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A revolução digital
Você vai compreender a evolução da internet e seu panorama atual no Brasil e no mundo, além dos
conceitos básicos de inteligência artificial, internet das coisas e big data.
Prof. Diogo Tavares Robaina
1. Itens iniciais
Objetivos
Descrever o processo da transformação digital, a evolução e o panorama atual da internet no Brasil e
no mundo.
 
Identificar os conceitos básicos de IA e seus impactos nas rotinas de consumidores e organizações.
 
Identificar os conceitos básicos de IoT e seus impactos nas rotinas de consumidores e organizações.
 
Identificar os conceitos básicos de big data e seus impactos nas rotinas de consumidores e
organizações.
Introdução
No vídeo a seguir, vamos explorar a evolução da internet no Brasil e no mundo, destacando conceitos básicos
de IA, IoT e big data. Serão abordadas as mudanças na vida cotidiana e nas organizações, além de discutir os
impactos e questões éticas da digitalização e da automação de atividades antes humanas.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
• 
• 
• 
• 
1. Transformação digital: evolução e o panorama atual no Brasil e no mundo
Revoluções industriais
Estudar os processos e as transformações moldaram a sociedade moderna, como as revoluções industriais,
nos proporciona uma visão crítica e contextualizada das mudanças econômicas e políticas que ainda afetam
nosso mundo contemporâneo. Elas representam marcos históricos que redefiniram o modo de produção,
influenciaram as relações sociais e impulsionaram avanços tecnológicos.
Neste vídeo, vamos apresentar as quatro revoluções industriais, desde a utilização do carvão na primeira, a
eletricidade na segunda, os computadores e a internet na terceira, até as tecnologias emergentes como IoT,
big data e IA na quarta, destacando suas transformações econômicas, sociais e tecnológicas.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Um dos grandes marcos para a evolução histórica da humanidade foi o surgimento da indústria.
O mundo assistiu a alguns processos de revolução industrial, que foram ocasionados pela busca de trabalhos
mais dinâmicos, eficientes e qualificados. Em outras palavras, a evolução industrial buscou alavancar o
processo produtivo, adequando as tecnologias existentes em cada época.
Para entender o processo de transformação digital, é importante conhecer um pouco das revoluções
industriais que proporcionaram mudanças tecnológicas e quebras de paradigmas definitivos e radicais na
sociedade, com impactos econômicos, sociais e políticos em todo o mundo do trabalho e da produção.
Primeira Revolução Industrial ou Indústria 1.0
Aconteceu entre
meados dos séculos
XVIII e XIX,
inicialmente na
Inglaterra e, em
seguida, abrangendo
os demais países da
Europa, EUA e Japão.
Foi marcada pela
descoberta do 
carvão como fonte de
energia, aplicado às
tecnologias
mecânicas como
máquinas a vapor e
as ferrovias.
 Essas máquinas
substituíram processos
manuais e o uso de
animais para gerar força.
Nesse período, o
processo de produção
atingiu patamares nunca
vistos na época.
Máquina à vapor.
Segunda Revolução Industrial ou Indústria 2.0
Ocorreu entre o
final do século
XIX e início do
século XX, na
Europa, nos
Estados Unidos e
no Japão.
 Foi marcada pelo
surgimento da
eletricidade e seu
emprego na
produção de bens
de consumo e
eletrodomésticos.
A linha de
montagem e a
difusão da
produção em
massa também
tiveram início
nesse período.
 Mudou o modelo
do trabalho, que
passou a
separar o
trabalho
intelectual do
trabalho de
massa.
Eletrodomésticos do século XX.
Terceira Revolução Industrial, Indústria 3.0 ou Revolução Técnico-Científica-
Informacional
Teve início
após a
Segunda
Guerra Mundial,
inicialmente
nos Estados
Unidos, no
Japão e na
Alemanha e,
posteriormente,
se expandiu
para o mundo
todo.
 Os avanços
tecnológicos
vividos no
período da
guerra
passaram a
abranger o
campo da
ciência,
integrando-
o ao
sistema
produtivo.
 Segundo Castells
(2002), a Terceira
Revolução
Industrial nos
apresentou os
computadores de
uso pessoal, a
tecnologia da
informação e,
mais tarde, a
partir dos anos
1990, a internet e
as plataformas
digitais.
 O avanço tecnológico
provocou uma mudança na
relação entre tempo e
espaço, influenciou as
relações sociais e as
relações entre o homem e o
meio. Foram derrubadas
barreiras físicas e temporais
em função da internet, e
pessoas de culturas,
tradições, línguas e história
distintas passaram a se
falar instantaneamente. Computador de uso pessoal da década
de 1990.
A competitividade e a busca pelo lucro moldaram uma nova economia informacional, global e em rede.
Quarta Revolução Industrial, Indústria 4.0 ou Revolução Digital
Neste momento de
nossa história,
estamos vivendo a
Quarta Revolução
Industrial, um
conceito
desenvolvido pelo
alemão Klaus
Schwab, diretor e
fundador do Fórum
Econômico Mundial.
 De acordo com
o Weforum
(2016),
Cingapura
lidera o índice
de preparo
tecnológico,
seguido por
Finlândia,
Suécia,
Noruega e
Estados Unidos.
 A Quarta Revolução Industrial é a
transição em direção a novos
sistemas eletrônicos, à tecnologia
da informação e das
telecomunicações. Utilizando
essas tecnologias como base, a
Indústria 4.0 tende a ser
totalmente automatizada a partir
de sistemas que combinam
máquinas com processos digitais.
Mulher utilizando notebook atual.
Agora é a vez dos dispositivos inteligentes e conectados através de sensores − internet das coisas ( IoT),
gerando, processando e armazenando dados como nunca antes − big data, somados a evoluções na área de
inteligência artificial (IA) através do aprendizado de máquinas, computação na nuvem, informática, impressão
3D, drones, biotecnologia, blockchain, dentre outros.
Blockchain
Blockchain (ou “o protocolo da confiança”) é uma tecnologia de registro distribuído que visa à
descentralização como medida de segurança. Sua função é criar um índice global para todas as
transações que ocorrem em um determinado mercado, como um livro-razão, mas de forma pública,
compartilhada e universal. Desta forma, cria consenso e confiança na comunicação direta entre duas
partes, ou seja, sem o intermédio de terceiros.
O desenvolvimento e a incorporação dessas inovações tecnológicas vêm mudando os modelos de trabalho, as
cadeias de produção industriais e o nosso próprio cotidiano. 
Atividade 1
Questão 1
As revoluções industriais trouxeram inúmeras transformações econômicas, sociais e tecnológicas ao longo da
história. Considerando as características de cada uma, qual das seguintes alternativas descreve corretamente
a principal inovação da Terceira Revolução Industrial?
A A descoberta do carvão e a criação das ferrovias.
B A introdução da eletricidade e a produção em massa.
C O desenvolvimento da internet e das plataformas digitais.
D A automação completa e o uso de dispositivos inteligentes.
E A primeira máquina de impressão e o surgimento da imprensa.
A alternativa C está correta.
A Terceira Revolução Industrial, também conhecida como revolução técnico-científica-informacional,
começou após a Segunda Guerra Mundial e destacou-se pela integração de avanços tecnológicos no
campo da ciência ao sistema produtivo. Esse período foi marcado pela introdução dos computadores de
uso pessoal e, posteriormente, pela internet e as plataformas digitais, que revolucionaram a comunicação e
a informação, alterando profundamente as relações sociais e econômicas.
A evolução da internet
Estudar a evolução da internet permite uma visão crítica de como nossas vidas e interações sociais foram
impactadas pela hiperconectividade e pelas inovações digitais.
Neste vídeo, vamos abordar a criação da Arpanet, a expansão da internet nos anos 1970 e 1980, a criação da
World Wide Web por Tim Berners-Lee, e as três gerações da internet: Web 1.0, Web 2.0 e Web 3.0, destacando
suas características e transformações.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Desde a sua criação, a internet aponta para uma realidade hiperconectada, nae os desafios associados ao volume, variedade, velocidade,
valor e veracidade dos dados.
Neste vídeo, vamos apresentar os conceitos fundamentais de big data, explicando os cinco Vs: volume,
variedade, velocidade, valor e veracidade. Serão discutidas as implicações do big data para as empresas,
como ele transforma operações e processos de tomada de decisão, e como lidar com os desafios de
gerenciamento de grandes volumes de dados.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A mudança mais significativa no mundo dos negócios tem relação com a ideia de dados.
Empresas que já usavam dados em suas operações agora estão sentindo uma revolução. Big data não é um
conceito novo e já estava presente nas empresas, que utilizavam dados na avaliação e gerenciamento de
processos e nas previsões e planejamento em longo prazo. Mas o surgimento da internet o impulsionou,
dando uma nova dimensão para seu volume e armazenamento.
Rogers (2018) descreve o big data como qualquer quantidade volumosa de dados estruturados,
semiestruturados ou não estruturados que podem fornecer algum tipo de informação. Veja os V´s que
identificam as propriedades que envolvem o big data:
Volume
É a definição mais tradicional do big data, representada pela grande quantidade de dados que são gerados e
os desafios relacionados com seu armazenamento, acesso e proteção. Segundo a Cisco (2017), nos próximos
anos o cálculo de dados passará a ser feito a partir de zettabytes e yottabytes, e não mais de gigabytes.
Gigabyte
A nomenclatura dos dados parte de um sistema binário: A Nomenclatura→→→Bytes Quilobyte
(KB)→→→→1.024Megabyte→→→→→→1.048.576Gigabyte→→→→→→1.073.741.824Terabyte→→→→→→1.099.
511. 627.
776Petabyte →→→→→→ 1.125.899.906.842.620Exabyte→→→→→→→1.152.921.504.606.850.000Zettabyte →→→→→→1.180.591.620.717.410.00
unidade: bit (assume somente 2 valores – ligado ou desligado) Um byte é a composição de 8 bits, capaz
de assumir valores diferentes. Uma letra tem o tamanho de um byte.
Variedade
Dados estão cada vez mais desestruturados, vindos de fontes distintas e com tipos de informações e
formatos diferentes (textos, imagens, sons, vídeos etc.). Estima-se que quase 90% dos dados gerados sejam
não estruturados, o que impõe um desafio, que é transformá-los em informações úteis.
Velocidade
A capacidade de coleta e análise dos dados e tomada de decisão precisa ocorrer muito rapidamente, às vezes
em tempo real.
Valor
Qual o valor agregado dos dados? O valor para coleta e uso dos dados justifica os custos de sua obtenção?
Veracidade
O quão íntegros, exatos, confiáveis, relevantes e consistentes são os dados? De nada adiantam os outros V’s
se os dados estiverem errados.
Em outras palavras, Big Data é o conjunto de soluções tecnológicas capaz de lidar com dados digitais em
volume, variedade, velocidade, valor e veracidade inéditos até os dias atuais.
Atividade 1
Questão 1
Uma empresa de e-commerce utiliza big data para otimizar suas operações e melhorar a experiência do
cliente. Considere as seguintes situações que a empresa pode enfrentar:
 
A empresa coleta uma grande quantidade de dados de transações diárias, incluindo milhões de
registros de vendas.
 
