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DESCRIÇÃO Principais aspectos da gestão de uma força de vendas, bem como seu treinamento, sua remuneração e sua motivação. PROPÓSITO Apresentar o funcionamento de cada etapa do gerenciamento da força de vendas e suas aplicabilidades no mundo corporativo. OBJETIVOS MÓDULO 1 Relacionar a relevância da estratégia com o recrutamento e seleção e as demais etapas do gerenciamento da equipe de vendas MÓDULO 2 Identificar os programas e os métodos de treinamento fortalecedores do desenvolvimento dos funcionários MÓDULO 3 Listar as principais características da gestão de remuneração da força de vendas MÓDULO 4 Descrever o processo de avaliação de desempenho da força de vendas INTRODUÇÃO As transformações tecnológicas deram ferramentas novas aos consumidores. Na atualidade, existem mais possibilidades de comparação de produtos, uma ampla variedade daqueles oferecidos e assim por diante. Ganha força, nesse contexto, a necessidade de atender bem às demandas dos clientes. Diante desse desafio, as organizações devem preparar sua força de vendas, já que elas costumam ser responsáveis pelo primeiro contato com os consumidores. Atualmente, os consumidores têm o poder de buscar informações sobre qualquer coisa que eles queiram consumir. Isso impactou diretamente o processo de vendas das empresas. Com uma breve busca no celular, qualquer pessoa pode comparar preços, características de um produto ou serviço, conhecer a reputação de quem vende etc. Com tanta informação disponível, a expressão “encantar o cliente” é mais do que uma realidade — trata-se de um objetivo constante para qualquer equipe de vendas. Neste conteúdo, concentraremos nosso estudo nas estratégias de gestão da força de vendas. Essa é uma área de estudos que combina as estratégias de vendas com as ferramentas de recursos humanos (RH). MÓDULO 1MÓDULO 1 Relacionar a relevância da estratégia com o recrutamento e seleção e as demais etapas do gerenciamento da equipe de vendas ESTRUTURAÇÃO DO TIME DE VENDAS O estudo de estratégias de gestão de negócios é fundamental para aumentar as chances de sucesso de um empreendimento. De modo geral, as empresas podem enfrentar desafios. EXEMPLO A chegada de novas tecnologias, a entrada de novos concorrentes e as mudanças de hábito de consumo. Esses desafios são externos à organização — não se pode controlar, afinal, essas constantes mudanças no mercado. O que pode ser feito é acompanhá-las e garantir que as necessidades de seus clientes sejam plenamente atendidas. E como isso é possível? Por meio do planejamento estratégico em negócios. Portanto, na hora de refletir sobre a estruturação de qualquer time, em primeiro lugar, é preciso pensar na estratégia do negócio. Muitas vezes, as empresas têm planos estratégicos excelentes, mas não conseguem alcançá-los, pois o perfil e as competências de seus funcionários não combinam com o que é necessário para se obter o resultado esperado. Para perseguir os melhores resultados e construir uma equipe de colaboradores, um caminho seria olhar os documentos internos que apresentam a missão, a visão, os valores e os objetivos estratégicos da empresa. Além disso, sempre que possível, deve-se alinhar com os líderes da organização as prioridades da estratégia implementada. À primeira vista, a força de vendas é composta pelos profissionais que fazem a ponte entre a empresa e o cliente: os vendedores. Contudo, o conceito dessa força vai além do ato de se vender alguma coisa a alguém. Para Rackham e DeVicentis (1999), uma força de vendas tem como objetivo comunicar aos clientes o valor dos produtos ofertados pela organização. Após essa compreensão, já estamos embasados para começar a pensar em nosso time de vendas. A imagem a seguir apresenta cada etapa do gerenciamento da força de vendas: No marketing, tal conceito diz respeito à percepção de valor pelo cliente, ou seja, quais são os benefícios percebidos pelo consumidor ao comprar determinado produto oferecido. javascript:void(0) Imagem: Rodrigo Pessôa Etapas do gerenciamento da força de vendas. Neste conteúdo, abordaremos cada uma dessas etapas. Analisaremos a seguir a primeira delas: a etapa de recrutamento e seleção. RECRUTAMENTO E SELEÇÃO Trata-se da primeira etapa para a formação de uma equipe de vendas eficaz e alinhada aos valores e aos planos da empresa, que possa representá-la com competência perante o contratante. O time responsável pelo recrutamento e pela seleção na empresa atuará com os gestores das áreas na definição de responsabilidades desse profissional e na composição do perfil, o qual então será buscado. Idealmente, o gestor deve participar das entrevistas para dar sua opinião sobre qual é a melhor opção para a vaga. É muito importante que ele coloque suas percepções acerca do dia a dia da área e escolha os candidatos de acordo com suas preferências: Foto: Shutterstock.com Profissionais – candidatos que atendem ao perfil técnico, com experiência anterior e conhecimentos específicos da área. Foto: Shutterstock.com Pessoais – candidatos que gerem empatia no gestor por sua personalidade e seus valores. Alguns fatores são essenciais na escolha do profissional certo. A preferência pessoal do gestor sempre pesa na tomada de decisão, que deve ser feita em conjunto (RH + gerente da área). Na maioria das vezes em que a etapa de recrutamento e seleção é conduzida apenas pelo RH, com o gestor entrando somente na fase final para aprovar o candidato, o processo não tem o melhor grau de aproveitamento. O olhar de mais de uma pessoa e os insights trazidos pelo gestor são de extrema relevância para que um alinhamento fino seja feito ao longo das etapas da seleção. O que devemos considerar para um bom recrutamento e seleção para a força de vendas? O primeiro passo é pensar no cargo: definir e descrever em detalhes quais são suas atividades, as competências desejadas e que qualificações o gestor espera para então traçar a estratégia que levará ao perfil ideal. Para ajudá-lo nessa missão, o ideal é que o responsável do RH: Conheça muito bem a área do negócio. Inclua o “dono da vaga” (gestor) no processo, ajustando, em um alinhamento conjunto, detalhes bem importantes sobre a rotina do profissional. Além disso, identificar traços de personalidade e postura constitui uma ação ideal para se pensar na adaptação ao líder e ao resto do time, pois toda equipe é uma composição de personalidades e experiências diferentes, a qual, se possível, deve ser heterogênea, sem perder sua coesão a despeito de crenças e valores pessoais — pontos muito importantes para uma escolha consciente. Em seguida, é hora de buscar o profissional desejado, ou seja, fazer o recrutamento. Vamos entender melhor adiante como funciona esse processo. RECRUTAMENTO Segundo Barber (1998), trata-se de ações realizadas pelo RH para identificar e atrair possíveis candidatos. javascript:void(0) ASPECTOS FUNDAMENTAIS DO RECRUTAMENTO A atual disputa por talentos demanda que as organizações lutem por cada pessoa bem capacitada que seja encontrada. Para serem atraentes, elas precisarão saber o que os candidatos pensam e gostam, estabelecer relacionamento com eles e ser empregadoras de sua escolha (SNELL; MORRIS, 2019). O recrutamento pode ser feito a partir de duas fontes: 1. FONTES INTERNAS São aquelas que aproveitam os profissionais internos de uma organização. Hoje em dia, as grandes empresas já praticam muito a busca por aqueles que, em outros setores, desejam realizar uma movimentação em sua carreira. Essa movimentação é muito bem-vista, uma vez que o profissional já conhece bastante a cultura da empresa. Além disso, todos já estão cientes do bom trabalho que ele desempenha, minimizando, com isso, a chance de uma não adaptação. Também é possível praticar a indicação por parte dos atuais colaboradores do setor. Algumas empresas possuem até incentivos para recomendações que dão certo, ou seja, quando o profissional é bem avaliado e contratado.Listaremos alguns desses incentivos: Prêmio por indicação: Geralmente, é pago no momento da contratação ou alguns meses depois para garantir que o profissional permanecerá na empresa. Competição interna: O profissional que indica mais recebe um reconhecimento interno, que pode vir em forma de elogio ou algum tipo de prêmio (viagens, produtos ou folga). 