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100 Questões Difíceis de Português

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2As 100 questões mais difíceis de PortuguêsE-BOOK
Olá, pessoal!
É com imensa satisfação que apresentamos este e-book com as 100 questões mais difíceis de Português da tão 
temida banca FGV!
As questões foram cuidadosamente selecionadas e comentadas pelos professores do Estratégia Concursos: 
Adriana Figueiredo, Felipe Luccas e Fabrício Dutra, que são referência no estudo da Língua Portuguesa para concursos 
públicos.
Como, ao longo de sua preparação, é fundamental que vocês resolvam diversas questões de concursos passados, 
sabemos que este material será de grande utilidade. Nosso objetivo é proporcionar mais uma valiosa ferramenta de 
estudo para deixá-los mais perto de sua aprovação. 
Aproveitem muito este material! Bons estudos!
Equipe Estratégia Concursos
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3Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
1. FGV - 2024 - STN
O cacófato é uma construção em que a união da sílaba final de um vocábulo com a sílaba inicial do vocábulo 
seguinte provoca o aparecimento de um som desagradável, ridículo ou grosseiro, como ocorre na seguinte 
frase:
A) Já que tinha dinheiro, podia comprar o carro.
B) Quem tudo quer nada alcança.
C) Como falou o chefe, todos devemos trabalhar.
D) Nem tudo que reluz é ouro.
E) Quero que tudo se exploda.
Gabarito: Item A
Para identificar o cacófato na frase dada, precisamos procurar combinações de sílabas que resultem em sons que 
formem palavras ou expressões inesperadas, ridículas ou com duplo sentido.
Vamos analisar cada uma das opções:
a) Já que tinha dinheiro, podia comprar o carro.
Eis o gabarito! Aqui, se juntarmos as sílabas finais e iniciais das palavras "Já que tinha", obtemos a expressão 
"jaquetinha". Esse som remete a uma palavra que não se encaixa no contexto da frase original e forma um 
cacófato. Portanto, esta frase contém um cacófato. 
b) Quem tudo quer nada alcança.
Não há combinação de sílabas finais e iniciais entre as palavras que gere um som ridículo ou grosseiro. Esta frase 
não contém cacófato.
c) Como falou o chefe, todos devemos trabalhar.
Não há combinação de sílabas finais e iniciais entre as palavras que gere um som ridículo ou grosseiro. Esta frase 
não contém cacófato.
d) Nem tudo que reluz é ouro.
Não há combinação de sílabas finais e iniciais entre as palavras que gere um som ridículo ou grosseiro. Esta frase 
não contém cacófato.
e) Quero que tudo se exploda.
Não há combinação de sílabas finais e iniciais entre as palavras que gere um som ridículo ou grosseiro. Esta frase 
não contém cacófato.
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4Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
2. FGV - 2024 - STN
Há um neologismo gramatical – “dequeísmo” – que indica o emprego indevido da preposição de junto à 
conjunção que em orações substantivas, como ocorre no seguinte caso:
A) informo-os de que tudo isso será refeito.
B) reconheço de que trabalhamos pouco nesse projeto.
C) tenho receio de que todos os animais fujam.
D) a necessidade de que todos economizem é evidente.
E) esse tema de que dizemos tudo isso é complicado.
Gabarito: Item B
Para acertar esta questão, é fundamental conhecer a regência dos elementos presentes no texto, pois a expressão 
incorreta com o uso do ‘de que’ será aquela em que nenhum termo exige a preposição ‘de’. 
Vamos aos itens:
a) informo-os de que tudo isso será refeito.
A preposição ‘de’ é exigência gramatical do verbo ‘informo’, o qual é transitivo direto e indireto.
b) reconheço de que trabalhamos pouco nesse projeto.
Eis aqui o gabarito, visto que o verbo ‘reconheço’ é transitivo direto. Não exige a preposição ‘de’. O correto seria: 
reconheço que trabalhamos pouco nesse projeto.
c) tenho receio de que todos os animais fujam.
Quem tem receio, tem receio DE algo. Item correto.
d) a necessidade de que todos economizem é evidente.
Quem tem necessidade, tem necessidade DE algo. Item correto.
e) esse tema de que dizemos tudo isso é complicado.
Quem diz, diz algo DE alguma coisa. Item correto.
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5Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
3. FGV - 2024 - STN
Observe o seguinte texto argumentativo:
Considero que estamos, em termos educacionais, no fundo do poço, e isso em todos os níveis. Os exames 
internacionais demonstram que nossos mais jovens estudantes são altamente deficientes em interpretação 
de texto e em Matemática; pais e professores protestam contra o baixo conhecimento de seus filhos e alunos; 
as próprias obras realizadas indicam a péssima formação profissional de nossos universitários.
Sobre o conteúdo e a estruturação desse período argumentativo, assinale a afirmação adequada.
A) A tese do texto é a de que nossa educação carece de mais investimentos governamentais.
B) Os argumentos apresentados em defesa da tese são integralmente fundamentados em opiniões pessoais.
C) Todo o texto após o primeiro período funciona como argumento que comprova a afirmação anterior.
D) O curso fundamental, o antigo primário, está fora do cenário decadente mostrado no texto.
E) As “obras” citadas na última oração se referem aos livros eventualmente publicados pelos profissionais.
Gabarito: Item C
a) A tese do texto é a de que nossa educação carece de mais investimentos governamentais.
Esta afirmação não é sustentada pelo texto. Embora o texto critique a situação educacional, ele não menciona 
investimentos governamentais ou a falta deles como causa do problema. 
b) Os argumentos apresentados em defesa da tese são integralmente fundamentados em opiniões pessoais.
Esta afirmação é incorreta. O texto utiliza evidências objetivas como os resultados de exames internacionais e os 
protestos de pais e professores, além de mencionar a "péssima formação profissional" dos universitários, para 
sustentar a tese. Portanto, há uso de dados e observações factuais, não apenas opiniões pessoais.
c) Todo o texto após o primeiro período funciona como argumento que comprova a afirmação anterior.
Eis o gabarito aqui! O primeiro período faz uma afirmação geral sobre a situação educacional: "estamos, em 
termos educacionais, no fundo do poço, e isso em todos os níveis". Os períodos seguintes fornecem exemplos 
e evidências que sustentam essa afirmação inicial, como a deficiência em interpretação de texto e Matemática, 
os protestos de pais e professores e a péssima formação profissional. Cada um desses pontos funciona como 
argumento para comprovar a afirmação inicial.
d) O curso fundamental, o antigo primário, está fora do cenário decadente mostrado no texto.
O texto menciona "em todos os níveis", o que sugere que o problema educacional se estende a todos os níveis de 
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6Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
ensino, incluindo o fundamental (antigo primário). Portanto, não há indicação de que o curso fundamental esteja 
fora do cenário decadente
e) As “obras” citadas na última oração se referem aos livros eventualmente publicados pelos profissionais.
Esta afirmação é incorreta. As “obras” mencionadas referem-se a ações ou resultados das práticas educacionais 
ou da formação profissional dos universitários, não a livros publicados. O texto fala de forma geral sobre os 
resultados das práticas educacionais e da formação profissional, não sobre publicações específicas.
4. FGV - 2024 - STN
Observe a seguinte frase:
Um homem nunca descreve o seu próprio caráter de forma tão clara quanto descreve o de um outro.
Sobre a significação ou estruturação dessa frase, assinale a afirmativa correta.
A) A frase mostra uma estrutura comparativa com base na semelhança entre os caracteres dos homens.
B) Na escritura da frase, no segmento “o seu próprio”, um dos termos (”o” ou “seu”) pode ser retirado sem 
prejuízo daduas orações.
24. FGV - 2023 - TCE/SP
Em todas as opções abaixo há duas frases, que foram reescritas em uma só frase, subordinando-se a 
segunda à primeira; a frase em que isso foi feito de forma correta, é:
A) O otimismo é indispensável ao progresso / Precisamos muito de otimismo = O otimismo, de que tanto 
precisamos, é indispensável ao progresso.
B) O documento é o mais importante nesse processo / Referi-me a ele com preocupação = O documento, que 
me referi com preocupação, é o mais importante do processo.
C) Foi triste o acidente / Assistimos ao acidente de nossa sacada = Foi triste o acidente que assistimos de nossa 
sacada.
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33Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
D) Não me lembrei do nome da rua / Vivi nela por vinte anos = Não me lembrei do nome da rua aonde vivi por 
vinte anos;
E) Meu quintal tem uma grande goiabeira / Plantei no quintal um monte de árvores = Meu quintal, que plantei 
um monte de árvores, tem uma grande goiabeira.
Gabarito: Item A
Sensacional esta questão! Sempre que, em uma oração subordinada, introduzida por um pronome relativo, algum 
termo dentro dessa oração exige preposição, essa preposição precisa VOLTAR para antes do pronome relativo.
Por exemplo:
Este é o livro que eu li. (Não ‘voltou’ preposição para antes do que, porque ‘quem lê, lê algo’.). Observe a próxima:
Este é o livro DE que eu gosto. (Viu aquele ‘de’? Pois é, ele é fruto de uma exigência do verbo GOSTO.
Aplicando esse conceito aos itens em análise, teremos:
a) Item correto. O otimismo é indispensável ao progresso / Precisamos muito de otimismo = O otimismo, de que 
tanto precisamos, é indispensável ao progresso.
Eis aqui o gabarito! O verbo ‘precisamos’ exige aquela preposição ‘DE’ que foi corretamente empregada antes do 
pronome relativo ‘QUE’.
b) Item incorreto. O documento é o mais importante nesse processo / Referi-me a ele com preocupação = O 
documento, que me referi com preocupação, é o mais importante do processo.
Antes da palavra ‘que’, deveria ter sido empregada a preposição ‘a’. O documento, A QUE me referi.
c) Item incorreto. Foi triste o acidente / Assistimos ao acidente de nossa sacada = Foi triste o acidente que 
assistimos de nossa sacada.
O verbo ‘assistir’, no sentido de ‘ver’ ou ‘presenciar’, é transitivo ‘indireto’, exigindo na oração a preposição ‘a’. O 
correto seria: Foi triste o acidente A que assistimos de nossa sacada.
d) Item incorreto. Não me lembrei do nome da rua / Vivi nela por vinte anos = Não me lembrei do nome da rua 
aonde vivi por vinte anos.
Não se emprega a preposição ‘a’ quando o verbo exige a preposição ‘em’. Quem vive, vive ‘em’. Ou seja: o correto 
seria utilizar o pronome ‘onde’. Não me lembrei do nome da rua onde vivi por vinte anos.
e) Item incorreto. Meu quintal tem uma grande goiabeira / Plantei no quintal um monte de árvores = Meu quintal, 
que plantei um monte de árvores, tem uma grande goiabeira.
Observe o contexto: eu plantei um monte de árvores EM ALGUM LUGAR. Logo, o correto seria empregar a 
preposição ‘em’, antes do pronome relativo ‘que’: Meu quintal, em que plantei um monte de árvores.
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34Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
25. FGV - 2023 - TCE/SP
Observe o fragmento textual a seguir.
“E as flores se converteram em pequeninos botões verdes, esferas minúsculas agarradas ao lenho, que 
foram crescendo dia a dia, a transformar-se em fruta.”
Nesse segmento, os recursos presentes no texto referem-se a:
A) ações dispostas em ordem cronológica.
B) descrições de objetos em continuidade de estado.
C) acontecimentos localizados num só momento.
D) mudanças de estado do mesmo objeto.
E) mistura de ações, acontecimentos e estados.
Gabarito: Item D.
Vamos analisar o fragmento textual para determinar que recursos estão presentes:
“E as flores se converteram em pequeninos botões verdes, esferas minúsculas agarradas ao lenho, que foram 
crescendo dia a dia, a transformar-se em fruta.”
a) Item incorreto. Ações dispostas em ordem cronológica.
Não há ações dispostas em ordem cronológica, e sim mudanças de estado dispostas em ordem cronológica.
b) Item incorreto. Descrições de objetos em continuidade de estado.
O texto não se concentra em descrever objetos em um estado contínuo, mas sim em descrever a transformação 
de um estado para outro (de flores para frutos).
c) Item incorreto. Acontecimentos localizados num só momento.
O texto descreve um processo que ocorre ao longo do tempo, não um evento isolado em um único momento. 
Portanto, este recurso não está presente.
d) Item correto. Mudanças de estado do mesmo objeto.
Eis o gabarito. Esta é uma descrição precisa do que acontece no texto. As flores (o mesmo objeto) passam por 
mudanças de estado - primeiramente em botões, depois crescendo e se transformando em frutas.
e) Item incorreto. Mistura de ações, acontecimentos e estados.
Não há mistura de ações, o foco está na transformação gradual de um estado para outro.
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35Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
26. FGV - 2024 - PM/RJ
A frase abaixo que mostra corretamente um sinônimo da palavra sublinhada na frase, é:
A) Filhos casam, crescem e nos dão netos / aumentam.
B) A preocupação traz a velhice antes da hora / antiguidade.
C) A distância mais longa é entre a cabeça e o coração / larga.
D) Nada chegará ao fundo da risada de uma criança / estudante.
E) A maioria dos homens morre de seus remédios, e não das suas doenças / enfermidades.
Gabarito: Item E
A questão exige que o candidato identifique corretamente o sinônimo da palavra sublinhada em cada frase. 
Vamos analisar cada alternativa:
Alternativa A: Incorreta. A palavra "crescem" refere-se ao processo de desenvolvimento e maturação, e o termo 
sugerido como sinônimo, "aumentam", está relacionado a crescimento em termos de quantidade ou tamanho, 
mas não à ideia de amadurecimento ou desenvolvimento, que é o sentido apropriado para "crescem" neste 
contexto.
Alternativa B: Incorreta. A palavra "velhice" se refere ao estado de envelhecimento, enquanto "antiguidade" está 
mais relacionada à idade avançada de objetos, como obras de arte ou bens históricos. Não são sinônimos no 
contexto.
Alternativa C: Incorreta. A palavra "longa" refere-se a uma distância grande, e o sinônimo sugerido, "larga", está 
relacionado à largura, ou seja, à dimensão transversal de algo. Estes termos têm sentidos diferentes e, portanto, 
não são sinônimos no contexto.
Alternativa D: Incorreta. A palavra "criança" refere-se a uma pessoa jovem, e o sinônimo sugerido, "estudante", 
não é adequado, pois "estudante" define uma pessoa que estuda, independente da idade. Não há sinônimos 
entre os dois termos.
Alternativa E: Correta. A palavra "doenças" é corretamente substituída por "enfermidades", já que ambos os 
termos são sinônimos e se referem a condições de saúde que afetam o corpo ou a mente de uma pessoa. Eles 
são intercambiáveis no contexto da frase.
Conclusão: A alternativa E é a correta, pois "doenças" e "enfermidades" são sinônimos que se encaixam 
perfeitamente no contexto da frase, ao contrário das outras alternativas que sugerem palavras que não têm o 
mesmo significado que as originais.
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36Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
27. FGV - 2024 - PM/RJ
A frase abaixo em que os dois adjetivos nela destacados representam estados, é:
F) Homem resfriado não deve ficar deitado.
A) É um milagre divino que a curiosidade sobreviva à educação formal.
B) O objetivo da educação é substituir uma mente vazia por uma mente aberta.
C) Nossas necessidades são poucas, mas nossos desejos são incontáveis.
D) Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a terra por um longo tempo.
Gabarito: Item A
“Professor, eu jurava que todo adjetivo expressava qualidade e ponto final”. Pois é, vivendo e aprendendo... 
Na gramática do célebre professor Celso Cunha, que é alvo de estudoda presente banca, são listados tipos de 
adjetivos. E é exatamente isso que foi cobrado pela FGV nesta questão. Adjetivos, segundo o professor Celso 
Cunha, podem expressar: qualidades positivas ou negativas, características, estados ou relações. O professor 
ainda acrescenta ‘modo de ser’, como em ‘pessoa simples’. Além disso, ele cita ‘aspecto ou aparência’, como em 
‘céu azul’. Quando o autor cita ‘aspecto ou aparência’, ele está falando exatamente de característica.
A banca solicitou ao candidato que encontrasse o adjetivo que expressa ESTADO. 
O adjetivo que expressa estado faz referência a algo momentâneo, que pode mudar com o passar do tempo, por 
exemplo:
Livro desatualizado. (Perceba que, se alguém atualizá-lo, o estado ‘desatualizado’ do livro muda.)
 
Pintura desgastada. (Se alguém restaurar a pintura, ela deixa de ser desgastada.)
Adjetivo que expressa estado é exatamente isso.
Vamos aos itens:
A) Item correto. Homem resfriado não deve ficar deitado.
Eis o gabarito! ‘Resfriado’ é uma condição passageira, um estado. O mesmo vale para a palavra ‘deitado’. ‘Deitado’ 
é um estado de uma pessoa que muda a partir do momento em que ela se levanta.
O homem ESTÁ resfriado, e não deve ESTAR deitado.
b) Item incorreto. É um milagre divino que a curiosidade sobreviva à educação formal.
Aqui, os dois adjetivos expressam – respectivamente – relação e característica. 
c) Item incorreto. O objetivo da educação é substituir uma mente vazia por uma mente aberta.
Os dois adjetivos em questão expressam características, relativas às mentes, não a algo momentâneo. 
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37Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
d) Item incorreto. Nossas necessidades são poucas, mas nossos desejos são incontáveis.
‘Poucas’ e ‘incontáveis’ carregam a ideia de quantidade. Isso não remete a um estado, e sim a uma característica. 
e) Item incorreto. Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a terra por um longo tempo.
Os dois adjetivos em questão expressam características, não algo passageiro. 
28. FGV - 2024 - PM/RJ
A frase abaixo em que o emprego do termo sublinhado está adequado é:
A) Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.
B) Fui fazer a confissão e, quando saí de lá, estava aliviado.
C) O problema em ser pontual é que ninguém está lá para apreciar isso.
D) Para se chegar ao topo é difícil, mas, ao se chegar lá, a vista é belíssima.
E) O filme a que assistimos era muito bom, mas, quando saímos de lá, o tempo tinha mudado e chovia muito.
Gabarito: Item D
Tenha MUITO cuidado com este tipo de questão, em que é destacado um elemento referencial. A banca FGV 
somente considera com lógica o pronome (ou palavra pronominal) que de fato faça referência a algum elemento 
dentro do texto. Ou seja, o termo PRECISA TER UM referente. Vamos aos itens:
a) Item incorreto. Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.
O advérbio pronominal ‘lá’ não apresenta referência textual. Nesse caso, como faz referência a algum elemento 
desconhecido. Seu emprego é considerado vago, por isso o item está incorreto. 
b) Item incorreto. Fui fazer a confissão e, quando saí de lá, estava aliviado.
O advérbio pronominal ‘lá’ não apresenta referência textual. Nesse caso, como faz referência a algum elemento 
desconhecido. Seu emprego é considerado vago, por isso o item está incorreto. Observe. Lá onde? Não há 
referência. 
c) Item incorreto. O problema em ser pontual é que ninguém está lá para apreciar isso.
O advérbio pronominal ‘lá’ não apresenta referência textual. Nesse caso, como faz referência a algum elemento 
desconhecido. Seu emprego é considerado vago, por isso o item está incorreto. 
d) Item correto. Para se chegar ao topo é difícil, mas, ao se chegar lá, a vista é belíssima.
Eis aqui o gabarito, visto que o termo ‘lá’ está fazendo clara referência ao ‘topo’, substantivo citado anteriormente. 
Neste, o emprego de tal elemento, anafórico, é considerado adequado. 
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38Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
e) Item incorreto. O filme a que assistimos era muito bom, mas, quando saímos de lá, o tempo tinha mudado e 
chovia muito.
Aqui, mais uma vez, o advérbio pronominal ‘lá’ não apresenta referência textual. Neste caso, faz referência a 
algum elemento vago, ausente do texto.
29. FGV - 2024 - PM/RJ
Observe o trecho abaixo, que aborda diferenças entre a língua escrita e a língua falada:
“Mas por que falamos de um modo, na fala propriamente dita, e falamos, na escrita, de outro, tão diferente 
do registro anterior, que afinal lhe deu origem? É consenso que as dificuldades principais são oferecidas 
pela gramática, cujo conceito dominante é de que seja um rol de regras...”
A afirmação correta sobre a estruturação e o significado desse pequeno texto, é:
A) a pergunta feita no texto não é respondida.
B) a gramática é bem-vista pelo autor do texto.
C) o pronome “que”, sublinhado no texto, se refere à língua escrita.
D) há um ensinamento no texto que nos diz que a língua escrita deu origem à língua falada.
E) ao dizer que é um “consenso”, o autor do texto nos informa que nem todos pensam da mesma forma.
Gabarito: Item A
a) Item correto a pergunta feita no texto não é respondida;
A pergunta ‘por que falamos de um modo, na fala propriamente dita, e falamos, na escrita, de outro, tão diferente 
do registro anterior, que afinal lhe deu origem?’, realmente, não é respondida. Ela é feita de maneira retórica para 
levantar no leitor uma reflexão acerca do assunto abordado. 
b) Item incorreto: a gramática é bem-vista pelo autor do texto.
O autor fala mal da gramática ao final do seu texto, ao dizer que as dificuldades são causadas por ela. 
c) Item incorreto: o pronome “que”, sublinhado no texto, se refere à língua escrita.
O ‘que’ faz referência ao registro anterior, que deu origem à escrita, ou seja, à fala. 
d) Item incorreto: há um ensinamento no texto que nos diz que a língua escrita deu origem à língua falada.
Na verdade, a lição transmitida pelo texto é justamente o oposto: a língua falada é que deu origem à escrita. 
e) Item incorreto: ao dizer que é um “consenso”, o autor do texto nos informa que nem todos pensam da mesma 
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39Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
forma.
Ao dizer ‘consenso’, o autor revela e quer dizer que todos pensam da mesma forma. 
30. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Assinale a opção em que ocorreu uma substituição da voz passiva com o verbo ser pela voz passiva com o 
pronome se de forma correta.
A) Este ano não será visto nenhum cometa / este ano não ver-se-á nenhum cometa.
B) O maracujá é utilizado como calmante / o maracujá se utiliza como calmante.
C) O coreto foi demolido por erro em sua construção / Se demoliu o coreto por erro em sua construção.
D) O crime seria finalmente esclarecido / Esclarecer-se-á finalmente o crime.
E) Foi visto um avião voando a grande altura / via-se um avião voando a grande altura.
Gabarito: Item B
Uma questão complexa do povo de vista gramatical; porém, para quem está atento à regra, ela acaba ficando 
mais fácil. Foi solicitado o reconhecimento da transformação correta para a voz passiva sintética. Entretanto, 
outros aspectos foram exigidos, como semântica, colocação pronominal e correspondência de tempo e modo 
verbal.
Vamos analisar item por item.
a) Item incorreto - / este ano não ver-se-á nenhum cometa.
Observe que, nesta frase, ocorre um deslize de colocação pronominal. O termo ‘não’ provoca a próclise de 
maneira obrigatória. Por isso, o correto seria ‘não se verá nenhum cometa’.
b) Item correto - o maracujá se utiliza como calmante.
A primeira atitude nesta questão é descartar qualquer possibilidade de se entender, pela lógica da língua 
portuguesa, que o maracujá utiliza a si mesmo como calmante. Isso não é possível. Logo, descarta-se a 
interpretação de voz reflexiva.
c) Item incorreto - Se demoliu o coreto por erro em sua construção.
Segundo a norma culta,não se inicia uma frase com pronome oblíquo átono. Para que um pronome desse tipo 
fique antes do verbo, é preciso haver atração que justifique a tal próclise. Nunca deixe de estudar os casos de 
próclise se você quer obter sucesso em provas de português. 
d) Item incorreto - / Esclarecer-se-á finalmente o crime.
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40Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
A nova versão da oração muda o tempo verbal. Na frase original, tinha acontecido o futuro do pretérito. Na 
versão nova, isso foi alterado. A opção apresentou o futuro do presente, o que altera a relação de sentido original.
e) Item incorreto - / via-se um avião voando a grande altura.
A frase original estava no pretérito perfeito (foi visto). Na nova versão, isso foi alterado. A nova frase está no 
pretérito imperfeito. Isso altera o sentido original. 
31. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Assinale a opção que apresenta a única construção que mostra erro de concordância do verbo haver.
A) Quantos anos haverá que isso aconteceu?
B) Quantos sobreviventes ainda hão de haver por lá?
C) Sempre ia às conferências que havia na escola.
D) Nem todos hão de chegar a tempo.
E) Irei lá, haja as despesas que houver.
Classificação: concordância verbal / verbos impessoais
Gabarito: Item B
Os verbos impessoais mais cobrados em prova e que permanecem na terceira pessoa do singular pelo simples 
fato de não haver sujeito:
- Haver = existir, ocorrer e acontecer
- Haver e fazer = tempo transcorrido ou meteorológico
- Fenômenos da natureza em sentido real.
O mais famoso dos verbos impessoais é o verbo ‘haver’ no sentido de existir ou ocorrer. Ele é frequentemente 
usado de forma impessoal, o que significa que ele não possui um sujeito gramatical. Isso acontece porque, nesse 
contexto, o verbo "haver" não se refere a uma ação realizada por um agente específico, mas sim a uma noção 
abstrata de existência ou ocorrência.
Lembre-se de que a banca exigiu o item que apresenta ERRO.
a) Item incorreto. Quantos anos haverá que isso aconteceu?
Para analisar a opção A, é fundamental que se organize tal expressão em uma ordem diferente. Observe:
Haverá quantos anos que isso aconteceu?
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41Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Observe que É POSSÍVEL SIM empregar o verbo haver conjugado no futuro. A questão não exigiu isso. O que ela 
está abordando é o fato de o haver estar no singular ou plural. Como esse verbo não tem sujeito, o correto é que 
ele seja empregado no singular. 
b) Item correto. Quantos sobreviventes ainda hão de haver por lá?
O item está correto pois o verbo está ERRADO. Eita! É exatamente isso. Observe a locução verbal ‘hão de haver’.
Verbo principal: haver (impessoal, sinônimo de existir.)
 
