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Questões resolvidas

O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre à
A) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.
B) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.
C) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o espaço da população rica.
D) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.
E) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira de descanso da família.

No sintagma: “Uma palavra branca e fria”, encontramos a figura denominada:
A) sinestesia
B) eufemismo
C) onomatopéia
D) antonomásia
E) catacrese

Gilberto Gil em seu poema usa um procedimento de construção textual que consiste em agrupar idéias de sentidos contrários ou contraditórios numa mesma unidade de significação. A figura de linguagem acima caracterizada é:
a) Metonímia.
b) Paradoxo.
c) Hipérbole.
d) Sinestesia.
e) Sinédoque.

Em “Sei de uma moça... Se alguém escrevesse a sua história, diriam como o senhor (...)” há verbos empregados respectivamente no:
a) presente do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo, futuro do pretérito do indicativo.
b) presente do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo, futuro do pretérito do indicativo.
c) presente do indicativo, futuro do pretérito do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo.
d) presente do indicativo, futuro do pretérito do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo.
e) presente do indicativo, futuro do pretérito do subjuntivo, pretérito imperfeito do subjuntivo.

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Questões resolvidas

O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre à
A) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.
B) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.
C) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o espaço da população rica.
D) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.
E) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira de descanso da família.

No sintagma: “Uma palavra branca e fria”, encontramos a figura denominada:
A) sinestesia
B) eufemismo
C) onomatopéia
D) antonomásia
E) catacrese

Gilberto Gil em seu poema usa um procedimento de construção textual que consiste em agrupar idéias de sentidos contrários ou contraditórios numa mesma unidade de significação. A figura de linguagem acima caracterizada é:
a) Metonímia.
b) Paradoxo.
c) Hipérbole.
d) Sinestesia.
e) Sinédoque.

Em “Sei de uma moça... Se alguém escrevesse a sua história, diriam como o senhor (...)” há verbos empregados respectivamente no:
a) presente do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo, futuro do pretérito do indicativo.
b) presente do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo, futuro do pretérito do indicativo.
c) presente do indicativo, futuro do pretérito do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo.
d) presente do indicativo, futuro do pretérito do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo.
e) presente do indicativo, futuro do pretérito do subjuntivo, pretérito imperfeito do subjuntivo.

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Se escrever é arte, a Língua 
Portuguesa só pode ser um 
ofício. 
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direitos reservados. 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
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Sumário 
 
 
Compreensão e interpretação de textos 
.......................................................................................................................................................02 
Gêneros e tipos de texto 
.......................................................................................................................................................06 
Significação das palavras 
.......................................................................................................................................................12 
Sintaxe (regência, concordância e colocação) 
.......................................................................................................................................................14 
Figuras de Linguagem 
.......................................................................................................................................................18 
Articulação textual: operadores sequenciais, expressões referenciais 
.......................................................................................................................................................33 
Coesão e coerência textual 
.......................................................................................................................................................36 
Identificação, definição, classificação, flexão e emprego das classes de palavras; 
formação de palavras 
.......................................................................................................................................................41 
Verbos: flexão, conjugação, vozes, correlação entre tempos e modos verbais 
.......................................................................................................................................................46 
Concordância verbal e nominal 
.......................................................................................................................................................52 
Crase 
.......................................................................................................................................................56 
Regência verbal e nominal 
.......................................................................................................................................................60 
Colocação pronominal 
.......................................................................................................................................................63 
Acentuação gráfica 
.......................................................................................................................................................65 
Ortografia 
.......................................................................................................................................................69 
Pontuação 
.......................................................................................................................................................74 
Variação linguística 
.......................................................................................................................................................77 
Exercícios Comentados 
.......................................................................................................................................................81 
Redação Oficial 
.......................................................................................................................................................94 
 
 
 
 
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Compreensão e interpretação de textos 
 
A compreensão e interpretação de texto são duas ações que estão relacionadas, uma vez que quando se 
compreende corretamente um texto e seu propósito comunicativo chegamos a determinadas conclusões 
(interpretação). 
 
Hoje em dia é essencial saber interpretar corretamente os textos, entender melhor sobre suas tipologias e as 
funções da linguagem relacionadas a ele. 
 
Resumindo: 
 
➢ Compreensão de textos: é a decodificação da mensagem, ou seja, análise do que está no explícito no 
texto. 
➢ Interpretação de textos: é a interpretação que fazemos do conteúdo, ou seja, quais conclusões 
chegamos por meio da conexão de ideias e, por isso, vai além do texto. 
 
 
O que é interpretação de textos? 
 
➢ A interpretação de textos envolve a capacidade de chegar a determinadas conclusões após fazer a 
leitura de algum tipo de texto (visual, auditivo, escrito, oral). 
➢ Por isso, a interpretação de texto é algo subjetivo e que pode variar de leitor para leitor. Isso porque 
cada um possui um repertório interpretativo que foi sendo adquirido ao longo da vida. 
➢ Vale lembrar que o repertório interpretativo do leitor advém, em grande parte, da leitura. Portanto, ler é 
um ato essencial e que auxilia na melhor interpretação dos textos e conexão das ideias. 
 
O que é compreensão de textos? 
 
➢ Compreender um texto é entender a mensagem que ele está transmitindo de maneira objetiva. Assim, a 
compreensão textual envolve a decodificação da mensagem que é realizada pelo leitor. 
➢ Quando ouvimos, por exemplo, um noticiário, compreendemos a mensagem passada e qual sua 
finalidade (informar o ouvinte de algum acontecimento, por exemplo). 
➢ Para compreender os textos escritos não é diferente, porém requer o conhecimento da língua, do 
vocabulário e das funções relacionadas com linguagem e a comunicação. 
➢ Logo, por meio da interpretação das palavras e das frases podemos compreender melhor a mensagem 
que está sendo transmitida. Por isso, ter um dicionário por perto é sempre uma dica boa, se caso houver 
algum termo desconhecido. 
 
 
Exemplos de compreensão e interpretação de textos 
 
Para compreender melhor esses conceitos, confira abaixo dois exemplos de compreensão e interpretação 
de textos: 
O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos linguísticos. 
No contexto da ilustração, a frase proferida recorre à: 
 
a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a ideia que 
pretende veicular. 
b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”. 
c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o espaço da 
população rica. 
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d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico. 
e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira de descanso da família. 
 
Comentário da questão: Resposta correta: a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão 
“rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular. A questão acima é um bom exemplo de 
compreensão e interpretação de texto visual. 
 
O humor gerado pela charge advém da polissemia da palavra "rede", ou seja, dos diferentes significados 
que ela carrega. 
Na cultura indígena, a rede é um objeto utilizado para dormir. Já rede social, termo que surgiu por meio do 
avanço da internet, representa espaços virtuais de interação entre grupos de pessoas ou de empresas. 
Uma interpretação que podemos obter com a observação da charge é sobre a desigualdade social que atinge 
muitas pessoas as quais não possuem condições financeiras de ter acesso à internet. 
 
 
 
6 passos para melhorar sua compreensão e interpretação de textos verbais 
 
1. Analise o enunciadoLÍNGUA PORTUGUESA Edital Master 
 
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O que é classe gramatical? 
É a classificação das palavras em grupos conforme a sua função na língua portuguesa. Elas podem ser variáveis 
e invariáveis, dividindo-se da seguinte forma: 
• Palavras variáveis - aquelas que variam em gênero, número e grau: substantivo, verbo, adjetivo, 
pronome, artigo e numeral. 
• Palavras invariáveis - as que não variam: preposição, conjunção, interjeição e advérbio. 
 
 
 
 
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Verbos: flexão, conjugação, vozes, correlação entre tempos e modos verbais 
 
Verbo 
Os verbos são a classe de palavras que indica ação, estado ou fenômenos da natureza. Flexionam em 
pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) e em número (singular ou plural). 
O verbo indica uma ação, um estado ou um fenômeno da natureza. 
O verbo é a classe de palavras que expressa ação, estado ou fenômeno da natureza. Sua conjugação envolve 
a flexão por pessoa e por número, o tempo, o modo e a voz utilizados. 
 
Resumo sobre verbo 
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O verbo indica ação, estado ou fenômeno da natureza. 
• Flexiona por pessoa e por número, podendo estar conjugado na 1ª, na 2ª ou na 3ª pessoa do singular 
ou do plural. 
• É conjugado de acordo com tempo, modo e voz. 
• O tempo verbal pode ser passado, presente ou futuro, havendo classificações mais específicas de 
acordo com o modo. 
• O modo verbal pode ser o indicativo, o subjuntivo ou o imperativo. 
• A voz verbal pode estar na ativa, na passiva ou na reflexiva. 
• As formas nominais são o infinitivo, o gerúndio e o particípio. 
• Os verbos podem ser classificados como regulares, irregulares, defectivos, abundantes e anômalos. 
 
O que é verbo? 
Os verbos são a classe de palavras usada para indicar ação, estado ou fenômeno da natureza. Veja: 
A menina jogou a bola. (verbo indicando ação) 
Minha família está preocupada. (verbo indicando estado) 
Anoiteceu muito rápido hoje. (verbo indicando fenômeno da natureza) 
 
Estrutura do verbo 
O verbo é formado basicamente por dois elementos: o radical e a terminação, sendo que a terminação é 
formada pela vogal temática e pelas desinências. 
• Radical: parte do verbo que expressa o significado básico dele. Geralmente, é a forma que não se 
altera ou que se altera pouco nas conjugações. 
• Vogal temática: parte do verbo que define o tipo de conjugação que ele sofre, podendo ser 1ª 
conjugação (verbos terminados em –ar), 2ª conjugação (verbos terminados em –er) ou 3ª conjugação 
(verbos terminados em –ir). Portanto, as vogais temáticas podem ser a, e ou i. 
• Desinência modo-temporal: parte do verbo que apresenta o modo e o tempo nos quais ocorre a 
conjugação. 
• Desinência número-pessoal: parte do verbo que apresenta o número e a pessoa da conjugação. 
 
Veja como cada uma dessas partes forma o verbo a seguir. 
tom a r 
radical + vogal temática + desinência modo-temporal 
tom a re mos 
radical + vogal temática + desinência modo-temporal + desinência número-pessoal 
tom e i 
radical + desinência modo-temporal + desinência número-pessoal 
 
Flexão do verbo 
Os verbos flexionam de acordo com pessoa, número, modo, tempo e voz. 
• Pessoa: a flexão por pessoa ocorre da seguinte forma: 
 
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Pessoa Conceito 
1ª Quem fala 
2ª Para quem se fala 
3ª 
De quem se fala 
(quando o assunto não é a 1ª nem a 2ª pessoa) 
 
• Número: a flexão por número pode ser no singular ou no plural. Quando se trata dos verbos, a flexão 
por número envolve a forma no singular ou no plural da seguinte forma: 
 
Número Pessoa Exemplo de conjugação verbal 
singular 
1ª (eu) escrevo 
2ª (tu) escreves 
3ª (ele/ela) escreve 
plural 
1ª (nós) escrevemos 
2ª (vós) escreveis 
3ª (eles/elas) escrevem 
 
Importante: No Brasil, a 2ª pessoa está caindo em desuso, sendo mais comum o uso dos pronomes de 
tratamento “você” (singular) e “vocês” (plural), que leva conjugação na 3ª pessoa. 
 
Modos do verbo 
O modo verbal indica a maneira como a ação do verbo pode se realizar. Pelo modo verbal, é possível entender 
como quem enuncia entende a concretização dessa ação. 
 
Modo 
verbal 
Uso Exemplos 
Indicativo Fatos tidos como concretos, ocorridos ou certos de ocorrer. 
Eu leio este livro. 
Eu saí ontem. 
Eu farei isso amanhã. 
Subjuntivo 
Fatos hipotéticos, havendo dúvidas sobre a possibilidade de 
ocorrerem. 
Ainda que eu leia este livro... 
Se eu saísse ontem... 
Quando eu fizer isso 
amanhã... 
Imperativo Ordens, sugestões, proibições, conselhos etc. 
Leia este livro. 
Não saia por enquanto. 
Faça dessa forma. 
 
Tempos do verbo 
O verbo é conjugado basicamente em três tempos: 
 
Tempo verbal Uso 
Pretérito (passado) Ação do verbo ocorreu antes do momento do enunciado. 
Presente Ação do verbo ocorre durante o momento do enunciado. 
Futuro Ação do verbo ocorrerá após o momento do enunciado. 
Porém, o tempo verbal apresenta mais variações de acordo com o modo em que está conjugado. Observe a 
seguir: 
 
• Modo indicativo: 
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https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/modo-indicativo.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/modo-subjuntivo.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/como-se-forma-modo-imperativo.htm
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Tempo verbal Uso Exemplo 
Presente Ação ocorre no momento do enunciado. Eu falo neste momento. 
Pretérito perfeito 
Ação ocorreu em momento pontual anterior 
ao do enunciado. 
Eu falei muito ontem. 
Pretérito 
imperfeito 
Ação ocorria em momento anterior ao do 
enunciado e parou de ocorrer. 
Eu falava muito quando criança. 
Pretérito mais-
que-perfeito 
Ação ocorrera em passado distante, é o 
passado do passado. 
Meu avô falara muito sobre isso na 
juventude dele, até ter ficado mais maduro. 
Futuro do 
presente 
Ação ocorrerá em momento posterior ao do 
enunciado. 
Eu falarei muito no seminário amanhã. 
Futuro do 
pretérito 
Ação ocorreria em momento posterior ao do 
enunciado, mas é incerta ou não ocorrerá 
mais. 
Eu falaria muito no seu lugar. 
 
 
• Modo subjuntivo: 
 
Tempo verbal Uso Exemplo 
Presente Suposição de que a ação ocorra. Mesmo que eu fale, não haverá resultado. 
Pretérito imperfeito Hipótese de a ação ocorrer. Se eu falasse, todos ficariam chocados. 
Futuro Suposição de quando a ação ocorrer. Quando eu falar, vai ser um grande sucesso! 
 
 
• Modo imperativo: 
 
Tempo verbal Uso Exemplo 
Presente Ordens, sugestões, proibições, conselhos etc. Fale tudo que precisa para não se arrepender depois. 
 
 
Vozes do verbo 
As vozes do verbo indicam o ponto de vista do sujeito da ação. Veja: 
 
Voz verbal Uso Exemplo 
Ativa O sujeito executa a ação do verbo. Eu acordei cedo. 
Passiva O sujeito sofre a ação do verbo. Eu fui acordado pela minha mãe. 
Reflexiva O sujeito executa e sofre a ação do verbo ao mesmo tempo. Eu me arrumei para a escola. 
 
 
Classificação dos verbos 
Os verbos são classificados de acordo com a sua conjugação da seguinte forma: 
 
Classificação Conceito Exemplos 
Regulares 
Seguem a conjugação padrão, geralmente tendo apenas as terminações 
alteradas seguindo uma mesma lógica. O radical tende a se manter 
inalterado. 
voar, beber, abrir 
Irregulares 
Seguem conjugação que foge ao padrão, com mudanças mais frequentes. 
O radical pode mudar de forma em alguns casos. 
patentear, querer, 
ouvir 
Anômalos Têm uma conjugação completamente irregular, não sendo possível ser, ir 
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estabelecer uma lógica clara entre as formas conjugadas. 
Abundantes Apresentam mais de uma forma verbal em conjugações específicas. 
aceitar, fazer, 
pagar 
Defectivos 
Não apresentam algumas formas verbais, não sendo possível conjugá-los 
em algumas pessoas, tempos e modos. 
adequar, doer, 
colorir 
Impessoais Verbos sem sujeito, conjugados apenas na 3ª pessoa do singular. 
ventar, 
amanhecer, 
nevar 
 
 
A seguir, veja a conjugação de alguns verbos regulares. 
 
Modo indicativo 
Presente 
Acabar Bater Partir 
Acabo Bato Parto 
Acabas Bates Partes 
Acaba Bate Parte 
Acabamos Batemos Partimos 
Acabais Bateis Partis 
Acabam Batem Partem 
Pretérito perfeito 
Acabar Bater Partir 
Acabei Bati Parti 
Acabaste Bateste Partiste 
Acabou Bateu Partiu 
Acabamos Batemos Partimos 
Acabastes Batestes Partistes 
Acabaram Bateram Partiram 
Pretérito imperfeito 
Acabar Bater Partir 
Acabava Batia Partia 
Acabavas Batias Partias 
Acabava Batia Partia 
Acabávamos Batíamos Partíamos 
Acabáveis Batíeis Partíeis 
Acabavam Batiam Partiam 
Pretérito-mais-que-perfeito 
Acabar Bater Partir 
Acabara Batera Partira 
Acabaras Bateras Partiras 
Acabara Batera Partira 
Acabáramos Batêramos Partíramos 
Acabáreis Batêreis Partíreis 
Acabaram Bateram Partiram 
Futuro do presente 
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Acabar Bater Partir 
Acabarei Baterei Partirei 
Acabarás Baterás Partirás 
Acabará Baterá Partirá 
Acabaremos Bateremos Partiremos 
Acabareis Batereis Partireis 
Acabarão Baterão Partirão 
Futuro do pretérito 
Acabar Bater Partir 
Acabaria Bateria Partiria 
Acabarias Baterias Partirias 
Acabaria Bateria Partiria 
Acabaríamos Bateríamos Partiríamos 
Acabaríeis Bateríeis Partiríeis 
Acabariam Bateriam Partiriam 
 
Modo subjuntivo 
Presente 
Acabar Bater Partir 
Acabe Bata Parta 
Acabes Batas Partas 
Acabe Bata Parta 
Acabemos Batamos Partamos 
Acabeis Batais Partais 
Acabem Batam Partam 
Pretérito perfeito 
Acabar Bater Partir 
Acabasse Batesse Partisse 
Acabasses Batesses Partisses 
Acabasse Batesse Partisse 
Acabássemos Batêssemos Partíssemos 
Acabásseis Batêsseis Partísseis 
Acabassem Batessem Partissem 
Futuro 
Acabar Bater Partir 
Acabar Bater Partir 
Acabares Bateres Partires 
Acabar Bater Partir 
Acabarmos Batermos Partirmos 
Acabardes Baterdes Partirdes 
Acabarem Baterem Partirem 
 
Modo imperativo 
Afirmativo 
Acabar Bater Partir 
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- - - 
Acaba tu Bate tu Parte tu 
Acabe você Bata você Parta você 
Acabemos nós Batamos nós Partamos nós 
Acabai vós Batei vós Parti vós 
Acabem vocês Batam vocês Partam vocês 
Negativo 
Acabar Bater Partir 
- - - 
Não acabes tu Não batas tu Não partas tu 
Não acabe você Não bata você Não parta você 
Não acabemos nós Não batamos nós Não partamos nós 
Não acabeis vós Não batais vós Não partais vós 
Não acabem vocês Não batam vocês Não partam vocês 
 
 
Formas nominais do verbo 
 
As formas nominais são formas em que o verbo não aparece conjugado, sem expressar o modo e o tempo. 
Essas formas, inclusive, podem assumir função de nome (substantivo) em alguns contextos. São elas: 
 
Forma 
nominal 
Conceito Exemplos 
Infinitivo É o verbo em si. Pode ser usado como substantivo. amar, saber, partir 
Gerúndio 
É o verbo ocorrendo. Pode ser usado como advérbio ou 
adjetivo. 
amando, sabendo, 
partindo 
Particípio É o resultado da ação verbal. Pode ser usado como adjetivo. amado, sabido, partido 
 
 
Locuções verbais 
Uma locução verbal diz respeito à combinação de dois ou mais verbos, sendo um verbo auxiliar e um verbo 
principal. Nesses casos, o verbo principal permanece na forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio), 
enquanto o verbo auxiliar é conjugado de acordo com o tempo e o modo indicados no contexto. Veja: 
verbo auxiliar + verbo principal 
Essas tarefas já foram feitas na semana passada. 
Meu relatório estará acabado amanhã. 
 