2. FONTES EXTERNAS Para as fontes externas, a equipe de recrutamento pode utilizar sites de busca de profissionais, como LinkedIn, Vagas.com e Indeed, para encontrar currículos adequados aos requisitos obrigatórios da vaga. Além dos bancos de currículos, os recrutadores podem se valer de indicações externas, ou seja, aquelas que são realizadas por profissionais de referência no mercado. O recrutador tem potencial para ser a melhor fonte de pessoas. Ele, afinal, já está acostumado à empresa e ao setor de vendas. Por isso, pode aproveitar essa experiência para: Conversar com o mercado. Fazer networking. Pedir recomendação de pessoas que estejam bem alinhadas com o que ele busca. ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA SELEÇÃO Agora é o momento de selecionar o profissional mais adequado entre aqueles recrutados. As ações eficientes de seleção resultam nos talentos com o melhor desempenho e que podem trazer os melhores resultados para o negócio (SCHMIDT; HUNTER, 1998; BOUDREAU; RAMSTAD, 2003). SELEÇÃO Ações que, de acordo com Snell e Morris (2019), o RH cumpre para ajudar a organização a escolher o melhor candidato possível, buscando maximizar acertos e minimizar erros. javascript:void(0) Para selecionar as pessoas, os times de RH utilizam diferentes técnicas, como formulário de cadastro para a vaga, entrevistas, testes e checagem de referências profissionais em empresas anteriores. O mais comum é que essas técnicas sejam utilizadas em conjunto. Nessa etapa, são avaliadas todas as variáveis possíveis para eliminar qualquer dúvida sobre o candidato. Vejamos os três tipos de análise mais utilizados em uma seleção: a) Perfil pessoal Isso é essencial para definir se o profissional tem aderência à vaga. Durante as entrevistas, são avaliados diversos aspectos. Listaremos alguns deles a seguir: PERSONALIDADE COMUNICAÇÃO POSTURA CARÁTER VALORES PESSOAIS MOTIVAÇÕES b) Competência técnica Eis alguns dos valores avaliados na etapa de competência técnica: Experiência prévia na área. Conhecimentos específicos para a área de vendas, como, por exemplo, proficiência em um software. Conhecimento sobre o produto/serviço vendido ou sobre as técnicas de atendimento ao cliente a serem usadas ao longo do processo de venda. c) Histórico profissional Durante a entrevista, costuma-se checar alguns pontos de coerência na fala do profissional, ou seja, se o que ele relata sobre suas experiências anteriores condiz com as práticas de mercado. Por isso, é importante que o recrutador de vagas de vendas conheça muito bem seu setor e as boas práticas desse segmento. Além das observações feitas em entrevista, o recrutador deve buscar por referências profissionais. TOMADA DE DECISÃO E OFERTA Depois das etapas de recrutamento e seleção (entrevistas, testes e checagem de referências), todas as informações coletadas passam por um processo de análise para a tomada de decisão e a composição da oferta. OFERTA Pacote de remuneração oferecido ao candidato. Geralmente, a oferta é individualizada, atendendo às motivações colocadas pelo candidato ao longo das entrevistas. No entanto, é muito importante considerar os parâmetros que a organização possui. Toda empresa precisa dispor de uma estrutura mínima de cargos e salários — e ela deve ser levada em conta. Segundo o artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não é permitido pagar salários diferentes para pessoas ocupando cargos iguais. Dessa forma, motivações e normas internas precisam ser consideradas na montagem da proposta do novo integrante do time. SAIBA MAIS Pesquise o artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para compreender outros aspectos dessa abordagem. O momento da oferta é muito delicado, porque ele tem de ser muito assertivo para manter o profissional atraído pela vaga. A remuneração não é tudo, embora ela obviamente seja um ponto javascript:void(0) muito relevante na vida das pessoas. As empresas têm de valorizar o profissional que está ingressando em sua estrutura. Por que é importante cuidar da etapa de recrutamento e seleção? Imagine que um dos objetivos da equipe de vendas seja o de aumentar o nível de faturamento em 35% para o ano seguinte. Isso é, sem dúvida, uma meta bem ousada. Se você fosse o gestor dessa equipe, como faria isso, considerando que não tenha dedicado tempo e atenção para trazer os talentos adequados a seu time? Infelizmente, muitos gestores ainda pensam que esse processo deve ser 100% delegado ao departamento de RH. Isso não é uma verdade! O time de RH precisa ter um bom conhecimento das necessidades da organização, mas seria irreal cobrar que ele conheça todas as áreas em detalhes. Se você tem em mãos um desafio grande como o que acabamos de citar, aqui vão algumas dicas: Esteja atento para saber que tipo de pessoa vai se enquadrar à estrutura, à estratégia e ao estilo de gestão da empresa. Quando for sua vez de fazer perguntas na entrevista de seleção, concentre-se naquelas capazes de avaliar o nível de adequação que o candidato terá ao se juntar ao departamento. CONSTRUÇÃO DO PERFIL DE UM PROFISSIONAL DE VENDAS Dentro do tema de recrutamento e seleção, o vídeo abordará um exemplo prático de como uma empresa constrói o perfil de um profissional de vendas. Esse é o passo inicial para começar o processo de recrutamento e seleção de um time de vendas. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. É MUITO IMPORTANTE QUE A EMPRESA PENSE MUITO BEM NAS ETAPAS NECESSÁRIAS PARA FORMAR SEU TIME DE VENDAS. INDIQUE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA AS ETAPAS DO GERENCIAMENTO DA FORÇA DE VENDAS. A) Testes práticos, avaliação de certificações, sistema de comissões, indicadores e autogestão. B) Capacidade de prospecção, desenvolvimento contínuo, gratificações e prêmios, supervisão e leniência. C) Recrutamento e seleção, treinamento, remuneração e avaliação. D) Recrutamento, leniência, cargos e salários, indicadores e testes práticos. E) Seleção, remuneração, sistema de comissões, avaliação de certificações e treinamento. 