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INTRODUÇÃO À FARMÁCIA CLÍNICA E HOSPITALAR 
EM ONCOLOGIA NO BRASIL 
 
 1 
 
 
 
 
1 
 
Sumário 
NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 
1. O FARMACÊUTICO HOSPITALAR NO UNIVERSO DA 
ONCOLOGIA ...................................................................................................... 3 
2. ATENÇÃO FARMACÊUTICA AO PACIENTE ONCOLÓGICO....... 4 
3. ANÁLISE DA PRESCRIÇÃO MÉDICA ........................................... 7 
4. FARMÁCIA CLÍNICA ...................................................................... 9 
5. ATENÇÃO FARMACÊUTICA ....................................................... 12 
5.1 Diretrizes e acompanhamento farmacoterapêutico.......................... 14 
6. INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS .......................................... 16 
7. ORGANIZAÇÃO E PRÁTICAS DA ASSISTÊNCIA 
FARMACÊUTICA EM ONCOLOGIA NO ÂMBITO DO SISTEMA ÚNICO DE 
SAÚDE 19 
8. FINANCIAMENTO ........................................................................ 20 
9. TECNOLOGIAS ............................................................................ 23 
10. REFERÊNCIAS: ........................................................................... 31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2 
 
 
 
 
2 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho 
de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de 
cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma 
entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na 
sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos 
científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, 
transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de 
publicações e/ou outras normas de comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, 
de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir 
uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, 
conquistar o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos 
de qualidade. 
 
 
 
 3 
 
 
 
 
3 
1. O FARMACÊUTICO HOSPITALAR NO UNIVERSO 
DA ONCOLOGIA 
 
Em oncologia, o farmacêutico é o principal instrumento para a qualidade 
da farmacoterapia. Suas atribuições excedem a simples dispensação da 
prescrição médica, ou ainda a manipulação propriamente dita. Sua atuação é 
importante em várias etapas da terapia antineoplásica, a saber: 
Seleção e padronização de medicamentos e materiais: O 
farmacêutico, ao conhecer efetivamente os protocolos terapêuticos e de suporte 
na terapia antineoplásica, tem a responsabilidade na seleção de produtos que 
atendam às exigências legais, na averiguação do cumprimento das boas práticas 
de fabricação pelo fornecedor, na avaliação técnica e na notificação de queixas 
técnicas aos órgãos reguladores. 
Auditorias internas: O farmacêutico, também, é o responsável por 
realizar auditorias internas, no que diz respeito à estrutura da área de preparo 
de quimioterapia, estocagem de medicamentos e manutenção preventiva de 
equipamentos, de acordo com as necessidades operacionais e normas 
estabelecidas pela legislação vigente. 
Informação sobre medicamentos: O farmacêutico assume a função de 
avaliar a bibliografia, veiculando informação isenta e segura, de fontes 
confiáveis, contribuindo para o aprimoramento da qualidade das condutas de 
prescrição e terapêuticas. O farmacêutico atua no processo de comunicação, 
fornecendo aos membros da equipe multidisciplinar informações sobre 
farmacocinética, farmacodinâmica, doses usuais, formas e vias de 
administração, doses máximas, toxicidade acumulativa, incompatibilidade de 
medicamentos. 
Em virtude dos avanços tecnológicos e da descoberta de novas terapias, 
é disponibilizado aos pacientes um amplo espectro de opções terapêuticas 
empregadas na prevenção e minimização dos principais sintomas que ocorrem, 
após a quimioterapia. Diante do exposto, as orientações farmacêuticas são 
 4 
 
 
 
 
4 
imprescindíveis para que se obtenha o melhor resultado dentro da posologia 
prescrita e do protocolo terapêutico proposto. 
Farmacovigilância: O farmacêutico, por ser parte importante na equipe 
multidisciplinar na terapia antineoplásica, deve acompanhar a visita médica, 
discussões de casos clínicos, podendo esta aproximação, influenciar de forma 
positiva, o perfil de prescrição. Em se tratando de terapia antineoplásica, os 
pacientes são candidatos ao desenvolvimento de potenciais reações adversas, 
devido à poliquimioterapia, margem terapêutica estreita dos medicamentos em 
uso, tratamento prolongado e em concomitância com outros tratamentos de 
suporte. 
Neste contexto, a participação deste profissional, na área da 
farmacovigilância, tem colaborado muito com a detecção e identificação de 
reações adversas, de fatores de risco para o desenvolvimento destas, além de 
ele propor medidas de intervenção e prevenção, visto que as reações adversas 
a medicamentos são algumas das causas de internação, onerando os custos da 
instituição. 
 
2. ATENÇÃO FARMACÊUTICA AO PACIENTE 
ONCOLÓGICO 
 
A oncologia desenvolve-se, de forma muito dinâmica, e o farmacêutico é 
desafiado a manter-se informado sobre as novas terapias. Conhecer em 
detalhes os aspectos farmacológicos dos medicamentos em uso é essencial 
para o desenvolvimento de uma adequada assistência farmacêutica. Por meio 
da assistência farmacêutica, o farmacêutico torna-se corresponsável pela 
qualidade de vida do paciente. 
A definição de atenção farmacêutica mais difundida, em nosso meio, é a 
de Linda Strand e Charles Hapler (EUA), de 1990, que diz: “Atenção 
farmacêutica é a provisão responsável do tratamento farmacológico com o 
 5 
 
 
 
 
5 
propósito de alcançar resultados terapêuticos concretos que melhorem a 
qualidade de vida dos pacientes”. Já a OMS, em 1993, definiu atenção 
farmacêutica como sendo o “conjunto de atitudes, comportamentos, 
compromissos, inquietações, valores éticos, funções, conhecimentos, 
responsabilidades e destrezas do farmacêutico na prestação da farmacoterapia, 
com o objetivo de alcançar resultados terapêuticos definidos voltados para a 
saúde e qualidade de vida do paciente”. 
Com base nessas definições, a necessidade de desenvolver atenção 
farmacêutica passou a ser a tônica, em se tratando de paciente oncológico. Esta, 
também, é uma atividade realizada pelo farmacêutico, imediatamente no início 
do ciclo de quimioterapia ou hormonioterapia e, ainda, no transcorrer da terapia 
de suporte ou no controle dos sintomas dos pacientes em cuidados paliativos. 
O foco da atenção farmacêutica para o paciente oncológico está no 
aconselhamento e monitoramento da terapia farmacológica. O aconselhamento 
do paciente em regime de quimioterapia deve ser precedido de todas as 
informações necessárias para garantir a adesão ao tratamento, além de 
desenvolver a confiança entre o paciente e o farmacêutico. Essas informações 
devem ser repassadas preferencialmente em material informativo, de caráter 
educativo e através deorientação direta ao paciente e ao cuidador. 
O monitoramento da terapêutica é feito, através do acompanhamento 
detalhado do tratamento do paciente. O farmacêutico deve exercer assistência, 
auxiliando o(a) paciente quanto ao modo de usar e quanto ao armazenamento 
correto do medicamento, alertando sobre os prováveis efeitos colaterais e 
interações medicamentosas ou alimentares, alertando para não usar nenhum 
medicamento, se estiver grávida ou amamentando, a menos que tenha expressa 
orientação médica, e sobretudo seguir as orientações médicas sobre o horário 
de administração e as restrições na alimentação, porque alguns alimentos 
modificam os efeitos dos medicamentos. 
O farmacêutico deve, também, informar o paciente se o medicamento que 
ele vai usar causa dependência física ou psíquica, informar os perigos da 
automedicação e de tratamentos alternativos não comprovados cientificamente, 
 6 
 
