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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários Livro Eletrônico 2 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Sumário Apresentação .....................................................................................................................................................................3 Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ...........................................................................................4 1. Direito Financeiro ........................................................................................................................................................4 2. Orçamento Público: Conceitos e Técnicas....................................................................................................5 2.1. Orçamento Autorizativo x Orçamento Impositivo ...............................................................................11 3. Tipos de Orçamento .................................................................................................................................................14 4. Princípios Orçamentários .....................................................................................................................................15 4.1 Vedações Constitucionais ................................................................................................................................34 5. Controle Judicial do Orçamento Público ....................................................................................................35 Resumo ...............................................................................................................................................................................37 Mapa Mental ....................................................................................................................................................................39 Questões de Concurso ...............................................................................................................................................40 Gabarito ...............................................................................................................................................................................51 Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................52 Referências .......................................................................................................................................................................68 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro ApresentAção Olá. Tudo bem com você? Vamos para nossa 1ª aula de Orçamento Público? O curso está voltado para o seu certame, contendo as questões de orçamento da Consulplan! No entanto, dada a pequena quantidade de questões da banca, é preciso complementar a sua prática com provas de outras bancas. Tomamos o cuidado de trazer as atualizações das Emendas Constitucionais n. 100/19, 102/19, 103/19, 105/19, 106/2020 e 109/2021. Ah, não se esqueça de avaliar esta aula. O seu feedback é muito importante para o aprimoramento constante deste trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro CONCEITOS, TÉCNICAS E PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS 1. Direito FinAnceiro O Direito Financeiro é um dos ramos do direito público que tem por objeto a atividade financeira do Estado, entendida essa como a ação de obter, criar, gerir e destinar os recursos para a consecução das necessidades sociais (prestação de serviços públicos). O Direito Financeiro está inserido entre as competências legislativas concorrentes. Isso quer dizer que cabe à União estabelecer as normas gerais sobre o tema e aos Estados e Municípios (interesse local) complementar essas disposições. Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; § 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. (Vide Lei n. 13.874, de 2019) § 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. Entre as normas gerais acerca do Direito Financeiro editadas pela União, podemos citar como exemplo a Lei n. 4.320/64 e a Lei Complementar n. 101/00, que serão vistas ao longo desse curso. Apesar de alguma divergência doutrinária, entende-se que o Direito Financeiro tem autonomia em relação aos demais ramos do direito, tendo em vista principalmente por possuir institutos, princípios e conceitos jurídicos próprios e distintos dos existentes nos demais ramos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro A despeito dessa autonomia, o Direito Financeiro se relaciona com outros ramos do Direito, como se segue: • Direito Constitucional: diversos institutos, regras e princípios do Direito Financeiro se encontram na Constituição; • Direito Administrativo: o Direito Financeiro deriva do Direito Administrativo, na medida em que a atividade financeira do Estado, tratada pelo Direito Financeiro, deverá estar enquadrada no âmbito do Direito Administrativo; • Direito Tributário: o Direito Tributário deriva do Direito Financeiro e tem como objeto o tributo (fonte mais importante de financiamento da atividade estatal); • Direito Penal: no direito penal podemos encontrar diversas tipificações (crimes) vinculadas à atividade financeira do Estado; • Direito Civil e Empresarial: na atividade financeira do Estado são utilizados institutos do Direito Civil e Empresarial. O Direito Financeiro ainda tem estreita relação com a Ciência das Finanças, contudo, com essa não se confunde. Enquanto o Direito Financeiro traz normas de conduta, que devem ser obedecidas de forma cogente, a Ciência das Finanças, apesar de ter como objeto também a atividade financeira do Estado, se ocupa de estudos e pesquisas sobre essa (ótica especulativa). Assim, a Ciência das Finanças consiste em uma atividade pré-legislativa, sem força coercitiva, fornecendo subsídios (meios e dados) para formulação das normas do Direito Financeiro. 2. orçAmento público: conceitos e técnicAs O orçamento público pode ser entendido como um conjunto de informações que evidenciam as ações governamentais, capaz de ligar os sistemas de planejamento e finanças. Trata-se de um documentoadotado no Brasil, que determina que o orçamento deva viabilizar o planejamento governamental, por meio de ações voltadas para alcance desse fim. É o elo entre planejamento e a gerência. 017. (CONSULPLAN/MAPA/2014) Sobre os princípios orçamentários, é INCORRETO afirmar que, segundo o a) princípio do equilíbrio, o montante da despesa autorizada em cada exercício financeiro não poderá ser superior ao total das receitas estimadas para o mesmo período. b) princípio da anualidade, da temporalidade ou, ainda, da periodicidade, a autorização do gasto deve ser dada para cada exercício financeiro que coincidirá com o ano civil. c) princípio de unidade, o orçamento deve ser uno, ou seja, cada esfera do Governo (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) deve possuir apenas um orçamento, tendo como fundamentação uma única política orçamentária e uma estrutura uniforme. d) princípio da clareza, o orçamento público deve expressar o programa de trabalho de cada entidade do setor público, detalhando, por meio de categorias apropriadas, como, onde e com que amplitude o setor público irá atuar no exercício a que se refere a Lei Orçamentária. A alternativa “d” se refere ao princípio orçamentário da programação. O princípio da clareza determina que a lei orçamentária deve ser clara, objetiva e compreensiva para todos. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 018. (CONSULPLAN/CBTU/2014) A seleção dos objetivos que se procuram alcançar, assim como a determinação das ações que permitam atingir tais fins e o cálculo e a consignação dos recursos humanos, materiais e financeiros, para a efetivação dessas ações, é o que estabelece o Princípio Orçamentário da: a) Unidade. b) Anualidade. c) Programação d) Universalidade. Objetivos e ações irão compor a programação orçamentária. Na aula de despesa, esse tema da programação será destrinchado. Letra c. Os princípios vistos até aqui podem ser chamados de tradicionais ou clássicos. Em contrapartida, temos princípios que vêm surgindo nas últimas décadas. São princípios tidos como modernos ou complementares: descentralização, simplificação e responsabilização: • DESCENTRALIZAÇÃO Esse princípio também não é muito visto na doutrina, mas já foi cobrado em prova. Ele prescreve o seguinte: é desejável que a execução das ações orçamentárias aconteça de maneira mais próxima dos beneficiários da política pública relacionada. • SIMPLIFICAÇÃO A peça orçamentária precisa ser de fácil compreensão. • RESPONSABILIZAÇÃO Gestores e administradores devem assumir responsabilidades pelas ações orçamentárias. Por fim, vale citar quais princípios que são explicitados pelo Manual Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – 8ª Edição: • Unidade ou totalidade • Universalidade • Anualidade ou periodicidade • Exclusividade • Orçamento bruto • Legalidade • Publicidade • Transparência • Não-vinculação (não afetação) da receita de impostos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 33 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 019. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE SANTA MARIA MADALENA–RJ/2010) Relacione o conceito ao Princípio Orçamentário correspondente: 1. Princípio da Programação. 2. Princípio da Unidade. 3. Princípio do Equilíbrio. 4. Princípio da Exclusividade. 5. Princípio da Clareza. ( ) O orçamento deverá consolidar uma salutar política econômico-financeira que produza a igualdade entre valores de receita e despesa. ( ) O poder de comunicação do documento terá influência em sua melhor e mais ampla utilização e sua difusão será tanto mais abrangente quanto maior for sua clareza. ( ) O orçamento deve ter o conteúdo e a forma de programação. ( ) Deverão ser incluídos no orçamento, exclusivamente, assuntos que lhe sejam pertinentes. ( ) Os orçamentos de todos os órgãos autônomos que constituem o setor público devem-se fundamentar em uma única política orçamentária estruturada uniformemente e que se ajuste a um método único. A sequência está correta em: a) 3, 5, 1, 4, 2 b) 2, 4, 1, 5, 3 c) 5, 3, 4, 1, 2 d) 4, 2, 1, 5, 3 e) 1, 4, 3, 2, 5 3) Igualdade entre receita e despesa é equilíbrio. 5) A boa comunicação vem da clareza. 1) Orçamento sob a forma de programação. 4) Só assunto de orçamento é exclusividade. 2) Única política orçamentária estruturada uniformemente é princípio da unidade. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 34 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 4.1 veDAções constitucionAis Além dos princípios relacionados acima, a Constituição ainda prevê, nos incisos do artigo 167, situações vedadas pela Carta Magna. Esses casos não são considerados pela Doutrina em geral como princípios, mas pela força e generalidade de suas disposições, achamos importante enumerá-las. Dessa forma, são vedados: • O início de programas e projetos não previstos na Lei Orçamentária; • Despesas ou obrigações que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; • Operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (Regra de Ouro); Essa vedação relativa a operações de crédito será dispensada durante a vigência da calamidade pública nacional decorrente do novo Corona Vírus (EC n. 106/2020) • Vinculação da receita de impostos (Princípio da não afetação); • Abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; • Transposição, remanejamento ou transferência de recursos sem autorização legislativa. No entanto, pode ser admitida a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação (PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO ESTORNO); • Créditos ilimitados; • Destinação de recursos do orçamento fiscal e da seguridade social para cobrir o déficit de fundos, empresas e fundações, salvo autorização legislativa; • Instituição de fundos, de qualquer natureza, sem autorização legislativa prévia; • Pagamento de despesas com pessoal de outros entes federados, por meio de transferências voluntárias ou empréstimos (inclusive antecipação de receita), pela União e Estados e suas instituições financeiras; • Utilização de recursos do regime próprio de previdência social dos servidores para a realização de despesas distintas do pagamento dos benefícios previdenciários do respectivo fundo vinculado àquele regime e das despesas necessárias à sua organização e ao seu funcionamento; • Transferência voluntária de recursos, a concessão de avais, as garantias e as subvenções pela União e a concessão de empréstimose de financiamentos por instituições financeiras federais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na hipótese de descumprimento das regras gerais de organização e de funcionamento de regime próprio de previdência social; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 35 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro • Criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados mediante a vinculação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por programação orçamentária e financeira de órgão ou entidade da administração pública. (Vedação incluída pela EC n. 109/2021) 020. (CONSULPLAN/CBTU/2014) Considerando as vedações constitucionais a respeito de orçamento, assinale a alternativa INCORRETA. a) São vedados o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual e a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. b) É vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovadas pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. c) São vedados a abertura de crédito extraordinário ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes, bem como a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa. d) São vedadas a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa e a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Com exceção da alternativa “c”, as demais alternativas estão corretas. O erro da alternativa é a troca dos créditos especiais pelos extraordinários. Os créditos extraordinários são abertos por meio de medida provisória, ou seja, sem prévia autorização legislativa. Letra c. 5. controle JuDiciAl Do orçAmento público Como visto ao longo desta aula, o orçamento público é um instrumento que traz as ações governamentais para suprir os interesses sociais, alocando recursos em programas (políticas públicas). A execução do orçamento é competência do Poder Executivo, na sua função típica de administração, no entanto, há possibilidade de o Poder Judiciário realizar o controle judicial sobre o orçamento público. 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Nessas hipóteses, não cabe ao gestor público invocar a reserva do possível (escassez de recursos), pois se está diante de políticas públicas vinculadas a direitos garantidos constitucionalmente, inclusive sob o aspecto de cumprimento do mínimo existencial (núcleo básico de um direito que não pode deixar de ser entregue/ofertado à sociedade, já que é esse núcleo que pode assegurar uma vida digna, envolvendo saúde, alimentação e educação). Esse controle pode ser observado, por exemplo, quando o Poder Judiciário determina a alocação de recursos no orçamento para a efetivação de um direito fundamental (como a acessibilidade de deficientes físicos em prédios estatais) ou para vedar o contingenciamento de dotações orçamentárias (vedação do contingenciamento do fundo nacional de segurança pública transferido aos entes subnacionais). 