A empresa lida com dados de diversas fontes, como redes sociais, feedbacks de clientes, registros de
transações e dados de navegação no site.
 
A empresa precisa processar e analisar dados em tempo real para oferecer recomendações de
produtos durante a navegação do cliente.
 
A empresa enfrenta desafios em garantir que os dados coletados sejam precisos e livres de
inconsistências.
 
A empresa busca obter informações úteis a partir dos dados para tomar decisões estratégicas e
personalizar a experiência do cliente.
Assinale a alternativa que correlaciona corretamente as situações com os cinco Vs do big data.
A 1-Variedade; 2-Volume; 3-Veracidade; 4-Velocidade; 5-Valor.
B 1-Volume; 2-Variedade; 3-Velocidade; 4-Veracidade; 5-Valor.
C 1-Volume; 2-Veracidade; 3-Variedade; 4-Velocidade; 5-Valor.
D 1-Velocidade; 2-Volume; 3-Variedade; 4-Veracidade; 5-Valor.
E 1-Valor; 2-Variedade; 3-Velocidade; 4-Volume; 5-Veracidade.
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
A alternativa B está correta.
A situação 1 refere-se ao volume, pois a empresa coleta uma grande quantidade de dados de transações
diárias. A situação 2 trata da variedade, devido à diversidade de fontes de dados, como redes sociais e
feedbacks de clientes. A situação 3 diz respeito à velocidade, já que a empresa precisa processar e analisar
dados em tempo real. Já a situação 4 refere-se à veracidade, enfrentando desafios para garantir dados
precisos e consistentes. Por fim, a situação 5 aborda o valor, pois a empresa busca informações úteis para
tomar decisões estratégicas e personalizar a experiência do cliente.
Origem do big data
Para aproveitarmos as vastas quantidades de dados disponíveis atualmente, vamos compreender como os
dados podem ser gerados, armazenados e analisados. Dessa maneira, o big data transforma a maneira como
as empresas operam e tomam decisões.
Neste vídeo, vamos abordar a origem e evolução do big data, os cinco Vs que o definem, e como ele está
revolucionando a coleta e análise de dados. Serão discutidos exemplos práticos em empresas e suas
implicações estratégicas, além de como ele se integra com IoT e IA para transformar os negócios. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
No começo da década de 1990, próximo ao nascimento da web, o cientista chefe da Silicon Graphics, John
Mashey, lançou o termo big data. Mas ele só ficou mais popular em 2010, quando empresas de vários
segmentos começaram a manipular a vasta oferta de dados gerados pelos avanços tecnológicos.
Armazenar e
analisar dados não é
um fenômeno novo,
mas as empresas
faziam (e a maioria
ainda faz) isso a
partir de dados
estruturados, que
contêm uma
organização para
serem recuperados.
Ou seja, etiquetas, linhas e
colunas que facilitam o
trabalho da tecnologia,
identificando diversos pontos
sobre uma informação.
Assim, a partir de planilhas
eletrônicas estruturadas as
empresas utilizavam dados
para otimizar processos,
planejamentos e operações
em curso.
 A quantidade de
dados gerados e
armazenados vem
crescendo desde o
surgimento dos
computadores. Mas
o diferencial do big
data é explicado a
partir de três
tendências que se
inter-relacionam: John Mashey, cientista chefe da Silicon
Graphics.
Crescimento rápido de tipos variados de dados
Os dados atualmente estão disponíveis para as empresas em posts nas mídias sociais, imagens
geradas por smartphones, sinais de mapas e localização emitidos em tempo real, dados de sensores
dos dispositivos conectados (IoT).
Evolução acelerada na capacidade de gerenciamento e compreensão desses dados
Tecnologias como a computação em memória (in-memory computing), que permite à anunciantes
identificar os sites mais frequentados por um visitante ou selecionar, por exemplo, os anúncios
acessados por cada visitante de uma página na internet, considerando variáveis como clima e
localidade. O Hadoop é outra tecnologia de estrutura de software que permite que grande quantidade
de dados, armazenada em servidores distintos e distantes, possam ser processados paralelamente.
Desenvolvimento de infraestrutura de computação na nuvem
O big data quebrou o paradigma dos altos investimentos em infraestrutura própria para coletar,
armazenar e analisar dados. Atualmente, pequenas empresas podem ter acesso a ferramentas de
análise fornecidas por provedores de serviços na nuvem, como SAP e IBM, e pagam apenas pelos
dados e pelo armazenamento. Houve, portanto, uma democratização no uso dos dados.
Especialmente com o casamento entre Big data, IoT e IA, as possibilidades de geração de dados são
aparentemente ilimitadas. Temos visto que a contínua hiperconectividade e interação entre diversos
aparelhos, sensores e pessoas vêm mudando a forma como nos comunicamos e também como as
empresas se comunicam entre si, com seus clientes e como tomam decisões.
A seguir, entenda acomparação entre as mudanças provocadas pelo Big Data nas estratégias empresariai.
Vamos lá!
Atividade 2
Questão 1
O big data tornou-se mais popular em 2010. Qual é uma tendência relacionada ao seu crescimento nas
empresas?
A Armazenamento exclusivo de dados estruturados.
De 
Dados são dispendiosos de gerar nas
empresas.
 
O desafio dos dados é armazená-los e
gerenciá-los.
 
As empresas usam apenas dados
estruturados.
 
Os dados são gerenciados em
departamentos operacionais.
 
Os dados são ferramentas para gerenciar
processos.
Para 
Dados são gerados continuamente
em todos os lugares.
 
O desafio dos dados é convertê-los
em informações valiosas.
 
Os dados não estruturados são
cada vez mais úteis e valiosos.
 
O valor dos dados é conectá-los
entre os departamentos.
 
Os dados são ativo intangível
importante para criar valor.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
B Desafio de armazenar e gerenciar dados apenas.
C Geração contínua de dados em todos os lugares.
D Exclusividade de dados nos departamentos operacionais.
E Escassez de dados confiáveis.
A alternativa C está correta.
Uma das tendências relacionadas ao crescimento do big data nas empresas é a geração contínua de dados
em todos os lugares. Com o avanço da tecnologia, dados são gerados constantemente através de mídias
sociais, dispositivos conectados e outras fontes. Este fenômeno altera a forma como as empresas coletam,
armazenam e utilizam dados, destacando a importância de converter esses dados em informações valiosas
para tomar decisões estratégicas. Ao contrário do passado, em que os dados eram gerados de forma
limitada e armazenados em departamentos específicos, atualmente eles são um ativo intangível essencial,
conectando diferentes áreas da empresa e criando valor de maneira integrada.
O big data já está entre nós
Para navegar com segurança no ambiente digital, precisamos compreender como nossos dados pessoais são
utilizados. Por isso, vamos estudar os fatores que influenciam a disposição das pessoas em compartilhar
informações e os riscos associados à privacidade.
Neste vídeo, vamos discutir como as empresas coletam e utilizam dados pessoais, os fatores que influenciam
a disposição dos usuários em compartilhar informações e os riscos de privacidade no ambiente digital.
Exemplos práticos, como o uso de algoritmos de reconhecimento facial e plataformas de geolocalização,
serão apresentados para ilustrar essas questões.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Temos oferecido de graça às organizações nossos dados pessoais, ao fazermos check-in em lugares que
frequentamos, ao avaliarmos voluntariamente serviços, como no Trip Advisor, ou ao marcarmos amigos nas
fotos de nossas redes sociais.
É só observar a rapidez com que os
algoritmos de reconhecimento facial fazem
isso automaticamente nas imagens
publicadas. Ou como as diferentes
plataformas se comunicam entre si (por
exemplo, o catálogo de endereços do Gmail,
listas de amigos do Facebook, contatos do
WhatsApp e Facetime e a agenda de
telefones do smartphone) e sugerem novos
amigos, adicionam nomes automaticamente
e mandam notificações de atividades da sua
rede de contatos.
 O aplicativo Waze, de
geolocalização, por
exemplo, construiu os
dados sobre mapas e
também sobre as
condições do trânsito, em
tempo real, com a
colaboração dos usuários.
Depois de atingir 30
milhões de usuários, o
Waze foi comprado pelo
Google por US$1,3 bilhão.
Mulher utilzando reconhecimento facial
pelo celular.
Segundo Rogers (2017), nós nos disponibilizamos a compartilhar nossas informações com as empresas a
partir de quatro fatores-chave:
Se temos alguma recompensa e que tipo de recompensa a receber.
 
A confiança que depositamos na empresa que solicita os dados.
 
Que tipo de dados está sendo solicitado.
 
