Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Aulas 4 e 5 
Funções psíquicas e a avaliação do estado mental 
Cuidados à pessoa / Família na Saúde Mental e Psiquiátrica 
Profª Mari Calabro
Saúde Mental
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) Saúde mental é definida como um estado de bem-estar em que cada indivíduo percebe seu próprio potencial, consegue lidar com o estresse normal da vida, trabalhar de forma produtiva e vantajosa e contribuir com a sua comunidade.
Saúde Mental
É mais do que a ausência de patologias psiquiátricas, é um bem essencial, uma parte integrante da saúde global de um sujeito.
Saúde mental e bem estar são fundamentais para as qualidades humanas coletivas e individuais de pensar, se emocionar, interagirem uns com os outros, viver de modo sustentável e prazeroso.
Saúde Mental
Diversos fatores são determinantes para a saúde mental das pessoas.
Diante de sua importância e indispensabilidade para a vida individual e coletiva, a promoção, a proteção e a restauração da saúde mental são consideradas vitais para o indivíduo, a comunidade e a sociedade. 
Saúde Mental
A saúde mental é um componente primordial para o bem estar de um indivíduo.
Uma saúde mental efetiva é determinante para a boa performance do ser humano.
Alterações e transtornos mentais encontram-se em destaque no cenário da saúde atual.
Saúde Mental
Múltiplos fatores biológicos, psicológicos e sociais podem determinar o nível de saúde mental de um indivíduo em um determinado momento. 
Saúde Mental
A promoção da saúde mental envolve intervenções destinadas a criar condições de vida e ambientes que sustentem a saúde mental e permitam aos indivíduos a adoção e a manutenção de estilos de vidas saudáveis.
Sinais e Sintomas
Sinais são manifestações apresentadas que podem ser observadas e verificadas por outras pessoas. 
Sintomas são vivências experimentadas pelo indivíduo e, de alguma forma, relatadas ou descritas por ele a alguém.
Os sinais mais frequentemente retratados em psiquiatria são alterações do comportamento, da postura, da apresentação, das atitudes e reações do indivíduo (por exemplo agitação, hostilidade, apatia, entre outros).
Os sintomas descritos em saúde mental podem ser psíquicos (queixas relacionadas à atividade mental do indivíduo) como por exemplo dificuldade para pensar, falta de concentração, tristeza, ansiedade, irritabilidade; ou físicos (queixas relacionadas ao corpo do indivíduo) como por exemplo cansaço, aperto no peito, fraqueza,entre outros.
A descrição dos quadros clínicos em psiquiatria depende de verificação minuciosa de todos os aspectos observáveis das funções psíquicas de um indivíduo e de questionamentos adequados a cada indivíduo.
Tais questionamentos têm como finalidade obter o máximo de informações sobre as capacidades percebidas, dificuldades, sensações, vivências, impressões e percepções relativas às funções mentais do indivíduo.
FUNÇÕES PSÍQUICAS
Consciência
Atenção
Orientação
Sensopercepção
Memória
Afetividade
Volição
Psicomotricidade
Pensamento
Juízo de realidade
Linguagem
Personalidade
Inteligência
Funções Psíquicas - Consciência
Pode ser definida como o grau de clareza do sensório.
No estado normal um indivíduo se encontra vigil ou desperto.
As alterações patológicas dessa função psíquica são os diversos graus de rebaixamentos do nível de consciência, ou alterações quantitativas, e as mudanças focais do campo de consciência, ou alterações qualitativas.
Entre tais alterações estão: turvação da consciência, torpor, coma, estados dissociativos, transe, entre outras.
Os diversos graus de rebaixamento da consciência são:
Obnubilação ou turvação da consciência: Trata-se do rebaixamento da consciência em grau leve a moderado paciente está sonolento com lentidão da compreensão e dificuldade de concentração, pensamento ligeiramente confuso.
Sopor: É um estado de marcante turvação da consciência, na qual o paciente pode ser despertado apenas por estímulos dolorosos aqui ele está evidentemente sonolento, ele é incapaz de qualquer ação espontânea. A psicomotricidade encontra-se mais inibida do que nos estados de obnubilação.
Coma: É o grau mais profundo de rebaixamento do nível de consciência. No estado de coma, não é possível qualquer atividade voluntária consciente.
Orientações
Manter vigilância sobre o nível de consciência do paciente
Observar o efeito dos Psicofármacos no paciente
Avaliar situações de delirium.