 
 
 
6 
dentre outras orientações. O farmacêutico deve ser capaz de fornecer, também, 
recomendações para minimizar os efeitos secundários da terapia, bem como 
determinar os medicamentos que podem interferir na eficácia do tratamento. 
Para tanto, deve-se definir um plano de atenção farmacêutica que contemple os 
seguintes aspectos: 
 ▶ O farmacêutico deve estar atento para que, ao longo do tratamento, 
as reações adversas aos medicamentos sejam as mínimas possíveis. Essas 
reações devem ser devidamente registradas e notificadas. 
 ▶ Coletar, sintetizar e analisar as informações relevantes sobre o 
paciente; 
 ▶ Listar e classificar os problemas relatados pelo paciente e 
identificados na anamnese; 
 ▶ Estabelecer o resultado farmacoterapêutico desejado para cada 
problema relacionado com o medicamento; 
 ▶ Disponibilizar informações sobre as alternativas terapêuticas 
disponíveis; 
 ▶ Eleger, juntamente com o médico, a melhor solução 
farmacoterapêutica e individualizar o regime posológico; 
 ▶ Desenvolver um plano sistemático de monitorização terapêutica; 
 ▶ Realizar seguimento do paciente para medir o resultado. 
 
A terapia farmacológica deverá ser adequada ao estilo de vida de cada 
paciente, respeitando suas limitações, hábitos, sua motivação para cumprir o 
plano terapêutico, tendo como objetivo maior, garantir a adesão ao tratamento e 
melhorar a qualidade de vida do paciente. Trata-se, portanto, de uma conquista 
fomentada pela cumplicidade desenvolvida entre farmacêutico e paciente. 
 
 
 7 
 
 
 
 
7 
3. ANÁLISE DA PRESCRIÇÃO MÉDICA 
 
 Este é o momento de maior interferência e interação do farmacêutico com 
o prescritor, principalmente, pela possibilidade de atuar em caráter preventivo e 
ainda corretivo. Nesta interação, o objetivo do farmacêutico não é exercitar o 
diagnóstico, ou intervir na conduta terapêutica, mas garantir a segurança, a 
provisão, o acesso e a qualidade destes medicamentos aos pacientes em terapia 
oncológica. 
 Os agentes antineoplásicos possuem janela terapêutica estreita, razão 
pela qual o menor erro na análise da prescrição ou manipulação pode causar 
sérios danos ao paciente. 
Cada serviço possui um perfil particular e padrão de prescrição, mas 
existem informações básicas que devem estar disponíveis para que o 
farmacêutico possa fazer a avaliação e preparo seguro de cada dose. 
As prescrições médicas devem contemplar no mínimo as seguintes 
informações: 
▶ Nome do paciente, número do prontuário e data de consulta; 
▶ Peso, altura, superfície corporal, idade e sexo; Resultados de 
avaliações laboratoriais (citar exemplo); 
▶ Estadiamento da doença; 
▶Protocolo recomendado; 
▶Dosagem a ser administrada por intervalo de tempo; 
▶Vias de administração; 
▶Plano terapêutico; 
▶Nome do médico, assinatura e carimbo com número de registro no 
conselho de classe. 
 
 8 
 
 
 
 
8 
Por ser de fundamental importância a avaliação da prescrição antes do 
preparo, a equipe de farmacêuticos do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), 
estabeleceu a seguinte rotina, visando minimizar os erros de preparo e 
dispensação: 
1. Checagem do nome do paciente, número do prontuário e número do 
atendimento do mesmo, para evitar erros de preparo e de dispensação 
para outro paciente; 
2. Avaliação do protocolo prescrito, verificando se está de acordo com o 
padronizado. O ideal é que os medicamentos não sejam prescritos por 
siglas, para evitar confusões no preparo. 
3. Checagem dos diluentes, verificando se há incompatibilidade físico-
química com os citostáticos. 
4. Verificação de dose, posologia e interação dos medicamentos de 
suporte (antieméticos, corticoides, estimulantes de crescimento de 
colônias, hidratação, etc). 
5. Checagem do cálculo da dose prescrita, baseado na superfície 
corporal do paciente e se está de acordo as doses definidas no 
protocolo do paciente. Os valores de superfície corpórea devem ser 
sempre os mais recentes, pois permitem o cálculo adequado e 
conferência correta das doses. 
6. Via e velocidade administração dos medicamentos. 
7. Esquemas de infusão da quimioterapia e posologia: se estão de 
acordo com o que é preconizado no protocolo. 
8. Verificação da duração dos ciclos, número apropriado das doses e os 
dias de terapia. 
 
Caso haja não conformidades na avaliação da prescrição pelo 
farmacêutico, o médico prescritor é contactado para que sejam feitas as 
devidas correções. Uma das grandes vantagens do trabalho em equipe, 
especialmente na EMTA, é que o farmacêutico realiza as intervenções 
 9 
 
 
 
 
9 
necessárias, além de propor melhorias nos processos e padronização de 
condutas relevantes, relacionadas à descrição médica. 
Deve-se salientar, ainda, que, além da análise da prescrição, o 
farmacêutico deve monitorar todas as etapas que envolvem a 
manipulação propriamente dita, tais como: a aquisição, o 
armazenamento, o preparo, a dispensação, o transporte e a 
administração do medicamento ao paciente. 
 
4. FARMÁCIA CLÍNICA 
 
Ainda no início do século XX, a farmácia estava ligada ao desenho do 
boticário, estabelecimento com o papel de preparar e comercializar produtos 
com efeitos curativos. 
Este ofício tradicional teve sua ascensão quando a elaboração de 
medicamentos começou a ser exercida gradualmente pela manufatura 
farmacêutica, subsequente a Segunda Guerra Mundial. Um desacerto entre a 
instauração do profissional e as atuações exigidas pela sociedade, aliado a 
frustração que muitos profissionais sentiam em relação aos conhecimentos 
adquiridos na graduação que já eram mais aproveitados de forma constante na 
prática cotidiana, pois acabavam se perdendo, motivou os profissionais 
farmacêuticos que agiam na área assistencialista, a darem início a 
operacionalidade de dispensar produtos farmacêutico. 
A Farmácia Clínica nasceu ainda na década de 1960 nos Estados Unidos 
e vigorava no âmbito hospitalar. Posteriormente houve a distorção da função do 
profissional farmacêutico, onde o mesmo era visto como um vendedor de 
medicamentos. Este foi um fator motivador gerado pela grande insatisfação, pois 
muitos deles culpavam a o avanço da tecnologia pela fragmentação de sua 
atuação. 
 
