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Classificação e descrição de rochas 
metamórficas
Apresentação
A classificação e a descrição das rochas metamórficas são tarefas complexas que envolvem um 
conjuntos de informações a serem consideradas. Nesses processos, é fundamental a análise dos 
aspectos texturais e estruturais dessas rochas, que apresentam características muito distintas dos 
outros tipos de rochas encontradas na litosfera.
A textura e a estrutura das rochas metamórficas variam em função das características do protólito 
(rocha de origem) e, principalmente, do grau de metamorfismo a que a rocha original foi submetida.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você aprenderá a reconhecer as principais estruturas e texturas 
apresentadas pelas rochas metamórficas e classificá-las de acordo com as paragêneses e estruturas. 
Além disso, saberá descrever as principais características apresentadas pelos afloramentos e pelas 
amostras, em escala menor, desse tipo específico de rocha.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer as principais estruturas e texturas metamórficas. •
Classificar rochas metamórficas segundo suas paragêneses e estruturas. •
Descrever as principais características de afloramentos e amostras de rochas metamórficas.•
Desafio
A classificação das rochas metamórficas é uma importante etapa dos estudos desse tipo de rocha. 
Para realizar a classificação de uma rocha metamórfica, devem ser observados os aspectos texturais 
e a estrutura da rocha, caracterizada pela disposição dos minerais em sua composição.
As rochas metamórficas podem apresentar textura foliada ou texturas ocorridas por blastese. 
Desse modo, uma rocha metamórfica, quanto à textura, pode ser classificada como foliada, 
granoblástica ou porfiroblástica.
Visando ao sucesso na conclusão da atividade, com base nas características específicas que ambas 
as rochas apresentam, você precisará analisar e responder as seguintes questões:
a) Existe uma diferença marcante entre as estruturas dessas rochas. Descreva com suas próprias 
palavras os principais aspectos visuais que você consegue identificar nas duas rochas apresentadas.
b) Em relação aos aspectos textural e estrutural das rochas apresentadas, como podem 
ser classificadas as rochas A e B?
Infográfico
Nas rochas metamórficas, a textura é determinada pelos tamanhos, formas e arranjos dos cristais 
presentes em sua constituição. Determinadas texturas ocorrem em função do tipo de mineral 
formado, como, por exemplo, as micas (minerais placoides), e do tamanho do grão, que varia 
proporcionalmente com a intensidade do grau metamórfico.
Confira, no Infográfico, as texturas mais comuns que ocorrem nas rochas metamórficas.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/5c8ebbfb-c746-4b06-a5c6-e4eed17204ac/57bdbc2f-601e-47fc-80e6-93815536d43f.png
Conteúdo do livro
A classificação e a descrição das rochas metamórficas são duas tarefas fundamentais da Petrologia, 
sendo essas atividades realizadas por meio da análise das características inerentes a essa tipologia 
de rocha. A partir dos aspectos estruturais e texturais das rochas metamórficas, o profissional 
interessado pode adquirir informações imprescindíveis em relação ao ambiente metamórfico ao 
qual o protólito - a rocha original - foi submetido. Sabe-se que a temperatura e a pressão são as 
mais importantes variáveis de alteração dos ambientes metamórficos.
No capítulo Classificação e descrição de rochas metamórficas, da obra Petrologia, base teórica desta 
Unidade de Aprendizagem, você aprenderá a reconhecer as principais estruturas e texturas das 
rochas metamórficas e a classificar as rochas metamórficas de acordo com as suas paragêneses e 
estruturas. Você também vai saber descrever as principais características apresentadas pelos 
afloramentos rochosos pelas amostras menores de rochas metamórficas.
Boa leitura.
PETROLOGIA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Reconhecer as principais estruturas e texturas metamórficas.
 > Classificar rochas metamórficas segundo suas paragêneses e estruturas.
 > Descrever as principais características de afloramentos e amostras de rocha 
metamórfica.
Introdução
As rochas metamórficas são aquelas oriundas de outras rochas, ígneas ou sedi-
mentares, que sofreram a influência da temperatura e da pressão nas estruturas 
internas da Terra. A ação dessas variáveis é tão intensa que altera as características 
minerais, texturais e estruturais das rochas originais, os protólitos. Assim, as 
rochas metamórficas apresentam características únicas, imprimindo paisagens 
exuberantes e interessantes de serem estudadas.
Neste capítulo, você identificará as principais estruturas e texturas apresenta-
das pelas rochas metamórficas. Além disso, classificará as rochas metamórficas 
de acordo com as suas paragêneses e estruturas, além de descrever as principais 
características apresentadas pelas rochas metamórficas, tanto em escala de 
afloramento rochoso quanto em escala de amostra de mão.
Classificação e 
descrição de rochas 
metamórficas
Vítor de Oliveira Santos
Estruturas e texturas das rochas 
metamórficas
O metamorfismo, ou seja, a série de processos pelos quais determinada rocha 
passa para ser transformada em outra, imprime características distintas da 
rocha de origem, devido às várias reações que ocorrem em seu interior. As 
rochas que originam as rochas metamórficas são chamadas de protólitos. Já 
as características que as rochas metamórficas apresentam, diferentemente 
do protólito, referem-se a estrutura e textura apresentadas (RUBERTI; SZABÓ; 
MACHADO, 2008).
As estruturas das rochas metamórficas fornecem informações importantes 
sobre o processo metamórfico pelo qual o protólito foi submetido. Quando 
uma rocha é gerada sem a atuação da pressão dirigida, ela apresenta estru-
tura maciça, ou os vestígios das estruturas dos protólitos são preservados. A 
pressão dirigida é ocasionada pelas movimentações das placas litosféricas e 
atua de maneira vetorial, ocasionando tensões e deformações nas rochas. A 
deformação nas rochas influencia bastante a geração das diferentes texturas 
e estruturas das rochas metamórficas. 
