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Gabriel Silva Borges. Matrícula 2023007795/ Jamilee Pereira dos Santos. Matrícula 2023007580/ Julianne Beatriz Bomfim Lima. Matrícula 2023005709/ Luciclecia Vieira dos Santos. Matrícula 2023008166/ Luis Antonio dos Santos Pereira. Matrícula 2023005727/ Ravanna Oliveira Santana. Matrícula 20230066920/ Victor Manoel Novais dos Anjos. Matrícula 2023004318/ Wallace Alves Silva. Matrícula 2022017920/ Yasmin Silva Borges. Matrícula 2023006241. FICHAMENTO JOHN LOCKE ITABUNA - BA 2023 1. Fichamento: Segundo Tratado sobre o Governo Civil, John Locke 1.2 John Locke (1632-1704) foi um inglês liberal e democrata, ainda que desde de jovem tenha recebido educação de cunho religioso, optou por não seguir no caminho, mas é visível em suas obras a influência de tal educação e de sua fé. Contra não somente ao governo absolutista, mas também a violência, Locke acreditava que o governo deriva da comunidade e deve ser utilizado juntamente com as leis para o bem coletivo. Suas obras tem imprescindível valor a sociedade antiga e atual, onde grande parte de suas ideias incitaram uma série de revoluções, como a Revolução inglesa e também a Revolução Norte-Americana, e conceituam o liberalismo e o iluminismo. 1.3 “O Segundo tratado sobre o governo.” é uma dessas obras do filosofo, escrita durante o período da Revolução Gloriosa ou Revolução sem sangue, e da criação do parlamento Bill of Right, fatos esses que influenciaram pensamentos revolucionários de Jonh, nessa obra Locke cita não somente sua contraria posição ao absolutismo, porém também apresenta pontuações sobre poder político, condição natural, estado de guerra, escravidão, direito a propriedade, poderes legislativos, executivos e federais e variados. A obra em questão foi publicada no ano de 1689, aborda a temática da teoria política e civil da sociedade, baseada em pensamentos contratuais e debatendo durante todo o livro a questão dos direitos naturais e a busca que cada um deve ter por liberdade e paz. 2. O autor inicia a obra refutando o poder absolutista apresentando assim motivos que impediria os governantes de se aproveitar do poder a eles concedido, além disso mostra a sua visão contrária à violência, correlacionando o uso da força a atitudes de animais irracionais. Para John Locke era necessário a criação de leis, que penalizasse quem as descumprissem, regulamentando e preservando a propriedade, buscando o bem comum, também é apresentando a sua ideia sobre o agrupamento humano, ou seja para ele a vida em sociedade tem influência divina, e cada indivíduo tem as suas próprias vontades o homem não vive em isolamento apenas por questões políticas, mas também para abster suas necessidades. ● Ele cita e exemplifica que todas as sociedades políticas tiveram seu início a partir de uma união voluntária e do acordo entre homens que escolheram livremente seus governantes e suas formas de governo. Ele exemplifica com histórias de povos que viveram livres no estado de natureza, e que se reuniram, se associaram e obtiveram uma comunidade civil. Locke também argumenta que o governo deve ser estabelecido para proteger os direitos naturais de cada indivíduo, como a vida, a liberdade e a propriedade, e que o poder do governo deve ser limitado para evitar abusos. 3. John Locke acentua em seu conceito fundamental que a filosofia política é um estado de natureza em que visa em pontos teóricos de que os indivíduos não vivem sem um governo ou autoridade central para governá-los. Em condições de escolhas, os cidadãos têm livre arbítrio para escolher suas próprias condutas e usar de seus bens e possuem da forma que lhe for entendida, e que mantenham divisas direito natural, sem que haja a necessidade de uma aprovação que venha submeter-se ao ser humano ou a seu de um anseio. É um estado de igualdade, onde a reciprocidade determina todo o poder e toda a competência, ninguém tendo mais que os outros. O estado de guerra deriva de um estado de natureza, em virtude de que a população é levada a uma intromissão desnecessária com o objetivo de invasivos, o que acarreta em haver uma autoridade para manter a ordem. Assim, a sociedade civil passa a instituir proteção de seus direitos e a garantia de segurança