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LEGISLAÇÃO PENAL EXTRAVAGANTE A U T O R: Hen r i qu e d e La r a Mor a i s RESUMO Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 01 Sumário Glossário de Siglas ........................................................................................................................................................................ 3 Estatuto do Desarmamento – Lei 10.826/03 e Decreto 9.785/19 ............................................................................................... 5 Sinarm x Sigma ............................................................................................................................................................................................ 5 Do Registro.................................................................................................................................................................................................... 6 Do Porte ......................................................................................................................................................................................................... 7 Dos Crimes e Das Penas ............................................................................................................................................................................... 8 Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 10 Lei das Organizações Criminosas – Lei 12.850/13 ................................................................................................................... 11 Organização Criminosa ............................................................................................................................................................................ 11 Investigação e Meios de Obtenção da Prova .......................................................................................................................................... 12 Antitortura – Lei 9.455/97 ........................................................................................................................................................ 16 Condutas e Penas ....................................................................................................................................................................................... 16 Crimes Hediondos – Lei 8.072/90 ............................................................................................................................................. 17 Lei Anticorrupção – Lei 12.846/13 ............................................................................................................................................ 18 Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 18 Processo Administrativo de Responsabilização .................................................................................................................................... 18 Responsabilização Administrativa ......................................................................................................................................................... 19 Acordo de Leniência .................................................................................................................................................................................. 19 Lei de Drogas – Lei 11.343/06 .................................................................................................................................................... 21 Disposições Preliminares ......................................................................................................................................................................... 21 Prevenção do Uso, Atenção e Reinserção Social de Usuários e Dependentes ................................................................................... 21 Repressão à Produção não Autorizada e ao Tráfico Ilícito de Drogas ................................................................................................ 21 Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613/98 ........................................................................................................................................ 26 Introdução .................................................................................................................................................................................................. 26 Disposições Processuais Especiais .......................................................................................................................................................... 27 Conselho de Controle de Atividades Financeiras - Coaf ....................................................................................................................... 28 Crimes de Abuso de Autoridade – Lei 13.869/19 ...................................................................................................................... 29 Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 29 Sujeito Ativo do Crime .............................................................................................................................................................................. 29 Ação Penal ................................................................................................................................................................................................... 29 Sanções, Condenação e Penas .................................................................................................................................................................. 30 Condutas ..................................................................................................................................................................................................... 30 Crimes Contra a Ordem Tributária – Lei 8.137/90 ................................................................................................................... 34 Praticado por Particular ............................................................................................................................................................................ 34 Praticados Por Funcionário Público – Crimes Próprios / funcionais ................................................................................................. 35 Outros tópicos ............................................................................................................................................................................................ 35 Jurisprudência ........................................................................................................................................................................................... 35 Lei de Execução Penal (LEP) - Lei 7.210/84 ............................................................................................................................... 36 Histórico de Cobrança ............................................................................................................................................................................... 36 Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 02 Do Objeto e da Aplicação da LEP ..............................................................................................................................................................em crime de abuso de autoridade e NÃO são automáticos, devendo ser declarados motivadamente na sentença. CO N DUT AS • Não há crime com pena de reclusão, apenas detenção (portanto, não há regime fechado) • Não há hipóteses de aumento de pena (qualificado) • Não há delação premiada • Só há penas de 1-4 anos ou 6m a 2 anos. Assim, é possível aplicação da transação penal, prevista na Lei 9099 Infelizmente não há muito para onde fugir. São diversas condutas tipificadas. Minha sugestão é que você não tente decorá-las. Será um esforço imenso com um benefício não tão grande assim. Vez ou outra dê uma passada aqui e leia as condutas, mas sem se preocupar em excesso. SANÇÕES PENAL Penas Privativas de liberdade Na lei só há previsão de DETENÇÃO Restritivas de Direitos - aplicadas autônoma ou cumulativamente: 1) Prestação de serviço 2) Suspensão do exercício do cargo, função ou mandato por 1-6 meses, com perda dos vencimentos e vantagens Efeitos da condenação Obrigação de INDENIZAR. Juiz fixa na sentença valor mín, a requerimento do ofendido INABILITAÇÃO para o exercício de cargo, mandato ou função pública, por 1 a 5 anos PERDA do cargo, do mandato ou da função pública CIVIL ADM. 2 1 3 S u b stitu ív e l Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 31 PEN A DE 1 A 4 ANOS E MULTA Art. 9º Decretar medida de privação da liberdade em manifesta desconformidade com as hipóteses legais. Parágrafo único. Incorre na mesma pena a autoridade judiciária que, dentro de prazo razoável, deixar de: I - relaxar a prisão manifestamente ilegal; II - substituir a preventiva por cautelar diversa ou de conceder liberdade provisória, quando manifestamente cabível; III - deferir liminar ou ordem de habeas corpus, quando manifestamente cabível. Art. 10. Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo. Art. 13. Constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua capacidade de resistência, a. I - exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública; II - submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não autorizado em lei; III - produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro. Art. 15. Constranger a depor, sob ameaça de prisão, pessoa que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, deva guardar segredo ou resguardar sigilo. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem prossegue com o interrogatório: I - de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio; ou II - de pessoa que tenha optado por ser assistida por advogado ou defensor público, sem a presença de seu patrono. Art. 19. Impedir ou retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à autoridade judiciária competente para a apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia. Parágrafo único. Incorre na mesma pena o magistrado que, ciente do impedimento ou da demora, deixa de tomar as providências tendentes a saná-lo ou, não sendo competente para decidir sobre a prisão, deixa de enviar o pedido à autoridade judiciária que o seja. Art. 21. Manter presos de ambos os sexos na mesma cela ou espaço de confinamento. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem mantém, na mesma cela, criança ou adolescente na companhia de maior de idade ou em ambiente inadequado, observado o ECA. Art. 22. Invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, imóvel alheio ou suas dependências, ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determinação judicial ou fora das condições legais. § 1º Incorre na mesma pena, na forma prevista no caput deste artigo, quem: I - coage alguém, mediante violência ou grave ameaça, a franquear-lhe o acesso a imóvel ou suas dependências; III - cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h ou antes das 5h. § 2º Não haverá crime se o ingresso for para prestar socorro, ou quando houver fundados indícios que indiquem a necessidade do ingresso em razão de situação de flagrante delito ou de desastre. Art. 23. Inovar artificiosamente, no curso de diligência, de investigação ou de processo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de eximir-se de responsabilidade ou de responsabilizar criminalmente alguém ou agravar-lhe a responsabilidade. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem pratica a conduta com o intuito de: I - eximir-se de responsabilidade civil ou administrativa por excesso praticado no curso de diligência; II - omitir dados ou informações ou divulgar dados ou informações incompletos para desviar o curso da investigação, da diligência ou do processo. Art. 24. Constranger, sob violência ou grave ameaça, funcionário ou empregado de instituição hospitalar pública ou privada a admitir para tratamento pessoa cujo óbito já tenha ocorrido, com o fim de alterar local ou momento de crime, prejudicando sua apuração. Aplica-se também a pena correspondente à violência. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 32 Art. 25. Proceder à obtenção de prova, em procedimento de investigação ou fiscalização, por meio manifestamente ilícito. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem faz uso de prova, em desfavor do investigado ou fiscalizado, com prévio conhecimento de sua ilicitude. Art. 28. Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado. Art. 30. Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente. Art. 36. Decretar, em processo judicial, a indisponibilidade de ativos financeiros em quantia que extrapole exacerbadamente o valor estimado para a satisfação da dívida da parte e, ante a demonstração, pela parte, da excessividade da medida, deixar de corrigi-la. PEN A DE 6 ME SES A 2 AN OS E MULTA Art. 12. Deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem: I - deixa de comunicar, imediatamente, a execução de prisão temporária ou preventiva à autoridade judiciária que a decretou; II - deixa de comunicar, imediatamente, a prisão e o local onde se encontra à sua família ou à pessoa por ela indicada; III - deixa de entregar ao preso, no prazo de 24 horas, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão e os nomes do condutor e das testemunhas; IV - prolonga a execução de pena privativa de liberdade, de prisão temporária, de prisão preventiva, de medida de segurança ou de internação, deixando, sem motivo justo e excepcionalíssimo, de executar o alvará de soltura imediatamente após recebido ou de promover a soltura do preso quando esgotado o prazo judicial ou legal. Art. 16. Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso por ocasião de sua captura ou quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, como responsável por interrogatório em sede de procedimento investigatório de infração penal, deixa de identificar-se ao preso ou atribui a si mesmo falsa identidade, cargo ou função. Art. 18. Submeter o preso a interrogatório policial durante o período de repouso noturno, salvo se capturado em flagrante delito ou se ele, devidamente assistido, consentir em prestar declarações. Art. 20. Impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservadado preso com seu advogado. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem impede o preso, o réu solto ou o investigado de entrevistar-se pessoal e reservadamente com seu advogado ou defensor, por prazo razoável, antes de audiência judicial, e de sentar-se ao seu lado e com ele comunicar-se durante a audiência, salvo no curso de interrogatório ou no caso de audiência realizada por videoconferência. Art. 27. Requisitar instauração ou instaurar procedimento investigatório de infração penal ou administrativa, em desfavor de alguém, à falta de qualquer indício da prática de crime, de ilícito funcional ou de infração administrativa. Parágrafo único. Não há crime quando se tratar de sindicância ou investigação preliminar sumária, devidamente justificada. Art. 29. Prestar informação falsa sobre procedimento judicial, policial, fiscal ou administrativo com o fim de prejudicar interesse de investigado. Art. 31. Estender injustificadamente a investigação, procrastinando-a em prejuízo do investigado ou fiscalizado. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, inexistindo prazo para execução ou conclusão de procedimento, o estende de forma imotivada, procrastinando-o em prejuízo do investigado ou do fiscalizado. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 33 Art. 32. Negar ao interessado, seu defensor ou advogado acesso aos autos de investigação preliminar, ao termo circunstanciado, ao inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou administrativa, assim como impedir a obtenção de cópias, ressalvado o acesso a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a realização de diligências futuras, cujo sigilo seja imprescindível. Art. 33. Exigir informação ou cumprimento de obrigação, inclusive o dever de fazer ou de não fazer, sem expresso amparo legal. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem se utiliza de cargo ou função pública ou invoca a condição de agente público para se eximir de obrigação legal ou para obter vantagem ou privilégio indevido. Art. 37. Demorar demasiada e injustificadamente no exame de processo de que tenha requerido vista em órgão colegiado, com o intuito de procrastinar seu andamento ou retardar o julgamento. Art. 38. Antecipar o responsável pelas investigações, por meio de comunicação, inclusive rede social, atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 34 CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – LEI 8.137/90 PRATI CADO PO R PARTI CU LAR Art. 1º - SUPRIMIR ou REDUZIR tributo, CS e acessórios, mediante as seguintes condutas: Art. 2° Constitui crime da mesma natureza (ou seja, contra a ordem tributária): Omitir info., ou prestar DECLARAÇÃO FALSA; Fraudar a fiscalização; Falsificar OU Alterar nota, fatura e outros docs. Elaborar, Fornecer OU Utilizar doc. que saiba ou deva saber falso / inexato – dolo eventual; Negar OU Deixar de Fornecer, quando obrigatório, NF ou equivalente, ou fornecê-la em desacordo com a legislação. Deixar de Recolher, no prazo, tributo / CS, descontado ou cobrado – omissivo; Fazer declaração falsa OU Omitir rendas, bens ou fatos, PARA eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo – dolo específico; Exigir, Pagar OU Receber, p/ si ou p/ o contribuinte beneficiário, qualquer % sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de CS como incentivo fiscal; Deixar de Aplicar, OU Aplicar em Desacordo, incentivo fiscal ou parcelas de imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento – omissivo Utilizar OU Divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo possuir info. contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda. RECLUSÃO de 5 a 2 anos + Multa (*) DETENÇÃO de 6 meses a 2 anos + Multa (*) Condutas DOLOSAS (dolo direto) Condutas DOLOSAS Trata-se de crimes MATERIAIS. STF (SV 24): NÃO se tipifica crime MATERIAL contra a ordem tributária, ANTES do lançamento definitivo do tributo. Sendo assim, torna-se indispensável o esgotamento da via administrativo-fiscal para consumação do delito Trata-se de crimes FORMAIS, pois independem de supressão ou redução, NÃO havendo necessidade de constituição definitiva do CT – DESPENCA (*) AGRAVAM a pena 𝟏 𝟑 𝑎 𝟏 𝟐 ▪ Grave dano à coletividade; ▪ Cometido por servidor NO EXERCÍCIO; ▪ Crime praticado (...) essenciais à vida ou à saúde. (*) Nos crimes em quadrilha ou co-autoria, o coautor ou partícipe que por CONFISSÃO ESPONTÂNEA revelar a trama terá a sua pena REDUZIDA de 𝟏 𝟑 𝑎 𝟐 𝟑 Extinção da Punibilidade (CAI MUITO): STJ (HC 362.478/2017): o ADIMPLEMENTO do débito tributário, a QUALQUER tempo, até mesmo após o advento do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, é causa de extinção da punibilidade do acusado. Parcelamento: não há extinção da punibilidade, mas é SUSPENSA a pretensão punitiva. Durante o parcelamento NÃO CORRE o prazo prescricional CRIMINAL. Insignificância: STF / STJ: VMÍNIMO = R$ 20.000,00. STJ (REsp 1.849.120/20): para tributos federais, apenas débitos superiores a R$ 1 milhão. Para estaduais e municipais, cada ente definirá. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 35 PRATI CADOS P OR FUN CION ÁRIO PÚ BLI CO – CRIM ES PRÓP RI OS / FU N CION AIS EXTRAVIAR livro, processo ou documento, de que tenha a guarda em razão da função; SONEGÁ-LO, ou INUTILIZÁ-LO, total ou parcialmente, acarretando pagamento indevido ou inexato de tributo MATERIAL EXIGIR, SOLICITAR ou RECEBER, para si ou 3º, ainda que fora da função ou antes de iniciar seu exercício, mas em razão dela, vantagem indevida; ou ACEITAR promessa de tal vantagem, PARA deixar de lançar ou cobrar tributo, ou cobrá-los parcialmente – dolo é específico (tem uma finalidade) FORMAL Reclusão de 3 a 8 anos + Multa PATROCINAR interesse privado perante a administração fazendária, valendo-se da qualidade de servidor FORMAL Reclusão de 1 a 4 anos + Multa ▪ Todas as condutas acima são DOLOSAS. OUT ROS TÓP I COS Multas – Art. 1º, 2º e 3º Art. 8° MULTA: 10 a 360 dias-multa, fixado pelo juiz: variando de 14 a 200 BTN (Bônus do Tesouro Nacional) Art. 10. Caso o juiz, considerado o ganho ilícito e a situação econômica do réu, poderá 1/10 ou 10x. Cai! Ação Penal e Representação Fiscal (RFFP) A RFFP é encaminhada ao MP DEPOIS da decisão final, na esfera ADMINISTRATIVA, sobre exigência do CT. O STF entende que a ação penal é PÚBLICA e INCONDICIONADA (independe de representação ou requisição). Pessoas Jurídicas e responsabilização penal NÃO se admite responsabilização PENAL de PJ. O STF entende que responsabilização penal de PJ só ocorre no caso de crimes ambientais. JURIS PRU DÊ N CIA STF (RHC 163334/19): O contribuinte que, de forma contumaz E com dolo de apropriação, deixa de recolher o ICMS cobrado do adquirente da mercadoria ou serviço incide no tipo penal do art. 2º, II, da Lei nº 8.137/90. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.brLegislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 36 LEI DE EXECUÇÃO PENAL (LEP) - LEI 7.210/84 HIS TÓ RI CO DE COB RAN ÇA Fazendo uma análise dos últimos anos, fica muito claro quais assuntos da LEP devemos focar nossa atenção. O quadro abaixo resume bem como a lei “cai” em prova: ASSUNTO % COBRANÇA Do Objeto e da Aplicação da Lei de Execução Penal (arts. 1º a 4º) 1,4% Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60) 39,7% Dos Órgãos da Execução Penal (art. 61 a 81-B) 11,7% Dos Estabelecimentos Penais (art. 82 a 104) 4,9% 1Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170) 37,4% Da Execução das Medidas de Segurança (arts. 171 a 179) 0,6% Dos Incidentes de Execução (arts. 180 a 193) 1,1% Do Procedimento Judicial (arts. 194 a 197) 2,9% Das Disposições Finais e Transitórias (arts. 198 a 204) 0,3% Tenha essa tabela em mente na hora de estudar. Lembre-se sempre do princípio 80/20 e foque naquilo que é de fato relevante! Com essa breve consideração inicial, vamos ao que interessa. 1Esse tópico é muito cobrado em concursos para “autoridades”, como Juízes, Defensores e Promotores. Não é tão cobrado assim em cargos de nível executivo. DO O BJET O E DA AP LI CAÇÃO DA LEP Objetivo da Execução Penal: EFETIVAR as disposições de sentença / decisão criminal e PROPORCIONAR condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. Princípio da Jurisdicionalidade: a jurisdição penal dos Juízes / TJs será exercida, no processo de execução, conforme LEP e CPP. STF (Súmula 192): Compete ao juízo das execuções penais do estado a execução das penas impostas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos à administração estadual. DO CON DEN ADO E DO INT ERNADO CLAS SIFI CAÇÃO Critérios de classificação Antecedentes e personalidade, para orientar a individualização da execução penal Condenado em regime fechado Será submetido a exame criminológico para a obtenção dos elementos necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da execução Quem faz a classificação Comissão Técnica (Diretor + 2 chefes de serviço + 1 psiquiatra + 1 psicólogo + 1 assistente social). Ela poderá: 1. Entrevistar pessoas 2. Requisitar, de repartições ou estabelecimentos privados, dados e informações do condenado 3. Realizar outras diligências e exames necessários ATENÇÃO Os condenados por crime doloso com violência de GRAVE contra pessoa, OU por qualquer crime hediondo (não se aplica aos crimes equiparados), serão submetidos, OBRIGATORIAMENTE, à identificação do perfil genético (DNA). • Deve haver garantia mínima de proteção dos dados genéticos • Se o preso não foi submetido à identificação na “entrada”, deve fazer durante o cumprimento da pena • É falta grave a recusa do condenado em submeter-se ao procedimento Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 37 ASSIS TÊN CI A AO P RESO E AO INT ERN ADO ASSIT ÊN CI A AO EG RESSO EGRESSO 1. Liberado DEFINITIVO, pelo prazo de 1 ano da sua saída 2. Liberado CONDICIONAL, durante o período de prova ASSISTÊNCIA Consiste na orientação e apoio para reintegrá-lo à vida em liberdade, bem como na concessão, se necessário, de alojamento e alimentação pelo prazo de 2 meses (prorrogável uma única vez). ASSISTÊNCIA Dever do Estado e objetiva prevenir o crime e orientar o retorno à convivência. Material Abrange: alimentação, vestuário e instalações higiênicas Saúde Caráter: preventivo e curativo Atendimento: médico, famacêutico e odontológico Não havendo condições para assistência médica, ela poderá ser feita em outro local, com autorização do diretor Jurídica Destinatários: aqueles sem condições financeiras para constituir advogado. Responsável: Defensoria Pública, dentro e fora dos estabelecimentos penais, de forma integral e gratuita. Educacional Abrange: - Ensino escolar (1º grau é OBRIGATÓRIO) - Formação profissional (iniciação ou aperfeiçoamento) PODE haver CONVÊNIO com instituições públicas ou privadas para a prestação do serviço. Nos programas de educação da U, E, DF e M deve haver previsão de EAD aos presos e internados. Social Finalidade: amparar o preso e o internado e prepará-los para o retorno à liberdade Religiosa Prestada aos presos e internados, prevê a liberdade de culto e a posse de livros de instrução religiosa. Nos estabelecimentos haverá local apropriado para o culto, sendo que NENHUM preso ou internado será obrigado a participar DESPENCA EM PROVA Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 38 TRAB ALHO DESPENCA • Regime: NÃO ESTÁ sujeito ao regime da CLT • Remuneração: NÃO PODE ser inferior a ¾ do salário mínimo • Tarefas como Serviço à Comunidade: NÃO SÃO remuneradas TRABALHO INTERNO Jornada: não inferior a 6h nem superior a 8h, com descanso aos domingos e feriados. Condenado à pena privativa: está OBRIGADO ao trabalho Condenado por crime político: NÃO está obrigado ao trabalho Preso provisório: NÃO está obrigado e só pode trabalhar no interior do estabelecimento. TRABALHO EXTERNO O trabalho externo deve ser AUTORIZADO pela direção e depende de aptidão, disciplina e responsabilidade, além do cumprimento MÍNIMO de 1/6 da pena. STJ (Súmula 40): Para obtenção dos benefícios de saída temporária e trabalho externo, considera-se o tempo de cumprimento da pena no regime fechado. Presos em Regime Fechado (DESPENCA): SOMENTE em serviço ou obras públicas realizadas por órgãos da ADMD ou ADMI, ou entidades privadas, desde que tomadas as cautelas contra a fuga e em favor da disciplina. • Limite de presos na obra: 10% do total de empregados • Prestação à entidade privada: preso deve consentir DIS CIP LIN A CUIDADO Para fins de prova, este é um dos tópicos mais importantes de toda a LEP. Quero que você dê MUITO foco a todos os detalhes. Tudo que estiver aqui, leia e releia, pois há uma chance enorme de cair na sua prova. FALT AS DI S CIP LIN ARES FALTAS DISCIPLINARES GRAVES Provocar acidente de trabalho FUGIR Possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem Incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina Descumprir, no regime ABERTO, as condições impostas Inobservar obediência ao servidor e respeito e urbanidade com os demais Possuir, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar Recusar submeter-se ao procedimento de identificação do perfil genético MÉDIAS LEVES Tentativa: é punida com a mesma sanção à falta consumada Legislação LOCAL especifica as faltas leves e médias e respectivas sanções 1 Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 39 1 STJ (Súmula 441): A falta grave não interrompe o prazo para obtenção de livramento condicional. STJ (Súmula 526): O reconhecimento de falta grave decorrente do cometimento de fato definido como crime doloso no cumprimento da pena prescinde do trânsito em julgado de sentença penal condenatória no processo penal instaurado para apuração do fato. STJ (Súmula 534): A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se reiniciaa partir do cometimento dessa infração. STJ (Súmula 535): a prática de falta grave não interrompe o prazo para fim de comutação de pena ou indulto. REGI ME DIS CI PLI NAR DI FE RE N CIADO – RDD O RDD não é uma espécie de cumprimento de pena, mas sim uma sanção disciplinar (a mais gravosa). Hipótese 1. Crime DOLOSO (falta grave) E subversão da ordem e disciplina internas 2. ALTO risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade 3. Fundadas suspeitas de envolvimento ou participação, a qualquer título, em organização criminosa, associação criminosa ou milícia privada, independentemente da prática de falta grave Sujeitos Preso PROVISÓRIO ou CONDENADO, nacional ou estrangeiro Duração Até 2 anos, sem prejuízo de repetição por nova falta grave da mesma espécie Recolhim. Cela INDIVIDUAL Banho de sol 2h/dia, em grupos de até 4 pessoas, sem que haja contato com presos do mesmo grupo criminoso Entrevistas Sempre monitoradas, exceto com defensor, SEM contato físico, exceto por autorização judicial Correspond. Terão seus conteúdos fiscalizados Audiências Preferencialmente por videoconferência, com participação do defensor no mesmo ambiente do preso Visitas Quinzenais, por 2h, de 2 pessoas por vez (familiar ou 3º autorizado judicialmente), SEM contato físico • Visita será gravada em sistema de áudio ou de áudio e vídeo • Visita pode ser fiscalizada por agente penitenciário, se autorizado judicialmente SAN ÇÕES VEDADO o uso de cela escura VEDADAS as sanções coletivas SANÇÕES DISCIPLINARES Advertência Verbal Repreensão Suspensão ou restrição de direitos (até 30 dias) Isolamento, sempre comunicado ao Juiz (até 30 dias) Inclusão no RDD Aplicadas por ato motivado do diretor 1) Diretor faz requerimento ao juiz 2) JUIZ AUTORIZA, ouvido MP e a defesa 3) Diretor aplica Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 40 PRO CE DI MEN TO DI S CI PLI NAR STJ (Súmula 533): Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar no âmbito da execução penal, é imprescindível a instauração de procedimento administrativo pelo diretor do estabelecimento prisional, assegurado o direito de defesa, a ser realizado por advogado constituído ou defensor público nomeado. MUITO CUIDADO Para preservar a “lisura” da apuração, é possível determinar o isolamento preventivo e a inclusão no RDD. Nesses dois casos NÃO HÁ SANÇÃO, mas apenas um procedimento PREVENTIVO! • Isolamento Preventivo: até 10 dias • Inclusão no RDD: depende de despacho do juiz EST ABE LE CIM ENT O S PE NAIS 1 A mulher e o maior de 60 anos são recolhidos a estabelecimento próprio. 