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Ciência do Sistema Terra
Rochas metamórficas
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Rochas Metamórficas
Metamorfismo
Estas modificações implicam mudanças na estrutura, textura, composição mineralógica, composição química da rocha ou em todos esses, buscando se reequilibrar às novas condições de T e P;
 O campo dos processos metamórficos é delimitado pelos processos diagenéticos, de baixa temperatura, de até aproximadamente 250 ºC e, por outro, pelo início da fusão de rochas a altas temperaturas;
Metamorfismo em Geologia, define o conjunto de processos pelos quais uma determinada rocha é transformada, através de reações que se processam no estado sólido, em outra rocha, com características distintas daquelas que ela apresentava antes da atuação do metamorfismo (Decifrando a terra). 
Entender como a crosta da Terra evoluiu ao longo da história geológica.
Metamorfismo
Processos tectónicos provocam modificações nas condições físico-químicas às quais os protolitos estavam submetidos;
Os principais parâmetros físicos são T e P, em média a cada km de profundidade ocorre um aumento de 30 ºC; 
Os argilominerais em rochas sedimentares são substituídos por micas e outros silicatos aluminosos e a textura sedimentar clástica de um arenito poroso é recristalizada, diminuindo os espaços vazios;
Rochas metamórficas podem preservar características dos protolitos: composição química, estruturas primárias ou núcleos remanescentes de minerais envoltos por auréolas de minerais neoformados.
correspondem a uma memória recente.
Constituem uma memória passada das rochas metamórficas, essencial para a identificação do protolito.
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Fatores que condicionam o metamorfismo
Os fatores principais que controlam os processos metamórficos são natureza do protolito, temperatura, pressão (litostática e dirigida) presença de fluidos e tempo de duração dos processos.
TEMPERATURA
O calor afeta a mineralogia e a textura das rochas. Quebra ligações químicas e altera as estruturas dos cristais das rochas ígneas;
A tectônica pode mover as rochas da superfície para o seu interior, onde as temperaturas são mais altas (gradiente geotérmico). Quando a rocha se ajusta à nova temperatura, seus átomos e íons recristalizam-se, ligando-se em novos arranjos e criando assembleias minerais;
Muitos dos novos cristais vão ficar maiores do que eram na rocha original. Se ocorrer deformação ao mesmo tempo, a rocha pode tomar-se bandada.
Quando as rochas sedimentare contendo argilominerais são soterradas cada vez mais profundamente, os argilominerais começam a se recristalizar e formar novos minerais, como as micas. Com o soterramento adi ional até profundidades e temperaturas maiores, as micas tomam- e instáveis e começam a se recristalizar em novos minerais. Como a granada. Vemos, então, que, devido ao fato de diferentes minerais cristalizarem-se e permanecerem estáveis em diferentes temperaturas, o geólogo metamórfico, assim como o geólogo ígneo, pode usar a composição da rocha como um tipo de oeotermômetro para medir a temperatura em que ela se formou. A partir de uma assembléia específica de minerais em uma rocha metamórfica, o geólogo pode inferir a temperatura na qual a rocha se formou 
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Fatores que condicionam o metamorfismo
Os fatores principais que controlam os processos metamórficos são natureza do protolito, temperatura, pressão (litostática e dirigida) presença de fluidos e tempo de duração dos processos.
PRESSÃO
A rocha sólida é submetida a dois tipos básicos de pressão, também chamada de tensão:
Pressão litostática (ou confinante) - força geral aplicada igualmente em todas as direções, como a pressão que o nadador sente quando submerge numa piscina.
Pressão dirigida - força exercida em uma direção particular, como quando uma bola de argila é apertada entre o polegar e o indicador, está ligada a movimentação das placas tectônicas.
A rocha sólida é submetida a dois tipos básicos de pressão, também chamada de tensão.
1. A pressão confinante é uma força geral aplicada igualmente
em todas as direções, como a pressão que o nadador sente
quando submerge numa piscina. Do mesmo modo que um nadador que mergulha até profundidades maiores da piscina, uma
rocha descendo para profundidades maiores da crosta será submetida a uma pressão confinante progressivamente maior.
