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Programa 
ABC Cerrado
Mudanças Climáticas e Agricultura 
20 horas
2019 - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR
1a. Edição - 2019
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui viola-
ção dos direitos autorais (Lei nº 9.610).
A coleção ABC Cerrado é uma iniciativa do Senar com objetivo de manter disponível 
ao público rural os cursos elaborados no âmbito do Projeto ABC Cerrado e demais 
tecnologias sustentáveis de produção agropecuária preconizadas no Plano ABC.
 
Fotos
Banco de imagens do SENAR
Banco Multimídia Embrapa
iStock
Shutterstock
Informações e contato 
SENAR Administração Central 
SGAN 601 – Módulo K Edifício Antônio Ernesto de Salvo – 1º andar 
Brasília – CEP 70830-021 
Telefone: 61 2109-1300 
www.senar.org.br
Presidente do Conselho Deliberativo do SENAR
João Martins da Silva Junior
Diretor Geral do SENAR
Daniel Klüppel Carrara
Diretora de Educação Profissional e Promoção Social
Andréa Barbosa Alves
Coordenadora de Programas Especiais
Janei Cristina Santos Resende
Coordenadora do Núcleo de Educação a Distância
Ana Ângela de Medeiros Sousa
Coordenador Técnico do Projeto ABC Cerrado
Mateus Moraes Tavares
Equipe técnica Senar
Dyovanna Depolo de Souza Pinto
Larissa Arêa Sousa
Sumário
Apresentação .......................................................................................................................... 4
Módulo 1: Contextualização ..............................................................................................16
Aula 1: Conceitos importantes .......................................................................................................19
Aula 2: Histórico e cenário mundial ...............................................................................................33
Aula 3: O Brasil no contexto global ...............................................................................................42
Aula 4: Marco legal ............................................................................................................................47
Atividade de aprendizagem .............................................................................................................52
Módulo 2: Setor Agropecuário e as Mudanças Climáticas .........................................55
Aula 1: Impactos negativos .............................................................................................................57
Aula 2: Medidas possíveis ................................................................................................................74
Aula 3: Importância do setor agropecuário na redução das emissões de GEE ...................79
Atividade de aprendizagem .............................................................................................................82
Módulo 3: Ações Setoriais .................................................................................................85
Aula 1: O Plano ABC .........................................................................................................................87
Aula 2: Linha de crédito do Programa ABC .............................................................................. 105
Atividade de aprendizagem .......................................................................................................... 109
Encerramento ..................................................................................................................... 111
Referências ......................................................................................................................... 112
Apresentação
Bem-vindo(a) ao curso Mudanças Climáticas e Agricultura!
Você verá, neste curso, conceitos importantes inerentes às mudanças cli-
máticas, acordos e programas que foram criados para conter os impac-
tos negativos do aquecimento global e diminuir a emissão dos gases que 
causam o efeito estufa. Você também vai conhecer, com mais detalhes o 
Plano ABC, que promove uma agricultura de baixa emissão de carbono.
Fonte: CNA Brasil / Foto: Adriano Brito
Apresentação
5
O curso está organizado em três módulos. 
Confira as aulas que compõem cada um.
Aula 1 – Conceitos importantes
Aula 2 – Histórico e cenário mundial
Aula 3 – O Brasil no contexto global
Aula 4 – Marco legal
Módulo 1 – O Bioma Cerrado
Aula 1 – Impactos negativos
Aula 2 – Medidas possíveis
Aula 2 – Importância do setor na redução das emissões de GEE
Módulo 2 – Setor Agropecuário e as Mudanças Climáticas
Aula 1 – O Plano ABC
Aula 2 – Linha de crédito do Programa ABC
Módulo 3 – Ações Setoriais
Este curso faz parte da Coleção ABC Cerrado – Tecnologias Sustentáveis 
de Produção Agropecuária no Bioma Cerrado. Essa coleção, que é com-
posta de sete cursos, é fruto do Projeto ABC Cerrado, que foi implemen-
tado durante os anos de 2014 a 2019. Vamos conhecer um pouco mais 
sobre esse projeto?
Apresentação
6
O Projeto ABC Cerrado
O Brasil ocupa um lugar de destaque entre os maiores produtores de ali-
mentos do mundo, além de ser um dos países que mais preserva o meio 
ambiente – consegue produzir em apenas 27,7% do seu território, en-
quanto mantém 61% coberto com vegetação nativa.
Mesmo assim, durante a 15ª Conferência das Partes (COP-15), em 2009, 
o País assumiu o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito 
estufa (GEE). De lá para cá, a agricultura de baixa emissão de carbono 
(ABC) passou a receber uma atenção maior por parte do Governo e de 
diversas instituições, que criaram programas para incentivar o produtor 
rural brasileiro a adotar técnicas sustentáveis.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) participa dessas 
iniciativas que contribuem com a meta nacional de redução de emis-
são de gases do efeito estufa pela atividade agropecuária. É o caso do 
Projeto ABC Cerrado, que disseminou práticas de agricultura de baixa 
emissão de carbono e estimula o produtor a investir na sua propriedade, 
para impulsionar a produtividade e a renda, ao mesmo tempo em que 
preserva o meio ambiente.
Oito estados do bioma Cerrado participaram do Projeto: Bahia, Distrito 
Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí e 
Tocantins.
O projeto foi desenvolvido em parceria com o Ministério 
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) 
e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 
(Embrapa), com recursos do Programa de Investimento 
em Florestas (FIP) e o Banco Mundial.
O SENAR atuou como responsável pela transferência de tecnologias aos 
produtores rurais do bioma Cerrado por meio de capacitação, pela formação 
de instrutores e de técnicos de campo, além de fornecer assistência técnica 
e gerencial à atividade rural, com foco em tecnologias preconizadas pelo 
Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC).
Apresentação
7
Desde a sua criação, o SENAR levou aos agricultores e pecuaristas bra-
sileiros os avanços da ciência e da tecnologia. Com esse curso, espera 
contribuir para o crescimento do seu empreendimento e da produção de 
alimentos com sustentabilidade.
No ambiente virtual de aprendizagem (AVA), você poderá 
assistir ao vídeo que conta a história de sucesso do Senhor 
Alcides e de sua família que foram beneficiados pelo 
Projeto ABC Cerrado.
Vale a pena conferir!
Os Cursos
A coleção ABC Cerrado é composta por um conjunto de sete cursos:
Recuperação de Pastagens Degradadas
Carga horária: 20 horas
Sistema Plantio Direto
Carga horária: 30 horas
Florestas Plantadas
Carga horária: 30 horas
Apresentação
8
Integração Lavoura-Pecuária-Floresta
Carga horária: 30 horas
Tratamento de Dejetos Animais
Carga horária: 20 horas
Fixação Biológica de Nitrogênio
Carga horária: 20 horas
Mudanças Climáticas e Agricultura
Carga horária: 20 horas
Esses cursos foram desenvolvidos com o objetivo de 
levar a você e aos demais produtores do bioma Cerra-
do a atualização sobre novas técnicas que favorecem a 
redução na emissão de gases de efeito estufaque pro-
movem o aquecimento global, ao mesmo tempo que 
entregam ao produtor maior produtividade e retorno 
econômico na atividade.
