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LEGISLAÇÃO PENAL 
EXTRAVAGANTE 
A U T O R: Hen r i qu e d e La r a Mor a i s 
RESUMO 
Legislação Penal Extravagante 
H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s 
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Sumário 
Glossário de Siglas ........................................................................................................................................................................ 3 
Estatuto do Desarmamento – Lei 10.826/03 e Decreto 9.785/19 ............................................................................................... 5 
Sinarm x Sigma ............................................................................................................................................................................................ 5 
Do Registro.................................................................................................................................................................................................... 6 
Do Porte ......................................................................................................................................................................................................... 7 
Dos Crimes e Das Penas ............................................................................................................................................................................... 8 
Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 10 
Lei das Organizações Criminosas – Lei 12.850/13 ................................................................................................................... 11 
Organização Criminosa ............................................................................................................................................................................ 11 
Investigação e Meios de Obtenção da Prova .......................................................................................................................................... 12 
Antitortura – Lei 9.455/97 ........................................................................................................................................................ 16 
Condutas e Penas ....................................................................................................................................................................................... 16 
Crimes Hediondos – Lei 8.072/90 ............................................................................................................................................. 17 
Lei Anticorrupção – Lei 12.846/13 ............................................................................................................................................ 18 
Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 18 
Processo Administrativo de Responsabilização .................................................................................................................................... 18 
Responsabilização Administrativa ......................................................................................................................................................... 19 
Acordo de Leniência .................................................................................................................................................................................. 19 
Lei de Drogas – Lei 11.343/06 .................................................................................................................................................... 21 
Disposições Preliminares ......................................................................................................................................................................... 21 
Prevenção do Uso, Atenção e Reinserção Social de Usuários e Dependentes ................................................................................... 21 
Repressão à Produção não Autorizada e ao Tráfico Ilícito de Drogas ................................................................................................ 21 
Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613/98 ........................................................................................................................................ 26 
Introdução .................................................................................................................................................................................................. 26 
Disposições Processuais Especiais .......................................................................................................................................................... 27 
Conselho de Controle de Atividades Financeiras - Coaf ....................................................................................................................... 28 
Crimes de Abuso de Autoridade – Lei 13.869/19 ...................................................................................................................... 29 
Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 29 
Sujeito Ativo do Crime .............................................................................................................................................................................. 29 
Ação Penal ................................................................................................................................................................................................... 29 
Sanções, Condenação e Penas .................................................................................................................................................................. 30 
Condutas ..................................................................................................................................................................................................... 30 
Crimes Contra a Ordem Tributária – Lei 8.137/90 ................................................................................................................... 34 
Praticado por Particular ............................................................................................................................................................................ 34 
Praticados Por Funcionário Público – Crimes Próprios / funcionais ................................................................................................. 35 
Outros tópicos ............................................................................................................................................................................................ 35 
Jurisprudência ........................................................................................................................................................................................... 35 
Lei de Execução Penal (LEP) - Lei 7.210/84 ............................................................................................................................... 36 
Histórico de Cobrança ............................................................................................................................................................................... 36 
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Legislação Penal Extravagante 
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Do Objeto e da Aplicação da LEP ..............................................................................................................................................................em crime de abuso de autoridade e NÃO são automáticos, devendo 
ser declarados motivadamente na sentença. 
CO N DUT AS 
• Não há crime com pena de reclusão, apenas detenção (portanto, não há regime fechado) 
• Não há hipóteses de aumento de pena (qualificado) 
• Não há delação premiada 
• Só há penas de 1-4 anos ou 6m a 2 anos. Assim, é possível aplicação da transação penal, prevista na Lei 9099 
Infelizmente não há muito para onde fugir. São diversas condutas tipificadas. Minha sugestão é que você não tente 
decorá-las. Será um esforço imenso com um benefício não tão grande assim. Vez ou outra dê uma passada aqui e leia as 
condutas, mas sem se preocupar em excesso. 
 
 
 
SANÇÕES
PENAL
Penas
Privativas de liberdade
Na lei só há previsão de DETENÇÃO
Restritivas de Direitos - aplicadas 
autônoma ou cumulativamente:
1) Prestação de serviço
2) Suspensão do exercício do cargo, 
função ou mandato por 1-6 meses, com
perda dos vencimentos e vantagens
Efeitos da 
condenação
Obrigação de INDENIZAR. Juiz fixa na 
sentença valor mín, a requerimento do 
ofendido
INABILITAÇÃO para o exercício de 
cargo, mandato ou função pública, por 
1 a 5 anos
PERDA do cargo, do mandato ou da 
função pública 
CIVIL
ADM.
2 
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S
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PEN A DE 1 A 4 ANOS E MULTA 
Art. 9º Decretar medida de privação da liberdade em manifesta desconformidade com as hipóteses legais. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena a autoridade judiciária que, dentro de prazo razoável, deixar de: 
I - relaxar a prisão manifestamente ilegal; 
II - substituir a preventiva por cautelar diversa ou de conceder liberdade provisória, quando manifestamente cabível; 
III - deferir liminar ou ordem de habeas corpus, quando manifestamente cabível. 
Art. 10. Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida ou sem prévia intimação 
de comparecimento ao juízo. 
Art. 13. Constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua capacidade de resistência, a. 
I - exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública; 
II - submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não autorizado em lei; 
III - produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro. 
Art. 15. Constranger a depor, sob ameaça de prisão, pessoa que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, deva 
guardar segredo ou resguardar sigilo. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem prossegue com o interrogatório: 
I - de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio; ou 
II - de pessoa que tenha optado por ser assistida por advogado ou defensor público, sem a presença de seu patrono. 
Art. 19. Impedir ou retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à autoridade judiciária competente para a 
apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena o magistrado que, ciente do impedimento ou da demora, deixa de tomar as 
providências tendentes a saná-lo ou, não sendo competente para decidir sobre a prisão, deixa de enviar o pedido à autoridade 
judiciária que o seja. 
Art. 21. Manter presos de ambos os sexos na mesma cela ou espaço de confinamento. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem mantém, na mesma cela, criança ou adolescente na companhia de maior de 
idade ou em ambiente inadequado, observado o ECA. 
Art. 22. Invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, imóvel alheio ou suas 
dependências, ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determinação judicial ou fora das condições legais. 
§ 1º Incorre na mesma pena, na forma prevista no caput deste artigo, quem: 
I - coage alguém, mediante violência ou grave ameaça, a franquear-lhe o acesso a imóvel ou suas dependências; 
III - cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h ou antes das 5h. 
§ 2º Não haverá crime se o ingresso for para prestar socorro, ou quando houver fundados indícios que indiquem a 
necessidade do ingresso em razão de situação de flagrante delito ou de desastre. 
Art. 23. Inovar artificiosamente, no curso de diligência, de investigação ou de processo, o estado de lugar, de coisa ou de 
pessoa, com o fim de eximir-se de responsabilidade ou de responsabilizar criminalmente alguém ou agravar-lhe a 
responsabilidade. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem pratica a conduta com o intuito de: 
I - eximir-se de responsabilidade civil ou administrativa por excesso praticado no curso de diligência; 
II - omitir dados ou informações ou divulgar dados ou informações incompletos para desviar o curso da investigação, da 
diligência ou do processo. 
Art. 24. Constranger, sob violência ou grave ameaça, funcionário ou empregado de instituição hospitalar pública ou privada 
a admitir para tratamento pessoa cujo óbito já tenha ocorrido, com o fim de alterar local ou momento de crime, prejudicando 
sua apuração. Aplica-se também a pena correspondente à violência. 
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Art. 25. Proceder à obtenção de prova, em procedimento de investigação ou fiscalização, por meio manifestamente ilícito. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem faz uso de prova, em desfavor do investigado ou fiscalizado, com prévio 
conhecimento de sua ilicitude. 
Art. 28. Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade 
ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado. 
Art. 30. Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem 
sabe inocente. 
Art. 36. Decretar, em processo judicial, a indisponibilidade de ativos financeiros em quantia que extrapole exacerbadamente 
o valor estimado para a satisfação da dívida da parte e, ante a demonstração, pela parte, da excessividade da medida, deixar 
de corrigi-la. 
PEN A DE 6 ME SES A 2 AN OS E MULTA 
Art. 12. Deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem: 
I - deixa de comunicar, imediatamente, a execução de prisão temporária ou preventiva à autoridade judiciária que a decretou; 
II - deixa de comunicar, imediatamente, a prisão e o local onde se encontra à sua família ou à pessoa por ela indicada; 
III - deixa de entregar ao preso, no prazo de 24 horas, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão e os 
nomes do condutor e das testemunhas; 
IV - prolonga a execução de pena privativa de liberdade, de prisão temporária, de prisão preventiva, de medida de segurança 
ou de internação, deixando, sem motivo justo e excepcionalíssimo, de executar o alvará de soltura imediatamente após 
recebido ou de promover a soltura do preso quando esgotado o prazo judicial ou legal. 
Art. 16. Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso por ocasião de sua captura ou quando deva fazê-lo 
durante sua detenção ou prisão. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, como responsável por interrogatório em sede de procedimento 
investigatório de infração penal, deixa de identificar-se ao preso ou atribui a si mesmo falsa identidade, cargo ou função. 
Art. 18. Submeter o preso a interrogatório policial durante o período de repouso noturno, salvo se capturado em flagrante 
delito ou se ele, devidamente assistido, consentir em prestar declarações. 
Art. 20. Impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservadado preso com seu advogado. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem impede o preso, o réu solto ou o investigado de entrevistar-se pessoal e 
reservadamente com seu advogado ou defensor, por prazo razoável, antes de audiência judicial, e de sentar-se ao seu lado e 
com ele comunicar-se durante a audiência, salvo no curso de interrogatório ou no caso de audiência realizada por 
videoconferência. 
Art. 27. Requisitar instauração ou instaurar procedimento investigatório de infração penal ou administrativa, em desfavor 
de alguém, à falta de qualquer indício da prática de crime, de ilícito funcional ou de infração administrativa. 
Parágrafo único. Não há crime quando se tratar de sindicância ou investigação preliminar sumária, devidamente justificada. 
Art. 29. Prestar informação falsa sobre procedimento judicial, policial, fiscal ou administrativo com o fim de prejudicar 
interesse de investigado. 
Art. 31. Estender injustificadamente a investigação, procrastinando-a em prejuízo do investigado ou fiscalizado. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, inexistindo prazo para execução ou conclusão de procedimento, o estende 
de forma imotivada, procrastinando-o em prejuízo do investigado ou do fiscalizado. 
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Art. 32. Negar ao interessado, seu defensor ou advogado acesso aos autos de investigação preliminar, ao termo 
circunstanciado, ao inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou administrativa, 
assim como impedir a obtenção de cópias, ressalvado o acesso a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a 
realização de diligências futuras, cujo sigilo seja imprescindível. 
Art. 33. Exigir informação ou cumprimento de obrigação, inclusive o dever de fazer ou de não fazer, sem expresso amparo 
legal. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem se utiliza de cargo ou função pública ou invoca a condição de agente público 
para se eximir de obrigação legal ou para obter vantagem ou privilégio indevido. 
Art. 37. Demorar demasiada e injustificadamente no exame de processo de que tenha requerido vista em órgão colegiado, 
com o intuito de procrastinar seu andamento ou retardar o julgamento. 
Art. 38. Antecipar o responsável pelas investigações, por meio de comunicação, inclusive rede social, atribuição de culpa, 
antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – LEI 8.137/90 
PRATI CADO PO R PARTI CU LAR 
Art. 1º - SUPRIMIR ou REDUZIR tributo, CS e acessórios, 
mediante as seguintes condutas: 
Art. 2° Constitui crime da mesma natureza (ou seja, contra a 
ordem tributária): 
Omitir info., ou prestar DECLARAÇÃO FALSA; 
Fraudar a fiscalização; 
Falsificar OU Alterar nota, fatura e outros docs. 
Elaborar, Fornecer OU Utilizar doc. que saiba ou deva saber 
falso / inexato – dolo eventual; 
Negar OU Deixar de Fornecer, quando obrigatório, NF ou 
equivalente, ou fornecê-la em desacordo com a legislação. 
Deixar de Recolher, no prazo, tributo / CS, descontado ou 
cobrado – omissivo; 
Fazer declaração falsa OU Omitir rendas, bens ou fatos, 
PARA eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de 
tributo – dolo específico; 
Exigir, Pagar OU Receber, p/ si ou p/ o contribuinte 
beneficiário, qualquer % sobre a parcela dedutível ou 
deduzida de imposto ou de CS como incentivo fiscal; 
Deixar de Aplicar, OU Aplicar em Desacordo, incentivo 
fiscal ou parcelas de imposto liberadas por órgão ou entidade 
de desenvolvimento – omissivo 
Utilizar OU Divulgar programa de processamento de dados 
que permita ao sujeito passivo possuir info. contábil diversa 
daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda. 
RECLUSÃO de 5 a 2 anos + Multa (*) DETENÇÃO de 6 meses a 2 anos + Multa (*) 
Condutas DOLOSAS (dolo direto) Condutas DOLOSAS 
Trata-se de crimes MATERIAIS. 
STF (SV 24): NÃO se tipifica crime MATERIAL contra a 
ordem tributária, ANTES do lançamento definitivo do 
tributo. 
Sendo assim, torna-se indispensável o esgotamento da via 
administrativo-fiscal para consumação do delito 
Trata-se de crimes FORMAIS, pois independem de 
supressão ou redução, NÃO havendo necessidade de 
constituição definitiva do CT – DESPENCA 
(*) AGRAVAM a pena  
𝟏
𝟑
 𝑎 
𝟏
𝟐
 
▪ Grave dano à coletividade; 
▪ Cometido por servidor NO EXERCÍCIO; 
▪ Crime praticado (...) essenciais à vida ou à saúde. 
(*) Nos crimes em quadrilha ou co-autoria, o coautor ou partícipe que por CONFISSÃO ESPONTÂNEA revelar a trama 
terá a sua pena REDUZIDA de  
𝟏
𝟑
 𝑎 
𝟐
𝟑
 
Extinção da Punibilidade (CAI MUITO): STJ (HC 362.478/2017): o ADIMPLEMENTO do débito tributário, a QUALQUER tempo, 
até mesmo após o advento do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, é causa de extinção da punibilidade do 
acusado. 
Parcelamento: não há extinção da punibilidade, mas é SUSPENSA a pretensão punitiva. Durante o parcelamento NÃO 
CORRE o prazo prescricional CRIMINAL. 
Insignificância: STF / STJ: VMÍNIMO = R$ 20.000,00. 
 
