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Cosmetologia Aplicada ao Tratamento de Gordura Corporal. Olá, pessoal! Tudo bem? Eu sou a professora Mariana, e hoje, nós daremos início ao curso Cosmetologia Aplicada ao Tratamento de Gordura Corporal. Nesta primeira aula, vamos falar sobre histórico e conceitos e cosmetologia. Nós vamos falar sobre o histórico, o conceito e a definição de cosméticos, objetivos da cosmetologia, formulações cosméticas, ciência da cosmetologia, legislação e princípios ativos. Nesse primeiro momento, vamos falar um pouco sobre o histórico da cosmetologia. Os primeiros relatos do uso de cosméticos datam do Antigo Egito. A palavra “cosméticos” deriva do grego kosmetikós, que significa “práticas de ornamentar”. Na Idade Antiga, os povos do Oriente Médio usavam produtos à base de carvão para pintar os cílios. De acordo com alguns relatos da literatura, os gregos e os romanos também usavam azeite de oliva para produzir uma espécie de sabão para limpeza da pele. Além disso, produtos de maquiagem à base de chumbo eram utilizados por atores de teatro na Antiguidade. Devido à composição desses cosméticos à base de chumbo, havia muitos casos de intoxicação, já que os efeitos prejudiciais do chumbo ainda não eram conhecidos. Lembrando: o chumbo é um metal pesado que pode causar complicações na saúde dos humanos quando expostos a uma quantidade tóxica, como problema nos sistemas digestório e nervoso e dores musculares. Por isso, a legislação de muitos países determina um limite máximo de uso do chumbo em produtos cosméticos. A partir disso, cresce o uso de outros produtos cosméticos, como as maquiagens, que também continuaram a ser utilizadas na Idade Moderna. Na Idade Contemporânea, houve um maior entendimento sobre as condições básicas de higiene, entendendo que são fundamentais para a saúde, também. No século XIX, muitas mulheres começaram a produzir os seus próprios cosméticos, e no final desse século, foi lançado o primeiro sabonete pela empresa Procter & Gamble. Ainda no século XX, o número de indústrias expandiu, e em 1950, o Brasil recebeu duas grandes indústrias na área de cosméticos: Avon e L’oréal. Depois, surgiram os cosméticos com mais de uma função. Os cosméticos podem ser classificados como substâncias ou preparações que são aplicadas externamente sobre o corpo humano, tanto para limpeza quanto para cuidado, e também para melhorar a aparência e o odor do corpo. O objetivo é fornecer precursores biológicos e fazer a manutenção do teor de água, da hidratação, formar fios protetores, e oferecer condicionamento e brilho. As formulações cosméticas são compostas por matérias-primas denominadas excipiente e princípio ativo. Algumas formulações apresentam apenas excipiente, ou seja, uma base cosmética para, então, fazer a introdução dos compostos ativos. Já as substâncias que vão constituir as formulações podem ser formadas por um ou mais compostos, tanto de origem animal quanto de origem vegetal ou mineral. Também podem ser de origem sintética, que são aquelas produzidas em laboratório. A finalidade das formulações cosméticas é limpar, perfumar, alterar a aparência, corrigir, proteger ou manter odores corporais em um bom estado, tratar a pele para prevenir a sua deterioração, além de prevenir o envelhecimento e promover o reequilíbrio fisiológico. Deve-se utilizar substâncias que permitam restabelecer esse equilíbrio que foi alterado. As formulações também podem conter agentes protetores que evitam que os agentes atmosféricos, como vento, frio e sol, alterem a epiderme. Dessa forma, a cosmetologia é considerada uma ciência e é uma disciplina presente em alguns cursos da saúde. Trata-se da ciência que estuda os produtos cosméticos em todos os seus aspectos, além do desenvolvimento das suas formulações, considerando as suas compatibilidades químicas e os seus custos. Em 2015, como resultado das discussões para regularização desses produtos cosméticos, a Anvisa