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Legislação Extravagante 
PPBA 2024 
 
 
 
 
 
 
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Sobre a CFPConcursos: 
A CFP Concursos nasceu com o propósito de revolucionar a maneira como os estudantes se preparam para 
concursos públicos. Nossa metodologia baseia-se no Curso de Foco em Provas para Concursos (CFP), que se 
destaca por sua abordagem inovadora e eficaz no processo de aprendizado. 
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maximizam o aproveitamento dos nossos alunos. Nossa equipe de profissionais experientes e altamente 
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nossos estudantes estejam sempre bem preparados. 
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constantemente desafiados a resolver questões e analisar provas anteriores, a fim de aprimorar suas 
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Telefone: +55 84 9 9471-6073 
E-mail: contato@cfpconcursos.com 
Website: cfpconcursos.com 
 
 
 
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SUMÁRIO 
1. LEI Nº 9.455/1997 (ANTITORTURA). .............................................................................................................................................. 5 
2. LEI 10.826/2003 (ESTATUTO DO DESARMAMENTO). ..................................................................................................... 19 
SISTEMA NACIONAL DE ARMAS (SINARM) .................................................................................................................................................... 19 
REGISTRO E POSSE DE ARMAS ................................................................................................................................................... 20 
REGISTRO DE ARMA DE FOGO ................................................................................................................................................... 20 
O PORTE DE ARMAS ...................................................................................................................................................................... 22 
DOS CRIMES E DAS PENAS .......................................................................................................................................................... 24 
ALTERAÇÕES ................................................................................................................................................................................... 27 
3. LEI Nº 12.846/2013 (ANTICORRUPÇÃO). .......................................................................................................................... 32 
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DA LEI ANTICORRUPÇÃO ............................................................................................................... 32 
ATOS LESIVOS SEGUNDO A LEI ANTICORRUPÇÃO ................................................................................................................ 33 
RESPONSABILIZAÇÃO ADMINISTRATIVA SEGUNDO A LEI ANTICORRUPÇÃO ................................................................ 33 
RESPONSABILIZAÇÃO JUDICIAL NA LEI ANTICORRUPÇÃO ................................................................................................. 35 
CADASTRO NACIONAL DE EMPRESAS PUNIDAS (CNEP) ...................................................................................................... 35 
RESPONSABILIZAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA E DE INDIVÍDUOS ........................................................................................ 36 
4. LEI Nº 12.850/2013 (ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS). .................................................................................................... 37 
DEFINIÇÃO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA ............................................................................................................................ 37 
CRIME RELACIONADO À ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA .......................................................................................................... 38 
MEIOS DE OBTENÇÃO DE PROVA DO CRIME DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA .............................................................. 40 
COLABORAÇÃO PREMIADA ......................................................................................................................................................... 40 
AÇÃO CONTROLADA COMO MEIO DE OBTENÇÃO DE PROVAS ......................................................................................... 41 
5. LEI Nº 13.964/2019 (PACOTE ANTICRIME). ..................................................................................................................... 44 
HOMICÍDIO QUALIFICADO PELO EMPREGO DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO OU PROIBIDO ........................ 44 
CAUSA DE AUMENTO DE PENA NOS CRIMES CONTRA A HONRA PRATICADOS POR REDES SOCIAIS ..................... 45 
JUIZ DAS GARANTIAS E AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA POR VIDEOCONFERÊNCIA – ART. 3º-B, § 1º, CPP .................. 45 
INDICAÇÃO DE DEFENSOR PARA AGENTES DA SEGURANÇA PÚBLICA ............................................................................ 46 
PRIORIDADE DA DEFENSORIA PÚBLICA NO ART. 14-A DO CPP ........................................................................................ 47 
IDENTIFICAÇÃO DE PERFIL GENÉTICO – ART. 9º-A .............................................................................................................. 48 
BOM COMPORTAMENTO PARA FINS DE PROGRESSÃO DE REGIME – ART. 112, § 7º ................................................ 49 
ALTERAÇÕES NA LEI DE INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS: CAPTAÇÃO AMBIENTAL – ART. 8º-A, §§ 2º E 4º ....... 49 
6. LEI Nº 7.210/1984 (LEI DE EXECUÇÃO PENAL). ............................................................................................................... 51 
ART. 3º E ART. 4º - PRINCÍPIO DA IGUALDADE E PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA NA EXECUÇÃO PENAL ............. 52 
O CONDENADO E O INTERNADO. ............................................................................................................................................ 53 
LEI 7.210/84 – LEI DE EXECUÇÃO PENAL - DO CONDENADO E DO INTERNADO (ARTS 5° A 9° -A ) ......................... 53 
COMISSÃO TÉCNICA DE CLASSIFICAÇÃO. ............................................................................................................................... 55 
ASSISTÊNCIA (CAIU NA PROVA) ................................................................................................................................................ 56 
O TRABALHO: DISPOSIÇÕES GERAIS. ....................................................................................................................................... 58 
RESUMO: .......................................................................................................................................................................................... 60 
DEVERES E DIREITOS DOS PRESOS. (CAIU NA PROVA) ....................................................................................................... 60 
FALTAS E SANÇÕES DISCIPLINARES .......................................................................................................................................... 63 
DAS FALTAS DISCIPLINARES NA LEI DE EXECUÇÃO PENAL ................................................................................................ 65 
RECOMPENSAS POR BOM COMPORTAMENTO NO SISTEMA PENITENCIÁRIO: ENTENDENDO O A RTIGO 56 DA 
LEI DE EXECUÇÃO PENAL ............................................................................................................................................................. 69 
 
 
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CLASSIFICAÇÃO E GESTÃOa responsabilização objetiva das 
pessoas jurídicas por atos ilícitos cometidos contra a Administração Pública, tanto em âmbito nacional quanto 
estrangeiro. Este marco legal estabelece, de forma clara, que as empresas podem ser responsabilizadas 
independentemente da comprovação de culpa em casos de corrupção. 
O artigo 1º desta legislação estabelece que a LAE visa a responsabilização administrativa e civil de pessoas 
jurídicas (empresas), reforçando o compromisso do Brasil em combater a corrupção de forma eficaz. Essa 
responsabilidade objetiva significa que a ocorrência do ato ilícito em benefício ou interesse da pessoa jurídica 
já é suficiente para que esta seja responsabilizada. 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a responsabilização objetiva administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática 
de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira. 
Parágrafo único. Aplica-se o disposto nesta Lei às sociedades empresárias e às sociedades simples, 
personificadas ou não, independentemente da forma de organização ou modelo societário adotado, bem como 
a quaisquer fundações, associações de entidades ou pessoas, ou sociedades estrangeiras, que tenham sede, filial 
ou representação no território brasileiro, constituídas de fato ou de direito, ainda que temporariamente. 
Além disso, o artigo 5º, §1º amplia o escopo de aplicação da lei ao incluir a Administração Pública estrangeira, 
considerando como tal os órgãos e entidades estatais ou representações diplomáticas de países estrangeiros, 
em qualquer nível ou esfera de governo. A inclusão de entidades controladas direta ou indiretamente pelo 
poder público estrangeiro sob essa legislação destaca a abrangência internacional da LAE e seu alinhamento 
com padrões globais de combate à corrupção. 
Essa legislação é um claro indicativo de que o Brasil está alinhado com práticas internacionais de governança 
corporativa e integridade, representando um passo importante para a criação de um ambiente de negócios 
mais justo e transparente. 
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DA LEI ANTICORRUPÇÃO 
A Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) estabeleceu um marco significativo ao ampliar consideravelmente 
os mecanismos de responsabilização administrativa e civil das pessoas jurídicas. A legislação enfatiza que tal 
responsabilidade é objetiva, o que significa que a empresa pode ser responsabilizada independentemente da 
existência de dolo (intenção de cometer o ato ilícito) ou culpa (negligência, imprudência ou imperícia). 
Conforme o Art. 2º, as pessoas jurídicas são responsabilizadas objetivamente nos âmbitos administrativo e 
civil pelos atos lesivos praticados em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não. Esse aspecto da lei sublinha 
que a responsabilidade da empresa não se limita aos atos que beneficiam exclusivamente a ela; mesmo os 
atos que beneficiam parcialmente a organização, juntamente com outras partes, podem levar à 
responsabilização. 
Art. 2º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas objetivamente, nos âmbitos administrativo e civil, pelos atos 
lesivos previstos nesta Lei praticados em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não. 
 
 
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Em contraste, os dirigentes ou administradores das empresas serão responsabilizados somente na medida de 
sua culpabilidade. Isso estabelece uma distinção clara entre a responsabilização da pessoa jurídica e a 
responsabilização pessoal dos indivíduos, onde a culpa precisa ser comprovada. 
A aplicação da Lei se estende a uma vasta gama de entidades, incluindo sociedades empresárias e sociedades 
simples, seja personificadas ou não, e independentemente de sua forma de organização ou modelo 
societário. Adicionalmente, a lei também abrange fundações, associações de entidades ou pessoas, e 
sociedades estrangeiras que operem no Brasil, tenham sede, filial ou representação no território nacional, 
formadas de fato ou de direito, e até mesmo aquelas constituídas temporariamente. 
Este amplo espectro de aplicação demonstra a intenção do legislador de cobrir todas as entidades que 
possam influenciar a administração pública, direta ou indiretamente, através de práticas corruptas, 
reforçando assim a postura do Brasil contra a corrupção no ambiente de negócios. 
ATOS LESIVOS SEGUNDO A LEI ANTICORRUPÇÃO 
A Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013), em seu artigo 5º, detalha uma série de condutas consideradas atos 
lesivos à administração pública, tanto nacional quanto estrangeira. Estes atos, que fundamentam a aplicação 
da responsabilidade objetiva às pessoas jurídicas, incluem, entre outros: 
Prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a agente público, ou a terceira 
pessoa a ele relacionada: Este ato abrange qualquer forma de benefício não permitido por lei a 
funcionários públicos ou a associados próximos a eles. A inclusão de vantagens oferecidas 
"indiretamente" amplia o escopo para abranger as situações onde o benefício é proporcionado através 
de intermediários. 
Financiar, custear, patrocinar ou de qualquer modo subvencionar a prática dos atos ilícitos previstos 
nesta Lei: A lei penaliza não apenas a execução direta dos atos de corrupção, mas também o apoio 
financeiro a tais práticas. Isso inclui qualquer forma de suporte financeiro ou recursos que facilitem a 
prática de corrupção, destacando a responsabilidade das empresas em monitorar e controlar o uso de 
seus recursos. 
Utilizar-se de interposta pessoa física ou jurídica para ocultar ou dissimular seus reais interesses ou a 
identidade dos beneficiários dos atos praticados: A utilização de intermediários para esconder os 
verdadeiros beneficiários ou os interesses por trás de um ato ilícito também é considerada uma prática 
lesiva. Isso aborda a questão da transparência e visa prevenir a lavagem de dinheiro e outras formas 
de dissimulação de atividades corruptas. 
Estes atos lesivos refletem a preocupação da legislação em cobrir uma gama ampla de práticas corruptas e em 
fortalecer o combate à corrupção, reforçando assim a integridade das interações entre o setor privado e a 
administração pública. 
 