Quando as paragêneses metamórficas, ou seja, a associação mineral 
em equilíbrio em uma rocha, são concebidas durante a atuação da pressão 
dirigida, as rochas apresentam estruturas orientadas e desenvolvem folia-
ções de diferentes tipos. As rochas com foliação definida pela orientação 
preferencial de minerais placoides (como as micas) ou prismáticos (como os 
anfibólios) apresentam estrutura xistosa. Quando a foliação é pouco intensa, 
definida pela orientação de minerais micáceos finos, a rocha apresenta uma 
estrutura chamada de clivagem ardosiana. 
A estrutura gnáissica ocorre quando os gnaisses desenvolvem a orienta-
ção dos feldspatos e quartzos, seus principais minerais. Além da estrutura 
gnáissica, o bandamento também é bastante comum nos gnaisses. Essa 
estrutura resulta da presença de faixas de coloração mais clara e mais es-
cura, escalonadamente, podendo ser contínuas e nítidas ou descontínuas e 
difusas (RUBERTI; SZABÓ; MACHADO, 2008). A Figura 1 demonstra as principais 
estruturas em rochas metamórficas.
Classificação e descrição de rochas metamórficas2
Figura 1. Principais estruturas em rochas metamórficas: (a) estrutura xistosa; (b) clivagem 
ardosiana; (c) estrutura xistosa; (d) estrutura em bandamento.
Fonte: Universidade de São Paulo (c2020a, documento on-line).
(a) (b)
(c) (d)
A textura das rochas metamórficas é estabelecida pelos tamanhos, formas 
e arranjos dos cristais que as constituem. Algumas texturas apresentadas por 
essas rochas são dependentes dos tipos de minerais formados, ao exemplo 
das micas, que são consideradas um tipo de mineral placoide (Figura 2). Já a 
variação na dimensão do grão mineral, outro aspecto importante a ser obser-
vado, é consequênciada variação do grau metamórfico pelo qual o protólito 
é submetido. Considera-se que a dimensão dos cristais aumenta, de modo 
proporcional, com a elevação do grau metamórfico. Em suma, a variedade 
textural em rochas metamórficas pode revelar diversas informações sobre 
os processos metamórficos que as originaram.
Classificação e descrição de rochas metamórficas 3
Figura 2. Exemplo de um mineral do grupo mica: a muscovita. Um mineral é placoide quando 
se organiza em folhas ou placas.
Fonte: Universidade de São Paulo (c2020b, documento on-line).
A intensidade do metamorfismo também é chamada de grau me-
tamórfico. Um alto grau metamórfico significa condições bastante 
intensas, de altas temperaturas. Já um baixo grau metamórfico diz respeito a 
condições mais brandas, com temperaturas mais amenas. O grau intermediário, 
também chamado de médio grau, está entre o alto grau e o baixo grau meta-
mórfico. Outro grau metamórfico relevante é o grau incipiente, que ocorre 
quando as condições metamórficas foram muito brandas, entre a diagênese 
(processos geológicos de baixa temperatura) e o metamorfismo (RUBERT; SZABÓ; 
MACHADO, 2008).
Foliação e clivagem
O aspecto textural mais proeminente no metamorfismo regional, quando o 
processo metamórfico abrange áreas extensas, é a foliação. Essa característica 
é dada por um conjunto de superfícies que podem ser paralelas, planas ou 
até onduladas, originadas pela deformação do protólito. Essas superfícies, 
também chamadas de planos de foliação, podem cortar o acamamento rochoso 
em qualquer plano, seja angular ou paralelo a ele.
A foliação ocorre devido à presença de minerais placoides, principalmente, 
as micas e a clorita. Esse tipo de mineral possui a tendência de se cristalizar 
Classificação e descrição de rochas metamórficas4
como cristais delgados em formas de placas. O plano estrutural dos minerais 
placoides organiza-se de modo que eles se apresentem alinhados paralelos 
à foliação. Esse alinhamento é denominado orientação preferencial dos 
minerais (PRESS et al., 2006). 
Ao se cristalizarem, os minerais placoides assumem uma orientação pre-
ferencial, muitas vezes perpendicular à direção das forças que comprimem a 
rocha, a qual é deformada durante o processo de metamorfismo. Os minerais 
presentes no protólito, além dos minerais formados durante o processo de 
metamorfismo, adquirem, assim, a orientação preferencial e produzem uma 
foliação até ficarem paralelos ao plano desenvolvido na rocha metamorfizada. 
O exemplo mais comum de foliação é visto na ardósia (Figura 3), uma rocha 
que é desagregada em superfícies lisas e paralelas de maneira muito fácil, 
como se fosse folhas. Essa característica se chama clivagem ardosiana.
Figura 3. Amostra de uma ardósia. É possível perceber os planos de foliação, em formato de 
folhas, nas laterais da rocha (escala centimétrica). 
Fonte: Tyler Boyes/Shutterstock.com.
Classificação das rochas foliadas
As rochas foliadas podem ser classificadas a partir de quatro critérios prin-
cipais: o tamanho dos cristais, a natureza da foliação, a intensidade com 
que seus minerais são segregados em bandas claras ou escuras e o seu 
grau metamórfico (PRESS et al., 2006). De modo geral, a foliação das rochas 
progride de uma textura rochosa para outra, refletindo o aumento do grau 
metamórfico. Nessa progressão, por exemplo, um folhelho pode ser meta-
morfizado, inicialmente, para uma ardósia, em seguida para um filito, depois 
para um xisto, em seguida para um gnaisse (PRESS et al., 2006).