2. NO MOMENTO DA SELEÇÃO DE PROFISSIONAIS DE VENDAS, ALGUMAS ETAPAS DEVEM SER CUMPRIDAS. UMA DELAS DIZ RESPEITO A) à entrevista com o CEO da empresa para garantir que todos estão satisfeitos com a escolha realizada. B) ao teste de proficiência em português para certificar que os candidatos possuem o mínimo de traquejo para a vaga. C) à entrevista com o RH e o gestor da área, pois ambos checarão a aderência do perfil pessoal e técnico à vaga ofertada. D) à checagem de referências profissionais para garantir que o profissional possui a carteira de clientes necessária à vaga. E) à oferta, que deve ser comunicada no mesmo dia da entrevista final para segurar o candidato. GABARITO 1. É muito importante que a empresa pense muito bem nas etapas necessárias para formar seu time de vendas. Indique a alternativa que apresenta as etapas do gerenciamento da força de vendas. A alternativa "C " está correta. Na hora de pensar em um time de vendas, a organização precisa partir da estratégia do negócio para então definir a gestão das pessoas que vão compor a força de vendas. Há cinco etapas para a gestão da força de vendas: 1. Recrutamento e seleção – definir o melhor perfil e escolher a pessoa mais adequada para compor a equipe. 2. Treinamento – compreender que competências precisam ser desenvolvidas e melhoradas no time. 3. Remuneração – montar um sistema de remuneração justo e que desperte motivação nos vendedores. 4. Avaliação – ajudar o profissional a compreender seu desempenho e a empresa a saber se está no caminho certo. 2. No momento da seleção de profissionaisde vendas, algumas etapas devem ser cumpridas. Uma delas diz respeito A alternativa "C " está correta. Um processo de seleção adequado precisa conter pelo menos duas entrevistas (com o RH e o gestor da área) para se certificar de que as percepções estão alinhadas. Idealmente, a oferta ao candidato só deve ser feita depois da checagem de referências, etapa em que se verifica se ele possui bons antecedentes e atende a todos os requisitos da vaga. MÓDULO 2MÓDULO 2 Identificar os programas e os métodos de treinamento fortalecedores do desenvolvimento dos funcionários COMPARAÇÃO DE CONCEITOS Antes de começarmos, tente responder à seguinte pergunta: você sabe a diferença entre treinamento, desenvolvimento e educação? Treinamento: Esforço planejado de uma empresa para facilitar o aprendizado de competências, conhecimentos, habilidades e comportamentos relacionados ao trabalho (NOE, 2015). Desenvolvimento: Aprendizagem global voltada para o crescimento individual e sem relação com trabalho específico (NADLER, 1984). Tem alguma semelhança com o treinamento, porém é mais abrangente e concentrado no futuro. Ele engloba a educação formal, as experiências de trabalho, os contatos, as avaliações de personalidade, as habilidades e os talentos que ajudam a fazer o trabalho ou a se preparar para funções que serão desenvolvidas no futuro (NOE, 2015). Educação: Conjunto de todos os processos pelos quais as pessoas adquirem uma compreensão do mundo e a capacidade de lidar com seus problemas (PONTUAL, 1978). A educação envolve as oportunidades de desenvolvimento que uma organização dá ao indivíduo com o objetivo de prepará-lo para ocupar cargos diferentes em outro momento dentro dela (NADLER, 1984). PARA ENTENDERMOS MELHOR ESSA DISTINÇÃO, ANALISAREMOS UM EXEMPLO A SEGUIR: Uma empresa tem um objetivo estabelecido: desenvolver a competência de atendimento ao cliente. Agora aplicaremos os conceitos mencionados a esse objetivo: Treinamento – Oferta de treinamento sobre o atendimento ao cliente. Desenvolvimento – Criar uma situação em que a pessoa treinada poderá aplicar aquilo que aprendeu, desenvolvendo experiência no assunto (atendimento ao cliente). Educação – A pessoa treinada chegou a um nível muito alto no desenvolvimento da competência (atendimento ao cliente) e isso lhe proporcionará assumir, no futuro, o cargo de gerente de customer experience (gerente de experiência do cliente). Pode-se inferir o seguinte sobre os três conceitos apresentados anteriormente: 1 Treinamento: Ação que visa gerar aprendizagem em algo específico e isolado. 2 Desenvolvimento: Conjunto de ações de treinamento para melhorar no longo prazo. 3 Educação: Ação com o prazo ainda mais longo, sendo um processo contínuo de desenvolvimento do ser humano. AMBIENTAÇÃO E APRENDIZADO CONTÍNUO Como qualquer contratação bem-feita, o primeiro passo da imersão de um profissional em uma empresa deve ser a ambientação dele, etapa em que ele é apresentado aos valores e às expectativas daquele ambiente empresarial. Na contratação da equipe de vendas, isso não é diferente. Pelo contrário: o profissional de vendas deve ser visto como um dos maiores representantes da marca. Ele, afinal, é o responsável por prospectar a empresa. Em um bom treinamento de ambientação, esse profissional já deve ser inserido em um ambiente muito amigável e engajador, no qual ele se sinta motivado a representar os produtos ou os serviços da companhia de forma bem natural. A maioria das empresas erra justamente nesse momento inicial, quando o profissional simplesmente é inserido em um ambiente competitivo e cheio de pressão. Hoje em dia, várias empresas têm metas financeiras muito ambiciosas. O profissional da área comercial é um dos principais responsáveis por entregar esses resultados, estando à frente da introdução do negócio em uma estratégia robusta. É esperado dos profissionais de vendas que: Dominem os produtos ou os serviços que vão vender. Tragam ideias que possam aperfeiçoá-los. Sejam pessoas leais. Entreguem resultados. Atender a essas expectativas demanda um programa de treinamento, desenvolvimento e educação (TD&E) abrangente e com constantes atualizações em seu conteúdo. As empresas estão em permanente evolução, trazendo inovações para seus processos e produtos. Os vendedores precisam estar prontos para falar deles e para representar tais inovações perante o mercado. Dessa forma, o lifelong learning é fundamental, já que o mundo evolui rapidamente todos os dias. LIFELONG LEARNING Termo utilizado atualmente para denominar o processo contínuo de capacitação dos colaboradores. O lifelong learning pode ser realizado interna ou externamente à empresa por meio de diversas fontes. EXEMPLO Treinamentos oferecidos aos funcionários dentro da própria estrutura da empresa e educação formal por meio de cursos presenciais ou a distância. Nesses casos, ela pode oferecer alguns benefícios financeiros para incentivar o engajamento de seus funcionários. TREINAMENTO EM VENDAS Depois de ser introduzido a esse ambiente empresarial, chegou a hora de você entender como será feito o trabalho desse vendedor. Trata-se, em suma, do momento de inseri-lo na estratégia empresarial, determinando qual será o papel de cada integrante do time dentro da definição regional e nacional de uma empresa. É essencial haver o alinhamento detalhado da responsabilidade de cada um para que os profissionais não batam cabeça no meio do caminho nem haja desconforto interno e externo, deixando transparecer para o mercado que a empresa não tem uma estratégia clara. Isso é muito grave, afinal, uma vez que a primeira impressão é estabelecida, fica muito difícil redefini-la. javascript:void(0) Sabemos que o treinamento em vendas é caro. Por isso, os gerentes precisam tomar um cuidado redobrado para que o tempo e o dinheiro sejam gastos de forma efetiva. Um programa completo de TD&E para a força de vendas, com tudo que vimos até aqui, será capaz de contribuir diretamente para os resultados financeiros da empresa, além de afetar, de forma positiva, o clima organizacional, pois é muito provável que tais profissionais se sintam motivados, engajados e orgulhosos perante a empresa. ETAPAS DO PROCESSO DE TREINAMENTO Vejamos as seis etapas do processo de treinamento em vendas elencadas por Ingram e demais autores (2009): ETAPA 1 Entender as necessidades da equipe. ETAPA 2 Definir os objetivos que se espera alcançar a partir do programa de treinamentos. ETAPA 3 Considerar as diferentes alternativas para a aplicação dos treinamentos. ETAPA 4 Desenhar o programa de treinamentos. ETAPA 5 Aplicar os treinamentos previstos no programa. ETAPA 6 Avaliar o programa e fazer os ajustes necessários, incluindo ou excluindo itens. javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) Em algumas dessas etapas, certos aspectos relevantes têm de ser considerados. Destacaremos quatro deles a seguir: 1 TREINAMENTOS Os treinamentos (comportamentais ou técnicos) devem sempre estar muito alinhados aos objetivos maiores da empresa, avaliando o que deve ser potencializado na força de vendas, que é a porta de entrada da empresa no mercado. Pense nisso quando estiver na etapa 4. 