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Primeiros Passos- Material Teoria e Pratica da Narrativa Juridica (1)

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1) Os Porquês
A) Por que – obrigatoriamente separado – frases interrogativa diretas e indiretas .
Ex. “Por que você não foi? - DIRETA
 Gostaria de saber por que você não foi. – INDIRETA
Quando for substituível por: Por qual; Pelo qual; Pela qual.
 Por quais; Pelos quais; Pelas quais.
Ex: a) Só eu sei as esquinas por que passei. (= pelas quais)
 b) É um drama por que muitos estão passando.(= pelo qual)
 c) Desconheço as razões por que ela veio. (= pelas quais)
٭Obs.: quando houver a palavra MOTIVO antes. Depois ou subentendida considerar: “RAZÃO/ÕES”;” MOTIVO(S) QUE”.
d)٭Quero saber por que motivo você faltou. (= por qual)
e)٭ Quero saber por você faltou? (=motivo razão)
f)٭ Por que você faltou?(= motivo, razão, pergunta direta)
g)٭Desconheço os motivos por que a viagem foi adiada. (=motivo, pelo quais)
h)٭Não sei por que ele não veio. (=por que motivo, por qual motivo)
i)٭Não sei por que motivo ele não veio.(=por qual, motivo)
Por que: é a preposição por seguida de pronome interrogativo que; equivale a por que motivo, pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais.
B) Por quê: antecedendo sinal de pontuação. 
Só no fim da frase.
Ex:
Ele viajou por que? * Eu não sei por quê, mas a verdade é que eles se separaram.
Parou por quê? * Você nem sabe por quê. 
 * A polícia não sabe por quê, quando nem como o crime ocorreu.
 
٭Obs.: Por quê: é o mesmo por que anterior.
C) Porque – usa-se em RESPOSTAS.
Ex: a) Você faltou por quê?
 Faltei, porque... .
٭Porque – (=equivale a POIS, UMA VEZ QUE, JÁ QUE, PORQUANTO, PELO FATO DE, COMO) é um conjunção subordinativa CAUSAL ou EXPLICATIVA (Causa /ou Explicação).
Ex:
Ele viajou, porque foi chamado para assinar o contrato. (explicativa)
Abra a janela, porque o calor está insuportável.(explicativa)
Ele não veio, porque choveu.(causal)
Porque a onça caça à noite é difícil registrar seus hábitos. (causal)
D) Porquê – por ser um substantivo, só pode ser usado quando precedido de artigo definido (o, a, os, as), pronome adjetivo (meu, este, esse, aquele) ou numeral (um, dois, três...).
Ex: 
Não sei o porquê de tanta confusão com os porquês.
Este porquê é um substantivo.
Quantos porquês existem na Língua Portuguesa?
Existem quatro porquês.
O professor quer um porquê para tudo.
Quero saber o porque de sua falta.
Eu sem você não tenho porquê. (um motivo, uma motivação: substantivo).
Será que o uso dos porquês ficou um pouco mais fácil?
É difícil achar respostas para todos os nossos porquês. (pluralizável).
Não entendo o porquê da rejeição. 
٭Porquê: é a mesma conjunção subordinativa causal substantivada. Aparecendo como “substantivo” ou “sinônimo” de motivo, razão, causa ou indagação a palavra “porque” é acentuada. 
2) Mau / Mal
Mau – é um adjetivo e se opõe a BOM.
Mau, o contrário de bom, é adjetivo – portanto sempre acompanha um substantivo – e tem como feminino: MÁ. (plural maus e más)
Ex:
Fiz um mau negócio, num mau momento.
Os homens maus e as mulheres más, às vezes, se dão mal. 
O lobo mau enfrentou um homem bom.
Ele está de mau humor
Ele é mau-caráter. 
Mal – tem por antônimo a palavra bem e pode ser:
Advérbio de modo – neste caso fica invariável e no mais das vezes acompanha um verbo ou um adjetivo.
Ex: 
 a) Quando ele se comporta mal,nada vai bem.
b) Isso pegou mal.
c) Ela joga muito mal.
d) Ele é mal-humorado. *
e) Estamos mal servidos
Mal =hífen com H, L, Vogais; mal-afamado, mal-estar, mal-acabado mal-limpo, má-língua, más-línguas 
Substantivo: com sentido de doença, tristeza, desgraça, tragédia, defeito.
Ex: 
 a)O pequeno mal que o remédio provoca é compensado pelo bem que lhe traz.(tragédia)
b) Ele não imagina o mal que fez.(desgraça)
c) Seu mal não tem cura.(doença)
d) Deve-se evitar o mal.(tristeza)
e) O seu mal é não ouvir os mais velhos.(defeito)
Conjunção temporal: com o sentido de quando, logo que, assim que.
Ex:
 a) Mal chegou de viagem, já deseja partir. (assim que)
 b) Mal cheguei em casa, o telefone tocou (quando).
 c) Mal me viu, começou a falar sobre o fato.(assim que)
 d) Mal saiu de casa, foi assaltado.(logo que)
3) HÁ/ A
A) Há – está relacionado com a indicação de tempo.
Emprega-se Há indicado tempo passado. (equivale a faz)
Ex:
 a) Há dez dias que o aluno não comparece.
 b) Há meses que ele estudou este assunto.
 c) Não nos vemos há sete dias.
 d) Há muito tempo ocorreu aqui uma tragédia.(Faz muito tempo)
 
B) A 
Indicando tempo futuro.
Ex:
a) Daqui a dois dias haverá reunião
 b) Ele chegará daqui a três dias
Ex:
 “Espero que não haja obstáculos à realização das provas daqui A uma semana”. 
Quando for distância.
 Ex:
Estamos a dez quilômetros do estádio.
Indicando ponto de referência.
Ex:
“O gol foi marcado A um minuto do final do jogo”.
4) Demais/ De mais:
Não existe apenas “demais”, numa só palavra. Há também “de mais”, em duas palavras.
A) DEMAIS:
Indica modo e significa muito, demasiadamente:
 Ex:
“Come demais“; “Corre demais”; “Fala demais”.
 
