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1. A população de um país é formada não somente pela diferença entre falecimentos e nascimentos, as questões relacionadas às migrações também têm seu papel na construção de uma nação. Todos os dias, pessoas chegam e outras vão embora do país, caracterizando o que se chama de fluxo migratório. Sobre as questões relacionadas ao fluxo migratório, é INCORRETO afirmar que
a) no processo de migração, as pessoas que deixam seus países são chamadas de emigrantes.
b) as pessoas que chegam aos países estrangeiros para viver são chamadas de imigrantes.
c) o processo de imigração é muito rápido, pois não exige documentos e nem autorizações.
d) as pessoas migram, em geral, em busca de melhorias de vida, fugindo de guerras ou perseguições.
2. Cada época marca seu motivo. A verdade é que os movimentos de população permitiram o povoamento do mundo e significaram a expansão de etnias, línguas, religiões e conhecimento, num emaranhado processo que dá ao mundo atual os traços de grande diversidade e riqueza cultural que observamos. Os movimentos migratórios são impulsionados por motivos diversos. Assinale uma alternativa que NÃO representa um fator de impulsão migratório:
(A) A fome.
(B) A paz mundial.
(C) A fuga de perseguições políticas e religiosas.
(D) As crises econômicas.
3. Hoje, no mundo, podemos identificar algumas áreas com características de repulsão (países emissores) e de atração (países receptores) no espaço terrestre, que levam milhares de pessoas a se deslocarem. 
Assinale a alternativa que representa um país que seja considerado uma área de atração (Receptor).
(A) Estados unidos da América
(B) México
(C) Venezuela
(D) Colômbia
4. As áreas de repulsão populacional correspondem às áreas que perdem a população devido a vários fatores. Em que podemos citar a falta de oportunidades de trabalho, a baixa qualidade de vida, problemas demográficos e de conflitos territoriais.
Qual dessas áreas é considerado de repulsão ( emissores)?
(A) América Anglo-Saxônica – os EUA e Canadá.
(B) Europa Ocidental: Alemanha, França, Itália e Reino Unido.
(C) Japão
(D) Continente Africano.
5. A formação do povo brasileiro é conhecida pela sua diversidade. Somos frutos da miscigenação entre europeus, africanos e indígenas. Partindo desse ponto de vista, pode-se afirmar que:
a) Tanto europeus como indígenas podem ser considerados povos originários do Brasil.
b) Apenas os indígenas são povos originários, europeus e africanos são povos imigrantes.
c) Apenas indígenas e africanos são considerados povos originários, pois foram escravizados pelos colonizadores europeus.
d) Apenas os europeus são considerados povos originários, pois foram os únicos responsáveis pelo processo de colonização do Brasil.
6. Sobre os movimentos migratórios, assinale a alternativa INCORRETA:
(A) América Latina (México, América Central e América do Sul) possui históricos problemas de desequilíbrio econômico, provocados por endividamentos e mau gerenciamento do dinheiro público, gerando enormes bolsões de pobreza.
b) África – onde, além da pobreza crônica da população, ocorrem conflitos raciais de extrema violência dentro dos países artificialmente criados pelos colonizadores europeus.
c) Ásia – o continente que concentra o maior contingente absoluto de pobres do mundo onde as estruturas sociais são profundamente injustas, muitas vezes exacerbadas pelos sistemas de castas e pelo comportamento religioso.
d) Leste Europeu – onde o fim do socialismo gerou enorme desorganização econômica, com a eliminação de empregos e benefícios estatais, expondo diferenças antes controladas pela ideologia política comum, provocando conflitos étnicos e religiosos.
O desenvolvimento do capitalismo internacional concentrou, particularmente, a riqueza em algumas regiões do globo, atraindo as populações empobrecidas que têm grande desejo de participar dos benefícios decorrentes desse poder.
Como exemplos dessas áreas de atração, podemos identificar:
a) América Anglo-Saxônica – os EUA e, em menor escala, o Canadá, com suas ricas economias, são atrativos para as populações latino-americanas, principalmente mexicanos e centro-americanos que veem na poderosa nação (EUA) a solução para seus problemas. Veja mais em Imigração Ilegal ao EUA.
b) Europa Ocidental – essa região concentra as principais economias do continente: Alemanha, França, Itália e Reino Unido, além da Holanda, Suécia e Suíça. A Europa é circundada por várias regiões com economias problemáticas, como a África, Oriente Médio, Europa Oriental e, mais distante, o Sul e Sudeste Asiático.
Quando, nos anos 60 (século XX), os países acima citados começaram a apresentar um desenvolvimento mais acelerado, libertando-se dos problemas gerados pela Segunda Guerra Mundial, teve início a imigração. Em princípio, ela ocorreu na própria Europa (migração intracontinental), dos países mais pobres, como Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha, e Turquia em direção aos países centrais. Mais tarde, também começaram a chegar os imigrantes de outros continentes (migração intercontinental), os quais eram bem-vindos à medida que forneciam mão-de-obra barata, substituindo os trabalhadores locais em serviços geralmente braçais. O mais típico exemplo foram os turcos migrando principalmente para a então Alemanha Ocidental.
Entretanto, as crises econômicas e as transformações na estrutura de trabalho, com a automação, reduziram os empregos. Surgiram, então, as sombras da xenofobia. A situação ficou pior com o fim do sistema socialista e o surgimento de grupos europeus orientais desempregados e empobrecidos. A partir daí, o imigrante estrangeiro passou a ser visto como um intruso ou concorrente indesejado, levando muitos países a adotar medidas restritivas.
c) Japão – relativamente recentes nos processos migratórios, os países começaram a se tornar um polo de atração a partir de seu acelerado crescimento econômico dos anos 70. Inicialmente os imigrantes provinham das cercanias de China, Taiwan e Coreia do Sul. O envelhecimento precoce da população, entretanto, serviu de maior atrativo, levando a um aumento da imigração, com destaque para o brasileiro, (dekassegui), trabalhador não-qualificado, aproveitado para as tarefas braçais. Milhares de famílias brasileiras mudaram para o Japão em busca de dólares.
Disponível em: https://www.coladaweb.com/geografia/movimentos-migratorios Acesso em: 26 de out de 2020.
ATIVIDADES
1. Quais são as principais áreas de repulsão de populações no planeta? Por que isto ocorre?
2. Explique as principais causas dos movimentos migratórios no mundo atual.
3. De acordo com o texto, quais foram as consequências das crises econômicas para a imagem dos imigrantes?
4. “O desenvolvimento e o maior acesso ao transporte intercontinental (por aviões ou navios), somados à facilidade de obtenção de informações sobre outros países por meio dos veículos de comunicação (televisão, rádio, internet, etc.), impulsionaram o movimento de pessoas que buscam melhores condições de vida – nem sempre alcançadas fora do país de origem. Ao contrário do que se verifica com os fluxos econômicos (dinheiro), as fronteiras nacionais são reforçadas por governos de muitos países, principalmente dos desenvolvidos, para a entrada de imigrantes”.
JOIA, A. L., GOETTEMS, A A. Geografia: leituras e interação. Vol. 02. 1º ed. São Paulo: Leya, 2013. p.275.
Um exemplo mundialmente reconhecido de restrição à entrada de imigrantes conforme mencionado no trecho acima é
A) a criação da União Europeia com número restrito de países.
B) a construção e ampliação do Muro do México.
