações do sistema econômico, desconsiderando o meio 
externo. A segunda hipótese é mais realista e abrange as relações entre o sistema econômico e o meio externo. 
De acordo com a última abordagem, a economia não é autônoma, mas constitui um sistema que é maior do 
que ela, do qual se inter-relaciona e pode afetá-lo tanto quanto é afetada por ele. 
Antes de estabelecer as correntes de pensamento que tratam da economia do meio ambiente, é preciso 
salientar a importância de dois conjuntos de elementos que compõem essas bases conceituais. Em primeiro 
lugar, considera-se o que foi discutido neste capítulo e retoma-se o que um pouco do capítulo anterior no que 
concerne a importância do atendimento das necessidades básicas dos pobres do mundo inteiro, a fim de 
atenuar as disparidades existentes. Além disso, é necessário que condição de Pareto seja garantida para manter 
o bem-estar em regiões prósperas e países ricos; e que as gerações futuras não tenham suas necessidades 
básicas comprometidas, mas o contrário. Deve-se levar em conta também as duas hipótese ambientais, já 
explicadas anteriormente neste texto. 
Existem três principais linhas de pensamento que abordam a temática da economia do meio ambiente, 
a saber: economia ambiental neoclássica; e economia ecológica; e análises enfatizando a redução nas 
disparidades entre o mundo desenvolvido e os atuais países em desenvolvimento. 
A análise da economia ambiental neoclássica consiste na análise da economia de mercado de países ou 
regiões desenvolvidos. Está centrada na primeira hipótese ambiental, onde predomina a noção de passividade 
e/ou neutralidade do meio ambiente. Não está presente a preocupação com a natureza em si, mas à mera 
relação entre consumo e degradação ambiental, os quais guardam uma relação positiva, ou seja, se o consumo 
aumenta, aumenta também a degradação ambiental, e a recíproca é válida. Nesta visão, o mercado é mecanista 
e através dele seresolvem possíveis problemas. Existe uma ideia de reversibilidade do meio ambiente, isto é, 
da capacidade de regenerar-se da degradação a que é submetido. Para a teoria neoclássica, a economia domina 
o meio ambiente, tem-se aqui uma ideia de hegemonia, como se a economia não fosse mera parte do todo. 
Uma exceção é a teoria das externalidade, onde é dado um espaço a essa questão dentro da teoria neoclássica. 
As externalidades pressupõem a inexistência de custos monetários das mesmas, porém deve-se tentar corrigi-
las, visando internalizar esses custos. Mesmo assim a teoria neoclássica adota a hipótese sustentabilidade fraca 
e a primeira hipótese do meio ambiente. Percebe-se demasiado otimismo no que tange a reversão das 
consequências dos prejuízos ambientais, não sendo reservado lugar para a irreversibilidade, tão logo não-
linearidade, ou seja, inexistem limitações a expansão da atividade econômica. A economia não é freada e são 
descartadas possíveis catástrofes. Ainda, são incorporados a esta análise, modelos matemáticos complexos, 
que são criticados por empregarem premissas muito básicas. 
A economia ecológica analisa a capacidade das gerações futuras de atender as suas necessidades 
básicas, em perspectiva de longo prazo. Nesta linha de pensamento observa-se que os problemas inerentes à 
relação entre economia e meio ambiente são evidenciados. Nela, adota a segunda hipótese ambiental, na qual 
o meio ambiente tem uma tendência de reação diante das intervenções antrópicas. Ademais, esta corrente lida 
com uma variante da economia da sobrevivência. A estabilidade é posta em xeque, assim como a sobrevivência 
das gerações futuras. Aqui, os problemas são potenciais e é provável a insustentabilidade de continuação do 
modelo empregado em economias modernas. 
A terceira e última abordagem tem como foco de sua análise os aspectos da questão ambiental em países 
ou regiões pobres. Há uma peculiaridade nesta corrente, pois tem-se duas variantes que preferem tratar o 
meio ambiente através da primeira hipótese, a saber: a cepalina ambiental e a do fundamentalismo 
socioambiental. E, outras duas variantes que tratam do meio ambiente usando a segunda hipótese, que são: 
o ambientalismo dos pobres de Martinez-Alier e a variante de marxismo verde. Esta é chamada, por vezes, de 
forma simplificada de corrente do desenvolvimento-subdesenvolvimento, já que não é uma escola de 
pensamento bem estruturada, devido a heterogeneidade existente entre seus principais teóricos. Pela primeira 
vez há uma ênfase em contrapor os países pobres ou subdesenvolvidos aos desenvolvidos. Enquadram-se 
nesta abordagem, a teoria cepalina dos estilos de desenvolvimento dos países da América Latina, que foram 
colônias europeias e tem em seu território forte degradação ambiental ocasionadas pelo seu estilo de 
desenvolvimento; a corrente marxista ecológica, que enfatiza as crises do sistema capitalista; o ambientalismo 
dos pobres de Martinez-Alier; a abordagem da interação existente entre o capitalismo e as teorias do 
imperialismo e da dependência que é vista em países que produzem recursos naturais, tal como o petróleo; e 
as teorias dos choques culturais.

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