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Orçamento desempenho Esse modelo de orçamento representou uma evolução do orçamento tradicional, pois além de apresentar o objeto do gasto, como o orçamento tradicional, dispunha de uma nova dimensão, o programa de trabalho, com a finalidade de avaliar o desempenho das ações do governo. Orçamento- programa É o modelo em vigor no Brasil. Ponto característico desse tipo de orçamento é sua vinculação direta com o Planejamento Governamental. Como o próprio nome nos indica, no Orçamento- Programa o foco está nos programas de governo, nos projetos e atividades necessários para atingir as metas pretendidas. Orçamento base- zero Nessa forma de orçamento, devem-se rever todos os valores consignados no orçamento antecedente. Nenhum programa tem continuidade garantida. Todos os programas devem ser revistos, a partir da análise da sua permanência. Orçamento incremental Esse orçamento funciona assim: num determinado ano, são arroladas as despesas e as receitas. No próximo exercício o que é feito? Apenas a correção/atualização dos valores, mantendo-se a base do ano anterior. Orçamento participativo Convoca os cidadãos a participarem da etapa de formulação do orçamento. É o chamamento da população para, junto ao Poder Executivo, estabelecer as prioridades do Orçamento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 38 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Princípios Princípios Orçamentários Legalidade No caso do setor público, o gestor só pode fazer aquilo que está na lei. Isso vale também para a matéria orçamentária. Diante desse fato, justifica-se a existência das leis orçamentárias: PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orçamentária Anual). Unidade/Totalidade O orçamento deve ser uno, uma só peça. Assim, não poderão coexistir diferentes orçamentos para um mesmo ente da federação. Esse princípio buscar evitar a proliferação de orçamentos paralelos em um mesmo ente da federação, determinando que haja um só orçamento. Universalidade Determina que a Lei Orçamentária Anual compreenderá todas as despesas e receitas, inclusive as provenientes de operações de crédito, referentesa todos os Poderes do Ente da Federação (União, Estados, Munícipios e Distrito Federal), seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta. Esse princípio não se aplica às operações de crédito por antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiro. Exclusividade A lei orçamentária anual não deve conter dispositivo estranho à previsão da receita e fixação da despesa, com exceção da autorização para a abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, inclusive as de antecipação de receita. Anualidade/ Periodicidade O orçamento deve abranger um período definido no tempo. No Brasil, o orçamento coincide com o ano civil, período de um ano. Orçamento Bruto As receitas e despesas consignadas no orçamento devem ser apresentadas pelos seus valores brutos, sendo vedada a apresentação desses créditos deduzidos por algum valor. Não Afetação/Não Vinculação A receita de impostos não deve ser vinculada a órgãos, fundos e despesas, ressalvando-se as exceções previstas na Constituição Federal de 88. Publicidade Como qualquer outro ato emanado pelo poder público, ao Orçamento deve ser garantida a sua publicidade. Transparência O Governo deve divulgar o orçamento público de forma ampla à sociedade; publicar relatórios sobre a execução orçamentária e a gestão fiscal; disponibilizar, para qualquer pessoa, informações sobre a arrecadação da receita e a execução da despesa. 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(CONSULPLAN/MAPA/2014) Qual princípio determina que o orçamento deverá conter todas as receitas e despesas públicas, inclusive as operações de crédito autorizadas em lei? a) Equilíbrio. b) Programação. c) Exclusividade. d) Universalidade. 002. (CONSULPLAN/TRE-MG/2013) Os Princípios Orçamentários visam estabelecer regras norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração, execução e controle do Orçamento Público. Válidos para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes federativos – União, Estados, Distrito Federal e Municípios – são estabelecidos e disciplinados por normas constitucionais, infraconstitucionais e pela doutrina. Sobre os Princípios Orçamentários, assinale a afirmativa INCORRETA. a) A Lei Orçamentária Anual de cada ente federado deverá conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo poder público em cumprimento ao estabelecido de forma expressa na legislação. b) O princípio da unidade ou totalidade expressa que todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exercício financeiro, devem integrar um único documento legal dentro de cada esfera federativa: a Lei Orçamentária Anual (LOA), exclusivamente, para os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, não se aplicando ao Orçamento de Investimento das Empresas Estatais. c) Na elaboração e execução do orçamento público consi- dera-se o exercício financeiro orçamentário: período de tempo ao qual a previsão das receitas e a fixação das despesas registradas na Lei Orçamentária Anual (LOa) irão se referir. No caso brasileiro, o exercício financeiro coincidirá com o ano civil e, por isso, será de 1º de janeiro até 31 de dezembro de cada ano, em atendimento ao princípio da anualidade e da periodicidade. d) As disposições contidas nos artigos 48, 48-A e 49 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determinam ao governo, por exemplo: divulgar o orçamento público de forma ampla à sociedade; publicar relatórios sobre a execução orçamentária e a gestão fiscal; disponibilizar, para qualquer pessoa, informações sobre a arrecadação da receita e a execução da despesa, as quais expressam o mesmo que o princípio orçamentário da transparência. e) A elaboração da proposta ou projeto da Lei Orçamentária Anual (LOa) é de iniciativa exclusiva do Chefe do Poder Executivo. Cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente autorizar, ou seja, se subordina aos ditames da lei. A aprovação do projeto de orçamento ocorre quando convertido em lei, em cumprimento ao princípio da legalidade aplicado à Administração Pública, segundo o qual a Constituição Federal de 1988, no seu Art. 165, estabelece a necessidade de formalização legal das leis orçamentárias. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 003. (CONSULPLAN/CEAGESP/2006) Segundo qual princípio orçamentário abaixo “Devem ser previstas no orçamento todas as receitas e despesas a serem realizadas no exercício financeiro”? a) Da universalidade b) Da unidade c) Da exclusividade d) Da programação e) Da eficiência. 004. (FCC/TRT-15ª/2018) Um servidor investido em cargo da área de orçamento deverá observar os vários princípios norteadores do orçamento público, pelos quais fica estabelecido que a) todos os órgãos e entidades do ente governamental, em obediência ao princípio da universalidade, deverão estar compreendidos, junto com os Poderes desse mesmo ente, em uma só lei de orçamento anual. b) a Lei Orçamentária Anual (LOa) deverá conter a previsão de todas as receitas e de todas as despesas, em obediência ao princípio do orçamento bruto. c) a previsão de deduções legais é necessária na Lei Orçamentária Anual (LOa) apenas nos casos de exceção legal ao princípio da exclusividade. d) o princípio da exclusividade não exclui a possibilidade de a Lei Orçamentária Anual (LOa) conter autorização para contratação de operação de crédito. e) o princípio da não vinculação determina que as receitas de impostos constem da Lei Orçamentária Anual (LOa) pelos seus totais. 005. (FCC/TRT-24ª/2017) Entre os princípios orçamentários que informam a elaboração da Lei Orçamentária Anual − LOA, previstas na Constituição Federal e legislação de regência, insere-se o princípio da a) exclusividade, que veda a inclusão de qualquer dispositivo estranho à estimativa de receita e à fixação de despesa, incluindo-se na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares. b) não vinculação das receitas, que, entre outros aspectos, proíbe a destinação de produto de taxas a fundos ou outras finalidades. c) especificação, segundo o qual as receitas e as despesas devem estar consignadas de forma discriminada, sendo vedado dotações globais. d) anualidade, que veda a inclusão na LOA de autorização para contratação de operações de crédito cujo serviço da dívida exceda o correspondente exercício financeiro. e) unicidade,que determina a apresentação e aprovação simultâneas, ainda que em leis separadas, do orçamento fiscal, do orçamento monetário e o orçamento das estatais. 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(FCC/TRT-6ª/2018) Os princípios orçamentários, extraídos da Constituição Federal e da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria, contemplam, entre outros, o a) da universalidade, de acordo com o qual o orçamento deve compreender obrigatoriamente as despesas e receitas relativas a todos os Poderes, órgãos, fundos, tanto da administração direta quanto da indireta, excluídas apenas as entidades que não recebam subvenções ou transferências à conta do orçamento. b) da não afetação, de acordo com o qual o orçamento não pode consignar destinação de tributos, incluídas taxas, a fundos de despesa, vedando também a vinculação de produto de imposto a garantias perante a União. c) do equilíbrio, que proíbe a aprovação de orçamento com previsão de déficit, salvo em comprovada situação de constrição econômica, condicionada a realizações de operações de antecipação de receita orçamentária; d) da exclusividade, que proíbe a inclusão no orçamento de matéria estranha à previsão de receita e fixação de despesas para o exercício, determinando, assim, que as operações de crédito e receitas extraordinárias estejam previstas em peça autônoma. e) da discriminação, que determina a alocação das receitas orçamentárias às despesas correspondentes, mediante empenho previsto na peça orçamentária, realizado de acordo com a categoria funcional correspondente. 007. (FCC/TRE-SP/2017) Lei Orçamentária Anual, para o exercício de 2017, de determinado ente público previu receitas e fixou despesas no valor de R$ 2.750.600.000. Não constou na Lei Orçamentária as despesas com pessoal a serem realizadas pelo respectivo Poder Legislativo, sob a alegação de que muitos servidores seriam demitidos a partir de janeiro de 2017, portanto, não seria possível fixar o montante exato de tais despesas. Nestas condições, a Lei Orçamentária NÃO atendeu ao princípio orçamentário da a) universalidade. b) moralidade. c) transparência. d) exclusividade. e) unidade. 008. (FCC/CLDF/2018) Todas as receitas e despesas orçamentárias de um fundo distrital devem ser, respectivamente, previstas e fixadas na Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal em atendimento ao princípio orçamentário da a) competência. b) exclusividade. c) universalidade. d) periodicidade. e) eficiência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 009. (FCC/ALESE/2018) Um dos princípios orçamentários comumente apontados pela doutrina e que possui assento na Constituição Federal é o da não afetação, que traz, entre outras consequências, a) determinação aos ordenadores de despesa para indicação das dotações não afetadas a despesas específicas. b) impossibilidade de destinar receita proveniente de imposto a garantias em contratos de financiamento com a União. c) proibição de abertura de créditos adicionais com a utilização, como fonte de receita, de anulação de outras dotações. d) vedação à vinculação de produto de imposto de competência do ente federado a órgão, fundo ou despesa. e) obrigatoriedade de discriminação das despesas não vinculadas a dotações específicas, para fins de registro como restos a pagar. 010. (FCC/ALESE/2018) Em se tratando dos princípios orçamentários, o Princípio da a) legalidade dita que dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual é matéria reservada à Lei Ordinária. b) exclusividade surgiu para garantir o emprego da técnica conhecida como cauda orçamentária. c) universalidade institui que todas as receitas e todas as despesas devem constar da Lei de Orçamento. d) não afetação estabelece que nenhuma receita pode ser associada a determinada despesa ou fundo. e) anterioridade preconiza que as receitas devem ocorrer antes das despesas. 011. (FCC/CLDF/2018) Suponha que haja uma reivindicação da população para que seja inserido um dispositivo na Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal referente ao exercício financeiro de 2019 que garanta a aplicação de, no mínimo, 15% da arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores − IPVA em ações de Assistência Social. A reivindicação da população não poderá ser atendida porque fere os princípios orçamentários da a) exclusividade e da não vinculação da receita de impostos. b) universalidade e da não vinculação da receita de impostos. c) unidade e da não afetação da receita de impostos. d) totalidade e da exclusividade. e) periodicidade e do orçamento bruto. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 012. (FCC/SEMEF MANAUS – AM/2019) O orçamento público que se caracteriza por realizar a alocação de recursos visando à aquisição de meios e por utilizar como principais critérios classificatórios as unidades administrativas e os elementos de despesa e o orçamento público que se caracteriza por realizar a alocação de recursos visando à consecução de objetivos e metas e por utilizar como principal critério classificatório a funcional-programática correspondem, respectivamente, ao a) orçamento tradicional e ao orçamento-programa b) orçamento tradicional e ao orçamento clássico. c) orçamento impositivo e ao orçamento clássico. d) orçamento-programa e ao orçamento por resultado. e) orçamento por desempenho e ao orçamento clássico. 013. (FCC/SEFAZ-BA/2019) O orçamento-programa de um determinado ente público estadual a) realiza a alocação de recursos visando a consecução de objetivos e metas e utiliza como principal critério de classificação da despesa a funcional-programática. b) visa avaliar a economicidade das ações governamentais bem como a legalidade no cumprimento do orçamento. c) apresenta as despesas públicas que devem ser executadas por função, subfunção e elemento de despesa, sendo que a estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis e de gestão. d) impõe ao poder executivo a obrigatoriedade de investir em programas não discriminados como prioritários no Plano Plurianual pelo referido poder, sendo uma forma de implementação de políticas públicas regionalizadas. e) incorpora a população ao processo decisório da elaboração orçamentária, sendo que a alocação de recursos visa à aquisição de meios. 