 
Questão 2 
(Fame / Fupac) Em: “Sei de uma moça... Se alguém escrevesse a sua história, diriam como o senhor (...)”, há 
verbos empregados respectivamente no: 
 
A) presente do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo, futuro do pretérito do indicativo. 
B) presente do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo, futuro do pretérito do indicativo. 
C) presente do indicativo, futuro do pretérito do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo. 
D) presente do indicativo, futuro do pretérito do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo. 
E) presente do indicativo, futuro do pretérito do subjuntivo, pretérito imperfeito do subjuntivo. 
 
Resolução: Alternativa A. 
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Os verbos são “saber” (conjugado no presente do indicativo), “escrever” (conjugado no pretérito imperfeito 
do subjuntivo) e “dizer” (conjugado no futuro do pretérito). 
 
 
 
 
Concordância verbal e nominal 
 
Concordância verbal e nominal é relação que garante que as palavras concordem umas com as outras. 
A concordância verbal garante que os verbos concordem com os sujeitos, enquanto a concordância 
nominal garante que os substantivos concordem com adjetivos, artigos, numerais e pronomes. 
Exemplo: Nós estudaremos regras e exemplos complicados juntos. 
Neste exemplo, quando concordamos o sujeito (nós) com o verbo (estudaremos) estamos fazendo a 
concordância verbal. 
Por sua vez, quando concordamos os substantivos (regras e exemplos) com o adjetivo (complicados) estamos 
fazendo concordância nominal. 
 
 
Regras de concordância verbal 
Para garantir a concordância verbal, precisamos respeitar as relações de número e pessoa entre verbo e sujeito. 
Vejamos algumas regras. 
 
 
 
 
 
1. Concordância de sujeito composto antes do verbo 
Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, esse verbo deve estar sempre no plural. Exemplos: 
• Maria e José conversaram até de madrugada. 
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• Construção e pintura ficarão prontas amanhã. 
 
 
2. Concordância de sujeito composto depois do verbo 
Quando o sujeito composto vem depois do verbo, o verbo tanto pode ficar no plural como pode concordar 
com o sujeito mais próximo. Exemplos: 
• Discursaram diretor e professores. 
• Discursou diretor e professores. 
 
 
3. Concordância de sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes 
Quando o sujeito é composto, mas as pessoas gramaticais são diferentes, o verbo deve ficar no plural. No 
entanto, ele concordará com a pessoa que, a nível gramatical, tem prioridade. 
Isso quer dizer que 1.ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2.ª (tu, vós) e a 2.ª tem prioridade em 
relação à 3.ª (ele, eles). Exemplos: 
• Nós, vós e eles vamos à festa. 
• Tu e ele falais outra língua? 
 
 
Regras de concordância nominal 
Para garantir a concordância nominal, precisamos respeitar as relações de gênero e número entre substantivos, 
adjetivos, artigos, numerais e pronomes. Vejamos algumas regras. 
 
 
 
 
1. Concordância entre substantivo e mais do que um adjetivo 
Quando há mais do que um adjetivo para um substantivo, há duas formas de concordar: 
Colocar o artigo antes do último adjetivo. Exemplos: 
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• A língua francesa e a italiana são encantadoras. 
• A música clássica e a popular são manifestações artísticas. 
Colocar o substantivo e o artigo que o acompanha no plural. Exemplos: 
• As línguas francesa e italianasão encantadoras. 
• As músicas clássica e popular são manifestações artísticas. 
 
 
2. Concordância entre substantivos e um adjetivo 
Quando há mais do que um substantivo e apenas um adjetivo, há duas formas de concordar: 
Se o adjetivo vem ANTES dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo mais próximo. 
Exemplos: 
• Linda filha e bebê. 
• Querido filho e filha. 
Se o adjetivo vem DEPOIS dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo mais próximo ou 
com todos os substantivos. Exemplos: 
• Pronúncia e vocabulário perfeito. 
• Vocabulário e pronúncia perfeita. 
• Pronúncia e vocabulário perfeitos. 
• Vocabulário e pronúncia perfeitos. 
 
 
 
 
 
 
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Questão: 
1. (Mackenzie) Há uma concordância inaceitável de acordo com a gramática: 
 
I. Os brasileiros somos todos eternos sonhadores. 
II. Muito obrigadas! – disseram as moças. 
III. Sr. Deputado, V. Exa. está enganada. 
IV. A pobre senhora ficou meio confusa. 
V. São muito estudiosos os alunos e as alunas deste curso. 
 
a) em I e II 
b) apenas em IV 
c) apenas em III 
d) em II, III e IV 
e) apenas em II 
 
Alternativa c: apenas em III. 
Sr. Deputado, V. Exa. está enganada. 
Correção: Sr. Deputado, V. Exa. está enganado. 
Para haver concordância nominal, o adjetivo "enganado" deve concordar com o substantivo "deputado". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Crase 
 
Crase (`) é a junção da preposição a com o artigo definido a. Também pode ser a junção da preposição a com 
pronomes que começam com a (aquela, aquele, aquilo). 
A junção a + a resulta no a com crase, ou seja, em à, àquela, àquele, àquilo. 
 
 
Regras de quando usar crase 
A crase pode ser usada nas seguintes situações: 
• antes de palavras femininas; 
• quando acompanham verbos que indicam destino (ir, voltar, vir); 
• nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas; 
• antes dos pronomes demonstrativos aquilo, aquela, aquele; 
• antes da locução "à moda de" quando ela estiver subentendida; 
• na indicação de horas exatas. 
 
 
Não esqueça: A crase é usada antes de palavras femininas! 
 
 
Antes de palavras femininas 
• Fui à escola. 
• Fomos à praça. 
• Você vai à padaria agora? 
 
Quando acompanham verbos que indicam destino (ir, voltar, vir) 
• Vou à padaria. 
• Fomos à praia. 
• Voltei à loja e fui bem atendido. 
 
Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas 
• Saímos à noite. 
• À medida que o tempo passa as amizades aumentam. 
• Veja, isto foi feito às pressas! 
 
Exemplos de locuções: à medida que, à noite, à tarde, às pressas, às vezes, à moda de. 
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Antes dos pronomes demonstrativos aquilo, aquela, aquele 
• No verão, voltamos àquela praia. 
• Refere-se àquilo que aconteceu ontem na festa. 
• Vou àquele lugar hoje. 
 
 
Antes da locução "à moda de" quando ela estiver subentendida 
• Veste roupas à (moda de) Luís XV. 
• Dribla à (moda de) Pelé. 
• Escreve à (moda de) José de Alencar. 
 
 
Uso da crase na indicação das horas 
Utiliza-se a crase antes de numeral cardinal que indicam as horas exatas: 
• Termino meu trabalho às cinco horas da tarde. 
• Saio da escola às 12h30. 
• Entro à uma. 
Por outro lado, quando acompanhadas de preposições (para, desde, após, perante, com), não se utiliza a crase, 
por exemplo: 
• Ficamos na reunião desde as 12h. 
• Chegamos após as 18h. 
• O congresso está marcado para as 15h. 
 
 
Regras de quando NÃO usar crase 
A crase não deve ser usada nas seguintes situações: 
• antes de palavras masculinas; 
• antes de verbos; 
• antes de pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele, nós, vós, eles) e do caso oblíquo (me, mim, 
comigo, te, ti, contigo, se, si, o, lhe); 
• antes dos pronomes demonstrativos isso, esse, este, esta, essa. 
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Antes de palavras masculinas 
• Jorge tem um carro a álcool. 
• Samuel comprou um jipe a diesel. 
• Escreveu a lápis. 
 
 
Antes de verbos 
• Estava disposto a salvar a menina. 
• Passava o dia a cantar. 
• Comprometeu-se a estudar mais. 
 
 
Antes de pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo 
• Falamos a ela sobre o ocorrido. 
• Ofereceram a mim as entradas para o cinema. 
• Deram o troco a ele? 
 
 
Os pronomes do caso reto são: eu, tu, ele, nós, vós, eles. 
Os pronomes do caso oblíquo são: me, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, o, lhe. 
 
 
Antes dos pronomes demonstrativos isso, esse, este, esta, essa 
• Era a isso que nos referíamos. 
• Quando aderir a esse plano, a internet ficará mais barata. 
• Já aderiu a este plano? 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Crase facultativa 
 
 
 
 
Dica sobre o uso da crase 
Para saber se a crase é utilizada nos verbos de destino, utilize esse macete: 
 
 
 
 
 
 
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Regência verbal e nominal 
 
Chamamos de regência verbal e regência nominal a relação de subordinação existente entre um verbo ou um 
nome e seus complementos. 
 
A regência é objeto de estudo da Sintaxe da língua portuguesa 
 
Você já deve ter percebido que, em uma oração, as palavras estabelecem relações entre si. Graças a essa 
relação, somos capazes de construir os sentidos da mensagem, uma vez que as palavras são interdependentes. 
Essa relação de complementação entre os termos da oração é chamada de regência, que pode ser verbal ou 
nominal. Chamamos de termo regido a palavra que depende de outra para obter sentido completo e de termo 
regente a palavra a que se subordina o termo regido. 
 
Regência verbal 
Chamamos de regência verbal a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam 
(objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Os verbos podem ser intransitivos 
e transitivos. 
 
Os verbos intransitivos não exigem complemento. Isso acontece porque são verbos que fazem sentido por si 
só, ou seja, possuem sentido completo. Em alguns casos, eles são acompanhados por adjuntos adverbiais, 
elementos que não podem ser considerados como objetos. O adjunto adverbial é um termo acessório da oração 
cuja função é modificar um verbo, um adjetivo ou um advérbio, indicando uma circunstância (tempo, lugar, 
modo, intensidade etc.). Sendo um termo acessório, pode ser retirado da frase sem alterar sua estrutura 
sintática. Veja alguns exemplos: 
 
Choveu muito ontem. 
↓ ↓ 
 verbo impessoal adjunto adverbial de intensidade e de tempo 
(intransitivo) 
Chegamos no voo das onze horas. 
↓ ↓ 
 verbo intransitivo adjunto adverbial de meio e de tempo 
 
Verbos transitivos diretos 
Chamamos de verbos transitivos aqueles que precisam de um complemento, uma vez que não possuem sentido 
quando sozinhos. Eles podem ser transitivos diretos e indiretos. Os transitivos diretos são acompanhados por 
objetos diretos e não exigem preposição para o correto estabelecimento da relação de regência. Veja os 
exemplos: 
Quero bolo! 
 ↓ ↓ 
verbo transitivo direto objeto direto 
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Amo aquele rapaz. 
↓↓ 
verbo transitivo direto objeto direto 
 
Para facilitar o reconhecimento dos verbos transitivos diretos, você poderá fazer algumas perguntas para eles 
(quero o quê/quero quem? Amo o quê/amo quem?). As respostas serão os objetos diretos. 
 
 
 
 
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Verbos transitivos indiretos 
Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos indiretos, isto é, exigem uma preposição para 
o estabelecimento da relação de regência. Veja: 
preposição 'de' + artigo 'a' = da 
 ↑ 
Gostamos da prova. 
 ↓ ↓ 
verbo transitivo indireto objeto indireto 
Outro exemplo: 
preposição + artigo = às 
↑ 
Respondi às questões. 
↓ ↓ 
verbo transitivo indireto objeto indireto 
 
Você também pode fazer perguntas para o verbo para assim identificar se ele é ou não transitivo indireto 
(gostaram de quê/gostaram de quem? Respondeu a quê/respondeu a quem?). Note que, ao fazer a pergunta 
com o uso de uma preposição, o objeto responderá também com uma preposição (gostamos da prova/ respondi 
às questões). 
Verbos transitivos diretos e indiretos 
Antigamente, os verbos transitivos diretos e indiretos eram chamados de bitransitivos. Essa nomenclatura, 
entretanto, não é mais utilizada. São verbos acompanhados de um objeto direto e um objeto indireto. Observe: 
 
a (preposição) + os = aos 
↑ 
Agradeço aos ouvintes a audiência. 
↓ ↓ ↓ 
verbo transitivo direto e indireto Objeto indireto objeto direto ('a' é artigo) 
Quem agradece, agradece a alguém algo. 
Outro exemplo: 
preposição + artigo = à 
 ↑ 
Entreguei a flor à professora. 
 ↓ ↓ ↓ 
 verbo transitivo direto e indireto Objeto direto objeto indireto 
 
Regência nominal 
Chamamos de regência nominal o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou 
advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. Veja 
alguns exemplos (vale lembrar que existem muitos outros): 
 
Substantivos: 
Admiração a/por 
Devoção a/ para/ com/ por 
Medo de 
Respeito a/ com/ para com/ por 
 
 
 
 
 
Adjetivos: 
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Necessário a 
Acostumado a/com 
Nocivo a 
Agradável a 
Equivalente a 
 
Advérbios: 
Longe de/ Perto de 
Obs.: Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: 
Paralela a; paralelamente a 
Relativa a; relativamente a 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Colocação Prenominal 
 
A colocação pronominal indica a posição dos pronomes átonos - me, nos, te, vos, se, o(s), a(s), lhe(s) - em 
relação ao verbo, do que resulta a próclise, a mesóclise e a ênclise. 
Antes de entender como cada um dos casos deve ser usado, a primeira regra é: a colocação pronominal é feita 
com base em prioridades. O caso que tem mais prioridade é a próclise, e se nenhuma das situações satisfizer 
o seu uso, é utilizada a ênclise. Lembrando que a mesóclise somente é utilizada com verbos no futuro do 
presente e no futuro do pretérito. 
 
Próclise 
Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo. Isso acontece quando a oração contém palavras que atraem 
o pronome: 
 
 
1. Palavras que expressam negação tais como “não, ninguém, nunca”: 
• Não o quero aqui. 
• Nunca o vi assim. 
 
 
2. Pronomes relativos (que, quem, quando...), indefinidos (alguém, ninguém, tudo…) e demonstrativos (este, 
esse, isto…): 
• Foi ela que o fez. 
• Alguns lhes deram maus conselhos. 
• Isso me lembra algo. 
 
 
3. Advérbios ou locuções adverbiais: 
• Ontem me disseram que havia greve hoje. 
• Às vezes nos deixa falando sozinhos. 
 
 
4. Palavras que expressam desejo e também orações exclamativas: 
• Oxalá me dês a boa notícia. 
• Deus nos dê forças. 
 
 
5. Conjunções subordinativas: 
• Embora se sentisse melhor, saiu. 
• Conforme lhe disse, hoje vou sair mais cedo. 
 
 
6. Palavras interrogativas no início das orações: 
• Quando te deram a notícia? 
• Quem te presenteou? 
 
 
Mesóclise 
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo. Isso acontece com verbos do futuro do presente ou do 
futuro do pretérito, a não ser que haja palavras que atraiam a próclise: 
• Orgulhar-me-ei dos meus alunos. (verbo orgulhar no futuro do presente: orgulharei) 
• Orgulhar-me-ia dos meus alunos. (verbo orgulhar no futuro do pretérito: orgulharia) 
 
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Ênclise 
Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo. Isso acontece quando a oração contém palavras que atraem 
esse tipo de colocação pronominal: 
 
1. Verbos no imperativo afirmativo: 
• Depois de terminar, chamem-nos. 
• Para começar, joguem-lhes a bola! 
2. Verbos no infinitivo impessoal: 
• Gostaria de pentear-te a minha maneira. 
• O seu maior sonho é casar-se. 
3. Verbos no início das orações: 
• Fiz-lhe a pessoa mais feliz do mundo. 
• Surpreendi-me com o café da manhã. 
 
 
Colocação pronominal nas locuções verbais 
Nos exemplos acima existe apenas um verbo atraindo o pronome. 
Agora, vejamos como ocorre a colocação do pronome nas locuções verbais. Lembrando que as regras citadas 
para os verbos na forma simples devem ser seguidas. 
 
1. Usa-se a ênclise depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal nas locuções verbais em que o verbo 
principal esteja no infinitivo ou no gerúndio: 
• Devo-lhe explicar o que se passou. (ênclise depois do verbo auxiliar, “devo”) 
• Devo explicar-te o que se passou. (ênclise depois do verbo principal, “explicar”) 
 
2. Caso não haja palavra que atraia a próclise, usa-se a ênclise depois do verbo auxiliar em que o verbo 
principal esteja no particípio: 
• Foi-lhe explicado como deveria agir. (ênclise depois do verbo auxiliar, “foi”, uma vez que o verbo 
principal “explicar” está no particípio, “explicado”) 
• Tinha-lhe feito as vontades se não tivesse sido malcriado. (ênclise depois do verbo auxiliar, “tinha”, 
uma vez que o verbo principal “fazer” está no particípio, “feito”) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Acentuação gráfica 
 
A acentuação gráfica consiste na colocação de acento ortográfico para indicar a pronúncia de uma vogal ou 
marcar a sílaba tônica de uma palavra. Os nomes dos acentos gráficos da língua portuguesa são: 
• acento agudo (´) 
• acento grave (`) 
• acento circunflexo (^) 
• 
Os acentos gráficos são elementos essenciais que estabelecem, por meio de regras, a sonoridade/intensidade 
das sílabas das palavras. 
 
Acentuação das palavras oxítonas 
As palavras oxítonas são aquelas em que a última sílaba é tônica (mais forte). Elas podem ser acentuadas com 
o acento agudo e com o acento circunflexo. 
 
Oxítonas que recebem acento agudo 
 
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento 
Recebem acento agudo as palavras oxítonas terminadas 
em vogais tônicas abertas -a, -e ou -o seguidas ou não de 
-s. 
está, estás, já, olá; até, é, és, olé, pontapé(s); 
vó(s), dominó(s), paletó(s), só(s) 
No caso de palavras derivadas do francês e terminadas 
com a vogal -e, são admitidos tanto o acento agudo 
quanto o circunflexo. 
bebé ou bebê; bidé ou bidê; canapé ou 
canapê; croché ou crochê; matiné ou matinê 
Quando conjugadas com os pronomes -lo(s)distraiu; instruiu 
Não é utilizado acento agudo nas vogais tônicas 
grafadas em -i e -u das palavras paroxítonas quando 
precedidas de ditongo. 
baiuca; boiuno; cheinho; sainha 
 
 
Acentuação das palavras proparoxítonas 
As palavras proparoxítonas são aquelas em que a antepenúltima sílaba é a tônica (mais forte), sendo que todas 
são acentuadas. 
 