 
 
 
 
 
 
STJ (REsp 1.849.120/20): para tributos federais, apenas 
débitos superiores a R$ 1 milhão. Para estaduais e 
municipais, cada ente definirá. 
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PRATI CADOS P OR FUN CION ÁRIO PÚ BLI CO – CRIM ES PRÓP RI OS / FU N CION AIS 
EXTRAVIAR livro, processo ou documento, de que tenha a guarda em razão da função; SONEGÁ-LO, 
ou INUTILIZÁ-LO, total ou parcialmente, acarretando pagamento indevido ou inexato de tributo 
MATERIAL 
EXIGIR, SOLICITAR ou RECEBER, para si ou 3º, ainda que fora da função ou antes de iniciar seu 
exercício, mas em razão dela, vantagem indevida; ou ACEITAR promessa de tal vantagem, PARA 
deixar de lançar ou cobrar tributo, ou cobrá-los parcialmente – dolo é específico (tem uma finalidade) 
FORMAL 
Reclusão de 3 a 8 
anos + Multa 
PATROCINAR interesse privado perante a administração fazendária, valendo-se da qualidade de 
servidor 
FORMAL 
Reclusão de 1 a 4 
anos + Multa 
▪ Todas as condutas acima são DOLOSAS. 
OUT ROS TÓP I COS 
Multas – Art. 1º, 2º e 3º 
Art. 8° MULTA: 10 a 360 dias-multa, fixado pelo juiz: variando de 14 a 200 BTN (Bônus do Tesouro Nacional) 
Art. 10. Caso o juiz, considerado o ganho ilícito e a situação econômica do réu, poderá 1/10 ou 10x. Cai! 
Ação Penal e Representação Fiscal (RFFP) 
A RFFP é encaminhada ao MP DEPOIS da decisão final, na esfera ADMINISTRATIVA, sobre exigência do CT. O STF entende que 
a ação penal é PÚBLICA e INCONDICIONADA (independe de representação ou requisição). 
Pessoas Jurídicas e responsabilização penal 
NÃO se admite responsabilização PENAL de PJ. O STF entende que responsabilização penal de PJ só ocorre no caso de crimes 
ambientais. 
JURIS PRU DÊ N CIA 
STF (RHC 163334/19): O contribuinte que, de forma contumaz E com dolo de apropriação, deixa de recolher o ICMS 
cobrado do adquirente da mercadoria ou serviço incide no tipo penal do art. 2º, II, da Lei nº 8.137/90. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI DE EXECUÇÃO PENAL (LEP) - LEI 7.210/84 
HIS TÓ RI CO DE COB RAN ÇA 
Fazendo uma análise dos últimos anos, fica muito claro quais assuntos da LEP devemos focar nossa atenção. O quadro abaixo 
resume bem como a lei “cai” em prova: 
ASSUNTO % COBRANÇA 
Do Objeto e da Aplicação da Lei de Execução Penal (arts. 1º a 4º) 1,4% 
Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60) 39,7% 
Dos Órgãos da Execução Penal (art. 61 a 81-B) 11,7% 
Dos Estabelecimentos Penais (art. 82 a 104) 4,9% 
1Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170) 37,4% 
Da Execução das Medidas de Segurança (arts. 171 a 179) 0,6% 
Dos Incidentes de Execução (arts. 180 a 193) 1,1% 
Do Procedimento Judicial (arts. 194 a 197) 2,9% 
Das Disposições Finais e Transitórias (arts. 198 a 204) 0,3% 
Tenha essa tabela em mente na hora de estudar. Lembre-se sempre do princípio 80/20 e foque naquilo que é de fato relevante! 
Com essa breve consideração inicial, vamos ao que interessa. 
1Esse tópico é muito cobrado em concursos para “autoridades”, como Juízes, Defensores e Promotores. Não é tão cobrado assim 
em cargos de nível executivo. 
DO O BJET O E DA AP LI CAÇÃO DA LEP 
Objetivo da Execução Penal: EFETIVAR as disposições de sentença / decisão criminal e PROPORCIONAR condições para a 
harmônica integração social do condenado e do internado. 
Princípio da Jurisdicionalidade: a jurisdição penal dos Juízes / TJs será exercida, no processo de execução, conforme LEP e CPP. 
STF (Súmula 192): Compete ao juízo das execuções penais do estado a execução das penas impostas a sentenciados 
pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos à administração estadual. 
DO CON DEN ADO E DO INT ERNADO 
CLAS SIFI CAÇÃO 
Critérios de 
classificação 
Antecedentes e personalidade, para orientar a individualização da execução penal 
Condenado em 
regime fechado 
Será submetido a exame criminológico para a obtenção dos elementos necessários a uma adequada 
classificação e com vistas à individualização da execução 
Quem faz a 
classificação 
Comissão Técnica (Diretor + 2 chefes de serviço + 1 psiquiatra + 1 psicólogo + 1 assistente social). Ela 
poderá: 
1. Entrevistar pessoas 
2. Requisitar, de repartições ou estabelecimentos privados, dados e informações do condenado 
3. Realizar outras diligências e exames necessários 
 ATENÇÃO Os condenados por crime doloso com violência de GRAVE contra pessoa, OU por qualquer crime hediondo (não 
se aplica aos crimes equiparados), serão submetidos, OBRIGATORIAMENTE, à identificação do perfil genético (DNA). 
• Deve haver garantia mínima de proteção dos dados genéticos 
• Se o preso não foi submetido à identificação na “entrada”, deve fazer durante o cumprimento da pena 
• É falta grave a recusa do condenado em submeter-se ao procedimento 
 
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ASSIS TÊN CI A AO P RESO E AO INT ERN ADO 
 
ASSIT ÊN CI A AO EG RESSO 
EGRESSO 
1. Liberado DEFINITIVO, pelo prazo de 1 ano da sua saída 
2. Liberado CONDICIONAL, durante o período de prova 
ASSISTÊNCIA 
Consiste na orientação e apoio para reintegrá-lo à vida em 
liberdade, bem como na concessão, se necessário, de 
alojamento e alimentação pelo prazo de 2 meses 
(prorrogável uma única vez). 
 
 
 
 
 
 
 
ASSISTÊNCIA
Dever do Estado e 
objetiva prevenir o 
crime e orientar o 
retorno à convivência.
Material Abrange: alimentação, vestuário e instalações higiênicas
Saúde
Caráter: preventivo e curativo
Atendimento: médico, famacêutico e odontológico 
Não havendo condições para assistência médica, ela poderá 
ser feita em outro local, com autorização do diretor
Jurídica
Destinatários: aqueles sem condições financeiras para 
constituir advogado.
Responsável: Defensoria Pública, dentro e fora dos 
estabelecimentos penais, de forma integral e gratuita.
Educacional
Abrange: 
- Ensino escolar (1º grau é OBRIGATÓRIO)
- Formação profissional (iniciação ou aperfeiçoamento)
PODE haver CONVÊNIO com instituições públicas ou 
privadas para a prestação do serviço.
Nos programas de educação da U, E, DF e M deve haver 
previsão de EAD aos presos e internados.
Social
Finalidade: amparar o preso e o internado e prepará-los para 
o retorno à liberdade
Religiosa
Prestada aos presos e internados, prevê a liberdade de 
culto e a posse de livros de instrução religiosa.
Nos estabelecimentos haverá local apropriado para o culto, 
sendo que NENHUM preso ou internado será obrigado a 
participar 
DESPENCA EM PROVA 
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TRAB ALHO 
 
DESPENCA 
• Regime: NÃO ESTÁ sujeito ao regime da CLT 
• Remuneração: NÃO PODE ser inferior a ¾ do salário mínimo 
• Tarefas como Serviço à Comunidade: NÃO SÃO remuneradas 
 
TRABALHO INTERNO 
Jornada: não inferior a 6h nem superior a 8h, com 
descanso aos domingos e feriados. 
Condenado à pena privativa: está OBRIGADO ao 
trabalho 
Condenado por crime político: NÃO está obrigado ao 
trabalho 
Preso provisório: NÃO está obrigado e só pode trabalhar 
no interior do estabelecimento. 
 
 
TRABALHO EXTERNO 
O trabalho externo deve ser AUTORIZADO pela direção e 
depende de aptidão, disciplina e responsabilidade, além do 
cumprimento MÍNIMO de 1/6 da pena. 
STJ (Súmula 40): Para obtenção dos benefícios de saída 
temporária e trabalho externo, considera-se o tempo de 
cumprimento da pena no regime fechado. 
 Presos em Regime Fechado (DESPENCA): SOMENTE em 
serviço ou obras públicas realizadas por órgãos da ADMD ou 
ADMI, ou entidades privadas, desde que tomadas as cautelas 
contra a fuga e em favor da disciplina. 
• Limite de presos na obra: 10% do total de empregados 
• Prestação à entidade privada: preso deve consentir 
DIS CIP LIN A 
 CUIDADO Para fins de prova, este é um dos tópicos mais importantes de toda a LEP. Quero que você dê MUITO foco a todos 
os detalhes. Tudo que estiver aqui, leia e releia, pois há uma chance enorme de cair na sua prova. 
FALT AS DI S CIP LIN ARES 
 
 
 
FALTAS 
DISCIPLINARES
GRAVES
Provocar acidente de trabalho
FUGIR
Possuir, indevidamente, instrumento capaz
de ofender a integridade física de outrem
Incitar ou participar de movimento para
subverter a ordem ou a disciplina
Descumprir, no regime ABERTO, as
condições impostas
Inobservar obediência ao servidor e
respeito e urbanidade com os demais
Possuir, utilizar ou fornecer aparelho
telefônico, de rádio ou similar
Recusar submeter-se ao procedimento de
identificação do perfil genético
MÉDIAS
LEVES
Tentativa: é punida
com a mesma sanção à
falta consumada
Legislação LOCAL especifica as faltas 
leves e médias e respectivas sanções 
1 
Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321
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Legislação Penal Extravagante 
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1 
STJ (Súmula 441): A falta grave não interrompe o prazo para obtenção de livramento condicional. 
STJ (Súmula 526): O reconhecimento de falta grave decorrente do cometimento de fato definido como crime 
doloso no cumprimento da pena prescinde do trânsito em julgado de sentença penal condenatória no processo 
penal instaurado para apuração do fato. 
STJ (Súmula 534): A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de 
cumprimento de pena, o qual se reiniciaa partir do cometimento dessa infração. 
STJ (Súmula 535): a prática de falta grave não interrompe o prazo para fim de comutação de pena ou indulto. 
REGI ME DIS CI PLI NAR DI FE RE N CIADO – RDD 
O RDD não é uma espécie de cumprimento de pena, mas sim uma sanção disciplinar (a mais gravosa). 
Hipótese 
1. Crime DOLOSO (falta grave) E subversão da ordem e disciplina internas 
2. ALTO risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade 
3. Fundadas suspeitas de envolvimento ou participação, a qualquer título, em organização criminosa, 
associação criminosa ou milícia privada, independentemente da prática de falta grave 
Sujeitos Preso PROVISÓRIO ou CONDENADO, nacional ou estrangeiro 
Duração Até 2 anos, sem prejuízo de repetição por nova falta grave da mesma espécie 
Recolhim. Cela INDIVIDUAL 
Banho de sol 2h/dia, em grupos de até 4 pessoas, sem que haja contato com presos do mesmo grupo criminoso 
Entrevistas Sempre monitoradas, exceto com defensor, SEM contato físico, exceto por autorização judicial 
Correspond. Terão seus conteúdos fiscalizados 
Audiências Preferencialmente por videoconferência, com participação do defensor no mesmo ambiente do preso 
Visitas 
Quinzenais, por 2h, de 2 pessoas por vez (familiar ou 3º autorizado judicialmente), SEM contato físico 
• Visita será gravada em sistema de áudio ou de áudio e vídeo 
• Visita pode ser fiscalizada por agente penitenciário, se autorizado judicialmente 
SAN ÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 VEDADO o uso de cela escura 
 VEDADAS as sanções coletivas 
 
 
SANÇÕES 
DISCIPLINARES
Advertência 
Verbal
Repreensão
Suspensão ou
restrição de direitos 
(até 30 dias)
Isolamento, sempre 
comunicado ao Juiz
(até 30 dias)
Inclusão 
no RDD
Aplicadas por ato 
motivado do 
diretor 
1) Diretor faz 
requerimento ao juiz 
2) JUIZ AUTORIZA, 
ouvido MP e a defesa 
3) Diretor aplica 
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PRO CE DI MEN TO DI S CI PLI NAR 
STJ (Súmula 533): Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar no âmbito da execução penal, é imprescindível a 
instauração de procedimento administrativo pelo diretor do estabelecimento prisional, assegurado o direito de defesa, a ser 
realizado por advogado constituído ou defensor público nomeado. 
 MUITO CUIDADO Para preservar a “lisura” da apuração, é possível determinar o isolamento preventivo e a inclusão no 
RDD. Nesses dois casos NÃO HÁ SANÇÃO, mas apenas um procedimento PREVENTIVO! 
• Isolamento Preventivo: até 10 dias 
• Inclusão no RDD: depende de despacho do juiz 
EST ABE LE CIM ENT O S PE NAIS 
 
 
1 
A mulher e o maior de 60 anos são recolhidos a estabelecimento próprio. 
1. Pode ser no mesmo conjunto arquitetônico (mesmo “complexo”), desde que devidamente isolados 
2. Os destinados às mulheres devem ter berçário para crianças de até, no mínimo, 6 meses de idade 
Preso provisório e o condenado ficarão SEPARADOS. Critérios para separação: 
PROVISÓRIO 
1) Acusados de crimes hediondos ou equiparados 
2) Acusados de crimes com violência ou grave ameaça 
3) Demais crimes e contravenções 
 
CONDENADO 
1) Condenados por crimes hediondos ou equiparados 
2) Reincidentes crimes c/ violência ou grave ameaça 
3) Primários crimes c/ violência ou grave ameaça 
4) Demais crimes e contravenções 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTABELECIMENTOS PENAIS
Penitenciária
Regime
FECHADO
pena sup 8 anos
Colônia Agrícola 
Ind. ou similar
Regime 
SEMI-ABERTO
sup 4 | inf 8 anos
Casa de 
Albergado
Regime 
ABERTO
pena inf 4 anos
Cadeia Pública
Presos 
PROVISÓRIOS
Hospital de 
Custódia / 
Psiquiátrico
Destina-se aos 
inimputáveis e 
semi-imputáveis
Centro de 
Observação
Realiza exames 
gerais e 
criminológicos 
(p/ classificação)
1 
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ÓRG ÃOS DA EX E CU ÇÃO PE NAL 
 OBSERVAÇÃO Tópico extremamente decoreba. Infelizmente não há muito o que fazer. Representa em torno de 12% das 
questões de LEP. Minha sugestão: apesar de identificar os itens mais cobrados (que estarão aqui), vez ou outra faça a leitura da 
lei seca (art. 61 a 81-B), pois é a literalidade que cai na prova. 
 