2. A pressão dirigida é a força exercida em uma direção particular, como quando uma bola de argila é apertada entre o polegar e o indicador. A pressão dirigida ou tensão diferencial é geralmente concentrada em algumas zonas ou ao longo de planos
discretos. A força compressiva que ocorre quando as placas
convergem é uma forma de pressão dirigida e resulta na deformação das rochas próximas aos limites de placas. O calor reduz
a resistência da rocha e, dessa forma, a pressão dirigida provavelmente causa dobramento intenso e deformação das rochas
metamórficas em cinturões de montanhas, onde as temperaturas são altas. As rochas submetidas à tensão diferencial podem
ser intensamente deformadas, tomando-se achatadas na direção
em que a força é aplicada e alongadas na direção perpendicular
à força. 
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Fatores que condicionam o metamorfismo
Os fatores principais que controlam os processos metamórficos são natureza do protolito, temperatura, pressão (litostática e dirigida) presença de fluidos e tempo de duração dos processos.
PRESSÃO
A rocha sólida é submetida a dois tipos básicos de pressão, também chamada de tensão:
Pressão litostática (ou confinante) - força geral aplicada igualmente em todas as direções, como a pressão que o nadador sente quando submerge numa piscina.
Pressão dirigida - força exercida em uma direção particular, como quando uma bola de argila é apertada entre o polegar e o indicador, está ligada a movimentação das placas tectônicas.
Pressão em kilobars (1.000 bars, como kbar). Um bar é aproximadamente a pressão do ar na superfície da Terra.
aumenta a uma taxa de 0,3 a 0,4 kbar por quilômetro de profundidade.
A rocha sólida é submetida a dois tipos básicos de pressão, também chamada de tensão.
1. A pressão confinante é uma força geral aplicada igualmente
em todas as direções, como a pressão que o nadador sente
quando submerge numa piscina. Do mesmo modo que um nadador que mergulha até profundidades maiores da piscina, uma
rocha descendo para profundidades maiores da crosta será submetida a uma pressão confinante progressivamente maior.
2. A pressão dirigida é a força exercida em uma direção particular, como quando uma bola de argila é apertada entre o polegar e o indicador. A pressão dirigida ou tensão diferencial é geralmente concentrada em algumas zonas ou ao longo de planos
discretos. A força compressiva que ocorre quando as placas
convergem é uma forma de pressão dirigida e resulta na deformação das rochas próximas aos limites de placas. O calor reduz
a resistência da rocha e, dessa forma, a pressão dirigida provavelmente causa dobramento intenso e deformação das rochas
metamórficas em cinturões de montanhas, onde as temperaturas são altas. As rochas submetidas à tensão diferencial podem
ser intensamente deformadas, tomando-se achatadas na direção
em que a força é aplicada e alongadas na direção perpendicular
à força. 
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Fatores que condicionam o metamorfismo
Os fatores principais que controlam os processos metamórficos são natureza do protolito, temperatura, pressão (litostática e dirigida) presença de fluidos e tempo de duração dos processos.
FLUIDOS
As transformações mineralógicas que ocorrem durante o metamorfismo se desenvolvem no estado sólido;
No entanto, sistemas metamórficos contêm uma fase fluida, constituída sobretudo por H20 e/ou CO2, cuja existência pode ser constatada pela presença de minerais hidratados (micas, anfibólios, cloritas) e/ou de carbonatos na maioria das rochas metamórficas;
Os fluidos transportam também substâncias químicas como sódio, potássio, sílica, cobre e zinco, que são solúveis em água quente sob pressão;
Onde esses fluidos quimicamente reativos se originam?
 
Nos poros
Estrutura cristalina
Onde esses fluidos quimicamentereativos se originam? Embora a maiorias das rochas pareça ser completamente seca e ter porosidade extremamente baixa, elas comumente contem fluidos em minúsculos poros (os espaços entre grãos). Esses fluidos derivam da água quimicamente ligada às argilas, e não dos poros sedimentares, a qual é, em grande parte, expelida durante a diagênese. Em outros minerais hidratados, como as micas e o anfibólio, a água faz parte da estrutura cristalina. O dioxido de carbono dissolvido em fluidos hidrotermais é, em grande parte, derivado de carbonatos sedimentares, como os calcarios e os dolomitos 
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Fatores que condicionam o metamorfismo
Os fatores principais que controlam os processos metamórficos são natureza do protolito, temperatura, pressão (litostática e dirigida) presença de fluidos e tempo de duração dos processos.