lançou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 7 de 2015. Essa resolução dispõe, entre outras coisas, dos requisitos técnicos para regularização dos cosméticos e de alguns outros produtos. Trata-se da regulamentação base para a produção dos cosméticos contendo a sua finalidade, os produtos e a porcentagem permitidos, diferenciando os cosméticos em dois graus: Grau I = isentos de registro Grau II = passíveis de registro Os cosméticos de grau II devem passar pela Anvisa e ser aprovados para, então, haver a sua comercialização. A RDC também traz o que é preciso para a regularização, a rotulagem adequada, e contém a lista de produtos adequados. A RDC define o grau I em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes com propriedades básicas ou elementares. A comprovação científica em relação aos produtos não é, necessariamente, necessária, e não é preciso indicar modo de uso e restrições. De acordo com a lista que está nessa legislação, que é considerada uma lista indicativa da Anvisa, temos os cremes, as loções, os óleos para mão, corpo e rosto, maquiagens e desodorantes. O grau II refere-se a produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes com indicações específicas. As características exigem comprovação de segurança e eficácia, e é preciso informar cuidados, modo e restrições de uso. Por exemplo: sabemos que alguns cosméticos devem ser utilizados à noite, porque não é indicado que a pessoa se exponha à radiação solar pelo risco de causar manchas. O grau II é composto por protetor solar, desodorantes, maquiagens com benefícios específicos, perfumes, esmaltes, produtos infantis, produtos para alisar, ondular e tingir os cabelos, entre outros. Os princípios ativos são substâncias químicas ou biológicas que atuam sobre as células teciduais de várias maneiras. Em uma formulação, trata-se do elemento que tem uma ação específica dentro do produto, e a sua eficácia já é comprovada por estudos. O seu efeito é mais acentuado. Esses princípios ativos podem ter efeito farmacológico e efeito cosmético, e possuem propriedades anti- inflamatórias, antissépticas, calmantes, cicatrizantes, podem ser usados como hidratantes, substâncias nutritivas, etc. Assim encerramos a nossa aula 1. Na próxima aula, vamos falar sobre fisiologia da pele e permeabilidade cutânea. Até logo! 🤩 Aula anterior Próxima aula PELE E PERMEABILIDADE CUTÂNEA Sobre e descrição da aula Olá! Sejam bem-vindos à nossa aula 2 do curso “Cosmetologia Aplicada ao Tratamento de Gordura”. Hoje, o tema do nosso encontro é pele e permeabilidade cutânea. Vamos começar falando um pouco sobre a fisiologia da pele. A pele é o maior órgão do corpo humano e é constituída por estruturas altamente especializadas. A pele representa 16% do peso corporal, e é muito importante para o setor da beleza. Apresenta fibroblastos, que são produtores de colágeno e elastina. Falando sobre a estrutura da pele, na primeira camada temos a epiderme, que é responsável pela proteção do corpo contra danos externos e a perda de água. A epiderme origina as unhas, os pelos, as glândulas sebáceas e as sudoríparas. A segunda camada é a derme, que apresenta vasos sanguíneos e linfáticos e terminações nervosas, sendo capaz de conferir sensações como calor, frio, choque e tato. Essa camada é responsável pela firmeza e pela elasticidade da pele. Já a hipoderme, também chamada de tecido subcutâneo, é a última camada da pele. É responsável pela reserva energética e nutritiva do corpo, e também é responsável pela proteção contra trauma e pelo isolamento térmico. O tecido subcutâneo também é chamado de panículo adiposo ou tecido adiposo, e as células são conhecidas como adipócitos, que se organizam em lóbulos de gordura divididos por septos de colágeno. Quando há um excesso de triglicerídeos dentrodas células de gordura ou um grande número dessas células, pode resultar em gordura localizada ou celulite. Dentre as funções da pele, temos: - Regulação da temperatura corporal - Proteção sensorial