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BABESIOSE CANINA Prof. MV Me. João Estevão Sebben 05 de maio de 2024 O que é a babesiose? A babesiose é uma enfermidade causada pelos protozoários do gênero Babesia, pertencentes a ordem Piroplasmorida. Nos cães, comumente está associada às espécies Babesia canis canis, B. c. rossi, B. c. vogeli e Babesia gibsoni. Esses parasitas são transmitidos por carrapatos e suas formas infectantes são capazes de acometer o interior das células sanguíneas vermelhas do hospedeiro. É uma afecção que pode acometer animais domésticos e selvagens. Na rotina do médico-veterinário de animais de companhia, a espécie canina é a mais afetada, porém também podemos observar a ocorrência de babesiose felina. Atenção: o período de incubação da babesiose pode ser variado. O período de incubação da babesiose – que corresponde ao período entre a contaminação do animal e o aparecimento dos primeiros sinais clínicos – pode variar de dias a semanas. Entretanto, há relatos de animais que só apresentaram sinais clínicos após anos. As manifestações clínicas da babesiose podem ser inespecíficas A babesiose canina pode ser classificada em aguda, crônica ou subclínica (assintomática) e sua severidade depende da espécie de Babesia relacionada à infecção e da imunidade do hospedeiro (NELSON & COUTO, 2019). A reprodução do parasita dentro das células vermelhas que ocasiona hemólise (rompimento da hemácia) intra e extravascular, o que resulta em uma anemia hemolítica. Anemia Hemolítica Imunomediada é uma condição patológica no qual o organismo do animal passa a produzir anticorpos contra as próprias hemácias, provocando destruição das mesmas e causando anemia acentuada. Geralmente, tem um curso agudo e o hemograma é fundamental para auxiliar no diagnóstico da doença, aonde se identifica uma anemia grave, associada a leucocitose e altamente regenerativa: com observação de esferócitos, macrócitos, eritroblastos e muitas vezes a auto aglutinação de hemácias, que é típica da doença (e é melhor observada através do Teste de Aglutinação com Solução Salina). Infecção e transmissão da babesiose A infecção do cão ocorre, principalmente, através da picada de carrapatos (ixodídeos) portadores da Babesia spp, que inoculam as formas esporozoítas infectantes presentes em sua saliva. Essas formas atingem a corrente sanguínea do animal e são englobadas pelas hemácias. Uma vez que esse protozoário atinge o interior dos eritrócitos, ele realiza vários ciclos de reprodução (assexuada), dando origem aos merozoítas. Isso acarretará a lise da hemácia, liberando os merozoítas para infectar outras células. Como diagnosticar a babesiose canina Após a anamnese e um exame clínico detalhado, o diagnóstico da babesiose canina deve ser feito com base no conjunto de dados obtidos nos exames laboratoriais e nos testes de diagnóstico para detecção do antígeno (testes diretos) ou do anticorpo (testes indiretos). O exame de esfregaço sanguíneo é altamente específico e pode fornecer o diagnóstico definitivo, pois nele podem ser observadas hemácias parasitadas. Detalhes do tratamento: Tratamento antiparasitário: O dipropionato de imidocarb é o medicamento mais utilizado para eliminar o parasita Babesia canis. Ele é administrado por via intramuscular ou subcutânea, em duas doses com intervalo de 14 dias entre elas. Transfusões de sangue: Em casos de anemia grave, a transfusão de sangue é necessária para repor as hemácias e a hemoglobina. Cuidados de suporte: Para tratar complicações e distúrbios metabólicos, podem ser necessários medicamentos para controlar a temperatura, hidratar o animal, e outros tratamentos específicos, dependendo da situação. Doxiciclina: A doxiciclina pode ser utilizada em associação com o dipropionato de imidocarb, especialmente em animais que têm contato frequente com carrapatos, para ajudar a prevenir uma possível reinfecção. Espécie Canina Modo de Uso Injetar por via intramuscular profunda Posologia 0,5 ml para cada 2 Kg de Peso Se necessário após 24h aplicar outra dose Indicação de Uso Babesiose canina (piroplasmose canina) causada por Babesia canis Composição Diminazeno Diaceturato 1,4g Antipirina 7,5g Veículo q.s.p. 100,0mL Precauções Não administrar por via intravenosa Prevenção: Em cães que vivem em áreas endêmicas para babesiose ou que têm contato frequente com carrapatos, a doxiciclina pode ser usada para ajudar a prevenir infecções. image1.png image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.png image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.png image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg