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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO – ICSC CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO – ECS FERNANDA LANZA DE SOUZA SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 2023 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO – ICSC CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS FERNANDA LANZA DE SOUZA Trabalho de estágio de curso apresentado à Universidade Paulista – UNIP – campus São José do Rio Preto, como requisito básico para a obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis. Orientador: Prof Ms. Luis Antônio Vieira São José do Rio Preto 2023 SUMÁRIO INTRODUÇÃO..................................................................................................05 1 DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO..................................................................06 1.1 Razão Social .............................................................................................. 06 1.2 Origem ....................................................................................................... 06 1.3 Evolução.....................................................................................................06 1.4 Endereço ................................................................................................... 06 1.5 Ramo de Atividade .................................................................................... 06 1.6 Filiais...........................................................................................................06 1.7 Missão e Objetivo da Empresa .................................................................. 07 1.7.1 Missão ................................................................................................. 07 1.7.2 Objetivo ................................................................................................ 07 1.8 Principais Concorrentes ............................................................................. 07 1.9 Principais Produtos .................................................................................... 07 1.10 Organograma Geral da Organização........................................................07 2 DESCRIÇÃO DA ÁREA ESTAGIADA ...................................................... ......08 2.1 Nome do departamento /Setor ................................................................... 08 2.2 Organograma Especifico ........................................................................... 08 2.3 Descrição das Funções Contidas no Organograma .................................. 08 2.4 Descrição das Atividades Executadas ....................................................... 09 3 VISÃO TEÓRICA E CONTEXTUAL DO PROBLEMA ............................ ........10 3.1 Problematização ...................................................................................... ..10 3.2 Hipóteses ................................................................................................. ..10 3.2.1 Hipótese Básica ................................................................................. ..10 3.2.2 Hipótese Secundária.......................................................................... ..11 3.3 Contextualização teórica referente ao problema ..................................... ..11 4 DESENVOLVIMENTO DO PROBLEMA ................................................. ........13 4.1 Análise Teórica ........................................................................................ ..13 4.2 Descrição do Contexto na Prática............................................................ ..16 4.3 Possibilidades de Melhoria ...................................................................... ..17 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................... 18 6 REFERÊNCIAS ............................................................................................. 19 APÊNDICES ..................................................................................................... 20 Apêndice I ..................................................................................................... 20 Apêndice II .................................................................................................... 21 Apêndice III ................................................................................................... 