014. (FCC/SEAD-AP/2018) O orçamento-programa de um ente público estadual a) discrimina, por função, as despesas públicas que devem ser realizadas nos exercícios a que se refere o Plano Plurianual. b) dá ênfase ao objeto de gasto e proporciona o controlepolítico sobre as finanças públicas. c) é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização. d) realiza a alocação de recursos visando à aquisição de meios, e as decisões orçamentárias são tomadas com base em análises técnicas das alternativas. e) visa avaliar a legalidade no cumprimento do orçamento O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 015. (FCC/SEAD-AP/2018) Segundo o princípio orçamentário a) da exclusividade, a Lei Orçamentária Anual pode conter autorizações para abertura de créditos adicionais e para alterações das alíquotas tributárias. b) do controle, a ação administrativa do Poder Público deve obedecer a programas gerais, setoriais e regionais de duração plurianual. c) da não-afetação das receitas, o Poder Público deve registrar todas as receitas públicas pelo valor total, vedadas quaisquer deduções. d) da totalidade, todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exercício financeiro, por um determinado ente público estadual devem integrar um único documento legal. e) da descentralização, uma fundação pública possui cronograma de execução orçamentária e financeira distinto do ente público a que pertence. 016. (FCC/PREFEITURA DE RECIFE – PE/2019) Um dos princípios orçamentários consagrados pela ordem constitucional é o da universalidade, que, entre outros aspectos, determina a) a impossibilidade de instituição de dotações sem finalidade predeterminada, vedada alocação de percentual da receita corrente líquida para cobertura de passivos contingentes. b) a vedação de instituição de fundos especiais de despesa, com inviabilidade de destinação de quaisquer tributos para destinação específica. c) que todas as despesas e receitas devem integrar a lei orçamentária anual, o que não impede, contudo, a abertura de créditos adicionais mediante autorização legal específica. d) a obrigatoriedade de previsão, na lei orçamentária anual, também das receitas resultantes de operação de crédito e do montante total de créditos extraordinários para o exercício correspondente. e) a fixação, na lei orçamentária anual, também das receitas extraorçamentárias, assim entendidas aquelas que não decorrem da arrecadação ordinária, como, por exemplo, a securitização de recebíveis. 017. (FCC/SEAD-AP/2018) Todas as receitas e despesas orçamentárias de uma autarquia de ensino estadual devem ser, respectivamente, previstas e fixadas na Lei Orçamentária Anual do estado a que pertence em atendimento ao princípio orçamentário da a) universalidade. b) prudência. c) exclusividade. d) fidedignidade. e) publicidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 46 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 018. (FCC/SEFAZ-BA/2019) Segundo o princípio orçamentário a) da unicidade, as receitas e despesas previstas para uma empresa estatal independente devem integrar um único documento legal, qual seja, a Lei Orçamentária Anual. b) da exclusividade, a Lei Orçamentária Anual de um ente público estadual não deve conter dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. c) do planejamento, as ações governamentais de um ente público estadual devem compreender a elaboração e a atualização da programação financeira e orçamentária e do orçamento de desempenho. d) da legalidade, um ente público estadual somente poderá alterar a alíquota de um determinado tributo se tal alteração estiver prevista na Lei Orçamentária Anual do referido ente. e) da coordenação, os órgãos que operam na mesma área geográfica serão submetidos à coordenação com o objetivo de assegurar a execução integrada dos programas que constam na Lei Orçamentária Anual. 019. (FCC/SEMEF MANAUS – AM/2019) De acordo com o princípio orçamentário a) da compreensibilidade, a Lei Orçamentária Anual de um ente público municipal deve ser apresentada de maneira que os usuários compreendam seu significado bem como deve ser amplamente divulgada à sociedade. b) da comparabilidade, um ente público municipal deve apresentar informações orçamentárias e patrimoniais comparativas para possibilitar que os usuários identifiquem semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. c) da competência, as receitas fixadas e as despesas previstas devem ser registradas na Lei Orçamentária Anual de acordo com os seus respectivos fatos geradores. d) da totalidade, a Lei Orçamentária Anual de um ente público municipal deve conter todas as receitas fixadas e as despesas previstas pelos poderes do referido ente bem como das empresas públicas independentes. e) do orçamento bruto, um ente público municipal deve registrar as receitas e as despesas na Lei Orçamentária Anual pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer deduções. 020. (FCC/PREFEITURA DE RECIFE – PE/2019) Um dos princípios que informam a elaboração do orçamento público é o da discriminação, o qual a) impede a inclusão de dotações globais ou inespecíficas, não afastando, contudo, a previsão de reserva de contingência em percentual da receita corrente líquida. b) determina que as receitas devem estar discriminadas e fixadas na Lei Orçamentária Anual, impedindo o recolhimento em montantes superiores no curso do exercício. c) predica que todas as despesas públicas devem estar previamente descritas na Lei Orçamentária Anual, embora não destinadas a órgãos específicos. d) determina que as despesas devem estar especificadas ao menos por categoria econômica, salvo aquelas destinadas a ações incluídas no Plano Plurianual. e) predica que apenas as receitas e despesas expressamente discriminadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias podem ser incluídas na Lei Orçamentária Anual. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 47 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 021. (FCC/SEMEF MANAUS – AM/2019) No que concerne às autorizações para realização de despesas públicas previstas na Lei Orçamentária Anual, não são admissíveis dotações inespecíficas e globais. Constitui exceção a tal princípio, além dos programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução de despesas, também a) a reserva de contingência, fixada em percentual da receita corrente liquida e destinada a cobertura de passivos contingentes. b) os créditos suplementares, destinados à cobertura de despesas não dotadas ou insuficientemente previstas na LDO. c) os créditos extraordinários, destinados a cobertura de situações de calamidade pública ou comoção social. d) os restos a pagar, classificados como despesas extra orçamentárias e passíveis de pagamento com recursos do exercício em curso. e) as programações orçamentárias decorrentes de emendas parlamentares individuais de natureza impositiva, limitadas a 2% dareceita corrente líquida. 022. (FCC/DPE-AM/2018) Suponha que o Chefe do Executivo do Estado do Amazonas tenha encaminhado à Assembleia Legislativa projeto da lei orçamentária relativa ao exercício de 2018 e que o mesmo contenha, entre as dotações consignadas, uma de caráter global destinada a suportar possíveis majorações de custos em contratos de infraestrutura em curso. Considerando os preceitos constitucionais e legais que regem o orçamento público, bem como os princípios que o informam, tal circunstância afigura-se a) adequada, eis que se alinha com o princípio do equilíbrio, na medida em que objetiva evitar déficit corrente. b) inadequada, pois afronta o princípio da discriminação ou especialização, que veda o estabelecimento de dotações inespecíficas. c) inadequada, pois viola o princípio da anualidade ao inserir despesa cujo fato gerador pertence a outro exercício. d) adequada, pois respeita o princípio da unicidade, o qual determina que para cada despesa deve haver uma fonte de receita, ainda que genérica. e) inadequada, pois afronta o princípio da anterioridade, segundo o qual as receitas só podem estar vinculadas a despesas já materializadas juridicamente. 023. (FCC/DPE-RS/2017) Fazer com que o orçamento público considere todas as receitas e todas as despesas e que nenhuma instituição governamental fique afastada do orçamento caracteriza o princípio a) do orçamento bruto. b) da exclusividade. c) do equilíbrio. d) da transparência. e) da universalidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 024. (FCC/TRE-PR/2017) Sobre o orçamento-programa, considere: I – O orçamento é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização. II – A alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas. III – A alocação de recursos visa à aquisição de meios. IV – A estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis de gestão. V – O principal critério classificatório utilizado é por unidade administrativa. VI – O controle visa a avaliar a legalidade no cumprimento do orçamento. Está correto o que se afirma APENAS em: a) I. b) I e II. c) I, II, IV e VI. d) I, III e IV. e) III, V e VI. 025. (FCC/TRT – 11ª REGIÃO/2017) Sobre os princípios orçamentários, é correto afirmar que o princípio a) do orçamento bruto determina que, na lei orçamentária, deverá existir equilíbrio entre os montantes totais de receitas e despesas. b) da universalidade estabelece que devem constar na lei orçamentária todas as receitas e todas as despesas. c) do equilíbrio orçamentário estabelece que tanto as receitas quanto as despesas devem ser apresentadas pelos seus valores totais, sem deduções ou compensações. d) da anualidade estabelece a inexistência de orçamentos paralelos dentro de uma mesma esfera de governo. e) da periodicidade estabelece que é vedada a inclusão de assuntos não relacionados à previsão de receita e à fixação de despesas nas leis orçamentárias, isto é, são vedadas as caudas orçamentárias. 026. (FCC/TRE-SP/2017) Na Lei Orçamentária Anual − LOA, para o exercício de 2017, de determinado ente público, as receitas e despesas foram discriminadas de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo obedecendo aos princípios orçamentários. Com relação aos princípios orçamentários é correto afirmar: a) Unidade − o orçamento deve ser uno, ou seja, cada Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) deve ter sua Lei Orçamentária Anual específica. b) Universalidade − determina que a LOA de cada ente federado deverá conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro c) Exclusividade − estabelece que a LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. Ressalvam-se dessa proibição a autorização para contratação de pessoal, para área da saúde e educação. d) Orçamento Bruto − obriga registrarem-se receitas e despesas na LOA pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer deduções. Ressalvam-se dessa proibição os valores que se referirem às transferências constitucionais. e) Anualidade − delimita a execução das receitas e despesas de capital a um período de doze meses, a contar da aprovação da LOA pelo Poder Legislativo. 027. (FCC/AL-MS/2016) O Secretário de Orçamento e Planejamento de determinado Estado, visando a melhorar a transparência e o controle dos gastos públicos, propõe para o exercício de 2017 uma lei orçamentária anual específica para cada um dos Poderes e para o Ministério Público. De acordo com as regras que norteiam a elaboração do orçamento anual, o princípio orçamentário que NÃO será atendido é o da a) universalidade. b) exclusividade. c) uniformidade. d) transparência. e) unidade ou totalidade. 028. (FCC/AL-MS/2016) Em face do princípio orçamentário da exclusividade, a Lei Orçamentária Anual não pode conter dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, NÃO se incluindo na proibição a a) autorização para abertura de créditos suplementares. b) autorização para operações de crédito, exceto por antecipação de receita. c) fixação de limites para despesas de pessoal. d) fixação de limites de endividamento e prestação de garantias. e) previsão de limites para comprometimento da receita corrente líquida. 029. (FCC/PGE-MT/2016) O princípio orçamentário a que se refere o seguinte texto legal: A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar (BRASIL, Lei Federal n. 4.320/64, artigo 4º), é o princípio da a) Não-Afetação da Despesa. b) Discriminação. c) Unidade. d) Anualidade. e) Universalidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 030. (FCC/PREFEITURA DE TERESINA – PI/2016) Considerando a difícil situação econômica do país e com vistas a garantir os recursos destinados às obras de infraestrutura de saneamento para o exercício de 2017, o Secretário de Planejamento do Município de Fidalgo recomendou ao Prefeito a inserção de dispositivo na Lei Orçamentária Anual − LOA para garantir a destinação de 5% das receitas de IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano – para despesas de capital na função Saneamento. A recomendação do Secretário de Planejamento é inviável porque fere os princípios orçamentários da a) exclusividade e da não-vinculação das receitas de impostos b) exclusividade e do orçamento bruto. c) não-vinculação das receitas de impostos e da universalidade. d) universalidade e da periodicidade. e) economicidade e da publicidade.