TEMPO
Em muitos casos, reações metamórficas se processam de maneira relativamente lenta em resposta às mudanças das condições físicas, formando-se associações minerais e texturas "mistas", que registram toda a série de mudanças que a rocha sofreu adaptando-se continuamente às novas condições;
Contudo, a velocidade com que essas mudanças ocorrem é multo variável e, em outras situações, as condições metamórficas variam de forma suficientemente lenta para que as reações metamórficas se completem, produzindo rochas que registram apenas um determinado instante aquele que as modificou por último;
Em geral, as rochas registram, de maneira mais eficaz, as condições metamórficas mais intensas a que foram submetidas, porém às vezes este registro é obliterado por reequilibrios sob condições mais brandas, em consequência do resfriamento que ocorre ao final de um episódio metamórfico.
O tempo é um fator importante no metamorfismo, mas de difícil aferição na prática. Em muitos casos, reações metamórficas se processam de maneira relativamente lenta em resposta às mudanças das condições físicas, formando-se associações minerais e texturas "mistas", que registram toda a série de mudanças que a rocha sofreu adaptando-se continuamente às novas condições. Contudo, a velocidade com que essas mudanças ocorrem é multo variável e, em outras situações, as condições metamórficas variam de forma suficientemente lenta para que as reações metamórficas se completem, produzindo rochas que registram apenas um determinado instante aquele que as modificou por último — do regime metamórfico. Em geral, as rochas registram, de maneira mais eficaz, as condições metamórficas mais intensas a que foram submetidas, porém às vezes este registro é obliterado por reequillbrios sob condições mais bran das, em conseqüência do resfriamento que ocorre ao final de um episódio metamórfico.
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Tipos de metamorfismo
Ocorre em extensas regiões e alcança níveis profundos da crosta;
As transformações metamórficas se processam pela ação da temperatura, pressão litostática e pressão dirigida;
Gradientes geotérmicos elevados, de até 600C/km;
Qs protolitos são deformados (dobrados e falhados), ao mesmo tempo que sofrem recristalização;
As rochas metamórficas resultantes (ardósias, filitos, xistos, gnaisses, anfibolitos, granulitos, migmatitos) apresentam geralmente estrutura foliada.
O metamorfismo desenvolve-se em diversos ambientes na crosta, com extensões variáveis: desde restrito a pequenas áreas, de dimensões da ordem de poucos centímetros, até abrangendo grandes faixas, com centenas a milhares de quilómetros de extensão, em profundidades que vão de níveis crustais mais rasos até os mais profundos. Esta grande diversidade pode, porém, ser sistematizada em alguns poucos cenários, estabelecidos com base nos seguintes fatores essenciais.
O metamorfismo regional é responsável pela formação da grande maioria das rochas metamórficas na crosta da Terra e frequentemente está associado a expressivos volumes de rochas graníticas. No decorrer deste tipo de metamorfismo desenvolvem-se sequências de zonas de minerais e texturas que são estabilizadas em condições físicas de pressão e temperatura crescentes com a profundidade, definindo o que se chama de metamorfismo regional progressivo. Em geral, temperatura e pressão aumentam de maneira concomitante: zonas mais profundas apresentam assembléias minerais desenvolvidas sob condições de temperatura e pressão elevadas (650 a 7500C e 8 a 10 kbar), ocorrendo o inverso para zonas mais rasas. Há, no entanto, algumas situações de metamorfismo regional em que as relações entre pressão litostática e temperatura são anómalas, como nos terrenos de alta pressão, onde a pressão litostática é sobremaneira elevada, alcançando valores da ordem de 15 a 20 kbar, às vezes sob condições de temperatura relativamente baixas, ou nos terrenos de baixa pressão, em regiões de acentuado gradiente geotérmico, onde as rochas podem ser submetidas a temperaturas elevadas sob condições de pressão litostática relativamente baixa, da ordem de 2 a 3 kbar.
 
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Tipos de metamorfismo
Desenvolve-se nas rochas encaixantes ao redor de intrusões magmáticas, formando as auréolas de metamorfismo de contato.