 
 
 
 
ÓRGÃOS DA 
EXECUÇÃO 
PENAL
Conselho 
Nacional de 
Política Criminal 
e Penitenciária
Tem sede em Brasília e está subordinado ao Min. Justiça. As
duas atribuições mais cobradas são:
1) estimular e promover a pesquisa criminológica
2) estabelecer critérios p/ elaboração da estatística criminal
Juízo da Execução
STF (Súmula 611): Transitada em julgado a sentença
condenatória, compete ao juízo das execuções a aplicação de
lei mais benigna.
STJ (Súmula 192): Compete ao Juízo das Execuções do Estado
a execução das penas impostas a sentenciados pela Justiça
Federal, Militar ou Eleitoral, quando recolhidos a
estabelecimentos sujeitos a Administração Estadual.
Ministério 
Público
FISCALIZARÁ a execução da pena e da medida de segurança,
oficiando no processo executivo e nos incidentes da execução.
Conselho 
Penitenciário
É órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena. Duas
atribuições despencam em prova:
1) Emitir parecer sobre indulto e comutação de pena, exceto
pedido de indulto com base no estado de saúde do preso
2) Supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos
egressos.
Departamentos 
Penitenciário
Diretor do Estabelecimento
1) Formação: Direito, psicologia, ciências sociais, pedagogia ou
serviços sociais
2) Deve possuir experiência administrativa na área
3) Idoneidade moral e reconhecida aptidão para a função
Patronato
Público ou particular destina-se a prestar assistência aos
albergados e aos egressos.
Conselho da 
Comunidade
Incumbência mais cobrada: visitar, pelo menos mensalmente,
os estabelecimentos penais existentes na comarca, PODENDO
entrevistar presos.
Defensoria 
Pública
Já cobradas em prova:
1) Requerer a emissão anual do atestado de pena a cumprir
2) Visitar os estabelecimentos penais
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EXE CU ÇÃO DAS PEN AS EM ES PÉ CI E 
Como esse tópico se divide e como ele é cobrado em prova? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E
X
E
C
U
Ç
Ã
O
 
D
A
S
 P
E
N
A
S
Penas Privativas 
de Liberdade
Disposições 
Gerais
Regimes
Autorização 
de Saída
Permissão de Saída
Saída Temporária
Remição
Livramento 
Condicional
Monitoração
Eletrônica
Penas Restritivas 
de Direitos
Disposições 
Gerais
Prestação de Serviços 
à Comunidade
Limitação de 
Fim de Semana
Interdição Temporária 
de Direitos
Suspensão 
Condicional
Multa
! 
! 
! 
! 
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PEN AS PRIV ATIV AS DE LIBE RDADE 
REGI ME S 
Progr ess ão – Arti go total mente modificado p el o pacote Anti crime 
A pena será progressiva, com a transferência para regime MENOS rigoroso (determinada pelo juiz), quando preso tiver 
cumprido ao menos: 
CUMPRIU HIPÓTESE 
16% Se primário e o crime tiver sido cometido SEM violência à pessoa ou grave ameaça 
20% Se reincidente em crime cometido SEM violência à pessoa ou grave ameaça 
25% Se primário e o crime tiver sido cometido COM violênciaà pessoa ou grave ameaça 
30% Se reincidente em crime cometido COM violência à pessoa ou grave ameaça 
40% Se primário condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado1 
50% 
Se primário de crime hediondo ou equiparado1, com resultado morte, vedado o livramento condicional 
Se prática do crime de constituição de milícia privada 
Se comando, individual ou coletivo, de ORCRIM estruturada p/ a prática de crime hediondo ou equiparado1 
60% Se reincidente na prática de crime hediondo ou equiparado1 
70% Se reincidente em crime hediondo ou equiparado1 COM resultado morte, vedado o livramento condicional 
1NÃO se considera hediondo ou equiparado, para os fins deste artigo, o crime de tráfico de drogas. 
STJ (Súmula 491): É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime prisional. 
STJ (Súmula 534): A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de cumprimento 
de pena, o qual se reinicia a partir do cometimento dessa infração. 
STF (Súmula 717): Não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em sentença não transitada em 
julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão especial. 
Regi me Aber to 
O Juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto, sem prejuízo das seguintes condições gerais 
e obrigatórias: 
1. Permanecer no local que for designado, durante o repouso e nos dias de folga; 
2. Sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados; 
3. Não se ausentar da cidade onde reside, sem autorização judicial; 
4. Comparecer a Juízo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado. 
STJ (Súmula 493): É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao regime aberto. 
Prisão Domiciliar: aplica-se ao apenado em regime aberto quando condenado(a): 
Maior de 
70 anos 
Doença 
Grave 
Filho menor ou deficiente 
físico ou mental (mulheres) 
Gestante 
Regr ess ão 
A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes 
mais rigorosos, quando o condenado: 
• Praticar fato definido como crime DOLOSO ou FALTA GRAVE 
• Sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena em execução, torne incabível o regime. 
 
 
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AUT ORIZ AÇÕES DE SAÍ DA 
PERMISSÃO DE SAÍDA 
Aplica-se: condenados em regime fechado ou semiaberto, 
ou presos provisórios. 
Hipóteses: 
1. Tratamento médico (próprio preso) 
2. Falecimento ou doença grave de irmão, cônjuge, 
ascendente ou descendente 
Como: por autorização do DIRETOR 
Forma: mediante ESCOLTA 
Duração: tempo necessário à finalidade da saída 
 
SAÍDA TEMPORÁRIA 
Aplica-se: condenados em regime semiaberto 
Pacote Anticrime: não se aplica a condenado por 
crime hediondo com resultado morte. 
Hipóteses: 
1. VISITA à família 
2. Frequência em supletivo profissionalizante, bem 
como instrução do 2º grau ou superior (ESTUDO) 
3. Participação em atividades que concorram p/ o 
retorno ao convívio social 
Como: ato motivado do JUIZ DA EXECUÇÃO ouvidos MP e 
adm. Penitenciária + requisitos: 
• Comportamento adequado 
• Cumprimento mín. de 1/6 da pena se primário 
• Cumprimento mín. de 1/4 da pena se reincidente 
• Compatibilidade do benefício c/ objetivos da pena 
Forma: SEM vigilância 
Pacote Anticrime: ausência de vigilância não 
impede monitoração eletrônica. 
Duração: até 7 dias, renovável 4x durante o ano 
RE MI ÇÃO 
APLICAÇÃO 
Ao condenado em regime fechado ou semiaberto, a remição se dá por trabalho ou estudo: 
• Trabalho: reduz 1 dia de pena p/ cada 3 de trabalho 
• Estudo (inclusive EAD): reduz1 dia de pena p/ cada 12h de estudo (divididos em mín. 3 dias) 
STJ (Súmula 562): É possível a remição de parte do tempo de execução da pena quando o 
condenado, em regime fechado ou semiaberto, desempenha atividade laborativa, ainda que 
extramuros. 
Atenção 1: É pegadinha de prova falar em regime aberto. Neste caso, a remição só é possível por estudo! 
Atenção 2: Preso impossibilitado de trabalhar ou estudar por acidente CONTINUARÁ se beneficiando 
com a remição. 
REVOGAÇÃO 
(despenca) 
Em caso de FALTA GRAVE, o JUIZ poderá revogar ATÉ 1/3 do tempo remido, recomeçando a 
contagem a partir da data da infração disciplinar. 
LIV RAME NTO CON DICI ON AL 
É benefício concedido a um apenado que permite o cumprimento da punição em liberdade até a extinção da pena. O condenado, 
no entanto, precisa preencher algumas condições. Cai muito pouco em prova, mas tenha em mente as seguintes súmulas: 
STJ (Súmula 441): A falta grave NÃO INTERROMPE o prazo para obtenção de livramento condicional. 
STJ (Súmula 617): A ausência de suspensão ou revogação do livramento condicional antes do término do período de 
prova enseja a extinção da punibilidade pelo integral cumprimento da pena. 
 
 
 
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MONI TO RAÇÃO E LE TRÔN I CA 
 
 
1 
A violação dos deveres poderá acarretar, a critério do juiz da execução, ouvidos MP e defesa 
1. Regressão do regime 
2. Revogação da autorização de saída temporária 
3. Revogação da prisão domiciliar 
4. Advertência, por escrito, quando juiz da execução decida não aplicar alguma das medidas acima 
PRO CE DI MEN TO J U DI CI AL 
[Muito Cobrado] Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de AGRAVO1, sem efeito suspensivo. 
STF (Súmula 604): O MS não se presta para atribuir efeito suspensivo a recurso criminal interposto pelo MP. 
STF (Súmula 700): É de CINCO dias o prazo para interposição de agravo contra decisão do juiz da execução penal. 
1Agravo é o recurso que se pode interpor contra uma decisão tomada dita interlocutória, isto é, uma decisão que não põe fim ao 
processo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hipóteses
(Juiz determina)
Saída temporária no 
semiaberto
Prisão domiciliar
Deveres do
Condenado
Receber visita de servidor, 
responder seus contatos e 
cumprir orientações
Não remover, violar, 
modificar ou danificar o 
dispositivo 
Revogação da 
monitoração
Quando se tornar desnecessária 
ou inadequada
Acusado ou condenado violar os 
deveres OU cometer falta grave
1 
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PRISÃO TEMPORÁRIA – LEI 7.960/89 
Trata-se de uma medida de natureza CAUTELAR, ou seja, não tem o objetivo de punir. Ela visa assegurar o bom andamento 
das investigações, por isso só pode ser decretada durante o INQUÉRITO POLICIAL e por TEMPO DETERMINADO. 
RE QUISI TOS 
 
PRO CE DI MEN TO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Requisitos
Imprescindível para as investigações 
do IP
Indiciado sem residência fixa ou 
houver dúvidas quanto sua identidade
Fundadas razões de autoria ou 
participação em...
1. Homicídio DOLOSO
2. Sequestro ou cárcere privado
3. Roubo
4. Extorsão
5. Extorsão mediante sequestro
6. Estupro / Atentado violento ao pudor
9. Epidemia com resultado de morte
10. Quadrilha ou bando
11. Genocídio
12. Tráfico de drogas
13. Crimes contra o Sistema Financeiro
14. Crimes na Lei de Terrorismo
15. Envenenamento qualificado pela morte
OU 
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INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – LEI 9.296/96 
CO MU NI CAÇÕES TE LE FÔN I CAS , T ELEM ÁTI CAS E IN FO RM ÁTICAS 
 
 
 
QUEM PODE REQUERER? 
✓ De ofício pelo juiz 
✓ Autoridade policial (delegado) 
✓ Ministério Público 
 
Quando NÃO cabe a interceptação? 
 Falta de indícios razoáveis de autoria / participação 
 Prova PODE ser obtida por outro meio 
 Fato investigado punido com pena no máximo detenção 
Quanto tempo após pedido o juiz deve decidir? Em até 24h. 
Pedido pode ser feito VERBALMENTE? SIM, excepcionalmente. 
Qual o prazo de uma interceptação? Até 15 dias renovável por +15 dias (texto da lei). Porém, segundo o STF (HC 106225), essa 
prorrogação pode ser feita por sucessivas vezes. 
É possível o uso da interceptação como “prova emprestada”? SIM, desde que haja conexão entre os fatos é possível o uso da 
interceptação oriunda de outro processo a fim de apurar infrações criminais e até mesmo ilícitos administrativos. 
Há necessidade de transcrever todo o conteúdo gravado? NÃO, apenas das partes essenciais à investigação. Por outro lado é sim 
necessária a disponibilização da integralidade do conteúdo (CDs, pen drives, etc.) à defesa. 
Interceptação sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei é crime? SIM. Reclusão de 2- 4 anos + multa. O juiz 
que determina a interceptação com objetivo não autorizado em lei incorre na mesma pena. 
STJ (HC 511.484/2019): É ILÍCITA a prova obtida mediante conduta da autoridade policial que atende, sem 
autorização, o telefone móvel do acusado e se passa pela pessoa sob investigação. 
E se a gravação não interessa à prova? Ela deverá ser inutilizada por decisão judicial, por requerimento do MP ou parte 
interessada. A inutilização será assistida pelo MP sendo FACULTADA a presença do acusado / representante legal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TIPOS
Interceptação
Captação de conversa por terceiros 
sem que interlocutores saibam
Escuta 
Um dos interlocutores SABE que 
TERCEIRO está captando conversa
Gravação Clandestina
Um dos interlocutores grava 
(sem participação de teceiros)
Prova LÍCITA 
Ordem 
Judicial 
Se juiz incompetente, 
prova ILÍCITA 
SEGREDO DE JUSTIÇA 
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CAPT AÇÃO A MBI EN TAL DE SIN AIS ELET RO MAG NÉTI COS, Ó P TICOS OU ACÚS TI CO S 
O “Pacote Anticrime” trouxe (finalmente) a regulação da captação ambiental, antes prevista apenas na Lei das Organizações 
Criminosas. Agora, ela possui regras próprias, aplicando-se as regras da interceptação telefônica subsidiariamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Captação 
Ambiental
Quem pode requerer?
- Autoridade policial (delegado)
- Ministério Público
Cuidado! Não pode ser feita de ofício pelo juiz!
Requerimento deve descrever 
local e forma de instalação do 
dispositivo de captação
Prazo: captação tem prazo de 
15 dias, renovável por iguais 
períodos - se indispensável e
ação criminosa permanente, 
habitual ou continuada
Quais os requisitos?
1) NÃO há outro meio disponível e eficaz de prova
2) A infração criminal ou infração conexa deve ter 
pena máxima superior a 4 anos
Novidade da Lei de Abuso de Autoridade
CRIME realizar a captação SEM autorização 
judicial, quando exigida.
Pena: 2-4 anos + Multa
Pena em dobro se funcionário público descumpre 
o sigilo ou releva o conteúdo das gravações.
"Gravação Cladestina"
NÃO há crime a captação feita 
por um dos interlocutores
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Legislação Penal Extravagante 
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JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS - LEI 9.099/95 
DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S 
 A Lei 9.099/95 não se aplica no âmbito da Justiça Militar 
Critérios | Princípios 
S O C E I 
Simplicidade Oralidade Celeridade 
Economia 
Processual 
Informalidade 
 
Juizado Especial Criminal: provido por juízes togados ou togados e leigos, tem competência para a conciliação, o julgamento 
e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo (IMPO), respeitadas as regras de conexão e continência. 
1) Aplicadas as regras de conexão e continência observar-se-ão a transação penal e a composição dos danos civis; 
2) IMPO contravenções e crimes com PENA MÁXIMA não superior a 2 anos, cumulada ou não com multa. 
STJ (HC 314.854/15): [...] deve ser levado em conta o somatório das penas máximas cominadas aos delitos no caso de concurso 
material de crimes, caso em que, ultrapassado o limite de 2 anos, encaminha-se o feito para a Justiça Comum. 
CO MP ET ÊN CI A E DO S AT OS PRO CESS UAI S 
Despenca! A competência do Juizado será determinada pelo LUGAR em que foi praticada a infração penal. 
1) São públicos e poderão realizar-se em horário noturno e em qualquer dia da semana 
2) Registro escrito exclusivamente os atos havidos por essenciais 
3) Atos em audiência de instrução e julgamento poderão ser gravados em fita magnética 
4) A prática de atos em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio hábil de comunicação 
PRO CE DI MEN TO S U MARÍSSI MO 
 
Objetivando, sempre que possível: 
• Reparação dos danos 
• Aplicação de pena não 
privativa de liberdade 
ATOS PROCESSUAIS 
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1 
 
A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará Termo Circunstanciado (não 
há inquérito policial) e o encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, 
providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. 
Ao autor que, após a lavratura do termo, for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o 
compromisso de a ele comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança. 
Em caso de violência doméstica, o juiz PODERÁ determinar, como medida de cautela, seu 
afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a vítima. 
 