 
Proparoxítonas que recebem acento agudo 
 
Regras de acentuação gráfica 
Exemplos de palavras com 
acento 
Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas que apresentam 
na sílaba tônica as vogais abertas grafadas -a, -e, -i, -o e -u 
começando com ditongo oral ou vogal aberta. 
árabe, cáustico, Cleópatra, 
esquálido, exército, hidráulico, 
líquido, míope, músico, plástico, 
prosélito, público, rústico, tétrico, 
último 
Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas aparentes quando 
apresentam na sílaba tônica as vogais abertas grafadas -a, -e, -i, -o e 
-u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e que terminam por 
sequências vocálicas pós-tônicas praticamente consideradas como 
ditongos crescentes -ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua e -uo). 
Álea, náusea; etéreo, níveo; 
enciclopédia, glória; barbárie, 
série; lírio, prélio; mágoa, nódoa; 
exígua; exíguo, vácuo 
 
 
Proparoxítonas que recebem acento circunflexo 
 
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento 
Recebem acento circunflexo as palavras 
proparoxítonas que apresentam na sílaba tônica 
vogal fechada ou ditongo com a vogal básica 
fechada e as chamadas proparoxítonas aparentes. 
anacreôntico, cânfora, cômputo, devêramos (de 
dever), dinâmico, êmbolo, excêntrico, fôssemos (de 
ser e ir), Grândola, hermenêutica, lâmpada, lôbrego, 
nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo, trôpego. 
Amêndoa, argênteo, côdea, Islândia, Mântua e 
serôdio 
Recebem acento circunflexo as palavras 
proparoxítonas, reais ou aparentes, quando as 
vogais tônicas são grafadas e/ou estão em final 
acadêmico, anatômico, cênico, cômodo, fenômeno, 
gênero, topônimo, Amazônia, Antônio, blasfêmia, 
fêmea, gêmeo, gênio e tênue 
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Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento 
de sílaba e são seguidas das consoantes nasais 
grafadas -m ou -n obedecendo ao timbre. 
 
 
Atenção! 
Palavras derivadas de advérbios ou adjetivos não são acentuadas 
 
Exemplos: 
• Avidamente - de ávido 
• Debilmente - de débil 
• Facilmente - de fácil 
• Habilmente - de hábil 
• Ingenuamente – de ingênuo 
• Lucidamente - de lúcido 
• Somente - de só 
• Unicamente - de único 
• Candidamente – cândido 
• Dinamicamente - de dinâmico 
• Espontaneamente - de espontâneo 
• Romanticamente - de romântico 
 
 
 
 
Ortografia 
 
A Ortografia estuda a forma correta de escrita das palavras de uma língua. Do grego "ortho", que quer dizer 
correto, e "grafo", por sua vez, que significa escrita. 
Ela se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Morfologia e a Sintaxe são as partes que 
compõem a gramática. 
Além de ser influenciada pela etimologia e fonologia das palavras, no que respeita à ortografia existem 
convenções entre os falantes de uma mesma língua que visam unificar a sua ortografia oficial. Trata-se dos 
acordos ortográficos. 
 
 
Regras de ortografia 
Para auxiliar na ortografia das palavras que geram mais dúvidas - como palavras escritas com x ou ch, com h, 
com s ou z, g ou j - vamos estudar algumas regras. 
 
 
Uso do x e do ch 
O x é utilizado nas seguintes situações: 
• Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe. 
• Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano. 
• Palavras com origem indígena ou africana: xará, xavante, xingar. 
• Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, enxame. 
 
 
 
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Exceções: 
1. A palavra "mecha" (porção de cabelo) escreve-se com ch. 
2. O verbo "encher" escreve-se com ch. O mesmo acontece com as palavras que dele derivem: enchente, 
encharcar, enchido. 
 
 
 
Escreve-se com x 
 
Escreve-se com ch 
bexiga bochecha 
bruxa boliche 
caxumba broche 
elixir cachaça 
faxina chuchu 
graxa colcha 
lagartixa fachada 
mexerico mochila 
xerife salsicha 
xícara tocha 
 
 
Uso do h 
O h é utilizado nas seguintes situações: 
• No final de algumas interjeições: Ah!, Oh!, Uh! 
• Por força da etimologia: habilidade, hoje, homem. 
• Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha. 
• Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano, super-homem. 
 
Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exceção. O acidente geográfico "baía" é grafado 
sem h. 
 
 
Uso do s e do z 
O s é utilizado nas seguintes situações: 
• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso / -osa que indicam grande quantidade, estado ou 
circunstância: bondoso, feiosa, oleoso. 
• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão: marquês, francesa, poetisa. 
• Depois de ditongos: coisa, maisena, lousa. 
• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis, quiseram. 
 
O z, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações: 
• Nos sufixos -ez / -eza que formam substantivos a partir de adjetivos: magro - magreza, belo - beleza, 
grande - grandeza. 
• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar, hospitalizar. 
 
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Escreve-se com s 
 
Escreve-se com z 
alisar amizade 
análise aprazível 
atrás azar 
através azia 
aviso desprezo 
gás giz 
groselha prazer 
invés rodízio 
jus talvez 
uso verniz 
 
 
Uso do g e do j 
O g é utilizado nas seguintes situações: 
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: presságio, régio, litígio, relógio, 
refúgio. 
• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem, vagem, viagem. 
 
 
 
 
 
 
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O j, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações: 
• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica. 
• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço. 
 
Observações: 
1. A conjugação do verbo viajar no Presente do Subjuntivo escreve-se com j: (Que) eles/elas viajem. 
2. Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes de e ou i, o g é substituído para j antes do a ou do o, 
de forma a que seja mantido o mesmo som. Assim: afligir - aflija, aflijo; eleger - elejam, elejo; agir - 
ajam, ajo. 
3. A cidade Mogi das Cruzes escreve-se com g. A pessoa que nasce ou que vive é chamada de "mogiano". 
No entanto, a palavra "mojiano" existe e, de acordo com o dicionário Michaelis significa "Relativo ou 
pertencente à região que era servida pela antiga Estrada de Ferro Mojiana (de São Paulo a Minas 
Gerais)." 
 
 
 
Escreve-se com g 
 
Escreve-se com j 
angélico anjinho 
estrangeiro berinjela 
gengibre cafajeste 
geringonça gorjeta 
gim jeito 
gíria jiboia 
ligeiro jiló 
sargento laje 
tangerina sarjeta 
tigela traje 
 
 
Uso das letras k, w e y 
A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em casos especiais: K, W e Y. 
• Siglas e símbolos: kg (quilograma), km (quilômetro), K (potássio). 
• Antropônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: Kelly, Darwin, 
darwinismo. 
• Topônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: Kosovo, Kuwait, 
kuwaitiano. 
• Palavras estrangeiras não adaptadas para o português: feedback, hardware, hobby. 
 
 
Parônimos e Homônimos 
Há diferentes formas de escrita que existem, ou seja, são aceitas, mas cujo significado é diferente. 
Assim,estamos diante de palavras parônimas quando as palavras são parecidas na grafia ou na pronúncia, 
mas têm significados diferentes. 
 
 
 
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Exemplos: 
cavaleiro (de cavalos) cavalheiro (educado) 
comprimento (tamanho) cumprimento (de cumprir ou cumprimentar) 
descrição (descrever) discrição (de discreto) 
descriminar (absolver) discriminar (distinguir) 
emigrar (deixar o país) imigrar (entrar no país) 
 
 
Por outro lado, podemos estar diante de palavras homônimas quando as palavras têm a mesma pronúncia, 
mas significados diferentes. 
 
Exemplos: 
cela (cômodo pequeno) sela (de cavalos) 
cheque (meio de pagamento) xeque (do xadrez) 
esperto (perspicaz) experto (experiente) 
ruço (pardo claro) russo (da Rússia) 
tachar (censurar) taxar (fixar taxa) 
 
Palavras e expressões que oferecem dificuldades 
Além das situações mencionadas acima e os casos de acentuação e pontuação, há uma série de palavras e 
expressões que oferecem dificuldades. São exemplos: a baixo / abaixo, onde / aonde, mas / mais, entre tantas 
outras. 
 
 
1. Abaixo / a baixo 
• Leia mais sobre esse assunto abaixo. (em posição inferior) 
• Olhou-me de cima a baixo com olhar de desaprovação. (relação com a expressão "de cima" ou "de 
alto") 
 
2. Onde / aonde 
• Não sei onde deixei meus livros. (não sugere movimento) 
• Aonde deixaremos os livros? (sugere movimento) 
 
3. Mas / mais 
• Eu falo, mas ele nunca me ouve. (porém) 
• Isto é o que mais gosto de fazer! (aumento de quantidade) 
 
Para diminuir dificuldades com a ortografia, é preciso estar atento e se familiarizar com ela. Isso é possível 
somente através da leitura, da prática e mediante a consulta de um bom dicionário. 
 
 
 
 
 
 
 
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Pontuação 
 
Sinais de Pontuação são sinais gráficos que contribuem para a coerência e a coesão de textos, bem como têm 
a função de desempenhar questões de ordem estilística. 
São eles: o ponto (.), a vírgula (,), o ponto e vírgula (;), os dois pontos (:), o ponto de exclamação (!), o ponto 
de interrogação (?), as reticências (...), as aspas (“”), os parênteses ( ( ) ) e o travessão (—). 
 
 
Ponto (.) 
O ponto, ou ponto final, é utilizado para terminar a ideia ou discurso e indicar o final de um período. O ponto 
é, ainda, utilizado nas abreviações. 
 
Exemplos do uso de ponto final: 
• Acordei e logo pensei nela e na discussão que tivemos. Depois, saí para trabalhar e resolvi ligar e pedir 
perdão. 
• O filme recebeu várias indicações para o Oscar. 
• Esse acontecimento remonta ao ano 300 a.C., segundo afirmam os nossos historiadores. 
• Sr. João, lamentamos informar que o seu voo foi cancelado. 
 
 
Vírgula (,) 
A vírgula indica uma pausa no discurso. Sua utilização é tão importante que pode mudar o significado quando 
não utilizada ou utilizada de modo incorreto. A vírgula também serve para separar termos com a mesma função 
sintática, bem como para separar o aposto e o vocativo. 
 
Exemplos do uso de vírgula: 
• Vou precisar de farinha, ovos, leite e açúcar. 
• Rose Maria, apresentadora do programa da manhã, falou sobre as receitas vegetarianas. (aposto) 
• Desta maneira, Maria, não posso mais acreditar em você. (vocativo) 
 
 
 
Ponto e Vírgula (;) 
O ponto e vírgula serve para separar várias orações dentro de uma mesma frase e para separar uma relação de 
elementos. 
É um sinal que muitas vezes gera confusão nos leitores, já que ora representa uma pausa mais longa que a 
vírgula e ora mais breve que o ponto. 
 
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Exemplos do uso de ponto e vírgula: 
• Os empregados, que ganham pouco, reclamam; os patrões, que não lucram, reclamam igualmente. 
• Joaquim celebrou seu aniversário na praia; não gosta do frio e nem das montanhas. 
• Os conteúdos da prova são: Geografia; História; Português. 
 
 
Dois Pontos (:) 
Esse sinal gráfico é utilizado antes de uma explicação, para introduzir uma fala ou para iniciar uma 
enumeração. 
 
Exemplos do uso de dois pontos: 
• Na matemática, as quatro operações essenciais são: adição, subtração, multiplicação e divisão. 
• Joana explicou: — Não devemos pisar na grama do parque. 
• Descobri onde estava o livro: na mochila. 
Ponto de Exclamação (!) 
O ponto de exclamação é utilizado para exclamar. Assim, é colocado em frases que denotam sentimentos 
como surpresa, desejo, susto, ordem, entusiasmo, espanto. 
 
Exemplos do uso de ponto de exclamação: 
• Que horror! 
• Ganhei! 
• Quieto! 
 
 
Ponto de Interrogação (?) 
O ponto de interrogação é utilizado para interrogar, perguntar. Utiliza-se no final das frases diretas ou 
indiretas-livre. 
 
Exemplos do uso de ponto de interrogação: 
• Quer ir ao cinema comigo? 
• Será que eles preferem jornais ou revistas? 
• Entendeu? 
 
 
Reticências (...) 
As reticências servem para suprimir palavras, textos ou até mesmo indicar que o sentido vai muito mais além 
do que está expresso na frase. 
 
Exemplos do uso de reticências: 
• Ana gosta de comprar sapatos, bolsas, calças… 
• Não sei… Preciso pensar no assunto. 
• "A vida é uma tempestade (...) Um dia você está tomando sol e no dia seguinte o mar te lança contra 
as rochas." (O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas) 
 
 
Aspas (" ") 
É utilizado para enfatizar palavras ou expressões, bem como é usada para delimitar citações de obras. 
 
Exemplos do uso de aspas: 
• Satisfeito com o resultado do vestibular, se sentia "o bom”. 
• Brás Cubas dedica suas memórias a um verme: "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu 
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cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas." 
• É simplesmente "inacreditável" o que aconteceu. 
 
 
Parênteses ( ( ) ) 
Os parênteses são utilizados para isolar explicações ou acrescentar informação acessória. 
 
Exemplos do uso de parênteses: 
• O funcionário (o mais mal-humorado que já vi) fez a troca dos artigos. 
• Cheguei à casa cansada, jantei (um sanduíche e um suco) e adormeci no sofá. 
• Saiu às pressas (como sempre) e esqueceu o lanche na cozinha. 
 
Travessão (—) 
O Travessão é utilizado no início de frases diretas para indicar os diálogos do texto bem como para substituir 
os parênteses ou dupla vírgula. 
Exemplos: 
• Muito descontrolada, Paula gritou com o marido: — Por favor, não faça isso agora, pois teremos 
problemas mais tarde. 
• Perguntei: — Onde é o ponto de ônibus? 
• Maria - funcionária da prefeitura - aconselhou-me que fizesse assim. 
 
 
Questão 
1. O texto abaixo precisa de pontuação. Pontue-o adequadamente. 
 
Acordei às oito e pouco da manhã atrasada como sempre e peguei o ônibus para a escola com as minhas 
amigas Ana Maria e Bia 
A Ana que gosta de ir à janela pediu para a Maria trocar de lugar com ela a Maria que estava cheia de calor 
disse que preferia ficar onde estava ambas ficaram chateadas logo cedo 
Li um cartaz que anunciava Feira de Livros Usados Vamos Mas ninguém me deu resposta, nem sequer a Bia 
Que começo de dia 
Na escola aulas e apresentações de trabalhos Sim, não lembrava que a professora devolveria as provas 
corrigidas 
Ninguém sai da sala até que eu termine de dizer o resultado de todos 
Quando chegou a minha vez 
Estou decepcionada 
E entregando o meu teste completou Teve o melhor resultado da turma. 
 
Resposta: 
Acordei às oito e pouco da manhã (atrasada como sempre) e peguei o ônibus para a escola com as minhas 
amigas: Ana, Maria e Bia. 
A Ana - que gosta de ir à janela -pediu para a Maria trocar de lugar com ela, a Maria - que estava cheia de 
calor - disse que preferia ficar onde estava; ambas ficaram chateadas logo cedo. 
Li um cartaz que anunciava: Feira de Livros Usados. Vamos? Mas, ninguém me deu resposta; nem sequer a 
Bia. Que começo de dia! 
Na escola, aulas e apresentações de trabalhos... Sim, não lembrava que a professora devolveria as provas 
corrigidas. 
— Ninguém sai da sala até que eu termine de dizer o resultado de todos. 
Quando chegou a minha vez: 
— Estou decepcionada. 
E entregando o meu teste completou: — Teve o melhor resultado da turma. 
 
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Variação Linguística 
 
As variações linguísticas são as diferenças que uma língua apresenta mediante fatores como a região e as 
condições culturais ou sociais onde ela é usada. Por exemplo, existem variações na língua portuguesa falada 
no Brasil e em Portugal. 
 
Os tipos de variações linguísticas são: 
1. geográficas, como os regionalismos 
2. históricas, como o português medieval e o atual 
3. sociais, como os termos técnicos usados por profissionais 
4. situacionais, como as gírias 
 
 
1. Variação geográfica ou diatópica 
A variação geográfica ou diatópica está relacionada com o local em que é desenvolvida, tal como as variações 
entre o português do Brasil e de Portugal, chamadas de regionalismo. 
 
Exemplos de regionalismos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. Variação histórica ou diacrônica 
A variação histórica ou diacrônica ocorre com o desenvolvimento da história, tal como o português medieval 
e o atual. 
 
 
 
 
Exemplo de português arcaico: 
 
 
"Elípticos", "pega-la-emos" são formas que caíram em desuso 
 
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3. Variação social ou diastrática 
A variação social ou diastrática é percebida segundo os grupos (ou classes) sociais envolvidos, tal como uma 
conversa entre um orador jurídico e um morador de rua. Um exemplo desse tipo de variação são os socioletos. 
 
Exemplo de socioleto: 
 
A linguagem técnica utilizada pelos médicos nem sempre é entendida pelos seus pacientes 
 
 
4. Variação situacional ou diafásica 
A variação situacional ou diafásica ocorre segundo o contexto, por exemplo, situações formais e informais. 
As gírias são expressões populares utilizadas por determinado grupo social. 
 
Exemplos de gíria: 
• Que mico! (Que vergonha!) 
• Fui trollado. (Fui enganado) 
• Minha apresentação flopou. (Minha apresentação foi um fracasso.) 
 
 
Linguagem formal e informal 
Quanto aos níveis da fala, podemos considerar dois padrões de linguagem: a linguagem formal e informal. 
Certamente, quando falamos com pessoas próximas utilizamos a linguagem dita coloquial, ou seja, aquela 
espontânea, dinâmica e despretensiosa. 
No entanto, de acordo com o contexto no qual estamos inseridos, devemos seguir as regras e normas impostas 
pela gramática, seja quando elaboramos um texto (linguagem escrita) ou organizamos nossa fala numa palestra 
(linguagem oral). 
Em ambos os casos, utilizaremos a linguagem formal, que está conforme as normas gramaticais. 
Observe que as variações linguísticas são expressas geralmente nos discursos orais. Quando produzimos um 
texto escrito, seja em qual for o lugar do Brasil, seguimos as regras do mesmo idioma: a língua portuguesa. 
 
 
Preconceito linguístico 
O preconceito linguístico está intimamente relacionado com as variações linguísticas, uma vez que ele surge 
para julgar as manifestações linguísticas ditas "superiores". 
Para pensarmos nele não precisamos ir muito longe, pois em nosso país, embora o mesmo idioma seja falado 
em todas as regiões, cada uma possui suas peculiaridades que envolvem diversos aspectos históricos e 
culturais. 
Sendo assim, a maneira de falar do norte é muito diferente da falada no sul do país. Isso ocorre porque nos 
atos comunicativos, os falantes da língua vão determinando expressões, sotaques e entonações conforme as 
necessidades linguísticas. 
De tal modo, o preconceito linguístico surge no tom de deboche, sendo a variação apontada de maneira 
pejorativa e estigmatizada. 
Quem comete esse tipo de preconceito, geralmente tem a ideia de que sua maneira de falar é correta e, ainda, 
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superior à outra. 
Entretanto, devemos salientar que todas as variações são aceitas e nenhuma delas é superior, ou considerada 
a mais correta. 
 