Essa oração, então, é sem sujeito. Certo?
Na estrutura gramatical das locuções verbais, uma particularidade interessante ocorre quando o verbo principal 
é impessoal, ou seja, quando não possui um sujeito definido. Nesses casos, o verbo auxiliar, que trabalha em 
conjunto com o verbo principal para formar o tempo, modo ou aspecto verbal, adota uma regra específica: 
permanece sempre no singular. Isso se deve à natureza do verbo impessoal, que, por não se referir a um sujeito 
específico, não permite a concordância verbal típica em número (singular ou plural) com um sujeito. Portanto, 
independentemente da presença de palavras ou expressões que normalmente exigiriam a flexão de número no 
verbo, o auxiliar mantém sua forma no singular, alinhando-se à impessoalidade do verbo principal.
O correto, por isso, seria HÁ DE HAVER.
c) Item incorreto. Sempre ia às conferências que havia na escola.
O verbo ‘havia’ foi empregado com sentido de ocorrer. É, por isso, impessoal. Nesse caso, deve de fato ficar no 
singular.
d) Item incorreto. Nem todos hão de chegar a tempo.
Acima, o verbo ‘haver’ não é impessoal. Ele não significa existir, muito menos indica tempo transcorrido. Ele 
é apenas um verbo auxiliar da locução cujo principal é o verbo ‘chegar’. Nesse caso, a oração tem sujeito, e a 
concordância se dá normalmente. 
e) Item incorreto. Irei lá, haja as despesas que houver.
Os verbos ‘haja’ e ‘houver’ foram empregados com sentido de ‘existir’. São, por isso, impessoais. Nesse caso, 
devem de fato ficar no singular.
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42Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
32. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Nas frases a seguir há anglicismos bastante comuns em nosso cotidiano. 
Assinale a frase em que houve a substituição adequada de um desses estrangeirismos.
A) O governante árabe portou-se como um verdadeiro gentleman / cavaleiro.
B) O site consultado pela maioria dos candidatos não era muito confiável / sítio.
C) Os games invadiram os celulares e são procurados por jovens e adultos / divertimentos.
D) Os atletas russos foram acusados de doping / estratagemas desonestos.
E) Os experts em Informática são cada vez mais necessários / espertos.
Gabarito: Item B
Anglicismos são palavras ou expressões da língua inglesa que são incorporadas a outra língua, mantendo-se, 
muitas vezes, inalteradas ou levemente adaptadas à fonética ou à gramática da língua que as adota. Esses 
empréstimos linguísticos refletem não apenas a influência cultural e tecnológica do mundo anglo-saxônico, 
especialmente dos Estados Unidos e do Reino Unido, mas também as lacunas lexicais existentes nas línguas que 
recebem esses empréstimos.
a) Item incorreto. "O governante árabe portou-se como um verdadeiro gentleman / cavaleiro."
 A substituição de "gentleman" por "cavaleiro" não é adequada. Cavaleiro é quem monta a cavalo. O correto seria 
“cavalheiro”.
b) Item correto. "O site consultado pela maioria dos candidatos não era muito confiável / sítio." 
Eis o gabarito. De fato, a tradução para o anglicismo site é SÍTIO, com possibilidade de acepção no português. Não 
fique na idade média de achar que sítio é pequena propriedade rural onde você planta seu limãozinho.
c) Item incorreto. "Os games invadiram os celulares e são procurados por jovens e adultos / divertimentos." 
A substituição de "games" por "divertimentos" é uma generalização, pois "games" se refere a jogos eletrônicos, 
enquanto "divertimentos" pode captar uma gama mais ampla de atividades de lazer. O certo seria empregar 
jogos.
d) Item incorreto. "Os atletas russos foram acusados de doping / estratagemas desonestos." 
A troca de "doping" por "estratagemas desonestos" amplia o significado, pois "doping" refere-se especificamente 
ao uso ilegal de substâncias para melhorar um desempenho atlético.
e) Item incorreto. "Os experts em Informática são cada vez mais necessários / espertos." 
A substituição de "experts" por "espertos" não é adequada neste contexto, pois "expert" refere-se a alguém com 
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43Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
conhecimento especializado ou perito em um determinado assunto, enquanto "esperto" pode indicar alguém 
astuto ou inteligente de maneira geral. Uma substituição mais precisa seria "especialistas".
33. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Observe como um texto jornalístico noticiou a morte de uma pessoa. 
"Brilhava o sol do meio-dia, quando Pedro Carvalho, ansioso de aproveitar o bom tempo, após um longo 
inverno rigoroso, decidiu dar um passeio para desenferrujar as pernas e aproveitar o presente dos primeiros 
raios de sol. Saiu ele, pois, de sua casa, tão contente, sem pressentir que o esperava a morte a dois passos 
de sua casa. 
De fato, a uns cem metros do domicílio, e quando Pedro curtia o ar primaveril, ouviu um ruído estranho e 
nada mais sentiu. Um pedaço do reboco de um prédio, com quase cem quilos de peso, o atingiu na cabeça, 
matando-o de imediato.” 
A seguir, estão algumas regras práticas de redação e estilo. Assinale a regra que foi seguida pelo redator 
do texto acima.
A) Não interfira nos fatos. Os fatos narrados diretamente convencem mais que as digressões e ponderações.B) É preciso escrever com a convicção de que só há duas palavras no idioma: o verbo e o substantivo.
C) Não abuse de inserções, fazendo com que, caso existam, sejam de pouca extensão.
D) Recorde sempre que a ordem direta tem mais força e precisão que a ordem inversa.
E) Não empregue vocábulos rebuscados. Entre o vocábulo popular e o culto, prefira sempre aquele.
Gabarito: Item E
a) Item incorreto. Não interfira nos fatos. 
O texto não segue esta regra estritamente, pois o narrador interfere ao descrever o estado de ânimo de Pedro 
Carvalho e detalhar suas ações e sentimentos antes do acidente.
b) Item incorreto. É preciso escrever com a convicção de que só há duas palavras no idioma: o verbo e o 
substantivo. 
Esta regra sugere uma preferência pela simplicidade e pela economia linguística focada em verbos e substantivos. 
O texto, contudo, utiliza adjetivos ("ansioso", "rigoroso"), advérbios ("diretamente") e descrições detalhadas, não 
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44Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
se limitando apenas a verbos e substantivos.
c) Item incorreto. Não abuse de inserções, fazendo com que, caso existam, sejam de pouca extensão. 
O texto contém várias inserções descritivas que enriquecem a narrativa, como o estado do tempo, as emoções do 
personagem e os detalhes do acidente, sugerindo que esta regra não foi prioritária para o redator.
d) Item incorreto. Recorde sempre que a ordem direta tem mais força e precisão que a ordem inversa. 
O texto não segue esta regra de forma estrita, pois emprega a ordem indireta em diversas situações. Eis os 
exemplos: Brilhava o sol, Saiu ele, De fato, a uns cem metros do domicílio, e quando Pedro curtia o ar primaveril, 
ouviu um ruído...
e) Item correto. Não empregue vocábulos rebuscados. Entre o vocábulo popular e o culto, prefira sempre aquele.
Apesar de o texto apresentar uma narração detalhada e envolvente sobre os eventos que levaram à morte de Pedro 
Carvalho, a escolha das palavras não é particularmente rebuscada ou culta, mas sim acessível e compreensível 
para a maioria dos leitores. O texto consegue comunicar claramente o acontecimento trágico sem recorrer a um 
vocabulário excessivamente técnico ou erudito.
34. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Leia o fragmento textual a seguir.
“Bernardo Costa, um rapaz do Espírito Santo, forte como um touro, levantou, num concurso de levantamento 
de peso para novatos, um peso de trinta quilos por 86 vezes. 
Não é incomum ler notícias de grandes façanhas como essa nos jornais e me pergunto: - Não seria preferível 
adestrar rapazes como esse para que participassem dos jogos olímpicos? 
Esse tipo de coisa me incomoda por ser um desperdício de talentos.”
A posição do comentarista nesse texto mostra
A) cultura sobre o tema abordado, com domínio de informações.
B) impassibilidade diante do fato noticiado.
C) visão crítica, distinguindo o efêmero do permanente.
D) oportunidade didática, ensinando algo a partir do fato.
E) crítica diante de fatos desimportantes como notícias.
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45Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Gabarito: Item C
Esta questão exige uma análise cuidadosa do texto para entender a posição do comentarista e o tom adotado em 
relação ao fato noticiado.
Análise do texto: O comentarista expressa sua opinião sobre o fato de um rapaz ter levantado repetidamente 
um peso de 30 quilos em um concurso. Ele questiona se não seria mais proveitoso direcionar o talento desse 
jovem para algo mais significativo, como os jogos olímpicos, ao invés de vê-lo participar apenas de um concurso 
de novatos. Isso demonstra que ele percebe uma diferença entre o que considera uma conquista temporária e 
limitada (o concurso de novatos) e uma possibilidade de algo mais duradouro e significativo (como uma carreira 
olímpica).
Opção A: Incorreta. O comentarista não exibe um domínio profundo ou detalhado sobre o levantamento de peso 
ou o esporte em si. Ele expressa uma opinião, mas não demonstra conhecimento técnico ou cultural amplo sobre 
o tema.
Opção B: Incorreta. O comentarista não é impassível. Pelo contrário, ele demonstra incômodo com o que considera 
um desperdício de talento, sugerindo uma alternativa que, na sua visão, seria mais adequada.
Opção C: Correta. O comentarista faz uma distinção clara entre uma atividade que ele considera efêmera (o 
concurso de novatos) e algo que poderia ter um impacto mais duradouro (os jogos olímpicos). Ele demonstra 
uma visão crítica ao avaliar o contexto e propor uma mudança de direção para o uso do talento do rapaz.
Opção D: Incorreta. Embora o comentarista ofereça uma sugestão, seu tom não é o de um educador que está 
utilizando o fato para ensinar algo. O foco está mais em sua crítica do que em uma intenção didática.
Opção E: Incorreta. O comentarista não está considerando o fato noticiado como desimportante. Ele demonstra 
que o fato tem relevância, mas que poderia ser aproveitado de uma maneira diferente e mais significativa.
Conclusão: A alternativa C é a correta, pois o comentarista demonstra uma visão crítica, distinguindo o efêmero 
(a participação no concurso de novatos) do permanente (a possibilidade de participação em jogos olímpicos), 
sugerindo que o talento do jovem poderia ser melhor aproveitado.
35. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Um pequeno segmento textual diz o seguinte:
“Os jornais noticiaram que um grupo de terroristas invadiu parte de Israel, sequestrando pessoas de várias 
idades. Esse fato, bastante inesperado numa região atualmente calma, agitou a imprensa mundial, que 
passou a fazer, de forma apressada, retrospectivas históricas dos conflitos na região.” 
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46Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Sobre a estruturação e os componentes textuais desse trecho, assinale o comentário inadequado.
A) Trata-se de um texto jornalístico em que os fatos noticiados são tratados com isenção e distanciamento.
B) O segmento “bastante inesperado numa região atualmente calma” mostra um comentário interpretativo 
dos fatos.
C) O segmento “invadiu parte de Israel” mostra imprecisão na notícia, que não deve ocorrer num texto 
jornalístico.
D) O fato de serem feitas retrospectivas históricas mostra a preocupação jornalística com o embasamento dos 
fatos.
E) Os termos “terroristas” e “pessoas” mostram, respectivamente, especificação e generalização.
Gabarito: Item A
Mais uma questão que exige do candidato a análise do texto e, obviamente, uma leitura atenta de cada item 
presente. 
Partiu fazer isso! Ah... nunca se esqueça de atentar para o fato de que o autor quer a opção INADEQUADA!
Primeira observação a ser feita: o autor não é isento!
Ao descrever o ataque terrorista como "bastante inesperado numa região atualmente calma", o autor expressa 
surpresa e implica que a situação na região era percebida como relativamente estável antes desse incidente. Isso 
não apenas estabelece o contexto como pacífico antes do ataque, mas também sugere um contraste marcante 
com o evento violento, aumentando seu impacto percebido. O posicionamento do autor revela uma mistura de 
surpresa com o ataque, crítica à cobertura da imprensa e preocupação com as vítimas.
Lendo a opção, percebe-se que ela está equivocada.
a) Item correto. Trata-se de um texto jornalístico em que os fatos noticiados são tratados com isenção e 
distanciamento.
O texto apresentado não trata os fatos noticiados com isenção e distanciamento característicos de um relato 
jornalístico objetivo. Pelo contrário, o autor expressa uma série de posicionamentos que indicam uma abordagem 
subjetiva.
b) Item incorreto. O segmento “bastante inesperado numa região atualmente calma” mostra um comentário 
interpretativo dos fatos.
A expressão “bastante inesperado” revela uma avaliação subjetiva do autor sobre o incidente. Ao qualificar o 
evento como inesperado, o autor está compartilhando uma interpretação pessoal que depende da sua percepção 
dequão prováveis eram tais eventos na região, com base no histórico ou na situação de segurança percebida 
antes do incidente.
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47Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
c) Item incorreto O segmento “invadiu parte de Israel” mostra imprecisão na notícia, que não deve ocorrer num 
texto jornalístico.
A expressão “parte de Israel” é vaga e não fornece aos leitores informações específicas sobre a localização 
do incidente. Em jornalismo, é crucial fornecer detalhes concretos para que a audiência possa compreender 
completamente a natureza do evento, incluindo onde aconteceu exatamente.
d) Item incorreto O fato de serem feitas retrospectivas históricas mostra a preocupação jornalística com o 
embasamento dos fatos.
A realização de retrospectivas históricas em cobertura jornalística, especialmente em notícias que envolvem 
regiões com longos históricos de conflitos ou tensões, como Israel, é um indicativo de preocupação jornalística 
com o embasamento dos fatos
e) Item incorreto. Os termos “terroristas” e “pessoas” mostram, respectivamente, especificação e generalização.
O termo "terroristas" é uma especificação que fornece uma caracterização direta e concreta dos agentes 
envolvidos no evento. Ao usar essa palavra, o autor identifica um grupo específico com base em suas ações 
ou motivações percebidas, associando-os diretamente ao terrorismo. Apesar de não parecer, terroristas são 
pessoas. Logo, pessoas é um termo genérico. Guarde uma nomenclatura chata, mas que pode ser útil:
Terroristas – específico – HIPÔNIMO.
Pessoas – genérico – HIPERÔNIMO
36. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Leia o fragmento a seguir.
“No dia seguinte fui à casa vizinha, logo que pude. Capitu despedia-se de duas amigas que tinham ido 
visitá-la, Paula e Sancha, companheiras de colégio, aquela de quinze, esta de dezessete anos, a primeira 
filha de um médico, a segunda de um comerciante de objetos americanos. Estava abatida, trazia um lenço 
atado na cabeça; a mãe contou-me que fora excesso de leitura na véspera, antes e depois do chá, na sala e 
na cama, até muito depois da meia-noite, e com lamparina... — Se eu acendesse vela, mamãe zangava-se. 
Já estou boa. E como desatasse o lenço, a mãe disse-lhe timidamente que era melhor atá-lo, mas Capitu 
respondeu que não era preciso, estava boa.
Ficamos sós na sala; Capitu confirmou a narração da mãe, acrescentando que passara mal por causa do 
que ouvira em minha casa. Também eu lhe contei o que se dera comigo, a entrevista com minha mãe, as 
minhas súplicas, as lágrimas dela, e por fim as últimas respostas decisivas; dentro de dois ou três meses 
iria para o seminário.”
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. Livraria Garnier. Rio de Janeiro. 1ª ed. 1899.
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48Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Acerca do fragmento acima, assinale a afirmativa correta.
A) A passagem mostra uma sequência ininterrupta de fatos, como é marca dos textos narrativos.
B) O texto é interrompido tanto por um fragmento descritivo como por um flash-back.
C) O narrador do texto é do tipo onisciente, já que informa ao leitor sobre aspectos interiores e exteriores dos 
personagens, além da motivação de suas ações.
D) Os fatos e acontecimentos presentes na narrativa são frutos da perspectiva de personagens variados.
E) Algumas observações do narrador têm por objeto a própria composição do texto, de cunho metalinguístico.
Gabarito: Item B
Partindo para o comentário de item por item.
a) Item correto. A passagem mostra uma sequência ininterrupta de fatos, como é marca dos textos narrativos.
Ocorre interrupção nos fatos narrados quando o autor apresenta traços descritivos sobre Paula e Sancha.
b) Item incorreto. O texto é interrompido tanto por um fragmento descritivo como por um flash-back.
A justificativa da resposta da letra A é justamente o que garante o gabarito como letra B. A descrição feita pelo 
autor sobre Paula e Sancha é seguida de um trecho que relembra um fato envolvendo Capitu. Observe:
Estava abatida, trazia um lenço atado na cabeça; a mãe contou-me que fora excesso de leitura na véspera, antes 
e depois do chá, na sala e na cama, até muito depois da meia-noite, e com lamparina...
c) Item incorreto. O narrador do texto é do tipo onisciente, já que informa ao leitor sobre aspectos interiores e 
exteriores dos personagens, além da motivação de suas ações.
O narrador participa da história, pois busca uma conversa com Capitu. Logo, ele é um narrador-personagem. 
d) Item incorreto. Os fatos e acontecimentos presentes na narrativa são frutos da perspectiva de personagens 
variados.
A narrativa apresentada é centrada principalmente na perspectiva de um único narrador, que relata sua visita à 
casa vizinha e seu encontro com Capitu.
e) Item incorreto. Algumas observações do narrador têm por objeto a própria composição do texto, de cunho 
metalinguístico.
Não há aspecto metalinguístico no texto, que remeteria a uma determinada produção textual ou a aspectos da 
própria língua portuguesa. 
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49Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
37. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
A preposição “a” indica valores semânticos variados. Assinale a frase que possui valor semântico, não 
sendo gramaticalmente exigida por nenhum termo anterior.
A) É preferível guerrear contra homens a lutar contra uma mulher.
B) Eu não gostaria de pertencer a nenhuma mulher que me aceitasse como marido.
C) Não conheço o seu ex-marido, mas começo a me solidarizar com ele.
D) A mulher jamais se esquece do seu sexo. Prefere falar com um homem a falar com um anjo.
E) Um casamento bem-sucedido é um edifício que deve ser reconstruído a cada dia.
Gabarito: Item E
Um segredo de verdade para acertar este tipo de questão:
- Quando a preposição é exigida por outro termo, ela integra o COMPLEMENTO (seja verbal ou nominal). Além 
disso, ela não tem valor semântico, tem mero papel gramatical de introduzir um complemento.
- Quando a preposição não é exigida por outro termo, é porque ela tem valor semântico. Nesse caso, ela introduz 
um adjunto (seja adverbial ou adnominal).
Acredito em você. (A expressão ‘em você’ é complemento verbal de ‘Acredito’, o qual é transitivo indireto. Nesse 
caso, ela não tem valor semântico e tem papel meramente gramatical.)
Estou em casa. (A expressão ‘em casa’ expressa lugar. Nesse caso, é adjunto adverbial de lugar, tem valor semântico 
e não é exigida por termo anterior.)
Partiu analisar as frases presentes na questão. Lembrando que a banca pediu a preposição que tem valor 
semântico, ou seja, a preposição responsável por introduzir um adjunto. 
a) Item incorreto. É preferível guerrear contra homens a lutar contra uma mulher.
Aqui, a preposição não tem valor semântico. Ela integra um complemento nominal do termo ‘preferível’. Nesse 
caso, elementos preposicionados que se relacionam com adjetivos funcionam como complemento nominal. 
b) Item incorreto. Eu não gostaria de pertencer a nenhuma mulher que me aceitasse como marido.
Aqui, a preposição não tem valor semântico. Ela introduz um complemento verbal em relação ao ‘pertencer’. 
Como o verbo pertencer é transitivo indireto, a preposição analisada não tem valor semântico. É meramente um 
conectivo que introduz o objeto indireto. 
c) Item incorreto. Não conheço o seu ex-marido, mas começo a me solidarizar com ele.
A preposição está integrando a estrutura verbal ‘começo a me solidarizar’, sem qualquer valor semântico. 
d) Item incorreto. A mulher jamais se esquece do seu sexo. Prefere falar com um homem a falar com um anjo.
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50Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Aqui, a preposição não tem valor semântico. Ela introduz um complemento verbal em relação a ‘preferir’. Como 
o verbo pertencer é transitivo indireto, a preposição analisada não tem valor semântico. É meramente um 
conectivo que introduz o objeto indireto. 
e) Item correto. Um casamento bem-sucedidoé um edifício que deve ser reconstruído a cada dia.
Eis o gabarito. Sabe por quê? A preposição está fazendo parte do adjunto adverbial de tempo ‘a cada dia’. Observe 
que não há elemento oracional que a exija. Além disso, ela introduz elemento que responde à pergunta: quando? 
O valor de tempo é a prova de que ela faz parte de um elemento com valor semântico.
38. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Observe as duas frases a seguir.
1. Ele quis entrar, mas a porta estava fechada.
2. A porta estava fechada pelo porteiro.
Sobre a estruturação e o significado dessas frases, assinale a afirmativa correta.
A) As duas frases mostram ações atribuídas a um agente identificável.
B) A primeira frase focaliza o resultado de uma ação e não a ação propriamente dita.
C) As duas frases centralizam seus interesses em ações e não em fatos.
D) As duas frases mostram construções de voz passiva.
E) Os textos explicativos procuram omitir algumas informações, como na primeira frase, a fim de atrair a 
atenção do leitor.
Gabarito: Item B
Uma questão interessantíssima, que merece comentário para cada item.
a) Item incorreto. As duas frases mostram ações atribuídas a um agente identificável.
Na frase 1, não se sabe quem fechou a porta. 
b) Item correto. A primeira frase focaliza o resultado de uma ação e não a ação propriamente dita.
 
Eis o gabarito. A expressão ‘pelo porteiro’ da segunda frase deixa claro que há interesse em focalizar que a porta 
sofreu a ação de ser fechada.
c) Item incorreto. As duas frases centralizam seus interesses em ações e não em fatos.
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51Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Na primeira, o fato mais importante é o de que a porta estava fechada, o que impediu a entrada. Ou seja, ele não 
conseguiu praticar a ação de entrar.
d) Item incorreto. As duas frases mostram construções de voz passiva.
Somente há voz passiva na segunda, em que se observa o sujeito ‘porta’ sofrendo uma ação, com o agente da 
passiva expresso.
e) Item incorreto. Os textos explicativos procuram omitir algumas informações, como na primeira frase, a fim de 
atrair a atenção do leitor.
A omissão do agente na primeira frase não serve para atrair qualquer atenção. Ela pode ter ocorrido simplesmente 
porque não se sabe quem praticou a ação de fechar. 
39. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Assinale a frase em que o sujeito e o agente coincidem.
A) O mendigo foi atropelado por um carro em alta velocidade.
B) As ondas viraram o barco dos turistas.
C) A covid-19 matou muitas pessoas.
D) O trabalho é mantido por doações anônimas.
E) Os exercícios, todos os alunos os fizeram.
Gabarito: Item E
Primeira coisa, pelo amor de Deus, esqueça essa história de que o sujeito e o agente são a mesma coisa, pois 
isso não é verdade. Sujeito é sobre quem o verbo (com o predicado) fala algo. Agente é quem pratica a ação. Nas 
nossas aulas, é sempre revelado que é muito possível um sujeito não ser agente, por diversos motivos, inclusive 
na voz ATIVA. Olhe que loucura... Pois é! Na frase ‘O pneu furou’, a voz é ativa, mas o sujeito não pratica a ação. 
A banca pediu um sujeito que acumule a função de sujeito com o papel de agente. Emocionante essa questão. 
Vamos, portanto, analisar item por item, beleza?
a) Item incorreto. O mendigo foi atropelado por um carro em alta velocidade.
FGV e suas frases... O mendigo (e não mindingo), nesse caso, é o sujeito, mas sofre a ação de ser atropelado. Por 
esse motivo, não há como escolher a letra A como gabarito. 
b) Item incorreto. As ondas viraram o barco dos turistas.
Esta é puro suco de maldade. Em tese, quem lê essa frase pensa ‘as ondas praticaram a ação de virar o barco’; 
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52Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
porém, na real, as ondas não foram lá para virar o barco. O que ocorreu foi o fato de que as ondas CAUSARAM a 
virada dos barcos. 
c) Item incorreto. A covid-19 matou muitas pessoas.
Aqui, ocorre praticamente o mesmo que no Item B. A covid-19 não pratica a ação de matar pessoas. Ela causa a 
morte das pessoas. 
d) Item incorreto. O trabalho é mantido por doações anônimas.
Neste Item, não pode haver dúvidas. O sujeito ‘O trabalho’ é quem sofre a ação de ser mantido. Além disso, a 
representação formal da voz passiva não deixa restar dúvida: o sujeito não pratica a ação. Ele sofre, nesse caso.
e) Item correto. Os exercícios, todos os alunos os fizeram.
Eis o nosso gabarito. Os alunos, aqui, de fato praticaram a ação de fazer os exercícios. Quem fez? Quem praticou 
a ação? Os alunos. Temos, portanto, o gabarito desta belíssima questão. 
40. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Leia o fragmento a seguir, retirado de um dicionário de curiosidades sobre o Rio de Janeiro.
“O Rio de Janeiro, de hoje, cidade abastecida de todos os gêneros alimentícios, teve, na sua origem, o peixe 
como principal elemento de abastecimento, devido à sua própria situação geográfica. O único local que 
abastecia a cidade, estava situado nas imediações do Mercado Velho, onde além do peixe, eram vendidos 
frutas, sal, mariscos, farinha e diversos outros alimentos. Posteriormente, com o aparecimento do primeiro 
empório comercial da cidade, na Rua da Quitanda, que deve seu nome a esse fato, o abastecimento da 
cidade passou a ter novas fontes”.
Assinale o termo sintático sublinhado no fragmento acima que desempenha a função de complemento 
nominal.
A) de todos os gêneros alimentícios
B) de abastecimento
C) do Mercado Velho
D) do primeiro empório comercial da cidade
E) da cidade
Gabarito: Item E
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53Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Eu vou contar uma coisa muito importante, para o preposicionado ser complemento nominal, ele precisa cumprir 
um dos três requisitos a seguir:
a) Ser associado a um adjetivo
b) Ser associado a um advérbio
c) Ser associado a um substantivo abstrato, apresentando valor paciente.
Vamos aos itens para que possamos enxergar qual é o elemento que exerce essa função sintática:
a) Item incorreto. cidade abastecida de todos os gêneros
Neste caso, os gêneros abastecem a cidade. Eu sei que essa opção é perigosa e faz muitas pessoas errarem. 
Porém, se a cidade é abastecida de todos os gêneros, é preciso ter em mente que os gêneros abastecem as 
cidades. A cidade sofre a ação de ser abastecida. Se ela sofre a ação, não há relação nominal, e sim uma expressão 
verbal. 
b) Item incorreto. principal elemento de abastecimento
O termo ‘elemento’ é um substantivo concreto. Por esse motivo, o termo ‘de abastecimento’ é adjunto adnominal. 
c) Item incorreto. imediações do Mercado Velho
O termo ‘do Mercado Velho’ está especificando o termo ‘imediações’. Imediações não é um substantivo que 
expressa ação, sentimento ou sensações. Por esse motivo, não há de se pensar em complemento nominal. 
d) Item incorreto. com o aparecimento do primeiro empório comercial da cidade
O primeiro empório está para o termo aparecimento com papel de agente, não de alvo de uma ação. O primeiro 
empório aparece. Como tem papel de agente, esta expressão é adjunto adnominal. 
e) Item correto. o abastecimento da cidade 
Aqui temos o gabarito. Observe que o termo ‘da cidade’ está claramente associado a um substantivo abstrato, 
com força de verbo: abastecimento. Nesse caso, a cidade claramente sofre a ação de ser abastecida. Assim sendo, 
temos claramente um complemento nominal. A cidade é o alvo do abastecimento: é a coisa abastecida. 
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41. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
Assinale a opção que apresenta a frase em que a forma de retomada do termo sublinhado não acrescenta 
qualquer informação ao texto.
A) Os turistas que retornaram da zona de conflito estavam aliviados, mas declararam que ainda há muitos 
brasileiros por lá.
B) O avião pousou em solo brasileiro de madrugada, mas havia muita gente esperando no aeroporto de Brasília.
C) O filme exibidoa bordo do avião não era bom e muitos disseram que não pretendem ver a comédia de novo.
D) O comissário de bordo serviu a todos os passageiros que elogiaram muito o trabalho daquele funcionário 
educado.
E) Falamos por longo tempo sobre a guerra no Oriente Médio, mas os combates agora parecem estar mais 
intensos.
Gabarito: Item E
Vamos aos itens para que possamos buscar a única opção em que não há acréscimo de qualquer informação 
sobre o elemento sublinhado.
a) Item incorreto. Os turistas que retornaram da zona de conflito estavam aliviados, mas declararam que ainda 
há muitos brasileiros por lá.
O termo ‘brasileiros’ especifica de que turistas a frase está falando.
b) Item incorreto. O avião pousou em solo brasileiro de madrugada, mas havia muita gente esperando no 
aeroporto de Brasília.
O termo ‘Brasília’ especifica o ‘solo brasileiro’, a cidade brasileira de que se fala no texto. 
c) Item incorreto. O filme exibido a bordo do avião não era bom e muitos disseram que não pretendem ver a 
comédia de novo.
O termo ‘comédia’ especifica de que filme se está falando.
d) Item incorreto. O comissário de bordo serviu a todos os passageiros que elogiaram muito o trabalho daquele 
funcionário educado.
O termo ‘aquele funcionário educado’ especifica o ‘comissário de bordo’. 
e) Item correto. Falamos por longo tempo sobre a guerra no Oriente Médio, mas os combates agora parecem 
estar mais intensos.
Ele não cita, nessa alternativa, qualquer especificação lexical para o termo ‘guerra’. O que se tem aqui é um 
emprego de um sinônimo: combate, o qual apenas retoma ‘guerra’ sem qualquer presença de especificação. 
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55Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
42. FGV - 2023 - ALEMA
As preposições em língua portuguesa podem ser nocionais, quando colaboram semanticamente com a 
frase, e gramaticais, quando são exigidas pela regência de algum termo anterior.
Assinale a frase em que a preposição sublinhada mostra valor gramatical.
A) A verdadeira glória de um vencedor é a de ser clemente.
B) A frase é a toalete do espírito.
C) As mulheres não sabem o que dizer no fim de um amor.
D) O hábito é o grande guia da vida humana.
E) Os fatos devem provar a bondade das palavras.
Gabarito: Item D
Belíssima questão da banca FGV. Porém, antes que você me xingue também - pois eu sei que você está xingando 
a banca -, deixe-me traduzir o que foi gramaticalmente exigido pela questão.
Ela cobrou preposição relacional e preposição nocional. O que seria isso?
Preposições nocionais são preposições dotadas de valor semântico (posse, tempo, lugar, matéria…). 
Preposições gramaticais (ou relacionais) são preposições sem valor semântico, meramente exigidas por outro 
vocábulo na oração. 
Em outras palavras, preposições nocionais são as que introduzem os adjuntos.
Preposições gramaticais são as que introduzem os complementos. Ahhhhhhhh, família. Entendi!
 
Quando a FGV solicitar a preposição gramatical, ela está pedindo o complemento.
Quando ela solicitar a preposição nocional, ela está pedindo o adjunto. 
É isso? Sim! 
Observe que todas as preposições empregadas na questão estão introduzindo um elemento ligado a um nome. 
Isso significa que a banca está pedindo o complemento nominal.
a) Errado. A verdadeira glória de um vencedor é a de ser clemente.
A expressão ‘de um vencedor’ está associada ao substantivo ‘glória’, expressando ‘posse’. Sabe o que isso significa? 
Significa que tem valor semântico (o de posse). Com valor de posse em relação ao substantivo em questão, tem-
se, na verdade, um adjunto adnominal. 
b) Errado. A frase é a toalete do espírito.
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56Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
A expressão preposicionada em questão está associada a um substantivo concreto. Nesse caso, não é possível 
que tal expressão exerça a função de complemento nominal, e sim de adjunto adnominal. Temos um gabarito? 
Não.
c) Errado. As mulheres não sabem o que dizer no fim de um amor.
Mais uma vez, há uma expressão preposicionada associada a um substantivo abstrato; porém, o valor semântico 
expresso é o de posse. Isso cabe ao adjunto adnominal. 
d) Certo. O hábito é o grande guia da vida humana.
Observe que a expressão preposicionada está associada a um substantivo abstrato: guia. Nesse caso, se essa 
expressão apresentar um valor paciente (ou passivo) em relação ao substantivo abstrato presente, ela será 
complemento nominal. Observe que isso acontece no período. A vida humana é guiada. Sofre a ação. É a coisa 
guiada. Sendo assim, a preposição tem mero valor relacional, ou gramatical.
e) Errado. Os fatos devem provar a bondade das palavras.
‘Bondade’ é substantivo abstrato; contudo, a expressão ‘das palavras’ é a quem a bondade pertence. Neste caso, 
o valor de posse aponta para adjunto adnominal. 
43. FGV - 2023 - ALEMA
Assinale a frase em que o adjetivo sublinhado mostra uma função sintática diferente da que se mostra nas 
demais frases.
A) O hábito torna suportáveis até as coisas assustadoras.
B) O silêncio deles é uma eloquente afirmação.
C) O silêncio tornou-se sua linguagem materna.
D) Os bons homens são extremamente raros.
E) A sabedoria humana ensina muito se ensina a calar.
Gabarito: Item A
O adjetivo é uma classe gramatical de extrema importância, pelo seu sentido e pelas funções sintáticas que pode 
exercer na língua portuguesa.
Essas funções são: adjunto adnominal, predicativo do sujeito e predicativo do objeto.
A questão cobrou exatamente o único adjetivo que exerce uma função diferente da dos outros. 
Vamos à análise de cada um.
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57Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
a) Correta o adjetivo ‘suportáveis’, neste caso, exerce a função de predicativo do objeto. Observe que o verbo 
‘tornar’ - verbo causativo - tem como objeto direto o termo ‘as coisas assustadoras’. O adjetivo destacado na 
questão é justamente o atributo que o sujeito causa ao objeto (por isso, verbo causativo). Neste caso, tem-se 
um predicativo do objeto. Observe como, nas outras opções, nenhum outro termo destacado exerce a função de 
predicativo do objeto.
Sendo assim, ele não pode exercer a função de adjunto adnominal, pois tal função é considerada uma função 
interna. Observe que, se o objeto fosse substituído por um pronome, o adjetivo continuaria fora.
O hábito torna suportáveis até as coisas assustadoras.
O hábito as torna insuportáveis.
Se o termo ‘insuportáveis’ fosse adjunto adnominal, nessa troca, ele iria para dentro do pronome. Ele iria junto. 
Por isso, adjunto.
b) O termo ‘eloquente’ é um adjunto adnominal, determinante do núcleo ‘afirmação’. O termo ‘uma eloquente 
afirmação’ - inteiro - exerce a função de predicativo do sujeito. Contudo, o termo ‘eloquente’, dentro do 
predicativo, exerce a função de adjunto adnominal. Item errado.
c) O termo ‘sua linguagem materna’ é o predicativo do sujeito, projetado pelo verbo de ligação ‘tornou-se’. Porém, 
observe o termo que foi destacado: materna. Esse adjetivo é o determinante do núcleo substantivo ‘linguagem’. 
Neste caso, tem-se um adjunto adnominal, tal qual na letra B. Item errado.
d) Dentro do sujeito ‘Os bons homens’, o núcleo é o termo ‘homens’. Esse núcleo está determinado por dois 
adjuntos adnominais: ‘os’ e ‘bons’. Item errado.
e) O sujeito do verbo ‘ensinar’ é ‘A sabedoria humana’. O artigo e o adjetivo que se encontram em torno do 
núcleo sabedoria, determinando o seu sentido, são os adjuntos adnominais. Item errado.
Observe que o único termo que não exerce a função de adjunto adnominal, e sim de predicativo do objeto é o 
termo presente na letra A. Se todos os núcleos, da letra B até a letra E, fossem substituídos por pronomes, os 
adjetivos ‘sumiriam’ juntos. 
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58Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
44. FGV - 2023 - ALEMA
Na frase “Ninguém ousa dizer adeus aos próprios hábitos. Muitos suicidas se detiveram no limiar da morte 
ao pensarno café onde vão jogar todas as noites sua partida de dominó” há um pronome possessivo 
sublinhado, cujo valor é o de
A) indefinição.
B) designação de um hábito.
C) de deferência e respeito.
D) aproximação numérica.
E) propriedade material.
Gabarito: Item B
Uma daquelas questões da FGV em que seria impossível trabalhar sem a análise devida do discurso pretendido. 
Não foi uma questão trivial de coesão, em que se questionava o elemento a que o pronome faz referência, e sim 
o sentido pretendido pelo autor em seu discurso com o emprego do pronome sua.
a) Incorreto. Não há noção de indefinição, visto que há clara referência do ‘sua’ aos suicidas.
b) Correto. Ninguém ousa dizer adeus aos próprios hábitos. Muitos suicidas se detiveram no limiar da morte ao 
pensar no café onde vão jogar todas as noites sua partida de dominó.
Essa frase sugere que os hábitos são difíceis de abandonar, e muitas vezes as pessoas têm uma forte ligação 
emocional com eles. O autor afirma que "Ninguém ousa dizer adeus aos próprios hábitos," o que significa que é 
difícil para as pessoas se despedirem ou abandonarem seus hábitos, mesmo que desejem fazê-lo. Em seguida, 
o autor menciona que "Muitos suicidas se detiveram no limiar da morte ao pensar no café onde vão jogar todas 
as noites sua partida de dominó," o que sugere que até mesmo aqueles que estão à beira do suicídio podem 
hesitar em seguir em frente porque pensam em um lugar onde costumam jogar dominó todas as noites, ou seja, 
não conseguem se desprender do seu hábito. Isso ilustra o poder dos hábitos e como eles podem ter um forte 
impacto nas decisões e ações das pessoas, mesmo em momentos extremos de suas vidas.
c) Incorreto. Essa opção é a mais descartável de todas. Não há sinal de respeito com o uso do ‘sua’.
d) Incorreto. Não há referência a qualquer espécie de quantidade.
e) Incorreto. Para o ‘sua’ fazer referência a alguma especificação de propriedade, ele teria que ser construído da 
seguinte forma: “Ele deixou sua bolsa sobre a mesa”.
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59Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
45. FGV - 2023 - ALEMA
A maioria das palavras mostra vários significados (polissemia), o que também ocorre com as preposições.
Indique a frase em que a preposição PARA tem seu significado corretamente indicado.
A) Meu sonho é ir para a Europa / finalidade.
B) Saiu para comprar roupas de frio / direção.
C) Estava para sair quando chegaram as visitas / proximidade.
D) O ônibus era para cinquenta passageiros / interesse.
E) Para os pássaros, o canto faz parte da vida / destinação.
Gabarito: Item C
As preposições ligam palavras entre si, palavras a orações ou orações entre si. Não é difícil reconhecer as 
preposições, visto que são poucas e facilmente memorizáveis. O que pode complicar a vida do candidato é a 
análise do valor semântico que uma preposição pode portar.
A preposição ‘para’ é uma preposição rica em valor semântico.
Ela pode indicar:
Tempo: Vou deixar para depois esse assunto, ok?
Lugar: Vou para o Rio de Janeiro.
Finalidade: Nasci para o futebol.
Opinião: Para mim, você está mentindo.
Destino/ proveito: A coleta para os pobres foi essencial.
Proximidade: Ele está para morrer. (perto de)
Tipo/ adequação: Esta é uma roupa para sair?
Direção: Ele vive a olhar para o portão.
Vamos analisar as frases a seguir:
a) Incorreto. Meu sonho é ir para a Europa / A opção diz que o ‘para’, nesse frase, tem valor de finalidade. 
Contudo, ele foi empregado claramente com valor de lugar.
b) Incorreto. Saiu para comprar roupas de frio / A opção diz que o ‘para’ tem valor de direção. No entanto, a 
substituição por ‘a fim de’ deixa claro o valor de finalidade.
c) Correto. Estava para sair quando chegaram as visitas / De fato, a preposição tem valor, nesta frase, de 
proximidade. Inclusive ela admite a substituição pela locução ‘perto de’.
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60Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
d) Incorreto. O ônibus era para cinquenta passageiros / Neste caso, o ‘para’ tem valor de adequação. (adequado 
para cinquenta passageiros)
e) Incorreto. Para os pássaros, o canto faz parte da vida. / Neste caso, o ‘para’ tem valor de ‘delimitação’.
46. FGV - 2023 - ALEMA
Uma das técnicas narrativas mais comuns é a do suspense, produzido pelo retardamento proposital de 
informações.
Assinale o segmento de texto que se utiliza da técnica do suspense.
A) Os cabelos são brancos como os de um Papai Noel e esvoaçantes como os de um maestro. Sublinham a pele 
morena do rosto vastos bigodes com vestígios de amarelo, sedimentação deixada por charutos Monte Cristo, 
legítimos cubanos, que se revezavam nos dedos com uma legião estrangeira de lapiseiras e canetas.
B) A menina entrou apressada no escritório do pai, onde havia deixado o celular, mas só o encontrou depois de 
mais de uma hora de busca, entre as páginas do livro que lá estava lendo.
C) A biblioteca pessoal do ex-ministro está sendo posta à venda, por um preço muito acima do esperado. O 
leilão está marcado para a próxima semana”.
D) Alguns livros atuais estão atraindo muitos leitores, levados pelo estilo agressivo e pela posição ideológica 
conservadora do autor.
E) Alguns negócios nada sofreram com a pandemia, ao que parece. A Apple, por exemplo, acaba de exibir um 
lucro altíssimo no último trimestre.
Gabarito: Item A
Para não ficar com muita raiva da banca (um sentimento natural, que acontece com razão...), é preciso ficar bem 
atento ao que se pede. O próprio enunciado da questão deu uma pista (aproveitando a onda de suspense...) do 
que ela estava querendo.
Ela não pedia um trecho que GERAVA suspense, e sim um trecho em que tivesse sido usada a técnica do 
retardamento de informações.
Observe: uma das técnicas narrativas mais comuns é a do suspense, produzido pelo retardamento proposital de 
informações.
Assinale o segmento de texto que se utiliza da técnica do suspense.
Em outras palavras, falando um português mais informal, o candidato precisaria marcar a opção em que mais se 
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61Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
‘enchesse linguiça’, em que mais estivesse presente certa ‘enrolação’ para passar a informação.
E, após leitura atenta, percebe-se que isso esteve presente na letra A.
a) Correto. Os cabelos são brancos como os de um Papai Noel e esvoaçantes como os de um maestro. Sublinham 
a pele morena do rosto vastos bigodes com vestígios de amarelo, sedimentação deixada por charutos Monte 
Cristo, legítimos cubanos, que se revezavam nos dedos com uma legião estrangeira de lapiseiras e canetas.
Neste trecho, o autor utiliza uma descrição detalhada e demorada para criar suspense, deixando o leitor curioso 
sobre a identidade da pessoa descrita, uma vez que os detalhes sobre a pessoa estão sendo revelados de maneira 
gradual e proposital, contribuindo para o suspense.
b) Incorreto. A menina entrou apressada no escritório do pai, onde havia deixado o celular, mas só o encontrou 
depois de mais de uma hora de busca, entre as páginas do livro que lá estava lendo.
Neste trecho fornecido, o autor não cria suspense, mas sim narra uma situação de busca em que a ação é resolvida 
de forma direta e sem elementos que deixariam o leitor em dúvida ou expectativa.
c) Incorreto. A biblioteca pessoal do ex-ministro está sendo posta à venda, por um preço muito acima do esperado. 
O leilão está marcado para a próxima semana”.
Não há suspense evidente neste trecho porque todas as informações necessárias são fornecidas de forma direta 
e clara. O autor não retarda a divulgação de informações nem cria expectativas em relação ao evento.
d) Incorreto. Alguns livros atuais estão atraindo muitos leitores, levados pelo estilo agressivo e pela posição 
ideológica conservadora do autor.
O autor aqui simplesmente relata que alguns livros atuais estão atraindo muitos leitores, e ele especifica os 
motivos: o estilo agressivo e a posição ideológica conservadora do autor. Não háelementos deixados em aberto 
ou questões não respondidas que gerariam expectativa ou suspense.
e) Incorreto. Alguns negócios nada sofreram com a pandemia, ao que parece. A Apple, por exemplo, acaba de 
exibir um lucro altíssimo no último trimestre.
Aqui, o autor menciona que alguns negócios não foram afetados pela pandemia e, em seguida, menciona um 
exemplo específico, que é a Apple exibindo um lucro alto no último trimestre. Não há atrasos na revelação das 
informações nem elementos que deixariam o leitor em expectativa. A informação é comunicada de maneira clara 
e sem a criação de suspense na narrativa.
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62Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
47. FGV - 2023 - ALEMA
Um bom texto narrativo inclui o princípio da decorrência, segundo o qual qualquer dado fornecido ao 
leitor deve apresentar alguma decorrência textual, ou seja, alguma utilidade no texto, cumprindo alguma 
finalidade.
Assinale a opção que mostra um segmento cuja finalidade textual está adequadamente identificada.
A) Foi mais ou menos assim que o pequeno Muriçoca, pálido, trêmulo, gaguejando, contou ao delegado distrital, 
doutor Arruda, depois de tomar um copo d’água numa única e febril virada / explicar a consequência de ter 
tomado um copo de água de forma rápida.
B) Pedrinho estava muito aborrecido. No dia seguinte ia sair o navio de pesca. Estava uma onça, porque o que 
gostava mesmo era de pescar / justificado pelo fato de sair o navio de pesca.
C) O restaurante era modesto e pouco frequentado, com mesinhas ao ar livre, espalhadas debaixo das árvores 
/ explica o fato de o restaurante ser pouco frequentado.
D) O faroleiro era um sujeito bronco. Numa noite de tempestade, um navio naufragou nas proximidades do 
farol. Um único sobrevivente conseguiu chegar até a ilha do farol e veio nadando, chegando à praia com as 
forças que lhe restavam. O faroleiro abriu a janelinha lá de cima e perguntou: - Que deseja? – Nada!!! Vinha 
passando e vi a luz acesa! – respondeu o outro / explica a resposta do náufrago.
E) Nasci na taba de uma tribo tupinambá. Sei que foi numa meia-noite clara. Fazia luar. Minha mãe viu que eu 
era magro e feio. Ficou triste, mas não disse nada / justificar a claridade da noite e a possibilidade de a mãe 
ver bem a criança.
Gabarito: Item E
Esse tipo de questão se enquadra naquilo que se denomina ‘questão didática’, que explica didaticamente ao 
candidato o que será cobrado, o que será necessário que o candidato saiba para se chegar a uma resposta. No 
próprio comando da questão, é explicado o que é o princípio da ‘recorrência’, tido como uma informação que 
justifica outra. O trabalho que o candidato teve foi analisar item por item e checar se a justificativa fornecida na 
opção é compatível com aquilo que está presente no texto. Vamos às opções! 
a) Incorreto. Os termos sublinhados foram empregados não para explicar a consequência de ter tomado um copo 
de água de forma rápida, mas para explicar o estado de espírito alterado pelo medo do personagem em questão.
b) Incorreto. O termo ‘Estava uma onça’ é justificado pelo fato de que o personagem gostava de pescar, e o navio 
só sairia no dia seguinte.
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63Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
c) Incorreto. O termo ‘modesto’ justifica o fato de o restaurante ter mesinhas ao ar livre, ou seja, o fato de ele ter 
características de simplicidade.
d) Incorreto. A expressão sublinhada justifica a pergunta feita pelo Faroleiro, não a resposta dada pelo náufrago.
e) Correto. ‘Fazia luar’ é a expressão que justifica o fato de, mesmo à noite, a mãe ter enxergado as características 
do personagem. 
48. FGV - 2023 - ALEMA
Leia a fábula de Esopo, a seguir:
“A cigarra passou o verão cantando, enquanto a formiga juntava seus grãos. Quando chegou o inverno, a 
cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer.
A formiga então perguntou a ela:
— E o que é que você fez durante todo o verão?
— Durante o verão eu cantei — disse a cigarra.
E a formiga respondeu: — Muito bem, pois agora dance!”
Nessa pequena narrativa, o acontecimento desequilibrador do estado inicial é:
A) “...enquanto a formiga juntava seus grãos”.
B) “Quando chegou o inverno”.
C) “...a cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer”.
D) “A formiga então perguntou a ela: - E o que é que você fez durante todo o verão?”.
E) “— Durante o verão eu cantei — disse a cigarra”.
Gabarito: Item B
Elemento desequilibrador, citado pela banca, faz referência a algo que muda o destino de algum personagem 
do texto. Observe que a cigarra estava cantando durante o verão. Quando o inverno chegou, isso mudou 
completamente seu estado. 
a) Incorreto. A formiga juntar os grãos não muda o estado atual de nenhum personagem.
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64Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
b) Correto. O acontecimento desequilibrador do estado inicial nessa narrativa é a chegada do inverno, que 
representa uma mudança nas circunstâncias da cigarra. Ela passou o verão cantando enquanto a formiga 
trabalhava e, quando o inverno chegou, a cigarra não tinha comida. Isso desequilibra a situação, pois a cigarra se 
encontra em uma situação de necessidade e busca ajuda da formiga, que estava preparada para o inverno devido 
a seu trabalho anterior de coletar alimentos.
c) Incorreto. O acontecimento em questão não muda o estado atual de personagem algum.
d) Incorreto. O acontecimento em questão não muda o estado atual de personagem algum.
e) Incorreto. O acontecimento em questão não muda o estado atual de personagem algum. 
49. FGV - 2023 - ALEMA
Fernando Pessoa, o grande poeta lusitano, escreveu:
“Como é por dentro outra pessoa? Quem é que o saberá sonhar? A alma de outrem é outro universo, 
com que não há comunicação possível, com que não há verdadeiro entendimento. Nada sabemos da 
alma senão da nossa; as dos outros são olhares, são gestos, são palavras, com a suposição de qualquer 
semelhança no fundo”.
O autor desse texto afirma que
A) as almas não se comunicam, somente os corpos.
B) o conhecimento da alma, nossa ou alheia, é uma impossibilidade
C) a apreensão da alma talvez possa ser feita por elementos externos.
D) o entendimento da alma só é possível por meio do sonho.
E) olhares, gestos e palavras são manifestações das almas.
Gabarito: Item C
É possível que o candidato tenha resolvido esta questão por eliminação. Para começar, o texto é de Fernando 
Pessoa, o maior nome da literatura de língua portuguesa da história do universo, ou seja, a leitura não é fácil.
 
