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futebol e futsal

Livro didático sobre futsal e futebol que reúne unidades sobre iniciação e especialização, bases e periodização do treinamento, capacidades físicas, habilidades técnicas, treinamento e táticas para futebol e futsal, com recursos digitais e objetivos de aprendizagem.

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ACESSE AQUI ESTE 
MATERIAL DIGITAL!
UBIRATAN SILVA ALVES
ORGANIZADOR
NICOLAU MELO DE SOUZA
FUTSAL E 
FUTEBOL
Coordenador(a) de Conteúdo 
Mara Cecília Rafael Lopes
Projeto Gráfico e Capa
Arthur Cantareli Silva
Editoração
Lavígnia da Silva Santos
Design Educacional
Emerson Vieira
Revisão Textual
Carolina Guimarães Branco
Ilustração
Geison Odlevati Ferreira
Fotos
Shutterstock e Envato
Impresso por: 
Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.
Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
Núcleo de Educação a Distância. ALVES, Ubiratan Silva.
Futsal e Futebol / Ubiratan Silva Alves; organizador: Nicolau Melo de 
Souza. - Florianópolis, SC: Arqué, 2024.
216 p.
ISBN papel 978-65-279-0341-3 
ISBN digital 978-65-279-0338-3
1. Esportes 2. Futsal 3. Futebol 4. EaD. I. Título.
CDD - 796.33407 
EXPEDIENTE
FICHA CATALOGRÁFICA
N964
02511800
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/17299
RECURSOS DE IMERSÃO
Utilizado para temas, assuntos ou con-
ceitos avançados, levando ao aprofun-
damento do que está sendo trabalhado 
naquele momento do texto. 
APROFUNDANDO
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você 
terá indicações de filmes 
que se conectam com o 
tema do conteúdo.
INDICAÇÃO DE FILME
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você terá 
indicações de livros que 
agregarão muito na sua 
vida profissional.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Utilizado para desmistificar pontos 
que possam gerar confusão sobre o 
tema. Após o texto trazer a explicação, 
essa interlocução pode trazer pontos 
adicionais que contribuam para que 
o estudante não fique com dúvidas 
sobre o tema. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Este item corresponde a uma proposta 
de reflexão que pode ser apresentada por 
meio de uma frase, um trecho breve ou 
uma pergunta. 
PENSANDO JUNTOS
Utilizado para aprofundar o 
conhecimento em conteúdos 
relevantes utilizando uma lingua-
gem audiovisual.
EM FOCO
Utilizado para agregar um conteúdo 
externo.
EU INDICO
Professores especialistas e con-
vidados, ampliando as discus-
sões sobre os temas por meio de 
fantásticos podcasts.
PLAY NO CONHECIMENTO
PRODUTOS AUDIOVISUAIS
Os elementos abaixo possuem recursos 
audiovisuais. Recursos de mídia dispo-
níveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem.
4
73
119
165
U N I D A D E 3
CAPACIDADES FÍSICAS E HABILIDADES MOTORAS DO FUTEBOL/FUTSAL 74
HABILIDADES TÉCNICAS INDIVIDUAIS DO FUTEBOL/FUTSAL 96
U N I D A D E 4
TREINAMENTO DAS HABILIDADES TÉCNICAS 120
TÁTICAS DE JOGO NO FUTEBOL 140
U N I D A D E 5
TÁTICAS DE JOGO NO FUTSAL 166
TREINAMENTO DAS TÁTICAS DE JOGO 190
7U N I D A D E 1
INICIAÇÃO ESPORTIVA E ESPECIALIZAÇÃO 8
31U N I D A D E 2
BASES GERAIS DO TREINAMENTO ESPORTIVO 32
PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO ESPORTIVO 50
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CAMINHOS DE APRENDIZAGEM
UNIDADE 1
MINHAS METAS
INICIAÇÃO ESPORTIVA E 
ESPECIALIZAÇÃO
Analisar o esporte moderno e suas implicações sociais e culturais.
Entender as particularidades das modalidades esportivas.
Compreender a iniciação esportiva, seus objetivos, estágios e importância.
Analisar a iniciação no futebol e futsal, focando em prática e talentos.
Refletir sobre práticas para futebol e futsal, com jogos reduzidos e progressão.
Diferenciar especialização de iniciação esportiva.
Reconhecer o impacto da especialização precoce no desenvolvimento infantil.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1
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INICIE SUA JORNADA 
O futebol e o futsal são essenciais à cultura brasileira, refletidos nos muitos títu-
los conquistados, como Copas do Mundo, que destacam o Brasil como potência 
global. Apesar da fama, o estudo técnico desses esportes ainda não alcançou o 
nível esperado. Esse contraste entre sucesso prático e falta de estudo científico 
oferece uma oportunidade para desenvolver novos conhecimentos e abordagens.
A importância do estudo do futebol e do futsal está em aprimorar o de-
senvolvimento dos jogadores desde cedo até o alto rendimento. Esses esportes 
envolvem capacidades físicas, técnicas, táticas e psicológicas. Respeitar o período 
de desenvolvimento é crucial para promover criatividade e tomada de decisão, 
evitando práticas inadequadas e a aplicação de modelos profissionais em crianças, 
garantindo o pleno desenvolvimento dos atletas.
No Brasil, o futebol e o futsal vão além de esportes, sendo parte do tecido social 
e econômico. Investir em estudos nessas modalidades é crucial para o desenvol-
vimento dos atletas e a evolução do esporte. A questão é: como podemos trans-
formar essa paixão nacional em um estímulo para o avanço científico e técnico?
Neste podcast, vamos explorar como a prática deliberada é crucial na formação 
de jovens atletas, destacando a importância de desenvolver a criatividade e os 
cuidados necessários durante o processo. Recursos de mídia disponíveis no con-
teúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
O futebol, com raízes em diversas culturas antigas, evoluiu ao longo dos séculos, 
tornando-se o esporte global que conhecemos hoje. Explore o que se conhece 
dessa rica história no vídeo História do Futebol.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=8X4q8AgqGkc
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
ABRANGÊNCIA DO ESPORTE MODERNO E FUTEBOL
Não é incomum ouvirmos dizer que o esporte é uma grande ferramenta educa-
cional e pode tirar crianças e jovens da criminalidade, projeta pessoas do ano-
nimato para o estrelato, pode ser um meio de inclusão social, traz benefícios em 
nível de saúde a uma sociedade e pode estreitar laços familiares e/ou profissionais.
A expressão “esporte moderno” demarca diferenças dessa prática para as 
sociedades ditas antigas e tradicionais. Em primeira instância, ocorre uma auto-
nomização do campo esportivo em relação a outros campos sociais (religiosos, 
rituais) que aparecem a partir da constituição de locais específicos para essas práti-
cas, como, por exemplo, os estádios, ginásios e outros. Em segunda instância, surge 
a secularização, ou seja, desvinculo da prática esportiva de rituais religiosos, quan-
do as práticas passam a acontecer de modo independente de questões religiosas. 
Por fim, na terceira questão, o esporte moderno prega uma igualdade formal de 
chances entre os jogadores, distante da prática antiga em rituais que explicitavam 
as diferenças entre os indivíduos, principalmente no âmbito social.
Assim, o esporte moderno, autonomizado, caracteriza-se por ter espaços pró-
prios criados para esse fim e, nas regras, postula uma igualdade entre os jogado-
res, anulando diferenças sociais que possam existir. Nessas regras, não existem 
mais interesses situacionais nem tampouco tradições locais, sendo prevalecente 
o potencial universal. A prática passa a ter tempo regrado, calendário próprio, 
sensível ao mundo social, mídia, trabalho e lazer.
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Uma das modalidades esportivas, considerada, atualmente, como uma das 
mais populares no mundo, é o futebol. Ainda que o futebol possa ser identifi-
cado em diferentes práticas que se assemelham, principalmente no que tange 
ao contato dos pés com a bola, como, por exemplo, o futsal, o futevôlei, o beach 
soccer, futebol society, sepaktakraw, dentre outras, a prática nos gramados (seja 
de grama natural ou artificial) atrai a atenção de inúmeras pessoas por todas as 
partes do mundo.
Nessa modalidade esportiva, acontece um dos maiores eventos do planeta 
que, de quatro(1997), a periodização pode ser 
entendida como uma forma sistemática de organizar temporadas de um atleta, 
ainda que seja amador, podendo ser profissional, com objetivo de melhorar a sua 
performance e alcançar metas, sendo que os objetivos, via de regra, deverão ser pre-
viamente instituídos e constantemente avaliados a partir das métricas estabelecidas.
Silva (1998) ratifica e acrescenta essa definição dizendo que a periodi-
zação se constitui como sendo a divisão de uma temporada de preparação 
em diferentes períodos e etapas de treinos com objetivos, orientações e ca-
racterísticas peculiares, o que demanda ter procedimentos e orientações de 
treinos específicos e bem definidos. Para o autor, a periodização é uma das 
etapas mais importantes do planejamento de um treinamento esportivo, pois 
vai influenciar de maneira categórica na organização, na estruturação dos 
treinos e, consequentemente, nos resultados.
Essa organização da periodização tem relação direta e, deve ser organizada, 
a partir dos diferentes calendários de competição existentes nas diferentes mo-
dalidades esportivas, por conta das exigências físicas relacionadas à adaptação 
do corpo do atleta, somadas às especificidades de cada modalidade esportiva, 
principalmente no que tange aos gestos técnicos, materiais e regras que precisam 
ser conhecidas, acatadas e respeitadas nos períodos de preparação.
Silva (1998) acrescenta a esse cenário as possíveis interferências que podem 
ocorrer relacionadas às condições climáticas de cada região onde acontecerão os 
treinos, bem como das regiões onde acontecerão as competições.
Vale ressaltar que, quando não existe a periodização planejada para um trei-
namento, pode ocorrer de um atleta treinar em períodos que deveria descansar, 
aumentar cargas em períodos que deveria diminuir e incorrer no erro de chegar 
próximo a uma competição em estado de estafa ou despreparo, pela desorgani-
zação da periodização.
As atividades na periodização possibilitam que haja controle do processo da 
forma esportiva do atleta que, para Matveev (1991), é o estado de ótima prepara-
ção para que se obtenha bons resultados, ou seja, é o melhor estado possível de um 
atleta. Essa forma esportiva é caracterizada como sendo a unidade harmoniosa 
de todos os elementos da capacidade ótima do atleta, que são os físicos, técnicos, 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
táticos e psíquicos. O autor enfatiza que apenas com a presença de todos os ele-
mentos citados é possível afirmar que um atleta está em boa forma. A partir dessa 
perspectiva, os profissionais responsáveis pela elaboração da periodização devem 
sempre aplicar cargas de treino apropriadas, administrar as etapas da forma do 
atleta, viabilizando ter coincidência entre o período de resultados elevados com 
o período das grandes competições elencadas.
Diante disso, Silva (1997) endossa que a periodização do treinamento des-
portivo tem como intenção organizar e orientar o processo de preparação física/
esportiva de um indivíduo, a fim de que a melhor forma atlética possível de ser 
alcançada incida no período de competição ou das competições previstas numa 
temporada. Para esse autor, a organização de um treino deve estar sistematiza-
da num ciclo que deve ser dividido em três períodos: preparação, competição 
e transição, correspondentes às três fases da forma atlética, que são: aquisição, 
manutenção e perda temporária.
O primeiro período, o de preparação, deve ser dividido em duas etapas: a 
básica e a específica, que corresponde à fase em que o atleta deverá adquirir con-
jecturas da forma atlética a fim de desenvolver condições necessárias para uma 
participação esportiva positiva, aponta Silva (1997). No período de competição, 
no qual o atleta, via de regra, deverá estar em boa forma atlética, os melhores re-
sultados devem ser esperados. Para o período de transição, faz-se necessário que o 
treinador administre a possível queda da forma atlética, a fim de estar preparado 
para que, na sequência dos treinamentos, o atleta adquira novas formas atléticas 
em patamares mais elevados.
Ainda nessa temática relacionada ao tipo de periodização, Matveev (1991) 
apresenta ciclos que podem ser semestrais e/ou anuais. Para o autor, algumas 
modalidades esportivas que têm alta exigência da capacidade física de resistência 
deveriam se embasar numa periodização simples, ou seja, um ciclo anual, pois os 
melhores resultados serão buscados apenas num período. Já para modalidades 
esportivas que se utilizam predominantemente de capacidades físicas de força e 
velocidade, os planejamentos deveriam acontecer nos ciclos semestrais, ou seja, 
na periodização dupla, na qual se necessitaria de resultados melhores em mais 
de um período do ano. Uma terceira possibilidade levantada pelo autor é a pe-
riodização tripla, predominantemente utilizada com atletas mais jovens ou em 
formação, pois ainda não têm estrutura rígida suficiente para suportar cargas 
muito elevadas de treinamento.
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Periodização: modelos
Existem alguns modelos de periodização que podem ser utilizados em treina-
mentos esportivos de acordo com a modalidade esportiva em questão, o(s) atle-
ta(s), o período, as competições, o tempo hábil, dentre outros fatores.
 ■ Modelo clássico: proposto por Matveev (1991) na década de 1950. O 
autor sugere um trabalho dividido em três fases: preparatória, competitiva 
e de transição.
 ■ Na fase preparatória, que pode durar de três a quatro meses, ciclos se-
mestrais, cinco a sete meses, e ciclos anuais, o treinamento objetiva uma 
melhor forma física geral do atleta, focando os objetivos nas capacida-
des físicas de força, resistência e agilidade somadas aos treinamentos 
específicos da modalidade esportiva em questão.
 ■ Na fase competitiva, que pode durar de um mês e meio a dois meses, 
com possibilidade de se estender até quatro ou cinco meses, se pro-
põe um aumento na intensidade e no volume dos treinamentos a fim 
de atingir seu pico, vislumbrando a estabilização para o período das 
competições.
 ■ Na fase de transição, que pode durar de três a quatro semanas, com 
possibilidade de se estender até seis semanas, a proposta é organizar 
um período de recuperação com diminuição da intensidade e da quan-
tidade dos treinamentos.
 ■ Modelo modular: a maior ênfase dos treinamentos neste modelo pro-
posto por Vorobjev (1970 apud Tschiene, 1985) é o treino específico com 
foco no objetivo do próprio indivíduo, seja relacionando a uma modali-
dade esportiva ou treinamentos feitos em academias de ginástica.
 ■ Modelo pendular: o modelo pendular foi proposto por Arosiev e Kali-
nin como uma adaptação ao de Matveev, apresentado por autores como 
Dias et al. (2016) e Marques Junior (2011), sugerindo que, nesse modelo, 
a divisão não vai acontecer em fases, mas, sim, em diversos microciclos. 
A partir da definição do ciclo, haverá um revezamento entre a preparação 
geral e a preparação específica, o que, suspostamente, vai garantir uma 
condição positiva durante todo o ano de treinamento.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
 ■ Modelo de periodização em blocos: neste modelo de periodização, 
trabalham-se as técnicas e as táticas específicas da modalidade em questão, além 
das habilidades motoras e capacidades físicas gerais, concomitantemente. No 
primeiro momento, trabalha-se com as competências físicas. Posteriormente, 
trabalha-se com as habilidades competitivas e, na última etapa, que são as 
competições, todas as capacidades e habilidades devem ser reforçadas.
 ■ Modelo ondulatório: neste modelo utilizam-se vários estímulos, alte-
rando-se a carga e a intensidade de modo contínuo, o que vai influenciar 
diretamente nos tipos de exercícios propostos. Este modelo é muito utili-
zado em treinamentos de musculação, em que os resultados do indivíduo 
aparecerão de forma mais rápida.
Outra corrente de periodização muito utilizada pelo mundo todo, especialmente 
por portugueses, é a periodização tática. Esta metodologia confronta os modelostradicionais, com foco principal no jogo e integrando o desenvolvimento físico ao 
contexto do jogo. O artigo Contribuições da Periodização Tática para o Desenvolvi-
mento de uma Identidade Coletiva em Equipes de Futebol analisa como essa abor-
dagem inovadora fundamenta-se em uma sólida base teórica e prática.
Acesse em: https://core.ac.uk/download/pdf/228507671.pdf
EU INDICO
CICLOS
Ao se tratar de questões relacionadas a ciclo de treinamento, autores como Za-
kharov e Gomes (1992) e Matveev (1991) partem do princípio de que o corpo 
humano funciona a partir de duas esferas: a aptidão física (força e habilidade) e 
a fadiga (cansaço e desgaste).
Cada ser humano tem um metabolismo que trabalha de forma particular e diferente 
dos demais indivíduos, tanto no que tange às necessidades distintas de estimulação 
quanto de recuperação.
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A partir disso, entende-se que cada corpo humano tem um tempo distinto dos 
demais para possíveis respostas e adaptações aos treinamentos físicos. Nesse sen-
tido, os ciclos de treinamento são organizados e planejados para oferecer a cada 
indivíduo um treinamento personalizado para que possa buscar e, possivelmente, 
alcançar, de modo eficiente, os melhores resultados.
O treinamento organizado em ciclos trabalha com o corpo do indivíduo de for-
ma sistemática e organizada, a partir da oferta de estímulos programados e pausas 
adequadas, para que possa haver o restabelecimento fisiológico e muscular. Nesse 
sistema de treino, o atleta vai descansar quando for necessário e ter energia armaze-
nada suficiente para dar o máximo possível na execução das tarefas em seus treinos.
No início de um trabalho de periodização, em que o profissional de educação 
física irá organizar os ciclos de treinamento, devem ser definidos de modo claro os 
prazos e períodos, bem como os objetivos que, via de regra, devem ser atingíveis. 
Na fase de planejamento, é imprescindível que o profissional de educação física 
tenha acesso e conheça todas as características do atleta e suas condições físicas 
e clínicas que possam interferir no planejamento. Com base nessas informações, 
será determinado o tempo de duração de cada período dos ciclos. Os ciclos são 
divididos em macrociclo, mesociclo e microciclo, assim apresentados:
O macrociclo consiste num planejamento de treinos em longo prazo, ou seja, 
no período total, que pode ser semestral, anual, bianual ou ciclo olímpico com 
duração de quatro anos. Nesse segmento, deve-se ter claro quais são as principais 
competições de que o atleta ou a equipe irá participar, podendo haver modifi-
cações ou adaptações caso haja alguma intercorrência nesse período, como, por 
exemplo, uma lesão ou o cancelamento/adiamento de uma competição.
O mesociclo é o conjunto de microciclos. Esse é o agrupamento de treinos 
com menor tempo, sendo composto de uma até quatro semanas de treino. Caso 
essa periodização se estenda por seis semanas, será chamada de microciclo ex-
tensivo. Via de regra, cada mesociclo pode ter de 1 a 12 microciclos.
Em se tratando de futebol e futsal, Frade (2014) mostra que o macrociclo é 
visto como o trabalho completo, ou seja, chegar ao final da temporada, sendo, 
por exemplo, campeões, ou não rebaixados de divisão. No mesociclo, o autor 
sugere que pode haver conteúdos distintos, ainda que sejam opostos, desde que 
tenham certa interação lógica. A ideia é a de fragmentar as atividades em peque-
nas propostas, distribuindo no tempo disponível, promovendo uma evolução da 
complexidade e assimilação dos gestos pelos atletas.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Por fim, o microciclo, de acordo com Frade (2014), deve ser organizado com 
a ideia completa do jogo e do desenvolvimento do jogador, visto que as demandas 
no Brasil são quase sempre semanais. É importante que se distribua as atividades 
de maneira equilibrada ao longo da semana de treinamento.
Como planejar mesociclos se não sabemos como serão os jogos? Dependendo 
do calendário, muitos times só têm microciclos focados em recuperação. Para 
manter ou adquirir desempenho, integre treinos curtos e específicos durante es-
ses períodos. Utilize janelas de tempo para sessões intensivas e técnicas de recu-
peração ativa. Flexibilidade no planejamento e adaptação contínua são essenciais 
para otimizar o desempenho ao longo da temporada.
PENSANDO JUNTOS
Esse segmento do mesociclo tem várias fases, assim elencadas: período de base, 
período pré-competitivo, período competitivo e período de transição (Zakharov; 
Gomes 1992).
O período de base dura, em média, de quatro a dez semanas, podendo variar 
de acordo com o nível de respostas do atleta, bem como dos objetivos traçados. 
É nesse período que o profissional de educação física deve desenvolver no atleta 
as capacidades físicas básicas e gerais, como, por exemplo, na corrida, em que se 
deve desenvolver a capacidade aeróbia.
O período pré-competitivo é o momento em que o profissional de edu-
cação física organiza as atividades com tarefas especificas que serão exigências 
na modalidade esportiva em questão. Nessa fase, deve ocorrer o aumento da 
intensidade e da duração do treinamento, que pode ser compreendido entre seis 
e dez semanas. Existem outras adaptações que vão acontecer no organismo, como, 
por exemplo, o aumento da tolerância com intensidades mais elevadas; a maior 
tolerância a concentrações mais elevadas de lactato sem perda de desempenho; 
melhora na velocidade de remoção do lactato; e aumento da utilização do glico-
gênio como fonte energética.
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User
Destacar
O período competitivo deve levar em consideração a recuperação do atleta 
em relação à alta carga de treino que aconteceu no período pré-competitivo, a 
fim de deixar o atleta pronto para a competição. O nome que se dá a essa situa-
ção é “polimento”, com uma diminuição progressiva e rápida do volume e da 
intensidade dos treinos. Outro detalhe que deve ser levado em conta nessa fase 
é a completa recuperação entre as competições, não podendo fazer com que o 
atleta perca o melhor da sua forma.
O período de transição tem uma duração média de duas a quatro semanas 
em que o atleta não deve parar por completo as atividades, tendo como possi-
bilidade praticar outras modalidades esportivas diferentes das suas para que o 
condicionamento físico adquirido não tenha uma redução muito alta. Ressalta-se 
que, além das questões físicas a serem recuperadas, os aspectos emocionais tam-
bém devem ser levados em consideração no que tange à recuperação.
Outra classificação encontrada em autores como Bompa (1994), Silva (1998) 
e Forteza de La Rosa (2001), relacionada aos ciclos, é assim descrita:
 ■ Ciclo básico: dura de quatro a oito semanas, sendo que o trabalho é ini-
ciado com aquecimento, atividades relacionadas à aprendizagem motora 
e sobrecargas de peso. Neste ciclo, o número de repetições varia e as séries 
são estabelecidas de acordo com as necessidades e condições físicas do 
atleta, tendo um aumento de carga após o quarto treino.
 ■ Ciclo adaptativo: dura de quatro a oito semanas, tendo uma intensifica-
ção do treino das capacidades físicas de resistência muscular e resistência 
cardiovascular, introduzindo atividades específicas das capacidades físi-
cas de força e velocidade. Neste ciclo, recomenda-se trabalhos em forma 
de circuitos, objetivando otimizar a resistência muscular e a capacidade 
cardiorrespiratória.
 ■ Ciclo específico: dura de quatro a doze semanas, tendo o trabalho feito 
com uma quantidade de repetições e sobrecargas necessárias para o ob-
jetivo específico, ou seja, o trabalho de hipertrofia é diferente do trabalho 
de força.
 ■ Ciclo de transição: dura de uma a quatro semanas, tendo como princi-
pal intenção a manutenção do corpo numa perspectiva de treinamento 
mínimo posterior ao período de treinamento longo já executado com o 
mesmo objetivo. Neste ciclo, prevalece a estabilização para que o corpo 
do atleta não se acomode, pois deve haver desafios com reajuste da capa-
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TEMADE APRENDIZAGEM 3
cidade física de força para que haja uma sólida construção e manutenção 
da massa muscular.
 ■ Ciclo readaptativo: dura de uma a quatro semanas, tendo o foco no 
recondicionamento físico, principalmente quando houve abandono tem-
porário dos treinamentos. Em se tratando de futebol e futsal, Silva (1998) 
destaca que todos esses planejamentos e programações terão inúmeras 
variáveis influenciando as atividades, sendo que a que teria maior desta-
que seria o calendário das competições de que a equipe participará.
REFLEXÕES ACERCA DO TREINAMENTO ESPORTIVO
No caso do monitoramento das cargas de treinamento, o principal objetivo é 
minimizar eventuais limitações que podem vir a ocorrer durante as sessões do 
treinamento esportivo, a fim de que se evite uma prescrição das variáveis de 
volume, intensidade e densidade com incoerências diante da demanda fisiológi-
ca, somadas às mudanças no desempenho que são conferidas pelo processo de 
treinamento (Impellizzeri et al., 2005; Moreira et al., 2012).
Juntamente com os testes de desempenho e o uso dos parâmetros fisiológicos, 
pode-se, ainda, utilizar ferramentas como recordatórios, questionários e escalas 
para quantificação das cargas de treinamento (Nakamura; Moreira; Aoki, 2010; 
Nunes et al., 2011; Kirk; Hurst; Atkins, 2014). A partir disso, o monitoramento 
a ser feito das cargas de treinamento pode contribuir de modo positivo na or-
ganização do processo de treinamento, pois vai oferecer subsídios para auxiliar 
a interpretação das respostas dos atletas em relação às cargas de treinamento 
utilizadas durante o próprio processo de treinamento.
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PERIODIZAÇÃO NO FUTEBOL E NO FUTSAL
Relembrando o que já foi discutido anteriormente, a periodização se divide em 
três grandes períodos: o preparatório, o competitivo e o transitório, como nos 
mostra Weineck (2000).
Em se tratando de futebol e futsal, no período preparatório, os treinamentos vi-
sam à preparação para a competição, sendo necessário, inicialmente, se fazer uma 
análise diagnóstica dos jogadores para que se possa, de modo profundo, conhecer 
as características individuais de cada atleta. Posteriormente, é necessário que o 
profissional de educação física conheça e analise as competições que a equipe irá 
disputar na temporada. Finalmente, deve conhecer as condições para a efetivação 
dos treinamentos, ou seja, recursos materiais e humanos oferecidos pelo clube.
Nesse período, é possível dividir as atividades em algumas etapas, assim apre-
sentadas por Mourinho (2000):
ANÁLISE DIAGNÓSTICA
Nesta etapa, o profissional de educação física deve fazer um grande levantamento das 
características individuais dos atletas que estão no grupo, principalmente conhecendo 
quem são, como são, como agem, quais as condições físicas e quais as características 
técnicas.
MONTAGEM DO CRONOGRAMA DE TRABALHO
Nesta etapa, se definirá, a partir do calendário de competições, quais serão as datas e 
períodos de treinamentos somados ao conteúdo específico de atividades que serão 
desenvolvidas em cada uma das etapas dessa preparação.
DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS
Esta etapa irá ilustrar quais parâmetros serão priorizados na preparação.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
DEFINIÇÃO DOS CONTEÚDOS A SEREM DESENVOLVIDOS
Depois de se ter os dados da análise diagnóstica, deve-se definir quais serão os 
conteúdos a serem treinados, sempre dando ênfase ao trabalho de desenvolvimento 
das valências físicas, técnicas e táticas que, porventura, estejam fora dos patamares 
considerados mínimos exigidos para que se possa ter bons resultados.
PLANIFICAÇÃO DOS TREINAMENTOS
Nesta etapa é feita uma reunião de todos os tópicos anteriores e se dá início à prepa-
ração propriamente dita da equipe.
DISTRIBUIÇÃO DE CARGAS DE TRABALHO
Nesta etapa, organiza-se a distribuição das cargas de trabalho por meio dos macro-
ciclos, mesociclos, microciclos e, ainda, com possíveis sessões individuais de treina-
mentos específicos.
AVALIAÇÕES FISIOLÓGICAS E TÉCNICAS
Esta etapa ocorre durante todo o período preparatório, quando se faz um acompa-
nhamento do desenvolvimento de cada atleta e da equipe por meio de avaliações 
fisiológicas e técnicas, obtendo resultados que apontem para dados relacionados aos 
estágios de desenvolvimento dos atletas.
EXECUÇÃO
Nesta etapa, acontece a efetivação de todo o planejamento, quando todos os mem-
bros da comissão técnica devem ter controle e conhecimento do desenvolvimento 
das atividades a fim de que se evite erros e imprevistos que possam vir a prejudicar o 
bom andamento da preparação.
No período competitivo, acontecem os treinamentos, ao mesmo tempo em que 
se está competindo, tendo como prioridade a obtenção dos melhores resultados. 
Nesse período, os treinamentos devem focar nas especificidades do futebol, dan-
do ênfase ao trabalho das técnicas individuais e táticas coletivas, diminuindo o 
trabalho exclusivamente físico. Os treinamentos físicos vão acontecer apenas para 
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manutenção da base adquirida no período de preparação. Vale ressaltar que, nesse 
período, aumenta muito o desgaste físico e emocional dos atletas, principalmen-
te pela quantidade de jogos e viagens, o que sugere a introdução de sessões de 
treinamento regenerativas, que devem ser organizadas com os profissionais da 
comissão técnica, em especial o profissional de educação física (organizador da 
programação e execução das sessões), o fisiologista (responsável pelo controle 
da fadiga muscular dos atletas por meio de testes fisiológicos, como controle de 
acidose e lactato muscular), o nutricionista (responsável pela reposição correta 
dos nutrientes perdidos pelo desgaste físico) e o psicólogo (responsável pelo au-
xilio no equilíbrio das emoções). Cada um na sua especialidade deve contribuir 
nesse momento tão importante da periodização.
No período transitório, diminui-se a carga de treinamento se preparando 
para a próxima temporada, em que o atleta vai iniciar a recuperação do des-
gaste que os períodos anteriores causaram. Nesse período, pretende-se evitar o 
chamado overtraining (que ocorre quando um atleta participa e executa mais 
treinamentos do que seu corpo está preparado) e, consequentemente, possíveis 
lesões. Na transição, as atividades devem ser desenvolvidas com cargas reduzidas, 
vislumbrando também o período de férias. Vale ressaltar que o descanso é uma 
peça fundamental na preparação física e técnica de um atleta. É nesse período 
que a comissão técnica vai iniciar a planificação para a próxima temporada.
Confira no artigo Quantificação da Carga de Treino Interna e Externa de uma Época 
de Futebol de uma Equipa Europeia de Elite como a carga de treino interna e exter-
na foi monitorada em um time da elite europeia, que participou de competições 
importantes como a Liga dos Campeões. Utilizando o índice de Hooper (HI), dis-
tância total (DT), distância percorrida em alta velocidade (HSD) e percepção sub-
jetiva de esforço (s-RPE), o estudo revela variações na carga de treino ao longo da 
temporada e como essas cargas se ajustam.
Acesse em: http://formacao.comiteolimpicoportugal.pt/PremiosCOP/COP_
PFO_TS/file117.pdf
EU INDICO
UNICESUMAR
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
NOVOS DESAFIOS
Como podemos observar, a periodização é uma ferramenta eficaz para planejar, 
monitorar e controlar treinos, jogos e atletas, com o objetivo de prevenir lesões, 
melhorar o desempenho e manter estímulos e respostas adequadas durante trei-
nos e partidas.
É importante reconhecer que o futebol e o futsal possuem características es-
pecíficas, como a carga de treino mais oscilatória e um longo período competitivo, 
portanto, cabe aos treinadores e à comissão técnica entender esses processos para 
otimizar a preparação dos atletas durante os períodos preparatórios e garantir 
uma manutenção consistente do desempenho ao longo da temporada.
O entendimento detalhado de todo esse planejamento distingue o estudante 
de educação física dos demais profissionais, como,por exemplo, antigos atletas 
que, apesar de conhecerem bem a modalidade, podem não possuir o conheci-
mento adequado para trabalhar as cargas de forma ótima e organizada. Essa 
capacidade de aplicar teorias e métodos de forma estruturada e científica oferece 
ao estudante uma vantagem significativa, preparando-o para otimizar a prepa-
ração dos atletas e contribuir efetivamente para o sucesso das equipes em um 
ambiente profissional.
Olá! Agora, assista ao nosso vídeo e enriqueça seus estudos. Neste vídeo, vamos 
falar a respeito de temas relevantes para a área. Recursos de mídia disponíveis no 
conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
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1. Estudos apontam que a periodização do treinamento desportivo parece ter suas raízes 
oriundas do treinamento com atletas na Europa Ocidental que praticavam levantamento 
de peso. O principal objetivo dessa proposta era modificar as extenuantes rotinas de trei-
namento, objetivando uma melhor recuperação do atleta para que pudesse obter melho-
res resultados, principalmente nas valências de força e potência. A base fundamental da 
periodização está na desejada síndrome de adaptação geral proposta por Hans Selye, em 
1936, que tenta se explicar as reações do corpo a partir de situações de estresse.
A síndrome da adaptação geral proporciona três tipos diferentes de adaptação do corpo que 
acontecem diante das exigências do treinamento físico. Como elas são descritas?
a) A primeira fase é chamada de choque, na qual o indivíduo terá contato com uma carga de 
choques elétricos e podem aparecer dores ou desconfortos, diminuindo o desempenho. 
A segunda fase é chamada de reclusão, na qual o indivíduo passa a ficar recluso, sem 
contato com ninguém. A terceira fase é chamada de abstinência, na qual o indivíduo não 
deve fazer absolutamente nada.
b) A primeira fase é chamada de distanciamento, na qual o indivíduo não terá contato com 
nenhum outro atleta. A segunda fase é chamada de abertura, na qual o indivíduo passa 
a ter contato com grandes multidões. A terceira fase é chamada de descanso, na qual o 
indivíduo deve ficar dormindo na maior parte do dia.
c) A primeira fase é chamada de gelada, na qual o indivíduo terá contato com locais de baixa 
temperatura. A segunda fase é chamada de quente, na qual o indivíduo terá contato com 
locais de alta temperatura. A terceira fase é chamada de contraste, na qual o indivíduo 
terá contato, num momento, com temperaturas geladas, e, imediatamente, colocado a 
altas temperaturas.
d) A primeira fase é chamada de choque, na qual o indivíduo terá contato com um novo 
estímulo de treinamento e podem aparecer dores ou desconfortos, diminuindo o desem-
penho. A segunda fase é chamada de adaptação ao estímulo, na qual o indivíduo passa 
a se adaptar e, assim, terá aumento em seu desempenho. A terceira fase é chamada 
de cansaço, na qual o indivíduo já se adaptou ao estímulo e, por isso, não acontecerão 
mais adaptações.
e) A primeira fase é chamada de relaxamento, na qual o indivíduo deve descansar comple-
tamente e evitar qualquer tipo de esforço físico. A segunda fase é chamada de meditação, 
na qual o indivíduo deve focar em técnicas de respiração e meditação para melhorar o 
desempenho. A terceira fase é chamada de visualização, na qual o indivíduo deve ima-
ginar mentalmente os exercícios e treinos para obter melhores resultados.
VAMOS PRATICAR
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2. A periodização se divide em três grandes períodos: o preparatório, o competitivo e o transi-
tório. No caso do futebol, o período preparatório vislumbra uma preparação para a compe-
tição que se faz a partir de uma análise diagnóstica dos jogadores, a fim de conhecê-los de 
modo mais aprofundado, conhecendo as características individuais. No próximo momento, 
os profissionais devem se atentar ao calendário de competições a serem disputadas, bem 
como as possíveis condições que terão para desenvolver seus treinamentos no que se 
refere a espaços, materiais e pessoal.
Com base nas questões relacionadas às etapas do período preparatório a serem desenvol-
vidas, analise as sentenças a seguir:
I - A análise diagnóstica deve ser feita a partir de um levantamento das características indi-
viduais dos familiares dos atletas da equipe em relação às condições físicas e técnicas.
II - A elaboração do cronograma de trabalho deve ser feita a partir do conhecimento do 
calendário das competições dos anos anteriores, bem como dos locais em que ocor-
rerão as disputas.
III - A definição dos objetivos deve ser feita com intuito de ilustrar os parâmetros a serem 
utilizados na preparação.
IV - A definição dos conteúdos a serem desenvolvidos deve ser feita com a definição dos 
conteúdos a serem treinados, no que tange a valências físicas, técnicas e táticas.
V - A planificação dos treinamentos deve ser feita a partir das informações obtidas em todos 
os outros tópicos, dando início efetivo aos trabalhos.
É correto o que se afirma em:
a) II. III e V, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) II, IV e V apenas.
d) II, III e IV apenas.
e) I, III, IV e V apenas.
VAMOS PRATICAR
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3. Outra maneira de se dividir os períodos do treinamento esportivo também pode ser apre-
sentada por meio de pequenos momentos de tempo que levam o nome de ciclos, os 
quais são fundamentais para o planejamento eficaz dos treinos. Esses ciclos podem variar 
em duração e intensidade, dependendo dos objetivos específicos do atleta ou da equipe.
Conforme estudos e pesquisas dentro dessa área, analise as sentenças:
I - O ciclo conhecido como básico tem duração que varia entre quatro e oito semanas, tendo 
as atividades iniciadas com aquecimento seguidas de atividades especificas relacionadas 
a aprendizagem motora e sobrecargas de peso. Nesse ciclo, o número de repetições 
varia, e as séries são estabelecidas de acordo com as necessidades e condições físicas 
do atleta, tendo um aumento de carga após o quarto treino.
II - O ciclo conhecido como adaptativo tem duração que varia entre quatro e oito semanas, 
intensificando o treino nas capacidades físicas de resistência muscular e resistência 
cardiovascular somadas ao posterior trabalho com as capacidades físicas de força e 
velocidade. Nesse ciclo, recomenda-se trabalhos em forma de circuitos, objetivando 
otimizar a resistência muscular e a capacidade cardiorrespiratória.
III - O ciclo conhecido como específico tem duração que varia entre quatro e 12 semanas, 
tendo a quantidade de repetições e sobrecargas organizadas a partir dos adversários 
relacionadas ao objetivo específico planejado, ou seja, o trabalho de hipertrofia é igual 
ao trabalho de força.
IV - O ciclo conhecido como transição tem duração que varia entre uma e quatro semanas, 
tendo a manutenção do corpo como foco principal numa perspectiva de treinamento 
mínimo posterior ao período de treinamento longo que já ocorreu. Pretende-se que 
aconteça uma estabilização com fins de não acomodar o corpo, sugerindo desafios com 
reajuste da capacidade física de força para que haja uma sólida construção e manuten-
ção da massa muscular.
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II e IV, apenas.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
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v. 20, n. 1, p. 67-79, 2016.
FLECK, S. J.; KRAEMER, W. J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 2. ed. Porto 
Alegre: Artes Médicas, 1999.
FORTEZA DE LA ROSA, C. A. Treinamento desportivo: carga, estrutura e planejamento. São 
Paulo: Phorte, 2001.
FRADE, V. Fora de jogo o tempo todo. Lisboa: Prime Books, 2014.
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ção e Fisiologia do Exercício, São Luís, v. 5, n. 26, 143-162, 2011.
MATVEEV, L. P. Fundamentos do treino desportivo. 2. ed. Lisboa: Horizonte, 1991.
MOREIRA, A. et al. Monitoring internal load parameters during simulated and official basketball 
matches. The Journal of Strength & Conditioning Research, Philadelphia, v. 26, n. 3, p. 861-866, 
2012.
MOURINHO, J. Programação e periodização do treino em futebol. Sports Med , New York, v. 30, 
n. 2, p. 79-87, 2000.
NAKAMURA, F. Y.; MOREIRA, A.; AOKI, M. S. Monitoramento da carga de treinamento: a percep-
ção subjetiva do esforço da sessão é um método confiável? Rev Educ Fís , Tocantinópolis, v. 21, 
n. 1, p. 1-11, 2010.