Funções Psíquicas - Atenção
Pode ser definida como o estado de concentração da atividade mental sobre determinado objeto e envolve nossa capacidade de focar e manter a atenção (tenacidade), de mudar de forma flexível o foco para outro objeto (vigilância), de selecionar informações relevantes, de planejar e tomar decisões.
O funcionamento normal da atenção é chamada normoprosexia.
Alterações da atenção 
Hipoprosexia: é a diminuição global da atenção aqui se verifica uma perda básica da capacidade da concentração EX: as lembranças tornam-se mais difíceis e imprecisas.
Aprosexia: é a total abolição a capacidade de atenção, por mais fortes e variados que sejam os estímulos utilizados.
Hiperprosexia: consiste em um estudo da atenção exacerbada.
Distração: é um sinal. Não de déficit propriamente, mas de superconcentração ativa da atenção sobre determinados conteúdos ou objetos, com a inibição de tudo o mais. EX: o cientista que, pelo fato de seu interesse e de sua atenção estarem totalmente voltados para um problema, comete erros do tipo esquecer onde estacionou o carro ou colocar meias de cores diferentes.
Orientações
As alterações da atenção podem ocorrer tanto em distúrbios neurológicos e neuropsicológicos como em transtorno mentais
Atentar para avaliar se a distração está associada com a hiperatividade, pois pode se tratar de um transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
Observar se o pacientes ingere as medicações.
Verificar se consegue interagir nas terapias de grupo.
Funções Psíquicas - Orientação
Pode ser definida como a capacidade de orientar-se quanto a si mesmo (autopsíquica) e ao ambiente (alopsíquica).
A orientação autopsíquica mostra se o indivíduo sabe quem é: seu nome, profissão, idade, etc
A orientação alopsíquica envolve a capacidade de se localizar no tempo e no espaço: onde estamos, que horas são, que dia é hoje, etc.
Prejuízo na capacidade de orientação (desorientação) em geral está associada a diminuição do nível de consciência, apatia intensa ou quadros de desorganização mental intensos.
Orientações
Avaliar a orientação do paciente
Funções Psíquicas - Sensopercepção
Esta função psíquica envolve dois conceitos: sensação e percepção.
A sensação pode ser definida como o fenômeno gerado por estímulos sensoriais (físicos, químicos ou biológicos variados) que produzem alterações nos órgãos receptores, estimulando-os.
A percepção pode ser caracterizada como a tomada de consciência pelo indivíduo do estímulo sensorial.
As alterações da sensopercepção mais comuns são ilusões (percepções distorcidas de um estímulo real), que em geral são auditivas ou visuais, e alucinações (percepção sem a presença de um estímulo real).
As alucinações podem ser auditivas, visuais, táteis, olfativas, cenestésicas, entre outras.
Alterações da sensopercepção
Compreendem as ilusões e alucinações
Ilusão: O fenômeno descrito como Ilusão se caracteriza pela percepção deformada, alterada, de um objeto real e presente EX: ventilador (aranha); árvore (monstro).
Alucinações: Define-se como alucinação como a percepção de um objeto, se m que este estejapresente, sem o estímulo sensorial respectivo. Ou seja, a alucinação é a percepção clara e definida de um objeto (voz, ruído, imagem) sem a presença do objeto estimulante real.
EX: a pessoa ver uma cobra na parede, somente ela está vendo, na parede não existe objeto algum.
Os tipos de alucinações são: auditivas, visuais, gustativas, olfativas e táteis.
Orientações
Atentar para o comportamento do paciente que está alucinando.Não confronte a alucinação do paciente
Observe se o paciente refere ouvir uma voz de comando dizendo para matar-se ou matar alguém.
Administrar antipsicóticos
Funções Psíquicas - Memória
Pode ser definida como a capacidade de registrar, manter e evocar as experiências e fatos já ocorridos.
As alterações da memória mais comuns são as quantitativas com aumento da velocidade de afluência dos conteúdos da memória (hipermnésias) ou com perda da capacidade de fixar ou de manter e evocar tais conteúdos (amnésias ou hipomnésias).
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA MEMÓRIA
Amnésias (ou hipomnésias): Denomina-se amnésia, de forma genérica, a perda da memória, seja a da capacidade de fixar ou a da capacidade de manter e evocar antigos conteúdos mnêmicos.
Amnésia anterógrada: O indivíduo não consegue mais fixar elementos mnêmicos a partir do evento que lhe causou o dano cerebral EX: o indivíduo não se lembra do que ocorreu nas semanas (ou meses) depois de um trauma cranioencefálico.
