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Administração de pessoal em obras
Apresentação
Para que os processos de gestão ocorram de forma adequada em uma indústria ou durante o 
fornecimento de um serviço, é necessário que haja o planejamento, a organização e o controle das 
atividades, principalmente em um setor tão dinâmico quanto a construção civil. A correta 
administração de pessoal em obras permite que haja uma compatibilização entre as expectativas do 
indivíduo e o que a empresa espera que seja desenvolvido por seu capital humano. A etapa inicial 
desse processo se dá nos momentos de seleção, contratação e treinamento de pessoal. Quando a 
administração de pessoal em obras ocorre de forma exitosa, têm-se um menor fluxo de entradas e 
saídas de pessoal e a melhoria de produtividade no setor.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai compreender que o capital humano é primordial para o 
bom desempenho das atividades em uma organização — daí a relevância dos processos de 
contratação e treinamento de colaboradores. Você também vai ver que o controle de pessoal e a 
atenção à saúde e à segurança do trabalho são fatores correlacionados e interdependentes com a 
produtividade do setor da construção civil.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Relacionar seleção, contratação e treinamento de pessoal. •
Identificar controles de entrada e saída de pessoal.•
Explicar as formas de acompanhamento da produtividade dos trabalhadores na obra.•
Infográfico
A segurança do trabalho constitui parcela importante do dia a dia da administração de pessoal em 
obras, além de influenciar diretamente a produtividade da mão de obra e a qualidade final da obra 
acabada. Considerando-se que a contratação e o treinamento de pessoal é uma etapa fundamental 
para garantir a qualidade do produto a ser entregue na indústria da construção civil, compreender o 
conceito de cultura de segurança é importante.
Neste Infográfico, você vai ser apresentado ao conceito de cultura de segurança e vai poder refletir 
sobre a importância da realização de treinamentos de segurança do trabalho para os colaboradores.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/9724b01d-7fe6-484a-bf96-718d5beef372/cfb85e43-3a92-47d8-a97c-81bc379a2773.png
Conteúdo do livro
A gestão de obras e patologias das estruturas é um dos pilares basilares da indústria da construção 
civil. A sustentação desse pilar perpassa, necessariamente, a administração estratégica de pessoal 
em obras. Considerando-se que as obras são realizadas por pessoas, é fundamental que se 
consiga administrar o capital humano, a fim de reter talentos, melhorar índices produtivos, firmar 
parcerias e conseguir fazer com que o setor da construção civil seja atrativo às novas gerações.
No capítulo Administração de pessoal em obras, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, 
você vai ver que há diferentes formas de contratação de pessoal e vai entender como é importante 
que haja o treinamento dessa mão de obra. Você também vai estudar conceitos iniciais de saúde e 
segurança do trabalho aplicados à indústria da construção civil. Assim, você vai perceber como é 
importante monitorar o capital humano de forma adequada e vai verificar quais são os impactos 
disso na produtividade do setor.
Boa leitura.
GESTÃO DE OBRAS 
E PATOLOGIA DAS 
ESTRUTURAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Relacionar seleção, contratação e treinamento de pessoal.
 > Identificar controles de entrada e saída de pessoal.
 > Explicar as formas de acompanhamento da produtividade dos trabalha-
dores na obra.
Introdução
As competências humanas definem a competitividade de uma organização, e a 
indústria da construção civil é um setor produtivo que demanda, historicamente, 
grande volume de mão de obra. Assim, a gestão de pessoas, considerada um 
conjunto de políticas e práticas que permitem a conciliação das expectativas 
entre os indivíduos e a organização, é um dos pontos estratégicos críticos para 
o sucesso de um empreendimento no setor (DUTRA, 2016).
Neste capítulo, falaremos sobre a relevância da contratação e do treinamento 
da mão de obra desse setor econômico tão complexo que é a construção civil. 