NUNES, J. A. et al. Salivary hormone and immune responses to three resistance exercise sche-
mes in elite female athletes. The Journal of Strength & Conditioning Research, Philadelphia, v. 
25, n. 8, p. 2322-2327, 2011.
SELYE, H. Síndrome produzida por diversos agentes nocivos. Nature, London, v. 138, n. 32, 1936.
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tivo: uma realidade que se impõe. Revista Horizonte, Belo Horizonte, v. 13, n. 76, mar./abr. 1997.
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REFERÊNCIAS
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In: SILVA, F. M. (org.). Treinamento desportivo: reflexões e experiências. João Pessoa: Editora 
Universitária, 1998. p. 29-47.
TSCHIENE, P. I ciclo annuale d’allenamento. Revista di Cultura Sportiva, Roma, v. 4, n. 2, p. 16-21, 
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TUBINO, M. J. G. Metodologia científica do treinamento desportivo. 3. ed. São Paulo: Ibrasa, 
1984.
WEINECK, J. Futebol total: treinamento físico no futebol. Tradução Sérgio Roberto Ferreira Ba-
tista. São Paulo: Phorte, 2000.
ZAKHAROV, A.; GOMES, A. C. Ciência do treinamento desportivo. Rio de Janeiro: Grupo Palestra 
Sport, 1992.
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1. Alternativa D 
A primeira fase é chamada de choque, na qual o indivíduo terá contato com um novo estí-
mulo de treinamento e podem aparecer dores ou desconfortos, diminuindo o desempenho. 
A segunda fase é chamada de adaptação ao estímulo, na qual o indivíduo passa a se adaptar 
e, assim, terá aumento em seu desempenho. A terceira fase é chamada de cansaço, na qual 
o indivíduo já se adaptou ao estímulo e, por isso, não acontecerão mais adaptações.
A. Incorreta. A descrição das fases da síndrome de adaptação geral está equivocada. A pri-
meira fase não envolve contato com choques elétricos, e a segunda fase não é de reclusão, 
e a terceira fase não é de abstinência.
B. Incorreta. A descrição das fases da síndrome de adaptação geral não está correta. A 
primeira fase não é de distanciamento, a segunda fase não é de abertura, e a terceira fase 
não é de descanso.
C. Incorreta. A descrição das fases da síndrome de adaptação geral está incorreta. A primeira 
fase não é gelada, a segunda fase não é quente, e a terceira fase não é de contraste de 
temperaturas.
E. Incorreta. A descrição das fases da síndrome de adaptação geral não está correta. A pri-
meira fase não é relaxamento, a segunda fase não é meditação, e a terceira fase não é de 
visualização.
2. Alternativa D 
I. Incorreta. A análise diagnóstica deve focar nas características dos próprios atletas, não dos 
familiares, em relação às condições físicas e técnicas.
II. Correta. A elaboração do cronograma de trabalho deve considerar o calendário das com-
petições anteriores e os locais das disputas.
III. Correta. A definição dos objetivos deve ilustrar os parâmetros a serem utilizados na pre-
paração.
IV. Correta. A definição dos conteúdos a serem desenvolvidos deve abranger valências 
físicas, técnicas e táticas.
V. Incorreta. A planificação dos treinamentos deve ser baseada nas informações obtidas nos 
outros itens, menos na afirmativa I, para iniciar efetivamente os trabalhos.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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3. Alternativa E 
I. Correta. O ciclo básico, com duração entre quatro e oito semanas, foca em aquecimento, 
atividades específicas e sobrecargas de peso. O número de repetições e séries varia conforme 
as necessidades do atleta, com aumento de carga após o quarto treino.
II. Correta. O ciclo adaptativo também dura entre quatro e oito semanas e intensifica o treino 
em resistência muscular e cardiovascular. O uso de circuitos é recomendado para melhorar 
resistência muscular e capacidade cardiorrespiratória.
III. Incorreta. O ciclo específico tem duração de quatro a 12 semanas e organiza repetições 
e sobrecargas com base no objetivo específico planejado. O trabalho de hipertrofia não é 
igual ao trabalho de força.
IV. Correta. O ciclo de transição, com duração de uma a quatro semanas, foca na manutenção 
do corpo com treinamento mínimo após um período longo de treinamento, visa estabilizar 
o corpo e manter a massa muscular.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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UNIDADE 3
MINHAS METAS
CAPACIDADES FÍSICAS E 
HABILIDADES MOTORAS DO 
FUTEBOL/FUTSAL
Entender as capacidades físicas e habilidades motoras no esporte.
Identificar e entender os diferentes tipos de capacidades físicas.
Compreender os conceitos fundamentais de habilidades motoras.
Entender as características de cada capacidade física.
Analisar o metabolismo associado a diferentes capacidades físicas.
Compreender as diferenças dessas capacidades no futebol e no futsal.
Exemplificar capacidades físicas e habilidades motoras no futebol e futsal.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 4
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INICIE SUA JORNADA
Entender as capacidades físicas e habilidades motoras dos esportes é essencial 
para uma prescrição eficaz de treinamento e o desenvolvimento dos atletas. Esse 
entendimento não deve ser exclusivo dos profissionais responsáveis pelo de-
sempenho físico; é fundamental que treinadores e toda a equipe técnica com-
preendam o processo para construir programas de treinamento mais assertivos 
e integrados.
Além disso, é crucial reconhecer as particularidades de cada esporte, pois 
cada modalidade demanda diferentes capacidades físicas e habilidades especí-
ficas. Compreender essas diferenças permite adaptar o treinamento de forma 
mais precisa, garantindo que as necessidades de cada esporte sejam atendidas 
de maneira adequada.
Quando atletas e treinadores possuem conhecimento das diferentes abor-
dagens de treinamento, eles podem reconhecer e aplicar as estratégias mais ade-
quadas para cada situação. Esse processo permite que a equipe técnica direcione 
o treinamento com foco nas capacidades específicas exigidas pela modalidade, 
estabelecendo objetivos claros e precisos. Isso garante que o desenvolvimento dos 
atletas esteja sempre alinhado com as demandas específicas do esporte, maximi-
zando os resultados de forma direcionada.
Neste episódio do podcast, abordamos como o sono afeta a recuperação e o 
rendimento dos atletas. Entenda a importância do descanso adequado e explore 
métodos para otimizar o sono, garantindo um melhor desempenho. Ouça agora 
para conhecer diferentes abordagens para melhorar o descanso e a recuperação! 
Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de apren-
dizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
UNICESUMAR
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
VAMOS RECORDAR?
No vídeo Futsal vs Futebol: Diferenças e Características, são destacadas as 
características específicas de cada modalidade. O vídeo mostra como essas 
diferenças implicam a necessidade de abordagens distintas no treinamento. 
Enquanto o futebol exige um treinamento que considera o campo maior e a 
dinâmica mais aberta, o futsal demanda exercícios adaptados ao ambiente menor 
emais rápido.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=tRFR_biIcQE
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
CAPACIDADES FÍSICAS E HABILIDADES MOTORAS
Antes de especificar as capacidades físicas e as habilidades motoras do futebol/
futsal, é necessário um entendimento mais detalhado de cada um desses termos. 
Assim, a base da discussão das capacidades físicas foi feita a partir das obras 
de Tubino (1984), Åstrand e Rodahl (1986), Weineck (1986), Tubino e Moreira 
(2003), Dantas (2005), Mcardle, Katch e Katch (2016).
O termo capacidade física sofre alguma modificação, de acordo com o refe-
rencial adotado em nível de estudo, também denominado como qualidade física 
ou, ainda, valência física. Em todos os casos, independentemente da terminologia 
utilizada, vale lembrar que algumas dessas capacidades são inatas, congênitas, ou 
seja, nascem com cada indivíduo, podendo ser treinadas e aperfeiçoadas. Já outras 
são adquiridas e desenvolvidas, podendo sofrer influências do meio ambiente e 
ser definidas como todo atributo físico treinável em um organismo humano, ou 
seja, todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento (Weineck, 1986).
As capacidades físicas são qualidades próprias de cada indivíduo e, corres-
pondente essencialmente à parte física corporal do movimento, podendo ser 
aprimoradas a partir de atividades físicas ou treinamentos físicos específicos 
(Tubino; Moreira, 2003; Mcardle; Katch; Katch, 2016).
Em grande medida, Tubino (1984) aponta que as capacidades físicas determi-
nam o desempenho motor de um indivíduo e que, para melhorar esse desempenho 
motor na prática de uma modalidade esportiva ou em alguma atividade ou exercício 
físico, é necessário organizar treinamentos físicos, com exercícios específicos que 
visem a focar a melhora de alguma dessas capacidades ou mais de uma delas.
As melhores respostas motoras que os seres humanos darão aos estímulos a 
serem apresentados na sua vida diária ou na prática de alguma atividade física 
ou esportiva estão distribuídas pelas capacidades físicas (Dantas, 2005).
Um ser humano pode ser mais veloz, mais forte ou mais flexível que outro a 
partir de suas origens, ou seja, de acordo com a sua carga hereditária somada ao 
tipo de atividade e de treinamento físico que participa durante a vida (Tubino, 
1984; Weineck, 1986; Dantas, 2005; Mcardle; Katch; Katch, 2016).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
As capacidades físicas podem ser identificadas como sendo condicionais ou 
coordenativas (Dantas, 2005). Enquanto as condicionantes estão relacionadas 
com os processos de obtenção de energia, as coordenativas relacionam-se, fun-
damentalmente, com os processos de controle do movimento dependentes do 
sistema nervoso central.
Futsal – A Ciência da Preparação Física
O livro de Rodrigues, Nakamura e Rabelo oferece uma análise 
inovadora da preparação física no futsal. Destinado a profissio-
nais e estudantes, aborda conceitos e técnicas baseadas em 
ciência e prática, preenchendo uma lacuna na literatura do es-
porte.
O livro é uma referência para preparadores físicos e treinado-
res, fornecendo insights valiosos para otimizar o desempenho 
dos atletas e acompanhar a evolução do esporte.
INDICAÇÃO DE LIVRO
CAPACIDADES FÍSICAS: TIPOS
É importante entendermos as definições e as especificidades de cada uma das 
capacidades físicas dos seres humanos, conforme Tubino e Moreira (2003), as 
quais serão apresentadas em ordem alfabética.
Agilidade
Capacidade física que permite uma mudança rápida de direção do corpo no 
menor tempo possível, tentando se manter em equilíbrio. Essa capacidade física 
está intimamente ligada às capacidades físicas de flexibilidade, equilíbrio e força, 
estando presente na maioria das modalidades esportivas, exceto, por exemplo, 
corridas de curta distância, do tipo 100 metros rasos.
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No futebol, podemos exemplificar a partir de um jogador, com ou sem a bola, 
que se desloca em várias direções, com mudanças de sentido para se desvencilhar 
do adversário e, assim, usar sua agilidade.
Coordenação motora
Essa capacidade física também é conhecida como destreza ou qualidade de siner-
gia, que permite uma ação ótima dos diversos grupos musculares na realização 
de uma sequência de movimentos com máxima eficiência e economia de energia. 
A coordenação motora permite ao indivíduo assumir a consciência e a execução 
de movimentos, levando-o à integração progressiva de aquisições motoras. Não 
apenas nas práticas que envolvem modalidades esportivas, a coordenação mo-
tora está presente em todas as ações e gestos motores humanos, o que nos leva a 
perceber que não existe um indivíduo que não tenha coordenação motora, mas 
que apresenta dificuldades em realizar determinada tarefa motora, o que não 
significa ausência total dessa capacidade física.
A coordenação motora pode ser identificada como fina ou grossa (ampla).
• Coordenação motora fina envolve uma pequena quantidade de músculos 
e pequenos grupos musculares, em conjunto com articulações de pequeno 
porte, para que o indivíduo, efetivamente, consiga executar uma ação dita mais 
delicada e precisa que, geralmente, é feita com as mãos ou pés. Por exemplo: 
a escrita e o desenho.
• Coordenação motora grossa (ampla) envolve uma grande quantidade de 
músculos e grandes grupos musculares, em conjunto com as articulações de 
médio ou grande porte, para que o indivíduo, efetivamente, consiga executar 
uma ação. Por exemplo: as corridas e os saltos.
No futebol, um exemplo seria um jogador, em suas ações de domínio e controle 
de bola, invariavelmente, fazer uso de sua coordenação motora para essas ações.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
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Endurance orgânica (resistência)
É a capacidade física que permite a realização de exercícios prolongados com 
esforço contínuo em intensidade fraca ou média. A endurance caracteriza-se pela 
realização de atividades aeróbias e que consegue suportar por um bom tempo 
a fadiga resultante da atividade, tendo recuperação rápida. Pode ser resistência 
orgânica aeróbia e anaeróbia, que, por sua vez, pode ser láctica ou alática.
 ■ Resistência aeróbia: é definida como uma qualidade física que permite 
a um indivíduo sustentar, por um período, uma atividade física, relativa-
mente, generalizada em condições aeróbias, isto é, nos limites do equilí-
brio fisiológico, denominado steady state. Trata-se do período longo de 
uma atividade nos limites do equilíbrio de oxigênio. O desenvolvimento 
da capacidade aeróbia de um indivíduo promove melhora da capacidade 
funcional do coração, aumento da capacidade muscular de queimar açú-
cares e gorduras, melhora no transporte de oxigênio (O2), aumento dos 
glóbulos vermelhos (número), redução da massa corporal e da frequência 
cardíaca (FC) de repouso. Considera-se também, como resistência geral, 
estamina. Estabelecem-se cargas em torno de 60% a 80% da máxima, e o 
estudo na fisiologia tem sido amplamente discutido. Sua fonte energética 
é chamada de glicogênio.
 ■ Resistência anaeróbia alática: qualidade física que permite susten-
tar, durante o maior tempo possível, uma atividade física em condições 
anaeróbias. O termo alático aparece conforme o exercício muito inten-
so, tem a duração de, aproximadamente, até dez segundos, o que já está 
se tornando discutível e estudado em laboratórios, pois se acredita que 
alguns atletas treinados suportem mais tempo. Os exercícios por curtos 
períodos, até 60 segundos, dependem essencialmente da adenosina trifos-
fato (ATP), gerada pelos sistemas de energia anaeróbia imediata. Provoca 
fadiga bioquímica e neuromuscular.
 ■ Resistência anaeróbia láctica: qualidade física que permite sustentar o 
maior tempo possível de uma atividade física em condições anaeróbias, 
com tempo superior ao exercício anaeróbio alático, no qual, para susten-
tação de três a cinco minutos, se aumenta a quantidade de energia gerada 
pela glicólise. Várias repetições causam um acúmulo de lactato, resultando 
em nível de ácido láctico maisalto.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
 ■ Resistência muscular localizada (resistência de força): é uma quali-
dade física que permite realizar, em um maior tempo possível, a repetição 
de determinado movimento com a mesma eficiência. É indicado no trei-
namento de musculação isotônico ou isocinético, no intervalado, no cir-
cuito e, até mesmo, na musculação isométrica. Permite a continuação do 
esforço, tanto em condições aeróbias quanto anaeróbias. Tem uma relação 
direta com a duração do esforço com grupos musculares determinados, 
sugerindo-se uma duração de esforço mínima de 15 repetições. Provoca 
fadiga periférica (circulatória e motriz) e também a nervosa.
Um exemplo, no futebol, seria um jogador que, durante um jogo, fará uso dessa 
capacidade, tanto nas ações que têm um tempo longo de duração, nas trocas de pas-
ses, quanto aquelas com tempo menor, mas com alta velocidade, em lançamentos.
Equilíbrio
É a capacidade física conseguida por uma combinação de ações musculares, com 
o propósito de assumir e sustentar o corpo sobre uma base, contra a lei da gra-
vidade, ou seja, o controle do corpo em relação ao seu centro de gravidade. Pode 
ser de três tipos: dinâmico, estático e recuperado.
ESTÁTICO
Conseguido em determinada posição e usado, sobretudo, em esportes como saltos 
ornamentais e ginástica artística.
DINÂMICO
Alcançado em movimento, dependendo do dinamismo dos processos nervosos. Pode 
ser trabalhado com os fundamentos técnicos das modalidades esportivas.
RECUPERADO
Considerado na recuperação do equilíbrio em uma posição qualquer. Pode ser eviden-
ciado nos saltos e em esportes como voleibol, basquetebol, handebol, futebol e futsal.
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Como exemplo, no futebol, podemos citar um jogador, em um jogo de futebol, 
que está em constante desequilíbrio, principalmente por conta de os contatos 
com a bola acontecerem predominantemente com os pés, sendo estes que irão 
possibilitá-lo de se deslocar. Assim, o equilíbrio, a todo momento do jogo, inclu-
sive quando o jogador não está se movimentando, utilizará essa capacidade física.
Flexibilidade
Permite executar movimentos com grande amplitude, em diferentes partes do 
corpo, que pode ser medida em unidades angulares ou lineares e que depende 
da mobilidade articular e da elasticidade muscular. Essa capacidade física con-
diciona a capacidade funcional de as articulações se movimentarem nos limites 
ideais de determinadas ações. Vale ressaltar que as estruturas e a composição 
corporal das pessoas do sexo feminino permitem que sejam mais flexíveis do que 
as pessoas do sexo masculino. A flexibilidade é a responsável pela ação voluntá-
ria de um movimento de amplitude angular máxima, nos limites morfológicos, 
sendo parte de um conteúdo de treinamento específico, que depende de fatores 
genéticos, ambientais, sexo, temperatura, idade e horário.
Força
É a capacidade física que permite deslocar um objeto, o corpo de um parceiro 
ou o próprio corpo, por meio da contração de um músculo ou de um grupo 
muscular, produzindo tensão suficiente para vencer uma resistência na ação de 
empurrar, tracionar ou elevar.
A força pode ser dividida em três tipos:
 ■ Força dinâmica: é a força executada por membros em movimento ou 
suportando o peso do corpo em movimentos repetidos. Também pode ser 
chamada de força em movimento, conhecida, ainda, pelas nomenclaturas 
de máxima, pura ou isotônica. A força dinâmica pode ser dividida em 
força absoluta, força relativa e força de resistência, dividida em aeróbica 
e anaeróbica:
 ■ força absoluta é aquela considerada no valor máximo, que pode desen-
volver uma pessoa, em determinado movimento;
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
 ■ força relativa é aquela considerada como o quociente entre a força ab-
soluta e o peso corporal da pessoa;
 ■ força de resistência é aquela considerada pela vitória sobre o cansa-
ço após um certo tempo de contrações, ou seja, suportar a fadiga, e é 
dividida em:
 ■ força de resistência aeróbia é aquela que ocorre com a presença de 
suficiente provisão de oxigênio;
 ■ força de resistência anaeróbia é aquela que ocorre com a ausência de 
provisão de oxigênio.
 ■ Força estática: é a força que produz calor, mas não ocorre em forma de 
movimento, sendo também chamada de força isométrica. Essa força é 
medida pelo tempo que uma pessoa pode permanecer em uma situação 
de contração isométrica, suportando determinada carga.
 ■ Força explosiva: é a força exercida com o máximo de energia em um ato 
explosivo, sendo o produto da força pela velocidade (P = F × V), presente 
na maioria das modalidades esportivas. No futebol, podemos citar, como 
exemplo, um jogador que irá usar a força nas situações em que necessi-
tar: chegar ao local onde está a bola, aproximar-se do adversário para 
marcação e fazer chutes; no caso do goleiro, nas defesas e nas jogadas de 
reposição de bola.
Tempo de reação ou velocidade de reação
É a capacidade física que demonstra a velocidade em que cada indivíduo irá 
reagir diante de um estímulo, o qual pode ser visual, auditivo ou tátil sinestésico. 
Muitas vezes, essa capacidade física é chamada de maneira inadequada de “re-
flexo”. Vale ressaltar que o reflexo é um movimento humano que independe da 
nossa vontade e não é treinável, diferentemente das capacidades físicas que são 
consideradas atributos treináveis pelos seres humanos. Essa capacidade física está 
intimamente ligada ao sistema nervoso central e pode ser apreciada, de modo 
claro, nas modalidades esportivas que fazem uso de bola. Essa capacidade física 
pode ser identificada em três tipos:
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 ■ Simples: quando existe um estímulo para iniciar o movimento.
 ■ Complexo: quando existe um implemento (por exemplo, a bola) em que 
o atleta deve iniciar o movimento.
 ■ Complexo por escolha: quando existe, além do implemento, uma toma-
da de decisão perante um adversário.
No futebol, por exemplo, um jogador a todo momento terá que fazer escolhas, 
opções e, consequentemente, fará uso da sua velocidade de reação, de seu tempo 
de reação. Quanto maior for a velocidade de reação e menor o tempo de reação, 
maior a possibilidade de êxito do jogador diante de um estímulo. A cada jogada 
de uma partida, surgirá um estímulo, com o qual o jogador irá se deparar e, assim, 
tomar decisões. Quanto mais treinado, em nível gestual, estiver o atleta, melhores 
serão executadas as suas decisões.
Velocidade
É a capacidade física que permite realizar alguns tipos de movimentos no menor 
tempo possível, com a melhor qualidade ou, ainda, executar uma sucessão rápida de 
gestos em uma intensidade máxima e um mínimo de tempo. Essa capacidade física 
depende de aspectos como aptidão, desenvolvimento de aprendizagem, fatores 
sensório-cognitivos e psicológicos, fatores neurais e fatores músculo-tendinosos.
A velocidade pode ser classificada da seguinte maneira:
 ■ Velocidade de deslocamento: é a capacidade máxima que um indivíduo 
pode se deslocar de um ponto a outro e que depende, em grande medida, 
do dinamismo e dos processos nervosos que atuam no sistema motor, 
somados à própria frequência e à amplitude dos movimentos de cada um.
 ■ Velocidade de impulsão: é a capacidade de mover os membros supe-
riores ou membros inferiores o mais rápido possível, especialmente, em 
saltos dependentes da própria força de impulsão de cada indivíduo.
Por exemplo, no futebol, um jogador deverá ter uma velocidade adequada ao 
momento do jogo e, principalmente, à ação que irá executar. Muitas vezes, preci-
sará executar seus movimentos em uma velocidade alta e, em outros momentos, 
deverá diminuir a velocidade, de acordo com as circunstâncias do jogo.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
HABILIDADES MOTORAS: CONCEITOS
A base da discussão das habilidades motoras foi feita a partir das obras de Tani, 
Kokubun e Manoel (1998), Magill (2000), Schimidt e Wrisberg (2001), Malina e 
Bouchard (2002), Barbanti (2003; 2005) e Gallahue (2008).
Para Magill (2000), habilidade motora é definida comoatos ou tarefas que 
requerem movimentos e devem ser aprendidos, a fim de serem executados de 
modo eficiente. Já em Tani, Kokubun e Manoel (1998), o conceito de habilidade 
motora está relacionado à capacidade de realizar movimentos com eficiência ou 
à habilidade que envolve movimentos voluntários do corpo ou membros para 
atingir um determinado objetivo.
A classificação das habilidades motoras, apresentada em Barbanti (2005), 
divide tais habilidades em precisão do movimento, organização do movimento 
ou previsibilidade do ambiente.
Precisão de movimento: quesito que está relacionado às habilidades motoras 
grossas, que necessitam de menor precisão na execução dos movimentos e que 
envolvem a participação de grandes grupos musculares; e às habilidades motoras 
finas, que necessitam de maior precisão e, consequentemente, maior controle, o 
que envolve pequenos grupos musculares ou apenas de músculos isolados.
O estudo de Irineu Loturco, Tomás Freitas, Pedro Alcaraz, Ronaldo Kobal, Renan 
Hartmann Nunes, Anthony Weldon e Lucas Pereira investigou os métodos de trei-
namentos e estratégias utilizadas por preparadores físicos que atuam no futebol 
brasileiro. O estudo coletou e caracterizou, através de uma pesquisa on-line padrão, 
os métodos de treinamentos e as estratégias relacionadas ao desenvolvimento de 
força, potência muscular, treinamento de velocidade, pliometria, flexibilidade, testes 
físicos, uso de tecnologia e programação, utilizados por 49 preparadores físicos que 
atuam em times de futebol profissional no Brasil. Como conclusão do estudo, os au-
tores citam que as estratégias de treinamento utilizadas pelos preparadores físicos 
são altamente influenciadas pelos calendários congestionados de jogos, além das 
dimensões do país e das disparidades econômicas entre regiões e clubes. 
Para maiores informações, acesse o artigo (em inglês) na íntegra no link a seguir:.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35959323/
EU INDICO
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Previsibilidade do ambiente: quesito que está relacionado às habilidades motoras 
fechadas, ocorrendo a partir de um ambiente previsível, no qual os movimentos 
podem ser organizados de modo antecipado, pois, via de regra, o ambiente não 
sofrerá alteração durante a utilização da habilidade motora; e às habilidades motoras 
abertas, que são executadas a partir de ambientes considerados instáveis ou 
imprevisíveis, ou seja, sofrem alterações durante a utilização da habilidade motora, 
colocando o sujeito diante de possibilidades que, talvez, ele não havia previsto.
Organização do movimento: quesito que está relacionado à habilidade motora 
discreta, que possui fases bem definidas de início e de fim; à habilidade motora 
seriada, que é constituída por várias habilidades discretas que são executadas de 
modo integrado; às habilidades motoras contínuas, que têm suas demarcações, 
início e fim, determinadas por fatores relacionados ao ambiente.
A habilidade considerada como geral é aquela que vem dominar movimentos 
complicados, conhecer novas práticas e assim poder fazer adaptações a novas si-
tuações. A ideia é a de possibilitar uma boa organização da melhor forma possível 
de uma composição complexa de algum movimento, fazendo com que as partes 
do corpo que a compõe sejam coordenadas entre si permitindo que estas partes 
operem de modo adequado na expressão dos movimentos.
As habilidades motoras são tidas, por Magill (2000), como qualquer tarefa 
motora, seja simples ou complexa que, por intermédio de algum exercício físico, 
passa a ser realizada com maior grau de qualidade, podendo chegar à automati-
zação. As habilidades motoras podem estar relacionadas diretamente a um gesto 
técnico de alguma modalidade esportiva ou, simplesmente, a uma ação relativa 
às tarefas diárias do ser humano. Com relação às principais características das 
habilidades motoras:
 ■ têm um determinado propósito;
 ■ são executadas de modo voluntário;
 ■ requerem movimentos corporais e/ou movimentos dos seus segmentos;
 ■ devem que ser aprendidas.
As habilidades motoras, em grande escala, expressam as capacidades físicas de 
modo complexo, podendo ser modificadas, a partir de práticas e exercícios físicos, 
e suportadas por várias capacidades.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Uma das características das habilidades motoras são relativas aos movimentos 
denominados de finos ou amplos. No caso dos movimentos finos, caracterizam-
-se por requererem precisão e destreza, sendo executados por uma pequena mus-
culatura, em especial das mãos/pés e dedos. Já os movimentos amplos utilizam 
o corpo todo ou grandes segmentos principais do corpo. Diante disso, enfatiza-se 
que muitas tarefas motoras são executadas a partir de ambos os movimentos.
Habilidades motoras: tipos
É importante sabermos os tipos e as especificidades de cada uma das habilidades 
motoras utilizadas pelos seres humanos.
HABILIDADES MOTORAS DE LOCOMOÇÃO
Fazem referência às ações motoras que irão mover o corpo por meio do espaço, ou 
seja, transportar em uma direção vertical ou horizontal de um ponto para o outro. Os 
principais exemplos das habilidades motoras de locomoção são andar, correr, saltar, 
saltitar, dentre outras (Malina; Bouchard, 2002; Gallahue, 2008).
HABILIDADES MOTORAS DE MANIPULAÇÃO
Fazem referência às ações motoras que irão propiciar o contato do corpo com algum ob-
jeto, implemento ou ainda o corpo de outra pessoa. Essas habilidades motoras envolvem 
o manejo ou o manuseio de peças ou de terceiros que vislumbram projetar estimativas 
de trajetória, distância e velocidade. O uso dessas habilidades motoras está diretamente 
alicerçado pelo uso das habilidades motoras de locomoção e estabilização. Os principais 
exemplos das habilidades motoras de manipulação são arremessar, lançar, chutar, bater, 
rebater, receber, agarrar, dentre outras (Tani; Kokubun; Manoel, 1998).
HABILIDADES MOTORAS DE EQUILÍBRIO OU ESTABILIZAÇÃO
Fazem referência às ações motoras que permitem que o sujeito se mantenha em equi-
líbrio, estabilizado em relação à força da gravidade. Vale ressaltar que a estabilidade é 
um elemento fundamental do aprendizado do deslocamento, da locomoção, porque 
todo movimento humano, via de regra, suscita um bom equilíbrio. Os principais exem-
plos das habilidades motoras de equilíbrio ou estabilização são rolar, girar, flexionar, 
apoiar, dentre outras (Tani; Kokubun; Manoel, 1998; Gallahue, 2008).
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Entender as habilidades motoras é essencial para o desenvolvimento desde a 
infância, promovendo a variabilidade e o repertório motor. A integração eficaz 
dessas habilidades permite um desempenho aprimorado e adaptações às exigên-
cias esportivas, favorecendo o desenvolvimento contínuo.
Agora que você já conhece as capacidades físicas e habilidades motoras, o artigo 
de revisão de Matheus Luís da Silva explora os testes mais comuns utilizados no 
futebol para as avaliações de capacidade aeróbia, anaeróbia e agilidade.
Acesse em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao-fisica/ava-
liacoes-praticas
EU INDICO
NOVOS DESAFIOS
As principais capacidades físicas envolvidas no futebol incluem resistência, velo-
cidade, agilidade e força, com algumas características sendo mais exigidas em cer-
tas posições. Goleiros precisam mais de força explosiva, flexibilidade e velocidade 
de reação; nos laterais, predomina a força explosiva e a coordenação; zagueiros 
precisam mais de força e agilidade; meio-campistas demandam mais resistência 
e velocidade; atacantes precisam mais de velocidade e agilidade.
Já no futsal, o jogo é desenvolvido em dois tempos de 20 minutos cada, com o 
cronômetro pausado quando a bola está fora de jogo. O futsal moderno apresenta 
uma grande rotatividade nas ações dos jogadores em quadra, com exigências físi-
cas semelhantes para todas as posições devido ao constante rodízio. A resistência 
Assista a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem.EM FOCO
UNICESUMAR
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
aeróbica é essencial para manter um alto desempenho durante os 40 minutos re-
gulamentares. A resistência anaeróbica alática e a potência são fundamentais nas 
movimentações rápidas e nos gestos técnicos específicos, como chutes e passes.
A agilidade é crucial nas mudanças rápidas de direção, enquanto a velocidade é 
necessária tanto nas ações ofensivas quanto defensivas. O tempo de reação é vital, 
especialmente para os goleiros, que precisam decidir rapidamente suas ações e 
posicionamentos. A força é importante para melhorar a potência nos chutes e 
deslocamentos rápidos.
Entender essas demandas físicas e as diferenças específicas entre modalidades é 
essencial para o profissional de educação física que deseja atuar em comissões téc-
nicas, principalmente como preparador físico. Esse conhecimento permite a elabo-
ração de programas de treinamento personalizados tanto para a modalidade quanto 
para as demandas específicas de cada posição, melhorando o desempenho dos atle-
tas e contribuindo para o sucesso das equipes em diferentes contextos esportivos.
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1. O futebol de salão e o futsal são duas modalidades esportivas consideradas bem parecidas, 
por suas características relacionadas à quadra em que ocorre o jogo, aos gestos técnicos 
e à própria mecânica do jogo, no entanto, elas diferem em vários aspectos.
Identifique a alternativa correta.
a) A origem do futebol de salão tem raízes na FIFA e a do futsal, na Associação Cristã de 
Moços (ACM).
b) A origem do futebol de salão tem raízes na Associação Cristã de Moços (ACM) e a do 
futsal, na FIFA.
c) A origem do futebol de salão tem raízes nas escolas inglesas e a do futsal, nos morros 
do Rio de Janeiro.
d) A origem do futebol de salão tem raízes em organizações não governamentais (ONGs) 
internacionais de direitos humanos e a do futsal, nas penitenciárias dos Estados Unidos 
da América.
e) Nenhuma está correta.
2. Uma das capacidades físicas mais utilizadas no futebol e no futsal, além de outras tantas 
modalidades esportivas, é a endurance orgânica ou resistência. Essa capacidade física 
admite que um indivíduo realize exercícios físicos ou ações motoras de modo estendido, 
tendo esforço contínuo, podendo ser em intensidade baixa ou média. A endurance ou resis-
tência é evidenciada pela possibilidade que um indivíduo tem de realizar atividades físicas, 
suportando, por tempo considerável, a fadiga que a própria atividade promoveu, somada a 
uma possível recuperação em um curto espaço de tempo. Essa resistência orgânica pode 
ser aeróbia e anaeróbia, além de poder ser láctica ou alática.
VAMOS PRATICAR
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De acordo com as características da capacidade física de endurance ou resistência, analise 
as afirmativas a seguir:
I - A resistência muscular localizada também é conhecida como resistência de velocidade, 
que permite realizar atividades físicas/esportivas e exercícios físicos em uma alta ve-
locidade, repetindo movimentos bem rápidos. Essa capacidade tem muita importância 
nas atividades esportivas com predominância intelectual, como o xadrez, que necessita 
de movimentos isotônicos, isocinéticos e isométricos. Essas atividades nunca provocam 
fadiga periférica, mas, sim, fadiga no sistema nervoso.
II - resistência anaeróbia alática permite que um indivíduo sustente suas ações motoras pelo 
maior tempo possível, pois o termo alático demonstra que o exercício é muito intenso, 
com tempo de duração em torno de dez segundos, podendo ser estendido de acordo 
com o nível de treinamento de cada indivíduo. As atividades físicas, que se estendem por 
um tempo de até um minuto, dependendo da adenosina trifosfato (ATP), que é concebida 
nos sistemas de energia anaeróbia imediata, provocam a chamada fadiga bioquímica e 
neuromuscular.
III - A resistência anaeróbia lática permite que um indivíduo sustente as suas atividades fí-
sicas no maior tempo possível em condições anaeróbias, ou seja, em um tempo para 
sustentação que pode variar entre três e cinco minutos e aumentar a quantidade de 
energia motivada pela glicólise. Nesses casos, especificamente, a quantidade elevada 
de repetições de um exercício causa acúmulo de lactato e, consequentemente, aumenta 
o nível de ácido lático.
IV - A resistência aeróbia oferece a possibilidade de o indivíduo sustentar suas ações físicas 
por um longo período, chegando a um estado de equilíbrio chamado de steady state, no 
qual ocorrem limites do equilíbrio de oxigênio. Essa capacidade física oferece melhoria 
da capacidade funcional do coração, aumento da capacidade muscular para queimar 
açúcares e gorduras, melhora no transporte de oxigênio, aumento do número de gló-
bulos vermelhos, redução da massa corporal e da frequência cardíaca (FC) de repouso, 
tendo o glicogênio como fonte energética.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) I, II, III e IV.
d) I, II e III, apenas.
e) III e IV, apenas.
VAMOS PRATICAR
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3. O termo “capacidade física” também é conhecido como qualidade física ou valência físi-
ca, consideradas inatas ou congênitas, que podem ser treinadas e aperfeiçoadas. Essas 
capacidades físicas correspondem, essencialmente, à parte física corporal do movimento 
humano e são determinantes quanto ao desempenho motor de um indivíduo.
Com base nas reflexões acerca das capacidades físicas dos seres humanos,
analise as sentenças a seguir:
I - As respostas motoras mais eficientes que cada ser humano oferecerá diante dos dife-
rentes estímulos apresentados no cotidiano ou, ainda, em práticas físicas esportivas são 
evidenciadas nas capacidades físicas.
II - A explicitação da falha, por parte de um indivíduo, em alguma capacidade física, susci-
tará dificuldade na sua participação em algum tipo de manifestação intelectual, pois as 
capacidades físicas invocam toda a produção intelectual de um ser humano.
III - As capacidades físicas estão fortemente ligadas a uma herança genética, e o treinamento 
dessas capacidades é limitado, não promovendo melhora significativa.
É correto o que se afirma em:
a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, apenas.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
ALVES, S. U. Prescrição e treinamento do futebol e futsal. Indaial: UNIASSELVI, 2022.
ÅSTRAND, P.; RODAHL, K. Tratado de fisiologia do exercício. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
BARBANTI, V. J. Dicionário de educação física e esporte. 2. ed. São Paulo: Manole, 2003.
BARBANTI, V. J. Formação esportiva. Barueri: Manole, 2005.
DANTAS, E. H. M. Flexibilidade, alongamento e flexionamento. 5. ed. Rio de Janeiro: Shape, 
2005.
GALLAHUE, D. L. Educação física desenvolvimentista para todas as crianças. 4. ed. São Paulo: 
Phorte, 2008.
MALINA, R. M.; BOUCHARD, C. Atividade física do atleta: do crescimento a maturação. São 
Paulo: Roca, 2002.
MAGILL, R. A. Aprendizagem motora: conceitos e aplicações. São Paulo: Edgard Blücher, 2000.
MCARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: nutrição, energia e desempe-
nho. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
SCHIMIDT, R. A.; WRISBERG, C. A. Aprendizagem e performance motora: uma abordagem da 
aprendizagem baseada no problema. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.
TANI, G.; KOKUBUN, E.; MANOEL, E. J. Educação física escolar: fundamentos de uma aborda-
gem desenvolvimentista. São Paulo: EPU/EDUSP, 1998.
TUBINO, M. J. G. Metodologia científica do treinamento desportivo. 3. ed. São Paulo: Ibrasa, 
1984.
TUBINO, M. J. G.; MOREIRA, S. B. Metodologia científica do treinamento desportivo. 13. ed. rev. 
ampl. Rio de Janeiro: Shape, 2003.
WEINECK, J. Manual de treinamento desportivo. 2. ed. São Paulo: Manole, 1986.
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1. Alternativa B 
A origem do futebol de salão está, de fato, na Associação Cristã de Moços (ACM), e a do 
futsal tem suas raízes na FIFA, que regulamentou e promoveu a modalidade.
A. Incorreta. A origem do futebol de salão é na AssociaçãoCristã de Moços (ACM), não na 
FIFA, e o futsal tem uma relação mais direta com a FIFA.
C. Incorreta. O futebol de salão não tem raízes nas escolas inglesas, e o futsal não surgiu 
nos morros do Rio de Janeiro.
D. Incorreta. O futebol de salão não tem origem em ONGs internacionais de direitos humanos, 
e o futsal não surgiu em penitenciárias dos Estados Unidos.
E. Incorreta. A alternativa B está correta.
2. Alternativa E 
I. Incorreta. A resistência muscular localizada não se relaciona à velocidade nem a atividades 
intelectuais.
II. Incorreta. A resistência anaeróbia alática se limita a ações curtas de até dez segundos.
III. Correta. Trata da resistência anaeróbia lática sustentando atividades intensas por três a 
cinco minutos com acúmulo de lactato.
IV. Correta. Aborda a resistência aeróbia permitindo atividades prolongadas e melhorando a 
função cardíaca e queima de açúcares e gorduras, estão corretas.
3. Alternativa E 
I. Correta. As capacidades físicas influenciam diretamente a eficiência das respostas motoras, 
tanto no cotidiano quanto em práticas esportivas.
II. Incorreta. Uma falha em capacidades físicas não necessariamente causa dificuldades 
em atividades intelectuais, já que capacidades físicas e produção intelectual são aspectos 
distintos.