 10 
 
 
 
 
10 
A farmácia clínica é uma área da farmácia que se concentra no uso seguro 
e eficaz dos medicamentos em pacientes. Os farmacêuticos clínicos, que 
trabalham na farmácia clínica, desempenham um papel crucial na otimização da 
terapia medicamentosa, colaborando com outros profissionais de saúde para 
garantir o melhor resultado possível paraos pacientes. 
Algumas das principais funções e responsabilidades da farmácia 
clínica 
Revisão da Medicação: 
Os farmacêuticos clínicos revisam as prescrições médicas para garantir 
que os medicamentos sejam apropriados, eficazes e seguros para o paciente. 
Avaliação do Paciente: 
Eles avaliam o histórico médico do paciente, incluindo condições pré-
existentes, alergias a medicamentos e outros fatores relevantes. 
Educação do Paciente: 
Fornecem informações e orientações aos pacientes sobre o uso 
adequado dos medicamentos, efeitos colaterais, interações medicamentosas e 
medidas para melhorar a adesão ao tratamento. 
Monitoramento Terapêutico: 
Monitoram os resultados da terapia medicamentosa, como testes de 
laboratório, para garantir que os medicamentos estejam produzindo os efeitos 
desejados. 
Colaboração Interprofissional: 
Trabalham em estreita colaboração com outros profissionais de saúde, 
como médicos, enfermeiros e terapeutas, para garantir uma abordagem 
integrada e coordenada ao tratamento do paciente. 
 
 
 11 
 
 
 
 
11 
Gestão de Problemas Relacionados a Medicamentos: 
Identificam e resolvem problemas relacionados a medicamentos, como 
efeitos colaterais, falta de eficácia ou questões de adesão. 
Desenvolvimento de Protocolos Clínicos: 
Participam no desenvolvimento e implementação de protocolos clínicos 
para otimizar o uso de medicamentos em diversas condições de saúde. 
Promoção da Segurança do Paciente: 
Trabalham para prevenir erros de medicação, interações 
medicamentosas prejudiciais e outros eventos adversos relacionados a 
medicamentos. 
A farmácia clínica desempenha um papel vital na prestação de cuidados 
de saúde abrangentes e individualizados. Essa abordagem centrada no paciente 
ajuda a maximizar os benefícios dos medicamentos, minimizando os riscos 
associados ao seu uso. 
Os Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs) são entidades autônomas 
e fiscalizadoras que têm como principal objetivo regular e fiscalizar o exercício 
da profissão farmacêutica em suas respectivas regiões. Suas atribuições estão 
relacionadas à garantia da qualidade dos serviços farmacêuticos e à proteção 
da sociedade. 
As principais atribuições do Conselho Regional de Farmácia incluem: 
Registro Profissional: Emitir carteiras profissionais e registrar os 
farmacêuticos legalmente habilitados para o exercício da profissão em sua 
jurisdição. 
Fiscalização: Fiscalizar o exercício profissional, as atividades e os 
estabelecimentos farmacêuticos, garantindo que estejam em conformidade com 
as normas éticas e técnicas. 
 
 12 
 
 
 
 
12 
Normatização: Elaborar normas e regulamentos relacionados ao 
exercício da profissão farmacêutica, em conformidade com as leis federais e 
diretrizes nacionais. 
Ética Profissional: Atuar na promoção da ética profissional, recebendo 
denúncias e realizando processos ético-disciplinares quando necessário. 
Educação Continuada: Estimular e promover a educação continuada 
dos profissionais farmacêuticos, visando o aprimoramento técnico e científico. 
Orientação à População: Prestar orientações à população sobre o uso 
correto de medicamentos, serviços farmacêuticos e demais atividades 
relacionadas à área. 
Ações Legais: Adotar medidas judiciais e administrativas quando 
necessário para garantir o cumprimento das leis e normas relacionadas à 
profissão farmacêutica. 
Colaboração com Órgãos de Saúde: Colaborar com órgãos de saúde, 
autoridades sanitárias e demais entidades relacionadas à área da saúde para 
promover a melhoria da qualidade dos serviços. 
É importante ressaltar que a atuação dos CRFs está vinculada à 
regulamentação federal, mas eles têm autonomia para gerir suas atividades 
dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Cada estado ou região do país 
possui seu próprio Conselho Regional de Farmácia, subordinado ao Conselho 
Federal de Farmácia (CFF), que é a entidade máxima de regulamentação da 
profissão no Brasil. 
 
5. ATENÇÃO FARMACÊUTICA 
 
O Farmacêutico Clínico é um profissional capaz a perceber sintomas e 
sinais, monitorar, praticar a terapia medicamentosa e sobre tudo fazer 
orientações ao paciente. 
 13 
 
 
 
 
13 
O farmacêutico tem como pilar da sua atividade em assistência em 
saúde, garantir que os pacientes recebam os medicamentos de forma 
segura, acompanhar possíveis eventos adversos relacionados a 
medicamentos durante o seguimento farmacoterapêutico e esclarecer 
dúvidas sobre medicamentos a membros de Equipes Médica e 
Multidisciplinar (BRASIL., 2013 apud DEPARTAMENTO DE APOIO 
TÉCNICO E EDUCAÇÃO PERMANENTE COMISSÃO ASSESSORA 
DE FARMÁCIA CLÍNICA SÃO PAULO, 2019). 
 
A Assistência Farmacêutica é definida como “grupo de atividades 
relacionadas com o medicamento, destinada a apoiar as ações de saúde 
demandadas por uma comunidade” (GONÇALVES ,1996 apud SOUZA, 2011). 
 Envolve diversas etapas desde a seleção de medicamentos até sua 
utilização, interligando duas grandes áreas, porém distintas, a tecnologia de 
gestão e a tecnologia de uso do medicamento. A tecnologia de gestão tem como 
objetivo maior garantir o abastecimento e o acesso aos medicamentos enquanto 
a tecnologia de uso dos medicamentos visa o uso correto e efetivo dos 
medicamentos, e é neste contexto que se inserem as atividades de farmácia 
clínica. 
 Farmácia clínica pode ser entendida como “a ciência da saúde cuja 
responsabilidade é assegurar, mediante a aplicação de conhecimento que o uso 
dos medicamentos seja correto e adequado”. Ainda para o desenvolvimento 
desta atividade há a necessidade de educação especializada e treinamento 
estruturado, além de coleta e interpretação de da dos, motivação pelo paciente 
e integração entre os profissionais da equipe de saúde. 
 A atuação do farmacêutico junto aos pacientes e integrado à uma equipe 
multiprofissional é uma opção mais avançada para o pleno exercício da profissão 
farmacêutica e tem como objetivo aprimorar os conceitos de segurança e melhor 
utilização da farmacoterapia. Os resultados positivos podem ser observa dos na 
identificação e resolução de problemas relacionados à medicamentos que 
favorecem a prática de uma terapia medicamentosa mais segura e racional e 
que melhorem a qualidade de vida do paciente. 
 O farmacêutico clínico atua diminuindo a alta incidência de erros de 
medicação, de reações adversas a medicamentos, interações medicamentosas 
 14 
 
 
 
 
14 
e incompatibilidades e a implantação de um Serviço de Farmácia Clínica 
possibilita o aumento da segurança e da qualidade da atenção ao paciente, 
redução de custos e aumento da eficiência hospitalar. 
Na Farmácia Clínica o farmacêutico insere-se como um dos principais 
profissionais envolvidos no combate ao uso irracional de medicamento. 
Através da realização de atividades clínicas e da avaliação do impacto 
dessa atividade, atua como o último elo entre a prescrição e a 
administração dos medicamentos contribuindo significativamente, para 
melhoria da farmacoterapia (SBRAFH, 2009 apud SOUZA, 2011). 
 
