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1) por que no APH os 60 minutos iniciais após o evento traumático são denominados de “hora de ouro”? 2) qual o tempo preconizado como crucial para que o atendimento a vítima politraumatizada ocorra? a) 60 min b) 50 min c) 40 min d) 30 min 3) em relação a avaliação primária, assinale a alternativa correta: a) consiste em primeiro lugar na identificação das vítimas de trauma que estão em boas condições físicas. b) é realizada de imediato a chegada da equipe no local da ocorrência, sem levar em consideração a avaliação da cena c) A abordagem deve ser falando com a vítima, antes mesmo de se posicionar ao seu lado, para incentivá-la a se movimentar na direção do profissional. d) é composta por uma sequência lógica de etapas que identifica as condições que implicam risco de morte, sendo o método mnemônico do ABCDE a forma universalmente utilizada pelos protocolos que envolvem APH. 4) na estabilização manual da coluna cervical na vítima consciente, o profissional utiliza as duas mãos para assegurar que a cabeça não movimente alinhando-a em posição neutra. Esse alinhamento só deve ser evitado ou interrompido quando: a) não houver resistência ao movimento b) o paciente melhorar das condições ventilatórias c) houver espasmos musculares no pescoço e parestesias d) não houver dor ao movimento 5) A via aérea definitiva através da intubação endotraqueal deve ser considerada para a vítima de trauma em apneia ou que apresenta comprometimento iminente das vias aéreas como nos casos abaixo, exceto: a) Traumatismo facial grave b) Traumatismo craniano c) Traumatismo raquimedular d) Escala de coma de glasgow ≥ 8 6) para a vítima que recebeu via aérea definitiva, deve-se buscar a confirmação primária da localização do tubo endotraqueal através das seguintes medidas, exceto: a) Visualização da passagem do tubo pelas cordas vocais; b) Visualização da condensação do ar no tubo; c) Ausculta dos 5 pontos sequenciais padronizados após a insuflação do cuff (região epigástrica, base e ápice pulmonar à esquerda e à direita). Espera-se encontrar presença de murmúrio vesicular bilateral e ausência de sons aéreos no epigástrio; d) Visualização de expansão torácica assimétrica durante a ventilação. 7) o cuff do tubo endotraqueal não deve ser insuflado com pressão superior a: a) 15 mmHg b) 20 mmHg c) 25 mmHg d) 30 mmHg 8) na impossibilidade de intubação endotraqueal, quais os outros métodos alternativos e temporários podem ser considerados como alternativas de ventilação artificial? 9) o objetivo principal da etapa C é estimar as condições de oxigenação dos tecidos (perfusão) através: a) da verificação do pulso e do tempo de enchimento capilar; b) da coloração da pele e da temperatura c) da umidade da pele e da presença de grande hemorragia d) todas as alternativas acima estão corretas 10) até o tratamento cirúrgico ser possível, guidelines internacionais incentivam, sobretudo nos traumas torácicos e abdominais, que os fluídos devam ser administrados até a pressão arterial sistólica alcançar: a) 90 a 100 mmHg b) 80 a 90 mmHg c) 100 a 110 mmHg d) 110 a 120 mmHg 11) ao avaliar o paciente utilizando a ECG foram obtidos os valores 2/4/3. Estes valores demonstram que o paciente: a) abre os olhos espontaneamente, emite palavras incompreensíveis e localiza dor b) abre os olhos à dor, emite respostas verbais confusas e flexiona anormalmente os membros c) não abre os olhos, emite palavras inapropriadas e faz extensão anormal dos membros d) abre os olhos a voz, emite resposta verbal confusa e não obedece comandos 12) Paciente do sexo masculino, 30 anos, vítima de acidente automobilístico, encontra-se em via pública, apresentando desorientação, dispnéia, cianose, PA= 60x40 mmHg e ferida aberta no hemitórax E com sangramento ativo. O primeiro procedimento para este paciente é: a) iniciar reposição com solução cristalóide b) iniciar reposição com sangue total c) ocluir a ferida no tórax d) avaliar as vias aéreas Comentários das respostas: 2ª questão: letra ‘a’. Os 60 minutos iniciais após o evento traumático, chamados de ‘hora de ouro”, são cruciais para o sucesso das intervenções e devem ser consumidos entre o APH e o atendimento definitivo. Durante o tempo consumido na fase pré-hospitalar espera-se que as medidas de reanimação e estabilização possam impedir o agravamento do quadro e manter a vítima em condições de chegar com vida ao hospital para o tratamento definitivo. 