2 
Comp osição de Danos Ci vis (concili ação) 
1) Composição gera aceitação da proposta de aplicação imediata de pena NÃO privativa de liberdade 
2) Conciliação conduzida por juiz ou conciliador (auxiliar da Justiça, preferencialmente bacharel em Direito) 
3) Composição é reduzida a ESCRITO e homologada pelo juiz por sentença IRRECORRÍVEL 
4) A composição tem eficácia de título a ser executado no juízo civil competente 
5) AP privada ou pública condicionada: acordo acarreta RENÚNCIA ao direito de queixa ou representação 
6) E se não houver composição? É dada imediatamente ao ofendido a oportunidade de representar verbalmente. 
Contudo, a não representação não implica decadência, que ainda poderá ser exercida no prazo legal. 
Transação P enal [ Despenca ] 
 
Qual a lógica da transação penal? É uma forma de “desburocratização” tornando a justiça mais célere. 
Assim, na AP pública incondicionada ou havendo representação, o MP poderá oferecer uma 
pena alternativa imediata (restritiva de direitos ou multa). 
 
Aceita a proposta pelo autor e seu defensor, ela será submetida à apreciação do Juiz. Se a proposta 
de multa for a única aplicável, Juiz pode reduzi-la até a metade. 
 Juiz acolhe a proposta do MP 
Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa, que não importará em reincidência, sendo 
registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de 5 anos. 
o Da sentença cabe APELAÇÃO1 
o Asanção NÃO constará de certidão de antecedentes 
o A imposição de sanção NÃO tem efeitos civis (ação cabível deve ser proposta no juízo cível) 
STF (Súmula Vinculante 35): A homologação da transação penal NÃO FAZ coisa julgada 
material e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao 
MP a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia ou requisição de 
inquérito policial. 
 
NÃO SE ADMITIRÁ A PROPOSTA SE FICAR COMPROVADO 
 Agente beneficiado anteriormente, no prazo de 5 anos, por pena restritiva ou multa 
 Agente condenado criminalmente à pena privativa de liberdade, por sentença definitiva 
 NÃO indicarem os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os 
motivos e as circunstâncias, ser necessária e suficiente à medida (CRITÉRIO SUBJETIVO) 
STJ (Súmula 536): A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam 
na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. 
 
3 
Tanto a DENÚNCIA quanto a QUEIXA podem ser feitas ORALMENTE. Ela será reduzida a termo, e o acusado receberá 
uma cópia, que assim será considerado citado e cientificado da data para audiência de instrução e julgamento. 
• Se acusado não estiver presente, será CITADO conforme “quadro 4”, abaixo. 
• Se ofendido e responsável civil não estiverem presentes, eles serão INTIMADOS conforme “quadro 4”, abaixo. 
• Da rejeição da denúncia ou queixa cabe APELAÇÃO1 
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4 
CITAÇÃO 
 PESSOAL (nunca por edital!) 
 Feita no próprio juizado ou por mandado 
Acusado não encontrado? Juiz encaminha peças para 
Juízo comum para adoção do procedimento legal 
INTIMAÇÃO 
 Feita por correspondência com AR 
 Sendo necessário, por Oficial de Justiça 
 Ou ainda, por qualquer meio idôneo de comunicação 
Dos atos praticados em audiência considerar-se-ão 
desde logo cientes as partes, interessados e defensores. 
 
5 
Art. 80. Nenhum ato será adiado, determinando o Juiz, quando imprescindível, a condução coercitiva de quem deva 
comparecer [Cuidado!] 
A condução coercitiva foi declarada inconstitucional (não recepcionada pela CF/88) pelo STF nas ADPFs 395 e 
444. Um trecho do acórdão: “[...] incompatibilidade com a CF da condução coercitiva de investigados ou de réus 
para interrogatório, tendo em vista que o imputado não é legalmente obrigado a participar do ato”. 
6 
CONDIÇÕES PARA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO 
1) Pena mínima igual ou INFERIOR a 1 ano 
2) Prazo de suspensão 2 a 4 anos 
3) Acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime 
4) Requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77, do CP) 
EFEITOS DA SUSPENSÃO 
• Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão 
• Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a punibilidade 
JURISPRUDÊNCIAS COBRADAS 
STJ (Súmula 536): A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na hipótese de 
delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. 
STF (Súmula 723): Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a soma da pena 
mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano. 
STF (Súmula 696): Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, mas se 
recusando o promotor de justiça a propô-la, o juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-Geral, 
aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de Processo Penal. 
7 
Sentença: é dispensado o relatório e mencionará os elementos de convicção do Juiz. 
• Da sentença (condenatório / absolutória) cabe APELAÇÃO1 
• Havendo obscuridade, contradição ou omissão na decisão cabe EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 
1 AP ELAÇÃO 
10 dias 
Para interpor o recurso 
Para recorrido responder 
 Julgamento 
• Turma composta de 3 Juízes do 1º grau 
• Partes intimadas da sessão de julgamento pela imprensa 
• Se sentença confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula servirá de acórdão 
JURIS PRU DÊ N CIAS 
STJ (Súmula 203): NÃO CABE Recurso Especial (REsp) contra decisão proferida por órgão de segundo grau (acórdão) 
dos Juizados Especiais. 
STF (Súmula 640): É CABÍVEL Recurso Extraordinário (RE) contra decisão proferida por juiz de primeiro grau nas causas 
de alçada, ou por turma recursal de juizado especial cível e criminal. 
STJ (Súmula 376): Compete a turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial. 
 
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EXE CU ÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PENA
MULTA
(exclusivamente)
Pagamento na Secretaria do Juizado. Efetuado, o
Juiz declara extinta punibilidade, determinando
que não conste dos registros criminais
Privativas de liberdade e restritivas 
de direitos, ou de multa cumulada 
Processada perante órgão competente
Não efetuado pagamento, 
converte-se em... 
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LEI 7.102/83 – SEGURANÇA DE ESTABELECIMENTOS FINANCEIROS 
EST ABE LE CIM ENT O S FI NAN CEI ROS 
VEDADO o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro onde haja guarda de valores ou movimentação de 
numerário, que não possua sistema de segurança com parecer favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça. 
O estabelecimento financeiro que INFRINGIR disposição da lei desta lei ficará sujeito às seguintes penalidades: 
• Advertência 
• Multa, de 1.000 a 20.000 Ufirs 
• Interdição do estabelecimento 
SISTE MA DE SEGU RAN ÇA 
 
EQUI P AM ENTO INU TILIZ ADO R DE CÉ DU LAS [N OVI DADE 201 8] 
 
Todas as instituições autorizadas a funcionar pelo Bacen, que coloquem à disposição caixas 
eletrônicos, são OBRIGADAS a instalar o inutilizador de cédulas em caso de arrombamento, 
movimento brusco ou alta temperatura. 
Exemplos de tecnologias para inutilizar cédulas: 
• Tinta especial colorida 
• Pó químico 
• Ácidos insolventes 
• Pirotecnia (não pode colocar em risco usuários e funcionários que utilizam os caixas) 
É obrigatória a instalação de placa de alerta, que deverá ser afixada de forma visível no caixa 
eletrônico, bem como na entrada da instituição bancária que possua caixa eletrônico em seu interior, 
informando a existência do referido dispositivo e seu funcionamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O sistema de segurança inclui
Pessoas 
preparadas
(VIGILANTES)
ALARME, capaz de se comunicar com a 
polícia, empresa de vigilância ou outro 
estabelecimento da mesma instituição
Pelo menos mais 
um dos seguintes 
dispositivos
Equipamentos elétricos, 
eletrônicos e de filmagens 
que permitam a 
identificação
Artefatos que retardem a 
ação dos criminosos
Cabina blindada com 
permanência ininterrupta 
de vigilante durante o 
expediente
Na aplicação leva-se em conta a gravidade, a 
reincidência e a condição econômica do infrator. 
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VIGILÂN CI A 
CO MP ET ÊN CI A 
A vigilância ostensiva e o transporte de valoresserão executados: 
1. Nos estabelecimentos financeiros estaduais a vigilância pode ser desempenhada pela PM, a critério do Governador 
2. Empresa especializada contratada 
3. Pelo próprio estabelecimento financeiro, com pessoal próprio aprovado no curso de formação e cujo sistema de 
segurança tenha parecer favorável à sua aprovação emitido pelo Min. da Justiça. 
TRANSP ORTE DE N U ME RÁRIO 
 
 
 
EM PRESA DE VIGI LÂNCI A 
Atividades consideradas como segurança privada: 
1. Vigilância patrimonial de instituições financeiras e outros estabelecimentos (públicos ou privados) 
2. Segurança de pessoas físicas 
3. Transporte de valores 
4. Garantir transporte de qualquer outro tipo de carga ( = escolta) 
Sobre as empresas 
A propriedade e a administração das empresas especializadas são VEDADAS a estrangeiros. 
Condições essenciais de funcionamento: 
 1. Autorização concedida pelo Min. da Justiça ou por convênio com as SSP 
 2. Comunicação à SSP do respectivo Estado / DF 
VIGILANT E 
Requisitos 
• Brasileiro 
• Mínimo 21 anos 
• Instrução mínima até a quarta série 
• Ser aprovado no curso de formação 
• Ser aprovado no exame físico, mental e psicotécnico 
• Estar quite com obrigações eleitorais e militares 
• Registro na Polícia Federal 
• Sem antecedentes criminais – STJ, REsp 1597088/2017: a existência de processo em andamento 
não pode ser considerada antecedente criminal. 
 
7.000 Ufir 20.000 Ufir
Pode ser em veículo comum com 
a presença de DOIS vigilantes
Obrigatoriamente feito em 
veículo especial ( = carro forte)
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MINIST É RIO DA J US TIÇA 
Competências exclusivas do Ministério da Justiça: 
1. Aplicar as penalidades previstas aos estabelecimentos financeiras 
2. Encaminhar parecer quanto ao cumprimento da lei, pelo estabelecimento, à autoridade que autorizam o funcionamento 
3. Fixar o currículo dos cursos de formação de vigilantes 
4. Conceder AUTORIZAÇÃO para o funcionamento 
a. Empresas de serviços de vigilância 
b. Empresas de transporte de valores 
c. Dos cursos de formação de vigilantes 
 
Competências que podem ser objeto de convênio com as SSP dos estados e do DF: 
1. Fiscalizar os estabelecimentos financeiras 
2. FISCALIZAR as empresas de vigilância, transporte de valores e cursos 
3. Aplicar penalidades às empresas de vigilância, transporte de valores e cursos 
4. Rever ANUALMENTE a autorização de funcionamento das empresas de vigilância, transporte de valores e cursos 
5. Aprovar uniforme 
6. Fixar número de vigilantes 
7. Fixar natureza e quantidade de armas 
8. Autorizar aquisição e posse de armas e munições 
9. Fiscalizar e controlar o armamento e munição 
 
 
 
 
 
 
 
Ao vigilante é 
assegurado
Uniforme
A empresa deve fornecer
Uso do uniforme SOMENTE em efetivo serviço
PORTE de armas
Armas de propriedade e responsabilidade das empresas
especializadas ou dos estabelecimentos financeiros
Porte SOMENTE em serviço.
- Cassetete de madeira ou borracha
- Revólver 32 ou 38
- Transporte de valores: espingardas calibre 12, 16 ou 20
Prisão especial por ato
decorrente do serviço
Seguro de vida em grupo,
feito pela empregadora
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LEI 10.357/01 – CONTROLE E FISCALIZAÇÃO SOBRE PRODUTOS QUÍMICOS 
DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S 
A Lei 10.357/01 trata de todos os produtos químicos que possam ser utilizados como insumo na elaboração de substâncias 
entorpecentes, psicotrópicas ou que determinem dependência física ou psíquica. 
• Aplica-se às substâncias que NÃO estejam sob controle do Ministério da Saúde 
• Os produtos listados na portaria INDEPENDEM do seu estado físico ou do nome fantasia dado. 
• Se a quantidade de produtos for inferior aos limites estabelecidos em portaria, não há necessidade de licença 
• Qualquer suspeita de desvio de produto deve ser comunicada à PF no prazo máximo de 24h 
• Os produtos e a forma de controle são estabelecidos em portaria do Ministro da Justiça, em razão de proposta da PF, da 
Anvisa e da Secretaria Nacional Antidrogas 
Licença 
• Compete à PF o controle, a fiscalização e aplicação das sanções administrativas 
• Para exercer atividades relacionadas aos produtos listados, ainda que eventual, a pessoa física ou jurídica deve se cadastrar 
e requerer licença de funcionamento à PF, independentemente de demais exigências regulamentares. 
• Licença deve ser renovada ANUALMENTE 
• Quem realiza atividades com as substâncias deve fornecer periodicamente à PF informações sobre as operações, que 
deverão ser arquivadas por 5 anos. 
• Quem suspender, por qualquer motivo, o exercício de atividade sujeita ao controle, deve comunicar à PF no prazo de 30 
dias 
SAN ÇÕES (ME D I DAS ADMI NIST RATIV AS ) 
O descumprimento das normas sujeitará os infratores às seguintes medidas administrativas, isolada ou cumulativamente: 
1. Advertência formal 
2. Apreensão do produto químico encontrado em situação irregular 
3. Suspensão ou cancelamento de Licença de Funcionamento 
4. Revogação da Autorização Especial 
5. Multa de R$ 2.128,20 a R$ 1.064.100,00 (pode ser recolhida em 5 parcelas) 
A pessoa física ou jurídica que cometer qualquer das infrações terá prazo de 30 dias, a contar da data da fiscalização, 
para sanar as irregularidades verificadas, SEM PREJUÍZO da aplicação de medidas administrativas. 
A medida será dosada conforme a natureza da infração, a quantidade de produtos e a circunstância dos fatos. Uma vez 
aplicada a medida cabe recurso ao Diretor-Geral do DPF. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aplicadas 
independentemente 
de sanções PENAIS! 
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INFRAÇÕES ADMINI STRATIV AS 
Essa é a parte mais relevante da lei. Infelizmente é um tópico bastante “decoreba”. O histórico de cobranças não é amplo, 
portanto, não temos como classificar quais são as mais importantes para a prova. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
In
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ç
õ
e
s
 A
d
m
in
is
tr
a
ti
v
a
s
Deixar de cadastrar-se ou licenciar-se no prazo legal
Deixar de comunicar ao DPF, no prazo de 30 dias, qualquer alteração cadastral ou estatutária a partir da data
do ato aditivo, bem como a suspensão ou mudança de atividade sujeita a controle e fiscalização
Omitir as informações, ou prestá-las com dados incompletos ou inexatos
Deixar de apresentar ao órgão fiscalizador, quando solicitado, NFs, manifestos e outros doc. de controle
Exercer qualquer das atividades sujeitas a controle e fiscalização, sem a devida Licença de Funcionamento ou
Autorização Especial do órgão competente;
Exercer atividade sujeita a controle e fiscalização com pessoa física ou jurídica não autorizada ou em situação
irregular, nos termos desta Lei;
Deixar de informar qualquer suspeita de desvio de produto químico controlado, para fins ilícitos;
Importar, exportar ou reexportar produto químico controlado, sem autorização prévia;
Alterar a composição de produto químico controlado, sem prévia comunicação ao órgão competente;
Adulterar laudos técnicos, notas fiscais, rótulos e embalagens de produtos químicos controlados visando a
burlar o controle e a fiscalização;
Deixar de informar no laudo técnico, ou NF, quando for o caso, em local visível da embalagem e do rótulo, a
concentração do produto químico controlado;Deixar de comunicar ao DPF furto, roubo ou extravio de produto químico controlado e documento de controle,
no prazo de quarenta e oito horas; e
Dificultar, de qualquer maneira, a ação do órgão de controle e fiscalização.
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LEI 10.446/02 – LEI DE REPRESSÃO UNIFORME 
Qual a ideia desta lei? Existem infrações penais cuja repercussão é interestadual ou internacional, e que exigem repressão 
uniforme. Para proceder à investigação entra em campo a Polícia Federal (PF), sem prejuízo do trabalho de outros órgãos de 
segurança pública, como as Polícias Civis e Militares. 
Contudo, a PF não tem autorização de apurar toda e qualquer infração, necessitando da autorização ou determinação do 
Ministro da Justiça. A Lei 10.446/02 lista um rol TAXATIVO dos crimes que INDEPENDEM dessa autorização, sendo eles: 
 