Explicaremos por que um dos pilares das estratégias organizacionais é o capital 
humano e a importância de controlá-lo. Veremos, ainda, quais são as finalidades 
dos treinamentos para o trabalho em equipe e que existem diferentes formas 
de contratação da mão de obra. Além disso, abordaremos as normas regula-
mentadoras (NRs) que visam à manutenção da saúde e à qualidade de vida do 
trabalhador no meio laboral. Por fim, sabendo que o capital humano impacta 
diretamente a produtividade de uma obra, definiremos os conceitos básicos de 
acompanhamento de produtividade dos trabalhadores em canteiros de obras.
Administração de 
pessoal em obras
Dione Dulcinea dos Santos
A construção civil e a importância do 
treinamento pessoal
Conforme Marcondes (2016), a contratação da mão de obra pode representar 
até 52% do custo de uma edificação quando observados, de fato, as leis sociais 
e os encargos trabalhistas vigentes no país. No entanto, quando a mão de 
obra contratada tem baixa qualificação técnica para a execução do serviço, 
esse custo será superior ao estimado acima.
No ato inicial da contratação de mão de obra para a construção civil, 
além de se observar se realmente a mão de obra está qualificada para a 
execução apropriada das tarefas, deve-se observar se há vínculo emprega-
tício na prestação dos serviços e qual é a modalidade de contratação mais 
adequada ao tipo de tarefa que se deseja executar. Caso haja as condições 
legais que caracterizem o vínculo trabalhista, esse registro deve ser efetuado 
na carteira de trabalho do funcionário e o empregador deve observar todas 
as leis e responsabilidades sociais fundamentadas na Consolidação das Leis 
do Trabalho (CLT) e na Constituição Federal. 
Existem, porém, duas formas de contratação que permitem à empresa 
optar, de forma legal, por não se submeter às obrigações observadas na 
CLT, desde que seu corpo diretivo e os próprios funcionários nos cargos de 
coordenação compreendam a relação existente entre os profissionais e a 
companhia nesses modelos de trabalho. Contratar mão de obra por meio do 
regime autônomo ou como pessoa jurídica (empresa aberta enquadrada, por 
exemplo, no regime de microempreendedores individuais, o MEI) pode ser 
o caminho para os empreendedores que estejam em busca de uma relação 
cuja característica principal seja a parceria entre negócios para o alcance 
de benefícios mútuos. Isso significa que não se pode contratar fora da CLT e 
exigir o mesmo comportamento de um trabalhador enquadrado na legisla-
ção trabalhista, visto que a relação de negócios se dará entre duas pessoas 
jurídicas, não entre duas pessoas físicas.
A temática da saúde e segurança do trabalho é outro ponto a ser observado 
e que tem sido motivo de preocupação nas corporações, no meio acadêmico 
e no setor da construção civil, em atenção à relevância e ao volume das per-
das financeiras e sociais decorrentes de fatalidades, lesões e doenças, que 
impactam as próprias organizações, a sociedade, as famílias das vítimas e, 
indubitavelmente, as próprias vítimas. Acidente de trabalho é a ocorrência 
imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício do 
Administração de pessoal em obras2
trabalho, de que resulte ou possa resultar lesão pessoal (ASSOCIAÇÃO BRASI-
LEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2001). Os acidentes de trabalho são rastreáveis 
e evitáveis, e seu acontecimento causa um grande impacto na produtividade 
e na economia, além de grande consternação para a sociedade. Entretanto, 
apesar de evitáveis, continuam acontecendo.
Apesar das críticas às abordagens costumeiras, ainda prevalece uma visão 
reducionista e tendenciosa de que acidentes e incidentes têm apenas uma 
ou poucascausas e são decorrentes de falhas dos operadores (erro humano, 
ato inseguro, comportamento fora do padrão, etc.) associadas ao descumpri-
mento de normas e padrões de segurança ou de falhas técnicas e materiais. 