contra temperatura e pressão - Proteção contra agentes físicos, entrada de substâncias químicas e agentes biológicos - Proteção contra a perda de elementos importantes, como água e proteínas Percebemos, com isso, a importância da pele e do seu cuidado. E quais são as vias de entrada dos produtos cosméticos na pele? Em primeiro lugar, temos os poros. Então, alguns produtos conseguem permear por meio desta via. Além disso, temos vias transepidérmicas, que são mais importantes na absorção quando falamos, principalmente, de produtos cosméticos. A permeação, porém, se torna mais lenta quando comparada à absorção pelos poros. Essa absorção pode ser intercelular, quando a entrada dos produtos cosméticos se dá por meio dos espaços intercelulares, ou ainda pode ser intracelular/transcelular, que é quando a entrada dos produtos cosméticos ocorre por dentro das células. Na imagem abaixo, temos a estrutura da pele e os diferentes tipos de absorção. Podemos perceber que a intercelular ocorre entre os espaços das células, e a intracelular é por dentro das células. Na intracelular, a absorção é mais eficaz. E o que é a permeabilidade cutânea? Trata-se da capacidade que a pele tem de deixar passar, de uma forma seletiva, determinadas substâncias em função da sua natureza bioquímica ou de determinados fatores. Há estudos que pesquisam sobre a relação entre os cosméticos e a permeabilidade cutânea, que são fundamentais para compreender quais são os mecanismos de entrada dos produtos na pele. Os tipos de permeabilidade são baseados na resistência da pele a determinadas substâncias, e dividem-se em três tipos: impermeabilidade, semipermeabilidade e permeabilidade. A impermeabilidade ocorre com substâncias que não têm capacidade de permeação, que é o caso das proteínas, dos carboidratos e dos eletrólitos. As proteínas e os carboidratos são impermeáveis em decorrência do tamanho das moléculas e por serem produtos de baixa lipossolubilidade. Porém, proteínas como colágeno e elastina, nas suas formas naturais, são utilizadas em cosméticos devido à sua propriedade de umectância. A umectância permite que atravessem, em uma certa porcentagem, essas barreiras. A permeabilidade acontece com substâncias com maior capacidade de permeação. Algumas substâncias permeáveis são a água, o etanol, gases como O2 e CO2, moléculas muito pequenas e substâncias hidro e lipossolúveis de baixo peso molecular. Nas substâncias hidrossolúveis, a entrada dessas substâncias na pele ocorre principalmente em decorrência dos filamentos de queratina que estão ali presentes. Já nas substâncias lipossolúveis, nota-se que os lipídios existentes entre esses filamentos de queratina vão permitir a passagem dessa substância. Para melhorar a entrada dos cosméticos lipossolúveis, eles devem possuir baixa viscosidade e baixa volatilidade. Em relação aos fatores que vão afetar a permeabilidade cutânea, podemos dividir em biológicos, fisiológicos e cosmetológicos. - Fatores biológicos: espessura da epiderme (se houver hiperqueratinização, a permeabilidade se torna baixa), idade (com o envelhecimento, a hidratação da pele diminui, dificultando a entrada de produtos cosméticos), região anatômica (mucosas, orifícios pilossebáceos e regiões vascularizadas têm maior permeabilidade). - Fatores fisiológicos: fluxo sanguíneo (com alto fluxo sanguíneo e promoção de hiperemia, há aumento da permeabilidade), hidratação (pele hidratada permite maior permeabilidade dos produtos cosméticos), pH da pele (se estiver mais alcalino tem-se aumento da permeabilidade), tipo cutâneo (peles oleosas dificultam a entrada dos cosméticos). - Fatores cosmetológicos: concentração dos ativos (quanto maior for, maior será também a permeabilidade), pH do cosmético, solubilidade (quanto maior for a lipossolubilidade, maior será a permeabilidade), tempo de exposição (quanto maior for o tempo de exposição ao ativo, maior será a permeabilidade cutânea). Quanto às principais queixas em relação às alterações