Apresentação
9
Fazenda Rio Novo
Para facilitar sua compreensão dos assuntos e das técnicas abordadas 
nos sete cursos, apresentaremos o caso fictício da fazenda Rio Novo. Ela 
é de propriedade da família do Sr. Antônio e da Sra. Teresa e fica no esta-
do de Goiás, em uma região onde predomina o bioma Cerrado.
Todos dessa família vão se empenhar em adotar práticas sustentáveis na 
propriedade, que trarão maior produtividade e ainda contribuirão para re-
duzir a emissão dos GEEs. Cada membro será o responsável principal por 
uma ação específica na fazenda e acompanhará os participantes dos dife-
rentes cursos. Conheça um pouco dessa família.
Antônio
76 anos
Teresa
72 anos
João
49 anos
Carmen
47 anos
Rogério
28 anos
Natália
24 anos
Mariana
20 anos
Apresentação
10
Antônio
76 anos
Ensino fundamental completo
No final da década de 1960, Antônio herdou um pedaço de terra no interior de 
Goiás, região de Cerrado, e lá iniciou um discreto plantio de milho. Alguns anos 
mais tarde, passou também a criar gado na mesma propriedade.
Sem muito estudo, viu sua propriedade crescer, fruto de seus esforços e de 
sua esposa, Dona Teresa. No entanto, junto com o crescimento da propriedade 
também veio a degradação das pastagens pelo gado e pelo manejo incorreto 
da própria pastagem.
Hoje, o Sr. Antônio quer reintegrar as áreas degradadas pela pastagem ao pro-
cesso de produção de alimentos. Com isso, quer evitar a abertura de novas 
áreas para a pastagem, o que é benéfico ao meio ambiente, além de trazer 
economia para o próprio bolso.
Para isso, pretende aplicar práticas que recuperem a capacidade produtiva do 
solo degradado na fazenda Rio Novo.
Você pode acompanhar essa empreitada do Sr. Antônio no curso Recuperação 
de Pastagens Degradadas.
Teresa
72 anos
Ensino fundamental completo
Ao lado do Sr. Antônio, Teresa plantou as primeiras sementes de milho na pro-
priedade Rio Novo ainda na década de 1960. Juntos, trabalharam duro para 
que essa propriedade crescesse e fosse produtiva.
Ela é uma pessoa muito observadora e gosta de conversar com outros produ-
tores da região. Sempre em contato com os vizinhos e “antenada” em tudo que 
acontece por ali.
Apesar de não ter tido a oportunidade de estudar além do ensino fundamental, 
viu que seus vizinhos utilizavam uma técnica muito interessante para proteger 
o solo e evitar erosões. Quem sabe a técnica não daria certo na fazenda Rio 
Novo? Resolveu testar e... deu!
Agora, Dona Teresa quer aprimorar ainda mais a aplicação da técnica para re-
solver os problemas de conservação de água e solo, como a erosão na fazenda 
Rio Novo. Você pode conferir mais sobre a técnica e os resultados que ela ob-
teve no curso Sistema Plantio Direto.
Apresentação
11
João
49 anos
Técnico agrícola
João cresceu vendo seus pais, Antônio e Teresa, darem duro na fazenda Rio 
Novo e presenciou o grande crescimento da propriedade.
Inspirado pela dedicação e amor dos pais pela terra, nunca passou pela sua 
cabeça deixar o campo para exercer outra atividade... Queria fazer a diferença 
no campo!
Assim, ao terminar o Ensino Médio, matriculou-se em um curso técnico agrí-
cola. Lá teve a ideia, junto com Carmen, hoje sua esposa, de plantar árvores 
comerciais de rápido crescimento na fazenda, como uma alternativa de renda 
para a família.
Acompanhe o João no curso Florestas Plantadas.
Carmen
47 anos
Técnica agrícola
Carmen conheceu seu marido João ainda na adolescência, no colégio onde es-
tudavam. Ao se casar com João, mudou-se para a fazenda Rio Novo, de pro-
priedade de seu sogro Antônio.
Fizeram juntos o mesmo curso técnico agrícola, onde tiveram a ideia de plantar 
espécies florestais na propriedade.
Para fazer a ideia dar ainda mais certo, Carmen tem se empenhado em integrar 
a lavoura e as pastagens à nova área florestal.
Sempre cuidadosa, quer aumentar a renda da propriedade, mas sem descuidar 
da legislação ambiental vigente.
Você pode acompanhar o passo a passo de suas ações no curso integração 
Lavoura-Pecuária-Floresta.
Apresentação
12
Rogério
28 anos
Engenheiro agrônomo
Rogério é o filho mais velho do casal João e Carmen, primeiro neto de Antônio 
e Teresa.
Apaixonado pela terra, formou-se engenheiro agrônomo.
Durante a graduação, percebeu que o dejeto de animais pode se tornar uma 
potencial fonte de energia e até mesmo de renda.
Por isso, tem se empenhado em tratar esses dejetos da forma correta na pro-
priedade Rio Novo.
Você pode aprender a técnica utilizada pelo Rogério no curso Tratamento de 
Dejetos Animais.
Natália
24 anos
Bióloga
Natália é filha do casal João e Carmen e neta de Antônio e Teresa. Sempre mui-
to curiosa, desde criança desejava ser “cientista”.
Influenciada pelo ambiente em que cresceu, e enxergando uma oportunidade 
para colocar em prática toda a sua curiosidade sobre as plantas e animais, tor-
nou-se bióloga.
Seu Trabalho de Conclusão de Curso foi sobre o ciclo do nitrogênio na natu-
reza. Com base nos amplos conhecimentos obtidos em seus estudos, tem de-
fendido o plantio, na fazenda Rio Novo, de propriedade da família, de espécies 
que possibilitem a fixação de nitrogênio no solo. Isso permitirá uma melhora na 
fertilidade do solo da propriedade.
Você também pode ter acesso a esses conhecimentos da Natália realizando o 
curso Fixação Biológica de Nitrogênio.
Apresentação
13
Mariana
20 anos
Estudante de Engenharia Ambiental
Filha mais nova do casal João e Carmen, defende o meio ambiente com unhas 
e dentes, mas sem se descuidar do setor produtivo da fazenda!
Está no terceiro ano da faculdade de Engenharia Ambiental e deseja especiali-
zar-se na área de sustentabilidade no campo.
Quer permanecer na propriedade Rio Novo da família, adaptando a produ-
ção às mudanças climáticas e fiscalizando a adoção de práticas sustentá-
veis por todos!
O curso Mudanças Climáticas e Agricultura fala sobre esse assunto e apre-
senta as práticas sustentáveis defendidas pela Mariana.
A família do Sr. Antônio contará com a ajuda do Marcos, 
técnico do SENAR que atende à região. Você perceberá que, 
em diferentes momentos dos cursos, o técnico Marcos enviará 
dicas e orientações por meio de áudios. Portanto, ao se 
deparar com o ícone ao lado nos cursos, não deixe de ouvir 
suas valiosas dicas!
Mas aqui na apostila vamos facilitar para você e colocar a 
transcrição dos áudios.
Por isso que é tão importante você acessar o ambiente virtual 
de aprendizagem e passar por essa experiência de interação 
com o conteúdo.