A Farmácia Clínica pressupõe que o farmacêutico estabeleça 
relacionamento ativo com os demais membros da equipe de saúde presentes no 
ambiente hospitalar, principalmente médicos e enfermeiros. Porém, também 
pressupõe o contato com os pacientes, para assim assegurar resultados clinicam 
ente apropriados para a farmacoterapia. 
Neste contexto, o paciente é objeto principal das atividades do 
farmacêutico hospitalar, enquanto o medicamento é um dos instrumentos 
utilizados para a melhoria das condições de saúde de um indivíduo. 
 
5.1 Diretrizes e acompanhamento farmacoterapêuticoO serviço clínico pelo qual o farmacêutico avalia os resultados obtidos 
pela ação dos medicamentos, associados ou não, a outras medidas de cuidado 
à saúde é definido como acompanhamento farmacoterapêutico. Fundamenta-se 
no gerenciamento da farmacoterapia, identificando possíveis fatores de risco e 
eventuais problemas relacionados ao uso dos medicamentos, assim como avalia 
o alcance das metas terapêuticas. A Resolução CFF nº 585/2013 coloca como 
uma das atribuições clínicas do farmacêutico relativas ao cuidado à saúde, nos 
âmbitos individual e coletivo, a provisão da consulta farmacêutica em consultório 
farmacêutico ou em outro ambiente adequado, que garanta a privacidade do 
atendimento. A normativa define ainda que a consulta farmacêutica é o 
atendimento a o paciente, respeitando os princípios éticos e profissionais, com 
 15 
 
 
 
 
15 
a finalidade de obter os melhores resultados com a farmacoterapia e promover 
o uso racional de medicamentos e de outras tecnologias em saúde. 
Para a realização do seguimento farmacoterapêutico, faz-se necessária a 
participação da equipe multidisciplinar: enfermeiros, auxiliares e técnicos de 
enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, médicos e o farmacêutico, que 
nesse caso é o profissional de maior envolvimento em monitorar o uso de 
medicamentos nos pacientes. O seguimento não atua somente na prevenção de 
um problema relacionado ao medicamento, mas de forma integral nos problemas 
que os pacientes apresentam. É importante que o farmacêutico mantenha um 
diálogo com o paciente e faça desse momento uma parceria, sendo que o 
farmacêutico deve assegurar ao paciente que os medicamentos que ele faz uso 
são os mais efetivos e seguros possíveis. Para isso o seguimento 
farmacoterapêutico necessita da elaboração de métodos que visem a uma 
intervenção eficaz e tudo deve ser documentado de forma sistematizada, 
garantindo o registro de todas as atividades clínicas do profissional. 
Deve ser preenchida fichas de entrevista com o paciente; esses 
formulários são ferramentas úteis para consultas e toma das de decisão, são 
informações que auxiliam na hora de realizar a atenção farmacêutica. 
É de grande valia que o farmacêutico colete, obtenha todos os dados 
sobre o paciente, para que isso sirva para avaliação da sua evolução clínica, 
visando à solução de casos relacionados a medicamentos e o desenvolvimento 
do plano de assistência multidisciplinar. 
 
 
 
 
 
 
 
 16 
 
 
 
 
16 
 
6. INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS 
 
Todas as ações em que o profissional farmacêutico esteja participando de 
forma ativa, isto é, decisões frente à terapia de pacientes bem como avaliação 
dos resultados, pode ser entendida como Intervenções Farmacêuticas. 
Trata-se de uma fase que antecede o acompanhamento farmacoterápico 
no âmbito da Atenção Farmacêutica e Farmácia Clínica. 
Este é o momento mais importante, uma vez que o profissional 
farmacêutico pode estar fazendo as orientações devidas aos pacientes e 
atuando de forma efetiva junto aos outros profissionais da equipe de saúde, com 
vistas a perceber e prevenir problemas alistados aos medicamentos, somando 
nesta efetividade a diminuição de riscos no círculo da farmacoterapia (ZUBIOLI, 
2000). 
Um dos maiores desafios para o profissional farmacêutico é efetivar o 
acompanhamento farmacoterapêutico. Contudo, é de grande valia na utilização 
para o prosseguimento de pacientes diabéticos e /ou hipertensos, paciente 
internados em Unidade de Terapia Intensiva, e mais atualmente em pacientes 
com diagnóstico de Câncer. 
Este acompanhamento pode ser ainda avaliado como um artifício 
importante frente ao planejamento de forma documentada que se concretiza 
junto aos pacientes e profissionais de saúde, onde, o farmacêutico se propõe a 
prevenir e resolver problemas que venham interferir na farmacoterapia. Um dos 
artifícios mais empregados para o prosseguimento farmacoterapêutico é o 
Dader, nascido no ano de 1999 na Universidade de Granada na Espanha 
(STURARO, 2009). 
Existem dois meios de intervenção farmacêutica no âmbito da atenção 
farmacêutica, podendo ser entre Farmacêutico-Paciente e/ou entre 
Farmacêutico Doente-Médico. 
 17 
 
 
 
 
17 
A primeira situação se dá quando há problemas relacionados com 
medicamentos (PRM); e a segunda situação se dá quando não ocorrem os 
efeitos esperados dentro da farmacoterapia escolhida, ou ainda quando existe 
um problema de saúde com necessidade de diagnóstico médico. 
Considera-se uma intervenção aceita, quando o doente ou o médico 
modificam o uso do medicamento para tratar o problema em consequência da 
intervenção do farmacêutico. (MACHUCA; FERNANDEZ-LLIMOS; FAUS, 2003). 
Embora no Brasil, a importância do farmacêutico clínico na prevenção, 
detecção precoce e resolução dos PRM´s, já se mostram evidente, ainda há um 
longo caminho a percorrer. 
A necessidade de incluir o farmacêutico clínico nas equipes de saúde é 
benvinda, visto que a incidência de erros de medicação ainda é alarmante e que 
as intervenções do farmacêutico podem gerar benefícios diretos para a 
segurança do paciente, bem como, proporcionar melhoria na qualidade do 
cuidado. Além disso, o processo de uso de medicamentos é dinâmico e as 
intervenções feitas pelo farmacêutico clínico podem melhorar os resultados 
terapêuticos, garantindo segurança, eficácia e custo-efetividade da 
farmacoterapia (REIS, et. al.; 2013). 
Sabe-se que a Farmácia Clínica é extremamente nova para o profissional 
farmacêutico e veio a cunhar muita preocupação dentre os profissionais 
farmacêuticos que acabaram sendo distanciados desta prática pela carga de 
trabalho da indústria farmacêutica e áreas de atuação do profissional 
farmacêutico dificultando sua proximidade com o paciente e outros profissionais 
da saúde. 
Contudo, é correto afirmar que o farmacêutico clínico é capacitado para 
programar e orientar o paciente, agindo em conjunto com os demais profissionais 
de saúde. 
Um grande desafio para a classe farmacêutica é o ato de conseguir alterar 
as condutas, agrupando em seu método de trabalho um modelo que possa 
proporcionar a ele o direito de assumir a responsabilidade com a farmacoterapia 
 18 
 