1. Pode ser no mesmo conjunto arquitetônico (mesmo “complexo”), desde que devidamente isolados 2. Os destinados às mulheres devem ter berçário para crianças de até, no mínimo, 6 meses de idade Preso provisório e o condenado ficarão SEPARADOS. Critérios para separação: PROVISÓRIO 1) Acusados de crimes hediondos ou equiparados 2) Acusados de crimes com violência ou grave ameaça 3) Demais crimes e contravenções CONDENADO 1) Condenados por crimes hediondos ou equiparados 2) Reincidentes crimes c/ violência ou grave ameaça 3) Primários crimes c/ violência ou grave ameaça 4) Demais crimes e contravenções ESTABELECIMENTOS PENAIS Penitenciária Regime FECHADO pena sup 8 anos Colônia Agrícola Ind. ou similar Regime SEMI-ABERTO sup 4 | inf 8 anos Casa de Albergado Regime ABERTO pena inf 4 anos Cadeia Pública Presos PROVISÓRIOS Hospital de Custódia / Psiquiátrico Destina-se aos inimputáveis e semi-imputáveis Centro de Observação Realiza exames gerais e criminológicos (p/ classificação) 1 Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 41 ÓRG ÃOS DA EX E CU ÇÃO PE NAL OBSERVAÇÃO Tópico extremamente decoreba. Infelizmente não há muito o que fazer. Representa em torno de 12% das questões de LEP. Minha sugestão: apesar de identificar os itens mais cobrados (que estarão aqui), vez ou outra faça a leitura da lei seca (art. 61 a 81-B), pois é a literalidade que cai na prova. ÓRGÃOS DA EXECUÇÃO PENAL Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária Tem sede em Brasília e está subordinado ao Min. Justiça. As duas atribuições mais cobradas são: 1) estimular e promover a pesquisa criminológica 2) estabelecer critérios p/ elaboração da estatística criminal Juízo da Execução STF (Súmula 611): Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna. STJ (Súmula 192): Compete ao Juízo das Execuções do Estado a execução das penas impostas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos a Administração Estadual. Ministério Público FISCALIZARÁ a execução da pena e da medida de segurança, oficiando no processo executivo e nos incidentes da execução. Conselho Penitenciário É órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena. Duas atribuições despencam em prova: 1) Emitir parecer sobre indulto e comutação de pena, exceto pedido de indulto com base no estado de saúde do preso 2) Supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos. Departamentos Penitenciário Diretor do Estabelecimento 1) Formação: Direito, psicologia, ciências sociais, pedagogia ou serviços sociais 2) Deve possuir experiência administrativa na área 3) Idoneidade moral e reconhecida aptidão para a função Patronato Público ou particular destina-se a prestar assistência aos albergados e aos egressos. Conselho da Comunidade Incumbência mais cobrada: visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca, PODENDO entrevistar presos. Defensoria Pública Já cobradas em prova: 1) Requerer a emissão anual do atestado de pena a cumprir 2) Visitar os estabelecimentos penais Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 42 EXE CU ÇÃO DAS PEN AS EM ES PÉ CI E Como esse tópico se divide e como ele é cobrado em prova? E X E C U Ç Ã O D A S P E N A S Penas Privativas de Liberdade Disposições Gerais Regimes Autorização de Saída Permissão de Saída Saída Temporária Remição Livramento Condicional Monitoração Eletrônica Penas Restritivas de Direitos Disposições Gerais Prestação de Serviços à Comunidade Limitação de Fim de Semana Interdição Temporária de Direitos Suspensão Condicional Multa ! ! ! ! Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 43 PEN AS PRIV ATIV AS DE LIBE RDADE REGI ME S Progr ess ão – Arti go total mente modificado p el o pacote Anti crime A pena será progressiva, com a transferência para regime MENOS rigoroso (determinada pelo juiz), quando preso tiver cumprido ao menos: CUMPRIU HIPÓTESE 16% Se primário e o crime tiver sido cometido SEM violência à pessoa ou grave ameaça 20% Se reincidente em crime cometido SEM violência à pessoa ou grave ameaça 25% Se primário e o crime tiver sido cometido COM violênciaà pessoa ou grave ameaça 30% Se reincidente em crime cometido COM violência à pessoa ou grave ameaça 40% Se primário condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado1 50% Se primário de crime hediondo ou equiparado1, com resultado morte, vedado o livramento condicional Se prática do crime de constituição de milícia privada Se comando, individual ou coletivo, de ORCRIM estruturada p/ a prática de crime hediondo ou equiparado1 60% Se reincidente na prática de crime hediondo ou equiparado1 70% Se reincidente em crime hediondo ou equiparado1 COM resultado morte, vedado o livramento condicional 1NÃO se considera hediondo ou equiparado, para os fins deste artigo, o crime de tráfico de drogas. STJ (Súmula 491): É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime prisional. STJ (Súmula 534): A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do cometimento dessa infração. STF (Súmula 717): Não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em sentença não transitada em julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão especial. Regi me Aber to O Juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto, sem prejuízo das seguintes condições gerais e obrigatórias: 1. Permanecer no local que for designado, durante o repouso e nos dias de folga; 2. Sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados; 3. Não se ausentar da cidade onde reside, sem autorização judicial; 4. Comparecer a Juízo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado. STJ (Súmula 493): É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao regime aberto. Prisão Domiciliar: aplica-se ao apenado em regime aberto quando condenado(a): Maior de 70 anos Doença Grave Filho menor ou deficiente físico ou mental (mulheres) Gestante Regr ess ão A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: • Praticar fato definido como crime DOLOSO ou FALTA GRAVE • Sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena em execução, torne incabível o regime. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 44 AUT ORIZ AÇÕES DE SAÍ DA PERMISSÃO DE SAÍDA Aplica-se: condenados em regime fechado ou semiaberto, ou presos provisórios. Hipóteses: 1. Tratamento médico (próprio preso) 2. Falecimento ou doença grave de irmão, cônjuge, ascendente ou descendente Como: por autorização do DIRETOR Forma: mediante ESCOLTA Duração: tempo necessário à finalidade da saída SAÍDA TEMPORÁRIA Aplica-se: condenados em regime semiaberto Pacote Anticrime: não se aplica a condenado por crime hediondo com resultado morte. Hipóteses: 1. VISITA à família 2. Frequência em supletivo profissionalizante, bem como instrução do 2º grau ou superior (ESTUDO) 3. Participação em atividades que concorram p/ o retorno ao convívio social Como: ato motivado do JUIZ DA EXECUÇÃO ouvidos MP e adm. Penitenciária + requisitos: • Comportamento adequado • Cumprimento mín. de 1/6 da pena se primário • Cumprimento mín. de 1/4 da pena se reincidente • Compatibilidade do benefício c/ objetivos da pena Forma: SEM vigilância Pacote Anticrime: ausência de vigilância não impede monitoração eletrônica. Duração: até 7 dias, renovável 4x durante o ano RE MI ÇÃO APLICAÇÃO Ao condenado em regime fechado ou semiaberto, a remição se dá por trabalho ou estudo: • Trabalho: reduz 1 dia de pena p/ cada 3 de trabalho • Estudo (inclusive EAD): reduz1 dia de pena p/ cada 12h de estudo (divididos em mín. 3 dias) STJ (Súmula 562): É possível a remição de parte do tempo de execução da pena quando o condenado, em regime fechado ou semiaberto, desempenha atividade laborativa, ainda que extramuros. Atenção 1: É pegadinha de prova falar em regime aberto. Neste caso, a remição só é possível por estudo! Atenção 2: Preso impossibilitado de trabalhar ou estudar por acidente CONTINUARÁ se beneficiando com a remição. REVOGAÇÃO (despenca) Em caso de FALTA GRAVE, o JUIZ poderá revogar ATÉ 1/3 do tempo remido, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar. LIV RAME NTO CON DICI ON AL É benefício concedido a um apenado que permite o cumprimento da punição em liberdade até a extinção da pena. O condenado, no entanto, precisa preencher algumas condições. Cai muito pouco em prova, mas tenha em mente as seguintes súmulas: STJ (Súmula 441): A falta grave NÃO INTERROMPE o prazo para obtenção de livramento condicional. STJ (Súmula 617): A ausência de suspensão ou revogação do livramento condicional antes do término do período de prova enseja a extinção da punibilidade pelo integral cumprimento da pena. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 45 MONI TO RAÇÃO E LE TRÔN I CA 1 A violação dos deveres poderá acarretar, a critério do juiz da execução, ouvidos MP e defesa 1. Regressão do regime 2. Revogação da autorização de saída temporária 3. Revogação da prisão domiciliar 4. Advertência, por escrito, quando juiz da execução decida não aplicar alguma das medidas acima PRO CE DI MEN TO J U DI CI AL [Muito Cobrado] Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de AGRAVO1, sem efeito suspensivo. STF (Súmula 604): O MS não se presta para atribuir efeito suspensivo a recurso criminal interposto pelo MP. STF (Súmula 700): É de CINCO dias o prazo para interposição de agravo contra decisão do juiz da execução penal. 1Agravo é o recurso que se pode interpor contra uma decisão tomada dita interlocutória, isto é, uma decisão que não põe fim ao processo. Hipóteses (Juiz determina) Saída temporária no semiaberto Prisão domiciliar Deveres do Condenado Receber visita de servidor, responder seus contatos e cumprir orientações Não remover, violar, modificar ou danificar o dispositivo Revogação da monitoração Quando se tornar desnecessária ou inadequada Acusado ou condenado violar os deveres OU cometer falta grave 1 Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 46 PRISÃO TEMPORÁRIA – LEI 7.960/89 Trata-se de uma medida de natureza CAUTELAR, ou seja, não tem o objetivo de punir. Ela visa assegurar o bom andamento das investigações, por isso só pode ser decretada durante o INQUÉRITO POLICIAL e por TEMPO DETERMINADO. RE QUISI TOS PRO CE DI MEN TO Requisitos Imprescindível para as investigações do IP Indiciado sem residência fixa ou houver dúvidas quanto sua identidade Fundadas razões de autoria ou participação em... 1. Homicídio DOLOSO 2. Sequestro ou cárcere privado 3. Roubo 4. Extorsão 5. Extorsão mediante sequestro 6. Estupro / Atentado violento ao pudor 9. Epidemia com resultado de morte 10. Quadrilha ou bando 11. Genocídio 12. Tráfico de drogas 13. Crimes contra o Sistema Financeiro 14. Crimes na Lei de Terrorismo 15. Envenenamento qualificado pela morte OU Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal ExtravaganteH e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 47 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – LEI 9.296/96 CO MU NI CAÇÕES TE LE FÔN I CAS , T ELEM ÁTI CAS E IN FO RM ÁTICAS QUEM PODE REQUERER? ✓ De ofício pelo juiz ✓ Autoridade policial (delegado) ✓ Ministério Público Quando NÃO cabe a interceptação? Falta de indícios razoáveis de autoria / participação Prova PODE ser obtida por outro meio Fato investigado punido com pena no máximo detenção Quanto tempo após pedido o juiz deve decidir? Em até 24h. Pedido pode ser feito VERBALMENTE? SIM, excepcionalmente. Qual o prazo de uma interceptação? Até 15 dias renovável por +15 dias (texto da lei). Porém, segundo o STF (HC 106225), essa prorrogação pode ser feita por sucessivas vezes. É possível o uso da interceptação como “prova emprestada”? SIM, desde que haja conexão entre os fatos é possível o uso da interceptação oriunda de outro processo a fim de apurar infrações criminais e até mesmo ilícitos administrativos. Há necessidade de transcrever todo o conteúdo gravado? NÃO, apenas das partes essenciais à investigação. Por outro lado é sim necessária a disponibilização da integralidade do conteúdo (CDs, pen drives, etc.) à defesa. Interceptação sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei é crime? SIM. Reclusão de 2- 4 anos + multa. O juiz que determina a interceptação com objetivo não autorizado em lei incorre na mesma pena. STJ (HC 511.484/2019): É ILÍCITA a prova obtida mediante conduta da autoridade policial que atende, sem autorização, o telefone móvel do acusado e se passa pela pessoa sob investigação. E se a gravação não interessa à prova? Ela deverá ser inutilizada por decisão judicial, por requerimento do MP ou parte interessada. A inutilização será assistida pelo MP sendo FACULTADA a presença do acusado / representante legal. TIPOS Interceptação Captação de conversa por terceiros sem que interlocutores saibam Escuta Um dos interlocutores SABE que TERCEIRO está captando conversa Gravação Clandestina Um dos interlocutores grava (sem participação de teceiros) Prova LÍCITA Ordem Judicial Se juiz incompetente, prova ILÍCITA SEGREDO DE JUSTIÇA Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 48 CAPT AÇÃO A MBI EN TAL DE SIN AIS ELET RO MAG NÉTI COS, Ó P TICOS OU ACÚS TI CO S O “Pacote Anticrime” trouxe (finalmente) a regulação da captação ambiental, antes prevista apenas na Lei das Organizações Criminosas. Agora, ela possui regras próprias, aplicando-se as regras da interceptação telefônica subsidiariamente. Captação Ambiental Quem pode requerer? - Autoridade policial (delegado) - Ministério Público Cuidado! Não pode ser feita de ofício pelo juiz! Requerimento deve descrever local e forma de instalação do dispositivo de captação Prazo: captação tem prazo de 15 dias, renovável por iguais períodos - se indispensável e ação criminosa permanente, habitual ou continuada Quais os requisitos? 