Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 de 6gran.com.br
Idade média - Império Bizantino
História Geral 
 IDADE MÉDIA - IMPÉRIO BIZANTINO
A Civilização Bizantina é a parte do Império Romano do Oriente, com capital em 
Constantinopla. “Bizantino” bem de “Bizâncio”. A origem do Império Bizantino está ligada 
às mudanças ocorridas no centro do poder administrativo do Império Romano. Primeiro, 
houve uma divisão do Império Romano em 4 partes e, depois, a transferência da capital do 
Império para a região onde, hoje, é Istanbul. Houve, então, a divisão do Império Romano do 
Ocidente e do Oriente, quando Teodósio dividiu o Império.
O imperador Constantino transferiu, no ano 330, a capital para a cidade de Bizâncio. No 
ano 395, houve a divisão do império por Teodósio. O Império Romano do Oriente, tinha a 
capital em Constantinopla. Quando se fala da continuidade do Império Romano do Oriente, 
ocorrera o declínio do Império Romano do Ocidente. Um imperador muito famoso e conhecido 
da história bizantina é Justiniano, que, geralmente, é o mais evocado em questões de prova.
O império que está na cor laranja é o Império Romano do Ocidente. A parte amarela é 
o Império Bizantino.
Com a queda do Império Romano do Ocidente, houve, no auge do Império Romano do 
Oriente, a tentativa de reaver o Império Romano do Ocidente. É importante lembrar disso. 
Muitas características do que se aprendeu sobre o Império Romano (estradas, aquedutos, 
engenharia, arquitetura, espetáculos etc.) também vai acontecer em Bizâncio. 
O Império Romano do Oriente teve uma política externa expansionista – havia um desejo 
de crescimento do território. Abaixo, tem-se as conquistas de Justiniano:
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
2 de 6gran.com.br
Idade média - Império Bizantino
História Geral 
Justiniano, inclusive, conquistou a antiga capital de Roma. Numa perspectiva de totalidade 
e de durabilidade, a ideia de reaver os territórios do antigo Império Romano não deu certo. 
Parte do Norte da África, do Sul da Europa e da Península Ibérica estiveram sobre a posse 
de Justiniano, mas o poder não emanava de Roma, mas sim de Constantinopla. Justiniano 
fez uma revisão e uma sistematização do direito romano. Criou as Novelas, Digesto e as 
Institutas, que estavam dentro do Corpus Juris Civilis (Corpo do Direito Civil), que iria reger 
o governo.
As Novelas eram leis, constituições publicadas pelo Imperador. Elas foram redigitas em 
grego, sendo diferentes de outras regras. As novelas tinham uma perspectiva constitucional. 
Os Digestos tinham uma perspectiva de seleção de decisões, como se fossem uma 
jurisprudência – aquilo que já se decidiu em um julgamento. Dentro dessa perspectiva, 
tem-se as institutas, que também fazem parte dos livros de Justiniano. Era uma espécie 
de manual da aplicação das regras. Havia uma herança romana muito importante, levada 
para o Oriente e que, de certa forma, impactaram nas leis e nas questões voltadas para a 
aplicabilidade de um ordenamento jurídico. Não se pode esquecer que os romanos também 
tinham uma religião voltada para as perspectivas políticas – utilizou-se dessa mescla, até 
porque os gregos também fizeram isso, já que, na Grécia, havia uma religião cívica. 
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
3 de 6gran.com.br
Idade média - Império Bizantino
História Geral 
Garantia da unidade do império e do poder do imperador:
• Religião;
• Direito romano.
É muito importante lembrar dessa fusão.
INSATISFAÇÕES SOCIAIS – REVOLTA DE NIKAINSATISFAÇÕES SOCIAIS – REVOLTA DE NIKA
Em Constantinopla, o entretenimento da população concentrava-se nas corridas de 
cavalos realizadas no hipódromo da cidade. Duas facções principais disputavam a atenção 
do imperador: a verde e a azul. As disputas chegavam ao ponto de assassinatos. Quando 
esses assassinatos aconteceram, houve a punição de morte aos líderes e uma consequente 
intensificação da Revolta de Nika (Nika significava “vitória”). Com isso, começaram a 
questionar o poder do Imperador, tentando fazer uma rebelião por causa da punição 
que fora dada aos líderes de ambas as facções. A população, inflamada pelos revoltosos, 
chegaram a incendiar a segunda Igreja de Santa Sofia. Os revoltosos tentaram empossar 
o senador Hipácio. Vendo o seu poder ser desafiado, com uma revolta iniciada ao ponto 
de aglomerar estratos sociais que, antes, eram obedientes, o Imperador chamou a todos 
para uma conversa, e o resultado foi o que se especula como o assassinato de mais de 30 
mil pessoas, para que jamais voltassem a tentar confrontar o poder do Imperador. 
RELIGIÃORELIGIÃO
Havia, dentro da formatação política do Império Bizantino, algo chamado de 
“Cesaropapismo”. “César” virou uma espécie de nome ou termo dado para o Imperador. O Papa 
é o sumo pontífice da Igreja, o líder máximo da fé cristã no mundo. Com o “Cesaropapismo”, 
tem-se a alcunha, poder político e poder militar de um Imperador, mas, também, o poder 
religioso. Isso faz com que uma pessoa que não tinha a mínima vocação religiosa se tornasse, 
em Bizâncio, o principal chefe da Igreja. Em Constantinopla, o Imperador comandava a 
religião de forma interna, o que causou um problema. A Igreja Grega, bebendo de outras 
fontes, começou, com o passar do tempo, a traduzir e a interpretar a fé cristã por uma outra 
ótica. É importante lembrar que houve um avanço dos islâmicos sobre inúmeras regiões e, 
na parte oriental, a perspectiva voltada para a reprodução de imagens foi muito atacada. 