As ardósias são as rochas foliadas de grau mais baixo. Os grãos da ardósia 
são tão finos que os seus minerais não podem ser vistos facilmente sem o 
auxílio de um microscópio. Essas rochas são produzidas pelo metamorfismo 
Classificação e descrição de rochas metamórficas 5
de folhelhos e sedimentos finos ou, com menos frequência, por depósito de 
cinzas vulcânicas. Quanto à coloração, as ardósias variam de cinza-escuro a 
preto, mas podem aparecer outras cores devido à pequena quantidade de 
matéria orgânica originalmente presente no folhelho. 
Os filitos, por sua vez, possuem grau levemente mais alto que as ardósias, 
porém são similares quanto às suas características e origens. Essas rochas 
tendem a ter um aspecto mais lustroso, o que é resultado de cristais de mica 
e clorita que cresceram um pouco mais que os da ardósia. Assim como as 
ardósias, os filitos se partem em folhas delgadas, porém de modo menos 
perfeito. 
Os xistos estão entre os tipos de rochas metamórficas mais comuns, com 
mais de 50% de minerais placoides, principalmente micas, como a muscovita 
e a biotita. Quando as rochas metamórficas são metamorfizadas de modo 
mais intenso, os cristais placoides crescem o suficiente para serem visíveis 
a olho nu, e os minerais tendem a se separar em bandas mais claras ou mais 
escuras. Esse arranjo paralelo dos minerais folheados produz a foliação 
penetrativa, espessa e ondulada, que é chamada de xistosidade. Os xistos 
podem apresentar camadas finas de quartzo e/ou feldspato, dependendo da 
quantidade de quartzo do folhelho original (PRESS et al., 2006).
O gnaisse apresenta uma foliação mais espessa do que os exemplos dados 
até aqui. Essas rochas possuem coloração clara, com bandas espessas de 
minerais claros e escuros segregados na rocha. Esse bandamento caracterís-
tico dos gnaisses, em camadas claras e escuras, é resultado da segregação 
de quartzo e feldspato, de coloração clara, e de anfibólios e outros minerais 
máficos, de coloração escura. Essas rochas possuem uma granulação mais 
grossa, e a relação entre os minerais granulares e os minerais placoides é 
maior do que na ardósia ou nos xistos. Essa relação resulta em uma foliação 
fraca com uma pequena tendência em se partir.
Os minerais máficos são aqueles de coloração escura, com teores 
elevados de ferro (Fe) e magnésio (Mg), ou seja, são minerais fer-
romagnesianos. Os minerais félsicos são os minerais de cor clara com teores 
expressivos de elementos leves como o silício (Si) e o alumínio (Al) (WINGE et 
al., 2020).
Pode ocorrer de a temperatura do ambiente ser mais alta do que a ne-
cessária para a formação dos gnaisses. Essas altas temperaturas fazem com 
que a rocha encaixante comece a se fundir. Essa fusão ocorre primeiro nos 
Classificação e descrição de rochas metamórficas6
minerais de menor temperatura de fusão. Esse processo de fusão parcial é 
denominado anatexial. Desse modo, apenas uma parcela da rocha encaixante 
sofrerá o processo de fusão, podendo migrar por uma pequena distância antes 
de resfriar-se novamente (PRESS et al., 2006). A Figura 4 apresenta exemplos 
de rochas com estruturas foliadas. 
Figura 4. Rochas de texturas foliadas: (a) ardósia, (b) filito, (c) xisto e (d) gnaisse. É possível 
observar que de (a) para (d) há uma característica textural mais grossa.
Fonte: Adaptada de (a) boonchai sakunchonruedee/Shutterstock.com; (b) KrimKate/Shutterstock.
com; (c) Tyler Boyes/Shutterstock.com; (d) Tyler Boyes/Shutterstock.com.
(a) (b)
(c) (d)
Rochas granoblásticas
As rochas granoblásticas são compostas por cristais que cresceram de maneira 
equidimensional, ou seja, sem o predomínio na dimensão de um ou outro 
mineral constituinte. Essas rochas podem apresentar minerais em formato 
de cubos ou esferas, em vez de formas placoides e alongadas (PRESS et al., 
2006). As rochas granoblásticas podem ser resultado de um metamorfismo 
em que a deformação estava ausente, como o metamorfismo de contato. 
Classificação e descrição de rochas metamórficas 7
Como rochas granoblásticas (não foliadas), pode-se citar o cornubianito, o 
quartzito, o mármore, o anfibolito e o granulito. 
O metamorfismo de contato é desenvolvido nas rochas encaixan-
tes ao redor de intrusões magmáticas constituindo as auréolas de 
metamorfismo de contato. As principais modificações ocasionadas por esse 
tipo de metamorfismo são consequência do calor oriundo do magma durante 
o seu resfriamento.
O cornubianito é uma rocha metamórficade contato de alta temperatura, 
com dimensão uniforme de grãos, que não sofreu deformação ou sofreu 
pouquíssima deformação. Esse tipo de rocha possui cristais placoides orien-
tados de maneira aleatória e não possui textura foliada. Ao contrário, possui 
uma textura granular dominante, embora possa ocorrer em sua composição 
minerais alongados, constituídos por piroxênio. 