1) NÃO há outro meio disponível e eficaz de prova 2) A infração criminal ou infração conexa deve ter pena máxima superior a 4 anos Novidade da Lei de Abuso de Autoridade CRIME realizar a captação SEM autorização judicial, quando exigida. Pena: 2-4 anos + Multa Pena em dobro se funcionário público descumpre o sigilo ou releva o conteúdo das gravações. "Gravação Cladestina" NÃO há crime a captação feita por um dos interlocutores Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 49 JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS - LEI 9.099/95 DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S A Lei 9.099/95 não se aplica no âmbito da Justiça Militar Critérios | Princípios S O C E I Simplicidade Oralidade Celeridade Economia Processual Informalidade Juizado Especial Criminal: provido por juízes togados ou togados e leigos, tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo (IMPO), respeitadas as regras de conexão e continência. 1) Aplicadas as regras de conexão e continência observar-se-ão a transação penal e a composição dos danos civis; 2) IMPO contravenções e crimes com PENA MÁXIMA não superior a 2 anos, cumulada ou não com multa. STJ (HC 314.854/15): [...] deve ser levado em conta o somatório das penas máximas cominadas aos delitos no caso de concurso material de crimes, caso em que, ultrapassado o limite de 2 anos, encaminha-se o feito para a Justiça Comum. CO MP ET ÊN CI A E DO S AT OS PRO CESS UAI S Despenca! A competência do Juizado será determinada pelo LUGAR em que foi praticada a infração penal. 1) São públicos e poderão realizar-se em horário noturno e em qualquer dia da semana 2) Registro escrito exclusivamente os atos havidos por essenciais 3) Atos em audiência de instrução e julgamento poderão ser gravados em fita magnética 4) A prática de atos em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio hábil de comunicação PRO CE DI MEN TO S U MARÍSSI MO Objetivando, sempre que possível: • Reparação dos danos • Aplicação de pena não privativa de liberdade ATOS PROCESSUAIS Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 50 1 A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará Termo Circunstanciado (não há inquérito policial) e o encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. Ao autor que, após a lavratura do termo, for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança. Em caso de violência doméstica, o juiz PODERÁ determinar, como medida de cautela, seu afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a vítima. 2 Comp osição de Danos Ci vis (concili ação) 1) Composição gera aceitação da proposta de aplicação imediata de pena NÃO privativa de liberdade 2) Conciliação conduzida por juiz ou conciliador (auxiliar da Justiça, preferencialmente bacharel em Direito) 3) Composição é reduzida a ESCRITO e homologada pelo juiz por sentença IRRECORRÍVEL 4) A composição tem eficácia de título a ser executado no juízo civil competente 5) AP privada ou pública condicionada: acordo acarreta RENÚNCIA ao direito de queixa ou representação 6) E se não houver composição? É dada imediatamente ao ofendido a oportunidade de representar verbalmente. Contudo, a não representação não implica decadência, que ainda poderá ser exercida no prazo legal. Transação P enal [ Despenca ] Qual a lógica da transação penal? É uma forma de “desburocratização” tornando a justiça mais célere. Assim, na AP pública incondicionada ou havendo representação, o MP poderá oferecer uma pena alternativa imediata (restritiva de direitos ou multa). Aceita a proposta pelo autor e seu defensor, ela será submetida à apreciação do Juiz. Se a proposta de multa for a única aplicável, Juiz pode reduzi-la até a metade. Juiz acolhe a proposta do MP Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa, que não importará em reincidência, sendo registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de 5 anos. o Da sentença cabe APELAÇÃO1 o Asanção NÃO constará de certidão de antecedentes o A imposição de sanção NÃO tem efeitos civis (ação cabível deve ser proposta no juízo cível) STF (Súmula Vinculante 35): A homologação da transação penal NÃO FAZ coisa julgada material e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao MP a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito policial. NÃO SE ADMITIRÁ A PROPOSTA SE FICAR COMPROVADO Agente beneficiado anteriormente, no prazo de 5 anos, por pena restritiva ou multa Agente condenado criminalmente à pena privativa de liberdade, por sentença definitiva NÃO indicarem os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, ser necessária e suficiente à medida (CRITÉRIO SUBJETIVO) STJ (Súmula 536): A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. 3 Tanto a DENÚNCIA quanto a QUEIXA podem ser feitas ORALMENTE. Ela será reduzida a termo, e o acusado receberá uma cópia, que assim será considerado citado e cientificado da data para audiência de instrução e julgamento. • Se acusado não estiver presente, será CITADO conforme “quadro 4”, abaixo. • Se ofendido e responsável civil não estiverem presentes, eles serão INTIMADOS conforme “quadro 4”, abaixo. • Da rejeição da denúncia ou queixa cabe APELAÇÃO1 Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 51 4 CITAÇÃO PESSOAL (nunca por edital!) Feita no próprio juizado ou por mandado Acusado não encontrado? Juiz encaminha peças para Juízo comum para adoção do procedimento legal INTIMAÇÃO Feita por correspondência com AR Sendo necessário, por Oficial de Justiça Ou ainda, por qualquer meio idôneo de comunicação Dos atos praticados em audiência considerar-se-ão desde logo cientes as partes, interessados e defensores. 5 Art. 80. Nenhum ato será adiado, determinando o Juiz, quando imprescindível, a condução coercitiva de quem deva comparecer [Cuidado!] A condução coercitiva foi declarada inconstitucional (não recepcionada pela CF/88) pelo STF nas ADPFs 395 e 444. Um trecho do acórdão: “[...] incompatibilidade com a CF da condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, tendo em vista que o imputado não é legalmente obrigado a participar do ato”. 6 CONDIÇÕES PARA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO 1) Pena mínima igual ou INFERIOR a 1 ano 2) Prazo de suspensão 2 a 4 anos 3) Acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime 4) Requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77, do CP) EFEITOS DA SUSPENSÃO • Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão • Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a punibilidade JURISPRUDÊNCIAS COBRADAS STJ (Súmula 536): A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. STF (Súmula 723): Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano. STF (Súmula 696): Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, mas se recusando o promotor de justiça a propô-la, o juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-Geral, aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de Processo Penal. 7 Sentença: é dispensado o relatório e mencionará os elementos de convicção do Juiz. • Da sentença (condenatório / absolutória) cabe APELAÇÃO1 • Havendo obscuridade, contradição ou omissão na decisão cabe EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 1 AP ELAÇÃO 10 dias Para interpor o recurso Para recorrido responder Julgamento • Turma composta de 3 Juízes do 1º grau • Partes intimadas da sessão de julgamento pela imprensa • Se sentença confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula servirá de acórdão JURIS PRU DÊ N CIAS STJ (Súmula 203): NÃO CABE Recurso Especial (REsp) contra decisão proferida por órgão de segundo grau (acórdão) dos Juizados Especiais. STF (Súmula 640): É CABÍVEL Recurso Extraordinário (RE) contra decisão proferida por juiz de primeiro grau nas causas de alçada, ou por turma recursal de juizado especial cível e criminal. STJ (Súmula 376): Compete a turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 52 EXE CU ÇÃO PENA MULTA (exclusivamente) Pagamento na Secretaria do Juizado. Efetuado, o Juiz declara extinta punibilidade, determinando que não conste dos registros criminais Privativas de liberdade e restritivas de direitos, ou de multa cumulada Processada perante órgão competente Não efetuado pagamento, converte-se em... Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 53 LEI 7.102/83 – SEGURANÇA DE ESTABELECIMENTOS FINANCEIROS EST ABE LE CIM ENT O S FI NAN CEI ROS VEDADO o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro onde haja guarda de valores ou movimentação de numerário, que não possua sistema de segurança com parecer favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça. O estabelecimento financeiro que INFRINGIR disposição da lei desta lei ficará sujeito às seguintes penalidades: • Advertência • Multa, de 1.000 a 20.000 Ufirs • Interdição do estabelecimento SISTE MA DE SEGU RAN ÇA EQUI P AM ENTO INU TILIZ ADO R DE CÉ DU LAS [N OVI DADE 201 8] Todas as instituições autorizadas a funcionar pelo Bacen, que coloquem à disposição caixas eletrônicos, são OBRIGADAS a instalar o inutilizador de cédulas em caso de arrombamento, movimento brusco ou alta temperatura. Exemplos de tecnologias para inutilizar cédulas: • Tinta especial colorida • Pó químico • Ácidos insolventes • Pirotecnia (não pode colocar em risco usuários e funcionários que utilizam os caixas) É obrigatória a instalação de placa de alerta, que deverá ser afixada de forma visível no caixa eletrônico, bem como na entrada da instituição bancária que possua caixa eletrônico em seu interior, informando a existência do referido dispositivo e seu funcionamento. O sistema de segurança inclui Pessoas preparadas (VIGILANTES) ALARME, capaz de se comunicar com a polícia, empresa de vigilância ou outro estabelecimento da mesma instituição Pelo menos mais um dos seguintes dispositivos Equipamentos elétricos, eletrônicos e de filmagens que permitam a identificação Artefatos que retardem a ação dos criminosos Cabina blindada com permanência ininterrupta de vigilante durante o expediente Na aplicação leva-se em conta a gravidade, a reincidência e a condição econômica do infrator. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 54 VIGILÂN CI A CO MP ET ÊN CI A A vigilância ostensiva e o transporte de valoresserão executados: 1. Nos estabelecimentos financeiros estaduais a vigilância pode ser desempenhada pela PM, a critério do Governador 2. Empresa especializada contratada 3. Pelo próprio estabelecimento financeiro, com pessoal próprio aprovado no curso de formação e cujo sistema de segurança tenha parecer favorável à sua aprovação emitido pelo Min. da Justiça. TRANSP ORTE DE N U ME RÁRIO EM PRESA DE VIGI LÂNCI A Atividades consideradas como segurança privada: 1. Vigilância patrimonial de instituições financeiras e outros estabelecimentos (públicos ou privados) 2. Segurança de pessoas físicas 3. Transporte de valores 4. Garantir transporte de qualquer outro tipo de carga ( = escolta) Sobre as empresas A propriedade e a administração das empresas especializadas são VEDADAS a estrangeiros. Condições essenciais de funcionamento: 1. Autorização concedida pelo Min. da Justiça ou por convênio com as SSP 2. Comunicação à SSP do respectivo Estado / DF VIGILANT E Requisitos • Brasileiro • Mínimo 21 anos • Instrução mínima até a quarta série • Ser aprovado no curso de formação • Ser aprovado no exame físico, mental e psicotécnico • Estar quite com obrigações eleitorais e militares • Registro na Polícia Federal • Sem antecedentes criminais – STJ, REsp 1597088/2017: a existência de processo em andamento não pode ser considerada antecedente criminal. 7.000 Ufir 20.000 Ufir Pode ser em veículo comum com a presença de DOIS vigilantes Obrigatoriamente feito em veículo especial ( = carro forte) Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 55 MINIST É RIO DA J US TIÇA Competências exclusivas do Ministério da Justiça: 1. Aplicar as penalidades previstas aos estabelecimentos financeiras 2. Encaminhar parecer quanto ao cumprimento da lei, pelo estabelecimento, à autoridade que autorizam o funcionamento 3. Fixar o currículo dos cursos de formação de vigilantes 4. Conceder AUTORIZAÇÃO para o funcionamento a. Empresas de serviços de vigilância b. Empresas de transporte de valores c. Dos cursos de formação de vigilantes Competências que podem ser objeto de convênio com as SSP dos estados e do DF: 1. Fiscalizar os estabelecimentos financeiras 2. FISCALIZAR as empresas de vigilância, transporte de valores e cursos 3. Aplicar penalidades às empresas de vigilância, transporte de valores e cursos 4. Rever ANUALMENTE a autorização de funcionamento das empresas de vigilância, transporte de valores e cursos 5. Aprovar uniforme 6. Fixar número de vigilantes 7. Fixar natureza e quantidade de armas 8. Autorizar aquisição e posse de armas e munições 9. Fiscalizar e controlar o armamento e munição Ao vigilante é assegurado Uniforme A empresa deve fornecer Uso do uniforme SOMENTE em efetivo serviço PORTE de armas Armas de propriedade e responsabilidade das empresas especializadas ou dos estabelecimentos financeiros Porte SOMENTE em serviço. - Cassetete de madeira ou borracha - Revólver 32 ou 38 - Transporte de valores: espingardas calibre 12, 16 ou 20 Prisão especial por ato decorrente do serviço Seguro de vida em grupo, feito pela empregadora Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 56 LEI 10.357/01 – CONTROLE E FISCALIZAÇÃO SOBRE PRODUTOS QUÍMICOS DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S A Lei 10.357/01 trata de todos os produtos químicos que possam ser utilizados como insumo na elaboração de substâncias entorpecentes, psicotrópicas ou que determinem dependência física ou psíquica. • Aplica-se às substâncias que NÃO estejam sob controle do Ministério da Saúde • Os produtos listados na portaria INDEPENDEM do seu estado físico ou do nome fantasia dado. • Se a quantidade de produtos for inferior aos limites estabelecidos em portaria, não há necessidade de licença • Qualquer suspeita de desvio de produto deve ser comunicada à PF no prazo máximo de 24h • Os produtos e a forma de controle são estabelecidos em portaria do Ministro da Justiça, em razão de proposta da PF, da Anvisa e da Secretaria Nacional Antidrogas Licença • Compete à PF o controle, a fiscalização e aplicação das sanções administrativas • Para exercer atividades relacionadas aos produtos listados, ainda que eventual, a pessoa física ou jurídica deve se cadastrar e requerer licença de funcionamento à PF, independentemente de demais exigências regulamentares. • Licença deve ser renovada ANUALMENTE • Quem realiza atividades com as substâncias deve fornecer periodicamente à PF informações sobre as operações, que deverão ser arquivadas por 5 anos. • Quem suspender, por qualquer motivo, o exercício de atividade sujeita ao controle, deve comunicar à PF no prazo de 30 dias SAN ÇÕES (ME D I DAS ADMI NIST RATIV AS ) O descumprimento das normas sujeitará os infratores às seguintes medidas administrativas, isolada ou cumulativamente: 1. Advertência formal 2. Apreensão do produto químico encontrado em situação irregular 3. Suspensão ou cancelamento de Licença de Funcionamento 4. Revogação da Autorização Especial 5. Multa de R$ 2.128,20 a R$ 1.064.100,00 (pode ser recolhida em 5 parcelas) A pessoa física ou jurídica que cometer qualquer das infrações terá prazo de 30 dias, a contar da data da fiscalização, para sanar as irregularidades verificadas, SEM PREJUÍZO da aplicação de medidas administrativas. A medida será dosada conforme a natureza da infração, a quantidade de produtos e a circunstância dos fatos. Uma vez aplicada a medida cabe recurso ao Diretor-Geral do DPF. Aplicadas independentemente de sanções PENAIS! Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 57 INFRAÇÕES ADMINI STRATIV AS Essa é a parte mais relevante da lei. Infelizmente é um tópico bastante “decoreba”. O histórico de cobranças não é amplo, portanto, não temos como classificar quais são as mais importantes para a prova. In fr a ç õ e s A d m in is tr a ti v a s Deixar de cadastrar-se ou licenciar-se no prazo legal Deixar de comunicar ao DPF, no prazo de 30 dias, qualquer alteração cadastral ou estatutária a partir da data do ato aditivo, bem como a suspensão ou mudança de atividade sujeita a controle e fiscalização Omitir as informações, ou prestá-las com dados incompletos ou inexatos Deixar de apresentar ao órgão fiscalizador, quando solicitado, NFs, manifestos e outros doc. de controle Exercer qualquer das atividades sujeitas a controle e fiscalização, sem a devida Licença de Funcionamento ou Autorização Especial do órgão competente; Exercer atividade sujeita a controle e fiscalização com pessoa física ou jurídica não autorizada ou em situação irregular, nos termos desta Lei; Deixar de informar qualquer suspeita de desvio de produto químico controlado, para fins ilícitos; Importar, exportar ou reexportar produto químico controlado, sem autorização prévia; Alterar a composição de produto químico controlado, sem prévia comunicação ao órgão competente; Adulterar laudos técnicos, notas fiscais, rótulos e embalagens de produtos químicos controlados visando a burlar o controle e a fiscalização; Deixar de informar no laudo técnico, ou NF, quando for o caso, em local visível da embalagem e do rótulo, a concentração do produto químico controlado;Deixar de comunicar ao DPF furto, roubo ou extravio de produto químico controlado e documento de controle, no prazo de quarenta e oito horas; e Dificultar, de qualquer maneira, a ação do órgão de controle e fiscalização. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 58 LEI 10.446/02 – LEI DE REPRESSÃO UNIFORME Qual a ideia desta lei? Existem infrações penais cuja repercussão é interestadual ou internacional, e que exigem repressão uniforme. Para proceder à investigação entra em campo a Polícia Federal (PF), sem prejuízo do trabalho de outros órgãos de segurança pública, como as Polícias Civis e Militares. Contudo, a PF não tem autorização de apurar toda e qualquer infração, necessitando da autorização ou determinação do Ministro da Justiça. A Lei 10.446/02 lista um rol TAXATIVO dos crimes que INDEPENDEM dessa autorização, sendo eles: LEI 5.553/68 – DOCUMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO PESSOAL Essa lei é bastante simples, e é composta por apenas 5 artigos. O mais importante aqui é que você entenda que o ILÍCITO tratado nela é a RETENÇÃO de qualquer documento de identificação pessoal, ainda que seja fotocópia autenticada. Esquematizando: A NENHUMA pessoa física/jurídica, de direito público/privado é lícito RETER Qualquer documento de identificação pessoal, ainda que fotocópia autenticada Exceções 1. Realização de determinado ato, por até 5 dias 2. Ordem JUDICIAL 3. Para entrada em locais públicos ou particulares (para anotação dos dados e devolução imediata) Documentos equiparados: • Comprovante de quitação com o serviço militar • Título de eleitor • Carteira profissional • Certidão de nascimento e de casamento • Comprovante de naturalização • Carteira de identidade de estrangeiro Qual a pena? A retenção ilegal constitui CONTRAVENÇÃO penal punível com prisão simples de 1-3 meses OU multa. INDEPENDEM de autorização ou determinação do Ministro da Justiça Sequestro, cárcere privado e extorsão mediante seqüestro Por motivação política ou em razão da função pública exercida pela vítima Formação de cartel Violação a direitos humanos Quando o Brasil se comprometeu a reprimir em tratados internacionais Furto, roubo ou receptação de cargas Indícios de quadrilha ou bando em mais de um estado da federação Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração e venda de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais Furto, roubo ou dano contra instituições financeiras, incluindo agências bancárias ou caixas eletrônicos Indícios de quadrilha ou bando em mais de um estado da federação Quaisquer crimes praticados por meio da rede mundial de computadores que difundam conteúdo misógino Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 59 EXTRA – QUESTÕES (TEC) São questões de várias bancas, basta excluir das questões as bancas que não te interessam, e níveis (questões simples às complexas). Complemente esse caderno com questões que você já selecionou como favoritas / importantes, para revisar nas semanas anteriores à prova. Link: AQUI Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1CkuC https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1CkuC36 Do Condenado e do Internado ................................................................................................................................................................. 36 Estabelecimentos Penais .......................................................................................................................................................................... 40 Órgãos da Execução Penal ........................................................................................................................................................................ 41 Execução das Penas em Espécie ............................................................................................................................................................... 42 Procedimento Judicial ............................................................................................................................................................................... 45 Prisão Temporária – Lei 7.960/89 ............................................................................................................................................. 46 Requisitos ................................................................................................................................................................................................... 46 Procedimento ............................................................................................................................................................................................. 46 Interceptação Telefônica – Lei 9.296/96 .................................................................................................................................. 47 Comunicações telefônicas, telemáticas e informáticas ....................................................................................................................... 47 Captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos ............................................................................................. 48 Juizados Especiais Criminais - Lei 9.099/95 ............................................................................................................................. 49 Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 49 Competência e dos Atos Processuais ...................................................................................................................................................... 49 Procedimento Sumaríssimo..................................................................................................................................................................... 49 Execução ..................................................................................................................................................................................................... 52 Lei 7.102/83 – Segurança de Estabelecimentos Financeiros ................................................................................................... 53 Estabelecimentos Financeiros ................................................................................................................................................................. 53 Vigilância .................................................................................................................................................................................................... 54 Ministério da Justiça .................................................................................................................................................................................. 55 Lei 10.357/01 – Controle e Fiscalização sobre Produtos Químicos ......................................................................................... 56 Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 56 Sanções (medidas administrativas) ........................................................................................................................................................ 56 Infrações Administrativas ....................................................................................................................................................................... 57 Lei 10.446/02 – Lei de Repressão Uniforme ............................................................................................................................. 58 Lei 5.553/68 – Documentos de Identificação Pessoal .............................................................................................................. 58 Extra – Questões (TEC) ............................................................................................................................................................... 59 Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 03 GLOSSÁRIO DE SIGLAS SIGLA SIGNIFICADO ADCT Ato das Disposições Constitucionais Transitórias ADM Administração / Administrativo / Administrador ADMD Administração Direta ADMI Administração Indireta ADMP Administração Pública ADMPF Administração Pública Federal ADMT Administração Tributária AMF Anexo de Metas Fiscais ARO Antecipação de Receita Orçamentária AUT Autarquia BRA Brasil C&T Ciência e Tecnologia CA Créditos Adicionais CASP Contabilidade Aplicada ao Setor Público CD Câmara dos Deputados CF Constituição Federal CMPOF Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização CN Congresso Nacional CS Capital Social ou Contribuições Sociais CTN Código Tributário Nacional DA Dívida Ativa DK e DC Despesa de Capital e Despesa Corrente, respectivamente DOCC Despesa Obrigatória de Caráter Continuado DP Defensoria Pública DRU Desvinculação das Receitas da União EC Emenda Constitucional EP/SEM Empresa Pública / Sociedade de Economia Mista FAT Fundo de Amparo ao Trabalhador FPE Fundo de Participação dos Estados e DF FPM Fundo de Participação dos Municípios FUNDEF Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério FUP Fundação Pública i.e. Id Est = "Isto é" (ou seja, em outras palavras...) LC Lei Complementar LDO Lei de Diretrizes Orçamentárias LET Legislação Tributária LO Lei Ordinária LOA Lei Orçamentária Anual Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 04 SIGLA SIGNIFICADO LOAS Lei Orgânica da Assistência Social LRF Lei de Responsabilidade Fiscal LTN Letras do Tesouro Nacional MP Ministério Público MPV Medida Provisória OF Orçamento Fiscal OI Orçamento de Investimento ORC Outras Receitas Correntes OS Orçamento da Seguridade Social P.A.R.T Program Assessment Rating Tool PAC Programa de Aceleração do Crescimento PCPR Prestação de Contas do Presidente da República PEC Proposta de Emenda Constitucional PGFN Procuradoria Geral da Fazenda Nacional PL Patrimônio Líquido / Projeto de Lei Ordinária PLC Projeto de Lei Complementar PLEN Plenário PPA Plano Plurianual PR Presidente / Presidência da República RAP Restos a Pagar RCL Receita Corrente Líquida RGF Relatório de Gestão Fiscal RGPS Regime Geral de Previdência Social RK Receita de Capital RPPSRegime Próprio de Previdência Social RREO Relatório Resumido da Execução Orçamentária SF Senado Federal SL Sessão Legislativa SOF Secretaria de Orçamento Federal STN Secretaria do Tesouro Nacional TC / TCM / TCE / TCU Tribunal de Contas (Municipal, Estadual e da União, respectivamente) TN Tesouro Nacional U, E, DF e M União, Estados, Distrito Federal e Municípios VPA Variações Patrimoniais Aumentativas VPD Variações Patrimoniais Diminutivas Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 05 ESTATUTO DO DESARMAMENTO – LEI 10.826/03 E DECRETO 9.785/19 SINARM X S IGM A Sistema Nacional de Armas – Sinarm Sistema de Gerenciamento Militar de Armas – Sigma Instituído no Ministério da Justiça (Polícia Federal) Instituído no Ministério da Defesa (Comando do Exército) Circunscrição em todo território nacional Circunscrição em todo território nacional Armas de fogo de USO PERMITIDO Armas de fogo de USO RESTRITO Responsável pelo cadastro de armas: • PF • PRF • Polícia Civil • Polícia Legislativa da Câmara e Senado • Guarda Portuária/Municipal • Órgãos públicos cujos servidores tenham autorização legal para portar arma em serviço Responsável pelo cadastro de armas: • Forças Armadas • Polícia Militar • Corpo de Bombeiro Militar • Abin • Gabinete Seg. Institucional da Presidência – GSI CO MP ET ÊN CI AS DO SINARM IDENTIFICAR (...) as características e a propriedade de armas de fogo, mediante cadastro [DESPENCA] (...) as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo; CADASTRAR (...) armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no País [DESPENCA] (...) autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela PF [DESPENCA] (...) apreensões de armas de fogo, inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais [DESPENCA] (...) os armeiros em atividade no País, bem como conceder licença para exercer a atividade [DESPENCA] (...) a identificação do cano da arma, as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado, conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante; (...) as transferências de propriedade, extravio, furto, roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais, inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores; (...) mediante registro os produtores, atacadistas, varejistas, exportadores e importadores autorizados de armas de fogo, acessórios e munições; INTEGRAR (...) no cadastro os acervos policiais já existentes INFORMAR (...) às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios, bem como manter o cadastro atualizado para consulta Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 06 DO REGIST RO PRO CESS O Certificado de Registro de Arma de Fogo – CRAF tem validade em todo o território nacional, autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo EXCLUSIVAMENTE no interior de sua residência ou domicílio1, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. A expedição do CRAF é precedida de AUTORIZAÇÃO do Sinarm. 