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MARINHA DO BRASIL DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO CURSO DE OPERAÇÃO DE PONTE ROLANTE MARINHA DO BRASIL DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO CURSO DE OPERAÇÃO DE PONTE ROLANTE 1ª edição Rio de Janeiro 2005 Colaboração: OGMO Paranaguá Elaboração dos conteúdos: Gilmar Palotino © 2005 direitos reservados à Diretoria de Portos e Costas Diretoria de Portos e Costas Rua Teófilo Otoni, nº 4 - Centro Rio de Janeiro, RJ 20090-000 http://www.mar.mil.br/~dpc/dpc.htm secom@dpc.mar.mil.br http://www.mar.mil.br/~dpc/dpc.htm secom@dpc.mar.mil.br Sumário Introdução ............................................................................................................. 5 DISCIPLINA I PONTES ROLANTES DE BORDO 1. Pontes Rolantes de Bordo ........................................................................ 7 1.1 Principais Tipos de Pontes Rolantes.............................................................. 7 1.2 Diferenças entre os Modelos......................................................................... 8 1.3 Principais Componentes ................................................................................ 11 1.4 Vantagens e Desvantagens Ponte Rolante de Bordo X Guindaste de Terra ............................................................................................................. 21 1.5 Vantagens e Desvantagens Ponte Rolante de Bordo X Portêiner ............ 22 2 Instrumentos e Comandos das Pontes Rolantes de Bordo .....................24 2.1 Diferentes Movimentos Executados pela Ponte Rolante de Bordo ............... 24 2.2 Sistema de Acionamento .............................................................................. 26 2.3 Sistema de Translação ...................................................................................26 2.4 Sistema de Içamento de Contêineres e Outras Cargas ................................ 27 2.5 Instrumentos de Comandos Existentes na Cabine de Comando .................. 30 3. Normas Internacionais de Operação ........................................................ 34 3.1 Procedimentos de Segurança Anteriores a Operação ................................. 34 3.2 Procedimentos Operacionais a bordo .......................................................... 35 3.3 A Importância do travamento/destravamento dos twist-locks ..................... 37 3.4 Cuidados especiais na utilização dos twist-locks automáticos ................... 37 4. Sinalização ............................................................................................... 38 4.1 Convenção Internacional de Sinalização Sinalização de orientação a Bordo e em terra........................................................................................... 38 5. Conhecimento do Bay Plans .................................................................. 41 5.1 Tipos de dimensões de contêineres ............................................................. 41 5.2 Definição de Bay Plans .............................................................................. 45 5.3 Principais características dos Bays Plans bay , row e tier ................ 47 Bibliografia ............................................................................................................ 49 Introdução Os conhecimentos técnico-profissionais aqui abordados têm o propósito de disseminar procedimentos de segurança e qualidade na operação de equipamentos utilizados na movimentação de cargas nos portos nacionais e assim, contribuir para a eficiência e competitividade no trabalho portuário. Para isso contou com a colaboração de profissionais que se dedicaram à elaboração desse manual para, com objetividade, capacitar trabalhadores portuários, tendo em vista o permanente compromisso do Ensino Profissional Marítimo de habilitar e qualificar profissionais que atendam ao processo contínuo de modernização dos portos. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 7 1 Pontes Rolantes De Bordo É um equipamento para movimentação de carga e descarga, com duas ou quatro colunas de sustentação, com suas bases apoiadas sobre rodas que se deslocam em trilhos guias com cremalheiras, fixados no convés principal em ambos os bordos, no sentido proa a popa. Obs.: Há Pontes Rolantes de Bordo com trilhos guias sem cremalheiras. 1.1 Principais Tipos de Pontes Rolantes de Bordo Pontes Rolante de Bordo de duas colunas de sustentação CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 8 Pontes Rolante de Bordo de quatro colunas de sustentação 1.2 Diferenças entre Modelos Duas colunas, sem giro do braço ( lança ) A Ponte Rolante de Bordo, com viga principal de translação do carro (trolley), sobressaindo afora dos bordos do navio, bombordo/boreste, é um equipamento sem giro do braço (lança), com ou sem mesa giratória, com a cabine de comando localizada no braço (lança), na extremidade posterior ao sistema de translação do carro (trolley). Obs.: O carro (trolley) compreende braço (lança). CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 9 Duas Colunas com giro do braço ( lança 180º ) A Ponte Rolante de Bordo com a viga principal de translação do carro (trolley) limitando-se aos bordos, este limite de translação possui giro de braço (lança) afora dos bordos até 90º (noventa graus). A cabine de comando está localizada no braço, na extremidade anterior do mesmo. Obs.: Tem como inconveniente a menor visibilidade do operador ao operar à ré do porão ou vice versa. Atenção ao limite de translação do trolley, pois o giro se dá com maior velocidade. Duas Colunas, com giro do braço ( lança 360º ) A Ponte Rolante de Bordo com viga principal limitando-se aos bordos, na qual consiste todo o sistema de translação do carro (trolley), no momento em que o trolley chega ao limite de translação na viga principal, o giro do braço e mesa giratória é automático afora aos bordos. Este modelo de Ponte Rolante de Bordo opera tanto no sentido da proa como no sentido da popa, bastando para isso mudar a chave de inversão de movimentos para que os mesmos não fiquem ao contrário. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 10 Duas Colunas de Sustentação, com giro do braço e antebraço a 360º A Ponte Rolante de Bordo com viga principal limitando-se aos bordos sem sistema de translação do trolley na viga braço e antebraço, gira 360º ( trezentos e sessenta graus ) sobre um eixo mestre localizado ao centro da viga principal. Os controles podem ser automáticos e manuais: Automático Faz com que os movimentos do braço e antebraço com a mesa giratória, sejam sincronizados. Manual Permite movimentos fora do alcance do sistema automático, ou seja, o operador controla o braço e o antebraço individualmente. Geralmente, os navios dotados desse modelo de Ponte Rolante de Bordo operam com spreader totalmente automático, o que requer uma atenção redobrada e responsabilidade do operador. Quatro Colunas de Sustentação A Ponte Rolante de Bordo com quatro colunas de sustentação, com duas vigas principais sobressaindo afora dos bordos, são ligadas pelo conjunto do trolley (carro de translação), quando translada sobre as vigas de bombordo a boreste. Este tipo de ponte executa o sistema de translação de pórtico sentido proa/popa, e o sistema de levantamento ( içar/arriar ) como os demais modelos. Algumas Pontes Rolantes de Bordo são dotadas do recuo " shifting ", que facilita a operação proa/popa. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDDEEE BBB OOORRR DDD OOO 11 Geralmente a abertura e o fechamento dos porões é realizada através do sistema hidráulico, localizado nas bases da coluna (control leg). 1.3 Principais Componentes Os principais componentes são os seguintes: Trolley ( carro de translação ) É um componente ligado a(s) viga(s) principal(ais), sendo responsável pela movimentação da carga e descarga no sentido bombordo a boreste, no levantamento (içar/arriar ) e de todo o sistema de recursos que a Ponte Rolante de Bordo apresenta. O Trolley se desloca sobre trilhos guias com cremalheiras fixadas na(s) viga(s) principal(ais). Seu sistema com fim de curso automático, com limite de translação, o faz ficar lento e se desliga no limite máximo. Caso não ocorra o desligamento automático, o batente de segurança localizado nas extremidades de bombordo/boreste da viga principal, tem a finalidade de interceptar o trolley em caso de problemas no fim do curso. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 12 Cabine de Comando Este componente está ligado ao trolley ( carr ) e/ou braço, onde se localizam os painéis de instrumentos e comandos indicadores de funcionamento e defeito do aparelho, chaves operacionais e alavancas de controle de movimentos, etc. Mesa de encaixe ou mesa giratória Ligada ao trolley ou braço através de cabos do sistema de levantamento, tem como objetivo acoplar spreaders ou outros implementos adequados à carga e descarga. O travamento da mesa após a acoplagem se dá através de pinos e contrapinos. A mesa giratória contém todo o sistema de energia para giro e outros recursos do spreader, com giro de 180º ou 360º (graus). - CC ( clock wise sentido horário ); e - CCW ( counter clock wise sentido anti-horário ). CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 13 Obs.: Há mesas de encaixe sem giro. O acionamento do giro da mesa localiza-se na cabine de comando, geralmente: control box, pedais ou alavanca de içamento. Trilhos Guias com Cremalheiras Os trilhos contêm cremalheiras e estão fixados no convés principal de proa à popa, em ambos os bordos, tendo como função apoiar, guiar e tracionar o pórtico de bordo no seu movimento de translação (proa/popa). Braço ( Lança ) Este tipo de componente ligado à viga principal da Ponte Rolante de Bordo, é composto por duas colunas de sustentação, com contra- peso na extremidade ante-ré da cabine de comando e, com ou sem movimento de translação bombordo a boreste com giro de 180º e 360º ( graus ). Sem movimento de translação bombordo/boreste, é dotado de um antebraço. Há Ponte Rolante de Bordo sem giro do braço, este com deslocamento do trolley ( braço ) bombordo/boreste afora aos bordos. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 14 Luzes do Pórtico Componentes localizados em pontos estratégicos, de forma a melhorar a visibilidade do operador e dar segurança na operação de carga e descarga no período noturno. O operador tem conhecimento de cada luz através de chaves interruptores, localizadas na cabine de operações. As luzes devem ser ligadas se houver necessidade. Geralmente cada chave vem com sua função escrita em inglês. Para identificar as chaves: Jib Light - Luz da lança ( braço ) Cabin Light - Luz da cabine de comando ( CAB ) On - Ligado Off - Desligado Flood Light - Holofote ou Projetor, são luzes fortes de foco vertical, localizadas na lança (braço) sob a cabine de comando. Ascent Light - Luzes de acesso ao equipamento (cabine de Operações) ALAVANCAS DE COMANDO Localizadas na cabine de operações, tendo como funções acionar e movimentar os componentes para à operação de carga e descarga. - Alavanca do Sistema de Levantamento (içar e arriar). Geralmente localizada à direita do operador, tendo como função içar e arriar implementos de carga e descarga. Obs.: 1 - Há navios que esta alavanca serve também para acionar a mesa giratória, bastando deslocá-la para a direita ou para a esquerda. 2 - Há aparelhos que é preciso pressionar a alavanca para o seu acionamento, neste caso, atentar para: PUSH DOWN THIS LEVER TO OPERATE EMPURRE PARA BAIXO PARA OPERAR. Trata-se de um dispositivo de segurança, a fim de evitar que um movimento descuidado acione qualquer operação das alavancas. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 15 - Alavanca do Pórtico e Trolley (carro ou giro do braço) Geralmente localizada à esquerda do operador, tendo como função deslocar a Ponte Rolante de bordo no sentido Proa/Popa, deslocando a alavanca para av/ar, a de deslocar o trolley (carro), a lança(braço) no sentido direita/esquerda e o giro da lança (braço) afora dos bordos. As alavancas vêm com denominações em inglês nas suas bases. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 16 CAIXA DE CONTROLE (CONTROL BOX) Localizada na cabine de comando (removível), de fácil acesso ao operador na sua manipulação. No Control Box está centralizado o acionamento para várias operações, como: trava e destrava de spreader, abertura e fechamento de grabe, botöes de comando para abrir e fechar o sistema de ar comprimido (aparelhos a ar como gatos pneumáticos semi-automáticos e vaccumm clamps) e giro de mesa. DROMULA É um carretel localizado na extremidade inferior do portal, tem como função enrolar e desenrolar os cabos de energia elétrica do pórtico. Obs: a voltagem nesses cabos é de 440 volts. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 17 MECANISMOS (DISPOSITIVOS) DE SEGURANÇA OPERACIONAL - Sirene alerta de movimentação do pórtico Tem como função alertar transeuntes sobre os trilhos guias e o seu deslocamento(pórtico). - Sirene alerta de movimentação de carga Acionamento manual, localizado na cabine de comando, geralmente em pedal, para que o operador não intercepte suas manobras. Sua função é alertar ao pessoal engajado na movimentação da carga, ou através deste, indicar suas intenções de operação. LUZES - Giroflex: Localizado em ambas extremidades da base, acionamento automático simultaneamente com a sirene do pórtico. - Função: Alertar o deslocamento do pórtico. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 18 - Luzes de Acesso à Cabine de Comando Luzes localizadas em todo o trajeto, da base à Cabine de Comando. Obs 1: Geralmente as Pontes Rolantes de Bordo tem acesso externo, não havendo necessidade de acendê-las. Obs 2: Nas Pontes Rolantes tipo-modelo braço e antebraço, há necessidade de acendê-las. - Luzes do Spreader Automático Localizadas sobre o spreader e no painel da Cabine de Comando, nas cores: vermelha, branca e verde, cada qual com sua função a saber: Luz Branca: spreader acoplado corretamente. Luz Vermelha: spreader travado corretamente. Luz Verde: spreader destravado (liberado). Obs: O não acendimento das lâmpadas significa operação incompleta, necessitando, portanto, de se repetir a manobra. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 19 - Luzes do Vaccumm Clamps Localizadas sobre o vac/clamps, tem como finalidade indicar ao operador as seguintes operações efetuadas: Luz: Verde/Liberado Luz: Vermelha/Travado BOTÃO EMERGENCY STOP Localizado na base, acesso a cabine de operações e cabine. Botão vermelho com dizeres em inglês emergency stop , tem comofinalidade ao ser pressionado desligar por completo todo o equipamento. Ex.: irregularidades no funcionamento, obstáculos inesperados nos trilhos guias, incêndio nos componentes, mal estar repentino do operador, etc.. Atenção: apertá-lo somente em caso de emergência. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 20 SISTEMA EMERGENCY STOP DA BASE Botões e cabos de arame de aço fino pintado em vermelho que se entendem em toda extremidade das bases (apertá-los e/ou puxá-los em caso de emergência). Além dos dispositivos automáticos localizados nas extremidades av/ar das bases, na altura dos trilhos guias (obstáculos nos trilhos ou um encosto repentino os acionarão). LIMITES, FIM DE CURSO AUTOMÁTICO Translação do pórtico, trolley e sistema de levantamento, a poucos metros do seu limite máximo, deixam o equipamento lento e desliga-o automaticamente ao término do curso. Obs: trata-se de dispositivo de segurança do aparelho, para que com um possível esquecimento do operador não venha a danificá-lo. CENTRALIZAÇÃO DE COMPONENTES Centralização do trolley (carro) ao término da operação ou para manobras de abrir ou fechar os porões. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 21 - Centralização do Recurso Shift Apertar o botão com as inscrições em inglês Shifting Center Back e o componente voltará ao centro. - Alerta de insuficiência de ar comprimido O sistema de ar comprimido (pneumático), como gatos semi-automáticos e vaccumm clamps (automático), exige uma certa calibragem para o seu bom funcionamento. Na insuficiência de ar, a lâmpada vermelha correspondente acenderá. Atenção: neste caso, parar imediatamente o equipamento para verificação. 1.4 Vantagens e Desvantagens da Ponte Rolante de Bordo X Guindaste de Terra Vantagens da Ponte Rolante de Bordo Maior capacidade de peso: as pontes rolantes variam de 25 a 40 toneladas dependendo da capacidade de peso de cada equipamento, enquanto que o guindaste de terra, a capacidade de peso varia de 8 a 15 toneladas somente. Obs: depende da fabricação, modelo e a que tipo de carga é destinado. Maior volume de carga: a ponte rolante de bordo tem a vantagem de um maior volume de carga, considerando sua maior capacidade de peso e os aparelhos e recursos a ela acoplados. Maiores recursos: refere-se aos diferentes tipos de implementos de lingadas e de seus recursos para acioná-los da cabine de comando. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 22 Maior segurança: de acordo com a visibilidade, o operador torna a operação de carga e descarga mais segura. Maior rapidez: translação do pórtico, trolley, sistema shift e visibilidade total, torna a operação mais rápida. Maior visibilidade: visibilidade total do porão, do cais, e continuidade da operação. Desvantagens da Ponte Rolante de Bordo Desconforto do operador no comando: quanto à posição em que o operador fica na poltrona de comando durante a operação, por ocasião do acionamento dos comandos. Acesso à cabine de comando: geralmente nas pontes rolantes de bordo há túneis de acesso de longo percurso e com obstáculos. Balanço do navio: dependendo da carga a embarcar ou desembarcar, devido a mudança do GM, o navio aderna, exigindo do operador uma melhor atenção, principalmente quando são operados os dois equipamentos simultaneamente. Obs: ver procedimentos operacionais. 1.5 Vantagens e Desvantagens da Ponte Rolante de Bordo x Portêiner Vantagens Energia: a alimentação de energia da ponte rolante de bordo é feita através de geradores do navio, assim, dificilmente será interrompida. Já a alimentação do portêiner requer energia local (centro de energia da cidade) e também depende da sua boa manutenção, tais como: cabos de energia bem encapados, caixas de emendas tampadas e vedadas adequadamente, etc. Maior volume de carga por lingada: devido a maiores recursos e aos mais variados tipos de implementos de carga e descarga. Desvantagens Balanço do Navio: no deslocamento do trolley (carro), bombordo a boreste, a ponte rolante de bordo sofre o balanço do navio. Capacidade de peso: geralmente, nas pontes rolantes de bordo variam de 25 a 40 toneladas, enquanto que no portêiner pode chegar a até 45 toneladas. Obs.: a capacidade de peso é relativa a equipamentos compatíveis. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 23 Segurança: referente ao balanço do navio. Rapidez e Visibilidade: o sistema de translação do trolley (carro) do portêiner é de maior extensão, com maior segurança na estrutura e melhor visibilidade em terra, permite que o portêiner tenha maior rapidez na operação. Obs.: Há modelos de pontes rolantes de bordo compatíveis na rapidez de operação. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 24 2. Instrumentos e Comandos das Pontes Rolantes de Bordo 2.1 Diferentes Movimentos Executados Pela Ponte Rolante De Bordo Deslocamento do pórtico no sentido longitudinal do navio (proa/popa) até o término dos trilhos guias, em ambos os bordos. Deslocamento do trolley (carrinho de translação) no sentido transversal do navio (bombordo/boreste), até seu limite máximo. Obs.: Há ponte rolante de bordo sem deslocamento do trolley (BB/BE) e sim com giro do braço/antebraço, esta é centralizada no centro da viga principal. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 25 Deslocamento do shifting (componente-recurso do trolley) no sentido av/ar. Obs.: nem todas as pontes rolantes de bordo são dotadas deste recurso. Sistema de Levantamento: é o deslocamento do peso em içar e arriar. Observação importante: antes da operação, testar esses movimentos, de modo a certificar-se que estão correspondendo adequadamente. Mesa giratória: componente interligado ao sistema de levantamento, variando seu giro de 180º graus a 360º graus (de modelo para modelo). Obs.1: Há pontes rolantes de bordo que possuem giro no trolley (geralmente as que possuem shifting). Obs. 2: Há pontes rolantes de bordo com mesa giratória de 180º graus que requer uma maior atenção do operador ao iniciar a operação. Obs.3: Há pontes rolantes de bordo sem giro da mesa, o que exige do operador uma maior criatividade ao girar uma lingada. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 26 2.2 Sistema De Acionamento - Acionamento Geral da Ponte Rolante de Bordo A ponte rolante é acionada através da chave geral localizada no interior da cabine de comando, com denominação em inglês main swith-gantry-crane. ON liga OFF desliga Obs.: geralmente há uma chave geral no acesso a cabine de comando. - Pórtico/Trolley Pode ser acionado através de chaves ou botões localizados no painel de instrumentos, com as seguintes denominações em inglês: Gantry crane: ON liga OFF desliga Power supply: ON liga OFF desliga Swith On Start Stop - As alavancas de comando são acionadas ao deslocá-las para as posições (operação) desejadas. - Shifting Trata-se de um recurso da ponte rolante de bordo e é um componente do trolley, permitindo a translação no sentido av/ar, executando a operação de carga e descarga sem movimentar o pórtico. Pode ser acionado através os botões (shift- fowar/reverse), localizados no painel da cabine de comando. 2.3 Sistema de Translação - Pórtico: desloca-se no sentido proa/popa sobre trilhos guias, comcremalheiras fixadas no convés principal, em ambos os bordos. É tracionado por motores elétricos 440 volts, e possui uma caixa de redução acoplada nas cremalheiras. - Trolley (carrinho de translação): desloca-se no portal bombordo/boreste, sobre trilhos guias com cremalheiras fixadas nas guias principais e é tracionado por motores elétricos com redução acoplada nas cremalheiras. -Levantamento: sistema de içar e arriar o peso, giro da mesa + spreader ou outro implemento adequado à carga. - Shift: deslocamento sobre o trolley de proa/popa (forward/reverse). CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 27 Obs: com exceção do recurso shifting, todos os movimentos de translação devem ser deslocados para a operação desejada, partindo-se do neutro gradativamente até atingir a sua velocidade máxima. Para parar, voltar a alavanca gradativamente até a posição de neutro. No momento em que a carga encontra-se no neutro, os freios são acionados automaticamente. 2.4 Sistema de Içamento de Contêineres, Spreader e Outras Cargas Içamento de contêiner com spreader automático Proceder da seguinte forma: - Visualizar o contêiner, adequar o spreader ao tamanho do TU utilizando os botões spreader out ou telescope out, em seguida adaptar o spreader automático para 40 pés. Spreader out ou telescope out ( adaptar o spreader automático para 20 pés). - realizar a aproximação e centralização do spreader sobre o contêiner a uma distância próxima aos 30 cm. - Abaixar o flippers ( pás móveis laterais no spreader ), a fim de facilitar o encaixe do mesmo no contêiner. Geralmente vem pintado em cores que diferem uma das outras, de modo a permitir ao operador acionar as que necessitar. Comandos dos flippers Guides up - levanta as guias (flippers) Guides Down - abaixa as guias (flippers) Flipper on/off - Liga/desliga Guides on/off - liga/desliga Os flippers estão denominados em inglês: Red = vermelho yellow = amarelo blue = azul White = branco green = verde Retornar os flippers à posição normal tão logo tenha encaixado o spreader. Obs.: 1 - Há spreader automático com sensores de flippers, no momento em que o spreader está acoplado e travado no contêiner, os flippers levantam automaticamente. 2 - Não usar flippers nas células. - Com o spreader acoplado, a luz branca apaga, em seguida acionar travar: lock travar, ou lock destravar. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 28 - Com o spreader travado, a luz vermelha acende, estando a carga pronta para ser içada, o que deve ser feito gradativamente. Durante o içamento, deve-se ter especial atenção ao balanço do navio (compensar no trolley) e nos twist locks do caminhão (carga) ou contêiner inferior (descarga). - manter uma distância lateral da carroceria (embarque/desembarque) para, numa eventualidade, não danificar a mesma. Outras Cargas: A faina com outras cargas não difere muito da faina do contêiner: - Visualização da carga a ser içada; - aproximação e centralização do implemento (aparelho de carga/descarga); - engate da lingada; - içar, gradativamente, afastando-a de outras cargas e dos bordos do porão, e - durante o carregamento, aliviar a lingada do caminhão, e afastá-la lateralmente da carroceria no sentido costado do navio. Obs.: esta operação também serve para descarga. Vaccum Clamps Implemento de carga e descarga, distribuidor de peso, específico para bobina de papel, acoplado a mesa giratória, e dotado de gerador de ar comprimido (pneumático) e pratos sugadores reguláveis à posição das bobinas. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 29 Obs.: antes do início da operação, verificar se a calibragem é a adequada. Içamento com vaccum clamps: Na descarga: arriar o vac/clamps com cuidado e manter os sugadores o mais no centro possível das bobinas, a fim de que se encaixem perfeitamente; Apertar o botão close no Control Box para efetuar a sucção; içar com cautela até a separação do restante da carga; afastar das bordas do porão, pois o atrito ou choque fará as bobinas se soltarem-se. Em terra, arriar a lingada gradativamente rente ao costado do navio e fora da carroceria do caminhão, pois caso venha a soltar-se, não danificará a mesma. Na altura adequada, centralizar a lingada sobre a carroceria. Obs: Ao arriar a lingada na carroceria, deve-se se ter atenção a dois detalhes: 1º: Não apertar o botão release, antes de assentar corretamente todas as bobinas. 2º Não arriar o peso do spreader (v/c) sobre as bobinas, pois tanto pode danificá-lo, como avariar a carroceria devido ao excesso de peso (bobina + spreader). - Quando do carregamento, realizar os mesmos procedimentos com a devida cautela (centralização-sucção- aliviar afastando do caminhão rente ao costado e içar gradativamente). Obs: Na ocorrência de falta de energia, o pórtico para e as bobinas se soltarão em 10 (dez) segundos. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 30 2.5 Instrumentos de Comandos Existentes na Cabine de Comando Chave Geral - liga e desliga todo o pórtico através do botão ou interruptor main swich. Emergency Stop - botão geralmente maior que os demais, na cor vermelha, com localização de fácil acesso ao operador. Apertá-lo somente em caso de emergência, como por exemplo: Mal estar repentino do operador, sinais de faíscas, fumaça ou fogo no equipamento, translações do aparelho sem controle, etc. Botões Start/Stop - Start liga os componentes necessários à operação e Stop desliga. Painéis de Luzes de Funcionamento e Defeitos: Luzes Verdes: significa pronto para operar e sistemas ligados. Luzes Vermelhas: não operar (aguardar). Se permanecerem acesas, significa que os sistemas estão com defeitos ou sobrecarregados. Alavancas de Controle - Geralmente do tipo joystick, a alavanca do lado esquerdo do operador aciona e desloca o pórtico no sentido proa/popa (foward/reverse) e trolley (carro), no sentido bombordo/boreste (left/right). Alavanca do lado direito do operador: aciona o sistema de levantamento (içar/hoist e arriar/lower). Obs: Há pontes Rolantes de Bordo que esta alavanca acionada e deslocada para direita/esquerda exerce a função da mesa giratória (turn/table). CCW/Sentido Anti/Horário CC/Sentido Horário e/ou Abrir/Open e Fechar/Close Grab. Botões de acionamento Shift - Localizados no painel de instrumentos com as denominações SHIFT Foward/Reverse (deslocamento proa/popa). CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 31 Obs: use o shifting quando necessário para poupar todo o pórtico. Após usar o shifting a mesa giratória deve sempre ser centralizada antes de mover o trolley (carrinho de translação). Nota: como o shifting é uma plataforma móvel no centro do trolley, dependendo da largura do porão sentido proa/popa, o operador, uma vez fixado o pórtico, somente poderá utilizar os movimentos trolley e shifting. Dispositivo Shifting Center Back - Quando o operador utilizar novamente os movimentos do pórtico, o correto é centralizar o shift antes de passar o comando para gantry . No caso de dúvida do centro, basta apertar o botão com as inscrições acima e o shift retornará ao centro automaticamente, acendendo uma luz verde. Então tire o dedo do botão e a operação estará completa, mude a chave para gantry e poderá utilizar o pórtico. Control Box (Caixa de Controle) - Caixa/Painel de operações de fácil acesso e manuseio do operador, é dotada de botões e chavetas com finalidades de acionar os recursos do spreader automático, grab, vaccum clamps, etc. Geralmente nas PontesRolantes de Bordo, para cada tipo de carga, é instalado um modelo de control box específico à operação, o que acarreta uma pilha de control box espalhadas na cabine. Nos navios modernos já estão optando por uma control box completa para operar com vaccum clamps, pneumatic spreader (pneumáticos de gatos de engate pressurizado, muito utilizado em cargas e CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 32 descargas de celulose), uso do spreader automático (para contêineres, grab granel sólido), mesa giratória, etc. DENOMINAÇÕES DA CAIXA DE CONTROLE COMPLETA (CONTROL BOX) Vaccum Clamps e Pneumático Release A: Libera somente o lado A do spreader no caso de vaccum clamps e pneumático. Release B: Libera somente o lado B do spreader. Release A + B: Libera ambos os lados. Obs.: Em uma das extremidades do spreader vem marcado o lado A e B, todavia, para certificar-se que não está invertido, é preciso que o operador faça um teste antes da operação. Close A: Fecha (comprime) lado A. Close B: Fecha (comprime) lado B. Close A + B: Fecha (comprime) lados A + B do spreader. RELEASE - A RELEASE - B CLOSE - A CLOSE - B RELEASE A+B GUIDES FLIPPER- UP GUIDES FLIPPER- DOWN CLOSE A+B TELESCOP SPREADER - OUT TELESCOP SPREADER - IN NESTING OUT LOCK NESTING IN UNLOCK TURN TABLE - GRAB OPEN CLOSE CHAVETA LAMP VACCUUM - ON CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 33 Contêiner Telescope/spreader Out - adaptar o spreader automático para contêiner de 40 (pés). Telescope/spreader In - adaptar o spreader automático para contêiner de 20 (pés). Guides/Flippers UP - levantar flippers (comando de pás móveis para facilitar o encaixe do spreader sobre o contêiner). Guides/Flippers Down - arriar flippers. Nesting/Lock Out - travamento do spreader no contêiner. Nesting/Unlock In - destravamento do spreader no contêiner. Turn table/grab Open/CCW - giro da mesa no sentido anti-horário ou abrir grabe. Turb table/grab Close/CC - giro da mesa no sentido horário ou fechar grabe. Pedais Há Pontes Rolantes de Bordo com pedal ou pedais localizados no chão da cabine à frente do operador. Tem como finalidades: giro da mesa, abrir/fechar grab ou alarme sonoro de movimentação de carga. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 34 3 Normas Internacionais de Operação 3.1 Procedimentos de Segurança Anteriores a Operação Antes de subir a ponte rolante de bordo, observar se não há obstáculos nos trilhos guias. Verificar se os botões emergency/stop das bases, acesso à cabine, não estão pressionados. Ligar luzes de acesso à cabine (ascent light) ao anoitecer. Ligar luz da cabine (ao anoitecer ) para reconhecimento dos instrumentos e comandos (cab light). Ligar luzes para a operação (jib-trolley light food light). Verificar se as alavancas de controle estão na posição neutro . Checar se os instrumentos obedecem aos comandos. Verificar se os motores ou recursos indicadores no painel estão funcionando. Familiarizar-se com as alavancas de controle, observar se os movimentos obedecem adequadamente, para não se confundir com as execuções das funções. Não movimentar a ponte rolante de bordo sem a autorização do portaló (sinaleiro). Não acionar botões ou chaves que não dizem respeito à operação. Don t operate on red light (não opere com a luz vermelha ligada). Isso acontece em alguns aparelhos eletro/hidráulico ao ligá-los. Após apagar a luz vermelha acende outra de cor verde, que significa que o aparelho está pronto para se operado. Obs: no caso da luz vermelha permanecer acesa, comunique a alguém da tripulação. Pode ocorrer do aparelho não ligar, assim sendo, verificar se o botão emergency stop não está pressionado, neste caso, volte o botão em stop para a posição normal e torne a ligar o aparelho (start). Não permanecer com lingadas suspensas. Com as alavancas no neutro os freios estão acionados. Nunca descanse as mãos sobre as alavancas de controle quando as mesmas não estiverem sendo utilizadas. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 35 Quando estiver movimentando as alavancas, nunca as precipite da posição neutro para a velocidade máxima, mesmo quando parar, fazê-lo gradativamente. Obs.: Na realidade, essas observações servem para todos os equipamentos de bordo. ALGUNS TERMOS ÚTEIS Twist-Locks ............ sapatos com travas Unlock ..................... destravar Lock ........................ travar Locable ................... travável Hold ......................... porão Hatch Cover ........... tampa da escotilha Air conditioner ....... ar condicionado Loose ...................... solto - soltar Ventilator ................ ventilador Fan .......................... ventilação Net ........................... rede Tighten..................... apertar Heater ..................... aquecedor Window Wipper ...... limpador de pára-brisas 3.2 Procedimentos Operacionais a Bordo Ao chegar na Cabine de Comando, ligar a chave geral: Main Swich On - Ligação principal ligado / OFF: Ligação principal (desligado) Power Supply On - suprimento de força ligado / OFF: suprimento de força desligado Ajustar a poltrona, ligar o equipamento - chaves ou botões com as denominações: Gantry Crane On - Ponte Ligada Swich On - Ligado Start - Início Obs.: Caso o equipamento não ligue, observar se o botão emergency stop ou emergency stop das bases da cabine de comando não está pressionado. Com a ponte rolante de bordo ligada, familiarizar-se com o equipamento antes de iniciar a operação: Translação do pórtico/trolley/levantamento, se o spreader/mesa for giratória, posicioná-lo de forma a girar para ambos os bordos por igual. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 36 No caso do vaccum clamps ou gatos pneumáticos, verificar se a calibragem de ar está adequada a operação. Ter conhecimento das chaves e/ou botões e alavancas de operação. Com contêiner: observar o contêiner ou contêineres a serem desembarcados, ou bay no caso de embarque. Posicionar o pórtico centralizando o spreader sobre a bay, de forma a fazer a operação somente com o trolley (carro). Obs: Se houver necessidade, movimentar o pórtico e/ou shifting. Outras Cargas arriar o spreader ou outro implemento adequado a carga a ser movimentada, gradativamente sobre a mesma, o suficiente para acoplar ou ser manipulada pelo pessoal engajado. Uma vez acoplado ou engatado, aliviar (içar) gradativamente, mantendo distância das outras cargas para evitar avarias. No término da operação, aliviar o peso ao seu limite e posicionar o trolley ao centro. Obs.: a abertura ou fechamento do porão se dá através de controles localizados na base do pórtico (leg control), os quais acionam os pistões hidráulicos que transportam as tampas das escotilhas (hatch cover). Rendição do Operador Importante Alerta-se ao profissional engajado para tal operação, para o caso do equipamento já estar sendo operado, pois a transposição do pórtico (gantry) para o carro móvel (trolley) é um momento de extremo perigo, por estar o mesmo em movimento. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 37 Portanto, faça-se notar, e só faça a transposição quando tiver certeza que o operador tomou conhecimento da sua presença e parou o movimento do carro (trolley) por sua causa. O risco de esmagamento ou queda é eminente.3.3 A Importância do Travamento/Destravamento dos Twist-Locks Os twist-locks são de fundamental importância na estivagem de contêineres a bordo de vários tipos/modelos com a mesma finalidade. Os twist- locks colocados nos orifícios adequados ou dispositivos de canto do contêiner, além de facilitar o seu empilhamento, dão segurança através de sua trava, impedindo o seu deslocamento vertical e lateral. Colocar o twist-lock de forma que a alavanca de trava/destrava se posicione para fora dos dispositivos e no sentido destravado. O contêiner já estivado deve ser imediatamente travado, impossibilitando, assim, o deslocamento proveniente de choque com outro contêiner. Na descarga tenha certeza do destravamento, porque pode ocorrer o içamento do contêiner inferior simultaneamente. Na incerteza do destravamento, alertar ao operador para aliviar (içar) com cuidado.O pessoal engajado nessa faina deve ter noção da importância dos twist- locks para eficiência na operação. Obs. : Não destravar twist-locks que não dizem respeito com a operação. 3.4 Cuidados Especiais na Utilização dos Twist-Locks Automáticos Há vários tipos de twist-locks automáticos, mas com a mesma função. No encaixe sobre o cobro, coberto (twin deck), convés, tampa da escotilha e de um contêiner sobre o outro, o twist-lock é fundamental. Uma vez encaixado corretamente nos dispositivos de canto inferiores do contêiner a ser empilhado (estivado), o contêiner o travará automaticamente sobre outro sem a necessidade de mão-de-obra no carregamento. Há twist-locks com três estágios, podendo permanecer nos dispositivos de canto do contêiner a ser içado ou não. Há possibilidade de colocar o twist-lock no dispositivo de canto da unidade inferior, mas não é aconselhável, pois o esforço para encaixe é redobrado. Navios que utilizam twist-locks automáticos são dotados de caixas-guarda twist- locks que são arriados em terra antes a operação. Obs.: aconselha-se praticar com os twist-locks antes de utilizá-los, para que a faina de encaixe seja realizada corretamente. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 38 4 Sinalização 4.1 Convenção Internacional de Sinalização - Sinalização de Orientação a Bordo e em Terra Sinalização na operação com os equipamentos de elevação de bordo A importância da sinalização com equipamentos de elevação de bordo prende-se ao fato de que o operador deve guiar-se unicamente por sinais convencionais transmitidos pelo portaló, exceto quando a obediência puder resultar em acidente. O sinal de pare em emergência é o único que, dado por qualquer pessoa, deve ser prontamente obedecido pelo operador. Sempre que o operador tiver dúvida quanto ao sinal, ele deve aguardar sua repetição pelo portaló. Sinalização relativa aos movimentos de translação, giro e elevação da lança CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 39 Sinalização relativa aos movimentos de içar/baixar a carga Principais sinais para orientação dos movimentos do guindaste Para se transmitir mensagens que eleve a lança e abaixe a carga é necessário: com o braço estendido na horizontal com o polegar apontando para cima, abra e feche o punho enquanto comandar o movimento. Para abaixar a lança e elevar a carga é necessário: com o braço estendido na horizontal com o polegar apontado para baixo, abra e feche o punho enquanto comandar o movimento. Na movimentação de cargas a granel com grabs devemos utilizar os seguintes sinais: para abrir o grab estender os braços na horizontal e com as mãos abertas fazer movimentos de dentro para fora; para fechar, devemos Sinal Descrição Mensagem Ação Antebraço na vertical e dedo indicador apontando para cima, movimente a mão em pequenos círculos horizontais. Eleve a carga. Braço estendidopara baixo e o dedo indicador apontando para o solo, movimente a mão em pequenos círculos horizontais. Abaixe a carga. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 40 estender os braços na horizontal e fazer com que as palmas das mãos voltadas para cima se toquem uma na outra em movimentos intermitentes até que o grab esteja totalmente fechado. A seguir, faça o movimento para içar. Posicionamento correto do sinaleiro ou do portaló a bordo O posicionamento correto do sinaleiro ou do portaló é colocar-se em local seguro de modo que o operador do guindaste o visualize completamente, para que os sinais transmitidos por ele possam ser imediatamente identificados. Compete ainda ao sinaleiro ou portaló: dar os sinais convencionados internacionalmente ao guincheiro, para a movimentação da lingada; permanecer no trabalho, não se ausentando sem a permissão do seu superior; manter-se atento, observando todo o pessoal, a carga e aos movimentos do equipamento envolvido na operação; nunca sinalizar sem antes ter avaliado que o fará com segurança; e ajudar sempre que possível o guincheiro para eliminar o balanço da lingada. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 41 5. Conhecimento do Bay Plans 5.1 Tipos e dimensões de contêineres Os tipos mais usados são: Carga-seca (dry-box) de 20 e 40 pés - mais utilizado para cargas secas, caixarias, sacarias, granéis, pacotes, cargas paletizadas e mesmo cargas líquidas, desde que devidamente embaladas ou acondicionadas em tambores. Contêiner-tanque uso especial com grande capacidade, à prova de erosão e de vazamento, alguns com controle de temperatura. Serve para acomodar líquidos, produtos tóxicos, inflamáveis e gases voláteis.Sua destinação é auferida conforme a classe IMO do produto a ser transportado, como exemplo temos: IMO tipo 1 - para transporte de líquidos tóxicos, corrosivos ou inflamáveis, com capacidade de 20.000 litros; IMO tipo 2 - para transporte de líquidos de risco médio. O tipo standard com capacidade para 21.000 litros e o tipo HC ou jumbo para 23.000 litros; IMO tipo 5 - para transporte de gás; NON HAZARDOUS TANKS - para transporte de líquidos sem risco, e com capacidade para 19.000 e 21.000 litros. A maioria tem isolamento térmico para as cargas que necessitam de controle de temperatura. Plataforma - é uma base simples, projetada para carregamento de cargas compridas, largas, sem forma regular ou com problemas de acondicionamento, que serve perfeitamente para ser usada temporariamente como tween deck em navios não equipados para transporte de contêiner e para serviço ro-ro (roll- on/roll-off). Flat-rack é uma variação do plataforma, ideal para cargas com formas irregulares e com grande volume, pode ser de quatro tipos ou modelos: cabeceira fixa, cabeceira móvel manualmente, cabeceira móvel por molas e sem cabeceira. Os com cabeceira dobrável ou móvel, quando vazio, permitem economia de espaço no transporte de retorno, em geral, cinco contêineres dobrados ocupam o volume de um contêiner carga-seca. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 42 Open-top ou teto aberto utiliza o gabarito tradicional, ou seja, altura de 8 pés e 6 polegadas. É destinado ao transporte de peças pesadas ou indivisíveis, cuja movimentação é feita somente no sentido vertical tais como bobinas de siderúrgicas ou máquinas. Em alguns casos pode ter portas nas extremidades ou nas laterais, caso as indústrias exijam maior flexibilidade de estivagem. Ventilados dotados de portinholas de ventilação nas extremidades ou nas laterais é usado para cargas que geram calor, ou mercadorias não refrigeradas com características especiais que exigem desumificação constante, cargas com produtosvoláteis ou químicos. É também utilizado para embarque e descarga em lugares que apresentam diferenças climáticas extremas, cuja temperatura pode gerar condensação e avariar, por umidade, a carga transportada. Refrigerados destinados às cargas que não podem ficar expostas a rápidas ou súbitas variações térmicas; são desenhados de forma a permitir a manutenção do controle da temperatura por meio de uma unidade acoplada durante o transporte (clip-on). Isolantes - são projetados para manter a temperatura sem ajuda de aparelhos para resfriamento ou aquecimento; suas paredes, portas e teto são isolantes para que a troca de calor entre o interior e o exterior seja mínima. Alguns possuem a capacidade para transportar blocos de CO² sólido (gelo seco) em um compartimento especial sobre a carga. Reefer (unidades integradas) são equipados com um compressor elétrico e um ventilador. Nele o embarcador registra externamente no termógrafo a medida da temperatura interna na qual a mercadoria deve ser mantida, para fins de manutenção e controle. A corrente elétrica é fornecida em terra pelas instalações do terminal ou por conjunto de gerador diesel estacionado sobre carreta ou plataforma ferroviária, já no mar a corrente é fornecida pelos geradores do navio. O aparelho deve ser desligado durante o procedimento de transporte. Contêiner para automóveis - possui dois pavimentos com dispositivos apropriados para peiação de automóveis, não possuindo paredes laterais nem teto, e é completamente gradeado por barras de aço e totalmente desmontável. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 43 Hipobárico - empregado no transporte de produtos altamente perecíveis como plantas, flores, mamão, laranja e outros frutos semelhantes. Além do sistema de ventilação, também dispõe de sistema de vácuo e umidificação, permitindo a renovação do ar interno. High cube (HC) - utilizado para cargas de pequena densidade, onde o grande volume é desproporcional ao pequeno peso. Este contêiner possui as mesmas larguras e comprimento de um contêiner normal, porém possui 1 pé a mais de altura, aumentando seu volume interno em 13%, significando uma apreciável redução nos custos . Termos em inglês mais usados Open top Teto aberto Open side Lateral aberta Tank Tanque Bulk container Graneleiro Insulated container Isotérmico Plataform flat rack Plataforma Collapsible Estrutura desmontável Fixed container Estrutura fixa Reefer Frigorífico Ventilated container Ventilado Fixed and fold container Desmontável CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 44 Identificação e Siglas A recomendação ISO R 790 de julho de l968, complementada pela ISO 2716 e 1972, emitida em dezembro de l970, rege o sistema de código aplicado em todos os contêineres que conta com: 1 - código do proprietário 2 - número de série 3 - código de dígito 4 - peso máximo e tara (quilograma e libra ) Esse sistema de identificação é aplicado em todos os contêineres de carga, quer sejam padrões ISO ou não, de acordo com a cláusula 1.1 da ISO-R-830. O sistema de código é formado por três grupos: A código do proprietário, formado por quatro letras do alfabeto latino, sendo a última letra sempre a letra U significando UNIT (unidade); B número de série, formado por seis algarismos arábicos, quando não atingir os seis números completar com tantos zero quanto forem necessários; e C Código de dígito. Além do sistema de código, os contêineres possuem ainda as seguintes marcas de identificação: Código de país - indica o país onde foi registrado o contêiner; é um bigrama formado por duas letras do alfabeto latino, conforme estabelecido pela norma ISO 3166. EX.: US United Stated, TW Taiwan, BR Brasil Código de tipo e tamanho, formado por quatro algarismos arábicos em dois grupos conforme norma ISO 3166, sendo que o primeiro dígito corresponde ao tamanho do comprimento do contêiner; o segundo corresponde a altura do contêiner; e o terceiro e quarto dígitos juntos significam o tipo do contêiner. Dimensões de contêineres Os contêineres mais usados no Brasil são os de 20 (seis metros de comprimento), conhecido como TEU (twenty-feet equivalent unit), e 40 (doze metros de comprimento) ou FEU (forty-feet equivalent unit ). Seus volumes são de 30 a 33 metros cúbicos e 60 a 67 metros cúbicos, respectivamente. É extremamente importante salientar a diferença entre o volume útil do contêiner e o volume efetivamente ocupado pela carga acondicionada em seu interior, provocada pela incompatibilidade das dimensões das embalagens com espaço disponível dentro do contêiner. Essa diferença é chamada de quebra de estiva. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 45 Medidas do Contêiner 5.2 Definição de Bay-Plans Um plano de carga é uma representação gráfica da distribuição da carga pelos diversos porões e conveses de um navio. Plano de carga e bay-plan Adotam-se, atualmente, duas convenções para a diagramação do plano de carga: representação de carga geral e granéis: corte longitudinal do navio mostrando os contornos de todos compartimentos destinados a carga, isto é, porões, cobertas, conveses, bancachos e tanques em suas posições relativas, sendo a proa sempre representada à direita do plano. O piso é representado em vista lateral e as cobertas são vistas de topo; e representação de contêineres, também chamado de bay-plan : cortes transversais sucessivos ao longo do eixo longitudinal, de modo a retratar as diferentes estruturas de estivagem. Cada diagrama tem boreste representado sempre à direita da página. Quando se faz uma montagem das diversas estruturas de estivagem em uma única página, começa-se no canto superior direito desta e procura-se agrupar as estruturas de estivagem que têm escotilhas comuns. Esta página normalmente é chamada de plano esquemático ou espelho do navio. Contêiner de 20 pés Contêiner de 40 pés Comprimento 6.058 mm 12.192 mm Largura 2.438 mm 2.438 mm Altura 2.438 mm 2.438 mm Carga útil 18.000 kg 27.000 kg Medida do contêiner Quebra de estiva ISO de 10 pés (3m) 17% ISO de 20 pés (6m) 12% ISO de 20 pés (6m) 10% ISO de 40 pés (12m) 8.9% CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 46 O preenchimento dos espaços ocupados pela carga, em ambos os casos, é feito de modo a retratar sua posição relativa dentro do navio, anotando também as informações necessárias à sua identificação nos outros portos. Nomenclatura de posicionamento longitudinal É de grande importância que sejam indicados no plano quais os aparelhos que foram utilizados no embarque e estivagem da carga, pois isso muito auxiliará a programação da descarga no porto de destino. Além dos aparelhos utilizados é também conveniente que se informe a capacidade dos aparelhos de bordo, guindastes e paus-de-carga disponíveis. A distribuição das mercadorias pelos porões é decidida pelo Imediato, atendendo à estabilidade e compasso do navio, segurança do pessoal, fator de estiva de carga, portos de escala, aparelhagem de bordo e de terra nos portos de destino, a carga a ser embarcada em outros portos e a agilidade operacional. Outros fatores a serem observados estão ligados à natureza da carga, que podem apresentar restrições à estivagem junto a outras cargas ou em determinados compartimentos, por exemplo por serem classificadas como cargas perigosas, por apresentarem odores ou por terem capacidade de o adquirirem. Tendo em vista os fatores acima mencionados, o Imediato elabora um plano inicial, pré-plano, plano preliminar ou rascunho, o qual poderá sofrer modificações em função da alteração do destino ou dasquantidades de carga e quebra de estiva maior que a prevista, e, conseqüentemente, obriga o Imediato a elaborar novos pré-planos, levando em consideração o que já foi embarcado. Em muitos casos a figura do Imediato é substituída por um Port-Captain a serviço do afretador, quando se trata de navios afretados, ou então por uma equipe de Planner , no caso de navios para transporte de contêineres. 08 BAIA BAIA Contentor d e 2 módulos Contentor d e 1 módulo 04 09 0507 03 C onvés exposto C A M A D A 02 04 06 08 82 84 BB Vante BE Fil eira CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 47 5.3 Principais Características dos Bays Plans bay , row e tier Bay , row e tier Bays são divisões dos porões no sentido proa a popa. Rows são divisões transversais, que juntamente com as bays formam células para acomodação de contêineres. O conjunto de células assim formadas a cada altura é chamado de tier . A posição do contêiner é dada pelos três elementos: bay , row e tier . O item a seguir descreve o processo de arrumação de contêineres a bordo. Arrumação de Contêineres a Bordo Os porões dos navios são divididos em bays , no sentido proa a popa. A bay tem dimensões exatas para acomodar contêineres de 20 pés de comprimento e, neste caso, recebe numeração ímpar; quando transformada para receber contêineres de 40 pés recebe numeração par. As bays são formadas por células guias feitas de vigas de aço dispostas no interior do porão e são divididas no sentido boreste/bombordo por células guias, que formam as rows . A row central, que passa pelo plano diametral do navio, toma a numeração 00. Sendo daí para boreste a numeração ímpar na ordem crescente e para bombordo a numeração par também na ordem crescente do centro para o bordo. Do piso do porão para o convés, os contêineres são estivados em camadas; no navio de porte médio geralmente em cinco ou seis alturas de contêineres. A numeração é feita a partir do piso do porão, iniciando com 02, 04, 06... e assim por diante, sempre com a numeração par. Essas camadas são chamadas de tier . CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 48 Assim, a posição do contêiner é dada pelos três elementos: bay, row e tier . Quanto ao convés, a sistemática é a mesma, com exceção da tier que passa a ser contada iniciando por 82 a partir da primeira altura de contêiner estivada no convés, em geral, em cima da tampa do porão, seguindo a numeração 84, 86, 88 e assim por diante. Como exemplo, um contêiner embarcado na posição 130284 significa que o contêiner é de dimensão de 20 pés de comprimento e está estivado na bay 13 na primeira row a boreste e na segunda altura a partir do convés. CCCUUURRR SSS OOO DDD EEE OOOPPPEEE RRR AAAÇÇÇÃÃÃOOO CCCOOOMMM PPP OOONNNTTTEEE SSS RRR OOOLLLAAANNNTTTEEE SSS DDD EEE BBB OOORRR DDD OOO 49 Bibliografia BRASIL, Marinha do Brasil. Diretoria de Portos e Costas. Curso de sinalização para movimentação de carga. 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