Apresentação
14
Recursos educacionais e interativos
Ao longo do curso, você encontrará imagens, áudios e vídeos. O objeti-
vo é tornar seu aprendizado mais interessante e prazeroso. Além disso, 
também se deparará com recursos interativos que ajudarão a aplicar da 
melhor forma os novos conhecimentos.
No AVA, sempre que você vir um ícone com alguma 
animação, principalmente com setas, significa que 
uma informação será exibida ao clicar sobre ele. Não 
deixe de conferi-la, pois esses elementos fazem parte 
de uma experiência de aprendizagem completa!
Outro exemplo de recurso interativo são as palavras destacadas, que exi-
birão sua definição ou uma explicação extra quando forem acionadas. Veja 
como vai aparecer lá no AVA.
A maioria dos solos no cerrado é muito antiga, bas-
tante modificada pela ação de processos químicos e 
físicos, e possui baixa fertilidade, com sérias limita-
ções à produção.
Durante todo o curso, você terá a companhia da 
Mariana, a caçula da família do Sr. Antônio e da 
Dona Teresa. 
Como você já viu, ela é estudante de Engenharia 
Ambiental e defende o meio ambiente, mas sem se 
descuidar do setor produtivo da fazenda!
Neste curso você vai conhecer as práticas susten-
táveis defendidas pela Mariana. 
Então, sempre preste muita atenção ao que ela tem 
a dizer!
Processos 
químicos e físicos
Também chamados 
de intemperismo.
Apresentação
15
Atividades de aprendizagemA navegação pelo conteúdo deste curso é sequencial e linear. Isso signifi-
ca que você deve acessar o primeiro módulo e conferir todos as aulas. Ao 
final, você realizará a atividade de aprendizagem para, então, liberar o 
conteúdo do módulo seguinte.
As atividades de aprendizagem têm o objetivo de verificar 
se você teve um bom aproveitamento em relação ao con-
teúdo do módulo. Por isso é tão importante acessar o AVA 
e responder à atividade para liberar o módulo seguinte.
Canais de comunicação
Este é um curso autoinstrucional, mas isso não significa que você está 
sozinho nesta jornada!
Durante seus estudos, você poderá utilizar os canais de comunicação dis-
ponibilizados no seu AVA para esclarecer dúvidas técnicas com a monito-
ria do curso.
Os monitores dão o suporte necessário às dúvidas de cunho 
mais técnico relacionadas ao AVA e às regras de conclusão do 
curso.
Siga em frente e bom estudo!
Módulo 1: 
Contextualização
O setor agropecuário possui uma estreita relação com o tema mudanças 
climáticas, tanto por ainda ser considerado um dos setores mais respon-
sáveis pelas emissões de Gases Efeito Estufa (GEE), como por sofrer im-
portantes impactos no desenvolvimento de suas atividades.
Módulo 1 – Contextualização
17
Neste primeiro módulo, falaremos sobre as características do cerrado. 
Veja o que preparamos para cada aula deste módulo:
Aula 1 - Conceitos 
importantes
• O que é mudança climática? 
• O que é efeito estufa?
• O que é aquecimento 
global?
• Análise da vulnerabilidade 
nas mudanças climáticas
Aula 2 - Histórico e cenário 
mundial
Aula 3 - O Brasil no 
contexto global 
Aula 2 - Marco legal
Módulo 1 – Contextualização
18
Você pode buscar mais conhecimentos com a Embrapa!
Visite a Unidade da Embrapa mais próxima de sua pro-
priedade. Todas elas possuem biblioteca com muitas pu-
blicações disponíveis para leitura, além de pesquisadores 
para poder conversar.
No site da Biblioteca da Embrapa, também é possível en-
contrar muitas informações. Acesse:
• https://www.embrapa.br/biblioteca
O serviço Informação Tecnológica em Agricultura (Info-
teca-e) dá acesso a informações técnicas na forma de car-
tilhas, livros para transferência de tecnologia, programas 
de rádio e de televisão editados com linguagem adaptada 
de modo que produtores rurais, extensionistas, técnicos 
agrícolas, estudantes e professores de escolas rurais, co-
operativas e outros segmentos da produção agrícola pos-
sam assimilá-los com maior facilidade. Visite:
• https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br
Você também poderá comprar livros publicados pela Em-
brapa diretamente no site de comunicação. Acesse:
• http://vendasliv.sct.embrapa.br/liv4/principal.
do?metodo=iniciar
Pronto(a) para começar a primeira aula? 
Módulo 1 – Contextualização
19
Aula 1: Conceitos 
importantes
Nesta primeira aula do Módulo 1, você conhecerá alguns conceitos impor-
tantes referentes às alterações no clima que ocorrem no nosso planeta.
O que é Mudança Climática? 
Mudança climática é uma variação a longo prazo, estatisticamente 
significante, em um parâmetro climático médio ou na sua variabilidade, 
durante um período extenso. São exemplos de parâmetros climáticos que 
podem sofrer tais variações: temperatura, precipitação, regime de chuvas 
e ventos. 
As mudanças climáticas verificadas ao longo do tempo podem ser devidas 
a causas naturais, neste caso sendo chamadas de variabilidade climática 
natural ou, então, podem ser atribuídas à realização de algumas atividades 
humanas ou antrópicas.
Módulo 1 – Contextualização
20
O que é efeito estufa?
Efeito estufa é um fenômeno natural, caracterizado pela retenção de calor 
feita por gases que estão presentes na atmosfera.
Esse processo é responsável por manter a Terra em uma temperatura 
adequada, garantido o calor necessário à vida. Sem ele, certamente nosso 
planeta seria muito frio e a sobrevivência dos seres vivos seria afetada.
1) O sol emite radiação em direção ao planeta. 
2) Parte dessa radiação atravessa os gases presentes na atmosfera e 
atinge a Terra.
3) Outra parte da radiação solar é refletida pelas nuvens, não chegando a 
atingir a superfície da Terra. 
4) Da radiação que atinge a superfície da Terra, parte é absorvida pelos 
solos e oceanos e parte também é refletida de volta para a atmosfera, na 
forma de radiação infravermelha (calor). 
5) É esse calor refletido de volta para a atmosfera que é retido pelos gases 
que estão presentes nesta camada, formando um efeito estufa e gerando 
o aquecimento do planeta. 
camada de ozônio
gases
1
2
4
5
3
Efeito Estufa
Módulo 1 – Contextualização
21
É que a intensificação de atividades industriais e agrícolas, que deman-
dam áreas para produção (e, consequentemente, geram desmatamento), 
e o uso dos transportes aumentaram muito a emissão e a concentração de 
gases de efeito estufa na atmosfera, espessando essa camada e elevando 
a retenção de calor.
A partir da Revolução Industrial o homem passou a emitir quantidades 
significativas de GEE. Desde o início da era Industrial, houve um aumento 
de 35% da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera. Assim, as 
atividades humanas passaram a ter influência importante nas mudanças 
climáticas.
Gases causadores do efeito estufa
Os gases causadores do efeito estufa (GEE) são aqueles presentes na at-
mosfera que absorvem o calor advindo da radiação emitida de volta para 
o espaço pela superfície terrestre. 