III. Incorreta. Apesar da base genética das capacidades físicas, elas podem ser significativa-
mente desenvolvidas e melhoradas por meio do treinamento, superando os limites impostos 
pelos genes com a prática adequada.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MINHAS METAS
HABILIDADES TÉCNICAS 
INDIVIDUAIS DO FUTEBOL/FUTSAL
Reconhecer a importância das habilidades técnicas no futebol e futsal.
Identificar principais habilidades técnicas para cada esporte.
Compreender conceitos fundamentais de cada habilidade técnica.
Analisar fundamentos principais, como drible, passe e chute.
Explorar habilidades técnicas para diferentes posições, como goleiros.
Investigar diferenças na aplicação das habilidades entre futebol e futsal.
Exemplificar habilidades técnicas em ambos os esportes.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 5
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INICIE SUA JORNADA
As habilidades técnicas individuais no futebol e no futsal são determinantes nas 
partidas, influenciando diretamente o resultado final. Por exemplo, um chute 
preciso pode resultar em um gol, um passe bem executado pode gerar uma as-
sistência, e uma defesa eficaz do goleiro pode evitar um resultado adverso. Essas 
situações exemplificam a importância das habilidades técnicas em um ambiente 
dinâmico e aberto como o desses esportes.
O entendimento dessas habilidades é fundamental para planejar treinos de 
maneira eficiente. Saber de onde partir permite que o treinador defina os objeti-
vos do treinamento, responda por que treinar determinadas habilidades, como 
executar os treinos, para quais tipos de jogadores e para corrigir quais deficiên-
cias específicas. Além disso, é necessário ajustar os treinos para diferentes níveis 
e categorias de atletas, garantindo que cada jogador receba o desenvolvimento 
adequado de acordo com suas necessidades individuais e as exigências do jogo.
UNICESUMAR
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
HABILIDADES TÉCNICAS INDIVIDUAIS NO FUTEBOL/FUTSAL
Por se tratar de modalidades com características bastante semelhantes, no que 
tange aos fundamentos, às ações individuais ou às habilidades técnicas indivi-
duais, o futebol e o futsal se assemelham muito nesse quesito, ainda que a bola, o 
campo de jogo e algumas regras sejam diferentes.
A análise de desempenho individual é a nova tendência no futebol. Descubra 
como a avaliação detalhada de cada jogador está transformando treinos, decisões 
estratégicas e negociações nos clubes. Saiba como essa especialização pode me-
lhorar a performance dos atletas em nosso podcast!. Recursos de mídia disponí-
veis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
No artigo O Ensino da Tática e da Técnica no Futebol: Concepção de Treinadores 
das Categorias de Base, Otávio Bettega explora as abordagens de treinadores nas 
categorias de base acerca da integração da técnica e da tática no treinamento. 
Os treinadores entrevistados destacam a necessidade de adaptar os treinos às 
necessidades individuais dos atletas e à fase da temporada. Alguns priorizam o 
desenvolvimento técnico específico, enquanto outros combinam a técnica com a 
tática, ajustando as estratégias conforme a idade e o nível dos jogadores. O artigo 
oferece uma visão concisa das práticas e estratégias usadas para aprimorar o 
treinamento nas categorias de base do futebol.
Acesse em: https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1172272
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Muitos autores, como Carravetta (2001), Melo (2002), Paoli e Grasseli (2003), Tenroller 
(2004), Costa (2007), Voser (2019), Alves e Bello (2020) apresentam como principais 
ações individuais do futebol e do futsal: o domínio de bola, o controle de bola, o 
passe, o chute, a condução de bola, o drible ou a finta, e goleiro.
DOMÍNIO DE BOLA
É a ação de interceptar ou ir ao encontro da bola, fazendo que ela fique em posse 
do esportista ou que consiga realizar algum movimento por meio de um ou 
mais contatos com a bola, a qual poderá ter procedência de um companheiro ou 
de um adversário. Os tipos de domínio estão relacionados às diferentes partes 
do corpo que a bola irá entrar em contato, podendo ser: cabeça, ombro, peito, 
abdômen, coxa ou pé. Vale ressaltar que o goleiro pode utilizar as mãos dentro 
de sua área de meta.
O esportista deve escolher com qual parte do corpo fará o domínio da 
bola, a partir de uma observação de sua altura e velocidade. Para ter um 
bom domínio de bola, é imprescindível que o indivíduo esteja em equilíbrio. 
No caso do futebol e do futsal, as partes do corpo que estão em constante 
desequilíbrio são os pés, visto que mantêm as ações de deslocamento e, pre-
dominantemente, o contato com a bola.
Dessa maneira, a parte do corpo que melhor pode auxiliar as ações de 
manutenção do estado de equilíbrio são os membros superiores, por isso 
os profissionais de educação física que pretendem desenvolver atividades e 
treinamentos para trabalhar o domínio de bola no futebol e no futsal devem 
levar em conta o equilíbrio e, consequentemente, as atividades relacionadas 
com os membros superiores.
Esse fundamento, essa ação individual ou habilidade técnica individual é 
usada a todo momento em um jogo de futebol/futsal, especialmente quando o 
jogador busca contato com a bola e, por isso, pode ser considerada tanto defensiva 
quanto ofensiva.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
CONTROLE DE BOLA
O controle de bola ocorre quando o jogador mantém a bola em contato com 
alguma parte do corpo. Considera-se controle de bola no momento exato em 
que a bola toca qualquer parte do corpo, seja de um companheiro ou de um 
adversário, e permanece assim. Os tipos do controle de bola estão relacionados 
às diferentes superfícies que mantêm o contato com a bola, as quais podem ser: 
cabeça, ombro, peito, abdômen, coxa ou pé. É importante ressaltar que o goleiro 
ainda pode utilizar as mãos para controle de bola, desde que esteja dentro da sua 
área de meta. No caso específico do futebol e do futsal, o pé exerce preferência 
nesse tipo de ação.
Um bom exemplo, para o entendimento desses dois termos, são as “pedaladas”, 
ou seja, a ação de um jogador de futebol ou futsal quando passa um pé por cima 
da bola e, posteriormente, passa o outro pé, em movimentos sincronizados (Alves; 
Bello, 2020). Durante a execução das pedaladas, quando o jogador passa os pés 
por cima da bola sem tocá-la, não é possível afirmar se ele está com o domínio 
da bola. É necessário observar o que acontece após as pedaladas: se o jogador 
conseguir entrar em contato com a bola, o domínio é efetivado; caso contrário, 
pode-se dizer que ele perdeu o domínio.
PASSE
O passe é considerado ao enviar, deslocar ou empurrar a bola para um compa-em quatro anos, mobiliza uma legião de pessoas para trabalharem 
ou para acompanharem os jogos: o Campeonato Mundial de Futebol.
Figura 1 – Taça da Copa do Mundo de Futebol da FIFA / Fonte: https://www.flickr.com/photos/saojoseli-
berto/14231974005/in/photostream. Acesso em: 28 ago. 2024.
Descrição da Imagem: fotografia da taça da Copa do Mundo sobre uma base tubular de cor cinza escuro contra 
um fundo preto. O troféu é dourado e brilhante. No topo, há um globo terrestre com detalhes em relevo, repre-
sentando os continentes. Abaixo do globo, duas figuras humanas estilizadas parecem segurar o mundo com seus 
braços erguidos. Fim da descrição.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
INICIAÇÃO ESPORTIVA
A iniciação esportiva, de acordo com Vidal (2006), pode ser entendida como 
uma atividade física que oferece ao indivíduo inúmeras possibilidades motoras 
e vivências no processo de aprendizagem de muitos jogos e modalidades esporti-
vas, buscando desenvolver as capacidades e habilidades humanas nas dimensões 
motoras, cultural, social, cognitiva e afetiva. A autora ressalta que um indivíduo 
que teve uma iniciação ruim e não teve uma preparação adequada, provavelmen-
te não terá sucesso no esporte de alto rendimento.
Em Barbanti (1979), o conceito de iniciação esportiva está descrito como a fase 
inicial de todo treinamento esportivo, com uma preparação generaliza-
da para que as crianças possam colher experiências motoras 
em várias atividades, tendo sugerido como idade ideal 
de início dos oito aos nove anos a fim de poder, na 
idade adulta, colher bons resultados.
A partir dessa contextualização, po-
de-se perceber que, para que ocorra a 
iniciação esportiva, seja em qual mo-
dalidade esportiva for, é impres-
cindível que o sujeito tome gosto 
pela prática e sinta prazer, a fim 
de tornar aqueles períodos de 
treinamento em momentos de 
alegria e satisfação.
Quanto mais agradável 
for a relação do praticante 
com a modalidade esporti-
va com a qual está envolvido, 
maiores serão as possibilidades 
de incorporação dos treina-
mentos de modo mais frequente, 
bem como das possíveis melhoras 
no que tange aos aspectos técnicos 
individuais e, consequentemente, aos 
aspectos táticos coletivos.
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Em se tratando de iniciação esportiva, considera-se como sendo o período em 
que um indivíduo começa a aprender e a praticar de forma específica e planejada 
uma modalidade esportiva. Ressalta-se que a iniciação esportiva não exclusivamente 
acontece com crianças, pois qualquer indivíduo pode ter seu primeiro contato com 
alguma modalidade esportiva, ainda que não seja criança, ou seja, em qualquer idade.
No caso de crianças, Santana (2004) sugere ser um período em que uma 
criança inicia a prática regular e orientada de uma ou mais modalidades espor-
tivas, tendo como objetivo imediato o de oferecer continuidade ao seu desenvol-
vimento de forma integral, não implicando competições regulares.
Nos estudos de Almeida (1996), encontra-se a iniciação esportiva dividida 
em três estágios: iniciação desportiva, aperfeiçoamento desportivo e introdução 
ao treinamento.
O primeiro estágio ocorre entre oito e nove anos e tem como objetivo a aquisi-
ção de habilidades motoras, destrezas específicas e globais, com atividades básicas 
de movimentos somadas a jogos pré-desportivos, pois, para Almeida (1996), nessa 
faixa de idade a criança está apta para a aprendizagem inicial das modalidades es-
portivas, mas não para as modalidades coletivas com caráter de competição, por isso 
a atração que a criança sente pelas práticas esportivas está no prazer da atividade em 
si, e não pela competitividade. As propostas para as crianças deveriam ser pautadas 
num planejamento motivador, enfatizando atividades recreativas, na busca de um 
aprendizado objetivo, eficiente e pouco monótono. O autor sugere que se deva ofe-
recer às crianças um grande número de oportunidades para o desenvolvimento das 
mais variadas formas de habilidades, instrumentalizando-a com atividades motoras 
que poderão ser utilizadas em diversas modalidades esportivas.
No segundo estágio encontrado em Almeida (1996), na fase do aperfeiçoa-
mento desportivo, crianças estão numa idade entre 10 e 11 anos e já experimentam 
e participam plenamente de ações baseadas na cooperação e colaboração. A partir 
desse cenário, o jogo assume um aspecto sociodesportivo em que os participantes 
interagem entre si com papéis bem definidos, tendo como objetivo introduzir ele-
mentos técnicos fundamentais, táticas gerais e regras por meio de jogos educativos 
e atividades com regras. O autor ressalta que essa fase é muito propícia para que 
haja aprendizado e, por isso, as atividades devem ampliar o repertório de movimen-
tos dos fundamentos básicos das diversas modalidades esportivas. Soma-se, ainda, 
a possibilidade de instrumentalizar as crianças com elementos psicossociais que 
permitam a socialização e as ações cooperativas por meio de jogos e brincadeiras.
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No último estágio, Almeida (1996) afirma ser a introdução ao treinamento 
aquela em que a criança com idade entre 12 e 13 anos tem a possibilidade de 
alcançar bom desenvolvimento de suas capacidades intelectuais e físicas e, por 
isso, o objetivo dessa fase é o aperfeiçoamento das técnicas individuais, dos siste-
mas táticos somados à aquisição das qualidades físicas usadas nas modalidades 
esportivas. As propostas devem ter como meta o aperfeiçoamento das qualidades 
físicas, das técnicas individuais e das táticas (individuais e coletivas) das diversas 
modalidades esportivas, que pode acontecer por meio de uma organização da 
preparação física e de práticas esportivas (jogos), oferecendo oportunidades para 
o desenvolvimento corporal e para a melhoria do desempenho individual. As 
atividades devem ser adequadas e diversificadas (motivadoras) vislumbrando 
uma aprendizagem individualizada, dentro do grupo, permitindo-lhes solucionar 
conflitos em coletivos.
A iniciação esportiva, a partir da perspectiva de Capitanio (2003), deve ser 
organizada de modo bastante criterioso e cuidadoso no sentido de não valorizar 
demais os resultados atléticos que poderiam deixar de lado alguns enfoques edu-
cacionais que a prática esportiva pode oferecer. A autora ressalta que a principal 
abordagem na fase da iniciação esportiva não deve ser nas habilidades motoras 
e técnicas específicas, mas, sim, na ampliação das possibilidades para diferentes 
estímulos com ênfase no desenvolvimento e no crescimento físico, fisiológico, 
motor, cognitivo, afetivo-social e a aprendizagem motora.
Uma estratégia extremamente importante a ser utilizada nessa fase de ativi-
dades com iniciantes é a possível relação existente com os pais/responsáveis, que 
pode ser positiva ou negativa. Hellstedt (1990) sugere que existem três tipos de 
envolvimento dos pais/responsáveis nessa fase. O primeiro envolvimento é deno-
minado de “subenvolvimento”, em que acontece um pequeno comprometimen-
to emocional, financeiro ou funcional dos pais/responsáveis que efetivamente 
não comparecem a jogos ou treinamentos e não têm contato com o treinador. 
O outro tipo de envolvimento é chamado de moderado, com características 
de suporte mais firme dos pais/responsáveis em relação a orientações e metas 
possíveis, somadas ao apoio financeiro.
O último tipo de envolvimento é o “superenvolvimento” em que os pais/
responsáveis não conseguem separar os desejos pessoais como os desejos do 
filho sendo que esse sentimento atrapalha mais do que ajuda o desenvolvimento 
do iniciante.
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Ratificando esses tipos de envolvimento, Filgueira (2005) afirma que, muitas 
vezes, técnicos e pais/responsáveis colocam seus objetivos acima dos objetivos 
do iniciante, estando mais interessados em ver a criança jogar bem, ganhar jogos, 
ser campeã, receber troféus e medalhas do que com o próprio aprendizado e 
formação daquele iniciante.
Se faz necessário apoio e incentivonheiro, para um espaço vazio ou para lugar nenhum. Existe, no futebol e no futsal, 
o termo assistência, que se caracteriza por ser um passe que deixa o companheiro 
em totais condições de fazer um gol.
Ao analisarmos o gesto técnico do passe (com o pé) no futebol ou no futsal, 
é importante conhecermos a nomenclatura utilizada em relação aos pés do es-
portista.
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O passe pode ser executado com qualquer parte do corpo: pé, cabeça, ombro, 
abdômen, coxa, joelho e, raramente, costas, e, no caso do futebol, os jogadores 
podem usar os membros superiores na cobrança do arremesso lateral. Além disso, 
em ambas as modalidades esportivas, o goleiro pode usar os membros superiores, 
desde que dentro de sua área de meta.
Destaca-se que a predominância do passe é feita com os pés e com a cabeça, 
por isso vale a pena analisarmos esses gestos de maneira mais específica. No caso 
dos pés, é possível compreendermos o passe conforme os parâmetros apresen-
tados a seguir.
A superfície de contato da bola com o pé
Para facilitar essa análise, podemos visualizar o pé como uma caixa de sapatos, 
tendo, portanto, seis possíveis diferentes superfícies de contato:
A parte lateral interna (condução, chapa ou chapado); a parte lateral externa 
(trivela, três dedos, desviado); a parte superior (dorso, peito do pé); a parte inferior 
(sola ou solado).
A parte anterior (bico, bicanca, bicuda ou dedão), a qual pode ser distinguida 
de duas maneiras: encoberta ou cobertura (quando o tempo de contato do pé na 
bola é longo, favorecendo uma direção mais eficiente e uma menor velocidade 
na ação) e o cavado ou cavadinho (quando o tempo de contato do pé na bola é 
curto, desfavorecendo uma direção mais eficiente e favorecendo uma velocidade 
maior na ação) – ambas proporcionam uma trajetória parabólica na bola.
A parte posterior (calcanhar/osso calcâneo), distinguida de duas maneiras: 
o calcanhar paralelo (em que o pé de apoio fica ao lado do pé de contato com a 
bola) e o calcanhar cruzado (em que o pé de apoio se cruza com o pé de chute).
O pé que faz o contato com a bola, no ato da ação, seja chamado de “pé de chute”, 
“pé de passe” ou “pé de contato”, e o pé que não faz contato com a bola no ato da 
ação seja chamado de “pé de apoio”.
ZOOM NO CONHECIMENTO
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Execuções com a cabeça
Deve-se ressaltar que o cabeceio pode ser tanto defensivo quanto ofensivo. O 
gesto é defensivo quando o esportista age para proteger ou resguardar a sua 
própria meta, e ofensivo quando o esportista entra em contato com a bola, a fim 
de facilitar ações de ataque ou endereçá-la diretamente ao gol adversário. Ainda, 
em relação ao gesto com a cabeça ou caixa craniana, para efeito de análise das 
ações do futsal, pode ser dividida em parte anterior (testa/osso frontal); parte 
superior (osso parietal); parte posterior (nuca/osso occipital); parte lateral (direita 
ou esquerda/osso temporal) (Paulsen; Waschke, 2012).
Distância
A distância entre o executante e seu “alvo” (que pode ser um companheiro, um 
espaço vazio/ponto futuro ou lugar nenhum): curto (no caso do futebol, entre 1 
e 15 metros e, no futsal, entre 1 e 3 metros); médio (no caso do futebol, entre 16 
e 40 metros e, no futsal, entre 4 e 9 metros); longo (no caso do futebol, entre 41 e 
90 metros e, no futsal, entre 10 e 20 metros); muito longo (também chamado de 
lançamento; no caso do futebol, mais de 90 metros e, no futsal, mais de 20 metros).
Trajetória da bola
A trajetória da bola (a partir do momento que a bola perde contato com aquele 
que fez o passe): retilínea (o deslocamento da bola representa uma linha reta); 
curvilínea (o deslocamento da bola representa uma linha curva); parabólica (o 
deslocamento da bola representa uma linha parabólica).
Altura
A altura da bola em relação ao solo (a partir do momento que a bola perde o 
contato com o jogador que fez o passe): rasteiro (o deslocamento da bola está 
em contato com o chão do campo de jogo); meia altura (o deslocamento da bola 
está acima do chão do campo de jogo, em uma altura entre 1 e 3 metros); alto 
(o deslocamento da bola está acima do chão do campo de jogo, em uma altura 
maior do que 3 metros).
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Espaço de jogo
O espaço de jogo entre o executante e seu “alvo” (que pode ser um companheiro, 
um espaço vazio/ponto futuro ou lugar nenhum): diagonal (o deslocamento da 
bola representa uma linha diagonal em relação às linhas laterais dentro do retân-
gulo do campo de jogo); lateral (o deslocamento da bola representa uma linha 
perpendicular em relação às linhas laterais dentro do retângulo do campo de 
jogo); paralelo (o deslocamento da bola representa uma linha paralela em relação 
às linhas laterais dentro do retângulo do campo de jogo).
CHUTE
É a ação de tocar, enviar, deslocar ou empurrar a bola com o objetivo de acertar a 
meta adversária. O chute tem, como único e exclusivo objetivo, o gol adversário, 
sendo executado exclusivamente com o pé. O último contato do pé com a bola 
antes de entrar na meta também é conhecido como finalização.
Pode-se estudar o chute de modo semelhante ao realizado nas análises de 
passe quanto: à superfície de contato da bola com o pé: para facilitar essa análise, 
pode-se visualizar um pé como uma caixa de sapatos, tendo, portanto, seis possí-
veis diferentes superfícies de contato: a parte lateral interna (condução, chapa ou 
chapado); a parte lateral externa (trivela, três dedos, desviado); a parte superior 
(dorso, peito do pé); a parte inferior (sola ou solado); a parte anterior (bico, bi-
canca, bicuda ou dedão), que pode ser distinguida de duas maneiras: encoberta 
ou cobertura (quando o tempo de contato do pé na bola é longo, favorecendo 
uma direção mais eficiente e uma menor velocidade na ação) e o cavado ou ca-
vadinho (quando o tempo de contato do pé na bola é curto, desfavorecendo uma 
direção mais eficiente e favorecendo uma velocidade maior na ação) – ambas 
proporcionam uma trajetória parabólica na bola; a parte posterior (calcanhar/
osso calcâneo), distinguida de duas maneiras: o calcanhar paralelo (em que o pé 
de apoio fica ao lado do pé de contato com a bola) e o calcanhar cruzado (em 
que o pé de apoio se cruza com o pé de chute).
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A localização da bola:
 ■ voleio: o executante entra em contato com a bola, localizada acima da 
altura do solo, sem que ela entre em contato com o chão;
 ■ semivoleio (bate-pronto, bola de tempo): o executante entra em contato 
com a bola, localizada acima da altura do solo, imediatamente após o 
contato dela com o chão.
O passe é utilizado nas ações ofensivas, quando o jogador tentará construir as 
jogadas de ataque, sendo o fundamento mais utilizado no futebol e futsal, o que 
o torna determinante para o desempenho coletivo e individual.
O cabeceio, apesar de já ter aparecido como possível domínio ou passe, também 
pode ser utilizado para finalizar ao gol e também deve ser um conteúdo a ser con-
siderado para os treinamentos.
PENSANDO JUNTOS
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CONDUÇÃO DE BOLA
É a ação de carregar, transportar, dirigir, guiar ou acompanhar a bola de um ponto 
a outro do campo de jogo. A condução de bola normalmente é executada com 
o pé, no entanto, nada impede que a bola seja conduzida com outras partes do 
corpo, como a cabeça, a coxa, o ombro etc. A condução de bola, quando execu-
tada com os pés, pode ser descrita de acordo com o local de contato do pé com 
a bola: parte lateral interna; parte lateral externa; parte superior; parte inferior; 
parte anterior; parte posterior.
Outra possível análise da condução de bola pode ser feita a partir da trajetória 
que o esportista irá traçar em seu deslocamento: retilínea – o deslocamento do 
esportista com a bola representa uma linha reta; curvilínea – o deslocamento do 
esportista com a bola representa uma linha curva.
Ainda, podemos analisar a condução a partir da direção que o esportista irá 
traçar em seu deslocamento: para a frente (em direção à meta adversária);para 
trás (em direção a sua própria meta); para o(s) lado(s) (em direção às linhas 
laterais do campo de jogo); com mudanças (em direções variadas).
Além disso, pode ser analisada com base na velocidade do deslocamento 
que o esportista irá exercer em seu deslocamento: rápida (velocidade intensa); 
lenta (velocidade reduzida); progressiva (velocidade em aumento); regressiva 
(velocidade em diminuição).
A condução de bola é utilizada, essencialmente, nas ações ofensivas, quando 
o jogador tentará, em posse de bola, ocupar espaços do campo/quadra, a fim de 
organizar um bom ataque, podendo levar a bola mais próxima do gol ou atrair o 
adversário para abrir espaço para outros jogadores da equipe.
DRIBLE OU FINTA
É a ação de se desvencilhar, enganar, iludir, ultrapassar um ou mais adversários. 
No conceito de drible, cabe o complemento “com” o domínio ou o controle de 
bola e, no caso da finta, cabe o complemento “sem” o domínio ou controle de 
bola. Os dribles e as fintas (ressaltando-se que o que os diferencia é a presença 
ou ausência da bola) podem ser descritos como:
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 ■ Simples: acontecem com mudanças curtas e rápidas de direção, poden-
do ser para a frente, para trás, para a direita ou para a esquerda (slalon), 
quando o jogador fingirá ir em uma direção, mas optará por outra (es-
pecificamente no futsal, também é conhecido como gato – “dar o gato”).
 ■ Com giro: são ações em que o jogador executa uma rotação com o seu 
corpo, de 90, 180, 270 ou de 360 graus diante do seu adversário, tentando 
“dar-lhe as costas”, para dificultar a ação de interceptação.
 ■ De criação: são as ações diferentes das já citadas, ou seja, aquelas em que o 
jogador se destaca pela inovação do movimento, apresentando uma nova 
forma. Destacam-se: “elástico”, “pedaladas”, “chapéu”, “carretilha”, “da vaca”, 
“rolinho”, dentre outros que são considerados dribles, pois necessitam da 
presença da bola.
 ■ Corta-luz: é considerado um drible e uma finta (dependendo de quem 
é o indivíduo analisado durante a execução), sendo mais comum a pre-
sença de, pelo menos, dois companheiros da mesma equipe para executar 
essa ação – um com a posse de bola (portanto, executando um drible) e 
outro sem a bola (executando uma finta). Assim, o jogador sem a posse 
de bola tenta ficar à frente de um ou mais adversários, a fim de bloquear 
e atrapalhar a visão dele(s), com o objetivo de facilitar a ação do seu com-
panheiro que está com a posse de bola. Esse bloqueio pode ser feito por 
um ou mais jogadores. É possível também que o corta-luz seja executado 
“utilizando” um adversário na ação, ou seja, o jogador percebe que existe 
algum posicionamento inadequado dos adversários e faz com que eles 
se atrapalhem, para que possa manter a posse de bola. Nesse caso, como 
foi feito por um único sujeito com o domínio da bola, pode-se dizer que 
ocorreu um drible do tipo corta-luz.
O drible é utilizado com a intenção de superar a marcação de um adversário, 
conquistando espaços no campo/quadra; na finta, o jogador tentará, nesse caso 
sem a posse de bola, superar a marcação e conquistar espaços no campo/quadra, 
a fim de viabilizar a recepção da bola ou ainda abrir espaços para seus compa-
nheiros de equipe.
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GOLEIRO
O único jogador, tanto no futebol quanto no futsal, que tem prerrogativas es-
pecíficas em relação às regras do jogo é o goleiro. Diante dessas peculiaridades, 
existem alguns gestos, fundamentos, ações individuais ou habilidades técnicas 
individuais executadas pelos goleiros que podem ser analisadas, conforme dis-
cutido a seguir.
Defesa (ação de entrar em contato com a bola)
A defesa no futebol/futsal é a habilidade mais importante de um goleiro, envol-
vendo diversas técnicas que precisam ser compreendidas e aprimoradas para 
possibilitar um treinamento específico e eficaz.
 ■ Parada da bola que rola pelo chão
 ■ Ação de deter a bola quando ela está em contato com o solo.
 ■ Parada da bola à meia altura
 ■ Ação de deter a bola quando ela está na altura da cintura.
 ■ Parada da bola alta
 ■ Ação de deter a bola quando ela está acima da linha da cintura.
Mourinho: a Descoberta Guiada
No livro de Luís Lourenço, com a colaboração de José Mouri-
nho e seus jogadores mais icônicos, são explorados os princí-
pios de liderança que fazem de Mourinho um dos treinadores 
mais reconhecidos. A obra revela como ele aprimora o trabalho 
em equipe e oferece aprendizados acerca de sua abordagem 
vitoriosa no futebol. O livro demonstra que bons conteúdos de 
treino e liderança potencializam jogadores e equipes, revelan-
do segredos de seu sucesso.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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 ■ Mergulho
 ■ Ação de deter a bola quando estiver em desequilíbrio. Esse tipo de ação 
pode ser em direção ao solo ou não.
 ■ Amortecimento da bola
 ■ Ação de conter a bola sem perda de contato, ou seja, sem espalmar ou 
rebater deixando-a próxima ao corpo.
Arremesso/lançamento (ação de enviar a bola a um 
companheiro)
O arremesso no futebol e futsal é uma técnica fundamental que pode ser utilizada 
para iniciar transições ofensivas, oferecer soluções imediatas em situações de 
pressão ou mesmo permitir pular a etapa de construção para que a bola já fique 
próxima do ataque da equipe e pode ser executado das seguintes formas:
 ■ Com as mãos: pode ser executado com uma ou com as duas mãos e, 
dependendo do objetivo, podendo ser curto, médio ou longo, de acordo 
com a distância do local que o goleiro deseja que a bola alcance.
 ■ Com os pés: o arremesso assemelha-se ao chute ou ao passe e pode ter 
como objetivos um companheiro, um espaço vazio/ponto futuro, lugar 
nenhum (passe) ou o gol adversário (chute).
Posicionamento
Quando um goleiro se posicionar para entrar em ação durante uma jogada, ou 
para ficar em constante ação durante o jogo, necessariamente ele estará envolvido 
por alguns quesitos que dependem de sua intervenção:
 ■ Atenção: quando vislumbra as ações gerais que estão acontecendo no jogo.
 ■ Olhar a bola: quando vislumbra as ações específicas das trajetórias que a 
bola percorre no campo de jogo e, possivelmente, a trajetória que irá seguir.
 ■ Deslocamento: ações de movimentação, executadas em função da cir-
culação da bola no transcorrer do jogo.
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Saída de gol que pode ser:
defensiva: ações com a intenção de diminuir o espaço e a visão do adversário em 
relação a sua meta;
ofensiva: ações com a intenção de participar da movimentação da equipe, com a 
finalidade de atacar o adversário e, no caso do futsal, com o objetivo de acrescentar 
um jogador a mais, atacando e buscando um desequilíbrio defensivo do adversário.
 ■ Orientações: ações verbais que o goleiro destaca, a fim de ajudar o 
posicionamento dos seus companheiros em determinadas situações. 
Essas verbalizações acontecem porque o goleiro se encontra em uma 
posição privilegiada em relação aos outros participantes do jogo.
Existem ainda outras intervenções que o goleiro pode executar, como:
 ■ Rebater: ação de rechaçar a bola, fazendo com que ela permaneça em 
jogo. Pode ser executada, predominantemente, com o(s) punho(s) ou a(s) 
palma(s) da(s) mão(s) ou com outra parte qualquer do corpo.
 ■ Desviar: ação de alterar a trajetória da bola, com a intenção de direcio-
ná-la para fora de uma das quatro linhas da quadra de jogo. Pode ser 
executada, predominantemente, com o(s) punho(s) ou a(s) palma(s) da(s) 
mão(s) ou com outra parte qualquer do corpo.
O Homem que Mudou o Jogo
Filme de 2011, estrelado por Brad Pitt, Jonah Hill e Philip Sey-
mour Hoffman. Baseado em fatos reais, conta a história de Billy 
Beane, gerente do Oakland Athletics, que usa um programa 
de estatísticas sofisticado para recrutar jogadores. Com um 
orçamento limitado, Beane desafia as tradições do beisebol 
e supera clubes mais ricos. Demonstra como o uso de dados 
pode revolucionar a tomada de decisões. Embora seja focado 
no beisebol, inspira abordagens semelhantes no futebol.
INDICAÇÃODE FILME
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NOVOS DESAFIOS
A compreensão das habilidades técnicas no futebol e no futsal é um dos primeiros 
passos fundamentais para os treinadores. É somente a partir dessa avaliação de-
talhada que se pode realizar uma análise eficaz das necessidades individuais dos 
atletas, permitindo a elaboração de programas de treinamento personalizados e 
mais eficientes.
No treinamento esportivo, podemos adotar abordagem analítica, situacional 
ou global. O treinamento analítico foca em tarefas isoladas e específicas, permi-
tindo uma prática detalhada e controlada de habilidades técnicas. O treinamento 
situacional envolve ações dentro de contextos de jogo, simulando situações que 
os atletas encontrarão durante as competições e oferecendo um grau maior de 
complexidade. Por fim, o treinamento global busca integrar as habilidades téc-
nicas em cenários que imitam a realidade competitiva, algo que se torna mais 
fácil de desenvolver conforme o nível dos atletas aumenta, pois eles já possuem 
habilidades mais consolidadas, como os profissionais.
Cabe ao treinador determinar a melhor abordagem de treinamento com base 
no nível dos atletas, na categoria e na posição em campo ou quadra. Em grupos 
heterogêneos, frequentemente encontrados em categorias de iniciação esporti-
va, pode ser necessário oferecer atenção especial a certos atletas em habilidades 
técnicas específicas. Além disso, diferentes posições podem exigir técnicas espe-
cializadas, e o treinador deve ajustar o foco e a metodologia do treinamento para 
atender a essas demandas específicas, garantindo, assim, um desenvolvimento 
mais eficaz e personalizado para cada atleta.
Assista a aula referente a este tema.. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
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1. Nas diferentes situações em que o esportista executa um gesto, um fundamento ou uma 
habilidade técnica individual, ocorrem três fases: a fase de preparação (quando o execu-
tante se concentra e elabora um esquema motor para a ação a ser realizada), a fase de 
ação (a principal fase, quando o executante operacionaliza aquilo que foi predeterminado 
na fase anterior) e a fase final (em que termina a execução do gesto). Nessa temática, exis-
tem também as fases de aprendizagem, pelas quais os indivíduos devem ser submetidos 
durante o treinamento (Alves, 2022).
Com base na a aprendizagem de gestos, fundamentos ou habilidades técnicas individuais, 
relacionadas com os estágios das fases de aprendizagem, assinale a alternativa que cor-
responde corretamente à descrição do estágio:
a) Estágio de iniciação: deve ter baixa intensidade e ênfase no resultado, com foco ao 
desenvolvimento específico no esporte, apenas no desempenho de uma modalidade 
esportiva, tendo o treinamento variado e momentos de competição.
b) Estágio de formação esportiva: deve haver um aumento na intensidade das propostas, 
enfatizando principalmente questões relacionadas ao desempenho e a vitórias.
c) Estágio de alto desempenho: acontece independentemente do resultado das fases an-
teriores, sendo que, mesmo com um desenvolvimento ruim nos estágios anteriores, é 
possível suprir as necessidades por meio das ciências.
d) Estágio de especialização: deve acontecer com mudanças mais relevantes nos trei-
namentos, sendo o volume e a intensidade planejados de modo a evitar lesões, e os 
esportistas, por sua vez, passam a ter maior tolerância às exigências dos treinamentos 
e das competições.
e) Nenhuma das anteriores.
VAMOS PRATICAR
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2. No futebol e no futsal, a função do goleiro permite algumas situações durante o jogo que 
só cabem a esse jogador, que possui prerrogativas específicas em relação às regras do jogo, 
podendo, por exemplo, fazer uso das mãos para entrar em contato com a bola dentro da 
área de sua meta (Alves, 2022).
A partir dessas particularidades, os goleiros executam algumas ações específicas. Indique 
as ações que correspondem corretamente com essas particularidades.
I - Arremesso: ação de enviar a bola para fora do campo de jogo.
II - Controle de bola ou defesa: ação de entrar em contato com a bola.
III - Orientações: ações verbais.
IV - Saída de gol: defensiva ou ofensiva.
V - Rebater: ação de reter a bola.
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) III e V, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) IV e V, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
VAMOS PRATICAR
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3. Gestos, fundamentos ou habilidades técnicas individuais podem ser vistos e reconhecidos 
pela forma racional, ideal e eficiente, baseada na biomecânica e correspondente a uma 
sequência de movimentos realizada corretamente de determinado gesto, que faz parte 
de todo o suporte que um indivíduo necessita ter para participar, de modo efetivo, em 
uma modalidade esportiva. Tanto nos aspectos individuais quanto nos coletivos, quando 
executada de modo adequada, a técnica proporciona uma atuação motora de melhor 
qualidade, possibilitando, ao esportista, uma ação mais objetiva e econômica. Soma-se, 
ainda, o fato de que o domínio do gesto, fundamento ou habilidade técnica é parte de 
um contexto extremamente importante para um bom raciocínio e desempenho tático, ou 
seja, um esportista, tecnicamente, eficiente pode visualizar melhor o posicionamento dos 
seus companheiros e dos adversários, tomando decisões mais rápidas e adequadas nas 
diferentes situações durante uma disputa (Alves, 2022).
Diante do exposto, para a realização de um bom gesto, fundamento ou habilidade técnica, 
assinale a alternativa correta:
a) O indivíduo deve executar a ação com muita intensidade, volume, força e velocidade, a 
fim de alcançar os objetivos, sendo que a melhora desses movimentos acontece a partir 
de estudos científicos.
b) O indivíduo deve executar a ação com muita calma, segurança, concentração e flexibili-
dade, a fim de alcançar os objetivos, sendo que a melhora desses movimentos acontece 
a partir de estudos empíricos.
c) O indivíduo deve executar a ação com muita ética, amor, carinho e dedicação, a fim 
alcançar os objetivos, uma vez que a melhora desses movimentos acontece a partir do 
descanso orientado.
d) O indivíduo deve executar a ação com muita coordenação, precisão, ritmo e leveza, a 
fim de alcançar os objetivos, pois a melhora desses movimentos acontece a partir de 
treinamentos.
e) Nenhuma das alternativas.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
ALVES, S. U. Prescrição e treinamento do futebol e futsal. Indaial: Arqué, 2022.
ALVES, U. S.; BELLO, N. Futsal: conceitos modernos. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2020.
CARRAVETTA, E. O jogador de futebol: técnicas, treinamento e rendimento. Porto Alegre: Mer-
cado Aberto, 2001.
COSTA, C. Futsal: aprenda a ensinar. Florianópolis: Visual Books, 2007.
MELO, R. S. Trabalhos técnicos para futebol. 2. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2002.
PAOLI, P. B.; GRASSELI, A. Fundamentos técnicos do futebol. Viçosa: Universidade Federal de 
Viçosa, 2003.
PAULSEN, F.; WASCHKE, J. S.: Atlas de anatomia humana. 23. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2012.
TENROLLER, C. A. Futsal: ensino e prática. Canoas: Editora da Ulbra, 2004.
VOSER, R. Futsal: princípios técnicos e táticos. 5. ed. Canoas: Editora da Ulbra, 2019.
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1. Alternativa D 
O estágio de especialização envolve mudanças significativas nos treinamentos, com volume 
e intensidade planejados para evitar lesões, permitindo que os atletas se adaptem melhor 
às exigências dos treinos e competições.
A. Incorreta. O estágio de iniciação deve ter baixa intensidade e foco no desenvolvimento 
geral, não apenas no desempenho específico de uma modalidade esportiva, com treinamento 
variado e momentos de competição.
B. Incorreta. No estágio de formação esportiva, deve haver um aumento moderado na in-
tensidade e ênfase no desenvolvimento de habilidades motoras, sem foco predominante 
em desempenho ou vitórias.
C. Incorreta. O estágio de alto desempenho deve ser resultadoda aplicação eficaz dos pla-
nejamentos anteriores, e não deve ocorrer independentemente do desenvolvimento nos 
estágios anteriores, pois a base é essencial para o sucesso nesta fase.
E. Incorreta. A alternativa D é a correta.
2. Alternativa E.
A afirmativa II está correta, porque controle de bola ou defesa se refere à ação de entrar em 
contato com a bola para pará-la ou mantê-la sob controle. A afirmativa III está correta, pois 
orientações são ações verbais usadas pelo goleiro para coordenar a defesa e se comunicar 
com os colegas. A afirmativa IV está correta, porque a saída de gol pode ser defensiva para 
interceptar um ataque ou ofensiva para iniciar um contra-ataque. Já a afirmativa I é incorreta, 
pois arremesso no contexto do goleiro refere-se ao lançamento da bola dentro do campo 
e não para fora. A afirmativa V é incorreta, pois rebater não significa reter a bola, mas sim 
desviá-la para longe.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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3. Alternativa D 
A execução da ação com coordenação, precisão, ritmo e leveza é crucial para o aprimoramen-
to dos movimentos. A melhora desses aspectos geralmente ocorre a partir de treinamentos 
específicos e contínuos.