Porém, praticando a paráfrase, é possível se chegar ao entendimento de qualquer texto. Vamos às opções:
a) Incorreto. O autor não faz referência ao fato de apenas os corpos se comunicarem, visto que ele propõe 
suposição sobre a alma de outrem.
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65Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
b) Incorreto. O conhecimento da alma, nossa ou alheia, é uma impossibilidade.
 
Observe que a opção cita que o conhecimento da NOSSA alma é uma impossibilidade; porém, o texto deixa claro 
que é possível, sim, compreender nossa alma.
c) Correto. A apreensão da alma talvez possa ser feita por elementos externos.
A chave para acertar a questão é a palavra ‘talvez’, que combina integralmente com a palavra ‘suposição’, presente 
no texto. É possível supor qualquer semelhança. O autor reconhece que, embora a compreensão da alma de outra 
pessoa possa ser limitada, há alguma possibilidade de se supor conhecê-la, baseado em observações externas e 
suposições de semelhança.
d) Incorreto. O autor não fala que o conhecimento da alma é possível por meio do sonho.
e) Incorreto. A forma como a frase é produzida, de forma assertiva e taxativa, torna o item errado. Os elementos 
presentes na letra E são supostamente os meios pelos quais ocorre a tentativa de compreensão da alma.
50. FGV - 2023 - ALEMA
Assinale a opção que mostra o verbo “tornar” comum emprego sintático diferente do das demais frases.
A) Não há nada de tão absurdo que o hábito não torne aceitável.
B) O hábito torna suportáveis até as coisas assustadoras.
C) O homem nunca poderá ser igual a um animal: ou se eleva e torna-se melhor, ou se precipita e torna-se 
muito pior.
D) O silêncio tornou-se sua linguagem materna.
E) Após o casamento, o marido tornou-se cristão. 
Gabarito do professor: Anulada
Gabarito da banca: Item B
Como eu não estou para passar pano para banca, digo-vos: esta questão precisaria ser revista, anulada e a banca 
deveria ter pedido desculpas aos candidatos. Brincadeira minha, não é para tanto! Contudo, estamos falando 
de sonhos, de pessoas almejando uma mudança de vida. E este tipo de questão complica o processo. Vamos à 
exposição de motivos.
A banca exigiu do aluno uma alternativa que tivesse a transitividade (ou predicação) diferente das demais.
Quem fez as análises, percebeu que na letra C, na letra D e na letra E, há o verbo ‘tornar-se’, verbo de ligação, 
pronominal, com sentido de mudança de estado, apresentando predicativo do sujeito.
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66Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
 
Na letra B, não há predicativo do sujeito. Há, na verdade, predicativo do OBJETO. Isso significa que o verbo tem 
a transitividade direta, com seu objeto direto. Além disso, apresenta o predicativo do objeto. Até aí, legal... 3 
opções em que o verbo ‘tornar-se’ é de ligação e 1 opção em que ele é transitivo direto, com seu objeto direto e 
o predicativo do objeto.
 
 Estaria tudo lindo, não fosse a letra A…
a) Incorreto (polêmica!). Não há nada de tão absurdo que o hábito não torne aceitável.
Nesta opção, que a banca não considerou o gabarito, eu acho que reside o vacilo.
Repare que o sujeito do verbo TORNAR é o ‘hábito’. Contudo, o termo aceitável não é predicativo do sujeito. Não 
é o hábito que se torna aceitável. Ele torna ALGO aceitável. Esse ‘algo’ (objeto direto) está presente anteriormente 
no texto.
 