E a que setor de atividade pertence à organização.
Fato é que quem não é extremamente atento, ou capaz de configurar sua privacidade em todas essas
plataformas, está ainda mais vulnerável no ambiente digital.
Atividade 3
Questão 1
As pessoas vêm compartilhando por conta própria suas informações com as empresas. Qual entre os
seguintes fatores influencia sua disposição para compartilhá-los?
A Localização geográfica do usuário.
B Tipos de dados solicitados pela empresa.
C Idade do usuário.
D Marca do dispositivo usado pelo usuário.
E Recolhimento dos dados por funcionário identificado da empresa.
• 
• 
• 
• 
A alternativa B está correta.
O tipo de dados solicitados pela empresa é um dos fatores que influenciam a disposição das pessoas em
compartilhar suas informações. Outros fatores incluem a recompensa oferecida, a confiança na empresa e
o setor de atividade da organização. Compreender esses fatores é essencial para equilibrar o
compartilhamento de dados e a privacidade no ambiente digital.
Aplicação do big data nas organizações
Para se manterem competitivas no mercados, as empresas precisam compreender o impacto do big data, pois
ele oferece ferramentas poderosas para otimizar operações, personalizar ofertas e prever demandas,
transformando dados em ativos estratégicos.
Neste vídeo, vamos discutir as diversas aplicações do big data nas empresas, incluindo estratégias de
marketing, personalização de ofertas, inovação, previsão de demandas e otimização do e-commerce.
Exemplos práticos, como a Netflix e a Amazon, serão apresentados para ilustrar como o big data pode
transformar as operações empresariais.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Há uma tendência atual de que o big data participe de todos os processos de tomadas de decisões nas
empresas: Desde o serviço aos clientes, passando pela detecção de fraudes até o planejamento de
comunicação e mídia. As empresas precisam mudar, assim, sua forma de pensar os dados. Eles devem ser
entendidos como ativos estratégicos.
Vejamos algumas possibilidades e exemplos de utilização do Big Data e suas ferramentas de análise nas
organizações:
Estratégias de marketing e fidelização dos clientes
É possível, através das ferramentas de Big Data, coletar dados que são determinantes para avaliar a interação
dos consumidores com a empresa e desenvolver estratégias para fazer o cliente retornar mais vezes através
de ofertas personalizadas. O big data também permite integrar as informações do cliente às suas mídias
sociais, possibilitando mapear o comportamento e o sentimento do mesmo em relação à marca e permitindo
um contato ainda mais personalizado.
Personalização de oferta
A Netflix é um exemplo de empresa que, a partir dos próprios dados, avalia, renova e personaliza sua grade de
programação. Coletando dados de quem assistiu quais programas, em que horário, em qual dispositivo, se
assistiu até o final, pausou, assistiu mais de uma vez, por exemplo, a empresa retém cerca de 80% dos
clientes com seu sistema de recomendações.
Inovação
Atualmente, a possibilidade de inovação baseada em ferramentas
tecnológicas, sejam para pesquisa ou mesmo teste, permite um
processo criativo e de experimentação como nunca foi possível. A
prototipagem e o teste em pequenas comunidades, os sites
de crowdsourcing para geração de ideias − como o Dell IdeaStorm e o
My Starbucks Idea − são viabilizadores de projetos inovadores a partir
da participação do público na solução de problemas e novas versões
de produtos antes mesmo do lançamento oficial no mercado.
Copo cujo layout possui o conceito “My
Starbucks Idea”.
Previsão de demandas e tendências
O desenvolvimento de ferramentas com modelos preditivos de análise pode ajudar, por exemplo, a identificar
as principais causas de cancelamento de um serviço e encontrar maneiras de reduzir esses índices.
Otimização do e-commerce
Quando fazemos uma compra e o site nos mostra informações como “quem comprou esse produto comprou
também” ou “esses outros produtos podem interessar”, as empresas de e-commerce estão utilizando
ferramentas de big data para indicar produtos baseados no perfil de cada consumidor e, assim, ampliar suasoportunidades de vendas.
A Amazon é um exemplo de otimização de cross selling ou venda cruzada, ao analisar os hábitos de leitura
dos clientes e recomendar outros livros. Segundo a empresa, 30% de suas vendas são derivadas das
recomendações “you might also want” (você pode querer também).
Marketing baseado em localizaçãos (location based marketing)
Identificar que um cliente está passando perto do ponto de vendas e convidá-lo para entrar através de uma
promoção pode aumentar sua propensão de visita à loja.
A empresa americana PlaceCast oferece um serviço chamado Shopalerts para envio de mensagens aos
clientes próximos às lojas físicas.
Redução de custos
Como já vimos, em parceria com a IA, o Big Data ajuda a otimizar as operações logísticas, como o controle da
frota da empresa por telemetria e o rastreamento por satélite para coletar dados.
Para refletir
Esse volume extraordinário de dados circulando livremente pela internet gera um debate importante que
envolve algumas questões éticas quanto ao seu uso e armazenamento:
Privacidade e segurança da informação
A privacidade é outro grande desafio para o uso
do big data. As cyberameaças − como
costumam ser chamadas pelas áreas de
Tecnologia da Informação as ações como roubo
de dados de consumidores, ataques a dados
como arma de guerra entre empresas e
espionagem de dados por governos − crescem
a cada dia.
Filtro bolha
Essa concentração de dados sobre os usuários
nas mãos de poucas empresas de alta
tecnologia e o uso de algoritmos para organizar,
classificar e sugerir conteúdos – o chamado
“filtro bolha” – podem nos tirar a possibilidade
de relacionamento com as pessoas diferentes
de nós, fazer descobertas ao acaso, descobrir
novas informações.
Atividade 4
Questão 1
Sobre o uso do big data em uma rede de supermercados, analise as afirmações a seguir:
 
Analisar os padrões de compra dos clientes permite oferecer cupons de desconto personalizados,
aumentando a satisfação e a lealdade dos clientes.
 
O uso de big data permite entender os hábitos de compra individuais, possibilitando a criação de
ofertas que atendem às preferências específicas de cada cliente.
Assinale a alternativa correta.
A As duas afirmações são verdadeiras, e a afirmação 2 justifica a 1.
B As duas afirmações são verdadeiras, mas a afirmação 2 não justifica a 1.
C A afirmação 1 é verdadeira e a 2 é falsa.
D A afirmação 1 é falsa e a 2 é verdadeira.
E As duas afirmações são falsas.
A alternativa A está correta.
Ao utilizar big data para analisar os padrões de compra dos clientes, a rede de supermercados pode
oferecer cupons de desconto personalizados. Esse uso estratégico dos dados aumenta a satisfação e a
lealdade dos clientes, pois as ofertas são adaptadas às suas preferências específicas. Essa personalização
é um exemplo claro de como o big data pode ser aplicado para melhorar a experiência do cliente e
impulsionar o engajamento.
1. 
2. 
5. Conclusão
Considerações finais
O que você aprendeu neste conteúdo?
 
A internet evoluiu desde a antiga internet 1.0, criada nos anos 1990 por Tim Berners-Lee, basicamente
formada por sites com interatividade limitada.
 
A evolução exponencial da internet integrou tecnologias como inteligência artificial (AI), internet das
coisas (IoT) e big data.
 
AI, IoT e big data influenciam nossas vidas e as relações de negócios.
 
A internet, aliada a novas tecnologias, traz conforto e agilidade para nosso modelo de vida acelerado.
 
Cada vez mais estamos conectado a plataformas digitais e dispositivos inteligentes.
 
As oportunidades para empresas trazidas pela era digital representam o futuro dos negócios,
permitindo inovação e geração de valor.
 
Empresas podem entender e atender melhor às expectativas e necessidades dos clientes com o uso
das novas tecnologias.
 
É importante refletir sobre as questões éticas e morais relacionadas à internet, aprendizado de
máquinas, dispositivos conectados e big data.
 
Ainda não temos plena consciência dos potenciais benefícios e riscos trazidos pela era digital, mas é
preciso maximizar benefícios e minimizar riscos.
Fala, mestre!
Nos últimos anos, a digitalização no Brasil permitiu que grupos sub-representados ganhassem protagonismo,
criando novas alianças na sociedade. Com essa transformação, mesmo organizações tradicionais como o
Rotary Club enfrentaram desafios para se adaptar às redes sociais, que facilitam a formação de novos grupos
de convivência baseados em interesses variados. Esse fenômeno impactou também a vivência política,
especialmente nas eleições de 2018, onde diversos movimentos de renovação ganharam visibilidade. O autor
menciona sua participação em três desses movimentos (RenovaBR, Agora e Livres), destacando a importância
da inclusão de novas agendas e perspectivas políticas. Ele também ressalta como a digitalização da política
ajudou a desmistificar a percepção de que essa área era restrita a certos grupos, mostrando que diversas
trajetórias podem contribuir significativamente para o cenário político.
Conteúdo interativo
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Explore +
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia os livros a seguir:
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
 
A quarta revolução industrial, de Klaus Martin Schwab.
 
Marketing e comunicação na era pós-digital: As regras mudaram, de Walter Longo.
 
Leia também o artigo How Netflix used big data to generate billions, SeleritySAS (em inglês).
 
Para acessar mais dados sobre a internet no Brasil, acesse os sites do IBGE e da Cetic.
 
Para conhecer a agenda brasileira para a Indústria 4.0, acesse o site Industria 4.0.
 
Assista ao vídeo Web 2.0 Expo NY 09: Tim O'Reilly − The O'Reilly Radar, para aprofundar seus conhecimentos
sobre web 2.0 (em inglês).
 
Confira também os filmes de ficção-científica Metrópolis (1927); Frankenstein (1931); 2001: Uma odisseia no
espaço (1968); Blade Runner: O caçador de androides (1982); A.I.: Inteligência Artificial (2001) ; Matrix (1999);
Eu, Robô (2004); Ela (2014); e Ex_Machina: Instinto Artificial (2015).
 
Assista ao filme O jogo da imitação sobre a história de Alan Turing, matemático inglês que descobriu o
princípio fundamental do funcionamento dos computadores modernos.
 