1Novidade Pacote Anticrime: aos residentes em área rural considera-se residência ou domicílio toda a extensão do respectivo imóvel rural. CO ME RCI ALIZAÇÃO Comercialização entre Pessoas Físicas: somente será efetivada mediante AUTORIZAÇÃO do Sinarm. Empresas de comércio de arma de fogo: obrigada a comunicar a venda à autoridade competente, como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos. Responde legalmente por essas mercadorias (armas, acessórios e munições), ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. Aquisição de Munições: somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma registrada e na quantidade estabelecida no regulamento. R e q u i s i t o s p a r a a d q u i r i r a r m a d e f o g o d e U S O P E R M I T I D O Declarar EFETIVA NECESSIDADE Mínimo 25 anos de idade Comprovação de IDONEIDADE por meio de certidões negativas de antecedentes criminais pela Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral NÃO estar respondendo a inquérito ou processo criminal Comprovanção de OCUPAÇÃO lícita e RESIDÊNCIA certa Comprovação de CAPACIDADE TÉCNICA e APTIDÃO PSICOLÓGICA Devem ser comprovados periodicamente, em períodos não menores que 3 anos, para renovação do CRAF. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 07 DO P ORT E ● A autorização deve estar CONDICIONADA à comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica. ● Armas de fogo serão de propriedade, responsabilidade e guarda das respectivas empresas. Tanto o CRAF quanto a autorização de porte serão expedidos pela PF em nome da empresa. AUT ORIZ AÇÃO DO P ORT E P ARA P ARTI CULARES A autorização para o porte de arma de fogo de USO PERMITIDO, em todo o território nacional, é de competência da PF e somente será concedida após autorização do Sinarm. PAF perderá automaticamente sua eficácia caso o portador seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas Outr os Cas os Brasileiros Empresas de Seg. Privada e Transporte de Valores PF autoriza Caçadores para subsistência1 PF autoriza CAC (Caçador, Colecionador e Atirador) Comando do Exército Estrangeiros Responsável pela Segurança (visita ou sediado no Brasil) Ministério da Justiça Representantes em competição internacional oficial de tiro Comando do Exército 1O caçador para subsistência que der outro uso à sua arma de fogo, independentemente de outras tipificações penais, responderá, conforme o caso, por porte ilegal ou por disparo de arma de fogo de uso permitido. PORTE REGRA GERAL PROIBIDO, salvo previsão legal PERMITIDO FORA de serviço em TODO terriório nacional Integrantes das FFAA PF, PRF, PFF, PC, PM, CBM e FNSP Integrantes da Abin Integrantes do GSI Policiais Legislativos PERMITIDO FORA de serviço, mas NÃO em TODO terriório nacional GCM: municípios c/ mais de 500 mil hab Guardas Prisionais, se dedicação exclusiva PERMITIDO SOMENTE em serviço GCM: municípios c/ mais de 50 mil e menos de 500 mil hab Guardas Prisionais, sem dedicação exclusiva Seguranças do Poder Judiciário, MP, CNJ e CNMP Empresas de segurança privada e trans. valores Auditores Fiscais e Analistas Tributários Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 08 DO S CRIM ES E DAS P ENAS O “Pacote Anticrime” trouxe diversas novidades aqui! Portanto, muita atenção. Importante ressaltar que não coloquei as penas, pois seria algo a mais para você se preocupar, com custo-benefício baixíssimo. CRIME CONDUTA E PENA OBSERVAÇÃO POSSE irregular de arma de fogo de uso permitido Art. 12. POSSUIR ou MANTER sob suaguarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso PERMITIDO, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. – PORTE ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. 14. PORTAR, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso PERMITIDO, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Cuidado! Na lei o crime é inafiançável, contudo, o STF declarou inconstitucional (ADI 3.112). Logo o crime é AFIANÇÁVEL. POSSE ou PORTE ilegal de arma de fogo de uso RESTRITO Art. 16. POSSUIR, deter, PORTAR, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso RESTRITO, sem autorização e em desacordo com a lei ou regulamentar Nas mesmas penas incorre quem: 1. SUPRIMIR ou ALTERAR marca, nº ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato 2. MODIFICAR as características de arma de fogo, de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial, perito ou juiz 3. Possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou em desacordo com a lei ou regulamento 4. Portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer arma de fogo com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado 5. Vender, entregar ou fornecer, ainda que gratuitamente, arma de fogo, acessório, munição ou explosivo a criança ou adolescente 6. Produzir, recarregar ou reciclar, sem autorização legal, ou adulterar, de qualquer forma, munição ou explosivo. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 09 CRIME CONDUTA E PENA OBSERVAÇÃO DISPARO de arma de fogo Art. 15. DISPARAR arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Cuidado! Na lei o crime é inafiançável, contudo, o STF declarou inconstitucional (ADI 3.112). Logo o crime é AFIANÇÁVEL. OMISSÃO de cautela Art. 13. DEIXAR DE OBSERVAR as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade. Mesmas penas incorre o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à PF perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24h depois do fato. COMÉRCIO ilegal de arma de fogo CRIME HEDIONDO Art. 17. Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Equipara-se à atividade comercial ou industrial qualquer forma de prestação de serviços, fabricação ou comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em residência [ARMA CASEIRA] Mesma pena: quem vende ou entrega arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com a determinação legal ou regulamentar, a agente policial disfarçado, quando presentes elementos probatórios razoáveis de conduta criminal preexistente. TRÁFICO internacional de arma de fogo CRIME HEDIONDO Art. 18. IMPORTAR, EXPORTAR, favorecer a entrada ou saída do território nacional, a qualquer título, de arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização da autoridade competente. Incorre na mesma pena quem vende ou entrega arma de fogo, acessório ou munição, em operação de importação, sem autorização da autoridade competente, a agente policial disfarçado, quando presentes elementos probatórios razoáveis de conduta criminal preexistente. Muita Atenção! O PORTE ou a POSSE de arma de uso PROIBIDO é agora tratado como crime HEDIONDO, portanto inafiançável (art. 1º, parágrafo único, II, da Lei 8.072/90) AU MENT O DA PEN A Novidade Pacote Anticrime! Pena aumentada da METADE se... Art. 14 Art. 15 Art. 16 Art. 17 Art.18 Arma, acessório ou munição de uso PROIBIDO ou RESTRITO NÃO NÃO NÃO SIM SIM Integrantes de empresas de seg. privada / transporte de valores SIM SIM SIM SIM SIM Praticado por aqueles que possuem o porte funcional Integrantes de entidades desportistas Agente reincidente específico em crimes dessa natureza Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 10 DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S AP RE ENS ÃO E DEST RUI ÇÃO As armas de fogo apreendidas, após a elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos, quando NÃO MAIS INTERESSAREM à persecução penal serão encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército, no prazo de até 48h, para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às FFAA. Armas e munições relacionadas com tráfico de drogas: perdidas em favor da UNIÃO, encaminhadas ao Comando do EXÉRCITO e, se em bom estado, destinadas com prioridade aos órgãos de segurança pública e do sistema penitenciário da unidade da federação responsável pela apreensão. BAN CO N ACI ONAL DE P ERFIS B ALÍ STI CO S – BN PB Novidade Pacote Anticrime! Tem como objetivo CADASTRAR armas de fogo e ARMAZENAR características de classe e individualizadoras de projéteis e de estojos de munição deflagrados por arma de fogo. • Conterá o registro de armas e munições relacionados a crimes p/ subsidiar investigações federais, estaduais e distritais. • Dados terão caráter SIGILOSO, sendo vedada a comercialização da base de dados do BNPB. • A formação, gestão e acesso ao BNPB será regulamentada pelo Executivo Federal. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 11 LEI DAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – LEI 12.850/13 ORG ANIZ AÇÃO CRI MINO SA ORCRIM (conceito) 1 Associação de 4 ou mais pessoas 2 Estrutura ordenada e divisão de tarefas, ainda que informalmente 3 Objetivo de obter vantagem mediante prática de infrações penais (= crimes ou contravenções) 4 Infrações penais com penas MÁXIMAS superiores a 4 anos ou de caráter transnacional [★] Presença de Func. Público • Juiz pode determinar afastamento cautelar, sem prejuízo da remuneração • A condenação transitada em julgado acarreta: perda do cargo ou mandato eletivo + interdição por 8 anos [★★] Liderança armada ou que tenha arma à disposição devem iniciar cumprimento em presídios de segurança máxima O condenado expressamente em sentença por integrar organização criminosaou por crime praticado por meio de organização criminosa não poderá progredir de regime de cumprimento de pena ou obter livramento condicional ou outros benefícios prisionais se houver elementos probatórios que indiquem a manutenção do vínculo associativo. NÃO CONFUDA! Associação Criminosa: Associarem-se 3 ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes. Pena: reclusão 1-3 anos (aumenta-se ½ se associação armada ou c/ participação de criança ou adolescente) Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, ORCRIM Reclusão 3-8 anos + multa MESMA PENA quem imepde ou embaraça investigação que envolva ORCRIM Aumento de Pena ↑1/2 Se na ORCRIM há emprego de arma de fogo ↑1/6 a 2/3 1 - Parc. criança ou adolescente 2 - Concurso Func. Público [★] 3 - Produto destina ao exterior 4 - Conexão c/ outras Orcrims 5 - Transnacionalidade Agravamento de pena quem exerce comando da Orcrim, ainda que não pratique atos de execução [★★] Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 12 INVES TIGAÇÃO E M EIOS DE OBT EN ÇÃO DA P RO VA CO LAB ORAÇÃO PRE MIADA O tópico de Colaboração Premiada foi MUITO, mas MUITO alterado (e ampliado) pelo Pacote Anticrime. Portanto, tenha extremo cuidado com o esquema e as informações abaixo! PRO CE DI MEN TOS 1 Posposta: instruída com procuração do interessado com poderes específicos OU firmada pessoalmente E seu advogado ou defensor público. ▪ Instruída c/ anexos e fatos adequadamente descritos, suas circunstâncias, as provas e elementos de corroboração ▪ Conflito de interesses ou colaborador hipossuficiente: celebrante solicita outro advogado ou defensor público Meios de Obtenção da Prova Colaboração Premiada | Muita Atenção Ação Controlada Acesso a registros telefônicos e dados cadastrais, eleitorais ou comerciais Afastamento de Sigilo financeiro, bancário e fiscal Infiltração por policiais Cooperação entre órgãos e instituições federais, estaduais, distritais e municipais Captação Ambiental Interceptação Telefônica Em QUALQUER FASE da persecução penal... LICITAÇÃO p/ contratação de serviços técnicos, aquisição e locação de equipamentos para obtenção de provas pode ser DISPENSADA, sem necessidade da publicação no diário oficial. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 13 2 Envol vidos Investigado e seu defensor X Delegado de Polícia, com manifestação do MP Investigado ou acusado e seu defensor X Ministério Público ▪ Atenção! Juiz não participa das negociações. Recebimento da Propos ta Demarca o início das negociações e constitui também marco de confidencialidade. Configura-se violação de sigilo e quebra da confiança e da boa-fé a DIVULGAÇÃO de tais tratativas iniciais ou de documento que as formalize, até o levantamento de sigilo por decisão judicial. Sus pens ão das Inves tigações O recebimento de proposta para análise ou o Termo de Confidencialidade NÃO IMPLICA, por si só, a SUSPENSÃO DA INVESTIGAÇÃO, ressalvado acordo em contrário quanto à propositura de medidas processuais penais cautelares e assecuratórias, bem como medidas processuais cíveis admitidas pela legislação processual civil em vigor. Negoci ações ATENÇÃO NENHUMA tratativa sobre colaboração premiada deve ser realizada sem a presença de advogado constituído ou defensor público. ATENÇÃO Nos depoimentos que prestar, o colaborador RENUNCIARÁ, na presença de seu defensor, ao direito ao silêncio e estará sujeito ao compromisso legal de dizer a verdade. 