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Nome:Stella da Matta Machado Safe ; Juliana de Oliveira Notório Ribeiro Período: 8º período Turma: A Disciplina: Direito Tributário II Professor: Paulo Coimbra Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Direito 1º Estudo Dirigido de Direito Tributário a) O que é imunidade? Destaque seu conceito e suas distinções da Isenção b) Dê 3 exemplos de imunidades genéricas e 3 de imunidades específicas. c) Dê 2 exemplos de imunidades subjetivas e 2 de imunidades objetivas. d)Qual o conceito de tributo? Quais as suas espécies de os critérios para sua diferenciação? e) Destaque as regras para a repartição da competência tributária para cada espécie de tributo, previstas na CR/88. f) Dê 3 exemplos de princípios tributários constitucionais formais e 3 materiais. g) Dê 5 exemplos de princípios tributários constitucionais explícitos e, ao menos, 1 implícito. a) A imunidade é uma proteção dada aos contribuintes e consiste em uma não incidência tributária, prevista constitucionalmente. A isenção tributária, por sua vez, é conferida pelo próprio poder público com previsão legal. Na isenção a obrigação tributária existe, porém a lei dispensa o pagamento do tributo. As imunidades podem ser dadas tanto para imposto como para taxas e contribuições especiais, contudo atinge somente as obrigações principais e não as acessórias. No caso da isenção, embora tenha ocorrido fato gerador de tributo e haja incidente, o ente está impedido de constituir e cobrar o crédito tributário. Alguns autores consideram a isenção como uma exclusão de crédito tributário. b) As imunidades genéricas destinam-se a todos os impostos, como por exemplo: · Imunidade recíproca às pessoas políticas, art. 150, VI, “a” da CR · Imunidade do patrimônio, renda e serviços das autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo poder público, art. 150, §2º da CR · Imunidade de partidos políticos, sindicatos dos empregados, instituições assistenciais e educacionais sem fins lucrativos, art. 150, VI, “c” da cR As imunidades específicas, por sua vez, referem-se a um único imposto, como por exemplo, imunidade com relação ao IPI, ao ITR e ao ICMS. c) Como exemplos de imunidades subjetivas temos a imunidade recíproca das pessoas políticas, autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, a imunidade dos templos. As imunidades objetivas estão relacionadas a determinados fatos, bens ou situações e versam sobre coisas, apesar de também beneficiarem as pessoas. Como exemplo podemos citar a imunidade tributária sobre livros, jornais e periódicos, e sobre o papel destinado à sua impressão d) Conforme art. 3º do CTN o conceito de tributo é “ toda prestação pecuniária compulsória em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.” As classificações das espécies tributárias são feitas por dois ramos distintos do direito, Direito Tributário e Direito Constitucional. O Código Tributário Nacional classifica três espécies pertencentes ao gênero tributo: impostos, taxas e contribuições de melhoria (Artigo 5º do Código Tributário Nacional). A Constituição Federal classifica outras espécies não codificadas: empréstimos compulsórios, contribuições sociais interventivas econômicas e contribuições profissionais (Artigos 147 e 148 da Constituição Federal). e) A competência tributária é privativa; incaducável; de exercício facultativo; inampliável; irrenunciável; indelegável. Se um dos entes políticos não exercer a sua faculdade para instituir os tributos, nenhum outro ente poderá tomar o seu lugar. Não se pode confundir Competência com Capacidade. A competência tributária poderá ser: 1) Privativa: ocorre quando a entidade política que recebe o poder de decretar determinado tributo é uma única, não se admitindo que outra entidade política atinja tal área, ficando com competência idêntica. Ex: Caso da União diante do IPI. 2) Comum: ocorre quando duas ou mais entidades políticas recebem poderes para decretar um mesmo tributo. É o caso do Estado e Município diante do imposto sobre a circulação de combustíveis líquidos e gasosos. 3) Residual: ocorre quando determinada entidade política fica com o poder de decretar outros tributos, diferentes dos previstos. É o caso da União, que tem competência para decretar “outros impostos”, diferentes dos que constam na Constituição. f) g) A Constituição Federal de 1988 consagrou os princípios tributários explícitos no capítulo “Do Sistema Tributário Nacional”, na seção “Dos Princípios Gerais” (arts.145 e seguintes), do Título VI, que trata “Da Tributação e do Orçamento”, tendo como exemplo o princípio da legalidade, princípio da isonomia, princípio da capacidade contributiva, princípio da irretroatividade e princípio da anterioridade Temos como princípio implícito constitucional de direito tributário princípio da indelegabilidade da competência tributária image1.jpg