C) a intervenção dos Estados Unidos em Cuba.
D) a deportação de estrangeiros irregulares no Brasil.
5. “O número de imigrantes que vivem nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aumentou em um terço na última década, apesar da recente queda dos fluxos migratórios provocados pela crise econômica iniciada em 2008, afirma um relatório publicado pela entidade nesta segunda-feira. Segundo a OCDE, que reúne 34 países, a maioria deles ricos, cerca de110 milhões de imigrantes viviam nos países-membros da organização em 2009/2010, o equivalente a 9% da população total”. 
BBC Brasil, 03 dez. 2012.
	Em busca de melhores condições de vida, muitos imigrantes saem de países pobres em direção aos territórios de economias desenvolvidas. Essa procura intensifica-se porque nos países desenvolvidos
A) há uma política de controle e recepção dos grupos imigrantes.
B) são registrados baixos índices de xenofobia (aversão a estrangeiros).
C) a burocracia facilita a regularização de imigrantes, mesmo que ilegais.
D) há uma elevada necessidade de mão de obra barata e de baixo custo.
Em destaque, países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) 
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Organização_para_a_Cooperação_e_Desenvolvimento_Econômico Acesso em: 26 de out de 2020.
6. Um dos principais tipos de migrações internacionais existentes é a chamada “fuga de cérebros”, que consiste
A) na perda de trabalhadores com baixa qualificação técnica para países estrangeiros, geralmente mais desenvolvidos.
B) na migração sazonal (durante certas épocas do ano, com tempo limitado) de pesquisadores universitários e estudantes, como em intercâmbios e cursos de capacitação.
C) na adoção de políticas internacionais para facilitar o deslocamento dos profissionais de alta capacidade e boa formação escolar.
D) no deslocamento em massa de profissionais especializados e de grande conhecimento para outros países.
	AULA 02/2023
	Objeto de conhecimento: Indicadores socioeconômicos brasileiros
	Habilidade:(EF08GE03-A) Analisar e relacionar os indicadores socioeconômicos brasileiros, como perfil etário, gênero, crescimento vegetativo e mobilidade espacial, com a dinâmica demográfica atual.
Indicadores Sociais
O que são Indicadores Sociais?
Indicadores sociais são estatísticas sobre aspectos da vida de uma nação que, em conjunto, retratam o estado social dessa nação e permitem conhecer o seu nível de desenvolvimento social.
Os Indicadores Sociais constituem um sistema, isto é, para que tenham sentido, é preciso que sejam vistos uns em relação aos outros, como elementos de um mesmo conjunto.
A escolha dos aspectos que retratam o estado social de uma nação é uma tarefa difícil, porque depende de acordo entre o governo, políticos em geral e a sociedade organizada (sindicatos, associações de moradores, associações de classe, grupos religiosos, dentre outros) sobre os critérios mais importantes para se fazer esta escolha. 
Por exemplo, você pode achar que o mais importante para se dizer que um país está se desenvolvendo é a quantidade de exportações que ele realiza; um amigo seu pode achar que o aumento do número de trabalhadores é que indica o progresso da nação.
Hoje em dia, porém, como já existe um consenso sobre os critérios de seleção dos aspectos que melhor retratam o estado social de uma nação, já se pode falar de um conjunto mínimo de Indicadores Sociais.
Tal conjunto é composto por informações sobre as características da população, sobre a dinâmica demográfica, sobre trabalho e rendimento; sobre saúde, justiça e segurança pública, educação e condições de vida das famílias.
Através destes indicadores, pode-se ainda indicar os países como sendo: ricos (desenvolvidos), em desenvolvimento (economia emergente) ou pobres (subdesenvolvidos). Para que isso ocorra, organismos internacionais analisam os países segundo:
• Expectativa de vida (média de anos de vida de uma pessoa em determinado país). 
• Taxa de mortalidade (corresponde ao número de pessoas que morreram durante o ano).
• Taxa de mortalidade infantil (corresponde ao número de crianças que morrem antes de completar 1 ano).
• Taxa de analfabetismo (corresponde ao percentual de pessoas que não sabem ler e nem escrever).
• Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, baseada na “proximidade” de poder de compra dos habitantes.
• Saúde (referente à qualidade da saúde da população).
• Alimentação (referente à alimentação mínima que uma pessoa necessita, cerca de 2.500 calorias, e se essa alimentação é equilibrada).
• Condições médico-sanitárias (acesso a esgoto, água tratada, pavimentação, entre outros).
• Qualidade de vida e acesso ao consumo (correspondem ao número de carros, de computadores, televisores, celulares, acesso à internet, etc).
IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
O IDH foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de medir o grau econômico e, principalmente, como as pessoas estão vivendo nos países de todo o mundo.
O IDH avalia os países em uma escala de 0 a 1, após analisados todos os fatores de ponderação, sendo que, quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país e, consequentemente, quanto mais próximo de 0, mais subdesenvolvido é o país. O índice 1 não foi alcançado por nenhum país do mundo, e dificilmente será, pois tal índice iria significar que determinado país apresenta uma realidade praticamente perfeita, com elevada renda per capita, expectativa de vida de 90 anos e assim por diante.
Igualmente é importante ressaltar que não existe nenhum país do mundo com índice 0, pois se isso acontecesse seria o mesmo que apresentar, por exemplo, taxas de analfabetismo de 100% e todos os outros indicadores em níveis catastróficos.
Indicadores sociais do Brasil
Em linhas gerais, entre os principais problemas brasileiros que repercutem nos indicadores socioeconômicos estão:
Rendimento mensal baixo
O Brasil é um país que se caracteriza por apresentar uma das piores distribuições de renda, com uma grande parcela da população vivendo em situação de pobreza e miséria.
No século XXI, a redução da inflação, a geração de empregos formais, o aumento do salário-mínimo acima da inflação e os programas de inclusão social federal contribuíram para a ascensão social de um grande contingente de brasileiros.
Analfabetismo e baixo nível de instrução
O problema da falta de escolaridade ou da baixa escolaridade educacional dificulta o acesso do indivíduo a uma melhor qualificação profissional ou impede que ele desempenhe bem o seu trabalho.
Trabalho infantil
Nas áreas rurais e urbanas, é comum o trabalho infantil, até mesmo com crianças com menos de 10 anos de idade. Em geral, as crianças no Brasil trabalham porque o rendimento mensal dos pais é muito baixo e não assegura a alimentação básica para a família. Assim, elas precisam trabalhar para complementar o rendimento familiar.
Elevadas taxas de mortalidade infantil
A mortalidade infantil é um dos indicadores considerados na avaliação da situação social de um país. O Brasil apresenta elevada taxa de mortalidade infantil em razão da subnutrição e do difícil acesso à saúde pública. Cabe lembrar que este índice vem se reduzindo, sistematicamente, em todas as regiões brasileiras.
Desigualdade de esperança de vida segundo a renda
A esperança de vida varia conforme a renda familiar. Nas famílias de baixa renda, a esperança de vida ao nascer é menor que nas famílias de maior renda.
Insegurança alimentar
Parcela significativa da população brasileira tem renda insuficiente; isso significa que essas famílias não conseguem adquirir os alimentos básicos, nem atender a outras necessidades, como vestuário, habitação, transporte, educação etc.