LEI 5.553/68 – DOCUMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO PESSOAL 
Essa lei é bastante simples, e é composta por apenas 5 artigos. O mais importante aqui é que você entenda que o ILÍCITO tratado 
nela é a RETENÇÃO de qualquer documento de identificação pessoal, ainda que seja fotocópia autenticada. Esquematizando: 
A NENHUMA pessoa física/jurídica, de direito 
público/privado é lícito RETER 
 Qualquer documento de identificação pessoal, ainda que 
fotocópia autenticada 
Exceções 
1. Realização de determinado ato, por até 5 dias 
2. Ordem JUDICIAL 
3. Para entrada em locais públicos ou particulares 
(para anotação dos dados e devolução imediata) 
 
Documentos equiparados: 
• Comprovante de quitação com o serviço militar 
• Título de eleitor 
• Carteira profissional 
• Certidão de nascimento e de casamento 
• Comprovante de naturalização 
• Carteira de identidade de estrangeiro 
Qual a pena? A retenção ilegal constitui CONTRAVENÇÃO penal punível com prisão simples de 1-3 meses OU multa. 
INDEPENDEM
de autorização ou 
determinação do 
Ministro da Justiça
Sequestro, cárcere privado e extorsão
mediante seqüestro
Por motivação política ou em razão da
função pública exercida pela vítima
Formação de cartel
Violação a direitos humanos
Quando o Brasil se comprometeu a
reprimir em tratados internacionais
Furto, roubo ou receptação de cargas
Indícios de quadrilha ou bando em mais
de um estado da federação
Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração e venda
de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais
Furto, roubo ou dano contra instituições
financeiras, incluindo agências bancárias
ou caixas eletrônicos
Indícios de quadrilha ou bando em mais
de um estado da federação
Quaisquer crimes praticados por meio da rede mundial de
computadores que difundam conteúdo misógino
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EXTRA – QUESTÕES (TEC) 
 
São questões de várias bancas, basta excluir das questões as bancas que não te interessam, e níveis (questões 
simples às complexas). Complemente esse caderno com questões que você já selecionou como favoritas / 
importantes, para revisar nas semanas anteriores à prova. 
Link: AQUI 
 
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https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1CkuC
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1CkuC36 
Do Condenado e do Internado ................................................................................................................................................................. 36 
Estabelecimentos Penais .......................................................................................................................................................................... 40 
Órgãos da Execução Penal ........................................................................................................................................................................ 41 
Execução das Penas em Espécie ............................................................................................................................................................... 42 
Procedimento Judicial ............................................................................................................................................................................... 45 
Prisão Temporária – Lei 7.960/89 ............................................................................................................................................. 46 
Requisitos ................................................................................................................................................................................................... 46 
Procedimento ............................................................................................................................................................................................. 46 
Interceptação Telefônica – Lei 9.296/96 .................................................................................................................................. 47 
Comunicações telefônicas, telemáticas e informáticas ....................................................................................................................... 47 
Captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos ............................................................................................. 48 
Juizados Especiais Criminais - Lei 9.099/95 ............................................................................................................................. 49 
Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 49 
Competência e dos Atos Processuais ...................................................................................................................................................... 49 
Procedimento Sumaríssimo..................................................................................................................................................................... 49 
Execução ..................................................................................................................................................................................................... 52 
Lei 7.102/83 – Segurança de Estabelecimentos Financeiros ................................................................................................... 53 
Estabelecimentos Financeiros ................................................................................................................................................................. 53 
Vigilância .................................................................................................................................................................................................... 54 
Ministério da Justiça .................................................................................................................................................................................. 55 
Lei 10.357/01 – Controle e Fiscalização sobre Produtos Químicos ......................................................................................... 56 
Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 56 
Sanções (medidas administrativas) ........................................................................................................................................................ 56 
Infrações Administrativas ....................................................................................................................................................................... 57 
Lei 10.446/02 – Lei de Repressão Uniforme ............................................................................................................................. 58 
Lei 5.553/68 – Documentos de Identificação Pessoal .............................................................................................................. 58 
Extra – Questões (TEC) ............................................................................................................................................................... 59 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GLOSSÁRIO DE SIGLAS 
SIGLA SIGNIFICADO 
ADCT Ato das Disposições Constitucionais Transitórias 
ADM Administração / Administrativo / Administrador 
ADMD Administração Direta 
ADMI Administração Indireta 
ADMP Administração Pública 
ADMPF Administração Pública Federal 
ADMT Administração Tributária 
AMF Anexo de Metas Fiscais 
ARO Antecipação de Receita Orçamentária 
AUT Autarquia 
BRA Brasil 
C&T Ciência e Tecnologia 
CA Créditos Adicionais 
CASP Contabilidade Aplicada ao Setor Público 
CD Câmara dos Deputados 
CF Constituição Federal 
CMPOF Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização 
CN Congresso Nacional 
CS Capital Social ou Contribuições Sociais 
CTN Código Tributário Nacional 
DA Dívida Ativa 
DK e DC Despesa de Capital e Despesa Corrente, respectivamente 
DOCC Despesa Obrigatória de Caráter Continuado 
DP Defensoria Pública 
DRU Desvinculação das Receitas da União 
EC Emenda Constitucional 
EP/SEM Empresa Pública / Sociedade de Economia Mista 
FAT Fundo de Amparo ao Trabalhador 
FPE Fundo de Participação dos Estados e DF 
FPM Fundo de Participação dos Municípios 
FUNDEF 
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do 
Magistério 
FUP Fundação Pública 
i.e. Id Est = "Isto é" (ou seja, em outras palavras...) 
LC Lei Complementar 
LDO Lei de Diretrizes Orçamentárias 
LET Legislação Tributária 
LO Lei Ordinária 
LOA Lei Orçamentária Anual 
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SIGLA SIGNIFICADO 
LOAS Lei Orgânica da Assistência Social 
LRF Lei de Responsabilidade Fiscal 
LTN Letras do Tesouro Nacional 
MP Ministério Público 
MPV Medida Provisória 
OF Orçamento Fiscal 
OI Orçamento de Investimento 
ORC Outras Receitas Correntes 
OS Orçamento da Seguridade Social 
P.A.R.T Program Assessment Rating Tool 
PAC Programa de Aceleração do Crescimento 
PCPR Prestação de Contas do Presidente da República 
PEC Proposta de Emenda Constitucional 
PGFN Procuradoria Geral da Fazenda Nacional 
PL Patrimônio Líquido / Projeto de Lei Ordinária 
PLC Projeto de Lei Complementar 
PLEN Plenário 
PPA Plano Plurianual 
PR Presidente / Presidência da República 
RAP Restos a Pagar 
RCL Receita Corrente Líquida 
RGF Relatório de Gestão Fiscal 
RGPS Regime Geral de Previdência Social 
RK Receita de Capital 
RPPSRegime Próprio de Previdência Social 
RREO Relatório Resumido da Execução Orçamentária 
SF Senado Federal 
SL Sessão Legislativa 
SOF Secretaria de Orçamento Federal 
STN Secretaria do Tesouro Nacional 
TC / TCM / TCE / TCU Tribunal de Contas (Municipal, Estadual e da União, respectivamente) 
TN Tesouro Nacional 
U, E, DF e M União, Estados, Distrito Federal e Municípios 
VPA Variações Patrimoniais Aumentativas 
VPD Variações Patrimoniais Diminutivas 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ESTATUTO DO DESARMAMENTO – LEI 10.826/03 E DECRETO 9.785/19 
SINARM X S IGM A 
Sistema Nacional de Armas – Sinarm Sistema de Gerenciamento Militar de Armas – Sigma 
Instituído no Ministério da Justiça (Polícia Federal) Instituído no Ministério da Defesa (Comando do Exército) 
Circunscrição em todo território nacional Circunscrição em todo território nacional 
Armas de fogo de USO PERMITIDO Armas de fogo de USO RESTRITO 
Responsável pelo cadastro de armas: 
• PF 
• PRF 
• Polícia Civil 
• Polícia Legislativa da Câmara e Senado 
• Guarda Portuária/Municipal 
• Órgãos públicos cujos servidores tenham 
autorização legal para portar arma em serviço 
Responsável pelo cadastro de armas: 
• Forças Armadas 
• Polícia Militar 
• Corpo de Bombeiro Militar 
• Abin 
• Gabinete Seg. Institucional da Presidência – GSI 
 
CO MP ET ÊN CI AS DO SINARM 
IDENTIFICAR 
(...) as características e a propriedade de armas de fogo, mediante cadastro [DESPENCA] 
(...) as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo; 
CADASTRAR 
(...) armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no País [DESPENCA] 
(...) autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela PF [DESPENCA] 
(...) apreensões de armas de fogo, inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais [DESPENCA] 
(...) os armeiros em atividade no País, bem como conceder licença para exercer a atividade [DESPENCA] 
(...) a identificação do cano da arma, as características das impressões de raiamento e de microestriamento 
de projétil disparado, conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante; 
(...) as transferências de propriedade, extravio, furto, roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os 
dados cadastrais, inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de 
transporte de valores; 
(...) mediante registro os produtores, atacadistas, varejistas, exportadores e importadores autorizados de 
armas de fogo, acessórios e munições; 
INTEGRAR (...) no cadastro os acervos policiais já existentes 
INFORMAR 
(...) às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte 
de armas de fogo nos respectivos territórios, bem como manter o cadastro atualizado para consulta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DO REGIST RO 
 
PRO CESS O 
 
 Certificado de Registro de Arma de Fogo – CRAF tem validade em todo o território nacional, autoriza o seu proprietário a 
manter a arma de fogo EXCLUSIVAMENTE no interior de sua residência ou domicílio1, ou dependência desses, ou, ainda, no 
seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. A expedição do CRAF 
é precedida de AUTORIZAÇÃO do Sinarm. 
1Novidade Pacote Anticrime: aos residentes em área rural considera-se residência ou domicílio toda a extensão do 
respectivo imóvel rural. 
CO ME RCI ALIZAÇÃO 
Comercialização entre Pessoas Físicas: somente será efetivada mediante AUTORIZAÇÃO do Sinarm. 
Empresas de comércio de arma de fogo: obrigada a comunicar a venda à autoridade competente, como também a manter banco 
de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos. 
Responde legalmente por essas mercadorias (armas, acessórios e munições), ficando registradas como de sua 
propriedade enquanto não forem vendidas. 
Aquisição de Munições: somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma registrada e na quantidade 
estabelecida no regulamento. 
 
 
 
 
 
 
 
R e q u i s i t o s p a r a 
a d q u i r i r a r m a 
d e f o g o d e U S O 
P E R M I T I D O
Declarar EFETIVA NECESSIDADE
Mínimo 25 anos de idade
Comprovação de IDONEIDADE por meio de
certidões negativas de antecedentes criminais pela
Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral
NÃO estar respondendo a inquérito ou processo
criminal
Comprovanção de OCUPAÇÃO lícita e RESIDÊNCIA
certa
Comprovação de CAPACIDADE TÉCNICA e
APTIDÃO PSICOLÓGICA
Devem ser comprovados 
periodicamente, em períodos 
não menores que 3 anos, para 
renovação do CRAF. 
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DO P ORT E 
 
 
● A autorização deve estar CONDICIONADA à comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica. 
● 
Armas de fogo serão de propriedade, responsabilidade e guarda das respectivas empresas. 
Tanto o CRAF quanto a autorização de porte serão expedidos pela PF em nome da empresa. 
AUT ORIZ AÇÃO DO P ORT E P ARA P ARTI CULARES 
A autorização para o porte de arma de fogo de USO PERMITIDO, em todo o território nacional, é de competência da PF e 
somente será concedida após autorização do Sinarm. 
PAF perderá automaticamente sua eficácia caso o portador seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob 
efeito de substâncias químicas ou alucinógenas 
Outr os Cas os 
Brasileiros 
Empresas de Seg. Privada e Transporte de Valores PF autoriza 
Caçadores para subsistência1 PF autoriza 
CAC (Caçador, Colecionador e Atirador) Comando do Exército 
Estrangeiros 
Responsável pela Segurança (visita ou sediado no Brasil) Ministério da Justiça 
Representantes em competição internacional oficial de tiro Comando do Exército 
1O caçador para subsistência que der outro uso à sua arma de fogo, independentemente de outras tipificações penais, responderá, 
conforme o caso, por porte ilegal ou por disparo de arma de fogo de uso permitido. 
PORTE
REGRA GERAL
PROIBIDO, salvo 
previsão legal
PERMITIDO
FORA de serviço em TODO
terriório nacional
Integrantes 
das FFAA
PF, PRF, PFF, 
PC, PM, CBM 
e FNSP
Integrantes 
da Abin
Integrantes 
do GSI
Policiais 
Legislativos
PERMITIDO
FORA de serviço, mas NÃO
em TODO terriório nacional
GCM: municípios c/
mais de 500 mil hab
Guardas Prisionais, se
dedicação exclusiva
PERMITIDO
SOMENTE em serviço
GCM: municípios c/
mais de 50 mil e menos
de 500 mil hab
Guardas Prisionais, sem
dedicação exclusiva
Seguranças do Poder
Judiciário, MP, CNJ e
CNMP
Empresas de segurança
privada e trans. valores
Auditores Fiscais e
Analistas Tributários
 
 
 
 
 
 
 
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DO S CRIM ES E DAS P ENAS 
O “Pacote Anticrime” trouxe diversas novidades aqui! Portanto, muita atenção. Importante ressaltar que não coloquei as 
penas, pois seria algo a mais para você se preocupar, com custo-benefício baixíssimo. 
 
