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Profª Drª Ariane Viana
a.viana@uni9.pro.br
Aula cedida pelo Prof. Dr. Renato L. Barbieri – 1o /2024
IPS – Introdução às Práticas de Saúde, Ética e
Biossegurança
• CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA (2018)
• CÓDIGO DE ÉTICA DO ESTUDANTE DE MEDICINA 
(Comissão para elaboração do Código de Ética 
do Estudante de Medicina, em 25 de fevereiro de 
2016 )
• CÓDIGO CIVIL (Responsabilidade civil)
• CÓDIGO PENAL (Responsabilidade penal)
Quais são alguns dos deveres éticos e profissionais esperados de um estudante
de medicina durante sua formação?
A) Ignorar as regras éticas, uma vez que ainda estão em treinamento.
B) Priorizar apenas o avanço acadêmico, independentemente das consequências
éticas.
C) Manter a confidencialidade dos pacientes e respeitar sua privacidade.
D) Divulgar informações médicas sem consentimento do paciente.
São deveres dos estudantes de medicina:
Art. 47 Dentro de seu conhecimento como Estudante, saber ouvir o paciente, esclarecer suas dúvidas,
compreender suas expectativas, necessidades e queixas, mesmo aquelas que não tenham relação com a doença
em questão.
Art. 48 Apoiado na orientação e em conjunto com o Preceptor, explicar detalhadamente, de forma simples e
objetiva, o diagnóstico, o tratamento para que o paciente entenda claramente a doença, os benefícios do
tratamento e também, as possíveis complicações e prognósticos. Ressalta-se que caberá ao paciente a
autonomia sobre a aplicação da conduta.
É vedado ao Estudante de Medicina:
Art. 57 Deixar de obter do paciente ou de seu representante legal o Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido (TCLE) para a realização de pesquisa envolvendo seres humanos, após as devidas explicações
sobre a natureza e as consequências da pesquisa..
Qual dos seguintes princípios éticos é fundamental na prática médica e 
envolve a honestidade e a sinceridade com os pacientes?
A) Utilitarismo.
B) Confidencialidade.
C) Beneficência.
D) Veracidade.
É vedado ao médico:
Art. 22. Deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal após esclarecê-lo sobre o 
procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte.
Art. 24. Deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu
bem-estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo.
Art. 26. Deixar de respeitar a vontade de qualquer pessoa considerada capaz física e mentalmente, em greve de
fome, ou alimentá-la compulsoriamente, devendo cientificá-la das prováveis complicações do jejum prolongado e,
na hipótese de risco iminente de morte, tratá-la.
Art. 31. Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução 
de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte.
Art. 34. Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, 
salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu 
representante legal.
O que distingue a distanásia do conceito de eutanásia?
a) A distanásia é ilegal em todos os casos, enquanto a eutanásia pode ser legalizada sob certas
condições.
b) Distanásia e eutanásia são termos intercambiáveis, referindo-se ambos à aceleração da morte
de um paciente.
c) A distanásia envolve a prolongação excessiva do processo de morrer, enquanto a eutanásia
visa aliviar o sofrimento ao acelerar a morte.
d) Ambos os termos descrevem práticas ilegais e antiéticas no contexto médico.
Eutanásia: morte antecipada com
o objetivo de dar um fim ao
sofrimento de doentes terminais,
sem chances de recuperação. Distanásia: prolongamento
artificial da vida e do
sofrimento do paciente.
Capítulo V - Relação com pacientes e familiares
Parágrafo único. Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados
paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando
sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu
representante legal.
Ortotanásia: morte natural,
sem intervenção de
nenhuma espécie.
Situação problema
Uma médica é confrontada com um dilema ético ao tratar um paciente idoso com uma condição de
saúde grave. O paciente, que está consciente, expressa seu desejo de não receber informações
detalhadas sobre seu diagnóstico e prognóstico, afirmando que prefere viver seus últimos dias sem
se preocupar com detalhes médicos. No entanto, a família do paciente está ansiosa por saber todos
os detalhes e exige uma explicação completa da médica
Diante dessa situação ética, qual é a abordagem mais apropriada para a médica?