O metamorfismo transcorre sem deformação acentuada. A rocha e denominada genericamente hornfels (ou cornubianito), apresenta uma textura granular fina e estrutura maciça.
Nas proximidades formam-se assembleias de temperaturas mais elevadas, enquanto nas regiões mais distantes as assembleias são estáveis a temperaturas mais baixas.
Desenvolve-se nas rochas encaixantes ao redor de intrusões magmáticas, formando as auréolas de metamorfismo de contato. As principais transformações metamórficas geradas nessas auréolas devem-se ao calor emanado do magma durante o seu resfriamento. O metamorfismo transcorre sem deformação acentuada. A rocha resultante denominada genericamente hornfels (Ou cornubianito), apresenta uma textura granular fina, isótropa e estrutura maciça.
Nas proximidades do corpo intrusivo formam-se assembleias minerais de temperaturas mais elevadas, constituídas preferencialmente por minerais anidros (granada, piroxênio), enquanto nas regiões mais distantes as assembléias são constituídas por minerais geralmente hidratados (micas, principalmente), estáveis a temperaturas mais baixas.
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Tipos de metamorfismo
Metamorfismo de fundo oceânico é um tipo de metamorfismo hidrotermal;
Ocorre principalmente em dorsais mesoceânicas;
O aumento de temperatura promove reações químicas entre ela e a rocha, formando basalto alterado, cuja composição química difere sobremaneira daquela do basalto original
Um outro tipo de metamorfismo, chamado de metamorfismo de assoalho oceânico ou metassomatismo, é frequentemente associado às dorsais mesoceânicas (ver Capítulo 5). A água do mar, percolando pelos basaltos fraturados e quentes, é aquecida. O aumento de temperatura promove reações químicas entre ela e a rocha, formando basalto alterado, cuja composição química difere sobremaneira daquela do basalto original. O metamorfismo resultante da percolação de fluidos de alta temperatura também ocorre nos continentes, quando os fluidos que circulam próximos às intrusões ígneas metamorfizam as rochas encaixantes. 
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Tipos de metamorfismo
Ocorre em bacias sedimentares e resulta do soterramento de espessas sequências de rochas sedimentares e vulcânicas a profundidades onde a temperatura pode chegar a 300 oC;
Prevalece a pressão litostática, enquanto a pressão dirigida é ausente ou insuficiente para causar deformações significativas;
As transformações desenvolvem-se com a cristalização de novos minerais sob influência de fluidos intergranulares dos sedimentos, preservando contudo a textura e a estrutura das rochas originais.
Ocorre em bacias sedimentares em subsidência.
Resulta do soterramento de espessas sequências de rochas sedimentares e vulcânicas a profundidades onde a temperatura pode chegar a 300 oC ou mais, devido ao fluxo de calor na crosta (Fig. 18.10d). Prevalece a pressão litostática, enquanto a pressão dirigida é ausente ou insuficiente para causar deformações significativas. Uma sutil foliação horizontal, paralela aos planosde estratificação, pode se formar pela cristalização incipiente de micas, orientadas devido ao peso das camadas sobrejacentes. As transformações desenvolvem-se com a cristalização de novos minerais sob influência de fluidos intergranulares dos sedimentos, preservando contudo a textura e a estrutura das rochas originais.
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Tipos de metamorfismo
De extensão reduzida na crosta terrestre, desenvolve-se em locais submetidos ao impacto de grandes meteoritos;
As ondas de choque produzem pressões elevadas (da ordem de até 1.000 kbar) que reequilibram os minerais quase Instantaneamente, transformando o quartzo nos seus polimorfos de alta pressão, stishovita e coesita;
O metamorfismo de impacto é possivelmente um processo difundido em muitos corpos planetários marcados por grandes crateras, como a Iua.
O metamorfismo de impacto é possivelmente um processo difundido em muitos corpos planetários marcados por grandes crateras, como a Iua.
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TEXTURAS E ESTRUTURAS DE ROCHAS METAMÓRFICAS
O metamorfismo imprime novas texturas nas rochas que altera. A textura da rocha metamórfica é determinada pelos tamanhos, formas e arranjos de seus cristais. Algumas texturas metamórficas dependem dos tipos de minerais. A escala de estudo é preferencialmente micro.