2 OBJETIVOS DOS TREINAMENTOS Ao se estabelecer os objetivos dos treinamentos, deve-se levar em consideração o acompanhamento dos resultados dos vendedores no dia a dia. Esse follow up é fundamental para entender a dificuldade individual de cada um e realizar ajustes necessários. Reflita sobre isso quando estiver na etapa 2. 3 AVALIAÇÃO Ao final de toda rodada anual de treinamentos, é importante que seja feita uma avaliação global do grupo para esclarecer quais profissionais devem ser reconhecidos, quais têm de ser substituídos e quais precisam de mais atenção (mais treinamento e desenvolvimento). Afinal, na área de vendas, não cabe aguardar tanto tempo para avaliar resultados, já que setrata de um time cuja operação é bastante baseada em motivações intrínsecas e extrínsecas. Pense nisso quando estiver na etapa 6. 4 CONVENÇÃO DE VENDAS As convenções de vendas são outro momento muito importante para o treinamento da força de vendas. Geralmente, elas são realizadas anualmente em locais diferenciados, como grandes hotéis, contando com palestras motivacionais, churrascos, shows etc. O objetivo é mobilizar todas as equipes e realinhar resultados obtidos, estratégias e metas para o próximo ano. Normalmente, são aplicadas dinâmicas de grupos ou jogos de empresas para fortalecer a equipe quanto aos objetivos e à ação de vendas. É necessário que os profissionais sintam que fazem parte de uma empresa capaz de agregar e gerar motivação e orgulho! Reflita sobre isso quando estiver na etapa 5. Além de seguir essas etapas, a empresa tem de analisar os resultados do período que se encerra, apresentando possíveis dificuldades do ano, bem como o segmento de mercado, vislumbrando as tendências para a orientação futura das ações da força de vendas. Essas informações são apresentadas pelos diretores comerciais e, algumas vezes, até pelo próprio presidente da empresa. TIPOS DE TREINAMENTOS PARA A FORÇA DE VENDAS Os tipos de treinamentos que a força de vendas pode receber são os mesmos aplicados a quaisquer outros profissionais da organização. É preciso variar seus tipos e suas formas para que não se tornem chatos e monótonos. Além disso, é necessário respeitar orçamentos. Como os diferentes tipos de treinamentos têm custos diferentes, também pode haver uma adequação a fim de respeitar o dinheiro disponível para investir nisso. Por fim, cabe dar a chance a pessoas que aprendem de forma diferente para absorver melhor o conteúdo. EXEMPLO Há quem prefira capacitação on-line e gravada do que treinamento presencial. Na hora de saber que treinamento aplicar, a empresa precisa saber claramente qual é sua estratégia e, se possível, conhecer bem seus colaboradores. Analisar os dois fatores pode ser meio caminho andado para escolher o melhor tipo a ser aplicado no formato certo e para a estratégia certa. Apontaremos a seguir algumas opções de treinamentos. A descrição deles está direcionada para a realidade do time da força de vendas: 1. TREINAMENTO DE INTEGRAÇÃO Como o próprio nome diz, trata-se de: Integrar o novo vendedor ao time e à organização. Ajudá-lo a conhecer melhor a missão, a visão, os valores, a cultura, a estrutura organizacional etc. Auxiliá-lo a saber como funciona o processo de vendas (de forma genérica). Apresentar-lhe a carteira de clientes. Tudo isso facilitará a adaptação do vendedor ao time e às suas atividades. 2. TREINAMENTO COMPORTAMENTAL É a hora de ajustar ou aperfeiçoar um comportamento (atitudes e habilidades). Em geral, são trabalhados os seguintes aspectos: Imagem: Shutterstock.com EXPERIÊNCIAS Imagem: Shutterstock.com SENTIMENTOS Imagem: Shutterstock.com MOTIVAÇÃO DO PRÓPRIO INDIVÍDUO Treinamentos de motivação, negociação, persuasão e inteligência emocional são algumas sugestões para deixar o time de vendas ainda mais preparado na busca por resultados. 3. TREINAMENTO TÉCNICO Os colaboradores desenvolvem as habilidades técnicas (hard skills) necessárias para cumprir suas atividades principais. Alguns exemplos para o time de vendas incluem: Imagem: Shutterstock.com Gestão do tempo Imagem: Shutterstock.com Uso de planilhas eletrônicas ou de algum software utilizado pela empresa Imagem: Shutterstock.com Técnicas de precificação ou apresentação 4. TREINAMENTO MOTIVACIONAL Muitas vezes, as equipes de vendas são levadas ao limite, já que elas precisam cumprir metas audaciosas em um mercado altamente competitivo. Por isso, é importante trabalhar a motivação — mas sem deixar de compreendê-la. A base da motivação diz que ninguém motiva ninguém. Contudo, uma organização pode gerar estímulos motivacionais. Dessa maneira, ela precisa propor treinamentos que estimulem a força de vendas a aumentar o engajamento ou ajudá-la em um momento mais delicado ou de mais pressão. 5. TREINAMENTO CORPORATIVO OU INSTITUCIONAL Consideramos que esse tipo de treinamento é aquele voltado para a organização ou a instituição que promove algo da empresa. EXEMPLO Mostrar as regras de segurança no escritório ou um novo programa corporativo. 6. TREINAMENTO DE EQUIPE O treinamento de equipe acontece quando o momento ou a situação exige a evolução do time. Ele pode ocorrer por conta de: Uma nova meta. Adaptação a um novo software ou a uma nova tecnologia. Necessidade de aprender sobre um novo produto. Um processo de mudança. Um grande projeto. O treinamento vai desenvolver habilidades relacionadas à comunicação e ao entrosamento do time a fim de que todos trabalhem unidos em busca do objetivo principal. 