Amnésia retrógrada: O indivíduo perde a memória para fatos ocorridos antes do início da doença ( ou trauma)
Amnésia lacunar: O indivíduo não se lembrar de um período do acontecimento formando uma “lacuna” quando fala sobre o assunto
Orientações
Verificar se há perda da memória recente principalmente do idoso.
Certificar-se se o paciente está lembrando de ingerir os medicamentos, alimentos.
Orientar a família sobre como conduzir o tratamento do paciente
Funções Psíquicas - Afetividade: Afeto/Humor
Este termo compreende vários componentes das vivências afetivas como o humor, a emoção, os sentimentos entre outros.
O humor pode ser caracterizado como o estado emocional basal de um indivíduo em um determinado momento e que influencia o seu comportamento e colore sua percepção de ser no mundo.
A emoção é um estado afetivo mais intenso, de curta duração, originado em geral de estímulos internos ou externos.
Os sentimentos, por outro lado, são estados afetivos mais estáveis e atenuados, menos reativos a estímulos passageiros e em geral estão associados a conteúdos intelectuais, valores e representações.
Alterações patológicas da afetividade
Alterações do Humor
Distimia: é o termo que designa a alteração básica do humor, tanto no sentido da inibição como no sentido da exaltação.
Disforia: diz respeito à distimia acompanhada de uma tonalidade afetiva desagradável, mal humorada.
Eutímico: o indivíduo apresenta-se naquele momento com o humor normal.
Hipotimia: refere-se á base afetiva de todo transtorno depressivo.
Hipertimia: refere-se a humor patologicamente alterado no sentido da exaltação e da alegria.
Euforia: define o humor morbidamente exagerado, no qual predomina um estado de alegria intensa e desproporcional às circunstâncias.
Puerilidade: é uma alteração do humor que se caracteriza pelo aspecto infantilizado, regredido.
Ansiedade: é definida como estado de humor desconfortável apreensão negativa em relação ao futuro inquietação interna desagradável. Inclui manifestações somáticas e fisiológicas.
Alterações das emoções e dos sentimentos
Apatia: é a diminuição da excitabilidade emotiva e afetiva. Os pacientes queixam-se de não poderem sentir nem alegria, nem tristeza, nem raiva nada... (quadros depressivos).
Embotamento afetivo: é observável, constatável por meio da mímica, da postura da atitude do paciente. Ocorre tipicamente nas formas negativas, deficitárias de esquizofrenia.
Alterações das emoções e dos sentimentos
Anedonia: é a incapacidade total ou parcial de obter e sentir prazer com determinadas atividades e experiências da vida. O paciente com anedonia não consegue mais sentir prazer sexual, não consegue desfrutar de um bom papo com os amigos, de um almoço gostoso com a família, de um bom filme etc.... Labilidade afetiva (afeto lábil): são os estados nos quais ocorrem mudanças súbitas e imotivadas de humor, sentimentos ou emoções.
Ambivalência afetiva: é um termo que descreve sentimentos opostos em relação a um mesmo estímulo ou objetos sentimentos que ocorrem de modo absolutamente simultâneo.
Assim, o indivíduo sente, ao mesmo tempo, ódio e amor, rancor e carinho por alguém.
O poeta romano Catulo diz: ”Odeio e amo. Por quê? _você quer saber. Não sei, mas sinto assim e me atormenta”.
As alterações do humor podem ser observadas pelo médico (p. ex., um rosto infeliz) ou sentidas apenas pelo paciente (p. ex., desesperança).
Os adjetivos mais comuns para descrever o humor são: deprimido, triste, vazio, melancólico, angustiado, irritável, desconsolado, expansivo, excitado, eufórico, maníaco, ansioso, com raiva, expansivo, vazio, culpado e muitos outros.
É importante também a caracterização da intensidade, da duração e de possíveis flutuações.
O humor pode ser lábil, flutuar ou alternar rapidamente entre os extremos (p. ex., rindo alto e de modo expansivo em um momento, choroso e desesperado no seguinte).
Orientações
Observar comportamento silencioso
Atentar para risco de suicídio
Administrar estabilizador do humor
Controlar exacerbação sexual no caso de euforia da fase maníaca
Funções Psíquicas - Volição
A definição da volição ou vontade envolve a compreensão do processo volitivo.
Esse processo ocorre em 4 fases: intenção, deliberação, decisão e execução.