22 5 INTRODUÇÃO A contabilidade é uma ferramenta indispensável para o gerenciamento eficiente das organizações, pois ela produz informações válidas e seguras, baseadas nos princípios e normas contábeis, que auxiliam os usuários na tomada de decisões estratégicas. Ao longo do curso de ciências contábeis, aprendi os fundamentos e as regras que orientam a contabilidade. Além disso, explorei as diversas áreas da contabilidade e como ela se aplica nas empresas de diferentes setores e portes. O estágio curricular supervisionado me permitiu vivenciar a rotina de uma empresa e analisar os aspectos contábeis envolvidos, integrando assim a teoria e a prática. 6 DESCRIÇAO DA ORGANIZAÇÃO Razão Social A empresa na qual foi realizado o estágio é a Impacto Engenharia, cuja razão social é a Vandelson A de Souza Engenharia, inscrita sob cnpj nº 29.933.479/001- 09. Origem e Evolução A Impacto Engenharia de Processos, foi fundada pelo Engenheiro de Produção Mecânica Vandelson Araújo de Souza no ano de 2008 com o objetivo de ajudar as empresas a serem mais produtivas e rentáveis. Endereço A empresa está situada à Rua Ângelo Micucci, 406, Jardim Itapema, na cidade de São José do Rio Preto – SP. Ramo de Atividade Atua na área da prestação de serviços de engenharia de processos desenvolvendo projetos nas áreas de produção, administrativo e logística.. Filiais A empresa não possui filiais. Missão e Objetivos da Empresa Missão: Ajudar as empresas a serem mais produtivas e competitivas aplicando técnicas de engenharia de produção para otimizar os processos produtivos. 7 Objetivo: Ser reconhecida como uma empresa que busca e entrega resultados expressivos a seus clientes. Principais concorrentes Os principais concorrentes da empresa hoje na cidade de São José do Rio Preto são: • Latec Engenharia • Tenosolo Sondagem • G&D Engenharia Ambiental e Civil Principais produtos A empresa é especializada na prestação de serviços de engenharia de processos desenvolvendo projetos nas áreas de produção, administrativo e logística. Com uma experiência acumulada ao longo de mais de 10 anos na elaboração, coordenação e execução de projetos de pequeno e médio porte possuem metodologias baseadas em conceitos de Lean Manufacturing ou mais conhecido como Sistema Toyota de Produção. Organograma geral da organização Abaixo podemos analisar o organograma atual da empresa: Fonte: Administração da Empresa/2023 ADMINISTRADOR DIRETOR GERAL SECRETÁRIA FINANCEIRO ENGERENHEIRO SUPERVISOR ENGENHEIROS 8 DESCRIÇÃO DA ÁREA ESTAGIADA Nome do Departamento/Setor Departamento administrativo/ Setor Financeiro. Organograma específico do departamento/setor Fonte: autor/2023. Descrição das Funções Contidas no Organograma O Diretor Geral é o responsável pela administração e o correto funcionamento da Instituição, competindo-lhe, além de outras atribuições determinadas pelo Órgão Máximo Executivo de Trânsito da União. A secretária é a profissional responsável pelo atendimento ao público, seja recebendo a pessoa presencialmente na recepção ou pelo telefone e e-mail. Ela quem realiza agendamentos, fornece informaçõese orienta a circulação de pessoas e visitante, realiza o atendimento ao público, atendimento telefônico, registra presenças dos alunos, tira dúvidas, faz matrícula, contrato, montagem e alteração de grades de aula prática, marcação de exames, dentre outros. O auxiliar financeiro é quem faz o levantamento e acompanhamento das transações financeiras, podendo ser responsável por programar o pagamento de ADMINISTRATIVO DIRETOR GERAL SECRETÁRIA FINANCEIRO AUXILIAR FINANCEIRO 9 contas. Organiza todos os documentos pertinentes a área financeira, como notas fiscais e boletos. Descrição das Atividades Executadas O estágio foi realizado na função de auxiliar financeiro, e eram executas tarefas como: atualizar planilhas financeiras com transações diárias, acompanhar extratos bancários, processar pagamentos, dar suporte à folha de pagamentos mensal e manter registros organizados, registrar contas a pagar e a receber, processar faturas e fazer acompanhamento com clientes, fornecedores e parceiros quando necessário e fornecer suporte administrativo. 