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Aula 14 de Agosto 2025 Odontologia social e ética Processos de trabalho odontológicos: - direitos e deveres - formalidades e informalidades - ponto de vista legal, ético e jurídico - comunicação com o paciente - atendimento - contratos de prestação de serviço e outros - planejamentos financeiros - mecanismos formais e éticos para realização de um serviço decente e com responsabilidade - prescrição de medicamentos e atestados - pleno emprego = existe trabalho para os indivíduos porém é necessário organização e formalização a importância para a sociedade dos valores morais: - a odontologia unida as questões morais e filosóficas que demandam a postura do profissional frente a seus pacientes e outras situações - transformação social e como impacta na população brasileira e na realidade odontológica nesse cenário - uso de mídias sociais no cenário odontológico - situações de agressão e abusos a serem analisados e investigados (levantamento de suspeitas; negligências) A vida em sociedade necessita da moral para garantir o mínimo de ordem social - A ética é encarregada de estudar e organizar sistematicamente a moral, sendo que, a moral possuí um aspecto mais individual e por isso surgem embates entre o que diferentes pessoas acreditam. - levando as questões como preconceito - organização e sistematização do atendimento que seja tolerante e respeitosa - código de ética odontológico Aristótele - A máxima “o homem é, por natureza, um animal político”, retirada da política de Aristóteles, representa a forma como esse filósofo antigo enxergava parte da essência do ser humano: um ser pensante, capaz de uma comunicação aprimorada (a fala) ser dependente da vida em comunidade na pólis grega Conceitos para que a vida em comunidade seja exitosa, são necessárias algumas criações humanas, como as leis e os costumes - COMUNIDADE = palavra derivada d o étimo comum, que significa um conjunto de seres comuns uns aos outros que vivem juntos. - COSTUMES = são, a grosso modo, a própria moral. - MORAL = trata-se de um conjunto de valores, normas e noções sobre o que é certo ou errado, proibido e permitido, dentro de uma determinada sociedade. “o ser humano é, então, um animal capaz de criar uma moral com a finalidade de possibilitar a vida em sociedade” - Os costumes morais são valorativos, ou seja, ditam normas a partir de valores morais - Existe, no interior de cada sociedade, um conjunto de valores que especificam e diferenciam o que é bom do que é ruim, o que é o bem e o que é o mal, aquilo que é melhor do que é pior, o que pode e não pode ser feito, etc. - Isso significa dizer que os valores morais são uma espécie de “código de conduta” que dita como cada indivíduo deve agir no interior daquela sociedade para integrar-se e adaptar-se a ela. - Valores morais, por ser construído e consolidado no interior de cada sociedade, é variável, sendo impossível encontrar sociedades completamente distintas com valores morais absolutamente iguais. - Existe uma distinção dos costumes de acordo com as comunidades, regiões ou países (Assim sendo, no Brasil, temos uma moral que se distingue quase completamente da moral japonês. Nesse cenário é essencial a compreensão da moral do outro para obter um novo aprendizado) ____________________________________________________________________________ Aula 21 de Agosto de 2025 - O ser humano busca aplicar normas, regras, deveres, etc para justificar ações de acordo com a ética e moral de uma sociedade HISTÓRICAMENTE HISTÓRIA DA FILOSOFIA Sócrates foi o primeiro pensador a trazer para o trabalho filosófico a reflexão acerca de assuntos estritamente humanos, portanto , foi o introdutor da reflexão moral da filosofia - Platão, seu discípulo, continuou tratando do assunto, mas para que sua filosofia moral não confrontar a sua teoria do conhecimento, postulou que os valores morais são conceitos racionais eternos e imutáveis - Essa idéia exige a noção de que há um conceito de bem, o Bem em si, um conceito de mal, o Mal em si e ideias racionais que caracterizam imutavelmente qualquer noção de valor moral possível ARISTÓTELES - estabeleceu um campo de estudos dentro da filosofia chamado de ética; responsável por estudar, qualificar e estabelecer as diferenças morais, organizando-as em um sistema racional que diferencia o que deve do que não deve ser feito em um pólis para que a vida em comunidade prossiga sem transtornos NA IDADE MÉDIA - retrocesso - os filósofos submeteram-se completamente à moral