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 51 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro GABARITO 1. d 2. b 3. a 4. d 5. c 6. a 7. a 8. c 9. d 10. c 11. a 12. a 13. a 14. c 15. d 16. c 17. a 18. b 19. e 20. a 21. a 22. b 23. e 24. b 25. b 26. b 27. e 28. a 29. e 30. a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 52 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro GABARITO COMENTADO 001. (CONSULPLAN/MAPA/2014) Qual princípio determina que o orçamento deverá conter todas as receitas e despesas públicas, inclusive as operações de crédito autorizadas em lei? a) Equilíbrio. b) Programação. c) Exclusividade. d) Universalidade. O princípio da universalidade determina isso aí: tem que ter tudo de orçamento. Não pode ficar nada de fora dentro do universo orçamentário. Letra d. 002. (CONSULPLAN/TRE-MG/2013) Os Princípios Orçamentários visam estabelecer regras norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração, execução e controle do Orçamento Público. Válidos para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes federativos – União, Estados, Distrito Federal e Municípios – são estabelecidos e disciplinados por normas constitucionais, infraconstitucionais e pela doutrina. Sobre os Princípios Orçamentários, assinale a afirmativa INCORRETA. a) A Lei Orçamentária Anual de cada ente federado deverá conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo poder público em cumprimento ao estabelecido de forma expressa na legislação. b) O princípio da unidade ou totalidade expressa que todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exercício financeiro, devem integrar um único documento legal dentro de cada esfera federativa: a Lei Orçamentária Anual (LOA), exclusivamente, para os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, não se aplicando ao Orçamento de Investimento das Empresas Estatais. c) Na elaboração e execução do orçamento público consi- dera-se o exercício financeiro orçamentário: período de tempo ao qual a previsão das receitas e a fixação das despesas registradas na Lei Orçamentária Anual (LOa) irão se referir. No caso brasileiro, o exercício financeiro coincidirá com o ano civil e, por isso, será de 1º de janeiro até 31 de dezembro de cada ano, em atendimento ao princípio da anualidade e da periodicidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 53 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro d) As disposições contidas nos artigos 48, 48-A e 49 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determinam ao governo, por exemplo: divulgar o orçamento público de forma ampla à sociedade; publicar relatórios sobre a execução orçamentária e a gestão fiscal; disponibilizar, para qualquer pessoa, informações sobre a arrecadação da receita e a execução da despesa, as quais expressam o mesmo que o princípio orçamentário da transparência. e) A elaboração da proposta ou projeto da Lei Orçamentária Anual (LOa) é de iniciativa exclusiva do Chefe do Poder Executivo. Cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente autorizar, ou seja, se subordina aos ditames da lei. A aprovação do projeto de orçamento ocorre quando convertido em lei, em cumprimento ao princípio da legalidade aplicado à Administração Pública, segundo o qual a Constituição Federal de 1988, no seu Art. 165, estabelece a necessidade de formalização legal das leis orçamentárias. Vejamos. a) Certa. Princípio da universalidade. b) Errada. Essa é a nossa resposta. Está errado tirar o orçamento de investimentos da peça única de orçamento. c) Certa. Anualidade. d) Certa. Princípio da transparência/publicidade. e) Certa. Princípio da legalidade. Letra b. 003. (CONSULPLAN/CEAGESP/2006) Segundo qual princípio orçamentário abaixo “Devem ser previstas no orçamento todas as receitas e despesas a serem realizadas no exercício financeiro”? a) Da universalidade b) Da unidade c) Da exclusividade d) Da programação e) Da eficiência. Todas as receitas e despesas, ou seja, todo o universo do orçamento. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 54 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 004. (FCC/TRT-15ª/2018) Um servidor investido em cargo da área de orçamento deverá observar os vários princípios norteadores do orçamento público, pelos quais fica estabelecido que a) todos os órgãos e entidades do ente governamental, em obediência ao princípio da universalidade, deverão estar compreendidos, junto com os Poderes desse mesmo ente, em uma só lei de orçamento anual. b) a Lei Orçamentária Anual (LOa) deverá conter a previsão de todas as receitas e de todas as despesas, em obediência ao princípio do orçamento bruto. c) a previsão de deduções legais é necessária na Lei Orçamentária Anual (LOa) apenas nos casos de exceção legal ao princípio da exclusividade. d) o princípio da exclusividade não exclui a possibilidade de a Lei Orçamentária Anual (LOa) conter autorização para contratação de operação de crédito. e) o princípio da não vinculação determina que as receitas de impostos constem da Lei Orçamentária Anual (LOa) pelos seus totais. Vejamos: a) Errada. No caso, o princípio descrito é o da unidade/totalidade. b) Errada. O princípio em questão aqui é o da universalidade. c) Errada. Aqui o tema é o princípio do orçamento bruto e, segundo esse postulado, são vedadas quaisquer deduções. d) Certa. Essa é a nossa resposta. e) Errada. Na verdade, o princípio preconiza outra coisa: a receita de impostos não deve ser vinculada a órgãos, fundos e despesas, ressalvadas as exceções constitucionais. Letra d. 005. (FCC/TRT-24ª/2017) Entre os princípios orçamentários que informam a elaboração da Lei Orçamentária Anual − LOA, previstas na Constituição Federal e legislação de regência, insere-se o princípio da a) exclusividade, que veda a inclusão de qualquer dispositivo estranho à estimativa de receita e à fixação de despesa, incluindo-se na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares. b) não vinculação das receitas, que, entre outros aspectos, proíbe a destinação de produto de taxas a fundos ou outras finalidades. c) especificação, segundo o qual as receitas e as despesas devem estar consignadas de forma discriminada, sendovedado dotações globais. d) anualidade, que veda a inclusão na LOA de autorização para contratação de operações de crédito cujo serviço da dívida exceda o correspondente exercício financeiro. e) unicidade, que determina a apresentação e aprovação simultâneas, ainda que em leis separadas, do orçamento fiscal, do orçamento monetário e o orçamento das estatais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 55 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Vejamos. a) Errada. Crédito suplementar é exceção. b) Errada. Só impostos. c) Certa. Nossa resposta. d) Errada. Anualidade é a periodicidade do orçamento a ser elaborado e apreciado. e) Errada. Não pode haver leis separadas para os orçamentos. Letra c. 006. (FCC/TRT-6ª/2018) Os princípios orçamentários, extraídos da Constituição Federal e da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria, contemplam, entre outros, o a) da universalidade, de acordo com o qual o orçamento deve compreender obrigatoriamente as despesas e receitas relativas a todos os Poderes, órgãos, fundos, tanto da administração direta quanto da indireta, excluídas apenas as entidades que não recebam subvenções ou transferências à conta do orçamento. b) da não afetação, de acordo com o qual o orçamento não pode consignar destinação de tributos, incluídas taxas, a fundos de despesa, vedando também a vinculação de produto de imposto a garantias perante a União. c) do equilíbrio, que proíbe a aprovação de orçamento com previsão de déficit, salvo em comprovada situação de constrição econômica, condicionada a realizações de operações de antecipação de receita orçamentária; d) da exclusividade, que proíbe a inclusão no orçamento de matéria estranha à previsão de receita e fixação de despesas para o exercício, determinando, assim, que as operações de crédito e receitas extraordinárias estejam previstas em peça autônoma. e) da discriminação, que determina a alocação das receitas orçamentárias às despesas correspondentes, mediante empenho previsto na peça orçamentária, realizado de acordo com a categoria funcional correspondente. Vejamos. a) Certa. Essa é a nossa resposta. b) Errada. Não afetação relaciona-se tão somente a impostos. c) Errada. Déficit existe sim (déficit primário). O equilíbrio é orçamentário. d) Errada. Não há peças autônomas, em atenção ao princípio da unidade. e) Errada. Discriminação é detalhamento de receitas e despesas. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 007. (FCC/TRE-SP/2017) Lei Orçamentária Anual, para o exercício de 2017, de determinado ente público previu receitas e fixou despesas no valor de R$ 2.750.600.000. Não constou na Lei Orçamentária as despesas com pessoal a serem realizadas pelo respectivo Poder Legislativo, sob a alegação de que muitos servidores seriam demitidos a partir de janeiro de 2017, portanto, não seria possível fixar o montante exato de tais despesas. Nestas condições, a Lei Orçamentária NÃO atendeu ao princípio orçamentário da a) universalidade. b) moralidade. c) transparência. d) exclusividade. e) unidade. Como acabamos de ver, de acordo com o princípio da universalidade, todas as receitas e despesas devem constar da lei orçamentária. Nada de deixar as despesas com pessoal do legislativo de fora! Letra a. 008. (FCC/CLDF/2018) Todas as receitas e despesas orçamentárias de um fundo distrital devem ser, respectivamente, previstas e fixadas na Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal em atendimento ao princípio orçamentário da a) competência. b) exclusividade. c) universalidade. d) periodicidade. e) eficiência. Todas a receitas e todas as despesas: universalidade. Letra c. 009. (FCC/ALESE/2018) Um dos princípios orçamentários comumente apontados pela doutrina e que possui assento na Constituição Federal é o da não afetação, que traz, entre outras consequências, a) determinação aos ordenadores de despesa para indicação das dotações não afetadas a despesas específicas. b) impossibilidade de destinar receita proveniente de imposto a garantias em contratos de financiamento com a União. c) proibição de abertura de créditos adicionais com a utilização, como fonte de receita, de anulação de outras dotações. d) vedação à vinculação de produto de imposto de competência do ente federado a órgão, fundo ou despesa. e) obrigatoriedade de discriminação das despesas não vinculadas a dotações específicas, para fins de registro como restos a pagar. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Não afetação relaciona-se com impostos, vedando-se a vinculação a órgão, fundo ou despesa. Uma das exceções é a destinação a garantias em contratos de financiamento com a União. Letra d. 010. (FCC/ALESE/2018) Em se tratando dos princípios orçamentários, o Princípio da a) legalidade dita que dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual é matéria reservada à Lei Ordinária. b) exclusividade surgiu para garantir o emprego da técnica conhecida como cauda orçamentária. c) universalidade institui que todas as receitas e todas as despesas devem constar da Lei de Orçamento. d) não afetação estabelece que nenhuma receita pode ser associada a determinada despesa ou fundo. e) anterioridade preconiza que as receitas devem ocorrer antes das despesas. Vejamos: a) Errada. No caso do orçamento, a legalidade refere-se à observação do processo legislativo. b) Errada. Exclusividade busca combater a cauda orçamentária. c) Certa. Nossa resposta. d) Errada. Afetação é receita de impostos. e) Errada. Anterioridade é princípio do direito tributário. Letra c. 011. (FCC/CLDF/2018) Suponha que haja uma reivindicação da população para que seja inserido um dispositivo na Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal referente ao exercício financeiro de 2019 que garanta a aplicação de, no mínimo, 15% da arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores − IPVA em ações de Assistência Social. A reivindicação da população não poderá ser atendida porque fere os princípios orçamentários da a) exclusividade e da não vinculação da receita de impostos. b) universalidade e da não vinculação da receita de impostos. c) unidade e da não afetação da receita de impostos. d) totalidade e da exclusividade. e) periodicidade e do orçamento bruto. É um dispositivo estranho e afeta a não vinculação. Letra a. 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(FCC/SEMEF MANAUS – AM/2019) O orçamento público que se caracteriza por realizar a alocação de recursos visando à aquisição de meios e por utilizar como principais critérios classificatórios as unidades administrativas e os elementos de despesa e o orçamento público que se caracteriza por realizar a alocação de recursos visando à consecução de objetivos e metas e por utilizar como principal critério classificatório a funcional-programática correspondem, respectivamente, ao a) orçamento tradicional e ao orçamento-programa b) orçamento tradicional e ao orçamento clássico. c) orçamento impositivo e ao orçamento clássico. d) orçamento-programa e ao orçamento por resultado. e) orçamento por desempenho e ao orçamento clássico. O orçamento que tem por foco o objeto do gasto é o orçamento tradicional, já o orçamento- programa visa atingir os objetivos estabelecidos no planejamento governamental. Quando se estuda a aula de despesas públicas com aprofundamento, a classificação funcional- programática é mais bem compreendida. Letra a. 013. (FCC/SEFAZ-BA/2019) O orçamento-programa de um determinado ente público estadual a) realiza a alocação de recursos visando a consecução de objetivos e metas e utiliza como principal critério de classificação da despesa a funcional-programática. b) visa avaliar a economicidade das ações governamentais bem como a legalidade no cumprimento do orçamento. c) apresenta as despesas públicas que devem ser executadas por função, subfunção e elemento de despesa, sendo que a estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis e de gestão. d) impõe ao poder executivo a obrigatoriedade de investir em programas não discriminados como prioritários no Plano Plurianual pelo referido poder, sendo uma forma de implementação de políticas públicas regionalizadas. e) incorpora a população ao processo decisório da elaboração orçamentária, sendo que a alocação de recursos visa à aquisição de meios. O orçamento-programa visa atingir os objetivos estabelecidos no planejamento governamental. A principal classificação é a funcional-programática, que é vista na aula da despesa. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 014. (FCC/SEAD-AP/2018) O orçamento-programa de um ente público estadual a) discrimina, por função, as despesas públicas que devem ser realizadas nos exercícios a que se refere o Plano Plurianual. b) dá ênfase ao objeto de gasto e proporciona o controle político sobre as finanças públicas. c) é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização. d) realiza a alocação de recursos visando à aquisição de meios, e as decisões orçamentárias são tomadas com base em análises técnicas das alternativas. e) visa avaliar a legalidade no cumprimento do orçamento O orçamento programa se caracteriza como instrumento de ligação entre o planejamento e a execução/acompanhamento/controle da ação governamental. Letra c. 015. (FCC/SEAD-AP/2018) Segundo o princípio orçamentário a) da exclusividade, a Lei Orçamentária Anual pode conter autorizações para abertura de créditos adicionais e para alterações das alíquotas tributárias. b) do controle, a ação administrativa do Poder Público deve obedecer a programas gerais, setoriais e regionais de duração plurianual. c) da não-afetação das receitas, o Poder Público deve registrar todas as receitas públicas pelo valor total, vedadas quaisquer deduções. d) da totalidade, todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exercício financeiro, por um determinado ente público estadual devem integrar um único documento legal. e) da descentralização, uma fundação pública possui cronograma de execução orçamentária e financeira distinto do ente público a que pertence. De acordo com o princípio da unidade/totalidade, o orçamento deve ser uno, uma só peça, contendo todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exercício financeiro, por um determinado ente público. Letra d. 016. (FCC/PREFEITURA DE RECIFE – PE/2019) Um dos princípios orçamentários consagrados pela ordem constitucional é o da universalidade, que, entre outros aspectos, determina a) a impossibilidade de instituição de dotações sem finalidade predeterminada, vedada alocação de percentual da receita corrente líquida para cobertura de passivos contingentes. b) a vedação de instituição de fundos especiais de despesa, com inviabilidade de destinação de quaisquer tributos para destinação específica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro c) que todas as despesas e receitas devem integrar a lei orçamentária anual, o que não impede, contudo, a abertura de créditos adicionais mediante autorização legal específica. d) a obrigatoriedade de previsão, na lei orçamentária anual, também das receitas resultantes de operação de crédito e do montante total de créditos extraordinários para o exercício correspondente. e) a fixação, na lei orçamentária anual, também das receitas extraorçamentárias, assim entendidas aquelas que não decorrem da arrecadação ordinária, como, por exemplo, a securitização de recebíveis. O princípio da universalidade prescreve que a lei orçamentária deve conter todas as receitas e despesas governamentais. Isso não impede a abertura de créditos adicionais (que se estuda na aula de orçamento na Constituição Federal). Receitas e despesas extraorçamentárias não integram a lei orçamentária, sendo esses temas vistos nas aulas de receita e de despesa, respectivamente. Letra c. 017. (FCC/SEAD-AP/2018) Todas as receitas e despesas orçamentárias de uma autarquia de ensino estadual devem ser, respectivamente, previstas e fixadas na Lei Orçamentária Anual do estado a que pertence em atendimento ao princípio orçamentário da a) universalidade. b) prudência. c) exclusividade. d) fidedignidade. e) publicidade. Quando falamos de todas as receitas e despesas de um órgão ou entidade, estamos tratando do princípio da universalidade. Letra a. 018. (FCC/SEFAZ-BA/2019) Segundo o princípio orçamentário a) da unicidade, as receitas e despesas previstas para uma empresa estatal independente devem integrar um único documento legal, qual seja, a Lei Orçamentária Anual. b) da exclusividade, a Lei Orçamentária Anual de um ente público estadual não deve conter dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. 