Talvez você esteja se perguntando: “Mas se é um fenômeno natural 
importante para a manutenção da vida na Terra, por que o efeito estufa se 
relaciona às atividades humanas causadoras do aquecimento global?” 
Módulo 1 – Contextualização
22
Os principais são: 
(CO2) Dióxido de carbono: é o mais abundante entre os gases de efeito 
estufa, visto que pode ser emitido a partir de diversas atividades huma-
nas. O uso de combustíveis fósseis, como carvão mineral e petróleo, é uma 
das atividades que mais emitem esses gases. 
(CH4) Gás metano: é o segundo maior contribuinte para o aumento das 
temperaturas da Terra, com poder 21 vezes maior que o dióxido de car-
bono. Provém de atividades humanas ligadas a aterros sanitários, lixões e 
pecuária. Além disso, pode ser produzido por meio da digestão de rumi-
nantes e eliminado por eructação (arroto) ou por fontes naturais. Cerca de 
60% da emissão de metano provém de ações antrópicas.
(N2O) Óxido nitroso: pode ser emitido por bactérias no solo ou no ocea-
no. As práticas agrícolas são as principais fontes de óxido nitroso advindo 
da ação humana. Exemplos dessas atividades são o cultivo do solo, o uso 
de fertilizantes nitrogenados e o tratamento de dejetos. O poder do óxido 
nitroso de aumentar as temperaturas é 298 vezes maior que o do dióxido 
de carbono.
Módulo 1 – Contextualização
23
(Outros) Gases fluoretados: são produzidos pelo homem a fim de aten-
der às necessidades industriais. Como exemplos desses gases, pode-se 
citar os hidrofluorcarbonetos, usados em sistemas de arrefecimento e re-
frigeração; hexafluoreto de enxofre, usado na indústria eletrônica; perflu-
orocarbono, emitido na produção de alumínio; e clorofluorcarbono (CFC).
(H2O) O vapor d’água presente na atmosfera também capta o calor ir-
radiado pela superfície terrestre, distribuindo-o novamente em diversas 
direções, contribuindo, dessa forma, para o aquecimento do planeta. 
O que é aquecimento global?
É aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar pró-
xima à superfície da Terra, verificada em relação a médias históricas de 
temperaturas de períodos anteriores, relacionado ao desenvolvimento de 
atividades humanas.
O principal responsável pela sistematização e divulgação 
de estudos relacionados ao aquecimento global é o Painel 
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (Inter-
governmental Panel Climate Change – IPCC, na sigla em 
inglês), órgão atrelado à Organização das Nações Unidas 
(ONU).
Conforme o Quarto Relatório de Avaliação do IPCC, 2007, nos últimos 
séculos, a temperatura médiada superfície da Terra aumentou cerca de 
0,8 °C e a projeção é de uma elevação entre 1,4 °C a 5,8 °C nos próximos 
100 anos. Importante destacar que esse incremento da temperatura não é 
espacialmente distribuído na Terra, sendo algumas regiões mais afetadas 
pelo fenômeno que outras. 
Módulo 1 – Contextualização
24
Lá na fazenda Rio Novo
Olá!
Já estou por aqui para te dizer algo bem interessante 
sobre o aquecimento global.
Os 20 anos mais quentes foram registrados nos úl-
timos 22 anos, sendo que 2015 a 2018 são os anos 
que ocupam os quatro primeiros lugares do ranking, 
é o que apontou a Organização Meteorológica Mun-
dial (OMM), em 2018. Se essa tendência continuar, as 
temperaturas poderão subir de 3 a 5 graus até 2100. 
Segundo o IPCC, um grau pode não parecer muito, 
mas, se os países não tomarem uma atitude, o mundo 
enfrentará mudanças catastróficas. 
Em 2018, foram registradas temperaturas altas em 
diversos lugares do mundo em meio a um período de 
clima quente excepcionalmente prolongado. Grandes 
porções do hemisfério norte presenciaram uma su-
cessão de ondas de calor que atingiu a Europa, a Ásia, 
a América do Norte e o norte da África – resultado 
de fortes sistemas de alta pressão que criaram uma 
“redoma de calor”.
E você sabe o que causa o aquecimento global?
Segundo a maioria dos estudos científicos e dos relatórios de painéis climáticos, 
a ocorrência do aquecimento global é um fenômeno causado pelas atividades 
humanas.
Para o IPCC, é mais do que comprovada a série de mudanças climáticas 
ocorridas nos últimos tempos e a participação do ser humano nesse processo. O 
IPCC afirma que há 90% de certeza de que o aumento de temperatura na Terra 
está sendo causado pela ação do homem. 
Módulo 1 – Contextualização
25
Quais atividades humanas podem ser responsá-
veis pelo aquecimento global?
Indústria
Queima de combustíveis fósseis (derivados 
do petróleo, carvão mineral e gás natural) 
para geração de energia.
Aumento do uso dos transportes e gases 
emitidos por escapamentos de carros.
Descarte inadequado de resíduos sólidos 
em lixões e os aterros sanitários. 
Módulo 1 – Contextualização
26
Agropecuária: queima de matéria orgânica, 
queima de palhada, tratamento inadequado 
de dejetos animais, revolvimento dos solos, 
alimentação inadequada dos animais com 
pastagens degradadas e muito fibrosas, fer-
mentação entérica dos animais, especialmente 
dos bovinos, uso inadequado de fertilizantes.
A mudança no uso do solo, principalmente 
com a conversão de áreas de vegetação 
nativas em áreas de uso pelas atividades 
econômicas.
Consequências do aquecimento global
São várias as consequências do aquecimento global e algumas delas já 
podem ser sentidas em diferentes partes do planeta. As consequências 
podem ser divididas em diretas e indiretas. Dentre as diretas estão o au-
mento da frequência e intensidade de eventos climatológicos extremos 
(tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca, nevascas, fu-
racões, tornados e tsunamis). Já entre as indiretas estão a perda da bio-
diversidade, a maior incidência de doenças e o aumento do número de 
migrações.
Módulo 1 – Contextualização
27
A previsão de uma frequência maior de eventos extremos climáticos im-
plica em graves consequências para populações humanas e ecossistemas 
naturais, podendo ocasionar a extinção de espécies de animais e de plan-
tas. Existem previsões de que os impactos negativos serão maiores nas 
regiões tropicais e subtropicais do que nas temperadas.
As consequências das mudanças do clima que ocorrem no meio físico ou 
na biota e que têm efeitos deletérios significativos sobre a composição, a 
resiliência ou a produtividade de ecossistemas naturais e manejados, so-
bre o funcionamento de sistemas socioeconômicos ou, ainda, sobre a saú-
de e o bem-estar humanos são consideradas efeitos adversos do aqueci-
mento global.
Os cientistas já observam que o aumento da temperatura média do pla-
neta tem causado o derretimento das geleiras das calotas polares e a ele-
vação do nível do mar, podendo ocasionar o desaparecimento de ilhas e 
cidades litorâneas densamente povoadas. 
