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DIREITO TRIBUTÁRIO 1 Aula 6 1 DIREITO TRIBUTÁRIO 1. RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIA 1.1 Conceito A relação jurídica obrigacional tributária é objeto essencial do direito tributário, pois sendo este de natureza obrigacional, constitui SEMPRE UMA OBRIGAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO PARA COM O SUJEITO ATIVO TRIBUTANTE. Uma relação jurídica pode ser entendida como um conjunto de direitos e deveres agregados, surgindo do relacionamento concreto entre duas ou mais pessoas, para a coordenação de seus respectivos interesses. No âmbito tributário, esta relação jurídica é a que se instaura entre o sujeito ativo e passivo do tributo, inclusive terceiros vinculados e partícipes, em razão da imposição de uma obrigação tributária atual ou iminente. 2 DIREITO TRIBUTÁRIO A relação jurídico-tributária deverá ser bem entendida e para isso o Professor Eduardo de Moraes Sabbag a representa por meio de interessante e didática linha do tempo, a seguir esboçada. HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA FATO GERADOR OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA LANÇAMENTO CRÉDITO TRIBUTÁRIO DÍVIDA ATIVA C.D.A. EXECUÇÃO FISCAL 3 DIREITO TRIBUTÁRIO 1. RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIA... 1.2 Hipótese de Incidência - É o momento abstrato que deflagra a relação jurídico-tributária. - Nada mais é do que a previsão geral e abstrata prevista em lei. É A DESCRIÇÃO LEGAL DE UM FATO! - Caracteriza-se pela abstração de fatos quaisquer do mundo fenomênico propensos a ensejar a relação tributária. HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA FATO GERADOR OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA LANÇAMENTO CRÉDITO TRIBUTÁRIO DÍVIDA ATIVA C.D.A. EXECUÇÃO FISCAL 4 DIREITO TRIBUTÁRIO 1. RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIA... 1.3 Fato Gerador É a materialização da hipótese de incidência, representando o momento concreto de sua realização (Geraldo Ataliba). - É o fato gerador que define a natureza jurídica do tributo, nos termos do art. 4º, do CTN: Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei; II - a destinação legal do produto da sua arrecadação. HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA FATO GERADOR OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA LANÇAMENTO CRÉDITO TRIBUTÁRIO DÍVIDA ATIVA C.D.A. EXECUÇÃO FISCAL 5 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.3 Fato Gerador... Contudo o fato gerador não define a natureza jurídica dos tributos finalísticos (empréstimos compulsórios e as contribuições especiais). A natureza jurídica deles é definida pela finalidade. Conhecer o momento de ocorrência do fato gerador, também conhecido como FATO JURÍGENO OU FATO IMPONÍVEL, é de fundamental importância para definir a lei a ser aplicada para fins de cobrança do tributo (fixa a lei a ser utilizada em nome do princípio da irretroatividade). Ocorrendo o fato gerador haverá a incidência tributária, sendo esse fato lícito ou ilícito (non olet ou interpretação objetiva do fato gerador), em obediência ao disposto no art. 118, do CTN: Art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se: I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. 6 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.3 Fato Gerador... Para o direito tributário todos possuem capacidade tributária, uma vez que ela é irrestrita, nos termos do art. 126, do CTN: Art. 126. A capacidade tributária passiva independe: I - da capacidade civil das pessoas naturais; II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administração direta de seus bens ou negócios; III - de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que configure uma unidade econômica ou profissional. Assim, aquele que pratica o fato gerador é contribuinte do tributo em nome dos princípios da isonomia e da onipresença tributacional. 