Rochas geradas sem a atuação de pressão dirigida apresentam estrutura maciça. Quando as paragêneses metamórficas são formadas durante a atuação de pressão dirigida, as rochas adquirem estruturas orientadas e desenvolvem foliações de diversos tipos.
Quartzito
As estruturas de rochas metamórficas fornecem importantes informações sobre o processo metamórfico. Rochas geradas sem a atuação de pres sãodirigida apresentam estrutura maciça, ou preservam vestígios das estruturas primárias dos protolitos. Quando as paragêneses metamórficas são formadas durante a atuaçào de pressão dirigida, as rochas adquirem estruturas orientadas e desenvolvem foliações de diversos tipos.
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Algumas texturas metamórficas
As texturas desenvolvem se por blastese, que implica nucleação e crescimento mineral no estado sólido (cristalização ou recristalização). Por esta razão, o radical "blasto“ (ou clasto quando um mineral já estava presente) é utilizado para designar texturas metamórficas. 
Texturas granulares isótropas, sem predomínio de uma ou outra dimensão nos minerais, são denominadas granoblásticas.
As texturas das rochas metamórficas desenvolvem se por blastese, que implica nucleação e crescimento mineral no estado sólido. Por esta razão, o radical "blasto" é utilizado para designar texturas metamórficas. 
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Algumas texturas metamórficas
As texturas desenvolvem se por blastese, que implica nucleação e crescimento mineral no estado sólido (cristalização ou recristalização). Por esta razão, o radical "blasto" é utilizado para designar texturas metamórficas. 
Rochas com predomínio de minerais micáceos orientados, como muscovita, biotita ou clorita, apresentam textura lepidoblástica. 
Quando os minerais orientados forem prismáticos, como anfibólios e piroxênios, a textura é referida como nematoblástica. 
Algumas espécies mlnerais podem destacar se no tamanho por pelo menos uma ordem de grandeza: neste caso, são denominados porfiroblastos. E o conjunto de granulação mais fina que os cerca, de matriz
Granada-clorita Xisto. Porfiros de granada em uma matriz lepdoblástica.
Quando os minerais orientados forem prismáticos, como anfibólios e piroxênios, a textura é referida como nematoblástica. 
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Principais estruturas em rochas metamórficas
Foliação - feição textural mais proeminente em rochas de metamorfismo regional, é um conjunto de superfícies paralelas, planas ou onduladas, produzidas pela deformação em rochas ígneas ou sedimentares. Á medida que o grau metamórfico aumenta a foliação torna-se mais pronunciada.
Quando os minerais orientados forem prismáticos, como anfibólios e piroxênios, a textura é referida como nematoblástica. 
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Principais estruturas em rochas metamórficas
Foliação - feição textural mais proeminente em rochas de metamorfismo regional, é um conjunto de superfícies paralelas, planas ou onduladas, produzidas pela deformação em rochas ígneas ou sedimentares. Á medida que o grau metamórfico aumenta a foliação torna-se mais pronunciada.
Quando os minerais orientados forem prismáticos, como anfibólios e piroxênios, a textura é referida como nematoblástica. 
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Principais estruturas em rochas metamórficas
A pressão faz com as rochas sedimentares, como o folhelho, formem planos de clivagem;
A rocha passa a exibir foliação em função das forças compressivas;
A foliação desenvolve-se na presença de minerais placoides, que se alinham ao longo de uma direção preferencial, perpendicular às forças compressivas.
Quando os minerais orientados forem prismáticos, como anfibólios e piroxênios, a textura é referida como nematoblástica. 
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Nomenclatura das rochas metamórficas
Dar nome às rochas metamórficas é uma tarefa difícil;
O prefixo "meta" pode ser utilizado, como em metabasalto, metapelíticas e metacarbonáticas, quando se deseja realçar a natureza dos protolitos. Quando for importante destacar as condições metamórficas, pode-se designar as rochas de "rochas de fácies xisto verde", ou "de baixo grau metamórfico" e assim por diante;
O critério mais adotado combina estruturas e composição mineralógica. Assim, surgem ardósia, filito, xisto, gnaisse, mármore, anfibolito e quartzito, utilizados como nomes-raiz que podem ser complementados com informações adicionais relevantes, como presença de minerais diagnósticos ou feições específicas;
“granada-biotita-quartzo-muscovita xisto porfiroblástico com estaurolita”
O prefixo "meta" pode ser utilizado, como em metabasalto ou metagrauvaca, ou pode-se falar de ro chas metapelíticas, metacarbonáticas ou metabásicas, quando se deseja realçar a natureza dos protolitos. Quando for importante destacar as condições metamórficas, pode-se designar as rochas coletivamente de "rochas de fácies xisto verde", ou "de baixo grau metamórfico", "de alta pressão", e assim por diante. 
