Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

FILOSOFIA 
MORAL E 
ÉTICA 
Na aula anterior ... 
•Diferença entre consciência psicológica e 
consciência moral. 
•Método simplificado para a qualificação 
dos atos humanos. 
CONSCIÊNCIA PSICOLÓGICA 
• Do ponto de vista psicológico, a 
consciência é o sentimento de 
nossa própria identidade: é o EU, 
um fluxo temporal de estados 
corporais e mentais, que retém o 
passado na memória, percebe o 
presente pela atenção e espera o 
futuro pela imaginação e pelo 
pensamento. 
Consciência Moral 
• É a capacidade para compreender e interpretar sua 
situação e sua condição (física, mental, social, 
cultural, histórica), viver na companhia dos outros 
segundo as normas e os valores morais definidos 
por sua sociedade e agir tendo em vista fins 
escolhidos por deliberação e decisão. 
• É a capacidade para reconhecer os valores, os 
preceitos e as leis morais e a aplicação destes à 
ação humana. 
 
-Natureza 
-Circunstância 
-Intenção 
Método 
simplificado para 
a qualificação 
moral dos atos 
humanos: 
 
 
UNIDADE DIDÁTICA II: 
01. A Ética das Virtudes: Sócrates. 
Objetivos 
 
- Explicar a Ética Socrática. 
- Explicar o método dialético socrático. 
- Explicar o conceito socrático de virtude. 
- Avaliar situações práticas da vida profissional militar. 
 
GRÉCIA: BERÇO DA FILOSOFIA OCIDENTAL 
 
 Filosofia antiga: Grécia, por volta de VII a.C. Subdivide-se, de 
modo geral, em: 
 
• pré-socrática (Tales, Anaximandro, Pitágoras, Parmênides, 
Heráclito, Zenão de Eleia, entre outros) 
• clássica (destaque para Sócrates, Platão e Aristóteles) 
• helenística (Epicuro, Zenão de Cício, Pirro, entre outros) 
• greco-romana (Sêneca, Cícero, Plotino, Plutarco, entre 
outros) 
 
GRÉCIA: BERÇO DA FILOSOFIA OCIDENTAL 
 
 Filosofia antiga: Grécia, por volta de VII a.C. Subdivide-se, de 
modo geral, em: 
 
• pré-socrática (Tales, Anaximandro, Pitágoras, Parmênides, 
Heráclito, Zenão de Eleia, entre outros) 
• clássica (destaque para Sócrates, Platão e Aristóteles) 
• helenística (Epicuro, Zenão de Cício, Pirro, entre outros) 
• greco-romana (Sêneca, Cícero, Plotino, Plutarco, entre 
outros) 
 