RESPONSABILIZAÇÃO ADMINISTRATIVA SEGUNDO A LEI ANTICORRUPÇÃO 
 
 
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A Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) estabelece um conjunto rigoroso de sanções administrativas 
aplicáveis às pessoas jurídicas responsabilizadas por atos lesivos contra a administração pública. As sanções 
destinadas a coibir e penalizar tais práticas incluem: 
Multa: A multa imposta pode variar de 0,1% (um décimo por cento) a 20% (vinte por cento) do faturamento 
bruto do último exercício fiscal anterior ao da instauração do processo administrativo, excluindo-se os 
tributos. Importante ressaltar que a multa aplicada nunca será inferior ao valor da vantagem econômica 
obtida, quando for possível estimá-la. 
Publicação Extraordinária da Decisão Condenatória: Além da penalidade financeira, a legislação prevê a 
publicação extraordinária da decisão condenatória. Esta medida visa promover a transparência e 
reforçar o caráter punitivo da sanção, expondo publicamente a conduta ilícita da empresa e seu 
reconhecimento legal. 
Estas sanções são aplicadas de forma fundamentada, podendo ser determinadas isoladamente ou de maneira 
cumulativa, dependendo das peculiaridades do caso concreto e da gravidade e natureza das infrações 
cometidas. 
Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) 
O processo para a aplicação dessas sanções, conhecido como Processo Administrativo de Responsabilização 
(PAR), é instaurado e julgado pela autoridade máxima de cada órgão ou entidade dos Poderes Executivo, 
Legislativo e Judiciário. O PAR pode ser iniciado de ofício pela autoridade competente ou por provocação. 
Durante o PAR, são garantidos o contraditório e a ampla defesa, com o processo sendo conduzido por uma 
comissão especialmente designada. Esta comissão é formada por dois ou mais servidores estáveis, que têm a 
responsabilidadede avaliar os fatos e circunstâncias do caso. A pessoa jurídica acusada é intimada para, no 
prazo de trinta dias a partir da intimação, apresentar sua defesa escrita e indicar as provas que pretende 
produzir. 
Este mecanismo busca assegurar um julgamento justo e eficiente, permitindo que a empresa acusada tenha 
oportunidade adequada para se defender, ao mesmo tempo que se mantém o rigor na aplicação das leis contra 
atos corruptivos. 
Acordo de Leniência na Lei Anticorrupção: 
O Acordo de Leniência é um mecanismo jurídico bastante semelhante às "delações premiadas", adaptado 
para a responsabilização de pessoas jurídicas por atos ilícitos. Ele se destaca como uma ferramenta eficaz 
dentro do contexto da Lei nº 8.666/1993, especificamente nos artigos que tratam das sanções administrativas 
(arts. 86 a 88). 
A principal finalidade do acordo é possibilitar a isenção ou atenuação das sanções administrativas para as 
empresas que optam por colaborar proativamente com as autoridades. Para que um acordo de leniência seja 
celebrado, alguns critérios essenciais devem ser atendidos: 
Colaboração efetiva com as investigações e o processo administrativo por parte da pessoa jurídica; 
 
 
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A colaboração deve resultar na identificação dos demais envolvidos na infração, quando aplicável; 
A colaboração deve levar à obtenção célere de informações e documentos que comprovem o ilícito sob 
apuração. 
Essas condições enfatizam a importância de uma participação ativa e construtiva por parte da empresa 
infratora, demonstrando o papel fundamental do acordo de leniência como instrumento de cooperativismo 
entre o setor privado e o poder público no combate à corrupção. 
RESPONSABILIZAÇÃO JUDICIAL NA LEI ANTICORRUPÇÃO 
A Lei Anticorrupção (LAE), especificamente no art. 18, estabelece que a responsabilização de uma pessoa 
jurídica na esfera administrativa não exclui a possibilidade de ela também ser responsabilizada judicialmente. 
Este aspecto dual da lei enfatiza a seriedade e a amplitude das medidas contra atos corruptivos. 
Na esfera judicial, a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, por meio das suas respectivas Advocacias 
Públicas ou órgãos de representação judicial, bem como o Ministério Público, estão autorizados a ajuizar ações 
contra pessoas jurídicas infratoras. As sanções aplicáveis incluem: 
Perdimento dos bens, direitos ou valores que representem vantagem ou proveito, direta ou indiretamente 
obtidos da infração, respeitando os direitos de terceiros de boa-fé ou do lesado; 
Suspensão ou interdição parcial das atividades da pessoa jurídica; 
Dissolução compulsória da pessoa jurídica; 
Proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou entidades 
públicas e de instituições financeiras públicas ou controladas pelo poder público, por um prazo de 1 (um) a 
5 (cinco) anos. 
Essas sanções visam não apenas punir a conduta ilícita, mas também prevenir futuras infrações, assegurando 
que as entidades comprometidas com práticas corruptas enfrentem consequências significativas em múltiplos 
níveis. 
Além disso, as ações de responsabilização judicial seguirão o rito processual estabelecido pela Lei nº 7.347/85 
(Lei de Ação Civil Pública), garantindo um procedimento especializado e ágil para o tratamento dessas questões 
jurídicas. Este rito é escolhido para assegurar que as ações sejam conduzidas de maneira eficiente e eficaz, 
refletindo a gravidade das infrações abordadas pela Lei Anticorrupção. 
CADASTRO NACIONAL DE EMPRESAS PUNIDAS (CNEP) 
Com a implementação da Lei Anticorrupção (LAE), foi estabelecido no âmbito do Poder Executivo federal o 
Cadastro Nacional de Empresas Punidas (CNEP). Este cadastro serve como uma importante ferramenta de 
transparência e controle, consolidando e dando publicidade às sanções aplicadas a empresas por atos de 
corrupção. 
O CNEP reúne informações sobre as sanções aplicadas pelos órgãos ou entidades dos Poderes Executivo, 
Legislativo e Judiciário de todas as esferas de governo. A criação desse cadastro visa facilitar o acesso a dados 
 
 
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sobre empresas que foram punidas com base na LAE, permitindo um monitoramento efetivo e contribuindo 
para o combate à corrupção no Brasil. 
A inclusão de uma empresa no CNEP é uma consequência direta da aplicação das sanções previstas na Lei 
Anticorrupção e reflete o compromisso das autoridades em garantir a integridade das interações entre o setor 
privado e o setor público. Este cadastro é um recurso crucial para órgãos de governo e para o público em geral, 
pois permite identificar empresas que tenham histórico de infrações, fortalecendo assim as práticas de 
compliance e governança corporativa no país. 
RESPONSABILIZAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA E DE INDIVÍDUOS 
O Artigo 3 da Lei Anticorrupção destaca um princípio fundamental da legislação: a responsabilização de uma 
pessoa jurídica por atos ilícitos não elimina a possibilidade de responsabilidade individual de seus dirigentes, 
administradores, ou de qualquer outra pessoa natural que tenha participado do ato ilícito, seja como autor, 
coautor ou participante. 
Art. 3º A responsabilização da pessoa jurídica não exclui a responsabilidade individual de seus dirigentes ou 
administradores ou de qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito. 
§ 1º A pessoa jurídica será responsabilizada independentemente da responsabilização individual das pessoas 
naturais referidas no caput . 
§ 2º Os dirigentes ou administradores somente serão responsabilizados por atos ilícitos na medida da sua 
culpabilidade. 
 
Este artigo enfatiza que, enquanto a empresa pode ser responsabilizada de forma objetiva, ou seja, sem a 
necessidade de provar a intenção ou culpa, não isenta as pessoas físicas envolvidas. A responsabilidade 
individual permanece um componente crítico, garantindo que os indivíduos não possam se esconder atrás da 
entidade corporativa para evitar consequências legais. 
O § 2 do mesmo artigo especifica que os dirigentes ou administradores serão responsabilizados apenas na 
medida de sua culpabilidade. Isso significa que a extensão da responsabilidade individual depende diretamente 
do grau de envolvimento e culpa no cometimento do ato ilícito. Este parágrafo é crucial porque garante que a 
punição seja proporcional à participação e culpa de cada indivíduo, evitando assim penalizações injustas ou 
desproporcionais. 
Essa disposição garante que a justiça seja feita de maneira equitativa, responsabilizando os indivíduos de acordo 
com seu envolvimento real nos atos corruptos, enquanto também reforça o princípio de que a responsabilidade 
legal não pode ser completamente transferida para a pessoa jurídica. 
Filtro qconcusos 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-
concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=53&examining_board_ids%5B%5D=63&subject_ids%5B%5D=197
82 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=53&examining_board_ids%5B%5D=63&subject_ids%5B%5D=19782
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4. LEI Nº 12.850/2013 (ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS). 
A Lei nº 12.850/2013 é o marco legislativo que define e regula as questões relacionadas a organizações 
criminosas no Brasil, substituindo a anterior Lei nº 9.034/1995. Essa lei modernizada traz definições claras e 
procedimentos específicos para o enfrentamento do crime organizado, ampliando as ferramentas legais para 
combater essas estruturas criminosas sofisticadas. 
Art. 1º Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre: 
✓ a investigação criminal; 
✓ os meios de obtenção da prova; 
✓ as infrações penais correlatas; e 
✓ o procedimentocriminal a ser aplicado. 
DEFINIÇÃO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA 
Conforme o Art. 1º desta Lei, uma organização criminosa é definida como a associação de quatro ou mais 
pessoas, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que de maneira informal. O 
objetivo principal desses agrupamentos é obter vantagens de qualquer natureza, direta ou indiretamente, por 
meio da prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a quatro anos, ou que possuam 
caráter transnacional. 
Requisitos de Organização Criminosa: 
➔ estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente 
➔ com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza 
➔ mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou 
que sejam de caráter transnacional. 
 