A questão de reprodução da imagem humana, dentro do islamismo, também influencia a 
parte grega, e algumas coisas saíram do controle dogmático da Igreja em Roma – heresia, 
tudo aquilo que vai contra o ensinamento da Igreja.
Monofisismo é a ideia de que Cristo possuía unicamente a natureza divina. Para o Católico 
Apostólico Romano, Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem – em tudo viveu a 
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
4 de 6gran.com.br
Idade média - Império Bizantino
História Geral 
humanidade, exceto no pecado. Mesmo sendo 100% humano, no sentido da encarnação, 
ele agia diferentemente de um humano qualquer. O monofisismo, porém, dizia que ele era 
só Deus, não tendo vivido as realidades materiais físicas do homem. Essa foi uma heresia 
combatida pela Igreja. Depois, os iconoclastas, que eram justamente aqueles contrários a 
qualquer tipo de culto às imagens religiosas. Para eles, havia uma idolatria e uma adoração 
às imagens religiosas. Nessa perspectiva, eles passaram a quebrar todas as imagens. 
Houve, então, o distanciamento de duas doutrinas. Mesmo com essas heresias combatidas, 
havia uma forma de se fazer a fé no Oriente e outra de se fazer no Ocidente. Separou-
se, então, a Igreja Romana da Igreja Grega, como é conhecida a Igreja de Constantinopla. 
Trata-se do famoso Cisma do Oriente, em 1054. Houve o surgimento da Igreja Católica 
Ortodoxa, que, em muito, se parece com a Igreja Católica Apostólica Romana, porém, há 
certas diferenciações. Lá, o patriarca é o chefe da Igreja. Na Igreja Católica Apostólica 
Romana, o chefe é o Papa. São igrejas irmãs – na ausência de uma Igreja Católica Apostólica 
Romana, ao católico apostólico romano é permitido participar da Santa Missa numa Igreja 
Católica Ortodoxa. Isso não foi tida como uma Reforma Protestante, pois o culto à Maria, 
os sacramentos e as imagens se mantiveram, mas algumas perspectivas de interpretações 
acabaram sendo basilares no funcionamento de cada uma. Por exemplo, um padre ortodoxo 
pode ser casado, ter uma família. O católico apostólico romano, não.
No século IV, Constantinopla superou Roma em importância e desenvolvimento, ainda 
no Império Romano, tanto é que se tornou o centro comercial e urbano de maior destaque. 
Essa característica foi mantida durante a Idade Média. Enquanto lá estava vivendo o 
processo de ruralização e o surgimento do feudalismo, no Império Bizantino, as feiras, por 
sua localização, comercializavam produtos de origemindiana, europeia, chinesa, árabe e 
tantas outras. Há uma diversificação da economia, onde se fala de atividades agrícolas, 
comerciais e manufatureiras. Algumas coisas se assemelham, mas não são tão iguais assim. 
Havia, aqui, também, a doação de terras feita pelo Imperador aos aristocratas, em forma 
de uma troca de proteção militar, o que não diminuiu, de certa medida, o poder na mão 
do Imperador. 
Havia um forte controle estatal da economia e baseava-se muito numa perspectiva de 
produção de coisas relacionadas ao luxo e busca por especiarias, perspectivas voltadas para 
os temperos, joias e objetos de arte. De certa forma, trata-se de uma cultura robusta, rica em 
detalhes, contribuições culturais, aspectos econômicos etc. É importante lembrar, também, 
que houve, na cultura bizantina, um legado muito importante nas áreas da arquitetura e 
engenharia. Juntou-se a cultura romana com as culturas orientais, ditas da Grécia.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
5 de 6gran.com.br
Idade média - Império Bizantino
História Geral 
É algo peculiar, mas lindo. O movimento iconoclasta destruíra muitas das imagens que 
eram feitas. O Segundo Concílio de Niceia, antes ainda do Cisma do Oriente, condenou a 
iconoclastia, mas muito se perdeu.
HIPÓDROMO DE CONSTANTINOPLA:HIPÓDROMO DE CONSTANTINOPLA:
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
6 de 6gran.com.br
Idade média - Império Bizantino
História Geral 
CATEDRAL DE SANTA SOFIA:CATEDRAL DE SANTA SOFIA:
DECADÊNCIADECADÊNCIA
Os imperadores, para se verem livres das empreitadas islâmicas, devendo administrar 
questões pelo crescimento do Império, acabaram sofrendo e gastando muitos recursos. 
Na Quarta Cruzada, Constantinopla foi assaltada, o que deixou a cidade em grande crise 
econômica. Depois, houve disputas religiosas internas, pois a própria dinâmica do Cisma 
gerou, depois, uma diversidade de interpretação da fé, e, nessas lutas entre os que davam 
proteção militar e o Imperador, o Egito, a Síria e a Palestina, que já haviam sido províncias 
da região, acabaram sendo tomadas pelo avanço dos islâmicos. No século XIV, houve as 
seguintes invasões turco-otomanas: 
• Galípoli (1354);
• Adrianópolis (1362);
• Constantinopla (1422);
• Tessalônica (1430);
• Constantinopla (1453).
Em 1453, com a queda definitiva de Constantinopla, tem-se o fim da Idade Média.
�� � � � � � � �Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos.
�������A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br