Moradias subnormais
Ainda existem no Brasil muitas habitações que não atendem às cinco funções principais: ter instalações adequadas para a preparação de alimentos; servir de convívio familiar, social e de lazer; permitir a higiene corporal; ser um lugar em que se possa ter repouso; e constituir abrigo contra o tempo (sol, chuva, frio etc.).
Não são poucas as famílias que vivem em moradias de um só cômodo (ou no máximo de três cômodos); nelas, os indivíduos dividem um espaço reduzido, em condições impróprias para a dignidade humana.
Saneamento básico deficiente
O saneamento básico é necessário para garantir a saúde da população. Ele corresponde à rede de abastecimento de água, à rede coletora de esgoto, à limpeza pública e à coleta de lixo.
No Brasil, ainda ocorrem, por exemplo, casos de cólera,uma doença que se alastra por falta de higiene e saneamento básico, principalmente na rede de esgoto, o que poderia ser evitado com investimentos mais constantes nesse setor.
Quem são os responsáveis pela produção das informações que integram o sistema de Indicadores Sociais?
Na grande maioria dos países, são os órgãos oficiais do governo. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o órgão oficial responsável pela produção das estatísticas que compõem o sistema de Indicadores Sociais.
As principais fontes de dados são as pesquisas do próprio IBGE, como as pesquisas censitárias (Censo Demográfico e Contagem Populacional) e por amostra de domicílios (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, PNAD).
Disponível em: https://www.coladaweb.com/economia/indicadores-sociais https://www.sogeografia.com.br/Conteudos/GeografiaHumana/Populacao/populacao8.php Acesso em: 03 de nov de 2021
ATIVIDADES
1. Renda per capita é um indicador muito utilizado para mensurar a situação econômica de um país. Seu cálculo é realizado pela:
A) Diferença entre a quantidade de nascimentos e óbitos em um país.
B) Soma de todos os rendimentos de um país durante o ano.
C) Divisão da renda nacional (ou PNB) pelo número de habitantes de um determinado país.
D) Soma de todas as riquezas de um país em determinado ano.
2. Qual o objetivo das médias de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)?
3. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida resumida do progresso a longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O objetivo da criação do IDH foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento.
Fonte: PNUD, 2018. Disponível em: http://www.br.undp. org/content/brazil/pt/home/idh0.html.
Em seu Relatório de Desenvolvimento Humano divulgado em setembro de 2018, o PNUD demonstrou que no
Ranking dos dez países mais bem colocados, em relação ao indicador mencionado no texto e como observado
nas últimas décadas, verifica-se uma hegemonia dos países da:
	A) Ásia.
	B) América do Norte.
	C) Europa.
	D) Oceania.
Observe a tabela a seguir com dados de 2001 e responda os itens 4 e 5.
 
4. Comente a posição do Brasil em relação a sua localização na tabela.
5. O que causa surpresa em relação a essa classificação?
6. Por que o indicador de renda per capita sozinho pode “mascarar” a real situação socioeconômica de um país?
7. Sobre o IDH complete as lacunas.
 
a) Os países são classificados de 0 a 1, após analisados todos os fatores de ponderação, sendo que, quanto mais próximo de 1, mais ____________________ é o país e, consequentemente, quanto mais próximo de 0, mais _______________________ é o país.
b) A partir de 1990, a ONU passou a classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento através do _________ ou seja, o Indicador de Desenvolvimento Humano.
	AULA 03/2023
	Objeto de conhecimento: Fluxos de migração na América Latina
	Habilidade: (EF08GE04-A) Identificar e compreender os fluxos de migração na América Latina, movimentos voluntários e forçados, assim como fatores e áreas de expulsão e atração, e as principais políticas migratórias da região.
Estudo da FAO identifica principais fluxos migratórios da América Latina e Caribe
18/12/2018 - Santiago, Chile: Tão importante quanto a salvaguarda dos direitos humanos dos migrantes em todo o mundo é oferecer melhores oportunidades para eles e suas famílias em seus lugares de origem, disse a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), hoje, Dia Internacional dos Migrantes.
"O posicionamento da Organização não significa uma intenção de reter pessoas para sempre em seus lugares de origem, mas garantir que elas tenham as condições necessárias para decidir livremente se permanecem em casa ou se migram para outro local", disse Luiz Carlos Beduschi, Oficial de Desenvolvimento Rural da FAO. 
De acordo com a FAO, a migração está intimamente relacionada com os territórios rurais, onde as pessoas enfrentam mais pobreza e menos oportunidades, problemas de violência e de execução da justiça, bem como os efeitos da mudança climática.
O fenômeno migratório é particularmente intenso e complexo no México e nos países do Triângulo Norte-Americano: El Salvador, Guatemala e Honduras. Dos quase 30 milhões de migrantes internacionais latino-americanos, quase 15 milhões são desses países, dos quais 11 milhões vêm do México. A maioria deles vive ou tem como destino os Estados Unidos, tornando esta sub-região um dos principais corredores migratórios do mundo.
Territórios que 'expulsam' seus habitantes
O novo estudo da FAO, Mesoamérica em trânsito, permitiu a categorização dos principais polos migrantes nesses quatro países, ou seja, aqueles municípios onde pessoas saem com maior intensidade.
O estudo é baseado nos últimos dados dos censos populacionais dos países e contrasta as informações com indicadores municipais de pobreza, violência e vulnerabilidade ambiental. O resultado é um mapeamento detalhado que pode ajudar os países a fortalecer suas estratégias de desenvolvimento rural, a fim de abordar as causas da migração em cada território em tempo hábil.
Em termos gerais, o estudo mostra que em El Salvador e Honduras os municípios "ejetores" tendem a apresentar maior índice de pobreza, apresentar residências com menor qualidade de serviços básicos, ter maior percentual da população sem ensino médio e relatar um maior peso de atividades agrícolas no emprego.
Entre os principais fatores relacionados à migração em El Salvador estão a pobreza nos departamentos de Ahuachapán, Cabañas, San Vicente e Sonsonate; vulnerabilidade ambiental em Chalatenango, Cuscatlán, La Libertad e San Salvador; e os problemas de violência em La Paz, Morazán e San Salvador. 
A migração hondurenha está fortemente relacionada à falta de oportunidades, pobreza e violência no noroeste do país e à vulnerabilidade ambiental no centro-sul.
Embora na Guatemala exista uma relação menos forte entre o comportamento migratório de acordo com as características territoriais, a taxa de expulsão aumenta nos municípios onde a porcentagem da população sem ensino médio é maior. Por outro lado, no México, os municípios que apresentam níveis mais elevados de pobreza manifestam uma forte presença de emprego agrícola.
A migração neste país está relacionada à pobreza no sul e à violência no oeste, noroeste e nordeste; enquanto os problemas de vulnerabilidade ambiental parecem ser transversais.
Entender os territórios para oferecer mais oportunidades 
As novas descobertas sugerem que uma política destinada a mitigar a magnitude da migração deve considerar como as características territoriais influenciam a decisão de migrar. Os estudos também levantam a necessidade de entender melhor o impacto da migração nos lugares de origem, bem como o papel das remessas e dos migrantes que decidem retornar às suas comunidades.
"Por este motivo, a FAO coloca à disposição dos governos do México, Guatemala, Honduras e El Salvador toda a sua capacidade técnica para ajudar a construir melhores oportunidades de desenvolvimento em territórios rurais", disse Luiz Carlos Beduschi.