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De acordo com o princípio da exclusividade, a lei orçamentária anual não deve conter dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. Letra b. 019. (FCC/SEMEF MANAUS – AM/2019) De acordo com o princípio orçamentário a) da compreensibilidade, a Lei Orçamentária Anual de um ente público municipal deve ser apresentada de maneira que os usuários compreendam seu significado bem como deve ser amplamente divulgada à sociedade. b) da comparabilidade, um ente público municipal deve apresentar informações orçamentárias e patrimoniais comparativas para possibilitar que os usuários identifiquem semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. c) da competência, as receitas fixadas e as despesas previstas devem ser registradas na Lei Orçamentária Anual de acordo com os seus respectivos fatos geradores. d) da totalidade, a Lei Orçamentária Anual de um ente público municipal deve conter todas as receitas fixadas e as despesas previstas pelos poderes do referido ente bem como das empresas públicas independentes. e) do orçamento bruto, um ente público municipal deve registrar as receitas e as despesas na Lei Orçamentária Anual pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer deduções. De acordo com o princípio do orçamento bruto, as receitas e despesas devem ser apresentadas na LOA pelos seus valores brutos, vedadas deduções. Letra e. 020. (FCC/PREFEITURA DE RECIFE – PE/2019) Um dos princípios que informam a elaboração do orçamento público é o da discriminação, o qual a) impede a inclusão de dotações globais ou inespecíficas, não afastando, contudo, a previsão de reserva de contingência em percentual da receita corrente líquida. b) determina que as receitas devem estar discriminadas e fixadas na Lei Orçamentária Anual, impedindo o recolhimento em montantes superiores no curso do exercício. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 62 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro c) predica que todas as despesas públicas devem estar previamente descritas na Lei Orçamentária Anual, embora não destinadas a órgãos específicos. d) determina que as despesas devem estar especificadas ao menos por categoria econômica, salvo aquelas destinadas a ações incluídas no Plano Plurianual. e) predica que apenas as receitas e despesas expressamente discriminadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias podem ser incluídas na Lei Orçamentária Anual. A correta definição do princípio se encontra na letra A, inclusive uma das suas exceções (reserva de contingência, cujo percentual é apurado sobre a receita corrente líquida). Letra a. 021. (FCC/SEMEF MANAUS – AM/2019) No que concerne às autorizações para realização de despesas públicas previstas na Lei Orçamentária Anual, não são admissíveis dotações inespecíficas e globais. Constitui exceção a tal princípio, além dos programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução de despesas, também a) a reserva de contingência, fixada em percentual da receita corrente liquida e destinada a cobertura de passivos contingentes. b) os créditos suplementares, destinados à cobertura de despesas não dotadas ou insuficientemente previstas na LDO. c) os créditos extraordinários, destinados a cobertura de situações de calamidade pública ou comoção social. d) os restos a pagar, classificados como despesas extra orçamentárias e passíveis de pagamento com recursos do exercício em curso. e) as programações orçamentárias decorrentes de emendas parlamentares individuais de natureza impositiva, limitadas a 2% da receita corrente líquida. As dotações previstas no orçamento devem ser especificadas, sendo vedado prever, no orçamento, dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros ou quaisquer outras. Excepciona-se nesses casos a possiblidade de consignação de dotações globais para programas especiais de trabalho e a reserva de contingência. De acordo com a LRF, o projeto de lei orçamentária anual conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 63 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 022. (FCC/DPE-AM/2018) Suponha que o Chefe do Executivo do Estado do Amazonas tenha encaminhado à Assembleia Legislativa projeto da lei orçamentária relativa ao exercício de 2018 e que o mesmo contenha, entre as dotações consignadas, uma de caráter global destinada a suportar possíveis majorações de custos em contratos de infraestrutura em curso. Considerando os preceitos constitucionais e legais que regem o orçamento público, bem como os princípios que o informam, tal circunstância afigura-se a) adequada, eis que se alinha com o princípio do equilíbrio, na medida em que objetiva evitar déficit corrente. b) inadequada, pois afronta o princípio da discriminação ou especialização, que veda o estabelecimento de dotações inespecíficas. c) inadequada, pois viola o princípio da anualidade ao inserir despesa cujo fato gerador pertence a outro exercício. d) adequada, pois respeita o princípio da unicidade, o qual determina que para cada despesa deve haver uma fonte de receita, ainda que genérica. e) inadequada, pois afronta o princípio da anterioridade, segundo o qual as receitas só podem estar vinculadas a despesas já materializadas juridicamente. A medida é inadequada, tendo em vista que de acordo com o princípio da discriminação, a LOA não poderá conter dotações globais, salvo no caso de programas especiais de trabalho e reserva de contingência. Letra b. 023. (FCC/DPE-RS/2017) Fazer com que o orçamento público considere todas as receitas e todas as despesas e que nenhuma instituição governamental fique afastada do orçamento caracteriza o princípio a) do orçamento bruto. b) da exclusividade. c) do equilíbrio. d) da transparência. e) da universalidade. Quando falamos que a lei orçamentária deve conter todas as receitas e despesas, estamos tratando do princípio orçamentário da universalidade. Letra e. 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Atualmente podemos elencar as seguintes funções/dimensões do orçamento público: • Política: representa o embate entre as diversas forças políticas presentes na sociedade; • Planejamento (incorporada mais recentemente): orienta a ação do Estado no longo prazo; • Jurídica: lei formal aprovada pelo Poder Legislativo; • Gerencial: administração, controle e a avaliação dos recursos utilizados; • Financeira: estabelecimento do fluxo de entrada de recursos obtidos por meio da arrecadação de tributos, bem como da saída de recursos provocada pelos gastos governamentais; • Econômica: instrumento de cumprimento das funções econômicas do Estado. Alocativa, distributiva e estabilizadora. 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Este orçamento é chamado de ORÇAMENTO TRADICIONAL OU CLÁSSICO, cuja principal preocupação era relacionada a questões tributárias, deixando de lado aspectos sociais e econômicos. O foco do orçamento tradicional era no objeto do gasto, sendo as despesas classificadas apenas por unidades administrativas ou itens de despesa. Para a prova, lembre-se que o orçamento tradicional ou clássico era uma peça apenas para controle dos gastos públicos, para controle político. 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Esse modelo de orçamento representou uma evolução do orçamento tradicional, pois além de apresentar o objeto do gasto, como o orçamento tradicional, dispunha de uma nova dimensão, o programa de trabalho, com a finalidade de avaliar o desempenho das ações do governo. Contudo, muita atenção, apesar de nessa fase o orçamento se preocupar em atingir resultados, nesse orçamento ainda não havia a preocupação com o planejamento governamental. A primeira experiência de ligação do orçamento com o planejamento Estatal ocorreu nos Estados Unidos na década de 60, conhecido como Planning Programming and Budgeting System (PPBS). Contudo, sua operacionalização e implementação se mostraram árduas, tendo em vista a carência de pessoal qualificado e a resistência dos envolvidos para a sua aceitação. Fruto da experiência adquirida ao longo dos anos, foi sendo desenvolvida uma nova forma de orçamento: o ORÇAMENTO-PROGRAMA, que se caracteriza como instrumento de ligação entre o planejamento e a execução/acompanhamento/controle da ação Governamental. Essa ligação dá ao orçamento programa a característica de ser orgânico. É o modelo em vigor no Brasil, previsto na Lei 4.320/64. Ponto característico desse tipo de orçamento é sua vinculação direta com o Planejamento Governamental. Como o próprio nome nos indica, no Orçamento-Programa o foco está nos programas de governo, nos projetos e atividades necessários para atingir as metas pretendidas. Além da Lei 4.320/64, O Decreto-Lei 200/67 também trata do orçamento-programa: Art. 7º A ação governamental obedecerá a planejamento que vise a promover o desenvolvimento econômico-social do País e a segurança nacional, norteando-se segundo planos e programas elaborados, na forma do Título III, e compreenderá a elaboração e atualização dos seguintes instrumentos básicos: a) plano geral de govêrno; b) programas gerais, setoriais e regionais, de duração plurianual; c) orçamento-programa anual; d) programação financeira de desembôlso. 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São características do orçamento-programa: • o orçamento é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização; • a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas; • as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas das alternativas possíveis; • na elaboração do orçamento são considerados todos os custos dos programas, inclusive os que extrapolam o exercício; • a estrutura do orçamento está voltada para aspectos administrativos e de planejamento; • classificação funcional-programática; • utilização de indicadores de resultados; • o controle visa avaliar a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações governamentais. Como se trata de um orçamento-programa, a primeira coisa é definir metas. Só a partir daí, define-se os recursos necessários (humanos, materiais e financeiros) para a consecução dessas metas. Fique atento à diferença entre o orçamento desempenho e o orçamento programa. Já foi cobrado em prova qual seria o orçamento com preocupação principal no resultado dos gastos, sem vinculação com o instrumento central do governo. Nesse caso, não confunda, trata-se do orçamento desempenho, pois conforme já vimos, o Orçamento-Programa se vincula ao instrumento central de planejamento do Governo. De forma resumida, pode-se sintetizar os orçamentos tradicional, de desempenho e programa de acordo com as seguintes dimensões: Técnica Dimensões Orçamento Tradicional 1 dimensão (objeto do gasto ou elemento de despesa) Orçamento Desempenho 2 dimensões (objeto do gasto e Programa de Trabalho) Orçamento Programa 3 dimensões (objeto do gasto, Programa de Trabalho e Objetivo da ação governamental) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 024. (FCC/TRE-PR/2017) Sobre o orçamento-programa, considere: I – O orçamento é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização. II – A alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas. III – A alocação de recursos visa à aquisição de meios. IV – A estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis de gestão. V – O principal critério classificatório utilizado é por unidade administrativa. VI – O controle visa a avaliar a legalidade no cumprimento do orçamento. Está correto o que se afirma APENAS em: a) I. b) I e II. c) I, II, IV e VI. d) I, III e IV. e) III, V e VI. Apenas os itens I e II se referem a características do orçamento programa. As demais se relacionam ao orçamento tradicional, vinculado ao controle dos gastos, enquanto o orçamento programa tem foco na consecução de objetivos. Letra b. 025. (FCC/TRT – 11ª REGIÃO/2017) Sobre os princípios orçamentários, é correto afirmar que o princípio a) do orçamento bruto determina que, na lei orçamentária, deverá existir equilíbrio entre os montantes totais de receitas e despesas. b) da universalidade estabelece que devem constar na lei orçamentária todas as receitas e todas as despesas. c) do equilíbrio orçamentário estabelece que tanto as receitas quanto as despesas devem ser apresentadas pelos seus valores totais, sem deduções ou compensações. d) da anualidade estabelece a inexistência de orçamentos paralelos dentro de uma mesma esfera de governo. e) da periodicidade estabelece que é vedada a inclusão de assuntos não relacionados à previsão de receita e à fixação de despesas nas leis orçamentárias, isto é, são vedadas as caudas orçamentárias. Mais uma questão que pede o conhecimento do princípio da universalidade! Não dá pra errar! Universalidade = todas as receitas e despesas! Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 65 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 026. (FCC/TRE-SP/2017) Na Lei Orçamentária Anual − LOA, para o exercício de 2017, de determinado ente público, as receitas e despesas foram discriminadas de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo obedecendo aos princípios orçamentários. Com relação aos princípios orçamentários é correto afirmar: a) Unidade − o orçamento deve ser uno, ou seja, cada Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) deve ter sua Lei Orçamentária Anual específica. b) Universalidade − determina que a LOA de cada ente federado deverá conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. c) Exclusividade − estabelece que a LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. Ressalvam-se dessa proibição a autorização para contratação de pessoal, para área da saúde e educação. d) Orçamento Bruto − obriga registrarem-se receitas e despesas na LOA pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer deduções. Ressalvam-se dessa proibição os valores que se referirem às transferências constitucionais. e) Anualidade − delimita a execução das receitas e despesas de capital a um período de doze meses, a contar da aprovação da LOA pelo Poder Legislativo. Princípio da universalidade = todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Letra b. 027. (FCC/AL-MS/2016) O Secretário de Orçamento e Planejamento de determinado Estado, visando a melhorar a transparência e o controle dos gastos públicos, propõe para o exercício de 2017 uma lei orçamentária anual específica para cada um dos Poderes e para o Ministério Público. De acordo com as regras que norteiam a elaboração do orçamento anual, o princípio orçamentário que NÃO será atendido é o da a) universalidade. b) exclusividade. c) uniformidade. d) transparência. e) unidade ou totalidade. A lei orçamentária deve ser única para cada Ente, logo, a existência de um orçamento por Poder viola o princípio da unidade. Letra e. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 66 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 028. (FCC/AL-MS/2016) Em face do princípio orçamentário da exclusividade, a Lei Orçamentária Anual não pode conter dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, NÃO se incluindo na proibição a a) autorização para abertura de créditos suplementares. b) autorização para operações de crédito, exceto por antecipação de receita. c) fixação de limites para despesas de pessoal. d) fixação de limites de endividamento e prestação de garantias. e) previsão de limites para comprometimento da receita corrente líquida. São exceções ao princípio da exclusividade a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito (inclusive por antecipação de receita). Letra a. 029. (FCC/PGE-MT/2016) O princípio orçamentário a que se refere o seguinte texto legal: A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar (BRASIL, Lei Federal n. 4.320/64, artigo 4º), é o princípio da a) Não-Afetação da Despesa. b) Discriminação. c) Unidade. d) Anualidade. e) Universalidade. De acordo com o princípio da universalidade, a Lei Orçamentária Anual compreenderá todas as despesas e receitas, inclusive as provenientes de operações de crédito, referentes a todos os Poderes do Ente da Federação (União, Estados, Munícipios e Distrito Federal), seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta. Letra e. 030. (FCC/PREFEITURA DE TERESINA – PI/2016) Considerando a difícil situação econômica do país e com vistas a garantir os recursos destinados às obras de infraestrutura de saneamento para o exercício de 2017, o Secretário de Planejamento do Município de Fidalgo recomendou ao Prefeito a inserção de dispositivo na Lei Orçamentária Anual − LOA para garantir a destinação de 5% das receitas de IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano – para despesas de capital na função Saneamento. A recomendação do Secretário de Planejamento é inviável porque fere os princípios orçamentários da a) exclusividade e da não-vinculação das receitas de impostos b) exclusividade e do orçamento bruto. c) não-vinculação das receitas de impostos e da universalidade. d) universalidade e da periodicidade. e) economicidade e da publicidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 67 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Além de ferir o princípio da não afetação, que veda a vinculação da receita de impostos, a lei orçamentária não deve conter disposição estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, sob pena de violação do princípio da exclusividade.Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 68 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro REFERÊNCIAS Livro/Texto Autor Orçamento Público Giacomoni Manual Técnico de Orçamento SOF Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público STN Ah, não se esqueça de avaliar esta aula. O seu feedback é muito importante para o aprimoramento constante deste trabalho. Allan Mendes Auditor de Controle Interno do Distrito Federal. Ex-servidor do Ministério Público da União (MPU), onde atuou como diretor administrativo e financeiro do Programa de Saúde dos Membros e Servidores. Ex- servidor do Fundo Nacional de Educação (FNDE), onde atuou como chefe da Divisão de Prestação de Contas de Convênios. Graduado em Ciências Contábeis pela UnB e em Direito pela UPIS. Pós-graduado em Contabilidade Pública na WPÓS e mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília. Vinicius Ribeiro Analista Legislativo na Câmara dos Deputados, onde trabalha com as leis orçamentárias. Aprovado no concurso de Consultor de Orçamento na Câmara dos Deputados. Formado em Administração na Universidade Federal de Uberlândia. É autor do livro Administração para Concursos, publicado pela editora GEN. Professor de cursos online para concursos há 7 anos. Foi, ainda, Analista de Planejamento e Orçamento no Ministério do Planejamento; Analista Judiciário – Área Administrativa no CNJ e no STF; e Especialista no FNDE. Possui pós-graduação – MBA em Negócios Internacionais e Comércio Exterior na FGV. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. cf-88-parte-1-titulo-3-capitulo-2-artigo art7a art7b art7c art7d _Hlk488351352 _Hlk488351378 _Hlk488351426 cf-88-parte-1-titulo-6-capitulo-2-secao- _Hlk488351455 _Hlk488351466 art48pii art48§1ii. art48piii _Hlk488351480 _Hlk488351543 Apresentação Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários 1. Direito Financeiro 2. Orçamento Público: Conceitos e Técnicas 2.1. Orçamento Autorizativo x Orçamento Impositivo 3. Tipos de Orçamento 4. Princípios Orçamentários 4.1 Vedações Constitucionais 5. Controle Judicial do Orçamento Público Resumo Mapa Mental Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentado AVALIAR 5: Página 69:https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 001. (CONSULPLAN/TSE/2012) Considerando o que pode ser classificado como elemento essencial do orçamento-programa, analise. I – Os programas são os instrumentos de integração de esforços do governo para concretização de objetivos. II – Os custos dos programas são medidos por meio da identificação dos meios ou insumos. III – As medidas de desempenho têm a finalidade de mensurar a execução de programas. Assinale a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. b) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. d) se todas as afirmativas estiverem corretas. Todas as alternativas apresentam elementos presentes no orçamento-programa. Letra d. 002. (CONSULPLAN/TSE/2012) O orçamento programa é um instrumento de planejamento que permite identificar os programas, os projetos e as atividades que o Governo pretende realizar, além de estabelecer os objetivos, as metas, os custos e os resultados esperados e oferecer maior transparência dos gastos públicos. Constitui-se em característica do orçamento programa a a) classificação das despesas por objeto de gasto. b) criação de conselhos populares. c) não vinculação ao sistema de planejamento. d) quantificação dos objetivos e fixação das metas. Para que se efetive a vinculação do orçamento-programa com o planejamento governamental, é necessário quantificar objetivos e fixar metas a serem atingidas. Letra d. 003. (CONSULPLAN/TSE/2012) O conceito de orçamento público evoluiu ao longo do tempo, refletindo as mudanças administrativas do poder público e as características do sistema político vigente. Considerando as características do orçamento tradicional e do orçamento- programa, analise. I – O principal critério de classificação do orçamento-programa são as unidades administrativas. II – A estrutura do orçamento programa está voltada para aspectos administrativos. III – O controle no orçamento-programa visa à efetividade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Assinale a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. b) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. d) se todas as afirmativas estiverem corretas. Vejamos as assertivas. I – Errada. Isso é principal critério no orçamento tradicional. II – Certa. Embora não tenha sido uma assertiva muito fidedigna. Bom, aspectos administrativos estão presentes no orçamento programa. Não é o principal, mas faz parte. III – Certa. Efetividade é com orçamento-programa mesmo. No tradicional, o lance é eficiência, apenas. Letra c. Outro tipo de orçamento frequentemente cobrado em provas é o ORÇAMENTO BASE-ZERO (OBZ) ou POR ESTRATÉGIA. Nessa forma de orçamento, devem-se rever todos os valores consignados no orçamento antecedente. Nenhum programa tem continuidade garantida. Todos os programas devem ser revistos, a partir da análise da sua permanência. Assim, como o próprio nome diz, partindo-se do zero para construção de um novo orçamento. Esse tipo de orçamento possui alguns entraves para sua implementação, entre eles, a resistência imposta pela burocracia, quando avaliada a eficácia de seus programas, e a dificuldade em conciliar esse tipo de orçamento com uma visão de planejamento de longo prazo. Em oposição ao OBZ, há o ORÇAMENTO INCREMENTAL. Esse orçamento funciona assim: num determinado ano, são arroladas as despesas e as receitas. No próximo exercício o que é feito? Apenas a correção/atualização dos valores, mantendo-se a base do ano anterior. Há um grande problema no orçamento incremental: sabendo que haverá incrementos, as unidades orçamentárias vão optar por gastar indiscriminadamente. Com isso, no ano seguinte, a unidade abocanha maior fatia do orçamento. É tipo assim: se não gastar, ano que vem não tem. Daí chega em dezembro e começa uma sangria desatada para gastar com qualquer coisa. Vira um ciclo vicioso. Podemos dizer o orçamento incremental é um tipo de orçamento tradicional. Por fim, como um novo modelo que vem tomando força, está o ORÇAMENTO PARTICIPATIVO, que convoca os cidadãos a participarem da etapa de formulação do orçamento. Cuidado para o fato de que nem a competência do Executivo para apresentar o Projeto e nem a competência do Legislativo para aprová-lo são usurpadas. O que acontece apenas é o chamamento da população para, junto ao Poder Executivo, estabelecer as prioridades do Orçamento. Atualmente, essa experiência pode ser observada em alguns municípios brasileiros (Porto Alegre, Belo Horizonte). No âmbito federal, houve uma tentativa na Lei Orçamentária Anual de 2012 (LOA/2012) de adotar emendas de iniciativa popular. No entanto, não foi uma experiência bem-sucedida. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro O orçamento participativo requer mobilização social. Além disso, o governo deve ter discricionariedade para alocar os recursos e atender aos anseios da sociedade. O que isso quer dizer? Se o governo tiver vinculações orçamentárias, ele não poderá adequar os gastos para resolver problemas da população. Vale dizer que o orçamento atual é cheio de vinculações orçamentárias que impedem essa discricionariedade. Cerca de 90% do orçamento da União é vinculado. Apesar de não ter incidência muito grande em provas de concursos, é importante conhecer o ORÇAMENTO COM TETO FIXO, que consiste no critério de alocação de recursos por meio do estabelecimento de um valor financeiro fixo pelo órgão central de orçamento, geralmente obtido mediante a aplicação de percentual único sobre as despesas realizadas em determinado período, com base no qual os órgãos/unidades deverão elaborar suas propostas orçamentárias parciais, a ser consolidada por esse mesmo órgão central. Trata-se, na realidade, mais de uma técnica para construção do orçamento do que uma espécie de orçamento em si. 2.1. orçAmento AutorizAtivo x orçAmento impositivo No orçamento autorizativo, há apenas autorização para realização das despesas, conferindo margem de discricionariedade ao gestor para executá-las. Já no orçamento impositivo há um dever do administrador público em executar os gastos fixados na lei orçamentária. Historicamente, o orçamento público é autorizativo, não havendo obrigação na execução dos programas previstos no orçamento, contudo, nos últimos anos tem havido alterações na nossa Constituição que vem mudando essa dinâmica, de forma que o orçamento público no Brasil caminha para um Orçamento Impositivo. Assim, nos termos da CF/88 (trecho incluído pela EC n. 100/19), a administração tem o dever de executar as programações orçamentárias, adotando os meios e as medidas necessários, com o propósito de garantir a efetiva entrega de bens e serviços à sociedade. Essa norma segue os seguintes parâmetros: • subordina-se ao cumprimento de dispositivos constitucionaise legais que estabeleçam metas fiscais ou limites de despesas e não impede o cancelamento necessário à abertura de créditos adicionais; • não se aplica nos casos de impedimentos de ordem técnica devidamente justificados; • aplica-se exclusivamente às despesas primárias discricionárias. Além disso, o dever de execução se aplica apenas aos orçamentos fiscal e da seguridade social, ou seja, não vincula o orçamento de investimentos (ATENÇÃO: mais a frente veremos o que são esses orçamentos!). Veja, que apesar da ideia de um orçamento impositivo/obrigatório, são inúmeras as possibilidades de se reverem os programas, seja por meio de cancelamentos de dotações ou em razão de impedimentos técnicos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Emendas Parlamentares A partir da Emenda à Constituição (EC) n. 86/2015, tornou-se obrigatória a execução orçamentária/financeira das programações oriundas das emendas individuais de deputados e senadores, o que conferiu caráter impositivo para essas despesas. Mas o que são essas emendas individuais? São emendas propostas pelos deputados e senadores. No Congresso, quando a peça orçamentária está sendo analisada, são previstas as seguintes modalidades de emenda: • Emendas Coletivas de Bancada Estadual, elaboradas pelos deputados e senadores de cada unidade da federação; • Emendas Coletivas de Comissão, elaboradas pelas diversas comissões existentes na Câmara e no Senado; • Emendas Individuais, que cada parlamentar (deputados e senadores) tem direito de propor ao projeto. • Emendas de Relator, elaboradas pelo parlamentar que é relator do orçamento. Com a EC n. 100/19, a garantia de execução orçamentária/financeira passou a ser aplicada também a parte das programações incluídas por emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito Federal. Hoje, nós temos o seguinte: • Emendas individuais: todas impositivas, sendo metade do valor reservado para ações e serviços públicos de saúde. Essa metade para a saúde ajuda no cumprimento da aplicação mínima em saúde, ou seja, entra no cômputo da aplicação mínima. • Emendas de bancada: tem parte impositiva, tem parte não impositiva. • Emendas de comissão: todas não impositivas. O valor das emendas faz referência a uma porcentagem da receita corrente líquida – RCL. Assim, temos: • Até 1,2% da RCL para as emendas individuais (0,6% para a saúde). • Até 1,0% da RCL para as emendas impositivas de bancada (o que passar disso é não impositivo). Não tem metade obrigatória para saúde aqui. A regra acima é a que você vai levar para a prova. Agora vou te falar da realidade não para te confundir, mas para te deixar ciente, porque isso poderia ser explorado pelas bancas: desde 2017 para emendas individuais e desde 2021 para as emendas de bancada, o montante definido não olha mais para a RCL; olha para o IPCA. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Hoje a regra é a seguinte: o valor das emendas equivale ao valor do ano anterior, corrigido pelo IPCA. Essa é a regra de correção do teto de gastos (novo regime fiscal) para as despesas primárias. Essa regra está também na Constituição, mas no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. A correção pela RCL acabou? Não. Ela está suspensa enquanto estiver em vigor o novo regime fiscal. Mas, como eu disse, as bancas não exploram isso. Elas consideram a regra permanente: porcentagem da RCL. Você precisa conhecer mais uma coisinha: qual é a RCL que a gente vai olhar? Depende. Quando está sendo definido o montante de emendas no projeto de lei orçamentária, a referência é a RCL prevista no projeto. Aprovou o orçamento? Está na hora da execução? Agora a referência muda: não é mais a RCL projetada; agora é hora de olhar para a RCL executada no ano anterior. Um exemplo pra facilitar: estamos fazendo o orçamento para 2023. RCL projetada? 1.000 trilhão. Então, teremos 12 bilhões de emendas individuais (1,2% da RCL), sendo 6 bilhões para saúde; e 10 bilhões de emendas de bancada (1,0% da RCL). Lembre-se que estamos em 2022, ou seja, não conhecemos a RCL executada no ano de 2022. Agora temos o orçamento aprovado e ano de 2023 começou. Precisamos definir o montante novamente. Qual é a base? A RCL que foi observada para 2022. Observou 900 bilhões. Então, só poderá ser executado 10,8 bilhões nas individuais e 9 bilhões nas de bancada. Professor, você falou de emendas de relator ali em cima. Tem limite pra essas emendas? Tem sim: 1,2% + 1,0% da RCL. Ou seja: não pode passar a soma das emendas impositivas (individuais e de bancada). Apesar de impositivas, as emendas individuais e parte das emendas de bancada estadual (aquelas que são impositivas), essas não serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos de ordem técnica. Além dessa limitação, se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da meta de resultado fiscal, os montantes de execução das emendas poderão ser reduzidos na mesma proporção das demais despesas discricionárias. O orçamento traz despesas obrigatórias, que o governo não pode deixar de fazer (ex: gastos com saúde, educação e segurança), e despesas discricionárias, sobre as quais ele tem liberdade de decidir (ex: gastos com infraestrutura e pesquisa). No caso das despesas discricionárias, no caso de haver frustração de receitas, elas podem ser contingenciadas, ou seja, esses gastos não poderão ser executados, até que seja feito o descontingenciamento. Por fim, vale dizer que as emendas podem ser pagas posteriormente (após o transcorrer do ano), gerando restos a pagar. 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Em qualquer uma das hipóteses de transferência, é vedada a aplicação dos recursos no pagamento de despesas com pessoal e encargos sociais (ativos e inativos), e com encargos referentes ao serviço da dívida. Na transferência especial, os recursos serão repassados diretamente ao ente federado beneficiado (Estados, DF e Municípios), independentemente de celebração de convênio ou de instrumento congênere. E pertencerão ao ente federado no ato da efetiva transferênciafinanceira. Ademais, nesse tipo de transferência, os recursos serão aplicados em programações finalísticas das áreas de competência do Poder Executivo do ente federado beneficiado, no entanto, 70% deverão ser alocados em despesas de capital (investimentos). Na transferência com finalidade definida, os recursos serão vinculados à programação estabelecida na emenda parlamentar e aplicados nas áreas de competência constitucional da União. 3. tipos De orçAmento A doutrina divide o orçamento em três tipos, dependendo dos Poderes que participam da elaboração, aprovação e execução deste: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro O Brasil já utilizou o orçamento legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história! 4. princípios orçAmentários O orçamento público tem princípios que regem sua elaboração e controle. Esses princípios orçamentários são regras que norteiam o processo de elaboração, aprovação, execução e controle do orçamento, encontrados na Constituição, na doutrina e em legislação infraconstitucional (principalmente na Lei n. 4.320/64), aplicáveis os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). A Lei 4.320/64, abaixo da Constituição, é um dos principais instrumentos legislativos sobre orçamento e contabilidade pública. Essa lei estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Muita atenção a cada detalhe, pois em muitos casos as questões pedem apenas que o candidato correlacione o nome de cada princípio com suas características. Outro ponto importante: citaremos vários princípios. Mas quando a pergunta se relacionar ao que está expresso na Lei 4.320/64, temos o seguinte: Art. 2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Govêrno, obedecidos os princípios de unidade universalidade e anualidade. • LEGALIDADE A legalidade pode ser vista sob dois aspectos: esfera privada e setor público. Para o âmbito privado, temos o seguinte na Constituição: Art. 5º II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. No caso do setor público, o gestor só pode fazer aquilo que está na lei. Veja na CF com grifos nossos: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Isso vale também para a matéria orçamentária. Diante desse fato, justifica-se a existência das leis orçamentárias: PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orçamentária Anual). O orçamento é uma de Lei Ordinária, aprovada pelo Poder Legislativo, sob rito especial, com iniciativa exclusiva de apresentação do Projeto pelo Chefe do Poder Executivo. Aliás, tirando os créditos extraordinários, que são enviados ao Congresso Nacional por meio Medida Provisória, as matérias orçamentárias (PPA, LDO, LOA e demais créditos adicionais) são enviadas ao Poder Legislativo pelo Poder Executivo por meio de Projeto de Lei Ordinária. Apesar de ser uma lei ordinária, o orçamento público não cria nem gera direitos e deveres, não inovando na ordem jurídica. Dessa forma, materialmente, o Orçamento Público é considerado uma lei de efeitos concretos, logo, com natureza de ato administrativo. Podemos então dar as seguintes características para a lei orçamentária: Há duas correntes doutrinárias sobre a natureza da lei orçamentária, uma defende que essa tem apenas forma de Lei, mas conteúdo de ato administrativo (Mayer), e outra corrente classifica a lei orçamentária como lei material, emanada do Poder Legislativo, no exercício de suas funções (Hoennel). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Como a impositividade do orçamento vem ganhando força nos últimos anos, há quem defenda que essa característica faz o orçamento ser, de fato, uma lei material. Prestem atenção! Apesar do fato de ser uma lei formal, isso não impede o controle abstrato de constitucionalidade sobre as normas orçamentárias, conforme jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal (STF). Esse tema é mais facilmente observado na Prova de Constitucional, mas é bom ficar atento, uma vez que tem sido tema em provas! 004. (CONSULPLAN/CFC/2019) “Os Princípios Orçamentários visam estabelecer diretrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. Válidos para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes federativos – União, Estados, Distrito Federal e Municípios – são estabelecidos e disciplinados por normas constitucionais, infraconstitucionais e pela doutrina” (MCASP, 2019, p. 28). Considerando o seguinte enunciado “[...] cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente autorizar, ou seja, subordina-se aos ditames da Lei”. Para o cumprimento desse princípio, o Poder Executivo deverá estabelecer o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. O enunciado refere-se ao Princípio a) da Unidade. b) da Legalidade. c) da Exclusividade. d) da Universalidade Fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente autorizar: isso é legalidade! Letra b. • UNIDADE/TOTALIDADE De acordo com esse princípio, não poderão coexistir diferentes orçamentos para um mesmo ente da federação. Esse princípio buscar evitar a proliferação de orçamentos paralelos em um mesmo ente da federação, determinando que haja um só orçamento. De acordo com a Constituição, a Lei Orçamentária Anual será composta pelo orçamento fiscal, pelo orçamento da seguridade social e pelo orçamento de investimento de empresas. Conforme CF/88, Art. 165: § 5º A lei orçamentária anual compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidospelo Poder Público. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro A despeito da existência desses orçamentos, esse fato não representa exceção ou quebra do princípio da unidade, eis que, a peça orçamentária está unificada em um único documento, atendendo ao comando principiológico. Inclusive esse princípio pode vir definido como Princípio da Totalidade, no sentido da coexistência de múltiplos orçamentos que devem ser consolidados em uma só Lei Orçamentária Anual. 005. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE SABARÁ-MG/2017) “A Constituição Federal definiu que a lei orçamentária anual compreenderá o orçamento fiscal referente aos poderes públicos, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações e, ainda, o orçamento de investimentos das empresas e o orçamento de seguridade federal, sendo norteador o princípio que estabelece que todas as receitas e despesas devem estar contidas numa só lei orçamentária. O trecho se refere ao princípio orçamentário da ___________________.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior. a) Unidade b) Anualidade c) Exclusividade d) Universalidade O princípio da unidade preconiza: receitas e despesas devem estar contidas em UMA só lei orçamentária. Letra a. 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Não poderão coexistir diferentes orçamentos para um mesmo ente da federação. Letra b. • UNIVERSALIDADE Determina que a Lei Orçamentária Anual compreenderá todas as despesas e receitas, inclusive as provenientes de operações de crédito, referentes a todos os Poderes do Ente da Federação (União, Estados, Munícipios e Distrito Federal), seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta. Esse princípio não se aplica às operações de crédito por antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiro. Operações de Crédito são compromissos financeiros em razão de empréstimo (mútuo), abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores oriundo de vendas com fornecimento parcelado etc. Esse princípio está previsto na Constituição Federal e no artigo 3º e 4º da Lei n. 4.320/64: Art. 3º. A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei. Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito por antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo financeiros. Art. 4º. A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto no artigo 2º. 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Em algumas questões de prova o examinador tenta confundir o candidato quantos aos princípios da unidade e da universalidade. Por isso, fique atento: quando a questão tratar da apresentação de todas as receitas e despesas, o princípio citado é o da universalidade. 007. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE SABARÁ-MG/2016) Segundo a Lei n. 4.320/64, “a Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei”. NÃO se consideram para este Artigo: a) Arrecadação de tributos. b) Emissões de papel-moeda. c) Alienação programada de bens. d) Operações de crédito não previstas no orçamento. A universalidade (todas as receitas e todas as despesas), não se aplica às operações de crédito por antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiro. Letra b. 008. (CONSULPLAN/MAPA/2014) Na elaboração de um orçamento, foram constatadas, no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes Orçamentárias, metas na alienação de um imóvel na construção de um prédio do Ministério Público para o exercício financeiro de 2015. Contudo, não foi incluído no projeto de lei o elemento de despesa aquisição de imóveis. Qual o princípio que dispõe ser necessário constar no orçamento público todas as receitas e despesas públicas orçamentárias? a) Clareza. b) Anualidade. c) Exclusividade. d) Universalidade O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro De acordo com o princípio da universalidade, a Lei Orçamentária Anual compreenderá todas as despesas e receitas, inclusive as provenientes de operações de crédito, referentes a todos os Poderes do Ente da Federação (União, Estados, Munícipios e Distrito Federal), seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta. Letra d. • EXCLUSIVIDADE A lei orçamentária anual não deve conter dispositivo estranho à previsão da receita e fixação da despesa, com exceção da autorização para a abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, inclusive as de antecipação de receita. Veja que a antecipação de receita entra como exceção ao princípio da exclusividade, ou seja, pode constar a sua autorização no orçamento. Por outro lado, quando você viu o princípio da universalidade (orçamento traz todas as despesas e receitas), você aprendeu que operações de crédito também necessariamente entram, mas não as operações por antecipaçãode receita, que são extraorçamentárias (tema da aula de receita pública). Ou seja, operações por antecipação de receita podem ter sua autorização no orçamento (exceção à exclusividade), mas não constam do rol de receitas no orçamento (não está elencada na universalidade). Cuidado com essas peculiaridades para não se confundir. Voltando ao princípio, ele busca evitar que matérias diversas ao orçamento sejam tratadas nessa Lei e da mesma forma que normas sobre orçamento constem de dispositivos com outras finalidades, ou seja, as leis orçamentárias devem ser tratadas especificamente. A ideia, como bem cita o Consultor de Orçamentos da Câmara dos Deputados Eber Zoehler Santa Helena, é evitar a existência de caudas e rabilongos, como a inclusão em lei orçamentária de procedimentos de ação de desquite!!! Tem base? Pois isso já ocorreu. Veja as denominações das caudas em outros países: tackings (Inglaterra), riders (EUA), bepckung (Alemanha) e cavaliers budgetaries (França). Sobre as autorizações que poderão constar do Orçamento, o artigo 7º da Lei n. 4.320/64, dispõe: Art. 7º A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para: I – Abrir créditos suplementares até determinada importância obedecidas as disposições do artigo 43; II – Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa. § 1º Em casos de déficit, a Lei de Orçamento indicará as fontes de recursos que o Poder Executivo fica autorizado a utilizar para atender a sua cobertura. § 2º O produto estimado de operações de crédito e de alienação de bens imóveis somente se incluirá na receita quando umas e outras forem especificamente autorizadas pelo Poder Legislativo em forma que juridicamente possibilite ao Poder Executivo realizá-las no exercício. § 3º A autorização legislativa a que se refere o parágrafo anterior, no tocante a operações de crédito, poderá constar da própria Lei de Orçamento. 