Advérbio de intensidade – sentido de “muito”, significando excessivamente, demasiadamente, em demasia, o termo qualifica um adjetivo ou um verbo.
 Ex: Com adjetivos:
Você é chato demais. adjetivo
Não posso passear com Ivan pela Beira-Mar, pois seu passo é rápido demais. adj
Aos mais afoitos entre os partidários de Lula, que considerariam sua postura conciliadora demais, o drama na Venezuela serve de alerta. adjetivo
Ex:Com verbo:	
Não estudes demais; tua mãe se preocupa demais com isso.
Que cara legal, ele é demais!
Que tem demais nisso?
Demais também pode ser pronome indefinido. Neste último caso, é precedido de artigo no plural e tem o valor de os restantes, sentido de “os outros”.
Ex:
Alguns professores saíram da sala enquanto os demais permaneceram atentos às orientações.
Fale com os demais (companheiros) antes de tomar a decisão.
B) De mais: opõe a de menos.
Ex:
Não vejo nada de mais em seu comportamento. 
 
Advérbio não modifica substantivo, função que cabe ao adjetivo, certo? 
Por isso se diz que, ao acompanhar um substantivo, “demais” deve ser escrito “de mais”, o que configuraria uma locução adjetiva tendo como sinônimos: “demasiado, excessivo, de resto, de sobra, a mais” e como antônimo: “de menos”:
Ex:
Miséria galopante: gente de mais, trabalhos de menos.
Dinheiro de mais estraga.
Como há candidatos de mais e empregos de menos, o processo de seleção é longo.
Vírgulas de mais atrapalham.
“Não use vírgulas demais” – trata-se de um advérbio que está se referindo ao verbo usar: “não use demasiadamente as vírgulas”, frase que também se diria deste modo: ”não use demasiado as vírgulas”.
Há frases assim, em que “demais” aparece ao lado de um substantivo, mas na realidade está se reportando ao verbo – explícito ou implícito - anterior ao substantivo. O advérbio não precisa estar necessariamente ao lado da palavra que ele modifica.
Ex: a) “como o Fluminense estava gastando dinheiro demais, tinha de acabar nisso”.
DE MAIS locução adjetiva, dá ideia de quantidade, equivale a “a mais” e é empregado geralmente depois de substantivos ou nas correlações com “de menos”.
 Ex: 
“Há dinheiro de mais na carteira”;
“Não vi nada de mais naquela moça”;
“Dizem que há ônibus de menos para passageiros de mais”
5) AFIM /A FIM
A) AFIM – (ser parente/ ter afinidades) 
Numa única palavra, correspondea semelhante ou parente por afinidade: almas afins, vocabulários afins. Quem tem afinidades são pessoas AFINS.
Ex: 
Não tinha laços afins com a sogra.
As duas têm pensamentos afins. 
Paulo é afim daquela garota de blusa vermelha.
B) A FIM DE - equivalente a para, propenso a, com o propósito de.
Ex: 
Chegou cedo a fim de terminar o serviço.
Estuda a fim de vencer a barreira do vestibular.
Veio a fim de trabalhar.
* Obs.: ESTAR A FIM DE - no sentido de estar com vontade de, só deve figurar em textos coloquiais ou declarações.
Ex: Está a fim de sair hoje.
 