7 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.3.1 Espécies de fato gerador Quanto à ocorrência no tempo - O fato gerador pode ser: I) Instantâneo ou simples: sua realização ocorre em determinado momento de tempo mediante a prática de simples ato, negócio ou operação. Para cada ato, um fato gerador (ICMS, IPI, II, IE, IOF, ITBI, ITCMD). II) Periódico ou complexivo ou complexo: sua realização ocorre ao longo de um espaço de tempo, de um interregno, lapso, assim, não ocorre hoje ou amanhã, mas sim durante um intervalo temporal, ao término do qual se valoriza uma determinada quantia de fatos isolados que, somados, aperfeiçoam o fato gerador do tributo. As várias ocorrências compõem um único fato gerador (IR). III) Continuados (ou contínuos): Ocorre em ato único, mas que se renova no tempo de maneira estável e duradoura (IPTU, IPVA, ITR). B) Quanto ao aspecto temporal - O fato gerador pode ser: em se tratando de situação de fato: ocorrerá o fato gerador no momento em que se verifiquem as circunstâncias materiais (II, IE). Em se tratando de situação de direito: ocorrerá o fato gerador no momento em que tal situação jurídica esteja definitivamente constituída, nos termos do direito aplicável (ITBI, ITCMD). 8 DIREITO TRIBUTÁRIO II 1.4 Obrigação Tributária A relação tributária determinada pela lei entre o sujeito ativo e o sujeito passivo é de natureza obrigacional. Nesse ínterim, estudaremos quatro elementos: (1) SUJEITO ATIVO; (2) SUJEITO PASSIVO; (3) OBJETO; E (4) CAUSA. HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA FATO GERADOR OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA LANÇAMENTO CRÉDITO TRIBUTÁRIO DÍVIDA ATIVA C.D.A. EXECUÇÃO FISCAL 9 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4 Obrigação Tributária... 1.4.1 Sujeito Ativo - É o sujeito que ocupa o polo ativo da relação tributária, ou seja, É O CREDOR! Não se admite solidariedade ativa em matéria tributária, sob pena de bitributação (Exceção: art. 154, II, da CF – IEG) - De acordo com o CTN é a Pessoa Jurídica de Direito Público titular da “competência” para exigir o tributo (capacidade tributária ativa). - Nesse cenário importante destacar o art. 119, do CTN: Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento. 10 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4 Obrigação Tributária... 1.4.1 Sujeito Ativo... Diferentemente do rigor da lei, o STJ tem entendido que entidades privadas de serviço social (SENAI) ou sindicais (CNA) ostentam a capacidade tributária ativa. Nesse sentido a súmula 396, do STJ: A Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da contribuição sindical rural. SUJEITO ATIVO DIRETO SUJEITO ATIVO INDIRETO Entes tributantes (art. 41, CC) Entes Parafiscais Possuem competência tributária e capacidade tributária ativa Recebem a capacidade tributária ativa por delegação (CREA, CRM, CRC) 11 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4 Obrigação Tributária... 1.4.2 Sujeito Passivo... - É o sujeito que ocupa o polo passivo da relação tributária, ou seja, É O DEVEDOR! Diferentemente do polo ativo, admite-se solidariedade passiva em matéria tributária. Reza o art. 121, do CTN: Art. 121. Sujeito passivo da OBRIGAÇÃO PRINCIPAL é a pessoa obrigada ao pagamento de TRIBUTO ou PENALIDADE PECUNIÁRIA. Parágrafo único. O sujeito passivo da OBRIGAÇÃO PRINCIPAL diz-se: I - CONTRIBUINTE, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador; II - RESPONSÁVEL, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei. 12 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4 Obrigação Tributária... 1.4.2 Sujeito Passivo... Por outro turno estabelece o artigo 122, do CTN: Art. 122. Sujeito passivo da OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto. Da análise dos artigos 121 e 122, ambos do CTN elaborou-se a seguinte tabela: OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA CONTRIBUINTE RESPONSÁVEL É qualquer pessoa obrigada à prestação de seu objeto (um fazer ou não fazer). Relação pessoal e diretacom o fato gerador. Não é contribuinte, mas a lei impõe a obrigação de pagar. 13 DIREITO TRIBUTÁRIO Estabelecem os artigos 124 e 125, ambos do CTN: Art. 124. São solidariamente obrigadas: I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; II - as pessoas expressamente designadas por lei. Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem. Art. 125. Salvo disposição de lei em contrário, são os seguintes os efeitos da solidariedade: I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais; II - a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo; III - a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica aos demais. Temos uma série de exemplo de solidariedade na Lei nº 8.212/1991: Art. 30, VI e IX, art. 42 e art. 48. 