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Nomenclatura das rochas metamórficas
Elas são comumente produzidas pelo metamorfismo de folhelhos e, portanto, contem matéria orgânica;
Apresenta clivagem ardosiana.
As ardósias são as rochas foliadas de mais baixo grau. Elas têm grãos tão finos que seus minerais individuais não podem ser vistos facilmente sem um microscópio. Elas são comumente produzidas pelo metamorfismo de folhelhos ou, com menos freqüência, de depósitos de cinzas vulcânicas. As ardósias geralmente variam de cinza-escuro a preto. endo coloridas por pequenas quantidades de matéria orgânica originalmente presentes no folhelho parenta!. Os pedreiros de ardósias aprenderam há muito tempo a reconhecer es a foliação e usam isso para fazer chapas de ardó ia. gro sa ou delgadas, para serem usadas como telhas e quadro -negros. Ainda hoje são utilizadas laje planas de ardósia para pavimentar caminhos, principalmente onde ela é abundante. 
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Nomenclatura das rochas metamórficas
Com o aumento do grau metamórfico transforma-se gradativamente em filito, constituído também por muscovita, clorita e quartzo;
Granulação e foliação mais desenvolvida
As ardósias são as rochas foliadas de mais baixo grau. Elas têm grãos tão finos que seus minerais individuais não podem ser vistos facilmente sem um microscópio. Elas são comumente produzidas pelo metamorfismo de folhelhos ou, com menos freqüência, de depósitos de cinzas vulcânicas. As ardósias geralmente variam de cinza-escuro a preto. endo coloridas por pequenas quantidades de matéria orgânica originalmente presentes no folhelho parenta!. Os pedreiros de ardósias aprenderam há muito tempo a reconhecer es a foliação e usam isso para fazer chapas de ardó ia. gro sa ou delgadas, para serem usadas como telhas e quadro -negros. Ainda hoje são utilizadas laje planas de ardósia para pavimentar caminhos, principalmente onde ela é abundante. 
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Nomenclatura das rochas metamórficas
Os cristais são bem maiores coma foliação muito bem marcada pelos minerais placoides, chegando a ser ondulada, chamada de xistosidade;
Apresentam mineralogia mais abundante com presença de biotita e feldspato.
Em baixos graus de metamorfismo, os cristais de minerais placóides são geralmente muito pequenos para serem vis-
-. a foliação é pouco espaçada e as camadas são muito delga-
-. Quando as rochas metamórficas são mais intensamente
-ramorfizadas (em grau mais alto), os cristais placóides cres-
- o suficiente para serem visíveis a olho nu, e os minerais
em a segregar-se em bandas mais claras e mais escuras. Esarranjo paralelo dos minerais em folhas produz a foliação
etrativa, espessa e ondulada, chamada de xistosidade, a qual
::acteriza os xistos, que estão entre os tipos de rochas meta-
~:mcas mais abundantes. Eles contêm mais de 50% de mine-
- placóides, principalmente micas, como a muscovita e a
tita. Os xistos podem conter camadas delgadas de quartzo,
pato ou ambos, dependendo da quantidade de quartzo do
...Jelhooriginal 
25
Nomenclatura das rochas metamórficas
constituídas predominantemente por feldspatos e quartzo;
A estrutura bandada é comum;
Gnaisses originados de rochas graníticas são ortognaisses;
Quando originados do metamorfismo de rochas sedimentares (por ex. micaxistos), são denominados paragnaisses.