De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (desen-
volvido e mantido pelo Ministério Público do Trabalho em cooperação com a 
Organização Internacional do Trabalho), entre 2012 e 2019, foram registrados 
4,5 milhões de casos de acidente de trabalho no Brasil. Esses casos resultaram 
na morte de 16.455 pessoas e geraram um custo de R$ 29,145 bilhões para 
os cofres públicos, com gastos da Previdência Social como auxílio-doença, 
aposentadoria por invalidez, pensão por morte e auxílio-acidente para pessoas 
que ficaram com sequelas (SMARTLAB, c2021). 
A legislação brasileira estabelece, por meio das NRs do Ministério 
da Economia, obrigações e procedimentos referentes à medicina e 
à segurança do trabalho que são de observância obrigatória pelas empresas 
privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, 
bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário que possuam 
empregados regidos pela CLT. 
Existem, hoje, 37 NRs e, em 11 delas (as de número 5, 6, 10, 11, 12, 13, 18, 20, 
23, 33 e 35), há itens referentes a capacitações e treinamentos obrigatórios aos 
trabalhadores envolvidos. A NR que trata especificamente da segurança e da 
saúde no trabalho na indústria da construção civil é a de nº 18, e sua redação 
mais recente passou a vigorar a partir de fevereiro de 2020. As Recomendações 
Técnicas de Procedimento (RTP) detalham as ações que devem ser praticadas 
pelas empresas em trabalhos envolvendo demolição, escavações e desmonte 
de rochas, carpintaria, instalações elétricas e andaimes. Os equipamentos de 
proteção coletiva (EPC) (como guarda-corpos, extintores e bandejas e redes de 
contenção) são instrumentos essenciais para a segurança tanto dos trabalha-
dores quanto dos transeuntes do entorno onde se desenvolvem os trabalhos 
de construção e demolição.
Administração de pessoal em obras 3
Segundo Costa e Vale (2003), a finalidade dos treinamentos e das capa-
citações sempre está associada à melhoria do desempenho do indivíduo ou 
de uma equipe no trabalho, a fim de:
1. superar determinadas limitações aparentes; 
2. preparar pessoas para o exercício de trabalhos que requerem novos 
conhecimentos, habilidades e atitudes; 
3. readequar o trabalho em virtude da introdução de novas tecnologias. 
Esses elementos estão sempre baseados nos fundamentos e nas diretrizes 
e metas organizacionais, bem como nas análises das tarefas e dos indivíduos.
No setor da construção civil, o Sistema S e os sindicatos da indústria da 
construção são fundamentais para promover a educação continuada no setor. 
O que é comumente chamado de Sistema S é o conjunto de nove instituições 
administradas por federações e confederações empresariais dos principais 
setores econômicos do Brasil. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial 
(Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) compõem o Sistema S.
Um dos setores prioritários e estratégicos de atendimento para o Senai tem 
sido o setor da construção civil, pela sua dimensão e por suas características 
e peculiaridades. Assim, a instituição dedica um grande esforço ao setor 
no sentido de garantir, aos trabalhadores e às empresas, um atendimento 
específico, pautado nas necessidades do mercado. O Senai oferece uma 
quantidade regular de opções em treinamento técnico-operacionais, dirigidos 
especialmente à construção civil. São disponibilizados desde cursos técni-
cos, como os de edificações, segurança do trabalho e mecânica, até cursos 
operacionais de curta duração (como treinamentos voltados à segurança do 
trabalho com eletricidade, trabalho em altura e movimentação de máquinas).
Vê-se, de fato, que as iniciativas nacionais estão distribuídas em duas 
vertentes: por um lado, a preocupação básica em alfabetizar e reduzir os 
índices de analfabetismo, ainda existentes; por outro lado, iniciativas que 
visam à formação de trabalhadores mais qualificados e preparados. 