6) PORVENTURA – equivale a por acaso e indica dúvida. (Se escreve sempre junto)
7) TAMPOUCO / TÃO POUCO
Tampouco (=NEM, MUITO MENOS, TAMBÉM NÃO) - é advérbio de negação.
É incorreto usar-se a conjunção nem antes de tampouco.
 Nem tem o mesmo significado de "e não". Desse modo, a expressão nem tampouco torna-se pleonástica (redundância), equivalendo a "e não, também não", repetindo-se a ideia de negação duas vezes com palavras diferentes.
Ex: 
“Não trabalha tampouco estuda”.
"As alterações tomográficas tampouco permitiram distinguir os dependentes...”.
Não houve complicação importante e tampouco mortalidade nesta casuística estudada. 
"Esse procedimento não alterou o crescimento longitudinal do osso e tampouco modificou a estrutura morfológica da placa de crescimento". 
B) Tão pouco - cujo sentido é o de pequena quantidade, diminuto, escasso, muito pouco.
Ex:
Os autores fazem uma revisão da literatura e discutem a respeito desta doença que é tão pouco conhecida e estudada.
O presente trabalho propõe um novo enfoque sobre a origem feminina da Enfermagem, a partir da ótica arquetípica, e de suas características tão pouco mutáveis no decorrer da história.
Emprego incorreto de tão pouco em lugar de tampouco.
Os resultados positivos obtidos...não afastam a complexidade do tema da cooperação e tão pouco condenam ao fracasso as iniciativas autônomas.
Emprego incorreto usando a expressão nem tampouco.
O fator infecção não modifica a intensidade do processo histopatológico e nem tampouco agrava o quadro...
8) (A) CERCA DE/ HÁ CERCA DE/ ACERCA DE
(A) cerca de - (A preposição+ cerca de locução adverbial) perto de, aproximadamente. “A” preposição serve para marcar a distancia no espaço e tempo futuro
Ex: 
Vimos o carro tombar a (cerca de) 30 metros de onde estávamos.
Naquele momento, estávamos (a cerca de) dois meses das eleições presidenciais.
Essa loja fica a cerca de cem metros daqui. 
Estamos a cerca de dez quilômetros do estádio.
Discursei para cerca de 200 pessoas.
A estrada tem cerca de 15 km de extensão
O atirador está a cerca de 30 metros do alvo. 
B) Há cerca de – ( Há verbo+ locução adverbial cerca de) Há, do verbo haver, é utilizado para indicar existência de algo, quantidade aproximada existente ou tempo decorrido. Pode ser substituído por existe(m) ou faz (indicando tempo decorrido) existem perto de, faz aproximadamente. 
Ex: 
Há cerca de dois anos que não o vejo.
Chegamos a Brasília há cerca de 25 anos
Renata partiu há cerca de 15 minutos.
Segundo Conegunda há cerca de 30 alunos na sala.
C) Acerca de – (Locução prepositiva) significa a respeito de, sobre, relativamente a, quanto a. Não tem qualquer relação de sentido com as outras duas expressões. 
Ex: 
Falávamos acerca de assuntos interessantes. (a respeito de)
Ele vai dar uma conferência acerca de problemas ortográficos. (sobre)
Capitu é capaz de discutir acerca de qualquer assunto.
Trata-se de tópicos acerca de Direito Penal.
9) ABAIXO/ A BAIXO / EMBAIXO
A) (A) (De) (Em) Baixo – (da expressão de ALTO A BAIXO (ATÉ EMBAIXO)) - só é utilizado se a palavra baixo for adjetivo. Grafa-se “de, a, em baixo”, separado, nos seguintes casos: 
quando “baixo” é adjetivo ou faz parte de uma locução adjetiva: 
 “Disse várias palavras de baixo calão”.
 “Estava sem a roupa de baixo”.
 “Essa é uma arte em baixo relevo”.
b) em correlações com “cima” ou “alto”:
“Olhou a moça de baixo a cima”.
 “Observou o quadro de baixo a alto”.
“A cortina rasgou-se de baixo a cima”;
c) ou quando pode ser substituído por “de cima”:
“Saiu de baixo (de cima) da árvore”;
 ou completa a noção de varredura ou complementações que começa com de cima:
 “Olhou-a de cima a baixo”.
“O professor olhou o aluno de alto a baixo”.
“O empregado leu atentamente, de cima a baixo, todo o contrato laboral”.
A baixo emprega-se em locuções adverbiais como de alto a baixo e de cima a baixo.
 “Olhou-a de alto a baixo” –( = até embaixo)
B) Abaixo (debaixo) – (= SOB. dependente, altura inferior) pode ser: 
a) a primeira pessoa do presente do indicativo do verbo abaixar:
 Ex: “Eu abaixo os olhos”;
b) advérbio com significação de na parte inferior, inferiormente/ Locução prepositiva: SOB.
 Ex: “Estou logo abaixo do patrão”;
 “Sua classificação foi abaixo da minha”;
 “O menino está debaixo da mesa”;
 “Veja o exemplo abaixo”;
 “Sport joga com o regulamento debaixo do braço”;
 “Vivem debaixo do mesmo teto”;
 “Coloque o livro abaixo da luz”.
c) uma interjeição (exclamação de protesto ou de reprovação):
 Ex: “Abaixo as armas!”
Perceba que em “de baixo” está presente, normalmente, a ideia de “lugar de onde” (Saiu de baixo da mesa = saiu de onde) enquanto em “debaixo” a ideia é de “lugar onde” (O menino está debaixo da mesa = o menino está onde). Observe também que “debaixo”, na maioria das vezes, é seguido da preposição “de” (“O menino está debaixo da mesa”; “Vivem debaixo do mesmo teto”; “Timbu com o regulamento debaixo do braço”) e que o mesmo não ocorre com “de baixo” (“Disse várias palavras de baixo calão”; “Olhou a moça de baixo a cima”; “Sai de baixo, que lá vem pedra!”).
C) EMBAIXO – (igual a sob; localização inferior) – utilizamos embaixo e em cima, porque com essas formas, eles funcionam como advérbio. 
 Ex:
 “A chave está embaixo do tapete”.
 “Em cima do armário tem um presente para você”.
Obs 1: A palavra Encima não existe.
Obs 2: A expressão em baixo existe, mas se assim aparecer, é uma preposição e um adjetivo autônomo (nem é locução adverbial). Se alguém quer usar um advérbio de lugar, sempre assinará embaixo. Se assinar em baixo (BAIXO é adjetivo), vai ter que arranjar um substantivo para juntar-se a ele (não sei qual poderia ser: assinar em baixo teor de tinta? feio, desarmônico.). Ou colocar uma reticência, para endoidar o leitor. (O coitado ficaria sem saber o que inventar para suprir a lacuna). Eu ouço a música em BAIXO som, EMBAIXO da árvore, e a uma temperatura ABAIXO de zero.
10) OBRIGADO / OBRIGADA
É um ADJETIVO e significa que alguém se sente agradecido por alguma coisa - significa sentir-se obrigado a retribuir um favor a alguém por algo.
Por ser adjetivo, deve concordar com o elemento ao qual se refere em gênero e número, sendo masculino ou feminino, singular ou plural, dependendo da pessoa que se sentir obrigada a retribuir um favor: 
 a) O homem, ao agradecer, deve usar obrigado;
 A mulher, ao agradecer, deve usar obrigada.
 
 b) O homem, em nome de outras pessoas, incluindo ou não a si mesmo, deve 
 agradecer como: obrigados.
 A mulher, em nome de outras pessoas ou de outros homens, incluindo ou não a si mesma deve agradecer como: obrigados.
 