Atualmente, a FAO e a CEPAL, juntamente com outros parceiros estratégicos, promovem uma aliança para abordar as causas da migração rural na Mesoamérica. A sua principal contribuição será um conjunto de propostas políticas adaptadas à realidade desta região, que é tão dinâmica em termos de migração. Isto é particularmente relevante agora que os países da América Latina e do Caribe estão definindo sua posição no Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular.
Disponível em: http://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1175230/ 13 de nov de 2020.
Imagens: https://baotintuc.vn/the-gioi/dac-phai-vien-my-toi-guatemala-el-salvador-giai-quyet-van-de-nguoi-di-cu-20210406103248702.htm Mulher foge da violência em El Salvador por meio de trilhos de trem em Chiapas,no México. Foto: ONU https://unicrio.org.br/fao-identifica-razoes-de-principais-fluxos-migratorios-de-america-latina-e-caribe/ https://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1175230/
ATIVIDADES
1. Leia o trecho a seguir:
“Em termos gerais, o estudo mostra que em El Salvador e Honduras os municípios "ejetores" tendem a apresentar maior índice de pobreza, apresentar residências com menor qualidade de serviços básicos, ter maior percentual da população sem ensino médio e relatar um maior peso de atividades agrícolas no emprego. “
De acordo com o trecho anterior, podemos compreender
A) que problemas socioeconômicos não possuem nenhuma relação com a migração.
B) que locais com grandes problemas socioeconômicos tendem a “expulsar” sua população.
C) que problemas socioeconômicos sempre possuem relação com atividades agrícolas.
D) que locais com grandes problemas socioeconômicos tendem a “atrair” populações.
2. De acordo com a FAO, a migração está intimamente relacionada com os territórios rurais, onde as pessoas enfrentam mais pobreza e menos oportunidades, problemas de violência e de execução da justiça, bem como os efeitos da mudança climática. 
Deste modo, podemos assumir que os problemas no campo envolvem
A) perda de postos de trabalho para máquinas agrícolas e mão de obra qualificada, conflitos por posse de terras e concentração fundiária, estiagem (grandes períodos de seca), etc.
B) excesso de postos de trabalho para mão de obra pouco qualificada, disponibilidade de terras produtivas, incentivo do Estado ao médio e pequeno produtor, etc.
C) perda de postos de trabalho para máquinas agrícolas e mão de obra qualificada, disponibilidade de terras produtivas, incentivo do Estado ao médio e pequeno produtor, etc.
D) excesso de postos de trabalho para mão de obra pouco qualificada, conflitos por posse de terras e concentração fundiária, estiagem (grandes períodos de seca), etc.
3. Uma medida política que, quando bem planejada e executada, pode minimizar amplamente a expulsão de populações do meio rural é a
A) Reforma Tributária
B) Reforma Previdenciária
C) Reforma Agrária
D) Reforma Trabalhista 
4. Quais são as principais descobertas do estudo da FAO, “Mesoamérica em trânsito”?
5. De acordo com o texto, quais são as principais causas de migração no México e Guatemala?
6. Quais são as principais sugestões deste estudo para minimizar a migração nestes paíse
	AULA 04/2023
	Objeto de conhecimento: Conceitos de Estado, paisagem, lugar, nação, região, território, governo, país, cultura e povo
	Habilidade: (EF08GE05-A) Definir e aplicar os conceitos de Estado, paisagem, lugar, nação, região, território, governo, país, cultura e povo nos espaços de conflitos e tensões atuais no contexto mundial.
Diferenças entre Estado, País, Nação e Território
Para melhor compreendermos algumas noções geográficas, geopolíticas e sociais do mundo que nos envolve, muitas vezes precisamos compreender corretamente alguns conceitos que nos servem de base para estudar e analisar a realidade. Dentre esses conceitos, podemos citar os de Estado, país, nação e território, termos diferentes entre si, mas que costumam se inserir em um mesmo contexto discursivo. 
Disponível em: https://suportegeografico77.blogspot.com/2019/11/definindo-estados-nacionais.html Acesso em: 16 de nov de 2020.
O que é território?
É importante, primeiramente, definir o que é território. Na Geografia, assim como ocorre com a maioria dos conceitos básicos de todas as ciências humanas, não há um consenso exato sobre o que seja, simplificadamente, o território. Mas, aqui, podemos compreender esse termo como sendo o espaço geográfico apropriado e delimitado por relações de soberania e poder. Em alguns casos, o território possui fronteiras fixas e muito bem delimitadas (a exemplo do território brasileiro); em outros, seus limites não são muito claros (como o território delimitado por algum grupo terrorista ou por um consórcio de grandes empresas).
Portanto, quando falamos, por exemplo, em “território brasileiro”, não estamos falando do Brasil propriamente dito, mas do seu espaço delimitado correspondente, delimitação essa exercida por meio de um domínio que é reconhecido internacionalmente, o qual chamamos de soberania. Por assim dizer, podemos entender que o Brasil é soberano sobre o seu território, exercendo sobre ele a sua vontade, ou seja, os interesses de seus habitantes.
Conceito de Estado
Assim sendo, a soberania territorial é exercida pelo Estado brasileiro. Perceba que esse termo, com “E” maiúsculo, difere-se do estado (com “e” minúsculo), que é apenas uma unidade federativa ou uma província do país. O Estado é, portanto, um conjunto de instituições públicas que administra um território, procurando atender os anseios e interesses de sua população. Dentre essas instituições, podemos citar as escolas, os hospitais públicos, os departamentos de política, o governo e muitas outras.
Diferença entre Estado e País
É necessário, contudo, estabelecer a diferença entre Estado e País. Enquanto o primeiro é uma instituição formada por povo, território e governo, o segundo é um conceito genérico referente a tudo o que se encontra no território dominado por um Estado e apresenta características físicas, naturais, econômicas, sociais, culturais e outras. No nosso caso, o Brasil é o país e a República Federativa do Brasil é o Estado.
Conceito de Nação
Por outro lado, o conceito de Nação, por sua vez, também possui suas diferenças e particularidades em relação aos demais termos supracitados. Nação significa uma união entre um mesmo povo com um sentimento de pertencimento e de união entre si, compartilhando, muitas vezes, um conjunto mais ou menos definido de culturas, práticas sociais, idiomas, entre outros. Assim sendo, nem sempre uma nação equivale a um Estado, ou a um país ou, até mesmo, a um território, havendo, dessa forma, muitas nações sem território e sem uma soberania territorial constituída.
A Espanha é um exemplo clássico de Estado multinacional, ou seja, com um grande número de nações vivendo em seu território. Existem os espanhóis, mas também existem os catalães, uma nação atualmente sem um Estado soberano e, portanto, sem um território político definido, além dos bascos, navarros e alguns outros. A maior parte dessas nações reivindica, inclusive, a criação de seus Estados independentes, com a delimitação de seus respectivos territórios, algo que ainda não foi conseguido.
Outro exemplo de nação sem território são os curdos, conhecidos por serem a maior de todas as nações sem um Estado correspondente, de forma que seu povo habita vários países situados ao longo do Oriente Médio, no continente asiático. Essa nação vem solicitando a vários países e instituições internacionais a criação de seu país, que se chamaria Curdistão.