Para Goulding e Alshawi (2004), além de benefícios aos operários, 
os programas de treinamento e desenvolvimento podem facilitar e promover 
mudanças no comportamento das empresas, ajudando, inclusive, no alcance 
e na manutenção de saúde financeira. Para os autores, o treinamento é um 
investimento que prepara as empresas para se adaptarem às mudanças no 
ambiente de negócios.
Administração de pessoal em obras4
A realização de treinamentos pode proporcionar benefícios reais, obser-
váveis no canteiro de obras e no âmbito macro da organização, como: 
 � aumento contínuo das habilidades dos trabalhadores e melhoria de 
desempenho;
 � aumento da motivação e melhoria da qualidade de vida no ambiente 
laboral;
 � melhoria dos padrões profissionais para a classe operária;
 � maior facilidade de adaptação a mudanças estratégicas e merca- 
dológicas;
 � conscientização quanto a sua importância dentro da cadeia produtiva;
 � redução de incidentes e acidentes do trabalho;
 � aumento da competitividade da empresa contratante da mão de obra 
treinada.
Reason (2016), no esforço para compreender o que é a cultura de segurança, 
define-a como o conjunto de valores compartilhados e de crenças que se inter-
-relacionam com as estruturas institucionais e com os sistemas de controle 
para produzir normas comportamentais. Essas diretrizes comportamentais 
são, comumente, baseadas na observância das normas legais vigentes no país.
Conjecturando que uma parcela ainda significativa de empresas (par-
ticularmente aquelas consideradas de menor porte, seja pelo número de 
funcionários ou pelos rendimentos pecuniários) não observa ou não põe 
em prática as ações de saúde e de segurança do trabalho adequadamente, 
havendo deficiências no cumprimento das normas impostas, é corriqueiro, 
nos achados da literatura, pesquisadores alegarem que faltam educação e 
treinamento nas empresas pequenas e médias. Isso se converte em ônus às 
ações de saúde e de segurança, sendo necessário maior comprometimento das 
organizações com a saúde de seus colaboradores (JOHANSSON; JOHANSSON, 
1992; CHAMPOUX; BRUN, 2001; JENSEN; ALSTRUP; THOFT, 2001).
Alguns estudos apontam que as elevadas harmonia e interação das 
equipes de trabalho podem constituir-se como um fator importante 
para a prevenção de acidentes de trabalho (HUNTER, 2002). Observou-se essa 
situação em alguns casos em que os próprios trabalhadores poderiam escolher 
seus parceiros de trabalho. A redução de acidentes parece derivar da coesão de 
grupo e do bom relacionamento entre pares, o que indica que as equipes mais 
coesas tendem a se autoproteger (AREOSA, 2010).
Administração de pessoal em obras 5
Por mais elaborado e complexo que seja um programa voltado à saúde e à 
segurança do trabalho (seja ele obrigatório por lei ou apenas um documento 
interno da cultura organizacional) e por melhores que sejam os instrumentos 
por ele oferecido para o reconhecimento e a solução dos riscos envolvidos na 
realização de tarefas no trabalho, se não houver determinação e cooperação 
compromissada de todos os envolvidos em suas atitudes, sobretudo do corpo 
gerencial da empresa, os resultados por ele produzidos serão limitados, tanto 
do ponto de vista quantitativo quanto do ponto de vista qualitativo. 
Dessa forma, comportamentos seguros devem ser constantemente es-
timulados nas organizações. Podem ser encarados como comportamentos 
seguros o uso adequado de ferramentas e de EPCs e equipamentos de proteção 
individual (EPI), o respeito às placas e às sinalizações voltadas à segurança do 
trabalho, a disseminação, por parte dos funcionários, de procedimentos de 
segurança e o cumprimento das normas referentes à segurança do trabalho.