 
Exercícios sobre variações linguísticas 
1. (Enem/2014) 
Em Bom Português 
No Brasil, as palavras envelhecem e caem como folhas secas. Não é somente pela gíria que a gente é apanhada 
(aliás, não se usa mais a primeira pessoa, tanto do singular como do plural: tudo é “a gente”). A própria 
linguagem corrente vai-se renovando e a cada dia uma parte do léxico cai em desuso. 
Minha amiga Lila, que vive descobrindo essas coisas, chamou minha atenção para os que falam assim: 
– Assisti a uma fita de cinema com um artista que representa muito bem. 
Os que acharam natural essa frase, cuidado! Não saber dizer que viram um filme que trabalha muito bem. E 
irão ao banho de mar em vez de ir à praia, vestido de roupa de banho em vez de biquíni, carregando guarda-
sol em vez de barraca. Comprarão um automóvel em vez de comprar um carro, pegarão um defluxo em vez 
de um resfriado, vão andar no passeio em vez de passear na calçada. Viajarão de trem de ferro e apresentarão 
sua esposa ou sua senhora em vez de apresentar sua mulher. 
(SABINO, F. Folha de S. Paulo, 13 abr. 1984) 
A língua varia no tempo, no espaço e em diferentes classes socioculturais. O texto exemplifica essa 
característica da língua, evidenciando que 
a) o uso de palavras novas deve ser incentivado em detrimento das antigas. 
b) a utilização de inovações do léxico é percebida na comparação de gerações. 
c) o emprego de palavras com sentidos diferentes caracteriza diversidade geográfica. 
d) a pronúncia e o vocabulário são aspectos identificadores da classe social a que pertence o falante. 
e) o modo de falar específico de pessoas de diferentes faixas etárias é frequente em todas as regiões. 
 
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Questões Comentadas 
 
Questão 1 
1. Em relação às funções da linguagem, marque a alternativa que corresponde à função 
metalinguística: 
a) O poema que fala sobre o amor. 
b) A definição de uma palavra no dicionário. 
c) Um discurso político. 
d) Uma propaganda comercial. 
Resposta: b) A definição de uma palavra no dicionário. 
Comentário: A função metalinguística é aquela que usa a linguagem para falar sobre a própria linguagem, 
como acontece em uma definição de dicionário. 
 
 
Questão 2 
2. Assinale a alternativa em que há erro de concordância verbal: 
a) As pesquisas indicam que a economia está em crescimento. 
b) A maioria das pessoas preferem um ambiente de trabalho agradável. 
c) O grupo de alunos decidiu fazer um piquenique. 
d) Algumas sugestões foram aceitas pela equipe. 
Resposta: b) A maioria das pessoas preferem um ambiente de trabalho agradável. 
Comentário: A concordância correta seria "A maioria das pessoas prefere um ambiente de trabalho 
agradável", pois "a maioria" exige o verbo no singular. 
 
 
Questão 3 
3. Qual a classificação da oração destacada em "Ele saiu sem que eu percebesse"? 
a) Oração subordinada adverbial causal. 
b) Oração subordinada adverbial concessiva. 
c) Oração subordinada adverbialtemporal. 
d) Oração subordinada adverbial consecutiva. 
Resposta: b) Oração subordinada adverbial concessiva. 
Comentário: A oração "sem que eu percebesse" expressa uma concessão, ou seja, algo que aconteceu 
apesar de outra ação. 
 
 
Questão 4 
4. Assinale a alternativa correta sobre o uso da crase: 
a) Ele assistiu à filme ontem. 
b) Ela vai à casa da amiga. 
c) Estou à espera de notícias. 
d) Ele estava à beira do rio. 
Resposta: b) Ela vai à casa da amiga. 
Comentário: A crase é utilizada corretamente antes de palavras femininas que exigem a preposição "a", 
como em "casa" no contexto dado. 
 
 
 
 
 
 
 
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Questão 5 
5. Marque a alternativa em que a regência verbal está correta: 
a) Ele obedece os pais. 
b) Prefiro mais café do que chá. 
c) Assistimos ao filme ontem. 
d) Lembrei do nosso encontro. 
Resposta: c) Assistimos ao filme ontem. 
Comentário: O verbo "assistir" no sentido de ver algo exige a preposição "a", por isso "Assistimos ao 
filme" está correto. 
 
 
Questão 6 
6. Assinale a frase em que há erro de colocação pronominal: 
a) Não se deve falar alto. 
b) Quando me viu, sorriu. 
c) Ele viu-me ontem. 
d) Telefonou-me ontem. 
Resposta: c) Ele viu-me ontem. 
Comentário: A colocação pronominal correta seria "Ele me viu ontem", pois em frases afirmativas o 
pronome átono deve preceder o verbo. 
 
 
Questão 7 
7. Qual é a figura de linguagem presente na frase "O céu chorava sua ausência"? 
a) Metonímia. 
b) Hipérbole. 
c) Metáfora. 
d) Antítese. 
Resposta: c) Metáfora. 
Comentário: A frase "O céu chorava sua ausência" usa uma metáfora, comparando o céu chorando com a 
tristeza pela ausência de alguém. 
 
 
Questão 8 
8. Identifique o tipo de sujeito na oração: "Venderam-se todos os ingressos para o show." 
a) Sujeito indeterminado. 
b) Sujeito oculto. 
c) Sujeito simples. 
d) Sujeito paciente. 
Resposta: d) Sujeito paciente. 
Comentário: O sujeito da oração é "todos os ingressos", que sofre a ação de ser vendido, caracterizando um 
sujeito paciente. 
 
 
Questão 9 
9. Qual das frases a seguir apresenta um período composto por subordinação? 
a) A menina brinca e corre. 
b) Gosto de cinema, mas prefiro teatro. 
c) Se chover, não sairei de casa. 
d) Ele chegou cedo, pois queria falar comigo. 
Resposta: c) Se chover, não sairei de casa. 
Comentário: A frase apresenta uma oração subordinada adverbial condicional ("Se chover") ligada à oração 
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principal ("não sairei de casa"). 
 
 
Questão 10 
10. Em "O carro está quebrado, então pegaremos um táxi", a palavra "então" estabelece uma relação 
de: 
a) Adição. 
b) Condição. 
c) Conclusão. 
d) Oposição. 
Resposta: c) Conclusão. 
Comentário: A palavra "então" indica uma conclusão, mostrando que pegar o táxi é uma consequência do 
carro estar quebrado. 
 
 
Questão 11 
11. Qual das opções apresenta uma frase com voz passiva analítica? 
a) Ele vendeu o carro. 
b) O carro foi vendido por ele. 
c) Venderam o carro. 
d) O carro vendeu-se rápido. 
Resposta: b) O carro foi vendido por ele. 
Comentário: A frase está na voz passiva analítica, onde o sujeito sofre a ação (o carro) realizada pelo 
agente da passiva (por ele). 
 
 
Questão 12 
12. Assinale a alternativa correta quanto ao emprego do acento indicativo de crase: 
a) Vou a feira amanhã. 
b) Ele entregou o livro a professora. 
c) A reunião foi cancelada a última hora. 
d) Dirigiu-se à escola rapidamente. 
Resposta: d) Dirigiu-se à escola rapidamente. 
Comentário: A crase está corretamente usada antes de "escola", que exige a preposição "a" e o artigo 
feminino "a". 
 
 
Questão 13 
13. Assinale a alternativa em que há erro de ortografia: 
a) Exceção. 
b) Beneficiente. 
c) Censo. 
d) Consertar. 
Resposta: b) Beneficiente. 
Comentário: A forma correta é "beneficente". A palavra está incorreta com "beneficiente". 
 
 
 
 
 
 
 
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Questão 14 
14. Marque a alternativa em que há erro de regência nominal: 
a) Ele é apto para a função. 
b) O cliente está satisfeito com o atendimento. 
c) Estamos ansiosos por notícias. 
d) O aluno é capaz de resolver o problema. 
Resposta: c) Estamos ansiosos por notícias. 
Comentário: O correto é "Estamos ansiosos para notícias", conforme a regência nominal. 
 
 
Questão 15 
15. Identifique a figura de linguagem na frase "Estou morto de cansaço": 
a) Metonímia. 
b) Eufemismo. 
c) Hipérbole. 
d) Ironia. 
Resposta: c) Hipérbole. 
Comentário: A frase usa uma hipérbole, que é um exagero para enfatizar o cansaço. 
Questão 16 
 
 
16. Na frase "Embora esteja chovendo, iremos ao parque", a conjunção "embora" indica uma relação 
de: 
a) Condição. 
b) Finalidade. 
c) Concessão. 
d) Causa. 
Resposta: c) Concessão. 
Comentário: A conjunção "embora" indica uma concessão, pois expressa uma condição adversa que não 
impede a ação principal. 
 
 
Questão 17 
17. Qual é a função sintática do termo destacado na frase "Ele entregou o relatório ao chefe"? 
a) Sujeito. 
b) Predicativo. 
c) Objeto direto. 
d) Objeto indireto. 
Resposta: d) Objeto indireto. 
Comentário: "Ao chefe" é o objeto indireto da frase, que recebe a ação indiretamente através da preposição 
"a". 
 
 
Questão 18 
18. Em "Ela não fez o trabalho, mas estudou para a prova", a conjunção "mas" expressa: 
a) Contraste. 
b) Adição. 
c) Explicação. 
d) Condição. 
Resposta: a) Contraste. 
Comentário: A conjunção "mas" indica um contraste entre as duas ações apresentadas. 
 
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Questão 19 
19. Qual é o termo principal da oração "Os alunos, cansados, foram embora"? 
a) Alunos. 
b) Cansados. 
c) Foram. 
d) Embora. 
Resposta: a) Alunos. 
Comentário: O termo principal da oração é "alunos", que é o sujeito da frase. 
 
 
Questão 20 
20. Em qual alternativa há uma locução adjetiva? 
a) Casa da praia. 
b) Livro de matemática. 
c) Pássaro azul. 
d) Caixa de correio. 
Resposta: b) Livro de matemática. 
Comentário: "De matemática" é uma locução adjetiva que caracteriza o substantivo "livro". 
 
 
Questão 21 
21. Qual a forma verbal correta na frase "Se eu ___ mais cedo, teria terminado a tarefa"? 
a) Chegar. 
b) Chegaram. 
c) Chegará. 
d) Chegasse. 
Resposta: d) Chegasse. 
Comentário: A forma correta é "chegasse", que é o pretérito imperfeito do subjuntivo usado para condições 
hipotéticas no passado. 
 
 
Questão 22 
22. Qual é o valor semântico da conjunção "logo" na frase "Estudei muito, logo passei no exame"? 
a) Tempo. 
b) Condição. 
c) Conclusão. 
d) Comparação. 
Resposta: c) Conclusão. 
Comentário: A conjunção "logo" estabelece uma relação de conclusão entre as orações. 
 
 
Questão 23 
23. Identifique o predicado na frase "Os alunos estudaram para o exame": 
a) Os alunos. 
b) Estudaram para o exame. 
c) Para o exame. 
d) Estudaram. 
Resposta: b) Estudaram para o exame. 
Comentário: O predicado é "estudaram para o exame", que contém o verbo e seus complementos. 
 
 
 
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Questão 24 
24. Qual é a função sintática do termo destacado em "Ele saiu apressado da sala"? 
a) Sujeito. 
b) Predicativo do sujeito. 
c) Objeto direto. 
d) Adjunto adverbial. 
Resposta: d) Adjunto adverbial. 
Comentário: "Apressado" funciona como adjunto adverbial de modo, caracterizando a ação do verbo 
"saiu".Questão 25 
25. Em "A professora pediu que os alunos fizessem silêncio", a oração subordinada é: 
a) Substantiva completiva nominal. 
b) Substantiva subjetiva. 
c) Substantiva predicativa. 
d) Substantiva objetiva direta. 
Resposta: d) Substantiva objetiva direta. 
Comentário: A oração "que os alunos fizessem silêncio" é subordinada substantiva objetiva direta, 
completando o sentido do verbo "pediu". 
 
 
Questão 26 
26. Assinale a frase em que há um exemplo de polissemia: 
a) Ele é uma pessoa boa. 
b) A palavra "banco" pode significar instituição financeira ou assento. 
c) O carro é novo. 
d) A noite estava estrelada. 
Resposta: b) A palavra "banco" pode significar instituição financeira ou assento. 
Comentário: A polissemia ocorre quando uma palavra possui vários significados, como "banco". 
 
 
Questão 27 
27. Qual é a classificação da oração destacada em "Estudo, porque quero passar no concurso"? 
a) Subordinada adverbial causal. 
b) Subordinada adverbial final. 
c) Subordinada adverbial concessiva. 
d) Subordinada adverbial condicional. 
Resposta: a) Subordinada adverbial causal. 
Comentário: A oração "porque quero passar no concurso" indica a causa de se estudar, sendo, portanto, 
uma oração subordinada adverbial causal. 
 
 
Questão 28 
28. Assinale a alternativa que apresenta um verbo transitivo direto e indireto: 
a) Dar. 
b) Correr. 
c) Chegar. 
d) Viver. 
Resposta: a) Dar. 
Comentário: O verbo "dar" exige dois complementos, um direto e um indireto (por exemplo, "Dar algo a 
alguém"). 
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Questão 29 
29. Em "O prédio foi demolido ontem", o sujeito da frase é: 
a) O prédio. 
b) Foi demolido. 
c) Ontem. 
d) Demolido. 
Resposta: a) O prédio. 
Comentário: O sujeito da frase é "o prédio", que sofreu a ação de ser demolido. 
 
 
Questão 30 
30. Marque a alternativa em que o termo destacado é um aposto: 
a) João, o médico, chegou. 
b) Ela é inteligente. 
c) O gato correu rápido. 
d) Ele tem um carro novo. 
Resposta: a) João, o médico, chegou. 
Comentário: "O médico" é um aposto, explicando quem é João. 
 
 
Questão 31 
31. Qual das seguintes orações apresenta um verbo de ligação? 
a) Ele correu rapidamente. 
b) Maria está feliz. 
c) Estudamos para o teste. 
d) Eles compraram um carro. 
Resposta: b) Maria está feliz. 
Comentário: O verbo "estar" é um verbo de ligação, conectando o sujeito "Maria" ao predicativo "feliz". 
 
 
Questão 32 
32. Em qual alternativa a vírgula está corretamente empregada? 
a) Gostei do filme, que você recomendou. 
b) João comprou maçãs, peras e, uvas. 
c) A noite estava quente e, silenciosa. 
d) Ele, chegou tarde, como sempre. 
Resposta: a) Gostei do filme, que você recomendou. 
Comentário: A vírgula está correta, separando a oração explicativa "que você recomendou". 
 
 
Questão 33 
33. Qual das frases abaixo contém um erro de ortografia? 
a) Ele me deu um conselho. 
b) O céu está azul. 
c) Vou fazer um curso intensivo. 
d) Ela é muito carinhosa. 
Resposta: b) O céu está azul. 
Comentário: Não há erro em nenhuma das frases apresentadas. 
 
 
 
 
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Questão 34 
34. Identifique a frase que apresenta uma oração coordenada adversativa: 
a) Ele chegou, mas não falou nada. 
b) Estudei bastante e passei no exame. 
c) Não só estuda, como também trabalha. 
d) Vou ao mercado ou à padaria. 
Resposta: a) Ele chegou, mas não falou nada. 
Comentário: A conjunção "mas" indica oposição, característica da oração coordenada adversativa. 
 
 
Questão 35 
35. Em qual alternativa a palavra "porque" está empregada corretamente? 
a) Não sei porque ele não veio. 
b) Porque você não estudou? 
c) Ele não veio porque estava doente. 
d) Porque vou viajar, não poderei ir. 
Resposta: c) Ele não veio porque estava doente. 
Comentário: A palavra "porque" está correta, indicando a causa da ação. 
 
 
Questão 36 
36. Qual das seguintes palavras deve ser acentuada: 
a) Poesia. 
b) Heroi. 
c) Jovem. 
d) Secretária. 
Resposta: d) Secretária. 
Comentário: "Secretária" é acentuada porque é uma palavra proparoxítona. 
 
 
Questão 37 
37. Assinale a frase em que o pronome oblíquo átono está corretamente colocado: 
a) Me avise se precisar de ajuda. 
b) Avisou-me ontem. 
c) Viu-me ele na festa. 
d) A festa é me importante. 
Resposta: b) Avisou-me ontem. 
Comentário: A próclise está correta após verbo no início da oração. 
 
 
Questão 38 
38. Identifique o termo destacado que é um predicativo do sujeito: 
a) Ela parece cansada. 
b) A casa é bonita. 
c) A água está fria. 
d) João é médico. 
Resposta: a) Ela parece cansada. 
Comentário: "Cansada" é um predicativo do sujeito "ela", caracterizando seu estado. 
 
 
 
 
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Questão 39 
39. Qual a classificação da oração destacada em "Falei com ele antes que partisse"? 
a) Subordinada adverbial temporal. 
b) Subordinada adverbial causal. 
c) Subordinada adverbial condicional. 
d) Subordinada adverbial concessiva. 
Resposta: a) Subordinada adverbial temporal. 
Comentário: A oração "antes que partisse" é temporal, indicando o momento em que a ação principal 
ocorreu. 
 
 
Questão 40 
40. Em "Apesar de sua vontade, ele não veio", a locução "apesar de" expressa: 
a) Tempo. 
b) Concessão. 
c) Causa. 
d) Finalidade. 
Resposta: b) Concessão. 
Comentário: "Apesar de" indica uma concessão, algo que ocorre mesmo com uma circunstância adversa. 
 
 
Questão 41 
41. Assinale a alternativa em que o verbo "haver" está corretamente empregado: 
a) Houveram muitas reclamações. 
b) Há anos não nos vemos. 
c) Quando houverem dúvidas, pergunte. 
d) Se haver dúvidas, avise. 
Resposta: b) Há anos não nos vemos. 
Comentário: O verbo "haver" no sentido de tempo decorrido é impessoal e fica no singular. 
 
 
Questão 42 
42. Em qual das frases o uso do porquê está correto: 
a) Não sei porque ele não veio. 
b) Porque você está chorando? 
c) Ele não veio porque estava doente. 
d) Estou aqui porque? 
Resposta: c) Ele não veio porque estava doente. 
Comentário: "Porque" está correto, indicando causa. 
 
 
Questão 43 
43. Marque a frase em que o sujeito é indeterminado: 
a) Fizeram a prova ontem. 
b) Alguém chamou você. 
c) Ele estava cansado. 
d) O cachorro latiu a noite toda. 
Resposta: a) Fizeram a prova ontem. 
Comentário: O sujeito é indeterminado porque o verbo está na 3ª pessoa do plural sem sujeito explícito. 
 
 
 
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Questão 44 
44. Qual é a voz passiva na frase "O professor corrigiu as provas"? 
a) As provas foram corrigidas pelo professor. 
b) As provas corrigiram pelo professor. 
c) As provas foram corrigir pelo professor. 
d) As provas é corrigida pelo professor. 
Resposta: a) As provas foram corrigidas pelo professor. 
Comentário: A frase está corretamente na voz passiva analítica. 
 
