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FUNDAMENTOS DE ECOLOGIA Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas OBJETIVOS DESTA AULA ❑ Conceituar População ❑ Reconhecer as principais características/atributos das Populações ❑ Entender o processo e distribuição e abundância das populações ❑ Estudar a dinâmica, o crescmento e a regulação populacional ❑ Discutir a importância e aplicação Teoria de Metapopulação Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas O QUE É POPULAÇÃO?Aula 3 E como definimos espécies em Ecologia... “Conjunto de indivíduos da mesma espécie que habitam o mesmo ambiente ao mesmo tempo” Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas TIPOS DE ORGANISMOSAula 3 Hydra viridissima Sinantherina spGiraffa camelopardalis Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas CARACTERÍSTICAS/ATRIBUTOS POPULACIONAISAula 3 Número de indivíduos Proporção sexual Distribuição etária Distribuição espacial Distribução temporal Potencial Biótico/Fitness reprodutivo Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas DETERMINADO O TAMANHO DAS POPULAÇÕES (N)Aula 3 Nascimento [B] Imigração [I] Emigração [E] Morte [D] Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MODELOS APLICADOS A DINÂMICA DE POPULAÇÕESAula 3 PRESSUPOSTOS INICIAIS DO CRESCIMENTO POPULACIONAL (GOTELLI, 2007) 1. A população deve ser ou estar “fechada”. 2. A população deve apresentar ausência de estrutura genética. 3. A população deve apresentar ausência de estrutura etária. 4. A população deve apresentar crescimento contínuo e sem retardos. Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MODELOS APLICADOS A DINÂMICA DE POPULAÇÕESAula 3 Thomas R. Malthus MODELO DE CRESCIMENTO EXPONENCIAL (1798) N úm er o de P hl ox Tempo (anos) Ambiente ilimitado (b e d constantes) rN dt dN = rt t eNN 0= Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MODELOS APLICADOS A DINÂMICA DE POPULAÇÕESAula 3 D oe nç as Es pa ço L im ita do Pr ed ad or es Po uc o A lim en to D im in ui çã o de O 2 resistência ambiental Ta ma nh o P op ula cio na l tempo Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MODELOS APLICADOS A DINÂMICA DE POPULAÇÕESAula 3 Pierre François-Verhuslt MODELO DE CRESCIMENTO LOGÍSTICO (1838) Ambiente limitado (b e d variável) N úm er o de C ht al am an us /c m 2 Tempo (semana) rtat e K N −+ = 1 − = K NK rN dt dN Capacidade de suporte (K) Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MODELOS APLICADOS A DINÂMICA DE POPULAÇÕESAula 3 Fase de Lag Fase de Crescimento Fase Estácionaria Fase de Senescência MODELO DE CRESCIMENTO LOGÍSTICO Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MODELOS APLICADOS A DINÂMICA DE POPULAÇÕESAula 3 MODELO DE CRESCIMENTO LOGÍSTICO Relação entre tamanho da população (N) e a taxa de crescimento instantânea (r) Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MODELOS APLICADOS A DINÂMICA DE POPULAÇÕESAula 3 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MODELOS APLICADOS A DINÂMICA DE POPULAÇÕESAula 3 MODELO DE CRESCIMENTO LOGÍSTICO Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MODELOS APLICADOS A DINÂMICA DE POPULAÇÕESAula 3 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MODELOS APLICADOS A DINÂMICA DE POPULAÇÕESAula 3 Potencial Biótico Resistência Ambiental Capacidade de Suporte Curva “S”Curva “J” Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas POTENCIAL BIÓTICOAula 3 “poder inerente que os organismos tem de reproduzir e sobreviver” (Chapman, 1925) “capacidade reprodutiva máxima de uma população sob condições ambientais ótimas” (Odum, 1983) treR . 0 = xxmlR =0 ou Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas ASPECTOS DEMOGRÁFICOS DAS POPULAÇÕESAula 3 Pearl, R. & Parker, S.L. (1921). Experimental studies on the duration of life: introductory discussion of the duration of life in Drosophila. American Naturalist, 55, 481-509. Raymond Pearl Tabela de vida dinâmica – baseada no estudo de um grupo de indivíduos da mesma idade (coorte) durante toda a sua vida. Tabela de vida estática – baseada no estudo de indivíduos de diferentes idades num tempo determinado. Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas ASPECTOS DEMOGRÁFICOS DAS POPULAÇÕESAula 3 x ax lx dx qx 0 530 1.00 371 0.70 1 159 0.30 79 0.50 2 80 0.15 32 0.40 3 48 0.09 27 0.55 4 21 0.04 16 0.75 5 5 0.01 5 1.00 x – idade ou estágio de entrada no censo lx – proporção da coorte original que sobrevive no estágio x ax – número de indivíduos que sobrevivem no estágio x dx – número de indivíduos que morreram durante o estágio x qx – proporção de indivíduos que entraram e morreram no estágio lx = ax/a0 sobrevivência qx = dx/ax taxa de mortalidade Sciurus carolinensis Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas ASPECTOS DEMOGRÁFICOS DAS POPULAÇÕESAula 3 x – idade ou estágio de entrada no censo lx – proporção da coorte original que sobrevive no estágio x ax – número de indivíduos que sobrevivem no estágio x dx – número de indivíduos que morreram durante o estágio x qx – proporção de indivíduos que entraram e morreram no estágio mx – número médio de filhotes/indivíduo no estágio x Fx – Fecundidade = ax . mx no estágio x x ax lx dx qx mx Fx 0 530 1.00 371 0.70 0 0 1 159 0.30 79 0.50 2 318 2 80 0.15 32 0.40 4 320 3 48 0.09 27 0.55 6 288 4 21 0.04 16 0.75 1 21 5 5 0.01 5 1.00 0 0 Sciurus carolinensis Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas ASPECTOS DEMOGRÁFICOS DAS POPULAÇÕESAula 3 x ax lx dx qx mx Fx mx.lx 0 530 1.00 371 0.70 0 0 0 1 159 0.30 79 0.50 2 318 0.60 2 80 0.15 32 0.40 4 320 0.60 3 48 0.09 27 0.55 6 288 0.54 4 21 0.04 16 0.75 1 21 0.04 5 5 0.01 5 1.00 0 0 0 Sciurus carolinensis R0 = média do número de filhotes/indivíduo/geração R0 = ∑ lx mxTaxa reprodutiva líquida 1.78 R0 = 1 população estacionária ou equilíbrio R0 > 1 população em crescimento R0 Média(x) Variância (2)/ Média (x) > 1 Apis melifera Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas DISPERSÕES DE POPULAÇÕESAula 3 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas DISPERSÕES DE POPULAÇÕESAula 3 Streptopelia decaocto Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas DISPERSÕES DE POPULAÇÕESAula 3 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas DISPERSÕES DE POPULAÇÕESAula 3 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas TEORIA DE METAPOPULAÇÃOAula 3 “Uma população natural ocupando qualquer área considerável deverá ser feita de um número n de populações locais ou colônias.“ (Andrewartha & Birch, 1954) Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas TEORIA DE METAPOPULAÇÃOAula 3 Levins, R. (1969). Some demographic and genetic consequences of environmental heterogeneity for biological control. Bulletin of the Entomological Society of America, 15, 237-240 Richard Levins colonização de manchas vazias de habitat extinção local de manchas habitadas 𝑑𝑝 𝑑𝑡 = 𝑚𝑝 × 1 − p − ep p número de manchas ocupadas e taxa de extinção m taxa de colonização de manchas vazias Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas TEORIA DE METAPOPULAÇÃOAula 3 Modelo clássico de Levins Modelo continente-ilha Modelo em desequilíbrio Modelo de manchas área de desova de peixes área de dispersão e fluxo gênico freqüente entre populações área de dispersão e fluxo gênico irregular entre populações SITUAÇÃO 1 área de desova de peixes área de dispersão e fluxo gênico irregular entre populações rodovias área desmatadas SITUAÇÃO 2 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas TEORIA DE METAPOPULAÇÃOAula 3 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas TEORIA DE METAPOPULAÇÃOAula 3 Pires, A. S. & Fernandez, F. A. S. (1999). Use of space by the marsupial Micoureus demerarae in small Atlantic Forest fragments in southeastern Brazil. Journal of Tropical Ecology, 15: 279-290. Período de coleta: 1995 -1998 Método de coleta: captura-marcação-recaptura Local das coleta: matriz e fragmentos (1,5 a 15 ha) Resultados - 600 capturas e recapturas nos fragmentos - 2 capturas na matriz - 9 recapturas em outros fragmentos Ilhas dos Barbados - Reserva Biológica Poço das Antas Micoureus demerarae (Didelphidae) Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas TEORIA DE METAPOPULAÇÃOAula 3 Hanski, I. A. & Gilpin, M. E. Metapopulation Biology: Ecology, Genetics and Evolution. Academic Press, 1997. Ilkka Hanski (1) o habitat apropriado