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Relatório Final Dados do Relatório Nome do Plano REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE AS DOENÇAS CAUSADAS PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA FELINA (FIV) E O VÍRUS DA LEUCEMIA FELINA (FELV) EM GATOS DOMÉSTICOS Nome do Estudante ANDRESSA RODRIGUES ANDRE Orientador(a) FLAVIA MELO RODRIGUES Projeto de Pesquisa CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE SAÚDE, MEIO AMBIENTE E GENÉTICA Grupo de Pesquisa GENÉTICA: MEIO AMBIENTE E SAÚDE Introdução Desde o início da humanidade, os humanos criaram uma estreita relação com os animais. Ao decorrer do tempo, esses animais acabaram se tornando membros da família (DE CARVALHO , 2017). O gato doméstico ( ) vem conquistando o coração daset al. Felis catus pessoas, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), em parceria com o IBGE, estima-se que a população de gatos cresce em média 8% ao ano. Mais pessoas passaram a morar sozinhas, em espaços menores e ficaram cada vez mais ocupadas com suas rotinas, justificando essa crescente preferência na escolha da companhia felina, cujos animais são mais independentes, mais limpos e exigem menos espaço (PORTAL VET, 2022). Entretanto, mesmo não passando muito tempo com seus animais, os tutores de gatos costumam ser extremamente atenciosos com a saúde e bem-estar de seus amiguinhos. A Imunodeficiência Viral Felina (FIV) e a Leucemia Viral Felina (FeLV) são as doenças mais temidas por esses tutores, já que elas não têm cura e diminuem a expectativa de vida de seus felinos (ALVES, 2016; PORTAL VET, 2022; MARIGA 2021). Um estudo global realizadoet al., sobre a prevalência dessas doenças, que abrangeu um período de 9 anos e quase 3 milhões de animais testados mostrou uma prevalência de 4 a 14% para FeLV e de 5 a 14% para FIV, sendo a região Norte Americana a menos afetada e Oriente Médio e África as regiões que são mais afetadas (DE AZEVEDO, 2022).et al., O FIV e FeLV são vírus envelopados, ambos pertencentes à família Retroviridae e gênero e , respectivamente. Essa família se diferencia das demais pelaLentivirus Gammaretrovirus sua forma de replicação, que vai ocorrer em parte no citoplasma e outra no núcleo da célula hospedeira. O RNA desses vírus serão retrotranscritos em uma fita dupla de DNA por conta da ação da enzima transcriptase reversa. Em seguida, esse DNA complementar gerado será inserido no genoma da célula hospedeira, recebendo o nome de provírus ou DNA proviral. Ao ocorrer a transcrição do provírus, origina-se um RNAm viral, utilizado para a síntese de proteínas virais e a formação de novas partículas infecciosas (MEDEIROS 2019).et al., O FIV, conhecido popularmente como a Aids felina, foi descoberto em 1987, depois de 6 anos que documentaram sobre o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Possui capacidade de se manter latente no hospedeiro por longos períodos de tempo, não se replicando, mas evitando o reconhecimento por parte dos anticorpos e atuando como um reservatório viral (TURRAS, 2014). Tem tropismo pelas células T CD4, diminuindo a imunidade do animal e produzindo anticorpos anti-FIV. É classificado em cinco subtipos: A, B, C, D e E, e existem cinco estágios da doença (ROSA 2011).et al., O FeLV foi observado pela primeira vez em 1964 através de um microscópio. Possui diversos mecanismos oncogênicos que têm a capacidade de ativar os proto-oncogenes do hospedeiro e contrariar a ação do gene supressor de tumores e a indução de mutagênese através da inserção de um DNA viral no genoma desse hospedeiro, levando a uma alteração da estrutura dos genes envolvidos na regulação do ciclo celular (TURRAS, 2014). É dividido em 7 gêneros: alfa, beta, gama, delta, épsilon, lentivírus e spumavírus, e quatro subgrupos: FeLV-A, FeLV-B, FeLV-C e FeLV-T (ROSA 2011).et al., A principal via de transmissão de ambos é a saliva, todavia a mordedura é o meio mais eficaz de transmitir o FIV, enquanto a lambedura é o modo mais transmissível do FeLV. Os gatos machos adultos, não castrados e com acesso a rua possuem maiores chances de se infectarem e transmitirem a doença, devido ao comportamento natural da espécie (MEDEIROS 2019; SILVA 2016). O diagnóstico das infecções causadas pelo FIV e FeLV éet al., et al., realizado associando o exame clínico com exames complementares. Podem ser utilizados testes sorológicos, como o ensaio de imunoadsorção enzimática (ELIZA) ou testes moleculares, como a reação em cadeia de polimerase (PCR) (TEIXEIRA 2007).et al., A imunodeficiência viral felina (FIV) e a leucemia viral felina (FeLV) são doenças virais frequentes em gatos do mundo todo e há diversos estudos acerca desse assunto, tornando importante uma revisão que integre esses estudos. A revisão integrativa, consiste resumidamente em fazer um levantamento bibliográfico de estudos independentes sobre o mesmo assunto, analisar e sintetizar os resultados dessa pesquisa. Consiste em uma abordagem metodológica mais ampla, que permite a inclusão de estudos experimentais e não- experimentais para compreender o que está sendo analisado. Para a elaboração de uma revisão integrativa, é importante: elaborar uma pergunta norteadora, fazer a busca ou amostragem na literatura, coletar dados, fazer uma análise crítica dos estudos incluídos, discutir os resultados e por fim, apresentar a revisão integrativa (65tSOUZA; SILVA; CARVALHO, 2010). Objetivo Geral Sintetizar resultados de produções científicas independentes desenvolvidas sobre duas doenças mais comuns em gatos domésticos causadas pelo Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) e pelo Vírus da Leucemia Felina (FeLV), no período de 2018 a 2022. Objetivos Específicos - Quantificar os estudos com os vírus da FIV e da FeLV no mundo por ano; - Listar os periódicos e seus respectivos qualis dos artigos selecionados; - Apresentar os objetivos dos estudos selecionados sobre FIV e FeLV; - Discorrer e comparar as principais formas de transmissão e as fases da infecção para cada doença estudada; - Apontar os principais sinais clínicos apresentados no organismo do felino; - Discorrer e comparar as formas de diagnósticos destes vírus. Materiais e Métodos Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, buscando textos que reuniam os principais resultados de estudos sobre o Vírus da imunodeficiência felina (FIV) e o Vírus da leucemia felina (FeLV), estabelecendo relações entre eles e evidenciando conceitos. A busca dos documentos (trabalhos acadêmicos e artigos científicos) foi por meio da base de dados Biblioteca Virtual em Saúde – Medicina Veterinária e Zootecnia (BVS-VET), criada por iniciativa da biblioteca da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), apoiada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) e segue o modelo de gestão da informação e do conhecimento em saúde da BIREME/OPAS/OMS. Ela objetiva reunir, organizar e disseminar a produção técnico-científica nacional das áreas de Medicina Veterinária e Zootecnia (BVS-VET, 2023). Após as leituras e processos de triagem dos artigos foram inclusos apenas artigos completos, publicados na língua portuguesa e, nos últimos 5 anos (2018 a 2022). Para a busca dos artigos científicos, foram utilizadas as seguintes palavras-chave: “Feline immunodeficiency virus” OR “FIV” AND “Feline leukemia virus” OR “FELV”, separadamente. No total foram coletados 59 artigos científicos, sendo 32 sobre a FIV e 27 sobre a FeLV, havendo necessidade de exclusão de 9 artigos FIV e 5 artigos FeLV por duplicidade e, 3 artigos FIV e 2 artigos FeLV por não conseguir o seu acesso. Após a leitura na íntegra dos 20 artigos restantes sobre FIV e 20 artigos restantes sobre FeLV, foram excluídos mais 15 artigos FIV e 8 artigos FeLV por não se adequarem aos critérios de elegibilidade. Assim, foram finalmente selecionados 5 estudos sobre o FIV e 12 estudos sobre a FeLV para integrar esse estudo, sendo 4 artigos em comum entre ambos os temas, portanto, totalizando 13 artigos (Figura1). Além disso, foi levantado por meio da Plataforma Sucupira o Qualis dos periódicos de cada um dos 13 estudos selecionados, sendo optado pela classificação de periódico quadriênio 2017-2020 (PLATAFORMA SUCUPIRA, 2023). Resultados Entre os 13 artigos selecionados, o ano de 2019 foi o que mais teve publicações, um total de 5 artigos científicos. Nos anos de 2020 e 2022 mantiveram 3 publicações. O periódico Acta que possui o qualis B2 foi o que mais publicou sobre o tema, com 3 Scientiae Veterinariae artigos e subsequente o Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, que possui um qualis B1, publicando 2 artigos científicos. De modo geral, os estudos foram publicados em periódicos que apresentavam qualis mediano, sendo 3 revistas B1, 3 B2, 2 B3, 3 B4, 1 B5 e 1 revista qualis C (Tabela 1). Alguns objetivos mais comuns nos estudos