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5. Digestão e absorção de lipídeos em monogástricos 
Nos animais monogástricos, a digestão dos lipídeos ocorre principalmente no 
intestino delgado, especialmente no duodeno. Os principais lipídeos da dieta 
são triglicerídeos, mas também existem fosfolipídeos, colesterol e ésteres de 
colesterol. 
A digestão começa de maneira limitada no estômago pela ação das lipases 
gástrica e lingual, mas a maior parte ocorre no intestino delgado. 
Quando os lipídeos chegam ao duodeno, estimulam a liberação de CCK, que 
promove a contração da vesícula biliar e a liberação de bile. A bile contém sais 
biliares, que não digerem diretamente os lipídeos, mas promovem sua 
emulsificação, quebrando grandes gotas de gordura em partículas menores e 
aumentando a área de contato para as enzimas. 
O pâncreas libera lipase pancreática, que atua principalmente sobre os 
triglicerídeos, formando ácidos graxos livres e monoacilgliceróis. A colipase 
auxilia a lipase pancreática na presença dos sais biliares. 
Os produtos da digestão associam-se aos sais biliares, formando micelas. As 
micelas transportam os produtos lipídicos até a superfície dos enterócitos, 
facilitando sua passagem pela membrana e entrada nas células intestinais. 
Dentro dos enterócitos, os ácidos graxos e monoacilgliceróis são utilizados 
para ressintetizar triglicerídeos. Esses lipídeos são associados a proteínas, 
formando quilomícrons. Os quilomícrons são liberados para os vasos linfáticos 
e posteriormente chegam à circulação sanguínea. 
Os triglicerídeos dos quilomícrons podem ser utilizados por tecidos, como 
músculo e tecido adiposo, graças à ação da lipoproteína lipase (LPL). Os 
remanescentes dos quilomícrons são posteriormente captados principalmente 
pelo fígado. 
Um ponto importante em animais domésticos é que a utilização dos lipídeos 
varia conforme a espécie. Em cães e gatos, por serem monogástricos, a 
digestão e absorção de lipídeos dependem fortemente da secreção pancreática e 
biliar. Em equinos, embora sejam herbívoros, a digestão enzimática ocorre no 
intestino delgado e há capacidade significativa de utilização de gordura 
dietética. 
 
 
	5. Digestão e absorção de lipídeos em monogástricos

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