 
Questão 45 
45. Identifique o tipo de predicado em "Ela parece feliz": 
a) Predicado nominal. 
b) Predicado verbal. 
c) Predicado verbo-nominal. 
d) Predicado objetivo. 
Resposta: a) Predicado nominal. 
Comentário: O predicado nominal é formado pelo verbo de ligação "parece" e pelo predicativo do sujeito 
"feliz". 
 
 
Questão 46 
46. Qual das alternativas apresenta uma oração coordenada sindética explicativa? 
a) Estudei muito, portanto passei. 
b) Ele saiu cedo, pois tinha compromisso. 
c) Não só canta, como também dança. 
d) A noite estava clara e tranquila. 
Resposta: b) Ele saiu cedo, pois tinha compromisso.com atenção; 
2. Marque as palavras-chave do enunciado; 
3. Faça a primeira leitura do texto; 
4. Releia o texto, destacando os tópicos-frasais de cada parágrafo, ou seja, as ideias principais; 
5. Marque os trechos e as palavras que geraram dúvidas. 
6. Pratique com questões! 
 
Além disso, existem palavras que devem receber uma atenção especial, uma vez que são 
fundamentais para a assimilação das ideias do texto: conjunções, preposições, sinais de pontuação 
e palavras negativas. Confira alguns exemplos abaixo: 
 
Conjunções 
 
● Aditivas: e, nem, mas também, como também, bem como; 
● Adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto; 
● Alternativas: ou…ou, ora…ora, quer…quer, já…já; 
● Conclusivas: logo, portanto, por isso, assim; 
● Explicativas: porque, pois, porquanto, que; 
● Proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que; 
● Temporais: quando, enquanto, desde que, logo que, assim que; 
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● Causais: porque, como, uma vez que, visto que, já que; 
● Concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de; 
● Condicionais: se, caso, desde que; 
● Conformativas: conforme, segundo, de acordo com, como; 
● Comparativas: como, tão… como, do que; 
● Finais: para que, a fim de que, que; 
● Consecutivas: que, de forma que. 
 
Preposições 
 
● Essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, 
● sem, sob, sobre e trás; 
● Acidentais: afora, como, consoante, conforme, durante, exceto, fora, mediante, salvo, 
senão, visto, segundo. 
 
Sinais de pontuação 
 
● Ponto ( . ) 
● Dois pontos ( : ) 
● Reticências ( … ) 
● Parênteses ( ) 
● Ponto de exclamação ( ! ) 
● Ponto de interrogação ( ? ) 
● Vírgula ( , ) 
● Ponto e vírgula ( ; ) 
● Travessão ( — ) 
● Aspas ( “ ” ) 
 
Compreensão e interpretação de textos não verbais e mistos 
 
A linguagem não verbal também é frequentemente cobrada em concursos. Para isso, são utilizados diversos 
signos visuais, como imagens e figuras. Já um texto misto possui tanto recursos verbais quanto não verbais. 
Para compreender e interpretar um texto não verbal ou misto, é preciso levar cinco fatores em consideração: 
desenhos, cores, símbolos, gestos e expressões fisionômicas. Veja abaixo um exemplo de como podem ser 
cobradas a compreensão e interpretação de textos não verbais ou mistos em questões de concurso: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A fala da mãe – “Larga de ser mentiroso muleque!”, em relação à realidade apresentada na charge, pode ser 
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classificada como: 
 
(A). utópica. 
(B). positivista. 
(C). paradoxal. 
(D). descontraída. 
Resposta comentada Gabarito: Letra C 
Alternativa (a). Essa não é a nossa alternativa correta, pois utopia pode ser definida como uma situação 
idealizada em que tudo acontece de maneira perfeita. 
 
Alternativa (b). Essa não é a nossa alternativa correta, pois positivismo é uma corrente filosófica ou 
também estado ou qualidade do que é positivo. 
 
Alternativa (c). Essa é a nossa alternativa correta, pois a fala da mão representa um paradoxo, que 
significa uma contradição, uma falta de lógica, uma ausência de nexo, porque conseguimos interpretar 
a partir da imagem e do texto que o menino realmente está como fome, portanto o que ele fala não é 
mentira. 
 
Alternativa (d). Essa não é a nossa alternativa correta, descontraído é relacionado a algo que não tem timidez, 
algo alegre, alguém que se expressa de forma espontânea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gêneros e tipos de texto 
 
Os tipos de textos são classificados de acordo com sua estrutura, objetivo e finalidade. 
De acordo com a tipologia textual, eles são classificados em 5 tipos: texto narrativo, texto descritivo, texto 
dissertativo, texto expositivo e texto injuntivo. 
 
1. Texto Narrativo 
A marca fundamental do texto narrativo é a existência de um enredo, no qual são desenvolvidas as ações das 
personagens, marcadas pelo tempo e pelo espaço. 
Assim, a narração engloba o que chamamos de 5 elementos da narrativa: 
1. Enredo: designa a história da narrativa. Dependendo de como a trama é contada, ele é classificado em 
dois tipos: enredo linear (sequência cronológica) e enredo não linear (não possui uma sequência 
cronológica). 
2. Narrador: também chamado de foco narrativo, representa a "voz do texto", ou seja, determina quem 
está contando a história. Os tipos de narrador são: narrador observador (não faz parte da história, sendo 
somente um observador), narrador personagem (faz parte da história) e narrador onisciente (conhece 
todos os detalhes da narração). 
3. Personagens: são aqueles que fazem parte da história e podem ser: personagens principais 
(protagonista e antagonista) ou personagens secundárias (adjuvante ou coadjuvante). 
4. Tempo: marca o momento em que a trama está sendo desenvolvida. Ele é dividido em dois tipos: 
tempo cronológico e tempo psicológico. 
5. Espaço: representa o local (ou locais) onde se desenvolve a história e que pode ser: físico, psicológico 
ou social. 
 
 
 
Estrutura dos textos narrativos 
Os textos narrativos possuem uma estrutura básica: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho. 
• Apresentação: trata-se da introdução do texto, onde são apresentadas algumas de suas principais 
características como o tempo, o espaço e as personagem que fazem parte da trama. 
• Desenvolvimento: designa a maior parte do texto, onde são desenvolvidas as ações das personagens 
numa sequência de acontecimentos. 
• Clímax: representa a parte mais emocionante, surpreendente e tensa da narrativa. 
• Desfecho: é a parte final da trama, determinada pelo arremate de toda a história. Nela, é revelada o 
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destino das personagens. 
 
Alguns exemplos de textos narrativos 
• Conto 
• Fábula 
• Romance 
• Novela 
• Crônica 
 
Exemplo de texto narrativo 
Para entender melhor esse tipo de texto, segue abaixo um exemplo de uma fábula do escritor grego Esopo: 
A Rã e o Boi 
Uma rã estava no prado olhando um boi e sentiu tal inveja do tamanho dele que começou a inflar para ficar 
maior. 
Então, outra rã chegou e perguntou se o boi era o maior dos dois. 
A primeira respondeu que não – e se esforçou para inflar mais. 
Depois, repetiu a pergunta: 
– Quem é maior agora? 
A outra rã respondeu: 
– O boi. 
A rã ficou furiosa e tentou ficar maior inflando mais e mais, até que arrebentou. 
Moral da história: Quem tenta parecer maior do que é se arrebenta. 
 
2. Texto Descritivo 
O texto descritivo é um tipo de texto que apresenta a descrição de algo, seja de uma pessoa, um objeto, um 
local, etc. Assim, ele expõe apreciações, impressões e observações de algo indicando os aspectos, as 
características, os detalhes singulares e os pormenores. 
Alguns recursos linguísticos relevantes na estruturação dos textos descritivos são: a utilização de adjetivos, 
verbos de ligações, metáforas e comparações. 
 
Estrutura dos textos descritivos 
De forma geral, os textos descritivos seguem a estrutura básica: 
• Introdução: apresentação sobre o que (ou quem) será descrito. 
• desenvolvimento: realização da descrição (objetiva ou subjetiva) de algo. 
• conclusão: término da descrição. 
 
 
Tipos de textos descritivos 
A descrição é classificada de 2 formas: 
1. Descrição objetiva: descrição realista ou denotativa sobre algo sem que haja algum juízo de valor. 
2. Descrição subjetiva: descrição queComentário: A conjunção "pois" indica uma explicação para a ação principal. 
 
 
Questão 47 
47. Qual a função sintática do termo "ontem" na frase "Ele chegou ontem"? 
a) Sujeito. 
b) Predicativo. 
c) Objeto direto. 
d) Adjunto adverbial. 
Resposta: d) Adjunto adverbial. 
Comentário: "Ontem" é um adjunto adverbial de tempo, indicando quando a ação ocorreu. 
 
 
Questão 48 
48. Qual é a classificação da oração "Ele fez tudo como você pediu"? 
a) Subordinada substantiva objetiva direta. 
b) Subordinada adjetiva restritiva. 
c) Subordinada adverbial conformativa. 
d) Subordinada substantiva predicativa. 
Resposta: c) Subordinada adverbial conformativa. 
Comentário: A oração "como você pediu" indica conformidade em relação à ação principal. 
 
 
 
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Questão 49 
49. Qual é a classificação do período "Ele quer que você vá"? 
a) Simples. 
b) Composto por coordenação. 
c) Composto por subordinação. 
d) Composto por justaposição. 
Resposta: c) Composto por subordinação. 
Comentário: O período é composto por subordinação, com a oração subordinada "que você vá" 
completando o sentido do verbo "quer". 
 
 
Questão 50 
50. Em "Ele viu o filme", qual é a função sintática de "o filme"? 
a) Sujeito. 
b) Objeto direto. 
c) Objeto indireto. 
d) Predicativo do sujeito. 
Resposta: b) Objeto direto. 
Comentário: "O filme" é o objeto direto da frase, completando o sentido do verbo "viu". 
 
 
 
 
Redação Oficial 
 
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS 
 
Pronomes de Tratamento 
O uso dos pronomes de tratamento ocorre na seguinte forma: usa-se a segunda pessoa do 
plural (vós), de maneira indireta, para referenciar atributos da pessoa à qual se dirige (MRPR, p. 23). 
Na redação oficial, emprega-se o pronome de tratamento em três situações: 
i) endereçamento: é o texto utilizado no envelope que contém a correspondência oficial. 
ii) vocativo: o autor do expediente se dirige ao destinatário no início do documento. 
iii) corpo do texto: emprega-se o pronome em sua forma abreviada ou por extenso. 
O MRPR (p. 23 e 24) apresenta os seguintes exemplos de utilização de pronomes de tratamento 
no texto oficial: 
 
 
 
Autoridade 
 
Endereçament
o 
 
Vocativo 
Tratamento 
no corpo do 
texto 
 
Abreviatu
ra 
Presidente da República 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Excelentíssimo 
Senhor 
Presidente da 
República, 
Vossa 
Excelência 
Não se usa 
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Presidente do 
Congresso 
Nacional 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Excelentíssimo 
Senhor Presidente 
do Congresso 
Nacional, 
 
Vossa 
Excelência 
 
Não se usa 
Presidente do Supremo 
Tribunal Federal 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Excelentíssimo 
Senhor Presidente do 
Supremo Tribunal 
Federal, 
 
Vossa 
Excelência 
 
Não se usa 
Vice-Presidente da 
República 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor Vice-
Presidente da 
República, 
Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Ministro de Estado 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor Ministro, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Secretário-
Executivo de 
Ministério e 
demais ocupantes 
de cargos de natureza 
especial 
 
A Sua Excelência 
o Senhor 
 
Senhor Secretário- 
Executivo, 
 
 
Vossa 
Excelência 
 
 
V. Exa. 
Embaixador 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor Embaixador, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Oficial-General das 
Forças Armadas 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor + Posto, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Outros postos militares Ao Senhor Senhor + Posto, Vossa Senhoria V. Sa. 
 
 
Autoridade 
 
Endereçame
nto 
 
Vocativo 
Tratamento 
no corpo do 
texto 
 
Abreviatu
ra 
Senador da República 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor Senador, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Deputado Federal 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor Deputado, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
 
Ministro do Tribunal 
de Contas da 
União 
 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor Ministro, do 
Tribunal de Contas da 
União, 
 
Vossa 
Excelência 
 
V. Exa. 
Ministro dos Tribunais 
Superiores 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor Ministro, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
 
 
É muito importante observar que, segundo o MRPR (p. 24), “a profusão de normas estabelecendo hipóteses de 
tratamento por meio do pronome “Vossa Excelência” para categorias específicas tornou inviável arrolar 
todas as hipóteses.” 
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01. (CEBRASPE/PF/PAPILOSCOPISTA/2021) No endereçamento das comunicações diri- gidas às 
autoridades superiores, devem-se empregar os seguintes pronomes de tratamento: “A Vossa Excelência o 
Senhor” ou “A Vossa Excelência a Senhora”. 
 
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República (3ª Edição, 2018), no Endereçamento dirigido a 
autoridades superiores (Presidente da República, Presidente do Congresso Nacional e Presidente do STF), 
utiliza-se “A Sua Excelência o Senhor” (e, para o feminino, “A Sua Excelência a Senhora). Como o item 
sugere o uso de “A Vossa Excelência o Senhor” ou “A Vossa Excelência a Senhora”, gabarito Errado. 
Errado. 
 
 
02. (IDIB/AGENTE/CÂMARADEPETROLINA-PE/2019/ADAPTADA) Nas comunicações 
oficiais, há situações em que não se pode abreviar os pronomes de tratamento. 
 
Segundo o MRPR (p. 23), não se usa abreviatura para se referir aos chefes dos poderes: Presi- 
dente da República, Presidente do Congresso Nacional e Presidente do STF. 
Certo. 
 
 
CONCORDÂNCIA COM OS PRONOMES DE TRATAMENTO 
Em relação ao fenômeno de concordância, os pronomes de tratamento apresentam certas pe- culiaridades. 
Como eu disse, o padrão é um pronome ser referir à segunda pessoa gramatical (com quem se fala). No entanto, a 
tradição gramatical (e o MRPR, p. 24) prescrevem que os pronomes de tratamento levam a concordância (da 
forma verbal) para a terceira pessoa gramatical (do que se fala). O MRPR destaca que os pronomes Vossa 
Excelência ou Vossa Senhoria são utilizados para se dirigir (via comunicação) diretamente com o receptor. O 
exemplo apresentado pelo MRPR é este: 
 
Observe que, na frase acima, o verbo está flexionado na terceira pessoa gramatical. 
Esta prescrição sobre a concordância com pronomes de tratamento também é aplicada aos pronomes 
possessivos referidos a pronomes de tratamento: 
EXEMPLO 
“Vossa Senhoria designará o assessor.” 
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A frase acima estaria incorreta se registrada desta forma: “Vossa Senhoria designará 
vosso substituto”. 
 
01. (IDIB/AGENTE/CÂMARADEPETROLINA-PE2019/ADAPTADA) Os pronomes Vossa 
Senhoria ou Vossa Excelência são usados para se comunicar diretamente com o receptor. 
 
Acabamos de ler que “Os pronomes Vossa Excelência ou Vossa Senhoria são utilizados para se comunicar 
diretamente com o receptor.” Como a afirmativa é a transcrição exata do estabe- lecido no MRPR. 
Certo. 
 
No que diz respeito à concordância de gênero, temos outra particularidade. Isso ocorre porque, em 
relação aos adjetivos referidos aos pronomes, o gênero gramatical precisa levar em consideração o sexo 
da pessoa a que se refere (e não com o substantivo que compõe a locução). Vejamos os exemplos: 
 
 
Quando se fizer referência (indireta) a alguma autoridade, a forma adequada é Sua Exce- lência, como em 
um endereçamento do expediente: 
 
NOVIDADE NA REDAÇÃO OFICIAL: AS FORMAS DE TRATAMENTO SEgUNDO O DECRETO 
N. 9.758 2019 
Nesta seção, discutirei uma novidade relacionada ao conteúdo de Redação Oficial. 
Você já sabe, é claro, que o Manual de Redação da Presidência da República (MRPR) está em sua terceira 
edição, a qual foi publicada no finalde 2018. Vimos há pouco os exemplos de utilização de pronomes de 
tratamento no texto oficial (na tabela nas páginas anteriores). Como pudemos ver, a terceira edição do MRPR 
não apresenta o tratamento mediante as formas Vossa Magnificência, Vossa Santidade, Vossa 
Eminência/Vossa Eminência Reve- rendíssima e Vossa Excelência Reverendíssima (mas todas elas eram 
previstas na segunda 
EXEMPLO 
“Vossa Senhoria designará seu substituto.” 
EXEMPLO 
“Vossa Excelência está atarefado.” 
[caso o interlocutor for homem] 
EXEMPLO 
“Vossa Excelência está atarefada.” 
[caso o interlocutor for mulher] 
EXEMPLO 
“A Sua Excelência o Ministro de Estado Chefe da Casa Civil” 
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edição do MRPR (de 2002)). 
Ainda na terceira edição do MRPR (2018), lemos que quando o destinatário for um particu- lar, no vocativo, 
pode-se utilizar Senhor ou Senhora seguido do nome do particular ou pode-se utilizar o vocativo Prezado 
Senhor ou Prezada Senhora. 
Nas duas edições do MRPR (de 2002 e de 2018), está abolido o uso de Digníssimo e de 
Ilustríssimo. Também é indicado evitar o uso de “doutor” indiscriminadamente. 
 
Bom, há uma novidade, sim. Desde o dia 1º de maio de 2019, o Decreto n. 9.758 passou a nortear o uso da 
forma de tratamento e de endereçamento nas comunicações com agentes públicos da administração pública 
federal. 
Link para acessar o decreto: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D9758.htm#art5 Apresentarei, a seguir, o 
conteúdo integral desse decreto, ok? Leia-o com atenção. 
DECRETO n. 9.758, DE 11 DE ABRIL DE 2019 
Dispõe sobre a forma de tratamento e de endereçamento nas comunicações com agentes públicos da 
administração pública federal. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso VI, 
alínea “a”, da Constituição, DECRETA: 
 
Objeto e âmbito de aplicação 
Art. 1º Este Decreto dispõe sobre a forma de tratamento empregada na comunicação, oral ou es- crita, com 
agentes públicos da administração pública federal direta e indireta, e sobre a forma de endereçamento de 
comunicações escritas a eles dirigidas. 
 
§ 1º O disposto neste Decreto aplica-se às cerimônias das quais o agente público federal participe. 
§ 2º Aplica-se o disposto neste Decreto: 
aos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo; 
aos militares das Forças Armadas ou das forças auxiliares; 
aos empregados públicos; ao pessoal temporário; 
aos empregados, aos conselheiros, aos diretores e aos presidentes de empresas públicas e socie- dades de 
economia mista; 
aos empregados terceirizados que exercem atividades diretamente para os entes da administração 
pública federal; 
aos ocupantes de cargos em comissão e de funções de confiança; 
às autoridades públicas de qualquer nível hierárquico, incluídos os Ministros de Estado; e 
ao Vice-Presidente e ao Presidente da República. 
§ 3º Este Decreto não se aplica: 
às comunicações entre agentes públicos federais e autoridades estrangeiras ou de organismos internacionais; 
e às comunicações entre agentes públicos da administração pública federal e agentes públicos do Poder 
Judiciário, do Poder Legislativo, do Tribunal de Contas, da Defensoria Pública, do Ministério Público ou de 
outros entes federativos, na hipótese de exigência de tratamento especial pela outra parte, com base em norma 
aplicável ao órgão, à entidade ou aos ocupantes dos cargos. 
 