Por sua vez, os quartzitos são rochas muito duras, que não possuem 
aspecto foliado e apresentam coloração branca, já que são derivadas de 
arenitos ricos em quartzo. Alguns exemplos de quartzito são maciços, sem 
preservação do acamamento ou sequer foliação. Outros quartzitos possuem 
bandas delgadas de ardósia ou xistos. 
Já os mármores são rochas metamórficas resultantes da ação do calor e 
da pressão sobre os calcários e os dolomitos. Alguns exemplos de mármores 
brancos e puros apresentam uma textura lisa, homogênea, de cristais de 
calcita com tamanho uniforme. Outros exemplos de mármore apresentam 
um bandamento irregular ou mosqueado de silicatos ou outras impurezas 
oriundas do calcário original. 
O anfibolito é uma rocha formada por anfibólio e plagioclásio, um produto 
do metamorfismo de médio a alto grau de rochas ígneas básicas (como os 
basaltos, gabros, entre outros), que possuem característica básica. O meta-
morfismo de médio a alto grau de margas também produz anfibolitos. Por 
fim, os granulitos são rochas oriundas de um alto grau de metamorfismo e 
apresentam textura granoblástica. As amostras das rochas granoblásticas 
podem ser visualizadas na Figura 5.
Classificação e descrição de rochas metamórficas8
Figura 5. Amostras de rochas granoblásticas: (a) cornubianito, (b) quartzito, (c) mármore, (d) 
anfibolito e (e) granulito (escala centimétrica).
Fonte: Adaptada de (a) vvoe/Shutterstock.com; (b) vvoe/Shutterstock.com; (c) Aleksandr Pobedi-
mskiy/Shutterstock.com; (d) vvoe/Shutterstock.com; (e) www.sandatlas.org/Shutterstock.com.
(a) (b)
(c) (d)
(e)
Classificação e descrição de rochas metamórficas 9
Textura de cristais grandes
Os cristais oriundos do processo de metamorfização podem crescer na di-
mensão de cristais grandes, envoltos por uma matriz de granulação muito fina 
de outros minerais. Esses cristais grandes são denominados porfiroblastos, 
e esse tipo de cristal é encontrado em rochas de metamorfismo regional ou 
de contato. Os porfiroblastos são formados quando há contraste entre as 
propriedades químicas e cristalográficas da rocha matriz e dos porfiroblastos. 
Esse contraste propicia o crescimento mais rápido dos porfiroblastos em 
detrimento dos cristais da própria rocha matriz, que se desenvolvem mais 
lentamente (PRESS et al., 2006). Os porfiroblastos podem variar de tamanho, 
oscilando entre poucos milímetros a vários centímetros de diâmetro e de 
composição (Figura 6). Dois minerais que, muitas vezes, formam os porfiro-
blastos são a granada e a estaurolita.
Figura 6. Exemplo de porfiroblasto.
Fonte: Azevedo et al. (2012, p. 114).
Classificação das rochas metamórficas
As rochas metamórficas podem ser classificadas de acordo com alguns crité-
rios, como a natureza da rocha de origem, a composição da rocha metamor-
fizada, o tipo e o grau de metamorfismo, além das já citadas características 
estruturais e texturais.
Classificação e descrição de rochas metamórficas10
Classificação em relação às características 
estruturais e texturais
As estruturas das rochas metamórficas, quando considera-se a extensão 
da ação do metamorfismo, são classificadas em estruturas penetrativas e 
não penetrativas. As estruturas penetrativas ocorrem quando há alteração 
em todas as partes das rochas, como nos casos da xistosidade e clivagem 
ardosiana (WINGE, 1996). As estruturas não penetrativas, por sua vez, ocorrem 
quando algumas partes das rochas não apresentam alterações oriundas do 
metamorfismo. Outro aspecto estrutural importante para a classificação das 
rochas metamórficas é a disposição geométrica. Essa característica classifica 
as rochas metamórficas em:
 � isótropas, quando não há uma orientação preferencial; 
 � planar e linear, quando há uma orientação preferencial. 
As rochas metamórficas planares são aquelas que apresentam estru-
tura com clivagem, xistosidade e bandamentos, por exemplo. As rochas pla-
nares possuem foliação metamórfica, nome dado devido à sua estrutura 
metamórfica planar em folhas. Já a disposição geométrica linear ocorre em 
rochas com estiramento de seixos, lineação mineral, entre outros. O tipo 
de disposição linear é caracterizado por rochas com lineação metamórfica, 
apresentando orientações, preferencialmente, em linhas paralelas, como os 
eixos de microdobras.
Classificação em relação à rocha de origem
De acordo com Winge (1996), quando se tem certeza da rocha de origem, pode-
-se usar o prefixo meta para classificar a rocha metamórfica. Desse modo, 
pode-se citar os metabasaltos, metagranitos e metarenitos, resultantes do 
processo de metamorfismo dos basaltos, dos granitos e dos metarenitos. 
Também é possível indicar o nome da rocha original por alguns termos que 
indicam a rocha metamórfica, como o granito gnaissficado ou o gabro anfi-
bolitizado. Essa classificação sugere um reconhecimento seguro do protólito, 
sobretudo quando o metamorfismo ocorreu de modo parcial na rocha. 
Outra maneira de classificar as rochas metamórficas por meio da relação 
com a sua rocha de origem é utilizar os prefixos orto e para antes do termo 
base que identifica a rocha metamórfica (por exemplo, ortoanfibolito e o 
paragnaisse). O prefixo orto é utilizado quando o protólito é uma rocha ígnea, 
Classificação e descrição de rochas metamórficas 11
seja plutônica ou vulcânica, e o prefixo para é utilizado quando a rocha de 
origem é uma rocha sedimentar (WINGE, 1996).