Módulo 1 – Contextualização
28
A mudança do clima poderá ser tão intensa nas próximas décadas a ponto 
de mudar a geografia da produção agrícola no Brasil e no mundo. Estudo 
recente mostra que o aumento de temperatura pode provocar, no Brasil, 
de modo geral, uma diminuição de regiões aptas para o cultivo dos grãos. 
Assim, municípios que hoje são grandes produtores podem não ser mais 
em 2020 ou 2050, por exemplo.
Diante desse cenário, é possível ver que as atividades agropecuárias apre-
sentam uma relação direta com as mudanças climáticas, podendo tanto 
ser responsáveis pelo aumento das concentrações atmosféricas de GEE, 
como ter sua viabilidade afetada pelas mudanças climáticas.
Lá na fazenda Rio Novo
Cabe destacar que, de todas as atividades econômicas 
que o homem exerce, a agricultura e a pecuária são, 
naturalmente, as mais dependen-
tes do clima e, consequentemente, 
as mais vulneráveis à sua mudança. 
Portanto, a ocorrência das mudan-
ças do clima pode afetar a produção 
agropecuária e trazer consequências 
negativas e imprevisíveis para esse 
setor. 
Minha família está ciente dessas con-
sequências, e estão todos aplicando 
as boas práticas do Plano ABC lá na 
fazenda Rio Novo.
E com o apoio do Técnico do SENAR, o Marcos, esta-
mos conseguindo fazer mudanças significativas, tanto 
na nossa propriedade quanto nas dos nossos vizinhos.
Vulnerável 
é algo ou 
alguém 
frágil, que 
pode ser 
facilmente 
afetado, 
ferido.
Módulo 1 – Contextualização
29
Análise da vulnerabilidade nas mudan-
ças climáticas
Vulnerabilidade é um parâmetro que mede o grau de suscetibilidade de 
um sistema ou setor aos efeitos adversos da mudança do clima, como a 
agricultura, por exemplo.
Os fatores que determinam a vulnerabilidade de um determinado sistema 
são: os impactos potenciais aos quais um sistema está sujeito e sua capa-
cidade de se adaptar a novas temperaturas.
Confira mais informações sobre cada um dos fatores no esquema a seguir.
Exposição Sensibilidade
Impactos Potenciais
Vulnerabilidade
Capacitade Adaptativa
Módulo 1 – Contextualização
30
Exposição: Representa todas as mudanças do clima relacionadas aos 
componentes que causam a alteração meteorológica, como:
• a alteração da média de precipitação (acréscimo ou decréscimo);
• a variabilidade (maior dificuldade de manter o equilíbrio hidrológico, 
sobretudo, o relacionado aos níveis de umidade do solo);
• a ocorrência de extremos climáticos, como secas (incluindo sua frequ-
ência/magnitude).
Sensibilidade: Representa o contexto socioeconômico e ambiental 
que contribui para ampliar ou reduzir os efeitos da exposição à mudança 
do clima.
Impactos potenciais: Irão depender da exposição e sensibilidade do 
sistema.
Capacidade adaptativa: Representa a capacidade de resposta e de 
reordenamento dos sistemas humanos frente às possíveis mudanças do 
clima.
 E o que podemos fazer para lidar com essa 
realidade do aquecimento global? 
Módulo 1 – Contextualização
31
Para lidar com essa realidade do aquecimento global podem ser tomados 
dois tipos de medidas: mitigadoras ou adaptativas.
Medidas adaptativas
As medidas adaptativas são inicia-
tivas para reduzir a vulnerabilidade 
dos sistemas naturais e humanos, 
ou dos setores, aos efeitos adversos 
atuais e esperados da mudança do 
clima. 
Medidas mitigadoras
Já as medidas mitigadoras são 
aquelas voltadas para a redução das 
emissões de gases causadores de 
efeito estufa. Mudanças e substitui-
ções tecnológicas que reduzam as 
emissões por unidade de produção 
são bons exemplos de medidas miti-
gadoras. Também é possível aumen-
tar os sumidouros: processo, ativida-
de ou mecanismo que removem da 
atmosfera os GEE.
Módulo 1 – Contextualização
32
Lá na fazenda Rio Novo
Olá!
Quantas informações importantes, não é mesmo?
Existem várias maneiras de reduzir as emissões deGEE e os efeitos adversos do aquecimento global. Tal-
vez você já conheça algumas delas.
• evitar a abertura de novas áreas;
• investir no reflorestamento e na conservação de 
áreas naturais;
• incentivar o uso de energias renováveis não con-
vencionais como, por exemplo, solar, eólica, bio-
massa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs);
• preferir biocombustíveis (etanol, biodiesel) a com-
bustíveis fósseis (gasolina, óleo diesel);
• investir na redução do consumo de energia e na efi-
ciência energética;
• reduzir, reaproveitar e reciclar materiais;
• investir em tecnologias de baixo carbono;
• melhorar o transporte público com baixa emissão 
de GEE;
• entre outras possibilidades.
Algumas dessas medidas podem ser adotadas por nós, 
em casa. E outras podem ser estabelecidas através de 
políticas nacionais e internacionais de clima.
Na próxima aula conheça um breve histórico sobre 
como as mudanças climáticas vem sendo abordada no 
cenário mundial.
Siga em frente!
Módulo 1 – Contextualização
33
Aula 2: histórico e 
cenário mundial
Agora que você já entende os principais conceitos sobre mudanças 
climáticas, podemos conferir um breve histórico que nos mostra como o 
assunto vem sendo abordado no cenário mundial. Conheça os acordos 
que foram sendo tratados entre os países, ao longo dos anos, para frear 
os efeitos negativos do aquecimento global.
 
 
Em 1979 
Ocorreu a primeira Conferência 
Mundial do Clima, com caráter cien-
tífico, apelando às nações que to-
massem conhecimento e investigas-
sem as mudanças climáticas e seus 
impactos. A Conferência foi orga-
nizada pela Organização Meteoro-
lógica Mundial (OMM) e reuniu, em 
Genebra (Suíça), cientistas e espe-
cialistas de 53 países e 24 organiza-
ções internacionais, com o objetivo 
de debater questões ambientais re-
ferentes à agricultura, recursos hídri-
cos, energia, biologia e economia.
Módulo 1 – Contextualização
34
Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (em inglês, United Nations Framework 
Convention on Climate Change ou UNFCCC) é uma base de cooperação internacional, em que os seus 
países membros buscam estabelecer políticas para reduzir e estabilizar as emissões de gases de efeito 
estufa em um nível no qual as atividades humanas não interfiram seriamente nos processos climáticos.
Em 1988 
A ONU criou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas 
(Intergovernmental Panel on Climate Change – IPCC). O IPCC é um órgão 
intergovernamental que avalia e endossa pesquisas científicas, sintetiza 
e divulga conhecimento sobre mudanças climáticas no mundo. O órgão é 
aberto para todos os países membros das Nações Unidas.
Em 1990
Aconteceu a segunda Conferência Mundial do Clima, na qual ocorreu a 
avaliação e atualização das decisões tomadas na primeira conferência, só 
que dessa vez, com base nas novas pesquisas sobre o aquecimento global 
realizadas no tempo decorrido entre ambas, e fundamentada no primeiro 
relatório produzido pelo IPCC.