1. A fase de intenção ou propósito envolve a influência dos desejos, impulsos e temores sobre a vontade do indivíduo.
2. A fase de deliberação diz respeito a ponderação consciente desta vontade pelo indivíduo, que analisa o que seria positivo ou negativo em sua decisão.
3. A fase de decisão é o momento culminante do processo volitivo, quando o indivíduo opta e inicia a ação.
4. A fase de execução constitui a etapa final do processo volitivo, na qual os atos ocorrem com a finalidade de realizar aquilo que foi mentalmente decidido.
As alterações da vontade mais observadas são: diminuição da atividade volitiva ou até abolição desta, em geral sob a queixa de que não tem vontade para nada, (hipobulia ou abulia); atos impulsivos patologicos, que são atos executados sem fase prévia de intenção, deliberação e decisão, de modo explosivo e instantâneo, e os atos compulsivos, que são atos reconhecidos pelo indivíduo como indesejáveis ou inadequados, havendo tentativas de resistir mas que, ao serem executados, trazem certa sensação de alivio imediata que logo é substituída pelo desconforto e necessidade de executar o ato novamente.
Funções Psíquicas - Psicomotricidade
A psicomotricidade pode ser caracterizada como a capacidade de determinar e coordenar mentalmente o conjunto de atos motores simples e complexos por um indivíduo.
Refletindo o ato motor como a expressão final do ato volitivo e associando muitas das respostas e alterações psicomotoras às vontades e alterações volitivas.
As alterações da psicomotricidade relacionadas a psiquiatria mais comuns são:
Agitação psicomotora (aceleração e exaltação de toda a atividade motora do indivíduo);
Lentificação psicomotora (movimentação voluntária torna-se lenta, difícil);
Catalepsia (exagero intenso do tônus postural, com redução da mobilidade passiva e hipertonia muscular global);
Flexibilidade cérica (o indivíduo ou parte do seu corpo é colocado em determinada posição e assim permanece como um boneco de cera);
Cataplexia (perda abrupta do tônus muscular);
Estereotipias motoras ( repetições automáticas e uniformes de um ato motor complexo);
Maneirismo (movimentos bizarros e repetitivos, geralmente complexos, que buscam certo objetivo);
Tiques (atos coordenados, repetitivos, resultantes de contrações súbitas, breves e intermitentes);
Conversão motora (surgimento abrupto de sintomas físicos como paralisias, contraturas conversivas, ataxias psicogênicas de origem psicogênica). 
Outras alterações psicomotoras também podem estar associados a questões psíquicas tais como:
alterações da marcha,
hiperventilação psicogênica,
algumas apraxias,
apragmatismo,
e outras; ou relacionadas ao uso de psicofármacos, tais como tremores, rigidez, discinesia, acatisia, distonia,entre outros.
Alterações da psicomotricidade
É observada na expressão final de alterações da volição (vontade) evidenciada na expressão corporal como a agitação psicomotora (APM).
Agitação psicomotora:
Exaltação motora
Agressividade
Irritabilidade
Hostilidade
Frangofilia
Taquipsiquismo acentuado
Orientações
Paciente agressivo deve ser medicado e contido no leito
Sempre explicar o procedimento da contenção
Observar comportamento de risco para fuga, agressão
Não demonstrar medo do paciente
Não contê-lo sozinho
Atos impulsivos e Atos compulsivos
Ato impulsivo: abole abruptamente as fases de intenção, deliberação e decisão e na reflexão, a análise, na ponderação, e a contenção dos impulsos e dos desejos. Impulsos Patológicos: incontroláveis instantâneo e explosivo
Ato compulsivo: difere do ato impulsivo por ser reconhecido pelo indivíduo como indesejável e inadequado, assim como pela tentativa de refreá-lo ou adiá-lo. Acontece:
Desconforto subjetivo
São egodistônicos (contrários aos valores morais e anseios de quem os sofre)
Há a tentativa de resistir
Há alívio ao realizar o ato compulsivo
Associados a ideias obsessivas Ex; lavar-se várias vezes, no TOC.
Impulsos e compulsões agressivas auto e heterodestrutivas
Automutilação
Tricotilomania
Frangofilia
Piromania
Impulso e ato suicida
Cleptomania
Jogo patológico
Bulimia
Compulsão por comprar
Lentificação psicomotora
Reflete a lentificação de toda a atividade psíquica (bradipsiquismo)
Flexibilidade cerácea: Ex: homem de cera
Estereotipia motora: são repetições automáticas.