Não há nada de tão absurdo que o hábito não torne (esse algo de tão absurdo) aceitável.
b) Correto. O hábito torna suportáveis até as coisas assustadoras.
Observe o hábito sendo sujeito.
As coisas mais assustadoras sendo o objeto direto e ‘suportáveis’ sendo o predicativo do objeto.
c) Incorreto. O homem nunca poderá ser igual a um animal: ou se eleva e torna-se melhor
Aqui, sim, tem-se o verbo ‘tornar-se’ empregado como pronominal e VERBO DE LIGAÇÃO, acompanhado do 
predicativo do sujeito ‘melhor’. Nesse caso, ele expressa mudança de estado.
d) Incorreto. O silêncio tornou-se sua linguagem materna.
Mais uma vez, o verbo ‘tornar-se’ foi empregado como verbo de ligação, acompanhado do predicativo. Nesse 
caso, ele expressa mudança de estado.
e) Incorreto. [...] o marido tornou-se cristão.
Observe que, de novo, o verbo ‘tornar-se’ foi empregado como verbo de ligação, pronominal. Nesse caso, ele 
expressa mudança de estado.
Comentário final sobre esta questão: uma pena!
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67Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Por Bruno Garattoni, Renata Cardoso e Leonardo Pujol
1 - Carlos II, rei da Espanha entre 1665 e 1700, também era conhecido como Carlos, o Enfeitiçado. O apelido 
veio da aparência dele, que tinha o rosto estranhamente deformado, do seu déficit cognitivo (só começou 
a falar aos 4 anos de idade) e dos muitos problemas de saúde que enfrentou ao longo da vida. 
2 - A bananeira é o oposto disso. Trata-se de uma planta robusta e viçosa, que cresce rápido e dá muitos 
frutos: a banana é a fruta mais consumida do mundo, com 125 milhões de toneladas produzidas por ano 
(...l.
3 - Carlos II foi o resultado de uma série de casamentos consanguíneos, em que os membros da dinastia 
Habsburgo tiveram filhos entre si ao longo de várias gerações. Mas a prática teve uma consequência 
terrível: os descendentes ficaram mais e mais parecidos geneticamente, e foram acumulando mutações 
causadoras de doenças.
4 - A bananeira domesticada, cujas frutas nós comemos, não tem sementes. Isso a torna muito mais 
agradável de consumir. E também significa que a planta se reproduz de forma assexuada: o agricultor 
simplesmente corta um pedaço dela e enterra em outro lugar.
5 - Nasce uma nova bananeira — que, eis o problema, é geneticamente idêntica à anterior. Ela não tem, 
como Carlos II não teve, um pai e uma mãe com genes bem diferentes, cuja mistura aperfeiçoa o DNA e 
ajuda a proteger contra doenças. As bananeiras são clones — por isso, um único patógeno pode exterminá-
las todas.
6 - E já existe um: o Fusarium Oxysporum. Trata-se de um fungo que se desenvolve no solo, e infecta as 
raízes das bananeiras, impedindo que elas puxem água e nutrientes.
6- Após a infecção, o solo fica contaminado por mais de 30 anos, e não há nada a fazer: o F. Oxysporum é 
imune a todos os agrotóxicos.
O preço da banana
7 - A banana comestível teria surgido no sudoeste asiático. Acredita-se que, entre 7 mil e 5 mil a.C., os 
nativos da Papua Nova Guiné teriam feito cruzamentos e domesticado as bananeiras selvagens (cheias 
de sementes duras, de quebrar os dentes). E voilà: desenvolveram bananeiras que produzem frutos sem 
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68Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
sementes.
8 - Aqueles pontinhos pretos dentro da banana, caso você esteja se perguntando, não são sementes: trata-
se de óvulos não fecundados. Isso porque os papuásios descobriram um método curioso para reproduzir a 
planta: bastava cortar e replantar um pedaço dela.
9 - Os séculos se passaram, e, à medida que as rotas comerciais foram se espalhando pelo mundo, o mesmo 
aconteceu com a banana 
10 - Foi quando ela chegou aos EUA, contudo, que a coisa mudou de patamar. Em menos de duas décadas, 
os americanos já estavam comendo mais bananas do que maçãs ou laranjas. De Olho nesse mercado, a 
Boston Fruit Company começou a comprar terras na América Central para cultivo e exportação da banana 
a partir de 1885.
 Criada em 1899, a United Fruit Company (UFC) — atua' Chiquita Brands International — se tornou a maior 
empresa do setor. Era tão poderosa que, na primeira metade do século 20, mandava nos governos da 
Guatemala e de Honduras, onde mantinha plantações — foi daí que surgiu a expressão "república das 
bananas".
11 - Em 1951, Juan Jacobo Árbenz Guzmán, de apenas 38 anos, foi eleito presidente da Guatemala com 
a promessa de fazer duas reformas: uma trabalhista e outra agrária, que garantissem salários justos e 
devolvessem parte da terra aos pequenos agricultores.
12 - A United Fruit, obviamente, não gostou. Se opôs duramente ao novo governo, e em agosto de 1953 
conseguiu convencer o presidente dos EUA, Dwight D. Eisenhower, a patrocinar um golpe de estado na 
Guatemala.
13 - A operação, de codinome PBSuccess, foi organizada pela CIA — que armou, financiou e treinou 480 
homens, liderados pelo coronel guatemalteco Carlos Castillo Armas, e também organizou um bloqueio 
naval.
14 - As tropas de Castillo invadiram o país em 18 de junho de 1954, o Exército não reagiu — e, nove dias 
depois, o presidente Guzmán acabou forçado a renunciar. A Guatemala mergulhou em uma guerra civil que 
duraria 36 anos. E a United retomou seu poder. 
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69Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
51. FGV - 2024 - TJ-MS
"Mas a prática teve uma consequência terrível: os descendentes ficaram mais e mais parecidos 
geneticamente [...l" (Texto 1, 30 parágrafo) 
Manuais de estilo tendem a desaconselhar a repetição de palavras, sob a alegação de que isso prejudicaria 
a eufonia do texto.
Na passagem acima, porém, a repetição do advérbio "mais" desempenha a função de indicar:
A) ressalva;
B) intensidade;
C) progressividade; 
D) impessoalidade;
E) desfavorecimento.
Gabarito: Item C
A questão pede que se identifique a função da repetição do advérbio "mais" na frase “os descendentes ficaram 
mais e mais parecidos geneticamente”. Afrase.
C) O termo “de um outro” corresponde sintaticamente a “de forma tão clara”.
D) O termo “o” em “o de um outro” se refere, por coesão, ao substantivo “homem” anteriormente expresso.
E) A frase mostra uma crítica implícita à falta de caráter entre os homens.
Gabarito: Item B
A questão solicitou o julgamento de afirmações acerca da estrutura semântica e interpretativa do trecho a seguir:
Um homem nunca descreve o seu próprio caráter de forma tão clara quanto descreve o de um outro.
Agora, vamos analisar cada item e o conteúdo apresentado. 
a) A frase mostra uma estrutura comparativa com base na semelhança entre os caracteres dos homens.
A estrutura comparativa que existe no trecho não é sobre o caráter dos homens, e sim sobre como os homens 
descrevem o seu caráter e o caráter de outros homens. 
b) Na escritura da frase, no segmento “o seu próprio”, um dos termos (” o” ou “seu”) pode ser retirado sem 
prejuízo da frase.
Eis o gabarito. Observe as três frases a seguir. A primeira será a versão original. As outras duas mostrarão as 
transformações propostas pela banca. 
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7Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
1. Um homem nunca descreve o seu próprio caráter de forma tão clara quanto descreve o de um outro.
2. Um homem nunca descreve seu próprio caráter de forma tão clara quanto descreve o de um outro.
Nessa frase, é totalmente correto retirar o artigo antes do pronome possessivo ‘seu’, dado que esse tipo de 
pronome, quando apresenta função adjetiva, configura um caso opcional de artigo. 
3. Um homem nunca descreve o próprio caráter de forma tão clara quanto descreve o de um outro.
Nessa frase proposta, a retirada do pronome possessivo ‘seu’ também mantém a correção gramatical e o sentido 
da frase. Isso acontece porque o termo ‘próprio’ já garante a noção de posse presente na estrutura. 
c) O termo “de um outro” corresponde sintaticamente a “de forma tão clara”.
Um homem nunca descreve o seu próprio caráter de forma tão clara quanto descreve o de um outro.
A expressão ‘de forma tão clara’ é um adjunto adverbial, associado ao verbo ‘descreve’, indicando modo. 
Já a expressão ‘de um outro’ se associa ao termo ‘o’, que substitui, por coesão, o substantivo ‘caráter’. Isso significa 
que sua função é a de adjunto adnominal.
Os dois termos destacados não exercem a mesma função. Por isso, o Item está incorreto. 
d) O termo “o” em “o de um outro” se refere, por coesão, ao substantivo “homem” anteriormente expresso.
O termo ‘o’ retoma, por coesão anafórica, o substantivo ‘caráter’. 
e) A frase mostra uma crítica implícita à falta de caráter entre os homens.
A crítica feita na frase é sobre a forma como os homens descrevem seu próprio caráter. 
5. FGV - 2024 - STN
Assinale a frase que mostra sentido irônico.
A) Não tenho a menor vocação para estrelismos. Prefiro andar de Mercedes a andar de limusine.
B) Não subo em palanque por questão de segurança – tenho 1,88m e peso 120kg.
C) Faço análise há cinco anos. Sou uma cabeça muito louca e sozinha não consigo dar conta de mim mesma.
D) A maior surpresa que você pode realizar é surpreender-se.
E) Quando não se pode o que se quer, deve-se querer o que se pode.
Gabarito: Item A
Solução completa:
a) Não tenho a menor vocação para estrelismos. Prefiro andar de Mercedes a andar de limusine.
Esta frase mostra ironia porque a pessoa afirma não ter vocação para estrelismos, uma postura que, em teoria, 
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8Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
sugere humildade ou modéstia. No entanto, em seguida, ela expressa uma preferência por andar de Mercedes 
em vez de limusine, o que ainda demonstra um gosto por luxo e ostentação. É essa contradição proposital que 
indica o uso da ironia.
b) Não subo em palanque por questão de segurança – tenho 1,88m e peso 120kg.
Esta frase não demonstra ironia, mas sim uma razão objetiva e prática para não subir em um palanque: o peso e 
a altura da pessoa, que poderiam causar problemas de segurança. 
c) Faço análise há cinco anos. Sou uma cabeça muito louca e sozinha não consigo dar conta de mim mesma.
Aqui, a pessoa faz uma declaração honesta sobre sua condição psicológica e a necessidade de ajuda profissional. 
d) A maior surpresa que você pode realizar é surpreender-se.
Esta frase contém uma reflexão filosófica ou um jogo de palavras, mas não contém ironia, pois não expressa o 
oposto do que se pretendia dizer. 
e) Quando não se pode o que se quer, deve-se querer o que se pode.
Esta é uma frase proverbial que sugere aceitação e adaptação às circunstâncias. Não há, nesta frase proverbial, 
uma ironia, mas sim uma recomendação para ajustar os desejos à realidade
6. FGV - 2024 - CVM
No prefácio do livro de Mário Vargas Llosa A Civilização do espetáculo, está presente o seguinte texto:
“É provável que nunca na história tenham sido escritos tantos tratados, ensaios, teorias e análises 
sobre a cultura como em nosso tempo. O fato é ainda mais surpreendente porque a cultura, no sentido 
tradicionalmente dado a esse vocábulo, está prestes a desaparecer em nossos dias. E talvez já tenha 
desaparecido, discretamente esvaziada de conteúdo, tendo este sido substituído por outro, que desnatura 
o conteúdo que ela teve”.
A afirmação correta sobre esse pequeno texto argumentativo, no que diz respeito às ferramentas 
empregadas em sua composição, é:
A) ocorre a presença de muitas afirmações sobre o tema, conferindo às reflexões uma grande firmeza e 
traduzindo a certeza do enunciador em suas próprias teorias.
B) o locutor utiliza a demonstração lógica ou pseudológica, apoiando seus argumentos em raciocínios que 
empregam relações de causa e consequência ou se apoiam sobre a própria lógica dos fatos.
C) o texto mostra modalização dos argumentos, expressando ideias de modo mais ou menos firme, 
apresentando-as prioritariamente como uma possibilidade.
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9Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
D) entre os processos estilísticos presentes nesse texto, destaca-se a ironia, mostrando uma posição de 
superioridade em face do tema tratado.
E) os argumentos apresentados são de fato contra-argumentos, pois mostram posicionamentos opostos ao do 
locutor.
Gabarito: Item C
As estratégias de composição de um texto dissertativo são múltiplas. A questão fez cinco comentários acerca 
disso, em que somente uma corresponde à verdade. Vamos aos itens:
a) Item incorreto: ocorre a presença de muitas afirmações sobre o tema, conferindo às reflexões uma grande 
firmeza e traduzindo a certeza do enunciador em suas próprias teorias.
O texto já inicia com a expressão ‘É provável que’. Isso faz com que seja excluída a possibilidade de a letra A ser o 
gabarito, pois o Item afirma que o autor confere grande firmeza e certeza em relação a seus argumentos. Se ele 
diz ‘é provável que’, não há tanta certeza.
b) Item incorreto: o locutor utiliza a demonstração lógica ou pseudológica, apoiando seus argumentos em 
raciocínios que empregam relações de causa e consequência ou se apoiam sobre a própria lógica dos fatos.
Não há qualquer expressão que traga uma ideia de raciocínio lógico no texto. As teorias e afirmações são feitas 
de forma direta, sem conexão com premissas e sem chegar a conclusões. 
c) Item correto: o texto mostra modalização dos argumentos, expressando ideias de modo mais ou menos firme, 
apresentando-as prioritariamente como uma possibilidade.
Observe que, no texto original, a expressão ‘é provável que’ já é um gatilho para que se conclua que as ideias 
foram expressas de modo mais ou menos firme, com a clara noção de possibilidade. 
d) Item incorreto: entre os processos estilísticos presentes nesse texto, destaca-se a ironia, mostrando uma 
posição de superioridade em face do tema tratado.
Não há, no texto, indícios ou presença de ironia. 
e) Item incorreto. os argumentos apresentados são de fato contra-argumentos, pois mostram posicionamentos 
opostos ao do locutor.expressão "mais e mais" indica um processo gradual de aumento ou 
acúmulo, característica típica de progressividade.
O trecho trata das consequências dos casamentos consanguíneos, que resultaram em descendentes cada vez 
mais parecidos geneticamente. A repetição de “mais” não denota um aumento abrupto, mas sim um processo 
acumulativo ao longo do tempo, sugerindo que essa semelhança foi se intensificando progressivamente ao longo 
das gerações.
Analisando as alternativas:
a) Ressalva. A expressão "mais e mais" não introduz uma ressalva ou um contraponto. A frase está afirmando 
um fato, sem a intenção de apontar uma exceção ou uma observação em contrário. Portanto, a alternativa é 
incorreta.
b) Intensidade. Embora a palavra "mais" possa sugerir intensidade em outros contextos, aqui ela está sendo 
usada para indicar um crescimento gradual ao longo do tempo, não uma intensificação abrupta ou imediata. 
Intensidade está mais ligada a algo que cresce rapidamente e de forma vigorosa, o que não é o caso aqui. Por 
isso, esta alternativa é incorreta.
c) Progressividade. Correta, a repetição de "mais" na expressão "mais e mais" indica um aumento gradual, ou 
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70Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
seja, progressivo. No contexto da frase, isso significa que os descendentes foram se tornando mais parecidos 
geneticamente de maneira contínua e acumulativa ao longo das gerações, não de forma repentina ou imediata. 
A progressividade reflete bem o sentido de um processo que vai crescendo aos poucos.
d) Impessoalidade. A repetição do advérbio "mais" não tem relação com impessoalidade. O uso da expressão 
"mais e mais" está descrevendo uma característica gradual no comportamento genético dos descendentes, sem 
qualquer intenção de tornar a frase impessoal. Portanto, esta alternativa também é incorreta.
e) Desfavorecimento. A expressão "mais e mais" não indica nenhum tipo de prejuízo ou desfavorecimento. Ela 
está indicando um aumento gradual na semelhança genética, sem sugerir que esse aumento tenha causado ou 
levado a uma situação desfavorável diretamente. Por isso, esta opção não é adequada.
Conclusão: A alternativa C é a correta, pois a repetição de "mais" indica progressividade, ou seja, um aumento 
gradual e contínuo da semelhança genética entre os descendentes, que se acumulou ao longo do tempo devido 
aos casamentos consanguíneos.
52. FGV - 2024 - TJ-MS
"Aqueles pontinhos pretos dentro da banana, caso você esteja se perguntando, não são sementes [...]” 
(Texto 1, 90 parágrafo)
Nessa passagem, o uso do pronome demonstrativo "aqueles" produz o efeito de:
A) evidenciar um equívoco dos papuásios;
B) exprimir concordância entre os cientistas;
C) expressar perplexidade quanto a uma tese;
D) simular proximidade entre enunciador e leitor;
E) levantar dúvida em relação a uma constatação.
Gabarito: Item D
A questão analisa o efeito causado pelo uso do pronome demonstrativo "aqueles" na frase. O pronome 
demonstrativo pode ter diversas funções no discurso e, aqui, é necessário identificar o impacto específico gerado 
pela sua escolha no texto.
Analisando as alternativas:
a) Evidenciar um equívoco dos papuásios: incorreta. Não há menção de erro ou equívoco cometido pelos 
papuásios em relação aos pontinhos pretos dentro da banana. A frase não sugere que os papuásios estejam 
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71Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
cometendo um engano, mas sim esclarece um fato sobre a banana.
b) Exprimir concordância entre os cientistas: incorreta. O pronome "aqueles" não está sendo usado para expressar 
concordância entre cientistas ou qualquer outra autoridade. Ele está, na verdade, direcionado ao leitor comum, 
não a um público especializado.
c) Expressar perplexidade quanto a uma tese: incorreta. A frase não expressa perplexidade ou surpresa. Pelo 
contrário, o autor parece seguro na explicação sobre o que os pontinhos pretos na banana realmente são, sem 
mostrar confusão ou dúvida.
d) Simular proximidade entre enunciador e leitor: correta. O uso de "aqueles" estabelece uma conexão direta 
com o leitor, como se o autor estivesse se referindo a algo que ambos já conhecem ou sobre o qual já refletiram. 
Isso cria um efeito de familiaridade, simulando uma proximidade entre quem escreve e quem lê. Assim como em 
expressões como "aquela sensação" ou "aquele lugar", o pronome demonstrativo é utilizado para sugerir que o 
leitor e o autor compartilham uma compreensão comum do assunto.
e) Levantar dúvida em relação a uma constatação: incorreta. Não há dúvida sendo levantada na frase. A explicação 
dada pelo autor sobre os pontinhos pretos dentro da banana é clara e objetiva, sem questionar a validade dessa 
constatação.
Conclusão: A alternativa D é a correta, pois o uso do pronome "aqueles" simula uma proximidade entre o autor 
e o leitor, sugerindo que ambos já estão familiarizados com o objeto de referência, no caso, os pontinhos pretos 
dentro da banana.
53. FGV - 2024 - TJ-MS
"Aqueles pontinhos pretos dentro da banana, caso você esteja se perguntando não são sementes [...]”
Tipicamente, uma oração condicional expressa uma condição que precisa ser satisfeita para que uma 
determinada situação seja verdadeira. Na passagem acima, porém, isso não ocorre, o que caracteriza um 
uso não convencional da oração condicional.
A alternativa em que se verifica um uso não convencional, análogo ao da passagem acima, da oração 
condicional é: 
A) Eu, caso ganhe na loteria, darei a volta ao mundo;
B) Se você estiver com fome tem comida na geladeira;
C) Se acaso você viesse eu não me conteria de felicidade;
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72Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
D) Vou ajudá-lo com essa tarefa, ainda que você não mereça; 
E) Posso até ir com você, mas desde que você se comporte.
Gabarito: Item B
A questão exige que se identifique uma oração condicional cujo uso não segue o padrão típico de expressar uma 
condição necessária. O exemplo apresentado na frase "caso você esteja se perguntando" não apresenta uma 
condição real; o autor explicaria o fato sobre os pontinhos pretos na banana independentemente de o leitor estar 
se perguntando sobre isso ou não. O mesmo tipo de uso não convencional da condicional deve ser encontrado 
na alternativa correta.
Analisando as alternativas:
a) Eu, caso ganhe na loteria, darei a volta ao mundo: incorreta. Essa frase apresenta um uso condicional 
convencional. A volta ao mundo está claramente condicionada ao fato de ganhar na loteria. Ou seja, é uma 
condição real e necessária.
b) Se você estiver com fome, tem comida na geladeira: correta. Aqui, a presença de comida na geladeira não 
depende da fome da pessoa. A comida está disponível de qualquer maneira, independentemente de a pessoa estar 
com fome ou não. O uso da condicional "se você estiver com fome" é apenas para introduzir uma possibilidade, 
mas a presença da comida não depende dessa condição. Esse é um uso não convencional da condicional, assim 
como no exemplo da banana.
c) Se acaso você viesse, eu não me conteria de felicidade: incorreta. Nesse caso, o uso da condicional é convencional. 
A felicidade depende da vinda da pessoa, ou seja, há uma condição real expressa pela oração condicional.
d) Vou ajudá-lo com essa tarefa, ainda que você não mereça: incorreta. Embora a frase use uma concessão ("ainda 
que"), que é diferente de uma condição, o foco da questão é a oração condicional, não concessiva. Portanto, essa 
opção não é relevante para a questão.
e) Posso até ir com você, mas desde que você se comporte: incorreta. O uso de "desde que" estabelece uma 
condição necessária e convencional: a pessoa só irá se o comportamento for adequado. Esse é um exemplo típico 
de oração condicional.
Conclusão: A alternativa B é a correta, pois o uso da condicional "se você estiver com fome" não representa 
uma condição verdadeira, já que a comida na geladeira está disponívelindependentemente da fome. O uso é 
análogo ao da frase sobre os pontinhos pretos na banana, onde a pergunta do leitor também não é uma condição 
essencial para a explicação do autor.
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73Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
54. FGV - 2024 - TJ-MS
"A banana comestível teria surgido no sudoeste asiático." (80 parágrafo)
"A Guatemala mergulhou em uma guerra civil que duraria 36 anos." (160 parágrafo)
Nas duas passagens acima, o futuro do pretérito exprime significados distintos.
A alternativa em que o futuro do pretérito apresenta, respectivamente, os mesmos significados observados 
nas passagens acima é: 
A) O acusado alegou que a vítima teria reagido. / Ele avisou que chegaria tarde;
B) Se eu fosse você, não viria. / Mesmo em uma situação dramática, ele não colaboraria:
C) Antigamente, eu achava que estaria rico aos 30 anos. / Quem aceitaria uma proposta dessas?!;
D) Você me ajudaria com esse problema? / Antigamente, eu achava que estaria rico aos 30 anos;
E) Ninguém te ajudaria, caso isso tivesse acontecido. / Naquele momento, eu não sabia que daria tudo certo.
Gabarito: Item A
Observe a intenção do emprego do futuro do pretérito na frase original.
"A banana comestível teria surgido no sudoeste asiático."
O futuro do pretérito, aqui, exprime incerteza ou especulação sobre um fato passado. O verbo indica uma 
hipótese ou suposição.
"A Guatemala mergulhou em uma guerra civil que duraria 36 anos."
Aqui, o futuro do pretérito é usado para expressar duração futura a partir de um ponto no passado
A banca solicitou, dentre as opções, o mesmo uso desse tempo verbal. 
Vamos aos itens e fique atento ao RESPECTIVAMENTE. 
a) Item correto. O acusado alegou que a vítima teria reagido. / Ele avisou que chegaria tarde:
Primeira ocorrência: "teria reagido" expressa uma hipótese ou relato indireto sobre um fato passado, semelhante 
ao uso em "a banana comestível teria surgido". Esse uso corresponde ao primeiro exemplo.
Segunda ocorrência: "chegaria tarde" indica um fato futuro em relação a um ponto no passado, assim como 
"duraria" na frase sobre a Guatemala. Esse uso corresponde ao segundo exemplo.
b) Item incorreto. Se eu fosse você, não viria. / Mesmo em uma situação dramática, ele não colaboraria:
Ambos os usos expressam a ideia de condição hipotética.
c) Item incorreto. Antigamente, eu achava que estaria rico aos 30 anos. / Quem aceitaria uma proposta dessas?!
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74Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Primeira ocorrência: "estaria rico" indica uma projeção ou expectativa futura a partir do passado, que corresponde 
ao segundo uso da guerra civil.
Segunda ocorrência: "aceitaria" expressa uma ideia hipotética, que não corresponde a nenhum dos exemplos 
originais.
d) Item incorreto. Você me ajudaria com esse problema? / Antigamente, eu achava que estaria rico aos 30 
anos:
Primeira ocorrência: O futuro do pretérito, aqui, foi usado para fazer uma pergunta em tom polido. Esse uso 
suaviza a abordagem, tornando o pedido ou a pergunta mais educada e indireta.
Portanto, já se pode descartar a letra D.
e) Item incorreto. Ninguém te ajudaria, caso isso tivesse acontecido. / Naquele momento, eu não sabia que 
daria tudo certo:
Primeira ocorrência: "ajudaria" é uma hipótese condicional, que não corresponde ao uso especulativo da 
primeira frase.
55. FGV - 2024 - TJ-MS 
"A bananeira domesticada, cujas frutas nós comemos, não tem sementes. Isso a torna muito mais agradável 
de consumir." (42 parágrafo)
A reescritura dessa passagem que NÃO gera erro gramatical é: 
A) A bananeira domesticada, cujas frutas nós comemos, não tem sementes. Isso torna-a muito mais agradável 
de consumir;
B) A bananeira domesticada, cujas frutas nós comemos, não tem sementes. Isso lhe torna muito mais agradável 
de consumir;
C) A bananeira domesticada, que as frutas nós comemos, não tem sementes. Isso a torna muito mais agradável 
de consumir;
D) A bananeira domesticada, cujo as frutas nós comemos, não tem sementes. Isso a torna muito mais agradável 
de consumir;
E) A bananeira domesticada, de cujas frutas nós nos aproveitamos, não tem sementes. Isso a torna muito mais 
agradável de consumir.
Gabarito: Item E
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75Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
A questão exige que se encontrem erros de diversas naturezas gramaticais. Portanto, vale a pena comentar cada 
item. 
a) A bananeira domesticada, cujas frutas nós comemos, não tem sementes. Isso torna-a muito mais agradável 
de consumir;
Erro da letra A: o pronome ‘isso’, invariável, é um demonstrativo que atrai obrigatoriamente o pronome ‘a’ para 
antes do verbo. Nesse caso, não se usa a ênclise, e sim a próclise. 
b) A bananeira domesticada, cujas frutas nós comemos, não tem sementes. Isso lhe torna muito mais 
agradável de consumir;
Erro da letra B: não se usa o pronome ‘lhe’ para completar verbo que seja transitivo direto. 
c) A bananeira domesticada, que as frutas nós comemos, não tem sementes. Isso a torna muito mais 
agradável de consumir;
Erro da letra C: a expressão ‘que a’ não pode ser usada no lugar do pronome ‘cujo’, por mais que esse uso pareça 
comum no português falado. Para indicar posse entre dois substantivos, usa-se o ‘cujo’. 
d) A bananeira domesticada, cujo as frutas nós comemos, não tem sementes. Isso a torna muito mais 
agradável de consumir;
Erro da letra D: não se usa artigo após o pronome relativo ‘cujo’. O emprego do termo ‘as’, então, fere a correção 
gramatical. 
e) A bananeira domesticada, de cujas frutas nós nos aproveitamos, não tem sementes. Isso a torna muito 
mais agradável de consumir.
Eis o gabarito. Não há erro na letra E. 
56. FGV - 2024 - DNIT 
Assinale a frase que mostra dois vocábulos em oposição semântica (antônimos).
A) A palavra é dom de todos; a sabedoria cabe a poucos.
B) Quando todos pensam igual é que ninguém está pensando.
C) Se não pode rir de você mesmo, ria dos outros.
D) Os velhos não chegam a ser mais sábios, só mais prudentes. 
E) Os sábios aprendem muito com seus inimigos.
Gabarito: Item B
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76Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
"Quando todos pensam igual é que ninguém está pensando."
Aqui, os vocábulos "todos" e "ninguém" são antônimos, pois "todos" se refere a um grupo completo, enquanto 
"ninguém" indica a ausência total de pessoas. Assim, a frase contém uma oposição semântica entre esses dois 
termos.
Cuidado com a letra A, o oposto do termo ‘poucos’ é ‘muitos’. 
a) ERRADO. O oposto do termo “poucos” é “muitos”, não “todos”, como intenta a assertiva.
b) CERTO. Como vimos é nosso gabarito; “todos” e “ninguém” são, de fato, antônimos.
c) ERRADO. Não há oposição entre “você” e “outros”.
d) ERRADO. Novamente, não há oposição entre “sábios” e “prudentes”. No caso em apreço, poderíamos ter para 
o primeiro a palavra “ignorante” e para o último a palavra “imprudente”.
e) ERRADO. “Sábio” não se opõe a “inimigos".
57. FGV - 2024 – DNIT
A coerência de um texto é construída também por meio de retomadas, de tipos variados, de outros 
elementos.
Assinale a opção em que a retomada do termo sublinhado é feita por meio de um elemento de classe 
gramatical diferente dos demais.
A) No verão ou no inverno, quem deixa o seu lugar, perde-o.
B) Poucos prazeres há aos quais o homem possa entregar-se tão inocentemente como o de ganhar dinheiro.
C) Mas é bonito ver o que o dinheiro é capaz de fazer.
D) Um contrato verbal não vale o papel no qual está escrito.
E) No fundo das gavetas encontram-se segredos importantes de família e aí também nos deparamos com fotos 
antigas.
Gabarito: Item E
Na letra A, o termo ‘lugar’ é retomado por um pronome: o.
Na letra B, o termo ‘prazeres’ é retomado por um pronome: o.
Na letra C, o termo ‘o’ é retomado por um pronome ‘que’.
Na letra D, o termo ‘papel’ é retomado por um pronome ‘o qual’.
Na letra E, o termo ‘fundo das gavetas’ é retomado por um advérbio: aí.
E-BOOK77Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Por esse motivo, o gabarito é a letra E, afinal todas as alternativas, com exceção da letra E, trazem como elemento 
de retomada um pronome. Note que a letra E, por seu turno, faz a retomada por meio de um advérbio. 
58. FGV - 2024 - CGE-PB 
Uma das tarefas mais complicadas na escritura é a seleção adequada de palavras utilizadas nos textos.
A opção abaixo em que a crítica indicada sobre o uso de palavras no texto dado NÃO é pertinente, é:
A) "Um tema pelo qual estou interessado é o relacionado com os efeitos que provoca a droga a nível desportivo." 
/ utilização de termos desnecessários.
B) "Em muitas partes do corpo como são as mãos, as orelhas e os pés, estão representados todos os órgãos e 
partes do corpo, como mostra a reflexologia." / repetição de palavras idênticas.
C) "O projeto governamental não foi aprovado no Senado, a despeito dos esforços dos partidos governistas, em 
função da grande pressão popular." / utilização de conectores inadequados.
D) "As coisas apresentadas na exposição tinham aspecto interessante, mas a ausência de público prejudicou o 
bom evento." / emprego de palavras demasiadamente gerais ou de significado impreciso.
E) "O aprofundamento dos debates paralelamente às novas contribuições trazidas pelos parlamentares pode 
dar solução ao problema das moradias." / utilização de palavras abstratas em lugar das concretas e de 
vocábulos mais longos em lugar dos mais curtos.
Gabarito: Item C
a) "Um tema pelo qual estou interessado é 0 relacionado com os efeitos que provoca a droga a nível desportivo." 
/ utilização de termos desnecessários.
A crítica é pertinente, pois a expressão ‘a nível’ é desnecessária. 
b) "Em muitas partes do corpo como são as mãos, as orelhas e os pés, estão representados todos os órgãos e 
partes do corpo, como mostra a reflexologia." / repetição de palavras idênticas.
A crítica é pertinente, pois a expressão ‘partes do corpo’ foi repetida.
c) "O projeto governamental não foi aprovado no Senado, a despeito dos esforços dos partidos governistas, 
em função da grande pressão popular." / utilização de conectores inadequados.
Essa crítica não procede, pois os conectores foram empregados corretamente. Portanto esta é a alternativa 
correta.
d) "As coisas apresentadas na exposição tinham aspecto interessante, mas a ausência de público prejudicou 
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78Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
0 bom evento." / emprego de palavras demasiadamente gerais ou de significado impreciso.
A crítica é pertinente, pois a expressão ‘coisas’ foi empregada de maneira imprecisa. 
e) "O aprofundamento dos debates paralelamente às novas contribuições trazidas pelos parlamentares 
pode dar solução ao problema das moradias." / utilização de palavras abstratas em lugar das concretas e de 
vocábulos mais longos em lugar dos mais curtos.
A crítica é pertinente, pois a frase usa termos relativamente abstratos, como "aprofundamento dos debates" e 
"novas contribuições".
59. FGV - 2024 - CGE-PB
Eis um famoso segmento do Sermão da Sexagésima, do Padre Antônio Vieira (texto 2):
"'Eis que o que semeia saiu a semear'. Diz Cristo, que saiu o pregador evangélico a semear a palavra divina. 
Bem parece este texto dos livros de Deus. Não só faz menção do semear, mas também faz caso do sair: 
Exiit (saiu), porque no dia da messe hão-nos de medir a semeadura e hão-nos de contar os passos. O 
mundo, aos que lavrais com ele, nem vos satisfaz 0 que dispendeis, nem vos paga o que andais. Deus não 
é assim. Para quem lavra com Deus até o sair é semear, porque também das passadas colhe fruto. Entre 
os semeadores do Evangelho há uns que saem a semear, há Outros que semeiam sem sair. Os que saem a 
semear são os que vão pregar à índia, à China, ao Japão; os que semeiam sem sair, são os que se contentam 
com pregar na pátria. Todos terão Sua razão, mas tudo tem Sua conta. Aos que têm a seara em casa, pagar-
lhes-ão a semeadura; aos que vão buscar a seara tão longe, hão-lhes de medir a semeadura e hão-lhes de 
contar os passos".
A afirmação que está em acordo com o que é lido no fragmento acima, é:
A) o pregador diz que "Deus não é assim" porque Deus consegue ver o que os homens não veem.
B) todos os que semeiam a palavra divina receberão Sua paga, pelo que fizeram e também pelo esforço 
empregado.
C) ao designar o semeador como "o que semeia", no texto evangélico, o autor prioriza o que é a pessoa, acima 
do que ela faz.
D) o sermão faz uma comparação entre os pregadores que saem e os que ficam na pátria, mostrando a justiça 
de Deus ao julgá-los de forma idêntica.
E) nas cinco primeiras linhas do texto, o orador faz uma interpretação do texto citado ao início, mostrando o 
valor lógico das palavras empregadas.
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79Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Gabarito: Item B
Esta questão exige uma interpretação cuidadosa do segmento do Sermão da Sexagésima de Padre Antônio Vieira. 
No texto, Vieira compara os pregadores que saem a pregar em terras distantes e os que permanecem em sua 
pátria, destacando que Deus recompensa tanto o ato de semear a palavra divina quanto o esforço empregado (as 
passadas dos pregadores).
Analisando as alternativas: 
a) O pregador diz que "Deus não é assim" porque Deus consegue ver o que os homens não veem: incorreta. 
Embora o texto afirme que Deus valoriza tanto o trabalho quanto o esforço, não é mencionado que Deus vê o que 
os homens não conseguem ver. A frase "Deus não é assim" refere-se ao fato de que, diferentemente dos homens, 
Deus recompensa não apenas o ato, mas também o esforço.
b) Todos os que semeiam a palavra divina receberão Sua paga, pelo que fizeram e também pelo esforço empregado: 
correta. Vieira destaca que tanto os pregadores que saem a terras distantes quanto os que pregam em sua pátria 
serão recompensados por Deus. Ele menciona que não só a semeadura, mas também as ações passadas e os 
esforços serão levados em conta. Isso indica que Deus paga tanto pelo que se faz quanto pelo esforço empregado, 
o que está de acordo com o texto.
c) Ao designar o semeador como "o que semeia", no texto evangélico, o autor prioriza o que é a pessoa, acima 
do que ela faz: incorreta. O foco do texto está na ação de semear a palavra divina e no esforço, não em priorizar 
a pessoa acima do que ela faz.
d) O sermão faz uma comparação entre os pregadores que saem e os que ficam na pátria, mostrando a justiça 
de Deus ao julgá-los de forma idêntica: incorreta. Vieira menciona que ambos serão recompensados, mas não 
sugere que serão julgados de forma idêntica. Pelo contrário, há uma distinção entre os que semeiam na pátria 
e os que vão para terras distantes, pois Deus levará em conta tanto a semeadura quanto o esforço adicional dos 
que pregam longe.
e) Nas cinco primeiras linhas do texto, o orador faz uma interpretação do texto citado ao início, mostrando o valor 
lógico das palavras empregadas: incorreta. O trecho inicial do sermão de Vieira não está focado em uma análise 
lógica das palavras, mas sim em uma reflexão sobre o valor do esforço e da semeadura.
Conclusão: a alternativa B é a correta, pois o texto enfatiza que todos os que semeiam a palavra de Deus serão 
recompensados, tanto pela semeadura quanto pelo esforço empregado, mostrando que Deus valoriza as ações 
e o esforço dos pregadores.
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80Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
60. FGV - 2024 - CGE-PB
Observe o seguinte capítulo do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis:
"Pádua era empregado em repartição dependente do ministério da guerra. Não ganhava muito, mas a 
mulher gastava pouco, e a vida era barata. Demais, a casa em que morava, assobradada como a nossa, 
posto que menor, era propriedade dele. Comprou-a com a sorte grande que lhe saiu num meio bilhete de 
loteria, dez contos de réis. A primeira ideia do Pádua, quando lhe saiu o prémio,foi comprar um cavalo do 
Cabo, um adereço de brilhantes para a mulher, uma sepultura perpétua de família, mandar vir da Europa 
alguns pássaros, etc.; mas a mulher, esta D. Fortunata que ali está à porta dos fundos da casa, em pé, 
falando à filha, alta, forte, cheia, como a filha, a mesma cabeça, os mesmos Olhos claros, a mulher é que 
lhe disse que o melhor era comprar a casa, e guardar o que sobrasse para acudir às moléstias grandes. 
Pádua hesitou muito; afinal, teve de ceder aos conselhos de minha mãe, a quem D. Fortunata pediu auxílio. 
Nem foi só nessa ocasião que minha mãe lhes valeu; um dia chegou a salvar a vida do Pádua. Escutai; a 
anedota é curta.
O administrador da repartição em que Pádua trabalhava teve de ir ao Norte, em comissão. Pádua, Ou por 
ordem regulamentar, Ou por especial designação, ficou substituindo o administrador com os respectivos 
honorários. Esta mudança de fortuna trouxe-lhe certa vertigem; era antes dos dez contos. Não se contentou 
de reformar a roupa e a copa, atirou-se às despesas supérfluas, deu joias à mulher, nos dias de festa matava 
um leitão, era visto em teatros, chegou aos sapatos de verniz. Viveu assim vinte e dois meses na suposição 
de uma eterna interinidade".
Sobre a esquematização do tempo nesse fragmento narrativo, é correto afirmar que:
A) o texto mostra uma evolução cronológica contínua dos fatos narrados.
B) ocorre no texto acima uma prolepse, ou seja, uma antecipação das ações futuras.
C) parte do fragmento textual mostra uma pausa, ou seja, um momento em que a ação narrativa para.
D) entre os fatos narrados no texto há uma elipse de tempo, quando se salta de um momento a Outro na 
sequência.
E) o fragmento mostra a esquematização básica dos textos narrativos: uma situação inicial, um elemento 
perturbador, os fatos ou acontecimentos e uma resolução final.
Gabarito: Item C
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81Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Observe os comentários das opções incorretas.
a) Item incorreto. O texto mostra uma evolução cronológica contínua dos fatos narrados.
Não há uma evolução contínua. Nesse texto, ocorrem saltos temporais que fazem com que o tempo não seja 
visto de forma linear. Ele conta, no meio da narrativa, histórias do passado de Pádua.
b) Item incorreto. Ocorre no texto acima uma prolepse, ou seja, uma antecipação das ações futuras.
Errado, pois o texto não antecipa eventos futuros. Prolepse seria uma previsão ou um salto para acontecimentos 
futuros, o que não acontece aqui. Ele faz referência a acontecimentos passados. 
c) Item correto. Parte do fragmento textual mostra uma pausa, ou seja, um momento em que a ação narrativa 
para.
Eis o gabarito. No fragmento, há um momento de pausa narrativa, quando o narrador interrompe a progressão 
dos eventos para fazer uma descrição detalhada da família de Pádua, como a aparência de D. Fortunata e as 
reflexões sobre as decisões de Pádua (quando a D. Fortunata salva a vida de Pádua). Essas descrições suspendem 
temporariamente o avanço da narrativa, o que caracteriza uma pausa.
d) Item incorreto. Entre os fatos narrados no texto há uma elipse de tempo, quando se salta de um momento a 
outro na sequência.
O que se tem, no texto, é uma interrupção da narrativa para relatar um acontecimento passado, não um salto 
temporal dos acontecimentos ou das ações.
e) Item incorreto. O fragmento mostra a esquematização básica dos textos narrativos: uma situação inicial, um 
elemento perturbador, os fatos ou acontecimentos e uma resolução final.
Errado, pois o fragmento não apresenta essa estrutura narrativa básica completa. Não há um elemento 
perturbador claro ou uma resolução final dentro do trecho lido. A narrativa está mais centrada em contar um 
episódio da vida de Pádua, com início, meio e fim, sem elemento perturbador.
61. FGV – 2023 – CGE PB
Observe o período abaixo, em discurso direto:
"Eu perguntei ao ministro: — V. Exa trouxe consigo o dinheiro que lhe emprestei ontem?"
Se passarmos esse mesmo período para o discurso indireto, a única modificação NÃO cabível é: 
A) “S. Exa" em lugar de "V. Exa". 
B) “com ele" em lugar de "consigo". 
C) “trouxera" em lugar de "trouxe". 
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82Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
D) “na véspera" em lugar de "ontem".
E) “a conjunção "se" em lugar dos dois pontos e do travessão.
Gabarito: Item B
Esta questão trata da transformação do discurso direto para o discurso indireto na frase, analisando as possíveis 
modificações gramaticais necessárias nesse processo. Cada alternativa propõe uma modificação, é necessário 
identificar qual delas não é apropriada.
Analisando as alternativas:
a) "S. Exa" em lugar de "V. Exa": correta. No discurso indireto, "V. Exa." (Vossa Excelência) pode ser substituído 
por "S. Exa." (Sua Excelência), já que a referência deixa de ser feita diretamente à pessoa e passa a ser feita em 
terceira pessoa. A mudança é adequada.
b) "com ele" em lugar de "consigo": incorreta. O pronome "consigo" é reflexivo e refere-se ao próprio sujeito 
da oração, neste caso, o ministro. No discurso indireto, o pronome reflexivo deve ser mantido, já que ainda faz 
referência ao sujeito. Usar "com ele" faria referência a uma terceira pessoa diferente do ministro, o que não é 
adequado neste contexto. Portanto, essa modificação não é cabível.
c) "trouxera" em lugar de "trouxe": correta. Ao transformar o discurso direto em indireto, geralmente ocorre a 
mudança de tempo verbal. Neste caso, "trouxe" no presente deve ser convertido para "trouxera" no pretérito 
mais-que-perfeito, uma alteração comum e correta no discurso indireto.
d) "na véspera" em lugar de "ontem": correta. O advérbio de tempo "ontem" no discurso direto deve ser convertido 
para "na véspera" no discurso indireto, para manter a coerência temporal. Esta modificação é adequada e cabível.
e) A conjunção "se" em lugar dos dois pontos e do travessão: correta. No discurso indireto, é comum substituir 
os sinais de pontuação do discurso direto, como dois pontos e travessão, pela conjunção "se" para introduzir 
perguntas. Essa modificação está de acordo com as normas de transformação de discurso.
Conclusão: A alternativa B é a correta, pois a modificação de "consigo" para "com ele" não é cabível, uma vez que 
o pronome reflexivo "consigo" ainda se refere ao próprio sujeito (o ministro) e não deve ser substituído por um 
pronome que faria referência a uma outra pessoa.
62. FGV - 2024 - CGE-PB
A frase abaixo em que a concordância verbal está inadequada é:
A) Quantos anos haverá que ela nos visitou?
B) Deve ir em cinco anos que viajei para a Europa.
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83Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
C) Cinco anos está fazendo que nos encontramos.
D) Deve estar passando dois minutos das seis horas.
E) Há de fazer duas semanas que comprei o carro novo.
Gabarito: Item D
Esta questão é excelente e envolve a concordância verbal com verbos impessoais. 
Vamos analisar cada Item:
a) Quantos anos haverá que ela nos visitou?
Para a letra A ficar mais fácil, basta que ela seja organizada em uma ordem mais comum de ser encontrada no 
registro do nosso português. Observe:
Haverá quantos anos que ela nos visitou?
Com essa organização sintática, fica muito mais fácil ver o emprego do verbo ‘haver’, no sentido de tempo 
transcorrido. Nesse caso, temos um verbo impessoal, o qual deve permanecer no singular. A frase, portanto, está 
totalmente correta.
b) Deve ir em cinco anos que viajei para a Europa.
Eis, na letra B, um caso pouco comentado de verbo impessoal, mas que – na FGV – merece destaque: Ir + em/ 
para, com sentido de tempo transcorrido. 
Exemplo: “Vai para vinte anos que o Plano Real foi lançado.”
A frase, portanto, está correta.
c) Cinco anos está fazendo que nos encontramos.
Organize a frase de maneira diferente e veja a magia acontecer: Está fazendo cinco anos que nos encontramos. 
Observe que o verbo principal da locuçãoé o verbo ‘Fazer’, no sentido de tempo transcorrido. 
Como esse verbo é impessoal, a única versão correta dele é o singular. A frase está correta. 
d) Deve estar passando dois minutos das seis horas.
Nesta oração, o verbo principal da locução é o verbo ‘passar’. Neste caso, não se fala em oração sem sujeito. 
Não há registro de que o verbo ‘passar’ seja impessoal na nossa gramática. Portanto, o correto dessa frase seria: 
‘Devem estar passando dois minutos das seis horas’. Está incorreta e é o gabarito.
e) Há de fazer duas semanas que comprei o carro novo.
Observe que o verbo principal da locução é o verbo ‘Fazer’, no sentido de tempo transcorrido. Como esse verbo 
é impessoal, a única versão correta dele é o singular. A frase está correta. 
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84Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
63. FGV - 2024 - CM FORTALEZA
Assinale a frase em que a modificação de uma oração reduzida para uma desenvolvida tenha sido feita de 
forma inadequada.
A) Os estrangeiros terão de comer muito feijão para chegar à posição de maior banco do mundo. / para que 
cheguem.
B) Não existe política cultural no Brasil. Existem pessoas que têm talento para captar dinheiro. / para que 
captem dinheiro.
C) Negócios são negócios: alguns pagam para fazermos, outros nós pagamos para fazer. / para que façamos, 
para que façam.
D) Falência é um procedimento da lei que permite pôr o dinheiro nos bolsos das calças e entregar o paletó aos 
credores. / que se ponha, que se entregue.
E) A protelação é como um cartão de crédito: é muito divertido até você receber a conta. / até o recebimento 
da conta.
Gabarito: Item E
Esse tipo de questão exige atenção na transformação de orações reduzidas em orações desenvolvidas. Uma 
oração reduzida não apresenta conectivo que a introduza e utiliza verbos no infinitivo, gerúndio ou particípio. A 
tarefa aqui é identificar se a transformação foi feita corretamente, ou seja, se a oração desenvolvida foi formada 
adequadamente.
Analisando as alternativas:
a) "para que cheguem" em lugar de "para chegar": correta. O verbo "chegar" no infinitivo foi adequadamente 
desenvolvido para "para que cheguem", tornando-se uma oração completa e com sentido de finalidade. A 
modificação está correta.
b) "para que captem dinheiro" em lugar de "para captar dinheiro": correta. A transformação de "captar" (infinitivo) 
para "para que captem" segue o padrão de uma oração desenvolvida com sentido de finalidade, e o verbo foi 
conjugado adequadamente. A modificação está correta.
c) "para que façamos, para que façam" em lugar de "para fazermos, para fazer": correta. A transformação dos 
verbos no infinitivo ("fazermos" e "fazer") para orações desenvolvidas com "para que façamos" e "para que 
façam" foi feita corretamente, expressando ações em que há uma finalidade. A modificação está adequada.
d) "que se ponha, que se entregue" em lugar de "pôr, entregar": correta. O verbo "pôr" no infinitivo e "entregar" 
foram corretamente desenvolvidos para orações com "que se ponha" e "que se entregue", expressando 
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85Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
adequadamente a passividade da ação. A modificação está correta.
e) "até o recebimento da conta" em lugar de "até você receber a conta": incorreta. Aqui, o erro está na 
transformação para uma expressão nominal ("o recebimento da conta"), em vez de uma oração com verbo. A 
reescrita removeu o verbo "receber", o que descaracteriza uma oração desenvolvida, já que falta um verbo para 
compor a estrutura. Não se pode falar em oração, mas sim em uma expressão nominal. Por isso, esta modificação 
é inadequada.
Conclusão: A alternativa E é a correta, pois a modificação "até o recebimento da conta" resultou em uma 
expressão nominal, não em uma oração desenvolvida. Isso fere a estrutura esperada, tornando a transformação 
inadequada.
64. FGV - 2024 - CM FORTALEZA
Observe o seguinte texto:
A felicidade depende da habilidade que tenhamos naquelas atividades que consideramos importantes: 
somente se lhes damos um real valor aos pequenos detalhes cotidianos, poderemos ter instantes felizes. 
A felicidade absoluta não existe, e já que só podemos acessar os pequenos detalhes daquilo que nos 
interessa, devemos contentar-nos com isso. Por isso, a infelicidade é um sinal claro de nossa incompetência 
na arte de viver.
Sobre a estrutura e a significação desse texto, assinale a afirmação inadequada 
A) O tema do texto gira em torno do que consiste a felicidade e o que viria a ser o seu oposto.
B) A afirmação de que "A felicidade absoluta não existe" é de cunho pessoal do autor do texto, representando 
uma opinião.
C) O raciocínio utilizado na estruturação argumentativa é do tipo dedutivo.
D) O conector "Por isso" mostra a preocupação com o caráter lógico da argumentação.
E) A tese do texto é a de que a infelicidade é fruto de nossa incompetência na arte de viver.
Gabarito: Item E
Esta questão envolve a análise da estrutura argumentativa do texto, distinguindo a tese, os argumentos e a 
conclusão.
Analisando as alternativas:
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86Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
a) "O tema do texto gira em torno do que consiste a felicidade e o que viria a ser o seu oposto": correta. O tema 
central do texto realmente aborda a definição de felicidade, explorando a ideia de que a felicidade depende da 
nossa capacidade de valorizar os detalhes cotidianos e o oposto disso seria a infelicidade. O texto reflete sobre 
esses conceitos.
b) "A afirmação de que 'A felicidade absoluta não existe' é de cunho pessoal do autor do texto, representando 
uma opinião": correta. A frase "A felicidade absoluta não existe" expressa uma opinião pessoal do autor, que está 
desenvolvendo um ponto de vista subjetivo sobre a impossibilidade de se alcançar a felicidade plena. Trata-se de 
uma posição opinativa, não de um fato objetivo.
c) "O raciocínio utilizado na estruturação argumentativa é do tipo dedutivo": correta. O texto segue uma estrutura 
argumentativa dedutiva, começando com uma ideia geral sobre a felicidade e, a partir disso, desenvolvendo 
conclusões específicas sobre como a infelicidade está relacionada à falta de habilidade em valorizar os detalhes 
da vida.
d) "O conector 'Por isso' mostra a preocupação com o caráter lógico da argumentação": correta. O uso do conector 
"Por isso" serve para estabelecer uma relação lógica entre as ideias apresentadas, introduzindo a conclusão 
de que a infelicidade é fruto da incompetência na arte de viver. Esse conector ajuda a organizar a estrutura 
argumentativa de maneira clara e coerente.
e) "A tese do texto é a de que a infelicidade é fruto de nossa incompetência na arte de viver": incorreta. Esta 
afirmação representa a conclusão do texto, não a tese. A tese central do texto está relacionada à ideia de que 
a felicidade depende de nossa habilidade em valorizar os pequenos detalhes do cotidiano. A conclusão decorre 
dessa tese, afirmando que a infelicidade surge quando falhamos em desenvolver essa habilidade.
Conclusão: a alternativa E é a incorreta, pois a frase indicada não representa a tese do texto, mas sim a sua 
conclusão. A tese gira em torno da ideia de que a felicidade depende da habilidade de valorizar os detalhes 
cotidianos, enquanto a conclusão afirma que a infelicidade é consequência da incompetência nessa "arte de 
viver".
65. FGV - 2024 - CM FORTALEZA
Observe o seguinte fragmento textual:
Era a primeira vez que viajava sozinha, mas não estava assustada; ao contrário, me parecia uma aventura 
agradável aquela profunda liberdade na noite. O sangue, depois daquela longa viagem, começava a circular 
nas pernas entumecidas e com um sorriso de assombro olhava aquela grande estação e os grupos que 
aguardavam o expresso e os que chegávamos com três horas de atraso.
O cheiro especial, o grande rumor das pessoas, as luzes sempre tristes tinham para mim um grande 
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87EstratégiaConcursos | As 100 questões mais difíceis de Português
encanto, já que envolvia todas as minhas impressões na maravilha de haver chegado finalmente a uma 
cidade grande, adorada em meus sonhos por ser desconhecida.
Comecei a seguir — uma gota numa corrente — o rumo da massa humana que, carregada de maletas, se 
aglomerava na saída. Minha bagagem era uma maleta pesada — porque estava cheia de livros — e a levava 
eu mesma com toda a força de minha juventude e de minha ansiosa expectativa.
Sobre a estrutura e a significação desse texto, assinale a afirmativa inadequada.
A) O texto está narrado na primeira pessoa do singular e emprega preferencialmente o pretérito imperfeito do 
indicativo.
B) O último período do texto é de tipo narrativo, mostrando a última ação de uma sequência.
C) O narrador do texto é também o seu protagonista, com ponto de vista interno.
D) Trata-se de uma narrativa linear, pois segue uma ordem cronologicamente temporal lógica.
E) O último parágrafo começa por uma forma verbal no pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação 
que só acontece uma vez.
Gabarito: Item B
O último período do texto ["Minha bagagem era uma maleta pesada..."] é predominantemente descritivo, não 
narrativo. A personagem descreve a bagagem (pesada, cheia de livros) e suas sensações (força da juventude, 
expectativa). Como não apresenta uma sucessão de fatos, não é narrativo. Portanto, a alternativa B, que classifica 
este trecho como narrativo, está incorreta.
a) Item incorreto. O texto é narrado na primeira pessoa, como se observa nos trechos "me parecia", "tinham para 
mim", e os verbos estão no pretérito imperfeito, como "viajava", "começava", "olhava".
c) Item incorreto. O narrador é também o protagonista, com ponto de vista interno, como se vê em "não estava 
assustada", "parecia agradável".
d) Item incorreto. A narrativa segue uma ordem cronológica: em primeiro lugar, a viagem, depois, a chegada à 
estação, e o início da caminhada.
e) Item incorreto. O último parágrafo começa com o verbo "Comecei", no pretérito perfeito, indicando uma ação 
concluída no passado.
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88Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
66. FGV - 2024 - AL-TO
Assinale a frase que mostra a palavra mais numa classe gramatical diferente das demais.
A) O mercado está prisioneiro de mais um círculo vicioso: piora porque piorou e porque piorou, piora.
B) Os ingleses conquistaram o mundo porque não aguentavam mais a própria cozinha.
C) Quanto mais vejo o estrangeiro, mais amo a minha pátria.
D) Não é mais possível aprender tudo de cor. Um homem instruído não é mais o homem que sabe muitas 
coisas; é o homem que sabe onde buscar informações.
E) Muda-se mais facilmente de religião do que de café.
Gabarito: Item A
O termo ‘mais’ pode, basicamente, pertencer a duas classes gramaticais diferentes. Vamos a elas:
 → Advérbio de intensidade – quando intensifica verbos, adjetivos e outros advérbios.
 → Pronome indefinido – quando está associado a termo de natureza substantiva, expressando quantidade.
Vamos aos itens:
a) Item correto. O mercado está prisioneiro de mais um círculo vicioso: piora porque piorou e porque piorou, 
piora.
Neste caso, o termo ‘mais’ está ligado a um círculo. Temos aqui um pronome. 
b) Item incorreto. Os ingleses conquistaram o mundo porque não aguentavam mais a própria cozinha.
O ‘mais’, aqui, está associado ao verbo ‘aguentar’. Neste caso, tem papel adverbial.
c) Item incorreto. Quanto mais vejo o estrangeiro, mais amo a minha pátria.
O ‘mais’, aqui, está ligado ao verbo ‘vejo’ e, portanto, também tem função adverbial.
d) Item incorreto. Não é mais possível aprender tudo de cor. Um homem instruído não é mais o homem que sabe 
muitas coisas; é o homem que sabe onde buscar informações.
O ‘mais’, aqui, está ligado ao verbo ‘ser’ e, portanto, também tem função adverbial.
e) Item incorreto. Muda-se mais facilmente de religião do que de café.
O ‘mais’, aqui, está ligado ao advérbio ‘facilmente’ e, portanto, também tem função adverbial.
Por fim, nota-se que a única alternativa que traz uma classe gramatical diferente para o “mais” é a letra A, nosso 
gabarito.
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89Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
67. FGV - 2024 - AL-TO
John Steinbeck, prêmio Nobel, declarou o seguinte:
O homem é o único animal que bebe sem ter sede, come sem ter fome e fala sem ter nada a dizer.
Em relação ao significado e à estruturação desse pequeno texto, assinale a afirmativa incorreta.
A) A frase ficaria mais enfática se invertêssemos a posição do termo inicial: O único animal que bebe sem ter 
sede, come sem ter fome e fala sem ter nada a dizer é o homem.
B) A inversão de alguns segmentos do texto em nada modificaria o sentido da frase: O homem é o único animal 
que come sem ter fome, bebe sem ter sede e fala sem ter nada a dizer.
C) Os segmentos finais do texto mostram preocupação com rigoroso paralelismo sintático.
D) Segundo a opinião do autor do texto, a marca principal do homem é a irracionalidade.
E) Nem todas as ações citadas como marcas humanas estão presentes, por oposição, nos outros animais.
Gabarito: Item C
Paralelismo sintático é a repetição de uma mesma estrutura gramatical dentro de uma frase ou de várias frases, 
seguindo o mesmo parâmetro. Essa técnica é utilizada para criar harmonia e coerência no texto, além de facilitar 
a compreensão. No paralelismo sintático, as orações ou segmentos de uma oração mantêm a mesma forma, 
como tempo verbal, conectivos ou preposições, criando um padrão estrutural.
Há três estruturas que precisam respeitar o paralelismo nesse texto.
Observe-as.
O homem é o único animal que
1. bebe sem ter sede
2. come sem ter fome 
3. fala sem ter nada a dizer
Observe os complementos do verbo ‘ter’. Nas duas primeiras ocorrências, o complemento desse verbo é um 
substantivo. Isso configura um respeito ao paralelismo. Na terceira estrutura, para se manter o devido paralelismo, 
deveria ser substituída a estrutura VERBAL ‘nada a dizer’ por uma estrutura nominal, por exemplo, ‘assunto’. 
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90Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
1. bebe sem ter sede
2. come sem ter fome 
3. fala sem ter assunto.
Analisando as alternativas:
a) "A frase ficaria mais enfática se invertêssemos a posição do termo inicial: O único animal que bebe sem ter 
sede, come sem ter fome e fala sem ter nada a dizer é o homem": correta. A inversão sugerida aqui dá ênfase à 
definição do homem como o único ser que realiza essas ações, trazendo a informação mais impactante para o 
final da frase. Essa modificação reforça o significado sem alterar o conteúdo.
b) "A inversão de alguns segmentos do texto em nada modificaria o sentido da frase: O homem é o único animal 
que come sem ter fome, bebe sem ter sede e fala sem ter nada a dizer": correta. A alteração na ordem dos 
segmentos não modifica o sentido geral da frase, já que as três ações indicadas ("comer", "beber" e "falar") 
continuam expressando a mesma ideia de irracionalidade ou desnecessidade. O sentido permanece intacto.
c) "Os segmentos finais do texto mostram preocupação com rigoroso paralelismo sintático": incorreta. O texto 
não respeita o paralelismo sintático de forma rigorosa. O paralelismo é uma técnica que busca manter a mesma 
estrutura gramatical em todas as partes da oração para criar harmonia. No trecho "bebe sem ter sede, come 
sem ter fome e fala sem ter nada a dizer", as duas primeiras estruturas são paralelas, pois têm complementos 
nominais ("sede" e "fome"). No entanto, a terceira estrutura, "fala sem ter nada a dizer", quebra o paralelismo, 
pois "nada a dizer" é uma estrutura verbal, não nominal. Para manter o paralelismo, a frase poderia ser reescrita 
como "fala sem ter assunto". Esta é a afirmativa incorreta. 
d) "Segundo a opinião do autor do texto, a marca principal do homem é a irracionalidade": correta. A frase de 
Steinbeck sugere que o homem age demaneira irracional, fazendo coisas que não são movidas por necessidade 
real (como beber sem sede ou falar sem ter algo a dizer), o que caracteriza a irracionalidade como um traço 
central.
e) "Nem todas as ações citadas como marcas humanas estão presentes, por oposição, nos outros animais": 
correta. A frase de Steinbeck destaca ações que, de maneira geral, não são características de outros animais, 
como falar sem propósito ou beber sem sede. O autor sugere que essas são marcas exclusivamente humanas, 
diferenciando-as dos comportamentos dos animais.
Conclusão: A alternativa C é a incorreta, pois o texto quebra o paralelismo sintático ao usar uma estrutura verbal 
("nada a dizer") no lugar de uma estrutura nominal, diferentemente dos dois primeiros segmentos ("sede" e 
"fome").
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91Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
68. FGV - 2024 - SES-MT 
Compare as frases a seguir.
Um marinheiro inglês visitou o Rio.
Um inglês marinheiro visitou o Rio.
Sobre os segmentos sublinhados, assinale a observação inadequada.
A) Só a frase pode estabelecer a diferença entre substantivo e adjetivo.
B) Na primeira frase, “marinheiro” é substantivo porque é a palavra-núcleo, assim como “inglês”, na segunda 
frase.
C) “Inglês” e “marinheiro”, na primeira e na segunda frase, respectivamente, são adjetivos, já que são palavras 
caracterizadoras dos núcleos.
D) A subdivisão dos nomes portugueses em substantivos e adjetivos obedece a um critério morfológico.
Gabarito: Item D.
Observe o comentário de cada Item:
a) Item correto. Só a frase pode estabelecer a diferença entre substantivo e adjetivo.
De fato, apenas a frase (o contexto) é capaz de estabelecer a diferença real entre substantivo e adjetivo. Como a 
banca pediu a incorreta, não há como a letra A ser gabarito. 
b) Item correto. Na primeira frase, “marinheiro” é substantivo porque é a palavra-núcleo, assim como “inglês”, 
na segunda frase.
A afirmação feita pela letra B está perfeita. De fato, na primeira frase, o núcleo é o termo ‘marinheiro’. Na segunda, 
o núcleo é ‘inglês’. 
c) Item correto. “Inglês” e “marinheiro”, na primeira e na segunda frase, respectivamente, são adjetivos, já que 
são palavras caracterizadoras dos núcleos.
Assim como a análise da letra B foi perfeita, a letra C também fez a análise de forma correta.
d) Item incorreto. A subdivisão dos nomes portugueses em substantivos e adjetivos obedece a um critério 
morfológico.
O item a ser marcado como gabarito é a letra D, pois não é um critério morfológico que definirá a subdivisão dos 
nomes, e sim um critério sintático (ou funcional). Isso significa que, para uma palavra ser ‘adjetivo’, você precisa 
perceber o seu COMPORTAMENTO adjetivo na frase. É esse critério que é aplicado na frase apresentada no 
enunciado: o funcional, também chamado de sintático. 
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92Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
69. FGV - 2024 - SES-MT 
Assinale a opção que apresenta a frase em que o pronome possessivo sublinhado mostra, de fato, ideia de 
posse.
A) Nunca venda o que é seu; compre sempre outros bens.
B) É necessário mudar muitas vezes de opinião para estar sempre de acordo com o seu partido político.
C) Cada argumento tem sua ideia contrária, ou seja, seu contra-argumento.
D) Não é permitido fazer em nome de outro o que não podemos fazer em nosso nome.
Gabarito: Item A
Tome muito cuidado com este tipo de questão, pois os pronomes possessivos nem sempre carregam literalmente 
o valor de posse, como em ‘Meu livro está comigo’. 
Observe os valores semânticos mais cobrados sobre esses pronomes, nas provas da FGV.
Vivência ou experiência pessoal: Por exemplo, em "sua vida foi incrível", o possessivo "sua" pode não expressar 
posse no sentido estrito, mas uma relação de vivência pessoal.
Afetividade ou proximidade emocional: Em expressões como "minha rua é maravilhosa", o "meu" não indica 
propriedade, mas sim afeto ou uma relação pessoal.
Deferência ou formalidade: Em situações de respeito ou cortesia, como "com sua licença!", o "sua" expressa 
deferência, não posse real.
Proximidade espacial ou conceitual: No caso de "Ele está na minha frente" ou “Aí do seu lado”, o possessivo pode 
indicar proximidade ou identificação, mais do que uma posse literal.
Continente ou contexto: Por exemplo, "Este prédio é lindo. Seus elevadores são panorâmicos" pode se referir ao 
espaço onde algo esteja inserido. 
Adesão ou identificação com grupos: Como ocorre quando falamos de time, partido político, ou outras entidades 
com as quais nos associamos. Por exemplo, “Meu time venceu o campeonato”. A pessoa não é proprietária do 
time, mas ela é adepta.
Agora, vamos analisar as opções:
a) "Nunca venda o que é seu; compre sempre outros bens."
Aqui, o pronome "seu" traz uma ideia de posse clara, referindo-se a algo que a pessoa possui de fato.
b) "É necessário mudar muitas vezes de opinião para estar sempre de acordo com o seu partido político."
 