CRIME CONDUTA E PENA OBSERVAÇÃO 
POSSE irregular de arma 
de fogo de uso permitido 
Art. 12. POSSUIR ou MANTER sob suaguarda arma 
de fogo, acessório ou munição, de uso PERMITIDO, 
em desacordo com determinação legal ou 
regulamentar, no interior de sua residência ou 
dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, 
desde que seja o titular ou o responsável legal do 
estabelecimento ou empresa. 
– 
PORTE ilegal de arma de 
fogo de uso permitido 
Art. 14. PORTAR, deter, adquirir, fornecer, receber, ter 
em depósito, transportar, ceder, ainda que 
gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter 
sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou 
munição, de uso PERMITIDO, sem autorização e em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar: 
Cuidado! 
Na lei o crime é inafiançável, contudo, 
o STF declarou inconstitucional (ADI 
3.112). Logo o crime é AFIANÇÁVEL. 
POSSE ou PORTE ilegal 
de arma de fogo de uso 
RESTRITO 
Art. 16. POSSUIR, deter, PORTAR, adquirir, fornecer, 
receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que 
gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter 
sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou 
munição de uso RESTRITO, sem autorização e em 
desacordo com a lei ou regulamentar 
Nas mesmas penas incorre quem: 
1. SUPRIMIR ou ALTERAR marca, nº 
ou qualquer sinal de identificação de 
arma de fogo ou artefato 
 
2. MODIFICAR as características de 
arma de fogo, de forma a torná-la 
equivalente a arma de fogo de uso 
proibido ou restrito ou para fins de 
dificultar ou de qualquer modo 
induzir a erro autoridade policial, 
perito ou juiz 
 
3. Possuir, detiver, fabricar ou empregar 
artefato explosivo ou incendiário, 
sem autorização ou em desacordo 
com a lei ou regulamento 
 
4. Portar, possuir, adquirir, transportar 
ou fornecer arma de fogo com 
numeração, marca ou qualquer outro 
sinal de identificação raspado, 
suprimido ou adulterado 
 
5. Vender, entregar ou fornecer, ainda 
que gratuitamente, arma de fogo, 
acessório, munição ou explosivo a 
criança ou adolescente 
 
6. Produzir, recarregar ou reciclar, sem 
autorização legal, ou adulterar, de 
qualquer forma, munição ou 
explosivo. 
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CRIME CONDUTA E PENA OBSERVAÇÃO 
DISPARO de arma de 
fogo 
Art. 15. DISPARAR arma de fogo ou acionar munição 
em lugar habitado ou em suas adjacências, em via 
pública ou em direção a ela, desde que essa conduta 
não tenha como finalidade a prática de outro crime: 
Cuidado! 
Na lei o crime é inafiançável, contudo, o 
STF declarou inconstitucional (ADI 
3.112). Logo o crime é AFIANÇÁVEL. 
OMISSÃO de cautela 
Art. 13. DEIXAR DE OBSERVAR as cautelas 
necessárias para impedir que menor de 18 anos ou 
pessoa portadora de deficiência mental se apodere 
de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja 
de sua propriedade. 
Mesmas penas incorre o proprietário 
ou diretor responsável de empresa de 
segurança e transporte de valores que 
deixarem de registrar ocorrência 
policial e de comunicar à PF perda, 
furto, roubo ou outras formas de 
extravio de arma de fogo, acessório ou 
munição que estejam sob sua guarda, 
nas primeiras 24h depois do fato. 
COMÉRCIO ilegal de 
arma de fogo 
CRIME HEDIONDO 
Art. 17. Adquirir, alugar, receber, transportar, 
conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, 
remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de 
qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou 
alheio, no exercício de atividade comercial ou 
industrial, arma de fogo, acessório ou munição, sem 
autorização ou em desacordo com determinação legal 
ou regulamentar. 
Equipara-se à atividade comercial ou 
industrial qualquer forma de prestação 
de serviços, fabricação ou comércio 
irregular ou clandestino, inclusive o 
exercido em residência [ARMA CASEIRA] 
Mesma pena: quem vende ou entrega 
arma de fogo, acessório ou munição, 
sem autorização ou em desacordo com 
a determinação legal ou regulamentar, 
a agente policial disfarçado, quando 
presentes elementos probatórios 
razoáveis de conduta criminal 
preexistente. 
TRÁFICO internacional 
de arma de fogo 
CRIME HEDIONDO 
Art. 18. IMPORTAR, EXPORTAR, favorecer a entrada 
ou saída do território nacional, a qualquer título, de 
arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização 
da autoridade competente. 
Incorre na mesma pena quem vende ou 
entrega arma de fogo, acessório ou 
munição, em operação de importação, 
sem autorização da autoridade 
competente, a agente policial 
disfarçado, quando presentes 
elementos probatórios razoáveis de 
conduta criminal preexistente. 
Muita Atenção! O PORTE ou a POSSE de arma de uso PROIBIDO é agora tratado como crime HEDIONDO, portanto 
inafiançável (art. 1º, parágrafo único, II, da Lei 8.072/90) 
AU MENT O DA PEN A 
Novidade Pacote Anticrime! Pena aumentada da METADE se... 
 Art. 14 Art. 15 Art. 16 Art. 17 Art.18 
Arma, acessório ou munição de uso PROIBIDO ou RESTRITO NÃO NÃO NÃO SIM SIM 
Integrantes de empresas de seg. privada / transporte de valores 
SIM SIM SIM SIM SIM 
Praticado por aqueles que possuem o porte funcional 
Integrantes de entidades desportistas 
Agente reincidente específico em crimes dessa natureza 
 
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DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S 
AP RE ENS ÃO E DEST RUI ÇÃO 
As armas de fogo apreendidas, após a elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos, quando NÃO MAIS INTERESSAREM 
à persecução penal serão encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército, no prazo de até 48h, para destruição 
ou doação aos órgãos de segurança pública ou às FFAA. 
Armas e munições relacionadas com tráfico de drogas: perdidas em favor da UNIÃO, encaminhadas ao Comando do 
EXÉRCITO e, se em bom estado, destinadas com prioridade aos órgãos de segurança pública e do sistema penitenciário 
da unidade da federação responsável pela apreensão. 
BAN CO N ACI ONAL DE P ERFIS B ALÍ STI CO S – BN PB 
Novidade Pacote Anticrime! Tem como objetivo CADASTRAR armas de fogo e ARMAZENAR características de classe e 
individualizadoras de projéteis e de estojos de munição deflagrados por arma de fogo. 
• Conterá o registro de armas e munições relacionados a crimes p/ subsidiar investigações federais, estaduais e distritais. 
• Dados terão caráter SIGILOSO, sendo vedada a comercialização da base de dados do BNPB. 
• A formação, gestão e acesso ao BNPB será regulamentada pelo Executivo Federal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI DAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – LEI 12.850/13 
ORG ANIZ AÇÃO CRI MINO SA 
ORCRIM 
(conceito) 
1 Associação de 4 ou mais pessoas 
2 Estrutura ordenada e divisão de tarefas, ainda que informalmente 
3 Objetivo de obter vantagem mediante prática de infrações penais (= crimes ou contravenções) 
4 Infrações penais com penas MÁXIMAS superiores a 4 anos ou de caráter transnacional 
 
 
[★] Presença de Func. Público 
• Juiz pode determinar afastamento cautelar, sem prejuízo da remuneração 
• A condenação transitada em julgado acarreta: perda do cargo ou mandato eletivo + interdição por 8 anos 
[★★] Liderança armada ou que tenha arma à disposição devem iniciar cumprimento em presídios de segurança máxima 
 
O condenado expressamente em sentença por integrar organização criminosaou por crime praticado por meio de organização 
criminosa não poderá progredir de regime de cumprimento de pena ou obter livramento condicional ou outros benefícios 
prisionais se houver elementos probatórios que indiquem a manutenção do vínculo associativo. 
 
 
 
NÃO CONFUDA! 
Associação Criminosa: Associarem-se 3 ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes. 
Pena: reclusão 1-3 anos (aumenta-se ½ se associação armada ou c/ participação de criança ou adolescente) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Promover, constituir, financiar
ou integrar, pessoalmente ou por
interposta pessoa, ORCRIM
Reclusão 3-8 anos + 
multa
MESMA PENA
quem imepde ou
embaraça investigação
que envolva ORCRIM
Aumento de Pena
↑1/2
Se na ORCRIM há emprego de
arma de fogo
↑1/6 a 2/3
1 - Parc. criança ou adolescente
2 - Concurso Func. Público [★]
3 - Produto destina ao exterior
4 - Conexão c/ outras Orcrims
5 - Transnacionalidade
Agravamento de pena
quem exerce comando
da Orcrim, ainda que
não pratique atos de
execução [★★]
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INVES TIGAÇÃO E M EIOS DE OBT EN ÇÃO DA P RO VA 
 
CO LAB ORAÇÃO PRE MIADA 
 
O tópico de Colaboração Premiada foi MUITO, mas MUITO alterado (e ampliado) pelo Pacote Anticrime. 
Portanto, tenha extremo cuidado com o esquema e as informações abaixo! 
PRO CE DI MEN TOS 
 
 
1 
Posposta: instruída com procuração do interessado com poderes específicos OU firmada pessoalmente E seu 
advogado ou defensor público. 
▪ Instruída c/ anexos e fatos adequadamente descritos, suas circunstâncias, as provas e elementos de corroboração 
▪ Conflito de interesses ou colaborador hipossuficiente: celebrante solicita outro advogado ou defensor público 
Meios de Obtenção 
da Prova
Colaboração Premiada | Muita Atenção
Ação Controlada
Acesso a registros telefônicos e dados cadastrais, eleitorais ou 
comerciais
Afastamento de Sigilo financeiro, bancário e fiscal
Infiltração por policiais
Cooperação entre órgãos e instituições federais, estaduais, 
distritais e municipais
Captação 
Ambiental
Interceptação 
Telefônica
Em QUALQUER FASE 
da persecução penal...
LICITAÇÃO p/ contratação de serviços 
técnicos, aquisição e locação de 
equipamentos para obtenção de provas 
pode ser DISPENSADA, sem necessidade 
da publicação no diário oficial. 
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2 
Envol vidos 
Investigado e seu defensor X Delegado de Polícia, com manifestação do MP 
Investigado ou acusado e seu defensor X Ministério Público 
▪ Atenção! Juiz não participa das negociações. 
Recebimento da Propos ta 
Demarca o início das negociações e constitui também marco de confidencialidade. 
Configura-se violação de sigilo e quebra da confiança e da boa-fé a DIVULGAÇÃO de tais tratativas iniciais ou 
de documento que as formalize, até o levantamento de sigilo por decisão judicial. 
Sus pens ão das Inves tigações 
O recebimento de proposta para análise ou o Termo de Confidencialidade NÃO IMPLICA, por si só, a SUSPENSÃO DA 
INVESTIGAÇÃO, ressalvado acordo em contrário quanto à propositura de medidas processuais penais cautelares e 
assecuratórias, bem como medidas processuais cíveis admitidas pela legislação processual civil em vigor. 
Negoci ações 
 ATENÇÃO NENHUMA tratativa sobre colaboração premiada deve ser realizada sem a presença de advogado 
constituído ou defensor público. 
 ATENÇÃO Nos depoimentos que prestar, o colaborador RENUNCIARÁ, na presença de seu defensor, ao direito ao 
silêncio e estará sujeito ao compromisso legal de dizer a verdade. 
3 
O acordo de colaboração premiada é negócio jurídico processual e MEIO DE OBTENÇÃO DE PROVA, que pressupõe 
utilidade e interesse públicos. 
Acordo pode ser precedido de instrução, caso haja necessidade de identificação ou complementação de seu 
objeto, dos fatos narrados, sua definição jurídica, relevância, utilidade e interesse público. 
Rescis ão do Acordo 
1. Colaborador cesse o envolvimento em conduta ilícita relacionada ao objeto da colaboração 
2. Omissão DOLOSA sobre os fatos objeto da colaboração – ele deve narrar TODOS os fatos para os quais concorreu 
Conteúdo do T er mo de Acordo 
Deve ser por escrito e conter: 
1. Relato da colaboração e possíveis resultados 
2. Especificação das medidas de proteção ao colaborador e família, se for o caso 
3. Condições da proposta do MP ou Delegado 
4. Declaração de aceitação do colaborador e defensor 
5. Assinatura do MP ou Delegado + colaborador e defensor 
Publici dade do Acor do 
O acordo de colaboração premiada e os depoimentos do colaborador serão mantidos em SIGILO até o recebimento da 
denúncia ou da queixa-crime, sendo vedado ao magistrado decidir por sua publicidade em qualquer hipótese. 
Retr ar ação 
É POSSÍVEL a retratação do acordo, caso em que as provas autoincriminatórias produzidas pelo colaborador NÃO 
PODERÃO ser utilizadas exclusivamente em seu desfavor. 
“CELEBRANTES” 
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4 
Asp ectos a ser em analis ados na homol ogação 
1. VOLUNTARIEDADE da manifestação de vontade, em especial se colaborador está ou esteve sob medidas cautelares 
2. Regularidade e legalidade 
3. Adequação dos benefícios pactuados [.........] 
4. Adequação dos resultados [.......] 
Distribuição do pedido de homologação: será SIGILOSO, contendo apenas infos que não identifiquem o colaborador e seu 
objeto. As infos pormenorizadas serão posteriormente dirigidas ao juiz “sorteado”. Prazo para homologar = 48h. 
São nulas de pleno direito as previsões de renúncia ao direito de impugnar a decisão homologatória. 
Acesso aos autos: RESTRITO ao Juiz, ao MP e ao Delegado. O defensor poderá te acesso aos elementos de prova que digam 
respeito ao direito de defesa, precedido de autorização judicial, salvo os referentes às diligências em andamento. 
BEN EFÍ CIOS DA COLAB ORAÇÃO PREMI ADA 
O juiz poderá A REQUERIMENTO DAS PARTES, conceder: 
• Perdão judicial1 
• Reduzir em até 2/3 a pena privativa de liberdade 
• Substituir por restritiva de direitos 
 
1MP a qualquer tempo e delegado nos autos do IP, com manifestação do MP poderão requerer ou representar ao juiz pela 
concessão de perdão judicial ao colaborador, mesmo que não previsto na proposta inicial. 
 
