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a) A principal técnica imunológica é o MAC-ELISA (IgM Capture Enzyme-Linked Immunosorbent Assay). • MAC-ELISA detecta anticorpos IgM específicos contra o vírus da dengue. • Outros testes imunológicos incluem a pesquisa de IgG e o teste rápido de NS1- antígeno. Precauções: 1. Reatividade cruzada: o Pode haver falsos positivos com outros flavivírus (como zika e febre amarela). 2. Janela imunológica: o A IgM só aparece a partir de 3 a 5 dias após o início dos sintomas, o que pode limitar a detecção precoce. 3. IgG reagente isolado pode indicar infecção passada, não atual. 4. Deve-se associar o exame clínico, epidemiológico e molecular para maior precisão. b) O hemograma é fundamental no acompanhamento da dengue, pois revela alterações hematológicas típicas da infecção viral: • Leucopenia: contagem de leucócitos reduzida, principalmente linfócitos. • Trombocitopenia: queda do número de plaquetas — importante sinal de alerta. • Hemoconcentração: aumento do hematócrito, que pode indicar extravasamento plasmático (sinal de gravidade). • Monitoração contínua: ajuda a avaliar a fase da doença e o risco de evolução para formas graves (como dengue com sinais de alarme). c) Hemograma: • Leucócitos: 6.500/mm³ (normal) • Hemácias: 4.200.000/mm³ (normal) • Hematócrito (Ht): 37% (normal) • Plaquetas: 156.000/mm³ (ligeiramente reduzidas — valor de referência é geralmente ≥150.000/mm³) Sorologia: • IgM (MAC-ELISA): Reagente • IgG: Reagente • RT-PCR: Negativo Interpretação: • IgM reagente indica infecção recente. • IgG reagente indica contato anterior ou infecção secundária. • RT-PCR negativo é esperado após os 5 primeiros dias de sintomas, pois o RNA viral deixa de ser detectável nessa fase. Dengue em fase de soroconversão (fase tardia da infecção aguda) • O quadro é compatível com uma infecção secundária (pois há IgG e IgM reagentes), já na fase imunológica da doença. • A carga viral já caiu, por isso o RT-PCR é negativo. • As plaquetas estão no limite inferior, o que exige monitoramento clínico.