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O QUE É PSICOLOGIA SOCIAL?
 Exercício: escrevam em 1 papel em até 5 linhas:
 QUEM É VOCÊ?
Caso 1
Abraham Biggs Jr., de 19 anos, vem participando de um fórum de discussão online há dois anos. Infeliz sobre o futuro e sobre um relacionamento que terminara, Biggs gravou um depoimento afirmando que cometeria suicídio. Tomou uma overdose de drogas e conectou-se a uma transmissão de vídeo ao vivo de seu quarto. Nenhuma das centenas de pessoas que o observavam havia chamado a polícia mesmo após 10 horas; alguns ainda o incitaram a continuar. Os paramédicos não chegaram a tempo, e Biggs morreu.
Caso 2
Em meados da década de 1970, várias centenas de membros do Templo dos Povos, culto religioso com sede na Califórnia, emigraram para a Guiana, seguindo o líder do grupo, o Reverendo Jim Jones. O objetivo do grupo era fundar uma comunidade-modelo inter-racial, chamada Jonestown, baseada em “amor, trabalho árduo e iluminação espiritual”. Mas, em poucos anos, alguns membros queriam sair da comunidade e escreveram para um deputado denunciando que vinham sendo mantidos ali contra sua vontade. O deputado tomou um avião para Jonestown para investigar, mas ele e muitos outros membros do partido foram mortos a tiros por um membro do Templo dos Povos, por ordem de Jones. O reverendo ficou desmoralizado e começou a falar pelo sistema de alto-falante da comunidade sobre a beleza da morte e a certeza de que todos voltariam a se reunir em outro lugar. Os moradores fizeram fila em um pavilhão em frente a um tonel que continha uma mistura de suco com cianeto. De acordo com um sobrevivente, quase todos beberam por vontade própria a solução letal. Um total de 914 pessoas morreu, incluindo 80 bebês e o Reverendo Jones.
 Psicologia Geral e Psicologia Social
 O que estuda a Psicologia? 
estuda o comportamento humano
se preocupa fundamentalmente com os COMPORTAMENTOS QUE INDIVIDUALIZAM O SER HUMANO;
O que é comportamento? “é toda e qualquer ação, seja a reflexa (no limiar entre a psicologia e a fisiologia), sejam os comportamentos considerados conscientes que envolvem experiências, conhecimentos, pensamentos e ações intencionais, e, num plano não observável diretamente, o inconsciente.”
 Lei geral da Psicologia: O sujeito aprende aquele comportamento que é reforçado.
Lei da Psicologia Social: É o espaço social que dá a atribuição do valor. O que é reforçado ou não depende da cultura, do grupo em que se está inserido.
“Todo comportamento é social”
SILVIA LANE
Psicologia Geral e Psicologia Social
PGE
Objeto de Estudo
Comportamento; inconsciente, consciência.
Método = Introspecção, associação livre, experimental.
PSO
Objeto de Estudo
- Relação indivíduo e sociedade.
Método = Observação
Exemplos:
Relações de gênero
Atribuições de classes sociais
Medos e inseguranças
Cultura
Psicologia Social
Como diz Gordon Allport:
“ A psicologia social tenta compreender e explicar como os pensamentos, sentimentos e comportamentos humanos são influenciados por um outrem real, imaginário ou implícito.”
Tenta compreender e prever comportamentos.
Psicologia + sociologia = explicação dos comportamentos humanos em sua interação com o meio social. 
 O que estuda a Psicologia Social?
 Identidade;
 Cultura;
 Classes sociais;
 Questões políticas;
 Questões éticas;
 Economia;
Trabalho;
 Gênero;
 Comportamento, etc.
 Estudar o comportamento de indivíduos no que ele é influenciado socialmente.
 É muito difícil encontrarmos comportamentos humanos que não envolvam componentes sociais 
Psicologia Social, Ciência e Senso Comum
Os psicólogos sociais abordam a compreensão da influência social de modo diferente dos filósofos, jornalistas ou leigos. Eles desenvolvem explicações para a influência social por meio da metodologia empírica, como os experimentos em que as variáveis a serem estudadas são cuidadosamente controladas. O objetivo da ciência da psicologia social é descobriras leis universais do comportamento humano ,por isso a pesquisa intercultural é, muitas vezes, essencial
Além disso, se confiarmos nas explicações do senso comum para um evento trágico específico, deixaremos de perceber detalhes que nos ajudariam a entender outros casos similares. Os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, em 11 de setembro de 2001, fizeram com que os americanos se perguntassem que tipo de pessoa “louca, demente” se torna um homem-bomba suicida. Porém, as evidências repetidamente mostram que as pessoas em cultos suicidas, assim como a maioria dos homens-bomba atualmente, são mentalmente saudáveis e, na maioria das vezes, instruídos.