estéticas, principalmente nas mulheres, temos a gordura localizada e a celulite. Atenta a isso, a indústria de cosméticos tem investido cada vez mais em substâncias que contêm ativos lipolíticos. Cosmetologia aplicada a gordura e celulite - Cosmetologia Aplicado ao Tratamento... Olá, pessoal! Tudo bem? Eu sou a professora Mariana, e hoje nós vamos dar continuidade ao curso de Cosmetologia Aplicada ao Tratamento de Gordura Corporal. Nesta terceira aula, nós vamos falar sobre gordura localizada e celulite, abordando o que são essas afecções, quais são as possibilidades de tratamento e as ações dos cosméticos. Dando continuidade ao que havíamos falado no final da aula 2, as maiores queixas estéticas do público feminino são a gordura localizada e a celulite. Então, a indústria da beleza, atenta a essa realidade, tem investido cada vez mais em cosméticos e substâncias contendo ativos lipolíticos para o tratamento das condições que são provocadas pela adiposidade localizada. https://plataforma.esteticaexperts.com.br/uploads/lessons/630e1b70aaedd.pdf https://plataforma.esteticaexperts.com.br/uploads/lessons/630e1b70aaedd.pdf https://plataforma.esteticaexperts.com.br/uploads/lessons/630e1b70aaedd.pdf Diversos cosméticos com diferentes princípios ativos vêm prometendo tratar essas afecções; no entanto, ainda há pouca informação científica disponível em relação ao mecanismo de ação desses produtos, aos seus efeitos fisiológicos, às suas restrições e às contraindicações. Essa falta de informação acaba, às vezes, dificultando o trabalho dos profissionais da área da Estética, porque eles buscam avaliar cuidadosamente cada produto e, assim, optar pelo mais seguro e eficaz. Hoje, há um crescimento muito grande dessa área. Cada vez mais surgem estudos e novos ativos para o tratamento da gordura localizada e da celulite. Quando o assunto é gordura localizada, o tecido subcutâneo é um tecido de reserva energética que é constituído pelos adipócitos. Esses adipócitos também são conhecidos como células de gordura. O processo bioquímico de formação dessas células se chama adipogênese, e o adipócito é formado por células não diferenciadas chamadas de pré-adipócito. Na imagem abaixo, podemos visualizar a evolução do acúmulo de gordura dentro da célula. Temos o pré-adipócito e o adipócito maduro. O desenvolvimento da gordura localizada pode ser atribuído a alterações estruturais, inflamatórias, morfológicas e bioquímicas no tecido subcutâneo. Os hormônios, como o estrogênio, influenciam a formação da celulite, estimulando a lipogênese e inibindo a lipólise. Esse mecanismo pode explicar parcialmente a maior prevalência da condição nas mulheres. Outra evidência dessa influência hormonal é o aparecimento da gordura localizada na puberdade e a sua exacerbação durante a gravidez e a amamentação, além da relação com o uso dos contraceptivos orais. Então, esse acúmulo acaba ocorrendo quando há um desequilíbrio energético no organismo, sendo que a energia adquirida no organismo por meio da alimentação é a maior energia gasta. Quando falamos em gordura localizada, nos adipócitos da região de glúteo e coxa, há uma elevada expressão dos receptores alfa em relação aos receptores beta, que estão em maior concentração também na região abdominal. Dessa forma, torna- se mais difícil a redução de medidas nos glúteos e nas coxas, porque acabam inibindo a lipólise, ao contrário da região abdominal, que favorece a lipólise. Por isso, há maior concentração de celulite nos glúteos e nas coxas. Abaixo, eu trago uma imagem do processo bioquímico de formação dos triglicerídeos, que ocorrea partir do glicerol e dos ácidos graxos presentes no sangue e é conhecido como lipogênese. A lipólise, por sua vez, trata-se do processo inverso. É possível observar a formação de ácidos graxos + glicerol, produzindo triglicerídeos, processo chamado de lipogênese. Quando há reversão de triglicerídeos em ácidos graxos e glicerol, nós chamamos de lipólise, que se trata da “quebra” da gordura. Por isso, a nossa busca é por produtos que promovam a lipólise. Então, como tratar a afecção? Através de produtos que apresentam ativos lipolíticos; ou seja, que fazem a quebra da gordura. É possível o desenvolvimento de produtos tópicos com novos ativos indutores da lipólise e eficazes na redução de medidas. Em conjunto com isso, é fundamental que o paciente pratique hábitos saudáveis. Quando falamos em celulite, sabemos que ela resulta de um conjunto de desordens da pele. A afecção tem maior prevalência no público feminino a partir da puberdade e tem sido muito investigada nos últimos tempos. A celulite se dá por alterações no tecido subcutâneo e na derme que provocam irregularidades na epiderme. O início da celulite ocorre na matriz intersticial em decorrência da hiperpolimerização dos seus constituintes principais. Há, também, um aumento da viscosidade da matriz e edema, prejudicando as principais funções. A má circulação local, em virtude da compressão dos vasos sanguíneos, é uma consequência da celulite. A afecção tem origem multifatorial, mas envolve alterações: - Hormonais - Anatômicas - Vasculares - Inflamatórias Tem relação com: - Distribuição do tecido adiposo - Hereditariedade - Biotipo e sensibilidade - Quantidade e disposição dos receptores nas células adipocitárias A fibrose da matriz intersticial, com a proliferação desordenada das fibras de colágeno e perda da elasticidade, resulta na compressão dos adipócitos, formando micronódulos e, consequentemente, macronódulos. Na maioria dos casos, os adipócitos estão hipertróficos; ou seja, com maior volume em virtude do acúmulo de triglicerídeos, intensificando as desordens da celulite. Todas essas alterações cutâneas ainda podem provocar um quadro de inflamação. Na imagem abaixo, podemos perceber a diferença entre a pele normal e a pele com irregularidades. Temos as camadas da pele, e eu sinalizei onde já há fibrose do tecido no tecido conjuntivo e os adipócitos hipertróficos; ou seja, há um acúmulo de triglicerídeos que promovem a hipertrofia e, com isso, deixam o tecido irregular, que é a principal característica da celulite. Quais são as ações cosmetológicas para tratamento de gordura localizada e celulite? O que os cosméticos precisam ter nas suas formulações para reduzir as alterações estéticas provocadas pelo processo inflamatório e pela hipertrofia dos adipócitos? As formulações, então, devem apresentar ativos capazes de atuar nos processos bioquímicos de formação das células de gordura; ou seja, da formação do triglicerídeo e da transformação do triglicerídeo em ácido graxo e glicerol. Além disso, os cosméticos devem inibir a adipogênese e a lipogênese, e ainda ativar a lipólise. Além disso, precisam estimular a drenagem linfática de substâncias tóxicas, melhorar a microcirculação periférica, reduzir o edema e estimular a produção de colágeno. A mesoterapia, apesar de não envolver cosméticos, é um procedimento não cirúrgico usado para administrar fármacos e enzimas e consiste em múltiplas aplicações intradérmicas ou subcutâneas no local em que há a gordura localizada ou a celulite. É o emprego dos agentes lipolíticos, sendo capaz de induzir a lipólise de células do tecido adiposo e provocar a redução de gordura local e dos aspectos da celulite. Dentre os ativos lipolíticos mais utilizados para o tratamento, temos: - Metilxantinas (cafeína, teofilina, entre outros) - Etinol - L-carnitina - Fosfatidilcolina - Ácido desoxicólico - Agonistas Ⲁ-adrenérgicos - Agonistas β-adrenérgicos Esses ativos promovem o aumento do AMPc, que é o monofosfato cíclico de adenosina, um segundo mensageiro celular que está envolvido na regulação de vários processos fisiológicos, inclusive na contração muscular. Com isso, estimula-se a enzima proteína quinase em sua forma ativa, a lipase, promovendo a lipólise. Além disso, temos ativos com silício e iodo orgânico, que são utilizados para promover melhora da circulação e a metabolização de gorduras que vão estimular a produção de colágeno e são capazes de diminuir a camada de gordura em regiões corporais, como o abdômen, a pálpebra inferior, o pescoço, o glúteo e as coxas. Assim, finalizamos a terceira aula do curso. No próximo encontro, vamos falar sobre substâncias lipolíticas em formulações cosméticas. Até logo! 