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Veja como isso aparece na LOA 2022 (Lei n. 14.303/2022): CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES CAPÍTULO II DOS ORÇAMENTOS FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL Seção I Da estimativa da receita Seção II Da fixação da despesa Seção III Da autorização para a abertura de créditos suplementares CAPÍTULO III DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO Seção I Das fontes de financiamento Seção II Da fixação da despesa Seção III Da autorização para a abertura de créditos suplementares CAPÍTULO IV DA AUTORIZAÇÃO PARA CONTRATAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO E EMISSÃO DE TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES FINAIS O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 009. (CONSULPLAN/CFESS/2017) “Princípio orçamentário que decorre do aspecto jurídico do orçamento, ou seja, como ato-condição, significando que a Lei de meios não poderá conter dispositivo estranho à fixação de despesas e previsão das receitas, ressalvada a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, bem como a autorização para destinação do superávit ou cobertura do déficit.” O trecho se refere ao Princípio Orçamentário a) da Unidade. b) Exclusividade. c) da Anualidade. d) da Universalidade. Na exclusividade, a ideia é: no orçamento, só orçamento, com as suas exceções. Não é tão comum citar “autorização para destinação do superávit ou cobertura do déficit”, mas se você olhar acima, verá que eu citei: § 1º Em casos de déficit, a Lei de Orçamento indicará as fontes de recursos que o Poder Executivo fica autorizado a utilizar para atender a sua cobertura. É bem verdade que a parte de destinação do superávit não aparece na lei. Mas a melhor opção a marcar é a b) mesmo. Letra b. 010. (CONSULPLAN/TRF-2ª/2017) “Os Princípios Orçamentários visam estabelecer diretrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. Válidos para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes federativos – União, estados, Distrito Federal e municípios – são estabelecidos e disciplinados por normas constitucionais, infraconstitucionais e pela doutrina.” (Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público.) “A prefeitura de uma grande cidade brasileira fez a sua lei do orçamento e, aproveitando a oportunidade de publicação, resolveu incluir na lei um capítulo que fez constar o código de ética dos servidores municipais.” A publicação do código de ética na lei do orçamento está a) certa, de acordo com o princípio da Publicidade. b) errada, de acordo com o princípio da Legalidade. c) certa, de acordo com o princípio da Transparência. d) errada, de acordo com o princípio da Exclusividade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Prefeitura malandrinha! Aproveitou que o orçamento acaba sendo aprovado pra colocar um temazinho no meio. Violou a exclusividade! Letra d. 011. (CONSULPLAN/MAPA/2014) Solicitou-se à Procuradoria Jurídica a inclusão no Projeto de Lei do Orçamento de matéria pertinente ao Regime Próprio de Previdência Social, referente ao aumento da alíquota de contribuição patronal, aumentando, dessa forma, a despesa de obrigações patronais. Essa decisão infringiu o Princípio Orçamentário do(a) a) Unidade. b) Equilíbrio. c) Exclusividade. d) Universalidade. Isso aí feriu a exclusividade. Não pode inserir matéria estranha no orçamento. Letra c. • ANUALIDADE/PERIODICIDADE O orçamento deve abranger um período definido no tempo. No Brasil, o orçamento coincide com o ano civil, período de um ano. Assim, as autorizações para gastos terão validade apenas para o exercício financeiro da sua autorização, salvo algumas exceções, como os créditos especiais e extraordinários. Lei 4.320/64, Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil. 012. (CONSULPLAN/MAPA/2014) Os Princípios Orçamentários são premissas básicas ou linhas norteadoras a serem observadas na concepção e execução do orçamento público. Em relação aos Princípios Orçamentários, é INCORRETO afirmar que o: a) Princípio da Universalidade dispõe que a Lei Orçamentária pode ser editada por meio de decreto legislativo. b) Princípio da Unidade determina que o orçamentodeve ser uno, um por exercício financeiro, com todas as receitas e despesas. c) Princípio da Anualidade ou Periodicidade estatui que o orçamento deve ser elaborado pelo período correspondente a um exercício financeiro. d) Princípio da Exclusividade estabelece que a Lei Orçamentária não pode conter matéria estranha à previsão de receita e à fixação de despesa, observado o disposto no §8º do art. 165 da Constituição Federal de 1988. 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Esse princípio está previsto no art. 6º da Lei n. 4.320/64: Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções. § 1º As cotas de receitas que uma entidade pública deva transferir a outra incluir-se-ão, como despesa, no orçamento da entidade obrigada a transferência e, como receita, no orçamento da que as deva receber. § 2º Para cumprimento do disposto no parágrafo anterior, o cálculo das cotas terá por base os dados apurados no balanço do exercício anterior aquele em que se elaborar a proposta orçamentária do governo obrigado a transferência. Esse princípio se aplica inclusive para transferências obrigatórias que um ente faça para outro, em razão de um dispositivo legal ou constitucional (como o Fundo de Participação dos Estados – FPE). Assim, mesmo que parcela da arrecadação de um tributo deva ser transferida a outro ente, por determinação constitucional, essa parcela que será transferida deverá ser apresentada pelo seu valor bruto como receita. Como ocorrerá a transferência e em respeito ao princípio do orçamento bruto, a parcela transferida será registrada como uma despesa no orçamento do ente transferidor. • DISCRIMINAÇÃO/ESPECIALIZAÇÃO As dotações previstas no orçamento devem ser especificadas, sendo vedado prever no orçamento, dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros ou quaisquer outras. Tem como finalidade dar transparência aos gastos do governo, facilitando a função de acompanhamento e controle do gasto público pelos órgãos de controle e pela sociedade. 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Os investimentos serão discriminados na Lei de Orçamento segundo os projetos de obras e de outras aplicações. Parágrafo único. Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa poderão ser custeadas por dotações globais, classificadas entre as Despesas de Capital. O orçamento será composto por quadro discriminativo da receita por fontes e respectiva legislação. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, o projeto de lei orçamentária anual conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. • NÃO AFETAÇÃO/NÃO VINCULAÇÃO A receita de impostos não deve ser vinculada a órgãos, fundos e despesas, ressalvando-se as seguintes exceções previstas na Constituição Federal de 88: • Transferências constitucionais/Repartição das receitas tributárias (Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios, Fundos de Desenvolvimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste); • Garantia e contra-garantia de operações de crédito por antecipação de receita junto à União; • Ações e serviços públicos de saúde; • Desenvolvimento e manutenção do ensino; • Realização de atividades da administração tributária. • Empréstimos para pagamento de débito de precatórios. CF 88 Art. 167. São vedados: IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; (grifo nosso) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro ADCT da CF/88 Art. 101 § 2º O débito de precatórios será pago com recursos orçamentários próprios provenientes das fontes de receita corrente líquida referidas no § 1º deste artigo e, adicionalmente, poderão ser utilizados recursos dos seguintes instrumentos: III – empréstimos, excetuados para esse fim os limites de endividamento de que tratam os incisos VI e VII do caput do art. 52 da Constituição Federal e quaisquer outros limites de endividamento previstos em lei, não se aplicando a esses empréstimos a vedação de vinculação de receita prevista no inciso IV do caput do art. 167 da Constituição Federal. PEGADINHA DA BANCA O Princípio da Não Afetação veda a vinculação da receita de IMPOSTOS, logo, não se aplica à receita de taxas, contribuições, empréstimos compulsórios e contribuições de melhoria, que são as demais espécies de tributo. • EQUILÍBRIO Possui duas vertentes, a formal e a material. A formal indica que o total de despesas deve ser igual ao total das receitas na Lei Orçamentária, ou seja, a despesa autorizada deve ser equivalente a receita estimada. Já a material é mais específica e significa a busca do equilíbrio na execução do orçamento, como por exemplo, a utilização de receitas de capital para o financiamento de despesas desse mesmo gênero e não para pagamento de despesas de custeio (regra de ouro): Art. 167. São vedados: III – a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital,ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; Esse princípio do equilíbrio, ao estabelecer compatibilização entre receitas e despesas, é fundamental no controle dos gastos públicos, evitando a ocorrência de déficits nas contas públicas, tanto na sua concepção formal quanto material. Você deve estar acompanhando as contas públicas no Brasil nos últimos anos. O controle dos gastos não vem sendo bem feito e o déficit é a consequência. Se adotarmos uma linha de raciocínio de deixar de lado a compatibilização de receitas e despesas e pensarmos em situações em que se deva estimular a economia ou contrair a economia, aí podemos considerar o princípio do equilíbrio inadequado. Tirando essa ótica de pensamento, o equilíbrio deve ser tido como um princípio norteador da prática orçamentária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 28 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 013. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE CARATINGA-MG/2015) Os princípios são premissas que regem uma ciência, e, como a elaboração dos instrumentos públicos requer estudo e técnica para sua elaboração, existem os princípios que devem orientar a sua elaboração. O princípio que prevê que nenhuma despesa pode ser fixada sem recursos disponíveis de cobertura, excetuadas as relativas a créditos extraordinários é o princípio de a) equilíbrio. b) legalidade. c) anualidade. d) exclusividade. Excetuando o caso dos créditos extraordinários, que são vistos na aula de orçamento na CF, se for fixada despesa sem recursos correspondentes, o equilíbrio fica comprometido. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro • UNIFORMIDADE Tem como objetivo permitir a comparação de orçamentos de diversos anos. Os aspectos formais de apresentação da lei orçamentária anual devem ser uniformes ao longo do tempo, possibilitando comparações entre orçamentos de vários períodos. • CLAREZA/OBJETIVIDADE Determina que o orçamento deve ser de fácil compreensão. Trata-se de um princípio voltado para quem tiver contato com o orçamento, sendo necessário que o documento seja compreensível, objetivo e claro para todos, evitando-se que termos técnicos inviabilizem a leitura. 014. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE DUQUE DE CAXIAS-RJ/2015) “O orçamento público deve ser apresentado em linguagem clara e compreensível.” A afirmativa refere‐se ao princípio orçamentário da: a) objetividade. b) programação. c) discriminação. d) universalidade. De acordo com o princípio da objetividade, a peça orçamentária deve ser compreensível, objetiva e clara para todos. Letra a. 015. (CONSULPLAN/MAPA/2014) Um orçamento, ao ser elaborado, apresentou-se incoerente nas definições entre ações, programas, subfunções e funções, deixando confuso o planejamento orçamentário desse ministério. Consequentemente, um cidadão leigo enfrentará dificuldade em compreender o plano de governo desse gestor público. Essa falha infringiu o Princípio Orçamentário da: a) Clareza. b) Unidade. c) Exclusividade. d) Universalidade. Uma vez afetada a compreensibilidade, estamos diante da infração ao princípio da clareza/ objetividade. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro • PUBLICIDADE Como qualquer outro ato emanado pelo poder público, ao Orçamento deve ser garantida a sua publicidade. Um princípio que se relaciona com a publicidade é o da Transparência. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000) traz o seguinte: Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos. § 1º A transparência será assegurada também mediante: I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos; II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público; e III – adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e ao disposto no art. 48-A. 016. (CONSULPLAN/MPE-PA/2019) Sobre o orçamento público, assinale a afirmativa em que a hipótese narrada afronta um princípio orçamentário. a) Lei orçamentária discrimina valores detalhados ao invés de prever apenas os montantes globais de forma genérica. b) Lei orçamentária dispõe sobre receitas, despesas e sobre extinção de cargos públicos na Administração Pública estadual. c) Lei orçamentária proíbe a vinculação de receitas de imposto a órgão, fundo ou despesa nos termos da previsão constitucional. d) Lei orçamentária é divulgada de forma ampla, transmitindo a qualquer pessoa informações sobre arrecadação da receita e execução da despesa. O item b) é uma afronta ao princípio da exclusividade. Os demais representam especialização (a), não afetação (c) e publicidade (d). Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Edualdo de Oliveira - 06243318575, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 31 de 69www.grancursosonline.com.br Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA E ORÇAMENTO PÚBLICO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro • EXATIDÃO De acordo com esse princípio, as estimativas constantes do orçamento devem buscar a exatidão o tanto quanto possível. Isso facilita a gestão e o controle posterior, por exemplo. Não dá pra estimar que se gastará R$ 3 bilhões com seguro-desemprego quando essa programação é, na verdade, cerca de R$ 40 bilhões. • PROIBIÇÃO DO ESTORNO De acordo com esse princípio, é vedada a transposição, remanejamento ou transferência de recursos sem autorização legislativa. No entanto, pode ser admitida a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação. • PROGRAMAÇÃO Esse princípio não é muito visto na doutrina, mas vem sendo cobrado ultimamente em provas de concurso. Ele se relaciona com o orçamento-programa,