cristã como a única possível e verdadeira, e o modo de pensar reinante no ocidente cristão até os dias de hoje NA MODERNIDADE - com o desenvolvimento de ilusionismo e a irrupção das grandes revoluções, o pensamento europeu estabeleceu grandes diferenças no modo de valores que afetaram a vida social SÉCCULO XXIX - O filósofo alemão Friedrich Nietzsche teceu duras críticas à moral ocidental, ainda fortemente determinada pelo valores cristãoes, acusando-a de ser uma moral que subjuga o ser humano com ser natural , castra sua força e sua capacidade de criação e nega a sua própria vida - Consenso entre os filósofos que teorizam a moral e os valores morais é o fato de que sem alguma forma de valorização e de costumes não existiria sociedade e nem civilização tal como a conhecemos. Qualquer tipo de vida em comunidade necessita de um estabelecimento mínimo de regras. CONSIDERAÇÕES - Sem costumes e a moralidade = barbárie cabe, porém, a cada indivíduo e a cada comunidade julgar se os costumes e os valores morais vigentes em seu meio e em seu tempo são os melhores e mais adequados para o funcionamento social, sem deixar de respeitar a individualidade e os direitos dos seres que compartilham a vida conjunta naquele lugar PRINCÍPIOS ÉTICOS - autonomia, beneficência, não-maleficência e justiça AUTONOMIA = relaciona-se com o livre-arbítrio e a vontade do paciente reger seus próprios atos, a capacidade de se governar, além do direito moral e legal de adotar suas próprias decisões, sem restrição ou coação, por mais benfeitoras que possam ser as intenções do profissional cirurgião-dentista, com base em seu valor e convicção. BENEFICÊNCIA = significa fazer o bem, descrito como dever fundamental do cirurgião-dentista - promoção do bem -estar dos outros , levando-se em consideração os desejos, as necessidades, assim como os direitos de outrem - o CD deve zelar pela saúde e pela dignidade do paciente - é sabido que erros devem ser evitados, porém, ao acontecerem, não determinam que s e tenha um mal profissional , pois podem ocorrer respostas negativas do paciente ao tratamento - “na visão odontológica, beneficiar o paciente significa ter cuidados desde a prevenção de danos à saúde bucal até a reabilitação oral” NÃO–MALEFICÊNCIA = refere-se a não causar dano e pode ser entendido de duas maneiras diferentes: 1. foca a prioridade de limitar a ação para não provocar danos 2. relacionada a obrigação de não causar dano ao paciente, o que é diferente da obrigação de ajudar o paciente, caracterizada nas decisões embasadas na habilidade clínica JUSTIÇA = Surge como outro princípio ético o qual visa dar às pessoas o que lhe é direito **** - cuidados no modo de lidar, falar, formalizar, diagnosticar —> considerar hipóteses - posturas para com o paciente (comentários e preconceitos) —> atribuição de juízo de valor (julgamento) - retrocessos na questão dos preconceitos - Dentista como agente de saúde —> há limitações profissionais no papel do dentista (dentista não é psicólogo) ____________________________________________________________________________ Aula 28 de Agosto de 2025 PRINCÍPIOS ÉTICOS - MEDIDAS DE AÇÃO algumas medidas a serem tomadas para o profissional se resguardar e evitar qualquer constrangimento, sejameles legais ou até mesmo de caráter interpessoal - manter um prontuário clínico bem elaborado e estar bem documentado (considerar privacidade - digital ou físico / fotografias); - buscar um bom embasamento científico na literatura; - não dar garantias, pois os trabalhos são feitos em bases biológicas com causas incertas e sujeitas a elementos fora do controle profissional - ter uma relação boa com o paciente - está é considerada a melhor forma - manter uma comunicação franca e honesta - demonstrar interesse e atenção - saber ouvir, alertar constantemente sobre os problemas existentes - ter cuidado nas indicações (cirurgia ou implantes) - ser sempre prudente DEONTOLOGIA não constituí regras de conduta de simples bom senso, modos de comportamento ou mero protocolo social → possuí conteúdo normativo de sentido ético e legal 1. qualidade de sensato, prudência e circunspecção 2. faculdade de julgar, de sentir, de apreciar; juízo, entendimento, percepção, sentido - SENSATO = adjetivo masculino que qualifica aquele que tem bom senso, aquele que faz a aplicação perfeita da razão para julgar ou raciocinar em cada caso particular da sua vida → Ser sensato significa ser prudente, cauteloso, previdente, grandes virtudes que levam o indivíduo a praticar o que lhe convém com