Art. 1º Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da 
prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal a ser aplicado. 
§ 1º Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada 
e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou 
indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas 
sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional. 
§ 2º Esta Lei se aplica também: 
I - às infrações penais previstas em tratado ou convenção internacional quando, iniciada a execução no País, o 
resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente; 
II - às organizações terroristas, entendidas como aquelas voltadas para a prática dos atos de terrorismo 
legalmente definidos. 
 
 
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Âmbito de Aplicação 
A Lei se aplica não só a crimes cometidos dentro do território nacional, mas também a delitos com elementos 
transnacionais. Isso inclui casos onde a execução do crime começa no Brasil e o resultado ocorre no exterior, 
ou vice-versa. Além disso, a legislação abrange organizações terroristas internacionais que sejam reconhecidas 
de acordo com as normas de direito internacional, com atos de suporte ao terrorismo que ocorram ou possam 
ocorrer no Brasil. 
 
Modificações no Código Penal 
A Lei nº 12.850/2013 também promoveu importantes alterações no Código Penal, particularmente na definição 
de tipos penais associados ao crime organizado. Antes conhecido como "quadrilha ou bando", o termo foi 
atualizado para "associação criminosa". Este é definido como um agrupamento de três ou mais pessoas, com o 
fim específico de cometer crimes. A distinção entre associação criminosa e organização criminosa se faz pelo 
número de envolvidos e pela severidade e natureza das infrações cometidas, onde a organização criminosa 
exige um número mínimo de quatro pessoas e a prática de crimes mais graves. 
Essas disposições fortalecem significativamente o arcabouço legal para o combate ao crime organizado, 
refletindo a seriedade e a complexidade dos desafios impostos por tais entidades criminosas. Ao detalhar 
especificamente os meios de investigação e os procedimentos criminais a serem seguidos, a Lei nº 12.850/2013 
é uma ferramenta crucial na estratégia de segurança pública para desmantelar redes criminosas e garantir a 
aplicação da justiça. 
CRIME RELACIONADO À ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA 
A legislação brasileira caracteriza como crime determinadas condutas ligadas à atuação com organizações 
criminosas. Está previsto como delito: 
"Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização 
criminosa". 
Art. 2º Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização 
criminosa: 
§ 5º Se houver indícios suficientes de que o funcionário público integra organização criminosa, poderá o juiz 
determinar seu afastamento cautelar do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a 
medida se fizer necessária à investigação ou instrução processual. 
É crucial notar que a legislação pune não somente a participação ativa em uma organização criminosa, mas 
também o seu financiamento ou o ato de constituir tal organização, mesmo que essas ações sejam realizadas 
através de terceiros. 
Existem agravantes que podem aumentar a pena para esse crime, tais como: 
➔ Aumento de até a metade se na atuação da organização criminosa houver emprego de arma de fogo. 
 
 
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➔ Aumento de 1/6 a 2/3 se ocorrer a participação de criança ou adolescente. 
➔ Aumento se houver concurso de funcionário público, com a organização criminosa se valendo dessa 
condição para a prática de infração penal. 
➔ Aumento se o produto ou proveito da infração penal destinar-se, no todo ou em parte, ao exterior. 
➔ Aumento se a organização criminosa mantiver conexão com outras organizações criminosas 
independentes. 
➔ Aumento se as circunstâncias do fato evidenciarem a transnacionalidade da organização. 
Caso sejam encontrados indícios suficientes de envolvimento de um funcionário público com uma 
organização criminosa, o juiz pode determinar seu afastamento cautelar do cargo, mantendo a remuneração, 
se necessário para as investigações ou o processo judicial. Em eventual condenação em trânsito em julgado, o 
indivíduo perderá o cargo e ficará interditado para o exercício de função pública por 8 anos após cumprir a 
pena. 
Art. 2º Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização 
criminosa: 
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações 
penais praticadas. 
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal 
que envolva organização criminosa. (Vide ADI 5567) 
§ 2º As penas aumentam-se até a metade se na atuação da organização criminosa houver emprego de arma de 
fogo. 
§ 3º A pena é agravada para quem exerce o comando, individual ou coletivo, da organização criminosa, ainda 
que não pratique pessoalmente atos de execução. 
§ 4º A pena é aumentada de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços): 
I - se há participação de criança ou adolescente; 
II - se há concurso de funcionário público, valendo-se a organização criminosa dessa condição para a prática de 
infração penal; 
III - se o produto ou proveito da infração penal destinar-se, no todo ou em parte, ao exterior; 
IV - se a organização criminosa mantém conexão com outras organizações criminosas independentes; 
V - se as circunstâncias do fato evidenciarem a transnacionalidade da organização. 
 
IMPORTANTE: Líderes de organizações criminosas que sejam armadas ou que possuam armas à disposição 
são considerados de alta periculosidade e devem começar a cumprir suas penas em estabelecimentos penais 
de segurança máxima. 
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5024825
 
 
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MEIOS DE OBTENÇÃO DE PROVA DO CRIME DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA 
A legislação estabelece uma série de meios legais para a obtenção de provas em casos de crimes envolvendo 
organizações criminosas. Esses instrumentos são vitais para desvendar as atividades ocultas desses grupos e 
podem incluir: 
• Colaboração premiada; 
• Captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos; 
• Ação controlada, que permite que a atividade ilícita prossiga sob supervisão policial para coletar 
evidências; 
• Acesso a registros de ligações telefônicas e telemáticas, dados cadastrais de bancos de dados públicos 
ou privados e informações eleitorais ou comerciais; 
• Interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas; 
• Afastamento dos sigilos financeiro, bancário e fiscal, nos termos da legislação específica; 
• Infiltração por policiais em atividade de investigação; 
• Cooperação entre instituições e órgãosfederais, distritais, estaduais e municipais na busca de provas 
e informações de interesse da investigação ou da instrução criminal. 
Esses meios são fundamentais para a construção de um caso sólido contra os membros da organização 
criminosa e exigem a aplicação de técnicas especializadas de investigação, muitas vezes envolvendo 
operações complexas e o uso de tecnologia avançada. A eficácia desses métodos depende do equilíbrio entre 
o poder investigativo e o respeito às garantias constitucionais dos investigados. 
COLABORAÇÃO PREMIADA 
Colaboração Premiada (também conhecida como delação premiada) é um tipo de colaboração que visa 
oferecer ao delator infrator benefícios, em troca de informações importantes para a investigação. 
O recebimento da proposta para a formalização de acordo de colaboração demarca o início das negociações. 
Ela possui caráter confidencial, impedindo que as tratativas iniciais sejam divulgadas, até o levantamento de 
sigilo por decisão judicial. 
De modo a garantir os direitos do delator, nenhuma tratativa sobre a colaboração premiada deverá ser 
realizada sem a presença de advogado ou defensor público. 
Benefícios para o Delator 
Quando a delação tenha colaborado efetivamente com a investigação, o juiz poderá: 
• Conceder o perdão judicial; 
• Reduzir em até 2/3 a pena privativa de liberdade; 
 
 
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• Substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 
Direitos Assegurados ao Delator 
• Usufruir das medidas de proteção previstas na legislação específica; 
• Ter nome, qualificação, imagem e demais informações pessoais preservadas; 
• Ser conduzido, em juízo, separadamente dos demais coautores e partícipes; 
• Participar das audiências sem contato visual com os outros acusados; 
• Não ter sua identidade revelada pelos meios de comunicação, nem ser fotografado ou filmado, sem 
sua prévia autorização por escrito; 
• Cumprir pena ou prisão cautelar em estabelecimento penal diverso dos demais corréus ou 
condenados. 
Resultados Necessários para Concessão dos Benefícios 
A colaboração deve ter resultado em um ou mais dos seguintes itens: 
A identificação dos demais coautores e partícipes da organização criminosa e das infrações penais por eles 
praticadas; 
A revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da organização criminosa; 
A prevenção de infrações penais decorrentes das atividades da organização criminosa; 
A recuperação total ou parcial do produto ou do proveito das infrações penais praticadas pela 
organização criminosa; 
A localização de eventual vítima com a sua integridade física preservada. 
FIQUE ATENTO: O juiz não poderá participar das negociações realizadas entre as partes para a formalização 
do acordo de colaboração. Apenas o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do 
Ministério Público, poderão realizar a negociação da delação. 
AÇÃO CONTROLADA COMO MEIO DE OBTENÇÃO DE PROVAS 
A ação controlada, também conhecida como flagrante retardado, é uma técnica utilizada para retardar a 
intervenção policial ou administrativa em atividades criminosas, permitindo que a operação seja observada e 
monitorada até que a intervenção ocorra no momento mais oportuno para a eficaz formação de provas e 
obtenção de informações. 
Neste processo, o agente policial opta por não realizar imediatamente a prisão em flagrante, preferindo 
aguardar a ocasião ideal para capturar provas mais substanciais contra os envolvidos. É crucial que a prática 
da ação controlada seja previamente comunicada ao juiz competente, garantindo que a operação permaneça 
em sigilo para não comprometer sua eficácia. 
 
 
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Infiltração de Agentes como Meio de Obtenção de Provas 
A infiltração de agentes consiste no envio discreto de policiais para se integrarem a um grupo criminoso, 
agindo como se fossem membros, com o objetivo de coletar provas diretas dos crimes praticados. Essa 
operação requer autorização judicial, que deve ser solicitada pelo Ministério Público ou por representação 
do Delegado e avaliada em condição de sigilo. 
FIQUE ATENTO: A permissão para a infiltração é inicialmente válida por até 6 meses, podendo ser 
renovada mediante justificativa da sua necessidade. 
Conclusão 
Espero que este resumo tenha sido útil para entender melhor as estratégias de ação controlada e infiltração 
de agentes sob a Lei do Crime Organizado, Lei 12.850/13, essenciais para quem está se preparando para o 
concurso de Auditor Federal de Controle Externo do TCU. 
Este conteúdo é um breve panorama, e aprofundar-se no estudo da lei completa é fundamental. Para um 
preparo abrangente, considere explorar cursos especializados como os oferecidos pelo Estratégia Concursos, 
que conta com aulas detalhadas e orientadas por alguns dos melhores professores do mercado, cobrindo todos 
os tópicos exigidos no edital do concurso. 
Caiu na banca: 
conceito de organização criminosa: 
➔ 4 ou mais pessoas - A organização deve ser composta por pelo menos quatro pessoas. 
➔ Penas superiores a 4 anos - As atividades criminosas envolvidas devem ter penas superiores a quatro 
anos. 
➔ Crimes de caráter transnacional - Ou devem ser crimes que possuem um caráter transnacional. 
➔ Pena de reclusão de 3 a 8 anos e multa - A pena para quem é condenado por participação em 
organização criminosa. 
 
