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Bovinocultura de leite 
Período de Transição 
Começa 21 dias antes do parto e vai até 21 dias depois. 
A vaca passa por grandes mudanças hormonais e 
nutricionais. 
O consumo de alimento diminui, mas a demanda por 
energia aumenta. 
Se o manejo for ruim → doenças metabólicas (ex: 
cetose, hipocalcemia). 
 
DIETA ANIÔNICA 
Objetivo: Prevenir hipocalcemia (febre do leite) ao 
reduzir a alcalinidade da dieta no pré-parto. 
Serve para prevenir a hipocalcemia (falta de cálcio no 
sangue). 
Usada no pré-parto (últimos 21 dias antes do parto). 
Como funciona?: 
Usa sais aniônicos para deixar a dieta mais ácida. 
Isso aumenta a ação do PTH, que ajuda a liberar 
cálcio dos ossos. 
 
Como fazer: 
Fornecer sais aniônicos 21 dias antes do parto. 
Reduzir potássio (K) na dieta. 
Fornecer cálcio (Ca) de 120-140g/dia. 
 
Monitoramento: 
Avaliar pH urinário (ideal: 5,5 a 6,5). 
BCAD ideal: entre -100 a -200 mEq/kg MS. 
Raça mais suscetível à hipocalcemia: Jersey, devido à 
menor capacidade de mobilização de Ca ósseo. 
 
Raça Jersey é mais sensível à hipocalcemia. 
 
 
TERAPIA DA VACA SECA 
Objetivos: 
Prevenir novas infecções e curar infecções subclínicas. 
Renovar o epitélio mamário para a próxima lactação. 
 
 
 
 
Etapas: 
Limpeza do teto com álcool 70%. 
Aplicação de antibiótico intramamário (uso obrigatório 
de forma seletiva ou total). 
Aplicação de selante interno do teto (não é antibiótico; 
cria barreira física). 
 
Tipos: 
Terapia total: todas as vacas recebem antibiótico na 
secagem. 
Terapia seletiva: somente vacas com histórico de 
mastite ou CMT positivo. 
 
 
COLOSTRAGEM 
Por que é feita nas primeiras horas? 
O intestino do bezerro só absorve imunoglobulinas 
eficazmente nas primeiras 6 a 12 horas de vida. 
Após 24h, a absorção de IgG é ineficiente. 
 
Transferência de Imunidade Passiva (TIP): 
Fundamental para proteger o bezerro contra doenças 
nas primeiras semanas. 
Bezerros nascem com sistema imune imaturo. 
 
Como fazer corretamente: 
Oferecer 10% do peso vivo (PV) em colostro até 2h 
após o nascimento. 
Garantir qualidade (>50g IgG/L) e temperatura 
adequada (≈39°C). 
Usar mamadeira ou sonda esofágica se necessário. 
Falha na colostragem = bezerro fraco, doente, menor 
produção futura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CETOSE 
O que é?: Doença metabólica causada pelo acúmulo de 
corpos cetônicos no sangue devido ao déficit 
energético (BEN). 
Fisiopatologia: 
↓ consumo de energia → ↑ mobilização de gordura → ↑ 
AGL → ↑ corpos cetônicos (BHBA). 
 
Sintomas: 
Redução da produção de leite, anorexia, perda de escore 
corporal, odor cetônico, sinais neurológicos. 
 
Tipos: 
Tipo I: deficiência energética (3-6 semanas pós-parto). 
Tipo II: vacas obesas, com fígado gorduroso (1-2 
semanas). 
Butírica: excesso de butirato da silagem. 
Diagnóstico: BHBA > 1,2 mmol/L (subclínica), > 1,5 
mmol/L (clínica). 
 
Bovinocultura de leite 
Tratamento/Prevenção: 
Propilenoglicol, glicose IV, glicocorticoides, manejo 
nutricional. 
Ionóforos (ex: monensina): aumentam o propionato → 
glicose → previnem cetose. 
 
Causa: déficit de energia → vaca queima gordura → 
produz corpos cetônicos. 
 
Sinais: 
Falta de apetite, vaca magra, leite com cheiro doce. 
Pode ter sinais neurológicos (salivação, agressividade). 
 
Subclínica: vaca parece normal, mas tem queda na 
produção. 
 
Tipos: 
Tipo I: falta de comida. 
Tipo II: vacas gordas (fígado gorduroso). 
Butírica: silagem com excesso de butirato. 
 
Prevenção: 
Manejo correto da dieta. 
Propilenoglicol (fonte de energia). 
Uso de ionóforos. 
 
 
 
HIPOCALEMIA (FEBRE DO LEITE) 
O que é?: Baixo cálcio no sangue, geralmente após o 
parto. 
 
Sintomas: Apatia, prostração, tremores, perda da 
motilidade ruminal, mastite, retenção de placenta. 
Causa fraqueza, vaca deitada, tremores, prostração. 
 
Prevenção: 
Dieta aniônica no pré-parto. 
Controle de Ca, K e uso de propionato de cálcio (via 
drench). 
Monitorar pH urinário. 
 
 
 
Raças mais suscetíveis: Jersey. 
 