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Qual resposta explica melhor o motivo do massacre de Jonestown?
O Reverendo Jones conseguiu atrair pessoas psicologicamente deprimidas. Somente pessoas com doenças mentais se juntam a seitas. • • • 
 Jones era uma figura tão poderosa e carismática que praticamente todos — mesmo os indivíduos fortes, não deprimidos, como você ou nós — teriam sucumbido à sua influência. 
Pessoas excluídas da sociedade são particularmente vulneráveis à influência social. 
Todas as alternativas anteriores. 
Nenhuma das anteriores. 
Os psicólogos sociais procurariam saber qual dessas explicações — ou outra totalmente diferente — é a mais provável. 
Para responder a perguntas como essas, a primeira tarefa do psicólogo social é dar um palpite fundamentado, chamado de hipótese, sobre situações específicas em que cada resultado poderia ocorrer.
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Como a Psicologia Social se Diferencia de Suas Primas Mais Próximas
Quando tentam explicar o comportamento social, os psicólogos da personalidade o fazem em termos dos traços individuais de caráter da pessoa. 
Embora os psicólogos sociais concordem que as personalidades variem, eles explicam o comportamento social em termos do poder da situação social que molda como alguém age. Embora a psicologia social esteja baseada no estudo dos processos internos do indivíduo, o nível de análise da psicologia social é o indivíduo no contexto de uma situação social. 
Em contrapartida, a análise dos sociólogos tem como foco grupos organizados em categorias sociais, como família, raça, religião e classe econômica. 
Os psicólogos sociais buscam identificar propriedades universais da natureza humana que tornam as pessoas suscetíveis à influência social, independentemente da classe social ou cultura. 
Se você é como a maioria das pessoas, quando leu os exemplos apresentados no início do capítulo e começou a pensar em como esses fatos aconteceram, seus primeiros pensamentos foram que os indivíduos envolvidos tinham alguma fraqueza, falha ou traços de personalidade que os levaram a reagir daquela forma. Que traços de personalidade seriam esses? Algumas pessoas são líderes, outras, seguidoras; algumas zelam pelo bem-estar público, outras são egoístas.
Considerando o que sabe sobre o comportamento delas, você seria amigo de alguém daquele grupo? Emprestaria a elas seu carro ou deixaria que cuidassem do seu cãozinho? Quanto a Sam, pode ser que ele não seja tão extrovertido ou articulado como o pai.
EX. AMIGA DA FACULDADE, INTERESSE, TIMIDA EXTROVERTIDA.
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O que é mais importante: personalidade ou situação?
O Poder da Situação: 
 O comportamento individual é fortemente influenciado pelo ambiente social, mas muitas pessoas não querem acreditar nisso. Os psicólogos sociais devem argumentar usando o erro fundamental de atribuição — a tendência de explicar nosso comportamento e de outras pessoas como inteiramente baseados em traços da personalidade, subestimando o poder da influência social.
 Pesquisas em psicologia social demonstraram inúmeras vezes que as situações sociais e ambientais são geralmente mais poderosas que as diferenças da personalidade para determinar o comportamento de um indivíduo.
Suponha que você parou em um restaurante de beira de estradapara tomar um café e comer uma fatia de torta. A garçonete aproxima-se para anotar o pedido. Você, porém, não está conseguindo decidir que tipo de torta vai pedir. Enquanto você hesita, a garçonete bate impacientemente com a caneta no bloco de pedidos, olha para cima, fecha a cara e acaba por dizer secamente: “Ei, não tenho o dia todo para esperar, sabia?” Como a maioria das pessoas, você provavelmente a consideraria grosseira ou desagradável. Mas suponha que, enquanto você decide se vai reclamar para o gerente, um cliente assíduo do restaurante lhe fala que a garçonete “bruxa” é mãe solteira, que passou a noite toda acordada com os resmungos do filho mais novo, gravemente doente; o carro dela enguiçou a caminho do trabalho, e ela não tem ideia de como vai pagar o conserto; quando conseguiu finalmente chegar ao restaurante, soube que uma colega estava bêbada demais para trabalhar, o que a obrigou a atender ao dobro de mesas; e o chapeiro continua a berrar com ela porque não traz os pedidos com a rapidez que ele deseja. De posse de todas essas informações, você, quem sabe, poderia concluir que ela não é necessariamente grosseira, apenas uma pessoa comum, sob enorme estresse. 