O pronome "seu" aqui expressa mais uma relação de identificação ou afiliação com o partido, sem 
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93Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
necessariamente implicar posse no sentido estrito.
c) "Cada argumento tem sua ideia contrária, ou seja, seu contra-argumento."
Aqui, o pronome "seu" tem a função de indicar relação ou continência (o argumento contém seu contra-
argumento), mas não expressa posse no sentido tradicional.
d) "Não é permitido fazer em nome de outro o que não podemos fazer em nosso nome."
Neste caso, o pronome "nosso" se refere à pessoa que fala e seus interlocutores, mas está mais relacionado à 
legitimidade do que à posse.
Portanto, a resposta correta é a alternativa A, em que o pronome expressa claramente a posse real.
70. FGV - 2024 - SES-MT 
Segundo o gramático Celso Cunha, os adjetivos mostram os seguintes valores: uma qualidade, uma 
característica, um estado ou uma relação.
Assinale a opção que apresenta a frase em que o adjetivo sublinhado é classificado como adjetivo de 
relação.
A) As colônias não deixam de ser colônias pelo fato de serem independentes.
B) É necessário mudar muitas vezes de opinião para estar sempre de acordo com o seu partido político.
C) As leis ruins são a pior espécie de tirania.
D) Juízes implacáveis são aqueles que antes foram réus.
Gabarito: Item B
Para identificar o adjetivo de relação, é importante lembrar que esse tipo de adjetivo estabelece uma relação 
objetiva com o substantivo ao qual se refere, sem expressar um ponto de vista subjetivo e sem admitir 
intensificação.
Analisando as alternativas:
a) "independentes" (colônias independentes): incorreta. O adjetivo "independentes" expressa uma característica 
das colônias, mas admite intensificação (ex.: colônias muito independentes), o que não é compatível com a 
definição de adjetivo de relação.
b) "político" (partido político): correta. O adjetivo "político" aqui tem um valor de relação, pois indica a relação do 
partido com a política. É um adjetivo objetivo, que não expressa opinião e não admite intensificação (não seria 
possível dizer "partido muito político", o que tornaria a frase incorreta). Portanto, "político" é classificado como 
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94Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
adjetivo de relação.
c) "ruins" (leis ruins): incorreta. O adjetivo "ruins" expressa uma qualidade das leis, sendo um julgamento subjetivo. 
Adjetivos que expressam qualidade são classificados como adjetivos subjetivos e podem ser intensificados (ex.: 
leis muito ruins).
d) "implacáveis" (juízes implacáveis): incorreta. O adjetivo "implacáveis" também expressa uma qualidade 
subjetiva e admite intensificação (ex.: juízes muito implacáveis), o que não o caracteriza como adjetivo de relação.
Conclusão: A alternativa B é a correta, pois o adjetivo "político" é um adjetivo de relação, uma vez que estabelece 
uma relação objetiva com o substantivo "partido" e não admite intensificação.71. FGV - 2024 - SES-MT
Assinale a frase em que as duas ocorrências do vocábulo destacado desempenham a mesma função 
sintática.
A) A coisa mais importante da vida é saber o que é importante.
B) A vida é feita de ilusões; entre essas ilusões, algumas triunfam.
C) Para que um grande sonho se torne realidade, você precisa primeiro de um grande sonho.
D) O planejamento familiar é um sonho que o pai de família traça para ter a ilusão do dinheiro que guarda.
Gabarito: Item D
Esta questão exige que se identifique as funções sintáticas de duas ocorrências de um mesmo vocábulo em cada 
frase e, em seguida, se verifique se ambas exercem a mesma função sintática.
Analisando as alternativas:
a) "importante":
1ª ocorrência: "A coisa mais importante da vida" — Aqui, "importante" é um adjetivo que exerce a função de 
adjunto adnominal, determinando o substantivo "coisa".
2ª ocorrência: "o que é importante" — Aqui, "importante" é um adjetivo que exerce a função de predicativo do 
sujeito, completando o verbo de ligação "é".
Conclusão: As funções são diferentes.
b) "ilusões":
1ª ocorrência: "A vida é feita de ilusões" — Aqui, "ilusões" é o agente da passiva.
2ª ocorrência: "entre essas ilusões" — Aqui, "ilusões" é o núcleo de um adjunto adverbial de lugar.
Conclusão: As funções são diferentes.
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95Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
c) "um grande sonho":
1ª ocorrência: "Para que um grande sonho se torne realidade" — Aqui, "um grande sonho" é o sujeito da oração.
2ª ocorrência: "você precisa primeiro de um grande sonho" — Aqui, "um grande sonho" é o núcleo do objeto 
indireto da oração.
Conclusão: As funções são diferentes.
d) "que": Correta.
1ª ocorrência: "um sonho que o pai de família traça" — Aqui, "que" é o objeto direto do verbo "traça".
2ª ocorrência: "a ilusão do dinheiro que guarda" — Aqui, "que" é o objeto direto do verbo "guarda".
Conclusão: Ambas as ocorrências de "que" exercem a mesma função sintática de objeto direto.
Conclusão final: A alternativa D é a correta, pois, nas duas ocorrências, o vocábulo "que" exerce a função de 
objeto direto, sendo o complemento dos verbos "traça" e "guarda", respectivamente.
72. FGV - 2024 - TJ-SC 
Observe o texto descritivo a seguir.
“Em uma rua que desembocava na praça viu uma igreja românica com um claustro exterior. Estava pintada 
de amarelo; o pórtico tinha à seus lados duas imagens bizantinas.
O interior da igreja estava remexido com uma falta de critério e uma ignorância repulsivas.
Molduras de todas as classes, axadrezadas e triangulares; filigranas dos capitéis, grecas e adornos haviam 
sido cobertas por uma grossa camada de gesso”.
Sobre a estruturação desse texto, é correto afirmar que:
A) o observador e as realidades descritas estão estáticas, não indicando qualquer movimento.
B) o observador é do tipo culto, informando com precisão ao leitor dados técnicos dos objetos descritos.
C) o observador sofre limitações físicas de distanciamento e de luminosidade na tarefa de descrever os objetos 
da igreja.
D) o observador mostra-se imparcial no julgamento da cena descrita em seu texto.
E) os adjetivos “românica”, “exterior”, “amarelo” e “bizantinas” mostram o valor de caracterização, limitando-
se a percepções dos sentidos do observador.
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96Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Gabarito: Item B
b) o observador é do tipo culto, informando com precisão ao leitor dados técnicos dos objetos descritos.
O observador demonstra conhecimento técnico ao mencionar termos como "românica", "bizantinas", "claustro", 
"pórtico", "filigranas", e "capitéis". Isso sugere que ele tem um nível de erudição e familiaridade com a arquitetura 
e arte.
Justificativas das incorretas:
a) Incorreta, pois o observador está em movimento. Ele descreve a cena desde a rua até o interior da igreja, o 
que indica que ele se desloca pelo ambiente.
c) Incorreta. O texto não sugere qualquer limitação física de distanciamento ou luminosidade que prejudique a 
descrição. Pelo contrário, o observador consegue ver detalhes como as molduras e os ornamentos cobertos por 
uma camada de gesso.
d) Incorreta, pois o observador não é imparcial. Ele emite claramente uma opinião ao julgar o interior da igreja 
de forma negativa, utilizando expressões como "falta de critério" e "ignorância repulsiva”.
e) Incorreta. Embora os adjetivos "românica", "exterior", "amarelo" e "bizantinas" realmente tenham valor de 
caracterização, o observador não se limita apenas a uma descrição sensorial. Ele também faz julgamentos 
estéticos e técnicos, como quando critica a forma como o interior da igreja foi modificado com gesso. Isso 
transcende o nível sensorial. 
73. FGV - 2024 - TJ-SC 
Observe o texto abaixo.
“As duas meninas decidiram se encontrar lá, onde a Rua da Liberdade se alarga para formar uma pequena 
praça. Elas decidiram encontrar-se à uma hora, porque a escola de computação começa às duas horas e 
porque isso lhes deixaria todo o tempo necessário. E além disso, se elas chegassem atrasadas? E mesmo 
que fossem expulsas da escola, que importância teria isso?”.
A opção que faz uma correta afirmação sobre o significado ou estruturação do texto acima é:
A) o texto mistura o modo descritivo, o modo narrativo e o modo argumentativo.
B) o narrador do texto é um personagem da narrativa.
C) o texto mostra diferentes pontos de vista.
D) a progressão textual da narrativa é feita por meio de marcadores textuais temporais.
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97Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
E) a narração mistura formas pessoais da primeira pessoa com formas da terceira pessoa.
Gabarito do professor: Anulada
Gabarito da banca: Item C 
O texto apresenta dois pontos de vista diferentes, alternando entre a decisão das meninas de se encontrarem 
e o questionamento DO NARRADOR sobre o que poderia acontecer se elas chegassem atrasadas ou fossem 
expulsas da escola. O trecho “E além disso, se elas chegassem atrasadas? E mesmo que fossem expulsas da 
escola, que importância teria isso?” reflete uma mudança no foco, sugerindo um ponto de vista mais subjetivo e 
despreocupado em relação às possíveis consequências.
O grande problema da questão é que a letra D também pode ser considerada correta, pois o texto apresenta uma 
progressão textual baseada em marcadores temporais. Os adjuntos adverbiais de tempo "uma hora" e "duas 
horas" organizam cronologicamente os eventos, indicando quando as meninas se encontrariam e a relação com 
o início das aulas, o que reforça a progressão da narrativa.
a) Incorreta. Embora o texto tenha uma leve argumentação no final, ele não mistura de maneira clara o modo 
descritivo, narrativo e argumentativo.
b) Incorreta. O narrador é externo e não faz parte da história, narrando os eventos na terceira pessoa.
e) Incorreta. O texto é narrado exclusivamente na terceira pessoa, sem misturar formas de primeira pessoa.
74. FGV - 2024 - DNIT
Observe o seguinte texto de uma autora inglesa.
“A aristocracia numa república é como um frango cuja cabeça foi cortada: pode até correr com vivacidade 
de um lado para outro, mas na verdade está morto.”
Sobre a estrutura ou significação do texto acima, assinale a afirmativa incorreta.
A) O pensamento desse texto se apoia argumentativamente numa analogia.
B) A crítica central feita à aristocracia nesse texto é a sua hipocrisia social. 
C) A forma passiva “foi cortada” poderia ser adequadamente substituída por “se cortou”.
D) O emprego da conjunção “mas” mostra uma oposição entre elementos das duas últimas frases do texto.
E) A tese do texto é a de que, numa república, a aristocracia não tem nenhum papel de destaque.
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98Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Gabarito: Item B
A crítica central do texto não está relacionada à hipocrisia social da aristocracia, mas sim à sua falta de relevância 
ou função em uma república. O texto compara a aristocracia a um frangoque, mesmo sem cabeça, continua 
correndo, mas está essencialmente morto, sugerindo que a aristocracia, apesar de aparentar algum vigor, está 
sem poder ou propósito real em uma república. Portanto, a alternativa B é a incorreta.
Observe as corretas.
a) Item correto. O pensamento desse texto se apoia argumentativamente numa analogia.
Obviamente é feita uma analogia no texto em questão com a comparação com uma galinha sem cabeça. 
c) Item correto. A forma passiva “foi cortada” poderia ser adequadamente substituída por “se cortou”.
É correto empregar ‘cuja cabeça se cortou’. Cuidado para não viajar na maionese achando que ele quis dizer que 
a cabeça cortou a si mesma. Isso seria totalmente impossível.
d) Item correto. O emprego da conjunção “mas” mostra uma oposição entre elementos das duas últimas frases 
do texto.
A conjunção ‘mas’ realmente expressa oposição.
e) Item correto. A tese do texto é a de que, numa república, a aristocracia não tem nenhum papel de destaque.
É correta a observação feita aqui sobre a tese. 
75. FGV - 2024 - TJ-SC 
Observe o conteúdo do seguinte cartaz:
“A Biblioteca Municipal estará fechada excepcionalmente na manhã da próxima segunda-feira”.
Entre as opções abaixo, aquela que mostra uma informação que NÃO está implícita nas frases do cartaz é:
A) A Biblioteca Municipal é aberta ao público.
B) Há ou poderão existir outras bibliotecas na cidade.
C) Habitualmente, a Biblioteca Municipal abre às segundas.
D) Algum fato exigiu que se fechasse a Biblioteca. 
E) A Biblioteca Municipal reabrirá terça-feira.
Gabarito: Item E
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99Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Vamos aos comentários de cada opção, lembrando que a banca quer a única alternativa em que a informação 
NÃO está implícita. Se estiver implícita, descarte! 
a) Item incorreto. A Biblioteca Municipal é aberta ao público.
O fato de ser uma biblioteca municipal deixa subentendido (por questões sociais) que é uma biblioteca aberta 
ao público. 
b) Item incorreto. Há ou poderão existir outras bibliotecas na cidade.
O cartaz fala da Biblioteca Municipal, com valor restritivo, o que nos diz que podem existir outras bibliotecas na 
cidade.
c) Item incorreto. Habitualmente, a Biblioteca Municipal abre às segundas.
O uso da palavra "excepcionalmente" sugere que, habitualmente, a biblioteca está aberta às segundas-feiras.
d) Item incorreto. Algum fato exigiu que se fechasse a Biblioteca.
O termo "excepcionalmente" indica que algum fato específico levou ao fechamento da biblioteca.
e) Item correto. A Biblioteca Municipal reabrirá terça-feira.
O cartaz informa apenas que a biblioteca estará fechada na manhã da próxima segunda-feira, mas não menciona 
nada sobre a reabertura ocorrer na terça-feira. 
76. FGV - 2024 - TCE-GO
Assinale a opção em que ocorre paralelismo sintático. 
A) As palavras são a mágica da mente; comida, a do corpo, e a música é a mágica da alma.
B) As coisas não acontecem simplesmente, elas são feitas para acontecer.
C) Prefiro a mente aberta por um milagre do que a mente fechada por uma crença. 
D) Os dez mandamentos são bem conhecidos, bem compreendidos, mas mal vividos.
E) Diga “sim” sempre que possível e “não” quando necessário.
Gabarito: Item C
a) Item incorreto. As palavras são a mágica da mente; comida, a do corpo, e a música é a mágica da alma.
Aqui, o paralelismo sintático é quebrado devido à falta de consistência na estrutura. A frase começa com um 
verbo de ligação "são", depois omite o verbo em "comida, a do corpo", e termina usando o verbo novamente em 
"a música é a mágica da alma". Essa variação na estrutura sintática fere o paralelismo.
b) Item incorreto. As coisas não acontecem simplesmente, elas são feitas para acontecer.
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100Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
A expressão "simplesmente" é vaga e não se alinha claramente com a segunda parte da frase, do jeito que o texto 
foi construído. Falta uma construção sintática paralela clara entre as duas proposições, o que torna o paralelismo 
sintático fraco.
c) Item correto. Prefiro a mente aberta por um milagre do que a mente fechada por uma crença.
Nesta frase, o paralelismo é mantido de forma clara, apesar do erro de regência. As duas partes comparadas ("a 
mente aberta por um milagre" e "a mente fechada por uma crença") seguem a mesma estrutura sintática, o que 
demonstra um bom uso do paralelismo.
d) Item incorreto. Os dez mandamentos são bem conhecidos, bem compreendidos, mas mal vividos.
Aqui, embora haja uma tentativa de paralelismo pelo uso de "bem" e "mal", a variação entre os verbos no 
particípio passado (conhecidos, compreendidos, vividos) e a inserção de "bem" e "mal" de forma inconsistente 
quebra a uniformidade da construção.
e) Item incorreto. Diga “sim” sempre que possível e “não” quando necessário.
A frase tenta manter uma estrutura paralela, mas não consegue, pois falta o uso consistente de "sempre que" ou 
"quando" em ambas as partes da frase. Para ser paralela, deveria ser algo como "Diga 'sim' sempre que possível 
e 'não' sempre que necessário."
77. FGV - 2024 - TJ-SC 
Entre as frases abaixo, aquela que poderia ser publicada em um jornal, por não apresentar problemas 
formais, é: 
A) A fiscalização mais cuidadosa dos veículos permite melhorar, por um lado, as estatísticas que indicam alto 
índice de acidentes.
B) A televisão, além de distrair-nos, deveria educar-nos.
C) A associação dos policiais militares, que engloba a maior parte do policiamento, consideram que outras 
autoridades estão fazendo competição desleal.
D) A publicidade é um meio ágil de se fazerem conhecer os planos do governo e de que se demonstrem o 
cumprimento das promessas de campanha.
E) O processador de textos está programado para ser utilizado em inglês e em francês, mas não para escrever 
textos em língua portuguesa.
Gabarito: Item B
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101Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
a) Item incorreto. A fiscalização mais cuidadosa dos veículos permite melhorar, por um lado, as estatísticas que 
indicam alto índice de acidentes.
Apresenta ambiguidade. A expressão "por um lado" sugere que haveria um "por outro lado", que não aparece, 
o que prejudica a clareza.
b) Item correto. A televisão, além de distrair-nos, deveria educar-nos.
A frase está corretamente estruturada, com verbos adequados e construção clara, respeitando a norma padrão 
da língua. O uso do pronome "nos" é coerente, e a conjunção "além de" está bem empregada.
c) Item incorreto. A associação dos policiais militares, que engloba a maior parte do policiamento, consideram 
que outras autoridades estão fazendo competição desleal.
O verbo ‘consideram’ está mal flexionado. Ele está no plural, mas o núcleo do seu sujeito está no singular. O 
correto seria ‘considera’. 
d) Item incorreto. A publicidade é um meio ágil de se fazerem conhecer os planos do governo e de que se 
demonstrem o cumprimento das promessas de campanha.
Nessa opção, o paralelismo sintático não ocorre. Obverse:
um meio ágil de 
se fazerem conhecer os planos do governo (uma oração reduzida de infinitivo)
e 
de que se demonstrem o cumprimento das promessas de campanha; (uma oração desenvolvida, com a presença 
do conectivo ‘que’.)
Essa frase não respeita o conceito de paralelismo, que trabalha como um recurso de manutenção da harmonia e 
linearidade das frases. 
O esperado seria que, após o uso de "se fazerem conhecer os planos do governo" no infinitivo, a próxima oração 
mantivesse a mesma estrutura para preservar o paralelismo. Como houve uma forma desenvolvida com "que se 
demonstre", ocorreu uma quebra, tornando o texto informal. O correto seria "se fazerem conhecer os planos do 
governo e se demonstrar o cumprimento da campanha".
e) Item incorreto. O processador de textos está programado para ser utilizado em inglês e em francês, mas não 
para escrever textos em língua portuguesa.
A estrutura "para escrever textos"está inadequada porque a frase deveria ser paralela ao início, que menciona 
"em inglês e em francês". Deveria ser algo como "mas não para ser utilizado em língua portuguesa" para manter 
o paralelismo.
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102Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
78. FGV - 2023 - TCE-SP
Observe o início de um pequeno conto de Fernando Sabino, intitulado “A Fuga”:
“Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um 
barulho infernal.- Para com esse barulho, meu filho – falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo 
barulho, estava só empurrando uma cadeira.
Pois então para de empurrar a cadeira.
Eu vou embora – foi a resposta.”
Sobre os componentes desse segmento, é correto afirmar que:
A) a expressão inicial “Mal colocou” faz referência a um tempo imediatamente anterior.
B) ao utilizar a expressão “sem se voltar”, o texto indica a pouca atenção dada pelo pai à ação do filho.
C) na frase “começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal” há, respectivamente, 
uma relação de consequência / causa.
D) as frases do diálogo não colaboram com a evolução cronológica nos textos narrativos.
E) a expressão “reagir como homem” faz menção à violência implícita na ação dos adultos.
Gabarito: Item B
a) Item incorreto. "A expressão inicial 'Mal colocou' faz referência a um tempo imediatamente anterior."
Esta afirmação é incorreta. "Mal colocou" indica ação quase simultânea ou imediatamente subsequente, não 
anterior. Ou seja, assim que o papel foi colocado na máquina, o menino começou a empurrar a cadeira.
b) Item correto. "Ao utilizar a expressão 'sem se voltar', o texto indica a pouca atenção dada pelo pai à ação do 
filho."
Esta afirmação é correta. "Sem se voltar" sugere que o pai não se vira para olhar o filho enquanto fala, indicando 
uma certa desatenção ou falta de envolvimento direto na situação.
c) Item incorreto. "Na frase 'começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal' há, 
respectivamente, uma relação de consequência / causa."
Esta afirmação é incorreta. A estrutura da frase indica que o ato de empurrar a cadeira (ação) é a causa do 
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103Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
"barulho infernal" (consequência), não o contrário.
d) Item incorreto. "As frases do diálogo não colaboram com a evolução cronológica nos textos narrativos."
Esta afirmação é incorreta. As frases do diálogo são fundamentais para a progressão da narrativa, mostrando 
a interação entre o pai e o filho, bem como a evolução da tensão entre eles, o que é essencial para a narrativa.
e) Item incorreto. "A expressão 'reagir como homem' faz menção à violência implícita na ação dos adultos."
Esta afirmação é incorreta. A expressão "reagir como homem" sugere maturidade ou uma forma mais resoluta 
de reagir, típica do que se espera de um adulto, mas não implica necessariamente em violência. Neste contexto, 
parece mais uma ironia sobre como o menino, apesar de ser apenas uma criança, reage de maneira decidida.
Portanto, a única afirmação correta é a B, indicando que a expressão "sem se voltar" sugere a pouca atenção dada 
pelo pai à ação do filho.
79. FGV - 2024 - TJ-SC
Em todas as opções abaixo são citadas falácias argumentativas, seguidas de um exemplo correspondente. 
A opção em que o exemplo NÃO exemplifica a falácia anterior é:
A) generalização excessiva: “O ouro, o cobre, o ferro, o alumínio, a prata conduzem bem o calor; logo os metais 
são bons condutores de calor e de eletricidade”. 
B) estereótipos: “Os ingleses não possuem senso de humor”.
C) falácia causa/efeito: “Minha irmã visitou o zoológico no sábado à tarde e à noite teve febre; os zoológicos 
são locais sem higiene”.
D) falsa analogia: “As crianças nas escolas são como animais assustados e é necessário acompanhá-las sempre 
para que não machuquem umas às outras”.
E) ataques pessoais: “O prefeito pretende construir uma nova escola, mas é preciso esperar porque ouvi dizer 
que ele bate na mulher”.
Gabarito: Item A
A questão pede o item incorreto, então vamos analisar cada alternativa:
a) Item incorreto. - Generalização excessiva: O exemplo dado ("O ouro, o cobre, o ferro, o alumínio, a prata 
conduzem bem o calor; logo os metais são bons condutores de calor e de eletricidade") é, na verdade, um 
exemplo correto de uma generalização válida, pois a conclusão de que "os metais são bons condutores de calor 
e de eletricidade" é verdadeira com base nos exemplos dados. Não há uma generalização excessiva, já que a 
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104Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
maioria dos metais realmente possui essa característica.
b) Item correto - Estereótipos: "Os ingleses não possuem senso de humor" é um exemplo claro de estereótipo, 
pois atribui uma característica a todos os membros de um grupo baseado em uma generalização injustificada.
c) Item correto - Falácia causa/efeito: "Minha irmã visitou o zoológico no sábado à tarde e à noite teve febre; os 
zoológicos são locais sem higiene" é um exemplo típico de falácia de causa/efeito, porque estabelece uma relação 
causal equivocada entre a visita ao zoológico e a febre.
d) Item correto - Falsa analogia: "As crianças nas escolas são como animais assustados e é necessário acompanhá-
las sempre para que não machuquem umas às outras" é um exemplo de falsa analogia, porque compara duas 
situações que não são suficientemente semelhantes para justificar a conclusão.
e) Item correto - Ataques pessoais: "O prefeito pretende construir uma nova escola, mas é preciso esperar porque 
ouvi dizer que ele bate na mulher" é um exemplo de ataque pessoal, onde a reputação do prefeito é usada para 
desqualificar a proposta de construção da escola, sem relação com o mérito da ideia em si.
80. FGV - 2024 - TJ-SC
A frase abaixo em que o emprego do gerúndio é criticável é: 
A) O político saudava a todos os presentes, sorrindo. 
B) Eu me canso muito dirigindo o caminhão.
C) Meu filho, tome banho correndo.
D) O ladrão fugiu, sendo detido pouco depois.
E) Encontraram o velhinho tossindo em sua cama.
Gabarito: Item D
A crítica ao uso do gerúndio nessa frase se dá porque ele deveria indicar simultaneidade de ações, ou seja, que 
ambas as ações ocorrem ao mesmo tempo. No entanto, na frase apresentada, as ações de "fugir" e "ser detido" 
não acontecem simultaneamente; primeiramente, o ladrão foge, só depois é detido.
O uso do gerúndio, nesse caso, é inadequado porque passa a ideia equivocada de que as duas ações ocorreram 
ao mesmo tempo, o que não é o caso. Portanto, a construção da frase deveria ser revista para refletir a sequência 
correta dos acontecimentos, evitando o uso do gerúndio nesse contexto.
As outras opções apresentam o gerúndio de forma adequada, indicando ações que acontecem ao mesmo tempo:
a) Item correto. "O político saudava a todos os presentes, sorrindo" – O político saúda enquanto sorri.
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105Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
b) Item correto. "Eu me canso muito dirigindo o caminhão" – A pessoa se cansa enquanto dirige.
c) Item correto. "Meu filho, tome banho correndo" – A ação de tomar banho deve ocorrer ao mesmo tempo que 
a de correr.
e) Item correto. "Encontraram o velhinho tossindo em sua cama" – O velhinho estava tossindo ao ser encontrado.
Assim, a crítica ao uso do gerúndio na opção D é justificada pela falta de simultaneidade entre as ações descritas.
81. FGV - 2024 - DNIT
Um grande escritor francês disse certa vez que “Se cinquenta milhões de pessoas dizem uma grande 
besteira, continua sendo uma grande besteira”. 
Essa frase contraria os argumentos presentes nos textos argumentativos, que se apoiam no(a) 
A) autoridade de algumas pessoas no assunto discutido. 
B) estatísticas que comprovam por estudos as teses defendidas. 
C) opinião dos emissoresCom a leitura atenta do trecho, não se nota qualquer presença de ‘contra-argumentos’. 
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10Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
7. FGV - 2024 - CVM
Um parágrafo bem redigido deve mostrar unidade, coerência, variedade e harmonia.
O parágrafo abaixo que mostra todas essas qualidades é:
A) Mais de uma centena de escritórios, centros assessores e de informação prestam assistência à mulher em 
todo o país. Eu não estou de acordo com o aborto livre. A iniciativa foi posta em prática pelo Instituto da 
Mulher, pelas prefeituras interessadas no tema e pelas distintas associações de mulheres. Seu propósito foca 
a problemática e as necessidades específicas da mulher. A mulher, às vezes, sofre agressões de seu esposo 
ou companheiro.
B) As viaturas policiais do Rio de Janeiro conseguiram encurralar os assaltantes do supermercado numa rua sem 
saída. Então se produz um intenso tiroteio, de que saíram feridos os três bandidos e dois policiais.
C) Ouvia-se o canto dos passarinhos no bosque, que, naquelas horas da manhã, por causa do sereno noturno, 
produzia uma sensação especial de frescura, que, unida à luz clara, ao céu azul e à brisa fresca, tornava 
prazeroso o passeio entre as árvores.
D) Todos nós estávamos de pé sobre um veleiro moderno de onde víamos a costa distante. Ao longe, divisávamos 
um iate bastante luxuoso, que estava ancorado perto da praia.
E) Nossas universidades devem receber dotações necessárias para que as vocações científicas possam 
desenvolver-se. Esse objetivo é tarefa de todos. Eu nunca ganhei uma bolsa de pós-graduação. Há muitos 
gênios que têm que viajar para outros países onde as condições de investigação são mais favoráveis.
Gabarito: Item D
A primeira coisa que se deve levar em consideração é que o texto PRECISA APRESENTAR todas as qualidades de 
um parágrafo descritas pela banca. Isso significa que não pode faltar uma sequer, quais sejam: unidade, coerência, 
variedade e harmonia.
Vamos aos itens:
a) Mais de uma centena de escritórios, centros assessores e de informação prestam assistência à mulher em todo 
o país. Eu não estou de acordo com o aborto livre. A iniciativa foi posta em prática pelo Instituto da Mulher, pelas 
prefeituras interessadas no tema e pelas distintas associações de mulheres. Seu propósito foca a problemática e 
as necessidades específicas da mulher. A mulher, às vezes, sofre agressões de seu esposo ou companheiro.
Neste trecho, o problema em questão é a falta de unidade. O parágrafo começa falando sobre a assistência 
à mulher, muda abruptamente para a opinião pessoal sobre o aborto e, depois, volta ao tema de assistência, 
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11Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
terminando com uma menção às agressões. Isso quebra a unidade e a coerência, pois as ideias não estão 
claramente conectadas.
b) As viaturas policiais do Rio de Janeiro conseguiram encurralar os assaltantes do supermercado numa rua sem 
saída. Então se produz um intenso tiroteio, de que saíram feridos os três bandidos e dois policiais.
Neste trecho, ocorrem dois problemas: Falta de variedade e harmonia. O parágrafo é muito breve e direto, não 
desenvolvendo o cenário ou as ações de forma a criar uma imagem completa ou envolver o leitor. Faltam detalhes 
para tornar o parágrafo interessante ou variado.
c) Ouvia-se o canto dos passarinhos no bosque, que, naquelas horas da manhã, por causa do sereno noturno, 
produzia uma sensação especial de frescura, que, unida à luz clara, ao céu azul e à brisa fresca, tornava prazeroso 
o passeio entre as árvores.
Neste trecho, há dois problemas: excesso de complexidade e falta de clareza (harmonia). Apesar de bem descritivo 
e coerente, o parágrafo tem uma frase muito longa e complexa que pode ser confusa para o leitor, além da 
repetição da estrutura ‘que... que...’.
d) Todos nós estávamos de pé sobre um veleiro moderno de onde víamos a costa distante. Ao longe, divisávamos 
um iate bastante luxuoso, que estava ancorado perto da praia.
Eis o gabarito. O parágrafo D mostra unidade (fala sobre uma cena específica em um veleiro e a vista da costa), 
coerência (todas as frases estão relacionadas ao mesmo cenário e visão), variedade (descreve a situação e o 
cenário, usando diferentes elementos como o veleiro, a costa e o iate) e harmonia (as ideias fluem de maneira 
lógica, proporcionando uma imagem clara e coesa da cena).
e) Nossas universidades devem receber dotações necessárias para que as vocações científicas possam desenvolver-
se. Esse objetivo é tarefa de todos. Eu nunca ganhei uma bolsa de pós-graduação. Há muitos gênios que têm que 
viajar para outros países onde as condições de investigação são mais favoráveis.
Dois problemas: falta de unidade e coerência. O parágrafo começa falando sobre o financiamento das universidades, 
passa para uma declaração pessoal sobre não ter recebido uma bolsa de estudos e termina comentando sobre 
pesquisadores que precisam sair do país.
8. FGV - 2024 - CVM
Todas as opções abaixo trazem textos descritivos.
Entre eles, aquele que NÃO mostra uma preparação para a introdução de um texto descritivo é:
A) O policial passou pela janela do quarto e ficou preocupado. Abaixo, havia um conjunto de moradores do 
prédio, armados de paus, esperando a chegada do assaltante; esperava dissuadi-los da agressão quando 
saísse, mas, com precaução, telefonou para a delegacia, pedindo reforços.
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12Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
B) A casa era bem antiga, com móveis velhos e objetos típicos de antiquários. O retrato na parede era de seu 
avô. Longos bigodes, como era a moda da época, cabelos muito bem assentados e o colarinho quebrado. 
Sempre se achou parecido com ele.
C) O menino apontou para uma cena distante, no campo de futebol: um grupo de jogadores se reunia em torno 
do árbitro, pressionando-o com alguma reclamação, mas não pareciam ter sucesso. Logo em seguida o jogo 
recomeçou, mas o clima havia azedado.
D) O lugar era fantástico, como dizia o vendedor do terreno. Havia muitas árvores frutíferas, um pequeno regato 
de água límpida, uma ponte de madeira e um monte de flores que brotavam espontaneamente na beira do 
caminho.
E) A camisa nova tinha um bolso na frente, colarinho com botões nas pontas, mangas compridas, bastante 
aconselhadas para o inverno. Pretendia estreá-la na festa da noite.
Gabarito: Item E
A primeira atenção que se deve ter neste tipo de questão é a: o que está sendo descrito. Por questões lógicas e 
óbvias, os objetos descritos recebem os detalhamentos por parte do autor. Porém, antes disso, é bem comum 
que o autor de um texto faça uma preparação para esse ambiente descritivo. 
Vamos aos itens:
a) Item incorreto: O policial passou pela janela do quarto e ficou preocupado. Abaixo, havia um conjunto de 
moradores do prédio, armados de paus, esperando a chegada do assaltante; esperava dissuadi-los da agressão 
quando saísse, mas, com precaução, telefonou para a delegacia, pedindo reforços.
Antes de descrever como se encontravam os moradores em questão, o autor do trecho narra um acontecimento: 
“o policial passou pela janela do quarto”.
b) Item incorreto: A casa era bem antiga, com móveis velhos e objetos típicos de antiquários. O retrato na 
parede era de seu avô. Longos bigodes, como era a moda da época, cabelos muito bem assentados e o colarinho 
quebrado. Sempre se achou parecido com ele.
Observe que o principal foco do processo textual de descrição é o avô do narrador. Contudo, antes disso, o autor 
do texto fala como era a casa. 
c) Item incorreto: O menino apontou para uma cena distante, no campo de futebol: um grupo de jogadores se 
reunia em torno do árbitro, pressionando-o com alguma reclamação, mas não pareciam ter sucesso. Logo em 
seguida o jogo recomeçou, mas o clima havia azedado.
Antes de descrever o cenário em que estava o grupo de jogadores, o autor do trecho relata o fato de o meninodas teses defendidas. 
D) bom-senso, como origem de verdades generalizadas. 
E) pensamento idêntico de muitas pessoas.
Gabarito: Item E
A questão analisa a estratégia argumentativa combatida pela frase “Se cinquenta milhões de pessoas dizem uma 
grande besteira, continua sendo uma grande besteira”, atribuída a um grande escritor francês. A frase coloca 
em evidência a falácia de que o simples fato de muitas pessoas compartilharem uma opinião torna essa opinião 
verdadeira.
Analisando as alternativas:
a) "autoridade de algumas pessoas no assunto discutido": incorreta. A frase não critica o uso de autoridade 
especializada para validar argumentos, mas sim a ideia de que a quantidade de pessoas que compartilham uma 
opinião a torna verdadeira.
b) "estatísticas que comprovam por estudos as teses defendidas": incorreta. A frase não faz referência a estatísticas 
ou estudos científicos. Ela critica a ideia de que o consenso numérico, não dados objetivos, pode validar uma 
ideia.
c) "opinião dos emissores das teses defendidas": incorreta. A frase não está questionando a opinião dos emissores 
individualmente, mas sim a validação de uma ideia com base no número de pessoas que a compartilham.
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106Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
d) "bom-senso, como origem de verdades generalizadas": incorreta. O bom-senso não é o foco da crítica da frase. 
A frase combate o argumento baseado no número de pessoas, não em julgamentos generalizados baseados no 
senso comum.
e) "pensamento idêntico de muitas pessoas": correta. A frase critica claramente a ideia de que, se muitas pessoas 
acreditam em algo, isso automaticamente valida essa crença. Independentemente do número de pessoas que 
compartilham uma opinião, a verdade não é determinada por consenso numérico. O pensamento idêntico de 
muitas pessoas não transforma uma "besteira" em verdade.
Conclusão: A alternativa E é a correta, pois a frase combate a estratégia argumentativa que se apoia no número 
de pessoas que compartilham um pensamento, ou seja, no pensamento idêntico de muitas pessoas como critério 
de verdade.
82. FGV - 2024 - TJ-SC
Em todas as frases abaixo há a presença de marcadores textuais, que estabelecem ordem e relações 
significativas entre as frases.
A opção abaixo em que o marcador textual sublinhado tem sua função corretamente apontada é:
A) Com respeito aos motoristas bêbados, as penas devem ser maiores / início de um novo tema.
B) Em primeiro lugar, podemos falar das pessoas que estão desempregadas / distinguir elementos do texto.
C) Em outras palavras devemos prestar mais atenção em nossos filhos / corrigir um erro.
D) Além disso, deve-se também procurar estabelecer bom convívio com os clientes / oposição.
E) Entretanto, as coisas não podem resumir-se só a problemas econômicos / explicação. 
Gabarito: Item A
O gabarito é a letra A, pois a expressão "Com respeito aos motoristas bêbados" indica o início de um novo tema. 
Ela prepara o ouvinte para um novo discurso, abrindo a discussão sobre motoristas bêbados e suas consequências, 
o que caracteriza a introdução de um novo assunto na argumentação.
b) Item errado. "Em primeiro lugar, podemos falar das pessoas que estão desempregadas": a expressão "Em 
primeiro lugar" organiza os pontos que serão abordados, mas não distingue elementos dentro de um texto.
c) Item errado. "Em outras palavras, devemos prestar mais atenção em nossos filhos": a expressão "em outras 
palavras" sugere uma reformulação ou paráfrase, não a correção de um erro. 
d) Item errado. "Além disso, deve-se também procurar estabelecer bom convívio com os clientes": a expressão 
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107Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
"além disso" indica adição de ideias, não oposição. 
e) Item errado. "Entretanto, as coisas não podem resumir-se só a problemas econômicos": a palavra "entretanto" 
introduz uma ideia de oposição ou contraste, não de explicação. 
83. FGV - 2024 - TJ-SC
A frase machadiana abaixo em que NÃO estão presentes traços de metalinguagem é: 
A) Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo 
de homem calado e metido consigo. 
B) José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servia 
a prolongar as frases. 
C) A mim mesmo perguntei se ela não estaria destinada a passar dos gelos às flores pela ação daquele bacharel 
Osório... Ponho aqui a reticência que deixei então no meu espírito.
D) Melchior passeava de um para outro lado, com um livro nas mãos, algum Tertuliano ou Agostinho, ou 
qualquer outro da mesma estatura. 
E) Ui! Lá me ia a pena escorregar para o enfático. Sejamos simples, como era simples a vida que levei na Tijuca...
Gabarito: Item D
Traços metalinguísticos são revelados sempre que o texto faz referência a algo de dentro do texto. Vamos aos 
itens:
a) Item incorreto. "Não consultes dicionários..." — Aqui, há metalinguagem, pois o narrador comenta o sentido 
da palavra "Casmurro", falando sobre o uso e significado das palavras. O próprio dicionário já é o exemplo mais 
famoso de metalinguagem.
b) Item incorreto. "José Dias amava os superlativos..." — Há metalinguagem, pois o narrador comenta sobre o 
uso de superlativos, um aspecto da linguagem, de flexão nominal.
c) Item incorreto. "Ponho aqui a reticência..." — Claro exemplo de metalinguagem, pois o narrador fala sobre a 
própria escrita e o uso de pontuação (reticências).
d) Item correto.. Melchior passeava de um para outro lado, com um livro nas mãos, algum Tertuliano ou Agostinho, 
ou qualquer outro da mesma estatura.
A metalinguagem ocorre quando o texto fala sobre o próprio ato de escrever, a linguagem ou algum aspecto 
do processo de comunicação. No caso da frase da alternativa D, não há nenhum comentário sobre o ato de 
escrever, sobre a linguagem ou sobre o processo de criação textual. A frase simplesmente descreve uma cena 
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108Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
onde Melchior passeia com um livro, sem fazer referência à linguagem ou ao texto em si.
e) Item incorreto. "Ui! Lá me ia a pena escorregar para o enfático..." — Aqui, o narrador faz referência ao ato de 
escrever ("a pena escorregar"), o que também caracteriza metalinguagem.
84. FGV - 2024 - TJ-SC 
A frase na qual o enunciador está formalmente AUSENTE é: 
A) Ah! Você cantava no verão, pois agora dance!
B) A notícia chegou a nossa casa ao meio-dia.
C) Puxa! Quando retornarão esses momentos agradáveis?
D) O sol nunca está tão belo quanto no dia de partirmos. 
E) Gostaria de mostrar meu valor aos meus semelhantes. 
Gabarito: Item A
a) Item correto. "Ah! Você cantava no verão, pois agora dance!".
A interjeição "Ah!" não chega a representar uma marca do enunciador como acontece nas outras opções. 
b) Item incorreto. A notícia chegou a nossa casa ao meio-dia.
O pronome ‘nossa’ faz referência à casa que pertence ao enunciador. 
c) Item incorreto. "Puxa! Quando retornarão esses momentos agradáveis?" 
A interjeição "Puxa!" e o questionamento revelam a presença emocional do enunciador.
d) Item incorreto. "O sol nunca está tão belo quanto no dia de partirmos."
A frase faz referência direta ao enunciador é a primeira pessoa do plural ("partirmos").
e) Item incorreto. "Gostaria de mostrar meu valor aos meus semelhantes." 
O uso da primeira pessoa ("meu valor") indica que o enunciador está presente no discurso.
85. FGV - 2024 - AL-SC 
Assinale a frase em que predomina a função metalinguística da linguagem. 
A) Mentes criativas são conhecidas por resistirem a todo tipo de mau treinamento.
B) Nada revela com tanta segurança o caráter de uma pessoa como a sua voz.
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109Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
C) Comida saudável é tudo o que se come antes do término da data de validade.
D) A ginástica é vulgar porque faz as pessoas cheirarem mal.
E) A caixa cerebralde um homem rotineiro é um porta-joias vazio. 
Gabarito: Item C
A função metalinguística da linguagem se manifesta quando o foco do discurso é a própria linguagem, ou seja, 
quando há uma definição, explicação ou esclarecimento sobre um termo ou conceito. Essa função está presente, 
por exemplo, em definições de dicionário ou quando se explica o significado de uma palavra ou expressão.
Analisando as alternativas:
a) "Mentes criativas são conhecidas por resistirem a todo tipo de mau treinamento": incorreta. Esta frase 
apresenta uma opinião sobre pessoas criativas, não faz uma definição ou explicação sobre o termo "mentes 
criativas".
b) "Nada revela com tanta segurança o caráter de uma pessoa como a sua voz": incorreta. Aqui, há uma reflexão 
sobre como a voz revela o caráter de uma pessoa, mas não há definição ou explicação de um termo, o que não 
caracteriza a função metalinguística.
c) "Comida saudável é tudo o que se come antes do término da data de validade": correta. Esta frase apresenta 
uma definição de "comida saudável", explicando o conceito. Essa explicação se assemelha a uma definição 
de dicionário, onde o termo "comida saudável" é esclarecido. É, portanto, um exemplo clássico da função 
metalinguística.
d) "A ginástica é vulgar porque faz as pessoas cheirarem mal": incorreta. A frase expressa uma opinião sobre 
ginástica, mas não há definição ou explicação de "ginástica" como termo.
e) "A caixa cerebral de um homem rotineiro é um porta-joias vazio": incorreta. Embora a frase seja metafórica, 
ela não está definindo ou explicando um conceito, o que exclui a função metalinguística.
Conclusão: A alternativa C é a correta, pois nela predomina a função metalinguística da linguagem, já que há uma 
definição sobre o que é "comida saudável", o que caracteriza a função metalinguística.
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110Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
86. FGV - 2024 - AL-SC 
Assinale a frase que não mostra marcas de linguagem informal.
A) Os animais pastam; a gente come.
B) A mesa mata mais gente do que a guerra.
C) Tem tempo que eles não vêm aqui. 
D) Me disseram que a verdade apareceria.
E) Eles vieram com um disse me disse, mas não acreditei. 
Gabarito: Item B
Observe abaixo o reconhecimento dos elementos pertencentes ao registro informal :
a) Item incorreto. Os animais pastam; a gente come.
A expressão ‘a gente’ é informal. De acordo com a norma culta, o mais adequado seria ‘nós’ comemos.
b) Item correto. A mesa mata mais gente do que a guerra.
O termo ‘gente’, nesta opção, está utilizado de acordo com o que está registrado nos dicionários: população.
c) Item incorreto. Tem tempo que eles não vêm aqui. 
A expressão ‘Tem tempo’ é marca do registro informal. Segundo a norma padrão, o correto seria ‘Há tempos’.
d) Item incorreto. Me disseram que a verdade apareceria.
Segundo a norma, não se inicia uma frase com pronome átono. O correto seria: ‘Disseram-me que...’.
e) Item incorreto. Eles vieram com um disse me disse, mas não acreditei. 
A expressão ‘disse me disse’ também é do registro informal do português. 
87. FGV - 2024 - AL-SC
Um alpinista declarou o seguinte sobre sua atividade: “Não basta chegar-se ao cume. É preciso também 
voltar vivo. Sem se conseguir descer, a missão fica pela metade.” Sobre a estruturação desse texto, é 
correto afirmar que
A) entre os dois primeiros períodos do texto há uma relação de oposição.
B) a forma gramatical adequada de “chegar-se ao cume” é chegar-se no cume.
C) a forma adequada de uma oração desenvolvida correspondente a “voltar vivo” é “que eu volte vivo”.
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111Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
D) o último período do texto mostra uma causa de uma afirmação anterior.
E) a forma nominal adequada de “chegar-se ao cume” é “a chegada ao cume”.
Gabarito: Item E
A alternativa correta é a letra E. 
e) Item correto. a forma nominal adequada de “chegar-se ao cume” é “a chegada ao cume”.
A transformação de um verbo em uma forma nominal segue esta lógica. O verbo "chegar" pode ser transformado 
em "a chegada", e "ao cume" é mantido sem alterações. Portanto, "chegar-se ao cume" se torna "a chegada ao 
cume".
Observe o comentário sobre as outras opções.
a) Item incorreto. entre os dois primeiros períodos do texto há uma relação de oposição.
Entre os dois primeiros períodos do texto ("Não basta chegar-se ao cume. É preciso também voltar vivo."), a 
relação é de adição ou complementação, não de oposição.
b) Item incorreto. a forma gramatical adequada de “chegar-se ao cume” é chegar-se no cume.
O verbo ‘chegar’ exige a preposição ‘a’, não a preposição ‘em’. O Item está incorreto. 
c) Item incorreto. a forma adequada de uma oração desenvolvida correspondente a “voltar vivo” é “que eu volte 
vivo”.
O texto não faz referência à primeira pessoa. Logo, não se pode dizer que a forma ‘voltar vivo’ corresponda a ‘que 
eu volte vivo’, e sim ‘que se volte vivo’.
d) Item incorreto. o último período do texto mostra uma causa de uma afirmação anterior.
O último período ("Sem se conseguir descer, a missão fica pela metade") não apresenta uma causa, mas sim uma 
consequência.
88. FGV - 2024 - PREFEITURA DE VITÓRIA – ES
Observe os dois primeiros parágrafos do romance Uma Lágrima de Mulher, de Aluísio Azevedo:
“Numa das formosas ilhas de Lípari branquejava solitária uma casinha térrea, meio encravada nos 
rochedos, que as águas do mar da Sicília batem constantemente.
Ao lado esquerdo da modesta habitação corria uma farta alameda de oliveiras, que, juntamente 
com os resultados da pesca do coral, constituía os meios escassos de vida de Maffei e sua família”. 
Assinale a afirmação adequada em relação ao significado e à estruturação dessa frase.
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112Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
A) Como faz parte de um romance, o segmento acima está inserido entre os textos narrativos. 
B) As observações do enunciador mostram sua preocupação de não emitir opiniões pessoais sobre o que vê. 
C) O texto é exclusivamente descritivo, tendo por objeto uma pequena casa e a família que a habita.
D) A casa presente na descrição do texto é vista somente externamente, com poucos detalhes de sua localização 
e arredores.
E) O fragmento textual destacado mistura descrição e narração.
Gabarito: Item D
d) Item correto. A casa presente na descrição do texto é vista somente externamente, com poucos detalhes de 
sua localização e arredores.
O fragmento descreve a casa de forma externa, mencionando que ela "branquejava solitária" e estava "meio 
encravada nos rochedos". Além disso, o texto oferece poucos detalhes sobre os arredores da casa, como a "farta 
alameda de oliveiras" e as águas do mar da Sicília que "batem constantemente". Portanto, o foco da descrição é 
a visão externa da casa e sua localização geral, sem adentrar em muitos pormenores.
a) Item incorreto. Como faz parte de um romance, o segmento acima está inserido entre os textos narrativos. 
O foco principal do texto é a descrição.
b) Item incorreto, As observações do enunciador mostram sua preocupação de não emitir opiniões pessoais 
sobre o que vê. 
Não há, no texto, uma preocupação explícita em evitar emitir opiniões pessoais.
c) Item incorreto, O texto é exclusivamente descritivo, tendo por objeto uma pequena casa e a família que a 
habita
O objetivo predominante da descrição é o cenário ao redor da casa, não a casa ou a família propriamente dita.
e) Item incorreto. O fragmento textual destacado mistura descrição e narração.
O foco principal está na descrição externa da casa e dos arredores, com pouca ação sendo relatada.
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113Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
89. FGV - 2024 - AL-PR 
O sábio Confúcio disse:
Aquele que ante a possibilidade de lucro pensa no correto; que ante o perigo está preparado para dar a 
vida; e que não esquece um compromisso antigo, não importa há quanto tempo o tenha assumido – tal 
homemdeve ser visto como um homem completo.
Sobre a significação e a estruturação desse texto, assinale a afirmativa correta.
A) O segmento “ante a possibilidade de lucro pensa no correto” mostra uma visão anticapitalista do autor da 
frase.
B) O segmento “ante o perigo está preparado para dar a vida” mostra a preocupação de seguir o paralelismo 
sintático com a frase anterior.
C) O segmento “tal homem” está incorretamente empregado já que não ocorre qualquer referência ao vocábulo 
“homem” no trecho anterior.
D) No contexto, as qualidades atribuídas ao “homem completo” são, respectivamente: honestidade, coragem 
e boa memória.
E) O pensamento de Confúcio é bem claro, situando a fala em situações específicas. 
Gabarito: Item A
Esta questão exige uma reflexão crítica sobre o pensamento de Confúcio e a interpretação do texto. Embora seja 
uma questão desafiadora, a frase “Aquele que ante a possibilidade de lucro pensa no correto” pode ser analisada 
em termos de valores morais e éticos, contrastando com uma visão puramente capitalista.
Analisando as alternativas:
a) "O segmento 'ante a possibilidade de lucro pensa no correto' mostra uma visão anticapitalista do autor da 
frase": correta. O trecho pode ser interpretado como uma crítica ao capitalismo, na medida em que enfatiza 
que o indivíduo deve priorizar o que é moralmente correto, mesmo diante da possibilidade de lucro. Em muitos 
contextos, o capitalismo é associado à maximização do lucro, às vezes em detrimento de princípios éticos. 
Confúcio, ao sugerir que o "homem completo" deve pensar no correto antes do lucro, parece se opor à ideia de 
que o ganho financeiro deve ser priorizado acima de tudo.
b) "O segmento 'ante o perigo está preparado para dar a vida' mostra a preocupação de seguir o paralelismo 
sintático com a frase anterior": incorreta. Embora as frases tenham uma estrutura semelhante, o objetivo 
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114Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
principal do segmento é exaltar a coragem, não uma preocupação estrita com o paralelismo sintático. A repetição 
de estrutura contribui para a clareza, mas não é o foco do pensamento.
c) "O segmento 'tal homem' está incorretamente empregado, já que não ocorre qualquer referência ao vocábulo 
'homem' no trecho anterior": incorreta. A expressão "tal homem" está corretamente utilizada, pois refere-se 
implicitamente ao sujeito descrito anteriormente, o "homem completo" cujas características foram mencionadas 
ao longo da frase.
d) "No contexto, as qualidades atribuídas ao 'homem completo' são, respectivamente: honestidade, coragem e 
boa memória": incorreta. As qualidades mencionadas no texto referem-se à honestidade (pensar no correto), 
coragem (estar preparado para dar a vida), e responsabilidade ou lealdade (não esquecer compromissos antigos). 
"Boa memória" não reflete com precisão a terceira característica mencionada.
e) "O pensamento de Confúcio é bem claro, situando a fala em situações específicas": incorreta. Embora a 
mensagem de Confúcio seja clara em termos de valores morais, a alternativa sugere que o foco está nas situações 
específicas, o que não é o ponto central do texto. O foco está nas qualidades do "homem completo", não nas 
situações em si.
Conclusão: A alternativa A é a correta, pois a frase "ante a possibilidade de lucro pensa no correto" pode ser vista 
como uma crítica ao comportamento capitalista, sugerindo que o lucro não deve ser colocado acima de princípios 
éticos e morais.
90. FGV - 2023 - PREFEITURA DE JABOATÃO DOS 
GUARARAPES – PE
Nas frases a seguir ocorre a modificação de um nome por um verbo da mesma família de palavras. Assinale 
a frase em que isso foi feito de forma adequada.
A) A descrença no outro faz parte dos espíritos fracos / Desacreditar.
B) O desgaste das peças trouxe prejuízo / Gastarem-se as.
C) O que é necessário não é a vontade de acreditar, mas o desejo de descobrir, que é justamente o oposto / 
querer acreditar.
D) A prioridade para os produtos importados já saiu de moda / Privilegiar os.
E) A provisão de mantimentos é obrigatória / Provir os.
Gabarito: Item B
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115Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
a) Item incorreto. "Descrença" vem do verbo "crer", não de "desacreditar".
A palavra "descrença" está relacionada ao verbo "crer", que significa acreditar em algo, enquanto "desacreditar" 
tem outro sentido, relacionado à ação de tirar o crédito ou desacreditar algo ou alguém. Portanto, a substituição 
de "descrença" por "desacreditar" não é adequada, pois não pertencem à mesma família de palavras.
b) Item correto. "Desgaste" vem do verbo "gastar".
A palavra "desgaste" deriva diretamente do verbo "gastar", que se refere ao ato de deterioração ou consumo de 
algo..
c) Item incorreto. "A vontade" não é formada pelo verbo "acreditar".
A palavra "vontade" não deriva do verbo "acreditar". A frase tenta substituir "vontade" por "querer acreditar", 
mas esses termos pertencem a famílias lexicais diferentes.
d) Item incorreto. "Prioridade" vem do verbo "priorizar", não de "privilegiar".
A palavra "prioridade" é derivada do verbo "priorizar", que se refere ao ato de dar prioridade ou importância a 
algo. [
e) Item incorreto. "Provisão" vem do verbo "prover", não de "provir".
A palavra "provisão" deriva do verbo "prover", que significa fornecer ou garantir algo. Portanto, a substituição de 
"provisão" por "provir" não faz sentido, pois trata-se de verbos com significados e famílias de palavras diferentes.
91. FGV - 2024 - PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – 
SP
Todas as frases abaixo, exceto uma, mostram o mesmo problema na utilização de pronomes; assinale a 
frase que está inteiramente correta.
A) Para se encontrar um emprego dentro de nossa especialidade, meus amigos de trabalho e eu temos de 
batalhar
B) Decidimos nos opor a esse projeto do governo e faremos todo o possível de se opor a ele.
C) Em torno da fogueira do acampamento, estávamos todos sentados e perguntando-nos o que faríamos no 
dia seguinte.
D) Heloísa nos disse no último minuto que ele tinha decidido retirar-se do projeto. Nós devíamos, então, se 
organizar pra encontrar uma substituta.
E) Poderemos voltar ao campo para se descansar porque o serviço de meteorologia anuncia bom tempo para 
amanhã. 
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116Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Gabarito: Item C
A letra C não apresenta qualquer problema na utilização do pronome. Vamos aos outros itens:
Vamos às outras:
a) Item incorreto. Para se encontrar um emprego dentro de nossa especialidade, meus amigos de trabalho e eu 
temos de batalhar
O emprego de ‘Para se encontrar dentro de nossa’ apresenta falta de paralelismo quanto ao uso pronominal.
O correto seria: "Para encontrarmos um emprego...", já que o sujeito é "meus amigos de trabalho e eu", e o 
verbo deveria concordar com o sujeito.
b) Item incorreto. Decidimos nos opor a esse projeto do governo e faremos todo o possível de se opor a ele.
Nós decidimos fazer algo para SE opor? Observe que o correto seria ‘para nos opor’. 
d) Item incorreto. Heloísa nos disse no último minuto que ele tinha decidido retirar-se do projeto. Nós devíamos, 
então, se organizar pra encontrar uma substituta.
Nós devíamos ‘nos’ organizar. 
e) Item incorreto. Poderemos voltar ao campo para se descansar porque o serviço de meteorologia anuncia bom 
tempo para amanhã. 
O correto seria: "para descansarmos", já que o verbo deve concordar com o sujeito "nós" (implícito no contexto 
da frase).
92. FGV - 2023 - SMED DE BELO HORIZONTE 
Pontuação
Os pontos de exclamação da chuva,
a vírgula das plantas,
as reticências do nevoeiro,
os parênteses do meio-dia,
o ponto final da tarde,
o parágrafo da aurora.
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117Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Esse poema traz um conjunto de metáforas; assinale a opção em que a metáfora empregada está 
coerentemente explicada, tendo em vista asfunções dos sinais de pontuação. 
A) Assim como o ponto de exclamação denota surpresas, a chuva pode ser motivo de perturbações. 
B) Assim como as reticências não completam o pensamento, o nevoeiro não permite a visão de todas as coisas. 
C) Assim como os parênteses inserem uma informação no texto, o meio-dia pode trazer mudanças à nossa 
rotina. 
D) Assim como o ponto final encerra um tema do texto, a tarde encerra o dia e suas atividades. 
Gabarito: Item C
A questão envolve a interpretação das metáforas empregadas no poema, relacionando-as com as funções dos 
sinais de pontuação. Cada opção apresenta uma metáfora e busca explicar sua coerência com base na função dos 
sinais de pontuação.
Analisando as alternativas:
a) "Assim como o ponto de exclamação denota surpresas, a chuva pode ser motivo de perturbações": incorreta. 
Embora o ponto de exclamação seja usado para denotar surpresas ou emoções fortes, a comparação com a 
chuva como "motivo de perturbações" não é diretamente coerente. A chuva pode trazer emoções ou significados 
variados, e a metáfora poderia ser melhor explicada em outro contexto, como a surpresa ou intensidade das 
primeiras gotas, por exemplo.
b) "Assim como as reticências não completam o pensamento, o nevoeiro não permite a visão de todas as 
coisas": incorreta. As reticências indicam continuidade ou algo não dito, mas sua função não é necessariamente 
interromper o pensamento. O nevoeiro pode ser comparado a algo que dificulta a visão, mas a relação entre as 
reticências e a visão incompleta do nevoeiro não é tão direta quanto parece à primeira vista.
c) "Assim como os parênteses inserem uma informação no texto, o meio-dia pode trazer mudanças à nossa 
rotina": correta. Os parênteses são usados para adicionar informações secundárias ou complementares ao 
texto, e o meio-dia pode ser visto como um momento que insere uma pausa ou mudança na rotina diária, sem 
interromper completamente o fluxo das atividades. A metáfora faz uma comparação coerente entre a função dos 
parênteses e o papel do meio-dia na rotina.
d) "Assim como o ponto final encerra um tema do texto, a tarde encerra o dia e suas atividades": incorreta. 
Embora o ponto final tenha a função de encerrar uma ideia ou um período de escrita, a tarde não encerra o dia 
completamente, pois o dia ainda continua até a noite. A metáfora não é precisa, já que a tarde é apenas uma 
parte do ciclo diário, não seu fim completo.
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118Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Conclusão: A alternativa C é a correta, pois a metáfora compara de forma coerente a função dos parênteses 
(inserção de informações secundárias) com o meio-dia, que insere uma pausa ou mudança na rotina sem 
interrompê-la por completo.
93. FGV - 2023 - PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – 
SP
Assinale a frase que mostra uma antítese, ou seja, uma oposição de significado.
A) O inferno está cheio de boas intenções ou desejos.
B) Sou ateu, mas me comporto como se Deus existisse.
C) O homem é aquilo que ele acredita.
D) A bênção do pai consolida a casa dos filhos. 
E) Tudo que pode ser dito, pode ser dito com clareza.
Gabarito: Item D
A alternativa correta é D - A bênção do pai consolida a casa dos filhos.
Antítese é uma figura de linguagem que consiste em apresentar dois termos ou ideias opostas em uma mesma 
frase para realçar o contraste entre elas. No caso da frase "A bênção do pai consolida a casa dos filhos", temos 
uma antítese assimétrica porque há uma oposição implícita entre "pai" e "filhos". Esses dois elementos, pai e 
filhos, representam gerações diferentes e, ao mesmo tempo, há uma relação de interdependência entre eles: a 
ação do pai (sua bênção) tem um impacto direto na vida dos filhos (consolida a casa deles).
Essa é uma antítese assimétrica porque, embora o pai e os filhos sejam opostos em termos de papéis e gerações, 
a relação entre eles não é de pura oposição direta, mas de complemento: a bênção do pai fortalece a casa dos 
filhos, criando um contraste, mas também uma conexão.
Agora, vejamos as razões pelas quais as outras alternativas não são exemplos de antítese:
a) Item incorreto.O inferno está cheio de boas intenções ou desejos.
Aqui não há uma oposição entre os elementos, apenas uma afirmação paradoxal.
b) Item incorreto. Sou ateu, mas me comporto como se Deus existisse.
Embora haja um paradoxo na frase, não há uma antítese clara, pois o comportamento é contraditório.
c) Item incorreto. O homem é aquilo que ele acredita.
Esta frase não apresenta nenhum contraste ou oposição de ideias.
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119Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
e) Item incorreto. Tudo que pode ser dito, pode ser dito com clareza.
Não há oposição de conceitos nesta frase.
94. FGV - 2023 - PGM - NITERÓI 
Leia com atenção o texto descritivo a seguir. “Os livros do escritório eram, em sua grande maioria, 
dicionários, com lombadas de couro em cores diversas; todos eram muito grossos e, certamente, com 
muitos verbetes e, segundo o proprietário, muito valiosos por suas abonações.” A afirmação adequada 
sobre a estruturação descritiva desse pequeno texto é que seu autor:
A) tem a finalidade de despertar a curiosidade do leitor.
B) indica, sobretudo, qualificações dos objetos. 
C) procura mostrar precisão absoluta nos dados fornecidos.
D) caracteriza os objetos da descrição com opiniões próprias. 
E) mostra uma visão de especialista sobre a realidade descrita.
Gabarito: Item E
Esta questão pede que se identifique qual é a afirmação mais adequada sobre a estruturação descritiva do texto. 
O texto apresenta uma descrição dos livros presentes no escritório, com foco em suas características físicas e em 
uma avaliação feita pelo proprietário.
Analisando as alternativas:
a) "Tem a finalidade de despertar a curiosidade do leitor": incorreta. O autor se concentra em descrever os livros 
de forma objetiva e não utiliza recursos ou termos que visem a provocar curiosidade no leitor. A descrição é direta 
e não contém elementos que despertem questionamento ou surpresa.
b) "Indica, sobretudo, qualificações dos objetos": incorreta. O texto descreve características dos livros, como 
"lombadas de couro" e "grossos", mas o foco principal da descrição vai além das qualificações físicas. O autor 
também menciona o valor atribuído aos livros pelo proprietário, o que desloca o foco da simples descrição das 
qualidades físicas para uma análise mais ampla, que inclui o valor das "abonações".
c) "Procura mostrar precisão absoluta nos dados fornecidos": incorreta. O texto utiliza expressões que sugerem 
incerteza ou generalização, como "em sua grande maioria" e "certamente", indicando que o autor não está 
preocupado com a precisão absoluta dos dados, mas sim com uma descrição geral.
d) "Caracteriza os objetos da descrição com opiniões próprias": incorreta. O autor menciona que os livros são 
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120Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
"valiosos por suas abonações", mas deixa claro que essa avaliação é "segundo o proprietário". Isso significa que 
o autor está relatando a opinião do dono dos livros, não apresentando suas próprias opiniões ou julgamentos.
e) "Mostra uma visão de especialista sobre a realidade descrita": correção questionável. Embora o texto utilize 
termos técnicos relacionados ao mundo dos dicionários, como "verbete" e "abonações", o uso desses termos 
não necessariamente indica que o autor tem uma visão especializada. Além disso, a avaliação de que os livros 
são "valiosos" é atribuída ao proprietário, não ao autor, que apenas relata a opinião do dono. Portanto, a visão 
especializada parece mais associada ao proprietário dos livros do que ao autor, o que torna essa alternativa 
questionável.
Consideração sobre o gabarito: embora o gabarito oficial indique a alternativa E como correta, é possível 
argumentar que o especialista mencionado no texto é o proprietário dos dicionários, nãoo autor. O autor apenas 
relata as informações fornecidas pelo dono, sem demonstrar explicitamente um conhecimento técnico ou 
especializado. Por essa razão, o gabarito E é discutível e a questão poderia ser anulada.
95. FGV - 2022 - SEAD-AP 
Assinale a opção em que o segmento destacado é substituído adequadamente por um só termo. 
A) O mestre não conseguia tolerar mais aqueles que passavam todo o seu tempo conversando / tagarelas.
B) A imprensa política se apoia nas informações fornecidas por aqueles que a informam regularmente / suas 
fontes.
C) Alguns políticos não prestam a menor atenção àqueles que contrariam seu partido / aos traidores.
D) O escritor era um desses homens que se escutam com prazer / um grande orador.
E) As ofertas de emprego se dirigiam àqueles que pretendem conseguir um posto de trabalho / aos 
desempregados.
Gabarito do professor: Item B
Gabarito da banca: Item C
b) Item correto. A imprensa política se apoia nas informações fornecidas por aqueles que a informam regularmente 
/ suas fontes.
A substituição de "aqueles que a informam regularmente" por "suas fontes" é adequada, pois "fontes" é o termo 
usado para designar pessoas ou entidades que fornecem informações à imprensa de maneira habitual.
No entanto, a banca, infelizmente, considerou a assertiva B como incorreta.
a) Item incorreto. Pois “tagarela’ é aquele que fala sem parar sobre assuntos frívolos, não simplesmente quem 
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121Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
passa o tempo conversando. 
c) Item incorreto.*** Pois "traidores" não é uma substituição precisa para "aqueles que contrariam seu partido", 
já que nem toda pessoa que contraria o partido pode ser considerada um traidor. Pode haver discordância sem 
traição.
No entanto, a banca, infelizmente, considerou a assertiva C como correta.
d) Item incorreto. Pois "um grande orador" não substitui corretamente "um desses homens que se escutam com 
prazer", já que um bom orador pode ser escutado com prazer, mas a frase original sugere algo mais amplo que 
apenas habilidades oratórias.
e) Item incorreto. Pois"aos desempregados" não é uma substituição adequada para "aqueles que pretendem 
conseguir um posto de trabalho", porque nem todos que procuram um posto de trabalho estão desempregados. 
96. FGV - 2022 - SENADO FEDERAL
Abaixo aparecem dois textos, representativos, respectivamente, de narração e de exposição:
“O urubu começou a observar a paisagem da estrada para ver se havia ocorrido o atropelamento de um 
animal, o que significava alimento disponível. Não via, porém, nenhum sinal disso. Pouco depois, decidiu 
alçar voo e verificar se, desde o alto, podia descobrir algo. Se nada mudasse, tinha que ir para o lixão da 
cidade próxima”. 
“O filme da Disney mostra progressos tecnológicos evidentes, mas o enredo, em si, não atrai o público 
infantil pela sua pouca ação e por explorar uma problemática que não faz parte do mundo da criança”. 
Assinale a opção que mostra uma diferença estrutural correta entre os dois textos.
A) Sequência cronológica de ações / atemporalidade.
B) Tempos verbais no pretérito perfeito e pretérito imperfeito / tempo verbal no presente.
C) Indicações de tempo e lugar / ausência de referências espaciais.
D) O narrador em terceira pessoa se apaga / o expositor participa com opiniões sobre o exposto.
E) Exposição de fatos externos / apresentação de realidades internas.
Gabarito: Item E
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122Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
A questão pede a identificação de uma diferença estrutural entre um texto de narração e um texto de exposição. 
O primeiro texto descreve uma situação narrativa (com ações de um personagem, no caso o urubu), enquanto o 
segundo é uma exposição crítica sobre um filme da Disney.
Analisando as alternativas:
a) "Sequência cronológica de ações / atemporalidade": incorreta. O primeiro texto segue uma sequência de ações 
(narração), mas o segundo não é exatamente atemporal. O segundo texto trata de um filme específico, situado 
no tempo, mesmo que a crítica não siga uma cronologia. Portanto, a atemporalidade não é uma característica 
marcante do segundo texto.
b) "Tempos verbais no pretérito perfeito e pretérito imperfeito / tempo verbal no presente": incorreta. Embora 
o primeiro texto utilize tempos verbais no passado (pretérito perfeito e imperfeito), o segundo texto usa tempos 
no presente, o que está correto. No entanto, essa não é a principal diferença estrutural entre uma narração e 
uma exposição.
c) "Indicações de tempo e lugar / ausência de referências espaciais": incorreta. O primeiro texto narra ações em 
um espaço, e o segundo texto realmente não faz menção direta a um lugar. No entanto, essa não é uma diferença 
estrutural fundamental entre narração e exposição.
d) "O narrador em terceira pessoa se apaga / o expositor participa com opiniões sobre o exposto": incorreta. 
Embora o expositor no segundo texto expresse opiniões, isso não é suficiente para justificar a ideia de que o 
narrador se "apaga" no primeiro texto. O narrador de uma narração em terceira pessoa pode ser onisciente ou 
apenas observador, mas não necessariamente se apaga.
e) "Exposição de fatos externos / apresentação de realidades internas": correta. No primeiro texto, o narrador 
descreve ações externas de um urubu (observar a paisagem, alçar voo, buscar alimento), o que caracteriza 
uma exposição de fatos externos, ou seja, eventos observáveis no mundo exterior. No segundo texto, há 
uma exposição de um juízo de valor sobre o enredo de um filme, tratando de uma análise crítica que envolve 
percepções subjetivas, como o impacto do enredo no público infantil e a exploração de temas que não pertencem 
ao universo infantil. Isso caracteriza uma "realidade interna" ou subjetiva, pois o expositor expressa sua opinião 
e interpretação pessoal sobre o filme.
Conclusão: A alternativa E é a correta, pois o primeiro texto narra ações observáveis e externas, enquanto 
o segundo apresenta uma interpretação crítica e subjetiva, refletindo uma análise interna do enredo e suas 
implicações.
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123Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
97. FGV - 2024 - MINISTÉRIO DA CULTURA
Observe as frases a seguir:
I. Como as pessoas estão intolerantes hoje!
II. Atingiu os objetivos esperados, como previam os especialistas.
III. Sempre foi alegre como seus colegas de classe.
Sobre os elementos destacados, é correto afirmar que:
A) em I e II, somente, atuam como conjunção.
B) em I, somente, trata-se de um advérbio.
C) em III, somente, observa-se uma preposição.
D) em II, somente, há um valor comparativo.
E) em I, II e III são classificados como conjunção.
Gabarito: Item B
 