7. TREINAMENTO DE RECICLAGEM Trata-se de reaprender algo. Esse treinamento dá a possibilidade de reforçar ou atualizar conhecimentos já adquiridos pelos funcionários da organização. Isso é bastante comum em relação a conhecimentos de informática, pois os softwares evoluem ao longo do tempo e novos treinamentos podem ser necessários. EXEMPLO Uma empresa de produtos de informática está mudando a tecnologia de seus aparelhos. Seus vendedores já conheciam o produto dela, entretanto, agora precisam de uma reciclagem para saberem que evoluções houve nele. 8. TREINAMENTO DE LIDERANÇA O treinamento de liderança pode ser tanto para desenvolver alguém que já é um líder dentro da organização quanto para preparar futuros líderes. ATENÇÃO Não confunda os tipos de treinamentos com sua forma de aplicação. Nesse caso, teríamos: Palestras. Aulas expositivas. Dinâmicas de grupo. Jogos e simulações. Quizzes (perguntas e respostas). EXEMPLOS PRÁTICOS DE PROGRAMAS DE TREINAMENTO VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. SOBRE O CONCEITO DE TREINAMENTO, MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA. A) Uma empresa facilita a seus colaboradores o aprendizado de competências, conhecimentos, habilidades e comportamentos relacionados ao trabalho e ofertados em um programa organizado. B) A aprendizagem envolve o todo, ajudando os colaboradores no crescimento como seres humanos sem relação direta com o trabalho. C) Uma ação de longo prazo envolve a educação formal e as experiências vivenciadas no dia a dia ao se aplicar o que é aprendido. D) Refere-se aos processos pelos quais as pessoas compreendem suas realidades e como gerenciam seus problemas. E) É o que ajuda os trabalhadores a se prepararem para oportunidades de trabalho futuras, gerando o desenvolvimento de suas competências. O vídeo abordará exemplos práticos bem-sucedidos de programas de treinamento, como universidade corporativa e outros. 2. OS TIPOS DE TREINAMENTOS QUE PODEMOS APLICAR À FORÇA DE VENDAS SÃO A) treinamentos de integração, comportamental e técnico. B) treinamento comportamental, dinâmicas de grupo e aulas expositivas. C) palestras, treinamento técnico e aulas expositivas. D) perguntas e respostas, quizzes e simulações. E) simulações, gamefication e ambientação. GABARITO 1. Sobre o conceito de treinamento, marque a alternativa correta. A alternativa "A " está correta. Segundo Noe (2015), o treinamento é o esforço planejado de uma empresa para facilitar o aprendizado de competências, conhecimentos, habilidades e comportamentos das pessoas em uma ação de curto prazo, tendo como foco o trabalho atual. 2. Os tipos de treinamentos que podemos aplicar à força de vendas são A alternativa "A " está correta. Não podemos confundir os tipos de treinamentos com suas formas de aplicação. Os comportamentais, técnicos, corporativos, de integração e de liderança são tipos de treinamentos. Já palestras, aulas expositivas, quizzes (perguntas e respostas), jogos e simulações, gamefication constituem formas de aplicação dos treinamentos. MÓDULO 3MÓDULO 3 Listar as principais características da gestão de remuneração da força de vendas REMUNERAÇÃOA remuneração é fundamental para qualquer categoria de profissionais. No caso da força de vendas, ela se torna ainda mais relevante. Existe uma associação direta entre o dinheiro e a motivação da força de vendas: os vendedores venderão mais se o nível de motivação individual e grupal estiver alto o suficiente para que eles confiem na empresa e no que será vendido. Para alcançarem tal resultado, as empresas precisam definir uma boa estrutura de remuneração. Essa estrutura pode — e deve — ser composta de alguns incentivos diferentes. Ao desenvolver sua teoria, Maslow (1943) descreveu que o ser humano tem diferentes graus de motivação ao longo da vida. Há uma hierarquia de necessidades que devem ser satisfeitas para que um indivíduo se sinta autorrealizado e, consequentemente, motivado. A imagem a seguir ilustra essa teoria ao apresentar tais necessidades: Imagem: Carolina Ridolfi e Rodrigo Monteiro Pirâmide de Maslow 1. NECESSIDADES FISIOLÓGICAS Abrigo, sono, excreção, fome, sede etc. 2. NECESSIDADES DE SEGURANÇA Desde a segurança em casa até o nível de estabilidade no ambiente de trabalho. 3. NECESSIDADES SOCIAIS Aceitação no grupo em que vive, amor, amizade etc. 4. NECESSIDADES DE ESTIMA Reconhecimentos pelos membros do grupo de que faz parte. 5. NECESSIDADE DE AUTORREALIZAÇÃO O indivíduo se torna aquilo que deseja ser. À medida que essas necessidades vão sendo satisfeitas, o indivíduo passa a possuir a motivação para buscar mais altos níveis de realização. As empresas devem estar sempre buscando alternativas para manter as pessoas motivadas em diferentes níveis hierárquicos. Isso significa que a recompensa oferecida ao profissional em início de carreira tem de ser diferente daquela dada ao gerente de vendas, uma vez que ambos estão em momentos distintos de vida e de carreira. É válido, portanto, refletir sobre que benefícios podem ser oferecidos além das comissões e dos prêmios. Conheceremos a seguir algumas possibilidades. MÉTODOS DE RECOMPENSA PROFISSIONAL Basicamente, existem três métodos para se recompensar o desempenho dos profissionais de vendas: 1. MÉTODOS MONETÁRIOS Costumam englobar salário fixo e as remunerações variáveis. EXEMPLO Prêmios e bônus de tipos diversos, além das comissões de vendas. Cada um dos fatores dos métodos monetários faz parte da ideia de: a) Compensação financeira direta Na área de vendas, ela engloba o salário e suas duas vertentes: SALÁRIO Quando alguém (empregado) se coloca à disposição de outra pessoa (empregador) para a prestação de um serviço ou a realização de uma tarefa esperando ser recompensado por isso. A1. Salário fixo Ele é, independentemente do desempenho dos profissionais, recebido de duas formas: Final de um mês de trabalho, para os trabalhadores mensalistas. Por hora, para os horistas. Segundo Lourenço (2018), trata-se do salário-base ou contratual pago a um cargo específico em certo mercado e de acordo com o nível de experiência do profissional. A2. Salário variável É aquele que o trabalhador recebe em dinheiro, embora ele dependa de seu desempenho. Esse salário pode estar previsto em: javascript:void(0) Imagem: Shutterstock.com CONTRATO DE TRABALHO Imagem: Shutterstock.com DOCUMENTO SINDICAL Imagem: Shutterstock.com PRÁTICA DE MERCADO O salário variável é baseado em um percentual de metas alcançadas, como os prêmios e as comissões. Seu valor, contudo, nunca pode ser inferior ao salário mínimo, conforme impõem o artigo 7º, inciso VII, da Constituição Federal (CF) e o artigo 78 da CLT. NUNCA PODE SER INFERIOR AO SALÁRIO MÍNIMO Tanto a CF quanto a CLT não permitem que nenhum trabalhador seja remunerado com valor inferior a um salário mínimo. Assim, se ele não atingir as metas, fará jus a uma remuneração não inferior a um salário mínimo. Na prática, certas empresas estabelecem javascript:void(0) contratos em que o pagamento será feito por um salário mínimo mais as comissões (método misto), enquanto, em outros, o salário mínimo estará garantido caso as metas não sejam alcançadas. b) Compensação financeira indireta Ela está relacionada a direitos trabalhistas baseados em: CLT Acordos coletivos firmados com os sindicatos Algum outro componente do pacote de benefícios da empresa. PACOTE DE BENEFÍCIOS DA EMPRESA Férias. 13º salário. Adicional noturno. Horas extras. Adicionais de periculosidade, insalubridade ou por tempo de serviço. Gratificações. Gorjetas. Alimentação subsidiada (vale refeição e vale alimentação). Transporte subsidiado (vale transporte). javascript:void(0) Planos odontológicos, de saúde, previdência e seguro de vida. ATENÇÃO Não confunda salário com remuneração! Ele é o valor fixo recebido após a prestação de um serviço, ou seja, o salário-base. Já a remuneração constitui a soma das compensações financeiras diretas e indiretas. Nesse sentido, é o gênero da espécie salário. 2. MÉTODOS NÃO MONETÁRIOS Trata-se usualmente de prêmios cujo objetivo é mexer com a moral, a autoestima, a motivação e o engajamento. EXEMPLO Reconhecimento por tempo de serviço, contribuição em um projeto importante ou uma atitude especial do funcionário com a organização. 