A. Incorreta. A execução da ação com muita intensidade, volume, força e velocidade é uma 
abordagem importante, mas a melhora dos movimentos também requer treinamento ade-
quado e não apenas estudos científicos. O estudo científico pode fornecer fundamentos, 
mas a prática é essencial.
B. Incorreta. Embora calma, segurança, concentração e flexibilidade sejam importantes, a 
melhora dos movimentos não é alcançada apenas por estudos empíricos. A prática siste-
mática e o treinamento também são fundamentais para o progresso.
C. Incorreta. A ética, amor, carinho e dedicação são importantes para o envolvimento e 
motivação, mas a melhoria dos movimentos é predominantemente alcançada por meio 
de treinamento técnico e prática específica, não apenas por essas qualidades emocionais.
E. Incorreta. A alternativa D é a correta.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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UNIDADE 4
MINHAS METAS
TREINAMENTO DAS 
HABILIDADES TÉCNICAS
Entender o processo do treinamento das habilidades técnicas individuais.
Diferenciar o treinamento conforme o estágio atual do atleta.
Saber adaptar o treino em diferentes contextos desportivos.
Aprender quais métodos são os mais utilizados no futebol e futsal.
Explorar atividades práticas de treinamento de habilidades individuais.
Compreender as diferenças da didática aplicada para cada habilidade técnica.
Refletir sobre o processo de ensino das habilidades no futebol e futsal.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 6
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INICIE SUA JORNADA
O treinamento das habilidades técnicas individuais possuem uma relevância de 
destaque, pois, mesmo em esportes de cooperação, a individualidade é determi-
nante para o sucesso da equipe e entender cada técnica e saber prescrever um 
treino para melhorar um gesto motor determinado torna-se fundamental.
Bons treinadores sabem identificar os aspectos-chave do que desenvolver em 
cada atleta e ainda, possuem a habilidade e domínio de aplicar atividades que bus-
cam potencializar as habilidades técnicas por meio de repetições sistematizadas 
e acompanhamento do desenvolvimento.
Dessa forma, o tema aborda diferentes exemplos de como treinar, para que 
os profissionais possam replicar, ou, melhor ainda, despertar ideias para criar 
atividades diversas, mas que consigam atingir o objetivo das habilidades técnicas 
específicas no contexto do futebol e futsal.
Neste episódio, vamos discutir se os métodos tradicionais de treino no futebol 
e futsal realmente atendem às necessidades dos atletas para desenvolver suas 
habilidades técnicas. Descubra alternativas e diferentes abordagens no nosso po-
dcast!. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de 
aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Antes de avançarmos no tema, vamos recordar a prática no treinamento esportivo, 
que deve promover situações ricas no treinamento das habilidades técnicas 
individuais dos atletas, sendo fundamental a variabilidade e situações desafiadoras 
para o desenvolvimento técnico no esporte. É assim que demonstra o vídeo a 
seguir, que, na fase de iniciação, utiliza um jogo lúdico com elementos do futebol, 
para que crianças consigam desenvolver a sua técnica em um contexto de jogo 
que envolve também a tomada de decisão e variabilidade do movimento.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=x7l5-nQ-CqM
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
TREINAMENTO ESPORTIVO
A especificidade do treinamento esportivo relacionado a algum tipo de exercício 
físico ou a alguma modalidade esportiva por meio de seus gestos, fundamentos 
ou habilidades técnicas individuais, caracteriza-se pelo processo repetitivo e sis-
temático, composto de exercícios progressivos que visam ao aperfeiçoamento do 
desempenho, ou seja, é uma atividade organizada e sistematizada de aperfeiçoa-
mento físico, nos seus aspectos morfológicos e funcionais, que, em consequência, 
influenciarão diretamente a capacidade de execução de gestos, fundamentos ou 
habilidades técnicas individuais que envolvam possíveis demandas motoras, as 
quais podem ser esportivas ou não (Barbanti; Tricoli; Ugrinowitsch, 2004).
No nível didático, os estudos relacionados ao treinamento físico-esportivo 
compreendem quatro grandes áreas: avaliação do treinamento, controle do trei-
namento, modelos de organização da carga de treinamento e desenvolvimento 
das capacidades motoras, sendo que o entendimento dessas áreas, por parte dos 
profissionais de educação física, propiciará a maximização do rendimento físico-
-esportivo dos atletas, pois as exigências do esporte moderno faz com que esses 
atletas estejam mais predispostos a lesões e estados de sobretreinamento, em que 
o rendimento esportivo será afetado de modo negativo.
De acordo com Frisselli e Mantovani (1999), a aquisição e o desenvolvimento 
da técnica, relacionada aos fundamentos do futebol, passam por uma série de 
fases, as quais são denominadas de treinamento técnico, que, por sua vez, é de-
finido como a aprendizagem, o aperfeiçoamento ou o desenvolvimento de um 
fundamento do futebol.
Ao organizar as atividades que serão desenvolvidas, para que se efetive o 
treinamento das habilidades técnicas individuais do futebol, os profissionais de 
educação física, com os outros profissionais que devem fazer parte da equipe 
multidisciplinar, levam em conta vários fatores, dentre eles:
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• fase do treinamento (iniciação, aperfeiçoamento, performance);
• características do grupo de atletas;
• disponibilidade de espaços e materiais;
• tempo para execução dos treinamentos;
• período em que ocorrerão os treinamentos, pensando no calendário de 
competições.
A partir desse cenário inicial, o treinamento específico de cada um dos gestos, 
fundamentos ou habilidades técnicas individuais do futebol e do futsal deve ser 
conhecido, entendido e transformado em propostas práticas, a fim de aprimorar 
cada um desses movimentos. A ideia desses treinamentos é que o esportista con-
siga incorporar as técnicas da maneira mais eficiente e assim tenha possibilidade 
de utilizar da melhor forma quando for solicitado nas diferentes situações que 
vão acontecer durante um jogo.
As discussões práticas de gestos, fundamentos ou habilidades técnicas indivi-
duais do futebol e do futsal serão apresentadas a partir das obras de Alves e Bello 
(2020), Pérez Sánchez, Peres dos Santos e Solano (2020), Voser (2019), Lopes e 
Belozo (2017), Arruda e Bolaños (2010), Melo (2006; 2001) e Carravetta (2001).
Para o desenvolvimento de gestos, fundamentos ou habilidades técnicas in-
dividuais no futebol/futsal, sugere-se a utilização do método de “parte x todo” ou 
método parcial, apresentado por Tenroller e Merino (2006), os quais sugerem que 
o aprendizado seja focado na execução das técnicas de modo correto, a partir 
das repetiçõesem diferentes exercícios, pequenos jogos ou desafios para que, 
posteriormente, se possa executar o gesto, fundamento ou habilidade técnica 
individual da maneira mais eficiente durante o jogo e, assim, obter melhores re-
sultados. Esse método viabiliza um maior detalhamento da execução buscando 
a maneira mais correta, podendo fazer as devidas correções, quando necessárias. 
O treinamento com base nesse método se torna efetivamente individualizado.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Domínio e controle de bola
Para trabalhar esses gestos técnicos, sugere-se 
uma atividade bem comum aos praticantes 
do futebol e do futsal: as “embaixadinhas”. 
Essa atividade consiste em fazer diferentes 
contatos na bola, seja com o pé ou com 
outras partes do corpo (com exceção 
dos membros superiores), fazendo com 
que a bola se mantenha no alto, ou seja, 
sem encostar no chão. Ainda que a exe-
cução das embaixadinhas, efetivamen-
te, pouco seja utilizada em um jogo, as 
ações e a movimentação que envolvem 
essa atividade desenvolve vários aspectos 
técnicos em um esportista.
A execução das “embaixadinhas” pode 
ser feita tanto individualmente como com um 
ou mais companheiros, o que aumenta o grau de 
dificuldade. Essa atividade não necessita de um es-
paço muito elaborado, mas, sim, uma bola. Partindo-se 
do pressuposto de que, para executar um bom domínio de 
bola, o esportista deve estar em equilíbrio e, tanto no futebol 
quanto no futsal, a regra não permite que o jogador utilize o contato 
dos membros superiores com a bola (exceto o goleiro, dentro de sua área de 
meta), a parte do corpo que predomina, nas ações de equilíbrio dos jogadores 
de linha no futebol e no futsal, são os membros superiores.
Diante disso, vale ressaltar que, para executar bons domínios de bola no fute-
bol e no futsal, deve-se trabalhar atividades que utilizem os membros superiores, 
para que se desenvolvam posições corporais equilibradas. Para isso, propõe-se um 
jogo chamado de “birabol”, com as regras e o funcionamento descritos a seguir:
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 ■ O jogo é desenvolvido em uma quadra de futsal ou em um campo de 
futebol, imaginando-as sem linhas demarcatórias.
 ■ A bola pode ser de futebol, de futsal ou outra qualquer disponível.
 ■ Formam-se duas equipes, que podem variar em número de jogadores, de 
acordo com o local.
 ■ O objetivo do jogo é fazer gol na meta adversária.
 ■ A regra básica é não permitir o contato dos membros inferiores com a bola 
(essa regra possibilita o uso dos membros superiores para ter posicionamen-
tos, movimentações e colocações adequados, com finalidade de desenvolver 
um bom equilíbrio e, como consequência, um bom domínio de bola).
 ■ O jogador com a posse de bola pode fazer o que quiser com ela: cor-
rer, quicar, lançar e qualquer coisa que evite o contato da bola com os 
membros inferiores (caso algum jogador toque a bola com os membros 
inferiores intencionalmente, será punido com a perda da posse de bola 
para a equipe adversária).
 ■ Para que o adversário “roube” a bola de quem tem posse, deve apenas 
tocar com as mãos em qualquer parte do corpo daquele que está com 
a bola e, assim, o jogador que estava com a posse de bola deve aguardar 
pelo primeiro lançamento ou passe daquele que a “roubou” (essa situação 
assemelha-se a uma cobrança de falta e o cobrador, nesse momento, não 
poderá ser tocado, mas também não poderá se deslocar com a bola antes 
de executar o passe).
 ■ O gol deve ser feito, exclusivamente, com a cabeça, sendo que o jogador 
não pode lançar a bola para que ele mesmo a cabeceie para o gol.
 ■ Nesse jogo, não há utilização das linhas demarcatórias, tampouco de 
goleiros, pois todos os jogadores têm basicamente as mesmas funções, 
podendo, de acordo com a determinação dos grupos, montar as suas es-
tratégias.
 ■ O jogo pode ser desenvolvido por tempo ou por um número de gols 
predeterminado.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Passe
Quando o objetivo for ensinar o gesto técnico do passe, primeiramente, é ne-
cessário organizar o local, a fim de que a ação atinja um objetivo estabelecido, 
ou seja, um alvo que pode ser fixo ou em movimento (no caso do ponto futuro). 
O treinamento do passe pode ser feito com a bola parada ou com a bola em 
movimento. O passe, em grande medida, é feito com os pés, mas nada impede 
que se faça com as mãos (goleiro dentro da área de meta ou arremesso lateral no 
futebol), com a cabeça, com o peito, com o joelho, com a coxa ou com o ombro.
É importante, na organização da execução de um passe, quando for executado 
com os pés, a colocação do pé de apoio, que pode estar posicionado atrás, ao lado 
ou à frente da bola, dependendo de qual região o pé terá contato com a bola.
Após entender como é feito um treino de domínio no futebol e futsal, veja o vídeo 
Domínio de Bola – (Lateral do Pé) Bola Rasteira e Alta, explicando na prática como 
podemos treinar e dando dicas de como ajustar o corpo para poder dominar me-
lhor a bola.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=oT5HzTkMdYo
EU INDICO
Um ABC para Iniciantes nos jogos Esportivos
O livro de Kroger e Roth apresenta uma abordagem esportiva 
multilateral, tanto para níveis iniciantes quanto avançados, com 
foco em jogos e atividades, apoiando-se em três pilares: jogos 
situacionais, desenvolvimento de habilidades, prática de tática, 
coordenação e técnica.
O livro traz diversos exemplos práticos para o profissional que 
procura ideias de atividades variadas, que proporcionem um 
desenvolvimento motor amplo dos seus jogadores.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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Caso o jogador esteja sozinho, a proposta é que ele encontre uma parede 
e faça deslocamentos paralelos a esse muro, executando toques que serão di-
recionados em uma trajetória diagonal, fazendo com que seu toque na parede 
incida no anteparo com um ângulo de mais ou menos 45 graus e retorne a ele 
nesse mesmo ângulo, porém, em um local um pouco mais à frente de onde 
se iniciou a atividade.
Caso o jogador esteja com um companheiro, a proposta é que façam des-
locamentos pelo campo de jogo, endereçando passes, efetivamente, ao compa-
nheiro posicionado e também executando passes em locais diferentes de onde 
o companheiro está, sugerindo o “ponto futuro” ou espaço vazio, o que favorece 
deslocamentos e encontros do jogador com a bola.
Quando o treinamento de passe for feito com as outras partes do corpo, é 
importante ter dois jogadores, para que um deles realize os lançamentos da bola 
com as mãos em direção a diferentes partes do corpo do outro (cabeça, peito, 
joelho, coxa e ombro), predispondo um objetivo no qual a bola deverá ser enviada 
após o passe, que pode ser um alvo fixo (no caso, seria um suposto companheiro) 
ou um espaço vazio, ponto futuro.
Após compreender os fundamentos do passe no futebol e futsal, você sabe que 
o treino pode ser feito de forma simples ou mais elaborada, com isso, o vídeo 
Dinâmica de Passe nos mostra uma alternativa de treino, que, ao invés de passes 
apenas para frente, ou para o companheiro, ou para um mini gol, utiliza passes de 
maneira dinâmica, incluindo tabelas, passes de primeira ou após e domínio e com 
movimentações constantes.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=Ecvz8jEgyhc
EU INDICO
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Chute
O treinamento do chute no futebol e no futsal possui a necessidade de que o jo-
gador se atente à meta, ao gol, que é o objetivo do chute. Ainda que o alvo esteja 
parado, fixo, em uma situação de jogo, na maioria das vezes existirá o goleiro, cuja 
função é tentar impedir que esse chute se transforme em gol. O treinamento de 
chute pode ser feito com a bola parada ou com a bola em movimento. O chute, 
via de regra, é executado com os pés. Assim como no passe, o posicionamento do 
pé de apoio varia conforme a região do pé que terá o contato com a bola.
O treinamento do chute, quando for feito com a bola parada (por exemplo, 
em uma situação de cobrança de falta em um jogo), pode ser desenvolvidode 
modo solitário, ou seja, o esportista colocará a bola em locais variados do campo 
de jogo e, repetidas vezes, tentará acertar o alvo, no caso a meta.
Ainda sozinho, no caso de treinar o chute com a bola em movimento, é pos-
sível que o esportista toque a bola em direção a um aparato (parede ou muro) e, 
quando a bola retornar, fazer o chute em direção à meta.
No caso de termos duas ou mais pessoas treinando chutes, sugere-se a utili-
zação de um jogo chamado “chutegol”, que tem as seguintes regras:
 ■ o objetivo é executar chutes com a bola em movimento;
 ■ pode-se usar a meta (gol) ou uma parede (desde que demarcado o alvo);
 ■ forma-se uma fila, e o primeiro da fila executará o primeiro chute com a 
bola parada em uma distância combinada previamente;
 ■ a bola deve entrar e sair da meta ou bater no alvo localizado na parede;
 ■ o objetivo do primeiro chute é fazer com que a bola entre e saia da meta; 
no caso da parede, deve bater no alvo demarcado;
 ■ o segundo da fila deverá chutar com apenas um único contato com a 
bola, assim como os demais colegas, sucessivamente, um depois do outro.
 ■ se o alvo for uma meta, após o chute, o “chutador” estará desclassificado se:
 ■ a bola acertar a trave ou o travessão sem que entre no gol;
 ■ a bola entrar na meta, mas não sair do gol, ou seja, a bola permanecer 
dentro do gol;
 ■ a bola ficar presa em algum local dentro da meta, por exemplo, na rede 
ou nos ferros que compõe a trave;
 ■ o “chutador” entrar em contato com a bola pela segunda vez antes de 
outro participante o fazer;
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
 ■ a bola furar a rede.
 ■ por outro lado, se o jogo for realizado em uma parede, após o chute, o 
“chutador” estará desclassificado se:
 ■ a bola não acertar no espaço demarcado;
 ■ o “chutador” entrar em contato com a bola pela segunda vez antes de 
outro participante o fazer.
 ■ caso haja erros e desclassificação de algum participante, o jogo será 
reiniciado com um chute do mesmo local previamente acordado.
 ■ caso a bola toque em algum participante que não tenha feito essa in-
tervenção na sua vez de atuação, ele também estará desclassificado.
 ■ vence o jogo o último jogador que permanecer sem cometer nenhuma 
infração.
O chute é o fundamento mais importante no futebol e futsal, pois por meio dele 
acontece o elemento mais importante no jogo, o gol, porém, ele não ocorre de 
maneira homogênea e essas variações devem ser praticadas. Dessa forma, o ví-
deo Treino de Finalização (Faça Muitos Gols) mostra variações que podem ocorrer 
no futsal, combinando uma movimentação que imita a realidade do jogo, seguido 
de um chute.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=T7p8tn_4Nwc
EU INDICO
Condução de bola
O desenvolvimento da habilidade técnica de condução de bola necessita de um 
espaço relativamente amplo e semelhante ao campo de jogo, no quesito de ter-
reno, pois o deslocamento da bola será diferenciado, de acordo com o local por 
onde se deslocar. A ideia é promover situações em que o esportista conduza a bola 
em diferentes direções e sentidos, com as diferentes partes dos pés.
Esse treinamento pode ser feito tanto individualmente como com dois 
ou mais companheiros. Quando o jogador for realizar a atividade sozinho, o 
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esportista conduzirá a bola em diferentes sentidos e direções, com diferentes 
velocidades, de acordo com as suas próprias orientações. Já em situações de 
treinos em grupos, é possível que um dos envolvidos monte um caminho a 
ser seguido pelos demais colegas, com algumas dificuldades, que podem ser 
obstáculos, mudanças de sentidos e direções previamente determinadas, com 
aumento ou diminuição da velocidade.
Outra possibilidade é que, enquanto um esportista conduz a bola, o outro 
oferecerá tarefas a serem cumpridas (podem ser verbais ou visuais). Por exemplo: 
“carregue a bola para o lado direito”, “agora para trás”, “agora com o pé esquerdo 
para o lado”, “mais rápido”, “mais devagar”, e assim por diante.
Agora vamos ver um exemplo prático de treino das habilidades técnicas combi-
nadas. No vídeo: Melhore Seu Chute, Drible, Condução e Passe – Circuito Técnico, 
podemos observar uma situação de aprendizagem desses quatro fundamentos 
de forma isolada. O vídeo serve como base para poder aplicar algo semelhante na 
sua realidade, ou, melhor ainda, adaptar ao seu contexto.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=OD7pCa_PP5c
EU INDICO
Drible ou finta
Para aperfeiçoar o drible ou finta, é fundamental que os exercícios contemplem 
situações em que o esportista esteja com a bola (drible) ou sem a bola (finta). Se o 
esportista estiver sozinho, pode-se criar um circuito, no qual ele fará deslocamen-
tos com a bola ou sem a bola e, além disso, em cada obstáculo, ele deve executar 
um tipo de ação. Por exemplo, no cone, ele deve executar um drible/finta simples 
e, na cadeira, um drible/finta com giro.
Se os treinos forem em grupos, pode-se sugerir que os indivíduos andem ou 
corram pelo espaço, com ou sem a bola, sendo que um dos membros do grupo 
deve sugerir, em determinado momento, qual drible/finta quer que os seus co-
legas executem.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Conseguimos, portanto, aprender diversos exemplos de treinos para serem uti-
lizados nos treinamentos técnicos no futebol e futsal, como utilizar e o porquê. 
A partir das ideias apresentadas no tema, o próximo passo é aplicar na prática, 
adaptar ao nível de seus atletas e principalmente criar novas atividades que os 
potencializem e permitam variar o movimento, sempre lembrando de estimular 
o prazer no esporte e a criatividade.
O drible e a finta podem ser treinados tanto isoladamente quanto com adversários. 
O vídeo Como Melhorar o Drible #02 (Treine C/Amigos) mostra exatamente isso, de 
uma forma progressiva, de uma atividade sem bola até a situação de 1x1, incenti-
vando a criatividade.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=O7A3acmXCrc
EU INDICO
Se o drible é a ação de se desvencilhar, enganar, iludir, ultrapassar um ou mais 
adversários, torna-se fundamental a replicação dessa ideia na prática, ou seja, é 
importante criar situações no treino que englobem o enfrentamento para poder 
realizar o drible, como em situações de treinos de 1x1 e encorajamentos verbal do 
drible em outras atividades com mais jogadores.
PENSANDO JUNTOS
Estudante, assista ao nosso vídeo e enriqueça seus estudos. Neste vídeo, falare-
mos a respeito de temas relevantes para a área.. Recursos de mídia disponíveis no 
conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
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NOVOS DESAFIOS
Agora que temos a ideia clara do que são e como treinar as habilidades técnicas, 
é hora de aplicar isso nos treinos. Dessa forma, algumas questões são relevantes 
para a prática profissional.
Primeiramente, precisamos entender que as técnicas podem ser treinadas 
de forma isolada ou em situação de jogo, cabendo a nós, profissionais, expor os 
jogadores nas duas condições, já que uma favorece uma correção e reflexão maior 
a respeito do gesto motor e o outro desenvolve a técnica em um contexto mais 
próximo do jogo, que é juntamente com a tomada de decisão e tendo relação 
direta com o ambiente e com o comportamento dos colegas e adversários.
Segundo e mais importante, o profissional deve saber como realizar os ajus-
tes necessários no atleta, quando intervir na ação para não ser algo monótono 
e maçante, além de avaliar o estado atual e acompanhar de perto a evolução de 
cada jogador individualmente, para haver uma prática com intenção clara de 
desenvolvimento das habilidades técnicas na totalidade.
Por fim, conhecendo agora alguns exercícios práticos de como treinar, cabe ao 
profissional saber criar novas atividades e/ou buscar novas ideias para diversificar 
o treino, com o intuito de manter o ambiente rico e motivador.
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1. Nas questões relacionadas ao treinamento esportivo, especificamente, encontram-se pro-
cessos repetitivos e sistemáticos, compostospor exercícios progressivos que visam ao 
aperfeiçoamento do desempenho dos atletas. Esses processos são elaborados para garan-
tir o desenvolvimento contínuo por meio de estímulos variados, que promovem adaptações 
físicas e mentais.
Com relação ao treinamento esportivo, assinale a alternativa correta:
a) Trata-se de uma atividade organizada e sistematizada de aperfeiçoamento mental, nos 
seus aspectos intrínsecos e extrínsecos, que, em consequência, influenciarão diretamen-
te a capacidade de execução das relações interpessoais e intrapessoais que envolvam 
possíveis demandas motoras relacionadas a uma modalidade esportiva.
b) Trata-se de uma atividade organizada e sistematizada de relaxamento corporal, nos seus 
aspectos musculares e articulares, que, em consequência, influenciarão diretamente a 
capacidade de flexibilidade de gestos, fundamentos ou habilidades técnicas individuais 
que envolvam possíveis demandas nas atividades rítmicas.
c) Trata-se de uma atividade organizada e sistematizada de aperfeiçoamento motor, nos 
seus aspectos finos e grossos, que, em consequência, jamais irão influenciar diretamente 
as demais capacidades físicas do ser humano ou as habilidades técnicas individuais que 
envolvam possíveis demandas motoras ou não relativas à vida diária.
d) Trata-se de uma atividade organizada e sistematizada de aperfeiçoamento físico, nos 
seus aspectos morfológicos e funcionais, que, em consequência, influenciarão direta-
mente a capacidade de execução de gestos, fundamentos ou habilidades técnicas indivi-
duais que envolvam possíveis demandas motoras, as quais podem ser esportivas ou não.
e) Trata-se de uma atividade organizada e sistematizada de aperfeiçoamento emocional, 
nos seus aspectos psicológicos e afetivos, que, em consequência, influenciarão direta-
mente a capacidade de lidar com o estresse e a ansiedade, sem qualquer impacto nas 
habilidades físicas ou motoras necessárias para a prática esportiva.
VAMOS PRATICAR
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2. No âmbito conceitual, o termo treinamento refere-se à organização de atividades e/ou 
ações com o objetivo de aprimorar comportamentos, conhecimentos, atividades, aspectos, 
relações, sistemas, ações ou atitudes, tanto de um indivíduo quanto de um grupo de indi-
víduos, por isso treinar significa desenvolver alguma habilidade que desejamos possuir ou, 
ainda, melhorar alguma habilidade que já possuímos. Os treinamentos são eventos cíclicos 
e contínuos, que ocorrem em diferentes etapas.
Com base nas reflexões acerca dessa temática, analise as sentenças a seguir:
I - A etapa de diagnóstico é a hipótese de dados, por meio de discussões.
II - A etapa de desenho é a elaboração do programa sem relação com o diagnóstico.
III - A etapa de implementação é a aplicação e a condução do programa elaborado.
IV - A etapa de avaliação é a etapa final, em que se os resultados serão verificados.
É correto o que se afirma em:
a) I e II, apenas.
b) III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) IV, apenas.
e) III e IV, apenas.
VAMOS PRATICAR
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3. A condução de bola é um gesto técnico fundamental aos esportistas em um jogo de futebol 
ou futsal e, para treinar esse fundamento, a principal ideia é promover situações em que o 
esportista conduza a bola em diferentes direções e sentidos, com as diferentes partes dos 
pés, o que pode ser realizado individualmente ou em grupo.
De acordo com os entendimentos dessa habilidade técnica individual, analise as sentenças 
a seguir:
I - Quando um esportista treina a condução de bola sozinho, ele conduzirá a bola por dife-
rentes sentidos e direções, com diferentes velocidades, de acordo com as suas próprias 
orientações.
II - Quando um esportista treina a condução de bola em grupo, um colega pode montar 
um caminho a ser seguido por todos com alguns obstáculos, mudanças de sentidos e 
direções, com aumento ou diminuição da velocidade.
III - Quando um esportista treina a condução de bola em grupo, um colega oferecerá tarefas 
a serem cumpridas, que podem ser verbais ou visuais (por exemplo, “carregue a bola 
para o lado esquerdo”, “carregue a bola para trás” etc.).
É correto o que se afirma em:
a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, apenas.
e) I, II e III, apenas.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
ALVES, S. U. Prescrição e treinamento do futebol e futsal. Florianópolis: Arqué, 2022.
ALVES, U. S.; BELLO, N. Futsal: conceitos modernos. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2020.
ARRUDA, M.; BOLAÑOS, M. A. C. Treinamento para jovens futebolistas. São Paulo: Phorte, 2010.
BARBANTI, V. J.; TRICOLI, V.; UGRINOWITSCH, C. Relevância do conhecimento científico na práti-
ca do treinamento físico. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, v. 18, p. 101-109, 2004.
BELLO, N. A ciência do esporte aplicada ao futsal. Rio de Janeiro: Sprint, 1998.
CARRAVETTA, E. O jogador de futebol: técnicas, treinamento e rendimento. Porto Alegre: Mer-
cado Aberto, 2001.
FRISSELLI, A.; MANTOVANI, M. Futebol: teoria e prática. São Paulo: Phorte, 1999.
LOPES, C. R.; BELOZO, F. L. Futebol sistêmico: conceitos e metodologias de treinamento. São 
Paulo: Paco Editorial, 2017.
MELO, R. S. Futebol da iniciação ao treinamento. Rio de Janeiro: Sprint, 2001.
MELO, R. S. Ensinando futsal. Rio de Janeiro: Sprint, 2006.
PÉREZ SÁNCHEZ, J. I.; PERES DOS SANTOS, T. A.; SOLANO, J. C. 100 exercícios e jogos selecio-
nados para a iniciação ao futsal. Sevilla: Wanceulen, 2020.
TENROLLER, C. A.; MERINO, E. Métodos e planos para o ensino dos esportes. Canoas: Editora 
da ULBRA, 2006.
VOSER, R. Futsal: princípios técnicos e táticos. 5. ed. Canoas: Editora da Ulbra, 2019.
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1. Alternativa D 
Descreve de forma adequada a relação entre o aperfeiçoamento físico, seus aspectos 
morfológicos e funcionais, e a influência direta na execução de gestos, fundamentos ou 
habilidades técnicas.
A. Incorreta. Não estabelece uma conexão clara entre as relações interpessoais e intrapes-
soais e as demandas motoras, tornando o enunciado confuso.
B. Incorreta. Limita a influência do relaxamento corporal apenas às atividades rítmicas, o 
que é impreciso.
C. Incorreta. Afirma incorretamente que o aperfeiçoamento motor não influencia as capaci-
dades físicas ou habilidades técnicas, o que não é verdade.
E. Incorreta. Foca apenas no aperfeiçoamento emocional, enquanto o treinamento esportivo 
deve desenvolver principalmente as capacidades físicas e motoras dos atletas.
2. Alternativa E 
I. Incorreta. O diagnóstico não é apenas uma hipótese de dados por meio de discussões, ele 
envolve uma análise mais completa.
II. Incorreta. A etapa de desenho deve estar vinculada ao diagnóstico e não desconectada dele.
III. Correta. A implementação é a aplicação e condução do programa elaborado.
IV. Correta. A avaliação é a etapa final, em que os resultados são verificados.
3. Alternativa E 
I. Correta. Descreve de forma adequada como, em um treino individual, o esportista ajusta 
a condução da bola conforme suas próprias orientações, variando sentidos, direções e 
velocidades.
II. Correta. Descreve corretamente a dinâmica de um treino em grupo, no qual um colega 
pode criar um percurso com obstáculos e variações de velocidade, sentidos e direções.
III. Correta. Descreve com precisão como, em um treino em grupo, tarefas verbais ou visuais 
podem ser dadas por um colega para direcionar a condução da bola.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MEU ESPAÇO
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MINHAS METAS
TÁTICAS DE JOGO NO FUTEBOL
Entender os conceitos gerais que norteiam a tática de jogo no futebol.
Refletir sobre a relação entre as particularidades dos jogadores e a tática.
Aprender como foi a evolução da tática de jogo no futebol.
Analisar como equipes históricas influenciaram os sistemas de jogo.
Compreender as diferentes variações táticas e suas características.
Saber como o comportamento dos jogadores muda em cada sistema tático.
Explorar os sistemas táticos modernos.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 7
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1INICIE SUA JORNADA
A tática no futebol tem uma longa história, moldada por treinadores e times his-
tóricos, principalmente em Copas do Mundo, o maior evento esportivo do fute-
bol, que influenciaram as variações e o ritmo ao longo do tempo, com a evolução 
pautada principalmente na melhor distribuição de jogadores no campo de jogo.
Entender a tática no futebol é a maneira pela qual a comissão técnica define 
como a equipe deve jogar, buscando uma distribuição racional dos jogadores em 
campo. O objetivo é potencializar as capacidades dos atletas, atribuindo funções 
claras e bem definidas, de modo que eles saibam o que fazer e a equipe evolua 
coletivamente. Isso cria uma estrutura que permite ao jogador executar seu pa-
pel de forma eficiente, gerando um ambiente organizado, mas que ainda oferece 
espaço para criatividade e desempenho individual.
Diante disso, é essencial refletir se a melhor estratégia é seguir à risca as con-
vicções da comissão técnica ou adaptar-se à capacidade individual de cada jo-
gador. O ideal talvez seja encontrar um equilíbrio que permita uma organização 
tática eficiente, mas que também valorize a individualidade dos atletas, propor-
cionando liberdade em uma estrutura organizada. Neste tema, abordaremos a 
tática e sua história, oferecendo subsídios para aplicar esse conhecimento de for-
ma prática e adaptada à realidade de cada profissional em uma comissão técnica.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
CONCEITOS DE SISTEMA DE JOGO E TÁTICA DE JOGO
A tática no futebol é amplamente discutida ao longo 
de sua história. Fernandes (2004) sugere estruturá-la 
em componentes de atividades intelectuais, psíquicas 
e físicas, podendo ser dividida em: tática individual 
ofensiva, tática individual defensiva, tática de bola pa-
rada, condições externas, tática de posição, tática de jogo coletivo e sistemas táticos.
Para Bauer e Uberle (1988), o êxito no desempenho tático depende de al-
gumas capacidades: capacidades sensoriais: visão central e periférica, sentido 
espacial e sentido cinestésico; capacidades cognitivas: inteligência de jogo, adap-
tação e de aprendizagem; capacidades psíquicas: segurança própria, equilíbrio, 
tranquilidade e resistência diante do estresse.
Neste podcast, vamos explorar como a cultura molda o estilo de jogo das equipes. 
Discutiremos a importância de entender a identidade cultural de um clube ou se-
leção e como isso impacta as táticas. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Antes de avançarmos nas táticas de jogo no futebol, assista ao vídeo Conceitos 
Táticos do Futebol Moderno – Diferentes Fases do Jogo e veja que os esquemas 
táticos não são fixos, são apenas pontos de partida, o qual também apresenta as 
fases do jogo, mostrando a sua complexidade, imprevisibilidade e como a tática 
pode variar dentro do jogo de futebol.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=oyOUCwdjQIw
A tática no futebol 
é amplamente 
discutida ao longo 
de sua história
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Além disso, alguns fatores podem influenciar diretamente na tática de jogo 
construída para uma equipe, como o tipo de adversário, as condições técnicas da 
própria equipe, a condição física dos jogadores, os aspectos psicológicos tempo-
rais, as situações ocorridas durante a partida (gols de vantagem ou de desvanta-
gem, expulsão, posicionamento no campo de jogo), regulamento da competição, 
dentre outros (Bauer; Uberle, 1988).
Um conceito importante, nessa temática, é o de sistema de jogo. Drubscky 
(2003) usa o termo “sistema tático” para definir o sistema de jogo, afirmando ser 
o conjunto das táticas que determina as ações e as características de uma equipe, 
ou seja, é a ideia de jogo chamada de desenho tático, esquematizações, variações, 
posturas, sistemas de marcação, detalhes táticos e estilos de jogo. O sistema de jogo é 
definido pelas numerações, distribuídas como 4×4×2, 3×5×2, 4×3×3, dentre outros.
Paoli e Grasseli (2003) ressaltam que o sistema de jogo é a posição tomada 
por uma equipe dentro do campo de jogo, ou seja, a distribuição dos jogadores 
com a finalidade de ocupar, racionalmente, todos os setores do campo. Dessa 
forma, a distribuição dos jogadores pode ser dividida em grupos: o grupo da 
linha defensiva, o da linha média e o da linha ofensiva (Paoli; Grasseli, 2003).
A partir desses autores, entende-se que o sistema de jogo é uma perspectiva 
inicial daquilo que poderá ser vislumbrado a partir de táticas.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS SISTEMAS DE JOGO NO 
FUTEBOL
O formato do futebol moderno teve suas raízes na Ingla-
terra por volta de 1823, quando se estabeleceu o número 
fixado de jogadores, por equipe, dentro do campo de 
jogo, em 11. Nessa época, ainda com muita influência 
das regras do rugby, o futebol passava por muitas insta-
bilidades técnicas e táticas (Giulianotti, 2002; Leal, 2000).
A partir da regulamentação da modalidade, em 1863, o futebol tinha nove 
regras e, no sistema de jogo, os jogadores faziam suas intervenções de modo 
quase que intuitivo, sem ordem, com claras intenções apenas de atacar e fazer 
gols. Nesse contexto, todos os jogadores ficavam o tempo todo correndo atrás da 
bola, em especial no campo de ataque, próximo à meta adversária (Leal, 2000).
O formato do 
futebol moderno 
teve suas raízes na 
Inglaterra
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Esse sistema, com perspectivas essencialmente de ataque, foi chamado de 
1×1×1×8, cuja distribuição era o goleiro, um zagueiro, um médio e oito atacantes 
(Santos Filho, 2002; Unzelte, 2002).
Nesse cenário, percebeu-se que o sistema de jogo 1×1×1×8 deixava muitas 
partes do campo vazias e desocupadas, o que suscitou que um dos jogadores de 
ataque jogasse mais recuado na linha média, a fim de reforçar mais o setor do 
meio-campo. Para Leal (2000), esse fato pode ter ocorrido porque, apesar do 
grande número de atacantes, nem todas as oportunidades de gol foram concre-
tizadas, possivelmente devido à falta de qualidade técnica de alguns jogadores, 
que, em certas ocasiões, atrapalhavam seus companheiros.
Desse modo, os escoceses decidiram recuar dois jogadores que ficavam à 
frente, sendo um zagueiro e um meio-campista. Desenha-se, então, uma nova 
configuração, tendo um zagueiro à frente do goleiro e um meio-campista com 
funções de ligar a defesa ao ataque. Esse sistema ficou conhecido como 1×2×8.
Os escoceses modificaram novamente o sistema de jogo e, em uma partida 
contra a Inglaterra, em 1872, recuaram mais dois jogadores do ataque, criando 
um quadrado em frente do goleiro, o que viabilizou que a equipe da Escócia não 
levasse gols e, assim, o jogo terminou com placar de 0×0. O sistema adotado pelos 
escoceses foi chamado de 1×2×2×6 (Melo, 1999).
A partir dessa configuração apresentada pelos escoceses, Frisselli e Mantovani 
(1999) destacam que os treinadores iniciam um processo de equilíbrio entre os 
jogadores de defesa e os de ataque. Surgiu, então, o sistema clássico do futebol, 
chamado de “piramidal”, composto por um goleiro, dois zagueiros, três médios 
e cinco atacantes, com um desenho distribuído em 1×2×3×5. Nesse sistema, se-
gundo autores como Melo (1999) e Santos Filho (2002), cada jogador incorpora 
uma função mais específica, ou seja, os jogadores da frente atacavam em linha, o 
que facilitava a ação dos defensores, visto que a lei do impedimento ainda exigia, 
pelo menos, três defensores mais próximos da linha de fundo, para dar condição 
de jogo para um atacante.
A partir de uma nova alteração na lei do impedimento, que impôs que apenas 
dois jogadores devem estar mais próximos da linha de fundo, para dar condição 
de jogo a um atacante, os treinadores fizeram novas configurações em seus siste-
mas de jogo (Melo, 1999; Santos Filho, 2002). Considera-se uma radical mudança 
o sistema de jogo chamado de WM, apresentado por Herbert Chapman, à época, 
técnico do Arsenal, da Inglaterra, em 1925.
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11 9 7
3 5 2
81046
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goleiro
zagueiro zagueiro zagueiro
ponta centroavante ponta
volantevolante
meiameia
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Essa mudança na regra, de três para dois jogadores quanto à condição de jogo 
ao atacante, facilitou o trabalho das equipes no campo de ataque, aumentando a 
agressividade na busca pelo gol, pois poderiam colocar um atacante próximo ao pe-
núltimo jogador da equipe de defesa, visto que o último seria, obviamente, o goleiro.
A partir desse cenário, Chapman propôs colocar um maior reforço para sua 
equipe no campo de defesa, trocando a função do jogador no meio de campo 
pela função de um terceiro zagueiro, ficando à frente dos dois zagueiros da sua 
equipe, posicionado mais próximo ao centro do campo.