 
 
Pronome de tratamento adequado 
Art. 2º O único pronome de tratamento utilizado na comunicação com agentes públicos federais é “senhor”, 
independentemente do nível hierárquico, da natureza do cargo ou da função ou da ocasião. Parágrafo único. 
Ok, professor. Até agora, eu entendi a diferença entre as duas edições do MRPR. Agora eu queria 
saber se alguma coisa mudou desde a publicação da terceira edição do MRPR, no final de 2018. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D9758.htm#art5
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%209.758-2019?OpenDocument
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O pronome de tratamento é flexionado para o feminino e para o plural. 
 
Formas de tratamento vedadas 
Art. 3º É vedado na comunicação com agentes públicos federais o uso das formas de tratamento, 
ainda que abreviadas: 
Vossa Excelência ou Excelentíssimo; 
Vossa Senhoria; Vossa Magnificência; doutor; 
ilustre ou ilustríssimo; digno ou digníssimo; e respeitável. 
§ 1º O agente público federal que exigir o uso dos pronomes de tratamento de que trata o caput, mediante 
invocação de normas especiais referentes ao cargo ou carreira, deverá tratar o interlo- cutor do mesmo modo. 
§ 2º É vedado negar a realização de ato administrativo ou admoestar o interlocutor nos autos do expediente 
caso haja erro na forma de tratamento empregada. 
 
Endereçamento de comunicações 
Art. 4º O endereçamento das comunicações dirigidas a agentes públicos federais não conterá pronome de 
tratamento ou o nome do agente público. 
Parágrafo único. Poderão constar o pronome de tratamento, na forma deste Decreto, e o nome do 
destinatário nas hipóteses de: 
a mera indicação do cargo ou da função e do setor da administração ser insuficiente para a iden- tificação do 
destinatário; ou 
a correspondência ser dirigida à pessoa de agente público específico. 
 
Vigência 
Art. 5º Este Decreto entra em vigor em 1º de maio de 2019. 
Brasília, 11 de abril de 2019; 198º da Independência e 131º da República. 
JAIR MESSIAS BOLSONARO 
Marcelo Pacheco dos Guaranys 
 
 
Se no conteúdo programático do edital houver a indicação de que o Manual de Redação da Presidência da 
República (e apenas ele) é a referência bibliográfica a ser adotada, o estabelecido no Decreto n. 9.758 passa 
a não ser objeto de avaliação (ou seja, o conteúdo desse decreto não pode ser cobrado em sua prova). Para 
que a banca esteja respaldada para cobrar o conteúdo (e as novidades) desse decreto, é preciso explicitar essa 
exigência no conteúdo programático do edital. 
 
No entanto, é preciso deixar claro que o que acabei de afirmar é a minha interpretação 
acerca do tema, ok? 
Diante de tantas incertezas em relação ao uso de formas de tratamento na Redação Oficial, minha sugestão 
para a sua preparação é esta: 
• Estude o conteúdo da terceira edição do Manual de Redação da Presidência da República 
(2018) E o conteúdo do Decreto n. 9.758. 
• Observe o previsto no Edital (se a referência bibliográfica é o MRPR (2018) e/ou o Decreto 
n. 9.758). 
• No dia da prova, leia o comando da questão e observe se há algum direcionamento. É recorrente a 
banca formular o enunciado da seguinte forma: “De acordo com o Manual de Redação da Presidência 
da República, a forma de tratamento correta para X é...”. É essa indicação que deve ser seguida à 
risca, ok? 
Bom, é isso. Espero que esta seção da aula seja relevante em sua preparação. 
Agora podemos continuar com o conteúdo do MRPR (2018), o qual ainda não sofreu mo- dificações, ok? 
E como fica a minha preparação para o concurso, professor? 
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SIgNATÁRIO 
 
Cargos Interino e Substituto 
O MRPR (p. 25) traz um detalhamento sobre a identificação de signatários nos casos de cargos interino e 
substituto: 
 
 
 
 
 
 
 
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Considerações 
Com um conteúdo rigorosamente atualizado e estrategicamente organizado, esta apostila foi criada para ser 
sua aliada no caminho da aprovação. Aqui, você terá acesso a uma abordagem completa e direta, utilizando o 
nosso exclusivo método DAP, desenvolvido para potencializar seus estudos de forma eficiente. Tudo isso, 
cuidadosamente elaborado por uma equipe de especialistas com vasta experiência na área. 
A Edital Master, reconhecida por sua excelência em materiais didáticos e sucesso em aprovações, preparou 
este conteúdo focado nas principais exigências da banca organizadora, além de fornecer materiais de apoio 
que complementam seu aprendizado. Cada capítulo foi pensado para facilitar a compreensão e a fixação do 
conteúdo, tornando sua preparação objetiva e produtiva. 
Boa sorte e bons estudos! 
Atenção: A reprodução total ou parcial deste material, sem a devida autorização, é proibida por lei e está 
sujeita às penalidades previstas na legislação brasileira (Lei nº 9.610/98 - Direitos Autorais). 
 
© Editora Edital Master – Todos os direitos reservados. 
 
 
 
 
https://d.docs.live.net/ce1972a310b67d03/Documentos/www.editalmaster.com.brenvolve as impressões pessoais do autor e, por isso, apresenta o 
sentido conotativo da linguagem. 
 
Alguns exemplos de textos descritivos 
• Diário 
• Relatos 
• Biografia 
• Notícia 
• Cardápio 
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Exemplo de texto descritivo 
A Carta de Pero Vaz de Caminha é um relato de viagem, sendo, portanto, um exemplo de descrição: 
"Também andavam, entre eles, quatro ou cinco mulheres moças, nuas como eles, que não pareciam mal. 
Entre elas andava uma com uma coxa, do joelho até o quadril, e a nádega, toda tinta daquela tintura preta; 
e o resto, tudo da sua própria cor. Outra trazia ambos os joelhos, com as curvas assim tintas, e também os 
colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas e com tanta inocência descobertas, que nisso não havia nenhuma 
vergonha. Também andava aí outra mulher moça com um menino ou menina ao colo, atado com um pano 
(não sei de quê) aos peitos, de modo que apenas as perninhas lhe apareciam. Mas as pernas da mãe e o resto 
não traziam pano algum." 
 
3. Texto Dissertativo 
O texto dissertativo busca defender uma ideia e, logo, é baseado na argumentação e no desenvolvimento de 
um tema. Geralmente, os textos dissertativos-argumentativos, além de serem opinativos, buscam persuadir o 
leitor. 
 
Estrutura dos textos dissertativos 
A estrutura dos textos dissertativos é dividida em três partes fundamentais: 
1. Introdução: também chamada de tese, essa é uma pequena parte do texto que apresenta a ideia, o tema 
ou assunto principal que será dissertado. 
2. Desenvolvimento: também chamada de antítese (ou anti tese), é a maior parte do texto em que é 
apresentado os argumentos contra e a favor sobre o tema. 
3. Conclusão: também chamada de nova tese, essa parte sugere uma nova ideia, que pode ser uma 
solução sobre o tema exposto. 
 
Tipos de textos dissertativos 
Os textos dissertativos são classificados de duas maneiras: 
1. Dissertativo-expositivo: foco na exposição de alguma ideia, fato, tema ou assunto. Nesse caso, não 
há a intenção de persuadir o leitor. 
2. Dissertativo-argumentativo: a persuasão é o principal ponto dessa categoria de textos dissertativos. 
Assim, o uso de argumentações e contra argumentações são fundamentais. 
 
Alguns exemplos de textos dissertativos 
• Resenha 
• Artigo 
• Ensaio 
• Monografia 
• Editorial 
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Exemplo de texto dissertativo 
O exemplo abaixo é um editorial da seção Tecnologia do jornal Correio braziliense. 
 
App criado por publicitário "paga" para usuário assistir a propagandas 
No app Curió, os usuários assistem a conteúdos publicitários de forma voluntária e ganham pontos para trocar 
por brindes 
Há dois anos, o aplicativo Curió veicula publicidade de uma forma diferente e inovadora. O empresário e 
criador do app, Jean Silva, 33 anos, observou que os meios tradicionais de divulgação publicitária não surtem 
o efeito desejado, porque o consumidor passou a ignorar as propagandas difundidas em quantidades 
exageradas nas redes sociais. 
"A nossa aposta é pagar pelo tempo do espectador. O usuário assistirá à propaganda de maneira voluntária 
e ganhará moedas (curiós) para trocar por prêmios na plataforma", explica Silva. 
O nome Curió teve inspiração tanto no pássaro brasileiro quanto na curiosidade inerente a todo ser humano. 
"O que nos motiva é poder fazer parte da vida de cada "curioso" que já abriu um sorriso e se emocionou no 
fim daquele filme e se sentiu valorizado por interagir com os nossos anunciantes." 
 
Pesquisas e vale-compras 
Além de assistir às propagandas para ganhar os curiós, o consumidor também pontua quando responde a 
pesquisas e adquire um vale-compra pelo app. De acordo com Jean Silva, nas plataformas digitais, os valores 
para veicular uma propaganda ficaram muito mais baixos, e o tempo de exposição, maior. Logo, quando o 
usuário ignora, mais propagandas são colocadas e, assim, se constrói um ciclo sem tanta lucratividade. 
Em uma pesquisa realizada pelos desenvolvedores do Curió, o resultado de efetividade das peças publicitárias 
é 10 vezes maior no app, em relação ao Instagram e YouTube. 
(Ana Clara Avendaño, Correio Braziliense 26/05/2020) 
 
4. Texto Expositivo 
O texto expositivo pretende apresentar um tema a partir de recursos como a conceituação, a definição, a 
descrição, a comparação, a informação e enumeração. Dessa forma, o objetivo central do emissor é explanar, 
discutir e explicar sobre um determinado assunto. 
 
Tipos de textos expositivos 
Os textos expositivos são classificados em dois tipos: 
1. Texto informativo-expositivo: tem como objetivo a transmissão de informações, sem que haja juízo 
de valor. 
2. Texto expositivo-argumentativo: foca na exposição de tema com defesa de opinião. 
 
Alguns exemplos de textos expositivos 
• Seminários 
• Entrevistas 
• Palestras 
• Enciclopédia 
• Verbete de dicionário 
 
Exemplo de texto expositivo 
Para entender melhor sobre esse tipo de texto, confira abaixo o verbete do dicionário online de português 
(Dicio) sobre a palavra disruptivo. 
 
Significado de Disruptivo 
adjetivo 
Que provoca ou pode causar disrupção; que acaba por interromper o seguimento normal de um processo; 
interruptivo, suspensivo. 
Que tem capacidade para romper ou alterar; que rompe. 
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[Eletricidade] Que causa a restauração súbita de uma corrente elétrica, provocando faíscas e gastando a energia 
que estava acumulada. 
[Hidráulica] Que provoca uma alteração ao redor daquilo que obstrui o escoamento de fluidos. 
expressão 
Tecnologia Disruptiva. Designação atribuída a uma inovação tecnológica (produto ou serviço) capaz de 
derrubar uma tecnologia já preestabelecida no mercado. 
Etimologia (origem da palavra disruptivo). Do francês distuptif. 
 
 
 
5. Texto Injuntivo 
O texto Injuntivo ou instrucional está pautado na explicação e no método para a realização de algo. 
Assim, um dos recursos linguísticos marcantes desse tipo de texto é a utilização dos verbos no imperativo, de 
modo a indicar uma "ordem". 
 
Exemplos de textos injuntivos 
• Regulamento 
• Propaganda 
• Receita culinária 
• Bula de remédio 
• Manual de instruções 
 
Exemplo de texto injuntivo 
Segue abaixo parte do manual de instruções do Jogo da Vida, um dos Brinquedos Estrela: 
 
Dia do Juízo 
Todos são obrigados a parar no Dia do Juízo para ganhar $48.000 por cada filho, pagar todas as notas 
promissórias – caso tiver – e decidir se vai tentar ser: 
1) Milionário: quem achar que tem dinheiro suficiente para ganhar o jogo. 
2) Magnata: é a escolha para quem acha que não tenho dinheiro suficiente e resolve arriscar tudo! O 
competidor declara sua decisão a todos, escolhe um número e gira a roleta. Se cair o número escolhido, ele 
será o vencedor. Do contrário, o banqueiro recolhe seu dinheiro e ele vai à falência. 
Caso ninguém se torne magnata, a rodada termina quando o último jogador for à falência ou ficar milionário. 
Então, todos devem contar seu dinheiro. O jogador que tiver mais dinheiro ganha o Jogo da Vida. 
 
Os tipos textuais e os gêneros textuais 
Os tipos de textos reúnem 5 tipos (narrativo, descritivo, dissertativo, expositivo e injuntivo) sendo 
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caracterizados por conterem um objetivo e uma estrutura geralmente fixa. 
Já os gêneros textuais são estruturas que surgem dos tipos de textos. Eles são classificados de acordo com suas 
características relacionadas com a linguagem utilizada bem como seu conteúdo.Assim, além dos citados acima, existem muitos tipos de gêneros textuais, por exemplo: 
 
• Gêneros textuais narrativos: lendas e contos de fada. 
• Gêneros textuais descritivos: currículo e anúncio de classificados. 
• Gêneros textuais dissertativos: dissertação de mestrado e tese de doutorado. 
• Gêneros textuais expositivos: conferências e colóquios. 
• Gêneros textuais injuntivos: carta aberta e texto prescritivo. 
 
 
 
Significação das palavras 
 
Significação das palavras é o conjunto dos sentidos, significados e conotações de uma palavra de acordo com 
o contexto em que ela foi empregada. Desempenha um papel fundamental na comunicação, sendo essencial 
para a compreensão e expressão de ideias. Por meio do significado atribuído a cada termo, construímos 
conceitos e transmitimos nuances de pensamento. 
 
 
 
Resumo sobre significação das palavras 
A significação das palavras é o conjunto dos diversos sentidos que uma palavra carrega de acordo com o 
contexto em que é empregada. 
Entender que as palavras podem ter múltiplos significados melhora a maneira como nos comunicamos. 
Conceitos como sinonímia, antonímia, paronímia, homonímia e polissemia são relevantes no estudo dos 
significados das palavras. 
 
 
O que é a significação das palavras? 
A significação das palavras é o conjunto de sentidos, significados e conotações que uma palavra carrega em 
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determinado contexto linguístico. Esse fenômeno está ligado à semântica — o estudo do significado das 
palavras e das relações entre elas. 
 
A compreensão da significação das palavras permite que as pessoas expressem ideias de forma precisa e 
compreendam as mensagens transmitidas. Além disso, as palavras podem adquirir diferentes matizes de 
significado dependendo do contexto cultural, social e histórico em que são utilizadas. 
 
Classificação da significação das palavras 
A significação das palavras pode receber diferentes categorias com base em diversos critérios. 
 
→ Sinonímia e antonímia 
A sinonímia é a relação entre palavras que têm significados semelhantes, possibilitando a substituição de uma 
pela outra em determinados contextos sem alterar significativamente o sentido da expressão, ou seja, é a 
relação entre pares de palavras sinônimas. Ex.: “Feliz” e “contente” são sinônimos, ambos expressando um 
estado de alegria. 
 
A antonímia é a relação entre palavras que têm significados opostos, indicando contrastes ou oposições 
semânticas, ou seja, é a relação entre pares de palavras antônimas. Ex.: “Frio” é antônimo de “quente”, 
representando extremos opostos de temperatura. 
 
→ Paronímia e homonímia 
A paronímia é a semelhança fonética e/ou gráfica entre palavras (o que pode causar confusão devido à 
proximidade de suas formas), mas com significados diferentes, ou seja, é a relação entre pares de palavras 
parônimas. Ex.: “Comprimento” (extensão) e “cumprimento” (saudação) são parônimos, pois têm formas 
semelhantes, mas significados distintos. 
 
A homonímia é a relação entre palavras que têm a mesma forma, seja fonética, seja gráfica, mas têm 
significados diferentes, ou seja, é a relação entre pares de palavras homônimas. Ex.: “Manga” (fruta) e 
“manga” (parte de uma camisa) são homônimos, pois compartilham a mesma forma, mas têm significados 
distintos. Saiba mais sobre parônimos e homônimos clicando aqui. 
 
→ Polissemia 
É a capacidade de uma palavra ter múltiplos significados relacionados entre si, muitas vezes originados de um 
significado central. Ex.: A palavra “boca” pode referir-se à abertura na face humana, à entrada de um rio ou 
ao bocal de um instrumento musical, então apresenta diferentes sentidos derivados de um conceito central, 
podendo ser compreendido pelo contexto de uso da palavra. 
 
 
 
Denotação e conotação 
Denotação: significado literal e objetivo de uma palavra, sem incluir associações subjetivas. 
 
Conotação: envolve as associações culturais, subjetivas e até mesmo emocionais que uma palavra pode evocar, 
além de seu significado literal. Para saber mais sobre esse tema, clique aqui. 
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Exercícios resolvidos sobre a significação das palavras 
Questão 1 (Consulplan) 
 
Apelo 
 
Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, 
bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no 
lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho. 
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais 
ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou 
mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite e eles se iam e 
eu ficava só, sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia, como a última luz na varanda. 
E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. 
Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão 
na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? 
Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. 
Venha para casa, Senhora, por favor. 
(TREVISAN, Dalton. Mistérios de Curitiba. 5ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1996.) 
 
Assinale a alternativa em que o sinônimo da palavra sublinhada está incorretamente associado. 
 
A) “Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, [...]” (1º§) – falta 
 
B) “Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos.” (2º§) – abatido 
 
C) “A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, [...]” (2º§) – paralelamente 
 
D) “Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando.” (4º§) – 
irritadas 
 
Resposta: Alternativa C 
 
A expressão “aos poucos” não é sinônima de “paralelamente”. 
 
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Questão 2 (Unesc) 
 
A época em que ser alegre era malvisto 
 
Até o início do século XVIII, em lugares como Reino Unido e nas suas colônias na América do Norte, os 
historiadores perceberam que as pessoas tinham orgulho de serem um pouco melancólicas. 
Isso tinha a ver, em parte, com a lógica cristã, de ter consciência dos seus pecados e de se manter humilde 
perante os olhos de Deus. 
Peter Stearns, autor do livro ‘História da Felicidade’, cita, nas suas pesquisas, o diário escrito por um chefe de 
família da época, que defendia que Deus, entre aspas, “não permitia alegria nem prazer, mas sim, uma espécie 
de conduta melancólica e austera”. 
“Isso não quer dizer que as pessoas fossem infelizes — simplesmente, não temos como julgar isso de modo 
imparcial, a partir dos padrões atuais. Até porque a felicidade, obviamente, é algo bastante subjetivo.” 
O que significa que havia, entre as pessoas da época, a percepção de que era necessário se desculpar por 
momentos de felicidade, por considerá-los uma afronta a Deus, segundo Stearns. 
Mas isso mudou radicalmente no século XVIII, a ponto de, na redação da Declaração de Independência dos 
Estados Unidos, em 1776, a busca pela felicidade ter sido considerada um direito humano. A Constituição da 
França de 1793 também explicitou a ideia de que o objetivo da sociedade é a felicidade comum. 
Não permitia alegria nem prazer, mas sim, uma espécie de conduta “melancólica” e austera. 
 