Em 1992 
Aconteceu o primeiro passo para a 
formalização de um tratado interna-
cional vinculativo, a Conferência das 
Nações Unidas sobre o Meio Am-
biente e Desenvolvimento. Também 
conhecida como ECO-92, a confe-
rência reuniu chefes e representan-
tes de Estado de vários países do 
mundo, no Rio de Janeiro (Brasil), 
para debater temas gerais da agen-
da ambiental. Na ECO-92 teve início 
o processo de criação da Conven-
ção-Quadro das Nações Unidas so-
bre Mudanças do Clima (UNFCCC).
Módulo 1 – Contextualização
35
Princípios da UNFCCC
Um dos princípios fundamentais da UNFCCC é o de “responsabilidades 
comuns, porém diferenciadas”. Os países desenvolvidos, por suas respon-
sabilidades históricas e atuais pelo aquecimento global e sua maior capaci-
dade financeira e tecnológica, devem tomar a dianteira na implementação 
de metas ambiciosas de redução de emissões de gases de efeito estufa 
e prover apoio financeiro e tecnológico aos países em desenvolvimento. 
Estes, por sua vez, devem contribuir para enfrentar a mudança do clima 
de forma compatível com o imperativo do crescimento econômico e social, 
conforme reconhecido pela Convenção-Quadro.
Assinado e ratificado por 175 países
O texto da Convenção foi assinado e ratificado por 175 países, que reco-
nheceram a necessidade de um esforço global para o enfrentamento das 
questões climáticas. Com a entrada em vigor da Convenção do Clima, os 
representantes dos diferentes países passaram a se reunir anualmente 
para discutir a sua implementação. Estas reuniões são chamadas de Con-
ferências das Partes (COPs).
Em 1997 
Foi assinado o Protocolo de Quioto, 
um tratado internacional que esti-
pulou metas de reduções obrigató-
rias dos principais gases de efeito 
estufa para os países signatários, 
no período de 2008 a 2012. Apesar 
da resistência por parte de alguns 
países desenvolvidos, foi acordado 
o princípio da responsabilidade co-
mum, porém, diferenciada, confor-
me descrito anteriormente. Assim, 
os países desenvolvidos e indus-
trializados, por serem responsáveis 
históricos pelas emissões e por te-
rem mais condições econômicas para arcar com os respectivos custos, 
seriam os primeiros a assumir as metas de redução até 2012.
Módulo 1 – Contextualização
36
Em 2005
Contudo, o Protocolo só entrou em vigor em 2005, quando 192 países 
ratificaram o acordo, representando juntos 55% das emissões de gases 
de estufa do mundo e atingindo a condição necessária para que este en-
trasse em vigor.
Protocolo de Quioto 
O Protocolo de Quioto complementou a UNFCCC, ao estabelecer metas 
quantitativas legalmente obrigatórias de redução de emissões de gases 
de efeito estufa para países desenvolvidos. Suas regras rígidas para mo-
nitoramento, informação e verificação de emissões e remoções desses 
gases oferecem base de comparabilidade entre os esforços dos países 
desenvolvidos e integridade ambiental dos resultados. 
Em 2012
Durante a COP 18, em Doha, quan-
do estava prevista a finalização do 
Protocolo de Quioto, foi observado 
o não atingimento das metas por 
diversos países e o Protocolo foi 
prorrogado até 2020.
Em 2015
Na reunião da COP, em Paris, foi 
assinado o Acordo de Paris, su-
cessor do Protocolo de Quioto. Ao 
contrário do Protocolo de Quioto, 
que se baseava na obrigatoriedade 
de redução das emissões de gases 
estufa aos países desenvolvidos, o 
Acordo de Paris quer envolver to-
das as nações na redução de emis-
sões e incentivar as ações voluntá-
rias e a transparência. 
Módulo 1 – Contextualização
37
A adoção do Acordo de Paris, em 2015, inaugurou uma nova fase do re-
gime multilateral, marcada por maior ambição para o enfrentamento da 
mudança do clima em escala mundial.
Os principais objetivos do acordo de Paris são:
• conter o aumento da temperatura global em até 2 °C em relação ao 
período pré-industrial;
• limitar o aumento da temperatura até 1,5 °C acima dos níveis pré-in-
dustriais;
• envolver todos os países, não apenas os desenvolvidos;
• apoiar os países menos industrializados na mitigação de suas emis-
sões;
• definir metas e compromissos voluntários;
• acompanhar regularmente o progresso dos países em suas metas.
No Acordo, que leva em consideração as medidas e intenções que os mais 
de 190 países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre 
Mudança do Clima apresentaram, voluntariamente, cada nação estabe-
leceu um compromisso diferente de redução das emissões de carbono, 
conforme sua realidade.
Segundo o Relatório das Nações Unidas, divulgado em novembro de 
Lá na fazenda Rio Novo
De acordo com o 5º Relatório de Avaliação do IPCC, em 
2015, o setor energético foi responsável por 78% das 
emissões de GEE nos 28 países (Estados-Membros) 
da União Europeia. As emissões da agricultura contri-
buem com 10,1%, os processos industriais com 8,7% 
e a gestão de resíduos com 3,2%.
Módulo 1 – Contextualização
38
2018, no ano de 2017 as emissões de gases de efeito estufa aumentaram,depois de três anos em níveis estáveis. O estudo mostra que as emissões 
globais atingiram níveis históricos de 53,5 gigatoneladas de gás carbô-
nico equivalente (Gg CO eq). Os cientistas alertam que, se persistir a ten-
dência atual, até o fim do século, a temperatura global poderá subir pelo 
menos 3°C.
Diante do crescimento das emissões globais de gás carbônico em 2017, 
o Relatório da ONU alerta que os países devem triplicar os esforços para 
alcançar a meta de manter o aquecimento global, até 2030, abaixo de 2 
°C ou quintuplicar as ações para limitar o aumento da temperatura abai-
xo de 1,5 °C, conforme prevê o Acordo de Paris. Apenas 57 países, que 
representam 60% das emissões globais, estão no caminho para atingir a 
meta em 2030.
As negociações internacionais e multilaterais sob a UNFCCC, 
subsidiadas pelos trabalhos científicos do IPCC, em curso nas 
Conferências das Partes (COPs), que se realizam anualmente, têm 
como enfoque a adoção de decisões e normas para a implementação 
do Acordo de Paris. A última COP aconteceu na Polônia, em 2018. 
Módulo 1 – Contextualização
39
Confira, a seguir, os países principais emissores de GEE em 2012. 
Módulo 1 – Contextualização
40
Apesar da China emitir mais gases de efeito estufa do que os EUA, es-
tes lideram as emissões per capita, ou seja, por habitante. Isso quer dizer 
que cada chinês emite menos GEE que cada americano. As emissões da 
China são bastante elevadas, já que é o país mais populoso do mundo 
(abrigando de 20 a 25% da população mundial) e está também em pleno 
desenvolvimento econômico, com intensificação de atividades econômi-
cas emissoras de GEE.
Por outro lado, os EUA possuem 300 milhões de habitantes, ou seja, ape-
nas 5% da população mundial, e até o ano de 2005 figuravam como os 
maiores emissores de GEE do planeta. Entre 1990 e 2002, aumentaram 
em 15% o nível de emissão, segundo dados da U.S. Energy Information 
Administration.