O nome-raiz gnaisse é reservado para rochas constituídas predominantemente por feldspatos e quartzo, com no mínimo 200/0 de feldspato em volume (Figs. 18.16 e 18.17). A estrutura bandada é comum em gnaisses: algumas classificações chegam a considerá-la essencial para a sua definição. De maneira mais abrangente, porém, é a composição quartzo-feldspática e a foliação gnáissica que os caracterizam. Gnaisses originados de rochas graníticas são designados ortognaisses: o prefixo orto designa rochas metamórficas de protolito ígneo. Gnaisses podem também ser originados pelo metamorfismo progressivo de micaxistos, quando então são ricos em quartzo, e podem conter granada, cordierita, cianita ou sillimanita, ou de arcóseos (arenitos feldspáticos) ou grauvacas (rochas sedimentares arenosas ricas em argllominerais). Quando originados do metamorfismo de rochas sedimentares, são denominados paragnaisses: o prefixo para designa rochas metamórficas de protolito sedimentar.
26
Nomenclatura das rochas metamórficas
Parte da rocha funde, nesse caso, como nas rochas ígneas os primeiros minerais a se fundir serão os de menor temperatura de fusão;
São rochas muito deformadas e contorcidas. O resultado é uma mistura de rochas ígneas e metamórficas.
Em temperaturas mais altas que as necessárias para produzir gnaisses, a rocha encaixante pode começar a se fundir nesse caso, como nas rochas ígneas os primeiros minerais a se fundir serão os de menor temperatura de fusão. Portanto, apenas parte da rocha encaixante se fundirá, e a fusão pode migrar apenas por uma pequena distância antes de resfrear-se novamente. As rochas produzidas desse modo são muito deformadas e contorcidas. O resultado é uma mistura de rochas ígneas e metamórficas chamada de migmatito. 
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Nomenclatura das rochas metamórficas
Anfibolitos
Em temperaturas mais altas que as necessárias para produzir gnaisses, a rocha encaixante pode começar a se fundir nesse caso, como nas rochas ígneas os primeiros minerais a se fundir serão os de menor temperatura de fusão. Portanto, apenas parte da rocha encaixante se fundirá, e a fusão pode migrar apenas por uma pequena distância antes de resfrear-se novamente. As rochas produzidas desse modo são muito deformadas e contorcidas. O resultado é uma mistura de rochas ígneas e metamórficas chamada de migmatito. 
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Sistemática em terrenos metamórficos
As rochas metamórficas são formadas por uma combinação de fatores e seus minerais são índices da pressão e temperatura, além do tempo em que foram formados;
Por isso é importante estabelecer faixas ou zonas onde o metamorfismo atuou de forma semelhante, o que acarreta nas definições de baixo, médio e alto grau metamórfico, de acordo com a temperatura, fala-se ainda em grau incipiente para aquele no limite com a diagênese;
Em cinturões com metamorfismo regional é possível observar nos afloramentos conjuntos de minerais diferentes para cada um, desta forma, partes deste cinturão podem ser distinguidas por minerais índices (representa uma variação de P e T). Um ex. seria a passagem de folhelho para ardósia evidenciada pelo surgimento da clorita;
Os minerais índices são marcados pelas isógradas minerais, as quais marcam o surgimento desses minerais;
As isógradas marcam as zonas metamórficas que são aproximadamente paralelas entre si.
os geólogos estudam extensos cinturões de rochas de
'::.:mlorfismoregional, eles podem ver muitos afloramentos,
qual mostrando certo conjunto de minerais. Diferentes
- - desses cinturões podem ser distinguidas pelos seus mine-
-índice. Um mineral-Índice é o mineral característico que
- e as zonas metamórficas e que representa uma variação
-;ra de pressão e temperatura 
30
Sistemática em terrenos metamórficos
Sistemática em terrenos metamórficos
Sistemática em terrenos metamórficos
O tipo de rocha metamórfica que resulta de um dado grau de
metamorfismo depende parcialmente da composição mineralógica do protólito, assim, o metamorfismo de folhelho gera produto diferente do metamorfismo de rochas máficas;
Em condições de alta P, enquanto a T é moderada, tem-se o grau xisto azul, rico em glaucofânio, um anfibólio azul.