 
 
 
18 
atuando de forma a ser um agente que obtenha êxito frente ao uso racional de 
medicamentos. 
Entende-se assim a necessidade de conscientização de instituições 
hospitalares sobre os vários melhoramentos que a intervenção farmacêutica 
pode proporcionar a fim de que a mesma seja conquistada no meio profissional 
e também dos pacientes, colaborando assim, para o resultado final da terapia 
medicamentosa, que é a melhoria da qualidade de vida do paciente. 
Portanto, a junção do profissional farmacêutico com o médico e demais 
profissionais da saúde tende a melhores resultados frente ao acompanhamento 
farmacoterapêutico, fortalecendo o aconselhamento junto aos pacientes. Nesta 
perspectiva, percebe-se a importância que existe na intervenção clínica do 
farmacêutico. 
Deste modo, será possível que haja neste enlace, maior aderência diante 
da terapêutica medicamentosa, com redução no número de prescrições e seus 
relativos problemas e possivelmente diminuição da taxa de hospitalização. 
Diante das colocações aqui expostas, há um interesse de fazer com que 
os profissionais farmacêuticos passem a se conscientizar da importância e valor 
que seu ofício tem diante do universo terapêutico, para não ser visto apenas 
como fabricante e distribuidor de medicamentos. 
O farmacêutico é um profissional inserido na técnica clínico altamentecapacitado para desenvolver o seu trabalho visando proporcionar ao paciente 
farmacoterapia efetiva e segura. 
 
 
 
 19 
 
 
 
 
19 
7. ORGANIZAÇÃO E PRÁTICAS DA ASSISTÊNCIA 
FARMACÊUTICA EM ONCOLOGIA NO ÂMBITO DO 
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 
 
 No Brasil, segundo a Política Nacional para a Prevenção e Controle do 
Câncer, a AF deve estar organizada para atender às necessidades do tratamento 
oncológico, de acordo com o plano regional de organização das linhas de 
cuidado dos diversos tipos de câncer, e com as regras de incorporação de 
tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS). 
É compreendida como um (sub)componente diagonal e essencial para os 
demais pontos de atenção da rede, devendo atuar, de forma articulada, com 
estes, em prol da integralidade do cuidado e da efetividade e qualidade da 
assistência prestada ao indivíduo com câncer. 
As atividades da AF deverão ser realizadas de forma multiprofissional, 
interdisciplinar e intersetorial, articulando e integrando as ações e serviços, em 
suas múltiplas dimensões, realizadas nos diferentes níveis de atenção à saúde. 
No contexto macropolítico, as atividades estão direcionadas ao 
estabelecimento de princípios e diretrizes que busquem garantir o acesso e a 
racionalidade do uso dos medicamentos antineoplásicos. 
Na lógica da gestão, para ser eficiente, a AF deve ser integrada ao 
cuidado prestado, englobando duas grandes vertentes complementares: uma 
relativa à gestão técnica da AF (macrogestão) e a outra à gestão clínica do 
medicamento (micro gestão). Ambas auxiliam na obtenção de resultados 
clínicos, econômicos e humanísticos positivos em saúde. 
Para garantir o funcionamento adequado da Rede de Atenção 
Oncológica, são responsabilidade dos entes municipais: o planejamento, a 
programação e a organização das ações e serviços de saúde necessários para 
a realização do cuidado integral ao paciente oncológico. 
No entanto, a estruturação da AF em oncologia vem sendo atravessada 
por inúmeros fatores contextuais relacionados à própria organização da área, 
especialmente quanto: às dificuldades de acesso e continuidade do tratamento, 
 20 
 
 
 
 
20 
insuficiência de financiamento, problemas relativos à oferta de serviços e 
limitações na integração entre os diversos pontos de atenção à saúde. 
A legislação sanitária brasileira preconiza que a preparação da terapia 
antineoplásica deve ser realizada por profissionais de nível Superior na área da 
saúde. 
A realização da manipulação por profissionais pouco capacitados pode 
favorecer a exposição ocupacional, as falhas no processo e os riscos aos 
pacientes. 
Conforme apontado, a farmacêutica buscou explicações para a prática 
adotada justamente na segurança do paciente, além de mencionar também o 
número limitado de farmacêuticos atuando em oncologia (dois) na unidade. 
Questões relacionadas ao grande volume de atendimento em relação ao 
número de farmacêuticos também foram destacadas por outras unidades. 
A excessiva quantidade de trabalho é um dos principais motivos de erros 
cometidos pelos trabalhadores, além de ser importante causa de adoecimento. 
Outra questão refere-se à ausência de documentos estruturantes da AF 
em algumas unidades. Esta situação compromete a organização do cuidado e 
as práticas desenvolvidas. 
É fundamental que pacientes e cuidadores sejam adequadamente 
orientados quanto aos cuidados com armazenamento, administração e descarte. 
Para alguns pacientes, se faz necessária a adoção de estratégias que 
favoreçam a adesão à terapia, além de ações voltadas para a detecção e manejo 
das reações adversas a medicamentos. 
 
8. FINANCIAMENTO 
 
O financiamento é um recurso de caráter indutor para o desenvolvimento 
das ações e serviços de saúde. 
No que se refere à assistência farmacêutica, os valores financeiros podem 
ser alocados para aquisição de medicamentos e para a estruturação de serviços. 
 21 
 
 
 