 
Mnemônico: 
"P4CT P38" 
✓ P4 - Quatro ou mais pessoas, Penas superiores a quatro anos. 
✓ CT - Crimes Transnacionais. 
https://cfpconcursos.com/super-combo-de-pdfs-ppba/DE FALTAS DISCIPLINARES NO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO: ANÁLISE DO 
ARTIGO 49 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL ................................................................................................................................ 70 
ÓRGÃOS DA EXECUÇÃO PENAL. (COSTUMA CAIR) ............................................................................................................... 71 
ÓRGÃOS DA EXECUÇÃO PENAL .................................................................................................................................................. 72 
EXECUÇÃO DAS PENAS EM ESPÉCIE. ........................................................................................................................................ 74 
PRISÃO DOMICILIAR NA LEI DE EXECUÇÃO PENAL (LEP) ................................................................................................... 74 
PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE. ......................................................................................................................................... 75 
REGIMES. ......................................................................................................................................................................................... 77 
ARTIGO 66, II, DA LEP: ................................................................................................................................................................. 79 
AUTORIZAÇÕES DE SAÍDA. .......................................................................................................................................................... 82 
REMIÇÃO. ........................................................................................................................................................................................ 84 
DETRAÇÃO PENAL E REMIÇÃO PENAL (JÁ CAIU EM PROVAS) .......................................................................................... 86 
DETRAÇÃO E REMIÇÃO PENAL ................................................................................................................................................... 86 
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. ........................................................................................................................................... 87 
1. CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS ............................................................................ 87 
2. PENA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE ..................................................................................................... 87 
A PENA DE LIMITAÇÃO DE FIM DE SEMANA .......................................................................................................................... 90 
A PENA DE INTERDIÇÃO TEMPORÁRIA DE DIREITOS ........................................................................................................... 90 
SUSPENSÃO CONDICIONAL E LIVRAMENTO CONDICIONAL DAS PENAS. ....................................................................... 92 
SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA (SURSIS) ..................................................................................................................... 92 
LIVRAMENTO CONDICIONAL ...................................................................................................................................................... 92 
EXECUÇÃO DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA. ........................................................................................................................... 93 
INCIDENTES DE EXECUÇÃO. ........................................................................................................................................................ 94 
INCIDENTE DE EXCESSO OU DESVIO DE EXECUÇÃO ............................................................................................................. 95 
FIQUE ATENTO: ESCRIVÃO DO JUÍZO ....................................................................................................................................... 96 
PROCEDIMENTO JUDICIAL. ......................................................................................................................................................... 97 
ANISTIA. INDULTO. GRAÇA. ....................................................................................................................................................... 98 
A GRAÇA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E O CRIME HEDIONDO ....................................................................................... 101 
7.CRIMES DE TORTURA (LEI Nº 9.455/1997). ..................................................................................................................... 108 
TORTURA OMISSIVA OU IMPRÓPRIA ..................................................................................................................................... 110 
8. LEI Nº 13.869/2019 (LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE). ............................................................................................... 118 
QUEM SÃO OS SUJEITOS ATIVOS DO CRIME? ..................................................................................................................... 119 
AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA ............................................................................................................................ 120 
DOS CRIMES .................................................................................................................................................................................. 122 
[RESUMO - ATUALIZADO] ......................................................................................................................................................... 126 
9. CRIMES HEDIONDOS (LEI Nº 8.072/1990). ..................................................................................................................... 130 
DEFINIÇÃO DE CRIMES HEDIONDOS ....................................................................................................................................... 130 
ART. 5º ............................................................................................................................................................................................... 139 
10. REPRESSÃO AO TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS E SEUS CRIMES (LEI Nº 11.343/2006). ............................................................... 145 
SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS (SISNAD) .................................................................... 148 
AÇÕES TIPIFICADAS COMO TRÁFICO ..................................................................................................................................... 151 
O QUE É ASSOCIAÇÃO PARA O TR ÁFICO? ............................................................................................................................. 154 
11. CRIMES E INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS PREVISTAS NO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. .................................. 160 
12. CRIMES AMBIENTAIS (LEI FEDERAL Nº 9605, 12 DE FEVEREIRO DE 1998). ............................................................................... 169 
ARTIGO 6 DA LEI Nº 9.605/1998: CRITÉRIOS PARA IMPOSIÇÃO E GRADAÇÃO DE PENALIDADES ........................................................................... 175 
 
 
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12. LEI Nº 13.675/2018 (DISCIPLINA A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELA SEGURANÇA 
PÚBLICA; CRIA A POLÍTICA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL; INSTITUI O SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA 
PÚBLICA) E DECRETO DE REGULAMENTAÇÃO Nº 9.489/2018. ...................................................................................................... 177 
COMPOSIÇÃO DOS CONSELHOS DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL ....................................................................................................... 178 
FORMULAÇÃO DEPOLÍTICAS PÚBLICAS NO CONTEXTO DO SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (SUSP) .......................................................... 179 
DOS OBJETIVOS DA POLÍTICA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL (PNSPDS) ........................................................................... 180 
DO SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (SUSP) .................................................................................................................................. 182 
PRINCÍPIOS DA POLÍTICA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL (PNSPDS) CONFORME O ART. 4º ................................................... 183 
ART. 10: INTEGRAÇÃO E COORDENAÇÃO NO SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (SUSP) ........................................................................... 184 
ART. 22: INSTITUIÇÃO DO PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL ..................................................................................... 185 
ART. 38: INSTITUIÇÃO DO SISTEMA INTEGRADO DE EDUCAÇÃO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL (SIEVAP) ................................................................ 187 
13. PORTARIA INTERMINISTERIAL MS/MJ Nº 1/2014 (POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DAS PESSOAS 
PRIVADAS DE LIBERDADE NO SISTEMA PRISIONAL). ..................................................................................................................... 189 
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DAS PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE NO SISTEMA PRISIONAL (PNAISP) ............................... 190 
AQUI ESTÃO OS PONTOS MAIS IMPORTANTES DESTACADOS: ............................................................................................................................ 191 
14. RESOLUÇÕES DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA CRIMINAL E PENITENCIÁRIA: RESOLUÇÃO Nº 3/2009 (DIRETRIZES DE 
EDUCAÇÃO); RESOLUÇÃO Nº 1/2014 (ATENÇÃO EM SAÚDE MENTAL); RESOLUÇÃO Nº 4/2014 (ASSISTÊNCIA À SAÚDE); RESOLUÇÃO 
4/2017 (PADRÕES MÍNIMOS PARA A ASSISTÊNCIA MATERIAL DO ESTADO À PESSOA PRIVADA DE LIBERDADE); RESOLUÇÃO Nº 
31/2022 (MEDIDAS DE MONITORAÇÃO ELETRÔNICA, DECORRENTES DE ORDENS JUDICIAIS). ..................................................... 193 
15. PORTARIA INTERMINISTERIAL MJ/SPM Nº 210/2014 (POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE 
PRIVAÇÃO DE LIBERDADE E EGRESSAS DO SISTEMA PRISIONAL). ................................................................................................. 193 
ENCERRAMENTO DA APOSTILA: LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE - PPCE PÓS-EDITAL 2024 .......................................................................... 195 
 
 
 
 
 
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1. LEI Nº 9.455/1997 (ANTITORTURA). 
Antes de adentrar nas especificidades da Lei 9.455/1997, conhecida como Lei dos Crimes de Tortura, é crucial 
compreender o contexto constitucional no qual essa legislação se insere. A Constituição Federal de 1988 
(CF/88) aborda a questão da tortura de maneira enfática, refletindo a repulsa da sociedade brasileira a essa 
prática, especialmente em um contexto histórico pós-ditadura militar. 
Tortura na Constituição Federal de 1988 
Artigo 5º, Inciso III da CF/88 
Este inciso estabelece que "ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou 
degradante". Esta disposição constitucional estabelece um princípio fundamental de respeito à dignidade 
humana, proibindo expressamente práticas que atentem contra a integridade física e moral dos indivíduos. 
Artigo 5º, Inciso XLIII da CF/88 
Este inciso declara que a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da 
tortura, além de outros crimes graves como o tráfico ilícito de entorpecentes, o terrorismo e os crimes 
hediondos. Aqui, a Constituição estabelece um regime jurídico severo para tais delitos, limitando 
significativamente as possibilidades de benefícios legais para os responsáveis. 
Imprescritibilidade de Certos Crimes 
Importante observar que, apesar da gravidade, o crime de tortura não é classificado como imprescritível na 
CF/88. A imprescritibilidade, conforme o artigo 5º, incisos XLII e XLIV, aplica-se apenas aos crimes de racismo 
e às ações de grupos armados contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. 
Interpretação do STF sobre Indulto 
O Supremo Tribunal Federal (STF), interpretando a Constituição, entende que os crimes de tortura também 
são insuscetíveis de indulto, ampliando as restrições aos benefícios penais que podem ser concedidos aos 
condenados por tais práticas. 
Mandado Constitucional de Criminalização 
O inciso XLIII da CF/88 é um exemplo do que se chama de "mandado constitucional de criminalização". Isso 
significa que a Constituição não apenas proíbe a prática da tortura, mas também obriga o legislador a criar leis 
específicas para puni-la. Essa disposição reforça a seriedade com que o ordenamento jurídico brasileiro trata a 
tortura e a necessidade de uma legislação penal específica para coibi-la, resultando na Lei 9.455/1997. 
Como resposta ao mandato constitucional, a Lei 9.455/1997 foi promulgada, estabelecendo as definições 
legais de tortura, suas modalidades e as penas aplicáveis. Essa lei representa um marco legal significativo no 
combate à tortura, complementando o arcabouço jurídico estabelecido pela CF/88. 
Art. 1º Constitui crime de tortura: 
I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental: 
 
 
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a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; 
b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; 
c) em razão de discriminação racial ou religiosa; 
II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a 
intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
A Lei Nº 9.455, promulgada em 7 de abril de 1997, representa um marco legal fundamental no Brasil 
no que diz respeito à prevenção e punição do crime de tortura. Esta lei não só define claramente o que 
constitui tortura, mas também estabelece as penalidades para os infratores. Entender essa legislação é 
crucial, especialmente para profissionais da área jurídica e de segurança pública, bem como para estudantes 
que estão se preparando para concursos públicos. A seguir, vamos detalhar os aspectos mais importantes 
desta lei, explicando sua aplicação e as consequências para aqueles que a infringem. O objetivo é tornar o 
texto acessível e compreensível para todos os interessados no assunto. 
O que é Tortura? 
A lei define como tortura o ato de constranger alguém empregando violência ou ameaça grave, com o 
objetivo de: 
Obter informações ou confissões da vítima ou de terceiros. 
Provocar uma ação ou omissão criminosa. 
Discriminar racial ou religiosamente. 
Além disso, a lei também define como tortura submeter alguém, que esteja sob sua guarda, poder ou 
autoridade, a intenso sofrimento físico ou mental. 
Quem pode ser condenado? 
A lei não se aplica apenas ao agente público (policiais, por exemplo), mas a qualquer pessoa que pratique o 
crime. 
Penas 
A pena básica para o crime de tortura é de reclusão de dois a oito anos. 
Se o ato resultar em lesão corporal grave ou gravíssima, a pena aumenta para reclusão de quatro a dez anos. 
Se a tortura resultar em morte, a pena vai de oito a dezesseis anos de reclusão. 
 