e paz. ● “...falta no estado de natureza um juiz conhecido e imparcial, com autoridade para dirimir todas as diferenças segundo a lei estabelecida. Como todos naquele estado são ao mesmo tempo juízes e executores da lei da natureza, e os homens são parciais no julgamento de causa própria, a paixão e a vingança se arriscam a conduzi-los a muitos excessos e violência, assim como a negligência e a indiferença podem também diminuir seu zelo nos casos de outros homens." pág. 61 ● Quando o estado é levado à força com fins para buscar o que desejam, as pessoas ficam receosas e se sentem expostas a ameaças e violência, ocasionando a desentendimentos contra sua vontade sobre outros, levando a uma vida suscetível e inconstante, que haja um poder central para mediar conflitos. Locke assegura que ao serem atacados, todos têm direitos de retaliação e se defendem, havendo possibilidade de matarem uns aos outros, trazendo sua explicação de que em um estado de guerra as pessoas têm a liberdade de se defender. Por conseguinte, traz em ênfase de que o estado indesejável é um estado de guerra e que induz os homens a renunciar parte da sua liberdade com a finalidade de formar uma sociedade civil com intenção de determinar um governo a qual será delimitado a proteção. ● São designadas as leis feitas pelo governo que devem ser aceitas por quem é governado, e também que as leis devem ser instituídas de forma justa, consistente e clara. Segundo Locke, o governo deve ser responsável em face com o povo, e caso o governo não proteja o direito natural de cada indivíduo, aqueles que são governados têm o direito de se indispor contra o governo. ● Também se é colocado em pauta pelo autor a discussão sobre a classificação dos servos conhecidos como “escravos”, que foram capturados e mantidos em cativeiro durante conflitos armados e estavam sujeitos ao domínio e ao controle total de seus senhores. Locke afirma que estas pessoas foram privadas das suas vidas e de seus bens, tais indivíduos também perderam a sua liberdade e propriedade, por fim, ele disse que um homem não pode abrir mão de sua vida em nenhuma hipótese e que tal condição é apenas um prosseguimento do estado de guerra. ● A princípio para John, a sociedade política ou civil surgiu da necessidade humana de viver em sociedade. Em seus estudos ele acredita que Deus fez do homem uma criatura tal que, segundo seu julgamento, não era bom para ele ficar sozinho, submeteu-o a fortes obrigações de necessidade, comodidade e inclinação para levá-lo a viver em sociedade, assim como o dotou de entendimento e linguagem para mantê-la e desfrutá-la. ● O vínculo da união entre o homem e a mulher na sociedade política ou civil, é precisamente argumenta que a primeira sociedade existiu entre marido e mulher e serviu de ponto de partida para aquela entre pais e filhos, à qual, com o tempo, foi acrescentada aquela entre patrão e servidor. Embora todas essas sociedades possam se reunir, o que em geral elas fazem, para constituir uma única família, cujo senhor ou senhora detêm alguma autoridade conveniente a uma família, cada uma delas, ou todas reunidas, não equivalem a uma sociedade política. Dessa forma, a união entre o homem e a mulher é uma sociedade natural, mas não é uma sociedade política ou civil. ● Segundo Locke, a propriedade é um direito natural que surge do trabalho e da mistura do trabalho com a natureza. Através do princípio entre pessoas têm seus direitos de possuir liberdades sobre si mesmo e o trabalho, decorrente do direito de propriedade, apesar desse direito ser limitado deve seguir as margens dos direitos naturais e da razão, ele afirma que por meio da propriedade deve ser implantada com clareza. Desta forma, os direitos da propriedade devem ser alcançadose desfrutados por todos e protegido pelo governo garantindo todos os seus bens sem medo de serem furtados. ● John Locke discute a hierarquia dos poderes da comunidade civil em sua obra. A comunidade civil tem três poderes principais: o poder legislativo, o poder executivo e o poder federativo. a. O poder legislativo é responsável por fazer leis para a comunidade civil, o mesmo deve ser composto por representantes eleitos pelo povo, e tem a missão de proteger os direitos naturais dos