O sinônimoda palavra em destaque é: 
 
A) expansiva 
 
B) soturna 
 
C) prazenteira 
 
D) ávida 
 
E) jubilosa 
 
Resposta: Alternativa B 
 
Um possível sinônimo para o adjetivo “melancólica” é “soturna”." 
 
 
 
Sintaxe (regência, concordância e colocação) 
 
A sintaxe é a área da gramática que se ocupa do estudo da disposição das palavras na frase e das frases quando 
inseridas em um discurso. Diz-se que um texto está sintaticamente correto quando as frases estabelecem 
relação lógica entre si, ou seja, os elementos de uma oração estão dispostos de maneira que nos permita 
compreender o conteúdo de determinada mensagem. Mesmo que não saiba – ou não soubesse – o que é sintaxe, 
você é capaz de produzir enunciados que obedeçam às suas regras, já que a finalidade da comunicação é 
produzir discursos inteligíveis, cujo significado seja acessível e compreensível. 
Observe: 
Ontem choveu bastante. As ruas ficaram alagadas e o trânsito ficou congestionado em vários pontos da cidade 
ou 
Bastante choveu ontem. Alagadas ficaram ruas as congestionado ficou trânsito e o cidade da em pontos 
vários? 
Entre as orações acima, qual das duas você seria capaz de produzir? A primeira, não é verdade? Ambas são 
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compostas pelas mesmas palavras, mas uma delas ficou privada de inteligibilidade (a segunda) porque seus 
elementos não foram sintaticamente bem dispostos, tornando-a agramatical. Por isso a importância da sintaxe: 
instrumento indispensável para a correta combinação das palavras nas orações. 
Pensando em sintaxe, falemos sobre suas subdivisões: a sintaxe de concordância, regência e colocação. 
Você sabe para que serve cada uma delas? Vamos conhecer um pouco mais sobre a língua portuguesa e sua 
gramática? Fique atento à explicação e bons estudos! 
 
Conhecer as sintaxes de concordância, regência e colocação é importante para aprimorar a comunicação 
verbal e escrita 
O que é sintaxe de concordância? 
A sintaxe de concordância estuda a relação gramatical estabelecida entre dois termos. Ela pode ser verbal ou 
nominal. Observe os exemplos: 
 
 
► Concordância verbal: 
Os alunos ficaram entusiasmados com o passeio no museu 
ou 
Os alunos ficou entusiasmados com o passeio no museu? 
 
 
A primeira opção é aquela que estabelece correta combinação entre o verbo e o sujeito. Se o sujeito 
(alunos = eles) está no plural, o verbo da oração deverá ser flexionado na terceira pessoa do plural: eles 
'ficaram'. 
 
► Concordância nominal: 
Os aluno indisciplinado foram suspenso da escola 
ou 
Os alunos indisciplinados foram suspensos da escola? 
O segundo exemplo obedece às regras da concordância nominal porque nele o substantivo – alunos – concorda 
com seus determinantes, que podem ser artigo, numeral, pronome ou adjetivo. A concordância nominal é, 
portanto, a combinação entre os nomes de uma oração. 
 
O que é sintaxe de regência? 
A sintaxe de regência ocupa-se do estudo dos tipos de ligação existentes entre um verbo (regência verbal) ou 
nome e seus complementos (regência nominal). Dessa maneira, haverá os termos regentes, aqueles que 
precisam de um complemento, e os termos regidos, aqueles que complementam o sentido dos termos regentes. 
 
► Regência verbal: 
A regência verbal ocupa-se do estudo da relação estabelecida entre os verbos e os termos que os 
complementam ou caracterizam. Estudá-la nos permite aprimorar nossa capacidade expressiva, pois a partir 
da análise de uma preposição um mesmo verbo pode assumir diferentes significados. Observe: 
Os parlamentares implicaram-se em escândalos por causa do desvio de verbas públicas. (implicar = 
envolver) e 
Os alunos implicaram com o novo coordenador. (implicar = ter implicância, aversão). 
 
► Regência nominal: 
A regência nominal estuda a relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos 
por ele regidos. É a partir da análise da preposição que essa relação será construída. Observe os exemplos: 
A nova tarifa é acessível a todos os cidadãos. 
Os atentados contra a embaixada deixaram vários feridos. 
Eles preferiram ficar longe de todos. 
Na regência nominal é interessante observar que alguns nomes apresentam o mesmo regime dos verbos de 
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que derivam: se você conhece o regime de um verbo, conhecerá também o regime dos nomes cognatos, ou 
seja, dos nomes que têm a mesma raiz ou origem etimológica: 
As crianças devem obedecer às regras.(obedecer = verbo) 
Eles foram obedientes às regras. (obediente = nome cognato) 
 
 
 
O que é sintaxe de colocação? 
A sintaxe de colocação mostra que os pronomes oblíquos átonos, embora possam ser dispostos de maneira 
livre, possuem uma posição adequada na oração. Quando há liberdade de posição desses termos, o enunciado 
poderá assumir diferentes efeitos expressivos, o que nem sempre é bem-vindo. Existem três possíveis 
colocações para os pronomes oblíquos átonos: 
 
► Próclise: 
o pronome será posicionado antes do verbo. Veja os exemplos: 
Não se esqueça de comprar novos livros. 
Não me fale novamente sobre esse assunto. 
Aqui se vive melhor do que na cidade grande. 
Tudo me incomoda quando não estou em casa. 
Quem te chamou para a festa? 
 
► Mesóclise: será empregada quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito do 
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indicativo. O pronome surge intercalado ao verbo. A mesóclise é mais encontrada na linguagem literária ou 
na língua culta e, havendo possibilidade de próclise, ela deverá ser eliminada. Observe os exemplos: 
Dizer-lhe-ei sobre tuas queixas (Direi + lhe) 
Convidar-me-iam para a formatura, mas viajei para o campo. (convidariam + me) 
 
► Ênclise: o pronome surgirá depois do verbo, obedecendo à sequência verbo-complemento. Observe os 
exemplos: 
Diga-me o que você fez nas férias. 
Espero encontrá-lo (la) na festa hoje à noite. 
Acolheram o filhote abandonado, dando-lhe abrigo e comida. 
 
Questões: 
 
1. (Mackenzie) Há uma concordância inaceitável de acordo com a gramática: 
I. Os brasileiros somos todos eternos sonhadores. 
II. Muito obrigadas! – disseram as moças. 
III. Sr. Deputado, V. Exa. está enganada. 
IV. A pobre senhora ficou meio confusa. 
V. São muito estudiosos os alunos e as alunas deste curso. 
a) em I e II 
b) apenas em IV 
c) apenas em III 
d) em II, III e IV 
e) apenas em II 
Resposta: Alternativa c: apenas em III. 
Sr. Deputado, V. Exa. está enganada. 
Correção: Sr. Deputado, V. Exa. está enganado. 
Para haver concordância nominal, o adjetivo "enganado" deve concordar com o substantivo "deputado". 
 
2. (IBGE) Indique a opção correta, no que se refere à concordância verbal, de acordo com a norma culta: 
a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova. 
b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha. 
c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui. 
d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou. 
e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo. 
Resposta: Alternativa c: Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui. 
Para haver concordância verbal, quando o verbo "fazer" tem sentido de tempo transcorrido deve ser usado 
no singular. 
 
 
 
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Figuras de Linguagem 
 
Figuras de Linguagem, também chamadas de figuras de estilo, são recursos estilísticos usados para dar 
maior ênfase à comunicação e torná-la mais bonita. 
 
Dependendo da sua função, elas são classificadas em: 
• Figuras de palavras ou semânticas:estão associadas ao significado das palavras. Exemplos: 
metáfora, comparação, metonímia, catacrese, sinestesia e perífrase. 
• Figuras de pensamento: trabalham com a combinação de ideias e pensamentos. Exemplos: hipérbole, 
eufemismo, litote, ironia, personificação, antítese, paradoxo, gradação e apóstrofe. 
• Figuras de sintaxe ou construção: interferem na estrutura gramatical da frase. Exemplos: elipse, 
zeugma, hipérbato, polissíndeto, assíndeto, anacoluto, pleonasmo, silepse e anáfora. 
• Figuras de som ou harmonia: estão associadas à sonoridade das palavras. Exemplos: aliteração, 
paronomásia, assonância e onomatopeia. 
 
Figuras de palavras 
As figuras de palavras são usadas para tornar os textos mais bonitos ou expressivos através da utilização das 
palavras e dos seus significados. 
 
Metáfora 
A metáfora representa uma comparação de palavras com significados diferentes e cujo conectivo de 
comparação (como, tal qual) fica subentendido na frase. 
 
Exemplos: 
A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como uma nuvem que voa.) 
 
 
Na tirinha acima, "uma caravana de rosas vagando num deserto inefável" é uma metáfora do amor. 
 
Comparação 
Chamada de comparação explícita, ao contrário da metáfora, neste caso são utilizados conectivos de 
comparação (como, assim, tal qual). 
 
Exemplos: 
Seus olhos são como jabuticabas. 
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Na tirinha acima, o amor é comparado a uma flor e a um motor. Neste caso foi utilizado o conectivo "como": 
"o amor é como uma flor" e "o amor é como o motor do carro". 
 
Metonímia 
A metonímia é a transposição de significados considerando parte pelo todo, autor pela obra. 
 
Exemplos: 
Costumava ler Shakespeare. (Costumava ler as obras de Shakespeare.) 
 
 
Na tirinha acima, uma parte (cabeças de gado) tem o significado do todo (boi). 
 
Catacrese 
A catacrese representa o emprego impróprio de uma palavra por não existir outra mais específica. 
 
Exemplo: 
Embarcou há pouco no avião. (Embarcar é colocar-se a bordo de um barco, mas como não há um termo 
específico para o avião, embarcar é o utilizado.) 
 
 
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Na charge acima, ocorre a catacrese, porque foi usada a expressão "bala perdida" por não haver outra mais 
específica. 
 
Sinestesia 
A sinestesia acontece pela associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes. 
 
Exemplos: 
Com aquele olhos frios, disse que não gostava mais da namorada. (A frieza está associada ao tato e não à 
visão.) 
 
 
Na tirinha acima, a expressão "olhar frio" é um exemplo de sinestesia. 
 
Perífrase 
A perífrase, também chamada de antonomásia, é a substituição de uma ou mais palavras por outra que a 
identifique. 
 
Exemplos: 
O rugido do rei das selvas é ouvido a uma distância de 8 quilômetros. (O rugido do leão é ouvido a uma 
distância de 8 quilômetros.) 
 
 
Na charge acima, foi usada a perífrase, uma vez que "Terra da Garoa" é uma forma de identificar a "cidade de 
São Paulo". 
 
Figuras de pensamento 
As figuras de pensamento são usadas para tornar os textos mais bonitos ou expressivos através da utilização 
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de ideias e pensamentos. 
 
Hipérbole 
A hipérbole corresponde ao exagero de uma ideia feito de maneira intencional. 
 
Exemplos: 
Quase morri de estudar. 
 
 
Na tirinha acima, a expressão "morrendo de inveja" é uma hipérbole. 
 
Eufemismo 
O eufemismo é utilizado para suavizar o discurso. 
 
Exemplos: 
Entregou a alma a Deus. (Nesta frase está sendo informada a morte de alguém.) 
 
 
Na charge acima, "produtora de biografias orais não autorizadas" foi uma forma delicada de dizer que a 
mulher é, na verdade, uma fofoqueira. 
 
Litote 
O litote representa uma forma de suavizar uma ideia. Neste sentido, assemelha-se ao eufemismo, bem como 
é a oposição da hipérbole. 
 
Exemplos: 
— Não é que sejam más companhias… — disse o filho à mãe. (Pelo discurso, percebemos que apesar de as 
suas companhias não serem más, também não são boas.) 
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Na tirinha acima, nota-se o uso do litote por meio da expressão "acho que você deveria aperfeiçoar essa 
técnica". 
 
Ironia 
A ironia é a representação do contrário daquilo que se afirma. 
 
Exemplos: 
É tão inteligente que não acerta nada. 
 
 
Nota-se o uso da ironia na charge acima. O personagem está zangado com alguém, a quem ele chama de 
"inteligente" de maneira irônica. 
 
Personificação 
A personificação ou prosopopeia é a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a objetos ou aos seres 
irracionais. 
 
Exemplos: 
O jardim olhava as crianças sem dizer nada. 
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A personificação é expressa na última parte do quadrinho, onde o Zé Lelé afirma que o espelho está lhe 
olhando. Assim, utilizou-se uma característica dos seres vivos (olhar) em um ser inanimado (o espelho). 
 
Antítese 
A antítese é o uso de termos que têm sentidos opostos. 
 
Exemplos: 
Toda guerra finaliza por onde devia ter começado: a paz. 
 
 
Na tirinha acima, há várias antíteses, ou seja, termos que têm sentidos opostos: positivo, negativo; mal, bem; 
paz e guerra. 
 
Paradoxo 
O paradoxo representa o uso de ideias que têm sentidos opostos, não apenas de termos (tal como no caso da 
antítese). 
 
Exemplos: 
Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom. (Como é possível alguém estar cego e ver?) 
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Na tirinha acima, as ideias com sentidos opostos (certeza e relativa) é um exemplo de paradoxo. 
 
Gradação 
A gradação é a apresentação de ideias que progridem de forma crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax). 
 
Exemplos: 
Inicialmente calma, depois apenas controlada, até o ponto de total nervosismo. (Neste exemplo, 
acompanhamos a progressão da tranquilidade até o nervosismo.) 
 
 
Na tirinha acima, o personagem foi explicando de forma crescente como foi trazida pela cegonha (decolou; 
fizemos uma escala; trocaram uma pena; finalmente ela me deixou aqui). 
 
Apóstrofe 
A apóstrofe é a interpelação feita com ênfase. 
 
Exemplos: 
Ó céus, é preciso chover mais? 
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Na tirinha acima, notamos a ênfase no segundo quadrinho: "Ai meu Deus!!! Ele vai me matar! O que faço!? 
É o fim!" 
 
Figuras de sintaxe 
As figuras de sintaxe são usadas para tornar os textos mais bonitos ou expressivos através da construção 
gramatical das frases e orações. 
 
Elipse 
A elipse é a omissão de uma palavra que se identifica de forma fácil. 
 
Exemplos: 
Tomara você me entenda. (Tomara que você me entenda.) 
 
 
Na segunda imagem do quadrinho, notamos o uso da elipse: "depois (ele começou) a comer sanduíches entre 
as refeições...". 
 
Zeugma 
A zeugma é a omissão de uma palavra pelo fato de ela já ter sido usada antes. 
 
Exemplos: 
Fiz a introdução, ele a conclusão. (Fiz a introdução, ele fez a conclusão.) 
 
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A zeugma é utilizada na segunda e terceira parte dos quadrinhos: "(você é) um descongestionante nasal parao meu nariz"; (você é) um antiácido para meu estômago!". 
 
Hipérbato 
O hipérbato é a alteração da ordem direta da oração. 
 
Exemplos: 
São como uns anjos os seus alunos. (Os seus alunos são como uns anjos.) 
A letra do Hino Nacional é um exemplo de hipérbato: 
"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas 
De um povo heroico o brado retumbante" 
Se tivesse sido escrito na ordem direta, o nosso hino começaria assim: "As margens plácidas do Ipiranga 
ouviram o brado retumbante de um povo heroico". 
 
Polissíndeto 
O polissíndeto é o uso repetido de conectivos (e, ou, nem). 
 
Exemplos: 
As crianças falavam e cantavam e riam felizes. 
 
 
 
A charge acima é um exemplo de polissíndeto, porque o conectivo "se for" esta sendo repetido muitas vezes 
("se for eleitor", "se for deputado", "se for assessor). 
 
Assíndeto 
O assíndeto representa a omissão de conectivos, sendo o contrário do polissíndeto. 
 
Exemplos: 
Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios. 
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Anacoluto 
O anacoluto é a mudança repentina na estrutura da frase. 
 
Exemplos: 
Eu, parece que estou ficando zonzo. (A estrutura normal da frase é: Parece que eu estou ficando zonzo.) 
Magali, comer é o que ela mais gosta de fazer. (A estrutura normal da frase é: O que a Magali mais gosta de 
fazer é comer.) 
 
 
 
 
Pleonasmo 
Pleonasmo é a repetição da palavra ou da ideia contida nela para intensificar o significado. 
 
Exemplos: 
A mim me parece que isso está errado. (Parece-me que isto está errado.) 
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Na tirinha acima, o "saia para fora" é um pleonasmo, uma vez que o verbo "sair" já significa "para fora". 
 
Silepse 
A silepse é a concordância com a ideia que se pretende transmitir, e não com o que está implícito. Ela é 
classificada em: silepse de gênero, de número e de pessoa. 
 
Exemplos: 
Vivemos na bonita e agitada São Paulo. (silepse de gênero: Vivemos na bonita e agitada cidade de São Paulo.) 
A maioria dos clientes ficaram insatisfeitas com o produto. (silepse de número: A maioria dos 
clientes ficou insatisfeita com o produto.) 
Todos terminamos os exercícios. (silepse de pessoa: neste caso concordância com nós, em vez de eles: Todos 
terminaram os exercícios.) 
 
 
Na tirinha acima, há silepse de pessoa em "mais da metade da população mundial somos crianças" e "as 
crianças, vamos ter o mundo nas mãos". 
 
Anáfora 
A anáfora é a repetição de uma ou mais palavras de forma regular. 
 
Exemplos: 
Se você sair, se você ficar, se você quiser esperar. Se você “qualquer coisa”, eu estarei aqui sempre para você. 
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A charge acima é um exemplo de anáfora, porque há várias repetições do termo "falta". 
 
Figuras de som 
As figuras de som são usadas para tornar os textos mais bonitos ou expressivos através da sonoridade das 
palavras. 
 
Aliteração 
A aliteração é a repetição de sons consonantais. 
 
Exemplos: 
"Chove chuva. 
Chove sem parar". (Jorge Ben Jor) 
 
 
Na tirinha acima, ocorre aliteração, porque a letra "r" é repetida muitas vezes em "O rato roeu a roupa do rei 
de Roma." 
 
Paronomásia 
Paronomásia é a repetição de palavras cujos sons são parecidos. 
 
Exemplos: 
O cavaleiro, muito cavalheiro, conquistou a donzela. (cavaleiro = homem que anda a cavalo, cavalheiro = 
homem gentil) 
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A charge acima contém paronomásia, porque foram usados termos que possuem sons parecidos: "grama" e 
"grana". 
 
Assonância 
A assonância é a repetição de sons vocálicos. 
 
Exemplos: 
"O que o vago e incógnito desejo 
de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa) 
 
 
Na tirinha acima, o uso da assonância é expresso pela repetição das vogais "a" em: "massa", "salga", 
"amassa". 
 
Onomatopeia 
Onomatopeia é a inserção de palavras no discurso que imitam sons. 
 
Exemplos: 
Não aguento o tic-tac desse relógio. 
 