O sistema proposto por Chapman fez muito sucesso, tanto que sua equipe, o 
Arsenal, conquistou três títulos consecutivos da Liga Inglesa (1933, 1934 e 1935), 
tendo a seguinte distribuição de seus jogadores em campo: o goleiro, uma linha de 
três zagueiros na defesa, dois jogadores no meio de campo, dois meio-atacantes 
centralizados, um ponta direita e um ponta esquerda, viabilizando jogadas com o 
centroavante. Conforme Frisselli e Mantovani (1999), a partir da implementação 
do sistema de jogo WM, as equipes introduziram, em seus sistemas de defesa, 
a chamada marcação individual, diferentemente da antiga marcação por zona.
Os autores sinalizam que, com a evolução técnica e física das equipes, o sis-
tema WM sofre alterações e passa a ser chamado de Sistema Diagonal, o qual foi 
utilizado pelas equipes brasileiras até 1958, tendo como marca os três zagueiros 
jogando com maior liberdade e os meio-campistas recuando um pouco mais. 
Esse sistema passa a ser identificado como 4×2×4, com os jogadores do meio de 
campo e da defesa movimentando-se em ambos os espaços do campo de jogo.
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Svensson
Börjesson
Parling Gustavsson
Axbom
LiedholmGren
Bergmark
SkolundHamrin Simonsson
Pelé
Zito
Vavá
Zagallo Garrincha
Djalma Santos
Orlando PeranhaBellini
Nilton Santos
Didi
Gilmar
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
A partir do sistema 4×2×4, a identificação da distribuição numérica dos jogado-
res em campo não mais se apresentou com a identificação da posição do goleiro, 
sendo esse sistema definido com a distribuição de dois zagueiros centrais, dois 
laterais, dois meio-campistas e quatro atacantes (Bangsbo; Peitersen, 2000).
No mundial do Chile, em 1962, o Sistema WM havia acabado, pois todas as 
seleções apresentavam um sistema que tinha um reforço no meio para a defesa 
(Frisselli; Mantovani, 1999). Nessa Copa, o Brasil reforçou o meio-campo e apre-
sentou o sistema 4×3×3, no qual as posições, previamente determinadas, estavam 
cada vez menos incorporadas. Com esse aumento do número de jogadores no 
meio-campo de dois para três, chegando, às vezes, a quatro, surge um sistema 
misto de defesa com a aparição de zagueiros e meio-campistas com habilidades 
técnicas individuais mais explicitadas.
Na Copa do Mundo do México, em 1970, o Brasil foi campeão utilizando o 
sistema 4×3×3, tendo os jogadores brasileiros distribuídos com o goleiro, quatro 
zagueiros (dois laterais e dois centrais), três jogadores no meio de campo (um 
com a função de dar cobertura para a defesa e dois com a função de armação e 
conclusão das jogadas) e três jogadores no ataque (um em cada ponta do campo 
e um centroavante) (Frisselli; Mantovani, 1999).
Já a Copa da Alemanha, de 1974, apresentou para o mundo a seleção holande-
sa, apelidada de laranja mecânica, pela cor de sua camisa e pela distribuição tática 
de seus jogadores em campo, conhecida como Carrossel Holandês, sob o comando 
do técnico Rinus Michels. A Holanda, que seria vice-campeã dessa Copa, apresen-
tou uma grande rotatividade de seus jogadores, praticamente, por todos os setores 
do campo, muitas vezes, os defensores deixando sua zona de defesa para apoiar a 
zona de ataque ou, ainda, armando jogadas, conforme Melo (1999).
Em 1982, na Copa do Mundo da Espanha, segundo Melo (1999), aconteceu 
nos sistemas de jogo uma alta concentração de jogadores no meio de campo, 
tendo o recuo de um e, às vezes, de dois atacantes, gerando vários desequilíbrios 
entre o campo de defesa e o de ataque. Nessa Copa, grande parte das seleções 
utilizou o sistema 4×4×2, introduzindo uma figura chamada de líbero. O autor 
ressalta que as caraterísticas dos atacantes, nesse sistema, eram diferentes daquelas 
apresentadas por atacantes em outros sistemas, pelo fato de terem que ajudar as 
ações de marcação.
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No campeonato europeu de seleções, em 1984, a Dinamarca trouxe uma no-
vidade em relação ao seu sistema de jogo, por sua distribuição em três zagueiros, 
dois alas, três jogadores no meio de campo e dois atacantes, chamada de 3×5×2, 
que ainda sofria variações para um sistema mais defensivo chamado de 5×3×2.
Na Copa do Mundo do México, em 1986, a Argentina sagrou-se campeã 
utilizando esse sistema de jogo, 3×5×2. Nessa formação argentina, a equipe jogou 
com três zagueiros (um deles jogando atrás dos outros, a fim de fazer a cobertura 
de toda a zaga – líbero), cinco meio-campistas (dois alas com a função de fazer 
as jogadas pelas laterais do campo e três jogadores mais centralizados) e dois ata-
cantes (que se movimentavam o tempo todo, para confundir a defesa adversária).
Nos Estados Unidos, em 1994, o sistema de jogo que levou a seleção brasileira 
ao tetracampeonato mundial foi o 4×4×2, também utilizado por outros países, 
assim como algumas seleções fizeram uso do sistema 4×5×1, que teve, na Copa 
seguinte, em 1998, na França, uma excelente performance pela seleção da No-
ruega. Este último sistema mostra um goleiro, quatro defensores (dois zagueiros 
no meio da área e dois laterais), cinco meio-campistas e apenas um atacante, o 
que facilita a função da defesa, que sempre estará posicionada para ganhar a bola, 
principalmente quando estiver alta, como ressalta Melo (1999).
Em 2002, na Copa do Mundo realizada na Coreia do Sul e no Japão, a seleção 
brasileira se sagrou pentacampeão mundial jogando com o sistema 3×5×2, cuja 
distribuição foi feita com três zagueiros, dois alas, três meias e dois atacantes, ou 
seja, um sistema considerado bastante defensivo.
A Pirâmide Invertida 
A Pirâmide Invertida, de Jonathan Wilson, oferece uma nova 
perspectiva acerca da evolução da tática no futebol. Ao longo da 
narrativa, o autor analisa momentos-chave da história do espor-
te, das antigas formações ofensivas até mudanças mais atuais.
O livro permite um aprofundamento maior na história da tática 
do futebol, trazendo muitos exemplos práticos de equipes e 
jogos históricos.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
SISTEMAS DE JOGO NO FUTEBOL MODERNO
Alguns sistemas de jogo, no futebol, são considerados a base dos sistemas 
mais utilizados atualmente. Emílio (2004) cita que os sistemas 4×3×3, 4×4×2 
e 3×5×2 deram origem às mais diversas variações de posicionamentos exis-
tentes no futebol.
O sistema de jogo 4×3×3
Borsari (1989) mostra que, nesse sistema 4×3×3, a distribuição dos jogadores 
é feita com quatro defensores (dois zagueiros e dois laterais), três jogadores de 
meio-campo (dois volantes e um meia de ligação) e três atacantes. A ideia, segun-
do o autor, é ter uma definição defensiva bem clara nesse sistema, para viabilizar 
ações dos laterais no sentido longitudinal.
A evolução da preparação física dos jogadores foi essencial para o sucesso 
desse sistema de jogo. Os atacantes começam a participar de modo efetivo na 
marcação, os meio-campistas conseguem alternar ações defensivas com ações 
ofensivas e os defensores têm um pouco mais de autonomia para deixar o setor 
de defesa e ir ao campo de ataque. Essas condições físicas melhoradas dos atletas 
facilitaram, em grande medida, que pudessem ocupar todos os setores do campo, 
expondo cada vez mais as condições técnicas de cada um.
Quando se trata da defesa, no sistema 4×3×3, de acordo com Capinussú e 
Reis (2004),os dois laterais têm funções tanto defensivas como ofensivas, essen-
cialmente, por terem de ocupar os espaços compreendidos nas laterais do campo. 
Ainda, na distribuição defensiva, os zagueiros têm funções nomeadamente 
defensivas, conforme Melo (1999) e Capinussú e Reis (2004). Os zagueiros que, 
em grande medida, têm estatura elevada, são aproveitados em jogadas aéreas 
(bolas altas), para fazerem cabeceios. Outro papel que pode ser ofertado aos za-
gueiros é organizar a saída de bola do campo de defesa para o meio de campo e, 
posteriormente, ao campo de ataque.
O setor do meio de campo, no sistema 4×3×3, é composto por dois volantes e 
um jogador chamado de meia de ligação. Os volantes têm funções tanto defensi-
vas quanto ofensivas, ainda que predominem as ações defensivas, pois esse setor, 
nesse sistema, conta com três jogadores, sublinha Borsari (1989). A marcação, 
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exercida pelos volantes, normalmente, é individual para com os meias de ligação 
da equipe adversária. Aos volantes, também são atribuídas funções de auxiliar os 
zagueiros e os laterais nos momentos de marcação, principalmente quando um 
desses jogadores se envereda ao campo de ataque, fazendo a chamada cobertura. 
Uma possível variação desse sistema é a utilização de um jogador mais defensi-
vo e dois jogadores mais ofensivos e foi amplamente utilizada no futebol entre o 
final dos anos 2000 e meados de 2010. Os exemplos mais marcantes foram os da 
seleção espanhola, campeã da Eurocopa em 2008 e 2012, e vencedora da Copa 
do Mundo de 2010, e do Barcelona, que conquistou a UEFA Champions League 
nas temporadas 2008-2009 e 2010-2011. O esquema priorizava a posse de bola e 
a fluidez do jogo, utilizando apenas um jogador próximo dos zagueiros para ajudar 
na primeira fase de construção e dois meio campistas controlando o ritmo do jogo.
APROFUNDANDO
O setor de ataque, no sistema 4×3×3, é composto por três jogadores com funções 
fundamentalmente ofensivas, tendo seus posicionamentos no campo de ataque 
com um jogador centralizado e um jogador em cada um dos lados do campo.
O sistema de jogo 4×4×1
A distribuição dos jogadores em campo, no sistema 4×4×2, apresenta quatro 
defensores (dois zagueiros e dois laterais), quatro jogadores de meio-campo (dois 
volantes e dois meias de ligação) e dois atacantes, como mostra Leal (2000).
No caso dos demais defensores, os laterais têm funções defensivas e ofensivas, 
por conta de seus posicionamentos nas laterais do campo.
Nas funções ofensivas, os laterais devem apoiar o ataque na própria região 
da lateral do campo, favorecendo, ainda, possibilidades da organização de contra 
ataques, jogadas na linha de fundo para efetivar cruzamentos na grande área da 
equipe adversária, podendo também fazer inversões da bola de uma lateral do 
campo para outra. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Os dois zagueiros, nesse sistema de jogo, se posicionam um pela direta e outro 
pela esquerda, com funções, primordialmente, defensivas, ainda que existam pos-
sibilidades de ações ofensivas, notadamente, geradas a partir de jogadas ensaiadas 
ou oriundas de bolas paradas, como faltas ou escanteios, a fim de aproveitar a 
estatura elevada que grande parte dos zagueiros possui. Muitas vezes, esses za-
gueiros também iniciam a saída de bola da defesa em direção ao meio de campo, 
para que, assim, possa chegar ao ataque (Melo, 1999).
Os jogadores posicionados no meio de campo desse sistema, se dividem 
geralmente em dois volantes e dois meias de ligação. No caso dos dois volantes, 
estes têm funções defensivas e ofensivas, porém, com as funções defensivas 
predominando principalmente em marcações individuais dos meio-campis-
tas da equipe adversária. Soma-se a essa função de marcação individual uma 
contribuição com o auxílio de marcação na cobertura dos zagueiros ou dos 
laterais, quando um destes parte para o campo de ataque em alguma jogada 
ofensiva. Esses volantes, em funções ofensivas, auxiliam os laterais e os meias 
de ligação, ainda que a principal função ofensiva dos dois volantes seja fazer 
a ligação entre o setor de defesa e o setor de ataque, ou seja, receber a bola da 
defesa e entregá-la ao ataque, tendo ainda, em algumas vezes, a possibilidade 
de entrar no setor de ataque com um elemento a mais, chamado de “homem 
surpresa”, contra a equipe adversária (Leal, 2000).
Ainda, no setor do meio de campo, junto aos volantes, esse sistema apresenta 
dois meias de ligação, que são os principais responsáveis por fazer a ligação da 
bola do setor defensivo para o de ataque. Ofensivamente, os meias de ligação têm 
um papel essencial, com base na possibilidade de entregar a bola aos atacantes 
e ainda de fazer a finalização de algumas jogadas de ataque. Uma característica 
bem marcante dos meias de ligação, segundo Deshors (1998), é o fato de serem 
extremamente habilidosos, no que se refere aos fundamentos individuais do fu-
tebol, com um toque de bola conhecido como “refinado”.
Nesse setor, que conta com quatro jogadores, é possível que a distribuição 
de funções ocorra das seguintes maneiras: um volante, dois meias de armação 
e um meia atacante; um volante, um meia de armação e dois meio atacantes; 
dois volantes, um meia de armação e um meio atacante; dois volantes e dois 
meias de ligação.
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No setor de ataque, esse sistema conta com dois atacantes, que têm funções 
predominantemente ofensivas, devendo ser efetivadas na concretização em gols. 
Esses atacantes também são responsáveis, em se tratando de ações defensivas, por 
oferecer o primeiro combate na marcação da saída de bola da equipe adversária, 
como enfatiza Deshors (1998).
Agora que você já aprendeu os sistemas táticos 4-3-3 e 4-4-2, vamos ver na prática 
como funciona. O professor Ricardo Pombo Sales explica de forma bem detalhada 
como poderia ser uma equipe em um sistema atacando contra outro sistema. Os 
detalhes vão desde a construção do ataque até como a dinâmica da marcação pode 
acontecer no vídeo Sistema 4-3-3 Atacando e Defendendo Contra 4-4-2 Losango.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=TntJCRc5Xns
EU INDICO
O sistema de jogo 3×5×2
Sistema tático que, de acordo com Leal (2000), se apresenta em campo com a 
distribuição dos jogadores: três zagueiros, cinco jogadores no meio de campo 
(dois alas, sendo um pela direita e outro pela esquerda; um volante; e dois meias 
de ligação) e dois atacantes.
Ainda que as funções dos três zagueiros, nesse sistema de jogo, sejam 
defensivas, eles também auxiliam na saída de bola da defesa para o meio de 
campo, podendo ser solicitados para participar de ações ofensivas, geradas a 
partir de bolas paradas, como faltas ou escanteios, quando a bola poderá ser 
alçada dentro da área adversária, a fim de que esses zagueiros possam fazer 
cabeceios, visto que, normalmente, têm estatura elevada, como indicam Leal 
(2000) e Capinussú e Reis (2004). 
Os alas são os jogadores que irão apoiar as ações ofensivas, pontualmente, 
utilizando os lados do campo, sobretudo no campo de ataque, tentando fazer 
cruzamentos para dentro da área adversária, além de auxiliarem os meias de 
ligação nas jogadas ofensivas.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
As funções defensivas do volante se sobressaem das funções ofensivas, pois, 
dos cinco jogadores no meio de campo, ele é o escolhido para fazer a marcação 
dos adversários nesse setor, podendo, por vezes, ser individual, de um adversário 
mais habilidoso, e também a cobertura dos alas e dos zagueiros, quando estes 
abandonam seus respectivos setores, visando ao campo adversário (Deshors, 
1998). Ofensivamente, os volantes auxiliam os meias de ligação, a fim de favorecer 
a chegada da bola no setor de meio de campo, vinda do setor de defesa. Os meias 
de ligação, por sua vez, nas funções ofensivas, possibilitam que a bola saia do 
meio de campo e chegue ao ataque, com o objetivo de abastecer os atacantes para 
finalizarem ao gol. Nas funções defensivas, esses meias de ligação fazem a mar-
cação dosdos pais/responsáveis com perspectivas 
no bem-estar da criança e tendo cuidado para não pressionar nas escolhas, favo-
recendo o desenvolvimento e aprimoramento no tempo adequado com respeito 
aos limites e erros concretizando as práticas com prazer (Mutti, 2003).
Além da enorme importância do professor de educação física nesse processo, 
que deve ter organizações planejadas e adequadas das atividades, fica explícita 
a necessidade da utilização de uma grande variedade de movimentos relacio-
nados às modalidades esportivas, sempre respeitando os estágios de maturação 
do aluno, como nos mostra Hellstedt (1990). Seguindo tais ideias, evita-se que o 
aluno se especialize em apenas um esporte ou em apenas uma pequena parcela 
de movimentos, o que caracterizaria uma especialização esportiva precoce.
A iniciação esportiva no futebol/futsal
Ao tratar da iniciação esportiva no futebol, vislumbra-se uma fase na qual o 
iniciante construa experiências positivas e diversificadas a fim de dar continui-
dade às atividades. Para que se descubra um talento esportivo, é necessário fazer 
relações entre as práticas sustentadas e estruturadas (quantidade e qualidade das 
práticas) a fim de que esse indivíduo possa melhorar seu desempenho, conforme 
mostra Garganta (2009).
Por se tratarem de modalidades esportivas coletivas, tanto no futebol quanto no 
futsal o desenvolvimento é tido como sendo multifatorial, aponta Franchini (2001), 
ou seja, devem-se considerar diferentes variáveis, dentre elas a tática, a técnica, 
os aspectos físicos, psicológicos (como motivação para a prática, aderência ao 
treinamento, autocontrole, autoconfiança e foco de atenção) e sociais (suporte da 
família, relacionamentos afetivos, acesso ao treinamento, aspectos econômicos, 
culturais e identitários).
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A diversidade é fundamental no início dos treinamentos do futebol/futsal, 
sendo importante oferecer ao iniciante quantidades grandes de propostas práticas 
em detrimento da qualidade, visto que é importante a criação da bagagem motora 
que será utilizada para vida toda.
Pedagogia do Futsal: Jogar para Aprender
Composto por dois capítulos – o primeiro voltado para a teoria 
do “jogar para aprender” e o segundo dedicado à prática do 
“jogar para aprender” –, é uma referência teórico-prática valiosa 
para o ensino do futsal. O livro é amplamente ilustrado e traz 55 
dinâmicas de treino que foram aplicadas em crianças entre os 
6 e os 11 anos de idade. 
INDICAÇÃO DE LIVRO
Ainda que a detecção de talentos seja extremamente importante no processo 
de trabalho com o futebol/futsal, se faz necessário perceber quais cenários são 
os mais adequados para que esses talentos descobertos possam se desenvolver.
Todo o processo que envolve a organização da iniciação esportiva no fu-
tebol/ futsal deve ser qualificado e adequado com a aproximação dos iniciantes 
a boas práticas e a contextos qualificantes que possam potencializar o desenvol-
vimento desses indivíduos, auxiliando-os no crescimento a partir da base do 
futebol.
O cenário dessa iniciação passa pelas escolinhas de futebol, projetos sociais 
ou clubes, principalmente na educação básica.
Esses locais deveriam investir na qualificação de seus profissionais de educa-
ção física, bem como nos espaços e materiais adequados e seguros para trabalhos 
mais eficientes com essas modalidades.
As metodologias utilizadas nesse período de iniciação devem ser adequadas 
a esse tipo de treinamento, encaixando-se a estrutura física desses indivíduos, 
respeitando todos os processos de crescimento e desenvolvimento humanos. 
Soma-se, ainda, a participação em competições, que deve acontecer como mais 
um meio de aprendizado, oferecendo situações e experiências muito ricas nesses 
eventos, e não apenas como simples cobrança de bons resultados.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
É fundamental que essa fase de treinamentos vislumbre um trabalho para um 
período bem longo, seduzindo o iniciante para que realmente tenha aderência e 
prazer nas atividades, fazendo com que se fixe nos treinamentos por um extenso 
prazo, tendo a competição e a formatação de equipes, nessa fase, como ferramen-
tas de trabalho, e não apenas como base e principal objetivo.
Propostas práticas para o futebol/futsal
As modalidades em questão têm muitas proximidades, não apenas não ações 
táticas, mas principalmente nas questões técnicas. Diante disso, pelo caráter co-
letivo de ambas as modalidades esportivas, os treinamentos feitos a partir de 
propostas de campo reduzido têm surtido bons resultados, especialmente no 
período de iniciação.
A criação do chamado “futebol/futsal” adaptado, em que o profissional de 
educação física vai organizar pequenos jogos e desafios que trabalhem as técnicas 
das modalidades, deve ser utilizada em diferentes formatos, tamanhos e regras, 
sendo imprescindível observar e organizar a chamada progressão metodológica.
Nessa progressão, iniciam-se as atividades, por exemplo, com situações de enfren-
tamento e disputas. No caso do futebol, entre três jogadores (3 x 3), aumentando-se 
gradativamente até chegar a 11 x 11. No caso do futsal, desde 1 x 1 até se chegar a 5 x 5.
Essas atividades devem estimular a relação com a bola e a capacidade técni-
ca individual, a quantidade e a qualidade nas interações, a tomada de decisões, 
dentre outros fatores que são fundamentais nesses treinamentos.
As propostas podem oferecer situações como mudanças no tamanho do cam-
po, no tamanho e no número de bolas, na estruturação do espaço de confronto, 
no tamanho e no número de traves (balizas), no número de jogadores, dentre 
outras alterações.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Como treinar habilidades técnicas em situações de jogo? Você acha que é possível 
desenvolver a técnica com a utilização de jogos reduzidos? Como?
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A iniciação esportiva, desde cedo, favorece a possibili-
dade de tornar indivíduos adultos que também prati-
quem atividades físicas ou esportivas de modo regular.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
ESPECIALIZAÇÃO ESPORTIVA
A iniciação esportiva, desde cedo, favorece a possibilidade de tornar indivíduos 
adultos que também pratiquem atividades físicas ou esportivas de modo regular.
A iniciação esportiva, entretanto, não necessariamente deve obrigar a criança a 
chegar na prática esportiva de alto rendimento, ainda que, para se atingir essa etapa 
da prática esportiva, ou seja, de alto rendimento, é importante que as experiências 
motoras e as oferecidas na própria iniciação esportiva sejam positivas, muito bem 
planejadas, obedecendo princípios científicos.
É certo que o fenômeno do esporte sofre influência direta das mídias, soma-
da à grande oferta de competições, favorecendo, assim, um cenário esportivo 
cada vez mais especializado que, consequentemente, passou a definir algumas 
exigências no que tange à preparação esportiva, estimulando a especialização 
precoce, na qual há expectativa de se obter resultados rápidos, em se tratando 
de vitórias e conquistas, favorecendo o abandono das bases teóricas relaciona-
das ao período mais adequado em que deve ocorrer a especialização esportiva, 
ressalta Silva, Fernandes e Celani (2001).
A especialização precoce, a partir de Brasil (2004), se define como sendo uma 
prática intensa, sistematizada e regular de crianças e jovens, anterior às possíveis 
idades consideradas normais. Esse cenário explicita que essa especialização precoce 
tem seu referencial na utilização de sistemas de treino inadequados ou, ainda, utili-
zação de sistemas de treino que devem ser propostos para adultos. Esse trabalho de 
iniciação, quando feito de modo precoce, preconiza a utilização de cargas de treino 
muito altas e intensas a fim de possibilitar rápidos ganhos e melhoras, sejam físicas 
ou técnicas, que invariavelmente podem levar o indivíduo a um esgotamento pre-
maturo, dificultando posteriormente o seu próprio desenvolvimento e rendimento.
O cenário esportivo sinaliza para uma tendência dos profissionais envolvi-
dosvolantes da equipe adversária em posse de bola, quando eles estiverem 
organizando jogadas de ataque. Por terem funções de criação e de organização 
de jogadas de ataque, Deshors (1998) e Leal (2000) destacam que esses jogadores 
são bastante habilidosos, no que tange às técnicas individuais.
A principal função dos atacantes, nesse sistema 3×5×2, é concluir as jogadas 
e fazer gols, como afirma Deshors (1998). Para efetivar essa missão, eles devem se 
posicionar, de modo a estarem prontos para receber a bola, assim como, muitas 
vezes, se deslocar próximos ao meio de campo, para buscar a bola. Defensivamen-
te, são os jogadores que dão o primeiro combate na saída de bola do adversário.
A partir desse cenário, percebe-se que o sistema 3×5×2 tem algumas carac-
terísticas, segundo Paoli e Grasseli (2003), que merecem ser destacadas: versa-
tilidade para articular as jogadas de ataque; estabilidade defensiva elevada, pelo 
número de zagueiros (três); dificulta a articulação das jogadas da equipe adver-
sária, pelo número elevado de jogadores no setor de meio de campo (cinco); 
permite segurança nas ações de ataque, pois conta com cinco jogadores no meio 
de campo mais dois atacantes, totalizando sete jogadores; dependendo do sistema 
da equipe adversária, se apresentar três atacantes, isso deixará a defesa sempre em 
marcação do tipo um contra um, sem a possibilidade de sobra.
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SISTEMAS DE JOGO MODERNOS
Com a evolução dos materiais, das superfícies dos campos e da preparação física, o 
futebol tem se tornado cada vez mais rápido ao longo do tempo.
Esse cenário suscitou muitos treinadores a fazerem alterações, adaptações e mu-
danças nos sistemas de jogo existentes, a fim de tentar aproveitar, da melhor manei-
ra possível, as características dos atletas, dos equipamentos e dos espaços do campo.
O sistema de jogo 3×4×3, conforme Leal (2000), surgiu na década de 1990, 
sendo uma variação do sistema de jogo 4×3×3, que fora muito utilizado pelas 
equipes da Holanda, tendo como um bom exemplo desse uso a equipe do Ajax. A 
ideia da variação foi aumentar o número de jogadores no meio de campo, abrindo 
mão dos dois jogadores laterais e mantendo um dos jogadores de defesa com 
funções de líbero. Esse meio de campo é organizado a partir de um volante, dois 
meias e um meia articulador que abastecem o ataque, formado por três jogadores, 
sendo um centroavante e dois pontas.
Já o sistema de jogo 4×5×1 foi utilizado, pela primeira vez, na Copa do Mundo 
da França, em 1998, e tudo indica ter sido uma variação do sistema de jogo 4×4×2, 
no qual a ideia era recuar um dos dois atacantes, para tentar fazer com que o setor 
do meio de campo levasse vantagem. O principal idealizador do sistema de jogo 
4×5×1 foi o norueguês Egil Olsen. 
O artigo de Brazão (2016) aborda de forma detalhada os três principais tipos de 
marcação utilizados no futebol: a marcação por zona, a marcação individual e a 
marcação mista, destacando suas vantagens, desvantagens e as opções mais 
adotadas no cenário contemporâneo, além dos sistemas táticos defensivos mais 
utilizados atualmente e suas características.
Acesse em: https://rbf.ufv.br/index.php/RBFutebol/article/view/267
EU INDICO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
O sistema de jogo 3×6×1, provavelmente, é uma variação do sistema de jogo 
3×5×2, em que o treinador aciona o recuo de mais um homem para o setor do 
meio de campo (Parreira, 2005). O pioneiro a implantar esse sistema foi o trei-
nador argentino Marcelo Bielsa, que estava à frente da seleção da Argentina nas 
eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2002, entretanto, nos jogos da Copa, 
a seleção Argentina não obteve sucesso.
NOVOS DESAFIOS
O tema, portanto, proporcionou aos alunos um conhecimento amplo da tática, 
sua história e seu desenvolvimento, oferecendo uma gama de possibilidades para 
aplicar em sua prática esportiva, porém, é importante que o aluno, enquanto um 
integrante de uma comissão técnica, entenda que tudo deve ser adaptado ao seu 
contexto. Por exemplo, o mais importante não é saber qual formação teve mais 
sucesso no futebol, e sim, quais tipos de formação melhor se adequam ao seu 
contexto de ensino-aprendizagem. Uma formação pode servir para uma equipe e 
não servir para outras, pois, cada sistema tem o objetivo final de potencializar os 
jogadores envolvidos, por exemplo, se possui mais jogadores com características 
ofensivas, defensivas, mais atacantes, mais zagueiros, e assim por diante.
Mesmo com um amplo conhecimento da tática de jogo no futebol, deve-
mos entender que isso é apenas o ponto de partida, pois o mais importante é, 
dentro desse sistema, entender como o jogador vai se aproveitar dessa organi-
zação para extrapolar suas características individuais e como os jogadores vão 
interagir entre eles durante o jogo.
Por fim, devemos ter a clara concepção de que a tática coletiva isolada não 
tem efeito sem o desenvolvimento da tática e da técnica individual dos atletas e 
do desenvolvimento das interações que ocorrem nesse sistema.
Estudante, assista ao nosso vídeo e enriqueça seus estudos. Neste vídeo, falare-
mos a respeito de temas relevantes para a área. Recursos de mídia disponíveis no 
conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
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1. Os sistemas de jogo modernos no futebol iniciam sua organização a partir da efetivação dos 
jogadores no setor ofensivo e, assim, surge o sistema de jogo 1×1×1×8. Com as mudanças 
ocorridas nas regras do jogo, esse sistema sofre alteração e passa a ser praticado com a 
configuração 1×2×8. Outras modificações estruturais nas equipes fazem com que apareça o 
sistema denominado de 1×2×2×6. A partir daí, foi criado o sistema de jogo clássico do futebol, 
chamado de “piramidal”, distribuído como 1×2×3×5. Um grande marco na organização dos 
sistemas de jogo foi a mudança da lei do impedimento, que favoreceu o nascimento do 
sistema de jogo chamado de WM, o qual, posteriormente, sofreu adaptações e transfor-
mações, passando a ser conhecido como Sistema Diagonal. Nas Copas do Mundo, surgem 
novidades relacionadas ao futebol e, em grande medida, nos sistemas de jogo.
De acordo com os sistemas de jogo apresentados nas Copas do Mundo, analise as afirma-
tivas a seguir:
I - Na Copa do Mundo de futebol realizada no Chile, o Brasil apresentou um sistema de 
jogo definido como 4×3×2×1.
II - Na Copa do Mundo de futebol realizada no México, pela primeira vez, o Brasil apresentou 
um sistema de jogo definido como 4×3×2×1.
III - Na Copa do Mundo de futebol realizada na Alemanha, a Holanda apresentou um sistema 
de jogo definido como Carrossel Holandês.
IV - Na Copa do Mundo de futebol realizada no México, pela segunda vez, a Argentina apre-
sentou o sistema de jogo 3×5×2.
V - Na Copa do Mundo de futebol de 2002, realizada no Japão e na Coreia, o Brasil utilizou 
o sistema de jogo 3×5×2.
É correto o que se afirma em:
a) II e V, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) III, IV e V apenas.
VAMOS PRATICAR
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2. Com a evolução prática do futebol, no que tange a equipamentos, espaços e preparação 
física, as comissões técnicas concentram seus planejamentos e organizações na posição 
de cada jogador, com o intuito de criar estratégias e possibilidades de vencer os jogos. A 
eficiência e a efetividade desse tipo de trabalho estão diretamente ligadas ao conheci-
mento prévio que a equipe multidisciplinar tem que ter de cada um de seus jogadores, de 
modo individualizado, ao nível técnico, físico, emocional e mental, para poder utilizar as 
caraterísticas da melhor maneira possível dentro do coletivo. Surge, então, a preparação ao 
nível tático, ou seja, como utilizar as características de cada jogador, para montar a melhor 
distribuição dos jogadores dentro do campo de jogo.
Com relação ao principal objetivo da organização tática de uma equipe de futebol é, assinale 
a alternativa correta:
a) Desorganizar o próprio sistema defensivo,fazendo com que o setor de meio decampo 
e o setor ofensivo possam atuar de modo isolado.
b) Utilizar o goleiro da equipe adversária, tentando atingir o gol, principalmente com bolas 
altas, a partir de faltas ou escanteios.
c) Reestruturar a equipe adversária, tentando atingir os seus pontos fortes e utilizando os 
pontos fracos de sua equipe.
d) Desestruturar a equipe adversária, tentando atingir os seus pontos fracos e utilizando os 
pontos fortes de sua equipe.
e) Focar exclusivamente no treinamento físico dos jogadores, ignorando os aspectos técni-
cos e emocionais, para garantir que todos estejam em ótima forma física durante os jogos.
VAMOS PRATICAR
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3. As ações coletivas, no futebol, são vistas como movimentações ordenadas, preestabele-
cidas e treinadas para aproveitar, de maneira mais eficiente, as características individuais 
dos jogadores de uma equipe em relação a suas ações, de forma coletiva. A organiza-
ção das ações coletivas depende dos conhecimentos técnicos de cada jogador, aliados 
à criatividade do técnico que irá utilizar essas características da melhor maneira possível. 
Essas organizações coletivas só terão êxitos se estiverem adequadas às características e 
aos potenciais de cada jogador, que não se resumem à parte física, mas também à parte 
emocional e cognitiva. Existem vários conceitos relacionados a essa temática coletiva, 
identificada como sistema de jogo.
Com base nas reflexões acerca das ações coletivas no futebol, analise os sistemas de jogo 
apresentados a seguir:
I - Sistema de jogo que pode ser considerado o conjunto das táticas que determinam as 
ações e as características de uma equipe, ou seja, a ideia do jogo chamada de desenho 
tático, esquematizações, variações, posturas, sistemas de marcação, detalhes táticos e 
estilos de jogo.
II - Sistema de jogo pode ser considerado um esquema de distribuição dos jogadores pelo 
campo de jogo, que procura atender exclusivamente às necessidades defensivas da 
ocupação do meio-campo e da viabilidade de atacar a meta adversária, objetivando 
fazer gols.
III - Sistema de jogo que pode ser considerado uma forma de distribuição dos jogadores no 
terreno de jogo, a fim de poder ocupar, de maneira racional, todos os setores do campo, 
a fim de, exclusivamente, fazer uso de jogadas com a bola parada.
IV - Sistema de jogo que pode ser considerado uma forma de atuação da equipe, quando 
se trata da distribuição desordenada dos adversários dentro da área de meta, ou seja, é 
o rascunho formado pelos jogadores na lousa.
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, apenas.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
ALVES, S. U. Prescrição e treinamento do futebol e futsal. Florianópolis: Arqué, 2022.
BANGSBO, J.; PEITERSEN, B. Soccer systems & strategies. Champaign: Human Kinetics, 2000.
BAUER, G.; UBERLE, H. Fútbol: factores de rendimiento, dirección de jugadores y del equipo. 
Barcelona: Martínez Roca, 1988.
BORSARI, J. R. Futebol de campo. São Paulo: EPU, 1989.
CAPINUSSÚ, J. M.; REIS, J. Futebol: técnica, tática e administração. Rio de Janeiro: Shape, 2004.
DESHORS, M. O futebol. Lisboa: Estampa, 1998.
DRUBSCKY, R. O universo tático do futebol – escola brasileira. Belo Horizonte: Health, 2003.
EMÍLIO, P. Futebol: dos alicerces ao telhado. 2. ed. Rio de Janeiro: Oficina dos livros, 2004.
FERNANDES, J. L. Futebol: da “escolinha” de futebol ao futebol profissional. São Paulo: Pedagó-
gica e Universitária, 2004.
FRISSELLI, A.; MANTOVANI, M. Futebol: teoria e prática. São Paulo: Phorte, 1999.
GIULIANOTTI, R. Sociologia do futebol – dimensões históricas e socioculturais do esporte das 
multidões. São Paulo: Nova Alexandria, 2002.
LEAL, J. C. Futebol – arte e ofício. Rio de Janeiro: Sprint, 2000.
MELO, R. S. Sistemas e táticas para o futebol. Rio de Janeiro: Sprint, 1999.
PAOLI, P. B; GRASSELI, A. Fundamentos técnicos do futebol. Viçosa: Canal Quatro, 2003.
PARREIRA, C. A. Evolução tática e estratégias. Brasília, DF: EBF, 2005.
SANTOS FILHO, J. L. A. Manual de futebol. São Paulo: Phorte, 2002.
UNZELTE, C. O livro de ouro do futebol. São Paulo: Ediouro, 2002.
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1. Alternativa E 
I. Incorreta. O Brasil não utilizou o sistema 4×3×2×1 na Copa do Mundo realizada no Chile.
II. Incorreta. O sistema 4×3×2×1 não foi introduzido pelo Brasil na Copa do Mundo realizada 
no México.
III. Correta. A Holanda apresentou realmente o sistema conhecido como Carrossel Holandês 
na Copa do Mundo realizada na Alemanha.
IV. Correta. A Argentina utilizou o sistema 3×5×2 pela segunda vez na Copa do Mundo reali-
zada no México.
V. Correta. Na Copa do Mundo de 2002, realizada no Japão e na Coreia, o Brasil utilizou o 
sistema de jogo 3×5×2.
2. Alternativa D 
A organização tática de uma equipe de futebol visa desestruturar a equipe adversária, explo-
rando seus pontos fracos e utilizando os pontos fortes da própria equipe de forma estratégica.
A. Incorreta. Desorganizar o próprio sistema defensivo não é uma estratégia eficaz, pois isolar 
os setores de meio de campo e ofensivo pode prejudicar o desempenho coletivo.
B. Incorreta. Utilizar o goleiro adversário para tentar atingir o gol a partir de bolas altas é uma 
estratégia limitada e não reflete uma abordagem ampla para desestruturar a defesa.
C. Incorreta. Reestruturar a equipe adversária visando seus pontos fortes não é uma estratégia 
lógica; o foco deveria ser explorar suas fraquezas.
E. Incorreta. A organização tática de uma equipe de futebol deve considerar aspectos físicos, 
técnicos, emocionais e mentais dos jogadores. Focar apenas no treinamento físico compro-
meteria a eficácia da equipe em desestruturar o adversário e explorar seus pontos fracos.
3. Alternativa E 
I. Correta. Define o sistema de jogo como o conjunto de táticas que determinam as ações 
e características da equipe, incluindo desenho tático, esquematizações, variações e estilos 
de jogo.
II. Incorreta. O sistema de jogo não atende exclusivamente às necessidades defensivas, pois 
também deve equilibrar aspectos ofensivos e defensivos.
III. Incorreta. O sistema de jogo não se limita exclusivamente a jogadas com bola parada; ele 
abrange toda a dinâmica de jogo.
IV. Incorreta. A descrição de um “rascunho formado pelos jogadores na lousa” não reflete a 
realidade de um sistema de jogo, que é algo que se traduz diretamente nas ações dentro 
do campo e não permanece apenas como um conceito desenhado na lousa.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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UNIDADE 5
MINHAS METAS
TÁTICAS DE JOGO NO FUTSAL
Compreender o conceito da tática aplicada ao futsal.
Entender as características de cada posição e sua implicação na tática.
Aprender os princípios táticos na fase ofensiva e na fase defensiva.
Analisar os tipos de táticas de ataque e suas dinâmicas.
Entender a evolução da dos sistemas de jogo no futsal.
Conhecer os sistemas táticos mais utilizados. 
Compreender as dinâmicas atuais utilizando o goleiro como jogador de linha.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 8
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INICIE SUA JORNADA
Você sabia que, assim como no futebol, o futsal possui os seus sistemas táticos? 
Apesar de muitas vezes o futsal parecer apenas jogadores se movimentando em 
quadra com o objetivo de desorganizar a defesa adversária, toda essa dinâmica 
possui uma organização prévia. 