3ª questão: letra ‘d’. A avaliação inicial, ou primária, consiste na identificação e tratamento imediatos das condições ameaçadoras da vida, estabelecendo-se prioridades de acordo com as lesões, com os sinais vitais da vítima e o mecanismo de lesão. É composta por uma sequência lógica de etapas que identifica as condições que implicam risco de morte, sendo o método de avaliação mnemônico do ABCDE a forma universalmente utilizada pelos protocolos que envolvem atendimento pré-hospitalar ao trauma e pelos protocolos do Advanced Trauma Life Support (ATLS) e do Prehospital Trauma Life Support (PHTLS). Esse método resume de forma simples, ordenada e em sequência de prioridades, a progressão lógica de avaliação e tratamento. Se possível, antes de se apresentar e abordar a vítima com perguntas, o profissional deve buscar posicionar-se de tal forma a realizar essa abordagem de frente para a vítima, para não incentivá-la a se movimentar na direção da chegada do profissional e do som da sua voz. 4ª questão: letra ‘c’. Na estabilização manual da coluna cervical na vítima consciente, o profissional utiliza as duas mãos para assegurar a cabeça e, com ajuda de uma leve tensão no sentido axial, executa o alinhamento em posição neutra. Essa técnica pode ser realizada em diversas abordagens (pela frente, pela lateral ou por trás da vítima) e deve ser mantida até que a imobilização do tronco e da cabeça seja finalizada. O alinhamento só deve ser evitado ou interrompido se houver resistência ou dor ao movimento, piora das condições ventilatórias ou ocorrência de espasmos musculares no pescoço e parestesias. 5 ª questão: ‘d’. A via aérea definitiva através da intubação endotraqueal deve ser considerada para a vítima em apnéia ou que apresenta comprometimento iminente das vias aéreas como nos casos de traumatismo facial grave, traumatismo craniano, traumatismo raquimedular, escala de coma de Glasgow ≤ 8 ou secreção abundante. É um procedimento médico, onde um tubo vai ser introduzido pela boca (intubação orotraqueal) ou pelo nariz (intubação nasotraqueal) até a traquéia e através do mesmo vai se dar prosseguimento a ventilação artificial do paciente por meio da conexão do tubo com o balão autoinflável (ambú) ou com o respirador mecânico. 6ª questão: letra ‘d’. Presença de tubo endotraqueal não garante ventilação e troca gasosa adequada. Portanto, é necessário a confirmação da localização exata do tubo o qual deverá ser realizado se certificando entre outras coisas da expansão simétrica durante a ventilação. 7ª questão: letra ‘c’. O cuff não deve ser insuflado com pressão superior a 25 mmHg sob risco de lesão irreversível à traquéia, podendo a checagem dessa pressão ser realizada com dispositivos próprios. 9ª questão: letra ‘d’. O objetivo principal dessa etapa é estimar as condições de oxigenação dos tecidos (perfusão) através da verificação do pulso; tempo de enchimento capilar; coloração da pele, temperatura e umidade da pele; e da presença de grande hemorragia. Nessa fase, todos os procedimentos efetuados nas etapas A e B são mantidos. 10ª questão: letra ‘a’. A quantidade de volume a ser reposto tem sido bastante discutido pois a elevação da pressão arterial com a expansão de volume pode culminar em risco de aceleração hidráulica da hemorragia e deslocamento mecânico de coágulos sanguíneos gerando dessa forma novo sangramento através de uma lesão que foi corretamente tratada o que pode agravar o estado de choque. Os fluídos devam ser administrados até a pressão arterial sistólica alcançar 90 mmHg a 100 mmHg ou até o aparecimento de pulso radial. 11ª questão: letra ‘c’. AEscala de Coma de Glasgow (ECGla) facilita quantificar o nível de consciência momento a momento, possibilitando uma análise objetiva da evolução do paciente e detecção precoce de qualquer deterioração neurológica. Um nível de consciência diminuído deve alertar para quatro possibilidades: oxigenação cerebral diminuída (por hipóxia ou hipoperfusão), lesão do SNC, intoxicação por droga ou álcool, distúrbio metabólico (diabetes, convulsão, parada cardíaca). A pontuação máximo na ECG é 15, indicando um paciente sem dano neurológico, e a menor é 3, um sinal de péssimo prognóstico. 12ª questão: letra ‘d’. No trauma a avaliação em primeiro lugar é a permeabilidade das vias aéreas. As vias aéreas devem ser rapidamente verificadas para assegurar que estão abertas e limpas e que não existe perigo de obstrução para que o paciente possa conseguir ter boa ventilação e respiração. Atentar para possíveis sinais de fraturas faciais, mandibulares e de obstrução das vias aéreas por corpos estranhos: sangue, secreções, dentes, próteses, ossos, etc. Se há suspeita de lesão raquimedular, deve-se executar o controle manual da coluna cervical simultaneamente a abertura das vias aéreas.