indivíduos e promover o bem comum. b. O poder executivo é responsável por aplicar as leis formuladas pelo legislativo. c. O poder federativo é responsável por lidar com questões externas, como a guerra e a paz. Em suma, a hierarquia dos poderes da comunidade civil de acordo com Locke é o poder legislativo, o poder executivo e o poder federativo, e o poder político deve ser limitado e baseado no respeito pelos direitos naturais dos indivíduos. ● O legislativo é o mais importante entre os três pilares, pois é responsável por executar as leis e regulamentos que são a vontade da sociedade, declaradas pelo legislativo e deve ser composto por representantes eleitos pela comunidade. Quando o governante estabelece sua própria vontade arbitrária em lugar das leis que são a vontade da sociedade, declaradas pelo legislativo, ou quando o príncipe proíbe o legislativo de se reunir em seu devido tempo, ou de agir livremente em busca daqueles objetivos para os quais foi constituído, o poder legislativo é modificado. Isso é problemático porque a sociedade civil é definida como um estado de paz, onde os associados excluíram o estado de guerra, confiando o papel de árbitro ao poder legislativo, para que este ponha fim a todas as diferenças que possam surgir entre eles. Quando o legislativo é alterado, os membros de uma comunidade civil não estão mais unidos e combinados em conjunto para formar um único organismo vivo e homogêneo, o que pode levar à dissolução da sociedade civil. ● “Seja quem for que detenha o poder legislativo, ou o poder supremo, de uma comunidade civil, deve governar através de leis estabelecidas e permanentes, promulgadas e conhecidas do povo, e não por meio de decretos improvisados..." pág. 63 ● O filósofo acreditava que as pessoas se uniam numa comunidade para que pudessem viver uma vida confortável, segura e pacífica, em comunhão uns com os outros, desfrutando assim da sua propriedade com segurança. Ao que tudo indica, as pessoas chegaram a um acordo entre si, criando um agrupamento social no qual concordam em renunciar a alguns dos seus direitos naturais para uma vida em sociedade. Esta sociedade civil baseia-se no consentimento dos governados e no respeito pelos direitos naturais de cada indivíduos ● A autoridade central discutida por Locke é de que uma sociedade política ou civil vem de um conceito formulado de que há um poder acima em meio ao governo indispensável com intento de seguir diretrizes e instituir ordens, tal qual ele justifica que para estabelecer essa sociedade é preciso que estabeleça concessão dos governados para assim exista o poder de um governo que tende de ser limitado com o pressuposto que haja direitos naturais de cada pessoa. a sociedade política passa a aparecer no momento que são reunidas as pessoas e sua liberdade forma parte de uma sociedade que se divide por alguns corpos sociais pequenos como a igreja, família, que quando se juntam formam uma organização mais ampla, cada uma tendo em vista seus limites, associação, alvos, com trabalhos que buscam agrupar e garantir conforto para todos. 4. É um ensaio que discute a origem e limites do governo civil, em que os governantes não podem derivar sua autoridade dos supostos direitos de prerrogativa privada de Adão, mas sim devem ser baseados em princípios mais sólidos e justos. pressuposto de formas de governo e como elas podem afetar a liberdade e a segurança dos cidadãos. Além disso, o autor também discute a importância do contrato social e como ele estabelece a autoridade do governo, O texto traz uma leitura útil para aqueles interessados em filosofia política e teoria do governo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LOCKE, John. Segundo Tratado sobre o governo. https://drive.google.com/file/d/1uTh-O6spzerxW6uePXJZ_9Iln47iNzs7/view?usp=drive_link https://www.jusbrasil.com.br/artigos/analise-do-livro-o-segundo-tratado-sobre-o-governo/187 974786 https://pt.wikipedia.org/wiki/Dois_Tratados_sobre_o_Governo https://drive.google.com/file/d/1uTh-O6spzerxW6uePXJZ_9Iln47iNzs7/view?usp=drive_link https://www.jusbrasil.com.br/artigos/analise-do-livro-o-segundo-tratado-sobre-o-governo/187974786 https://www.jusbrasil.com.br/artigos/analise-do-livro-o-segundo-tratado-sobre-o-governo/187974786