Veja o gráfico e confira as emissões globais de gases de efeito estufa por 
setor em 2004.
7,90%
25,90%
19,40%
17,40%
13,10%
13,50%
2,80%
Edificações comerciais 
e residenciais
Transporte
Agricultura
Florestas
Indústria
Suprimento de Energia
Resíduos
Módulo 1 – Contextualização
41
13,10% Transporte – Inclui transporte internacional (marítimo e avia-
ção), excluindo-se a pesca. Exclui o uso de veículos e maquinários utiliza-
dos na agricultura e em atividades florestais.
7,90% Edificações comerciais e residenciais – Inclui o uso tradi-
cional de biomassa e a parcela de emissões provenientes da geração de 
eletricidade centralizada.
19,40% Indústria – Inclui refinarias e fornos de carvão.
13,50% Agricultura – Inclui as emissões de gases não-CO2 pela quei-
ma de resíduos agrícolas e queima de vegetação no cerrado. As emissões 
ou remoções de CO2 por solos agrícolas não estão incluídas.
17,40% Florestas – Os dados incluem emissões de CO2 por desma-
tamento, por decomposição da biomassa acima do solo que permanece 
após o desmatamento ou corte seletivo de madeira, e CO2 por queima de 
turfa e decomposição de solos drenados de turfa.
2,80% Resíduos – Inclui aterros sanitários e emissões de óxido nitroso 
pela incineração de resíduos.
Lá na fazenda Rio Novo
Você consegue imaginar as consequências positivas, 
para o mundo e para nós, quando houver a redução 
de emissão de gases nos próximos anos e décadas? É 
bem provável que diminua:
• o aumento no nível do mar;
• os picos de temperaturas (mínimas e máximas);
• a quantidade de eventos extremos (secas e tem-
pestades).
E também haverá consequências positivas menos in-
tensas para a vida na Terra, incluindo a produção de 
alimentos e a biodiversidade.
Módulo 1 – Contextualização
42
Aula 3: o brasil no 
contexto global
Conforme visto na aula anterior, em 2015, o Brasil estava na quinta posi-
ção no ranking dos países mais emissores de GEE. 
Principais emissores de GEE em 2012
[quilotoneladas de equivalente de CO2]
China
12.454.711
Estados Unidos
6.343.841
União Europeia
4.702.090
Índia
3.002.895
Brasil
2.989.418
Rússia
2.803.398
Japão
1.478.859
Indonésia
780.551 Austrália
761.686
México
663.425
Bolívia
621.727
491.982
Sudão
445.640
Turquia
440.412
Tailândia 404.900
Ucrânia
Mianmar/Birmânia
528.416
República 
Centro-Africana
515.134
Canadá
1.027.064
R. D. do Congo
802.271
Coreia do Sul
668.990
Módulo 1 – Contextualização
43
Ele estava atrás da China, dos EUA, da União Europeia e da Índia, nessa 
ordem. Embora classificado como país em desenvolvimento, o Brasil está 
comprometido com a proteção do sistema climático global para as pre-
sentes e futuras gerações. Para tanto, atua no plano multilateral a fim de 
fortalecer o regime internacional de combate às mudanças do clima, base 
da colaboração internacional nessa área. 
A Contribuição Nacionalmente Determinada (Intended 
Nationally Determined Contribution – INDC, sigla em in-
glês) é o principal instrumento de comunicação dos com-
promissos individuais voluntariamente assumidos pelas 
Partes no Acordo de Paris. Em setembro de 2015, o Go-
verno brasileiro anunciou a INDC brasileira, partindo dos 
resultados positivos já alcançados pelo País na redução 
de GEE e estabelecendo compromissos ainda mais ambi-
ciosos. 
Conforme a CND do Brasil, o País tem metas de redução das emissões 
de GEE a cumprir para os anos 2025 e 2030, de até 37%, e até 43% 
respectivamente, em relação aos níveis de 2005. 
A contribuição Brasileira leva em consideração o desenvolvimento sus-
tentável, e inclui, além de compromissos de mitigação, ações de adap-
tação, oportunidades de cooperação internacional e referências a meios 
de implementação.
O Brasil é um dos únicos países em desenvolvimento a assumir uma 
meta absoluta de redução de emissões, tão ou mais ambiciosa que as 
metas de países desenvolvidos. Para subsidiar a elaboração da NDC 
brasileira, o Ministério das Relações Exteriores conduziu amplo processo 
de consultas à sociedade civil, ao setor privado e ao meio acadêmico.
Os dados sobre as emissões de gases de efeito estufa no Brasil, relati-
vos à 4ª edição das Estimativas Anuais, disponibilizados no fim de 2017, 
mostram as emissões nacionais entre 1990 e 2015, conforme gráfico a 
seguir.
Módulo 1 – Contextualização
44
Fonte: EducaClima, com base em informações da 4ª edição das Estimativas Anuais de Emissões de Gases de 
Efeito Estufa no Brasil, disponíveis no SIRENE.
Sobre o gráfico, confira alguns destaques:
2004
O pico das emissões brasileiras ocorreu em 2004, quando 
lançou-se na atmosfera 3,453 bilhões de toneladas de CO2 
eq, principalmente, devido às elevadas taxas de desmata-
mento ilegal daquele ano.
2005
Em 2005, o setor de mudança do uso do solo e florestas re-
presentava 70% das emissões, com os setores de agropecuá-
ria e energia contribuindo com 14% e 11%, respectivamente.
2005 a 2017
Entre os anos de 2005 e 2017 houve queda na taxa de des-
matamento da Amazônia de 65%, fato que alterou significa-
tivamente o perfil brasileiro de emissões de gases de efeito 
estufa.
2015
Em 2015, as emissões totais do Brasil foram de 1,368 bilhão 
de toneladas de CO2 eq (GWP-AR2). E também, as emissões 
do setor de mudança do uso do solo e florestas foram da or-
dem de 24%, enquanto a participação da agropecuária e da 
energia passaram para 31% e 33%, respectivamente.
Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil, por setor em gigatoneladas de CO2,
utilizando a métrica Global Warming Potential (GWP).
4.000.000
3.500.000
3.000.000
2.500.000
2.000.000
1.500.000
1.000.000
500.000
19
90
19
91
19
92
19
93
19
94
19
95
19
96
19
97
19
98
19
99
20
00
20
01
20
02
20
03
20
04
20
05
20
06
20
07
20
08
20
09
20
10
20
11
20
12
20
13
20
14
20
15
Mudança de uso da terra e florestas
Agropecuária
Processos industriais
Tratamento de resíduos
Energia
Módulo 1 – Contextualização
45
Agora, veja dados relativos às emissões nacionais de gases de efeito 
estufa, no ano de 2015, por setor.
Participação de emissõesdo País, para, ao 
mesmo tempo, aumentar sua produção agropecuária e 
reduzir as emissões de GEE. 
É exatamente sobre esse assunto que vamos tratar no 
Módulo 2. 
Mas, antes, você deverá acessar o AVA e realizar a atividade de aprendizagem 
obrigatória. 
Módulo 1 – Contextualização
52
Atividade de 
aprendizagem
As atividades aqui na apostila servem apenas para você ler 
e respondê-las com mais tranquilidade. 