Maneirismo: esteriotipia bizarra
Acatisia: inquietação motora, necessidade de andar de um lado para o outro.
Marcha robotizada: o paciente anda parecendo um robô, avaliar, pois ele pode estar impregnado, ou seja, “impregnação Neuroléptica”.
Apraxia: é a impossibilidade ou a dificuldade de realizar atos intencionais, gestos complexos, voluntários, conscientes, sem que haja paralisias. (lesões neuronais).
Funções Psíquicas - Pensamento
O pensamento é constituído por diversos elementos intelectivos como os conceitos, os juízos e o raciocínio.
Uma forma mais simples de analisar essa função psíquica é através do processo do pensar.
Tal processo envolve o modo como o pensamento flui - curso do pensamento, a sua estrutura básica - forma do pensamento, e o que dá substancia ao pensamento, seus temas e assuntos predominantes - conteúdo do pensamento.
As alterações mais comuns do pensamento quanto ao curso são aceleração, lentificação, bloqueio e roubo do pensamento.
Alterações do processo de pensar
Quanto ao curso
Aceleração do pensamento: mania, esquizofrenia, ansiedade intensa psicoses tóxicas.
Lentificação do pensamento: depressão grave, rebaixamento do nível de consciência e certas intoxicações.
Bloqueio.:Verifica-se o bloqueio do pensamento quando o paciente, ao relatar algo, no meio de uma conversa, brusca e repentinamente interrompe seu pensamento sem qualquer motivo aparente. O pensamento “para” é bloqueado.
Roubo: É uma vivência na qual o paciente tem a nítida sensação de que o seu pensamento foi roubado de sua mente, por uma força ou ente estanho, por uma máquina, uma antena etc...
Quanto a forma: Fuga de ideias. As associações das palavras deixam de seguir uma lógica. Por ex: amor, flor, cor, cidade idade, realidade.
Dissociação do pensamento
É o pensamento desorganizado incoerente e incompreensível.
Desagregação do pensamento
Neste caso há total perda da coerência, conceitos e ideias fragmentadas, muitas vezes irreconhecíveis, sem qualquer articulação racional. Acontecem na esquizofrenia.
Alterações do processo de pensar
Quanto ao conteúdo: A observação clínica indica que os principais conteúdos que preenchem os sintomas psicopatológicos são: Persecutórios, Depreciativos, Místicos, Grandeza.
Orientações
Não confrontar os delírios do paciente pois o delírio é uma convicção dele
Administrar os antipsicóticos
Observar comportamento de risco
Funções Psíquicas - Juízo de Realidade
O juízo é um elemento constitutivo do pensamento e implica o julgamento com base em elementos subjetivos, individuais e elementos sociais, históricos.
A atribuição de um juízo falso, não necessariamente é patológica, ele pode ser decorrente de crenças culturais, superstições, ignorância, preconceito, importância afetiva, etc. As alterações patológicas do juízo envolvem algumas idéias prevalentes ou sobrevaloradas (como por exemplo a idéia de estar gorda em uma paciente com anorexia) e os delírios. 
Estes últimos podem ser simples (com um tema único) ou complexos (com vários temas interligados), organizados ou não, com diversos graus de convicção, de desorganização, de preocupação, de incompatibilidade com a realidade, de extensão às esferas da vida do indivíduo, de comportamento desviante e de resposta afetiva com relação ao delírio.
Os conteúdos dos delírios podem ser persecutórios, auto-referentes, de influência, de grandeza, de ciúmes, de culpa, religioso, entre outros.
Funções Psíquicas - Linguagem
A linguagem, em especial na forma verbal, é o principal instrumento de comunicação dos humanos, além de ser fundamental na elaboração e expressão dos pensamentos, dos estados emocionais e da criatividade.
As alterações da linguagem podem estar associadas a quadros neurológicos ou psiquiátricos.
As alterações da linguagem secundárias a lesões neuronais compreendem as afasias (perda da linguagem falada e escrita pela incapacidade de compreender e utilizar os símbolos verbais), parafasias (indivíduo deforma determinadas palavras), agrafias (perda da linguagem escrita), alexias ( perda da capacidade de leitura) , disartrias (incapacidade de articular corretamente as palavras).
ALTERAÇÕES DA LINGUAGEM
Disartria é a incapacidade de articular corretamente as palavras
Disfemia é a gagueira (ansiedade e timidez e fatores orgânicos)
Logorréia existe a produção aumentada e acelerada (taquifasia) da linguagem verbal, um fluxo incessante de palavras e frases.