A grande dificuldade provocada por essa questão, na verdade, é o termo como presente na frase I. Muitas pessoas 
vão para a prova sem saber, mas o termo como pode ser advérbio de intensidade. E justamente é esse o gabarito. 
Observe as frases abaixo:
- Como é chato esse filme. 
Nessa frase, o termo ‘chato’ é intensificado pelo termo ‘como’. É como se o autor da frase tivesse dito: É MUITO 
chato esse filme. 
Isso ocorre exatamente na afirmação I:
Como as pessoas estão intolerantes hoje!
(As pessoas estão MUITO intolerantes hoje!)
Nesse caso, o como é REALMENTE um advérbio de intensidade.
Nas outras frases:
II. Atingiu os objetivos esperados, como previam os especialistas.
Aqui, o termo ‘como’ é uma conjunção que tem valor de conformidade: conforme previam os especialistas. 
III. Sempre foi alegre como seus colegas de classe.
Aqui, o termo ‘como’ é uma conjunção que estabelece comparação da pessoa com os seus colegas de classes.
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124Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Portanto, o gabarito é a letra B. 
(B) em I, somente, trata-se de um advérbio.
98. FGV - 2023 - CÂMARA DOS DEPUTADOS
 Leia o segmento de texto narrativo a seguir.
“O homem voltava para casa pelarua estreita e mal pavimentada, à beira de um regato poluído. A noite 
estava silenciosa, mas ouviu um pequeno ruído de algo que se mexia na calçada, em meio a alguns papéis. 
Aproximou-se devagar e viu uma cadelinha com cara de ter sido abandonada, pois aparentava não saber 
o que fazer. Decidiu ajudá-la e, como estava muito próximo de sua casa, apanhou um pouco da ração dos 
gatos e ofereceu de bom grado ao animalzinho. Foi o começo de uma vida longa, que só terminou no 
último mês, quando a enterrou com pompas, no quintal de sua casa, em funeral acompanhado de choro 
e saudades.”
Sobre os componentes textuais desse segmento narrativo, assinale a afirmativa correta.
A) O início do texto introduz diretamente o leitor na narrativa.
B) O fato que dá início ao texto narrativo é a volta do homem para casa.
C) O fato de fechamento da narrativa é o de oferecimento e aceitação do alimento por parte da cadelinha.
D) A expressão “Foi o começo de uma vida longa” sintetiza um grande número de fatos narrativos.
E) A expressão “no último mês” data de forma precisa a ocorrência do fato narrado.
Classificação: interpretação de textos/ tipos textuais
Gabarito: Item D 
Vamos aos comentários sobre cada Item
A) Item incorreto. O início do texto introduz diretamente o leitor na narrativa.
No início do texto, há uma predominância de segmento descritivo. A narrativa em si se inicia com o homem 
encontrando a cadelinha.
B) Item incorreto. O fato que dá início ao texto narrativo é a volta do homem para casa.
A narrativa em si se inicia com o homem encontrando a cadelinha, que emitiu um ruído que chamou sua atenção.
C) Item incorreto. O fato de fechamento da narrativa é o de oferecimento e aceitação do alimento por parte da 
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125Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
cadelinha.
O fechamento da narrativa se dá com a morte da cadelinha.
D) Item correto. A expressão “Foi o começo de uma vida longa” sintetiza um grande número de fatos narrativos.
A expressão destacada no enunciado permite a interpretação de que houve diversos momentos a serem 
recordados na história do homem com a cadelinha.
E) Item incorreto. A expressão “no último mês” data de forma precisa a ocorrência do fato narrado.
Não se sabe qual mês é. Por isso, este item não pode ser o gabarito.
99. FGV - 2023 - TCE-SP
Todas as frases abaixo foram reescritas de modo a eliminar-se o conectivo “porque”, substituindo-o por 
outro conectivo de valor equivalente.
A frase em que isso foi feito de forma adequada, é:
A) Não foi possível completar a obra porque faltaram recursos / Não foi possível completar a obra à medida que 
faltaram recursos.
B) Aconselharam que o nomeassem ministro porque era um administrador competente / Aconselharam que o 
nomeassem ministro, logo era um administrador competente.
C) A empresa não apresentou grande lucratividade porque havia falhas na sua organização / Conforme a 
empresa não apresentava lucratividade, havia falhas na sua organização.
D) A Prefeitura nomeou novos professores porque as escolas estavam ficando sem aulas / A Prefeitura nomeou 
novos professores a fim de que as escolas não ficassem sem aulas.
E) O time não ganhou a Copa do Brasil porque os jogadores estavam cansados / O time não ganhou a Copa do 
Brasil por estarem cansados os jogadores.
Gabarito: Item E
Uma questão de muita qualidade, que solicitou aos candidatos o reconhecimento de uma reescrita oracional que 
mantivesse o valor de causa expresso pela conjunção. Observe que a conjunção em questão era o termo ‘porque’. 
Em todos os casos, a conjunção ‘porque’ introduz uma oração causal. Agora, vamos aos casos concretos para que 
seja realizada a análise.
a) Item incorreto. Não foi possível completar a obra porque faltaram recursos / Não foi possível completar a obra 
à medida que faltaram recursos.
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126Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
A oração introduzida pela locução ‘à medida que’ apresenta valor semântico de proporcionalidade. Cuidado, pois 
existe a estrutura causal ‘na medida em que’; porém, nesta opção, o que foi proposto pela banca introduz uma 
oração proporcional.
b) Item incorreto. Aconselharam que o nomeassem ministro porque era um administrador competente / 
Aconselharam que o nomeassem ministro, logo era um administrador competente.
A conjunção ‘logo’ é conclusiva. Por esse motivo, não se pode considerar a letra B como gabarito. A banca solicitou 
a manutenção do sentido original. 
c) Item incorreto. A empresa não apresentou grande lucratividade porque havia falhas na sua organização / 
Conforme a empresa não apresentava lucratividade, havia falhas na sua organização.
A nova redação apresenta valor conformativo, o que não é compatível com a oração original. 
d) Item incorreto. A Prefeitura nomeou novos professores porque as escolas estavam ficando sem aulas / A 
Prefeitura nomeou novos professores a fim de que as escolas não ficassem sem aulas.
A nova redação apresenta valor de finalidade, o que não é compatível também com a frase original.
e) Item correto. O time não ganhou a Copa do Brasil porque os jogadores estavam cansados / O time não ganhou 
a Copa do Brasil por estarem cansados os jogadores.
Na nossa língua portuguesa, há a possibilidade de uma preposição - acompanhada de verbo no infinitivo - 
introduzir uma oração subordinada adverbial. Eis as possibilidades:
• Para + infinitivo → introduz uma oração com valor de finalidade.
• A + infinitivo → introduz uma oração com valor de condição.
• Ao + infinitivo → introduz uma oração com valor de tempo.
• Por + infinitivo → introduz uma oração com valor de causa.
Na opção presente, a oração, introduzida pela conjunção ‘porque’ apresenta o valor causal. Exatamente o mesmo 
valor que a proposta de reescrita: ‘por estarem cansando os jogadores’.
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127Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
100. FGV - 2024 - MINISTÉRIO DA CULTURA
Sobre as palavras "deletar", "logar" e "twittar" é correto afirmar que:
A) são palavras que foram adaptadas à língua portuguesa por meio da tradução de seu sentido original.
B) são palavras que sofreram acréscimo do sufixo de formação de verbos da primeira conjugação em língua 
portuguesa.
C) são palavras formadas a partir da alteração do radical das palavras primitivas.
D) são palavras híbridas, que apresentam radical com origens diferentes.
E) são palavras que apresentam classe gramatical diferente das palavras primitivas, tendo sido formadas por 
derivação imprópria.
Gabarito: Item B
a) Item incorreto. As palavras "deletar", "logar" e "twittar" são exemplos de estrangeirismos adaptados à língua 
portuguesa, porém não foram adaptadas por tradução de seu sentido original, e sim houve a inserção de um 
elemento de língua portuguesa ao termo estrangeiro. 
b) Item correto. As palavras destacadas realmente foram formadas a partir de termos estrangeiros ("delete", 
"log", "tweet") e receberam o elemento ‘ar’, que é marca de primeira conjugação na língua portuguesa.
c) Item incorreto. As palavras "deletar", "logar" e "twittar" mantêm o radical da palavra original em inglês e 
sofrem apenas uma adaptação morfológica (a adição do sufixo "-ar"). Não há alteração do radical das palavras 
primitivas, apenas uma modificação para adequá-las à morfologia do português.
d) Item incorreto. O termo "híbrido" é comumente aplicado a palavras que misturam partes significativas de 
línguas diferentes, não apenas à adição de sufixos em um processo de adaptação morfológica simples.
e) Item incorreto. A derivação imprópria ocorre quando uma palavra muda de classe gramatical sem alterar sua 
forma. Por exemplo, um adjetivo pode passar a ser usado como substantivo.
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128Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
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	Página em brancoter apontado para uma cena distante. 
d) Item incorreto: O lugar era fantástico, como dizia o vendedor do terreno. Havia muitas árvores frutíferas, um 
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13Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
pequeno regato de água límpida, uma ponte de madeira e um monte de flores que brotavam espontaneamente 
na beira do caminho.
Antes de descrever objetivamente o lugar, o autor do trecho traz uma opinião do vendedor do terreno sobre ele. 
Isso é uma estratégia para adiar a descrição e preparar o leitor relatando uma opinião positiva sobre o lugar. 
e) Item correto: A camisa nova tinha um bolso na frente, colarinho com botões nas pontas, mangas compridas, 
bastante aconselhadas para o inverno. Pretendia estreá-la na festa da noite.
O texto imediatamente inicia a descrição de um objeto específico (a camisa). A frase "A camisa nova tinha" já 
introduz diretamente o objeto que será descrito, sem qualquer preparação com outra informação ou outro tipo 
textual. 
9. FGV - 2024 - CVM
Todos os textos abaixo são exemplos de textos narrativos.
Entre eles, aquele que mostra uma continuidade da narrativa principal, sem qualquer interrupção, é:
A) A menina preparou-se para a primeira saída com o recente namorado. Procurou caprichar no visual e teve 
muito cuidado com a maquiagem. Olhou-se no espelho. Não era linda nem feia. Era professora de curso 
primário e torcia para que seu namorado a considerasse interessante.
B) No dia seguinte, levantou-se bem cedo para observar as três árvores frutíferas que havia plantado há uma 
semana. Viu que as folhas da tangerineira tinham crescido mais rapidamente que as folhas do pessegueiro e 
da ameixeira. Decidiu chamar um engenheiro agrônomo para ajudá-lo.
C) A encomenda chegou na parte da tarde, quando todo mundo já havia saído para a excursão. Os entregadores 
descarregaram a máquina na porta da casa e ele dirigiu-se para lá a fim de pedir ajuda para o transporte para 
o interior da casa. Como sempre acontece nessas ocasiões, os homens do carreto estavam apressados e não 
o auxiliaram. Decidiu então cobrir a máquina com uma manta até o dia seguinte, quando pediria ajuda.
D) Sentiu sua roupa colada ao seu corpo, destacando seu físico forte. Limpou as mãos no lenço e preparou-se 
para receber os convidados. Esse menino é tão exibido, meu Deus! Lembrou-se da frase da mãe, mas sempre 
achou que ela era exagerada no diagnóstico.
E) Entrou pela porta da frente e deparou-se logo com uma pequena sala onde deixou sua mala. O cenário 
era o mesmo de quarenta anos atrás, com os mesmos objetos antigos sobre a mesa de centro. Entrou pelo 
corredor e uma imensa saudade ocupou o seu coração.
Gabarito: Item B
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14Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Há diversas formas de ‘interromper’ uma narração:
- Comentários pessoais do autor.
- Descrição de cenários ou objetos.
- Conteúdos informativos. 
Vamos analisar item por item como isso se deu:
a) Item incorreto. A menina preparou-se para a primeira saída com o recente namorado. Procurou caprichar no 
visual e teve muito cuidado com a maquiagem. Olhou-se no espelho. Não era linda nem feia. Era professora de 
curso primário e torcia para que seu namorado a considerasse interessante.
Trecho que interrompe a narrativa: "Era professora de curso primário" — Essa informação sobre a profissão da 
menina interrompe a sequência de ações ligadas ao preparo para a saída.
b) Item correto. No dia seguinte, levantou-se bem cedo para observar as três árvores frutíferas que havia plantado 
há uma semana. Viu que as folhas da tangerineira tinham crescido mais rapidamente que as folhas do pessegueiro 
e da ameixeira. Decidiu chamar um engenheiro agrônomo para ajudá-lo.
Eis aqui o gabarito. Todas as frases estão diretamente relacionadas à sequência de eventos sobre as árvores 
frutíferas, mostrando uma continuidade clara e sem interrupções na narrativa principal. 
c) Item incorreto. A encomenda chegou na parte da tarde, quando todo mundo já havia saído para a excursão. 
Os entregadores descarregaram a máquina na porta da casa e ele dirigiu-se para lá a fim de pedir ajuda para 
o transporte para o interior da casa. Como sempre acontece nessas ocasiões, os homens do carreto estavam 
apressados e não o auxiliaram. Decidiu então cobrir a máquina com uma manta até o dia seguinte, quando 
pediria ajuda.
Trecho que interrompe a narrativa: "Como sempre acontece nessas ocasiões, os homens do carreto estavam 
apressados e não o auxiliaram." — Essa frase introduz uma observação geral e uma informação contextual que 
interrompe a sequência de eventos específicos da história, fazendo um comentário sobre o comportamento 
habitual dos homens do carreto.
d) Item incorreto. Sentiu sua roupa colada ao seu corpo, destacando seu físico forte. Limpou as mãos no lenço 
e preparou-se para receber os convidados. Esse menino é tão exibido, meu Deus! Lembrou-se da frase da mãe, 
mas sempre achou que ela era exagerada no diagnóstico.
Trecho que interrompe a narrativa: "Esse menino é tão exibido, meu Deus! Lembrou-se da frase da mãe, mas 
sempre achou que ela era exagerada no diagnóstico;" — Essa parte introduz um comentário subjetivo e um 
pensamento do personagem sobre si mesmo e a opinião da mãe
e) Item incorreto. Entrou pela porta da frente e deparou-se logo com uma pequena sala onde deixou sua mala. 
O cenário era o mesmo de quarenta anos atrás, com os mesmos objetos antigos sobre a mesa de centro. Entrou 
pelo corredor e uma imensa saudade ocupou o seu coração.
Trecho que interrompe a narrativa: "O cenário era o mesmo de quarenta anos atrás, com os mesmos objetos 
antigos sobre a mesa de centro." — Essa frase descreve o cenário, o que serve como uma pausa na ação para 
fornecer um contexto histórico.
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15Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
10. FGV - 2024 - CVM
Em todos os textos abaixo ocorre a presença de uma falácia argumentativa, que é corretamente identificada 
na seguinte opção:
A) O motorista do carro de luxo que colidiu com o carro do aplicativo e causou a morte do motorista não merece 
ser preso, tendo sido sempre um ótimo filho e excelente funcionário da empresa para a qual trabalha. / 
Estabelece-se uma relação deficiente entre causa e efeito.
B) Mostram as estatísticas comparativas entre os anos de 2010 e 2024 que o nível de desemprego diminuiu 
consideravelmente, o que mostra o acerto das medidas do Ministro do Trabalho. / Cria-se um estereótipo de 
uma estatística, sempre vista como meio de enganar o próximo.
C) Se todos os políticos fossem cultos, nosso Congresso seria mais confiável. / Ocorre aqui um argumento 
autoritário, fundamentado no valor da cultura.
D) Os professores são como deuses no Olimpo, já que a bondade e a cultura são suas marcas. / É estabelecida 
uma falsa analogia, em que os elementos comparados são diferentes em algum ponto.
E) Se todos os estudantes lessem bons livros, sua situação escolar seria certamente bem melhor. / Ocorre uma 
generalização excessiva, que produz uma conclusão a partir de uma evidência insuficiente.
Gabarito: Item D
Vamos aos itens diretamente:
a) Item incorreto. O motorista do carro de luxo que colidiu com o carro do aplicativo e causou a morte do 
motorista não merece ser preso, tendo sido sempre um ótimo filho e excelente funcionário da empresa para a 
qual trabalha. / Estabelece-se uma relação deficiente entre causa e efeito.
Esta opção comete uma falácia que apela à misericórdia do leitor ao usar o bom caráter do motorista como razão 
para evitar uma punição legal, mas a relação entre o bom caráter e a culpa por um acidente de trânsito não é 
diretamente discutida.
b) Item incorreto. Mostram as estatísticas comparativas entre os anos de 2010 e 2024 que o nível de desemprego 
diminuiu consideravelmente, o que mostra o acerto das medidas do Ministro do Trabalho. / Cria-se um estereótipo 
de uma estatística, sempre vista como meiode enganar o próximo.
A ideia de estereotipar a estatística como enganosa não é abordada diretamente na argumentação apresentada, 
e sim uma falsa relação de atribuição à postura do ministro.
c) Item incorreto. Se todos os políticos fossem cultos, nosso Congresso seria mais confiável. / Ocorre aqui um 
argumento autoritário, fundamentado no valor da cultura.
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16Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
A falácia mais adequada aqui seria uma falsa causa ou uma suposição não justificada, pois assume que a cultura 
por si só aumentaria a confiabilidade, sem evidências concretas que apoiem essa correlação direta.
d) Item correto. Os professores são como deuses no Olimpo, já que a bondade e a cultura são suas marcas. / É 
estabelecida uma falsa analogia, em que os elementos comparados são diferentes em algum ponto.
Eis aqui o gabarito. A frase compara professores a deuses do Olimpo com base na bondade e cultura, sugerindo 
que essas características são suficientes para equiparar seres humanos comuns a divindades mitológicas. 
A analogia é falaciosa porque os professores e os deuses do Olimpo são totalmente diferentes em aspectos 
essenciais além das características citadas.
e) Item incorreto. Se todos os estudantes lessem bons livros, sua situação escolar seria certamente bem melhor. 
/ Ocorre uma generalização excessiva, que produz uma conclusão a partir de uma evidência insuficiente.
Nessa opção, não ocorre generalização excessiva, e sim uma frase sem presença de falácia argumentativa. 
11. FGV - 2024 - CVM
Todos os textos abaixo pertencem ao modo descritivo de organização discursiva e mostram como tema o 
famoso quadro da Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci; numa dessas descrições, a apreensão e a indicação 
dos elementos do tema-núcleo aparece prejudicada por uma limitação psicológica do observador.
A opção em que isso ocorre é:
A) A Mona Lisa está bem centralizada na tela e ao fundo aparece uma paisagem que foi identificada como de 
um pequeno vale italiano.
B) As roupas que aparecem vestidas pela Mona Lisa devem pertencer à classe nobre, que sempre procurou 
ostentar sua posição social diante das camadas mais pobres.
C) O enigmático sorriso da Mona Lisa aparece já um pouco prejudicado pela ação do tempo sobre a pintura.
D) Como o quadro da Mona Lisa atrai muitos visitantes ao Museu do Louvre, torna-se difícil ver todos os seus 
importantes detalhes, em função da distância a que ele está dos visitantes.
E) A posição dos braços e das mãos da Mona Lisa transfere uma tranquilidade de nobreza.
Gabarito: Item B
Uma limitação psicológica por parte do narrador de um texto pode ser entendida como um reflexo de seu 
desconhecimento ou incapacidade de compreender completamente uma situação ou personagem. A banca 
solicitou a opção que apresenta essa característica no meio de tudo o que é apresentado.
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17Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Tome cuidado pois existe a limitação física, que seria a impossibilidade física de se narrar, como uma distância 
espacial ou algo que comprometa a visão do narrador. Vamos aos itens:
a) Item incorreto. A Mona Lisa está bem centralizada na tela e ao fundo aparece uma paisagem que foi identificada 
como de um pequeno vale italiano.
Descreve a centralização da Mona Lisa na tela e a paisagem ao fundo, uma observação direta e completa, sem 
qualquer limitação.
b) Item correto. As roupas que aparecem vestidas pela Mona Lisa devem pertencer à classe nobre, que sempre 
procurou ostentar sua posição social diante das camadas mais pobres.
Mostra limitação psicológica, ao dizer que as roupas da Mona Lisa DEVEM PERTENCER à classe nobre, sem 
expressar certeza sobre sua associação com a nobreza. 
c) Item incorreto. O enigmático sorriso da Mona Lisa aparece já um pouco prejudicado pela ação do tempo sobre 
a pintura.
Menciona o efeito do tempo sobre o sorriso, o que é uma observação objetiva, não uma limitação do observador.
d) Item incorreto. Como o quadro da Mona Lisa atrai muitos visitantes ao Museu do Louvre, torna-se difícil ver 
todos os seus importantes detalhes, em função da distância a que ele está dos visitantes.
Na alternativa D, a limitação do observador é representada pela dificuldade em ver os detalhes do quadro devido 
à distância e à presença de muitos visitantes no museu. Essa limitação não é psicológica, e sim física. 
e) Item incorreto. A posição dos braços e das mãos da Mona Lisa transfere uma tranquilidade de nobreza.
Descreve a postura das mãos e o que ela sugere, sem indicar uma limitação na percepção do observador.
12. FGV - 2024 - CVM
Sempre que passamos diretamente de uma premissa para uma conclusão num ato argumentativo, 
assumimos como verdadeira alguma ideia intermediária não expressa.
A opção em que essa ideia intermediária está corretamente identificada é:
A) O motorista da ambulância que nos segue está agitado; é melhor deixar que ele nos ultrapasse. / Todo 
motorista de ambulância dirige irresponsavelmente.
B) Minha mulher encontrou-se com seu dentista num bar da cidade; vou separar-me. / Minha mulher gosta de 
homens da área da saúde.
C) O dentista recomendou-me esta nova pasta de dentes; minhas gengivas vão ficar boas logo. / O dentista é 
um profissional competente.
D) O cartaz publicitário informa que o sabonete é altamente eficiente na limpeza do corpo; vou tratar de 
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18Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
comprá-lo. / O cartaz pretende enganar os consumidores.
E) São dez horas no meu relógio de pulso; vou chegar adiantado ao compromisso. / É útil ter um relógio.
Gabarito: Item C
Para resolver esta questão, é preciso haver lógica ao se inserir a informação fornecida pela banca ENTRE as duas 
frases que ela sugeriu nas opções. Observe individualmente os itens.
a) Item incorreto. O motorista da ambulância que nos segue está agitado; é melhor deixar que ele nos ultrapasse. 
/ Todo motorista de ambulância dirige irresponsavelmente.
O motorista da ambulância que nos segue está agitado / Todo motorista de ambulância dirige irresponsavelmente 
/ é melhor deixar que ele nos ultrapasse.
 
A informação intermediária é uma generalização excessiva, o que compromete totalmente a conclusão.
b) Item incorreto. Minha mulher encontrou-se com seu dentista num bar da cidade; vou separar-me. / Minha 
mulher gosta de homens da área da saúde.
Minha mulher encontrou-se com seu dentista num bar da cidade. / Minha mulher gosta de homens da área da 
saúde / vou separar-me. 
A ideia intermediária correta poderia ser algo como "Minha mulher encontrou-se com o dentista em um bar, 
portanto ela pode estar envolvida romanticamente com ele", não necessariamente uma inclinação por homens 
da área da saúde.
c) Item correto. O dentista recomendou-me esta nova pasta de dentes; minhas gengivas vão ficar boas logo. / O 
dentista é um profissional competente.
Observe que o dentista ser um profissional competente é sim um pressuposto que pode se juntar à premissa para 
que se chegue a uma correta conclusão.
Premissa: O dentista recomendou-me esta nova pasta de dentes.
Conclusão: Minhas gengivas vão ficar boas logo.
Ideia intermediária (pressuposto): O dentista é um profissional competente.
d) Item incorreto. O cartaz publicitário informa que o sabonete é altamente eficiente na limpeza do corpo; vou 
tratar de comprá-lo. / O cartaz pretende enganar os consumidores.
A ideia intermediária correta seria "Informações em cartazes publicitários são confiáveis", não que "o cartaz 
pretende enganar os consumidores". Isso é o contrário da decisão tomada pelo consumidor.
e) Item incorreto. São dez horas no meu relógio de pulso; vou chegar adiantado ao compromisso. / É útil ter um 
relógio.
A ideia intermediária correta aqui seria "Meu relógio está funcionando corretamente e indica a hora certa", não 
apenas que "é útil ter um relógio", pois a utilidade não garante precisão ou adiantamento.E-BOOK
19Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
13. FGV - 2024 - CVM
No texto a seguir há a apresentação de uma opinião.
“O currículo escolar precisa urgentemente de modificações profundas, pois as disciplinas hoje estudadas 
pouco têm a ver com a realidade atual, provocando enorme desinteresse dos alunos. Temos que ter 
cuidado, no entanto, com as modificações propostas para que elas não sejam simplesmente uma mudança 
de palavras, que estejam mais de acordo com a moda. É hora de fazermos um amplo e sério estudo do 
problema, como já foi feito em outros países”.
Em relação ao procedimento de apresentação da opinião presente no texto acima, é correto afirmar que 
o argumentador:
A) apresenta sua própria opinião.
B) apresenta uma opinião como geral.
C) apresenta uma opinião alheia.
D) apresenta e comenta uma opinião.
E) confronta diversas opiniões.
Gabarito: Item D
Observando, após a leitura atenta do texto, item por item.
a) Item incorreto. apresenta sua própria opinião.
Embora o autor apresente sua própria opinião, a resposta mais adequada é que ele também a comenta e 
desenvolve uma afirmação que foi feita anteriormente, a tese.
b) Item incorreto. apresenta uma opinião como geral.
A opinião não é geral. É uma afirmação categórica com a qual o autor compactua. 
c) Item incorreto. apresenta uma opinião alheia.
As frases sugerem que o autor está expressando suas próprias considerações.
d) Item correto. apresenta e comenta uma opinião.
O texto começa com uma opinião clara: "O currículo escolar precisa urgentemente de modificações profundas," 
indicando a visão do autor sobre a necessidade de mudanças no currículo. Em seguida, comenta essa opinião 
ao discutir as razões para a necessidade de mudanças ("as disciplinas hoje estudadas pouco têm a ver com a 
realidade atual, provocando enorme desinteresse dos alunos") e também aponta uma preocupação sobre como 
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20Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
essas mudanças devem ser feitas ("Temos que ter cuidado, no entanto, com as modificações propostas para que 
elas não sejam simplesmente uma mudança de palavras, que estejam mais de acordo com a moda").
e) Item incorreto. confronta diversas opiniões.
O texto não apresenta um confronto de opiniões diferentes, mas sim uma opinião única do autor, com comentários 
sobre como abordar as mudanças propostas.
14. FGV - 2024 - CVM
Leia o texto a seguir.
“É difícil traçar uma linha divisória entre umbanda e candomblé. Entretanto algumas noções gerais podem 
esclarecer as diferenças entre os dois cultos. No candomblé, os deuses vêm à Terra para dançar e ser 
cultuados, só aparecem em possessão depois de longo período de iniciação. Eles auxiliam os homens na 
solução de problemas, mas a comunicação se faz sobretudo sob a forma de oráculo (jogo de búzios), em 
que o intermediário é o pai ou mãe de santo. Na umbanda, as entidades vêm à Terra para trabalhar: 
dar consultas, passes, oferecer conselhos. Não há função oracular: fala-se diretamente com a divindade 
incorporada.”
O melhor resumo desse pequeno texto é:
A) É difícil traçar uma linha divisória entre umbanda e candomblé. No candomblé, os deuses vêm à Terra para 
dançar e ser cultuados, só aparecem em possessão depois de longo período de iniciação, auxiliando os 
homens, com a comunicação realizada sob a forma de oráculo em que o intermediário é o pai ou mãe de 
santo. Na umbanda, as entidades vêm à Terra para “trabalhar”, prestar ajuda. Não há função oracular: fala-se 
diretamente com a divindade incorporada.
B) É difícil traçar uma linha divisória entre umbanda e candomblé. No candomblé, os deuses vêm à Terra para 
dançar e ser cultuados. Na umbanda, as entidades vêm à Terra para trabalhar: dar consultas, passes, oferecer 
conselhos. Não há função oracular: fala-se diretamente com a divindade incorporada.
C) Algumas noções gerais podem esclarecer as diferenças entre os dois cultos. No candomblé, os deuses 
vêm à Terra para dançar e ser cultuados, enquanto, na umbanda, as entidades vêm à Terra para trabalhar: 
dar consultas, passes, oferecer conselhos. Não há função oracular: fala-se diretamente com a divindade 
incorporada.
D) É difícil traçar uma linha divisória entre umbanda e candomblé. Entretanto algumas noções gerais podem 
esclarecer. No candomblé, os deuses vêm à Terra para dançar e ser cultuados, só aparecem em possessão 
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21Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
depois de longo período de iniciação. Na umbanda, as entidades vêm à Terra para trabalhar: dar consultas, 
passes, oferecer conselhos. Não há função oracular: fala-se diretamente com a divindade incorporada.
E) É difícil traçar uma linha divisória entre umbanda e candomblé. Entretanto algumas noções gerais podem 
esclarecer as diferenças entre os dois cultos.
Gabarito: Item A
É preciso ter muito cuidado com essa questão, pois, quando se pensa em resumo, pensa-se primeiramente em 
um texto compacto. Isso nem sempre procede. Resumo não quer, necessariamente, dizer texto pequeno, e sim 
um texto em que algumas informações excessivas ou pormenores são omitidos, em prol da clareza e da concisão.
É fundamental para acertar esta questão observar que o resumo não pode omitir ou deixar de lado algumas 
informações importantes. No texto original apresentado pela questão, foi feita uma comparação entre detalhes 
da umbanda e do candomblé, deixando claro o apelo à função oracular desta, que não existe naquela, entre 
outros pontos. Vamos, diante disso, aos itens. 
a) Item correto. É difícil traçar uma linha divisória entre umbanda e candomblé. No candomblé, os deuses vêm 
à Terra para dançar e ser cultuados, só aparecem em possessão depois de longo período de iniciação, auxiliando 
os homens, com a comunicação realizada sob a forma de oráculo em que o intermediário é o pai ou mãe de 
santo. Na umbanda, as entidades vêm à Terra para “trabalhar”, prestar ajuda. Não há função oracular: fala-se 
diretamente com a divindade incorporada.
Eis o gabarito. Observe que todas as informações que diferenciavam umbanda e candomblé estão presentes, 
além disso foram retiradas informações que não apresentavam valor essencial ao texto, como, ‘Entretanto, 
algumas noções gerais podem esclarecer as diferenças entre os dois cultos.’ A alternativa A é a mais completa 
porque inclui detalhes importantes sobre as diferenças específicas entre umbanda e candomblé.
b) Item incorreto. É difícil traçar uma linha divisória entre umbanda e candomblé. No candomblé, os deuses vêm 
à Terra para dançar e ser cultuados. Na umbanda, as entidades vêm à Terra para trabalhar: dar consultas, passes, 
oferecer conselhos. Não há função oracular: fala-se diretamente com a divindade incorporada.
Esta alternativa omite detalhes importantes sobre a diferença no processo de possessão e comunicação. Ela não 
menciona que, no candomblé, os deuses "só aparecem em possessão depois de longo período de iniciação", o 
que é uma característica significativa que diferencia os dois cultos.
c) Item incorreto. Algumas noções gerais podem esclarecer as diferenças entre os dois cultos. No candomblé, 
os deuses vêm à Terra para dançar e ser cultuados, enquanto, na umbanda, as entidades vêm à Terra para 
trabalhar: dar consultas, passes, oferecer conselhos. Não há função oracular: fala-se diretamente com a divindade 
incorporada.
Similar à alternativa B, esta opção não explica o processo de possessão no candomblé, onde a iniciação é longa, 
nem menciona o uso do oráculo e o papel do pai ou mãe de santo, o que são elementos distintivos importantes.
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22Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
d) Item incorreto. É difícil traçar uma linha divisória entre umbanda e candomblé. Entretanto algumas noções 
gerais podem esclarecer. No candomblé, os deuses vêm à Terra para dançar e ser cultuados, só aparecem em 
possessão depois de longo períodode iniciação. Na umbanda, as entidades vêm à Terra para trabalhar: dar 
consultas, passes, oferecer conselhos. Não há função oracular: fala-se diretamente com a divindade incorporada.
Embora esta alternativa esteja próxima de estar certa, ela apresenta um pequeno problema de conteúdo. Não há 
explicação sobre a função oracular, que é explícita no texto (o jogo de búzios).
e) Item incorreto. É difícil traçar uma linha divisória entre umbanda e candomblé. Entretanto algumas noções 
gerais podem esclarecer as diferenças entre os dois cultos.
Esta alternativa é a menos informativa, pois omite quase todas as informações detalhadas que caracterizam e 
diferenciam os dois cultos. Não apresenta nenhuma descrição específica de candomblé e umbanda.
15. FGV - 2024 - TCE/GO
Assinale a opção em que a preposição A – sozinha ou combinada - tem valor semântico diferente dos 
demais.
A) O Presidente, com sua mulher, acompanhou os convidados à sala de música.
B) O policial atirou-se ao chão, cobrindo a cabeça com as mãos.
C) O ministro deverá ir a São Paulo ainda hoje para a recepção dos novos diplomatas.
D) Os seguranças dirigiram-se aos carros dos ministros e os acompanharam no desfile.
E) O banqueiro é sócio do empresário em um hotel à Rua Santa Clara, em Copacabana.
Gabarito: Item E
a) O Presidente, com sua mulher, acompanhou os convidados à sala de música.
Neste caso, "à" indica direção ou destino, sugerindo deslocamento do presidente e dos convidados em direção 
à sala de música.
b) O policial atirou-se ao chão, cobrindo a cabeça com as mãos.
Aqui, "ao" é uma contração de "a" + "o" e indica movimento ou direção, pois descreve o ato de o policial se jogar 
em direção ao chão.
c) O ministro deverá ir a São Paulo ainda hoje para a recepção dos novos diplomatas.
A preposição "a" indica movimento ou deslocamento do ministro em direção a São Paulo.
d) Os seguranças dirigiram-se aos carros dos ministros e os acompanharam no desfile.
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23Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
A expressão "aos" é uma contração de "a" + "os" e sugere deslocamento ou direção, indicando que os seguranças 
se moveram em direção aos carros dos ministros
e) O banqueiro é sócio do empresário em um hotel à Rua Santa Clara, em Copacabana.
Eis o gabarito. Temos, aqui, o único caso em que a preposição ‘a’ foi empregada sem noção de deslocamento. Na 
frase "O banqueiro é sócio do empresário em um hotel à Rua Santa Clara, em Copacabana.", a preposição "à" 
indica localização, não deslocamento. Aqui, "à Rua Santa Clara" é uma forma de dizer que o hotel está localizado 
na Rua Santa Clara.
16. FGV - 2024 - TCE/GO
As frases a seguir mostram forma negativa.
Assinale a opção em que a modificação para a forma positiva mantém o sentido original.
A) Não gosto de malhar, pois é muito cansativo. / Odeio malhar, pois é muito cansativo.
B) Se você não consegue ganhar, faça o colega de sua frente quebrar o recorde. / Se você vai ser derrotado, faça 
o colega de sua frente quebrar o recorde.
C) A maioria dos homens morre de seus remédios, e não das suas doenças. / A maioria dos homens morre de 
seus remédios, mas sim de suas doenças.
D) Dizem que doce de leite dá dor de barriga, mas eu não tenho. / Dizem que doce de leite dá dor de barriga, 
mas eu dispenso.
E) Você não pode fazer uma cesta de três pontos debaixo da tabela. / Você pode desfazer uma cesta de três 
pontos debaixo da tabela.
Gabarito: Item B
Vamos aos itens.
a) Item incorreto. "Não gosto de malhar, pois é muito cansativo." / "Odeio malhar, pois é muito cansativo."
"Não gosto" indica uma leve aversão ou falta de preferência, enquanto "odeio" indica um forte desgosto ou 
repulsa. A transformação para a forma positiva altera a intensidade do sentimento e, portanto, o sentido.
b) Item correto. "Se você não consegue ganhar, faça o colega de sua frente quebrar o recorde." / "Se você vai ser 
derrotado, faça o colega de sua frente quebrar o recorde."
Aqui, a mudança de "não consegue ganhar" para "vai ser derrotado" é uma transformação para a forma positiva 
que mantém o sentido original da frase. Ambas as frases transmitem a ideia de uma situação inevitável de 
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24Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
derrota e a MESMA sugestão de que o adversário (vitorioso) quebre o recorde. 
c) Item incorreto. "A maioria dos homens morre de seus remédios, e não das suas doenças." / "A maioria dos 
homens morre de seus remédios, mas sim de suas doenças."
A frase original na forma negativa sugere que os remédios são mais letais do que as doenças, mas a modificação 
para a forma positiva inverte esse sentido, afirmando que as doenças são a causa das mortes. 
d) Item incorreto. "Dizem que doce de leite dá dor de barriga, mas eu não tenho." / "Dizem que doce de leite dá 
dor de barriga, mas eu dispenso."
A frase negativa "eu não tenho" indica que a pessoa não sente dor de barriga com doce de leite, enquanto "eu 
dispenso" sugere que a pessoa escolhe não consumir o doce, o que não implica necessariamente que ela não 
sinta dor de barriga. Essa alteração muda o sentido original da frase.
e) Item incorreto. "Você não pode fazer uma cesta de três pontos debaixo da tabela." / "Você pode desfazer uma 
cesta de três pontos debaixo da tabela."
A frase negativa indica uma impossibilidade ("não pode fazer uma cesta"), enquanto a forma positiva sugere uma 
ação oposta possível ("pode desfazer uma cesta"), alterando o sentido de limitação para uma ação proativa.
17. FGV - 2024 - TCE/GO
Entre todas as frases a seguir, assinale aquela que só pode ser entendida no sentido figurado.
A) Sou como o dólar: mesmo que esteja em baixa, tenho valor.
B) Eu sei de que lado meu pão tem manteiga.
C) Não acuse o mar por teu segundo naufrágio.
D) Quem vive contente com nada, possui todas as coisas.
E) Levo comigo tudo o que é meu.
Gabarito: Item D
A banca solicitou a única alternativa que só pode ser interpretada em sentido figurado, não em sentido literal. 
Vamos aos itens?
a) Item incorreto. "Sou como o dólar: mesmo que esteja em baixa, tenho valor."
Aqui, a comparação com o dólar pode ser entendida como uma metáfora. A frase indica que, mesmo em 
momentos de baixa ou dificuldades, a pessoa reconhece seu próprio valor intrínseco. Mas isso também se aplica 
à moeda em questão. Portanto, ela contém informações tanto do sentido figurado, quanto do sentido real. 
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25Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
b) Item incorreto. "Eu sei de que lado meu pão tem manteiga."
Essa frase é um ditado popular que, no sentido literal, pode parecer trivial. No entanto, seu sentido figurado é 
claro: a pessoa sabe o que é benéfico ou vantajoso para ela. Mesmo sendo uma expressão idiomática, o universo 
literal também faz sentido, mesmo que de forma mais simples.
c) Item incorreto. "Não acuse o mar por teu segundo naufrágio."
A frase sugere que, após um primeiro erro ou infortúnio, a responsabilidade recai sobre a pessoa se isso acontecer 
novamente. Porém, essa frase também seria compatível em uma situação em que a pessoa literalmente naufragou.
d) Item correto. "Quem vive contente com nada, possui todas as coisas."
Esta frase é um paradoxo, que é uma figura de linguagem que une ideias contraditórias de forma que, à primeira 
vista, parece ilógica ou impossível, mas que transmite algo mais profundo. Aqui, o paradoxo está em sugerir que 
alguém não tem nada e, ainda assim, possui tudo. Literalmente, isso seria uma contradição, pois "nada" e "todas 
as coisas" são opostos. Portanto, não poderia ser entendida em sentido REAL. A frase simplesmente não faria 
sentido no universo denotativo. Eis, portanto, o gabarito.
e) Item incorreto. "Levo comigo tudo o que é meu."
Esta frase pode ser compreendida literalmente, sugerindo que a pessoa carrega consigo seus pertences ou 
algo que considera próprio. Figurativamente, pode referir-se a levar consigo valores, memóriasou experiências 
pessoais.
18. FGV - 2024 - TCE/GO
Assinale a opção em que não está presente uma expressão ou termo indicativo de causa.
A) O paisagista pinta tranquilo porque a paisagem defronte não se pode aproximar do quadro para ver se está 
parecida.
B) A História é como um estilingue. Quanto mais fundo você puxa, mais longe você alcança.
C) Algumas pessoas são o centro das atenções numa festa por terem ótimo senso de humor.
D) Em função de algumas declarações falsas, a repórter foi obrigada a desmenti-las.
E) Em vista de surtos de impotência, houve grande reclamação dos compradores.
Gabarito: Item B
Quais são as principais expressões causais do português?
1. conjunções: porque, pois, porquanto.
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26Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
2. locuções conjuntivas: já que, visto que, uma vez que, dado que.
3. locuções prepositivas: em virtude de, em vista de, graças a, devido a, por causa de, em função de.
4. preposições: por e com.
Observe em cada item o reconhecimento da expressão causal e, obviamente, a que não apresenta uma expressão 
causal.
a) Item incorreto. O paisagista pinta tranquilo porque a paisagem defronte não se pode aproximar do quadro 
para ver se está parecida.
Expressão causal: a conjunção ‘porque’.
b) Item correto. A História é como um estilingue. Quanto mais fundo você puxa, mais longe você alcança.
Eis o gabarito aqui, pois não há qualquer expressão causal. 
c) Item incorreto. Algumas pessoas são o centro das atenções numa festa por terem ótimo senso de humor.
Expressão causal: por + verbo no infinitivo. 
d) Item incorreto. Em função de algumas declarações falsas, a repórter foi obrigada a desmenti-las.
Expressão causal: Em função de.
e) Item incorreto. Em vista de surtos de impotência, houve grande reclamação dos compradores.
Expressão causal: Em vista de.
19. FGV - 2024 - TCE/GO
Todas as frases a seguir mostram termos ligados pela conjunção OU. Assinale a opção em que essa 
conjunção mantém o valor de alternativa (não de adição):
A) João ou Pedro devem ser eleitos presidente da empresa.
B) A alegria ou a tristeza fazem parte da vida.
C) Inglês ou francês são idiomas falados pelos turistas.
D) Os clientes leem livros ou revistas enquanto esperam.
E) Vasco ou Flamengo são times de longa tradição.
Gabarito: Item A
O conectivo ‘ou’ é importantíssimo no português, pois ele pode expressar ‘inclusão, simultaneidade’ ou ‘exclusão’. 
Como assim?
Vini Jr ou Endrick vão brilhar pelo Real Madrid. (os dois vão brilhar!)
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27Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Vini Jr ou Endrick será o melhor do mundo em 2027. (só um pode ser o melhor do mundo, percebe a diferença?)
Na primeira frase, ocorre simultaneidade. Os dois podem brilhar.
Na segunda, ocorre exclusão. Somente um pode ser o melhor do mundo naquele ano.
 