A) Respeitar o desejo do paciente e não fornecer informações detalhadas à família.
B) Ignorar a vontade do paciente e compartilhar todas as informações com a família.
C) Negociar com o paciente para encontrar um meio-termo aceitável para ambas as partes.
D) Tomar a decisão unilateral de fornecer informações à família, pois eles têm o direito de saber.
.
Capítulo V - Relação com pacientes e familiares
Art. 42. Desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre método contraceptivo, devendo
sempre esclarecê-lo sobre indicação, segurança, reversibilidade e risco de cada método.
Capítulo XII – Ensino e Pesquisa Médica
É vedado ao médico:
Art. 101. Deixar de obter do paciente ou de seu representante legal o termo de consentimento livre e
esclarecido para a realização de pesquisa envolvendo seres humanos, após as devidas explicações sobre a
natureza e as consequências da pesquisa.
Parágrafo único. A utilização de terapêutica experimental é permitida quando aceita pelos órgãos
competentes e com o consentimento do paciente ou de seu representante legal, os quais deverão ser
adequadamente esclarecidos da situação e das possíveis consequências.
Qual é a principal finalidade do Termo de Consentimento Informado (TCI) no contexto
médico?
a) Autorizar a realização de procedimentos médicos sem a necessidade de informar o
paciente.
b) Proteger o médico de processos legais em caso de complicações durante um tratamento.
c) Garantir que o paciente esteja ciente dos riscos, benefícios e alternativas de um
procedimento antes de tomar uma decisão informada.
d) Substituir a necessidade de comunicação entre médico e paciente, simplificando o
processo de consentimento..
Capítulo XII – Ensino e Pesquisa Médica
Art. 103. Realizar pesquisa em uma comunidade sem antes informá-la e esclarecê-la sobre a natureza da
investigação e deixar de atender ao objetivo de proteção à saúde pública, respeitadas as características locais e a
legislação pertinente.
Termo de consentimento informado
Trata-se de documento assinado pelo paciente ou responsável,
consentindo ao médico a realização de determinado
procedimento diagnóstico ou terapêutico, após haver recebido
informações (verbais e escritas) indispensáveis sobre a sua
execução. Tem como finalidade garantir a autonomia de vontade
do paciente e delimitar a responsabilidade do médico que realiza
o procedimento, cumprindo desta forma, o seu dever de bem
informar.
º
Segundo entendimento do Conselho Federal de Medicina, o TCI deve conter:
• Identificação do paciente ou de seu responsável
• Nome do procedimento
• Descrição técnica (em termos leigos e claros)
• Possíveis insucessos
• Complicações pré, per e pós procedimento
• Descrição do procedimento anestésico (caso necessário)
• Explicação quanto à possibilidade de modificação de conduta durante o procedimento;
• Declaração de que as explicações foram efetivamente entendidas;
• Confirmação de autorização, com local e data da realização do procedimento;
• Modelo para revogação do procedimento;
• Assinatura de testemunhas.
• Não substitui a comunicação oral
• Realizado para procedimentos médicos (exames, 
procedimentos médicos, transfusões sanguíneas)
• Deve ser realizado com antecedência
• Linguagem clara do procedimento (nível do 
entendimento dopaciente , com descrição das 
complicações)
Deve possibilitar aos sujeitos da pesquisa o mais amplo 
esclarecimento sobre a investigação a ser realizada, seus riscos e 
benefícios, para que a sua manifestação de vontade no sentido de 
participar (ou não), seja efetivamente livre e consciente.