Veja também o documentário O dilema das redes, disponível na plataforma Netflix, que propõe uma vasta
discussão sobre as questões éticas envolvendo a utilização e a manipulação de nossos dados.
Referências
ANALYTICS SOFTWARE & SOLUTIONS. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020.
 
ASIMOV, I. Eu, Robô. São Paulo: Círculo do Livro, s.d.
 
CASTELLS, M. A era da informação: Economia, sociedade e cultura. v. 1. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
 
GARTNER. Leading the IoT: Gartner insights on how to lead in a connected world. Consultado na internet em:
24 nov. 2020.
 
KEMP, S. Digital in 2018: World’s internet users pass the 4 billion mark. In: We are Social. Publicado em: 30 jan
2018.
 
KOTLER, P.; KARTAJAYA, H.; SETIAWAN, I. Marketing 4.0. Rio de Janeiro: Sextante, 2017.
 
LEVY, P. Cibercultura. São Paulo: 34, 1999.
 
LUGER, G. F. Inteligência Artificial. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013.
 
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MADAKAM, S.; TRIPATHI, S. Internet of Things (IoT): Aa literature review. In: Journal of Computer and
Communications. vol. 03, n. 5, 2015.
 
MAGRANI, E. A Internet das Coisas. Rio de Janeiro: FGV, 2018.
 
RECUERO, R. Redes sociais na internet. 2. ed. Porto Alegre: Salinas, 2011.
 
REID, K. 11 search statistics you need to know in 2020. Consultado na internet em: 24 nov. 2020.
 
ROGERS, D. L. Transformação digital: Repensando o seu negócio para a era digital. São Paulo: Autêntica
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SÁ, P. R. G. de; LIMA, V. M. Comunicação, planejamento e convergência das mídias. Rio de Janeiro: FGV, 2018.
 
SINCLAIR, B. IoT: como usar a Internet das Coisas para alavancar seus negócios. São Paulo: Autêntica, 2018.
 
TAURION, C. Big data. Rio de Janeiro: Brasport, 2013.
 
WIKIPEDIA. RankBrain. Consultado na internet em: 26 nov.2020.
 
WIKIPEDIA. Usabilidade. Consultado na internet em: 25 nov.2020.
 
WORLD ECONOMIC FORUM. Consultado na internet em: 24 nov. 2020.
	A revolução digital
	1. Itens iniciais
	Objetivos
	Introdução
	Conteúdo interativo
	1. Transformação digital: evolução e o panorama atual no Brasil e no mundo
	Revoluções industriais
	Conteúdo interativo
	Primeira Revolução Industrial ou Indústria 1.0
	Segunda Revolução Industrial ou Indústria 2.0
	Terceira Revolução Industrial, Indústria 3.0 ou Revolução
 Técnico-Científica-Informacional
	Quarta Revolução Industrial, Indústria 4.0 ou Revolução Digital
	Atividade 1
	A evolução da internet
	Conteúdo interativo
	Onde tudo começou
	Expansão
	A criação da World Wide Web
	As três gerações da internet
	Web 1.0
	Web 2.0
	Web 3.0
	Atividade 2
	Panorama da internet no Brasil e no mundo
	Conteúdo interativo
	Internet no mundo
	Internet no Brasil
	Tendências
	Atividade 3
	Impacto das transformações digitais para as estratégias das empresas
	Conteúdo interativo
	Consumidores
	Concorrentes
	Dados
	Inovação
	Valor
	Consumidores
	Concorrentes
	Dados
	Inovação
	Valor
	Para refletir
	Atividade 4
	2. Conceitos básicos de IA e seus impactos
	O que é inteligência artificial?
	Conteúdo interativo
	Atividade 1
	Qual é a origem da IA?
	Conteúdo interativo
	Teste de Turing
	Doctor
	Softwares inteligentes
	Assistentes pessoais
	Atividade 2
	Campos de estudos da IA
	Conteúdo interativo
	Weak AI (IA fraca)
	Strong AI (IA forte)
	Machine learning (aprendizado de máquina)
	Deep learning (aprendizagem profunda)
	Computação cognitiva
	A IA já está entre nós
	Atividade 3
	A aplicação da IA nas organizações
	Conteúdo interativo
	Perfil do consumidor e comportamento do consumidor
	Transformação da jornada do cliente
	Marketing programado
	Curadoria e recomendações personalizadas
	Otimização da navegação em ambientes virtuais (e-commerce)
	Melhora do posicionamento de sites
	Preço dinâmico
	Atendimento ao cliente personalizado
	Retenção de clientes
	Omnichannel
	Para refletir
	Primeira lei
	Segunda lei
	Terceira lei
	Desemprego
	Desigualdade econômica
	Segurança e privacidade de dados
	Limites da aprendizagem das máquinas
	Atividade 4
	Fala, mestre!
	Conteúdo interativo
	3. Conceitos básicos de IoT e seus impactos
	O que é a internet das coisas (IoT)
	Conteúdo interativo
	Produtos IoT
	Sistemas IoT
	Ambientes inteligentes
	Atenção
	Exemplo
	Atividade 1
	Origem da IoT
	Conteúdo interativo
	Curiosidade
	Atividade 2
	A IoT já está entre nós
	Conteúdo interativo
	Wearables
	Carros autônomos
	Casas inteligentes
	Saiba mais
	Localização geográfica do usuário via Waze
	Sugestões Apple Watch durante a rota escolhida
	Geração contínua de dados em todos os lugares durante o trajeto
	Interconexão de objetos físicos pela internet por meio do iPhone
	Nespresso Expert monitora a quantidade de cápsulas utilizadas
	Apple HomeKit envia informação da chegada do usuário em casa para termostato
	Atividade 3
	Aplicação da IoT nas organizações
	Conteúdo interativo
	Varejo
	Manutenção preditiva
	Transporte inteligente
	Armazenamento sob demanda
	Cliente conectado
	Loja inteligente
	Indústria
	Curiosidade
	Tornar os produtos melhores, através da inovação
	Aumentar a eficiência operacional de um produto
	Suportar melhor os produtos
	Criar melhor os novos produtos
	Setor público
	Cidades inteligentes
	Saúde pública
	Para refletir
	Internet das coisas inúteis
	E-waste
	Privacidade e segurança dos dados
	Atividade 4
	4. Conceitos básicos de big data e seus impactos
	O que é big data?
	Conteúdo interativo
	Volume
	Variedade
	Velocidade
	Valor
	Veracidade
	Atividade 1
	Origem do big data
	Conteúdo interativo
	Crescimento rápido de tipos variados de dados
	Evolução acelerada na capacidade de gerenciamento e compreensão desses dados
	Desenvolvimento de infraestrutura de computação na nuvem
	Atividade 2
	O big data já está entre nós
	Conteúdo interativo
	Atividade 3
	Aplicação do big data nas organizações
	Conteúdo interativo
	Estratégias de marketing e fidelização dos clientes
	Personalização de oferta
	Inovação
	Previsão de demandas e tendências
	Otimização do e-commerce
	Marketing baseado em localizaçãos (location based marketing)
	Redução de custos
	Para refletir
	Privacidade e segurança da informação
	Filtro bolha
	Atividade 4
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Fala, mestre!
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referênciasqual nossa existência não é
mais passível de separação entre universos físicos e digitais.
A seguir, um pouco da história da internet:
Onde tudo começou
No final da década de 1960, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por meio de sua agência de
pesquisa, a Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) criou a ARPANET, uma rede de
computadores interconectados que se destinava a aplicações militares e científicas. Essa rede deu início ao
que se conhece atualmente por internet. Inicialmente, as primeiras conexões realizadas pela ARPANET
ocorreram entre instituições acadêmicas. 
Expansão
Entre as décadas de 1970 e 1980, seu alcance foi ampliado para grande
parte das instituições de ensino dos Estados Unidos, interligando
grupos de pesquisa de Ciência da Computação aplicada. No começo da
década de 1980, com o início da comercialização dos primeiros
computadores pessoais, houve um crescimento exponencial da
utilização da internet como ambiente digital tecnológico.
Teclado de computador pessoal da Apple
antigo.
A criação da World Wide Web
No final da década de 1980, Tim Berners-Lee, enquanto trabalhava no CERN (Conseil Européen pour la
Recherche Nucléaire), propôs a World Wide Web e desenvolveu seus primeiros conceitos. Em 1990, com o
apoio do CERN e a colaboração de Robert Cailliau, ele refinou a proposta e iniciou o desenvolvimento prático
do sistema. No início da década de 1990, ele lançou os primeiros sites e navegadores, tornando a www
acessível ao público. O termo web simplificou a nomenclatura, mas vale ressaltar que web em si não é a
internet, ela é uma aplicação criada para compartilhamento de arquivos (HTML, por exemplo). Para isto, ela se
utiliza de:
Navegadores (browsers como Internet Explorer, Safari e Chrome) como ferramentas de acesso.
 
Linguagens usadas para criar um website (HTML, CCS, JavaScript, entre outras).
 