3. MÉTODOS MISTOS Trata-se da junção dos métodos monetários e não monetários. Os chamados métodos mistos vêm sendo os mais praticados ultimamente nas empresas. COMISSÕES Uma das formas mais comuns de se remunerar um time de vendas é a comissão. Essa forma de pagamento de salário está prevista na CLT: ART. 457 - COMPREENDEM-SE NA REMUNERAÇÃO DO EMPREGADO, PARA TODOS OS EFEITOS LEGAIS, ALÉM DO SALÁRIO DEVIDO E PAGO DIRETAMENTE PELO EMPREGADOR, COMO CONTRAPRESTAÇÃO DO SERVIÇO, AS GORJETAS QUE RECEBER. §1º INTEGRAM O SALÁRIO A IMPORTÂNCIA FIXA ESTIPULADA, AS GRATIFICAÇÕES LEGAIS E AS COMISSÕES PAGAS PELO EMPREGADOR. (DECRETO-LEI Nº 5.452, 1943, grifo nosso) Por mais que ela seja muito comum ao time de vendas, tal modalidade não é exclusiva deles. A recompensa é uma recompensa financeira que a empresa paga a partir do alcance de metas definidas anteriormente. Ela pode ser paga a partir de: percentual; quantidade de unidades; nível de faturamento; e valor fixo. A comissão é considerada um salário, porque se refere ao pagamento pela contraprestação do serviço realizado. Entretanto, dizemos que quem a recebe como parte de seu salário tem o chamado salário variável. DICA Como já explicamos, o termo “variável” deve-se ao fato de esse pagamento estar condicionado ao nível de desempenho alcançado pelo funcionário. Nas empresas, há dois tipos principais de contrato de comissão: CONTRATO DE COMISSÃO PURA A pessoa recebe seu salário integralmente baseado na comissão a que ela tem direito a partir do cumprimento de metas estabelecidas pelo empregador. Em outras palavras, não há um salário-base fixo, apenas o pagamento de comissão. CONTRATO DE COMISSÃO MISTA Existe aqui um salário fixo garantido maior que o mínimo somado às comissões conforme o esquema estipulado (método misto). PLANO DE REMUNERAÇÃO DA FORÇA DE VENDAS Idealmente, o plano de remuneração deveria incluir uma parte de comissão combinada com o bônus para incentivar tanto o alto desempenho em vendas quanto o de novas contas. Esse plano também pode ser composto de incentivos além da remuneração variável. EXEMPLO Prêmios cuidadosamente pensados para motivar os integrantes do time de forma geral. Obviamente, agradar a todos sempre constituirá um grande desafio. No entanto, é possível estruturar minimamente um plano que atenda às expectativas e motive o grupo a cumprir suas metas. A parte variável precisa estar sempre direcionada para as vendas feitas pelos vendedores. Ter um marco bem definido deve ser o principal alavancador delas, já que todos terão clareza acerca das próprias metas e das expectativas a serem atingidas no fim do mês, do semestre e do ano. Muitas empresas têm incorporado planos de remuneração relacionados a: Imagem: Shutterstock.com Índice de satisfaçãodo cliente Foto: Shutterstock.com Índice de retenção Foto: Shutterstock.com Outros fatores que permitem o relacionamento de longo prazo Esses planos de remuneração precisam estar alinhados com os treinamentos, os quais, por sua vez, têm de ser coerentes com os planos estratégicos. Dessa forma, é possível haver um esquema fluido de desempenho montado para a equipe de força de vendas. Para se montar um bom plano de remuneração, é fundamental realizar o benchmarking. Dessa maneira, evita-se a perda de parte da equipe por uma maior atratividade em algum fator da remuneração, o que é bem comum em momentos nos quais o mercado está aquecido. BENCHMARKING Mapeamento de boas práticas de mercado para entender o que a concorrência está praticando. javascript:void(0) VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. SOBRE O CONCEITO DE COMISSÕES, APONTE A ALTERNATIVA INCORRETA. A) Por mais que seja muito comum ao time de vendas, a modalidade não é exclusiva deles. B) Trata-se de uma recompensa financeira que a empresa paga a partir do alcance de metas definidas previamente. C) As comissões podem ser pagas a partir de um percentual da quantidade de unidades e do nível de faturamento ou em valor fixo. D) A comissão pura é quando a pessoa recebe seu salário integralmente baseado na comissão a que ela tem direito. COMO CONSTRUIR UM PROGRAMA DE REMUNERAÇÃO DA FORÇA DE VENDAS? O vídeo abordará um exemplo prático de como uma empresa constrói um programa de remuneração para a sua força de vendas. E) A comissão é considerada um salário fixo, porque se refere ao pagamento pela contraprestação do serviço realizado ou do produto vendido (ou fabricado). 2. AS NECESSIDADES LEVANTADAS NA TEORIA DE MASLOW (1943) POSSUEM UM IMPACTO DIRETO NA MOTIVAÇÃO. POR ISSO, SUA COMPREENSÃO É IMPORTANTE PARA OS PROFISSIONAIS DE VENDAS. MARQUE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA A ORDEM CORRETA DE TAIS NECESSIDADES, LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO QUE ELAS SE MANIFESTAM DO MENOR PARA O MAIOR NÍVEL. A) Fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de autorrealização. B) De segurança, fisiológicas, de estima, sociais e de autorrealização. C) De autorrealização, de estima, de segurança, fisiológicas e sociais. D) Sociais, de estima, fisiológicas, de autorrealização e de segurança. E) De estima, sociais, de segurança, de autorrealização e fisiológicas. GABARITO 1. Sobre o conceito de comissões, aponte a alternativa incorreta. A alternativa "E " está correta. Por mais que se refira ao pagamento pela contraprestação do serviço prestado ou do bem vendido (ou fabricado), a comissão constitui um salário variável. Mesmo quando seu valor é fixo, ela, ainda assim, é uma modalidade de salário variável, pois o trabalhador só a receberá se houver o desempenho esperado. A comissão pura é quando a pessoa recebe seu salário integralmente baseado na comissão a que tem direito. Já a mista acontece quando ocorre um mix do salário-base fixo e das comissões propriamente ditas. 2. As necessidades levantadas na teoria de Maslow (1943) possuem um impacto direto na motivação. Por isso, sua compreensão é importante para os profissionais de vendas. Marque a alternativa que apresenta a ordem correta de tais necessidades, levando em consideração que elas se manifestam do menor para o maior nível. A alternativa "A " está correta. Ao desenvolver sua teoria, Maslow (1943) descreveu que o ser humano tem diferentes graus de motivação ao longo da vida e que eles estão relacionados com a satisfação de algumas necessidades. Uma pessoa satisfaz suas necessidades fisiológicas quando consegue saciar o básico, como alimentação e condições satisfatórias de saneamento, por exemplo. A segurança surge quando se consegue um teto para morar ou mesmo certo grau de garantia no emprego. As necessidades sociais são aquelas relacionadas à nossa aceitação em um grupo, como o ato de cultivar amigos ou uma rede de relacionamento. A estima é quando nós mesmos — ou outras pessoas — reconhecemos nossas capacidades. Por fim, a autorrealização ocorre quando, por exemplo, alcançamos nossos objetivos pessoais e profissionais a partir do próprio esforço. MÓDULO 4MÓDULO 4 Descrever o processo de avaliação de desempenho da força de vendas AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 1. NO ÂMBITO ORGANIZACIONAL A avaliação de desempenho nas organizações diz respeito ao desempenho individual dos profissionais. O principal objetivo desse processo é identificar como um colaborador está executando seu papel em relação ao grupo de