Classificação em relação à composição da rocha 
metamorfizada
A composição fornece informações relevantes sobre as condições de meta-
morfismo pelas quais determinada rocha metamórfica formou-se. De modo 
tradicional, os minerais volumetricamente mais representativos, ou seja, 
com frequência, maior do que 5%, são listados antes do nome raiz em ordem 
crescente de abundância. Os minerais cuja presença se deseja evidenciar, mas 
que ocorrem em uma quantidade menor, devem ser acrescentados logo após 
o nome raiz, precedidos da palavra com. Por exemplo, um granada-biotita-
-quartzo-muscovita xisto porfiroblástico com estaurolita significa que o 
mineral mais abundante, ou seja, mais volumetricamente importante, é a 
muscovita, seguida, em ordem decrescente, por quartzo, biotita e granada. A 
textura porfiroblástica, elemento igualmente importante, também é inserida 
no nome da rocha.
Na classificação em relação à composição da rocha metamórfica, pode-se 
agrupar as rochas de acordo com alguns termos base. Pode-se citar a ardósia, 
que é uma rocha de grau metamórfico muito baixo, granulação muito fina, 
cristalinidade baixa, clivagem ardosiana, reconhecida pelo brilho sedoso 
das micas e constituída de muscovita, clorita e quartzo (RUBERTI; SZABÓ; 
MACHADO, 2008). O filito, que é originado da ardósia, em um grau mais intenso 
do grau metamórfico, possui a mesma constituição mineralógica (muscovita, 
clorita e quartzo), porém com uma granulação mais desenvolvida. 
O aumento progressivo do grau metamórfico leva à modificação do filito 
em micaxistos. Essas rochas possuem estrutura xistosa, predominantemente, 
em uma composição micácea. As rochas que apresentam xistosidade, de 
modo geral, podem ser enquadradas como xistos. O xisto verde é um termo 
utilizado para classificar os xistos originados de rochas máficas, em condições 
de baixo grau de metamorfismo, o que forma minerais verdes como a clorita. 
Já o xisto azul é o termo utilizado para nomear os xistos derivados de rochas 
máficas, em condições de baixa temperatura e alta pressão. Amostras de 
xisto verde e xisto azul podem ser visualizadas na Figura 7.
Classificação e descrição de rochas metamórficas12
Figura 7. Amostra de (a) xistoverde, em escala centimétrica, e (b) xisto azul, em escala de 
afloramento.
Fonte: Adaptada de (a) www.sandatlas.org/Shutterstock.com; (b) AlessandraRC/Shutterstock.com.
(a) (b)
O nome raiz gnaisse é dado para as rochas que são constituídas, predomi-
nantemente, por feldspatos e quartzo com, no mínimo 20%, de feldspato em 
seu volume (MUSEU DE MINERAIS, MINÉRIOS E ROCHAS HEINZ EBERT, c2020). 
Os gnaisses possuem estrutura bandada, e algumas classificações assumem 
essa característica como fundamental para defini-la. 
Classificação quanto ao tipo e grau de 
metamorfismo
As rochas metamórficas também podem ser classificadas de acordo com o 
tipo de metamorfismo ao qual os protólitos foram submetidos. Assim, temos 
as rochas que se originaram por metamorfismo dinâmico, metamorfismo de 
contato e metamorfismo regional. Como exemplos de rochas que sofreram 
metamorfismo dinâmico, pode-se citar o cataclasito, rocha em que os minerais 
tiveram um comportamento rúptil ou quebradiço durante o processo meta-
mórfico, o que favoreceu a formação de uma textura com grãos quebrados 
em grãos menores e com o crescimento metamórfico muito limitado (WINGE, 
1996). Já os milonitos são rochas que possuem grãos triturados, contudo, ao 
contrário do cataclasito, ocorrem componentes minerais como a clorita em 
formato estirado ou achatado.
Os hornfels, ou cornubianito, são rochas com textura de chifre, ausente 
de orientação preferencial, com uma textura fina, que ocorre nas áreas de 
Classificação e descrição de rochas metamórficas 13
contato metamorfizadas por intrusões magmáticas que ascenderam em uma 
temperatura muito alta. Por essas características, deduz-se que os hornfels 
são rochas que sofreram um metamorfismo de contato. As rochas originadas 
por metamorfismo regional são as mais comuns e importantes nas áreas 
continentais (WINGE, 1996). A evolução da ardósia até o migmatito, como já 
demonstrado, é um exemplo típico de evolução dos graus mais baixos para 
os graus mais altos nesse tipo de metamorfismo.
Características de afloramentos e amostras 
de rochas metamórficas
Para analisar as características das rochas metamórficas, deve-se estar 
atento, sobretudo, à estrutura que essas rochas apresentam, tanto em âm-
bito macroscópico quanto microscópico, ou seja, em afloramentos rochosos, 
amostras de mão e estruturas cristalográficas. A estrutura e a textura forne-
cem informações importantes sobre as condições físicas em que as rochas 
metamórficas foram originadas. A Figura 8 demonstra as características de 
exemplos de rochas metamórficas em diferentes escalas de observação. 
Figura 8. Características visuais de rochas metamórficas: (a) exemplo de um afloramento 
rochoso; (b) exemplo de amostra de mão. É possível notar a estrutura foliada em (a) e a 
estrutura bandada de um gnaisse em (b).
Fonte: Adaptada de (a) Nikitin Victor/Shutterstock.com; (b) www.sandatlas.org/Shutterstock.com.
(a) (b)
Os afloramentos rochosos metamórficos trazem algumas estruturas 
muito peculiares, como a clivagem, relacionada às estruturas foliadas e 
dobras, que podem ser indicativas da ação da pressão na formação das 
rochas metamórficas.