De acordo com essa lição, vamos aos itens.
a) Item correto. João ou Pedro devem ser eleitos presidente da empresa.
Somente um pode ser eleito. Por isso, esta frase está incorreta. Eis aqui o gabarito. 
b) Item incorreto. A alegria ou a tristeza fazem parte da vida.
As duas fazem parte da vida.
c) Item incorreto. Inglês ou francês são idiomas falados pelos turistas.
Os dois idiomas podem ser falados pelos turistas. 
d) Item incorreto. Os clientes leem livros ou revistas enquanto esperam.
Os clientes leem tanto livros quanto revistas.
e) Item incorreto. Vasco ou Flamengo são times de longa tradição.
Os dois são times de tradição.
20. FGV - 2024 - TCE/GO
Nas opções a seguir, assinale aquela em que houve um emprego desaconselhável da expressão “cerca de”.
A) Havia cerca de três dúzias de convidados para a festa.
B) Chegaram cerca de 100 mensagens no dia da festa.
C) Cerca de 18 comerciantes fecharam as lojas mais cedo.
D) Os cantores receberam cerca de uma centena de pedidos.
E) A fábrica produziu cerca de um milhão de estantes.
Gabarito: Item C
A expressão "cerca de" significa "aproximadamente" e é usada para indicar uma quantidade que não é exata, mas 
que está próxima de um valor. O erro ocorre quando essa expressão é utilizada em situações em que o número 
apresentado é específico ou preciso.
Alternativa A: Correta. A expressão "três dúzias" equivale a 36, mas é usada de forma arredondada. Portanto, 
"cerca de três dúzias" é aceitável, já que há margem para variação, como "cerca de 36 convidados".
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28Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Alternativa B: Correta. O número "100" é arredondado, e o uso de "cerca de" está correto, pois indica que a 
quantidade exata de mensagens pode variar ligeiramente.
Alternativa C: Incorreta. O número "18" é preciso e exato. Quando se usa um número tão específico, o emprego 
de "cerca de" é inadequado. Não há variação ou margem de aproximação para números como "18", e o correto 
seria apenas afirmar "18 comerciantes fecharam as lojas mais cedo".
Alternativa D: Correta. A expressão "centena" não especifica exatamente 100, mas sim uma quantidade 
aproximada. "Cerca de uma centena" é aceitável, pois admite pequenas variações ao redor de 100.
Alternativa E: Correta. "Um milhão" é um número grande e arredondado, e o uso de "cerca de" está correto, pois 
pode haver pequenas variações na produção exata.
Conclusão: A alternativa C é a única incorreta, pois o uso de "cerca de" com números específicos e precisos, como 
"18", não é adequado.
21. FGV - 2024 - TCE/GO
Assinale a opção em que houve erro na construção da frase, por troca indevida entre O/LHE.
A) Não há prazer em conseguir-se algo e não o dividir com os demais.
B) A minha vontade é firme, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.
C) Se quiser conhecer verdadeiramente um homem, dê-lhe autoridade.
D) Um tolo sempre acha um mais tolo para seguir-lhe.
E) Devemos superar os abismos e nunca aprofundá-los.
Gabarito: Item D
Para acertar este tipo de questão, não esqueça o papel gramatical que esses dois pronomes exercem nas orações. 
O pronome ‘o’ (e suas flexões) exerce a função sintática de objeto direto, sendo complemento de verbo transitivo 
direto. Já o pronome ‘lhe’ (e seu plural) exerce, quando completa o verbo, a função de objeto indireto. 
 
A banca pediu a única alternativa que comete deslize em relação a esse emprego. Vamos aos itens:
a) Item correto. Não há prazer em conseguir-se algo e não o dividir com os demais.
Essa frase está totalmente correta. O pronome ‘o’ é compatível com a transitividade do verbo ‘dividir’, o qual é 
transitivo direto. 
b) Item correto. A minha vontade é firme, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.
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29Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
O pronome ‘lhe’ é objeto indireto, complemento do verbo ‘obedecer’, que é transitivo indireto e exige a preposição 
‘a’. 
c) Item correto. Se quiser conhecer verdadeiramente um homem, dê-lhe autoridade.
O pronome ‘lhe’ exerce a função de objeto indireto do verbo transitivo direto e indireto (dar). Quem dá, dá algo 
a alguém. O ‘lhe’ representa justamente o ‘a alguém’. 
d) Item incorreto. Um tolo sempre acha um mais tolo para seguir-lhe.
Eis, aqui, o gabarito! O pronome ‘lhe’ é incompatível com o verbo ‘seguir’, visto que tal verbo é transitivo direto. 
O correto seria utilizar ‘segui-lo’. 
e) Item correto. Devemos superar os abismos e nunca aprofundá-los.
O verbo ‘aprofundar’ é transitivo direto e o pronome ‘los’ está bem empregado. 
22. FGV - 2023 - TJ/SE
Texto 2 – Por que a pontuação nos jogos de tênis segue a ordem 15, 30 e 40? (adaptado)
Uma dica: tem a ver com o jeu de paume, ancestral do tênis atual.
Por Maria Clara Rossini
A hipótese mais provável tem a ver com o jogo de palma (jeu de paume), modalidade francesa da qual o 
tênis descendente. A principal diferença entre os dois é que, em vez da raquete, antigamente os jogadores 
usavam a mão mesmo para rebater a bola. Cada jogador ficava a 60 pés (18 metros) da rede.
Os pontos eram contadosde um em um. A cada vez que um jogador marcava, ele deveria se aproximar 15 
pés da rede. Depois, mais 15 pés ( ficando a 30 pés do início da quadra). É de se esperar que no terceiro ponto 
o jogador se aproximasse mais 15 pés – só que essa posição cava muito próxima da rede, o que aniquilaria 
o desempenho do participante. O jogador, então, tinha de se aproximar só mais 10 pés, totalizando 40 de 
distância da sua posição inicial em vez de 45.
Acontece que também existem registros de jogos de tênis que seguiam a ordem “15, 30 e 45”. Um poema 
escrito no século 15, por exemplo, narra uma partida de tênis entre o rei Henrique 5º, da Inglaterra e um 
nobre francês – e utiliza o 45 na contagem. O mesmo ocorre em uma poesia escrita pelo duque Charles de 
Orleães, da mesma época.
Esse tipo de registro coloca uma dúvida na cabeça dos historiadores do esporte. Uma hipótese que 
justificaria o “45” é o uso de relógios como ferramenta de marcar a pontuação do jogo. Cada quarto de 
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30Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
hora representaria um ponto, e quem conseguisse dar a volta primeiro ganhava. Apesar de fazer algum 
sentido, não há evidências do uso de relógios para esse m. É provável que muitos passaram a usar o 45 
simplesmente por ser uma progressão mais natural, com intervalos uniformes.
Mesmo assim foi o 15, 30, 40 que vingou. O jeu de paume agradece.
“É de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproximasse mais 15 pés [...]” (Texto 2, 2º parágrafo)
De acordo com o princípio da correlação verbal, dois verbos ligados por uma relação de subordinação 
devem estar em harmonia no que tange aos seus tempos e modos. Na passagem acima, porém, esse 
princípio é violado.
Considerando-se o contexto mais amplo em que a passagem se insere, a única alternativa em que essa 
violação é corrigida SEM gerar incoerência textual é:
A) É de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproxime mais 15 pés.
B) Seria de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproximasse mais 15 pés.
C) Era de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproxime mais 15 pés.
D) Era de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproximará mais 15 pés.
E) É de se esperar que no terceiro ponto o jogador tivesse se aproximado mais 15 pés.
Gabarito: Item B
A correção da frase para manter a harmonia entre os tempos e modos verbais, segundo o princípio da correlação 
verbal, deve considerar o contexto em que ela está inserida. A frase original é: "É de se esperar que no terceiro 
ponto o jogador se aproximasse mais 15 pés". Nesse contexto, o verbo principal "é" está no presente do 
indicativo, enquanto o verbo na oração subordinada "se aproximasse" está no pretérito imperfeito do subjuntivo. 
Informalmente falando, essa relação ‘não se encaixa’. Para corrigir a correlação verbal, devemos alinhar os 
tempos verbais da oração principal e da oração subordinada.
Vamos analisar as opções:
a) Item incorreto. "É de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproxime mais 15 pés.": 
Análise: O verbo "é" está no presente do indicativo e o verbo "se aproxime" está no presente do subjuntivo. Esta 
frase está correta em termos de correlação verbal, mas essa opção não pode ser o gabarito, pois o enunciado 
deixou claro que é necessário considerar o contexto (logo, o sentido) em que essa frase foi empregada.
b) Item correto. "Seria de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproximasse mais 15 pés.": 
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31Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
Esta alternativa corrige a violação da correlação verbal, pois "seria" (futuro do pretérito do indicativo) pede um 
verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo, que é exatamente o caso de "se aproximasse". A frase mantém a 
coerência e a correção gramatical sem gerar incoerência textual. Essa correlação específica é, certamente, a que 
mais aparece em provas.
c) Item incorreto. "Era de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproxime mais 15 pés.": 
O verbo "era" está no pretérito imperfeito do indicativo, mas o verbo "se aproxime" está no presente do 
subjuntivo. Isso gera uma violação da correlação verbal, já que é preciso que os dois verbos estejam fazendo 
referência ao passado. 
d) Item incorreto. "Era de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproximará mais 15 pés.": 
Nessa opção, tem-se "era" (pretérito imperfeito do indicativo) e "se aproximará" (futuro do presente do 
indicativo). Essa combinação está incorreta, pois o verbo principal está no passado e o verbo subordinado no 
futuro, isso quebra a harmonia que é exigida pela banca.
e) Item incorreto. "É de se esperar que no terceiro ponto o jogador tivesse se aproximado mais 15 pés.": 
O verbo "é" está no presente do indicativo, mas "tivesse se aproximado" está no pretérito mais-que-perfeito 
do subjuntivo, o que é inadequado, pois indica uma ação anterior no passado, incoerente com o contexto de 
expectativa.
23. FGV - 2023 - TCE/SP
Em todas as opções abaixo aparecem duas frases, que foram reescritas em uma só frase com o auxílio do 
pronome relativo “cujo”; a frase em que isso foi feito de forma inadequada, é:
A) O turista dirigiu-se à delegacia / Sua carteira fora roubada = O turista, cuja carteira fora roubada, dirigiu-se à 
delegacia.
B) O técnico criticou os jogadores / A atuação dos jogadores deixou muito a desejar = O técnico criticou os 
jogadores cuja atuação deixou muito a desejar.
C) O motorista se queixou ao policial / Seu carro havia sido fechado pelo ônibus = O motorista, cujo carro havia 
sido fechado pelo ônibus, se queixou ao policial.
D) Este é o livro indicado para leitura / Li suas páginas com atenção = Este é o livro cuja leitura foi indicada e li 
suas páginas com atenção.
E) Gostaria que todos conhecessem o escritor / Considero sua obra uma maravilha = Gostaria que todos 
conhecessem o escritor cuja obra considero uma maravilha.
Gabarito: Item D
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32Estratégia Concursos | As 100 questões mais difíceis de Português
O pronome relativo "cujo" expressa ideia de posse e deve ser usado entre dois substantivos, concordando em 
gênero e número com o substantivo que o segue. Além disso, o pronome "cujo" não pode ser acompanhado de 
artigos, e seu uso exige que a relação de posse seja clara entre as orações.
Analisando as alternativas:
Alternativa A: Correta. A frase "O turista, cuja carteira fora roubada, dirigiu-se à delegacia" faz uso correto do 
pronome "cuja", estabelecendo a relação de posse entre "turista" e "carteira" (a carteira pertence ao turista). 
Não há artigo ou preposição inadequada.
Alternativa B: Correta. O pronome "cuja" estabelece a relação de posse entre "jogadores" e "atuação" (a atuação 
pertence aos jogadores). A frase "O técnico criticou os jogadores cuja atuação deixou muito a desejar" está 
adequada.
Alternativa C: Correta. A frase "O motorista, cujo carro havia sido fechado pelo ônibus, se queixou ao policial" 
utiliza corretamente "cujo", indicando a relação de posse entre "motorista" e "carro". Não há irregularidade 
gramatical.
Alternativa D: Incorreta. O erro está na redundância criada ao utilizar "suas páginas" depois de já ter empregado 
o pronome "cuja". A primeira parte da frase está correta: "Este é o livro cuja leitura foi indicada", mas a segunda 
parte deveria usar o pronome "cujas" para evitar a repetição: "e cujas páginas li com atenção". O uso de "suas 
páginas" é inadequado, pois já há um pronome relativo estabelecendo a relação de posse.
Alternativa E: Correta. A frase "Gostaria que todos conhecessem o escritor cuja obra considero uma maravilha" 
utiliza corretamente o pronome "cuja", estabelecendo a relação de posse entre "escritor" e "obra".
Conclusão: A alternativa D é a única que apresenta um erro gramatical, devido à redundância ao utilizar o 
pronome "suas" após o pronome "cuja". O correto seria manter o uso de "cujas" para estabelecer a relação de 
posse de forma consistente nas

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