O estímulo ao nacionalismo como exercício da soberania
Muitos Estados, para garantirem o exercício de suas soberanias em seus territórios, tentam criar entre os seus habitantes um sentimento nacional, ou seja, a ideia de que aquele país equivale a uma nação geral, o que costuma ser chamado de nacionalismo. O estímulo ao nacionalismo é visto com bons olhos por muitas pessoas no sentido de essas valorizarem os seus territórios e suas populações, mas é preciso ter cuidado, pois os fatos históricos já demonstraram que um nacionalismo extremo pode provocar uma onda de fascismo. Nesse caso, o governo e até as pessoas passam a considerar que a sua nação (ou “raça”) é naturalmente superior às demais, justificando ações bélicas e formas de preconceito diversas, tal qual foi o caso do Nazismo na Alemanha em meados do século XX.
Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/diferencas-entre-estado-pais-nacao-territorio.htm Acesso em: 16 de nov de 2020
ATIVIDADES
1. A análise geográfica é feita a partir de várias lentes e conceitos. Assim, é preciso conhecer bem esses conceitos para que a leitura da sociedade e do espaço seja feita de forma adequada. Pensando por esse prisma, observe o conceito a seguir:
“É uma instituiçãoformada por povo, território e governo. Representa, portanto, um conjunto de instituições públicas que administra um território, procurando atender os anseios e interesses de sua população.”
A que conceito se refere a afirmação acima?
	A) Território
	B)  Nação
	C) Estado
	D) Governo
2. A respeito do conceito de território, é correto afirmar que:
I) Ao nos referirmos ao território brasileiro, referimo-nos ao espaço soberano reconhecido internacionalmente.
II) Os limites do território podem ser bem definidos ou não muito claros. As fronteiras podem variar de acordo com o espaço em análise.
III) Na Geografia, há um consenso exato sobre o que seja o conceito básico de território. Esse conceito é único para todas as análises espaciais, sociais e territoriais.
IV) É possível entender o conceito de território como sendo o espaço geográfico apropriado e delimitado por relações de soberania e poder.
Estão corretas as alternativas:
	A) (  ) I, III e IV.
	A) (  ) I, II e IV.
	C) (  ) I e III.
	D) (  ) Todas as alternativas.
3. Leia o fragmento a seguir:
“Significa uma união entre um mesmo povo com um sentimento de pertencimento e de ligação entre si, compartilhando, muitas vezes, um conjunto mais ou menos definido de culturas, práticas sociais, idiomas, entre outros.”
Esse fragmento explica um conceito importante da análise espacial. Que conceito é esse?
	A) Estado
	B) povo
	C) território
	D) nação
4. Qual é a diferença entre o conceito de Estado e País?
5. De acordo com texto, o que é um Estado multinacional e quais são os problemas recorrentes nesta situação?
6. Quais são os problemas sociais, políticos e históricos a respeito do excesso de nacionalismo?
	AULA 05/2023
	Objeto de conhecimento: Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundial: Conflitos e tensões nos continentes americano e africano
	Habilidade: (EF08GE05-C) Relacionar os conflitos e tensões da contemporaneidade com a atual regionalização dos continentes americano e africano.
Conflitos e tensões nos continentes americano e africano
Continente Americano
A América do Sul vive um ano de manifestações de rua, confrontos, distúrbios e crises políticas: Chile, Bolívia, Equador, Venezuela, Paraguai, Peru e Argentina tiveram protestos em massa e crises políticas que balançaram seus governos ou, pelo menos, os deixaram bastante abalados. Em alguns deles, como Chile e Venezuela, houve confrontos e mortes
.
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/10/23/america-do-sul-em-turbulencia-veja-em-resumo-os-protestos-e-crises-politicas-na-regiao.ghtml
Em cada um dos países houve um motivo específico que desencadeou o início dos distúrbios, e em nenhum deles, houve troca de presidente.
Veja abaixo como foram as crises políticas e atos de rua em 2019:
Bolívia
O país começou a ter protestos depois que a apuração das eleições presidenciais, que inicialmente apontava um 2º turno, passou a indicar mais uma reeleição de Evo Morales, a quarta em seguida. Os partidários do segundo colocado, Carlos Mesa, tomaram as ruas em protesto. Eles denunciam uma suposta fraude. Houve confrontos em Sucre, Oruro, Cochabamba e La Paz, entre outras cidades. Morales qualificou os atos como um golpe, mas acabou cedendo às pressões e anunciou a convocação de novas eleições.
Chile
A onda de protestos violentos teve início no Chile na segunda metade de setembro após um aumento de 30 pesos (equivalente a R$ 0,17) no preço das tarifas do metrô de Santiago. Milhares de pessoas derrubaram portões, quebraram catracas e passaram sem bilhete pelos controles de acesso. A polícia revidou com bombas de gás lacrimogêneo. Os protestos tiveram uma escalada com saques e depredações em várias cidades do país. 
O governo decretou estado de emergência por 15 dias e o exército foi às ruas pela primeira vez desde a ditadura de Augusto Pinochet. O presidente Sebastian Piñera suspendeu o aumento da tarifa do metrô e propôs uma reforma constitucional, mas os protestos continuam. Mais de mil pessoas foram detidas e 20 morreram em decorrência dos distúrbios. 
Praça Itália em Santiago, no Chile, tomada por manifestantes na tarde de terça-feira (22) — Foto: Esteban Felix/AP Photo
Equador
O país enfrentou em outubro 11 dias de violentos protestos e estradas bloqueadas depois que o presidente Lenín Moreno anunciou o fim de um subsídio aos combustíveis que já durava 40 anos, causando um aumento de até 123% nos preços, parte de um pacote de ajustes para cumprir metas acertadas com o FMI. Em reação às primeiras manifestações, o governo decretou "estado de exceção" e, posteriormente, transferiu a sede do governo de Quito para a cidade costeira de Guayaquil.
Mas as medidas não contiveram as manifestações. Os distúrbios deixaram sete mortos, 1.340 feridos e 1.152 presos, segundo a Defensoria Pública. No dia 14 de outubro, o presidente, após se reunir com lideranças indígenas, anunciou que iria revogar a medida que cortava o subsídio.
Mulheres participam de marcha em Quito, no Equador, neste sábado (12) — Foto: Daniel Tapia/Reuters.
Venezuela
A Venezuela vive uma recessão e inflação há anos, e há uma saída em massa da população do país por causa da pobreza e falta generalizada de produtos. O líder da oposição, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente em janeiro e mobilizou opositores. No fim de abril, ele tentou organizar um levante para derrubar o presidente Nicolás Maduro. Alguns militares aderiram, mas a maioria dos membros das forças armadas permaneceram fiéis ao regime chavista. Houve confrontos violentos em Caracas, e ao menos cinco pessoas morreram, de acordo com levantamento da ONU. As mobilizações posteriores foram mais fracas.
Argentina
Em setembro, integrantes de movimentos sociais da Argentina protestaram em Buenos Aires para exigir que o presidente Mauricio Macri declarasse emergência alimentar para combater pobreza. A Igreja Católica reforçou o pedido. O Congresso aprovou, por unanimidade, um projeto de lei alimentar de emergência para permitir maiores recursos aos programas sociais. A pobreza na Argentina aumentou de 32,0% para 35,4% no primeiro semestre deste ano, o nível mais alto desde o colapso da economia em 2001. 
O país terá eleição presidencial esta semana e, sem conseguir uma retomada da economia, Macri dificilmente se reelegerá.