Classificação e descrição de rochas metamórficas14
Os tipos de clivagem característicos em rochas metamórficas são a cli-
vagem de fratura e a clivagem ardosiana. A clivagem de fratura (Figura 9) 
representa um tipo de clivagem formada por microfalhas ou fraturas, com 
espaçamento de até 2 cm de distância entre elas, que dividem a rocha em 
uma série de corpos tabulares (MUSEU DE MINERAIS, MINÉRIOS E ROCHAS 
HEINZ EBERT, c2020). A clivagem ardosiana é encontrada em afloramentos 
rochosos metamórficos, uma estrutura planar e penetrativa que ocorre em 
todo o material de rochas com essa estrutura foliar. A clivagem ardosiana 
ocorre em rochas de baixo grau metamórfico e de granulação fina. 
Figura 9. Exemplo de clivagem ardosiana em transição para clivagem de fratura em um 
afloramento rochoso.
Fonte: Hamid (2019, documento on-line).
Outra característica importante que é possível notar em rochas metamór-
ficas são as dobras. Essa estrutura é uma deformação que afeta os corpos 
rochosos da crosta terrestre e, muitas vezes, está associada a cadeias monta-
nhosas de diferentes idades. As dobras são caracterizadas por ondulações de 
variadas dimensões, e a sua formação deve-se à existência de uma estrutura 
planar anterior que sofreu uma deformação devido a um tensionamento por 
Classificação e descrição de rochas metamórficas 15
pressão. As dobras ocorrem tanto em escalas macroscópicas quanto em 
escalas microscópicas (MACHADO; SILVA, 2008). A Figura 10 traz exemplos da 
estrutura de dobras em diferentes escalas.
Figura 10. Exemplos da estrutura de dobras em diferentes escalas: (a) dobramentos moder-
nos — Cordilheira do Himalaia; (b) dobramento em afloramento rochoso; (c) dobramento 
em escala mineralógica.
Fonte: Adaptada de (a) Amit kg/Shutterstock.com; (b) Brum/Shutterstock.com; (c) Morphart 
Creation/Shutterstock.com. 
(a) (b)
(c)
Em amostras de rochas metamórficas, ou seja, na mesoescala e micro-
escala, deve-se atentar para a orientação dos minerais, assim como para 
o seu formato. A atuação da pressão e temperatura pode fazer com que os 
minerais do protólito se deformem, reduzindo os espaços entre eles. Já a 
ação da pressão pode fazer com que os minerais adquiram uma estrutura 
mais achatada. A atuação da pressão, da mesma maneira, pode orientar os 
minerais, de modo que eles adquiram uma organização em planos ou linhas. 
Os planos de xistosidades representam de maneira coerente essas afirmações. 
A xistosidade é evidenciada pelo achatamento dos minerais e pela orientação 
dos grãos da rocha no decorrer do processo metamórfico (Figura 11). Por sua 
vez, o bandamento, mais comum nos gnaisses, é a estruturação em camadas 
Classificação e descrição de rochas metamórficas16
(bandas) entre minerais mais claros e mais escuros. No caso dos gnaisses, o 
bandamento é resultado da separação do quartzo e feldspato (minerais de 
cores claras) e dos minerais de máficos, de cores escuras.
Figura 11. Amostra de rocha com planos de xistosidade. É possível observar a estrutura 
paralela dos minerais metamorfizados.
Fonte: Universidade de São Paulo (c2020a, documento on-line).
Referências
AZEVEDO, M. et al. Avaliação preliminar da natureza e potencial metalogenético do 
acidente da Juromenha. 2012. Trabalho apresentado para a disciplina de Projecto, 
pertencente ao ramo de Geologia e Recursos Naturais, do curso de Licenciatura em 
Geologia, da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa. Disponível em: https://
www.researchgate.net/publication/266670566_Azevedo_M_et_al_2012_-_Avaliacao_
Preliminar_da_Natureza_e_Potencial_Metalogenetico_do_Acidente_da_Juromenha. 
Acesso em: 7 out. 2020.
HAMID, B. Geological mapping of the Negash metamorphic terrain, Northern, Ethiopia. 
2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/337440566_metamor-
phic_final_pdf. Acesso em: 7 out. 2020.
MACHADO, R.; SILVA, M. E. Estruturas em rochas. In: TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a 
terra. 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. cap. 19.
MUSEU DE MINERAIS, MINÉRIOS E ROCHAS HEINZ EBERT. Classificação das rochas meta-
mórficas. c2020. Disponível em: https://museuhe.com.br/rochas/rochas-metamorficas/
classificacao-de-areas-metamorficas/. Acesso em: 7 out. 2020.
PRESS, F. et al. Para entender a terra. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
RUBERTI, E.; SZABÓ, G. A. J.; MACHADO, R. Rochas metamórficas In: TEIXEIRA, W. et al. 
Decifrando a terra. 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. cap. 18.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Instituto de Geociências. Rochas metamórficas. c2020a. 
Disponível em: https://didatico.igc.usp.br/rochas/metamorficas/. Acesso em: 7 out. 
2020.
Classificação e descrição de rochas metamórficas 17
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Instituto de Geociências. Silicatos. c2020b. Disponível 
em: https://didatico.igc.usp.br/minerais/silicatos. Acessoem: 7 out. 2020.
WINGE, M. Petrologia metamórfica. 1996. Notas de aula da disciplina Petrologia meta-
mórfica, do Instituto de Geociências, da Universidade de Brasília. Disponível em: http://
sigep.cprm.gov.br/glossario/textos/met1/index.htm#Class_1. Acesso em: 15 out. 2020.