 
 
 
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Circunstâncias Agravantes 
• Se o crime for cometido por um agente público, a pena aumenta de um sexto até um terço. 
• O mesmo aumento se aplica se a vítima for criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
idoso. 
• Se a tortura for realizada mediante sequestro, também há um aumento da pena. 
Consequências Adicionais 
• Perda do cargo, função ou emprego público para o agente público condenado. 
• Inafiançabilidade do crime, ou seja, não é possível pagar fiançapara ser liberado. 
• O crime de tortura não é suscetível de graça ou anistia. 
Omissão 
Quem se omite diante de um ato de tortura, tendo o dever de evitá-lo ou apurá-lo, pode ser condenado a 
detenção de um a quatro anos. 
A lei é uma tentativa de coibir práticas brutais e inumanas, assegurando que os direitos fundamentais sejam 
respeitados. Ela reflete também compromissos internacionais do Brasil em relação aos direitos humanos. 
 
O § 2º da Lei n. 9.455/1997, a Lei de Tortura, aborda a responsabilidade penal para casos de omissão em 
situações de tortura. Este parágrafo é essencial para entender a amplitude da lei e como ela responsabiliza 
não apenas os autores diretos do crime de tortura, mas também aqueles que, estando em posição de impedir 
ou investigar tais atos, se omitem. Vamos analisar em detalhe este aspecto da lei: 
Tortura Omissiva ou Imprópria 
Definição 
• O § 2º estabelece que indivíduos que se omitem diante de atos de tortura, quando possuem 
o dever legal de evitá-los ou apurá-los, são também considerados criminosos sob a Lei de Tortura. 
• Esta disposição se aplica a pessoas em posições de autoridade ou responsabilidade, como agentes 
públicos, que possuem a capacidade e o dever de intervir ou investigar casos de tortura. 
 
 
 
 
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Penalidade 
A pena para tais omissões é de detenção, que varia de um a quatro anos. 
Esta penalidade reflete a seriedade com que a lei trata não apenas a prática direta da tortura, mas também a 
falha em prevenir ou investigar tais práticas. 
Importância 
• Este aspecto da lei é crucial para garantir que a responsabilidade pela prevenção e investigação da 
tortura não seja negligenciada. 
• Ele reforça a ideia de que a omissão em casos de tortura, especialmente por parte daqueles que têm 
poder e autoridade, é uma forma de cumplicidade no crime. 
• Além disso, serve como um alerta para todos os responsáveis pela aplicação da lei e pela garantia dos 
direitos humanos, reforçando a necessidade de ação ativa contra a tortura. 
Aplicação 
• Para que ocorra a penalização sob este parágrafo, é necessário comprovar que o indivíduo tinha o 
dever legal e a capacidade de evitar ou investigar o ato de tortura e, apesar disso, optou pela omissão. 
Art. 2º - Aplicação Extraterritorial da Lei 
Este artigo é particularmente interessante porque estende a aplicabilidade da lei além das fronteiras do 
Brasil. Isso significa que mesmo que o crime de tortura seja cometido fora do território nacional, a lei 
brasileira poderá ser aplicada se a vítima for brasileira ou se o agente criminoso estiver em um local 
sob jurisdição brasileira. Isso fortalece o alcance da lei e a proteção aos cidadãos brasileiros, mesmo fora do 
país. 
Art. 3º - Vigência da Lei 
Este é um artigo padrão que encontramos em muitas leis. Ele apenas estabelece que a lei entra em vigor na 
data de sua publicação. Isso significa que, a partir do momento em que a lei foi publicada, ela já está ativa e 
deve ser cumprida. 
Art. 4º - Revogação do Art. 233 da Lei nº 8.069 (ECA) 
O artigo 4º revoga especificamente o artigo 233 da Lei nº 8.069, mais conhecida como Estatuto da Criança e 
do Adolescente (ECA). Este ato legaliza a revogação de qualquer coisa que possa entrar em conflito com a 
nova Lei de Tortura. Isso é feito para evitar confusões legais ou sobreposições que poderiam enfraquecer a 
eficácia da Lei Nº 9.455. 
Penalidades Segundo a Lei de Tortura 
1. Reclusão de Dois a Oito Anos 
 
 
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Esta pena se aplica às formas de tortura que incluem: 
Tortura-Prova: Voltada para obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceiros. 
Tortura-Crime: Para provocar ação ou omissão de natureza criminosa. 
Tortura-Discriminação: Em razão de discriminação racial ou religiosa. 
Tortura-Castigo: Submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, a intenso sofrimento físico ou 
mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. 
Tortura pela Tortura: Prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal contra pessoa 
presa ou sujeita a medida de segurança. 
2. Detenção de Um a Quatro Anos 
Aplica-se à: 
• Tortura Omissiva ou Imprópria: Quando alguém se omite em face de condutas de tortura, tendo o 
dever de evitá-las ou apurá-las. 
3. Formas Qualificadas de Tortura 
• Lesão Corporal Grave ou Gravíssima: Pena de reclusão de quatro a dez anos. 
• Morte: A pena de reclusão aumenta para oito a dezesseis anos. 
Causas de Aumento de Pena 
A lei prevê aumentos de pena em certas circunstâncias, encapsuladas na dica mnemônica "EU LEVO UM 
SEXTO E REZO UM TERÇO DICA GAS", que se refere a: 
Deficiente: Quando a vítima é uma pessoa com deficiência. 
Idoso: Vítima idosa. 
Criança: Vítima criança. 
Adolescente: Vítima adolescente. 
Gestante: Vítima gestante. 
Agente Público: Quando o crime é cometido por um agente público. 
Sequestro: Se a tortura ocorre no contexto de um sequestro. 
Bizu 1: 
TORTURA QUALIFICADA 
 
 
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 Art. 1, § 4º Aumenta-se a pena de 1/6 a 1/3: 
 I - se o crime é cometido por agente público; 
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 60 
(sessenta) anos; 
III - se o crime é cometido mediante sequestro. 
Bizu 2: 
2º - Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na 
pena de detenção de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 
EQUIPARADOS A HEDIONDO 
TORTURA 
TRÁFICO de DROGAS 
TERRORISMO 
 
Resumo das Penas para Tortura e Suas Espécies 
Penas Base 
Tortura Omissiva ou Imprópria: Detenção de 1 a 4 anos. 
Outras Espécies de Tortura: Reclusão de 2 a 8 anos. 
Formas Qualificadas 
Lesão corporal de natureza grave ou gravíssima: Reclusão de 4 a 10 anos. 
Morte: Reclusão de 8 a 16 anos. 
Espécies de Tortura 
1. Tortura Prova 
• Objetivo: Obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. 
2. Tortura Crime 
• Objetivo: Provocar ação ou omissão de natureza criminosa. 
3. Tortura Discriminação 
• Motivação: Discriminação racial ou religiosa. 
 
 
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4. Tortura Castigo 
• Método: Submeter alguém, sob guarda, poder ou autoridade, a sofrimento físico ou mental 
como castigo pessoal ou medida preventiva. 
5. Tortura pela Tortura 
• Contexto: Submeter pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou 
mental, através de atos ilegais. 
• Pena: Reclusão de 2 a 8 anos. 
6. Tortura Omissiva ou Imprópria 
• Situação: Omissão em evitar ou apurar condutas de tortura, tendo dever de agir. 
• Pena: Detenção de 1 a 4 anos. 
Causas de Aumento de Pena 
DICA GAS: Aumento de pena para casos envolvendo vítimas vulneráveis ou situações específicas: 
➔ Deficiente 
➔ Idoso 
➔ Criança 
➔ Adolescente 
➔ Gestante 
➔ Agente público (cometido por) 
➔ Sequestro 
Mnemônico 
• Eu levo um sexto e rezo um terço: Mnemônico para lembrar das causas de aumento de pena. 
Este resumo detalha as penas associadas às diferentes formas de tortura conforme a legislação, assim como as 
especificações das espécies de tortura e as condições que podem aumentar as penas aplicáveis. 
 
 
 
 
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QUESTÃO 1 
Prova: FGV - 2024 - ADAB - Técnico em Fiscalização - Agropecuária 
A Lei nº 9.455, de 07 de abril de 1997, define os crimes de tortura. Sobre essa normativa, assinale V para a 
afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
 
( ) O Brasil tipificou o crime de tortura em observância à obrigação assumida pela ratificação da Convenção 
Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes. 
( ) Constitui crime de tortura submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de 
violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou 
medida de caráter preventivo. 
( ) O crime detortura é inafiançável, sendo aplicável o benefício da graça ou anistia. 
 
As afirmativas são respectivamente 
Alternativas 
A) F – V – F. 
B) F – F – V. 
C) F – F – F. 
D) V – V – F. 
E) V – F – V. 
 