Entretanto, você deverá acessar o AVA e resolver lá as 
questões. Você terá duas tentativas para realizar cada 
questão e só desbloqueará o próximo módulo depois que:
1. acertar as questões; ou
2. usar todas as suas tentativas.
Questão 1
Sobre os conceitos relacionados às mudanças climáticas, assinale a alter-
nativa correta.
a) O aquecimento global é um tipo de mudança climática caracteriza-
da pelo aumento da temperatura da Terra, resultante de uma varia-
bilidade natural desse parâmetro climático ao longo do tempo.
b) O aquecimento global é um tipo de mudança do clima caracterizada 
pelo aumento da temperatura da Terra, resultante da intensificação 
de gases causadores do efeito estufa (GEE) em decorrência das ati-
vidades humanas.
c) O efeito estufa é um fenômeno natural responsável pela manuten-
Módulo 1 – Contextualização
53
ção do calor na Terra, e sua intensificação, decorrente do aumento 
das emissões de GEE, não se relaciona às atividades humanas.pa-
mentos e mão de obra na propriedade; aumento dos riscos climáti-
cos; geração de empregos.
d) O efeito estufa é um fenômeno prejudicial à vida na Terra, o qual se 
caracteriza pela retenção de calor feita por gases que estão presen-
tes na atmosfera.
Questão 2
Com relação ao Brasil no Contexto Global das Mudanças Climáticas, assi-
nale a alternativa correta.
a) Em 2015, por ocasião do Acordo de Paris, o Brasil estava na ter-
ceira posição no ranking dos países mais emissores de GEE, sendo 
considerado um país comprometido internacionalmente com a pro-
teção do sistema climático global, embora classificado como país 
em desenvolvimento.
b) A Contribuição Nacionalmente Determinada (Intended Nationally 
Determined Contribution – INDC, na sigla em inglês) é o principal 
instrumento de comunicação dos compromissos individuais volun-
tariamente assumidos pelas partes no Acordo de Paris. Por ser um 
país em desenvolvimento, o Brasil não elaborou uma INDC brasilei-
ra.
c) Em setembro de 2015, o Governo brasileiro anunciou a INDC bra-
sileira, partindo dos resultados positivos já alcançados pelo País na 
redução de GEE e estabelecendo compromissos bem modestos. 
d) O Brasil é um dos únicos países em desenvolvimento a assumir uma 
meta absoluta de redução de emissões, tão ou mais ambiciosa que 
as metas de países desenvolvidos.
Módulo 1 – Contextualização
54
Questão 3
Sobre o marco legal do Brasil relacionado às mudanças climáticas, assina-
le a alternativa correta.
a) Os compromissos internacionais de redução das emissões de GEE 
assumidos pelo Brasil não foram ratificados pela Lei nº 12.187/2009, 
que institui a Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC).
b) A PNMC prevê que o Poder Executivo estabelecerá o Plano Nacio-
nal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas visando à 
consolidação de uma economia de baixa emissão de carbono.
c) De acordo com o Decreto nº 7.390/2010, para o setor da agricultu-
ra, ficou estabelecida a constituição do Plano para a Consolidação 
de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura.
d) O Plano Nacional de Adaptação às Mudanças do Clima, lançado 
pela Portaria nº 150/2016, do Ministério do Meio Ambiente, não 
contempla as ações de adaptação propostas pelo Plano ABC.do País, para, ao 
mesmo tempo, aumentar sua produção agropecuária e 
reduzir as emissões de GEE. 
É exatamente sobre esse assunto que vamos tratar no 
Módulo 2. 
Mas, antes, você deverá acessar o AVA e realizar a atividade de aprendizagem 
obrigatória. 
Módulo 1 – Contextualização
52
Atividade de 
aprendizagem
As atividades aqui na apostila servem apenas para você ler 
e respondê-las com mais tranquilidade. 
Entretanto, você deverá acessar o AVA e resolver lá as 
questões. Você terá duas tentativas para realizar cada 
questão e só desbloqueará o próximo módulo depois que:
1. acertar as questões; ou
2. usar todas as suas tentativas.
Questão 1
Sobre os conceitos relacionados às mudanças climáticas, assinale a alter-
nativa correta.
a) O aquecimento global é um tipo de mudança climática caracteriza-
da pelo aumento da temperatura da Terra, resultante de uma varia-
bilidade natural desse parâmetro climático ao longo do tempo.
b) O aquecimento global é um tipo de mudança do clima caracterizada 
pelo aumento da temperatura da Terra, resultante da intensificação 
de gases causadores do efeito estufa (GEE) em decorrência das ati-
vidades humanas.
c) O efeito estufa é um fenômeno natural responsável pela manuten-
Módulo 1 – Contextualização
53
ção do calor na Terra, e sua intensificação, decorrente do aumento 
das emissões de GEE, não se relaciona às atividades humanas.pa-
mentos e mão de obra na propriedade; aumento dos riscos climáti-
cos; geração de empregos.
d) O efeito estufa é um fenômeno prejudicial à vida na Terra, o qual se 
caracteriza pela retenção de calor feita por gases que estão presen-
tes na atmosfera.
Questão 2
Com relação ao Brasil no Contexto Global das Mudanças Climáticas, assi-
nale a alternativa correta.
a) Em 2015, por ocasião do Acordo de Paris, o Brasil estava na ter-
ceira posição no ranking dos países mais emissores de GEE, sendo 
considerado um país comprometido internacionalmente com a pro-
teção do sistema climático global, embora classificado como país 
em desenvolvimento.
b) A Contribuição Nacionalmente Determinada (Intended Nationally 
Determined Contribution – INDC, na sigla em inglês) é o principal 
instrumento de comunicação dos compromissos individuais volun-
tariamente assumidos pelas partes no Acordo de Paris. Por ser um 
país em desenvolvimento, o Brasil não elaborou uma INDC brasilei-
ra.
c) Em setembro de 2015, o Governo brasileiro anunciou a INDC bra-
sileira, partindo dos resultados positivos já alcançados pelo País na 
redução de GEE e estabelecendo compromissos bem modestos. 
d) O Brasil é um dos únicos países em desenvolvimento a assumir uma 
meta absoluta de redução de emissões, tão ou mais ambiciosa que 
as metas de países desenvolvidos.
Módulo 1 – Contextualização
54
Questão 3
Sobre o marco legal do Brasil relacionado às mudanças climáticas, assina-
le a alternativa correta.
a) Os compromissos internacionais de redução das emissões de GEE 
assumidos pelo Brasil não foram ratificados pela Lei nº 12.187/2009, 
que institui a Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC).
b) A PNMC prevê que o Poder Executivo estabelecerá o Plano Nacio-
nal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas visando à 
consolidação de uma economia de baixa emissão de carbono.
c) De acordo com o Decreto nº 7.390/2010, para o setor da agricultu-
ra, ficou estabelecida a constituição do Plano para a Consolidação 
de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura.
d) O Plano Nacional de Adaptação às Mudanças do Clima, lançado 
pela Portaria nº 150/2016, do Ministério do Meio Ambiente, não 
contempla as ações de adaptação propostas pelo Plano ABC.

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