selecionados foram descrever fatores de risco e alterações clínicas nas duas doenças, além de relatos de ocorrência de outras doenças em gatos FIV ou FeLV positivos (Tabela 1). Dos 13 artigos selecionados 7 artigos ressaltaram as formas de transmissão dos vírus, sendo a saliva a principal via tanto da FIV quanto da FeLV, porém a mordedura é o meio mais eficaz de transmitir o FIV, enquanto a lambedura é mais importante na transmissão do FeLV. Além dessas formas, foi relatado nos estudos que também pode ocorrer por meio do leite materno, do sêmen, por via transplacentária, perinatal e por transfusão sanguínea (DOS SANTOS, 2022; VIDAL, 2018). et al., Após a transmissão viral a infecção vai ocorrer em fases, e dos 13 artigos selecionados apenas 4 abordaram sobre elas. A infecção pelo FIV é dividida em fases: aguda, assintomática e sintomática. No caso da infecção pela FeLV, a doença pode ser classificada em quatro fases: progressiva, regressiva/latente, focal e abortiva (Quadro 1). Dos 13 artigos selecionados, 6 discorreram sobre os sinais clínicos observados nos gatos infectados com FIV e FeLV. Nesses todos os autores ressaltaram que os sinais clínicos são variáveis, podendo ser alguns deles disfunções gastrointestinais, neurológicas, respiratórias, dentre outros. Dos 13 artigos selecionados, um total de 11 estudos relataram os métodos utilizados para diagnosticar os felinos infectados com a FIV e a FeLV. O diagnóstico pode ser através de imunoensaios enzimáticos (ELISA) tradicionais, kits rápidos de ELISA (SNAP® e ALERE), Western blot, imunofluorescência indireta (IFI), reação em cadeia da polimerase (PCR) e isolamento viral (DOS SANTOS, 2022; CENI, 2022). Os testes rápidos SNAP® e oet al., et al., ALERE (Figura 2) foram os mais relatados nos estudos, sendo o primeiro mais utilizado quando a suspeita é de FIV e o segundo quando a suspeita é de FeLV. Além deles, o PCR também foi bastante relatado, sendo utilizado como um método de diagnóstico confirmatório na maioria deles. Discussão Nesse estudo, o ano de 2019 foi o que mais teve publicações. O periódico Acta Scientiae foi o que mais publicou, sendo Veterinariae um periódico científico on-line de acesso aberto, editado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Cujo foco principal é abordar sobre todos os aspectos da prevenção da doença, clínica e medicina interna, patologia, cirurgia, epidemiologia, imunologia, procedimentos diagnósticos e terapêuticos, além de investigação fundamental em fisiologia, bioquímica, imunoquímica, genética, biologia celular e molecular aplicada para o campo veterinário e assim como uma interface com a saúde B2, ele é visto comopública (VETINDEX, 2023). O Qualis dessa revista foi classificado como um medidor da qualidade dos periódicos e, por conseguinte, do que é publicado, sendo uma revista B2 considerada como mediana (DA SILVA, 2009). A transmissão do FIV ocorre principalmente através da inoculação de partículas virais presentes na saliva ou sangue dos felinos infectados, sendo animais de rua, de abrigos, não castrados e em locais de alta densidade, mais propensos a adquirir essa doença. No caso da FeLV, dá-se por exposições oronasais em locais com o vírus presente, ou então, através de contato direto entre animais, como brigas ou o uso compartilhado de comedouros, fontes de água, das mães para os filhotes (MARIGA, 2021).et al., Em relação a FIV, na fase aguda, os felinos podem apresentar hipertermia com linfadenomegalia; adiante, a resposta imune controla parcialmente a carga viral e o animal entra na fase assintomática, que pode durar vários anos. Mesmo tendo a ausência de sintomas, a queda progressiva de linfócitos T CD4+ e a inversão da relação CD4:CD8 levam à fase sintomática, caracterizada por uma alta carga viral, com sinais clínicos mais graves, devido a infecções secundárias e oportunistas (KAWAHARA, 2019; DOS SANTOS, et al., et al., 2022). Já a FeLV, fase da infecção progressiva, vai ocorrer a disseminação viral com o desenvolvimento de doenças linfoproliferativas ou mieloproliferativas. Já na infecção regressiva /latente, os anticorpos vão controlar a viremia por volta de algumas semanas e o vírus passa a não ser detectado no sangue periférico, embora o DNA proviral esteja presente nas células. Agora, na infecção focal, o vírus se replica apenas em algum tecido ou órgão e na infecção abortiva o animal que foi exposto ao vírus consegue responder