Ao longo dos anos, o futsal ganhou força, visibilidade e também diversidade 
em sua maneira de pensar e aplicar. Assim como as diversas ideias de treinado-
res ao redor do mundo, as regras do futsal também ditaram a maneira de jogar 
durante anos, com destaque para as mudanças relacionadas com os goleiros.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Será que a compreensão dos sistemas táticos pode proporcionar um novo 
olhar sobre o posicionamento e o papel dos jogadores em quadra? O que isso 
pode despertar no profissional de educação física em relação ao seu ensino damodalidade?
Dessa forma, faremos um aprofundamento nas táticas de jogo no futsal e como 
elas impactam diretamente nas funções dos jogadores e no planejamento da 
comissão técnica.
Será que tática para crianças engessa ou ajuda? Neste episódio, falamos dos ris-
cos de sistemas fechados e ensaiados que limitam a criatividade e como o posi-
cionamento orientado pode, na verdade, abrir espaço para o desenvolvimento e 
decisões criativas. Descubra o equilíbrio ideal neste podcast! Recursos de mídia 
disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
VAMOS RECORDAR?
Você já deve ter ouvido falar que Falcão é o rei do futsal. Agora, fora das quadras, 
ele apresenta um jogador de cada posição, explicando as características que os 
diferenciam e como se completam em quadra. Não perca o vídeo do futsal sendo 
explicado na prática! Por fim, o vídeo também demonstra como as combinações 
entre os jogadores funcionam no jogo, destacando a importância do entrosamento 
para o sucesso do time.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=KTYM67gamAQ
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
OS SISTEMAS DE JOGO NO FUTSAL
Quando se pensa em táticas de jogo no futsal, é importante frisar a importância 
que esse tipo de organização tem para um bom desempenho de uma equipe. 
Muitas vezes, é divulgado que o sucesso de uma equipe acontece por conta das 
ações de seu treinador, o qual faz uso de todos os seus conhecimentos, associados 
aos conhecimentos de seu grupo de jogadores, para montar as táticas de jogo que 
a sua equipe irá utilizar durante uma partida.
Em grande medida, o sistema de jogo no futsal é a distribuição posicional dos 
jogadores na quadra, e a tática de jogo corresponde às possíveis movimentações 
que esses jogadores poderão executar dentro daquilo que o sistema permite fazer 
durante uma partida (Alves; Bello, 2020).
No futsal, é muito comum ver equipes atuando com sistema de jogo que per-
mitem inúmeras variações nas movimentações, nos posicionamentos e nas funções 
de seus jogadores, o que faz essa modalidade esportiva ser extremamente versátil.
Todas as possíveis alterações nas movimentações, nos posicionamentos e nas 
funções dos jogadores em quadra dependem muito das características dos joga-
dores, das características da equipe adversária, do momento do jogo, do placar 
do jogo, dentre outras variáveis que existem durante um jogo de futsal, conforme 
explanam Alves e Belo (2020).
Desde a organização das regras da modalidade e da internacionalização, a 
partir de Mutti (2003), Melo e Melo (2006), e Navarro e Almeida (2008), o futsal 
apresenta, na quadra, duas equipes de cinco jogadores, distribuídos em:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
GOLEIRO
É o jogador que tem o privilégio de poder usar as mãos dentro da sua área penal. Este 
jogador pode sair de sua área penal e atuar como jogador de linha, passando, assim, a 
ter as mesmas regras dos demais atletas. Sua principal função é a de defender a sua 
meta, sendo ainda possível contribuir diretamente em ações ofensivas. O goleiro é o 
responsável pela chamada cobrança do arremesso de meta.
FIXO
É o jogador que, na maioria das vezes, é o último elemento da defesa antes do goleiro, 
colocando-se em posicionamento bastante recuado em relação ao seu ataque. Esse 
jogador faz muitas movimentações, a fim de proteger a sua meta e deve ser um bom 
marcador, principalmente em se tratando de marcação individual. Ele deve ser um 
bom comunicador, pois está à frente do goleiro e, por isso, também tem uma visão 
ampla da quadra de jogo, o que favorece organizar posicionamentos e ações de seus 
companheiros. O fixo também participa do início das jogadas e auxilia os alas, tanto 
nas questões defensivas quanto nas ofensivas.
ALAS
São os jogadores que utilizam as laterais da quadra para fazer suas ações tanto ofen-
sivas quanto defensivas. Esses jogadores são aqueles que fazem a ligação da bola da 
meia quadra de defesa para a meia quadra de ataque e, por isso, devem ser velozes e 
com boa agilidade. Nas ações defensivas, os alas devem contribuir na contenção de 
ações ofensivas da equipe adversária nesse setor da quadra. Nas ações ofensivas, de-
vem organizar as jogadas para que a bola chegue ao pivô. Por ter o formato de um re-
tângulo, a quadra de futsal tem duas laterais, ocupadas pelos alas direito e esquerdo.
PIVÔ
É o jogador que se posiciona de modo mais avançado da quadra, geralmente, na meia 
quadra de ataque. Esse jogador é responsável por fazer a finalização das jogadas, que, 
em grande medida, devem ser concluídas em gol por meio de seus chutes. O pivô 
deve ter um chute bastante forte e ter um bom domínio e controle de bola, visto que, 
muitas vezes, atua de costas para o gol adversário e necessita fazer uma rotação, a fim 
de se posicionar de frente e, assim, poder fazer a conclusão das jogadas. No quesito 
defensivo, o pivô tem um papel importante no posicionamento no meio da quadra, 
para poder ajudar na marcação da saída de bola da equipe adversária.
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Pivô
Ala
Fixo
1-2-1
Figura 1 – Posições dos jogadores no futsal
fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Official_Futsal_position_names.jpg. Acesso em: 29 out. 2024.
Descrição da Imagem: representação simplificada de uma quadra de futsal, de fundo em verde-claro, com posi-
ções específicas marcadas. Há quatro setas, cada uma com um ponto vermelho indicando a posição dos jogadores. 
A seta superior indica um ponto vermelho rotulado como “pivot”, as setas no meio indicam dois pontos vermelhos 
rotulados como “ala”, posicionados próximos à linha branca que delimita o meio da quadra, e a seta inferior, pró-
xima à área do gol, indica um ponto vermelho rotulado como “fixo”. Na parte inferior, há um pequeno semicírculo 
indicando a área do goleiro, o qual é representado por um ponto verde-escuro. No canto superior esquerdo está 
escrito “1-2-1”, indicando a formação representada na imagem. Fim da descrição.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
A partir dessa distribuição dos jogadores e das regras atuais que vigoram na 
prática do futsal, ressalta-se que essa modalidade esportiva exige um raciocínio, 
extremamente, rápido de seus jogadores, no que tange às suas intervenções, 
além de se ter uma condição atlética bem elevada, visto que a dinâmica de jogo, 
atualmente, é de altíssima velocidade.
O jogo de futsal, no segmento do alto rendimento, passou a ficar muito explici-
tado nas ações táticas coletivas, não apenas daquelas oriundas da bola parada, mas, 
principalmente, das organizações de jogadas a partir da bola em movimento, em 
que os treinadores têm papel fundamental na organização tática de suas equipes.
Esse tipo de organização é considerado, muitas vezes, como algo robotizado e 
mecânico, impedindo que o jogador possa ousar em suas ações que não estejam 
predeterminadas, por isso exalta-se, cada vez mais, a figura do treinador, que 
deve planejar as ações de sua equipe, conforme o grupo que tem, considerando 
o tipo de campeonato, a tabela de jogos, o momento do jogo, o placar, dentre 
outros quesitos envolvidos, o que o torna um estrategista que irá tentar duelar, 
taticamente, com o técnico da equipe adversária.
Atualmente, nessas organizações táticas das equipes, identifica-se a versatili-
dade que envolve todos os jogadores, incluindo o goleiro, que participa das cons-
tantes variações táticas que o treinador colocará em prática durante um jogo. As 
equipes de futsal têm jogadores que desenvolveram a capacidade de atuar, pratica-
mente, em todas as posições da quadra, independentemente do sistema utilizado, 
o que demonstra a enorme complexidade tática que essa modalidade atingiu.
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PRINCÍPIOS TÁTICOS
Em um jogo de futsal, Souza (2002) afirma que a atuação de um jogador está 
fortemente condicionada pelo modo como ele percebe e compreende o jogo, 
para melhor coordenar as suas intervenções.
Garganta (2002)acrescenta que um jogador, durante o jogo, deve saber o que 
fazer, a fim de poder resolver o problema que virá posteriormente à sua ação. Visto 
que as decisões, durante um jogo, via de regra, segundo Souza (2002), são táticas, 
pressupõe-se uma atitude cognitiva do jogador para que possa reconhecer, orien-
tar-se e regular suas intervenções. O autor complementa essa ideia afirmando que 
as decisões que um jogador toma, com ou sem a bola, seja de modo individual ou 
coletivo, fazem parte do conceito de tática.
Diante disso, Costa et al. (2009) apresentam a forma de entendimento da 
tática que concede relevância a todas as movimentações dos jogadores norteadas 
pelos princípios táticos que, de acordo com Teodorescu (1984), são as normas 
de base, segundo as quais os jogadores coordenam as suas ações durante as fases 
ofensivas e defensivas.
Os princípios táticos podem ser divididos em princípios gerais e específicos 
ou fundamentais, conforme os estudos de Queiroz (1983), Teodorescu (1984), 
Castelo (1994), Garganta e Pinto (1994), e Costa (2010).
Primeiramente, os princípios táticos gerais preveem o equilíbrio ou o de-
sequilíbrio de situações de igualdade, superioridade ou inferioridade numérica, 
tendo relações espaciais e numéricas, entre os jogadores da mesma equipe e da 
equipe adversária, especialmente nas zonas de disputa da bola.
Por fim, os princípios específicos representam um conjunto de regras que 
orientam as ações dos jogadores e da equipe em duas fases do jogo: defensiva ou 
ofensiva, tendo como principal objetivo criar desequilíbrios na organização da 
equipe adversária.
Na fase ofensiva, observam-se os seguintes princípios: a penetração, a co-
bertura ofensiva, a mobilidade e o espaço.
Já na fase defensiva, observam-se os seguintes princípios: a contenção, a 
cobertura defensiva, o equilíbrio e a concentração.
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Táticas de ataque
Ao discutir o ataque no futebol ou no futsal, Castelo (1999) define, como forma geral 
de organização das dinâmicas dos jogadores no setor de ataque, métodos de jogo 
ofensivo (MJO), os quais têm origem em Portugal, com três formas fundamentais:
CONTRA-ATAQUE
É uma ação tática que acontece durante a transição ofensiva, em especial quando se 
recupera a posse de bola, devendo a equipe chegar o mais rápido possível ao campo 
do adversário, sem dar chances para haver recomposição da defesa. As principais 
condutas são: rápida transição; alta velocidade da bola; poucos jogadores; e contato 
com a bola.
ATAQUE RÁPIDO
É uma ação tática que acontece quando a equipe adversária está organizada na sua 
zona de defesa. As principais condutas são: circulação da bola em profundidade, com 
passes rápidos entre poucos jogadores; realização rápida do ataque; e elevação do 
ritmo de jogo.
ATAQUE POSICIONAL
É uma ação tática que acontece de modo mais lento, ou seja, há uma construção mais 
demorada, por meio de desmarcações de apoio, coberturas ofensivas e passes curtos. 
As principais condutas são: a bola circula mais pelas laterais do que em profundidade; 
alto gasto de tempo; vários jogadores fazem parte do grande número de passes para 
essa organização.
O contra-ataque é uma ação que deve ocorrer de maneira muito objetiva. Assim 
como nas dicas que já vimos, o professor e atual campeão do mundo pela seleção 
brasileira, Marquinhos Xavier, nos apresenta orientações valiosas para realizar um 
contra-ataque de sucesso no vídeo: Situações da Transição Defesa-Ataque.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=FSz385Sm-38
EU INDICO
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Sistema de jogo 2×2
Um dos primeiros sistemas de jogo utilizados no futsal, quando se trata de cate-
gorias de base, foi o 2×2, como afirma Apolo (2004), principalmente por oferecer 
equilíbrio entre a defesa e o ataque. Segundo o autor, esse sistema de jogo é con-
siderado pioneiro da modalidade e originou-se no futebol de salão na década de 
1950, organizado com dois jogadores na defesa (um fixo e um dos alas, podendo 
ser o direito ou o esquerdo) e dois jogadores no ataque (o pivô e o outro ala).
Ainda que a dupla de jogadores seja orientada a ficar mais avançada (no 
ataque) ou mais recuada (na defesa), as funções desses jogadores devem ser mais 
flexíveis, uma vez que a dupla atacante deve ajudar a defesa e a dupla da defesa, 
o ataque, visto que grande parte das equipes de futsal organiza seu ataque e sua 
defesa com, pelo menos, três jogadores.
Uma crítica em relação a esse sistema de jogo é feita por Mutti (2003), que afir-
ma que existem poucas opções de jogadas devido à disposição dos jogadores em 
quadra, resultando em falta de apoio tanto nos setores de defesa quanto de ataque.
O sistema de jogo 2×2 é ótimo para se trabalhar com equipes em fase de 
iniciação, pois permite uma fácil assimilação dos posicionamentos em qua-
dra, bem como da identificação dos setores. Esse sistema favorece um grande 
equilíbrio da equipe referente à relação do setor defensivo com o ofensivo, 
além de propiciar que ambos os setores tenham, em todo momento do jogo, 
ao menos um jogador posicionado. Por outro lado, esse sistema restringe a 
Apontamentos Pedagógicos na Iniciação e na Especialização
O livro Apontamentos Pedagógicos na Iniciação e na Especiali-
zação contribui com a pedagogia do futsal. O livro traz exem-
plos práticos para o treino na fase de iniciação e especialização 
e alerta para os cuidados com o desenvolvimento dos atletas.
O livro permite que profissionais reflitam sobre o processo de 
ensino aprendizagem e entendam na prática qual é a metodo-
logia mais adequada conforme a sua realidade competitiva e 
faixa etária em que atua.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
movimentação e a criatividade dos jogadores, podendo-se tornar deficitário 
no setor defensivo, caso os atacantes se restrinjam a atacar, ou deficitário no 
setor ofensivo, caso os defensores se restrinjam a defender.
Sistema de jogo 2×1×1
Sistema que pode ser considerado uma variação do sistema de jogo 2×2, organi-
zado com dois jogadores na defesa (um fixo e um dos alas que pode ser o direito 
ou o esquerdo), um jogador pelo meio (um dos alas, que pode ser o direito ou o 
esquerdo) e um jogador no ataque (pivô), conforme mostra Mutti (2003).
O jogador posicionado no ataque deve fazer uma marcação ofensiva, pres-
sionando os adversários que estão com a posse da bola, em constante desloca-
mento de um lado para o outro da quadra. Nesse caso, a equipe com a posse de 
bola sofre alta pressão desse atacante, induzindo-a a sair da zona de defesa para 
a zona de ataque. O jogador que se posiciona próximo ao meio da quadra, fará a 
orientação das possíveis trocas de marcação, sendo responsável por acompanhar 
o adversário que se desloca da defesa para o ataque.
É um sistema razoavelmente simples de ser utilizado, não apenas no setor 
defensivo, mas também no setor ofensivo, o que sugere ser adotado por equipes 
nas categorias de base (Mutti, 2003).
Nas equipes de futsal de alto rendimento, esse sistema faz parte da organiza-
ção dos jogadores, principalmente nas jogadas de saída de bola, e tem a intenção 
de enganar a marcação que, porventura, seja de “pressão” do adversário, visto que 
há, nesse sistema, uma aproximação maior de um dos jogadores de frente, em 
relação aos jogadores de defesa.
Sistema de jogo 1×2×1
Sistema que também pode ser considerado uma variação do sistema de jogo 2×2, 
apresentando maiores características de posicionamento com jogadores no setor 
da metade da quadra (Mutti, 2003).
Sua organização, em quadra, acontece no setor defensivo, com um jogador (o 
fixo) no setor da metade da quadra, dois jogadores próximos à linha que divide 
ao meio (o ala direito e ala esquerdo) e, no setor de ataque, um jogador (o pivô), 
sugere Apolo (2004).
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Essa distribuição dos jogadores em quadra fica bem parecida com a fi-
gura geométrica do losango, o que distancia, tanto o fixo quanto o pivô, dos 
jogadores que se concentram na metadeda quadra, nesse caso, os alas. Esse 
posicionamento dos jogadores facilita a reposição de bola do goleiro, princi-
palmente no arremesso de meta, em que terá duas opções (os alas), para fazer 
essa reposição (Mutti, 2003; Apolo, 2004).
A utilização do sistema de jogo 1×2×1 favorece o bloqueio de ações no setor 
de meio de quadra, próximo à linha central, visto que, nesse local, terá dois joga-
dores, os alas (Apolo, 2004). Esses alas também podem ser utilizados para uma 
marcação chamada de “meia pressão” com trocas, ou seja, sem aproximar-se da 
meia quadra de ataque, posicionados, estrategicamente, para evitar organizações 
do adversário, a partir desse setor, facilitando a marcação do pivô no acompanha-
mento da saída de bola da outra equipe, como destaca Mutti (2003). 
O autor afirma que tal cenário indica um acompanhamento dos adversários 
que se deslocam em direção à meia quadra de ataque na saída de bola, pelos alas 
já posicionados para acompanhar essas movimentações.
Por outro lado, esse sistema cria alguns espaços que facilita a troca de passes 
da equipe adversária, principalmente na meia quadra defensiva até a linha central 
o que obriga o pivô acompanhar os diferentes deslocamentos da bola entre a troca 
de passes dos adversários desgastando-o fisicamente (Mutti, 2003; Apolo, 2004).
Sistema de jogo 3×1 ou 1×3
Sistema também conhecido como “diamante” (por sua distribuição dos jogadores 
em quadra se aproximar da figura de um diamante), é considerado um dos mais 
utilizados pelas equipes de futsal e, segundo Saad e Costa (2001), é organizado 
com três jogadores na defesa (dois alas – um direito e um esquerdo – e um fixo 
– centralizado) e um jogador no ataque (pivô). Nessa distribuição dos jogadores, 
esse sistema se torna mais defensivo.
Essa mesma distribuição e organização dos jogadores, nesse sistema, se-
gundo os autores, pode tornar esse sistema mais ofensivo quando os alas, em 
vez de ficarem na meia quadra de defesa, atuam na predominância da meia 
quadra de ataque, ou seja, deixando o ataque com três jogadores (dois alas mais 
o pivô) e a defesa apenas com um jogador (fixo). Nesse caso, o sistema passa 
ser conhecido como 1×3.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Os alas, especificamente, atuam tanto na marcação dos adversários quanto 
nas saídas de bola ao ataque (Saad; Costa, 2001). Para que haja essa variação de 
enfoque desse sistema, no setor defensivo ou setor ofensivo, é imprescindível 
ressaltar a importância da preparação física dos atletas, a fim de que consigam 
efetivar essas movimentações com alta velocidade durante um jogo, como co-
menta Saad e Costa (2001).
Para Mutti (2003), esse sistema tem uma alta complexidade em sua organi-
zação, visto que três dos quatro jogadores de linha (ora os dois alas e o fixo, ora 
os dois alas e o pivô) atuam na mesma região da quadra, o que viabiliza a possi-
bilidade de combinar algumas variações e trocas de posições durante as jogadas.
Em grande medida, segundo Mutti (2003), os treinadores que usam esse sis-
tema de jogo planejam muitas trocas de passes, com muitas trocas de posições, 
no sentido de manter e facilitar a criação de jogadas ofensivas.
O Manual Evolução de Futsal Juvenil da CONMEBOL traz um conhecimento ge-
nuíno do futsal sul-americano, com foco no desenvolvimento de jovens talentos 
nas categorias de base. O manual aborda de forma avançada comportamentos 
táticos ofensivos e defensivos, sistemas táticos detalhados, táticas de bola parada 
e conceitos de organização defensiva. É um conteúdo rico para quem busca um 
entendimento profundo e estratégico do futsal.
Acesse em: https://unigra.com.br/ler/356_MANUAL-EVOLUCAO-DE-FUTSAL-
-JUVENIL---CONMEBOL
EU INDICO
Sistema de jogo 4×0, 0×4 ou quatro em linha
O sistema 4×0, ou quatro em linha, necessita, efetivamente, de jogadores que 
tenham um alto nível, no que se refere a gestos, fundamentos ou habilidades téc-
nicas individuais, que devem ser realizados de modo preciso, associado ao grau 
elevado de preparação física a ser solicitado durante todo o transcorrer de uma 
partida (Saad; Costa, 2001; Mutti, 2003; Apolo, 2004).
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Desse modo, a organização dos jogadores em quadra, nesse sistema, propõe 
que os quatro jogadores de linha façam movimentações simultâneas por todos 
os setores da quadra, ocupando, assim, todos os espaços, em uma troca constante 
de posições. 
Esse tipo de troca e de movimentação pelos vários setores da quadra permite 
que haja várias opções para trocas de passes, infiltrações, fintas, dribles e grande 
quantidade de oportunidades para conclusão e finalização de uma jogada de 
ataque (Mutti, 2003).
Quando uma equipe utiliza esse sistema de jogo, terá a possibilidade de pro-
mover uma maior dinâmica na movimentação dos atletas, o que pode viabilizar 
maiores chances de chegar ao gol adversário (Saad; Costa, 2001).
Os autores ainda ressaltam que a equipe que se defende do sistema de jogo 
4×0, ou quatro em linha, sempre terá grande dificuldade em organizar, de maneira 
efetiva, a marcação, pois a movimentação constante e a rápida troca de posições 
e de setores dos jogadores em condições de ataque desestabilizam as defesas, 
principalmente quando um jogador consegue fazer uma infiltração e recebe uma 
bola próxima ao gol.
A bola, nesse sistema de jogo, segundo Mutti (2003), está em alta velocidade, 
a partir da promoção de passes rápidos dos jogadores que se movimentam pela 
quadra, o que faz com que, tanto a equipe que ataca quanto a equipe que se de-
fende, tenham um grande desgaste físico, visto que, praticamente, não existem 
momentos de pausa enquanto a bola está em jogo.
Ainda para Mutti (2003), partindo do pressuposto de que a equipe na orga-
nização em quadra do 4×0, ou quatro em linha, deve ter jogadores com gestos, 
fundamentos ou habilidades técnicas individuais bem treinados, o tempo de 
posse de bola dessa equipe é muito grande, o que favorece o aumento de opor-
tunidades para finalizar as jogadas em gol.
Quando uma equipe se dispõe a fazer uma marcação sob pressão, a equipe pres-
sionada, ao usar o sistema de jogo 4×0, ou quatro em linha, terá grandes chances de 
se desvencilhar dessa marcação, pois a velocidade, nos deslocamentos dos jogadores 
para se colocarem em posição de receber a bola, dificulta os marcadores da equipe 
que faz uso da marcação sob pressão, no sentido de acompanharem o tempo todo 
os adversários em suas movimentações em alta velocidade (Saad; Costa, 2001).
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Para que uma equipe utilize esse sistema de jogo, é imprescindível que, se-
gundo Saad e Costa (2001), além de serem incorporados, em um nível elevado, 
os gestos, os fundamentos ou as habilidades técnicas individuais, os jogadores 
devem ter uma percepção e um reconhecimento espacial da quadra muito bem 
interiorizado, a fim de que possam se deslocar, para receber passes e, assim, efe-
tivar as jogadas com maiores possibilidades de fazer o gol.
Os autores ainda falam que o ponto forte desse sistema está no espaço defen-
sivo deixado pelos jogadores da equipe adversária (Saad; Costa, 2001). Ainda que 
a movimentação tenha sua origem na meia quadra defensiva, esse sistema é con-
siderado altamente ofensivo, identificado pela progressão gradual dos jogadores 
do setor defensivo para o meio da quadra e, posteriormente, para o setor ofensivo.
Esse sistema ainda permite uma variação do 4×0 para o chamado 0×4, tor-
nando-o mais ofensivo. Nesse caso, os jogadores, em vez de iniciarem as movi-
mentações e as trocas de posições no setor defensivo, já iniciam essas circulações 
no setor ofensivo. Esse cenário reverencia o aumento da exigência física e técnica 
e, por isso, é utilizado mais perto do final do jogo em uma situação de placar 
desfavorável, por exemplo, quando a equipe precisa fazer algum gol para sair de 
um empate ou tentar vencer o jogo quando o placar está em igualdade. É evidente 
que, nessa tomada de posições em 0×4, o setor defensivo fica extremamente vul-
nerávelem relação à viabilidade de sofrer gols (Saad; Costa, 2001; Mutti, 2003).
Sistema de jogo 1×2×2, 3×2, 2×3, 1×4 ou goleiro-linha
O sistema de jogo 1×2×2, 3×2, 2×3, 1×4, ou “goleiro-linha”, é utilizado, geralmente, 
pelas equipes quando estão em desvantagem no placar, precisando fazer gols para 
igualar o resultado, sair de um empate ou, ainda, quando o treinador opta por 
manter a posse de bola com sua equipe por um tempo maior, passando a bola, 
rapidamente, em todos os setores da quadra, tentando fazer com que a equipe 
adversária sofra um maior desgaste físico por ficar, a todo custo, conseguir a posse 
de bola (Balzano, 2018).
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A principal vantagem gerada pelas equipes que utilizam esse sistema de jogo é a 
superioridade numérica disponibilizada nos setores da quadra, ou seja, a equipe 
que utiliza o sistema de jogo 1×2×2, 3×2, 2×3, 1×4, ou “goleiro-linha”, terá cinco 
jogadores de linha contra quatro jogadores de linha da equipe adversária, o que 
indica uma possibilidade de ficar mais tempo com a posse de bola, aumentado, 
assim, as chances de finalizações das jogadas.
Por outro lado, a retirada do goleiro de sua área penal fica muito mais exposta 
e vulnerável a sofrer gols, principalmente de média e longa distância, caso os seus 
jogadores de linha percam a posse de bola (Saad, 2005).
Atualmente, os goleiros regulares têm passado por treinamentos específicos de 
gestos, fundamentos ou habilidades técnicas individuais dos jogadores de linha, 
a fim de poderem, durante uma partida, serem utilizados nessas funções sem a 
necessidade de substituição por um jogador de linha (Balzano, 2018; Saad, 2005).
As regras do jogo de futsal mudaram algumas vezes durante os anos, impactan-
do diretamente o uso do goleiro-linha (quando o goleiro participa efetivamente 
das jogadas de ataque) ou do linha-goleiro (quando um jogador de linha entra na 
quadra para participar como um jogador em superioridade numérica). Em 2013, o 
goleiro passou a poder participar com bola apenas uma vez em seu campo de de-
fesa (contando com o arremesso de meta), podendo receber por vezes ilimitadas 
no campo de ataque da sua equipe ou receber mais uma vez caso o adversário 
tenha tocado na bola (CBFS, 2024).
APROFUNDANDO
Agora que você entendeu como funciona o goleiro linha, vamos ver na prática com 
o rei do futsal “Falcão” ensina os movimentos, variações e dicas no vídeo: Aprenda 
a jogar sendo goleiro-linha – Falcão novo técnico?.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=YF2eMO8mxmY
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Estudante, assista ao nosso vídeo e enriqueça seus estudos. Neste vídeo, falare-
mos a respeito de temas relevantes para a área. Recursos de mídia disponíveis no 
conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
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NOVOS DESAFIOS
Todas as modalidades esportivas possuem as suas próprias táticas de jogo, que 
são constantemente atualizadas, pela quantidade e qualidade profissionais que 
atuam na área, em que muitos buscam inovar, criar, estudar e até adaptar ideias 
para a sua realidade.
No futsal isso não se difere e cada sistema tático aqui citado nos remete a 
reflexões para o contexto da prática, como, qual impacto de cada estrutura no 
jogar da equipe e no desenvolvimento e potencialização dos atletas?
Dessa forma, podemos interpretar os sistemas táticos de maneira direta para a 
quadra, levando em consideração cada estilo de jogo que pretendemos apresentar.
O sistema 2x2 oferece um maior equilíbrio entre defesa e ataque, facilitando 
o ensino para categorias menores, no entanto, pode não ser tão produtivo na 
especialização, pois pode limitar a criatividade dos jogadores, por ser um sistema 
mais fixo. Já o sistema 2x1x1 possui uma facilidade de implantação, enquanto o 
1x2x1 auxilia em um bloqueio mais eficaz no meio da quadra. 
O sistema 3x1 possibilita uma maior ocupação defensiva, podendo ser o con-
trário quando passamos para o 1x3, já que torna o time mais ofensivo, com três 
jogadores mais próximos da meta. Esses sistemas 3x1 e 1x3 facilitam a troca de 
posições entre jogadores e permitem manter uma boa circulação de bola. 
O sistema 4x0 ou 0x4 oferece aos jogadores uma movimentação mais dinâ-
mica, proporcionando maior dificuldade de marcação para o adversário, além 
de facilitar finalizações e a posse de bola. 
Por fim, a estratégia do goleiro-linha tem sido utilizada em dois momentos 
principais: para manter a posse de bola, apesar do risco de sofrer um gol por es-
tar exposto e a segunda e principal utilização é no fim da partida, visando criar 
superioridade numérica e aumentar as chances de finalização.
Diante das características táticas do futsal e suas aplicações, é essencial que o 
profissional de educação física saiba como aplicar esse conhecimento na prática, 
adaptando-o aos jogadores disponíveis.
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1. Sabemos que no futsal atual, o goleiro atuando como jogador de linha tem se tornado cada 
vez mais comum, exigindo dos goleiros uma capacidade cada vez maior de participar da 
primeira fase de construção ofensiva da equipe, impactando tanto na maneira de jogar das 
equipes quanto do treinamento.
Com relação ao goleiro-linha no futsal atual, indique a alternativa correta:
a) O goleiro-linha é geralmente utilizado quando a equipe está com vantagem no placar, 
possibilitando uma segurança maior por ter um jogador de linha a mais no jogo.
b) A principal vantagem do goleiro-linha é manter a igualdade numérica nos setores da 
quadra.
c) O uso do goleiro-linha diminui a chance de a equipe finalizar, já que o goleiro possui uma 
menor qualidade de finalização.
d) A utilização do goleiro-linha oferece poucos riscos, pois oferece uma superioridade para 
a equipe.
e) Os goleiros têm passado por treinamentos específicos semelhantes aos jogadores de 
linha, para que os treinadores precisem cada vez menos recorrer a um jogador de linha 
como goleiro.
2. As equipes de futsal e de futebol de salão, em grande medida, distribuem os seus jogadores 
em quadra divididos por algumas funções, sendo muito comum identificar essas posições 
a partir dos diferentes sistemas de jogo utilizados, os quais permitem muitas variações 
em relação, principalmente, às movimentações. Essas movimentações e posicionamentos 
dependem, sobretudo, das características individuais dos jogadores de futsal. As principais 
funções e posições dessa modalidade podem ser definidas como: goleiro, fixo, alas e pivô.
VAMOS PRATICAR
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A respeito das funções e posições no futsal, analise as alternativas a seguir:
I - Goleiro é o jogador que tem o privilégio de poder usar as mãos dentro da sua área penal. 
Pode sair de sua área penal e atuar como jogador de linha, passando, assim, a ter as 
mesmas regras dos demais atletas. Sua principal função é defender a sua meta, podendo, 
ainda, contribuir diretamente em ações ofensivas. O goleiro é responsável pela chamada 
cobrança do arremesso de meta.
II - Fixo é o jogador que, na maioria das vezes, é o primeiro elemento da defesa depois do 
goleiro, colocando-se em posicionamento bastante recuado em relação ao seu ataque. 
Esse jogador faz muitas movimentações, a fim de proteger a sua meta, e deve ser um 
bom marcador, principalmente em se tratando de marcação coletiva. Deve ser um bom 
comunicador, pois tem uma visão ampla da quadra de jogo, o que favorece organizar 
posicionamentos e ações de seus adversários. Também participa do início das jogadas 
e auxilia o goleiro tanto nas questões defensivas quanto nas ofensivas.
III - Alas são os jogadores que utilizam as laterais da quadra para fazer suas ações, tanto 
ofensivas quanto defensivas. São os jogadores que fazem a ligação da bola da meia 
quadra de defesa para a meia quadra de ataque e, por isso, devem ser velozes e com 
boa agilidade. Nas ações defensivas, devem contribuir na contenção de ações ofensivas 
da equipe adversária nesse setor da quadra. Nas ações ofensivas, devem organizar as 
jogadas, para quea bola chegue ao pivô. Por ter o formato de um retângulo, a quadra de 
futsal tem duas laterais, que são ocupadas pelos alas direito e esquerdo.
IV - Pivô é o jogador que se posiciona de modo mais avançado da quadra, geralmente, na 
meia quadra de ataque. Esse jogador é responsável por fazer a maioria das finalizações 
das jogadas, que, em grande medida, devem ser concluídas em gol, a partir de seus 
chutes. O pivô deve ter um bom chute e um bom domínio e controle de bola, visto que, 
muitas vezes, atua de costas para o gol adversário e necessita fazer uma rotação, a fim 
de se posicionar de frente e, assim, poder fazer a conclusão das jogadas. No quesito 
defensivo, o pivô tem um papel importante no posicionamento no meio da quadra, para 
poder ajudar na marcação da saída de bola da equipe adversária.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV. 
VAMOS PRATICAR
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3. O sistema de jogo no futsal visa potencializar a equipe por meio da distribuição posicional 
dos jogadores na quadra da forma mais racional possível, na qual o sucesso de uma equipe 
muitas vezes está associado às ações de seu treinador, quando este utiliza os seus conhe-
cimentos aliados aos conhecimentos de seu grupo de jogadores.
Com relação à utilização do sistema de jogo no futsal e às características dos jogadores, 
analise as afirmativas a seguir:
I - O sistema 2x2 é ideal para jogadores criativos, pois favorece a criação de jogadas, já que 
possui dois jogadores de ataque na equipe.
II - Quando a equipe possui pelo menos um jogador com características de pivô com força 
e boa finalização, o sistema 1x2x1 e o 1x3 são os mais indicados para potencializar a 
utilização desse jogador.
III - Jogadores com velocidade, com bom drible e finta, podem se adaptar bem ao sistema 
quatro em linha, pois podem gerar mais movimentações, dificultando a marcação ad-
versária.
IV - Equipes com jogadores com características mais defensivas podem se beneficiar se a 
escolha do treinador for pelo sistema tático 3x1.
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
ALVES, S. U. Prescrição e treinamento do futebol e futsal. Florianópolis: Arqué, 2022.
ALVES, U. S.; BELLO, N. Futsal: conceitos modernos. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2020.
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BALZANO, O. N. Modelo de jogo de uma equipe de futsal. São Paulo: Fontoura, 2018.
CASTELO, J. Futebol: modelo técnico-táctico do jogo. Lisboa: Edições F. M. H. da Universidade 
Técnica de Lisboa, 1994.
CASTELO, J. Fútbol: estructura y dinámica del juego. Barcelona: Editorial Inde, 1999.
CBFS – CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTSAL. Futsal: leis do jogo. Fortaleza: CBFS, 2024. 
Disponível em: https://cbfs.com.br/cbfsadm/arquivos/Site/228_.pdf. Acesso em: 29 out. 2024.
COSTA, I. T. Comportamento tático no futebol: contributo para a avaliação do desempenho dos 
jogadores em situação de jogo reduzido. 2010. Dissertação (Doutorado) – Faculdade de Despor-
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Claro, v. 15, p. 1-15, 2009.
GARGANTA, J. Competência de ensino de jovens futebolistas. Lecturas, Educación y Deportes, 
Buenos Aires, v. 8, n. 45, p. 1-3, 2002. Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd45/ensino.
htm. Acesso em: 29 out. 2024.
GARGANTA, J.; PINTO, J. O ensino do futebol. In: GRAÇA, A.; OLIVEIRA, J. (ed.). O ensino dos jogos 
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MELO, R. S.; MELO, L. B. Ensinando futsal. São Paulo: Sprint, 2006.
MUTTI, D. Futsal: da iniciação ao alto nível. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2003.
NAVARRO, A. C.; ALMEIDA, R. Futsal. São Paulo: Phorte, 2008.
SAAD, M. A. Movimentação ofensiva e defensiva. São Paulo: Visual Books, 2005.
SAAD, M. A.; COSTA, C. Futsal: movimentações defensivas e ofensivas. Florianópolis: Bookstore, 
2001.
SOUZA, P. Validação de teste para avaliar a capacidade de tomada de decisão e o conheci-
mento declarativo em situações de ataque no Futsal Dissertação (Mestrado em Educação 
Física) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2002.
TEODORESCU, L. Problemas da teoria e metodologia nos jogos desportivos. Lisboa: Livros 
Horizonte, 1984.
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1. Alternativa E 
Os goleiros têm passado por treinamentos específicos semelhantes aos jogadores de linha, 
tornando menos necessário o uso de um jogador de linha como goleiro.
A. Incorreta. O goleiro-linha é geralmente utilizado quando a equipe está em desvantagem, 
para tentar aumentar a pressão ofensiva.
B. Incorreta. A principal vantagem do goleiro-linha é criar superioridade numérica, e não 
apenas manter a igualdade nos setores da quadra.
C. Incorreta. O uso do goleiro-linha visa aumentar as chances de finalização, não diminuir.
D. Incorreta. A utilização do goleiro-linha oferece riscos, como a possibilidade de sofrer um 
gol em contra-ataque, apesar da superioridade numérica.
2. Alternativa E 
I. Correta. Define o goleiro como o jogador que pode usar as mãos dentro da sua área penal 
e é responsável por defender a meta, além de participar em ações ofensivas.
II. Correta. Descreve o fixo como o primeiro elemento da defesa depois do goleiro, destacando 
sua função defensiva e sua habilidade de organização no jogo.
III. Correta. Apresenta os alas como jogadores que utilizam as laterais da quadra, com funções 
ofensivas e defensivas, e são responsáveis pela ligação entre a defesa e o ataque.
IV. Correta. Caracteriza o pivô como o jogador que finaliza as jogadas na meia quadra de 
ataque e tem um papel importante tanto nas finalizações quanto na marcação defensiva.
3. Alternativa E 
I. Incorreta. O sistema 2x2 não é o mais indicado para jogadores criativos, sendo mais utili-
zado para equilíbrio entre ataque e defesa, e não necessariamente para favorecer a criação 
de jogadas.
II. Correta. Os sistemas 1x2x1 e 1x3 são ideais para equipes que possuem um jogador com 
características de pivô, permitindo aproveitar sua força e boa finalização.
III. Correta. O sistema quatro em linha é adequado para jogadores rápidos, com bom drible 
e finta, gerando mais movimentações e dificultando a marcação adversária.
IV. Correta. Equipes com jogadores mais defensivos podem se beneficiar do sistema 3x1, 
que oferece maior proteção à defesa.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MEU ESPAÇO
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MINHAS METAS
TREINAMENTO DAS 
TÁTICAS DE JOGO
Entender os conceitos táticos fundamentais.
Compreender os níveis de treinamento tático no futebol.
Aprofundar metodologias de treino tático.
Compreender os treinamentos táticos aplicados ao futsal.
Explorar ideias de treinamentos táticos práticos.
Analisar os treinos táticos ofensivos e defensivos no futsal.
Estudar os treinos táticos ofensivos e defensivos no futebol.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 9
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INICIE SUA JORNADA
Como passar um treino tático do papel para a quadra ou campo? Como utilizar 
a teoria na prática? Este é o questionamento que o traz aqui, especialmente após 
estudar as bases do treinamento, como a periodização e as características das 
habilidades físicas e motoras.