Período pré-
socrático: 
Período Arcaico (800-500 a.C.): fase na qual surgiu 
a pólis, o modelo de cidade-estado dos gregos. A 
cultura grega expandiu-se pelo Mediterrâneo por 
conta da colonização e de avanços significativos, 
como a invenção do alfabeto fonético. 
A característica básica do modelo de cidade que se 
estabeleceu na Grécia foi a autonomia em todos os 
aspectos: jurídico, político, econômico, religioso 
etc. Isso significa que a Grécia nunca fui um 
império com território coeso e fronteiras 
definidas. Ela era basicamente uma região que 
aglomerava povos com cultura e idioma comuns. 
Período pré-
socrático: 
A religião politeísta grega tinha uma forte 
marca humanista. Os deuses possuíam, ao 
mesmo tempo, características humanas e 
divinas. 
Os heróis gregos (semideuses) eram os filhos 
de deuses com mortais. 
A mitologia grega também era muito importante na vida 
desta civilização, pois através dos mitos e lendas, os 
gregos transmitiam mensagens, tradições, explicações 
sobre o funcionamento do mundo. 
Os gregos acreditavam ser possível consultar os deuses 
sobre questões importantes da vida cotidiana nos 
oráculos. O oráculo mais importante era o de Delfos. 
Pitágoras 
(Alcmeon e Filolau 
de Crotona) 
PRÉ-SOCRÁTICOS 
ESCOLA JÔNICA ESCOLA ITALIANA PLURALISTAS OU ECLÉTICOS 
Xenófanes de 
Colofon 
Heráclito 
(MOBILISTA) 
MONISTAS e MOBILISTAS 
Tales de Mileto 
(Anaximandro e 
Anaxímenes) 
Parmênides 
(MONISTA) 
Melisso 
Anaxágoras Empédocles 
Leucipo e 
Demócrito 
(ATOMISTA) 
640 a.C. 
450 a.C. 
SÓCRATES 
469 a.C. 
PRÉ-
SOCRÁTICOS 
Qual é o elemento 
que deu origem ao 
mundo? 
Como surgiu a vida? 
PRÉ-
SOCRÁTICOS 
Eles tinham por objetivo a 
construção de uma cosmologia, uma 
explicação racional e sistemática das 
características do universo que 
substituísse a tradição mítica da 
época. 
Tentaram descobrir, com base na 
razão e não na mitologia, o princípio 
substancial ou substância primordial 
(a arché, em grego) existente em 
todos os seres humanos. 
O QUE PENSAVAM ... 
Considerado o 1º filósofo. 
Elemento primordial: água, 
presente em todas as coisas vivas. 
Elemento primordial: apeiron (o 
ilimitado o indeterminado). 
Elemento primordial: ar. Um 
elemento quase inobservável mas 
perceptível e gerador de 
movimento. 
Elemento primordial: terra. 
Elemento primordial: fogo ou o “vir 
a ser”. A natureza se caracteriza 
pelo movimento, todas as coisas 
estão em fluxo. 
O QUE PENSAVAM ... 
Monista: o ser é único, imutável, 
infinito e imóvel. Para ele, havia dois 
caminhos para a compreensão da 
realidade. O primeiro é o da verdade, 
da razão, da essência. O segundo é o 
da opinião, da aparência enganosa. 
Formulou a noção dos paradoxos 
(proposição que contraria os princípios 
gerais que orientam o pensar humano 
ou crença compartilhada pela maioria; 
aparente falta de lógica). 
Elemento primordial: o número, 
cujo equilíbrio se faria pela 
proporcionalidade existente no 
cosmo. O mundo teria surgido da 
fixação de limites para o ilimitado, 
da imposição de formas numéricas 
sobre o espaço. 
Alcmeon 
O QUE PENSAVAM ... 
Elemento primordial: nous 
(espírito). Concebeu a realidade 
como composta de uma 
multiplicidade infinita de 
elementos a que denominou 
homeomerias. 
Elemento primordial: agregação ou 
desagregação dos quatro 
elementos (ar, água, terra e fogo). 
Discípulo de Parmênides. Contra os 
mobilistas. Tudo o que vemos de 
movimento não passa de ilusão 
dos nossos sentidos. 
Elemento primordial: átomo, 
(partículas invisíveis e indivisíveis, 
segundo eles, em constante 
movimento espiralado, vórtices) e 
vazio (ausência do ser). Os átomos se 
atraindo e se repelindo gerariam os 
fenômenos naturais e o movimento. 
Período 
socrático: 
Período Clássico (500-338 a.C.): corresponde 
ao auge da civilização grega, sobretudo pelo 
grande avanço que a arte e a cultura gregas 
alcançaram, e o início de seu declínio. 
Entre 430 e 400 a.C., Esparta (oligarquia) e Atenas 
(democracia) se enfrentaram na guerra do Peloponeso. 
Problemas políticos e disputas de poder foram alguns dos 
motivos que levaram Atenas à derrota e abriu espaço 
para o domínio estrangeiro em seu território. 
Entre 490 e 470 a.C., Esparta e Atenas uniram-se para 
repelir a invasão persa. Esparta forneceu seu exército e 
Atenas sua Marinha. Após o término da luta, Atenas 
transformou sua marinha em frota mercante e tornou-se 
uma das maiores cidades comerciais do mundo antigo. 
A virada humanística 
•Em Atenas, começou a crescer a importância da 
argumentação racional para a participação dos 
cidadãos na Pólis. 
 
•Cada cidadão poderia defender e expor de forma 
pública suas opiniões na Ágora. 
 
Cidadão, dentro da lógica 
ateniense, era o homem nascido 
na cidade, filho de atenienses e 
com mais de 21 anos. 
 
Um cidadão grego cumpre seus deveres (financeiro, militar, religioso) e, em troca, tem o 
privilégio de participar do governo do estado, é protegido pelas leis e pelos deuses da 
cidade (cada cidade tem seus próprios deuses e cultos reservados para os cidadãos). 
 
• Essa forma direta de exposição de 
ideias é considerada o início da 
democracia. 
 
• O ser humano e suas questões éticas 
e humanísticas passam a ter mais 
importância nesse cenário. 
SOFISTAS 
• Mestres na retórica e na oratória, eles 
percorriam as cidades-estados 
oferecendo seus ensinamentos, suas 
técnicas e habilidades na arte de 
argumentar. 
• Os termos sofista e sofisma (que 
atualmente designam um raciocínio 
aparentemente correto, mas que, na 
realidade é falso ou inconclusivo) 
acabaram por adquirir uma conotação 
pejorativa. 
• Os sofistas passaram à história como 
manipuladores da opinião, que 
vendiam suas habilidades retóricas a 
quem pagasse mais. 
Sócrates 
(469 – 399 a.C.) 
Foi um marco não só 
devidoà influência, mas 
por introduzir uma nova 
perspectiva na discussão 
filosófica, a problemática 
humana e social, as 
questões éticas e morais, 
que ainda não haviam 
sido discutidas. 
 