10 VISÃO TEÓRICA E CONTEXTUAL DO PROBLEMA Problematização Um dos grandes desafios das pequenas empresas é se atentarem às principais regras de finanças empresariais que é a separação das contas de pessoas físicas para a pessoa jurídica. O controle financeiro, por se tratar de uma peça fundamental para a organização, deve ser avaliado e organizado de modo a atender as necessidades e expectativas específicas das empresas. Mediante aos fatos apresentados pergunta-se: Como a administração da Impacto Engenharia lida com a aplicação do princípio da entidade nas suas empresas? Muitos empreendedores, não tem o conhecimento correto de como realmente se deve fazer a contabilidade de seus negócios, estas empresas acabam muitas das vezes não tendo o papel do profissional contábil diante às mesmas. Fato que ocorre na empresa em estudo, foi observado que despesas da pessoa física estão sendo pagas com a conta jurídica. Hipóteses Hipótese básica É necessário que o contador responsável pela empresa se reúna com a administração da mesma e oriente-os de acordo com a legislação como realizar os pagamentos e separações corretas das despesas. Recomenda-se que caso não possua, os sócios abram uma conta para uso pessoal para que possa ser separado devidamente as despesas e receitas da empresa. Orientar aos sócios a fazerem retiradas para suas contas como pró-labore e distribuição de lucros, dessa forma ele pode transferir para sua conta pessoal e assim realizar o pagamento de suas despesas. Ou seja, é necessário que o contador dê o respaldo necessário aos empresários auxiliando-os na organização de suas finanças. 11 Hipótese secundária Considerando que um departamento financeiro organizado é primordial para a saúde da empresa, futuramente a Impacto Engenharia poderia contratar uma empresa de BPO Financeiro, eliminando assim essa operação de dentro da empresa. Com o BPO, a responsabilidade ficará sobre o escritório e a empresa poderá obter informações com maiores detalhes e menos custo. Contextualização Teórica referente ao problema Segundo Marion (2018), a Contabilidade é o instrumento que fornece o máximo de informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa. Ela é muito antiga e sempre existiu para auxiliar as pessoas a tomarem decisões. Com o passar do tempo, o governo começa a utilizar-se dela para arrecadar impostos e a torna obrigatória para a maioria das empresas. Os usuários da contabilidade são todos aqueles que se interessam pela situação da empresa e buscam encontrar suas respostas na contabilidade, os usuários são divididos entres os internos e externos, sendo os internos considerados os gerentes administradores, e os externos considerados os credores, investidores, governo, etc. Segundo Montoto (2019) o objetivo final da contabilidade é fornecer informações aos seus usuários para tomada de decisões o processo de controle e planejamento da entidade. Segundo a Resolução 750/93 do Conselho Federal de Contabilidade no seu artigo 4º, o princípio da entidade reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade de diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independente de pertencer a uma pessoa, a um conjunto de pessoas, a uma sociedade ou a instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Portanto, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aquele de seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. Ou seja, o patrimônio pertence a entidade. A consultoria empresarial tem como principal objetivo estabelecer a melhor estratégia e trajetória a ser percorrida pela empresa para ultrapassar os obstáculos 12 enfrentados pela concorrência, pelos riscos e pelas incertezas que habitam nesse ambiente. A ferramenta e forma de trabalhar atualmente utilizada em conjunto com a contabilidade consultiva é o BPO Financeiro. BPO é a abreviação, em inglês, de Business Process Outsourcing, ou, Terceirização de Processos de Negócio. 