O treino tático é frequentemente considerado um dos mais desafiadores, pois 
envolve a integração das características de todos os jogadores em prol do coletivo, 
no entanto, é também visto como um dos mais prazerosos, pois é nesse contexto 
que a comissão técnica ajusta os erros dos jogos passados e planeja novas estra-
tégias. Além disso, é no treino tático que se busca melhorar os princípios táticos 
individuais que os jogadores precisam desenvolver.
Assim, precisamos compreender como treinar, porque treinar, qual o objeti-
vo, qual método mais adequado e quaisprincípios devemos focar, seja coletiva 
ou individualmente. É fundamental perceber que tudo isso constitui um ciclo 
de reflexões entre prática e teoria, em que cada um retroalimenta o outro. Essa 
relação é interdependente, sendo um processo contínuo de avaliação e adaptação 
ao longo do tempo.
Será que estamos treinando da mesma forma que jogamos e vice-versa? Neste 
episódio, abordamos os desafios que treinadores enfrentam na escolha das me-
lhores abordagens, a importância especificidade dos treinos e como evitar os cair 
nas armadilhas da globalização no treinamento.. Recursos de mídia disponíveis 
no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
VAMOS RECORDAR?
O modelo de jogo no futebol consiste em fases: organização ofensiva e defensiva, 
transição ofensiva e defensiva e bola parada. Na prática, o treinamento tático se 
concentra na escolha de uma ou mais dessas fases, trabalhadas simultaneamente, 
com o conceito de aumento da complexidade e é isso que vamos ver no vídeo 
#1 Sessão de Treino Transição Ofensiva, que apresenta um treino progressivo 
começando com um jogo reduzido sem goleiros, no qual quatro duplas jogam. 
Uma equipe aguarda enquanto duas mantêm a posse contra uma dupla que 
marca. Ao recuperar a bola, a equipe defensiva passa rapidamente para a equipe 
que estava descansando, atuando em um 4 x 2. Em seguida, o campo é ampliado 
com a adição de um goleiro, jogando em um espaço de 6 x 3. Se a equipe sair 
do retângulo, transita para um 6 x 7 para marcar; se a defesa recuperar, realiza a 
transição ofensiva para os golzinhos laterais. O treino conclui com um jogo 11 x 11, 
com três goleiros, no qual as equipes buscam recuperar a bola e acelerar o jogo, 
enfatizando a transição ofensiva.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=cPfJykoCqOA
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
PRINCÍPIOS TÁTICOS DO TREINAMENTO
A principal ideia na organização de treinamentos táticos de uma equipe de fute-
bol ou de futsal é organizar um conjunto de agentes, em interação, que cooperam 
com objetivos e comportamentos comuns, buscando criar ordem e estabilidade 
no contexto de desordem e instabilidade que acontece durante um jogo.
Nessas atividades, deve-se prever situações em que os jogadores, tanto em 
ações coletivas quanto em ações individuais, busquem uma melhor ocupação 
espacial do campo jogo.
Diante disso, Garganta e Pinto (1994) sugerem que os princípios táticos 
formam um conjunto de normas comportamentais relacionadas ao jogo, que 
proporciona aos jogadores a possibilidade de atingirem rapidamente soluções 
táticas para os problemas advindos das situações que defrontam. Outros auto-
res, como Worthington (1974), Hainaut e Benoit (1979), Queiroz (1983), Bayer 
(1994), Castelo (1999) e Costa et al. (2010), organizam princípios que regem os 
treinamentos táticos, conforme descrito a seguir.
Os princípios gerais se pautam nas relações espaciais e numéricas entre os 
jogadores da equipe e os adversários, nas zonas de disputa pela bola, são:
 ■ não permitir a inferioridade numérica;
 ■ evitar a igualdade numérica
 ■ procurar criar a superioridade numérica.
Os princípios operacionais são relacionados a conceitos atitudinais para as 
duas fases do jogo, sendo:
 ■ defensivos: anular as situações de finalização; recuperar a bola; impedir 
a progressão do adversário; proteger a meta; reduzir o espaço de jogo 
adversário;
 ■ ofensivos: conservar a bola; construir ações ofensivas; progredir pelo 
campo de jogo adversário; criar situações de finalização; finalizar à meta 
adversária.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Os princípios fundamentais sugerem a possibilidade de desequilibrar a or-
ganização da equipe adversária e estabilizar a própria organização nos aspectos 
defensivo ou ofensivo:
 ■ defensivos: contenção; cobertura defensiva; equilíbrio; concentração; 
unidade defensiva;
 ■ ofensivos: penetração; mobilidade; cobertura ofensiva; espaço; unidade 
ofensiva.
Para quem deseja se aprofundar nos princípios táticos fundamentais, um dos ar-
tigos precursores foi o de Costa et al. (2009), que detalha cada princípio e ressalta 
como eles podem ser aplicados nas fases ofensiva e defensiva do jogo.
Acesse em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/
article/view/2488/2534
EU INDICO
Queiroz (1983), Garganta e Oliveira (1996) e Casarin et al. (2011) acrescentam 
princípios relacionados ao modelo de jogo, que se caracterizam como padrões 
de ação tática de intencionalidades e regularidades, em que os jogadores se ma-
nifestam em diferentes medidas, a partir dos diferentes cenários do jogo, sempre 
obedecendo às ideias de jogo do treinador, em todos os níveis do jogo, seja indi-
vidual, grupal, setorial, intersetorial ou coletivo.
TREINAMENTO DAS TÁTICAS DE JOGO NO FUTEBOL
Dentre as ferramentas mais eficientes a serem utilizadas para o treinamento das 
táticas no futebol estão os chamados pequenos jogos e os jogos para desenvolver a 
inteligência tática, nos quais o treinador deve utilizar todos os recursos de apren-
dizagem, como uma apresentação verbal ou visual (campo magnético, quadro 
branco, lousa, fotos, vídeos etc.) e também a demonstração no campo.
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Partindo do conceito de tática, apresentado por Teoldo, Guilherme e Gargan-
ta (2015), que afirmam ser a gestão do espaço, acrescentando o conceito de Greco 
(2006), sugerindo ser a capacidade de solucionar problemas e tomar decisões 
durante o jogo, o treinamento tático, a partir de Praça e Greco (2020), pode ser 
definido como o processo pedagógico que deve construir e organizar oportuni-
dades de aprendizagem, com objetivo de melhorar a capacidade de tomada de 
decisão do indivíduo em diferentes situações do jogo.
Esses autores ressaltam que treinamentos táticos, no futebol, devem seguir 
uma lógica progressiva, ou seja, partir das atividades simples para as complexas. 
Nessa perspectiva, quanto maior a complexidade da atividade, maior será a chan-
ce de erro, e isso deve ser levado em conta no processo a longo prazo, uma vez que 
os membros da equipe multidisciplinar devem definir objetivos e metas de cada 
uma das atividades, com a percepção dessa relação entre o nível de dificuldade e 
a possível taxa de erro que poderá acontecer.
Os pequenos jogos utilizados nos treinamentos táticos do futebol têm de-
monstrado uma expressiva melhora, no que tange à tomada de decisão dos atletas 
diante de situações ocorridas em um jogo (Práxedes et al., 2019). Desse modo, 
esse tipo de atividade apresenta situações e contextos muito próximos àqueles 
que acontecem em um jogo real e, assim, produzem respostas mais rápidas e uma 
sensível redução do tempo de reação em um ambiente de jogo.
Os jogos para desenvolver a inteligência tática são jogos coletivos, criados 
com alterações de regras, que, segundo Balzano (2007), não têm tanta exigência 
quanto à execução perfeita da habilidade técnica individual, mas que permitem 
a vivência e a experimentação dessas habilidades de forma implícita. A ideia é 
fazer com que o sujeito tenha interesse em participar das atividades, sem que haja 
obrigatoriedade, induzindo-o ao aprendizado coletivo do jogo, que deve ser pra-
ticado com prazer, em detrimento das longas repetições de exercícios específicos. 
Esses jogos podem trazer vários benefícios aos participantes, que devem manter 
uma concepção positiva do esporte, incorporando o hábito regular da prática de 
atividades físicas para toda a vida.
Bompa (2002) divide o trabalho tático em quatro níveis, referindo-se à pro-
gressão do treinamento, os quais fazem relação direta com a periodização, es-
tabelecendo um planejamento integrado entre os aspectos físicos, fisiológicos, 
técnicos, táticos, emocionais e psicológicos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
No Nível 1, o autor ressalta que o objetivo é introduzir o trabalho de fute-
bol, o trabalho de campo e a relação com a bola, sendo empregado noinício 
da preparação, quando o volume do condicionamento físico é alto, tendo um 
objetivo mais geral, sem muitos detalhes táticos aprofundados. A introdução aos 
sistemas táticos e às táticas de jogo é desenvolvida e trabalhada de modo bem 
generalista, tendo, sim, exercícios com baixa intensidade, baixa duração e pausa 
longa (Bompa, 2002).
No Nível 2, a exigência física, aliada ao trabalho com bola, aos sistemas táticos 
e às táticas propostos, começam a aparecer de modo mais intenso e com mais 
especificidade. Os exercícios são desenvolvidos com baixa e média intensidade, 
baixa e média duração e com pausa média e longa (Bompa, 2002).
No Nível 3, o trabalho com bola passa a ser mais intenso e acontece como 
complemento do trabalho de condicionamento físico. O trabalho tático é bem 
específico e todas as variantes são empregadas nesta etapa. Os exercícios são 
desenvolvidos com alta intensidade, média e alta duração, pausa curta e média 
(Bompa, 2002).
No Nível 4, por ser a última etapa, deve-se fazer uma verificação de todo o 
treinamento executado, ou seja, com a participação em jogos amistosos e ofi-
ciais, é possível verificar o resultado do total dos treinamentos. Os exercícios são 
desenvolvidos com altíssima intensidade, com alta duração e, praticamente, sem 
pausa (Bompa, 2002).
Em cada nível de trabalho, segundo Bompa (2002), o treinador e o preparador 
físico devem planejar os exercícios conforme a periodização dos treinamentos. 
Assim, os exercícios devem ser aplicados com objetivos que vão muito além do 
condicionamento físico, devendo atingir questões técnicas e táticas concomitan-
temente, bem como o aprendizado que cada jogador deve incorporar em relação 
ao jogo de modo coletivo. Ressalta-se que a individualidade e a técnica gestual 
devem ser respeitadas, mas o objetivo comum, em conjunto, deve ser a prioridade.
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MÉTODOS DE ENSINO DAS TÁTICAS DE JOGO NO FUTEBOL
Existem diferentes maneiras de treinar as táticas do futebol, com destaque para 
o método situacional e o método analítico (Silva; Greco, 2009).
Método situacional
No método situacional, o indivíduo deve adquirir uma capacidade geral, re-
lacionada ao jogo, propriamente dito, a partir de situações possíveis da própria 
realidade de jogo (Kröger; Roth, 2002). A principal ideia desse método, de acor-
do com Greco (1998), é desenvolver a competência do jogador em solucionar 
os problemas motores específicos de uma modalidade esportiva, com base no 
desenvolvimento de suas capacidades coordenativas e técnico-motoras.
Autores, como Greco e Chagas (1992), Graça e Oliveira (1998) e Greco (1998), 
destacam que o método situacional é organizado a partir de jogadas básicas, ex-
traídas de situações de jogo envolvendo comportamentos individuais e coletivos, 
tendo grande proximidade com as ações do jogo competitivo formal, relaciona-
das ao aprendizado das habilidades técnicas por meio de resolução de problemas.
Greco (1998) afirma que as situações ou as estruturas funcionais desse mé-
todo possibilitam o indivíduo confrontar as reais situações de jogo, sendo os 
planejamentos feitos a partir de situações problemas, que podem ser formadas 
por um ou mais jogadores, os quais irão desenvolver em situações reais de jogo, 
tanto no âmbito defensivo quanto no âmbito ofensivo.
Na utilização desse sistema de trabalho, entra em destaque o sistema de me-
mória humano, que incide na recordação e no reconhecimento de fatos que estão 
interligados ao sistema de recepção, transmissão e elaboração de informação. 
Segundo Greco (1998), os mecanismos de memória, de recordação e de reconhe-
cimento são ativados conforme as situações de jogo que aparecerão, enaltecendo 
o desenvolvimento das capacidades cognitivas do jogador, como a percepção, a 
antecipação e tomada de decisão.
Em grande medida, a variação do uso desse método acontece, de acordo 
com Greco (1998), nas seguintes questões: quanto aos jogadores – aumentando 
ou diminuindo o número; quanto ao espaço – o aumentando ou diminuindo; 
quanto à forma de definição de jogo.
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Método analítico
No método analítico, Coutinho e Silva (2009) enfatizam que a característica 
inicial é a divisão para a aprendizagem das partes de cada modalidade esportiva, 
seguida da união dessas partes, finalizando com o jogo propriamente dito. Silva 
(2007) acrescenta que esse método fragmenta o jogo, a partir da máxima que se 
deve aprender para jogar, otimizando, assim, os gestos técnicos.
Greco (2001) comenta que esse método apresenta uma organização de exercí-
cios em série, com a finalidade da prática do jogo ou, ainda, de obter êxito na pró-
pria ação técnica. Garganta (2002) complementa que esse método tem privilegiado 
o treinamento do gesto técnico, com um retardo relativo à abordagem do jogo, o 
que acontecerá apenas quando os gestos tiverem eficiência e eficácia reconhecidas.
De modo geral, o método analítico tem, como base, a fragmentação dos diver-
sos quesitos que fazem parte do processo de ensino e são exercitados de modo iso-
lado, sendo, posteriormente, integrados nas situações reais do jogo (Duarte, 2006).
Os princípios desse método, de acordo com Rezende (2008), são:
 ■ seguir a lógica da progressão do simples para o mais complexo, evoluindo 
o grau de dificuldade dos exercícios durante o treinamento;
 ■ as oportunidades de repetição devem ser suficientes para contribuir para 
movimentos automatizados;
 ■ a correção dos erros pelos professores deverá ser adequada, evitando ví-
cios técnicos.
Uma Ideia de Jogo – Momento de Organização Ofensiva
O livro Uma Ideia de Jogo – Momento de Organização Ofensiva, 
oferece um aprofundamento da maneira de jogar, apresentan-
do exercícios táticos com complexidades crescentes (micro, 
média e macro) que aprimoram a aplicação prática da ideia de 
jogo. Agora que você está familiarizado com as táticas do fute-
bol e as metodologias de treinamento, esta obra proporciona 
ideias forma prática, para adaptar os conceitos ofensivos à sua 
realidade no campo.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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TREINAMENTO DAS TÁTICAS DE JOGO NO FUTSAL
Em se tratando de treinamento tático do futsal, Costa (2003) sugere três tipos: o 
método parcial, o método global e o método misto.
O método parcial consiste no ensino da modalidade dividida em partes, ou 
seja, cada habilidade técnica individual trabalhada em etapas, de modo a vislum-
brar que, ao final dessa etapa da aprendizagem, seja possível agrupar esses gestos 
técnicos individuais em um único conjunto, ou seja, o próprio jogo efetivamente 
de futsal (Costa, 2003).
No método global, Costa (2003) salienta que a ideia é desenvolver e pro-
porcionar o aprendizado dessa modalidade esportiva, por meio da participação 
efetiva no próprio jogo de futsal. O ensino da habilidade técnica individual acon-
tecerá a partir de participações no jogo.
O método misto, para Costa (2003), viabiliza as práticas de exercícios que 
envolvem as habilidades técnicas individuais de modo isolado, associadas a uma 
iniciação ao próprio jogo, que misturará o método global e o método parcial.
Uma das possíveis atividades que desenvolvem aspectos táticos nos jogadores, 
apresentada por Durães e Souza (2014), é a divisão da quadra em setores: quatro 
retângulos na quadra toda; quatro triângulos na quadra toda; dois retângulos 
na quadra toda; dois triângulos na quadra toda; dois retângulos na defesa e um 
retângulo no ataque; dois retângulos na direita e um retângulo na esquerda; dois 
retângulos na esquerda e um retângulo na direita.
Nessas divisões da quadra em figuras geométricas, o treinador distribui os 
jogadores em cada setor, podendo fazer diferentes movimentações, como varia-
ções, flutuações, coberturas e infiltrações, que podem ser incorporadas como 
ações a serem utilizadas nos jogos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Outros autores, como Graça e Oliveira (1998), apresentam como formas de 
trabalhar as táticas do futsal:
COM FOCO NA TÉCNICA
O aprendizadodeve acontecer a partir do ensino das técnicas analíticas para o jogo 
formal, decompondo a modalidade em elementos técnicos individuais, como o passe, 
o chute, a condução de bola etc., sugerindo uma hierarquização dessas técnicas. Por 
norma, essa abordagem de aprendizagem pode gerar um jogo mecanizado e pouco 
criativo, tendo, por parte dos indivíduos, comportamentos estereotipados, que irão 
suscitar problemas na compreensão do jogo completo.
CENTRADA NO JOGO FORMAL
O aprendizado deve acontecer a partir da utilização exclusiva do jogo formal, ou seja, 
não se faz nenhum condicionamento, tampouco decomposição das habilidades 
técnicas individuais, sendo que estas, possivelmente, aparecerão como resposta às 
demandas que o jogo irá apresentar. Normalmente, essa metodologia pode produzir 
indivíduos mais criativos, ainda que com base no individualismo e no virtuosismo téc-
nico, que será contrastado com uma anarquia tática, com soluções motoras variadas, 
tendo várias lacunas táticas e ações coletivas, aparentemente, descoordenadas.
FORMA CENTRADA EM JOGOS CONDICIONADOS
O aprendizado deve acontecer com a organização do jogo, para situações particulares, 
sendo feita uma decomposição em unidades funcionais, tendo preparação sistemática 
com complexidade crescente, sendo que os princípios do jogo, em si, farão a regu-
lação das atividades. Costuma-se usar essa forma de ensino para que as técnicas se 
manifestem em função das táticas, acontecendo de maneira orientada e provocada. A 
ênfase será dada à inteligência tática, com uma correta interpretação e aplicação dos 
princípios do jogo, favorecendo a viabilização da técnica e da criatividade nas ações 
do próprio jogo.
De acordo com Costa (2003), os tipos de jogos condicionados são: jogos técnicos, 
recreativos, táticos de ataque, táticos de defesa, com vantagem e desvantagem 
numérica e para funções específicas.
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TREINAMENTO DAS TÁTICAS OFENSIVAS NO FUTSAL
No treinamento das táticas ofensivas, é importante entender que essas ações po-
dem ser realizadas a partir de investidas individuais ou coletivas, sendo que as 
individuais não podem, de maneira nenhuma, atrapalhar o desenvolvimento das 
ações coletivas, por isso, Lozano (1995) alerta que as atitudes individuais dentro 
do jogo são muito bem-vindas, mas devem ser realizadas com o consentimento do 
treinador, a fim de que não aconteçam muitas interferências no posicionamento 
tático da equipe durante o jogo. A colocação dos jogadores em quadra tem um 
posicionamento dito básico, que poderá ser quebrado com alguma ação individual 
criativa, que deve sempre respeitar as normas lógicas de equilíbrio posicional.
Balzano (2007) apresenta os princípios táticos individuais de ataque, apre-
sentados em ordem alfabética:
• Aproximar-se do companheiro e da bola.
• Deslocar-se constantemente.
• Diminuir o tempo de decisão em uma jogada.
• Enfatizar as tabelas com trocas rápidas de passe.
• Favorecer a entrada do atacante na linha de passe.
• Fazer bloqueios.
• Fugir do campo de visão do defensor.
• Movimentar-se atrás da linha de marcação do adversário.
• Oferecer “corta luz”.
• Proteger a bola (parede).
• Tentar de ações individuais criativas.
• Ultrapassar por trás e pela frente do companheiro.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
TREINAMENTO DAS TÁTICAS DEFENSIVAS NO FUTSAL
O treinamento das táticas defensivas, para Apolo (1995), se configuram eminen-
temente como a distribuição dos jogadores em quadra com principal objetivo de 
anular as ações referentes ao ataque da equipe adversária.
Ainda que o sistema defensivo de uma equipe possa variar no decorrer da 
mesma partida, ou, ainda, de um jogo para outro, segundo Fonseca (2007), a 
essência do sistema defensivo se fundamenta na constante busca de adaptação 
às características do ataque adversário, uma vez que as movimentações dos joga-
dores devem enfatizar a recuperação da posse de bola. Para o autor, a dinâmica 
do jogo, tanto em termos de movimentação quanto de posicionamento, depende 
diretamente da ocupação dos espaços da quadra pelos jogadores, da intensidade 
da marcação, das movimentações defensivas e da eficácia das coberturas. Essas 
características, em conjunto, definem os diferentes sistemas de defesa, cujo obje-
tivo principal é neutralizar as ações ofensivas.
Treinamento das táticas defensivas no futsal com 
marcação individual
A marcação individual se caracteriza pela responsabilidade individual de um 
jogador da equipe defensiva em inutilizar as ações de um jogador da equipe 
atacante, ou seja, um defensor marca um atacante.
O posicionamento e a distribuição dos jogadores da equipe que se defende 
será organizado em função dos jogadores da equipe que está no ataque, sendo 
que a marcação individual pode ocorrer sob pressão ou sob meia pressão.
No caso da marcação individual sob pressão, o defensor acompanhará o ata-
cante por todos os setores da quadra, tentando evitar que o adversário receba 
a bola. No caso da marcação individual sob meia pressão, o defensor só irá se 
aproximar do atacante que receber ou que estiver com a posse de bola, evitando 
a aproximação dos atacantes que não estão com a posse de bola. Uma importan-
te ação, neste tipo de marcação, é a cobertura dos companheiros de equipe de 
defesa, que farão o combate naqueles atacantes que estão com a posse de bola, 
como reforça Mutti (2003).
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O treinamento desse tipo de marcação pode ser feito com exercícios, em que 
um jogador tem que acompanhar outro jogador por diferentes espaços da quadra. 
As brincadeiras e os jogos de pegador (ou pega-pega) são bem utilizados para 
essas movimentações.
Treinamento das táticas defensivas no futsal com 
marcação por zona
A marcação por zona se caracteriza pela atribuição de um setor da quadra para 
cada jogador, ou seja, divide-se a quadra em zonas, sendo cada jogador defensivo 
responsável por ocupar e defender uma região, conforme sinaliza Mutti (2003).
Uma das principais características desse tipo de marcação, para o mesmo 
autor, é o posicionamento que deve acontecer sempre atrás da linha da bola, ou 
seja, os defensores sempre devem olhar a bola de frente. A ideia desse posicio-
namento é poder fazer trocas constantes de regiões, esperando que haja um erro 
na troca de passes do adversário e, assim, roubar a bola e partir para o ataque 
(Saad; Costa, 2001).
Segundo Bayer (1994), nesse tipo de marcação, o posicionamento dos defen-
sores ocorre em função do deslocamento da bola imposto pela equipe atacante e 
é por isso que ocorrem trocas constantes de marcação e de setor.
Normalmente, para esse tipo de marcação, a equipe defensora divide a quadra 
em três corredores, sendo que cada um dos jogadores é responsável por um dos 
corredores e o quarto jogador fica responsável pelas possíveis coberturas que 
sejam necessárias. Existe também a possibilidade de se dividir a quadra em quatro 
quadrados, sendo que, nesse caso, cada um dos jogadores da equipe defensiva 
deve ocupar um desses locais.
O treinamento desse tipo de marcação pode ser feito com exercícios em que 
se divide a quadra em setores, colocando cada jogador em um setor e, ao coman-
do do treinador, fazendo trocas de setores, o que favorece possíveis coberturas.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Treinamento das táticas defensivas no futsal com 
marcação mista
A marcação mista se caracteriza por ser a combinação da marcação individual 
com a marcação por zona. Neste tipo de marcação, alguns jogadores da equipe 
defensiva fazem a marcação individual a um ou mais jogadores da equipe ata-
cante e os demais se mantém ocupando os setores tentando evitar a construção 
dos ataques (Mutti, 2003).
Para que uma equipe faça esse tipo de marcação, Mutti (2003) sugere que é 
fundamental que a inteligência tática esteja altamente desenvolvida, pois as mu-
danças de posições, setores, coberturas e antecipações ocorrem em uma veloci-
dade muito alta e, para isso, o treinamento dessas movimentações é acom essas crianças que praticam esporte de diminuir a idade de iniciação 
esportiva, reforça Silva, Fernandes e Celani (2001). Esse panorama, conforme 
Vidal (2006), transforma a criança num objeto, numa mercadoria, digna de 
planejamento, investimento estratégico e capital humano envolvido que pode 
ser encontrado nas chamadas escolinhas de iniciação esportiva. Nem todas têm 
claro o objetivo da iniciação.
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O capital humano envolvido nesse contexto, como técnicos, professores e diri-
gentes, além das empresas especializadas que comercializam diferentes produtos 
relacionados ao esporte, somados aos familiares que demonstram certa pressão 
na obtenção de resultados, sucesso e status, desconsideram os aspectos bioló-
gicos, físicos, motores, emocionais, sociais, dentre outros que cercam a criança, 
complementam Darido e Farinha (1995).
O que se pode perceber, segundo Allen e Howe (1998), é que, em muitos casos, 
essa especialização precoce decorre da necessidade de alguns profissionais evi-
denciarem seus trabalhos com tais proezas, sendo que seus treinamentos visam 
a resultados no curto prazo em detrimento do desenvolvimento integral do ini-
ciante para a vida toda.
Vale ressaltar que esse treinamento intenso, de acordo com Almodóvar (2017), 
pode resultar tanto em adaptações positivas, que são as melhores respostas na 
performance esportiva, quanto negativas, que estão relacionadas ao excessivo 
treinamento físico, que pode resultar em consequências muitas vezes desastrosas.
Isso acontece, pois, muitas vezes, os iniciantes não possuem um desenvol-
vimento total da estrutura musculoesquelética durante o processo de iniciação 
esportiva, e o volume de treino, os movimentos explosivos e repetitivos são as 
principais causas de lesões apresentadas em Mann et al. (2010).
Nesse cenário, Almeida e Souza (2016) asseguram que é indispensável que 
o desempenho técnico não tenha prioridade acima do desenvolvimento físico e 
cognitivo do iniciante nesse processo de iniciação esportiva.
A especialização esportiva deve ser vista como uma possível etapa, mas não como 
condição, pois depende de vários fatores, principalmente na vontade e no desejo 
do próprio praticante.
PENSANDO JUNTOS
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
NOVOS DESAFIOS
No contexto social e global, o futebol e o futsal destacam-se como modalidades 
extremamente democráticas, que aceitam e acolhem pessoas de todos os luga-
res, crenças, classes sociais, raças e demais diferenças. São verdadeiros meios de 
ascensão social, democratização e cooperação.
O fato de serem populares pode ser paradoxal: a popularidade ajuda na inclu-
são, mas também pode gerar uma percepção errônea de conhecimento e preparo. 
Muitas vezes, pessoas acreditam entender do esporte sem o estudo adequado só 
por terem praticado. Uma formação sólida é essencial para mudar essa percepção. 
Profissionais bem preparados compreendem o desenvolvimento dos atletas e 
aplicam esse conhecimento em práticas eficazes, promovendo repertório motor, 
criatividade e prazer em jogar.
A distinção entre treinos iniciantes e especializados requer uma abordagem 
cuidadosa para garantir um desenvolvimento natural e evitar traumas ou aban-
dono esportivo. É fundamental respeitar o processo de aprendizagem e ajustar 
as práticas conforme as necessidades e capacidades dos atletas.
Após compreender o processo, o desafio é implementar as práticas no treino 
real. Utilize uma variedade de atividades e jogos reduzidos para garantir maior 
participação. Mantenha uma sequência lógica dos exercícios, do simples ao com-
plexo, de acordo com o progresso dos atletas. Os treinos devem ser desafiadores, 
mas realizáveis, para maximizar o desenvolvimento.
Assista a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
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1. A iniciação esportiva pode ser considerada a primeira fase ou, ainda, o primeiro momento 
de contato de um indivíduo com uma modalidade esportiva, ou seja, independe da idade 
(Alves, 2022). 
De acordo com os principais conceitos relacionados à temática iniciação esportiva, analise 
as afirmativa a seguir.
I - A iniciação esportiva é tida como sendo uma etapa de formação generalizada, com o 
objetivo de ampliação do acervo motor do praticante que deve ocorrer por meio de 
estimulação e prazer na prática.
II - A iniciação esportiva visa promover o desenvolvimento corporal no aspecto exclusiva-
mente físico e motor, vislumbrando melhorar as capacidades físicas e motoras indivi-
duais, sem se preocupar com outros aspectos do ser humano.
III - A iniciação esportiva deve acontecer na vida de um ser humano de modo tardio, com 
pouca diversidade, a fim de que o mais cedo possível o indivíduo comece a se especia-
lizar numa modalidade e, assim, possa colher bons resultados.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
VAMOS PRATICAR
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2. A especialização esportiva desempenha um papel crucial no desenvolvimento dos atletas, 
mas é essencial que se respeitem as etapas formativas, de forma a garantir a integridade 
e o desenvolvimento saudável dos praticantes, por isso os profissionais de educação física 
devem ter cuidado redobrado em relação à especialização precoce, evitando possíveis 
consequências negativas que podem surgir ao negligenciar o tempo correto para cada 
fase do treinamento esportivo.
Com relação ao tema da especialização precoce, analise as afirmativas a seguir.
I - Os profissionais de educação física não precisam se preocupar com as etapas de forma-
ção dos atletas, já que o mais importante é alcançar resultados esportivos rapidamente.
II - A especialização precoce pode levar o atleta a desistir do esporte, devido ao excesso 
de cobranças por resultados imediatos.
III - A criatividade, a liberdade de movimentos e a tomada de decisão sem muita interferência 
são características da especialização precoce dos jogadores.
IV - A prática do futebol e do futsal em parques, na rua e em outros locais públicos é o opos-
to da especialização precoce e favorece o prazer de jogar desde criança, o que pode 
prevalecer até a vida adulta.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
VAMOS PRATICAR
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3. Os treinamentos em campo reduzido para futebol e futsal têm demonstrado resultados 
eficazes. Essas atividades são realizadas com base em uma progressão metodológica, 
começando por enfrentamentos em grupos reduzidos e aumentando gradativamente o 
número de jogadores. 
Com relação ao treinamento em campo reduzido, analise as afirmativas a seguir.
I - Treinamentos em campo reduzido focam apenas no desenvolvimento das habilidades 
táticas dos jogadores, negligenciando as técnicas individuais.
II - Jogos em campo reduzido favorecem um maior número de ações dos jogadores, per-
mitindo mais oportunidades de tomada de decisão e desenvolvimento técnico.
III - O futsal pode auxiliar na formação dos jogadores de futebol, pois funciona como um jogo 
reduzido que desenvolve habilidades aplicáveis a ambas as modalidades.
IV - O treinamento em campo reduzido pode limitar a criatividade dos jogadores, uma vez 
que não há espaço suficiente para executar diferentes jogadas.
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
ALLEN, J.; HOWE, B. Player ability, coach feedback, and female adolescent athletes’ perceived 
competence and satisfaction. Journal of Sport & Exercise Psychology, Champaign, v. 20, p. 
280-299, 1998. Disponível em: https://dspace.stir.ac.uk/bitstream/1893/8939/1/AllenandHo-
we_JSEP_1998.pdf. Acesso em: 28 ago. 2024.
ALMEIDA, D.; SOUZA, R. M. A influência dos pais no envolvimento da criança com o esporte du-
rante a Iniciação Esportivagrande base 
de sucesso da marcação mista. Ressalta-se a utilização desse tipo de marcação 
ocorre, especialmente, em equipes de alto rendimento, não sendo aconselhada 
para equipes em início de trabalho.
O treinamento desse tipo de marcação pode ser feito por meio da constru-
ção de jogos reduzidos, limitando-se a alguns espaços da quadra, para serem 
realizadas as movimentações de ataque e, consequentemente, as movimentações 
defensivas (Saad; Costa, 2001).
O treino defensivo no futebol é semelhante ao do futsal, com marcação individual, 
por zona e mista, envolvendo princípios de ocupação de espaço e cobertura. No 
futebol, devido ao tamanho maior do campo, as movimentações defensivas são 
mais complexas. A marcação por zona organiza-se em três corredores (central, la-
teral direito e esquerdo), e um exemplo de treino envolve os jogadores ocupando 
os corredores laterais e centrais conforme a posição da bola. Quando a bola está 
no setor lateral, o corredor oposto é desocupado, criando uma defesa mais com-
pactada na região próxima ao portador da bola.
APROFUNDANDO
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NOVOS DESAFIOS
Você percebeu que o treino tático envolve diversas situações, métodos, princí-
pios, variações, ideias e objetivos. Agora é o momento de transpor isso para sua 
prática desportiva.
Primeiramente, devemos considerar algumas premissas universais em esportes 
coletivos. A primeira é respeitar as características dos jogadores, independentemente 
do nível, local ou das suas próprias ideias. Em segundo lugar, é importante entender 
essas características e adequar as propostas que você acredita que irão potencializar 
a todos. Por fim, o desafio mais complicado é determinar como alcançar o padrão 
desejado para a equipe evoluir e ter um desempenho melhor.
Olá! Assista ao nosso vídeo e enriqueça seus estudos. Neste vídeo, vamos falar a 
respeito de temas relevantes para a área.. Recursos de mídia disponíveis no con-
teúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
Ao pensar na estratégia de treino a ser adotada, uma característica que se mostra 
comum e conveniente em qualquer situação é a busca por uma complexidade 
crescente, tanto em uma sessão de treino quanto ao longo do tempo. Um exercício 
que pode ser fácil para um grupo pode ser difícil para outro, e essa dificuldade 
pode variar também com o passar do tempo.
Considerando esse aumento de complexidade, devemos avaliar a metodo-
logia de treino. O treino analítico ou parcial pode facilitar correções de gestos, 
enquanto os treinos mistos, globais ou situacionais tendem a aproximar a prática 
do jogo real e a desenvolver a tomada de decisão.
Agora, com todas essas ferramentas, você está preparado para iniciar sua 
jornada como treinador e aplicar os treinos de forma fundamentada, porém, não 
se esqueça de que o futsal e o futebol são esportes que têm como maior atrativo 
a sua imprevisibilidade. Permita treinos que favoreçam também a criatividade e 
não fique preso a ideias fechadas.
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1. O treinamento tático é muito importante e fundamental para o sucesso em equipes de 
futebol/futsal. Esse tipo de treinamento deve ser organizado desde as categorias de base 
e, inevitavelmente, acompanhará os treinadores e os jogadores por todo período em que 
estiverem planejando treinamentos esportivos nessas modalidades. As atividades devem 
ocorrer de modo progressivo, fazendo sempre as relações com a periodização e estabe-
lecendo um planejamento para integrar aspectos físicos, fisiológicos, técnicos, táticos, 
emocionais e psicológicos (Alves, 2022).
Conforme os entendimentos em relação aos níveis de treinamento, indique as afirmativas 
que descrevem corretamente os níveis de progressão do treinamento:
I - Nível 1: o objetivo é introduzir o trabalho de futebol/futsal, o trabalho de campo/quadra 
e a relação com a bola, sendo empregado no início da preparação, quando o volume do 
condicionamento físico é alto, tendo um objetivo mais geral, sem muitos detalhes táticos 
aprofundados, ou seja, de modo generalista.
II - Nível 2: aumenta-se a intensidade das atividades com predominância física, aliada às 
especificidades do trabalho com bola e aos sistemas táticos e às táticas. No treinamento, 
os exercícios são desenvolvidos com baixa e média intensidade, baixa e média duração 
e com pausa média e longa.
III - Nível 3: o trabalho com bola passa a ser menos intenso e acontece como prioridade do 
trabalho de condicionamento físico. O trabalho tático é bem menos específico e todas 
as variantes são empregadas nas etapas anteriores. Os exercícios passam a acontecer 
com pequena intensidade, média e baixa duração, com pausa curta e longa.
IV - Nível 4: considerada a última etapa, deve-se fazer uma verificação de todo o treinamento 
executado, com a participação em jogos amistosos e oficiais, sendo possível verificar se 
os treinamentos surtiram ou não efeito. No treinamento, os exercícios são desenvolvidos 
com altíssima intensidade, com alta duração e quase sem pausa.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II e IV, apenas.
VAMOS PRATICAR
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2. Treinar coletivamente no futebol e futsal exige muito mais do que simplesmente a com-
preensão tática dos jogadores. É fundamental integrar os aspectos físicos, técnicos, emo-
cionais e outros, para criar um treino completo. O treinador, ao escolher o esquema tático 
ideal para sua equipe, precisa levar em conta todos esses fatores, pois o entendimento de 
posicionamento, movimentação e cobertura é crucial para o sucesso da estratégia esco-
lhida (Alves, 2022).
Com base nas reflexões acerca dessa temática, analise as sentenças a seguir:
I - Os sistemas táticos, no futebol ou no futsal, jamais devem vislumbrar equilíbrio entre os 
setores do campo/quadra, pois o setor de ataque sempre terá prioridade.
II - Os sistemas táticos, no futebol ou no futsal, organizados com muitos detalhes em relação 
às variações e às movimentações, sempre resultarão em sucesso, pois a vitória da equipe 
depende somente do sistema tático escolhido.
III - Os sistemas táticos, no futebol ou no futsal, não necessariamente estarão em equilíbrio, 
quando existir uma distribuição equilibrada de jogadores nos setores do campo/quadra.
IV - Os sistemas táticos, no futebol ou no futsal, devem ser muito bem treinados, mas devem 
oferecer certa liberdade aos jogadores, para usarem a sua criatividade e ousadia.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) IV, apenas.
VAMOS PRATICAR
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3. Quando se pensa em treinamento das táticas de jogo, seja no futebol ou no futsal, o profis-
sional responsável deve fazer os projetos usando muita criatividade, aliada às características 
físicas, técnicas e psicológicas de cada um dos atletas. Para isso ocorrer, o treinador, em 
conjunto com a equipe multidisciplinar, deve identificar essas características e, assim, fazer 
os planejamentos (Alves, 2022).
Diante desse cenário, analise as afirmativas a seguir:
I - Não existe um sistema tático que pode ser considerado mais eficiente que outro, nem 
mesmo um esquema de jogo ideal, visto que muitos fatores irão influenciar a escolha 
do sistema.
II - O melhor sistema tático a ser escolhido é sempre aquele utilizado pela equipe no último 
jogo em que houve desempenho favorável, com placar a favor.
III - A comissão técnica não precisa se restringir a apenas um sistema tático; ela pode explo-
rar diversas variações, adaptando-se tanto às características dos jogadores disponíveis 
quanto ao estilo de jogo do adversário.
IV - O melhor sistema tático deve ser aquele utilizado pela equipe adversária, que obteve 
resultado favorável em algum jogo, pois será bem incorporado com bons resultados.
É correto o que se afirma em:
a) II e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I e III, apenas.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
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WORTHINGTON, E. Learning & teaching soccer skills. Califórnia: Hal Leighton Printing Com-
pany, 1974.
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1. Alternativa E.
I. Correta. Descreve a introdução do trabalho de futebol/futsal com foco em condiciona-
mento físico, com um objetivo generalista e sem muitos detalhes táticos, típico do início da 
preparação.
II. Correta. Aumenta a intensidade física e o trabalho com bola, aliado aos sistemas táticos, 
com pausas médias e longas, características dessa fase intermediária.
III. Incorreta. Afirma que o trabalho com bola seria menos intenso e menos específico, o que 
é incoerente com o esperado nessa fase de treinamento, que deveria ter mais intensidade.