Programas e projetos não são a mesma coisa. Um projeto tem obje-
tivos, equipe e tempo de duração específicos (sendo encerrado e a 
equipe desmobilizada ao finaldo período estipulado). Já um programa tem um 
maior escopo de atuação, com objetivos mais complexos. Os planos traçados 
em um programa visam a orientar os gerentes de projetos em sua atuação.
O controle da mão de obra na construção 
civil e suas consequências
Os principais fatores que afetam a produtividade da mão de obra no mercado 
da construção civil se relacionam à gestão de mão de obra e de serviços, 
como a gestão logística de insumos necessários à execução das atividades, 
a ampliação de frentes de trabalho, a configuração de leiautes e o dimensiona-
mento racional dos canteiros de obras, e o acompanhamento e a execução de 
cronogramas realistas e racionalizados. Todos esses fatores correlacionam-se, 
de modo que é fundamental analisar cada um deles a fim de geri-los. 
Sabe-se que modificações na metodologia de execução do serviço, in-
clusive entre obras e dias diferentes, podem afetar a produtividade. Além 
disso, outros fatores que afetam diretamente a produtividade incluem o 
Administração de pessoal em obras6
peso dos blocos, a seção dos pilares a serem concretados, a espessura do 
revestimento com argamassa, o equipamento para aplicação do gesso no 
revestimento de parede, o equipamento para acesso à fachada para realizar 
serviço de pintura, a temperatura do ambiente durante os serviços, etc. Algu-
mas ocorrências relacionadas ao conteúdo ou ao contexto também podem 
gerar grande alteração na produtividade, como a ocorrência de precipitações 
pluviométricas inesperadas ou a quebra de algum maquinário ou ferramenta. 
Trabalhos penosos e atividades noturnas também devem ser considerados 
quando do acompanhamento das entradas e saídas de pessoal.
Segundo Chiavenato (2014), a gestão de pessoas tem múltiplos objetivos, 
sendo o principal promover a eficácia da organização. A administração de 
pessoal, em obras, contribui para o fomento de uma cultura de alto desem-
penho dentro do setor, garante a retenção de bons profissionais, melhora as 
relações interpessoais dentro e fora do canteiro de obras e coloca o capital 
humano como setor estratégico no desenvolvimento do negócio. 
Eficiência é capacidade de realizar bem uma atividade, enquanto 
eficácia significa fazer a coisa certa. Nosso foco, como profissionais 
da indústria da construção civil, deve voltar-se para a efetividade: fazer a coisa 
certa (eficácia) da melhor forma possível (eficiência).
Conforme Souza (2005), a produtividade, no processo de obras de cons-
trução civil, pode ser vislumbrada a partir de diferentes abordagens, segundo 
o tipo de entrada (recurso) a ser transformada ou os pontos de vista: 
 � físico, ao estudar a produtividade quando do uso de materiais, equi-
pamentos ou mão de obra;
 � financeiro, quando o objeto de análise é o capital orçamentário; 
 � social, quando o esforço da sociedade como um todo é encarado como 
recurso inicial do processo. 
Um exemplo do ponto de vista social é a análise de passivos ambientais 
decorrentes da execução de determinada interferência humana.
Administração de pessoal em obras 7
Na construção civil, administrar a entrada e a saída de pessoas que 
desempenham atividades diferentes, mas correlacionadas, é uma 
tarefa complexa. O descanso dos colaboradores é indispensável e interfere 
diretamente na produtividade da mão de obra. As atividades da construção civil 
geralmente ocorrem em canteiros de obras ou frentes de trabalho, lugares que 
não necessariamente correspondem à sede da empresa, o que pode atrapalhar 
a gestão da jornada de trabalho desses colaboradores. Além do mais, somam-se 
a isso a dificuldade de controle de entradas e saídas de pessoal, a qualifica-
ção da mão de obra, o grande número de interdependências entre tarefas e a 
necessidade de respostas rápidas às possíveis ocorrências.