Servidor web, onde os arquivos ficam hospedados.
Em suma, a World Wide Web, criada entre o final dos anos 1980 e o início dos anos 1990 por Tim Berners-Lee
e cientistas do CERN, é um protocolo para distribuição de informação, não devendo ser confundida com a
internet em si. Ela utiliza navegadores, linguagens de programação como HTML, CSS e JavaScript, e
servidores web para hospedar arquivos, facilitando o compartilhamento de informações on-line. 
As três gerações da internet
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Costuma-se dividir a web em três gerações:
Web 1.0
Nessa primeira versão, os websites eram estáticos, não havia interação entre produtores e
consumidores de conteúdo (ready-only web). Mas vale ressaltar que foi a primeira vez que o mundo
teve acesso a uma quantidade tão grande e tão diversa de informações, de forma gratuita.
Um exemplo são os primeiros sites de e-commerce que disponibilizavam seus catálogos online
apenas para ampliar o acesso dos consumidores.
Web 2.0
A web evoluiu rapidamente e ganhou novas ferramentas que a tornaram mais dinâmica, dando início à
fase 2.0. Foi assim nomeada por Tim O’Reilly, da O´Reilly Media, em uma conferência, em 2004. A web
2.0 é marcada pela interação, compartilhamento, colaboração e cocriação constante entre usuários.
Ou seja, nesse momento as conversas na internet são múltiplas e simultâneas e não há mais um único
dono do discurso. Esse novo paradigma comunicacional é marcado pelo surgimento de plataformas
Wiki, como a Wikipedia, redes sociais e blogs.
Na read-write web, agora surgem os prosumers: Quem só consumia também produz conteúdo. E
nesse mar de informações, os mecanismos de busca, como o Google, criado em 2004, tornaram-se
imprescindíveis.
De acordo com REID (2020), estima-se que atualmente o Google tenha uma média de 5,5 bilhões de
buscas por dia, ou seja, mais de 63.000 buscas realizadas por segundo, com um número de
8.910.000.000 de resultados disponíveis para acesso.
Ainda na década de 1990, surgiram as redes sociais, que elevaram a internet a um novo patamar de 
usabilidade e interação entre milhões de usuários espalhados pelo globo. Usabilidade é um termo
usado para definir a facilidade com que as pessoas podem empregar uma ferramenta ou um objeto a
fim de realizar uma tarefa específica e importante. A usabilidade pode também se referir aos métodos
de mensuração da usabilidade e ao estudo dos princípios por trás da eficiência percebida de um
objeto.
Web 3.0
Estamos a caminho do que se entende por web 3.0 ou web semântica, baseada em um consumo de
conteúdo mais inteligente e relevante, com o propósito de disponibilizar o acesso às informações
mais alinhado aos interesses e hábitos dos usuários.
A web 3.0 foi assim nomeada pelo jornalista John Markoff, do The New York Times, com base na
evolução do termo web 2.0, e é marcada pelo uso da internet para cruzamento de dados e pela
conexão não só de pessoas, mas de objetos que interagem com pessoas e também com outros
objetos.
A seguir, as principais diferenças entre as webs 1.0, 2.0 e 3.0:
 Web 1.0 Web 2.0 Web 3.0
Usuários
Empresas/
milhares de
usuários.
Comunidades virtuais/bilhões
de usuários.
Sistema virtual,
realidades mistas −
pessoas e objetos.
 Web 1.0 Web 2.0 Web 3.0
Interação
Individual, a
partir de uma
lista de amigos.
Compartilhamento nas redes
sociais na
internetcompartilhamento nas
redes sociais na internet.
Inteligência Artificial
viabilizando
distribuição e
compartilhamento de
conteúdo
personalizado.
Participação
do usuário. Leitura. Escrita e leitura.
Internet pessoal
portátil.
Aplicações
Centralização
nas
organizações,
com sites
institucionais.
Descentralização e
participação do público, com
blogs e mídias sociais.
Personalização através
de busca semântica.
Conteúdos
Portais de
informação,
sites
institucionais
estáticos
Plataformas, conteúdo
orgânico, com pessoas
conectadas em comunidades
virtuais
Experiência
personalizada em
sistema virtual e
realidades mistas, com
pessoas, conteúdos e
objetos.
Comunicação Unilateral Multilateral Multilateral
Publicidade Banners Interativa Comportamental
Tabela: Principais diferenças entre a web 1.0, 2.0 e 3.0. 
Flávia Barroso de Mello.
Atividade 2
Questão 1
A evolução da internet é marcada por diferentes fases e inovações. Qual das seguintes alternativas descreve
corretamente a principal característica da Web 2.0?
A Navegadores e servidores web.
B Interação e colaboração entre usuários.
C Consumo inteligente de conteúdo.
D Redes de computadores interconectados.
E Acesso gratuito a informações.
A alternativa B está correta.
A Web 2.0, que surgiu no início dos anos 2000, é caracterizada pela maior participação e interação dos
usuários na criação e compartilhamento de conteúdo. Diferente da Web 1.0, estática e unidirecional, a Web
2.0 possibilitou uma comunicação multilateral e o surgimento de plataformas colaborativas como blogs,
redes sociais e wikis.
Panorama da internet no Brasil e no mundo
Compreender a evolução da internet é fundamental para entender as transformações sociais, econômicas e
culturais que ela provoca. Além disso, ao estudar esse tema, podemos construir uma visão crítica das
mudanças em nossa sociedade e nas relações com empresas e organizações.
Neste vídeo, vamos explorar a expansão global da internet, as projeções de crescimento de usuários, o
aumento de dispositivos conectados, a importância das tecnologias de comunicação para empresas e dados
específicos sobre o uso da internet no Brasil, destacando a conectividade móvel e as atividades mais comuns
dos usuários.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A internet continua a se expandir globalmente, influenciando diversos aspectos da vida cotidiana e
transformando a forma como nos comunicamos, trabalhamos, consumimos e interagimos com o mundo ao
nosso redor. O crescimento constante da conectividade tem impulsionado a digitalização de setores
essenciais, como educação, saúde, comércio e entretenimento, tornando os serviços mais acessíveis e
dinâmicos. Além disso, a evolução das redes móveis, especialmente com a implementação do 5G, tem
possibilitado conexõesmais rápidas e estáveis, favorecendo o desenvolvimento de novas tecnologias, como
inteligência artificial, automação e realidade aumentada. À medida que a conectividade cresce, torna-se cada
vez mais essencial debater temas como privacidade, segurança de dados e o impacto das novas tecnologias
na sociedade. 
Internet no mundo
A internet tem se tornado uma força transformadora em nossas vidas. Dados recentes da União Internacional
de Telecomunicações (UIT), aliados às análises do Ericsson Mobility Report e da GSMA Intelligence, revelam o
seguinte:
Em 2024, em torno de 5,5 bilhões de pessoas estavam conectadas à rede, correspondendo a
aproximadamente 68% da população mundial.
Esse avanço é acompanhado por um aumento no número de dispositivos conectados, com uma média de 3,7
dispositivos por pessoa e muitas residências chegando a contar com quase 10 aparelhos, impulsionados pela
disseminação de smartphones, wearables e tecnologias da Internet das Coisas (IoT).
Um dado importante: quase metade dos dispositivos já suporta funcionalidades para reprodução de conteúdo
em vídeo, reflexo da crescente demanda por serviços de streaming e videoconferência. Outro aspecto
relevante é o papel das conexões máquina à máquina (M2M), que representam aproximadamente 50% do total
global de dispositivos, demonstrando a expansão contínua da IoT.
Internet no Brasil
No cenário brasileiro, a Pesquisa TIC Domicílios 2024 mostra um avanço significativo na conectividade:
Em áreas urbanas, cerca de 86% dos lares dispõem de acesso à internet, o que se traduz em
aproximadamente 141 milhões de usuários.
 
Em áreas rurais essa realidade é mais desafiadora, com apenas 55% dos domicílios conectados.
A mobilidade é um fator crucial, pois 99% dos usuários acessam a internet com dispositivos móveis, e 60%
desses acessos são realizados exclusivamente via smartphone – um dado que ressalta a importância desse
dispositivo, sobretudo entre as famílias de menor poder aquisitivo. 
Quanto ao uso, as atividades on-line no Brasil também se diversificaram: 
78% dos usuários realizam chamadas por voz ou vídeo.
 
35% conectam-se para atividades profissionais.
 
42% já realizaram compras on-line.
Já em relação ao consumo de conteúdo, 76% assistem a vídeos, 75% ouvem música, 60% leem notícias, 40%
jogam on-line e 16% acompanham podcasts. Além disso, 30% dos usuários se engajam na criação e
compartilhamento de seus próprios conteúdos.
Tendências
Diversas fontes apontam tendências significativas para o uso da internet nos próximos anos. A Internet das
Coisas (IoT) também está em expansão, com estimativas indicando que o número de dispositivos IoT
conectados deve chegar a 27 bilhões até 2025. No Brasil, a tecnologia 5G é um fator-chave, com projeções de
movimentar US$ 25,5 bilhões até o fim de 2025, impulsionando tecnologias como inteligência artificial e
automação.
Essas tendências indicam uma crescente digitalização e conectividade global, transformando diversos setores
e aspectos da vida cotidiana.
Esses dados revelam não apenas o impacto global e nacional da internet, mas também as tendências que
apontam para um futuro cada vez mais conectado, repleto de oportunidades e desafios. Enquanto o mundo
avança rumo a uma era digital mais integrada, o Brasil precisa enfrentar as desigualdades no acesso,
especialmente nas áreas rurais, para garantir uma inclusão digital abrangente e sustentável.
Atividade 3
Questão 1
A evolução da internet e das tecnologias de comunicação tem moldado significativamente a sociedade. Qual
das alternativas a seguir reflete corretamente um aspecto do uso da internet no Brasil?
A Aproximadamente 86% dos lares em áreas urbanas dispõem de acesso à internet.
B 70% dos brasileiros compram on-line semanalmente.
C Aproximadamente 40% dos usuários realizam chamadas por voz ou vídeo.
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D 90% dos brasileiros utilizam a internet para trabalho.
E Menos de 50% dos domicílios em área rural têm acesso à internet.
A alternativa A está correta.
A alternativa A é a correta, pois o texto informa que, em áreas urbanas, aproximadamente 86% dos lares
dispõem de acesso à internet, demonstrando um alto nível de conectividade nas cidades brasileiras. As
demais alternativas não condizem com os dados apresentados: a alternativa B está equivocada, já que o
texto revela que apenas 42% dos usuários realizam compras on-line, e não 70% semanalmente; a
alternativa C é incorreta, pois o texto indica que 78% dos usuários realizam chamadas por voz ou vídeo, e
não em torno de 40%; a alternativa D apresenta um dado distorcido, visto que apenas 35% dos usuários
acessam a internet para atividades profissionais; e a alternativa E também está incorreta, pois, em áreas
rurais, 55% dos domicílios têm acesso à internet, e não menos de 50%.
Impacto das transformações digitais para as estratégias
das empresas
Compreender a transformação digital, além de nos ajudar a identificar como as tecnologias moldam as
estratégias empresariais e a criação de valor, também nos permite entender as dinâmicas de mercado e a
inovação necessária para manter a competitividade.
Neste vídeo, vamos apresentar as cinco dimensões da transformação digital — consumidores, concorrentes,
dados, inovação e valor. Mostraremos como as tecnologias digitais estão redefinindo os modelos de negócios
e práticas de marketing, destacando os desafios e premissas fundamentais para a adaptação e sucesso das
empresas.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Depois de conhecer um pouco do cenário atual da internet no Brasil e no mundo, talvez surja o
questionamento:
Qual é o impacto de todo esse ecossistema digital nas práticas e rotinas das organizações?
 