 c) A mulher, em nome de outras, incluindo ou não a si mesma deve agradecer como: obrigadas.
11) ONDE/ AONDE
Onde significa "em que lugar".
Aonde significa "a que lugar".
 Donde significa "de que lugar".A) Onde - pertence a um tipo especial de advérbios conhecidos como advérbios interrogativos (onde, quando, como, por que). Estes advérbios são usados em frases interrogativas (diretas ou indiretas). Denotam, respectivamente, lugar, tempo, modo e causa. 
Onde é um pronome relativo invariável, que pode ser empregado sem antecedente.
 Ex: “Onde mora a Adriana?”
 “Desculpe, pode dizer-me onde fica a biblioteca?”
 “Maria, sabes onde está o livro que estava a ler ontem à noite?”
Onde – indica o lugar em que se está ou em que se passa algum fato. Geralmente, refere-se a verbos que exprimem estados ou permanência (ser, viver, estar, ficar, permanecer, encontrar-se, achar-se, etc.). Em termos práticos, (onde) pode ser substituído por: em que lugar, no qual, em que:
Onde você mora? (o mesmo que: Em que lugar você mora?)
Onde você vai ficar? (= Em que lugar você vai ficar?)
Onde você está? (= Em que lugar você está)
Não sei onde começar a procurar. (em que lugar)
Esta é a piscina onde fui campeão. (na qual, em que)
Onde NÃO deve ser usado em situações em que a idéia de lugar, mesmo que metaforicamente, não esteja presente:
Tive um sonho onde tu aparecias e me abraçavas.
 Naquele tempo, onde os bichos falavam…
Nos exemplos acima a ideia de lugar não está presente, por que os substantivos sonho e tempo não são lugares. O certo seria usarmos em lugar do advérbio onde, respectivamente, em que e quando. 
Onde, antecedido de: “A” e “De”, produz as formas: Aonde e Donde.
Aonde – destino sem demora.
Ex: – Aonde vai tão apressada, tia Rosa? 
 – Vou ao mercado (à sala; à praia; ao cinema, etc. – regressa nesse mesmo dia) 
Donde – proveniência.
Ex: - Donde vens tão satisfeito Vander?
 -Do encontro com a Mariana!… (do concerto, da festa, do futebol, etc.)
 
Para onde – destino com demora.
Ex : Para onde vão com esses mochilas? 
 Acampar, de férias, de fim-de-semana, etc.)
Por onde – passagem através de.
Ex: Por onde passaste? (vieste?)
Sítio - que foram passagem até um destino (rua, cidade, caminho, país, etc.)
 
- Querem saber?…
- Onde estou?
- No escritório.
- Aonde vou a seguir?
- À praia.
- Donde vim antes de me sentar a escrever?
- Da sala.
- Para onde vou passar férias?
- Depois conto!
- Por onde vim para aqui?
- Pelo corredor.
B) Aonde é a combinação da preposição [a] + [onde]. A preposição [a] adicionada ao [onde] é que dá ao advérbio interrogativo a ideia de movimento (= lugar a que).
Na escrita da Língua Portuguesa Clássica, não se distinguia entre onde e aonde: “Nize? Nize? Onde estás? Aonde? Aonde?” (Cláudio Manoel da Costa)
Na linguagem coloquial, também, pouca distinção se faz de onde e aonde. Portanto, não é raro, nem estranho, trocar-se onde por aonde. A diferença de pronúncia é mínima, por isso quase não se nota essa troca.
É, pois, a linguagem culta moderna que insiste em distingui-los. Se você deseja satisfazer, em sua escrita os padrões da língua culta, procure observar essa distinção.
Aonde – indica a ideia de movimento.  Por isso, normalmente, é empregado com verbos de movimento. Os principais verbos de movimento são: ir, vir, voltar, regressar, retornar, sair, subir, levar, etc. Em termos práticos, (aonde) pode ser substituído por: a que lugar, para que lugar:
Aonde ele foi? (o mesmo que: A que lugar ele foi?)
 Aonde você vai? (= Para que lugar você vai?)
 Não sei aonde ir? (= Não sei para que lugar ir) .
C) Donde – é a junção da preposição [de] + [onde]. Usado apenas quando se vem de algum lugar. De modo que pode ser substituído por de que lugar:
“Donde vocês vieram?” (o mesmo que: De que lugar vocês vieram?)
“Donde parti?” (= De que lugar parti?)
“Donde é que ele veio?” (= De que lugar ele veio?)
“Donde vens, aonde vais?” (Castro Alves)
Obs.:Cabe ressaltar, que seguindo a linha dos clássicos, muitos autores modernos não fazem distinção entre as duas formas. Por outro lado, segundo muitos autores e estudiosos, não é correto confundir aonde - que significa: a que lugar; para que lugar ou ao qual - com onde - que significa em que lugar; no qual lugar.
11) Quando Usar Para e Por
A) Para - a preposição “para” indica:
a) Direção:  Vamos para o Rio de Janeiro.
b) Finalidade:  Ele trabalha para viver.
B) Por - A preposição “por” indica
a) Causa, motivo:  Casar por amor.
b) Meio:  Recebo por correio.
c) Lugar através do qual se passa: Passar por aqui.
12) ISAR / IZAR
A) Isar - escrevem-se com “S” (ISAR) os verbos derivados de palavras que já possuem o “S”
Ex: Pesquisa (substantivo) = PesquISAR 
 Paralisia ( ,, ) = ParalISAR
 Bis ( ,, ) = BISAR
B) Izar - escrevem-se com “Z” (IZAR) os verbos derivados de palavras que não possuem a letra “S” 
 
Ex: Real = RealIZAR
 Legal = LegalIZAR
 Suave = SuavIZAR
Obs.: única exceção é a CATEQUESE = catequIZAR
13) SINHO(SITO) /ZINHO(ZITO)
A) Sinho – os diminutivos derivados de palavras que já possuem a letra “S”.
Ex: casa = caSINHA
 lápis = lapiSINHO / lapiSITO 
 mesa = meSINHA
B) Zinho – os diminutivos derivados de palavras que não possuem a letra “S”
Ex: Balão = balãoZINHO
 Pai = paiZINHO
Obs.: Plural de diminutivos ZINHO (ZITO):
Ex: coração = corações = coraçõe(s)+ Zinho+(s) = coraçõezinhos 
 papel = papéis = papéi(s) + Zinho+(s) = papeizinhos 
 café = cafés = café(s) + Zinho+(s) = cafezinhos
 bar = bares = bare(s) + Zinho+(s) = barezinhos
14) EU / MIM 
A gramática exige que só se usem os pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas) quando funcionarem como sujeito de um verbo no infinitivo (nome do verbo, flexionado ou não).
Ex:“Era para eu sair mais cedo hoje” Obs. O sujeito de sair é o pronome eu.
Atenção! Quando regidos por preposição os pronomes ele, ela, nós, vós, eles, elas, são, também, pronomes oblíquos, e por esta razão é possível dizer-se:
Ex:“Envie esta carta para ele.”, “Chegaram coisas para nós.”
Os pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas), que só se usam com preposição, funcionam como complemento e não como sujeito do verbo.
Ex:“Foi fácil, para mim, conseguir o emprego”
Obs.: Conseguir o emprego é o sujeito do verbo ser (Foi) e o pronome mim é simplesmente complemento. Observe a inversão:
 