 
 
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QUESTÃO 2 
Provas: FGV - 2022 - SEFAZ-BA - Agente de Tributos Estaduais - Administração e Finanças 
José, após longa apuração, foi acusado pelo Ministério Público da prática do crime de tortura no exercício de 
suas funções públicas. Considerando a robustez das provas existentes, consultou o seu advogado a respeito 
das consequências de eventual condenação criminal, mais especificamente em relação à sua situação 
funcional, pois ocupava cargo de provimento efetivo no âmbito do Poder Executivo do Estado Alfa. 
O advogado respondeu corretamente que, ante os termos da Lei nº 9.455/1997, José 
Alternativas 
A) deve perder o cargo de provimento efetivo e não mais poderá ingressar no serviço público, mesmo após o 
período de cinco anos de reabilitação penal. 
B) ficará suspenso do cargo de provimento efetivo durante o período de cumprimento da pena, não tendo 
direito à remuneração correspondente. 
C) deve perder o cargo de provimento efetivo, mas não há óbice a que reingresse no serviço público, a 
qualquer tempo, caso preencha os requisitos exigidos. 
D) deve perder o cargo de provimento efetivo, e sofrerá a interdição para o exercício de cargo, função ou em) 
rego público pelo dobro do prazo da pena aplicada. 
E) terá a sua situação funcional apreciada pela autoridade administrativa competente, que somente não 
aplicará a sanção de perda do cargo se houver bons antecedentes. 
Respostas 1: D 2: D 
 
 
 
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Questão 1 
Prova: IDECAN - 2023 - Prefeitura de São Caetano do Sul - SP - Guarda Civil Municipal 
Pedro constrangeu Paulo com emprego de violência, causando-lhe sofrimento físico em razão de 
discriminação religiosa, configurando crime de tortura nos termos da lei nº 9.455, de 7 de abril de 1997 (lei de 
tortura). Nessa situação hipotética, marque a alternativa correta. 
Alternativas 
A) Caso o crime praticado por Pedro resulte lesão corporal de natureza grave face a Paulo, a pena é de 
reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte de Paulo, a reclusão é de oito a dezesseis anos. 
B) O crime de tortura praticado por Pedro é inafiançável e suscetível de graça ou anistia 
C) Caso Pedro seja funcionário público, no crime de tortura, a condenação acarretará a perda do cargo, função 
ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo triplo do prazo da pena aplicada. 
D) Caso Pedro seja condenado por crime previsto na Lei nº 9.455/97, iniciará o cumprimento da pena em 
regime aberto. 
 
Questão 2 
Prova: IDECAN - 2022 - PC-BA - Perito Médico Legista de Polícia Civil 
Um policial virou réu por tortura a cada 10 dias nos últimos cinco anos no Brasil 
Prática é alvo de ações judiciais em 24 estados e no Distrito Federal; Ceará, Rio e São Paulo registram o maior 
número de casos. 
Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/segurancapublica/noticia/2022/06/um-policial-virou-reu-por-tortura-
a-cada-10- dias-nos-ultimos-cinco-anos-no-brasil.ghtml 
Sobre o tema explorado na manchete de jornal, assinale o que for correto. 
Alternativas 
A) Para todo caso em que haja o uso de violência em uma abordagem policial, deve ser utilizado protocolo 
específico de investigação do crime de tortura. 
B) Tortura, segundo a legislação brasileira, é o uso exagerado ou desproporcional da força, causando grande 
sofrimento à vítima. 
C) O Protocolo de Istambul é o conjunto de diretrizes internacionais para a investigação de mortes suspeitas, 
particularmente aquelas em que há suspeita de responsabilidade de um Estado. 
 
 
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D) Ao se utilizar um protocolo internacional como o de Istambul, o que importa fazer para confirmar a 
veracidade de um relato de tortura é a avaliação geral de todas as lesões, e não a correspondência de cada 
lesão com determinada forma de tortura em particular. 
E) Se não houver alterações histológicas em lesões suspeitas de choque elétrico, afasta-se essa possibilidade 
de agente como causador. 
 
Respostas 1: A 2: D 
Questão 1: Resposta Correta - A 
A Lei nº 9.455 de 1997, que define os crimes de tortura, estabelece penas específicas para diferentes 
consequências do ato de tortura. No caso apresentado, onde Pedro constrangeu Paulo causando-lhe 
sofrimento físico em razão de discriminação religiosa, a alternativa A é a correta. Se o crime de tortura 
resultar em lesão corporal de natureza grave, a pena é de reclusão de quatro a dez anos; se resultar em 
morte, a pena é de reclusão de oito a dezesseis anos. Essa gradação na pena reflete a gravidade dos 
resultados da tortura, com penalidades mais severas para consequências mais graves. 
Questão 2: Resposta Correta - D 
A alternativa D é correta e está em consonância com o Protocolo de Istambul, um conjunto de diretrizes 
internacionais para investigação de casos suspeitos de tortura. Este protocolo enfatiza a importância de uma 
avaliação geral de todas as lesões para confirmar a veracidade de um relato de tortura, em vez de buscar uma 
correspondência exata de cada lesão com determinada forma de tortura. Este método de avaliação é 
essencial para garantir que todas as evidências sejam consideradas no contexto mais amplo e não 
isoladamente, possibilitando assim uma análise mais acurada da situação. 
 
 
 
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Questão 1 
Prova: IVIN - 2024 - Prefeitura de Curuçá - PA - Guarda Municipal 
Acerca das disposições da Lei nº 9.455/1997, que define os crimes de tortura, assinale a alternativa correta: 
Alternativas 
A) O sofrimento mental com o fim de obter informação da vítima, causado pelo constrangimento mediante 
emprego de violência ou grave ameaça, também é uma forma de tortura. 
B) É conduta considerada crime de tortura a prática de constranger alguém mediante ameaça, ainda que leve, 
para provocar ação, mesmo que de natureza não criminosa. 
C) O crime de tortura cometido contra gestante tem sua pena aumentada de um quarto a um meio. 
D) Se o crime é cometido por agente público, a pena é aumentada até o dobro cominado. 
E) O crime de tortura é insuscetível de graça ou anistia, mas pode ser afiançado em algumas situações 
previstas em lei. 
 
Questão 2 
Prova: FEPESE - 2024 - Prefeitura de São José - SC - Guarda Municipal 
Quando o crime de tortura for cometido por agente público haverá: 
Alternativas 
A) um aumento na pena. 
B) uma atenuação da condenação. 
C) uma circunstância agravante da pena. 
D) uma causa de redução da responsabilidade penal. 
E) o crime deixará de ser punido criminalmente. 
 
 
 
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Questão 3 
Prova: FEPESE - 2024 - Prefeitura de São José - SC - Guarda Municipal 
O servidor público condenado pela prática do crime de tortura ficará impedido de exercer cargo público: 
Alternativas 
A) pelo prazo de oito anos. 
B) pelo período de cinco anos. 
C) em prazo similar ao da pena aplicada. 
D) pela metade do prazo da pena aplicada. 
E) pelo dobro do prazo da pena aplicada. 
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Filtro 2 geral : https://www.qconcursos.com/questoes-de-
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s%5B%5D=2&subject_ids%5B%5D=17462 
 
Respostas 1: A 2: A 3: E 
 
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2. LEI 10.826/2003 (ESTATUTO DO DESARMAMENTO). 
A Lei Nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, também conhecida como Estatuto do Desarmamento, é 
a legislação brasileira que regula o uso de armas de fogo e munição no país. O objetivo da lei é controlar o 
acesso a armas de fogo, tornando-o restrito apenas a quem cumpre certos requisitos estabelecidos. A seguir, 
vamos desmembrar os principais pontos desta lei. 
SISTEMA NACIONAL DE ARMAS (SINARM) 
Um dos principais instrumentos criados pela lei é o Sistema Nacional de Armas, mais conhecido como 
Sinarm. Esse sistema é administrado pela Polícia Federal e é responsável por manter o cadastro de todas as 
armas de fogo registradas no Brasil. O Sinarm facilita o rastreamento de armas e munições e ajuda as 
autoridades a fiscalizar e controlar o comércio e uso de armas de fogo. 
Art. 1o O Sistema Nacional de Armas – Sinarm, instituído no Ministério da Justiça, no âmbito da Polícia Federal, 
tem circunscrição em todo o território nacional. 
 Art. 2o Ao Sinarm compete: 
 I – identificar as características e a propriedade de armas de fogo, mediante cadastro; 
 II – cadastrar as armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no País; 
 III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal; 
 IV – cadastrar as transferências de propriedade, extravio, furto, roubo e outras ocorrências suscetíveis de 
alterar os dados cadastrais, inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de 
transporte de valores; 
 V – identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo; 
 VI – integrar no cadastro os acervos policiais já existentes; 
 VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo, inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais; 
 VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País, bem como conceder licença para exercer a atividade; 
 IX – cadastrar mediante registro os produtores, atacadistas, varejistas, exportadores e importadores 
autorizados de armas de fogo, acessórios e munições; 
 X – cadastrar a identificação do cano da arma, as características das impressões de raiamento e de 
microestriamento de projétil disparado, conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo 
fabricante; 
 XI – informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e 
autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios, bem como manter o cadastro atualizado 
para consulta. 
 Parágrafo único. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e 
Auxiliares, bem como as demais que constem dos seus registros próprios. 
 
 
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REGISTRO E POSSE DE ARMAS 
O Estatuto do Desarmamento estabelece regras claras sobre a posse de armas no Brasil. A posse é a 
autorização para que o cidadão mantenha uma arma de fogo em sua residência ou local de trabalho, sob 
determinadas condições. Vejamos os destaques da lei: 
Artigo 5° do Estatuto do Desarmamento: "O certificado de Registro de Arma de Fogo, com validade em 
todo o território nacional, autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no 
interior de sua residência ou domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, 
desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa.” 
Para obter a posse de armas, o cidadão deve atender aos seguintes requisitos: 
• Idade mínima de 25 anos; 
• Documento que ateste aptidão técnica para o manuseio do armamento; 
• Laudo de avaliação psicológica; 
• Ausência de antecedentes criminais, militares e eleitorais; 
• Comprovante de residência e ocupação. 
É importante ressaltar que a autorização para posse de armas precisa ser renovada a cada 5 anos, 
assegurando que o titular mantenha os requisitos necessários para a posse responsável do armamento. 
 
REGISTRO DE ARMA DE FOGO 
O registro de arma de fogo é um procedimento fundamental e obrigatório sob a legislação brasileira, 
especificamente no Estatuto do Desarmamento. A seguir, apresentamos os principais pontos sobre o processo 
de registro, conforme a legislação: 
Art. 3º: É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. Para armas de uso restrito, o registro 
deve ser feito no Comando do Exército. 
 