competências e responsabilidades estabelecido para seu cargo. Esse objetivo é definido a partir de um grupo maior oriundo dos objetivos organizacionais. Em outras palavras, a organização possui uma série de objetivos divididos em pedaços menores e distribuídos para os departamentos. Tais departamentos, por sua vez, dividem seus pedaços em partes ainda menores para chegar aos indivíduos. O resultado da organização depende de: Imagem: Shutterstock.com Cada indivíduo isoladamente (aspectos individuais do desempenho) Imagem: Shutterstock.com Coletivo (como as pessoas entregam os resultados em conjunto) Isso significa que, quando avaliam o desempenho, as empresas segmentam os indicadores entre individuais e coletivos, tendo cada um deles um peso diferente. EXEMPLO Peso de 50% para indicadores individuais e de 50% para indicadores coletivos ou uma proporção de 60% para os individuais e 40% para os coletivos. Como esse fracionamento funciona depende do objetivo estratégico da empresa. Trata-se, afinal, de verificar o que ela pretende valorizar mais. Há várias formas de avaliação de desempenho. Reuniremos a seguir os cinco modelos mais comuns: AVALIAÇÃO 180 GRAUS OU TOP-DOWN O gestor direto faz a avaliação de seus subordinados. AVALIAÇÃO 360 GRAUS Todo mundo avalia todo mundo. O profissional é avaliado pelo gestor e pelos colegas da própria equipe, além de gestores e colegas de outras equipes. Algumas empresas chegam a incluir agentes externos, como clientes e fornecedores. AUTOAVALIAÇÃO O gestor avalia os subordinados. Já os subordinados avaliam a si mesmos. AVALIAÇÃO FORÇADA Ela geralmente é parte de um tipo de avaliação já mencionado ou de um misto das formas anteriores. Seu nome se deve ao fato de o gestor precisar “forçar” as pessoas nas diferentes categorias definidas pelo modelo, ou seja, classificar certa quantidade de funcionários entre os níveis de notas possíveis. Muitas vezes, esse resultado implica a promoção ou a demissão dos funcionários. AVALIAÇÃO DE INCIDENTES CRÍTICOS Nesse método de avaliação, só vale considerar aqueles problemas mais complicados que aconteceram durante o período de avaliação (incidentes críticos). Os acontecimentos do dia a dia são ignorados. Em cada um desses tipos de avaliação de desempenho, atribui-se uma nota ou um conceito ao profissional que está sendo avaliado. É desejável que o foco da avaliação de desempenho sejam as medidas e os indicadores referentes aos comportamentos e aos resultados dos colaboradores em relação ao cargo que desempenham. ATENÇÃO Os fatores subjetivos, por mais que isso seja difícil de entender, devem ser ignorados. A avaliação de desempenho sustenta decisões sobre diversos tópicos. Eis alguns dos mais sensíveis: DEMISSÕES TREINAMENTOS PROMOÇÕES TRANSFERÊNCIAS Em outros termos, quem estiver com o melhor desempenho estará mais bem posicionado quanto a esses tópicos de gestão de pessoas. 2. DA FORÇA DE VENDAS A avaliação de desempenho ajuda qualquer profissional a ter um retorno sobre como anda seu desempenho e, consequentemente, a perceber os aspectos em que precisa melhorar. Ao mesmo tempo, gera para a organização a oportunidade de aferir os resultados que sua força de vendas está trazendo para os negócios. Por acompanhar o time de vendas de perto, essa metodologia se torna importante para o contexto de qualquer empresa, já que auxilia na identificação das inconsistências (individuais e coletivas) do processo de vendas. Somente assimé possível atuar de forma estratégica na solução de tais falhas. Para reforçarmos a importância da avaliação de desempenho na força de vendas, devemos evidenciar os ensinamentos de Ingram e demais autores (2009) acerca dos propósitos da avaliação de desempenho para vendedores: Alinhar a remuneração ao real desempenho do vendedor. Linkar o desempenho dos indivíduos com os objetivos organizacionais. Distinguir os profissionais prontos para uma promoção daqueles que devem ser dispensados ou treinados. Apontar as necessidades de treinamentos individuais e coletivos. Auxiliar no planejamento dos recursos humanos da força de vendas. Motivar e engajar a força de vendas. Com esse leque variado de aplicações, os gestores não podem entender o método apenas como uma forma de mensurar as metas do time. Há uma questão técnica e operacional, mas, acima de tudo, destaca-se o contexto humano. 3. MODELO Você sabe como fazer a avaliação de desempenho da força de vendas? Para conferir um modelo, siga os seguintes passos: Foto: Shutterstock.com 1. Comece definindo quais serão os critérios de avaliação. Eis alguns deles: Resultado de vendas Faturamento Prospecção Propostas em andamento Quantidade de negócios fechados Valor de ticket médio (contratos fechados, peças vendidas etc.) Receita recorrente Taxa de conversão Comportamento perante o cliente Fator humanoFeedbacks internos e externos ao time Contribuições para o grupo Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal Imagem: Shutterstock.com 2. Crie uma forma de acompanhar as métricas definidas no passo anterior. Além de mensurar, compartilhe-as com o time de vendas para que eles possam acompanhar seus resultados. O time pode receber relatórios de acompanhamentos mensais. Já os ciclos de avaliação poderão, dependendo do que for melhor para o negócio da empresa em questão, ocorrer em 6 ou 12 meses. 3. Junte as métricas e as competências. É importante que, nessa etapa, você já tenha bem definido qual é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes de sua força de vendas. Observemos algumas competências que podem ser mensuradas: trabalho em equipe; inovação e criatividade; e empatia. Imagem: Shutterstock.com 4. Crie uma escala que lhe permita medir as métricas e as competências. Isso pode ser feito definindo o significado de cada nível em notas ou em conceitos. Vejamos um exemplo: Caso decida utilizar notas Caso decida utilizar conceitos Descrição 1 Não atingiu o esperado. Defina o que cada nível significa. Use os valores que definem as metas quantitativas. Dê exemplos de comportamentos esperados quanto às questões de 2 Precisa melhorar. 3 Atingiu o necessário. competências (conhecimentos, habilidades e atitudes).4 Excedeu expectativas. 5 Superou todas as expectativas. Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal Quadro: Escala para mensuração do cumprimento de metas e de competências. Elaborado por: Carolina Ridolfi e Rodrigo Monteiro. Foto: Shutterstock.com 5. Crie um formulário de coleta dos inputs do processo de avaliação de desempenho. Além dos dados de identificação, cada uma das etapas anteriores deve estar refletida no documento. Dê preferência para um modelo eletrônico, o que facilitará o processo de coleta e análise. DICA Para garantir o sucesso de seu modelo de avaliação de desempenho, abuse do feedback. Afinal, para melhorar, as pessoas precisam conversar sobre o desempenho, além de saber que comportamentos e atitudes precisam reforçar e quais devem deixar de lado. Embora esse exemplo seja uma “solução caseira”, há empresas especializadas no assunto que ofertam plataformas completas para a avaliação de desempenho. PROBLEMAS DOS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO Por mais que tal conceito tenha vindo para ajudar a dar mais justiça ao processo, as avaliações de desempenho possuem algumas desvantagens. Muitas vezes, elas são usadas com foco na punição. Além