😉 Substâncias lipolíticas em formulações cosmética https://plataforma.esteticaexperts.com.br/uploads/lessons/6319f6f757160.pdf https://plataforma.esteticaexperts.com.br/uploads/lessons/6319f6f757160.pdf Olá, pessoal! Tudo bem? Hoje nós teremos a nossa última aula do curso “Cosmetologia Aplicada ao Tratamento de Gordura Corporal”, e nós vamos falar sobre as substâncias lipolíticas utilizadas em cosméticos. Muitos tratamentos têm sido propostos para melhorar o quadro de celulite envolvendo o uso de cosméticos associados, ou não, a equipamentos estéticos. Podemos destacar os cosméticos formulados com substâncias ativas contendo metilxantinas, sendo a cafeína a mais utilizada. Além disso, temos alguns compostos como a Centella asiática. As preparações para tratamento de celulite são divididas de acordo com os seus mecanismos de ação. Elas podem: - Aumentar o fluxo da microcirculação; - Reduzir a lipogênese e promover a lipólise; - Restaurar a estrutura normal da derme e do tecido subcutâneo; - Promover a eliminação dos radicais livres. Essas formulações devem ser de fácil aplicação para podermos massagear o local no momento de aplicação, porque, dessa forma, elas ajudam a promover a autodrenagem e estimulam a irrigação local. É importante que a escolha seja de substâncias ativas reconhecidas e que apresentam eficácia comprovada e concentração de uso indicada. A associação dos ativos também permite a obtenção da sinergia, que traz melhora na performance do produto. Dependendo das características químicas das substâncias, pode ser necessário, também, adicionar promotores de permeação químicos ou físicos, como é o caso do ultrassom, ou usar carreadores nas formulações, uma vez que eles facilitam o fluxo dos ativos através da pele, garantindo, dessa forma, a sua entrega nas camadas mais profundas. Os agentes lipolíticos, que promovem a quebra da gordura, são classificados como cosméticos e têm, como compromisso, estimular a lipólise do tecido adiposo; ou seja, a degradação dos lipídios em ácidos graxos e glicerol para serem introduzidos na corrente sanguínea. Abaixo, temos que a junção do ácido graxo com glicerol forma os triglicerídeos, e quando há quebra desse triglicerídeo, há ácido graxo e glicerol novamente. Alguns cosméticos apresentam, na sua composição, ativos lipolíticos que são indutores da lipólise e podem ser eficazes na redução das medidas quando em conjunto com hábitos saudáveis, ajudando a delinear a forma do corpo e melhorando a aparência da pele. Abaixo, eu trago uma representação esquemática dos principais efeitos do uso dos agentes lipolíticos mais empregados no tratamento estético para gordura localizada e celulite. Esses produtos promovem a lipólise, que é a quebra das moléculas de triglicerídeos, liberando ácidos graxos e glicerol, metabolizando, assim, a gordura do tecido subcutâneo e reduzindo a gordura localizada. Dentre os principais tipos de substâncias lipolíticas utilizadas nas formulações cosméticas, damos ênfase à cafeína, que é uma metilxantina. Qual é o seu mecanismo de ação? A cafeína atuainibindo a fosfodiesterase e como competidora de receptores de adenosina, que aumentam os níveis de AMPc, ativando a lipase hormônio-sensível. Promove-se, dessa forma, a lipólise do tecido adiposo. A aplicação tópica de cafeína a 5% em um gel de hidroxietilcelulose ativa a lipase hormônio-sensível no tecido subcutâneo da pele, induzindo a lipólise em adipócitos. A Anvisa estipulou que os cosméticos à base de cafeína devem ter um limite de concentração de 8%. Já as demais xantinas não devem ultrapassar 4%. Os cosméticos que apresentam esses ativos nas formulações são considerados