efetivamente à infecção (MEDEIROS, 2019).et al., A replicação dos retrovírus ocorre em tecidos de alta taxa metabólica, onde a infecção por FeLV leva ao desenvolvimento de doenças mieloproliferativas e degenerativas, e a FIV causa doença imunossupressora (CENI, 2022). Dessa forma, os sinais clínicos apresentadoset al., vão depender do tipo da doença, dos órgãos que estão envolvidos, dos efeitos específicos do vírus ou de infecções secundárias e oportunistas. Geralmente os felinos FeLV (+) vão desenvolver quadros de imunossupressão, anemia e linfoma. Apresentam mucosas hipocoradas, dispnéia, letargia, anorexia, emagrecimento progressivo, enterite, apatia (VIDAL, 2018). Já os felinos FIV positivos, durante a fase aguda, seus sinais podem ser hipertermia, depressão, disfunções gastrointestinais (enterite e estomatite), gengivite, conjuntivite, doenças relacionadas ao trato respiratório e linfadenopatia periférica. Nem sempre a infecção cursa com o desenvolvimento de sintomatologia clínica e os animais podem também permanecer longos períodos assintomáticos. A fase sintomática, por sua vez, é marcada pela presença de sinais decorrentes de enfermidades oportunistas devido à intensa imunossupressão, além de neoplasias, disfunções neurológicas, perda de peso, diarreia persistente, gengivite ou estomatite de caráter crônico (MEDEIROS, 2019).et al., Em relação ao diagnóstico dessas doenças, o isolamento do vírus pode ser realizado por fluídos como saliva, soro, plasma, e liquido cérebro-espinhal de gatos contaminados. O teste imunocromatográfico (testes rápidos) só indicará resultado positivo para FeLV se o agente estiver presente na corrente sanguínea, ou seja, na fase de viremia e para FIV quando o corpo do felino já produziu anticorpos suficientes para atingir o limiar do teste (CAMPBELL; BRAGA, A sensibilidade e a especificidade do teste SNAP® para o FeLV são de 98,6% e 93,5%,2019). respectivamente; no caso do teste ALERE possui sensibilidade e especificidade de 100% para o FeLV. Para o FIV, a sensibilidade do teste SNAP® é de 93,5% e a especificidade é de 100%. A especificidade do teste ALERE para o FIV é de 98% e a sensibilidade é de 96% (MEDEIROS, ., 2019).et al O PCR além de detectar e identificar os agentes virais, permite também caracterizá-los geneticamente. Alguns animais podem permanecer infectados de modo latente por meses ou anos com o vírus da FeLV. Esses gatos apresentam resultados negativos aos testes de ELISA, IFI, RT-PCR, imunocromatografia ou isolamento viral, mas podem permanecer positivos por toda a vida pelo teste de PCR, que consegue detectar o provírus integrado ao genoma do hospedeiro.Para a FIV, ele vai promover a amplificação de sequências específicas de DNA em seu provírus. A utilização da PCR com quantificação de partículas virais é capaz de detectar níveis muito baixos de vírus no sangue ou em tecidos, reduzindo o risco de falso- positivos por contaminação cruzada de amostras, além de permitir o acompanhamento quantitativo do aumento ou redução da carga viral nos gatos portadores do FIV (CAMPBELL; CENI, ., 2022BRAGA, 2019, et al ). Conclusão O ano de 2019 foi o que concentrou o maior número de publicações, sendo o Acta Scientiae Veterinariae o periódico que se destacou na quantidade de estudos publicados. De modo geral, os artigos científicos foram publicados em periódicos que apresentavam qualis mediano. Os objetivos dos estudos selecionados de um modo geral foram descrever fatores de risco, alterações clínicas e relatos de ocorrência de outras doenças em gatos FIV ou FeLV positivos. A principal forma de transmissão da FIV é a mordedura e da FeLV é a lambedura. Subsequente, ocorre as fases de infecção pela FIV que apresenta fase aguda, assintomática e sintomática, e pela FeLV que possui as fases progressiva, regressiva/latente, focal ou abortiva. Os sinais clínicos da doença são variáveis sendo os testes rápidos e PCR os métodos mais utilizados para seu diagnóstico. Referências ALMEIDA, T. M. . Linfoma leucemizado em felino coinfectado com os vírus da et al imunodeficiência felina e da leucemia felina: relato de caso. Arquivo Brasileiro de Medicina , v. 71, p. 219-224, 2019.Veterinária e Zootecnia BIEZUS, Giovana . Ocorrência de doenças infecciosas em gatos do Planalto Catarinense. et al , v. 17, n. 2, p. 235-240, 2018.Revista de Ciências Agroveterinárias BLEZUS, Giovana . 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