14 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4.2 Sujeito Passivo... 1.4.2.2 Responsabilidade Tributária Decorre da lei (responsabilidade derivada) e indica o sujeito passivo indireto. O responsável não é o contribuinte, mas a lei lhe impõe o dever de pagar, de arcar com a obrigação tributária. Essa imposição da lei decorre de um vínculo indireto com o fato gerador. 15 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4 Obrigação Tributária... 1.4.2 Sujeito Passivo... 1.4.2.2 Responsabilidade Tributária – ESTUDO DOS ARTIGOS DO CTN Art. 128 – Artigo matriz de responsabilidade: Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte OU atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação. 16 DIREITO TRIBUTÁRIO Art. 130 – RESPONSABILIDADE POR TRANSFERÊNCIA/PESSOAL/SUCESSÃO POR ATO INTER VIVO DE BEM IMÓVEL – TRANSMISSÃO PARA O COMPRADOR: Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria, subrogam-se na pessoa dos respectivos ADQUIRENTES, salvo quando conste do título a prova de sua quitação. Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço. 17 DIREITO TRIBUTÁRIO Art. 131. São pessoalmente RESPONSÁVEIS: I - o ADQUIRENTE OU REMITENTE, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos; II - o SUCESSOR a QUALQUER TÍTULO e o CÔNJUGE MEEIRO, pelos tributos devidos pelo de cujus ATÉ A DATA DA PARTILHA OU ADJUDICAÇÃO, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação; III - o ESPÓLIO, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão. 18 DIREITO TRIBUTÁRIO Art. 132 – RESPONSABILIDADE POR TRANSFERÊNCIA/PESSOAL/SUCESSÃO – METAMORFOSE OU TRANSMUTAÇÃO DAS SOCIEDADES: A PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direito privado, quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente, ou seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual. – OBSERVAR ART. 126, III, CTN – RESPONSABILIDADE DA SOCIEDADE IRREGULAR. 19 DIREITO TRIBUTÁRIO A transformação é a mudança de um tipo societário para outro (S.A. para limitada). Apenas se altera o tipo societário. A transformação ocorre sem que haja liquidação ou dissolução da sociedade primitiva. Os credores anteriores não são prejudicados por tal alteração. Perceba o esquema: 20 DIREITO TRIBUTÁRIO Já na incorporação há ao menos duas sociedades envolvidas (a incorporadora e a incorporada). A sociedade incorporada deixará de existir e a extinta integrará o patrimônio da incorporadora. Perceba o esquema: 21 DIREITO TRIBUTÁRIO A fusão, por seu turno ocorre quando duas ou mais sociedades são extintas, dando lugar a uma terceira e nova figura societária. Ambas as sociedades (ou mais) serão extintas e surge uma nova figura que compreenderá o patrimônio das primitivas extintas. Perceba o esquema: 22 DIREITO TRIBUTÁRIO A cisão, por sua vez, poderá ser parcial ou integral. A cisão parcial ocorre quando uma sociedade transfere parte de seu patrimônio para outra sociedade que já existe ou será criada para receber tal patrimônio. Perceba o esquema: 23 DIREITO TRIBUTÁRIO A cisão integral ocorre quando uma sociedade transfere todo seu patrimônio para outra sociedade que já existe ou será criada para receber tal patrimônio. Perceba o esquema: 24 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4.3 Obrigação É a prestação a que se submete o sujeito passivo (contribuinte ou responsável) diante do fato imponível. É, assim, a materialização: A) patrimonial: obrigação tributária principal. Ex.: A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e extingue-se juntamente com o crédito tributário dela decorrente (artigo 113, § 1, do CTN). Exemplo: fato gerador - circulação de mercadorias, sujeita ao ICMS. B) instrumental: obrigação tributária acessória. Pode existir sem que haja obrigação principal e seu descumprimento pode acarretar em penalidade pecuniária (obrigação principal). Ex.: por força de lei, a prestação a ser cumprida é a de fazer ou não fazer alguma coisa, ou permitir que ela seja feita pelo Fisco, tudo no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. escrituração das operações de circulação de mercadoria (notas fiscais), sujeitas ao ICMS, e apuração do respectivo saldo devedor (ou credor) nos livros fiscais. Ressalve-se que, independentemente de ser exigido ou não o cumprimento de obrigação principal, o contribuinte é sempre obrigado a cumprir a obrigação acessória. É o caso, por exemplo, de uma venda estar isenta do ICMS, mas de esse fato não desobrigar o comerciante a emissão da respectiva Nota Fiscal, acobertando a operação. Ou de se apurar saldo credor do ICMS (saldo a favor do contribuinte, onde não haverá recolhimento do imposto). 