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A Psicologia Social e os Problemas Sociais
As teorias da psicologia social sobre o comportamento humano têm sido aplicadas de forma eficaz para lidar com uma gama de problemas contemporâneos que incluem o preconceito, a falta de energia, a propagação da AIDS, os hábitos não saudáveis e a violência nas escolas. As melhores intervenções para problemas sociais sérios são as baseadas em teorias científicas sobre a construção humana e o comportamento.
Desde o início de nossa jovem ciência, os psicólogos sociais sentiram-se profundamente interessados em problemas sociais, como redução da violência e do preconceito incluíram atividades como induzir as pessoas a conservar os recursos naturais, como água e energia (Dickerson et al., 1992); educá-las a praticar sexo mais seguro a fim de reduzir a disseminação da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis (Aronson, 1997, 1998; Stone, 1994); compreender a relação entre assistir à violência na televisão e o comportamento violento dos telespectadores.
quando o governo americano começou a levar a sério a epidemia de AIDS, criou uma campanha publicitária com a aparente intenção de obrigar, pelo medo, as pessoas a praticar sexo seguro, o que parece consistente com o senso comum: Se quisermos que as pessoas façam algo que normalmente não fariam, por que não apavorá-las um pouco? Não se trata de uma ideia estúpida. Há numerosos atos disfuncionais (como fumar, dirigir bêbado) para os quais induzir o medo pode motivar e, de fato, motiva, as pessoas a tomarem decisões racionais e apropriadas para preservar a saúde
-as pessoas tendem a reduzir o medo pela negação
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 A IDENTIDADE SOCIAL
 Relembrando o Exercício: escrevam em 1 papel em até 5 linhas:
 Quem é você?
A IDENTIDADE SOCIAL
 É o que nos caracteriza como pessoa;
 A identidade é construída a partir da relação com os outros
 A(S) IDENTIDADE(S) SOCIAL(IS)
Uma jovem adolescente respondeu: "Quem sou eu Bem, é um pouco difícil dizer quem sou e como sou. Mas posso tentar: Fisicamente sou magra, estatura média, pele muito clara, olhos marrom claro, cabelos castanhos e compridos, rosto fino, nariz pontudo, com cara de menina, mas corpo de mulher. Psicologicamente sou tagarela, brincalhona, expansiva, briguenta, triste, agressiva e estúpida (minha mãe que o diga). Estou fazendo pela 4ª vez o primeiro ano do médio, tenho 17 anos e completo 18, em outubro, dia 31, sou de 2004. Meu signo é Escorpião, geniozinho difícil. Não sou fanática por estudos, mas estou tentando. Faço e adoro ballet assim como artes em geral, leio bastante, vou ao cinema mas são poucos os filmes intelectualmente bons, gosto muito de Wood Alen mas ainda não vi seus últimos filmes. Em literatura, gosto de romances antigos e de autores brasileiros como Mario de Andrade, Cecília Meirelles, Graciliano Ramos e Fernando Pessoa entre outros. Gosto de estar sempre a par de tudo, como artes, política, atualidade, não entendo muito sobre economia. Sou bem complicada, né?
Gosto também de música popular e tenho afeição especial por Chico Buarque, Milton Nascimento e Rita Lee, gosto também de Mozart e Tchaikovsky (isto por causa do ballet). Tenho como ídolo nº 1 Mikhail Baryshnikov, bailarino russo; Foi diretor do American Ballet Theatre de Nova Iorque, mas também dança com o New York City Ballet; bem, eu estou falando de mim e não do MISHA (seu apelido), chega de ballet. O que mais posso dizer ... Ah! Não tenho namorado, nem sou apaixonada por ninguém, mas gosto de ter amigos e estar sempre cercada de gente. Bem, eu sou assim, uma pessoa que faz o que gosta e luta pelo que quer, sonhadora, mas realista, acho que sou alguém indecifrável, sou uma incógnita para mim mesma". 
QUAIS CARACTERÍSTICAS VOCÊS IDENTIFICARAM?