moderação” - Ser sensato = racionalizar (considerar riscos, contexto e consequências) - sensato ainda é a expressão que qualifica aquela pessoa que é discreta, que é reservada em suas palavras e em seus atos - Aristóteles ressalta o valor da sensatez: “O ignorante afirma, o sábio duvida, e sensato reflete” - PRUDÊNCIA = virtude regida pela razão, que faz escolhas para o homem agir sabiamente, tendo em vista um bem comum a todos - CIRCUNSPECÇÃO = Uma avaliação sobre tudo e todos que nos rodeiam, para que nada possamos ser surpreendidos (antônimo = imprudência) - DEONTOLOGIA = o termo surge das palavras gregas “déon”, “déontos” que significa dever e “lógos” que se traduz por discurso ou tratado - sendo assim, a deontologia seria o tratado do dever ou o conjunto de deveres, princípios e normas adaptadas por um determinado grupo profissional - a deontologia é uma disciplina da ética adaptada ao exercício de uma profissão - IMPERÍCIA = é caracterizada pela falta de observação das normas técnicas, por despreparo prático ou por insuficiência de conhecimento - IMPRUDẼNCIA = quando o profissional, por ação ou omissão, assume procedimentos de risco para o paciente sem respaldo científico, ou sobretudo, sem esclarecimento à parte interessada - NEGLIGÊNCIA = É decorrente do descaso, do pouco interesse quanto aos deveres e compromissos éticos com o paciente até com a instituição NOÇÃO SOBRE O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO - O decreto n° 20.931 foi um dos primeiros a regular o exercício da odontologia - Posteriormente a lei n° 1.314 determinou duas condições para o exercício da odontologia - Possuir diploma expedido por estabelecimento oficial ou legalmente reconhecido - Registro nos órgãos competentes - Atualmente a lei n° 5.081 de 1966 é responsável por regulamentar o exercício profissional da odontologia - Art. 1° = O exercício da Odontologia no território nacional é regido pelo disposto presenta na lei DO CIRURGIÃO DENTISTA - Art. 2° = O exercício da Odontologia no território nacional só é permitido ao cirurgião dentista habilitado por escola ou faculdade oficial ou reconhecida, após o registro do diploma na Diretoria do Ensino Superior , no Serviço nacional de Fiscalização da Odontologia sob cuja jurisdição, se achar o local de sua atividade - Art. 3° = Poderão exercer a Odontologia no território nacional os habilitados por escolas estrangeiras, após a revalidação do diploma e satisfeitas as demais exigências do artigo anterior - Art. 4° = É assegurado o direito ao exercício da odontologia , com as restrições legais, ao diplomado nas condições mencionadas no Decreto-Lei n° 7.718, de 9 de julho de 1945, que regularmente se tenha habilitado para o exercício profissional, somente nos limites territoriais do Estado onde funcionou a escola ou faculdade que o diplomou - reconhecimento pelo CRO e MEC (diferenças de reconhecimento do MEC e CRO) - Art. 5° = É nula qualquer autorização administrativa a quem não for legalmente habilitado para o exercício da Odontologia - Art. 6 ° = compete ao cirurgião dentista: (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei n° 6.215, de 30061975) - I = praticar todos os atos pertinentes a Odontologia, decorrente de reconhecimento adquiridos em curso regular ou em cursos de pós-graduação - II = prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas de uso interno e externo, indicadas em Odontologia → medicamentos - III = atestar, no setor de sua atividade profissional, estados mórbidos e outros, inclusive, para justificação de faltas ao emprego. (inciso com redação dada pela Lei n° 6.215, de 30/06/1975) → atestado - IV = proceder à perícia odontolegal em foro civil, criminal, trabalhista e em sede administrativa → questões legais e jurídicas do âmbito odontológico - V = aplicar anestesia local e troncular - VI = empregar a analgesia e a hipnose, desde que comprovadamente habilitado, quando constituírem meios eficazes para o tratamento → anestesia por óxido nitroso, anestesia geral… - VII = manter, anexo ao consultório, laboratório de prótese, aparelhagem e instalação adequadas para pesquisas e análises clínicas, relacionadas com os casos específicos de sua especialidade, bem como aparelhos de Raio X, para diagnóstico e aparelhagem de fisioterapia - VII = prescrever e aplicar medicação de urgência no caso de acidentes graves que comprometam a vida e a saúde do paciente → - IX = utilizar, no exercício da função de perito-odontológico, em casos de necropsia, as vias de acesso do pescoço e da cabeça