3 O acordo de colaboração premiada é negócio jurídico processual e MEIO DE OBTENÇÃO DE PROVA, que pressupõe utilidade e interesse públicos. Acordo pode ser precedido de instrução, caso haja necessidade de identificação ou complementação de seu objeto, dos fatos narrados, sua definição jurídica, relevância, utilidade e interesse público. Rescis ão do Acordo 1. Colaborador cesse o envolvimento em conduta ilícita relacionada ao objeto da colaboração 2. Omissão DOLOSA sobre os fatos objeto da colaboração – ele deve narrar TODOS os fatos para os quais concorreu Conteúdo do T er mo de Acordo Deve ser por escrito e conter: 1. Relato da colaboração e possíveis resultados 2. Especificação das medidas de proteção ao colaborador e família, se for o caso 3. Condições da proposta do MP ou Delegado 4. Declaração de aceitação do colaborador e defensor 5. Assinatura do MP ou Delegado + colaborador e defensor Publici dade do Acor do O acordo de colaboração premiada e os depoimentos do colaborador serão mantidos em SIGILO até o recebimento da denúncia ou da queixa-crime, sendo vedado ao magistrado decidir por sua publicidade em qualquer hipótese. Retr ar ação É POSSÍVEL a retratação do acordo, caso em que as provas autoincriminatórias produzidas pelo colaborador NÃO PODERÃO ser utilizadas exclusivamente em seu desfavor. “CELEBRANTES” Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 14 4 Asp ectos a ser em analis ados na homol ogação 1. VOLUNTARIEDADE da manifestação de vontade, em especial se colaborador está ou esteve sob medidas cautelares 2. Regularidade e legalidade 3. Adequação dos benefícios pactuados [.........] 4. Adequação dos resultados [.......] Distribuição do pedido de homologação: será SIGILOSO, contendo apenas infos que não identifiquem o colaborador e seu objeto. As infos pormenorizadas serão posteriormente dirigidas ao juiz “sorteado”. Prazo para homologar = 48h. São nulas de pleno direito as previsões de renúncia ao direito de impugnar a decisão homologatória. Acesso aos autos: RESTRITO ao Juiz, ao MP e ao Delegado. O defensor poderá te acesso aos elementos de prova que digam respeito ao direito de defesa, precedido de autorização judicial, salvo os referentes às diligências em andamento. BEN EFÍ CIOS DA COLAB ORAÇÃO PREMI ADA O juiz poderá A REQUERIMENTO DAS PARTES, conceder: • Perdão judicial1 • Reduzir em até 2/3 a pena privativa de liberdade • Substituir por restritiva de direitos 1MP a qualquer tempo e delegado nos autos do IP, com manifestação do MP poderão requerer ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial ao colaborador, mesmo que não previsto na proposta inicial. Se a colaboração for POSTERIOR à sentença, a pena poderá ser reduzida até a metade OU será admitida a progressão de regime ainda que ausentes os requisitos objetivos. DENÚN CIA DO MP Prazo para oferecer denúncia pode ser SUSPENSO por 6 meses, prorrogáveis por igual período, para que sejam cumpridas as medidas de colaboração – SUSPENDE-SE também o prazo prescricional. MP pode DEIXAR DE OFERECER se a proposta de acordo referir-se à infração de cuja existência NÃO tenha prévio conhecimento e o colaborador: • Não for líder de Orcrim • For o primeiro a prestar efetiva colaboração OUT ROS PO NTOS RE LEV ANT ES 1. Em todas as fases, réu DELATADO deve manifestar-se APÓS o decurso do prazo concedido ao réu que o DELATOU. 2. NENHUMA das seguintes medidas será decretada ou proferida com fundamento apenas nas declarações do colaborador: • Medidas cautelares reais ou pessoais; • Recebimento de denúncia ou queixa-crime; • Sentença condenatória. O que se espera de uma colaboração premiada? 1. IDENTIFICAÇÃOdos demais coautores e partícipes da Orcrim e das infrações penais por eles praticadas; 2. A revelação da ESTRUTURA HIERÁRQUICA e da divisão de tarefas da Orcrim; 3. PREVENÇÃO de infrações penais decorrentes das atividades da Orcrim; 4. RECUPERAÇÃO total ou parcial do produto ou do proveito das infrações penais praticadas pela Orcrim; 5. LOCALIZAÇÃO de eventual vítima com a sua integridade física preservada. Deve levar em conta a personalidade do colaborador, a natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do fato e a eficácia da colaboração. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 15 INFI LT RAÇÃO DE AGENT ES O Pacote Anticrime trouxe a figura da “Infiltração Virtual” que trata da infiltração em ambientes como redes sociais, Whatsapp, fóruns de internet, etc. Sempre que tiver o “ícone” IV , saiba que se trata de uma regra específica dela! As demais regras são válidas para quaisquer tipos, inclusive a virtual. Dica! Em questões que tratam da infiltração, a palavra é SIGILO. A ideia é que o agente se infiltre sem que seja identificado, pois correrá sérios riscos (basta lembrar dos filmes de Hollywood). Questões que vão de encontro com essa lógica estarão erradas! PREMISSAS Indícios de infração penal, E prova não puder ser produzida por outro meio. FORMA 1) Representada pelo Delegado 2) Requerida pelo MP, após manifestação técnica do Delegado AUTORIZAÇÃO circunstanciada, motivada e sigilosa do JUIZ. No caso da representação do Delegado, o Juiz deve ouvir o MP antes de decidir. PRAZO Até 6 meses, renováveis desde que necessário. IV prazo não pode exceder 720 dias. RELATÓRIO 1. PARCIAL: no curso do IP delegado pode requerer e MP requisitar, a qualquer tempo, relatório de atividades IV o juiz também poderá requisitar relatório a qualquer momento. 2. FINAL: findo o prazo apresenta-se relatório circunstanciado ao JUIZ que imediatamente cientifica o MP IV o relatório deve ser acompanhado de todos os atos praticados e dados colhidos, assegurada a preservação da identidade do agente e a intimidade dos envolvidos. AGENTE INFILTRADO NÃO comete crime / não é punido pelos atos praticados durante a infiltração, DESDE QUE guarde proporcionalidade com a FINALIDADE da investigação, respondendo pelos EXCESSOS praticados. IV os órgãos de registro e cadastro público poderão incluir, por requisição de autoridade judicial, informações necessárias à efetividade da identidade fictícia criada (EX: criar um passaporte “falso”). Havendo indícios de que o agente sofre risco iminente, a operação será sustada por requisição do MP ou pelo delegado, dando ciência imediata ao MP a à autoridade judicial AÇÃO CO NTROLADA Ação Controlada: retarda a intervenção policial ou administrativa para que a medida legal se concretize em momento mais eficaz à formação de provas e obtenção de informações. Retardamento deve ser previamente comunicado, de forma sigilosa, ao juiz Até o término das diligências, acesso aos autos fica restrito ao juiz, ao MP e ao delegado ACES SO A REGI STRO S, DADOS CADAST RAIS , DO CUM ENTO S E IN FO RM AÇÕ ES Delegado e MP têm acesso, independentemente de autorização judicial, apenas aos dados cadastrais que informem exclusivamente qualificação pessoal, filiação e o endereço. • Empresas de transporte devem guardar registros de reservas e viagens por 5 anos • Concessionárias de telefonia (fixa e móvel) também devem manter registros por 5 anos Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 16 ANTITORTURA – LEI 9.455/97 CO N DUT AS E PEN AS 1 Efeitos da condenação: • PERDA do cargo, emprego ou função pública • Interdição para exercício de cargo, emprego ou função pelo DOBRO da pena aplicada • Início do cumprimento da pena em regime FECHADO Aplica-se o disposto na lei AINDA QUE crime cometido fora do território nacional, contra brasileiro ou em local sob jurisdição brasileira. 2 Mesma Pena quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. Omissão aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de 1-4 anos. Aumento de pena de 1/6 a 1/3: 1. Cometido por agente público 2. Contra criança, gestante, PCD, adolescente ou maior de 60 anos 3. Mediante sequestro Pena de 4-10 anos: se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima Penal de 8-16 anos: se resulta morte CONDUTAS CONSTRANGER com emprego de violência ou grave ameaça, causando sofrimento físico ou mental: 1) Com fim de obter informação, declaração ou confissão 2) Para provocar ação ou omissão de natureza criminosa 3) Em razão de discriminação racial ou religosa SUBMETER alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo RECLUSÃO 2-8 anos Inafiançável e insuscetível de graça ou anistia 1 2 Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 17 CRIMES HEDIONDOS – LEI 8.072/90 • São insuscetíveis de anistia, graça, indulto e fiança • Pena cumprida em regime inicialmente FECHADO [Declarado inconstitucional pelo STF, no ARE 1.052.700] • Prisão temporária terá prazo de 30 dias prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade • No caso de condenação, juiz decidirá se o réu poderá apelar em liberdade Atenção Depen! A União manterá estabelecimentos penais, de segurança máxima, destinados ao cumprimento de penas impostas a condenados de alta periculosidade, cuja permanência em presídios estaduais ponha em risco a ordem ou incolumidade pública. C R IM E S H E D IO N D O S HOMICÍDIO Por grupos de extermínio, ainda que por um só agente Qualificado LESÃO CORPORAL Dolosa de natureza GRAVÍSSIMA Seguida de morte, contra agentes de seg. pública e parentes até 3º grau ROUBO Circunstanciado pela restrição de liberdade da vítima Com arma de fogo ou arma de fogo de uso restrito Resultado lesão corporal grave ou morte EXTORSÃO Qualificada pela restrição de liberdade Ocorrências de lesão corporal ou morte Mediante sequestro e na forma qualificada ESTUPRO e estupro de vulnerável EPIDEMIA com resultado morte FALSIFICAÇÃO, corrupção, adulteração ou alteração de produto p/ fins terapêuticos ou medicinais FAVORECIMENTO da prostituição / expliração sexual de crianças, adolescentes ou vulneráveis FURTO qualificado pelo emprego de explosivo ou análogo que cause perigo comum GENOCÍDIO POSSE ou PORTE ilegal de arma de fogo de uso proibido COMÉRCIO ilegal de armas de fogo TRÁFICO internacional de arma de fogo, acessório ou munição ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, quando direcionado à prática de crime hediondo ou equiparado Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 18 LEI ANTICORRUPÇÃO – LEI 12.846/13 DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S 1 Pessoas Físicas vs Pessoas JurídicasA responsabilização da PJ NÃO exclui a responsabilidade individual de seus dirigentes ou administradores ou de qualquer PF, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito. A PJ será responsabilizada INDEPENDENTEMENTE da responsabilização individual das PF referidas. Alterações na estrutura societária das PJs SUBSISTE (“continua a existir”) a responsabilidade da PJ na hipótese de alteração contratual, transformação, incorporação, fusão ou cisão societária. • Fusão e incorporação: responsabilidade da sucessora fica restrita ao pagamento da multa e reparação do dano, até o limite do patrimônio transferido. • Controladoras, controladas, coligadas e consorciadas: SOLIDARIAMENTE responsáveis em relação à multa e reparação do dano PRO CESS O ADMI NIS TRATIVO DE RESP O NSABILI ZAÇÃO Desconsideração da Personalidade Jurídica: a personalidade jurídica PODERÁ ser desconsiderada sempre que utilizada com abuso do direito para facilitar, encobrir ou dissimular a prática dos ilícitos OU p/ provocar confusão patrimonial, sendo estendidos todos os efeitos das sanções aplicadas à PJ aos seus administradores e sócios com poderes de administração, observados o contraditório e a ampla defesa. Responsabilização CIVIL + ADMINISTRATIVA OBJETIVA Pessoas JURÍDICAS (empresárias e simples, personificadas ou não) SUBJETIVA Pessoas FÍSICAS (responsabilizados na medida de sua culpabilidade) 1 Atos contra a Adm. Pública, nacional ou estrangeira Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 19 RES PON SABILIZAÇÃO ADMINI STRATI VA MULTA 0,1% a 20% do faturamento bruto, NUNCA inferior à vantagem auferida (quando possível estimar) PUBLICAÇÃO Extraordinária da decisão condenatória Critérios levados em consideração na aplicação das sanções: o Efeito negativo produzido pela infração o Situação econômica do infrator o Existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades ...há outros critérios, mas praticamente não são cobrados ACO RDO DE LEN IÊN CI A Esse tópico é extremamente importante e despenca em prova. Por isso, é muito importante que você faça de tudo para decorar os detalhes. Acordo de Leniência QUEM CELEBRA O ACORDO Autoridade MÁXIMA de órgão ou entidade pública (Exec. Fed.: CGU) com PJs responsáveis pela prática dos atos ilícitos Para ser válido o acordo deve RESULTAR: 1 - Identificação de demais envolvidos, se for o caso 2 - Obtenção de informações e documentos que comprove o ilícito REQUISITOS CUMULATIVOS 1) PJ seja a primeira a se MANIFESTAR sobre seu interesse em cooperar para a apuração do ato ilícito 2) PJ CESSE completamente seu envolvimento na infração a partir da data de propositura do acordo 3) PJ ADMITA sua participação no ilícito e coopere plena e permanentemente com as investigações e o processo adm. EFEITOS ISENTA a PJ da: 1 - Publicação extraordinária da decisão condenatória (sanção adm.) 2 - Proibição de receber incentivos de órgãos ou entidades públicas por 1-5 anos (sanção judicial) REDUZ a multa aplicável em até 2/3 INTERROMPE o prazo prescricional dos atos ilícitos previstos na Lei Anticorrupção (Pegadinha! Falar em "suspensão" do prazo). NÃO exime a PJ da obrigação de reparar integralmente o dano causado. DESCUMPRIMENTO PJ ficará impedida de celebrar novo acordo pelo prazo de 3 anos contados do conhecimento pela adm. pública do descumprimento Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 20 Observações: • Proposta de acordo rejeitada NÃO importa em reconhecimento da prática do ato ilícito; • Adm. Pública também pode celebrar acordo com PJ responsável por ilícito previsto na Lei de Licitações (8.666/93) com a finalidade de atenuar ou isentar as sanções administrativas previstas. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 21 LEI DE DROGAS – LEI 11.343/06 DIS POS I ÇÕ ES P RELI MIN ARES A Lei 11.343/06: 1. Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; 2. Prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; 3. Estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; 4. Define crimes. O que são drogas? Substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União PREVE N ÇÃO DO US O , AT EN ÇÃO E REINS E RÇÃO SO CI AL DE US UÁRIOS E DE PEN DE NTES CRIM ES E P EN AS Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para CONSUMO PESSOAL1, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: 1. ADVERTÊNCIA sobre os efeitos das drogas 2. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS à comunidade2 3. MEDIDA EDUCATIVA de comparecimento a programa educativo Caso o agente se recuse, injustificadamente, ao cumprimento das medidas acima, o JUIZ pode submetê-lo sucessivamente à “admoestação (advertência) verbal” e “multa”. Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica. 1 Para determinar se a droga se destinava a consumo pessoal, o JUIZ atenderá à natureza e à quantidade da substância, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente. 2 A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas. RE PRES S ÃO À PRO DUÇÃO N ÃO AUT ORIZ ADA E AO TRÁFI CO I LÍ CIT O DE DROGAS PLANT AÇÕ ES E AP REENS ÕE S DE DROGAS Plantações Ilícitas Serão imediatamente destruídas pelo DELEGADO, independente de autorização judicial. As glebas cultivadas (“fazendas”) com plantação serão expropriadas. X Drogas Apreendidas Apreensão SEM prisão em flagrante: incineração máximo 30 dias, sem autorização judicial. Apreensão COM prisão em flagrante: incineração pelo Delegado, na presença do MP, em 15 dias, com autorização judicial. D E S P E N C A Prazo máximo de 5 meses (reincidência: 10 meses) Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 22 CRIM ES TRÁFI CO E E QUI PARADOS (ART. 33 ) Atenção! Decore todo o esquema abaixo. Ele é, de longe, o mais cobrado! Tráfico de Menor Potencial Ofensivo (§3º): OFERECER droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem. Art. 33 caput + §1 Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter emdepósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer DROGAS , AINDA QUE GRATUITAMENTE, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar | STJ (Info 531): esse crime absorve aquele previsto no art. 34. Importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, AINDA QUE GRATUITAMENTE, s/ autorização ou desacordo lei ou regulamento, matéria-prima, insumo ou químico destinado à preparação de drogas. STJ (CC 172.464/20): a conduta de transportar folhas de coca melhor se amolda a este tipo penal. Semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, de PLANTAS que se constituam em matéria-prima p/ preparação de drogas Utiliza LOCAL ou BEM de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize , AINDA QUE GRATUITAMENTE, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas VENDE ou ENTREGA drogas ou MP, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas, sem autorização ou em desacordo com a determinação legal ou regulamentar, a agente policial DISFARÇADO , quando presentes elementos probatórios razoáveis de conduta criminal preexistente. Reclusão de 5-15 anos + Multa Tráfico Privilegiado (↓): penas poderão ser reduzidas de 1/6 a 2/3, desde que: 1) Agente primário 2) Bons antecedentes 3) Não se dedique às atividades criminosas 4) Não integre Orcrim *STF não reconhece mais o caráter hediondo do tráfico de drogas privilegiado *Diminuição aplicável ainda que o tráfico seja internacional e a quantiade seja grande Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 23 DEM AIS CRI MES (ARTS. 3 4 A 39 ) Dentro os demais crimes previstos, os mais cobrados são os constantes nos arts. 34, 35, 36 e 38. Maquinário para o Tráfico (Art. 34) Fabricar, adquirir, utilizar, transportar, oferecer, vender, distribuir, entregar a qualquer título, possuir, guardar ou fornecer, AINDA QUE GRATUITAMENTE, maquinário, aparelho, instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação, preparação, produção ou transformação de drogas, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Pena: reclusão 3-10 anos + multa Associação para o Tráfico (Art. 35) ASSOCIAREM-SE 2+ pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos: • Art. 33, caput (tráfico) • Art. 33, § 1º (equiparados ao tráfico) • Art. 34 (financiamento para o tráfico) Pena: reclusão 3-10 anos + multa Financiamento para o Tráfico (Art. 36) FINANCIAR ou CUSTEAR a prática de qualquer dos crimes previstos: • Art. 33, caput (tráfico) • Art. 33, § 1º (equiparados ao tráfico) • Art. 34 (financiamento para o tráfico) Pena: reclusão 8-20 anos + multa Prescrição de Drogas sem Comando Legal (Art. 38) PRESCREVER ou MINISTRAR, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Pena: reclusão 6 meses – 2 anos + multa Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 24 SOB RE AS PE NAS P E N A S AUMENTO As penas previstas nos arts. 33 a 37 são AUMENTADAS de 1/6 a 2/3 1) Transnacionalidade do delito1 2) Tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o DF2 3) Agente se prevalece de função pública ou no desempenho de poder familiar, guarda, vigilância 4) Nas dependências ou imediações de presídios, escolas, hospitais, transporte público, quartéis, etc - STJ, HC 528.851/20: não se aplica a igrejas. 5) Praticado com violência, grave ameaça, emprego de arma de foto ou intimidação 6) Prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente 7) Agente financiar ou custear a prática do crime 1STJ (Súmula 607): [...] se configura com a prova da destinação internacional das drogas, ainda que não consumada a transposição de fronteiras. 2STJ (Súmula 587): [...] é desnecessária a efetiva transposição de fronteiras entre estados, sendo suficiente a demonstração inequívoca da INTENÇÃO de realizar o tráfico interestadual. REDUÇÃO Colaboração VOLUNTÁRIA com investigação ou processo ciminal na identificação dos demais co-autores / partícipes e na recuperação total ou parcial do produto terá PENA REDUZIDA de 1/3 a 2/3 FIXAÇÃO Quais os critérios levados em conta? 1) Natureza da substância 2) Quantidade1 da substância 3) Personalidade do agente 4) Conduta social do agente 1STF (RHC 122.684/14): a natureza e a quantidade da droga NÃO podem ser utilizadas para aumentar a pena-base do réu E também para afastar o tráfico privilegiado ou para, reconhecendo-se o direito ao benefício, conceder ao réu uma menor redução de pena. Haveria, nesse caso, bis in idem. ISENÇÃO É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido a infração penal praticada, INTEIRAMENTE INCAPAZ de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. BENEFÍCIOS Crimes dos arts. 33, caput e §1º e 33 a 37 São inafiançáveis e insucvetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e LIBERDADE PROVISÓRIA, VEDADA a conversão de suas penas em restritivas de direitos. Muito Cuidado! A LEI ainda fala da impossibilidade de liberdade provisória. Contudo, o STF (HC 104.339, ratificada pela Resolução nº 5/2012 do Senado), decidiu pela inconstitucionalidade dessa vedação. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 25 INVES TIGAÇÃO 1 Para lavratura do APF é suficiente laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial (que pode participar da elaboração do laudo definitivo) ou, na falta deste, por pessoa idônea INQU ÉRI TO PO LI CI AL (IP ) Prazo de conclusão do IP 30 dias Se indiciado PRESO 90 dias Se indiciado SOLTO Prazos podem ser duplicados pelo Juiz, ouvido o MP, mediante pedido do delegado. 1 Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 26 LAVAGEM DE DINHEIRO – LEI 9.613/98 INTRO DU ÇÃO GERAÇÕ ES Para que o crime de lavagem de dinheiro ocorra é necessário que haja uma infração penal anterior. É dela que se originam os valores arrecadados pelo(s) criminoso(s). Em relação a essa infração anterior, há três gerações de leis que tratam do tema. STF (HC 92.279): impende destacar que o crime de lavagem de dinheiro é autônomo em relação à infração penal antecedente, sendo perfeitamente possível que o autor do ilícito anterior seja o mesmo do crime de lavagem de capitais, tendo em vista que NÃO HÁ, na legislação brasileira, qualquer vedação à chamada “autolavagem”. FASES DA LAV AGE M STF (RHC 80.816): a corte entendeu que a consumação da lavagem independe do preenchimento dessas3 fases, ou seja, o crime se consuma com a prática de QUALQUER uma das 3 fases. Crime antecedente deve ser o tráfico de drogas e afins 1ª Geração Há uma lista fechada de crimes antecedentes (rol taxativo) 2ª Geração Crime antecedente pode ser qualquer um (rol aberto) 3ª Geração • Introdução do dinheiro ilícito no sistema financeiro. São utilizadas inúmeras técnicas, como por exemplo o Smurfing - pulverização em pequenos depósitos 1ª FASE Colocação (Placement) • São realizadas diversas movimentações financeiras com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem ilícita dos valores. 2ª FASE Mascaramento (Layering) • Nesta fase, já com aparência lícita os valores são reinvestidos nas mesmas atividades delituosas 3ª FASE Integração (Integration) Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 27 CRIM E DE LAV AG EM E O CULTAÇÃO DIS POS I ÇÕ ES P RO CE SSUAIS E SP E CIAIS Processo Infr ações P enais Antecedentes Despenca! O processo e julgamento INDEPENDEM do processo e julgamento das infrações penais antecedentes, ainda que praticados em outro país. Despenca! A denúncia será instruída com INDÍCIOS SUFICIENTES da existência da infração penal antecedente, sendo puníveis os fatos previstos nesta Lei, AINDA QUE desconhecido ou isento de pena o autor, ou extinta a punibilidade da infração penal antecedente. Sus pens ão do Proces so e do Pr az o Pr escri cional NÃO se aplica o art. 366 do CPP, devendo o acusado que não comparecer nem constituir advogado ser citado por edital, prosseguindo o feito até o julgamento, com a nomeação de defensor dativo. Art. 366, CP – Se o acusado, citado por EDITAL, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão SUSPENSOS o processo e o curso do prazo prescricional [...] Competência Para Julgar Regra Geral: Justiça ESTADUAL Exceção: Justiça FEDERAL 1. Quando praticado contra sistema financeiro e ordem econômico financeira; 2. Em detrimento de bens, serviços ou interesses da União, suas autarquias e empresas públicas; 3. Quando infração ANTECEDENTE for de competência da Justiça Federal. Medidas Assecuratórias Quem? Juiz Como? De ofício, a requerimento do MP ou via delegado, ouvido MP em 24h Motivo? Indícios suficientes de infração penal Bens, direitos ou valores: do investigado OU de interpostas pessoas Alienação Antecipada: visa preservar o valor de bens sujeitos à deterioração ou depreciação ou de difícil manutenção. Indiciamento de Servidor Público: será AFASTADO, sem prejuízo de remuneração e demais direitos, ATÉ QUE o juiz competente autorize, em decisão fundamentada, o seu retorno. Suspensão: a ordem de prisão ou as medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores poderão ser suspensas pelo juiz, ouvido o MP, quando a sua execução imediata puder comprometer as investigações. Art. 1º - Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores PROVENIENTES, direta ou indiretamente, de infração penal (crime ou contravenção). Pena: reclusão 3-10 anos + Multa TENTATIVA Pena correspondente ao crime consumado, diminuída de 1/3 a 2/3 AUMENTO DE PENA 1/3 a 2/3 Crime cometido de forma reiterada ou por organização criminosa REDUÇÃO DE PENA 1/3 a 2/3 Autor, coautor ou partícipe colabora espontaneamente c /as autoridades Novidade Pacote Anticrime Para a apuração, ADMITE-SE a utilização da ação controlada e da infiltração de agentes. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 28 CO NSE LHO DE CONT RO LE DE ATIV I DADES FIN AN CE IRAS - COAF Esse tópico foi cobrado em apenas 2 questões nos últimos 6 anos. Contudo, por conta das recentes “polêmicas”, acredito que seja importante ter no radar as seguintes informações. Em qual estrutura hierárquica está o Coaf? Na lei de Lavagem de Dinheiro, alterada pela MP 886/19, o Coaf encontra-se no âmbito do Ministério da Economia. Já a Lei 13.974/20, que dispõe especificamente sobre o órgão, estabelece que ele é administrativamente vinculado ao Bacen. Qual a missão do Coaf? Produzir inteligência financeira e promover a proteção dos setores econômicos contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. Como o Coaf atua? Ele examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e COMUNICA às autoridades competentes para instauração de procedimentos. O Coaf pode aplicar sanções? SIM! O Conselho aplica penas ADMINISTRATIVAS nos setores econômicos para os quais não exista órgão regulador ou fiscalizador próprio. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 29 CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – LEI 13.869/19 DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S Crime Funcional: o abuso é caracterizado quando o agente está no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las. Crime de Hermenêutica: NÃO configura o abuso a divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas. Dolo Específico: o crime de abuso de autoridade somente se caracteriza quando o agente tem FINALIDADE ESPECÍFICA de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, OU, ainda, por mero capricho ou satisfação pessoal. SUJEIT O ATIV O DO CRIM E 1Todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função. AÇÃO PEN AL 1Trata-se da decadência imprópria, pois não ocorre extinção da punibilidade. Assim, ainda há a possibilidade de o MP ingressar com a AP (claro, observando-se o prazo prescricional do crime). QUALQUER agente público1 Servidor ou não Adm. Direta, Indireta e Fundacional Qualquer dos poderes da U, E, DF, M e Território AÇÃO PENAL REGRA Pública INCONDICIONADA Privada SUBSIDIÁRIA da Pública (pública não intentada no prazo legal) Ministério Público - Aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva - Intervir em todos termos do processo - Fornecer elementos de prova - Interpor recurso - Retomar ação como parte principal (a todo tempo, ccaso haja negligência do querelante) Prazo p/ Ação Privada (decadência1): 6 meses, contados do fim do prazo p/ oferecer denúncia. Preparado exclusivamente para Isabela César | CPF: 05833829321 https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/ https://www.concurseiroforadacaixa.com.br Legislação Penal Extravagante H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s concurseiroforadacaixa.com.br | 30 SAN ÇÕES , CO N DEN AÇÃO E PEN AS 1 Despenca! 1. As sanções civis, penais e administrativas PODERÃO CUMULAR-SE, sendo INDEPENDENTES ENTRE SI. 2. A sentença penal que reconhece excludente de ilicitude faz coisa julgada em âmbito civil e adm-disciplinar. 3. Absolvição ou condenação CRIMINAL, negando ou confirmando a AUTORIA ou EXISTÊNCIA DO FATO não podem ser questionadas na no âmbito civil ou administrativo. Pegadinha clássica! Afirmar que ausência de prova na esfera penal interfere nas demais esferas [FALSO]. 2 Cuidado! Não confunda efeito da condenação (efeito extrapenal) com pena. Assim, a perda do cargo, por exemplo, NÃO é uma pena, mas um EFEITO EXTRAPENAL. 3 Cuidado! São condicionados à REINCIDÊNCIA