º
Deve possibilitar aos sujeitos da pesquisa o mais amplo esclarecimento sobre a 
investigação a ser realizada, seus riscos e benefícios, para que a sua manifestação de 
vontade no sentido de participar (ou não), seja efetivamente livre e consciente.
......foi só na década de 1970 que essas novas 
liberdades chegaram para pacientes. Foi a revolução 
da autonomia na relação médico-paciente. Mas, 
muito mais do que isso, foi o início da erosão do 
modelo soberano-súdito na medicina.
.....o papel da autonomia de pacientes na relação 
médico-paciente veio, com muita frequência, 
garantido após conflitos nos quais o Judiciário e o 
Legislativo, os quais antes, simplesmente 
respaldavam o que médicos opinavam.
Há quase 2.400 anos, Hipócrates recomendava 
que “o médico é quem comanda e decide”, e 
que “o paciente deve se colocar nas mãos de 
seu médico e obedecer a seus comandos”
...tem sido nos últimos poucos anos no Brasil, quando se compreende 
cada vez mais que essa autonomia solitária também não gera boas 
decisões, justamente por privar pacientes de recomendações e do saber 
de médicos exatamente nos momentos mais vitais e delicados da 
existência. O que vemos é, não sem tempo, o crescimento do modelo de 
decisão compartilhada.
Homem, 69 anos, diabético, sequela de AVC (há dois
anos), infarto do miocárdio há 6 meses (procedimento
de colocação de stent). Ficou acamado e teve uma
trombose arterial na perna direita há um mês. Está
evoluindo com necrose do pé.
Qual seria a conduta apropriada?
A) Explicar ao paciente que tem que amputar e encaminhar ao hospital de urgência
B) Explicar ao paciente que terá que amputar o pé e encaminhar ao especialista (cirurgião
vascular).
C) Explicar ao paciente a doença, as opções de tratamento , os riscos de uma cirurgia , os
riscos da não cirurgia.
D) Encaminhar ao especialista para explicar
Mulher, 54 anos com insuficiência renal crônica (IRC), vai ao posto de saúde com
queixas de fraqueza há 3 meses. Relata dispneia (falta de ar) ocasionalmente
relacionada a esforços em geral. Foi coletada amostra para exame de sangue.
Resultado: Hemoglobina - 6g/dl (normal 12 a 16); Hematócrito (Ht ou Hct) - 18 %
(normal 35 a 47). A mulher é testemunha de Jeová e não aceita transfusão
sanguínea.
Qual seria a conduta apropriada?
A) Explicar à paciente a necessidade de uma transfusão sanguínea e encaminhar ao
hospital de urgência
B) Explicar à paciente que sem a transfusão sanguínea irá morrer
C) Encaminhar ao banco de sangue para maiores explicações
D) Explicar à paciente que está com anemia, bem como as opções de tratamento:
medicamentos, alimentação, transfusão sanguínea
Maio/1990 Julho/2018
ERRO MÉDICO?:
Complicação obstétrica
Amputação – procedimento 
de salvamento
O médico não é Deus. Pelo contrário, é servo. A ele cabe acolher seus semelhantes fragilizados pela doença
ou dúvida, examiná-los com rigor, orientá-los em busca da cura e acompanhá-los em sua recuperação. Nesta
trajetória ímpar, o médico – humano que é – infelizmente está sujeito às falhas e erros próprios de uma
missão que avança sobre a tênue linha que separa a dor do alívio, a vida da morte.
Erro médico e responsabilidade civil / Fernando Gomes Correia-Lima. – Brasília: Conselho Federal de
Medicina, Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí, 2012. 92 p.
“Erro médico é o dano, o agravo à saúde do paciente
provocado pela ação ou inação do médico no exercício
da profissão e sem a intenção de cometê-lo.”
Gomes, JCM; Drumond, JGF; França, GV. Erro médico.
3ª ed. rev. atual. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2001, p.
91.