O tipo de rocha metamórfica que resulta de um dado grau de
metamorfismo depende parcialmente da composição mineraló-
gica do protólito ou rocha parental. O metamorfismo da ardósia
mostrado na Figura panorâmica 9.7b e c revela os efeitos das
condições metamórficas nas rochas ricas em argilominerais,
quartzo e, talvez, com alguns minerais de carbonato. O metamorfismo das rochas vulcânicas máficas, compostas predominantemente por feldspatos e piroxênio, segue um curso diferente (Figura 9.8a).
No metamorfismo regional do basalto, por exemplo, a rocha
de menor grau caracteristicamente contém vários minerais do
grupo da zeólita. Os minerais silicáticos dessa classe contêm
água em cavidades dentro da estrutura do cristal. Os minerai
do grupo da zeólita formam-se por alterações em temperaruras
e pressões muito baixas. Assim, as rochas que contêm esse grupo de minerais são identificadas como pertencentes ao grau da
zeólita.
Sobrepondo-se ao grau da zeólita, há um grau mai alto de
rochas vulcânicas máficas metamorfizadas, o grau xistos ,erdes, cujo mineral abundante inclui a clorita. Após. há o allfibolifo, o qual contém uma grande quantidade de anfibólio . O
grau mais alto de vulcânicas máficas metamorfizadas ompreende os piroxênio-granulitos, que são roch de ~ -o grosso contendo piroxênio e plagioclásio cálcico 
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Sistemática em terrenos metamórficos
O tipo de rocha metamórfica que resulta de um dado grau de
metamorfismo depende parcialmente da composição mineraló-
gica do protólito ou rocha parental. O metamorfismo da ardósia
mostrado na Figura panorâmica 9.7b e c revela os efeitos das
condições metamórficas nas rochas ricas em argilominerais,
quartzo e, talvez, com alguns minerais de carbonato. O metamorfismo das rochas vulcânicas máficas, compostas predominantemente por feldspatos e piroxênio, segue um curso diferente (Figura 9.8a).
No metamorfismo regional do basalto, por exemplo, a rocha
de menor grau caracteristicamente contém vários minerais do
grupo da zeólita. Os minerais silicáticos dessa classe contêm
água em cavidades dentro da estrutura do cristal. Os minerai
do grupo da zeólita formam-se por alterações em temperaruras
e pressões muito baixas. Assim, as rochas que contêm esse grupo de minerais são identificadas como pertencentes ao grau da
zeólita.
Sobrepondo-se ao grau da zeólita, há um grau mai alto de
rochas vulcânicas máficas metamorfizadas, o grau xistos ,erdes, cujo mineral abundante inclui a clorita. Após. há o allfibolifo, o qual contém uma grande quantidade de anfibólio . O
grau maisalto de vulcânicas máficas metamorfizadas ompreende os piroxênio-granulitos, que são roch de ~ -o grosso contendo piroxênio e plagioclásio cálcico 
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Sistemática em terrenos metamórficos
As rochas expostas à mesma faixa de P eT dentro de um cinturão metamórfico, o produto dependerá do protolito. Uma maneira de indicar a gama de rochas metamórficas em um determinado cenário é agrupa-las em fácies metamórficas. Em outras palavras, uma dada fácies metamórfica agrupa rochas metamórficas que se formam sob as mesmas condições de pressão e temperatura, mas que possuem protólitos diferentes.
Diferentes tipos de rochas metamórficas são formados a partir de protólitos de composições diferentes num mesmo grau de metamorfismo;
Diferentes tipos de rochas metamórficas são formados sob diferentes graus de metamorfismo a partir de protólitos de mesma composição.
Exposição através de colapso orogênico, interação tectônica e clima, e zonas de falhas tectônicas.
Em qualquer configuração metamórfica, pode haver uma variedade de tipos de protólitos expostos ao metamorfismo. Embora essas rochas sejam expostas à mesma faixa de condições de pressão e temperatura dentro desse ambiente, a rocha metamórfica resultante dependerá do protólito. Uma maneira conveniente de indicar a gama de possíveis rochas metamórficas em um determinado cenário é agrupar essas possibilidades em fácies metamórficas. Em outras palavras, uma dada fácies metamórfica agrupa rochas metamórficas que se formam sob as mesmas condições de pressão e temperatura, mas que possuem protólitos diferentes.
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Que fatores causam o metamorfismo? 
Quais são os vários tipos de metamorfismo?
Quais são os principais tipos de rochas metamórficas? 
Exercício
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