disso, existe um excesso de burocracia. Várias empresas ainda apostam em formulários de avaliação complexos e trabalhosos, desestimulando seus gestores e colaboradores. Também é muito desafiador o ser humano ser 100% isento nesse momento. Por mais que haja treinamentos e métodos de preparação, um processo justo de avaliação de desempenho ainda constitui um dos principais problemas nessa seara. Elencaremos, por conta disso, alguns obstáculos que o avaliador pode enfrentar no momento dessa avaliação: EFEITO HALO Nome dado para a generalização de um ponto de vista sobre o desempenho. LENIÊNCIA O avaliador é pouco rigoroso e atribui notas mais altas ao avaliado para minimizar algum erro. É como um tipo de proteção. EXCESSO DE RIGOR O avaliador dá notas muito baixas ao avaliado para potencializar, nesse caso, os erros. OBSTÁCULOS POLÍTICOS Avaliar alguém bem ou mal por mero interesse político dentro da organização. TENDÊNCIA CENTRAL O avaliador permanece nas notas do meio da matriz de níveis apresentada pela organização. Por exemplo, imagine notas de 1 a 5. Ele ficaria entre 2, 3 e 4. Isso significa que ele evita os extremos, como o negativo (1) ou o positivo (5), para não ter de se responsabilizar ou se comprometer no momento da avaliação. RECENTICIDADE O avaliador se apega aos acontecimentos recentes para fazer sua avaliação. FORÇA DO HÁBITO Como o próprio nome diz, o avaliador apresenta sempre um mesmo padrão, dando a mesma nota ou o mesmo conceito a todos os avaliados sem se importar muito com o real desempenho do avaliado. FALTA TÉCNICA O avaliador não tem o conhecimento técnico sobre o trabalho ou sobre o próprio método de avaliação usado pela empresa, tomando sua decisão pelo bom senso. DESVALORIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO O avaliador só se concentra no que ele entende ser importante. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. ASSINALE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA UM MÉTODO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO. A) Tendência central. COMO CONSTRUIR UM PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO O vídeo abordará um exemplo prático de como uma organização constrói um processo de avaliação de desempenho da força de vendas. B) Leniência. C) 180 graus. D) Efeito Halo. E) Recenticidade. 2. A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PERMITE QUE A EMPRESA ACOMPANHE O TIME DE VENDAS DE PERTO. OS BENEFÍCIOS SERVEM TANTO PARA ELA QUANTO PARA O VENDEDOR. APONTE A ALTERNATIVA QUE NÃO APRESENTA UMA DAS FINALIDADES DO MÉTODO APLICADO NA ÁREA DE VENDAS. A) Ajustar estrategicamente as falhas de desempenho no processo de vendas. B) Ajudar no processo de criação e gestão do sistema de remuneração da força de vendas. C) Distinguir os profissionais prontos para uma promoção daqueles que devem ser dispensados ou treinados. D) Auxiliar no planejamento dos recursos humanos, além de motivar e engajar a força de vendas. E) Concentrar-se no individual, tendo como um de seus principais objetivos justificar demissões. GABARITO 1. Assinale a alternativa que apresenta um método de avaliação de desempenho. A alternativa "C " está correta. Na avaliação 180 graus ou top-down, o gestor direto faz a avaliação de seus subordinados. As demais alternativas referem-se aos problemas dos métodos de avaliação de desempenho, ou seja, os julgamentos feito pelo avaliador. 2. A avaliação de desempenho permite que a empresa acompanhe o time de vendas de perto. Os benefícios servem tanto para ela quanto para o vendedor. Aponte a alternativa que não apresenta uma das finalidades do método aplicado na área de vendas. A alternativa "E " está correta. Embora a avaliação de desempenho auxilie no processo que define a demissão de alguém, não podemos afirmar que isso é um de seus principais objetivos. Além disso, a avaliação de desempenho se volta para o individual e o coletivo. CONCLUSÃOCONCLUSÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS Navegamos neste conteúdo pelas etapas do gerenciamento de uma força de vendas: recrutamento e seleção, treinamento, remuneração e avaliação. Alémde destacarmos os principais fundamentos do recrutamento e seleção, também discutimos por que é importante cuidar desse processo da gestão de pessoas. Compreendemos, em seguida, o conceito de treinamento. Fizemos uma ampla abordagem acerca da ideia dos programas de TD&E e ainda demonstramos o que se deve treinar e o processo de treinamento para um time de vendas. Na área da remuneração, esclarecemos as bases motivacionais a partir da teoria das necessidades de Maslow (1943), destacando quão importante é a estruturação de um sistema de remuneração que motive e engaje. Falamos ainda sobre os conceitos de remuneração, salário e comissões, todos eles componentes relevantes do pacote de compensação de um vendedor. Por fim, debatemos sobre os métodos e as formas de se mensurar o desempenho de um profissional, abordando os pontos fortes e fracos de um sistema desse tipo. AVALIAÇÃO DO TEMA: REFERÊNCIAS BARBER, A. E. Recruiting employees: individual and organizational perspectives. California: Sage Publications, 1998. BOUDREAU, J. W.; RAMSTAD, P. M. Strategic industrial and organizational psychology and the role of utility analysis models. In: BORMAN, W. C.; ILGEN, D. R.; KLIMOSKI, R. J. (ed.). Handbook of Psychology: industrial and organizational psychology. New Jersey: John Wiley & Sons, 2003, p. 193-221. v. 12. BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. INGRAM, T. N. et al. Gerenciamento de vendas: análise e tomada de decisão. São Paulo: Cengage Learning, 2009. LOURENÇO, J. C. Salário e remuneração: o mercado de trabalho no Brasil. Porto Alegre: Plus/Simplíssimo, 2018. MASLOW, A. H. A theory of human motivation. Psychological Review, Washington, DC, v. 50, n. 4, p. 370-396, 1943. NADLER, L. The handbook of human resources development. New York: John Wiley & Sons, 1984. NOE, R. Treinamento e desenvolvimento de pessoas. 6. ed. São Paulo: AMGH, 2015. PONTUAL, M. A evolução histórica do treinamento na empresa. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO. Anais [...]. São Paulo: ABTD, 1978. p. 77- 83. RACKHAM, N.; DEVICENTIS, J. R. Rethinking the sales force: redefining selling to create and capture customer value. New York: McGraw Hill, 1999. SCHMIDT, F. L.; HUNTER, J. E. The validity and utility of selection methods in personnel psychology: practical and theoretical implications of 85 years of research findings. Psychological Bulletin, Washington, DC, v. 124. n. 2, p. 262-274, 1998. SNELL, S. A.; MORRIS, S. S. Managing Human Resources. 18. ed. Boston: Cengage Learning, 2019. EXPLORE+ Para saber mais sobre os assuntos abordados neste conteúdo, sugerimos as seguintes leituras: Gestão eficaz da equipe de vendas: venda mais adequando sua equipe aos clientes, de Francisco Alvarez e Marcos Carvalho, publicado em 2019 pela Editora Saraiva. As armas da persuasão: como influenciar e não se deixar influenciar, de Robert Cialdini, publicado em 2012 pela Editora Sextante. Alcançando excelência em vendas – spin selling: construindo relacionamentos de alto valor para seus clientes, de Neil Rackham, publicado em 2008 pela Editora M. Books. CONTEUDISTA Carolina Leal Simões Ridolfi CURRÍCULO LATTES javascript:void(0); Rodrigo da Silva Monteiro CURRÍCULO LATTES javascript:void(0);