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No primeiro e último quadrinho temos o uso da onomatopeia com "Bum, Bum, Bum" e "Buááá...; Buááá...". 
O primeiro expressa o som do tambor, e o segundo, o choro do Cebolinha. 
 
 
Mapa mental 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Confira na tabela abaixo o que diferencia cada uma das figuras de linguagem, bem como cada um dos seus 
tipos. 
 
Figuras de Palavras 
ou semânticas 
Figuras de Pensamento 
Figuras de Sintaxe ou 
construção 
Figuras de Som ou 
harmonia 
Produzem maior 
expressividade à 
comunicação através 
das palavras. 
Produzem maior 
expressividade à 
comunicação através da 
combinação de ideias e 
pensamentos. 
Produzem maior 
expressividade à 
comunicação através da 
inversão, repetição ou 
omissão dos termos na 
construção das frases. 
Produzem maior 
expressividade à 
comunicação através 
da sonoridade. 
• metáfora 
• comparação 
• metonímia 
• catacrese 
• sinestesia 
• perífrase ou 
antonomásia 
• hipérbole 
• eufemismo 
• litote 
• ironia 
• personificação ou 
prosopopeia 
• antítese 
• paradoxo ou 
oxímoro 
• gradação ou 
clímax 
• apóstrofe 
• elipse 
• pleonasmo 
• zeugma 
• hipérbato 
• silepse 
• polissíndeto 
• assíndeto 
• anacoluto 
• anáfora 
• aliteração 
• paronomásia 
• assonância 
• onomatopeia 
 
 
Questões: 
1. (UNITAU) No sintagma: “Uma palavra branca e fria”, encontramos a figura denominada: 
 
a) sinestesia 
b) eufemismo 
c) onomatopeia 
d) antonomásia 
e) catacrese 
 
Alternativa a: sinestesia. 
 
 
2. (Universidade Anhembi Morumbi) 
"A novidade veio dar à praia 
na qualidade rara de sereia 
metade um busto de uma deusa maia 
metade um grande rabo de baleia 
a novidade era o máximo 
do paradoxo estendido na areia 
alguns a desejar seus beijos de deusa 
outros a desejar seu rabo pra ceia 
oh, mundo tão desigual 
tudo tão desigual 
de um lado este carnaval 
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do outro a fome total 
e a novidade que seria um sonho 
milagre risonho da sereia 
virava um pesadelo tão medonho 
ali naquela praia, ali na areia 
a novidade era a guerra 
entre o feliz poeta e o esfomeado 
estraçalhando uma sereia bonita 
despedaçando o sonho pra cada lado” 
(Gilberto Gil – A Novidade) 
Gilberto Gil em seu poema usa um procedimento de construção textual que consiste em agrupar ideias de 
sentidos contrários ou contraditórios numa mesma unidade de significação. 
A figura de linguagem acima caracterizada é: 
a) metonímia 
b) paradoxo 
c) hipérbole 
d) sinestesia 
e) sinédoque 
Alternativa b: paradoxo. 
 
Articulação textual: operadores sequenciais, expressões referenciais 
Para construirmos um texto, precisamos de palavras. Estas palavras para terem um sentido precisam estar 
ligadas entre si. Esta ligação é feita por pronomes ou conjunções. Temos também as expressões referenciais e 
operadores sequenciais que darão uma coesão ao texto. Estas expressões e operadores ajudam a tornar o texto 
mais compreensivo evitando repetições de palavras ou redundâncias (repetição de ideias ou excesso de 
palavras ou expressões). 
PRONOMES 
Pronome: palavra que substitui ou acompanha umsubstantivo (nome), definindo-lhe os limites de 
significação; Ele pode também trazer de volta uma frase ou ideia já expressa no texto. 
Ex.: Ele prestou socorro 
É palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou determina um substantivo, relacionando-o às 
três pessoas do discurso. 
Quanto às pessoas do discurso, temos 
1ª pessoa – aquele que fala, emissor; 
2ª pessoa – aquele com quem se fala, receptor; 
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3ª pessoa – aquele de que ou de quem se fala, referente. Ex.: Minha tia é legal, mas a sua é chata 
 
EXPRESSÕES REFERENCIAS: 
As expressões referenciais são usadas para introduzir algo no texto ou fazer referência a algo que já foi dito 
no texto. 
Exemplo: O SENAI oferece cursos de marceneiro e padeiro em sua unidade de Vila Velha. Estes cursos têm 
20 vagas cada um. 
Neste texto verificamos que “cursos de marceneiro e padeiro” foi introduzido no texto e “estes cursos” faz 
referência aos cursos de marceneiro e padeiro. 
 
 
NEXO 
O nexo é a união entre duas ou mais coisas. Ele dá coerência e coesão ao texto ligando de forma simples e 
harmoniosa situações, acontecimentos ou ideias; Ele conecta as palavras para dar sentido e lógica a este texto. 
Coesão Textual: São elementos utilizados para garantir a ligação entre as palavras e interligar partes diferentes 
do texto. Estas ligações são feitas através de pronomes, preposições e conjunções. 
Coerência textual: Ela dá lógica entre estas ligações de situações, acontecimentos ou ideias para que o texto 
faça sentido e não tenha contradição. Ela evita vícios de linguagem (Palavras ou construções que dificultam a 
compreensão do texto). 
OPERADORES SEQUENCIAIS 
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Os operadores sequenciais são recursos de coesão textual, especificamente a coesão sequencial. 
 
COESÃO SEQUENCIAL 
Para a coesão sequencial, são usados conjunções, conectivos e expressões que dão continuidade aos assuntos 
e ligam as orações para que possam ser articuladas e relacionadas 
A coesão textual usa expressões que são responsáveis pela coesão sequencial nos textos. 
Adição/inclusão: Além disso, também, até; é certo que… Oposição: Todavia, mas, porém… 
Afirmação/igualdade: Na verdade, realmente… Exclusão: Senão, apenas, exceto… Enumeração: A princípio, 
em… 
Explicação: Como vimos, portanto, isto é, por exemplo… Conclusão: Por fim, finalmente, em última análise… 
Continuação: No geral, por sua vez… 
 
 
 
 
 
 
 
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Coesão e coerência textual 
Para um texto ser eficaz na transmissão da sua mensagem, é essencial fazer sentido para o leitor. Além disso, 
deve ser harmonioso, para a mensagem fluir de forma segura, natural e agradável aos ouvidos. 
Coesão textual 
A coesão é resultado da disposição e da correta utilização das palavras que propiciam a ligação entre frases, 
períodos e parágrafos de um texto. Ela colabora com sua organização e pode ocorrer por meio de palavras 
chamadas de conectivos. 
A coesão pode ser obtida através de elementos anafóricos e catafóricos. 
A anáfora e a catáfora se referem à informação expressa no texto e, por esse motivo, são qualificadas como 
endofóricas. Enquanto a anáfora retoma um componente, a catáfora o antecipa, contribuindo com a ligação e 
a harmonia textual. 
Mecanismos de coesão 
Os mecanismos de coesão são: 
• referência 
• substituição 
• elipse 
• conjunção 
• coesão lexical 
 
 
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Referência 
Utilizar outros elementos (pronomes pessoais, pronomes demonstrativos e comparações) para evitar 
repetições. 
Referência pessoal: utilização de pronomes pessoais e possessivos, por exemplo: João e Maria casaram. 
ELES são pais de Ana e Beto. (Referência pessoal anafórica) 
Referência demonstrativa: utilização de pronomes demonstrativos e advérbios, por exemplo: Fiz todas as 
tarefas, com exceção DESTA: arquivar a correspondência. (Referência demonstrativa catafórica) 
Referência comparativa: utilização de comparações através de semelhanças, por exemplo: Mais um dia 
IGUAL AOS outros. (Referência comparativa endofórica) 
Substituição 
Substituir um elemento (nominal, verbal, frasal) por outro é uma forma de evitar as repetições. 
EXEMPLO: Vamos à prefeitura amanhã, eles irão na próxima semana. 
Observe que a diferença entre a referência e a substituição está expressa especialmente no fato de que a 
substituição acrescenta uma informação nova ao texto. 
No caso de “João e Maria casaram. Eles são pais de Ana e Beto”, o pronome pessoal referencia as pessoas 
João e Maria, não acrescentando informação adicional ao texto. 
Elipse 
Um componente textual, quer seja um nome, um verbo ou uma frase, pode ser omitido através da elipse. 
EXEMPLO: Temos ingressos a mais para o concerto. Você os quer? 
(A segunda oração é perceptível mediante o contexto. Assim, sabemos que o que está sendo oferecido são 
ingressos para o concerto.) 
Conjunção 
A conjunção liga orações estabelecendo relação entre elas. 
EXEMPLO: Nós não sabemos quem é o culpado, MAS ele sabe. (adversativa) 
Coesão lexical 
A coesão lexical consiste na utilização de palavras que possuem sentido aproximado ou que pertencem a um 
mesmo campo lexical. São elas: sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos, entre outros. 
EXEMPLO: Aquela escola não oferece as condições mínimas de trabalho. A INSTITUIÇÃO está literalmente 
caindo aos pedaços. 
 
 
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Coerência textual 
A coerência é a relação lógica das ideias de um texto que decorre da sua argumentação - resultado 
especialmente dos conhecimentos do transmissor da mensagem. 
Um texto contraditório e redundante, ou cujas ideias iniciadas não são concluídas, é um texto incoerente. A 
incoerência compromete a clareza do discurso, a sua fluência e a eficácia da leitura. 
Assim, a incoerência não é só uma questão de conhecimento, decorre também do uso de tempos verbais e da 
emissão de ideias contrárias. 
Exemplos: 
• O relatório está pronto, porém o estou finalizando até agora. (processo verbal acabado e inacabado) 
• Ele é vegetariano e gosta de um bife muito malpassado. (os vegetarianos são assim classificados pelo 
fato de se alimentar apenas de vegetais) 
• Ana foi ao evento, todavia, porque não tinha sido convidada. (foram usados dois conectivos - todavia 
e porque que não expressam sentido) 
Fatores de coerência 
São inúmeros os fatores que contribuem para a coerência de um texto, tendo em vista a sua abrangência, tais 
como: 
• conhecimento de mundo 
• inferências 
• fatores de contextualização 
• informatividade 
Conhecimento de mundo 
É o conjunto de conhecimento que adquirimos ao longo da vida e que são arquivados na nossa memória. 
São os chamados frames (rótulos), esquemas (planos de funcionamento, como a rotina alimentar: café da 
amanhã, almoço e jantar), planos (planejar algo com um objetivo, tal como jogar um jogo), scripts (roteiros, 
tal como normas de etiqueta). 
EXEMPLO: Peru, Panetone, frutas e nozes. Tudo a postos para o Carnaval! 
Uma questão cultural nos leva a concluir que a oração acima é incoerente. Isso porque “peru, panetone, frutas 
e nozes” (frames) são elementos que pertencem à celebração do Natal e não à festa de carnaval. 
Inferências 
Através das inferências, as informações podem ser simplificadas se partimos do pressuposto que os 
interlocutores partilham do mesmo conhecimento.EXEMPLO: Quando os chamar para jantar, não esqueça que eles são indianos. (ou seja, em princípio, esses 
convidados não comem carne de vaca) 
Fatores de contextualização 
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Há fatores que inserem o interlocutor na mensagem providenciando a sua clareza, como os títulos de uma 
notícia ou a data de uma mensagem. 
EXEMPLO: 
— Está marcado para às 10h. 
— O que está marcado para às 10h? Não sei sobre o que está falando. 
Informatividade 
Quanto maior informação não previsível um texto tiver, mais rico e interessante ele será. Assim, dizer o que 
é óbvio ou insistir numa informação e não desenvolvê-la, com certeza desvaloriza o texto. 
EXEMPLO: O Brasil foi colonizado por Portugal. 
Princípios básicos de coerência 
Após termos visto os fatores acima, é essencial ter em atenção os seguintes princípios para se obter um texto 
coerente: 
• Princípio da Não Contradição - ideias contraditórias 
• Princípio da Não Tautologia - ideias redundantes 
• Princípio da Relevância - ideias que se relacionam 
Diferença entre Coesão e Coerência 
A diferença entre coesão e coerência é a relação que elas têm com o texto: interna (questões gramaticais), no 
caso da coesão, e externa (questões lógicas), no caso da coerência. 
Coesão e coerência são coisas diferentes, de modo que um texto coeso pode ser incoerente. Ambas têm em 
comum o fato de estarem relacionadas com as regras essenciais para uma boa produção textual. 
 
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Questão 1 
 
Indique a frase em que NÃO há quebra de coerência. 
a) O preço da gasolina está em constante aumento, por isso, a venda de carros disparou. 
 
b) Fui à feira comprar frutas, portanto não encontrei laranjas nem maçãs. 
 
c) Devido ao constante aumento no preço da gasolina, a preferência dos brasileiros por carro tem 
aumentado. 
 
d) Devido ao constante aumento no preço da gasolina, as pessoas têm usado mais os transportes públicos. 
 
Resposta: D 
Gabarito explicado 
É coerente dizer que as pessoas estão usando mais os transportes públicos porque o preço da gasolina está 
sempre aumentando. 
Quanto às alternativas restantes: 
a) O preço da gasolina está em constante aumento, por isso, a venda de carros disparou. 
As pessoas não comprariam mais carros pelo fato de o preço da gasolina ter aumentado, a não ser se o preço 
tivesse abaixado. 
b) Fui à feira comprar frutas, portanto não encontrei laranjas nem maçãs. 
"Portanto" é uma conjunção conclusiva, que quebra o sentido do texto. A frase estaria coerente se fosse 
usada a conjunção "mas", que é adversativa, ou seja, exprime oposição: Fui à feira comprar frutas, mas não 
encontrei laranjas nem maçãs. 
b) Devido ao constante aumento no preço da gasolina, a preferência dos brasileiros por carro tem 
aumentado. 
 
A frase estaria coerente se dissesse que a preferência por outro meio de transporte aumentaria, por exemplo: 
Devido ao constante aumento no preço da gasolina, a preferência dos brasileiros por transporte público têm 
aumentado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Identificação, definição, classificação, flexão e emprego das classes de 
palavras; formação de palavras 
 
As classes de palavras ou classes gramaticais são dez: substantivo, verbo, adjetivo, pronome, artigo, numeral, 
preposição, conjunção, interjeição e advérbio. 
 
1. Substantivo 
Substantivo é a palavra que nomeia os seres em geral, desde objetos, fenômenos, lugares, qualidades, ações, 
dentre outros, tais como: Ana, Brasil, beleza. 
Exemplos de frases com substantivo: 
• A Ana é super inteligente. 
• O Brasil é lindo. 
• A tua beleza me encanta. 
Os substantivos são classificados em: simples ou composto, primitivo ou derivado, comum ou próprio, 
concreto ou abstrato, e coletivo. 
 
 
2. Verbo 
Verbo é a palavra que indica ações, estado ou fenômeno da natureza, tais como: sair, correr, chover. 
Exemplos de frases com verbo: 
• Sairemos esta noite? 
• Corro todos os dias. 
• Chovendo, eu não vou. 
Os verbos são classificados em: regulares, irregulares, defectivos e abundantes. 
 
 
 
 
3. Adjetivo 
Adjetivo é a palavra que caracteriza, atribui qualidades aos substantivos, tais como: feliz, superinteressante, 
amável. 
Exemplos de frases com adjetivo: 
• A criança ficou feliz. 
• O artigo ficou superinteressante. 
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• Sempre foi amável comigo. 
Os adjetivos são classificados em: primitivos ou derivados, simples ou compostos, e pátrios. 
 
 
4. Pronome 
Pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, indicando a relação das pessoas do discurso, 
tais como: eu, contigo, aquele. 
Exemplos de frases com pronome: 
• Eu aposto como ele vem. 
• Contigo vou até a Lua. 
• Aquele tipo não me sai da cabeça. 
Tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos e interrogativos. 
 
 
 
 
 
5. Artigo 
Artigo é a palavra que antecede o substantivo, tais como: o, as, uns, uma. 
Exemplos de frases com artigo: 
• O menino saiu. 
• As meninas saíram. 
• Uns meninos tocaram a campainha. 
• Uma chance é o que preciso. 
Os artigos são classificados em: definidos e indefinidos. 
 
 
 
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6. Numeral 
Numeral é a palavra que indica a posição ou o número de elementos, tais como: um, primeiro, dezenas. 
Exemplos de frases com numeral: 
• Um pastel, por favor! 
• Primeiro as damas. 
• Dezenas de pessoas estiveram presentes. 
Os numerais podem ser: cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários. 
 
 
7. Preposição 
Preposição é a palavra que liga dois elementos da oração, tais como: a, após, para. 
Exemplos de frases com preposição: 
• Entreguei a carta a ele. 
• As portas abrem após as 18h. 
• Isto é para você. 
As preposições são classificadas em: preposições essenciais e preposições acidentais. 
 
 
 
8. Conjunção 
Conjunção é a palavra que liga dois termos ou duas orações de mesmo valor gramatical, tais como: mas, 
portanto, conforme. 
Exemplos de frases com conjunção: 
• Vou, mas não volto. 
• Portanto, não sei o que fazer. 
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• Dançar conforme a dança. 
As conjunções são classificadas em coordenativas (aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e 
explicativas) e subordinativas (integrantes, causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, 
consecutivas, temporais, finais e proporcionais). 
 
 
9. Interjeição 
Interjeição é a palavra que exprime emoções e sentimentos, tais como: Olá! Viva! Psiu! 
Exemplos de frases com interjeição: 
• Olá! Sou a Maria. 
• Viva! Conseguimos ganhar o campeonato. 
• Psiu! Não faça barulho aqui. 
As interjeições são classificadas em: alegria, desejo, dor, surpresa, silêncio, entre outros. 
 
 
10. Advérbio 
Advérbio é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, exprimindo circunstâncias de tempo, 
modo, intensidade, entre outros, tais como: melhor, demais, ali. 
Exemplos de frases com advérbio: 
• Escrevia melhor quando tinha o hábito de ler. 
• Não acha que trouxe folhas demais? 
• O restaurante é ali. 
Os advérbios são classificados em: modo, intensidade, lugar, tempo, negação, afirmação, dúvida, entre outros. 
 
 
 
 
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Considerações 
Com um conteúdo rigorosamente atualizado e estrategicamente organizado, esta apostila foi criada para ser 
sua aliada no caminho da aprovação. Aqui, você terá acesso a uma abordagem completa e direta, utilizando o 
nosso exclusivo método DAP, desenvolvido para potencializar seus estudos de forma eficiente. Tudo isso, 
cuidadosamente elaborado por uma equipe de especialistas com vasta experiência na área. 
A Edital Master, reconhecida por sua excelência em materiais didáticos e sucesso em aprovações, preparou 
este conteúdo focado nas principais exigências da banca organizadora, além de fornecer materiais de apoio 
que complementam seu aprendizado. Cada capítulo foi pensado para facilitar a compreensão e a fixação do 
conteúdo, tornando sua preparação objetiva e produtiva. 
Boa sorte e bons estudos! 
Atenção: A reprodução total ou parcial deste material, sem a devida autorização, é proibida por lei e está 
sujeita às penalidades previstas na legislação brasileira (Lei nº 9.610/98 - Direitos Autorais). 
 
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