WINGE, M. et al. Glossário geológico ilustrado. 2020. Disponível em: http://sigep.cprm.
gov.br/glossario/. Acesso em: 7 out. 2020.
Leitura recomendada
FOSSEN, H. Geologia estrutural. São Paulo: Oficina de Textos, 2012.
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Classificação e descrição de rochas metamórficas18
Dica do professor
As rochas metamórficas apresentam texturas e estruturas muito peculiares, oriundas do ambiente 
de metamorfismo ao qual o protólito foi submetido. Logo, reconhecer essas características e 
classificá-las de acordo com essas variáveis é uma tarefa importantíssima na Petrologia 
Metamórfica.
Nesta Dica do Professor, veja as principais estruturas e texturas das rochas metamórficas, incluindo 
elementos que podem ajudar na classificação delas.
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Exercícios
1) As estruturas das rochas metamórficas fornecem informações relevantes sobre o processo 
metamórfico a que a rocha original foi submetida. Sendo assim, as rochas metamórficas 
apresentam estrutura maciça ou estrutura foliar (as estruturas foliares se subdividem em 
estrutura xistosa, clivagem ardosiana e estrutura gnáissica).
Sobre alguns tipos de estrutura em rochas metamórficas, leia as afirmações a seguir.
I – A estrutura gnáissica ocorre quando os gnaisses desenvolvem a orientação dos 
feldspatos e quartzos, seus principais minerais. Porém, os gnaisses não podem desenvolver 
estrutura em bandamento.
II – O bandamento é um tipo de estrutura que ocorre nos gnaisses e se caracteriza pela 
alternância de faixas paralelas de minerais de cores claras e cores escuras.
III – A estrutura xistosa é caracterizada pela orientação de minerais placoides (micas) em 
arranjos mais ou menos paralelos graças à ação da pressão dirigida.
IV – A clivagem ardosiana ocorre em rochas metamórficas que têm foliação muito intensa, 
definida pela orientação de minerais micáceos finos.
Assinale a alternativa que contém as afirmações corretas:
A) I e II.
B) II e III.
C) I e III.
D) II e IV.
E) III e IV.
2) As rochas metamórficas foliadas são classificadas partindo de alguns critérios, como o 
tamanho de seus cristais, a natureza da foliação e o seu grau metamórfico. Na progressão da 
intensidade do grau metamórfico, um folhelho pode ser metamorfizado para ardósia, para 
um filito, para um xisto e para um gnaisse.
Sobre a classificação a partir do grau de foliação das rochas metamórficas, assinale a 
alternativa correta:
Carlos Henrique
Realce
A) Os xistos estão entre os tipos de rochas metamórficas mais raros, apresentando em sua 
composição uma porcentagem incipiente de minerais placoides.
B) Os filitos têm grau metamórfico levemente mais alto do que as ardósias e características 
similares a essa rocha. Porém, ao contrário do que ocorre nas ardósias, os filitos não se 
partem em folhas delgadas.
C) O gnaisse apresenta uma granulação mais grossa entre as rochas metamórficas foliadas e a 
espessura das faixas do bandamento gnáissico pode dificultar o rompimento da foliação.
D) Os grãos da ardósia são tão grossos que os seus minerais podem ser identificados a olho nu. 
Essas rochas são produzidas pelo metamorfismo de folhelhos ou, então, menos 
frequentemente, por depósito de cinzas vulcânicas.
E) Os gnaisses apresentam uma foliação mais fina do que as outras rochas foliadas. Essas rochas 
têm coloração clara, com bandas espessas de minerais claros e escuros segregados na rocha.
3) As rochas metamórficas podem ser classificadas de acordo com suas características 
estruturais e texturais, em relação com a rocha de origem e quanto ao tipo e ao grau de 
metamorfismo a que o protólito foi submetido.
Sobre a classificação das rochas a partir de suas paragêneses e estruturas, leia as afirmações 
a seguir:
I – As rochas metamórficas planares são aquelas que apresentam estrutura com clivagem, 
xistosidade e bandamentos, por exemplo. As rochas planares têm foliação metamórfica, 
nome dado devido à estrutura metamórfica planar em “folhas”.
II – Uma maneira de classificar as rochas metamórficas por meio da relação com a sua rocha 
de origem é utilizar os prefixos “orto” e “para” antes do termo-base que identifica a rocha 
metamórfica.
III – Em relação à classificação a partir da rocha metamorfizada, o aumento progressivo do 
grau metamórfico leva à modificação do filito em micaxistos. Essas rochas têm estrutura 
xistosa e, predominantemente, em uma composição micácea.
IV – O nome raiz “gnaisse” é dado às rochas constituídas, predominantemente, por 
feldspatos e quartzo com, no mínimo, 20% de feldspato em seu volume. Os gnaisses não 
apresentam estrutura bandada sob nenhum aspecto.
Assinale a alternativa que contém as afirmações corretas:
A) I, III e IV.
Carlos Henrique
Realce
B) II e III.
C) II, III e IV.
D) I, II e III.
E) III e IV.
4) Visando a analisar as características de uma rocha metamórfica, o interessado deve estar 
atento às características macroscópicas e à microscópicas dela, ou seja, é importante dar 
atenção aos afloramentos rochosos e às amostras de mão das rochas, pois elas trazem 
informações essenciais.