13 DESENVOLVIMENTO DO PROBLEMA Análise Teórica De acordo com Iudícibus (2010), a contabilidade pode ser resumida como a escrituração das práticas e fatos ocorridos nas entidades e a informação produzida pertinente a atual situação econômico-financeira das entidades para ajudar os gestores nas tomadas de decisões, bem como verificar o tangível valor dos patrimônios das empresas. Válido salientar que a contabilidade não é uma ciência exata, porém efetivamente uma ciência social aplicada. A contabilidade é uma ciência rica em possibilidades, sendo possível extrair uma infinidade de informações que auxiliam no gerenciamento das empresas, por meio de suas demonstrações contábeis. Em sua base teórica a contabilidade desenvolve, os princípios e regras de proceder a serem seguidas pelos profissionais do setor contábil, dessa maneira padronizando procedimentos por eles adotados. De acordo com Ferreira (2004, p. 1), a contabilidade em prospectiva teórica pode ser definida como “a conhecimento que estuda o patrimônio do ponto de vista econômico e financista, bem como os princípios e as técnicas necessárias ao controle, à interpretação e à avaliação dos fundamentos patrimoniais e de suas modificações. ” É muito importante no estudo das Ciências contábeis saber diferenciar Conceito, Objeto, Objetivo e Finalidade. Para melhor entendimento a figura 1 mostra um mapa mental que resume esta que é a parte introdutória do estudo da Contabilidade e fundamental para contadores, estudantes de cursos de ciências contábeis. O principal objetivo da contabilidade é o patrimônio, de acordo com Basso (2005) a contabilidade possui como intenção necessária conceber informações de ordem física, econômica e financeira sobre o patrimônio, com alarde para o controle e planejamento. A informação, interessante que evidencia é de fundamental importância no processo decisório das entidades, é motivo de atenção constante de executivos, administradores e demais indivíduos que tomam decisões no dia-a-dia das organizações. Hoje, melhor do que antes, recai sobre a Contabilidade a missão de 14 realizar informações, especificamente sobre aspectos do seu instrumento de pesquisa, ou seja, sobre o patrimônio e suas devidas variações (BASSO, 2005, p.25). O propósito da contabilidade é ajudar para o controle do patrimônio e para o planejamento na tomada de decisões, de acordo com Sá (2002) ter o devido controle sobre planejamento são essenciais para a sobrevivência das empresas no mercado competitivo. Neste intuito, a Contabilidade é uma ciência fundamental do ponto de visibilidade gerencial,ao disseminar informações quantitativas e qualitativas sobre a saúde econômica e financeira de uma instituição. A contabilidade, sendo a ciência apta para ajudar, a partir de modelos à crescimento das economias, sendo bens materiais e imateriais, pode ensejar a bens do todo coletivo, ou seja, é o conhecimento habilitado para desenvolver os bens sociais por meio da somatória das unidades (SÁ, 2002). Um dos intuitos das ciências contábeis é fazer uma análise detalhada de todo patrimônio, e demonstrar sua evolução, como corrobora Iudícibus, Martins e Gelbcke (1994, p. 58), a contabilidade tem por objetivo “um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização. ” Em suma, a contabilidade é necessária para a tomada de decisões a respeito dos bens da empresa. Mesmo procurando reparar às necessidades dos usuários, a atividade da contabilidade permanece inalterada por meio de dos tempos: atender os usuários com esclarecimentos benéficos para a tomada de decisões econômicas. O propósito da contabilidade é “proporcionar informação estruturada de classe econômica e financeira e, subsidiariamente, física, de eficiência e social, aos usuários internos e externos”. (IUDÍCIBUS et al., 2009, p. 33). Para o IBRACON, o usuário será “toda pessoa física ou jurídica que tenha interesse na avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, seja tal entidade empresa, ente de finalidades não lucrativas, ou mesmo patrimônio familiar”. A informação contábil era de uso exclusivo do seu proprietário, assim, de acordo com Iudícibus (2009), o homem fez a contabilidade e tornou-se seu próprio usuário. No decorrer do tempo com os avanços das atividades comerciais, surgiu a 15 necessidade de acompanhar as variações dos bens e das mercadorias a cada transação, em outro momento surgiram os usuários externos na figura de credor e também o estado e a sociedade passar a exigir maior controle e mais informações dos registros. O usuário da Contabilidade pode ser conceituado com base em Iudícibus, Martins e Gelbcke (2000, p. 42), “Conceitua-se como usuário toda pessoa física ou jurídica que tenha interesse na avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, seja tal entidade empresa, ente de finalidades não lucrativas, ou mesmo patrimônio familiar”. De um modo geral, podemos dividir estes usuários em dois grandes grupos, quais sejam os usuários internos e os usuários externos. Os