de grau II. Tratam-se de cosméticos que precisam de registro e têm seu uso e segurança comprovados, e devem ter restrições de uso e indicações conforme recomendado pela legislação. A L-carnitina também é um composto empregado nas formulações cosméticas para tratamento de gordura localizada e celulite, e atua aumentando a transferência dos ácidos graxos para o interior das mitocôndrias. Assim, acabam sendo oxidados pela adenosina trifosfato (ATP). O extrato de Gelidium é um ativo que atua como sinalizador para os receptores de adipócitos, estimulando, dessa forma, a lipólise. Em concentrações de 2,5 a 5%, esse extrato apresentou efeitos comparáveis aos da cafeína e teofilina. Em um estudo realizado com 16 sujeitos, a aplicação tópica da pomada contendo 5% do extrato por quatro semanas na região das coxas fez com que 10 dos participantes apresentassem redução de 0,2 mm a 1 cm na espessura do tecido adiposo. A aminofilina aumenta a atividade de adenilato ciclase ou inibe a degradação do AMPc, o qual ativa a proteína quinase, que aumenta a atividade da lipase hormônio-sensível, resultando na degradação de triglicerídeos intracelulares. Um estudo em humanos com aplicação de creme de aminofilina a 0,5% na região da cintura/quadril de 25 pessoas de meia idade demonstrou perda de 5 cm de circunferência da cintura em relação ao grupo controle que não usou aminofilina, durante 12 semanas de tratamento associado a um programa de dieta. A ioimbina inibe os receptores Ⲁ-adrenérgicos expressos nos adipócitos, impede a inibição de adenilato ciclase via proteínas G inibitórias e aumenta a atividade da lipase hormônio-sensível, resultando na degradação de triglicerídeos intracelulares. Um estudo usando pomada de ioimbina na coxa demonstrou uma diminuição 0,75-0,35 cm maior na circunferência de coxa tratada em comparação com a coxa de controle tratada com base em pomada. A Centella asiática é um extrato vegetal usado no tratamento de celulite e elencado em formulações tópicas compostas por asiaticosídeo 40%, ácido madecássico 30% e ácido asiático 30%. Como efeitos, temos normalização do tecido com celulite e atuação no metabolismo do colágeno, promovendo a integração da lisina e da prolina, aminoácidos presentes na molécula de colágeno. Por conter, na sua composição, flavonoides, ela acaba atuando na microcirculação, reduzindo o edema de origem venosa. Além disso, a Centella asiática tem propriedades calmantes, refrescantes, tonificadoras e vasodilatadoras, além de promover benefícios na melhora da cicatrização, da circulação sanguínea e do relaxamento muscular. Confira, abaixo, um quadro com os demais ativos eficazes no tratamento da adiposidade. Há evidências acerca dos efeitos da cafeína e do extrato da Centella asiática para o tratamento de celulite, o que pode promover, dessa forma, uma mudança na qualidade da pele tratada. Porém, alguns ativos cosméticos, em especial a cafeína, pelas suas características químicas, não apresentam uma penetração adequada nas camadas mais profundas da pele, local em que devem exercer efeito. É importante a associação dessas formulações com o uso da eletroterapia, como o ultrassom, que é uma ferramenta importante para promover a permeação transdérmica de ativos e a redução das alterações provocadas pela afecção. Os estudos também mostraram o uso de cremes lipolíticos para tratamento de lipodistrofia localizada, com ação redutora onde houve aplicação dos ativos. A associação do uso de cosméticos com eletroterapia trouxe os melhores resultados clínicos. Os princípios ativos dos cremes lipolíticos atuam diretamente na gordura localizada, promovendo aumento da circulação e ativando a permeabilidade da pele, facilitando a queima da lipodistrofia localizada. Desta forma, encerramos o nosso curso. Muito obrigada e até a próxima! 🤩 Aula anterior Próxima aula PELE E PERMEABILIDADE CUTÂNEA Sobre e descrição da aula Cosmetologia aplicada a gordura e celulite - Cosmetologia Aplicado ao Tratamento...