Dados da Confederação Nacional da Indústria (2013), em parceria com a 
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostram que 89% das 
empresas de construção civil relatam a falta de trabalhadores com mão de 
obra qualificada como um entrave para o setor. De acordo com a CBIC (2016), 
o setor da construção conseguiu reduzir em 43% o percentual de analfabetismo 
entre os anos de 2010 a 2015. De fato, por absorver grande quantidade de 
trabalhadores braçais, a construção civil sempre foi marcada por contratar 
profissionais não treinados, com aprendizados de maneira informal, nômades 
e sem vínculo empregatício, estando isso tudo ligado à grande rotatividade 
no setor. Para Saboy (1998), é extremamente importante a valorização da mão 
de obra, considerando que ela tem a possibilidade de dar ou não qualidade 
ao resultado do projeto.
Segundo Marcondes (2016), construir com qualidade e baixo custo não 
depende exclusivamente das técnicas ou dos materiais empregados, mas 
relaciona-se, também, com a qualificação e o treinamento das pessoas e com 
a forma como elas aplicam esse conhecimento de forma rotineira e cotidiana 
ao exercerem suas funções. A construção civil é, historicamente, vista como 
um setor da economia com um nível de instrução baixíssimo, mas entidades e 
empresários ligados ao setor estão cada vez mais empenhados em mudar esse 
panorama. Os empresários, órgãos públicos e sindicatos, como o Sindicato 
da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), estão em grande movimento 
no sentido de aperfeiçoar e qualificar a mão de obra na esfera construtiva 
(CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO, 2010). 
Nesse contexto, é notório que as organizações devem tomar medidas vi-
sando ao monitoramento e à minimização de impactos negativos desencadea-
Administração de pessoal em obras8
dos junto aos processos produtivos, preservando a saúde e a integridade física 
do trabalhador. Senge (2013) já expunha que as empresas que sobreviveriam e 
se manteriam líderes em seus nichos de atuação seriam aquelas voltadas ao 
futuro, as que seriam capazes de assimilar novas informações e tecnologias, 
aprendendo e gerindo continuamente. Isso fica cada vez mais evidente no 
cenário da Indústria 4.0, sobretudo após a pandemia de coronavírus.
Um dos pilares da estratégia organizacional é seu capital humano. 
Conforme Torres Gómez e Calderon Hernández (2011), é necessário ge-
rir cuidadosamente o capital humano de uma empresa, alinhando os interesses, 
as metas e os objetivos da organização com o bem-estar de seus profissionais, 
sendo esse o papel atual da gestão de pessoas.
Produtividade na construção civil
Como vimos na seção anterior, na construção civil, a produtividade é estudada 
de acordo com o elemento a ser considerado, que pode ser físico (materiais, 
equipamentos e mão de obra), financeiro (dinheiro gasto) ou social (esforço 
da sociedade) (OLIVEIRA; SOUZA; SABBATINI, 2002). O estudo da produtividade 
não serve somente para avaliar um serviço já realizado, mas, também, para 
obter dados para futuras obras, retroalimentando o processo para que os 
erros não se repitam (SOUZA, 2005).
Souza (2005) afirma que o controle da produtividade da mão de obra nas 
construtoras tem sido usado como base para planejar a construção de uma 
obra, remanejando trabalhadores e formas de executar os serviços pela 
consideração de fatores que determinam a produtividade. A produtividade, 
em um conceito mais elaborado, estabelece uma produção de maior es-
cala com a mesma quantidade de recursos utilizados ou, de outra maneira, 
quando são utilizados menos recursos para obter a mesma produção (CASTELO 
et al., 2012). Dessa forma, a produtividade se firma como a transformação 
de procedimentos de entrada em saída, ou seja, os recursos devem ser utili-
zados da melhor maneira possível para que o retorno seja favorável. Assim, 
a produtividade estuda o processo produtivo de um recurso físico em que a 
mão de obra está inserida (SOUZA, 2000). 