Consciência de si
 A nossa história de vida é determinada pelas condições históricas do nosso grupo social;
 Os papéis sociais;
 Nossos papéis e a nossa identidade reproduzem, no nível ideológico (do que é O “SER IDEAL”, valorizado) e no da ação, as relações de dominação, como maneiras "naturais e universais" de ser social;
Consciência de si
 a consciência de si poderá alterar a identidade social, na medida em que, dentro dos grupos que nos definem, questionamos os papéis quanto à sua determinação e funções históricas.
 na medida em que os membros do grupo se identifiquem entre si quanto a esta determinação e constatem as relações de dominação que reproduzem uns sobre os outros, é que o grupo poderá se tornar agente de mudanças sociais.
COMO NOS TORNAMOS SOCIAIS?
ANOS 80
“A década de 80 ganhou a fama de década perdida, e os jovens eram tidos como alienados, porque foram criados sob a censura do regime militar e a cultura de massa. 
Mas não era bem assim, como demonstram as canções críticas, povoadas de personagens que procuravam caminhos para se colocar no mundo público”, afirma o pesquisador Bruno Viveiros Martins, com a tese Pro dia nascer feliz: a Nova República e o rock brasileiro, na década de 1980.
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o rock foi o fio condutor da participação da juventude na vida do país. 
 a diversidade era um dos grandes trunfos daquela geração.
a relação dos jovens com os centros urbanos, que cresciam de modo vertiginoso e desordenado, e a cidade – mais moderna e multicultural – como lugar de protesto e agitação política. 
 desigualdade econômica, injustiça social e luta por direitos inspiram narrativas carregadas de inconformismo, crítica e, por vezes, desilusão e pessimismo.  
 LINK: Os Anos 80 Estão de Volta - Temporada 1 - Ep 01 - Panorama da Década - YouTube
 A identidade social: 
- Somos determinados a agir de acordo com o que as pessoas que nos cercam julgam adequado.
 O ser humano ao nascer necessita de outras pessoas para a sua sobrevivência.
 toda a vida do sujeito será caracterizada por participações em grupos, necessários para a sua sobrevivência.
 desde o primeiro momento de vida, o indivíduo está inserido num contexto histórico.
a sociedade tem normas e/ou leis que institucionalizam aqueles comportamentos que historicamente vêm garantindo a manutenção desse grupo social.
 As normas e os grupos: algumas são mais sutis, ou restritas a certos grupos, como as consideradas de "bom-tom", outras são rígidas, consideradas imperdoáveis se desobedecidas, até aquelas que se cristalizam em leis e são passíveis de punição por autoridades institucionalizadas. 
 As normas – caracterizam os papéis socias – 
Ex.: características do pai e da mãe quando tem um filho.
Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NDE a individualidade?
- podemos fazer todas as variações que quisermos, desde que as relações sejam mantidas, isto é, aquelas características do papel que são essenciais para que a sociedade se mantenha tal e qual. 
conjunto de atributos que distingue um indivíduo ou uma coisa.
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EXISTE LIVRE-ARBÍTRIO?
 
a vontade livre de escolha, as decisões livres
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 A liberdade de manifestarmos a nossa personalidade também tem a sua determinação histórica 
 A CONSTRUÇÃO DO EU: Viver em grupos permite o confronto entre as pessoas e cada um vai construindo o seu "eu" neste processo de interação, através de constatações de diferenças e semelhanças entre nós e os outros.
 Neste processo que desenvolvemos a individualidade, a nossa identidade social e a consciência-de-si-mesmo.
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“naquelas atividades sociais que não são importantes para a manutenção da sociedade, ou, às vezes, até o contrário, a contravenção é necessária para reforçar o considerado "correto", "normal" — os grupos considerados "marginais" reafirmam os sérios e trabalhadores, desde que não ponham em risco a ordem da sociedade; então a ordem é: façam como quiserem, sabendo que o "querer" é limitado;
 porém, naquelas situações, as quais podem abalar todo o sistema de produção da sobrevivência social, a liberdade se restringe a um "estilo" (ser mais ou menos sorridente, mais ou menos sério, mais expansivo ou mais tímido, entre outros). “
Temos que perceber a importância desse LIMITES SOCIAIS
Liberdade LIMITADA.
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Obrigada!
Prof. Nathalia Freitas da Silva Cunha
Psicóloga (CRP11/08740)
@nathaliafreitaspsi
nathaliafreitas@fsf.edu.br
(88) 9 9919-3838
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