IV. Correta. Detalha a fase final do treinamento, com exercícios de altíssima intensidade e 
avaliação dos efeitos por meio de jogos amistosos e oficiais.
2. Alternativa E.
I. Incorreta. Os sistemas táticos devem buscar o equilíbrio entre os setores do campo ou 
quadra, e não priorizar exclusivamente o ataque, sendo o equilíbrio fundamental para o bom 
funcionamento da equipe.
II. Incorreta. Embora detalhes e variações táticas possam contribuir para o sucesso, não 
garantem grande sucesso, já que isso depende de vários fatores, como a execução e adap-
tação dos jogadores.
III. Incorreta. A distribuição equilibrada de jogadores em campo ou quadra tende a resultar 
em equilíbrio tático, mesmo que isso dependa de outros fatores dinâmicos do jogo.
IV. Correta. Os sistemas táticos devem ser bem treinados, mas também devem oferecer 
liberdade aos jogadores para poderem usar sua criatividade e ousadia, essenciais no futebol 
e no futsal.
3. Afirmativa E.
I. Correta. Não existe um sistema tático que possa ser considerado mais eficiente que outro, 
nem um esquema de jogo ideal, uma vez que muitos fatores influenciam a escolha do sistema.
II. Incorreta. Escolher o sistema tático com base apenas no último jogo em que a equipe teve 
um desempenho favorável pode ser limitante, desconsiderando a dinâmica e as caracterís-
ticas do próximo adversário.
III. Correta. Já que a comissão técnica não precisa se restringir a apenas um sistema tá-
tico, ela pode explorar diversas variações, adaptando-se às características dos jogadores 
disponíveis e ao estilo de jogo do adversário.
IV. Incorreta. Uma vez que o melhor sistema tático não deve ser baseado no que a equipe 
adversária utilizou, mas sim nas características e necessidades do próprio time, além das 
condições específicas do jogo.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MEU ESPAÇO
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MEU ESPAÇO
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	unidade 1
	INICIAÇÃO ESPORTIVA e ESPECIALIZAÇÃO
	unidade 2
	BASES GERAIS DO TREINAMENTO ESPORTIVO
	PERIODIZAÇÃO DO 
TREINAMENTO ESPORTIVO
	unidade 3
	CAPACIDADES FÍSICAS E HABILIDADES MOTORAS DO FUTEBOL/FUTSAL
	HABILIDADES TÉCNICAS INDIVIDUAIS DO FUTEBOL/FUTSAL
	unidade 4
	TREINAMENTODAS 
HABILIDADES TÉCNICAS
	TÁTICAS DE JOGO NO FUTEBOL
	unidade 5
	TÁTICAS DE JOGO NO FUTSAL
	TREINAMENTO DAS 
TÁTICAS DE JOGO
	_30j0zll
	_7g13f1rgmbo0
	_30j0zll
	Button 28: 
	Forms - Unicesumatr:no futebol em uma escolinha de Campo Bom-RS. Revista Brasileira 
de Futsal e Futebol, São Paulo, v. 8, n. 30, p. 256-268, 14 maio 2016. Disponível em: http://www.
rbff.com.br/index.php/rbff/article/view/422. Acesso em: 28 ago. 2024.
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de Educação Física, Viçosa, v. 13, n. 1, p. 96-110, 2005.
FRANCHINI, E. Judô: desempenho competitivo. São Paulo: Manole, 2001.
GARGANTA, J. Identificação, seleção e promoção de talentos nos jogos desportivos: factos, mi-
tos e equívocos. In: FERNANDEZ, J.; TORRES, G.; MONTERO, A. (eds.). Actas do II Congresso 
Internacional de Deportes de Equipo. Coruña: Editorial y Centro de Formação de Alto Rendi-
miento, Universidade da Coruña, 2009.
HELLSTEDT, J. C. Early adolescent perceptions of parental pressure in the sport environment. 
Journal of Sport Behavior, Mobile, v. 13, n. 3, p. 135-144, 1990. 
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REFERÊNCIAS
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Physical Education, Maringá, v. 21, n. 3, p. 553-562, 2010. 
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VIDAL, I. R. A “iniciação esportiva” a quem compete? Um estudo sobre a formação profissional 
no campo da educação física. 2006. 273 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Motricidade) – 
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Rio Claro, 2006.
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1. Alternativa A 
I. Correta. A iniciação é uma etapa generalizada, pois visa o desenvolvimento motor por 
completo, contemplando vários estímulos para que seja prazeroso e rico em movimento.
II. Incorreta. O foco na iniciação esportiva não é melhorar as capacidades físicas e motoras 
individuais e sim a preocupação com um repertório motor diversificado.
III. Incorreta. A iniciação esportiva deve ser precoce e diversificada, e não tardia e com pouca 
variedade. A especialização e a busca por resultados devem ocorrer mais tarde, na fase de 
especialização.
2. Alternativa B 
I. Incorreta. Os profissionais de educação física devem se preocupar com as etapas formativas, 
pois focar apenas em resultados rápidos pode comprometer o desenvolvimento integral e 
a saúde dos atletas a longo prazo.
II. Correta. A especialização precoce pode levar o atleta a desistir do esporte devido ao ex-
cesso de cobranças por resultados imediatos, que pode causar estresse e diminuir o prazer 
pela atividade.
III. Incorreta. A criatividade, a liberdade de movimentos e a tomada de decisão são carac-
terísticas da iniciação esportiva diversificada e não da especialização precoce, que tende a 
limitar essas habilidades.
IV. Correta. A prática do futebol e do futsal em parques, na rua e em outros locais públicos é 
o oposto da especialização precoce e favorece o prazer de jogar desde criança, o que pode 
prevalecer até a vida adulta.
3. Alternativa B 
I. Incorreta. Nos treinamentos reduzidos, a técnica individual aparece a todo momento.
II. Correta. Por possuir um espaço menor, os jogadores tocam mais vezes na bola e tomam 
mais decisões. 
III. Correta. O futsal favorece, assim como os jogos reduzidos, na tomada de decisão e ações 
técnico-táticas, podendo ser uma iniciação para depois o atleta se especializar no futebol.
IV. Incorreta. A criatividade quando está em um espaço menor tende a aumentar, pois, o 
atleta participa mais vezes e tem menos tempo-espaço para pensar, sendo assim, espaços 
menores não limitam a criatividade.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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UNIDADE 2
MINHAS METAS
BASES GERAIS DO TREINAMENTO 
ESPORTIVO
Compreender as bases e princípios do treinamento esportivo.
Entender as individualidades dos atletas.
Compreender a dosagem adequada do treinamento para otimizar adaptações.
Saber ajustar o treinamento às demandas da modalidade esportiva.
Utilizar variabilidade para manter a motivação e expandir o repertório motor.
Compreender a aplicação prática do treinamento no futebol/futsal.
Analisar metodologias pedagógicas no futebol/futsal durante a aprendizagem.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 2
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INICIE SUA JORNADA
Apesar de muitos terem algum tipo de aprendizado acerca das particularidades 
especificas das modalidades esportivas, é fundamental que a intervenção seja 
sempre feita por um profissional da educação física, pois, antes de qualquer co-
nhecimento técnico, o processo deve estar seguindo os princípios do treinamento 
esportivo, afinal, profissionais de educação física são capacitados para assegurar 
que esses princípios sejam aplicados de forma eficaz, promovendo um desenvol-
vimento adequado e seguro para os atletas.
Além disso, a atuação de um profissional de educação física é crucial em si-
tuações práticas, como a potencialização de resultados e a adequação dos treinos 
às necessidades individuais dos atletas.
Com isso, surgem algumas reflexões importantes: será que apenas o conheci-
mento prático é suficiente para garantir um treinamento eficaz? Mesmo que um 
profissional tenha experiência prática, será que ele pode lidar adequadamente 
com as peculiaridades de cada atleta sem uma formação sólida em educação 
física? Como garantir a potencialização dos resultados se não houver um en-
tendimento profundo dos princípios de treinamento e das necessidades indivi-
duais dos atletas? Essas perguntas destacam a importância de um conhecimento 
abrangente e técnico, que não só fundamenta a prática, mas também possibilita 
uma intervenção mais precisa e segura, maximizando o desenvolvimento e a 
performance dos atletas
Neste podcast, vamos mergulhar na importância de adaptar o treinamento às po-
sições específicas no futebol e futsal. Descubra como as exigências individuais 
de cada função podem maximizar o desempenho dos jogadores e transformar o 
preparo das equipes. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do am-
biente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
PRINCÍPIOS DO TREINAMENTO ESPORTIVO
Independentemente da etapa que o sujeito está envolvido em práticas esportivas, 
seja na iniciação, na especialização ou no treinamento propriamente dito, é ne-
cessário que os profissionais envolvidos nesses procedimentos conheçam as bases 
gerais do treinamento esportivo a fim de poder organizar e planejar as atividades 
com objetivo de obter melhoresresultados.
As bases gerais do treinamento esportivo, em grande medida, suscitam si-
tuações que devem englobar a melhora do rendimento esportivo, tendo como 
principais pontos a maximização do desempenho das capacidades motoras e o 
desenvolvimento de ferramentas adequadas para a avaliação, prescrição e mo-
nitoramento das cargas utilizadas durante o processo de treinamento, ressaltam 
Tavares, Laurentino e Tricoli (2016).
Os autores acrescentam que a prescrição do treinamento objetiva a discussão 
e a apresentação de diferentes possibilidades no que tange à manipulação das va-
riáveis de organização das cargas de treinamento (volume, intensidade, frequên-
cia semanal, densidade, dentre outras) para cada período desse treinamento. Para 
que um atleta obtenha sucesso em suas competições esportivas, faz-se necessária 
a organização do processo de treinamento para diferentes capacidades motoras 
(força, flexibilidade, potência e resistência aeróbia).
VAMOS RECORDAR?
Cada atleta tem a sua particularidade e ela deve ser respeitada de acordo com 
as necessidades do atleta, Ronaldo “Fenômeno” fez uma breve reflexão sobre o 
treinamento antigo e o atual, mais específico sobre a preparação física, e você 
pode conferir no vídeo A Minha Geração Treinou Errado Durante Muitos Anos.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=VnEA45Lz09s
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Nas questões relacionadas ao treinamento esportivo, encontram-se alguns 
princípios apresentados por Tubino (1984), Dantas (1995) e Costa (1996) que 
se inter-relacionam em todas as suas aplicações. São oito, assim descritos e de-
talhados:
Princípio da individualidade biológica
A individualidade biológica pode ser considerada o fenômeno que mostra a va-
riabilidade entre indivíduos da mesma espécie, demonstrando que, ainda que 
sejam da mesma espécie, não existem sujeitos iguais entre si. No caso dos seres 
humanos, cada um tem uma estrutura física e psíquica própria, sinalizando para 
melhores resultados quando se organizar treinamentos de modo individualizado 
porque, assim, corresponderiam às características e necessidades de cada indiví-
duo. No caso de treinamentos em grupos, aqueles que forem mais homogêneos 
podem facilitar o planejamento das atividades.
Princípio da adaptação
A adaptação é um dos principais fatores da sobrevivência de diferentes espécies 
no nosso planeta. As adaptações biológicas são consideradas mudanças funcio-
nais e estruturais nos sistemas do corpo humano. No caso das práticas esportivas, 
essas adaptações organizam alterações de órgãos e sistemas funcionais, ou seja, 
uma reorganização orgânica e funcional do organismo diante das exigências in-
ternas e externas para facilitar a realização das tarefas esportivas. As adaptações 
representam a melhora da condição interna de uma capacidade que existe em 
todos os níveis hierárquicos do corpo. Vale ressaltar que tanto a adaptação quanto 
a capacidade de adaptação fazem parte da evolução das espécies, caracterizando 
um grande referencial para a manutenção da vida.
A capacidade de adaptação ou adaptabilidade é o que se conceitua como sendo 
a diferente assimilação dos estímulos a partir da mesma qualidade e quantidade 
de exercícios ou carga de treinamento, e é atribuída à correlação sujeito/ambien-
te, o que inclui a predisposição hereditária e sua expressão (genética).
APROFUNDANDO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Nesse quesito das adaptações, é importante reconhecer que são reversíveis, e por 
isso devem ser frequentemente revalidadas.
Em propostas de treinamento esportivo, os estímulos oferecidos aos prati-
cantes dividem-se em:
• estímulos débeis: não acarretam consequências;
• estímulos médios: apenas excitam;
• estímulos médios para fortes: provocam adaptações;
• estímulos muito fortes: causam danos.
Um bom referencial de identificação de adaptabilidade de um indivíduo frente a 
uma atividade é a chamada homeostase, um equilíbrio mantido entre os sistemas 
constitutivos do organismo durante as atividades.
Princípio da sobrecarga
Durante um treinamento, existe o chamado período de assimilação, ou seja, quan-
do as possíveis mudanças ocorridas a partir dos treinos se incorporam após um 
cenário de adaptações. Tubino (1984) apresenta fases nesse processo. A primeira 
acontece quando há uma recomposição das energias perdidas, chamada de pe-
ríodo de restauração, quando acontece a chegada a um mesmo nível de energia 
anterior ao estímulo. Na segunda fase, chamada de período de restauração am-
pliada, o corpo terá uma maior fonte de energia para outros novos estímulos. O 
autor ressalta que os estímulos mais fortes devem sempre ser aplicados ao final do 
processo de assimilação compensatória, efetivamente quando houver uma maior 
amplitude do período de restauração ampliada para que seja elevado o limite 
de adaptação do sujeito. Tubino (1984) ainda acrescenta que, nesse princípio da 
sobrecarga, existem variáveis que devem ser levadas em consideração, como, por 
exemplo, o volume (quantidade) e a intensidade (qualidade). Quem planeja um 
treino levando em conta esse princípio deve ter atenção ao definir a sobrecarga, 
respeitando as necessidades e anseios do indivíduo, mas, principalmente, os li-
mites éticos desses treinamentos.
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Princípio da continuidade
O princípio da continuidade está relacionado diretamente ao princípio da adap-
tação, visto que a continuidade dos treinamentos, a longo prazo, é fundamental 
para as diversas adaptações sofridas pelo organismo. Para esse princípio, Tubino 
(1984) enfatiza que uma boa condição atlética será alcançada depois de alguns 
anos contínuos de treinamento, e que tem influência significativa das preparações 
anteriores oferecidas ao indivíduo. O autor acrescenta que, para esse princípio, 
se faz necessária a sistematização do trabalho sem interrupção, com intervenção 
compacta de todas as variáveis interatuantes, ou seja, não se deve permitir inter-
rupções durante esse período. Vale ressaltar que a continuidade do treinamento 
permite ao treinador manter todas as fases planejadas.
A sobrecarga no treinamento esportivo: é uma aliada para a adaptação ou uma po-
tencial ameaça? Qual é o equilíbrio ideal para otimizar os benefícios da sobrecarga 
sem comprometer o desempenho e a saúde do atleta?
PENSANDO JUNTOS
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Princípio da interdependência volume-intensidade
O princípio da interdependência está relacionado diretamente ao princípio da so-
brecarga, já que o aumento das cargas de trabalho é um dos fatores fundamentais 
que incidem na melhora da performance do indivíduo, principalmente quando 
se foca no volume e na intensidade das atividades.
Tubino (1984) enfatiza que bons resultados obtidos por atletas de alto rendi-
mento se sustentam diante de uma grande quantidade (volume) e uma alta qua-
lificação (intensidade). Essas duas variáveis devem estar alinhadas às diferentes 
fases de treinamento a partir da interdependência. O autor acrescenta que, em 
grande parte dos treinamentos, quando se aumenta uma dessas variáveis, ocorre 
a diminuição da outra. A partir desse cenário, o autor sugere que o treinador não 
deve arriscar em seus planejamentos, nem tampouco colocar o indivíduo em 
risco e, para isso, deve observar, de modo claro, a relação de interdependência 
existente entre o volume e a intensidade do trabalho. Somados aos princípios 
apresentados por Tubino (1984), Estélio Dantas (1995) inclui o princípio da es-
pecificidade.
Princípio da especificidade
Dantas (1995) indica que esse princípio confere, em seu ponto essencial, a questão 
de que um treinamento físico/esportivo deve ter em seu principal foco a premissa 
da performance esportiva no que tange à qualidade física presente, ao principal 
sistema energético, ao segmento corporal vigente e às coordenações psicomotoras 
que serão utilizadas. Para o autor, o princípio da especificidade recai sobre o prin-
cípio da individualidade biológica que vai estabelecer certos limites individuais 
no quese refere à capacidade de transferência. O autor acrescenta que esse princí-
pio vai conjecturar os aspectos metabólicos e neuromusculares, sugerindo que os 
treinamentos devem acontecer além dos sistemas energético e cardiorrespiratório 
ligados às particularidades da modalidade esportiva em questão, aproximando-se 
ao máximo dos gestos motores específicos. Dantas (1995) ratifica que o treina-
mento na fase próxima à competição tem que ser categoricamente específico à 
modalidade esportiva trabalhada. Com relação aos aspectos neuromusculares, 
deve-se pressupor que os gestos esportivos específicos da modalidade em questão 
estejam completamente aprendidos, a fim de que nesse período do treinamento 
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não haja necessidade de se criar coordenações neuromusculares, mas sim ape-
nas recordar dos movimentos incorporados e assimilados para que possam ser 
eficientemente executados. A especificidade da execução de um movimento está 
vinculada à memória do gesto motor ocorrida nos treinamentos e, por isso, esse 
princípio tem uma ligação com os gestos motores específicos de cada modalidade 
esportiva, bem como o treinamento realizado para o aprendizado e o desenvol-
vimento desses gestos.
Marcelo Gomes da Costa (1996), em seus estudos, apresenta mais dois princí-
pios do treinamento esportivo. São eles: o princípio da variabilidade e o princípio 
da saúde.
Princípio da variabilidade
Esse princípio também é conhecido como o princípio da generalidade, pois tem 
seus principais fundamentos na proposta do treinamento total, do desenvolvi-
mento global de um indivíduo, ou seja, o mais completo possível. Costa (1996) 
sugere que um treinamento esportivo deve utilizar a maior quantidade de varia-
ções possíveis, pois, segundo o autor, quanto mais variados forem os estímulos 
(desde que em conformidade com todos os conceitos de segurança e eficiência 
que regem a atividade) as possibilidades de se conseguir uma alta performance 
aumentam. Esse princípio favorece a diminuição da possibilidade de fatores de-
sestimulantes, visto que haverá foco na motivação e na possibilidade de criação 
de novas técnicas de treinamento, estratégias e táticas, somadas, ainda, a novos 
gestos específicos. A partir desse cenário, ressalta-se que esse princípio tem, como 
um de seus principais alicerces, a criatividade do treinador e do atleta.
Princípio da saúde
Para Costa (1996), esse princípio está diretamente ligado a um dos principais 
objetivos das práticas de atividades físicas, que é a obtenção da saúde, por isso 
destaca que esse princípio está alicerçado na chamada interdisciplinaridade, em 
que várias áreas devem estar conectadas para um bom resultado. O autor res-
salta que, nas práticas de atividades físicas, atualmente, existem objetivos claros 
de manutenção da saúde, bem como aquelas práticas que têm como objetivo a 
alta performance, sendo essas possíveis causadoras de malefícios ao praticante 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
devido à busca sem medida dos resultados, muitas vezes, sem compromisso ético 
e científico. Muitas vezes, as pessoas colocam suas vidas em risco, praticando, por 
exemplo, esportes extremamente radicais (sem segurança), ultrapassando limites 
conhecidos anteriormente.
Partindo do pressuposto de que cada princípio, visto de modo isolado, possui 
seu valor e função próprios, a integração e a inter-relação entre eles têm uma 
importância imensa. Assim, cada princípio se torna bem maior se associado, e com 
o conhecimento e a aplicação de todos os princípios, se torna possível realizar um 
treinamento ideal e eficaz. Somados aos princípios discutidos, os treinadores devem 
ter conhecimentos específicos das modalidades trabalhadas, bem como outros 
conhecimentos que, juntos, darão suporte para a eficiência e a eficácia de um bom 
treinamento.
Vale lembrar que atualização em todas essas informações por meio do contato 
com artigos científicos e livros da temática devem fazer parte constante da vida 
profissional de treinadores esportivos.
Outro importante autor na temática do treinamento esportivo é Gomes 
(2009) que, na sua obra, apresenta os princípios pedagógicos da preparação des-
portiva mostrados em primeira instância como princípios pedagógicos gerais, 
que se associam aos princípios didáticos, incidindo na pedagogia geral. O autor 
nomeia esses conhecimentos aplicados referentes às regras do ensino e da educa-
ção como uma possibilidade também de se ter as denominações dos princípios 
da consciência e da atividade, ou, ainda, da intuitividade e da acessibilidade, do 
caráter sistemático. Nesse sentido, os princípios desse gênero devem refletir regras 
universais do ensino e da educação que acompanham a preparação de um atleta.
Gomes (2009), sustentado em Matveev (1991), acrescenta princípios existen-
tes na teoria e na metodologia da educação física, a fim de garantir o caráter cons-
tante nos processos da disciplina, como, por exemplo, as alternâncias sistemáticas 
de cargas de treinamento, os organizados intervalos de descanso, o real aumento 
das influências do treinamento, além da construção cíclica dos sistemas de treinos 
conjugados com a orientação adaptável aos diferentes objetivos estabelecidos e a 
adequação dos períodos de desenvolvimento físico/motor de cada sujeito.
Outros princípios elencados por Gomes (2009) se intitulam como princí-
pios especiais da preparação do desportista. Eles dizem respeito à junção e ao 
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condicionamento mútuo dos fatores de preparação que exercem influência nas 
alterações dos sistemas do organismo do atleta em razão do resultado do treina-
mento e do grau de preparação em geral.
Tanto o futsal quanto o futebol são modalidades esportivas consideradas 
intermitentes, com exigências físicas variadas e, por isso, os princípios do treina-
mento esportivo, quanto se trata dessas modalidades esportivas, deve ter destaque 
na busca constante de equilíbrio entre as exigências das capacidades físicas.
Investigue as bases científicas do treinamento esportivo focando em princípios e 
práticas essenciais. O estudo de Lima, Reis Júnior e Bandeira (2024) avalia como o 
treinamento de força e outros componentes influenciam o desempenho de atle-
tas e não atletas. A análise revisa a importância do conhecimento científico para 
otimizar a formação física e esportiva, discutindo conceitos-chave e resultados de 
pesquisas.
Acesse em: https://revistas.ufj.edu.br/rir/article/view/58791/34625
EU INDICO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
PROPOSTAS DO TREINAMENTO NO FUTEBOL/FUTSAL
O treinamento esportivo do futebol/futsal pode ser organizado a partir de duas 
vertentes, segundo Bayer (1994). Uma vertente se refere ao método tradicional, 
ou seja, as atividades vão decompor os elementos (fragmentação), nos quais a 
memorização e a repetição permitem moldar o indivíduo ao modelo referencial 
do gesto técnico dito correto. Para o autor, a outra vertente apresenta métodos 
dito ativos, ou seja, as propostas levam em consideração interesses e gostos dos 
iniciantes a partir de situações vivenciadas que vão solicitar que os participantes 
tenham iniciativa. Vai, ainda, favorecer a imaginação e proporcionar situações de 
reflexão para que, assim, possam adquirir bagagem a fim de solucionar problemas 
que vão surgir durante um jogo, visto que ambas as modalidades apresentam 
situações imprevisíveis.
Nessa segunda vertente, Bayer (1994) indica a chamada pedagogia das si-
tuações, que deve promover aos participantes condições de cooperação com 
os companheiros, favorecendo a integração do coletivo, fazendo oposição aos 
adversários, mostrando possibilidades de percepção em diferentes situações do 
próprio jogo, que vão interferir nas possíveis tomadas de decisão, elaborando 
uma “solução mental”, para que, posteriormente, se efetive em soluções motoras, 
buscando resolver os problemas que surgem com ações mais rápidas, principal-
mente no que tange às interceptações e antecipações diante das movimentações 
dos adversários.Explore como métodos de ensino-aprendizagem e treinamento influenciam o 
desenvolvimento tático-técnico no futebol, destacando a importância da tomada 
de decisão e da execução de habilidades. O artigo Ensino-Aprendizageme Treina-
mento dos Comportamentos Tático-Técnicos no Futebol mostra as diferenças entre 
os métodos analítico, global e situacional, enfatizando como a adaptação desses 
métodos às necessidades dos jogadores e às exigências da modalidade é crucial 
para o desenvolvimento cognitivo e técnico ao longo do tempo.
Acesse em: https://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/remef/article/
view/3478/2858
EU INDICO
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Nas ideias de Garganta (1998), as vertentes podem ser a mecanicista ou a com-
binação de jogos. Na mecanicista, a proposta é centrada na execução do gesto 
técnico, quando se faz uma decomposição do jogo nas diferentes ações individuais 
(no caso do futebol/futsal, o passe, o chute, o drible, a finta, a condução de bola, 
o controle de bola e o domínio de bola). Esses gestos individuais devem ser trei-
nados, aprimorados e especializados, tendo como possíveis consequências uma 
ação em jogo pouco criativa com comportamentos estereotipados. Soma-se, ainda, 
uma baixa condição de se resolver problemas na compreensão do jogo, além de 
leituras deficientes do ponto de vista tático. Na abordagem da combinação de 
jogos, o autor sugere o treinamento das táticas por intermédio dos jogos condicio-
nados, voltados para o todo, em que as relações das partes são fundamentais para 
a compreensão do jogo, facilitando o processo de aprendizagem da técnica. Nesse 
caso, o jogo é decomposto em unidades funcionais sistemáticas de complexidade 
crescente, nas quais os princípios regulam a aprendizagem. As ações técnicas são 
desenvolvidas com base nas ações táticas, de forma orientada e provocada.
Outra proposta para o treinamento do futebol/futsal é a de Greco e Benda 
(2001), que indicam a chamada “pedagogia das intenções”, na qual os gestos in-
dividuais são trabalhados em situações representadas por exercícios nos seus 
parâmetros particulares de execução e aplicação. Os autores empregam o mé-
todo chamado de situacional, em que as situações de jogo do tipo 1 x 1, 2 x 2, 
3 x 3 (no futsal) ou 1 x 1, 2 x 1, 2 x 2, 3 x 3, 4 x 4 (no futebol), vão servir para o 
aperfeiçoamento técnico-tático aliado à melhora física, contribuindo para os 
comportamentos táticos posteriores.
Nessa fase de treinamento, o foco das intervenções pedagógicas deve facilitar 
a compreensão das lógicas dos jogos, sejam pequenos, médios ou grandes. Faci-
litar a ação não significa dar a resposta pronta, mas, sim, ajudar os indivíduos a 
construírem conhecimentos relativos às intervenções no jogo, por isso o ensino 
isolado da técnica ou de movimentos físicos descontextualizados deve ser sig-
nificativo quanto ao ganho de aprendizagem, sendo que essa aprendizagem não 
pode ser associada somente às capacidades técnicas ou físicas, mas, também, à 
amplitude do contexto do jogo.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
NOVOS DESAFIOS
Chegando ao final desta discussão, é hora de refletirmos sobre como aplicar os 
princípios do treinamento esportivo na prática, especialmente no contexto do 
futebol e futsal. Em categorias menores, a individualidade biológica se destaca, 
pois, por exemplo, em uma categoria sub-15, jogadores podem ter diferenças 
significativas no estágio maturacional. Um atleta maturado pode competir com 
um jogador ainda longe do pico de velocidade de crescimento, e não reconhecer 
essa fase pode levar à supervalorização de jogadores mais avançados fisicamente, 
enquanto aqueles em estágios mais iniciais podem ser subestimados.
Com relação aos princípios de adaptação, é crucial selecionar adequadamente 
a carga de exercícios. Uma carga inadequada pode regredir as adaptações ou até 
mesmo causar lesões, prejudicando o progresso. É fundamental equilibrar o volu-
me e a intensidade do treinamento, pois excessos em ambos podem sobrecarregar 
a recuperação e reduzir os benefícios.
A especificidade, atualmente, é essencial. Treinos que antes eram mais genéri-
cos agora são adaptados para atender às demandas específicas do jogo. A variação 
nas ações motoras e a redução de atividades monótonas são fundamentais para 
garantir um repertório motor mais rico e manter o engajamento dos atletas.
Finalmente, o princípio da saúde deve sempre ser uma prioridade. Muitas 
vezes, a busca por resultados imediatos pode levar a negligenciar aspectos impor-
tantes da saúde, o que pode ter consequências negativas no médio e longo prazo.
Desafiamos você a refletir sobre esses princípios e a aplicá-los de forma prá-
tica e cuidadosa na formação de jovens atletas. A integração equilibrada desses 
conceitos pode potencializar o desenvolvimento esportivo e garantir um pro-
gresso sustentável e saudável
Assista a aula referente a este tema.. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
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1. Quando se estuda o treinamento esportivo, autores como Tubino (1984), Dantas (1995) e 
Costa (1996) apresentam os princípios que fazem parte dessas atividades. Dentre os princí-
pios sugeridos pelos autores, encontra-se o princípio da adaptação, que faz uma analogia 
com a vida das espécies, considerando-se como um dos fatores da sobrevivência mais 
importantes para nossas vidas, sendo que essas adaptações podem ser biológicas, ou seja, 
mudanças funcionais e estruturais nos sistemas do nosso corpo. No treinamento esportivo, 
essas adaptações a partir de alterações de órgãos e sistemas funcionais promovem uma 
reorganização orgânica e funcional do organismo por conta da realização dos exercícios 
físicos exigidos num treinamento. Com relação aos estímulos organizados pelo profissional 
de educação física, ao planejar um treinamento esportivo que vai viabilizar adaptações 
corporais, este podem existir em diferentes intensidades.
De acordo com os principais conceitos sugeridos por autores relacionados aos estímulos 
organizados no princípio da adaptação, analise as afirmativas a seguir.
I - Estímulos débeis – acarretam consequências.
II - Estímulos médios – apenas excitam.
III - Estímulos médios para fortes – provocam adaptações.
IV - Estímulos muito fortes – não causam danos.
É correto o que se afirma em:
a) I e II, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e IV, apenas.
e) I, II e III.
VAMOS PRATICAR
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2. Um dos princípios do treinamento esportivo apresentado por Gomes (2009) trata da pre-
paração do atleta e diz respeito à união do condicionamento físico concomitante aos fa-
tores de preparação que exercem influência nas alterações dos sistemas do organismo 
do esportista diante do resultado desse treinamento e do grau de preparação em geral.
No caso das modalidades esportivas do futsal e do futebol, identifica-se serem intermitentes 
com exigências físicas variadas tendo, nos princípios do treinamento esportivo, uma busca 
constante. Que busca é essa?
a) Pelo equilíbrio entre as exigências das diferentes capacidades físicas.
b) Pelo foco nas exigências psíquicas dos atletas.
c) Pelo processo de transformação emocional dos atletas.
d) Pelo condicionamento cognitivo do esportista.
e) Pelo aumento de força do atleta apenas.
VAMOS PRATICAR
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3. O princípio da sobrecarga, também muito importante nos treinamentos esportivos, apre-
senta um período chamado de assimilação, que consiste nas mudanças que vão ocorrer 
no corpo humano, bem como as adaptações sofridas a partir dos exercícios, que podem 
também ser divididas em fases. Durante a primeira fase, acontece a recomposição de 
energia e, na segunda, o corpo terá uma maior fonte de energia (Alves, 2022).
Com base nas questões relacionadas ao princípio da sobrecarga, analise as sentenças a 
seguir:
I - A primeira fase é também chamada de período de restauração, em que o sujeito vai 
chegar a um mesmo nível de energia existente na fase anterior ao estímulo executado.
II- A segunda fase é também chamada de período de restauração ampliada, em que o 
sujeito terá uma maior fonte de energia para outros novos estímulos.
III - Os estímulos mais pesados devem sempre ser aplicados no início do treinamento, no 
qual o sujeito terá uma menor amplitude do período de restauração ampliada para que 
seja diminuído o limite de adaptação.
IV - Nesse princípio da sobrecarga, as variáveis do volume (quantidade) e a da intensidade 
(qualidade) devem ser descartadas, importando apenas a potência e a velocidade na 
execução dos exercícios.
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
ALVES, S. U. Prescrição e treinamento do futebol e futsal. Indaial: Arqué, 2022.
BAYER, C. O ensino dos desportos colectivos. Lisboa: Dinalivro, 1994.
COSTA, M. G. da. Ginástica localizada. Rio de Janeiro: Editora Sprint, 1996.
DANTAS, E. H. M. A prática da preparação física. 3. ed. Rio de Janeiro: Shape, 1995.
GARGANTA, J. Para uma teoria dos jogos desportivos coletivos. In: GRAÇA, A.; OLIVEIRA, J. (ed.). 
O ensino dos jogos desportivos coletivos. 3. ed. Lisboa: Universidade do Porto, 1998.
GOMES, A. C. Treinamento desportivo: estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 
2009.
GRECO, P. J.; BENDA, R. N. Iniciação esportiva universal: da aprendizagem motora ao treina-
mento técnico. Belo Horizonte: UFMG, 2001.
MATVEEV, L. P. Fundamentos do treino desportivo. 2. ed. Lisboa: Horizonte, 1991.
TAVARES; L. D.; LAURENTINO, G. C.; TRICOLI, V. Treinamento esportivo. In: ALVES, U. S. Educação 
física no ensino superior do Brasil: áreas de conhecimento e relações com a intervenção pro-
fissional. Rio de Janeiro: Autografia, 2016.
TUBINO, M. J. G. Metodologia científica do treinamento desportivo. 3. ed. São Paulo: Ibrasa, 
1984.
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1. Alternativa C 
I. Incorreta. Estímulos débeis não acarretam consequências.
II. Correta. Estímulos médios, apenas excitam sem gerar consequências ou adaptações.
III. Correta. Estímulos médios para fortes provocam adaptações.
VI. Incorreta. Estímulos muito fortes, causam danos, como, por exemplo, lesões ou fadiga.
2. Alternativa A 
A modalidade esportiva do futsal e do futebol é intermitente e apresenta exigências físicas 
variadas, como resistência, velocidade e força. A busca constante é pelo equilíbrio entre 
essas diferentes capacidades físicas 
B. Incorreta. A busca não é focada exclusivamente nas exigências psíquicas dos atletas, mas 
sim no equilíbrio das capacidades físicas.
C. Incorreta. O processo de transformação emocional dos atletas não é o foco principal na 
busca constante dos princípios do treinamento esportivo.
D. Incorreta. O condicionamento cognitivo do esportista não é a busca principal no contexto 
das exigências físicas das modalidades esportivas intermitentes.
E. Incorreta. Embora o aumento de força seja importante, a busca constante é pelo equilíbrio 
entre as diferentes capacidades físicas e não apenas pelo aumento da força.
3. Alternativa D 
I. Correta. A primeira fase é chamada de período de restauração, quando há a recomposição 
das energias perdidas e o retorno ao nível de energia anterior ao estímulo.
II. Correta. A segunda fase é chamada de período de restauração ampliada, quando o corpo 
tem uma maior fonte de energia disponível para novos estímulos.
III. Incorreta. Os estímulos mais fortes devem ser aplicados após o período de assimilação 
compensatória e não no início do processo.
IV. Incorreta. No princípio da sobrecarga, as variáveis de volume (quantidade) e intensidade 
(qualidade) devem ser consideradas, e não apenas a potência e a velocidade na execução 
dos exercícios.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MINHAS METAS
PERIODIZAÇÃO DO 
TREINAMENTO ESPORTIVO
Compreender a evolução da periodização do treinamento.
Entender os modelos de periodização 
Analisar os ciclos de periodização.
Estudar os períodos da periodização e suas fases específicas.
Refletir sobre a aplicação da periodização no treinamento esportivo.
Avaliar o impacto da periodização no rendimento esportivo.
Explorar a aplicação da periodização no futebol e no futsal.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3
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INICIE SUA JORNADA
O treinamento desportivo teve uma evolução significativa com o passar dos 
anos, passando a ter exigências maiores em termos de preparação, organização 
de objetivos, acompanhamento sistemático da performance e da efetividade de 
diferentes tipos de treinamento.
Dessa forma, a periodização no treinamento esportivo surge como um meio 
para planejar o treino e contemplar uma programação completa do atleta, desde 
o início da preparação até o período competitivo.
Neste tema, você vai conhecer os métodos mais conhecidos, entender seu 
funcionamento, assim como seus ciclos e processos de desenvolvimento.
Por fim, será abordada a aplicação e as reflexões da periodização e dos seus 
ajustes necessários para atender às especificidades de modalidades como o futsal 
e o futebol.
Neste podcast, exploramos os impactos do calendário competitivo na periodiza-
ção do futebol. Entenda como a programação intensa de jogos afeta o treinamento 
e como os clubes ajustam suas estratégias para manter o desempenho dos atle-
tas. Ouça agora para conhecer alternativas de como podem se adaptar!. Recursos 
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Na pré-temporada, a preparação física é indispensável para o sucesso de uma 
equipe de futebol, e o Ceará Sporting Club é um exemplo de como essa fase 
é fundamental. O vídeo A Importância da Pré-Temporada no Ceará: Ajustes e 
Preparação ilustra como o clube nordestino utilizou este período em 2023 para 
ajustar e aprimorar o treinamento, preparando os atletas para a temporada.
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=VXEf6B7r58I
UNICESUMAR
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Historicamente, a partir da segunda década do século XX, encontram-se as pri-
meiras discussões acerca da temática da periodização construídas pelo russo 
Kotov. Posteriormente, na década de 1950, Lev Matveev atualizou e fez aprofun-
damentos nesses conhecimentos, estruturando alguns fundamentos teóricos do 
sistema de treino (Silva, 1998).
Na visão de Fleck e Kraemer (1999), a periodização do treinamento despor-
tivo tem suas raízes com atletas que praticavam levantamento de peso na Europa 
Oriental com intenção de alterar as rotinas de treinamento, tendo objetivo de 
melhorar a recuperação e, consequentemente, terem resultados melhores nos 
quesitos de força e potência.
O principal fundamento da organização de uma periodização tem base na 
chamada síndrome de adaptação geral de Selye, que explica como o corpo de um 
indivíduo reage diante de uma situação de estresse. O autor e fisiologista Hans 
Selye, em 1936, apresentou os processos fisiológicos ocorridos no corpo humano 
quando existe alguma coisa no ambiente que nos oprime, que ultrapassa limites 
ou excede a capacidade individual de se controlar. Essa síndrome apresenta três 
tipos de adaptação do corpo a partir de alguma exigência que, nos treinamentos 
físicos, são os exercícios propostos.
A primeira fase é chamada de choque, em que o indivíduo terá contato com um 
novo estímulo de treinamento, e podem aparecer dores ou desconfortos, dimi-
nuindo o desempenho. Na segunda fase de adaptação ao estímulo, o indivíduo 
passa a se adaptar e, assim, terá aumento em seu desempenho. A terceira fase é 
a do cansaço, em que o indivíduo já se adaptou ao estímulo e, por isso, não acon-
tecerão mais adaptações. Os autores ressaltam que, nessa última fase, é provável 
que o desempenho não se altere, tendo, ainda, a possibilidade de tê-lo diminuído.
APROFUNDANDO
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PERIODIZAÇÃO
Em nível conceitual, a partir de autores como Tubino (1984), Matveev (1991), 
Zakharov e Gomes (1992), Bompa (1994) e Silva