Administração de pessoal em obras 9
Segundo Gandhi, Khanna e Ramaswamy (2016), a construção civil 
ocupa o segundo pior resultado na avaliação realizada pela Harvard 
Business School baseada na adoção de tecnologias de acordocom o setor de 
atuação empresarial.
Acompanhar a produtividade na construção civil é uma tarefa complexa, 
visto que cada atividade a ser desenvolvida (fundação, estrutura, hidráulica, 
elétrica, acabamento, etc.), de acordo com cada etapa particular de execução 
da obra, demanda técnicas e insumos específicos. A quantificação e a quali-
ficação dessas atividades são de suma importância para que o cronograma 
físico e financeiro da obra seja realista e contenha o cálculo orçamentário 
preciso. Assim, é possível obter prazos com metas fidedignas, reduzir perdas, 
acompanhar e controlar a qualidade, reduzir desvios de produção com conse-
quentes desperdícios e retrabalho, e, por consequência, maximizar os lucros.
Vários gurus da gestão defendem que é impensável gerir aquilo que não 
se consegue medir e especificar. A partir da sistematização de rotinas e de 
processos, é possível identificar, quantificar e qualificar riscos e perdas 
mais facilmente. Por meio das informações coletadas, tratadas e analisa-
das, pode-se realizar uma gestão de custos mais eficiente. No núcleo desse 
pensamento, está o conceito de desempenho, presente em diferentes áreas 
do conhecimento, desde contabilidade e gestão de pessoas até marketing 
e gestão de operações. 
Considerando que a medição de desempenho não é um processo estático, 
Lebas (1995) define medição de desempenho como um processo de gestão 
cíclico composto de duas etapas: 
1. geração e coleta de indicadores de desempenho (medição propria-
mente dita); 
2. gestão do desempenho. 
A etapa de gestão de desempenho só ocorre, de fato, quando a equipe 
conhece muito bem a organização, seus setores, suas tarefas e como tudo 
isso está relacionado com os objetivos do negócio. Bassioni, Price e Hassan 
(2004), ao encontro do que afirma Lebas (1995), argumentam que essas etapas 
são indissociáveis. 
Administração de pessoal em obras10
Os indicadores de desempenho refletem as competências organiza-
cionais mais importantes que devem ser desenvolvidas ou mensura-
das. O modo como cada indicador se traduz em medidas específicas difere entre 
as unidades, os departamentos ou as funções da organização. Por exemplo, a 
satisfação do cliente pode ser um indicador de desempenho importante para 
os departamentos de produção, de serviço ao cliente e financeiro. No entanto, 
ela será mensurada de modo diferente em cada um desses departamentos.
No entendimento de Martins e Costa Neto (1998), a medição do desem-
penho deve ir sofisticando-se à medida que a empresa avança nos níveis de 
maturidade corporativa, na implementação da qualidade total e no amadu-
recimento da cultura de segurança. Para Tachizawa (2019), as medições são 
consequências das estratégias corporativas da organização e devem abranger 
os principais processos e seus resultados. Em construtoras e incorporadoras 
de maior porte, podemos observar que já há uma cultura de qualidade total 
bem consolidada. Cabe a nós, como profissionais da área, levar essa cultura 
de qualidade total para todas as tarefas e os serviços, independentemente 
do tamanho das empresas envolvidas. 
Fundamentalmente, para medir a produtividade de uma dada tarefa, 
é preciso considerar a quantidade de serviço a ser executado e quantos pro-
fissionais são necessários para a realização de cada atividade em determinada 
quantidade de tempo (hora, dia ou mês). Além disso, a produtividade pode 
ser considerada individualmente ou por equipe. A produtividade individual 
pode ser obtida a partir da seguinte equação:
Produtividade individual = quantidade de serviço a ser 
realizado / (tempo × número de profissionais)
Já a produtividade por equipe pode ser representada pela seguinte 
equação: 
Produtividade por equipe = quantidade de serviço / tempo
Administração de pessoal em obras 11
Na construção civil, é comum que a produtividade seja expressa por 
coeficientes que levam em consideração o tempo necessário para que um 
profissional execute uma unidade de serviço, geralmente expresso por ho-
mem/hora (Hh). Assim, um coeficiente pode ser obtido a partir da seguinte 
expressão: 
Coeficiente = (tempo × número de profissionais) / quantidade de serviço
Por exemplo, se um pintor demora duas horas para pintar 10 m² de parede, 
seu coeficiente é de 0,2 Hh/m².