Mutismo ausência de resposta verbal oral por parte do doente.
Ecolalia é a repetição da última ou das últimas palavras que o profissional ou alguém no ambiente falou ou dirigiu ao paciente. Ex: qual seu nome? O paciente fala: Nome, nome, nome
Palilalia é a repetição automática pelo paciente da última ou das últimas palavras que ele próprio emitiu em seu discurso. Ele ocorre de forma involuntária, sem controle. Ex: ao falar sobre sua residência, o paciente diz: “Eu moro em uma casa em Jundiaí, casa em Jundiaí, Jundiaí, Jundiaí”.
Coprolalia é a emissão involuntária e repetitiva de palavras obscenas.
Mussitação é a produção repetitiva de uma voz muito baixa, murmurada, apenas movendo discretamente os lábios.
Solilóquio é quando ele fala sozinho.
Orientações
Procurar compreender o discurso do paciente
Proporcionar a melhor comunicação
Funções Psíquicas - Personalidade
Pode ser conceituada como a integração de traços psíquicos, abarcando todas as características individuais em sua relação com o meio e com outros indivíduos, incluindo todos os fatores físicos, biológicos, psíquicos e socioculturais de sua formação, combinando as tendências inatas e experiências adquiridas.
Os transtornos de personalidade correspondem ao conjunto de comportamentos e reações desarmônicas, envolvendo vários aspectos da vida do indivíduo, que ocorrem regularmente de forma estável e permanente e que trazem dificuldades e sofrimento a ele e/ou às pessoas com quem convive. 
O indivíduo pode apresentar alguns comportamentos e reações alteradas isoladas, sem apresentar efetivamente um transtorno de personalidade.
Os transtornos de personalidade mais descritos são paranóide, esquizóide, esquizotípica, borderline, sociopática, histriônica, ansiosa, anacástica (ou obsessiva) e dependente. 
Funções Psíquicas - Inteligência
A inteligência indica o conjunto das habilidades cognitivas do indivíduo, a resultante dos diferentes processos cognitivos.
Referindo-seà capacidade de identificar e resolver problemas novos, de reconhecer adequadamente as situações vivenciais mutáveis e encontrar soluções satisfatórias possíveis para si e para o ambiente, reagindo às exigências de adaptação biológica e sociocultural.
Alguns autores especificam diferentes tipos de inteligência como a inteligência social, emocional, intrapessoal, etc. 
Dependendo do grau e comprometimento
Dificuldade de aprendizagem
Dificuldade na fala
Dificuldade na adaptação social
Conduta pueril
Deficiência física associada
Irritabilidade/isolamento
Orientações
Auxiliar ou realizar procedimentos ao deficiente intelectual
Estimular a participação em terapias de grupo
Supervisionar os cuidados ao deficiente intelectual
Na avaliação psicopatológica da inteligência ela é considerada como um todo, levando em consideração o rendimento intelectual nas suas diversas áreas.
Para tal avaliação são utilizados múltiplos testes individuais padronizados que resultam em uma medida convencional da capacidade intelectual, chamada de quociente de inteligência (QI).
As alterações da inteligência referem-se a resultados de QI abaixo da média esperada para uma determinada população: inteligência limítrofe e retardo mental, este último pode ser classificado como leve, moderado, grave ou profundo. 
Cérebro
hemisférios
Direito – raciocínio
Esquerdo – verbal
Os hemisférios apresentam funções diferentes, mas inter-relacionadas.
Lobos cerebrais
A substancia cinzenta do cérebro é chamada de córtex cerebral e este é dividido em quatro áreas:
Lobo frontal
Lobo occipital
Lobo parietal
Lobo temporal
Base do sistema nervoso: o neurônio
OBRIGADA 
Fonte: http://www.who.int/features/factfiles/mental_health/en
image1.jpg
image2.jpg
image3.png
image4.jpg
image5.jpg
image6.jpg
image7.jpg
image8.jpg
image9.jpg
image10.jpg
image11.jpeg
image12.jpeg
image13.jpeg
image14.png
image15.png
image16.svg
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {
 stroke:#4472C4; 
}
 
image17.png
image18.svg
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {
 stroke:#4472C4; 
}
 
image19.png
image20.svg
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {
 stroke:#4472C4; 
}
 
image21.jpg
image22.jpeg
image23.jpeg
image24.jpg

Mais conteúdos dessa disciplina