Em relação às características das rochas metamórficas, na macro, na meso e na microescala, 
assinale a alternativa correta:
A) Os afloramentos rochosos metamórficos, devido ao seu tamanho e por estarem expostos às 
intempéries, isto é, aos agentes climáticos intensos, não apresentam algumas estruturas 
metamórficas identificáveis, como a clivagem relacionada às estruturas foliadas e as dobras.
B) Uma característica estrutural importante que as rochas metamórficas podem apresentar são 
as dobras. A ocorrência das dobras pode se dar tanto na macroescala (em afloramentos) 
quanto na microescala (âmbito mineralógico). Essa característica é indicativa da ação da 
temperatura sobre a rocha de origem.
C) O bandamento, estrutura comum nas ardósias, é a estruturação em camadas (bandas) entre 
minerais mais claros e mais escuros. No caso dos gnaisses, o bandamento é resultado da 
separação do quartzo e do feldspato (minerais de cores claras) e minerais máficos, de cores 
escuras.
D) As dobras, outra característica importante que é possível notar nas rochas metamórficas, são 
encontradas na microescala das rochas, ou seja, no âmbito dos minerais. Sendo assim, não é 
possível encontrar dobras em afloramentos rochosos ou em amostras rochosas maiores. 
E) Ao considerar a microescala, no âmbito mineralógico, a atuação da pressão e da temperatura 
faz com que os constituintes minerais do protólito se deformem. Essa deformação pode 
resultar na diminuição dos espaços entre esses minerais caso a deformação seja ocasionada 
por esforço compressivo.
As rochas metamórficas apresentam tipos muito distintos de textura. Desse modo, essas 
rochas podem ter textura foliada, textura granoblástica e textura com minerais grandes, os 
porfiroblastos.
5) 
Carlos Henrique
Realce
Carlos Henrique
Realce
Em relação à classificação das rochas metamórficas por meio da textura, relacione a primeira 
e a segunda coluna de modo a estabelecer uma relação correta entre elas.
I - Textura foliar.
II - Textura granoblástica.
III - Textura porfiroblástica.
( ) Textura das rochasque apresentam cristais que crescem desproporcionalmente, envoltos 
por uma matriz de granulação muito fina de outros minerais. Essa textura é encontrada em 
rochas de metamorfismo regional ou de contato.
( ) As rochas com essa textura são compostas por cristais que cresceram de maneira 
equidimensional, ou seja, sem o predomínio na dimensão de um ou outro mineral 
constituinte.
( ) Essa textura progride de uma textura rochosa para outra, refletindo o aumento do grau 
metamórfico. Nessa progressão, por exemplo, um folhelho pode ser metamorfizado, 
inicialmente, para uma ardósia, em seguida para um filito, depois para um xisto, em seguida 
para um gnaisse e, por último, para um migmatito.
( ) Como exemplos de rochas com essa textura, podem-se citar o cornubianito, o quartzito, o 
mármore, o anfibolito e o granulito.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
A) II, III, II e I.
B) III, I, II e II.
C) I, II, III e I.
D) III, II, I e II.
E) II, I, III e II.
Carlos Henrique
Realce
Na prática
As rochas metamórficas se originam de outros tipos de rochas que foram submetidas à condições 
extremas de temperatura e pressão, o que modifica suas estruturas, texturas e composição 
mineralógica.
Logo, ao conhecer as estruturas das rochas metamórficas, o profissional da área de Engenharia de 
Minas, Petrologia, Geologia, etc., adquire informações importantes sobre o processo metamórfico 
que originou essas rochas.
Confira, neste Na Prática, como pode ser feita a catalogação de rochas metamórficas de acordo 
com as suas diferentes estruturas.
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Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Estruturas das rochas metamórficas
As rochas metamórficas apresentam estruturas consideradas primárias, desenvolvidas antes do 
processo de metamorfismo, e secundárias, quando as estruturas são concebidas durante o processo 
de metamorfismo. Além disso, as estruturas mais importantes desse tipo de rocha são a foliação e a 
lineação. Para saber mais sobre as estruturas de rochas metamórficas, acesse o link.
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Acervo on-line de rochas metamórficas do Departamento de 
Geociências da Universidade de São Paulo - USP
As rochas metamórficas apresentam características muito distintas e específicas desse tipo de 
rocha. Por isso, é importante que o profissional consiga visualizar, observar e analisar como 
ocorrem as diferentes texturas e estruturas. O acervo on-line de rochas metamórficas da USP é um 
material didático e imprescindível para essas finalidades. Confira.
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Texturas das rochas metamórficas
As texturas das rochas metamórficas são estabelecidas pelo tamanho dos grãos minerais, seu 
formato, sua distribuição, entre outros aspectos. Para saber mais sobre as estruturas das rochas 
metamórficas, acesse o site do Museu de Minerais, Minérios e Rochas Heinz Ebert e aprenda mais 
sobre essa importante variável de classificação desse tipo de rocha.
https://museuhe.com.br/rochas/rochas-metamorficas/texturas-e-estruturas-de-rochas-metamorficas/?v=572233237
https://didatico.igc.usp.br/rochas/metamorficas/?v=1981176774
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Principais características das rochas metamórficas
As rochas metamórficas têm características muito distintas, quando comparadas às das rochas 
ígneas ou sedimentares. Essas características evidenciam, sobretudo, o ambiente metamórfico a 
que as rochas foram submetidas para que as suas características fossem modificadas. Assista a este 
vídeo, que contém uma aula do Professor Wilson Teixeira, uma das maiores referências da Geologia 
no Brasil, sobre o tema.
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https://museuhe.com.br/rochas/rochas-metamorficas/texturas-de-rochas-metamorficas/?v=748696725
https://www.youtube.com/embed/3ku4uc1MVUg

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