Levando em conta, ainda, que todas as atividades de uma organização são atos de comunicação e de
construção de valor, tanto para o público interno quanto para o externo. Identificamos dimensões que
fundamentam a transformação digital e, consequentemente, impactam em suas estratégias.
Identificamos como cinco essas dimensões. Acompanhe!
Consumidores Concorrentes
Dados
Inovação Valor
A partir dessas cinco dimensões, as tecnologias digitais estão redefinindo as premissas dos modelos de
negócios e práticas de marketing, o que pressupõe que os gestores devem estar atentos às novas dinâmicas
do mercado.
O quadro a seguir mostra os principais desafios e as premissas que devem ser consideradas no processo de
transformação digital dos negócios:
Consumidores
De:
Consumidores como um mercado de massa.
Comunicação de massa é a utilizada.
A empresa é a principal influenciadora de marketing para a persuasão de compra.
Dinâmica unilateral de criação de valor.
Lucros pela escala.
Para:
Os consumidores como uma rede dinâmica de relações.
Comunicação é multilateral.
Os consumidores são os influenciadores e advogados de marca.
Dinâmica recíproca de criação de valor.
Lucros pela satisfação.
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Concorrentes
De:
Concorrentes de uma mesma indústria.
Concorrentes claramente identificados.
Concorrência como um jogo de “soma zero”.
Os recursos de maior valor estão dentro das empresas.
Produtos com atributos e benefícios únicos.
Concentração de mercado em poucos concorrentes.
Para:
Concorrentes em diversas indústrias.
Falta de separação clara entre parceiros e concorrentes.
Cooperação entre concorrentes em determinadas áreas.
Os recursos de maior valor estão nas redes fora das empresas.
Plataformas de negócio com parceiros para gerar valor.
Maior simetria na competição dada a lógica de rede.
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Dados
De:
Aquisição e tratamento de dados onerosos.
O desafio é o armazenamento e manipulação.
Uso apenas de dados estruturados.
Os dados são utilizados somente em algumas áreas da empresa.
Os dados são vistos como uma ferramenta para aumento de efetividade operacional.
Para:
Dados gerados em todos os ambientes – dentro e fora da empresa.
O desafio é transformar o dado em informação.Dados não estruturados são a base para as discussões.
O valor dos dados está na utilização por toda a empresa.
Os dados são fontes de criação de valor.
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Inovação
De:
Decisões baseadas em intuição e senioridade.
Teste de ideias e conceitos é oneroso, lento e difícil.
Baixa frequência na realização de experimentos conduzidos por especialistas.
O desafio é encontrar a solução correta.
A falha é evitada a todo custo.
O foco é no produto final.
Para:
Decisões baseadas em testes e validações.
Testar é fácil, rápido e barato.
Alta frequência na condução de experimentos por qualquer profissional.
O desafio é resolver o problema certo.
Os erros são considerados aprendizados.
O foco é no protótipo e melhoria contínua após lançamento no mercado.
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Valor
De:
A proposição de valor é definida pela indústria.
Realização da proposição de valor.
Otimização do modelo de negócios o quanto antes.
Gestores são trocados em função da oferta atual.
O sucesso no mercado promove complacência.
Para:
A proposição de valor é definida pelas necessidades e desejos dos consumidores.
Descoberta da próxima necessidade ou desejo do consumidor.
Evoluir antes do necessário para se manter relevante e único.
Gestores são direcionados para a criação de novos negócios.
Apenas os mais proativos sobrevivem.
Como você verá a seguir, tecnologias como a inteligência artificial, a internet das coisas e o big data estão
diretamente relacionadas à inovação, à solução de problemas e à geração de valor e vantagem competitiva
para as empresas.
Fica claro, então, que transformação digital tem a ver mais com estratégia e inovação do que com tecnologia.
Para refletir
Não há dúvidas de que a transformação digital afetou não só a nossa vida, como a dinâmica de negócios para
organizações de todos os tamanhos e setores de atividade. Mas é preciso pensar sobre as questões do
ciberespaço que o tornam um ambiente vulnerável.
No final de
2019, o criador
da web, Tim
Berners-Lee,
apresentou o
“Contract for
the
web” (“Contrato
para a rede”),
de sua ONG, a
World Wide
Web
Foundation.
 Com uma série de boas
práticas online para
governos, indivíduos e
organizações, a proposta
do documento é lutar
contra cyberbullying, fake
news, manipulações e
melhorar a privacidade na
rede, ao mesmo tempo em
que propõe a garantia do
acesso global e irrestrito à
internet.
 A iniciativa não é uma
solução para as questões
éticas e morais
relacionadas ao uso da
internet, mas representa
um importante passo para
que essas discussões
sejam ampliadas e ganhem
força globalmente,
ajudando a transformar a
internet em um lugar mais
inclusivo.
Mastro de telecomunicações antenas de
tecnologia sem fio.
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Atividade 4
Questão 1
A transformação digital impacta diretamente as estratégias organizacionais. Qual das alternativas a seguir
descreve corretamente um aspecto da transformação digital nas empresas?
A Consumidores como um mercado de massa, com comunicação unilateral.
B Concorrentes claramente identificados, com recursos internos valiosos.
C Decisões baseadas em intuição, evitando falhas a todo custo.
D Dados gerados em todos os ambientes, utilizados para criar valor.
E Inovação focada no produto final, com possibilidade de melhorias até o lançamento no mercado.
A alternativa D está correta.
A transformação digital envolve a geração e utilização de dados em todos os ambientes, transformando-os
em informações valiosas para a empresa. As outras alternativas descrevem práticas tradicionais, que estão
sendo superadas pela transformação digital: consumidores como um mercado de massa e comunicação
unilateral, concorrentes claramente identificados com recursos internos valiosos, decisões baseadas em
intuição com aversão a falhas e foco no produto final.
2. Conceitos básicos de IA e seus impactos
O que é inteligência artificial?
Para acompanhar as inovações tecnológicas que estão transformando diversos setores, precisamos estudar
os mecanismos da inteligência artificial (IA). Além disso, ela nos permite criar uma visão crítica sobre como as
máquinas podem aprender e tomar decisões de forma similar aos seres humanos.
Neste vídeo, vamos apresentar a definição de IA, suas capacidades de imitar comportamentos humanos,
como aprendizado, percepção e tomada de decisões. Também discutiremos suas limitações atuais, a
dependência de grandes volumes de dados e a contribuição humana no desenvolvimento desses sistemas. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A Inteligência artificial é, sem dúvida, um dos pilares da transformação digital.
Segundo Luger (2013), a IA (inteligência artificial) ou AI (artificial intelligence) pode ser definida como um
campo da Ciência da Computação destinado à automação do comportamento inteligente.
Ou seja, a IA – como chamaremos a inteligência artificial daqui para frente – busca criar mecanismos que
capacitem máquinas a pensarem como seres humanos: Aprendam, percebam e decidam, diante de uma
determinada situação, quais caminhos seguir, de forma racional. Tudo isso baseado em padrões enormes de
big data.
Seremos capazes de replicar a nós mesmos? Ou nossa inteligência é um fenômeno único e original no
universo?
 