 
IONÓFOROS NA DIETA 
O que são?: Antibióticos não terapêuticos (como 
monensina) que modulam a fermentação ruminal. 
 
Função: 
Inibem bactérias Gram+ (produtoras de metano). 
Aumentam a produção de propionato (fonte de 
glicose). 
Previnem cetose e acidose. 
Melhoram a eficiência alimentar. 
 
Ex: monensina. 
Melhoram a fermentação ruminal. 
Aumentam produção de propionato, que vira glicose. 
Reduzem risco de cetose e acidose. 
Não são antibióticos terapêuticos (uso permitido na 
nutrição). 
 
 
 
 
 
DRENCH (no pós-parto imediato) 
Suplemento oral via sonda ou balde para fornecer 
energia e eletrólitos. É um “coquetel” de energia e 
minerais dado após o parto. 
 
Composição: 
Propilenoglicol (energia), propionato de cálcio (energia 
+ cálcio), sódio, potássio, água. 
 
Benefícios: 
Previne hipocalcemia, cetose e deslocamento de 
abomaso. 
Melhora o consumo, a fermentação ruminal e a 
reidratação. 
Aumento da ingestão de alimento e reidratação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bovinocultura de leite 
 
 
 
 
 
 
1. Período de Transição (21 dias antes a 21 dias após 
o parto) 
Esse é um momento crítico para a vaca, com grandes 
mudanças hormonais, metabólicas e energéticas. 
Problemas comuns: hipocalcemia, cetose, retenção de 
placenta, metrite, mastite. 
 
A vaca mobiliza gordura para gerar energia, o que pode 
sobrecarregar o fígado (lipidose). 
 
BEN (Balanço Energético Negativo): vaca precisa de 
mais energia do que consome. 
 
Manejo importante: fornecer boa nutrição, conforto, 
avaliação do ECC (escore de condição corporal) e dieta 
aniônica. 
 
 
🧪 2. Dieta Aniônica 
Usada 21 dias antes do parto para prevenir a 
hipocalcemia (febre do leite). 
Objetivo: induzir leve acidose metabólica → maior 
absorção de cálcio. 
 
Como fazer: 
Usar sais aniônicos (ex: sulfato de magnésio, cloreto de 
amônio). 
Reduzir potássio (K) da dieta. 
Monitorar o pH da urina: 
Ideal: 6,2 a 6,8 (Holandês), 5,8 a 6,4 (Jersey) 
pH 22% = boa 
qualidade). 
 
Armazenamento: até 24h em temperatura ambiente, 1 
semana refrigerado, 1 ano congelado. 
 
Boa colostragem = menor risco de doenças como 
diarreia, pneumonia, artrite. 
 
 
🧠 4. Cetose e Esteatose Hepática (Fígado Gordo) 
Doença metabólica causada por falta de energia. 
A vaca usa gordura como fonte de energia → forma 
corpos cetônicos. 
 
Causas: 
Início da lactação (alta demanda de energia). 
Baixo consumo de matéria seca (MS). 
Sobrepeso no parto. 
 
Sinais clínicos: 
Falta de apetite (prefere forragens). 
Redução de leite. 
Cheiro de acetona na respiração. 
Nervosismo ou agressividade. 
 
Diagnóstico: medição de BHBA no sangue, leite ou 
urina. 
Normal: 1,5 mmol/L 
 
Tratamento: 
Glicose IV, propilenoglicol, glicocorticoides. 
Prevenção: dieta balanceada, controle do ECC, uso de 
precursores glicogênicos (propionato). 
 
 
🧬 5. Fatores que Afetam a Produção de Leite 
Fatores não genéticos: 
Estágio da lactação: produção varia com o tempo. 
 
Nutrição: principal fator que afeta diretamente a 
produção. 
Número de partos (idade): vacas mais velhas 
produzem mais. 
Gestação: reduz produção no final da lactação. 
 
Frequência de ordenha: 
Bovinocultura de leite 
Ordenhar 3x/dia pode aumentar em até 25% a 
produção. 
 
Somatotropina bovina (BST): 
Hormônio que aumenta produção. 
Resposta melhor após pico da lactação. 
Efeito maior em vacas pluríparas. 
 
 
	Período de Transição 
	Começa 21 dias antes do parto e vai até 21 dias depois. 
	A vacapassa por grandes mudanças hormonais e nutricionais.​O consumo de alimento diminui, mas a demanda por energia aumenta.​Se o manejo for ruim → doenças metabólicas (ex: cetose, hipocalcemia). 
	DIETA ANIÔNICA 
	 
	TERAPIA DA VACA SECA 
	 
	COLOSTRAGEM 
	 
	CETOSE 
	 
	HIPOCALEMIA (FEBRE DO LEITE) 
	 
	IONÓFOROS NA DIETA 
	 
	DRENCH (no pós-parto imediato) 
	1. Período de Transição (21 dias antes a 21 dias após o parto) 
	🧪 2. Dieta Aniônica 
	🍼 3. Colostragem e Imunidade Passiva 
	🧠 4. Cetose e Esteatose Hepática (Fígado Gordo) 
	🧬 5. Fatores que Afetam a Produção de Leite

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