Art. 4º: Para adquirir uma arma de fogo de uso permitido, o interessado deve: 
✓ Declarar a efetiva necessidade; 
 
 
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✓ Comprovar idoneidade, apresentando certidões negativas de antecedentes criminais; 
✓ Apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa; 
✓ Comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. 
O Sinarm é responsável por expedir a autorização de compra de arma de fogo após o cumprimento dos 
requisitos estabelecidos, sendo esta autorização intransferível. 
Art. 5º: O certificado de Registro de Arma de Fogo, válido em todo o território nacional, permite manter a 
arma de fogo exclusivamente no interior da residência, domicílio, dependências destes ou no local de 
trabalho do titular ou responsável legal pelo estabelecimento. 
A renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo deve ocorrer a cada três anos, com a 
comprovação dos requisitos estabelecidos nos incisos I, II e III do artigo 4º. 
Os proprietários de armas com certificados de registro expedidos por órgãos estaduais ou do Distrito 
Federal até a publicação da lei têm até 31 de dezembro de 2008 para renová-lo junto ao registro federal. 
Para os residentes em área rural, considera-se residência ou domicílio toda a extensão do imóvel rural 
para efeitos de registro. 
Essas informações são críticas para qualquer cidadão ou entidade que esteja considerando a aquisição, o 
manuseio e o registro de armas de fogo no Brasil, conforme as normas vigentes estabelecidas pelo Estatuto 
do Desarmamento. 
DO REGISTRO 
 Art. 3o É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. 
 Parágrafo único. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército, na forma do 
regulamento desta Lei. 
 Art. 4o Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá, além de declarar a efetiva 
necessidade, atender aos seguintes requisitos: 
 I - comprovação de idoneidade, com a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais 
fornecidas pela Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a 
processo criminal, que poderão ser fornecidas por meios eletrônicos; (Redação dada pela Lei nº 
11.706, de 2008) 
 II – apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa; 
 III – comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, 
atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. 
 § 1o O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente 
estabelecidos, em nome do requerente e para a arma indicada, sendo intransferível esta autorização. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11706.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11706.htm#art1
 
 
Página 22 de 195§ 2o A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma registrada e na 
quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008) (Vide 
ADI 6466) (Vide ADI 6139) 
 § 3o A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à 
autoridade competente, como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia 
dos documentos previstos neste artigo. 
 § 4o A empresa que comercializa armas de fogo, acessórios e munições responde legalmente por essas 
mercadorias, ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. 
 § 5o A comercialização de armas de fogo, acessórios e munições entre pessoas físicas somente será 
efetivada mediante autorização do Sinarm. 
 § 6o A expedição da autorização a que se refere o § 1o será concedida, ou recusada com a devida 
fundamentação, no prazo de 30 (trinta) dias úteis, a contar da data do requerimento do interessado. 
 § 7o O registro precário a que se refere o § 4o prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I, II e III 
deste artigo. 
 § 8o Estará dispensado das exigências constantes do inciso III do caput deste artigo, na forma do 
regulamento, o interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido que comprove estar autorizado a portar 
arma com as mesmas características daquela a ser adquirida. 
 
O PORTE DE ARMAS 
O Estatuto do Desarmamento é a legislação que regula o porte de armas de fogo no Brasil. O porte de armas 
é a autorização legal que permite a uma pessoa transitar com o armamento em vias públicas, algo que 
naturalmente envolve uma regulamentação mais rigorosa devido às implicações para a segurança pública. Eis 
os aspectos destacados sobre o porte de armas segundo o estatuto: 
• Diferenciação: O porte de armas se distingue da posse de armas pois se refere à capacidade de 
transitar com a arma e não apenas mantê-la em um local fixo como a residência ou o local de 
trabalho. 
• Requisitos adicionais: Além de atender a todos os requisitos para a posse de armas, quem deseja 
obter o porte também deve apresentar uma justificativa plausível para a necessidade do porte. 
• Art. 6° do Estatuto: Estabelece que certos grupos têm direito ao porte de armas devido à natureza de 
suas funções, como: 
• Forças Armadas; 
• Policiais civis e militares; 
• Guardas Civis e Municipais; 
• Guardas Portuárias; 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11706.htm#art1
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5942597
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5942597
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5698214
 
 
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• Integrantes de entidades de desporto legalmente constituídas; 
• Agentes de Escolta; 
• Membros do Judiciário; 
• Agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e do Departamento de Segurança do 
Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; 
• E outros cidadãos autorizados para o porte de armas. 
• Regulamentação em locais específicos: A lei é mais estrita para o porte de armas em locais como 
eventos públicos, hospitais e bancos, onde o risco para o público é considerado mais alto. 
O porte de armas no Brasil, portanto, está sujeito a um controle minucioso, refletindo a preocupação com a 
segurança coletiva e com o potencial risco associado à circulação de armas em espaços públicos. 
 Art. 6o É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em 
legislação própria e para: 
 I – os integrantes das Forças Armadas; 
 II - os integrantes de órgãos referidos nos incisos I, II, III, IV e V do caput do art. 144 
da Constituição Federal e os da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP); (Redação dada pela 
Lei nº 13.500, de 2017) 
 V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de 
Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; 
 VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da Constituição Federal; 
 VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, os integrantes das escoltas de 
presos e as guardas portuárias; 
 VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas, nos termos desta Lei; 
 IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas, cujas atividades esportivas 
demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta Lei, observando-se, no que couber, a 
legislação ambiental. 
 X - integrantes das Carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do Trabalho, 
cargos de Auditor-Fiscal e Analista Tributário. (Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007) 
XI - os tribunais do Poder Judiciário descritos no art. 92 da Constituição Federal e os Ministérios Públicos da 
União e dos Estados, para uso exclusivo de servidores de seus quadros pessoais que efetivamente estejam no 
exercício de funções de segurança, na forma de regulamento a ser emitido pelo Conselho Nacional de Justiça - 
CNJ e pelo Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP. 
 
Comercialização de Armas e Munições 
 
 
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A comercialização de armas e munições só pode ser feita por estabelecimentos autorizados e com o devido 
registro no Sinarm. Além disso, a venda de armas de fogo para civis está restrita a modelos de uso permitido, 
que são basicamente armas de menor potencial ofensivo, como revólveres e pistolas. 
 
Crimes e Penalidades 
A lei também define uma série de crimes relacionados a armas de fogo, como porte ilegal, disparo em via 
pública e comércio ilegal. As penalidades para esses crimes vão desde multas até prisão, dependendo da 
gravidade do ato. 
Outras Providências 
A lei também contém disposições sobre o porte de armas para profissionais de segurança pública e privada, 
assim como regras específicas para o transporte e guarda de armas e munições. 
Em resumo, a Lei Nº 10.826/2003 procura equilibrar o direito do cidadão de possuir uma arma para sua 
defesa pessoal com a necessidade de evitar o uso inadequado e criminoso de armas de fogo. Através do 
Sinarm e de uma série de requisitos e restrições, a lei visa garantir que apenas pessoas capacitadas e com 
razões legítimas tenham acesso a armas de fogo, sempre sob a fiscalização do Estado. 
DOS CRIMES E DAS PENAS 
A legislação brasileira, no contexto do Estatuto do Desarmamento, define crimes e penalidades relacionadas 
à posse e ao porte de armas de fogo, acessórios ou munição. As disposições são as seguintes: 
• Posse irregular de arma de fogo de uso permitido (Art. 12): Ter posse ou guardar arma de fogo de uso 
permitido, em desacordo com a lei ou regulamento, dentro de residência, dependência desta ou local 
de trabalho, quando responsável legal pelo local, resulta em pena de detenção de 1 (um) a 3 (três) 
anos, além de multa. 
• Omissão de cautela (Art. 13): Falhar em tomar as precauções necessárias para evitar que menor de 18 
anos ou pessoa com deficiência mental tenha acesso a arma de fogo de sua posse ou propriedade 
acarreta pena de detenção de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. O proprietário ou diretor de empresa 
de segurança e transporte de valores que não comunicar à polícia e à Polícia Federal perda, furto ou 
roubo de armamento ou munição em até 24 horas também está sujeito às mesmas penas. 
• Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (Art. 14): Portar, deter, adquirir, fornecer, ter em 
depósito, transportar ou ocultar arma de fogo de uso permitido, sem autorização e em desacordo com 
a lei ou regulamento, é crime com pena de reclusão de 2 (dois) a 4(quatro) anos, além de multa. Este 
crime é inafiançável, a não ser que a arma esteja registrada em nome do agente. 
Esses artigos são fundamentais para a compreensão das responsabilidades legais e das consequências de 
ações relacionadas a armas de fogo no Brasil, refletindo a seriedade com que o assunto é tratado na legislação 
nacional. 
Veja o resumo: 
 
 
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Caso/ Infração Art. Definição Pena 
Posse irregular de arma 
de fogo de uso permitido 
12 Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório 
ou munição, de uso permitido, em desacordo 
com determinação legal ou regulamentar, no interior de 
sua residência ou dependência desta, 
ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular 
ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. 
Detenção de 1 a 3 
anos e multa. 
Omissão de cautela 13 Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que 
menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência 
menta 
l se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que 
seja de sua propriedade. 
Detenção, de 1 (um) a 
2 (dois) anos, e multa. 
Porte ilegal de arma de 
fogo de uso permitido 
14 Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, 
transportar, ceder, ainda que gratuitamente, 
emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar 
arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, 
sem autorização e em desacordo com determinação legal ou 
regulamentar. 
Reclusão, de 2 (dois) a 
4 (quatro) anos, e 
multa. 
Disparo de arma de fogo 15 Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado 
ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, 
desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de 
outro crime. 
Reclusão, de 2 (dois) a 
4 (quatro) anos, e 
multa. 
Posse ou porte ilegal de 
arma de fogo de uso 
restrito 
16 Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em 
depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, 
emprestar, remeter, 
empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, 
acessório ou munição de uso restrito, sem autorização e em 
desacordo 
com determinação legal ou regulamentar: 
Reclusão, de 3 (três) a 
6 (seis) anos, e multa. 
Comércio ilegal de arma 
de fogo 
17 Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em 
depósito, desmontar, montar, remontar, adulterar, vender, 
expor à venda, 
ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, 
no exercício de atividade comercial ou industrial, arma de 
fogo, acessório ou munição, 
sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou 
regulamentar. 
Reclusão, de 6 (seis) a 
12 (doze) anos, e 
multa. 
Tráfico internacional de 
arma de fogo 
18 Importar, exportar, favorecer a entrada ou saída do território 
nacional, a qualquer título, de arma de fogo, acessório ou 
munição, sem autorização da autoridade competente. 
Reclusão, de 8 (oito) a 
16 (dezesseis) anos, e 
multa. 
 