O homem ainda não foi capaz de reproduzir um mecanismo totalmente semelhante ao cérebro, com as células
e as ligações nervosas que existem entre elas.
Por isso, a imitação que podemos obter é apenas aproximada. Ou seja, os pesquisadores da IA conseguem
replicar programas computacionais que imitam nossa capacidade de raciocinar, de perceber o mundo e, até
mesmo, que sejam capazes de falar e compreender a nossa linguagem. Mas eles ainda dependem da
alimentação de dados feita pelas mãos humanas. 
Atividade 1
Questão 1
A inteligência artificial é um campo da ciência da computação que se destina à automação do comportamento
inteligente. Qual das alternativas a seguir descreve corretamente uma característica da IA?
A Capacidade de replicar totalmente o cérebro humano.
B Dependência de alimentação de dados humanos.
C Inutilidade em processos de aprendizado.
D Compreensão limitada da linguagem humana.
E Impossibilidade de imitar a capacidade de raciocínio.
A alternativa B está correta.
A IA, apesar de avançada, ainda não consegue replicar totalmente o cérebro humano e suas conexões
nervosas. Ela depende de grandes volumes de dados alimentados por humanos para aprender, perceber e
tomar decisões.
Qual é a origem da IA?
Como a tecnologia tem sido moldada ao longo do tempo? Para responder a essa pergunta e entender as
implicações da IA para o futuro, precisamos conhecer os seus marcos históricos, que oferecem uma visão rica
sobre o desenvolvimento de autômatos e programas inteligentes.
Vamos abordar, no vídeo, a evolução da IA, desde as primeiras tentativas de criar máquinas que imitam o
pensamento humano, até os marcos históricos como a criação da Roda de Leibniz, o Teste de Turing, e os
avanços nas décadas de 1960, 1980 e 2000, culminando nos assistentes pessoais inteligentes.
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Apesar de ter uma recente popularização na mídia, o interesse do homem por criar autômatos que agissem e
pensassem à sua semelhança é antigo.
A profusão de películas para o cinema que abordaram esse tema evidenciam essa fascinação e trouxeram o
eterno conflito homem versus máquina, em que robôs, computadores e programas computacionais agem ora
para nos ajudar, ora para destruir a humanidade.
Ainda no século XVII, por exemplo, Gottfried Wilhelm von Leibniz concluiu uma máquina funcional que ficou
conhecida como Roda de Leibniz, que integrava um tambor e uma manivela que impulsionavam as rodas e os
cilindros para realização de operações complexas de multiplicação e divisão.
Roda de Leibniz.
Mas a IA como campo de pesquisa consolidou-se a partir da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em um
encontro conhecidocomo o Simpósio de Hixon, nos Estados Unidos, ao final da guerra, pesquisadores
apresentaram suas descobertas acerca de mecanismos que imitavam ações humanas e estudos
desenvolvidos sobre o cérebro. As décadas seguintes foram de grande desenvolvimento.
Veja alguns marcos importantes para os avanços da IA:
Década de 1950
Teste de Turing
O matemático inglês Alan Turing descobriu o princípio fundamental do funcionamento dos
computadores modernos, desenvolvendo uma forma de avaliar se uma máquina consegue se passar
por um humano em uma conversa por escrito. Esse experimento é conhecido como o Teste de Turing.
Década de 1960
Doctor
É criado o Doctor, um programa de computador capaz de imitar um psicanalista, que analisava frases
e respondia utilizando a máquina de escrever.
Década de 1980
Softwares inteligentes
Edward Feigenbaum propôs softwares que realizam atividades complexas de um campo, fazendo o
papel de humanos, mas com velocidade de raciocínio e base de dados bem mais vasta. Assim se deu
a aproximação da IA do mercado corporativo, que percebeu a utilidade de programas de computador
inteligentes e direcionados.
Década de 2000
Assistentes pessoais
A DARPA (parte do departamento de defesa dos EUA) criou os primeiros assistentes pessoais
inteligentes, muito antes da voz Siri, da Apple, ou Alexa, da Amazon, começarem a fazer parte do
nosso dia a dia.
Atividade 2
Questão 1
O interesse do homem pela criação de autômatos que imitassem seu pensamento é antigo. Qual dos
seguintes marcos é corretamente associado ao desenvolvimento da IA na década de 1950?
A Criação do Doctor, um programa que imitava um psicanalista.
B Desenvolvimento do teste de Turing por Alan Turing.
C Proposição de softwares corporativos por Edward Feigenbaum.
D Criação dos primeiros assistentes pessoais inteligentes pela DARPA.
E Conclusão da Roda de Leibniz, por Gottfried Wilhelm von Leibniz.
A alternativa B está correta.
Na década de 1950, Alan Turing desenvolveu o princípio fundamental do funcionamento dos computadores
modernos e criou o teste de Turing, um experimento para avaliar se uma máquina pode se passar por um
humano em uma conversa por escrito.
Campos de estudos da IA
Você conhece os diferentes tipos de inteligência artificial? Vamos agora compreender a distinção entre IA
fraca e IA forte, bem como os desafios da computação cognitiva, que proporciona uma visão crítica sobre o
potencial e as limitações da IA.
Neste vídeo, vamos explicar a diferença entre IA fraca e IA forte, destacando como a primeira é usada
atualmente e os desafios para alcançar a segunda. Também abordaremos a computação cognitiva e seu papel
na melhoria da interação entre humanos e máquinas, exemplificando com o sistema BIA do banco Bradesco.
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A IA pode ser dividida em:
Weak AI (IA fraca)
Dispositivos capazes apenas de raciocinar e tomar decisões baseadas em programações prévias pelo modelo
IFTTT (if this then that – se isso, então aquilo).
Na Weak AI, não há vontades da máquina, uma vez que o conhecimento da IA depende do fator humano.
Strong AI (IA forte)
A IA chamada de forte discute a criação de computadores capazes de autoconsciência e que possam pensar
nos mesmos moldes que um humano.
Aqui, será possível que, por exemplo, o sistema escreva uma poesia não apenas pela composição das
palavras, mas pela intenção de construção de significados em uma dada cultura, da mesma maneira que um
humano o faz. Nesse cenário, a IA atingiria o estado que é chamado de singularidade.
Atualmente, a IA disponível para nosso uso se encontra no estágio de fraca (Weak AI).
Os bots rodam uma série de rotinas previstas pelos programadores para fundamentar e alimentar o
aprendizado contínuo da IA.
Bots
Programas de computador criados para rodar pela internet realizando tarefas repetitivas e
automatizadas.
Lembrando que os bots são alimentados por uma programação de dados feita por um ser humano, pois, como
já mencionamos, os dispositivos de IA não têm capacidade de autonomia e nem independência do fator
humano.
Ensinar os computadores a pensar, porém, não é tão simples assim. A SAS, empresa americana pioneira em
Business Intelligence, descreve a IA como um campo de estudo vasto e complexo, englobando diversas
teorias, métodos de desenvolvimento e tecnologias, e está baseada em três pilares:
Machine learning (aprendizado de máquina)
De maneira simplificada, é o processo de coletar dados de naturezas diversas, aprender com eles e,
com isso, determinar uma ação ou realizar uma predição sobre um evento.
Deep learning (aprendizagem profunda)
Pode ser compreendido como um método para a implementação do machine learning. Em essência, é
pautado por um aprendizado baseado em redes neurais, que podem ser compreendidas como um
tipo de algoritmo para ganho de conhecimento sobre algo. Os sistemas do Google Translate e
Cortana (assistente da Microsoft) são baseados em deep learning.
Computação cognitiva
Tratado como um subcampo da IA, objetiva a melhoria da interação entre pessoas e máquinas. Aqui, a
ideia é que, a cada interação entre as partes, o sistema aprenda e melhore a interpretação do que é
falado, como no caso da BIA, o sistema utilizado pelo banco Bradesco no aplicativo para atendimento
dos seus clientes.
A IA já está entre nós
Na frase a seguir, podemos observar que o brilhante físico e cientista Stephen Hawking profetizava o futuro
da IA. Ainda não chegamos lá, mas ela está evoluindo rápido, tornando-se cada vez mais presente em nossas
vidas e se expandindo para diferentes setores do trabalho e dos negócios.
Todos os aspectos das nossas vidas serão transformados, e isso pode ser o maior evento na história da
nossa civilização. 
(Hawking, 2011)
É possível, por exemplo, que você já esteja utilizando dispositivos e plataformas de IA sem nem mesmo ter
percebido. Veja só! 
Já experimentou procurar fotos a partir de objetos e situações específicas no Google Fotos, como
“abraços”, “cores”, “árvore”? E aqueles GIFs, montagens ou efeitos nas fotos sugeridas pelo
aplicativo? Isso é IA.
 
Sabe aquele texto em inglês que você não estava conseguindo traduzir e colocou no Google
Tradutor? Isso é IA.
 
Já consultou seu feed do Facebook hoje? Atualizações de status, fotos, vídeos, links, atividades do
aplicativo e curtidas de pessoas, páginas e grupos que você segue no Facebook. Isso é IA.
 
Sabe quando você visita o site de uma empresa e uma janela pop-up surge no canto da tela,
colocando-se à disposição para tirar dúvidas? Isso é IA.
Atividade 3
Questão 1
A IA pode ser dividida em fraca e forte. Qual das alternativas a seguir descreve corretamente uma
característica da IA fraca (weak AI)?
A Capacidade de autoconsciência e pensamento humano.
B Autonomia e independência do fator humano.
C Raciocínio e decisões com base em programações prévias.
D Escrita de poesias com intenção de significado cultural.
E Vontades de máquina.
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A alternativa C está correta.
A IA fraca refere-se a sistemas que executam tarefas específicas baseadas em regras e programações
definidas por humanos, previamente, como o modelo IFTTT (if this then that).
A aplicação da IA nas organizações
Sabemos que a IA está transformando os negócios. Portanto, para aproveitar suas vantagens, vamos estudar
como ela pode melhorar a tomada de decisões, otimizar processos e personalizar a experiência do cliente.
Neste vídeo, vamos discutir as diversas aplicações da IA nas empresas, desde a personalização da jornada do
cliente até a otimização de estoques e o atendimento ao cliente. Serão abordados exemplos práticos como
marketing programado, recomendações personalizadas, preços dinâmicos e chatbots.
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A IA tem evoluído para fornecer diversos benefícios específicos para todas as indústrias.
As aplicações da IA nas
empresas são variadas e, sem
dúvida, de alto impacto, tanto
no processo de criação e
captura de valorcomo no
processo de tomada de decisão
− desde o lançamento de
produtos, passando pelo seu
abastecimento nas lojas, até o
relacionamento com os clientes.
 De fato, as ferramentas
de IA disponíveis para
aplicação em estratégias
de negócios estão cada
vez mais eficientes e
ajudam a transformar a
jornada de compras de
cada cliente em uma
experiência praticamente
única e exclusiva.
 Os
consumidores,
porém, estão
mais
exigentes e
esperam mais
das empresas,
que precisam
se adequar
para
conquistá-los.Consumidores satisfeitos com sua busca
de compra na internet.
O consumidor 3.0 é um desafio para as organizações:
Bem informado.
 
Está sempre conectado.
 
Preza pelo conforto em suas experiências de compra.
 
Exige ser bem atendido, com eficiência e agilidade.
 
Está disposto a pagar mais, caso perceba valor.
 
Tem como hábito pesquisar, comparar preços e consultar outras pessoas por meio das redes sociais.
 