 
21 
No SUS, o financiamento da quimioterapia não é relacionado ao 
medicamento empregado, mas ao procedimento realizado. 
O ressarcimento do tratamento refere-se a um valor médio mensal, 
segundo o esquema terapêutico utilizado. 
A aquisição e o fornecimento dos medicamentos são de responsabilidade 
do prestador de serviço contratualizado. 
Somente após a realização do procedimento, deverá ser preenchida a 
Autorização de Procedimento de Alta Complexidade (APAC) para que ocorra a 
indenização. Foi consenso entre os entrevistados que o financiamento do 
tratamento oncológico tem sido insuficiente. 
“Então, houve um achatamento do financiamento num todo e houve 
essa disparada do quimioterápico em específico, tanto em diversidade 
[...] mas principalmente em custo.” (GR4) 
É importante observar que o valor financiado, por meio da APAC, não 
contempla o pagamento do tratamento de cuidados paliativos e dos 
medicamentos de suporte necessários para o controle das doenças, sinais e 
sintomas apresentados após administração da quimioterapia ambulatorial. 
Esta questão tem se traduzido em importante coerção para a ação dos 
agentes, uma vez que, em alguns municípios, o paciente não recebe todo o seu 
tratamento, nem na unidade habilitada ou nos estabelecimentos municipais. 
As compras dos medicamentos de suporte da quimioterapia, que eram 
dispensados, ambulatorialmente, pelas unidades públicas (2 e 4) aconteciam por 
financiamento institucional. 
Diversos antineoplásicos provoca efeitos mediatos e tardios, que, se não 
forem adequadamente controlados, poderão comprometer todo o tratamento, 
por impedir que o paciente realize um novo ciclo de quimioterapia, e a 
continuidade de cuidado. 
Além de perversa para os pacientes, a não garantia do cuidado integral 
em oncologia promove ineficiência no uso dos recursos públicos. A fala de uma 
das entrevistadas traz uma reflexão importante sobre o tema. 
“... a incidência de câncer tá sendo volumosa... e infelizmente a gente 
está vendo os pacientes chegarem muito tarde. Então, o custo na 
oncologia tá ficando muito oneroso... Você não consegue tratar o 
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paciente com aquela expectativa de que você trata um pouco e vai 
curar. Não, você vai tratar até ele morrer.” (MED4). 
 
A entrevistada estabelece um nexo causal entre incidência, 
desarticulação da rede e necessidade de uso de terapias mais custosas na fase 
de tratamento. Todo o investimento que será empregado terá um único desfecho 
– a morte. 
Siqueira et al., ao analisarem o impacto econômico do câncer para o 
SUS, identificaram que, embora exista um aumento histórico no 
financiamento da atenção oncológica, 63% do custo total estão 
relacionados à mortalidade por câncer. A revisão desta lógica é 
imperiosa. 
 
A rede de atenção oncológica precisa ser amplamente estruturada. 
Significa dizer que todos os serviços precisam ser fortalecidos, que o 
conhecimento sobre o câncer deve ser amplamente divulgado e que o combate 
aos fatores de risco e o diagnóstico precoce sejam questões centrais no 
enfrentamento das neoplasias. 
Na lógica do financiamento, um tema que se destacou foi a 
farmacoeconomia, que constitui uma estratégia para melhorar a eficiência dos 
gastos com medicamentos em relação aos resultados clínicos. 
É uma importante ferramenta para a gestão pública, pois, auxilia o 
processo de tomada de decisão, especialmente em oncologia, devido ao número 
significativo de opções terapêuticas para um mesmo tipo de tumor e ao alto custo 
dos medicamentos. Uma das entrevistadas aponta para a necessidade de 
realização do uso deste instrumental para a revisão dos valoresdas APAC. 
“Na realidade, é mais a questão do valor que a APAC ‘institucional’ 
[adota] para aquele tratamento [...] por mais que a gente saiba que todo 
mundo tem câncer de mama, os cânceres de mama não são iguais [...] 
tem medicações direcionadas para mutações específicas [...] Então 
seria para beneficiar quem tem essas alterações. Mas [...] o próprio 
SUS não cobre a pesquisa de muitas mutações... Então fica difícil 
indicar remédios onde a gente não consegue fazer o diagnóstico 
[molecular]... Mas que a gente sabe que uma parcela vai ter esse 
diagnóstico, [...] e, tendo, tem o benefício das medicações. É uma 
questão de atualização de valores e do custo x benefício.” (MED2). 
 23 
 
 
 
 
23 
 
É possível perceber a preocupação da entrevistada em não onerar o 
sistema, mas de promover racionalidade ao processo. Sabendo que o câncer 
tem causas multifatoriais e genéticas, realizar diagnóstico molecular é 
extremamente relevante, antes da definição da indicação terapêutica. 
Esta estratégia, também, é importante para fomentar a pesquisa e 
aperfeiçoar as políticas de atenção em oncologia e o processo de avaliação de 
tecnologias em saúde. 
Outro ponto a ser fortalecido, no contexto do financiamento, se refere à 
auditoria terapêutica, uma vez que os entrevistados relataram que este processo 
não tem sido frequente. 
A auditoria em saúde é entendida como um conjunto de procedimentos 
técnicos utilizados para avaliar a assistência prestada, utilizando, como base, 
parâmetros considerados aceitáveis, com o intuito de se evitar o desperdício dos 
recursos públicos e de se promover economicidade. 
Em oncologia, a auditoria é prevista em regulamentação, sendo 
importante instrumento de qualificação, eficiência e resolutividade da gestão. 
Porém, os processos de auditoria no SUS não são regulares, além de serem 
atravessados por interesses políticos e econômicos, que direcionam aonde e 
como serão realizadas. 
 
9. TECNOLOGIAS 
 
As tecnologias em saúde são importantes recursos alocativos. Para a 
obtenção do máximo benefício, o seu uso deve ser acompanhado da divulgação 
de informações adequadas. 
A incorporação de tecnologias nos sistemas de saúde deve ser precedida 
por uma etapa de avaliação que considera aspectos éticos, características de 
eficácia e segurança das tecnologias, questões econômicas e sua contribuição 
para a promoção, manutenção ou reabilitação da saúde. 
 24 
 
 
 
 
24 
É importante, portanto, que haja um grupo responsável por avaliar tais 
aspectos, podendo ser um Núcleo de Avaliação de Tecnologias ou uma 
Comissão de Farmácia e Terapêutica. 
Em oncologia, o processo de incorporação de tecnologias é complexo 
devido ao grande número de inovações, ao alto custo das novas terapias e ao 
elevado grau de incerteza sobre os benefícios aos usuários. 
 
 “Poxa, eu não sei te informar. Se tem uma comissão eu não sei, 
sinceramente eu não sei.” (MED5) 
“... o Sistema Único de Saúde demora muito a incluir vários tipos de 
drogas no nosso protocolo. E o maior exemplo que a gente tem é a 
presença do trastuzumabe mesmo, no tratamento da mama 
metastática...” (MED1). 
 
 
O processo de análise para incorporação de medicamentos pela Conitec 
deve considerar as evidências científicas sobre benefícios clínicos e econômicos 
que o medicamento apresenta em relação às tecnologias já incorporadas no 
SUS. 
É comum observar, nos relatórios emitidos pela comissão, menção sobre 
a inexistência de dados de vida real em pacientes brasileiros, que suportem a 
tomada de decisão. 
Apesar da veracidade do argumento, não se podem negar as dificuldades 
em realizar esses estudos, devido: à desarticulação da rede de atenção, a 
ausência de informações fidedignas sobre as terapias utilizadas nas instituições 
e a inexistente mensuração de resultados clínicos com as práticas realizadas. 
A utilização de evidências científicas, de caráter clínico e econômico, 
capazes de nortearem a tomada de decisão, é recomendada para o adequado 
processo de avaliação de tecnologia. Apenas uma unidade descreveu ter acesso 
e utilizar as bases de dados eletrônicas que fornecem informações científicas. 
Porém, a iniciativa era individual, e não institucional. 
O uso insuficiente das evidências científicas tem sido relacionado a 
variados fatores, desde dificuldades para interpretar, adaptar e aplicar o 
conhecimento científico, até as barreiras de acesso à literatura, especialmente 
pelo fato de que muitas bases de dados são pagas. 
 25 
 
