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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS APLICADAS E EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
DIDÁTICA
LINHA DO TEMPO REFERENTE AO TEXTO DIDÁTICA: UMA RETROSPECTIVA HISTÓRICA
Estudante: Suênia Tavares da Silva, Maria Elaine da Silva
	1º PERÍODO: PRIMÓRDIOS DA DIDÁTICA 1549/1930
	2º PERÍODO: A DIDÁTICA NOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES 1930/1945
	3º PERÍODO: O PREDOMÍNIO DAS NOVAS IDÉIAS E A DIDÁTICA 1945/1960
	Os Jesuítas organizaram um plano de educação, o Ratio Studiorum (Conjunto de normas criado para normalizar o ensino nos colégios jesuíticos por quase todo o período colonial - 1549 a 1759).
	O período que vai de 1930 a 1945 é marcado pelo equilíbrio entre as influências das concepções humanista, tradicional e moderna. 
	O período correspondente aos anos de 1945 a 1946 marca a aceleração e variação do processo de substituição de importações e a apresentação de capital estrangeiro.
	A educação não era valorizada na sociedade daquela época e era voltada diretamente para a catequese e para a instrução dos índios.
	A didática é instituída como curso e disciplina com duração de um ano através do art. 20 do decreto-lei nº1.190/39.
	A partir do final desse período começam a demarcar uma polarização, deixando à vista dois caminhos para o desenvolvimento: o de tendência populista e antipopulista.
	Almejava-se a formação do homem universal, humanista e cristão, logo, não se pensava numa prática pedagógica e tampouco numa didática transformadora.
	Em 1941, a didática passa a ser um curso independente, realizado após o bacharelado.
	No ano de 1946, a didática perdeu seus apreciativos gerais e especiais e se introduziu a prática de ensino sobre a forma de realização de estágio supervisionado.
	Com o novo modelo de organização instituído por Pombal, a didática passa a centrar-se no intelecto, na essência e passa a atribuir um caráter dogmático aos conteúdos.
	Entre o período de 1937 à 1945 a didática sofre influência da pedagogia nova e passa a acentuar o caráter prático-técnico do processo de ensino-aprendizagem. 
	O ensino da didática baseava-se no liberalismo e no pragmatismo, sendo os processos metodológicos predominantes à aquisição de conhecimento.
	Nessa nova didática, o professor é o portador do conhecimento, enquanto o aluno é o receptor passivo. A disciplina é adotada como meio de se obter a ordem, o silêncio e a atenção dos alunos.
	A didática passa a ser caracterizada como um conjunto de ideias e métodos que privilegia a dimensão técnica do processo de ensino.
	A didática mostra-se através de um caráter renovador-tecnicista.
	Tal didática afasta teoria e prática, e é tida apenas como conjuntos de regras que visam garantir orientações necessárias ao futuro docente.
	Essa concepção da didática resultou na formação do professor técnico.
	
	4º PERÍODO: DESCAMINHOS DA DIDÁTICA PÓS 1964
	5º PERÍODO: A DIDÁTICA NO BOJO DA PEDAGOGIA CRÍTICA 1980
	6º PERÍODO: A DIDÁTICA NO BOJO DA EDUCAÇÃO NEOLIBERAL; AMPLIANDO OS HORIZONTES DA DIDÁTICA CRÍTICA DOS ANOS 90 AOS DIAS ATUAIS
	O período entre 1960 e 1968 foi marcado pela crise da Pedagogia Nova e articulação da Tendência Tecnicista, atribuída pelo grupo militar e tecnocrata da época.
	Foi marcado por um cenário de lutas sociais e políticas: a redemocratização.
	Hegemonia do projeto neoliberal e adoção do pensamento técnico-científico.
	A didática, embasada na Pedagogia tecnicista, tinha por preocupação principal a eficácia e a eficiência do processo de ensino.
	Na primeira metade da década de 80 instala-se a Nova República, iniciando nova fase no país.
	No que tange à organização do trabalho pedagógico, há um grande impacto social causado pela globalização, logo, escola, alunos e professores passam a ter uma série de atribuições.
	Os conteúdos relacionados aos cursos de didática tinham como foco a organização racional do processo de ensino e a elaboração de materiais instrucionais.
	Os primeiros estudos em busca de alternativas para uma Didática embasada numa perspectiva crítica ocorreram nessa época.
	Há um discussão dos enfoques da didática através das perspectivas de ênfase na formação do tecnólogo do ensino e na ênfase da perspectiva crítica, que assume o professor como agente social.
	O professor passa a ter o papel de executor de objetivos instrucionais, de estratégias de ensino e avaliação.
	A didática, sob os pressupostos da perspectiva crítica, passa a ter como foco ir além dos métodos e técnicas, buscando contribuir para que o docente se atente às perspectivas didático-pedagógicas coerentes com a realidade educacional.
	Os documentos legais, responsáveis por nortear a formação dos docentes, orientam um reducionismo técnico da didática.
	A partir de 1974, com a abertura gradual do regime autoritário, a didática passa a adotar o discurso reprodutivista, buscando, desse modo, evidenciar seu conteúdo ideológico.
	Na pedagogia crítica, a didática passa a ter a responsabilidade de auxiliar o processo de politização do professor e incentiva a compreensão e análise da realidade na qual a escola se insere.
	Numa perspectiva modernizadora, a didática se volta para formação do professor técnico e se desvincula do contexto social mais amplo.
	Logo, nos cursos de formação docente passou-se a adotar o discurso filosófico, sociológico e histórico, secundarizando a dimensão técnica da didática e acentuando o descrédito em relação à sua contribuição à prática pedagógica.
	
	O debate acerca da didática crítica se aprofunda e nos anos 2000 há expressiva produção acadêmica na área.
	Ainda, a partir da didática reprodutivista, a atitude crítica passa a ser incentivada no aluno e o professor passa a rever sua prática pedagógica para torná-la mais coerente com a realidade.
	
	A reconfiguração da didática crítica se baseia numa perspectiva de trabalho pedagógico contextualizado e multidimensional.

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