Manifestantes exibem faixa pedindo emergência alimentar em frente ao Congresso, em Buenos Aires, na Argentina, no dia 4 de setembro — Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko
Peru
No fim de setembro, o presidente do Peru, Martín Vizcarra, após uma derrota no Congresso, resolveu dissolver a legislatura e convocou novas eleições -- o que a lei lhe permite. Em resposta, os congressistas chegaram a votar uma suspensão do líder executivo e nomearam a vice, a parlamentar Mercedes Aráoz, para ocupar seu cargo. Ela, entretanto, renunciou ao posto, e Vizcarra permaneceu no posto. Manifestantes apoiaram a decisão de fechar o Congresso, em meio à crise de credibilidade da classe política por causa do escândalo ligado à Odebrecht no país.
Paraguai
O governo assinou com o Brasil um documento em que se comprometia a comprar energia mais cara do que o habitual da Usina de Itaipu, que pertence aos dois países. Em decorrência disso, em agosto, o Paraguai mergulhou numa crise política, funcionários em cargos importantes caíram e o presidente Mario Abdo ficou ameaçado de ser submetido a um processo de impeachment. Houve manifestações pelo país, principalmente na capital Assunção. O acordo firmado em maio, sem divulgação, foi cancelado oficialmente, e a tensão diminuiu. Um grupo governista que havia aderido à proposta de impeachment da oposição acabou desistindo.
Protesto dia 27 de agosto em Assunção, capital do Paraguai, contra o presidente Mario Abdo Benítez — Foto: Norberto Duarte/AFP
Outros conflitos na América Latina
Apesar da guerra civil colombiana ser o mais antigo, existem outros sérios conflitos políticos na América Latina.
O Haiti, por exemplo, está sob intervenção da ONU desde 2004. A Missão das Nações Unidas para Estabilizaçãodo Haiti (Minustah), liderada por soldados brasileiros, busca restabelecer a segurança e a normalidade política e institucional do país. A Missão atua, ainda, no apoio à reconstrução do Haiti, que foi atingido por um terremoto devastador em 2010.Soldado brasileiro com crianças haitianas
Outro país latino-americano que tradicionalmente passa por conflitos políticos (apesar da recente abertura econômica) é Cuba, que desde 1960 sofre com um embargo comercial imposto pelos Estados Unidos, o que dificulta o comércio da ilha com diversos países.
O boicote americano deve-se à aproximação que Cuba teve com a União Soviética no contexto da Guerra Fria. Em dezembro de 2014 foram declaradas as primeiras medidas para o fim do embargo, como a autorização de vendas e exportações de alguns itens para Cuba e a simplificação de processos para americanos viajarem para o país. Apesar do embargo não ter sido totalmente finalizado, foi o início de um processo de abertura econômica.
Presidente dos EUA, Barack Obama,, e Raul Castro reunidos após o fim o desembargo
 Disponível em: https://www.santos.sp.gov.br › Acesso em: 12 de mar de 2022 Adaptado.
Continente africano
O mundo ocidental entrou numa relativa fase de acalmia a partir de 1945, coincidente com a rápida deslocação do foco de conflitos internacionais para os Estados do Terceiro Mundo, depois da crise dos anos 60, mantida entre o Este e o Oeste, ter arrefecido.
O novo conflito era, então, travado entre o Norte e o Sul, isto é, entre os países ricos e os países pobres ou subdesenvolvidos. Esta era, também, uma luta de classes, fomentada pelo ódio e por intensas rivalidades e assimetrias dos dois mundos em conflito.
O Terceiro Mundo passou a ser o palco das novas guerras, onde intervêm as grandes potências mundiais. Os confrontos bélicos multiplicam-se, um pouco, por todo o Terceiro Mundo. Há guerra na Argélia, na Indochina, na Coreia e também no Próximo Oriente, numa altura em que a Europa usufrui de um clima de paz e de recuperação econômica.
Estes confrontos foram, frequentemente, motivados pela criação de fronteiras artificiais fixadas pelas ex-potências coloniais, e, igualmente, pelo desenvolvimento de políticas colonialistas exploradoras e repressivas, pouco viradas para o progresso do ensino. Outro dos fatores propiciatórios destes conflitos foi a retirada repentina e total das forças coloniais que deixou estes países desamparados.
Esta conjuntura gerou graves conflitos internos em países como Moçambique e Angola, que após a descolonização, mergulharam numa guerra fratricida e preparou o aparecimento de crises comuns nos países em vias de desenvolvimento. O Terceiro Mundo dividiu-se e enfraqueceu com o rebentamento de guerras tribais e conflitos rácicos, ideológicos ou militares, que refletiam os seus problemas culturais e o seu desajustamento face à mudança radical operada com este movimento de independências. À medida que os governos ex coloniais se vão tornando independentes, os ex colonos mudam de atitude perante estes territórios, desprendendo-se em muitos casos das suas responsabilidades, tanto humanitárias como políticas, que acarretaram resultados muito negativos.
Num clima de rivalidade entre o bloco de Leste e o Ocidente, os Estados Unidos da América envolveram-se em conflitos na América e no Próximo Oriente, sob o pretexto de pretenderem suster o avanço dos governos comunistas e auxiliar os povos que resistiam contra a usurpação da sua liberdade e dos seus direitos.
Apesar da sua força, a América do Norte não saiu vitoriosa dessas guerras (Vietname e Coreia, ainda que nesta não tenha sido, também, "derrotada"), uma vez que, para vencer, seria eventualmente necessário recorrer a medidas extremas como a utilização de armas nucleares. Os EUA também se envolveram nas guerras no Laos, no Camboja e em conflitos do Próximo Oriente; empenharam-se, também, no auxílio militar, económico e político aos países do Terceiro Mundo, que resistiam ao avanço comunista. A ameaça nuclear esteve sempre presente durante a Guerra Fria, mas esta não parecia ser um risco real, porque os dois blocos, em tensão permanente, não teriam muito a ganhar com a utilização das armas nucleares. Esta ameaça funcionava como uma moeda de troca.
Até ao final da Segunda Guerra Mundial, o continente africano estava, quase na sua totalidade, sob o domínio das potências colonialistas europeias, mas pouco depois despontaram, de início tímida e cautelosamente, as primeiras tentativas independentistas, que permitiram a formação de uma consciência nacional africana.
O renascimento do continente negro trouxe profundos conflitos entre os povos africanos e as ex-potências coloniais, e mesmo entre os próprios africanos, apesar do esforço para que esta transição fosse mais pacífica. 
Neste contexto, distinguiram-se três regiões: a África do Norte ou África branca, que se estende do Mediterrâneo até ao Sudão; a África Central ou África Negra, e a África do Sul. A independência da África do Norte foi forjada, embora dificilmente, nos anos 50. Para a África negra, o seu período crítico foi a década de 60, que culminou com a capitulação do Biafra, em 70. No Sul do continente africano, este movimento foi iniciado por Angola, a ex-colónia portuguesa, e pelo Zimbabwe, em meados dos anos 70.
Porto Editora – Conflitos Regionais: África, América Latina e Ásia Meridional na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-03-12 19:15:38]. Disponível em https://www.infopedia.pt/$conflitos-regionais-africa-america-latina-e. Adaptado.
O Apartheid
O termo apartheid se refere a uma política racial implantada na África do Sul. De acordo com esse regime, a minoria branca, os únicos com direito a voto, detinha todo poder político e econômico no país, enquanto à imensa maioria negra restava a obrigação de obedecer rigorosamente à legislação separatista.