 
 
 
25 
A falta de acesso à informação atualizada e adequada favorece escolhas 
tendenciosas e equivocadas. Na atenção oncológica, área em que acontecem 
atualizações frequentes, o emprego da evidência científica qualifica o cuidado, 
minimiza o risco do uso inapropriado das tecnologias e dos recursos financeiros, 
e proporciona maior qualidade de vida para as pessoas com câncer. 
Ademais, é essencial, para o alcance da integralidade do cuidado, a 
adoção de mecanismos de informação sobre as tecnologias incorporadas. 
A informação sobre medicamentos é entendida como um direito do 
cidadão, uma vez que sua ausência traz riscos que podem ser danosos à vida. 
 Nenhum dos municípios e das unidades habilitadas visitadas relatou 
possuir um serviço formal de informações sobre medicamentos para pacientes 
e/ou profissionais. 
A atuação do farmacêutico em oncologia é uma realidade presente em 
praticamente todos os serviços de quimioterapia. 
Embora tenha iniciado sua atuação exclusivamente nas atividades de 
manipulação e gerenciamento de quimioterápicos, tornou-se peça fundamental 
para a garantia de qualidade dos procedimentos. 
Além das atribuições relacionadas ao preparo da terapia antineoplásica, 
cabe ao farmacêutico compor a equipe multiprofissional nas visitas aos 
pacientes submetidos ao tratamento oncológico. 
Conhecer os aspectos farmacológicos, suas propriedades, mecanismos e 
efeitos adversos dos medicamentos, é o principal fator para o sucesso e 
qualidade da farmacoterapia de um paciente, uma vez que faz do farmacêutico 
uma peça fundamental em todo o processo de tratamento. 
Há anos o farmacêutico vem ampliando a sua atuação no universo da 
oncologia, desde que o Conselho Federal de Farmácia estabeleceu que é uma 
função privativa do farmacêutico a competência para o exercício da atividade de 
manipulação de drogas antineoplásicas e similares nos estabelecimentos de 
saúde, e no exercício desta atividade tendo também outras atribuições 
relacionadas. 
Diante do crescimento no número de pacientes oncológicos inseridos em 
protocolos onde há necessidade de terapia antineoplásica, se faz necessário o 
esclarecimento sobre os medicamentos ao paciente. 
 26 
 
 
 
 
26 
Logo, o farmacêutico é um profissional indispensável na equipe 
multiprofissional do tratamento oncológico, qualificado a desenvolver várias 
funções dentro da equipe multidisciplinar, como Atenção Farmacêutica aos 
pacientes oncológicos e informações aos demais profissionais da equipe de 
saúde. 
Assim, o farmacêutico vai agregando atitudes, valores éticos, habilidades, 
responsabilidade na prevenção de doenças e recuperação da saúde com a 
integração da equipe. 
É a relação mais próxima do farmacêutico com o usuário de 
medicamentos, levando a uma farmacoterapia racional com a obtenção de 
resultados voltados a melhoria da qualidade de vida. 
Os pacientes se sentem amparados quanto às informações relacionadas 
à ação dos fármacos, seus efeitos adversos, às interações medicamentosas e 
ao desenvolvimento do tratamento, podendo contribuirsignificativamente para o 
seu sucesso, até porque muitos pacientes relutam em aderir a um tratamento, 
pois não foram esclarecidos devidamente. 
O processo de atenção farmacêutica começa quando o paciente 
disponibiliza informações a respeito do seu tratamento, sendo que as primeiras 
referências são coletadas no prontuário médico e comprovadas por meio de 
entrevista com o paciente, permitindo que o farmacêutico analise a indicação e 
a posologia de cada medicamento em uso, averiguando interações 
medicamentosas, condições de armazenamento e verificando problemas 
relacionados aos medicamentos. 
É uma atividade específica do farmacêutico no cuidado do paciente ou 
usuário de medicamento. Compreende a educação em saúde, orientação 
farmacêutica, dispensação, atendimento farmacêutico, acompanhamento 
farmacoterapêutico, registro sistemático das atividades, determinação e 
estimativa dos resultados. 
O farmacêutico deve relacionar-se de maneira ativa com o paciente 
buscando solucionar problemas que envolvam ou não o uso de medicamentos e 
acompanhar seus resultados, para que desta forma, a dispensação do 
medicamento ao paciente seja feita de forma consciente e segura. 
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27 
Os eventos adversos da terapia oncológica são conhecidamente 
agressivos aos pacientes o que pode ocasionar o abandono da terapia ou 
também a diminuição na qualidade de vida, pelas dificuldades físicas e 
psicológicas que surgem no decorrer de todo o tratamento. 
A atenção farmacêutica ao paciente oncológico requer do profissional 
farmacêutico atributos mais específicos, que não somente abordem o 
conhecimento da detecção de problemas associados aos medicamentos, mas 
também adentrem o campo do aconselhamento não farmacológico, com a 
utilização de linguagem simples e próxima da realidade do paciente, ao ponto 
que este possa entender e contornar os eventos adversos de forma mais amena. 
Por meio de recursos utilizados pelo farmacêutico na análise de 
prescrição médica, a terapia antineoplásica torna-se mais segura para o 
paciente. Esta é uma das principais atividades do farmacêutico clínico, pois com 
o prontuário nas mãos e o conhecimento clínico do paciente é possível fazer o 
acompanhamento farmacoterapêutico analisando a prescrição quanto à dose 
dos medicamentos, diluição e tempo de infusão, via e frequência de 
administração, compatibilidade e interações. 
O acompanhamento farmacoterapêutico é um grande desafio para o 
profissional farmacêutico e se torna uma ferramenta importante para reduzir os 
erros com medicações, o que implica na eficácia do tratamento e na melhora da 
qualidade de vida. 
Cabe ao farmacêutico desenvolver e utilizar estratégias para favorecer a 
comunicação com o paciente a fim de realizar o acompanhamento 
farmacoterapêutico. 
O tratamento farmacológico deverá ser adequado à forma de vida de cada 
paciente, considerando suas limitações, hábitos, sua motivação para cumprir o 
plano terapêutico, objetivando garantir a adesão ao tratamento e melhorar a 
qualidade de vida do paciente. Trata-se, portanto, de uma conquista facilitada 
pela cumplicidade desenvolvida entre farmacêutico e paciente. 
O cuidado farmacêutico não envolve apenas terapia medicamentosa, mas 
também envolve decisões sobre o uso adequado de medicamentos para cada 
doente como por exemplo a seleção da dose e via de administração, a oncologia 
 28 
 
 
 