25 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4 Obrigação Tributária... 1.4.4 Causa A causa é o vínculo motivador da relação jurídico-tributária, ou seja, a lei ou a legislação. A lei nos casos de obrigação tributária principal e a legislação nos casos de obrigação tributária acessória. Rezam os artigos 114 e 115, ambos do CTN: Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. 26 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4 Obrigação Tributária... 1.4.4 Causa... Entende-se por legislação tributária, nos termos do art. 96, do CTN: Art. 96. A expressão "legislação tributária" compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. 27 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4 Obrigação Tributária... 1.4.5 Domicílio Tributário É o lugar de exercício dos direitos e cumprimento das obrigações. No direito tributário esse local é definido pela legislação tributária. Serve dentre outras coisas para definir o local onde o sujeito deve receber as notificações, as intimações, os avisos ou, até mesmo, ser demandado. É o local que consta dos cadastros das repartições tributárias. Não possui implicância nos casos de ilícitos tributários, pois nesse caso, seguirá a competência territorial penal. 28 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4 Obrigação Tributária... 1.4.5 DomicílioTributário... Via de regra, prevalece o domicílio de eleição. Acaso não seja eleito nenhum domicílio: A) Pessoa Natural: é a residência habitual ou o centro de atividades; B) Pessoa Jurídica de Direito Privado: é o local da sede ou de cada estabelecimento (PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DO ESTABELECIMENTO); C) Pessoa Jurídica de Direito Público: é qualquer repartição do território da entidade tributante. Na impossibilidade de aplicação das regras acima ou na recusa da autoridade administrativa pelo domicílio eleito, o domicílio será o lugar da situação dos bens ou da ocorrência do fato gerador. 29 DIREITO TRIBUTÁRIO II 1.4 Obrigação Tributária... TRABALHO EM SALA 1.4.6 Evasão, Elisão e Elusão Tributária A) Elisão: é a utilização de meios lícitos para fugir da tributação ou torná-la menos onerosa. É o que se chama, também, de PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO, pois no mais das vezes, é verificada antes do fato gerador. Contudo é possível que se verifique depois como ocorre na declaração do IR (completo ou simplificado). (ISS, SEDE EM MUNICÍPIO DIFERENTE) B) Evasão: é a utilização de meios ilícitos para escapar da tributação. Geralmente ocorre após o fato gerador e o sujeito passivo pratica atos ou deixa de praticá-los na tentativa de evitar o conhecimento da obrigação tributária. (OMISSÃO, ADULTERAÇÃO, FRAUDES) C) Elusão Fiscal: a rigor não se configura ato ilícito, mas representa um artifício. É a simulação de um determinado negócio com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador. É um ardil conhecido como abuso de formas. Possui aparência de ilicitude, mas em verdade é simulação e pode ocorrer antes ou depois do fato gerador! (SIMULAÇÃO DE SOCIEDADE – Objetivo seria a venda) 30 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.4 Obrigação Tributária... 1.4.6 Evasão, Elisão e Elusão Tributária... Ainda acerca da elusão fiscal vale esclarecer que o CTN traz a chamada norma geral antielusão ou antielisão, fato que possibilita ao fisco, ao descobrir a manobra, lançar o tributo devido. Diz o artigo 116, parágrafo único, do CTN: Parágrafo único. A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária. A regra antielusiva permite a desconsideração de atos ou negócios e não a sua desconstituição. 31 image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image1.png