usuários internos estão intimamente ligados aos objetivos e atividades empresariais. São eles que influenciam nas decisões administrativas como o planejamento de investimentos, questões relacionadas ao preço dos produtos, bem como, o gerenciamento do fator humano imprescindível ao bom andamento dos processos gerenciais. Pode-se inferir que princípio é aquilo que está delimitado pelo motivo, pela lei ou pelo costume (IUDÍCIBUS ,2004). Desta maneira os Princípios Contábeis, gerados pelo Concelho Federal de Contabilidade (CFC,) contem corporações de trabalho em execução contínua, elaborando e verificando as regras que precisam ser cumpridas pelos profissionais de contabilidade, estabelecem normas que orientam o procedimento, delimitando dessa maneira as aplicações contábeis. Os mesmos apresentam uma linguagem uniforme que deverá ser compreendida pelos usuários com um único significado, facilitando a avaliação dos dados da mensuração patrimonial, dos registros contábeis. Estabelecendo dessa maneira, um melhor conhecimento sobre do patrimônio de determinada organização. (BUGARIM, et al., 2008). De acordo com Marion (2002), o princípio da entidade é o princípio que reconhece o patrimônio e afirma a autonomia patrimonial, desta maneira o patrimônio da pessoa física jamais poderá se entrelaçar com o patrimônio da pessoa jurídica, deverá existir uma plena distinção entre ambos. A função desta maneira da contabilidade é de registrar os atos e os fatos que ocorrem e que se referem ao patrimônio da empresa, deixando de lado os que relacionam ao patrimônio pessoal 16 dos sócios e proprietários da empresa. Assim como não se misturam transações entre empresas de um mesmo grupo, cada um deverá ter sua identidade patrimonial devidamente separada (IUDÍCIBUS E MARION, 2002). De acordo com Iudícibus e Marion (2002) o princípio da entidade se originou o raciocínio contábil, isto faz com a contabilidade seja bem planejada, mantendo sempre produtora tanto de avaliações como de demonstrações, em exercício das atividades econômicas. A autonomia propõe que o patrimônio de uma entidade jamais pode ser confundido com aqueles dos seus sócios ou proprietários; com isso, a entidade poderá ser desde uma pessoa física, ou qualquer tipo de sociedade, instituição ou mesmo conjuntos de pessoas, tais como: famílias; empresas; governos, nas diferentes esferas do poder; sociedades beneficentes, religiosas, culturais, esportivas, de lazer, técnicas; sociedades cooperativas; fundos de investimentos e outras modalidades afins (REIS, 2004). O Princípio da Entidade Contábil admite que para a existência e aplicação da Contabilidade, deve que existir uma entidade que desenvolva atividades econômicas, ou que constitua a estrutura para as ações econômicas (MATTESSICH apud IUDÍCIBUS, 1997). Em sua essência, o Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma que este deve estar imbuído de autonomia patrimonial, sendo necessário para isso, que haja a diferenciação entre os patrimônios existentes (Resolução 750 de 29 de dezembro de 1993, CFC). Ou seja, o patrimônio das entidades não deve se confundir com o patrimônio dos sócios. Descrição do Contexto na Prática Na prática, o financeiro da empresa é controlado pelo próprio sócio e algumas funções ficam para o auxiliar financeiro. É utilizada uma planilha em Excel onde são registradas as contas a pagar com seus respectivos vencimentos, o sócio faz o pagamento das mesmas no banco e o auxiliar concilia. Porém muitas vezes quando uma conta a pagar surge em momentos esporádicos, ocorre uma operação errada no qual o sócio paga a despesa da empresa com sua conta pessoal, ou vice-versa. Dessa 17 forma, o auxiliar financeiro faz as conciliações conforme o fato ocorrido e envia para a contabilidade com informação indevida. Possibilidade de Melhoria Dentre as medidas que o empresário pode começar a tomar para colocar em prática a autonomia patrimonial da entidade, estão: utilizar as contas bancárias da empresa somente para pagamentos de contas da empresa, utilizar CNPJ somente para aquisições da empresa e principalmente, formalizar o pró-labore de acordo com a realidade da empresa. Essa mudança de hábito pode ser complicada no começo, mas é fundamental para melhorar o progresso da organização, tornando-a mais sólida e bem administrada. Após a implantação do BPO Financeiro a empresa também poderá se beneficiar de outras vantagens importantes para o aumento do seu desempenho, como: maior clareza e previsibilidade; segurança financeira; aumento de eficiência e produtividade; gestão de documentos e informações rápidas; redução de gastos; melhor ambiente de controle; automação dos processos gerenciais; adoção de melhores práticas e processos estruturados sem a contratação de mais profissionais. 18 CONSIDERAÇÕES FINAIS Uma das maiores causas de mortalidade das empresas é a falta de planejamento. Esta falta de planejamento pode ser motivada quando não há distinção da pessoa física e jurídica e prejudica a empresa tanto no aspecto financeiro como operacional. É importante que os empresários tenham a visão de que empresa não é um bem único e exclusivo deles, que ela não está alisomente para atender seus interesses. A empresa é da sociedade, da comunidade onde está inserida e principalmente dos seus funcionários. Todos são interdependentes dela e, tomar atitudes descabidas pode colocar sua existência em risco. O empresário deve se manter na posição de presidente, como um funcionário que recebe salário para tomar as melhores decisões para todos. Para os empresários recomenda-se que procurem utilizar o princípio da entidade na gestão de seus negócios, como forma de ter um controle melhor da vida financeira e patrimonial da empresa e assim garantir resultados positivos no futuro. O Princípio da Entidade é de suma importância dentro das organizações porque reconhece que o patrimônio é o objeto da contabilidade e pertence à entidade, sem se confundir com os patrimônios particulares dos seus sócios ou proprietários. 19 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BASSO, Irani Paulo. Contabilidade Geral. 3 ed. Ijuí: Unijuí, 2005, 332 p. BUGARIM, Maria Clara. et al. Princípios fundamentais e normas brasileiras de contabilidade. Conselho Federal de Contabilidade, 2008. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Princípios fundamentais e normas brasileiras de contabilidade – 3. Ed. — Brasília: CFC, 2008. CREPALDI, Silvio Aparecido. Contabilidade gerencial: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 1998. IUDÍCIBUS, Sérgio de. Contabilidade Gerencial. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2009 IUDÍCIBUS, Sérgio d e; MARION, José Carlos. Curso de Contabilidade para Não Contadores. Para as áreas de Administração, Economia, Direito e Engenharia . São Paulo: Atlas, 2000. MARION, José Carlos. Análise das Demonstrações Contábeis. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2009. MARION, José Carlos. Contabilidade Básica. 10 ed. São Paulo: Atlas, 2009 a. MARTINS, Eliseu et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades : de acordo com as normas internacionais e do CPC. . São Paulo: Atlas. PADOVEZE, Clóvis Luis. Contabilidade Gerencial - Um Enfoque em Sistema de Informação Contábil. 7 ed. São Paulo, 2010. SÁ, Carlos Alexandre. Fluxo de caixa – A visão da Tesouraria e da Controladoria. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 20 CURSO de Ciências Contábeis CAMPUS: São José do Rio Preto NOME: Fernanda Lanza de Souza R.A.: N5626D0 FICHA DE ACOMPANHAMENTO DATA Orientação assinatura do aluno 25/09/2023 LEITURA DO MANUAL 30/09/2023 ELABORAÇÃO DA PROJETO 01/10/2023 VISITA A EMPRESA 01/10/2023 PESQUISA COM O DIRETOR DA EMPRESA 10/10/2023 PESQUISAS BIBLIOGRAFICAS 13/10/2023 VISITA A EMPRESA 14/10/2023 ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO - DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO 20/10/2023 ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO - DESCRIÇÃO DA AREA ESTAGIADA 21/10/2023 ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO - PROBLEMATIZAÇÃO 22/10/2023 ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO - PROBLEMATIZAÇÃO 23/10/2023 ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO - PROBLEMATIZAÇÃO 25/10/2023 ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO - ANÁLISE TEÓRICA 26/10/2023 ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO - ANÁLISE TEÓRICA 27/10/2023 ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO - ANÁLISE TEÓRICA 02/11/2023 ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO - CONCLUSÃO 08/11/2023 ENTREGA DAS PROPOSTA DE MELHORIA PARA A EMPRESA 10/11/2023 ENTREGA DO RELATORIO DE ESTAGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO APÊNDICE II 21 22