 
28 
desenvolve-se, de forma muito dinâmica e o farmacêutico é desafiado a manter-
se informado sobre as novas terapias. 
Em contrapartida Suzuki em um estudo realizado no Japão com 583 
farmacêuticos, para avaliar o seu nível de segurança em prestar esclarecimentos 
sobre o tratamento antineoplásicos aos pacientes em tratamento, verificou que 
apenas 6-10% dos farmacêuticos achavam que tinham recebido uma educação 
adequada sobre quimioterapia e, portanto, não se sentiam seguros o suficiente 
para prestar atenção farmacêutica na oncologia. 
Embora 81% deles, tenham participado de treinamentos continuados 
relacionados à oncologia, somente 54% se sentiam confortáveis em dispensar 
agentes anticancerígenos orais e apenas 40% em educar os pacientes sobre o 
tratamento. 
Por outro lado, os bons resultados da Atenção Farmacêutica em pacientes 
sob tratamento oncológico já foram verificados e atestados por vários estudos 
na área, entre eles, o de Nightingale, nos Estados Unidos, para testar a 
viabilidade e eficácia da implementação da Atenção Farmacêutica 
individualizada. 
Na Espanha, 102 pacientes participaram de um estudo realizado por 
Caracuel para analisar os efeitos da Atenção Farmacêutica sobre a incidência 
de reações adversas a medicamentos, principalmente náuseas e vômitos 
induzidos pela quimioterapia e foi observado que com um acompanhamento 
farmacoterapêutico houve uma redução de 59% destas reações, o que 
consequentemente melhorou a adesão ao tratamento. 
Outro estudo realizado na Holanda, por Lopez para verificar a incidência 
de interações medicamentosas em pacientes que recebiam quimioterapia e 
investigar a influência das intervenções farmacêuticas durante o tratamento, 
constatou que o farmacêutico conseguiu intervir em 20 casos onde foi 
identificado algum tipo de interação medicamentosa, o que ajudou a 
descontinuar ou modificar as prescrições solucionando assim, 94% dos casos. 
Chew, em uma pesquisa realizada em Cingapura, para identificar a taxa de 
aceitação das intervenções farmacêuticas em solucionar problemas 
relacionados a medicamentos, registrou um total de 331 intervenções 
 29 
 
 
 
 
29 
farmacêuticas e uma taxa de 93% de aceitação, demonstrando que esta 
atividade proporciona resultados positivos para a terapia de cada paciente. 
No Brasil foi realizado no Rio de Janeiro no Hospital do Câncer I - INCA 
por Couto um Projeto Piloto de Atenção Farmacêutica, onde foram realizadas 
intervenções farmacêuticas em 23 pacientes e houve uma aceitação de 81% dos 
casos, sendo que o farmacêutico contribuiu para resolução de 79% dos 
problemas relacionados a medicamentos. 
O projeto trouxe resultados positivos e significativos resultando na sua 
implantação permanente. Na farmácia hospitalar, o papel desempenhado pelo 
farmacêutico nas etapas de seleção, aquisição, armazenamento, controle e 
distribuição de medicamentos já é amplamente conhecido. 
No entanto o seu envolvimento com a farmácia clínica vem possibilitando 
uma participação mais efetiva no processo de acompanhamento 
farmacoterapêutico e aproximação do paciente. 
A atuação do farmacêutico clínico, através do trabalho de atenção 
farmacêutica, junto à equipe multiprofissional, visa promover a qualidade da 
terapêutica do paciente, uma vez que orienta os profissionais sobre o uso seguro 
e racional dos medicamentos. 
Este profissional é importante na identificação, correção e redução de 
possíveis riscos associados à terapêutica, sendo o paciente o principal 
beneficiário das suas ações, compete a ele acompanhar diariamente o trabalho 
da equipe buscando agregar seus conhecimentos farmacológicos na qualidade 
do trabalho assistencial. 
A Farmácia Clínica pressupõe que o farmacêutico estabeleça um 
relacionamento ativo com os demais membros da equipe de saúde, 
principalmente médicos e enfermeiros. Porém, também pressupõe o contato 
com os pacientes, para assim assegurar resultados clinicamente apropriados 
para a farmacoterapia, o paciente é objeto principal das atividades do 
farmacêutico hospitalar. 
O paciente oncológico sofre desde o diagnóstico da doença, passando 
pelo tratamento e também o período pós tratamento, enfrentando momentos de 
ansiedade e stress, ele se torna mais vulnerávele carente, merecendo carinho 
e atenção especial por parte de todos os integrantes da equipe de saúde. 
 30 
 
 
 
 
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A presença do farmacêutico oferecendo informações adequadas ameniza 
a preocupação do paciente, transmitindo mais segurança, prevendo e tratando 
possíveis reações adversas e, portanto, melhorando os resultados obtidos com 
a terapia. 
A prática da Atenção Farmacêutica ao paciente oncológico em tratamento 
é possível devido a necessidade de detectar possíveis suspeitas de problemas 
relacionados a medicamentos, a fim de buscar maneiras de amenizar reações 
adversas que acometem a grande maioria dos pacientes que estão em 
tratamento com antineoplásicos, visando a melhoria na qualidade de vida do 
paciente e uma terapia segura. 
Aproximando o profissional farmacêutico do paciente, muda-se a postura 
comumente empregada no ambiente, seja ele hospitalar ou ambulatorial, o 
farmacêutico passa a enxergar o paciente como foco de seu trabalho. 
Baseado no levantamento de dados dos artigos selecionados observou-
se que a prática da atenção farmacêutica é uma atividade promissora por 
inúmeras razões: acessibilidade; redução de custos; melhor acompanhamento e 
eficácia do tratamento farmacológico; uso racional dos medicamentos; redução 
de problemas relacionados a medicamentos (PRM); melhoria na qualidade de 
vida; contribuição para adesão ao tratamento; melhoria na relação 
farmacêutico/paciente. 
Ressaltando que todas as contribuições a participação ativa do 
farmacêutico junto aos pacientes em tratamento e junto à equipe 
multiprofissional se faz necessária, pois este profissional possui qualificações 
para desempenhar na oncologia papel administrativo e clínico cooperando para 
uma terapia segura aos pacientes em tratamento e também com os membros da 
equipe. 
 
 
 
 
 
 
 
 31 
 
 
 
 
31 
 
10. REFERÊNCIAS: 
 
SOUZA, A. R. C. et al. Da teoria à prática: experiência de implantação das 
atividades de Farmácia Clínica em Hospital Oncológico. Conselho Federal de 
Farmácia, 2011. 
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 565, de 6 de 
Dezembro de 2012. Dá nova redação aos artigos 1º, 2º e 3º da Resolução/CFF 
nº 288 de 21 de Março de 1996. Diário Oficial da União. 7 Dez 2012. 
COSTA NM, LIMA SCS, SIMÃO TA, PINTO LFR. The potential of 
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GADELHA MIP, MARTINS SJ, PETRAMALE CA. Oncologia: desfechos e 
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GREENALL J, SHASTAY A, VAIDA AJ, U D, JONHSON PE, O’LEARY J, 
et al. Establishing an international baseline for medication safety in oncology: 
Findings from the 2012 ISMP International Medication Safety Self 
Assessment® for Oncology. 
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 
SECRETARIA NACIONAL DE SAÚDE. Controle do câncer: uma proposta de 
integração ensino-serviço. 3a ed. Rio de Janeiro (Brasil): INCA; 1999.

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