 
Se a colaboração for POSTERIOR à sentença, a pena poderá ser reduzida até a metade OU será admitida a 
progressão de regime ainda que ausentes os requisitos objetivos. 
DENÚN CIA DO MP 
Prazo para oferecer denúncia pode ser SUSPENSO por 6 meses, prorrogáveis por igual período, para que sejam cumpridas as 
medidas de colaboração – SUSPENDE-SE também o prazo prescricional. 
MP pode DEIXAR DE OFERECER se a proposta de acordo referir-se à infração de cuja existência NÃO tenha prévio 
conhecimento e o colaborador: 
• Não for líder de Orcrim 
• For o primeiro a prestar efetiva colaboração 
OUT ROS PO NTOS RE LEV ANT ES 
1. Em todas as fases, réu DELATADO deve manifestar-se APÓS o decurso do prazo concedido ao réu que o DELATOU. 
2. NENHUMA das seguintes medidas será decretada ou proferida com fundamento apenas nas declarações do colaborador: 
• Medidas cautelares reais ou pessoais; 
• Recebimento de denúncia ou queixa-crime; 
• Sentença condenatória. 
O que se espera de uma colaboração premiada? 
1. IDENTIFICAÇÃOdos demais coautores e partícipes da Orcrim e das infrações penais por eles praticadas; 
2. A revelação da ESTRUTURA HIERÁRQUICA e da divisão de tarefas da Orcrim; 
3. PREVENÇÃO de infrações penais decorrentes das atividades da Orcrim; 
4. RECUPERAÇÃO total ou parcial do produto ou do proveito das infrações penais praticadas pela Orcrim; 
5. LOCALIZAÇÃO de eventual vítima com a sua integridade física preservada. 
Deve levar em conta a personalidade do colaborador, a 
natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão 
social do fato e a eficácia da colaboração. 
Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321
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Legislação Penal Extravagante 
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INFI LT RAÇÃO DE AGENT ES 
 
O Pacote Anticrime trouxe a figura da “Infiltração Virtual” que trata da infiltração em ambientes como redes 
sociais, Whatsapp, fóruns de internet, etc. Sempre que tiver o “ícone” IV , saiba que se trata de uma regra específica 
dela! As demais regras são válidas para quaisquer tipos, inclusive a virtual. 
Dica! Em questões que tratam da infiltração, a palavra é SIGILO. A ideia é que o agente se infiltre sem que seja identificado, pois 
correrá sérios riscos (basta lembrar dos filmes de Hollywood). Questões que vão de encontro com essa lógica estarão erradas! 
 
PREMISSAS Indícios de infração penal, E prova não puder ser produzida por outro meio. 
FORMA 
1) Representada pelo Delegado 
2) Requerida pelo MP, após manifestação técnica do Delegado 
AUTORIZAÇÃO circunstanciada, motivada e sigilosa do JUIZ. No caso da representação do Delegado, 
o Juiz deve ouvir o MP antes de decidir. 
PRAZO 
Até 6 meses, renováveis desde que necessário. 
 IV prazo não pode exceder 720 dias. 
RELATÓRIO 
1. PARCIAL: no curso do IP delegado pode requerer e MP requisitar, a qualquer tempo, relatório de atividades 
 IV o juiz também poderá requisitar relatório a qualquer momento. 
2. FINAL: findo o prazo apresenta-se relatório circunstanciado ao JUIZ que imediatamente cientifica o MP 
 IV o relatório deve ser acompanhado de todos os atos praticados e dados colhidos, assegurada a 
preservação da identidade do agente e a intimidade dos envolvidos. 
AGENTE 
INFILTRADO 
NÃO comete crime / não é punido pelos atos praticados durante a infiltração, DESDE QUE guarde 
proporcionalidade com a FINALIDADE da investigação, respondendo pelos EXCESSOS praticados. 
 IV os órgãos de registro e cadastro público poderão incluir, por requisição de autoridade judicial, 
informações necessárias à efetividade da identidade fictícia criada (EX: criar um passaporte “falso”). 
Havendo indícios de que o agente sofre risco iminente, a operação será sustada por requisição do MP ou pelo 
delegado, dando ciência imediata ao MP a à autoridade judicial 
AÇÃO CO NTROLADA 
Ação Controlada: retarda a intervenção policial ou administrativa para que a medida legal se concretize em momento mais 
eficaz à formação de provas e obtenção de informações. 
 Retardamento deve ser previamente comunicado, de forma sigilosa, ao juiz 
 Até o término das diligências, acesso aos autos fica restrito ao juiz, ao MP e ao delegado 
ACES SO A REGI STRO S, DADOS CADAST RAIS , DO CUM ENTO S E IN FO RM AÇÕ ES 
Delegado e MP têm acesso, independentemente de autorização judicial, apenas aos dados cadastrais que informem 
exclusivamente qualificação pessoal, filiação e o endereço. 
• Empresas de transporte devem guardar registros de reservas e viagens por 5 anos 
• Concessionárias de telefonia (fixa e móvel) também devem manter registros por 5 anos 
 
 
 
 
 
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ANTITORTURA – LEI 9.455/97 
CO N DUT AS E PEN AS 
 
 
1 
Efeitos da condenação: 
• PERDA do cargo, emprego ou função pública 
• Interdição para exercício de cargo, emprego ou função pelo DOBRO da pena aplicada 
• Início do cumprimento da pena em regime FECHADO 
Aplica-se o disposto na lei AINDA QUE crime cometido fora do território nacional, contra brasileiro ou em 
local sob jurisdição brasileira. 
2 
 Mesma Pena quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por 
intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. 
 Omissão aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na 
pena de detenção de 1-4 anos. 
Aumento de pena de 1/6 a 1/3: 
1. Cometido por agente público 
2. Contra criança, gestante, PCD, adolescente ou maior de 60 anos 
3. Mediante sequestro 
Pena de 4-10 anos: se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima 
Penal de 8-16 anos: se resulta morte 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONDUTAS
CONSTRANGER com emprego de violência ou grave ameaça,
causando sofrimento físico ou mental:
1) Com fim de obter informação, declaração ou confissão
2) Para provocar ação ou omissão de natureza criminosa
3) Em razão de discriminação racial ou religosa
SUBMETER alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade,
com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso
sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo
pessoal ou medida de caráter preventivo
RECLUSÃO
2-8 anos
Inafiançável e insuscetível 
de graça ou anistia
1 
2 
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CRIMES HEDIONDOS – LEI 8.072/90 
 
• São insuscetíveis de anistia, graça, indulto e fiança 
• Pena cumprida em regime inicialmente FECHADO [Declarado inconstitucional pelo STF, no ARE 1.052.700] 
• Prisão temporária terá prazo de 30 dias prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade 
• No caso de condenação, juiz decidirá se o réu poderá apelar em liberdade 
Atenção Depen! A União manterá estabelecimentos penais, de segurança máxima, destinados ao cumprimento de penas 
impostas a condenados de alta periculosidade, cuja permanência em presídios estaduais ponha em risco a ordem ou 
incolumidade pública. 
 
C
R
IM
E
S
 H
E
D
IO
N
D
O
S
HOMICÍDIO
Por grupos de extermínio, ainda que por um só agente
Qualificado
LESÃO CORPORAL
Dolosa de natureza GRAVÍSSIMA
Seguida de morte, contra agentes de seg. pública e parentes até 3º grau
ROUBO
Circunstanciado pela restrição de liberdade da vítima
Com arma de fogo ou arma de fogo de uso restrito
Resultado lesão corporal grave ou morte
EXTORSÃO
Qualificada pela restrição de liberdade
Ocorrências de lesão corporal ou morte
Mediante sequestro e na forma qualificada
ESTUPRO e estupro de vulnerável
EPIDEMIA com resultado morte
FALSIFICAÇÃO, corrupção, adulteração ou alteração de produto p/ fins terapêuticos ou medicinais
FAVORECIMENTO da prostituição / expliração sexual de crianças, adolescentes ou vulneráveis
FURTO qualificado pelo emprego de explosivo ou análogo que cause perigo comum
GENOCÍDIO
POSSE ou PORTE ilegal de arma de fogo de uso proibido
COMÉRCIO ilegal de armas de fogo
TRÁFICO internacional de arma de fogo, acessório ou munição
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, quando direcionado à prática de crime hediondo ou equiparado
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LEI ANTICORRUPÇÃO – LEI 12.846/13 
DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S 
 
1 
Pessoas Físicas vs Pessoas JurídicasA responsabilização da PJ NÃO exclui a responsabilidade individual de seus dirigentes ou administradores ou de 
qualquer PF, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito. A PJ será responsabilizada INDEPENDENTEMENTE da 
responsabilização individual das PF referidas. 
Alterações na estrutura societária das PJs 
SUBSISTE (“continua a existir”) a responsabilidade da PJ na hipótese de alteração contratual, transformação, 
incorporação, fusão ou cisão societária. 
• Fusão e incorporação: responsabilidade da sucessora fica restrita ao pagamento da multa e reparação do dano, até 
o limite do patrimônio transferido. 
 
• Controladoras, controladas, coligadas e consorciadas: SOLIDARIAMENTE responsáveis em relação à multa e 
reparação do dano 
PRO CESS O ADMI NIS TRATIVO DE RESP O NSABILI ZAÇÃO 
 
Desconsideração da Personalidade Jurídica: a personalidade jurídica PODERÁ ser desconsiderada sempre que utilizada 
com abuso do direito para facilitar, encobrir ou dissimular a prática dos ilícitos OU p/ provocar confusão patrimonial, 
sendo estendidos todos os efeitos das sanções aplicadas à PJ aos seus administradores e sócios com poderes de 
administração, observados o contraditório e a ampla defesa. 
 
 
 
 
 
Responsabilização
CIVIL + ADMINISTRATIVA
OBJETIVA
Pessoas JURÍDICAS
(empresárias e simples, personificadas ou não)
SUBJETIVA
Pessoas FÍSICAS
(responsabilizados na medida de sua culpabilidade)
1 
Atos contra a Adm. Pública, 
nacional ou estrangeira 
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RES PON SABILIZAÇÃO ADMINI STRATI VA 
MULTA 
0,1% a 20% do faturamento bruto, NUNCA inferior à 
vantagem auferida (quando possível estimar) 
PUBLICAÇÃO 
Extraordinária da decisão condenatória 
Critérios levados em consideração na aplicação das sanções: 
o Efeito negativo produzido pela infração 
o Situação econômica do infrator 
o Existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades 
...há outros critérios, mas praticamente não são cobrados 
ACO RDO DE LEN IÊN CI A 
 
Esse tópico é extremamente importante e despenca em prova. Por isso, é muito importante que você faça de 
tudo para decorar os detalhes. 
 
Acordo de 
Leniência
QUEM CELEBRA O 
ACORDO
Autoridade MÁXIMA de órgão ou entidade pública (Exec. Fed.: CGU)
com PJs responsáveis pela prática dos atos ilícitos
Para ser válido o acordo deve RESULTAR:
1 - Identificação de demais envolvidos, se for o caso
2 - Obtenção de informações e documentos que comprove o ilícito
REQUISITOS
CUMULATIVOS
1) PJ seja a primeira a se MANIFESTAR sobre seu interesse em
cooperar para a apuração do ato ilícito
2) PJ CESSE completamente seu envolvimento na infração a partir
da data de propositura do acordo
3) PJ ADMITA sua participação no ilícito e coopere plena e
permanentemente com as investigações e o processo adm.
EFEITOS
ISENTA a PJ da:
1 - Publicação extraordinária da decisão condenatória (sanção adm.)
2 - Proibição de receber incentivos de órgãos ou entidades públicas
por 1-5 anos (sanção judicial)
REDUZ a multa aplicável em até 2/3
INTERROMPE o prazo prescricional dos atos ilícitos previstos na Lei
Anticorrupção (Pegadinha! Falar em "suspensão" do prazo).
NÃO exime a PJ da obrigação de reparar integralmente o dano
causado.
DESCUMPRIMENTO
PJ ficará impedida de celebrar novo acordo pelo prazo de 3 anos
contados do conhecimento pela adm. pública do descumprimento
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Observações: 
• Proposta de acordo rejeitada NÃO importa em reconhecimento da prática do ato ilícito; 
• Adm. Pública também pode celebrar acordo com PJ responsável por ilícito previsto na Lei de Licitações (8.666/93) com 
a finalidade de atenuar ou isentar as sanções administrativas previstas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI DE DROGAS – LEI 11.343/06 
DIS POS I ÇÕ ES P RELI MIN ARES 
A Lei 11.343/06: 
1. Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; 
2. Prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; 
3. Estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; 
4. Define crimes. 
O que são drogas? Substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados 
em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União 
PREVE N ÇÃO DO US O , AT EN ÇÃO E REINS E RÇÃO SO CI AL DE US UÁRIOS E DE PEN DE NTES 
CRIM ES E P EN AS 
Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para CONSUMO PESSOAL1, drogas sem 
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: 
1. ADVERTÊNCIA sobre os efeitos das drogas 
2. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS à comunidade2 
3. MEDIDA EDUCATIVA de comparecimento a programa educativo 
Caso o agente se recuse, injustificadamente, ao cumprimento das medidas acima, o JUIZ pode submetê-lo 
sucessivamente à “admoestação (advertência) verbal” e “multa”. 
Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à 
preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica. 
1 Para determinar se a droga se destinava a consumo pessoal, o JUIZ atenderá à natureza e à quantidade da substância, 
ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos 
antecedentes do agente. 
2 A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou 
assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, 
preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas. 
RE PRES S ÃO À PRO DUÇÃO N ÃO AUT ORIZ ADA E AO TRÁFI CO I LÍ CIT O DE DROGAS 
PLANT AÇÕ ES E AP REENS ÕE S DE DROGAS 
 
Plantações Ilícitas 
Serão imediatamente destruídas pelo DELEGADO, 
independente de autorização judicial. 
As glebas cultivadas (“fazendas”) com 
plantação serão expropriadas. 
X 
 
Drogas Apreendidas 
Apreensão SEM prisão em flagrante: incineração 
máximo 30 dias, sem autorização judicial. 
Apreensão COM prisão em flagrante: incineração pelo 
Delegado, na presença do MP, em 15 dias, com 
autorização judicial. 
 