 “Conseguir o emprego foi fácil para mim.”
 “Para mim, foi fácil conseguir o emprego”
Então o segredo está em analisar sintaticamente a oração. Caso o pronome funcione como sujeito, usa-se EU ou TU, e em caso contrário, regidos por preposição, usa-se MIM ou TI no papel de complemento.
Ex: “Entre mim e ti tudo acabou.”
 “Não há mais nada entre mim e ela.”
 “Tudo está acabado para mim.“
 “Deixaram tudo para mim.”
 “Estas frutas são para ti.”
Difícil, não é?
Para facilitar as coisas pode-se generalizar e dizer que, todas as vezes em que nas frases ocorrerem verbos no infinitivo (a primeira pessoa do singular é igual ao nome do verbo), usa-se EU ou TU antes desse verbo (geralmente os verbos que denotem uma ação, como Fazer, Conferir, Ler, Contar, Gastar…e até Dormir).
Ex:
 “Este livro é para eu ler!”
 “Manda-me o dinheiro para eu conferir!“
 “Comprei o jornal para tu leres!“
 “Cante para eu dormir!“
 Observe que é impossível fazer-se a inversão das frases:
 “Para eu ler este livro é.”
“Para eu dormir cante.”
“Para eu conferir o dinheiro manda-me.”
Excetuam-se deste caso os verbos de ligação (Ser, Estar, Parecer, Ficar, Permanecer, Continuar), e os demais verbos, como Aceitar, Entender, Custar, Bastar, Restar… Faltar, antes dos quais, quando ocorrem na frase, usa-se MIM ou TI.
 