A política de segregação racial foi oficializada em 1948, com a chegada do Novo Partido Nacional (NNP) ao poder. O apartheid não permitia o acesso dos negros às urnas e os proibia de adquirir terras na maior parte do país, obrigando-os a viver em zonas residenciais segregadas, uma espécie de confinamento geográfico. Casamentos e relações sexuais entre pessoas de diferentes etnias também eram proibidos.
A oposição ao apartheid teve início de forma mais intensa na década de 1950, quando o Congresso Nacional Africano (CNA), organização negra criada em 1912, lançou uma desobediência civil. Em 1960, a polícia matou 67 negros que participavam de uma manifestação. O Massacre de Sharpeville, como ficou conhecido, provocou protestos em diversas partes do mundo. Como consequência, a CNA foi declarada ilegal e seu líder, Nelson Mandela, foi preso em 1962 e condenado à prisão perpétua.
Com o fim do império português na África (1975) e a queda do governo de minoria branca na Rodésia, atual Zimbábue (1980), o domínio branco na África do Sul entrou em crise. Esses fatos intensificaram as manifestações populares contra o apartheid. A Organização das Nações Unidas (ONU) tentou dar fim à política praticada no país. O presidente Piter Botha promoveu reformas, mas manteve os principais aspectos do regime racista.Nelson Mandela
Com a posse de Frederick de Klerk na presidência, em 1989, ocorreram várias mudanças. Em 1990, Mandela foi libertado e o CNA recuperou a legalidade. Klerk revogou as leis raciais e iniciou o diálogo com o CNA. Sua política foi legitimada por um plebiscito só para brancos, em 1992, no qual 69% dos eleitores (brancos) votaram pelo fim do apartheid.
Klerk e Mandela ganharam o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Em abril de 1994, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul nas primeiras eleições multirraciais do país.
O Parlamento aprovou a Lei de Direitos Sobre a Terra, restituindo propriedades às famílias negras atingidas pela lei de 1913, que destinou 87% do território à minoria branca.
As eleições parlamentares de 1999 foram vencidas pelo candidato indicado por Nelson Mandela, Thabo Mbeki, descartando qualquer tentativa de retorno a uma políticasegregacionista no país.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/apartheid.htm Acesso em 12 de mar. de 2022 . Adaptado
ATIVIDADES
1. O único país do continente americano com sistema político e econômico socialista é:
A) Argentina
B) Brasil
C) Cuba
D) Chile
2. Os conflitos e as tensões entre os países da América Latina desde as regionalizações territoriais, vem sendo problemas para os governos de cada país. Porém, nem todos os países da América Latina vivem essas tensões sociais, políticas e culturais. Contudo, marque a alternativa abaixo ao qual o país não foi citado nas tensões acima.
A) Colômbia B) Brasil C) Peru D) Argentina
3. De modo geral, mencione os principais motivos apontados nos textos, sobre os conflitos existentes em cada país citado acima.
4. O Terceiro Mundo passou a ser o palco das novas guerras, onde intervêm as grandes potências mundiais. Os confrontos bélicos multiplicam-se, um pouco, por todo o Terceiro Mundo. Há guerra na Argélia, na Indochina, na Coreia e também no Próximo Oriente, numa altura em que a Europa usufrui de um clima de paz e de recuperação econômica. Quais foram as principais motivações para a ocorrência desses conflitos?
5. Assinale a alternativa que reflete as condições sul-africanas:
A) Com o fim do Apartheid, vários países europeus romperam relações com a África do Sul, o que provocou uma forte crise econômica.
B) A ascensão de novos países emergentes como a Nigéria, tem provocado problemas sociais e econômicos à África do Sul.
C) Após um “boom” de crescimento pós-Apartheid, a África do Sul tem apresentado vários problemas que se refletem na sociedade local.
D) O fim da política do Apartheid não conseguiu ainda promover de forma significativa a inclusão dos negros na economia.
6. A política de segregação racial foi oficializada em 1948, com a chegada do Novo Partido Nacional (NNP) ao poder. Como se deu o início da oposição ao Apartheid na África do Sul?
7. Qual o nome do então eleito presidente da África do Sul, ao qual participou ativamente da política do Apartheid no país?
RESPOSTAS: 
Aula 1: 
144
1
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Como áreas de repulsão, podemos identificar:
a) América Latina (México, América Central e América do Sul) – com seus históricos problemas de desequilíbrio econômico, provocados por endividamentos e mau gerenciamento do dinheiro público, gerando enormes bolsões de pobreza.
b) África – onde, além da pobreza crônica da população, ocorrem conflitos raciais de extrema violência dentro dos países artificialmente criados pelos colonizadores europeus.
c) Ásia – o continente que concentra o maior contingente absoluto de pobres do mundo onde as estruturas sociais são profundamente injustas, muitas vezes exacerbadas pelos sistemas de castas e pelo comportamento religioso.
d) Leste Europeu – onde o fim do socialismo gerou enorme desorganização econômica, com a eliminação de empregos e benefícios estatais, expondo diferenças antes controladas pela ideologia política comum, provocando conflitos étnicos e religiosos.
O desenvolvimento do capitalismo internacional concentrou, particularmente, a riqueza em algumas regiões do globo, atraindo as populações empobrecidas que têm grande desejo de participar dos benefícios decorrentes desse poder
2. Os movimentos migratórios atuais relacionam-se, principalmente, a duas causas:
• A busca por melhores condições de vida – caracteriza os deslocamentos populacionais provocados pela miséria que se concentra em algumas partes do mundo. Portanto, têm caráter econômico, constituindo fluxos ou correntes migratórias de países pobres para países ricos. Exemplos: pós-década de 60 (século XX), da Europa Mediterrânea para a Europa Ocidental; na atualidade, do norte da África para países europeus, de regiões da América Latina para os EUA e Canadá, do extremo oriente para as Américas. Essas migrações são vistas como o efeito colateral mais perverso da globalização.
• A fuga de regiões em conflito – trata-se de migrações provocadas por guerras locais, portanto, têm motivação político-bélica, constituindo um verdadeiro êxodo para os países que recebem os refugiados. Esses deslocamentos ocorrem por uma questão de sobrevivência às perseguições motivadas por conflitos étnicos e às atrocidades cometidas contra as populações civis. Os exemplos mais recentes foram os que ocorreram na Bósnia-Herzegovina e Kosovo.
• Mas é no continente africano que se desencadeia a maior quantidade de movimentos migratórios: são legiões de refugiados vagando pelo espaço local, à procura de abrigo, fugindo de guerras tribais, instabilidades políticas, questões raciais e religiosas e golpes militares.
3. Entretanto, as crises econômicas e as transformações na estrutura de trabalho, com a automação, reduziram os empregos. Surgiram, então, as sombras da xenofobia. A situação ficou pior com o fim do sistema socialista e o surgimento de grupos europeus orientais desempregados e empobrecidos. A partir daí, o imigrante estrangeiro passou a ser visto como um intruso ou concorrente indesejado, levando muitos países a adotar medidas restritivas.
4. No mundo, existem vários exemplos de políticas de restrição a imigrantes, com destaque para o Muro do México, erguido pelos EUA na fronteira entre os dois países, com o intuito de restringir a entrada de mexicanos. Alternativa correta: letra B.