Falhas de gestão podem impactar negativamente os resultados e, por 
consequência, o nível de satisfação dos clientes e demais stakeholders. Falhas 
comuns de gestão que impactam a produtividade na construção civil incluem: 
 � desconhecimento dos custos totais planejados (ou seja, orçamento 
falho);
 � planejamento realizado de forma superficial, não abrangendo todas 
as questões operacionais; 
 � ausência de registros e de documentações desde o início do projeto 
e que sejam fidedignos ao cotidiano da obra; 
 � falhas no fluxo de informação e interpretações equivocadas. 
Quando se trata de pessoas, a probabilidade de eventos de risco imprevis-
tos é muito grande. No processo de estimativa da produtividade, algumas in-
formações são fundamentais para que o gestor não tenha surpresas. Vejamos:
 � Estime as horas produtivas considerando apenas cerca de seis ou sete 
horas produtivas por dia.
 � Determine quantas pessoas trabalharão em cada tarefa ao mesmo 
tempo.
 � Lembre-se de considerar feriados e dias não produtivos (como férias, 
por exemplo).
 � Identifique as restrições de recursos e insumos.
 � Documente todas as informações.
Sem o monitoramento da produtividade, não sabemos como está o 
andamento da obra e se estamos respeitando os marcos orçamentários e 
temporais previstos. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e 
Administração de pessoal em obras12
Pequenas Empresas (2015), há seis fatores de impacto para a produtividade 
na construção civil:
1. capacitação e treinamento da mão de obra;
2. retrabalho;
3. matéria-prima (visto que o uso de bons materiais proporciona menos 
retrabalho e o controle do estoque proporciona continuidade ao fluxo 
de trabalho);
4. leiaute do canteiro de obras adequado;
5. segurança do trabalho;
6. planejamento e controle de obras. 
Portanto, jamais esqueça de considerá-los em seus projetos.
Referências
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Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
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integralidade das informações referidas em tais links.
Administração de pessoal em obras 15
Dica do professor
O capital humano é o maior capital de qualquer organização ou setor produtivo. Assim, 
a administração de pessoal em obras deve introduzir em suas políticas mudanças de paradigmas 
que interferem substancialmente na melhoria de índices de desempenho e produtividade da 
indústria da construção civil.
Nesta Dica do Professor, você vai perceber que, para que haja melhoria dos índices de desempenho 
do setor da construção civil, é necessária a realização de um planejamento estratégico, e 
a administração de pessoal em obras é um dos pilares desse processo.
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Na prática
A temática da saúde e segurança do trabalho tem sido motivo de preocupação nas corporações, no 
meio acadêmico e também no setor da construção civil. Isso se deve à relevância e ao volume das 
perdas financeiras e sociais decorrentes de fatalidades, lesões e doenças, que impactam as próprias 
organizações, a sociedade, as famílias das vítimas e, indubitavelmente, as próprias vítimas.
Neste Na Prática, você vai ver que, durante o processo de administração de pessoal em canteiros 
de obras, é necessário que o tomador de decisão tenha ciência das boas práticas de produção. 
Ainda, ele deve contar com o auxílio de uma equipe preparada, a fim de que todas as possíveis 
intercorrências sejam solucionadas sem que haja perda de qualidade, produtividade ou qualidade 
de vida no meio laboral.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!

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