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Curso: Engenharia de Minas 
Disciplina: Circuitos de Fragmentação, Peneiramento e Classificação 
Aluno: Leonardo Henrique de Sá Rodrigues 
 
Questão 1 
Calcule quantas toneladas/hora (t/h) um moinho de barras é capaz de moer, 
em circuito fechado, com potência corrigida de 2.659 HP (utilizando os fatores 
de correção). A energia de 2,83 kWh/st é necessária para produzir a moagem 
desejada com F = 18.000μm e P = 1.200 μm. 
Para calcular a capacidade de moagem do moinho de barras em toneladas por hora 
(t/h), podemos utilizar a seguinte fórmula: 
Capacidade (t/h)=Energia necessária (kWh/t) / Potência (kW) 
Convertendo a potência de HP para kW 
Sabemos que 1 HP≈0.7457 kW. Portanto, para converter 2.659 HP para kW: 
Potência (kW)=2.659 HP×0.7457 kW/HP≈1.983 kW 
Usando a energia necessária 
A energia necessária para a moagem é dada como 2,83 kWh/st, que também pode 
ser interpretada como 2,83 kWh/t. 
Calculando a capacidade de moagem 
Agora, podemos calcular a capacidade de moagem: 
Capacidade (t/h)= 1.983 kW / 2.83 kWh/t ≈0.700 t/h 
Portanto, o moinho de barras é capaz de moer aproximadamente 0,700 toneladas 
por hora (t/h). 
 
 
Questão 2 
A classificação e peneiramento são importantes operações para o circuito de 
cominuicão. Explique como os equipamentos utilizados nessas operações 
funcionam. 
A classificação é o processo de separar partículas sólidas de acordo com seu 
tamanho, forma ou densidade. Os equipamentos mais comuns utilizados na 
classificação incluem: 
1. Classificadores Hidráulicos: Utilizam a água como meio de transporte. As 
partículas são introduzidas em uma corrente de água, onde partículas mais 
leves e finas tendem a flutuar, enquanto as mais pesadas afundam. 
Exemplos incluem espirais de classificação e hidrociclones. 
2. Classificadores Mecânicos: Utilizam mecanismos mecânicos para 
separar as partículas. Um exemplo é o classificador de rosca, que possui 
uma rosca que transporta partículas mais finas para cima, enquanto as mais 
pesadas são deixadas para trás. 
3. Classificadores de Ar: Utilizam correntes de ar para separar partículas com 
base em sua densidade. As partículas mais leves são levadas pelo ar, 
enquanto as mais pesadas caem. 
O peneiramento é uma técnica que utiliza telas ou malhas para separar partículas 
sólidas com base em seu tamanho. Os principais equipamentos de peneiramento 
incluem: 
1. Peneiras Vibratórias: Equipamentos que utilizam vibrações para agitar as 
partículas sobre a tela. As partículas menores passam através das aberturas 
da tela, enquanto as maiores permanecem na superfície. Esse tipo de 
peneira é amplamente utilizado devido à sua eficiência e capacidade de 
manuseio. 
2. Peneiras Rotativas: Também conhecidas como cilindros rotativos, são 
cilindros inclinados que giram e separam as partículas. As partículas 
menores caem através das aberturas enquanto as maiores são 
transportadas para fora. 
3. Peneiras de Alta Frequência: Utilizam vibrações de alta frequência para 
melhorar a eficiência do peneiramento de partículas finas. Isso ajuda a 
reduzir o bloqueio das malhas e aumenta a capacidade de produção. 
Sendo assim, ambas as operações, classificação e peneiramento, são 
fundamentais para aumentar a eficiência do processo de cominuição, garantindo 
que o material seja tratado de forma adequada e que as partículas tenham um 
tamanho ideal para as etapas subsequentes do processamento. A escolha do 
equipamento depende das características do material a ser tratado, como 
tamanho, forma e densidade, bem como dos requisitos específicos do processo. 
 
Questão 3 
A cominuição deve ser entendida como o fenômeno de quebra das partículas 
em relação ao seu tamanho inicial, interação com outras partículas, 
mecanismos de quebra que ocorre no equipamento e a resistência de cada 
material. Conforme o aprendido, explique um pouco sobre a cominuição e os 
seus circuitos. 
A cominuição é um processo fundamental na mineração e na indústria de 
materiais, que envolve a redução do tamanho das partículas de um material sólido. 
Essa operação é essencial para facilitar a extração de minerais valiosos, melhorar 
a eficiência dos processos subsequentes e otimizar o uso de recursos. O fenômeno 
da cominuição pode ser influenciado por diversos fatores, incluindo a natureza do 
material, a presença de outras partículas e os mecanismos de quebra que ocorrem 
em equipamentos específicos. 
Os principais mecanismos de cominuição incluem: 
1. Cominuição por impacto: Ocorre quando partículas são aceleradas e 
colidem umas com as outras ou com superfícies duras, resultando em 
fragmentação. 
2. Cominuição por atrito: Envolve a interação entre partículas em movimento, 
que se desgastam gradualmente devido ao atrito. 
3. Cominuição por compressão: Neste caso, as partículas são comprimidas 
entre superfícies, levando à quebra. 
Os circuitos de cominuição podem ser classificados em dois tipos 
principais: circuitos abertos e circuitos fechados. 
1. Circuito Aberto: Neste tipo, o material é alimentado em um equipamento 
de cominuição (como um moinho) e o produto gerado é diretamente 
transferido para a próxima etapa do processo, sem recirculação. Esse 
sistema é simples e, geralmente, é utilizado quando o tamanho final das 
partículas não precisa ser tão específico. 
2. Circuito Fechado: Aqui, o material após a cominuição é classificado (por 
exemplo, por meio de um classificador) e as partículas que não atingem o 
tamanho desejado são recirculadas para o moinho. Esse tipo de circuito 
permite um controle mais preciso do tamanho das partículas e é mais 
eficiente em termos de uso de energia e material. 
Sendo assim, a cominuição é crucial não só para a eficiência dos processos 
de extração, mas também para a recuperação de materiais valiosos, uma vez que 
partículas menores aumentam a área de superfície e melhoram a reatividade em 
processos químicos subsequentes, como a flotação e a lixiviação. Em resumo, a 
cominuição é um aspecto essencial dos processos industriais, que envolve 
diversos mecanismos e pode ser otimizada através do uso de circuitos adequados, 
garantindo a eficiência econômica e a sustentabilidade das operações.

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