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Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Direito e Relações Internacionais Curso de Direito Empresarial III Profa. Dra. Fernanda Mói Aluno: Victor Hugo Reis Castelo Branco QUESTIONÁRIO QUESTÃO 1.O microempresário João das Neves emitiu, em caráter pro soluto, no dia 12de outubro de 2016, nota promissória à ordem, no valor de R$ 7.000,00 (sete mil reais), em favor de Joana D’Arc Imóveis Ltda., pagável no mesmo lugar de emissão, cidade de Formigas/MG, comarca de Vara única e sede da credora. Não há endosso na cártula, nem prestação de aval à obrigação do subscritor. O vencimento da cártula ocorreu em 28 de fevereiro de 2017, data de apresentação a pagamento ao subscritor, que não o efetuou. Não obstante, até a presente data, não houve o ajuizamento de qualquer ação judicial para sua cobrança, permanecendo o débito em aberto. Sem embargo, a sociedade empresária beneficiária levou a nota promissória a protesto por falta de pagamento, tendo sido lavrado o ato notarial em 7 de março de 2017. Persiste o registro do protesto da nota promissória no tabelionato e, por conseguinte, a inadimplência e o descumprimento de obrigação do subscritor. João das Neves procura você, como advogado(a), e relata que não teve condições de pagar a dívida à época do vencimento e nunca foi chamado por parte do credor. O cliente busca a extinção do protesto. Com base nos fatos relatados, elabore a peça processual adequada. AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DA VARA ÚNICA DE FORMIGAS, DO ESTADO DE MINAS GERAIS João das Neves, nacionalidade, estado civil, microempreendedor individual, CPF, RG, endereço, vem por intermédio de seu advogado, respeitosamente oferecer AÇÃO DE CANCELAMENTO DE DEPÓSITO Em desfavor de Joana D’Arc Imóveis LTDA, pessoa jurídica, CNPJ, endereço, nome do representante, com arrimo no art. 26 §3º da Lei 9492/97, pelas razões de fáticas e de direito a seguir expostas. I- DOS FATOS Ocorre que o microempresário João das Neves emitiu, em caráter pro soluto, no dia 12de outubro de 2016, nota promissória à ordem, no valor de R$ 7.000,00 (sete mil reais), em favor de Joana D’Arc Imóveis Ltda. Cumpre dizer que não há endosso na cártula, nem prestação de aval à obrigação do subscritor. O vencimento da cártula ocorreu em 28 de fevereiro de 2017, data de apresentação a pagamento ao subscritor, que não o efetuou. O vencimento da cártula ocorreu em 28 de fevereiro de 2017, data de apresentação a pagamento ao subscritor, que não o efetuou. Não obstante, até a presente data, não houve o ajuizamento de qualquer ação judicial para sua cobrança, permanecendo o débito em aberto. Sem embargo, a sociedade empresária beneficiária levou a nota promissória a protesto por falta de pagamento, tendo sido lavrado o ato notarial em 7 de março de 2017. Persiste o registro do protesto da nota promissória no tabelionato e, por conseguinte, a inadimplência e o descumprimento de obrigação do subscritor. A finalidade desta ação é a extinção do registro do protesto e seus efeitos, tudo em conta da decorrência de decurso de prazo in albis prescricional em vista seja da data de vencimento da nota promissória, bem como da data de lavratura do protesto até a atualidade. II – DO DIREITO O autor tem por base rígida para seu ato petitório o §3º, art. 26, Lei 9.492/97 que traz como opção para o cancelamento do registro do protesto, um argumento que não seja o pagamento da dívida em um título de natureza “pro soluto”, ou seja, desvinculado da relação originária para eventual pretensão em face de seu(s) obrigado(s). Aliás, o argumento para o cancelamento do registro do protesto está no fato de sua lavratura ter ocorrido após a expiração do prazo de 2 (dois) dias úteis, aplicável ao título em debate por força do art. 77 do mesmo diploma legal. Assim seguimos. Nesse diapasão, o art. 53, LUG aduz que a ausência de protesto no prazo legal acarreta a prescrição da dívida para que não seja possível pleitear em face do sacador. Portanto, é imperioso que a medida mais cabível e pertinente ao caso é o cancelamento do registro do protesto nos termos do §3º, art. 26, Lei 9.492/97. III- DOS PEDIDOS Do exposto, requer-se: a) A citação do réu; b) A procedência do pedido do autor para que se proceda o cancelamento do