Ex:“Foi difícil, para mim, aceitar a situação.”
“Basta, para mim, estar ao teu lado”
“Custou, para mim, entender a matéria”
“É difícil, para ti, fazer amizade”
Neste caso não há dificuldade em fazer a inversão:
“Aceitar a situação foi difícil para mim” / “Estar ao teu lado basta para mim”
É comum surgir equívocos no uso dos pronomes pessoais, principalmente os do caso oblíquo. Contudo, uma dica importante fará com que não haja mais dúvidas a respeito desse assunto: 
De acordo com a norma culta, após as preposições emprega-se a forma oblíqua dos pronomes pessoais. Observe: 
Ex:
a) Isso fica entre eu e ela. (Errado) 
b) Isso fica entre mim e ela. (Certo) ou Isso fica entre mim e ti. 
Os pronomes do caso oblíquo exercem função de complemento, enquanto os pronomes pessoais do caso reto, de sujeito. Observe: 
Ex:
a) Ela olhou para mim com olhos amorosos (olhou para quem? Complemento: mim.). 
b) Por favor, traga minha roupa para eu passar (quem irá praticar a ação de passar? Sujeito: eu.). 
Vejamos a pergunta que dá título ao texto: Entre eu e você ou entre mim e você? Depois da explicação acima, constatamos que existe uma preposição: entre. Então, o correto é “Entre mim e você”, pois após a preposição usa-se pronome pessoal do caso oblíquo. 
Da mesma forma será com as demais preposições: para mim e você, para mim e ti, sobre mim e ele, entre mim e ela, contra mim, por mim, etc. Observe: 
Ex:
a) Ele trouxe bolo para mim e para ti. 
b) Ninguém está contra mim. 
c) Você pode fazer isso por mim? 
d) Sobre mim e você há uma nuvem de muitas bênçãos. 
Observe: 
Preciso dos ingredientes para mim fazer o bolo. (Errado) 
Existe a preposição “para”, no entanto, o pronome “mim” está exercendo o papel de sujeito da segunda oração: para mim fazer o bolo. Logo, o emprego do pronome oblíquo está equivocado. O certo seria: Preciso dos ingredientes para eu fazer o bolo. (Certo)
 EU / MIM = somente o sujeito pratica a ação.
A) Para 
a) finais de frase = MIM
b) antes do verbo sem pausa = EU
c) antes do verbo com pausa = MIM
B) Entre 
a) Duas pessoas = MIM
b) Duas ações = EU 
C) Sem
 a) geralmente finais de frases = MIM 
D) Até 
 a) para = MIM
 b) inclusive = EU
Ex: 
Para___________, comer este doce fará mal. (C/PAUSA) MIM
Deram um doce para ______comer. (S/PAUSA) EU
“Foi fácil, para__________, conseguir o emprego”. (C/PAUSA) MIM
“Deram um doce para_____________.(FINAL DE FRASE) MIM
“Conseguir o emprego foi fácil para__________.”(FINAL DE FRASE) MIM
“Tudo acabado entre você (ti) e _______________.”(DUAS PESSOAS) MIM
“Não há mais nada entre___________ e ela.” (DUAS PESSOAS) MIM
“Entre______pedir e você(ti) atender há uma grande distância”.(DUAS AÇÕES) EU
“Vieram até________pedir ajuda”.( PARA) MIM
“Todos passarão, até _______.” (INCLUSIVE) EU
“Semana que vem, provavelmente vocês estarão sem_________”.
15) Verbo Trazer – Infinitivo
O particípio do verbo “trazer” é muito confundido pela maioria das pessoas no ato da comunicação. O uso de expressões como “Eu tinha trago dinheiro suficiente” é bastante comum. Contudo, ou o indivíduo opta por uma forma, a qual pode não ser a correta ou fica na dúvida: trago ou trazido?
O correto é dizer “trazido”, pois essa é a única forma do particípio do verbo trazer. Na língua padrão a forma “trago” não é aceita. 
Emprego errado: Que bom que você havia trago suas tintas. Nosso cartaz ficou lindo!
Emprego correto: Que bom que você havia trazido suas tintas. Nosso cartaz ficou lindo!
“Trago” é o presente do indicativo do verbo “trazer”: Eu trago um copo para você.
Ou é o presente do indicativo do verbo “tragar”: Eu trago a fumaça dessa cidade!
Outro verbo que merece atenção quanto ao particípio é “chegar”. Há uma frase específica mais comum: “Ele tinha chego atrasado.”
Este verbo também possui uma única forma de particípio: chegado. 
a) Ele havia chegado antes da hora prevista.
b) Ele tinha chegado para jantar com a esposa.
Alguns verbos possuem formas irregulares de particípios e, portanto, admitem duas formas: isentar (isentado ou isento), aceitar (aceitado ou aceito); expulsar (expulsado ou expulso), salvar (salvado ou salvo), suspender (suspendido ou suspenso), eleger (elegido ou eleito), dentre outros.
O verbo trazer, assim como o verbo chegar não é abundante, ou seja, não apresenta mais de uma forma de particípio, como os verbos: salvar (salvado/salvo), aceitar (aceitado, aceito); entregar (entregado/entregue), dentre outros.
O verbo “trazer” e “chegar” apresentam somente as formas regulares do particípio: trazido e chegado. É comum a associação destes verbos com outros que admitem duas formas de particípio, o que faz com que o falante acredite estar correto quando diz “Esse sapato foi trago para mim”. Mais ainda: uma das formas do particípio é idêntica ao presente do indicativo e deve ser mais um motivo pelo qual há tanta confusão. 
Exemplos:
Trago na festa quem quiser vir. (presente do indicativo)
Ele tinha trago à festa quem pôde vir. (erro no emprego do particípio do verbo “trazer”)
Outra suposta explicação para o uso de “trago” ao invés de “trazido” pode ser no uso da primeira pessoa do singular na oração com particípio. O cérebro associa a pessoa do discurso ao verbo de forma instantânea: 
Exemplos: 
a) Eu tinha trago minhas roupas para arrumar. (Errado)
b) Eu tinha trazido minhas roupas para arrumar. (Certo)
Da mesma forma acontece com algumas construções com o verbo “chegar”, contudo, menos usuais.
Exemplos:
Eu tinha chego atrasada. (Errado)
Eu tinha chegado atrasada. (Certo)
Logo, não diga “Eu tinha trago”, diga “ Eu tinha trazido”!
16) Abreviações 
Como devemos escrever as horas? A maneira correta de escrever as horas é assim: 18h52. Só se coloca 
min (e sem ponto) quando tiver segundos: 15h42min10. Observaram que não precisou do  "s"   também,
 não é? A escrita de metro deve ser "m" somente, nada de 10 mts. 
Algumas abreviaturas: 
h = hora(s), kg = quilograma, m = metro(s). 
O ponto só deve ser colocado se a frase tiver acabado.
17) CRASE – é a fusão de dois ou mais sons iguais em um só. Se indica com ( `) e que resulta da fusão de dois aa, escritos à(s) . Quando falamos de crase queremos significar:
Fusão da PREPOSIÇÂO “a” com o artigo “a”.
Ex: a) Dei a rosa a + a menina. = Dei à rosa à menina.
Voltaram cedo a + a cidade = Voltaram cedo à cidade.
Fusão da PREPOSIÇÃO “a” com o “a” inicial dos pronomes demonstrativos: (a, as, equivalentes=) aquele, aquela, aquilo, aqueloutro, aqueles, aquelas, aqueloutras. 
Ex: a) O prêmio coube a + aquele jovem. = O prêmio coube àquele jovem.
 b) Nunca te dirigiste a + aquela adega. = Nunca te dirigiste àquela adega.
 c) Ninguém se referia a + aquilo. = Ninguém se referia àquilo.
 d) Não visamos a este, mas a + aqueloutro efeito = Não visamos a este, mas àqueloutro efeito. 
 e) Cordúncio dirigiu-se a + a da direita. = Cordúncio dirigiu-se à da direita.
 Fusão da PREPOSIÇÃO “a” com o “a” inicial dos pronomes relativos: a qual, as quais.
Ex: a) Está é a emenda a + a qual se apresentou um parágrafo.= Está é a emenda à qual se apresentou um parágrafo.
 b) Trata-se das pessoas a + as quais devemos nossas vidas. = Trata-se das pessoas às quais devemos nossas vidas. 
A) Há crase toda vez que, ao substituir-se nome (SUBSTANTIVO) feminino por masculino, ocorrer, antes do masculino a contração: AO.
Ex: a) Fui a fonte = Fui ao mercado. Logo, Fui à fonte.
Ninguém fugiu as provas = Ninguém fugiu aos encontros. Logo, Ninguém fugiu às provas.
Não se entregue a melancolia = Não se entregue ao desespero. Logo, Não se entregue à melancolia.
B) Há crase junto a nome próprio geográfico (nomes de lugar = topônimos) quando diante dele for possívelusar-se ao mesmo tempo a preposição “para” e o artigo “a”. Se o uso simultâneo de ambos na ofor possível na ocorre crase. 
Ex: a) João foi a Bahia. = João foi para a Bahia. Logo, João foi à Bahia.
João visitou a Bahia = João visitou para a Bahia. Logo, João visitou a Bahia.
Nosso regresso a Argentina estava previsto. = Nosso regresso para a Argentina estava previsto. Logo, Nosso regresso à Argentina estava previsto.
Já foste a Florianópolis? = Já foste para a Florianópolis? Logo, Já fostes a Florianópolis ?
Já foste a Florianópolis dos barriga-verde? = Já foste para a Florianópolis dos barriga-verde? Logo, Já foste à Florianópolis dos barriga-verde? (MODIFICADA)
Certos nomes geográficos admitem artigo quando modificados. Portanto, só quando modificados podem comportar crase. É ocaso do último exemplo dado acima.
 
