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TEORIA GERAL DO ESTADO E CIÊNCIA POLÍTICA Prof. Dr. Wellington Rocha Monismo, Dualismo e Paralelismo Teoria Tridimensional do Estado e do Direito Divisão Geral do Direito Nação x Estado e conceito de Estado Monismo, Dualismo e Paralelismo Teoria Tridimensional do Estado e do Direito Divisão Geral do Direito Nação x Estado e conceito de Estado O ESTADO CRIA O DIREITO OU APENAS RECONHECE? TEORIAS DO ESTADO Teoria Monista “Estado. Só é ‘direito’ aquilo que o Estado positiva e coage.” Uma única tomada de energia – toda a energia do Direito vem da usina Estado. Autores: Hobbes, Bodin, Hegel (precursores); Ihering, Austin; Jellinek; Kelsen. Exemplo prático: multas de trânsito: a regra só vale porque há norma estatal + sanção. “Costume de fila vira direito sem lei? No monismo, não.” TEORIAS DO ESTADO Teoria Dualista “Estado e Direito são distintos. O Estado positiva só uma parte do Direito (direito positivo).” Fontes não estatais: direito natural, costume, direito canônico, associações (sindicatos, ordens profissionais, clubes). Várias tomadas de energia – a sociedade gera normas que o Estado pode reconhecer. Exemplos: usos e costumes mercantis; estatutos da OAB; regulamentos internos que o Judiciário leva em conta. TEORIAS DO ESTADO Teoria do Paralelismo “Direito e Estado são distintos, mas interdependentes. Há graduação de positividade: várias fontes convivem, porém o Estado prepondera como integrador.” Subestação elétrica: muitas redes locais, mas o Estado é o ponto de distribuição principal. Exemplo: normas internas universitárias que valem no campus, mas dependem da Constituição/leis para plena eficácia. MÉTODO TRIDIMENSIONALISMO Direito/Estado = FATO (o que acontece) + VALOR (por que importa) + NORMA (como positivamos). MÉTODO TRIDIMENSIONALISMO Mini‑caso A (política pública de saúde) F: aumento de casos de doença. V: proteção da vida e do bem comum. N: lei/decreto que institui vacinação/campanhas. “O que mudou primeiro: o fato, o valor ou a norma?” MÉTODO TRIDIMENSIONALISMO Mini‑caso B (direitos do consumidor) F: práticas abusivas no mercado. V: dignidade, equilíbrio contratual. N: normas protetivas (ex.: prazos de arrependimento, responsabilidade objetiva). MÉTODO TRIDIMENSIONALISMO Mini‑caso C (família e novas formações) F: novas configurações familiares. V: igualdade/dignidade. N: reconhecimento normativo/jurisprudencial. “Sem valor, o fato não vira norma; sem fato, o valor fica abstrato.” NATURAL x POSITIVO PÚBLICO x PRIVADO O Jardim e a Praça Nelson Saldanha ao tratar dessa nova quebra de paradigmas elucida que “assim se tocam os começos e os fins, as causas e os efeitos, as teses e as antíteses, o sagrado e o profano, as essências e as existências”, à medida que “a liberdade pode ser disciplina, a autoridade pode ser diálogo, o poder pode ser justiça, o público e o privado se complementam”, e arremata que “desse modo, é correto pretender que no jardim exista algo de praça, e que a praça tenha algo de jardim” (2005, p. 154). NAÇÃO x ESTADO uma sociedade natural de homens, a partir da unidade de território, origem, costumes e língua, moldada pela vida e pela consciência social NAÇÃO x ESTADO Nação (sociológica): elementos naturais (território/idioma), históricos (tradições) e psicológicos (vontade de viver juntos). População: dado demográfico (todos os habitantes). Povo (estrito): corpo político (quem exerce direitos políticos). Raça: categoria bioantropológica (não se confunde com Nação). Estado: “Nação politicamente organizada” (síntese operacional) + elementos: povo, território, governo, soberania. “Estrangeiro residente está na população. Integra o povo? Por quê?” TÉ AMANHÃ! Prof. Dr. Wellington Rocha