registro do protesto, nos termos do §3º, art. 26, Lei 9492/97; c) Que os réus sejam condenados ao pagamento das custas e despesas processuais, bem como dos honorários sucumbenciais. Pretende-se provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente por documentos, nos termos do art. 319, VI, CPC. Dá-se à causa o valor de R$ 7.000,00 (sete mil reais), nos termos do art. 292, II, CPC. Termos em que, Pede deferimento. Goiânia, 09 de outubro de 2020 VICTOR HUGO REIS CASTELO BRANCO OAB N XXX /GO QUESTÃO 2. Em 31/10/2018, quarta-feira, Pedro, domiciliado e residente na Rua X, casa Y, no 1, na cidade de São Lourenço/MG, adquiriu eletrodomésticos no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), do Lojão Preço Bão Ltda., EPP, tendo sido emitida, na mesma data, uma nota promissória em caráter pro solvendo no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), com vencimento para o dia 25/01/2019, sexta-feira, dia útil no lugar do pagamento. Em 05/01/2020, quinta-feira, o Sr. Joao das Oliveiras, administrador e representante legal da credora, procura você munido de toda a documentação pertinente ao negócio jurídico mencionado. A cliente pretende a cobrança judicial do valor atualizado e com consectários legais de R$ 280.000,00 (duzentos e oitenta mil reais) por não ter sido adimplida a obrigação no vencimento pelo devedor e restadas infrutíferas as tentativas de cobrança amigável. Responda: a) Quais os prazos prescricionais das notas promissórias? De acordo com o art. 70 da Lei Uniforme, os prazos prescricionais das notas promissórias são de três anos a contar do seu vencimento. b) Qual foro competente? O foro de competência é o foro de domicílio do subscritor, no caso a comarca de São Loureço, Minas Gerais. c) Qual a peça adequada, eficaz e pertinente para a defesa do interesse da cliente? (Considere, para tanto, que a Comarca de Cajuzeiro/BA tem duas varas com competência concorrente para julgamento de matérias cíveis. Pelo fato de a nota promissória estar prescrita, não será possível ingressar com ação autônoma de execução. Portanto, será cabível a ação monitória, com fulcro no art. 700, I do Código de Processo Civil. O Juízo competente será a 1ª ou a 2ª Vara Cível da Comarca de São Lourenço/MG, lugar do pagamento e domicílio do subscritor da nota promissória, com arrimo no art. 53, inciso III alínea “d” do Código de Processo Civil. QUESTÃO 3. Em 10.01.2020, Lucindo vendeu várias mercadorias a um outro comerciante no valor total de R$50.000,00 (cinquenta mil reais). O comprador, naquela data, emitiu dois cheques para o pagamento, cada um no valor de R$25.000,00 (vinte e cinco mil reais); um destes cheques foi pós-datado, tendo, nele, o emitente lançado a data de 10.09.2020. Entretanto, em 11.10.2020, Fernando tentou endossar o cheque pós-datado a terceiro, o qual, ao saber das condições do negócio, alegou que tal cheque já estaria prescrito. Assim, Lucindo o procurou, questionando-o sobre esta informação. Considerando a situação apresentada, responda: o cheque já está prescrito? Pode ser apresentado para pagamento em dezembro de 2020? Fundamente as respostas dadas. R: Considerando as disposições legais, O referido cheque está prescrito, considerando os arts. 32, 47 e 59 da Lei do Cheque (Lei N. 7357/85) , que em síntese nos traz que, o prazo prescricional do cheque é de 6(seis) meses a contar da extinção do prazo de apresentação, que pode variar entre 30(trinta) e 60 (sessenta) dias, tal motivação para variação do prazo é o fato do cheque ser emitido na mesma praça ou em praças distintas. O prazo de prescrição para sua execução em caso de devolução é de 6 meses contado da data de emissão que consta no título, independentemente que tenha havido ajuste para depósito em data futura diversa. Cumpre aindadizer que o cheque é forma de pagamento à vista. Desta forma, não poderia ser apresentado em dezembro de 2020 para pagamento. Entretanto, o posicionamento jurisprudencial tem tomado forma contrária à lei no sentido de que o prazo prescricional de seis meses para a execução do cheque pré-datado não começa a correr a partir da expiração do prazo de apresentação do título para a compensação, como determina o artigo 59 da Lei do Cheque, mas sim da data combinada e escrita no título, a qual está o credor obrigado a respeitar.