“Erro médico é a conduta profissional inadequada que
supõe uma inobservância técnica capaz de produzir um
dano à vida ou à saúde de outrem, caracterizada por
imperícia, imprudência ou negligência.”
Gomes, JCM; Drumond, JGF; França, GV. Erro médico. 3ª
ed. rev. atual. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2001, p. 27.
“Erro médico é a conduta (omissiva ou comissiva) profissional atípica, irregular ou
inadequada, contra o paciente durante ou em face de exercício médico que pode ser
caracterizada como imperícia, imprudência ou negligência, mas nunca como dolo.”
https://portal.cfm.org.br/images/stories/biblioteca/erromedicoresponsabilidadecivil.pdf
Capítulo III- Responsabilidade Profissional
É vedado ao médico:
Art. 1o Causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência.
Conceitos de Erro Médico
Erro Médico Clássico:
-Negligência
-Imperícia
-Imprudência
Outros Erros Médicos:
- Dever de Informação (TCLE)
- Publicidade Médica
A negligência, forma mais frequente de erro médico no serviço público, decorre do tratamento com descaso, 
do pouco interesse para com os deveres e compromissos éticos para com o paciente e a instituição. É a 
ausência de precaução ou a indiferença em relação ao ato realizado.
- Tratamento com descaso, pouco interesse
- Ausência de precaução ou indiferença em relação ao ato realizado
- O abandono ao doente, o abandono de plantão
- O diagnóstico sem o exame cuidadoso do paciente
- A medicação por telefone
- O esquecimento de corpos estranhos (gases, compressas, pinças
etc) no corpo do paciente
Ocorre quando o médico, por ação ou omissão, assume procedimento de risco para o paciente, sem 
respaldo científico ou esclarecimento à parte interessada.
- Anestesiar sem cânula para intubação e/ou máscara
- Realizar cirurgia em paciente com discrasia sanguínea
- Aguardar parto normal com feto em sofrimento
- Utilizar técnica cirúrgica ainda não aceita pela comunidade médica, medicamentos sem a
necessária comprovação científica dos resultados ou técnicas de cunho charlatanesco
A imperícia decorre da falta de observação das normas técnicas, despreparo 
prático ou insuficiência de conhecimentos.
Estado de doença, efeitos adversos ou alterações patológicas por causa (ou resultante) de tratamento 
de saúde correto e realizado dentro do recomendável, que são previsíveis, esperados ou inesperados, 
controláveis ou não, e algumas vezes inevitáveis. Contudo, tais efeitos não são necessariamente ruins, 
podendo inclusive ser bons.
* A iatrogenia então, não gera responsabilidade civil do profissional da saúde pois decorre de ações 
tecnicamente corretas.
São os exemplos mais comuns:
- interações medicamentosas
- efeitos adversos de medicamentos,
- utilização indiscriminada de antibióticos (o que conduz à resistência de bactérias)
- quimioterapias e radioterapias (queda capilar, anemia, náuseas, etc.)
- infecções
- outras
a) Um médico decide prescrever um tratamento alternativo baseado em pesquisas
recentes, mesmo que não seja o método tradicional.
b) Um cirurgião realiza uma intervenção de emergência sem o consentimento do
paciente, salvando-lhe a vida.
c) Um médico, ao diagnosticar um paciente, ignora sintomas críticos que geram
complicações graves.
d) Um profissional de saúde explica detalhadamente os riscos e benefícios de um
procedimento antes de realizar qualquer intervenção.
a) Um médico realiza um procedimento de emergência sem o consentimento do
paciente para salvar sua vida.
b) Um médico, conhecendo as alergias do paciente, prescreve um medicamento ao
qual o paciente é alérgico.
c) Um profissional de saúde segue rigorosamente os protocolos estabelecidos,
mesmo quando as circunstâncias exigem uma abordagem diferente.
d) Um médico decide adotar uma técnica inovadora, mesmo sem experiência ou
treinamento adequado, para tratar uma condição rara.