 
 
D
E
S
P
E
N
C
A
 
Prazo máximo de 5 meses 
(reincidência: 10 meses) 
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CRIM ES 
TRÁFI CO E E QUI PARADOS (ART. 33 ) 
Atenção! Decore todo o esquema abaixo. Ele é, de longe, o mais cobrado! 
 
Tráfico de Menor Potencial Ofensivo (§3º): OFERECER droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu 
relacionamento, para juntos a consumirem. 
 
 
Art. 33 caput + §1
Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter emdepósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou
fornecer DROGAS , AINDA QUE GRATUITAMENTE, sem autorização ou em desacordo com determinação
legal ou regulamentar | STJ (Info 531): esse crime absorve aquele previsto no art. 34.
Importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito,
transporta, traz consigo ou guarda, AINDA QUE GRATUITAMENTE, s/ autorização ou desacordo lei ou
regulamento, matéria-prima, insumo ou químico destinado à preparação de drogas.
STJ (CC 172.464/20): a conduta de transportar folhas de coca melhor se amolda a este tipo penal.
Semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar, de PLANTAS que se constituam em matéria-prima p/ preparação de drogas
Utiliza LOCAL ou BEM de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou
vigilância, ou consente que outrem dele se utilize , AINDA QUE GRATUITAMENTE, sem autorização ou em
desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas
VENDE ou ENTREGA drogas ou MP, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas, sem
autorização ou em desacordo com a determinação legal ou regulamentar, a agente policial DISFARÇADO ,
quando presentes elementos probatórios razoáveis de conduta criminal preexistente.
Reclusão de 5-15
anos + Multa
Tráfico Privilegiado (↓): penas poderão ser reduzidas de 1/6 a 2/3, desde que:
1) Agente primário
2) Bons antecedentes
3) Não se dedique às atividades criminosas
4) Não integre Orcrim
*STF não reconhece mais o caráter hediondo do tráfico de drogas privilegiado
*Diminuição aplicável ainda que o tráfico seja internacional e a quantiade seja grande
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DEM AIS CRI MES (ARTS. 3 4 A 39 ) 
Dentro os demais crimes previstos, os mais cobrados são os constantes nos arts. 34, 35, 36 e 38. 
Maquinário 
para o Tráfico 
(Art. 34) 
Fabricar, adquirir, utilizar, transportar, oferecer, vender, distribuir, entregar a qualquer título, possuir, 
guardar ou fornecer, AINDA QUE GRATUITAMENTE, maquinário, aparelho, instrumento ou qualquer 
objeto destinado à fabricação, preparação, produção ou transformação de drogas, sem autorização ou em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar. 
Pena: reclusão 3-10 anos + multa 
Associação para 
o Tráfico 
(Art. 35) 
ASSOCIAREM-SE 2+ pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes 
previstos: 
• Art. 33, caput (tráfico) 
• Art. 33, § 1º (equiparados ao tráfico) 
• Art. 34 (financiamento para o tráfico) 
Pena: reclusão 3-10 anos + multa 
Financiamento 
para o Tráfico 
(Art. 36) 
FINANCIAR ou CUSTEAR a prática de qualquer dos crimes previstos: 
• Art. 33, caput (tráfico) 
• Art. 33, § 1º (equiparados ao tráfico) 
• Art. 34 (financiamento para o tráfico) 
Pena: reclusão 8-20 anos + multa 
Prescrição de 
Drogas sem 
Comando Legal 
(Art. 38) 
PRESCREVER ou MINISTRAR, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em 
doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. 
Pena: reclusão 6 meses – 2 anos + multa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SOB RE AS PE NAS 
 
P
E
N
A
S
AUMENTO
As penas previstas nos arts. 33 a 37 são AUMENTADAS de 1/6 a 2/3
1) Transnacionalidade do delito1
2) Tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o DF2
3) Agente se prevalece de função pública ou no desempenho de poder
familiar, guarda, vigilância
4) Nas dependências ou imediações de presídios, escolas, hospitais,
transporte público, quartéis, etc - STJ, HC 528.851/20: não se aplica a igrejas.
5) Praticado com violência, grave ameaça, emprego de arma de foto ou
intimidação
6) Prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente
7) Agente financiar ou custear a prática do crime
1STJ (Súmula 607): [...] se configura com a prova da destinação internacional
das drogas, ainda que não consumada a transposição de fronteiras.
2STJ (Súmula 587): [...] é desnecessária a efetiva transposição de fronteiras
entre estados, sendo suficiente a demonstração inequívoca da INTENÇÃO
de realizar o tráfico interestadual.
REDUÇÃO
Colaboração VOLUNTÁRIA com investigação ou processo ciminal na
identificação dos demais co-autores / partícipes e na recuperação total ou
parcial do produto terá PENA REDUZIDA de 1/3 a 2/3
FIXAÇÃO
Quais os critérios levados em conta?
1) Natureza da substância
2) Quantidade1 da substância
3) Personalidade do agente
4) Conduta social do agente
1STF (RHC 122.684/14): a natureza e a quantidade da droga NÃO podem ser
utilizadas para aumentar a pena-base do réu E também para afastar o tráfico
privilegiado ou para, reconhecendo-se o direito ao benefício, conceder ao réu
uma menor redução de pena. Haveria, nesse caso, bis in idem.
ISENÇÃO
É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito,
proveniente de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação
ou da omissão, qualquer que tenha sido a infração penal praticada,
INTEIRAMENTE INCAPAZ de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
BENEFÍCIOS
Crimes dos arts. 33, caput e §1º e 33 a 37
São inafiançáveis e insucvetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e
LIBERDADE PROVISÓRIA, VEDADA a conversão de suas penas em
restritivas de direitos.
Muito Cuidado!
A LEI ainda fala da impossibilidade de liberdade provisória. Contudo, o STF
(HC 104.339, ratificada pela Resolução nº 5/2012 do Senado), decidiu pela
inconstitucionalidade dessa vedação.
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INVES TIGAÇÃO 
 
 
1 
Para lavratura do APF é suficiente laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial 
(que pode participar da elaboração do laudo definitivo) ou, na falta deste, por pessoa idônea 
INQU ÉRI TO PO LI CI AL (IP ) 
Prazo de conclusão do IP 
30 dias 
Se indiciado PRESO 
90 dias 
Se indiciado SOLTO 
Prazos podem ser duplicados pelo Juiz, ouvido o MP, mediante pedido do delegado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
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LAVAGEM DE DINHEIRO – LEI 9.613/98 
INTRO DU ÇÃO 
GERAÇÕ ES 
Para que o crime de lavagem de dinheiro ocorra é necessário que haja uma infração penal anterior. É dela que se originam 
os valores arrecadados pelo(s) criminoso(s). Em relação a essa infração anterior, há três gerações de leis que tratam do tema. 
 
STF (HC 92.279): impende destacar que o crime de lavagem de dinheiro é autônomo em relação à infração penal 
antecedente, sendo perfeitamente possível que o autor do ilícito anterior seja o mesmo do crime de lavagem de 
capitais, tendo em vista que NÃO HÁ, na legislação brasileira, qualquer vedação à chamada “autolavagem”. 
FASES DA LAV AGE M 
 
STF (RHC 80.816): a corte entendeu que a consumação da lavagem independe do preenchimento dessas3 fases, ou 
seja, o crime se consuma com a prática de QUALQUER uma das 3 fases. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Crime antecedente
deve ser o tráfico
de drogas e afins
1ª Geração
Há uma lista
fechada de crimes
antecedentes (rol
taxativo)
2ª Geração
Crime antecedente
pode ser qualquer
um (rol aberto)
3ª Geração
• Introdução do dinheiro ilícito no
sistema financeiro. São utilizadas
inúmeras técnicas, como por
exemplo o Smurfing - pulverização
em pequenos depósitos
1ª FASE
Colocação (Placement)
• São realizadas diversas
movimentações financeiras
com o objetivo de dificultar
o rastreamento da origem
ilícita dos valores.
2ª FASE
Mascaramento (Layering)
• Nesta fase, já com aparência
lícita os valores são
reinvestidos nas mesmas
atividades delituosas
3ª FASE
Integração (Integration)
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CRIM E DE LAV AG EM E O CULTAÇÃO 
 
DIS POS I ÇÕ ES P RO CE SSUAIS E SP E CIAIS 
Processo 
Infr ações P enais Antecedentes 
Despenca! O processo e julgamento INDEPENDEM do processo e julgamento das infrações penais 
antecedentes, ainda que praticados em outro país. 
Despenca! A denúncia será instruída com INDÍCIOS SUFICIENTES da existência da infração penal 
antecedente, sendo puníveis os fatos previstos nesta Lei, AINDA QUE desconhecido ou isento de pena o 
autor, ou extinta a punibilidade da infração penal antecedente. 
Sus pens ão do Proces so e do Pr az o Pr escri cional 
NÃO se aplica o art. 366 do CPP, devendo o acusado que não comparecer nem constituir advogado ser 
citado por edital, prosseguindo o feito até o julgamento, com a nomeação de defensor dativo. 
Art. 366, CP – Se o acusado, citado por EDITAL, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão 
SUSPENSOS o processo e o curso do prazo prescricional [...] 
Competência 
Para Julgar 
Regra Geral: Justiça ESTADUAL 
Exceção: Justiça FEDERAL 
1. Quando praticado contra sistema financeiro e ordem econômico financeira; 
2. Em detrimento de bens, serviços ou interesses da União, suas autarquias e empresas públicas; 
3. Quando infração ANTECEDENTE for de competência da Justiça Federal. 
Medidas 
Assecuratórias 
Quem? Juiz 
Como? De ofício, a requerimento do MP ou via delegado, ouvido MP em 24h 
Motivo? Indícios suficientes de infração penal 
Bens, direitos ou valores: do investigado OU de interpostas pessoas 
Alienação Antecipada: visa preservar o valor de bens sujeitos à deterioração ou depreciação ou de difícil 
manutenção. 
Indiciamento de Servidor Público: será AFASTADO, sem prejuízo de remuneração e demais direitos, ATÉ 
QUE o juiz competente autorize, em decisão fundamentada, o seu retorno. 
Suspensão: a ordem de prisão ou as medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores poderão ser 
suspensas pelo juiz, ouvido o MP, quando a sua execução imediata puder comprometer as investigações. 
Art. 1º - Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização,
disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou
valores PROVENIENTES, direta ou indiretamente, de
infração penal (crime ou contravenção).
Pena: reclusão 3-10 anos + Multa
TENTATIVA
Pena correspondente ao crime
consumado, diminuída de 1/3 a 2/3
AUMENTO DE PENA 1/3 a 2/3
Crime cometido de forma reiterada 
ou por organização criminosa
REDUÇÃO DE PENA 1/3 a 2/3
Autor, coautor ou partícipe colabora
espontaneamente c /as autoridades
Novidade Pacote Anticrime
Para a apuração, ADMITE-SE a utilização da
ação controlada e da infiltração de agentes.
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CO NSE LHO DE CONT RO LE DE ATIV I DADES FIN AN CE IRAS - COAF 
Esse tópico foi cobrado em apenas 2 questões nos últimos 6 anos. Contudo, por conta das recentes “polêmicas”, acredito que 
seja importante ter no radar as seguintes informações. 
 
 
Em qual estrutura hierárquica está o Coaf? 
Na lei de Lavagem de Dinheiro, alterada pela MP 886/19, o Coaf encontra-se no âmbito do 
Ministério da Economia. Já a Lei 13.974/20, que dispõe especificamente sobre o órgão, 
estabelece que ele é administrativamente vinculado ao Bacen. 
Qual a missão do Coaf? 
Produzir inteligência financeira e promover a proteção dos setores econômicos contra a 
lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. 
Como o Coaf atua? 
Ele examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e COMUNICA às 
autoridades competentes para instauração de procedimentos. 
O Coaf pode aplicar sanções? 
SIM! O Conselho aplica penas ADMINISTRATIVAS nos setores econômicos para os quais 
não exista órgão regulador ou fiscalizador próprio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – LEI 13.869/19 
DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S 
Crime Funcional: o abuso é caracterizado quando o agente está no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las. 
Crime de Hermenêutica: NÃO configura o abuso a divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas. 
Dolo Específico: o crime de abuso de autoridade somente se caracteriza quando o agente tem FINALIDADE ESPECÍFICA de 
prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, OU, ainda, por mero capricho ou satisfação pessoal. 
SUJEIT O ATIV O DO CRIM E 
 
 
1Todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou 
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função. 
AÇÃO PEN AL 
 
1Trata-se da decadência imprópria, pois não ocorre extinção da punibilidade. Assim, ainda há a possibilidade de o MP 
ingressar com a AP (claro, observando-se o prazo prescricional do crime). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUALQUER
agente público1
Servidor ou não
Adm. Direta, 
Indireta e 
Fundacional
Qualquer dos 
poderes da U, E, 
DF, M e Território
AÇÃO 
PENAL
REGRA
Pública INCONDICIONADA 
Privada SUBSIDIÁRIA da Pública
(pública não intentada no prazo legal)
Ministério Público
- Aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia 
substitutiva
- Intervir em todos termos do processo
- Fornecer elementos de prova
- Interpor recurso
- Retomar ação como parte principal (a todo 
tempo, ccaso haja negligência do querelante)
Prazo p/ Ação Privada (decadência1): 6 meses, 
contados do fim do prazo p/ oferecer denúncia.
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SAN ÇÕES , CO N DEN AÇÃO E PEN AS 
 
1 
Despenca! 
1. As sanções civis, penais e administrativas PODERÃO CUMULAR-SE, sendo INDEPENDENTES ENTRE SI. 
2. A sentença penal que reconhece excludente de ilicitude faz coisa julgada em âmbito civil e adm-disciplinar. 
3. Absolvição ou condenação CRIMINAL, negando ou confirmando a AUTORIA ou EXISTÊNCIA DO FATO não 
podem ser questionadas na no âmbito civil ou administrativo. 
Pegadinha clássica! Afirmar que ausência de prova na esfera penal interfere nas demais esferas [FALSO]. 
2 
Cuidado! Não confunda efeito da condenação (efeito extrapenal) com pena. Assim, a perda do cargo, por exemplo, 
NÃO é uma pena, mas um EFEITO EXTRAPENAL. 
3 
Cuidado! São condicionados à REINCIDÊNCIA

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