 
 
 
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disparo de arma de fogo (cai muito) 
A legislação do Estatuto do Desarmamento detalha as consequências legais para o ato de disparo de arma de 
fogo em locais onde tal ação representa um risco para a população. Veja como a lei aborda este assunto: 
• Disparo de arma de fogo (Art. 15): Efetuar disparos com arma de fogo ou acionar munição em local 
habitado ou nas suas proximidades, em via pública ou em direção a ela, quando o ato não visa a 
prática de outro crime, incide em pena de reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, além de multa. 
• Inafiançabilidade: O crime de disparo de arma de fogo, conforme especificado no artigo, é 
considerado inafiançável. 
A lei busca assegurar que o uso de armas de fogo seja estritamente controlado para evitar riscos 
desnecessários, estabelecendo penalidades severas para desencorajar a prática de disparos em áreas que 
coloquem pessoas em perigo. 
Disparo de arma de fogo 
 Art. 15. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via 
pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: 
 Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável. 
Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito 
O Estatuto do Desarmamento, dentro do contexto da legislação sobre armamentos, estabelece penalidades 
específicas para o manuseio ilegal de armas de fogo de uso restrito. Vejamos o que a lei determina: 
Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (Art. 16): A prática de possuir, deter, portar, adquirir, 
ou qualquer outra forma de manuseio de arma de fogo, acessório ou munição de uso restrito, sem a devida 
autorização e em desacordo com a lei, é punida com reclusão de 3 (três) a 6 (seis) anos, além de multa. 
Penalidades adicionais (§ 1º do Art. 16): Incorrem nas mesmas penas aqueles que: 
• Suprimirem ou alterarem marca, numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo; 
• Modificarem as características de arma de fogo, tornando-a equivalente a uma arma de uso proibido 
ou restrito, ou alterarem para induzir erro a autoridade policial ou juiz; 
• Possuírem ou empregarem artefato explosivo ou incendiário sem autorização; 
• Portarem arma com numeração raspada, suprimida ou adulterada; 
• Venderem ou fornecerem arma, acessório, munição ou explosivo a criança ou adolescente; 
• Produzirem, recarregarem ou reciclarem munição ou explosivo sem autorização legal, ou adulterarem 
estes materiais. 
Agravante para armas de uso proibido (§ 2º do Art. 16): Se as condutas mencionadas envolverem armas de 
fogo de uso proibido, a pena é aumentada para reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. 
 
 
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Essas determinações do Estatuto do Desarmamento buscam reforçar a segurança pública, estabelecendo 
punições severas para coibir o manuseio ilegal de armas de uso restrito ou proibido. 
ALTERAÇÕES 
O Estatuto do Desarmamento, oficialmente conhecido como Lei nº 10.826/2003, passou por várias alterações 
significativas ao longo dos anos, visando aprimorar o controle de armas de fogo no país. As principais 
mudanças foram impulsionadas pelo pacote anticrime em 2019 e por uma série de decretos em 2021. Aqui 
estão os destaques: 
Alterações com o pacote anticrime (Lei nº 13.964/2019): 
Criação do Banco Nacional de Perfis Balísticos: uma ferramenta para auxiliar nas investigações de crimes 
cometidos com o uso de armas de fogo. 
Alterações nas penas para crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio 
ilegal e tráfico internacional, modificando os artigos 16, 17 e 18 do Estatuto. 
Acréscimos nas especificações para aumento de pena: o artigo 20 foi modificado para especificar 
situações que podem levar a um aumento da pena base. 
 
 O Decreto nº 11.615, de 21 de julho de 2023, representou uma significativa atualização na 
regulamentação do Estatuto do Desarmamento, oficialmente conhecido como Lei nº 10.826/2003. Aqui estão 
as principais mudanças introduzidas por esse novo decreto: 
1. Alteração de Competências: 
• A Polícia Federal assumiu a competência regulamentar e de fiscalização das armas de fogo 
"civis", munições e acessórios, incluindo o registro de armas de CACs, anteriormente sob 
responsabilidade do Comando do Exército. 
• A autorização para a aquisição de arma de fogo de uso permitido e a concessão de guia de 
tráfego também passaram a ser de competência da Polícia Federal. 
• O Comando do Exército manteve a competência para emitir porte de trânsito para CACs, sob 
condições específicas, como armas desmuniciadas e trajeto preestabelecido. 
2. Alteração da Classificação de Armas de Uso Permitido e Restrito: 
• Os critérios para determinar o que se classifica como armamento de uso restrito e permitido 
foram revisados. As definições exatas sobre tais armas serãodivulgadas em ato conjunto pelo 
Comando do Exército e pela Polícia Federal. 
Além disso, o decreto trouxe mudanças como: 
• A redução do prazo de validade dos Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAFs); 
 
 
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• Modificações nas regras de concessão de Certificado de Registro (CR) para pessoas físicas e jurídicas; 
• Atualizações nos procedimentos para obtenção de Guia de Tráfego. 
Essas atualizações foram feitas para ajustar as práticas administrativas e de fiscalização de armas à realidade 
contemporânea e visam aprimorar o controle sobre a circulação e posse de armamentos no país, seguindo o 
compromisso com a segurança pública. 
O decreto de 2023 introduziu as seguintes alterações: 
• O número de armas que podem ser adquiridas por civis para defesa pessoal foi reduzido de quatro 
para dois. 
• A comprovação da necessidade de compra de armas de defesa pessoal tornou-se obrigatória. 
• Armas que antes eram de uso restrito às forças de segurança, incluindo as pistolas 9mm, .40 e .45 ACP, 
passaram a ser acessíveis ao cidadão comum. 
• O decreto retoma a restrição do acesso civil às armas e munições de maior potencial ofensivo (calibres 
de uso restrito). 
• Os limites de aquisição de armas e munições para o cidadão comum passam a ser de 2 armas e 50 
munições por ano. 
Bizu 1 gosta de cobrar os anos 
PENAS: 
1-Omissão de cautela = DETENÇÃO de 1 a 2 anos , e multa. 
2- Posse IRREGULAR de arma de fogo de uso permitido = DETENÇÃO de 1 a 3 anos , e multa. 
3 -Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso RESTRITO E MODIFICAÇÃO DE 
CARATERISTICAS = RECLUSÃO de 3 a 6 anos, e multa 
4- Disparo de arma de fogo = RECLUSÃO de 2 a 4 anos ,e multa (CRIME INAFIANÇAVEL) 
5 - Porte ILEGAL de arma de fogo de uso permitido = RECLUSÃO de 2 a 4 anos ,e multa 
6- COMÉRCIO ILEGAL = RECLUSÃO de 6 a 12 anos, e multa 
7- Trafico Internacional = RECLUSÃO 8 a 16 anos, multa. 
BIZU 2 
➢ SINARM: Sistema Nacional de Armas → gerido pelo Ministério da Justiça no âmbito da PF. Tem a 
finalidade de controlar as armas de fogo da população. 
➢ SIGMA: Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (COMANDO DO EXÉRCITO) → registros próprios, 
que são das forças armadas/auxiliares. 
 
 
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➢ Autorização para compra: Sinarm (Art. 4º, § 1) 
➢ Autorização para o Porte: PF Após autorização do Sinarm (Art. 10) 
➢ Certificado de Registro (CRAF): PF após autorização do Sinarm (Art. 5) 
➢ Registrar as armas de fogo de uso permitido: Sinarm 
➢ Registrar as armas de fogo de uso restrito: Comando do Exército 
➢ Cadastrar os armeiros em atividade no País, bem como conceder licença para exercer a 
atividade: Sinarm 
➢ Autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros 
em visita ou sediados no Brasil: Ministério da Justiça 
➢ Concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores, atiradores e caçadores e de 
representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território 
nacional: Comando do Exército 
➢ O registro de armas de fogo destruídas no Sistema Nacional de Armas: Ministério da Defesa 
✓ SINARM = Autoriza ( autorização sempre SINARM) 
✓ POLÍCIA FEDERAL = ExPede 
BIZU 3 
Disparo de arma de fogo 
 Art. 15. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via 
pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: 
 Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido 
 Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que 
gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou 
munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: 
 Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 Posse irregular de arma de fogo de uso permitido 
 Art. 12. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua residência ou dependência desta, ou, 
ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou 
empresa: 
 Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
Como é cobrado: 
Questão 1 
 
 
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Prova: CS-UFG - 2024 - TJ-AC - Técnico Judiciário - Agente de Polícia Judicial 
Quem portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer arma de fogo com numeração, marca ou qualquer 
sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado incorre nas mesmas penas do crime de: 
Alternativas 
A) disparo de arma de fogo. 
B) porte ou posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. 
C) tráfico internacional de arma de fogo de uso permitido. 
D) posse de arma de fogo. 
 
Questão 2 
Prova: CS-UFG - 2024 - TJ-AC - Técnico Judiciário - Agente de Polícia Judicial 
Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 anos ou pessoa portadora de 
deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade, 
constitui: 
Alternativas 
A) crime de porte ilegal de arma de fogo. 
B) contravenção penal de posse de arma de fogo. 
C) crime de omissão de cautela. 
D) comércio ilegal de arma de fogo. 
 
 
 
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Questão 3 
Prova: IDECAN - 2024 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Guarda Civil Municipal 
Com fulcro na Lei n° 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) e suas alterações, indique a alternativa 
correta: 
Alternativas 
A) A classificação legal, técnica e geral bem como a definição das armas de fogo e demais produtos 
controlados, de usos proibidos, restritos, permitidos ou obsoletos e de valor histórico serão disciplinadas em 
ato do Comando do Exército, mediante proposta do chefe do Poder Executivo Federal. 
B) Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, em desacordo 
com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua residência ou dependência desta, ou, ainda no 
seu local de trabalho, desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa tem 
pena cominada de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
C) Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, 
emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso 
permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar tem pena de reclusão, 
de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
D) É vedado ao Ministério da Justiça celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para o 
cumprimento do disposto nesta Lei. 
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Respostas 1: B 2: C 3: C 
 
 
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3. LEI Nº 12.846/2013 (ANTICORRUPÇÃO). 
A Lei nº 12.846/2013, comumente referida como Lei Anticorrupção ou Lei Anticorrupção Empresarial (LAE), 
representou um significativo avanço na legislação brasileira ao introduzir

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