ocorre em manchas discretas que podem ser ocupadas por populações locais; (2) mesmo as maiores populações têm um risco substancial de extinção; (3) as manchas não devem ser muito isoladas para previnir recolonização após extinção; e (4) a dinâmica das populações locais não são sincronizadas. CONDIÇÕES DE EXISTÊNCIA DE METAPOPULAÇÃO Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas FLUTUAÇÃO E REGULAÇÃO DAS POPULAÇÕESAula 3 “A flutuação é uma regra para as populações naturais.” R.E. Ricklefs (2003) Carneiros na ilha da Tasmânia Mariposa de inverno Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas FLUTUAÇÃO E REGULAÇÃO DAS POPULAÇÕESAula 3 Fatores de Crescimento (potencial biótico) Abiótico Luz favorável Temperatura favorável Ambiente químico favorável Biótico Alta taxa reprodutiva Nicho generalizado Disponibilidade de habitat Habilidades para - competir por recursos - fuga/defesa contra predadores -resistir a doenças e parasitas - migrar e viver em outros habitats - adaptar às mudanças ambientais Fatores de Declínio (resistência ambiental) Abiótico Excesso ou falta de luminosidade Alta ou baixa temperatura Ambiente químico desfavorável Biótico Baixa taxa reprodutiva Nicho especializado Habitat inadequado ou destruído Presença de muitos competidores Habilidade insuficiente para fuga ou defesa contra predadores Inabilidade para resistir a doenças Inabilidade de adaptação às mudanças ambientais Tamanho Populacional Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas FLUTUAÇÃO E REGULAÇÃO DAS POPULAÇÕESAula 3 Ardea cinerea Fonte: Lack (1966) Lo g do n úm er o de n in ho s oc up ad os Tempo (anos) Flutuação irregular de pequena magnitude Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas FLUTUAÇÃO E REGULAÇÃO DAS POPULAÇÕESAula 3 Dendrolimus sp Tempo (anos) N úm er o de la rv as / m 2 Fonte: Varley (1949) Flutuação irregular de grande magnitude Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas FLUTUAÇÃO E REGULAÇÃO DAS POPULAÇÕESAula 3 Dicrostonyx groenlandicus Flutuação cíclica Fonte: Shelford (1945) Tempo (anos) N úm er o de le m in gu es /h ec ta re Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas FLUTUAÇÃO E REGULAÇÃO DAS POPULAÇÕESAula 3 Fonte: Pearson(1963) R at os /a cr e Tempo (anos) Flutuação irruptiva Mus musculus Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas FLUTUAÇÃO E REGULAÇÃO DAS POPULAÇÕESAula 3 Mecanismo densidade-dependente – afeta a população esta em alta densidade. – ex. doença, competição, predação. – bom regulador do tamanho da população. – causa o crescimento logístico. Mecanismo densidade-independente – afeta a população randomicamente. – ex. furacão, fogo, seca, enchentes. – afeta toda a população. – causa um rápido aumento ou decréscimo populacional (fraco regulador populacional). aumento da competição Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas FLUTUAÇÃO E REGULAÇÃO DAS POPULAÇÕESAula 3 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas FLUTUAÇÃO E REGULAÇÃO DAS POPULAÇÕESAula 3 Densidade de fêmeasSementes plantadas/m2 N ú m er o m éd io d e se m en te s p o r in d iv id u o r ep ro d u zi n d o T a m a n h o d a n in h a d a Evolução da Estratégia de Vida e Otimização Energética Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas ESTRATÉGIAS DE VIDAAula 3 Robert H. MacArthur MacArthur, R. H. & Wilson, E. O. 1967. The Theory of Island Biogeography. Princeton, N.J.: Princeton University Press. Algumas características da história de vida de espécies seleção r e K Desenvolvimento Taxa reprodutiva Idade reprodutiva Tamanho do corpo Tipo de reprodução Tempo de vida Habilidade competitiva Sobrevivência Tamanho populacional Habilidade de dispersão Tipo de habitat Exploração de nicho Cuidado parental rápido alto precoce pequeno reprodução única curto fraca alta mortalidade de jovens variável e abaixo de K boa perturbado generalista nenhuma devagar baixo tardia grande várias reproduções longa forte baixa mortalidade de jovens constante e próximo de K pobre não perturbado especialista intensivo Característica Seleção r Seleção K Edward O.Wilson Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas ESTRATÉGIAS DE VIDAAula 3