a) A decisão de um médico em não realizar um procedimento arriscado.
b) A falta de habilidade técnica por parte de um profissional de saúde ao realizar um
procedimento.
c) A recusainjustificada de um médico em tratar um paciente.
d) A atuação médica de acordo com os padrões éticos e técnicos estabelecidos pela
comunidade médica.
a) A prática de medicina baseada em evidências para melhorar a eficácia dos
tratamentos.
b) Um fenômeno onde um paciente experimenta efeitos colaterais indesejados
devido a um tratamento médico.
c) A administração de cuidados médicos de acordo com as melhores práticas e
padrões éticos.
d) A recusa de um médico em fornecer tratamento a um paciente com base em
motivos pessoais.
Conforme dispõe os artigos 951 do Código Civil (CC)
e 14, §4o do Código de Defesa do Consumidor (CDC);
• Art. 951. O disposto nos arts. 948, 949 e 950 aplica-se ainda no caso de
indenização devida por aquele que, no exercício de atividade profissional, por
negligência, imprudência ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar- lhe o
mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho.
Art. 14 [...]
§ 4o - A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a
verificação de culpa.
Processo em Responsabilidade Civil
Conduta Culposa X Resultado Danoso
Ato Médico Dano
*Nexo Causal
* O nexo causal, ou relação de casualidade, é o elo que liga a conduta de um agente
com o resultado do dano causado. A perícia estabelecerá o Nexo Causal.
Crime culposo é, segundo o Código Penal:
“quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou
imperícia” (artigo 18, inciso II).
Além disso, no crime culposo, o agente não tem a intenção de realizar o ato
criminoso.
Crime doloso ocorre quando há intenção de realizar o ato criminoso (raro em
Medicina).
Fonte: CREMESPEm 10 anos, aumento de 302%
No mesmo período (10 anos), os médicos condenados (julgados culpados e que receberam uma das
penalidades previstas em lei) passaram de 246, em 2001, para 444 em 2011, ou seja, um aumento de 180%.
Fonte: CREMESP
Fonte: CREMESP
Fonte: CREMESP
O no de processos no CREMESP e o no de médicos julgados culpados cresceram mais que o no de médicos em
atividade: entre 2001 - 2011 a população de médicos ativos no Estado de S. Paulo cresceu 32% (de 80.684 para
106.536).
Fonte: CREMESP
Com informações provenientes do CREMERS, pode-se fazer um ranking das especialidades médicas que mais
recebem denúncias em nosso Estado, conforme o gráfico acima.
Cresce o número de processos contra profissionais da saúde
Tais fatos se devem principalmente a:
• má utilização ou interpretação equivocada por parte de pacientes em relação aos preceitos do
Código de Defesa do Consumidor
• existência de inúmeros escritórios de advocacia focados em processar médicos e dentistas
• divulgação sensacionalista de erros médicos pela mídia
• aumento do número de faculdades de Medicina com egressos sem a devida qualificação;
• profissionais que efetivamente atuam de forma incorreta e que acabam por macular a imagem
de toda a classe;
• excesso de carga horária e condições insuficientes para o exercício da profissão,
principalmente, em hospitais públicos.
Fonte: Aspis e Palmeiro da Fontoura Advogados Associados (P. Alegre/RS)
* Processos que ocorrem através de ações judiciais, buscando indenizações monetárias, ações
disciplinares e administrativas, objetivando a apuração pelos CRM’s de infração ética, ou ainda, criminais,
as quais podem até mesmo acarretar na detenção do profissional.
Referências
França, Genival V. Comentários ao Código de Ética Médica, 7ª 
edição. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo GEN, 2019.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/97885277
35247/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml0]!/4/2/2%4051:2
Franca, Genival Veloso D. Direito Médico. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (17th edição). Grupo GEN, 2020.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/97885309
92316/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml0]!/4/2/2%4051:2
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