Com nomes próprios geográficos EUROPA, ASIA, ÁFRICA, INGLATERRA, FRANÇA, HOLANDA, ESPANHA (e apenas com eles), é facultativo o emprego do artigo. Portanto, junto a eles a crase é facultativa, quando possível dizer-se “para a” ou simplesmente “para”. 
A crase é facultativa:
Ex: Ainda não tornaram a Europa. = Ainda não tornaram para a Europa ou Ainda não tornaram para Europa. 
Não pode haver crase:
Ex: Ainda não conhecemos a Europa = Ainda não conhecemos para a Europa. 
 Verbo IR
Substituir o verbo "ir" pelo verbo "voltar". Se aparecer a expressão “voltar da”, é porque ocorre a crase.
Ex: a) Iremos a Curitiba. = Voltaremos de Curitiba.
Iremos à Bahia = Voltaremos da Bahia. 
Fui à Bahia = Vim da Bahia.
C) Nas indicações de tempo, quando não for possível a substituição aconselhada em “A”( substituir o nome (substantivo) feminino por um masculino. Deve-se tentar a troca do “a” ou do “as” por “na”, “nas”, “pela”, “pelas”: desde que uma destas contrações seja possível, a crase ocorre.
Ex: 
Chegarão as doze horas para o almoço. = Chegarão pelas doze horas para o almoço. Logo, Chegarão às doze horas para o almoço.
A meia-noite me acorde. = Pela meia-noite acorde. Logo, À meia-noite me acorde. 
As terças-feiras vai ao cinema. = Nas terças-feiras vai ao cinema. Logo, Às terças-feiras vai ao cinema.
D) Crase: Casos especiais: As palavras CASA, TERRA, DISTÂNCIA, OS NOMES PRÓPRIOS FEMININOS e a palavra ATÉ constituem casos especiais para emprego da crase. Mas também com elas, só ocorre crase quando feita a substituição pelo masculino aparecer “AO”.
Facultativa diante de pronome possessivo singular quando, feita a troca por masculino, ocorrer “AO”.
Ex: 
Nada conte a (à)minha mãe. = Nada conte ao meu pai. Logo, FACULTATIVO.
Não vimos as tuas obras. = Não vimos os teus trabalhos. Logo, NÃO há CRASE.
Facultativa depois de ATÉ, quando, feita a troca por masculino, ocorrer ao.
Ex:
O ancião foi até a (à) porta. O ancião foi até ao (ou o) portão. Logo, FACULTATIVA.
Até a colina ficou debaixo d’água.= Até o morro ficou debaixo d’água. NÃO há CRASE.
Facultativa diante nome próprio (gentílico) feminino, quando não sabe se o nome é de pessoa íntima, desde que seja possível, ao trocar-se por masculino, obter-se AO.
Obs.:Se nome é de pessoa íntima ou está modificado, a crase é de rigor desde que, aplicada a 1ª regra, obtenha-se “AO”.
Ex: 
a) Deu o recado a Laura. = Deu o recado ao (ou a) Pedro. Logo, FACULTATIVA; desde que não se saiba tratar-se ou não de pessoa íntima.
b) Seguidamente visitamos a Laura.= Seguidamente visitamos o João. Logo, NÃO há CRASE, uma vez que não ocorreu “ao”.
TERRA – a palavra “terra” não admite crase quando se opõe a “BORDO” , “ÁGUA”. Quando não se opõe a “bordo”, “água”, aplica-se a regra “A”. Ocorrendo “AO”, há crase. Caso contrário NÃO.
Ex:
a) À noite todos os marinheiros irão a terra. Logo, NÃO se aplica a regra “A”, “TERRA” opõe-se a “BORDO”.
b)As ondas vêm a terra quebrar-se. Logo, NÃO se aplica a regra “A”, “TERRA” opõe-se a “ÁGUA”.
Todos, enfim mortos, seremos entregues a terra. Logo, como TERRA , neste exemplo, não se opõe a “BORDO”, “ÀGUA”, aplica-se a regra “A”, obtém-se “AO”. =
Todos, enfim mortos, seremos entregues ao cemitério.=Todos, enfim mortos, seremos entregues à terra.
Nem conhece a terra que adquiriu junto a Transamazônica. NÃO há crase, embora “terra” não se oponha a “bordo”, “água”, porque não ocorre “AO” pela aplicação da regra.
Obs.: Diante da palavra TERRA só se usa crase quando significar: SOLO, PLANETA QUE HABITAMOS, LUGAR DE NASCIMENTO ou ONDE SE VIVE.
Ex:
O agricultor dedica-se à terra.
Quando os astronautas voltarão à Terra?
Viajou em visita à terra dos antepassados.
CASA - A palavra “CASA” só comporta crase quando estiver MODIFICADA e admitir “AO” ( se “CASA” não estiver modificada, não se deve aplicar a regra “A”, uma vez que será impossível.
Ex:
Procure voltar cedo a casa! = “casa” não está modificada.
Seu regresso a casa materna encheu a todos de alegria. = “casa” está modificada, aplica-se a regra = ao lar paterno. Logo, Seu regresso à casa materna encheu a todos...
Prestou à Casa as devidas homenagens. “casa”= sinônimo de Câmara dos Deputados, dos Vereadores. 
O bom filho sempre visita a casa paterna. “casa” modificada aplica-se a regra = o lar paterno. Logo, não se obtém “AO”. NÃO há CRASE.
O bom filho volta à casa dos pais todos os dias. O bom filho volta a casa todos os dias.
DISTÂNCIA - somente ocorre crase antes da palavra “distância” quando tivermos a expressão “distancia de”.
Ex:
Viu-se uma baleia a distância. Sem crase, pois não é “distância de”.