• Nascido em Atenas, Sócrates (469-399 a.C.) era filho de 
um escultor e de uma parteira. 
• Ensinava o saber filosófico em praça pública, 
conversando com os jovens e sempre demonstrando 
que era preciso unir a vida concreta ao pensamento. 
• Não escreveu nenhum livro; as principais referências 
estão nos escritos de Platão. 
• Abandonou as questões cosmológicas e preocupava-se 
com as questões metafísicas, como o bom, o belo, a 
justiça, a virtude, a coragem etc. 
• Não cobrava para ensinar. 
• Acusado de corromper a juventude e não aceitar os 
deuses da cidade, foi condenado a beber Cicuta. 
 
 A pergunta fundamental para 
esse filósofo era: o que é a 
essência do ser humano? Para 
qual respondia: sua alma. (aqui 
entendida como sede da razão, 
o nosso eu consciente que inclui 
consciência psicológica e 
consciência moral). 
 Por isso o conhecimento era um 
dos pontos básicos de sua 
filosofia: 
“Conhece-te a ti 
mesmo”. 
A filosofia começa 
quando se aprende a ter 
dúvidas, a questionar 
suas crenças, dogmas e 
paradigmas. 
PARA SÓCRATES ... 
•Uma vez que sabemos quem somos, saberemos 
sempre o que é certo e como nos comportar. 
•Assim, a moralidade não é simplesmente obedecer à 
lei. 
•Moral não é o tipo de conhecimento que se pode 
ensinar, pois o conhecimento real é sobre a essência 
das coisas, que cada um tem que descobrir por si 
mesmo. 
ÉTICA 
Sofistas: concepção ética 
relativista ou subjetiva. Não 
existem normas e verdades 
universalmente válidas. 
Sócrates: concepção ética 
racionalista. Saber universalmente 
válido, decorrente da alma racional 
humana. 
Definição de virtude 
A virtude é a prática do bem, decorrente do 
conhecimento da essência dos valores morais. 
OBS: O vício decorre da ignorância do bem. 
“Se a ideia grega de virtude é a da excelência 
da coisa; quando essa coisa é o homem, 
então, a virtude significa a excelência do 
cidadão, seu esforço para tornar-se o melhor 
possível e atingir o ideal do homem 
verdadeiramente homem”. 
Para Sócrates: 
- As virtudes éticas são 
universais (ponto de partida 
para a metafísica); 
- As virtudes ensinam 
(ninguém é voluntariamente 
mau, o mal reside na 
ignorância de si); 
- As virtudes dependem do 
conhecimento que temos 
delas. 
O Método 
Socrático 
 A concepção filosófica 
de Sócrates pode ser 
caracterizada como um 
método de análise 
conceitual através do 
qual se busca a 
definição para uma 
determinada coisa, 
geralmente uma 
virtude ou qualidade 
moral mediante o 
diálogo crítico (ou 
dialética). 
Dialética X Sofística 
 
-Dialética: objetiva purificar o discurso, livrando-
o de suas contradições, partindo do confronto de 
exemplos e de opiniões particulares para se chegar 
às definições universais. 
 
- Sofística: objetiva vencer o adversário por meio 
de argumentos da persuasão retórica, impondo a 
particularidade das opiniões. 
 
Método 
Socrático 
Ironia: teste das opiniões 
defendidas pelo interlocutor, 
levando-os a manifestar a 
incoerência de seus pensamentos e 
atos. 
Maiêutica: a arte de “parir ideias”; 
arte do diálogo, questionamento 
judicioso que leve o interlocutor a 
extrair a verdade de dentro de si 
mesmo. 
 Após comprovar que o saber de seu interlocutor 
estava baseado meramente em opiniões, Sócrates 
iniciava um diálogo no qual procurava fazê-lo buscar, 
dentro de si mesmo, a definição dos conceitos sobre 
os assuntos debatidos, normalmente relacionados a 
questões morais. 
 Assim como o intelecto se desenvolve pelo 
exercício da aprendizagem, também a virtude 
resulta da prática, do hábito. 
 Por isso, Sócrates afirmava que “virtude é 
conhecimento”. 
 
PARA 
REFLETIR ... 
• Sócrates pensava a moralidade como 
um tipo de autodescoberta; mas a 
moralidade não é mais uma questão 
das nossas relações com outras 
pessoas e de assumir as 
responsabilidades por nossas ações? 
 
• Sócrates afirmava que uma vez que o 
homem conhecia o que é certo, 
nunca mais faria o errado. E quanto 
às pessoas que mesmo sabendo o 
que é certo escolhem fazer o que é 
errado? Você não tem que escolher 
fazer o certo assim como saber o 
que é isso?

Mais conteúdos dessa disciplina