5. Nos países desenvolvidos – sobretudo na Europa e América do Norte –, apesar das pesadas restrições impostas, há uma grande presença de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e emprego. Esses imigrantes (sobretudo os ilegais) atendem à grande necessidade de mão de obra barata que esses países possuem, o que faz com que os fluxos migratórios se intensifiquem. Alternativa correta: letra D.
6. A “fuga de cérebros” é um termo utilizado para designar a grande perda de pessoas com elevada qualificação técnica e com ampla formação acadêmica. Essa questão é considerada problemática por muitos países no sentido de reduzir o grau de formação e atuação de sua população. Alternativa correta: letra D
Aula 2
Obs.: O ordenamento das questões segue uma narrativa, onde o/a estudante distinguirá - principalmente - as funções e relevâncias dos índices de renda per capita e IDH.
1.
a) Falso - A diferença entre a quantidade de nascimentos e óbitos em um determinado país corresponde ao conceito de crescimento vegetativo.
b) Falso - A soma de todos os rendimentos de um país durante um ano diz respeito ao conceito de Renda Nacional.
c) Verdadeiro - A renda per capita de um país é obtida pela divisão da renda nacional pelo número de habitantes.
d) Falso - A soma de todas as riquezas de um país em um determinado ano corresponde ao conceito de Produto Nacional Bruto (PNB).
2. A Organização das Nações Unidas (ONU), através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), criou o indicador chamado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) com o objetivo de estabelecer o nível de qualidade de vida da população de um determinado país, levando-se em consideração os aspectos socioeconômicos dos habitantes.
3. Alternativa C. Verifica-se uma hegemonia dos países da Europa. 
4.Devido aos indicadores sociais apenas razoáveis, o Brasil mantém uma posição modesta, apesar de contar com um dos maiores PIBs do mundo. Observa-se que a renda, muito baixa quando comparada aos outros países, compromete seu posicionamento.
5. Na tabela em questão (2001) nota-se a ausência de países importantes como a Alemanha e a Itália que são, reconhecidamente, algumas das maiores economias mundiais; a 8ª posição ocupada pelos EUA, que é a maior economia do mundo, etc. Concluindo, portanto, que o IDH ordena de maneira diferenciada os países que detém as melhores qualidades de vida para suas referidas populações.
6. A renda per capita é um indicador que diz respeito a divisão da renda nacional pelo número de habitantes de um determinado país. Mas essa renda em realidade é concentrada em pouquíssimas cabeças (pessoas). Em um exemplosimplório, podemos pensar da seguinte forma: se há um pão para quatro pessoas, em um cálculo de renda per capita (a obtenção de uma média), cada pessoa fica com ¼ (um quarto) do pão. Mas na realidade, o dono do pão o comeu e as outras três pessoas ficaram com fome. Assim ocorre com este indicador em relação a realidade socioeconômica de um país, ao redistribuir para as demais cabeças uma renda que se concentra em poucas. Deste modo, como visto nas questões anteriores, o índice mais apropriado para medir a qualidade de vida de uma população é o IDH (índice de desenvolvimento humano).
7. a) Desenvolvido e subdesenvolvido
b) IDH
Aula 3
1. Alternativa B
2. Alternativa A
3. Alternativa C
4. De acordo com a FAO, a migração está intimamente relacionada com os territórios rurais, onde as pessoas enfrentam mais pobreza e menos oportunidades, problemas de violência e de execução da justiça, bem como os efeitos da mudança climática.
5. Embora na Guatemala exista uma relação menos forte entre o comportamento migratório de acordo com as características territoriais, a taxa de expulsão aumenta nos municípios onde a porcentagem da população sem ensino médio é maior. Por outro lado, no México, os municípios que apresentam níveis mais elevados de pobreza manifestam uma forte presença de emprego agrícola.
A migração neste país está relacionada à pobreza no sul e à violência no oeste, noroeste e nordeste; enquanto os problemas de vulnerabilidade ambiental parecem ser transversais.
6. As novas descobertas sugerem que uma política destinada a mitigar a magnitude da migração deve considerar como as características territoriais influenciam a decisão de migrar. Os estudos também levantam a necessidade de entender melhor o impacto da migração nos lugares de origem, bem como o papel das remessas e dos migrantes que decidem retornar às suas comunidades.
"Por este motivo, a FAO coloca à disposição dos governos do México, Guatemala, Honduras e El Salvador toda a sua capacidade técnica para ajudar a construir melhores oportunidades de desenvolvimento em territórios rurais", disse Luiz Carlos Beduschi.
Aula 4
1. Letra C. O Estado corresponde ao conjunto de instituições no campo político e administrativo que organiza o espaço de um povo ou nação. Para o Estado existir, é necessário que ele possua o seu próprio território e que exerça sobre este a sua cidadania, ou seja, o Estado deve ser a autoridade máxima na área a ele correspondente.
2. Letra B. A alternativa III está incorreta porque, na Geografia, assim como ocorre com a maioria dos conceitos básicos de todas as Ciências Humanas, não há um consenso exato sobre o que seja, simplificadamente, o território. O conceito é construído de acordo com a análise espacial a ser realizada e o enfoque teórico escolhido.
3. Letra D. A nação tem seu conceito ligado à identidade, à cultura e aos aspectos históricos. Por isso, pode ser entendida como um agrupamento ou organização de uma sociedade que partilha dos mesmos costumes, características, idioma, cultura e que já possuem uma determinada tradição histórica.
4. É necessário, contudo, estabelecer a diferença entre Estado e País. Enquanto o primeiro é uma instituição formada por povo, território e governo, o segundo é um conceito genérico referente a tudo o que se encontra no território dominado por um Estado e apresenta características físicas, naturais, econômicas, sociais, culturais e outras. No nosso caso, o Brasil é o país e a República Federativa do Brasil é o Estado.
5. A Espanha é um exemplo clássico de Estado multinacional, ou seja, com um grande número de nações vivendo em seu território. Existem os espanhóis, mas também existem os catalães, uma nação atualmente sem um Estado soberano e, portanto, sem um território político definido, além dos bascos, navarros e alguns outros. A maior parte dessas nações reivindica, inclusive, a criação de seus Estados independentes, com a delimitação de seus respectivos territórios, algo que ainda não foi conseguido.
6. O estímulo ao nacionalismo é visto com bons olhos por muitas pessoas no sentido de essas valorizarem os seus territórios e suas populações, mas é preciso ter cuidado, pois os fatos históricos já demonstraram que um nacionalismo extremo pode provocar uma onda de fascismo. Nesse caso, o governo e até as pessoas passam a considerar que a sua nação (ou “raça”) é naturalmente superior às demais, justificando ações bélicas e formas de preconceito diversas, tal qual foi o caso do Nazismo na Alemanha em meados do século XX.
 Aula 5
1. letra C
2. letra A
3. Os países e seus conflitos, em sua grande maioria, são impulsionados por desigualdades sociais, políticas, culturais e econômicas. 
4. Estes confrontos foram, frequentemente, motivados pela criação de fronteiras artificiais fixadas pelas ex-potências coloniais, e, igualmente, pelo desenvolvimento de políticas colonialistas exploradoras e repressivas, pouco viradas para o progresso do ensino.
5. letra D
6. A oposição ao apartheid teve início de forma mais intensa na década de 1950, quando o Congresso Nacional Africano (CNA), organização negra criada em 1912, lançou uma desobediência civil.
7. Nelson Mandela
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