É difícil acerta o alvo a grande distancia. Sem crase, pois não é “distância de”.
A vila ficava à distancia de dez quilômetros. COM CRASE, temos “distancia de”.
Viu-se um barco à distância de cem metros. COM CRASE, temos “distancia de”
À MANEIRA DE – Há crase sempre que diante de um nome qualquer (inclusive masculino) possamos subentender a expressão “maneira de”, “a moda de”
Ex:
Ele se veste à “hippie”. “ a moda hippie”
Tens um belo estilo à Vieira. = “a moda de Vieira”
Tinha estilo tão rebuscado, que todos diziam que escrevia à Rui Barbosa.= “a maneira de” 
PRONOME DEMOSTRATIVOS – (a, as =) AQUELE. AQUELA, AQUILO, AQUELOUTRA, AQUELOUTRO. Substituí-los por: ESTE, ESTA, ISTO. Sempre que dissermos “a este”, “a esta”, “a isto”, há CRASE. Não ocorrendo “a” diante de “este”, “esta” e “isto” NÃO há CRASE. 
Ex: 
a) Nada fiz àquele senhor. = Nada fiz a este senhor.
b) Abracei aquele senhor. = Abracei este senhor.
Fizeram reverências àquela pessoa. = Fizeram reverência a esta pessoa.
Cumprimentaram aquela pessoa. = Cumprimentaram esta pessoa.
Ninguém fez alusão àquilo. = Ninguém fez alusão a isto.
Não pretendia aquilo. = Não pretendia isto. 
Obs.:Diante de pronome demonstrativo feminino “a”, “as”, equivalente a “aquela”, “aquelas”. 
 Ex: Esta emenda é semelhante à que foi apresentada ontem.
Obs.: Diante de pronome possessivo em referencia a substantivo oculto: 
 Ex.: Dirigiu-se àquela casa e não à sua. 
PRONOME RELATIVOS - QUAL E QUAIS - quando o “A” ou “AS” puderem ser substituídos por AO ou AOS. 
Eis a moça à qual você se referiu (= Eis o rapaz ao qual você se referiu).
Fez alusão às pesquisas às quais nos dedicamos (= Fez alusão aos trabalhos aos quais...).
 * Obs.: A CRASE E OS PRONOMES RELATIVOS
1) A crase não deve ser empregada junto aos pronomes relativos QUE, QUEM e CUJO(A).
Nas orações em que aparece um termo regido pela preposição "a" acompanhado dos pronomes relativos acima apontados, não se verifica a contração da preposição e o artigo, portanto o acento grave indicativo da crase não é admitido.
Ex: 
a) Havia qualquer problema com a tomada à que ligaram o aparelho. (Inadequado) 
b) Havia qualquer problema com a tomada a que ligaram o aparelho. (Adequado)
c) Era geniosa a funcionária à quem se reportava. (Inadequado) 
d)Era geniosa afuncionária a quem se reportava. (Adequado)
e) A mulher, à cuja filiação se unira, esgotava-se em lágrimas. (Inadequado) 
f) A mulher, a cuja filiação se unira, esgotava-se em lágrimas. (Adequado)
“a” é simples preposição
2) Existem autores dizem que quando o pronome relativo "QUE" representar palavra feminina definida e a oração subordinada adjetiva exigir em sua regência a preposição "A", haverá crase. 
Ex: 
a) A beleza à que me referi lembra quadros simbolistas. 
O emprego do acento indicativo da crase em: “A beleza à que me referi lembra quadros simbolistas". Está correto. Neste caso temos: A beleza a (preposição exigida pelo verbo referi) + a (= aquela pronome demonstrativo) que me referi... 
E) NÃO SE USA CRASE:
Pronome Indefinido – Toda, Alguma, Nenhuma, Alguém, *Uma, etc.
Ex: 
A toda ação corresponde idêntica reação.
Mas nada fiz a ninguém.
Foi submetido a (=uma) cirurgia delicada. 
O funcionário entregou o documento a *uma pessoa não autorizada.
“A” Antes de Plural 
Ex: 
Não dês conselhos a pessoas indiferentes.
Só falo convite a amigos
Antes de Verbo (verbo é palavra masculina)
Ex: 
Em seguida entraram a discutir.
A julgar pelas aparências. 
Pronome de Tratamento/Pessoal – não ocorre crase antes de pronome de tratamento: Sua, Vossa Senhoria, Excelência, Majestade, Alteza, Eminência, etc. Abram exceção SENHORA e SENHORITA, sujeitos a troca por “AO”.
Ex: 
 a) Endereçou a Sua Excelência oficio em que pedia as quotas de retorno de sua comuna.
 b) A Sua Majestade o reino inteiro pedia clemência. 
 c) Venha a nós o vosso reino. 
Palavras Masculinas
Ex: a) Chegou a tempo de tomar o avião.
Nome de SANTAS e NOSSA SENHORA
Ex: Nas nossas aflições, apelava a Nossa Senhora e a Santa Rita. 
Palavras repetidas
Ex: Lado a lado; Gota a gota; Frente a frente.
As vezes ou às vezes?
Usaremos o acento grave somente quando às vezes for uma locução adverbial de tempo (=de vez em quando, em algumas vezes): “Às vezes os alunos acertam esta questão.”; “O Flamengo às vezes ganha do Fluminense.”
Quando não houver a ideia de “de vez em quando”, não devemos usar o acento grave: “Foram raras as vezes em que ele veio aqui.” (as vezes = sujeito); “Em todas as vezes, ele criou problemas.” (= não há a preposição “a“, por isso não ocorre a crase; temos somente o artigo definido “as“).

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