Na loja física, já entra conectado ao celular, sabendo que ali irá encontrar uma determinada marca e
modelo do produto que deseja, sabendo suas principais características e com uma boa noção de
preço.
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Veja como a IA pode ser aplicada para agregar valor para o cliente:
Perfil do consumidor e comportamento do consumidor
Mapear o comportamento dos consumidores e prever suas próximas ações já é possível rastreando
praticamente todos os seus passos pela rede. Dados de navegação em lojas on-line ou nas redes sociais
podem mostrar que tipo de anúncios e páginas o cliente já visitou, por exemplo. Combinando a base de dados
própria e as bases de dados da internet, as empresas trabalham com mais precisão de resultados,
conseguindo classificar seus clientes em clusters, monitorar seu comportamento e até mesmo − através de
análises preditivas − identificar quando estarão mais propensos a mudar seus hábitos de consumo. Assim é
possível, por exemplo, disparar uma campanha de marketing personalizada.
Transformação da jornada do cliente
A IA é uma das principais responsáveis por transformar a jornada de compras do cliente em algo único.
Através do conhecimento do perfil e do comportamento do consumidor, é possível às empresas gerar uma
abordagem mais personalizada, como em ações de:
Marketing programado
Anúncios programados para oferecer exatamente aquele produto que o cliente estava procurando,
naquele momento, através de uma pesquisa relacionada − feita pelo cliente ou por algoritmos de IA
que calculam corretamente os fatores demográficos da sua região.
Curadoria e recomendações personalizadas
Através de soluções de IA, é possível acompanhar as compras dos clientes e, consequentemente,
seus gostos, oferecendo, assim, recomendações personalizadas de compras. O sistema de
recomendações da Netflix, por exemplo, usa os dados de consumo dos usuários como base para
sugerir programas.
Otimização da navegação em ambientes virtuais (e-commerce)
A IA pode ser utilizada para guiar a própria jornada de compras no ambiente virtual. Se o cliente tem
preferência por agilidade, o botão de compra pode estar sempre disponível, por exemplo.
Melhora do posicionamento de sites
O Google consegue entender melhor o que os usuários estão tentando localizar em suas buscas
através de um sistema de Inteligência Artificial denominado RankBrain. O RankBrain é um algoritmo de
mecanismo de pesquisa baseado em aprendizado de máquina, cuja utilização foi confirmada pelo
Google em 26 de outubro de 2015. Ajuda o Google a processar resultados de pesquisa e fornecer
resultados de pesquisa mais relevantes para os usuários.
Isso contribui para melhorar a otimização de sites e o conjunto de estratégias, com o objetivo de potencializar
e melhorar o posicionamento de um site (SEO − Search Engine Optimization) nas páginas de resultados nos
sites de busca.
Preço dinâmico
Os preços flutuantes das passagens de avião ou a tarifa dinâmica do Uber, que varia de acordo com
horário e dia em que o cliente utiliza o serviço, são calculados graças ao machine learning.
Essas ferramentas permitem determinar um preço dinâmico, com base em fatores diversos, entre
eles:
Análise da concorrência.
Comportamento do consumidor.
Período do ano.
Giro de mercadorias.
Nível do estoque.
Margem de lucro.
Atendimento ao cliente personalizado
O chatbot é um programa de computador que tenta simular um ser humano ao conversar com
pessoas. Ou seja, estamos falando de um robô virtual que dá informações, tira dúvidas e automatiza
algumas etapas do atendimento ao cliente. Um dos mais populares chatbots do varejo no Brasil é a
Lu, do Magazine Luiza. Utilizando deep learning, ela consegue entender a linguagem natural,
compreender gírias e até mesmo erros de português. A Lu está à disposição dos clientes 24h por dia,
7 dias por semana, está diretamente integrada aos dados da empresa e o cliente pode consultá-la
diretamente, não dependendo de interface humana para consulta.
Retenção de clientes
Um exemplo é o chamado pop-up de retenção. Durante uma navegação para uma compra, uma IA
coleta dados das pesquisas do cliente. Ao fechar o pedido, a página dispara um pop-up em sua tela
com uma foto do produto com um valor promocional ou um cupom de desconto com uma contagem
regressiva. Ou seja, é uma promoção vinculada ao carrinho de compras com o objetivo de estimular o
cliente a fechar a compra.
Omnichannel
A IA tem um impacto positivo de ponta a ponta na cadeia de suprimentos. Seu funcionamento é todo
voltado à otimização dos processos, desde sistemas de reabastecimento autônomos até softwares
que calculam com precisão o momento de disparar um novo pedido.
Para otimizar estoques, por exemplo, a IA é utilizada na captura de dados do consumo real das lojas e
propõe o reabastecimento de acordo com a demanda, indicando a quantidade de produtos que deve
ser comprada ou distribuída, especificando por cada item e loja.
Em resumo, a inteligência artificial transforma a jornada de compras ao permitir abordagens personalizadas
através de marketing programado, curadoria e recomendações, otimização da navegação em e-commerce,
melhoria do posicionamento de sites, precificação dinâmica, atendimento ao cliente com chatbots, retenção
de clientes com pop-ups de descontos e a otimização da cadeia de suprimentos omnichannel. Essas
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aplicações resultam em uma experiência de compra mais eficiente e alinhada às necessidades e
comportamentos dos consumidores.
Para refletir
Em sua obra clássica da ficção científica – Eu, Robô −, Isaac Asimov, considerado um dos maiores escritores
desse gênero literário da história, criou as Três Leis da Robótica, que serviram como base para outras obras
de ficção e, em algumas circunstâncias, até para a realidade. São elas:
Primeira lei
Um robô não pode ferir um ser humano ou, por
inação, permitir que um ser humano sofra algum
mal.
Segunda lei
Um robô deve obedecer às ordens dadas por
seres humanos exceto nos casos em que tais
ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
Terceira lei
Um robô deve proteger sua própria existência
desde que tal proteção não entre em conflito
com a Primeira ou a Segunda Lei.
Alguns cientistas defendem que o medo que a humanidade tem dos robôs é infundado e construído, entre
outras coisas, pelos estereótipos criados pela literatura sobre robótica e IA.
Mas, tratando da realidade, segundo o We Forum (2016), há, sim, desafios éticos e morais que se impõem ao
desenvolvimento da IA e que precisam ser discutidos e considerados pelos governantes e pela sociedade:
Desemprego
Há uma automação crescente das atividades (estima-se que 45% dos empregos que existem atualmente
serão automatizados em apenas 20 anos) e máquinas já estão migrando, inclusive, para trabalhos cognitivos e
estratégicos.
Desigualdade econômica
Como distribuir a riqueza criada pelas máquinas? 
Segurança e privacidade de dados
Os dados serão coletados indistintamente? Como serão armazenados?
Limites da aprendizagem das máquinas
Quem determinará os limites de aprendizado de uma IA? Como ensinarética e moral a uma máquina?
Atividade 4
Questão 1
Qual é um dos benefícios da aplicação da IA em estratégias de negócios?
A Melhorar a eficiência operacional com análise preditiva.
B Substituir totalmente o trabalho humano em todas as áreas.
C Eliminar a necessidade de dados para tomada de decisões.
D Reduzir a importância da experiência do cliente.
E Padronizar as operações realizadas, uniformizando as ofertas das empresas.
A alternativa A está correta.
A aplicação da IA em estratégias de negócios oferece inúmeros benefícios, incluindo a melhoria da
eficiência operacional através da análise preditiva. Isso permite que as empresas façam previsões precisas
sobre comportamentos dos consumidores, otimizem estoques e personalizem a experiência do cliente,
resultando em maior satisfação e fidelização.
Fala, mestre!
O vídeo discute os desafios e transformações que a cultura digital impõe às escolas modernas. Aborda o
impacto que tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, têm sobre a educação, e como isso exige
uma reformulação do modelo educacional tradicional, originalmente moldado pela primeira Revolução
Industrial. Os palestrantes destacam que, enquanto há uma grande oferta de soluções digitais e plataformas
adaptativas, também existem preocupações com o impacto dessas tecnologias na atenção e saúde mental
dos estudantes. Mencionam ainda que algumas famílias e até bilionários preferem escolas sem tecnologia
para seus filhos, refletindo sobre a importância de habilidades como a escrita manual. O vídeo também
discute a necessidade de educar não só os alunos, mas também as famílias para uma melhor integração das
tecnologias no contexto educacional. Sim, o resumo é de um vídeo.
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3. Conceitos básicos de IoT e seus impactos
O que é a internet das coisas (IoT)
A internet das coisas (IoT), além de explicar como a conectividade entre dispositivos está transformando o
mundo, nos permite entender as inovações disruptivas que estão mudando comportamentos e mercados.
Neste vídeo, vamos explicar o conceito de internet das coisas (IoT), sua capacidade de conectar dispositivos
e pessoas, e suas aplicações em produtos e sistemas inteligentes. Serão abordados exemplos de inovações
disruptivas, como a transformação causada pelos serviços de streaming no mercado de videolocadoras.
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Nos dias atuais, há, aproximadamente, 5,5 bilhões de usuários de internet em todo o mundo, representando
em torno de 68% da população global, com acessos realizados por meio de dispositivos como smartphones,
desktops e tablets. 
Essencialmente, a internet faz a conexão das pessoas via máquinas e digitaliza, em muitos casos, as relações
sociais que existem no mundo físico.
No entanto, devemos nos questionar se a comunicação entre humanos é a única viabilizada pela internet.
Seria possível pensar em processos de compra e venda sem a intervenção direta das pessoas?
 
A resposta é sim.
De acordo com o Gartner (2017) − consultoria norte-americana −, em 2020 seriam mais de 20 bilhões de
equipamentos conectados, formando o que é chamado de internet das coisas (Internet of Things), ou IoT,
como chamaremos aqui. 
Não há uma unanimidade em relação ao conceito de IoT.
De maneira geral, pode ser entendida como um ambiente de objetos físicos, interconectados com a internet,
criando um ecossistema de computação onipresente (ubíqua), para executar de forma coordenada uma
determinada ação.
Ou seja, a IoT conecta objetos e pessoas, dados e ambientes virtuais, que interagem uns com os outros no
espaço e no tempo − conforme explica Magrani (2018) − e se materializa em:
Produtos IoT
Como uma secadora de roupas conectada, por
exemplo.
Sistemas IoT
Como um sistema inteligente para
abastecimento de lojas.
Ambientes inteligentes
Como, por exemplo, um edifício ou uma casa.
Diariamente, objetos se conectam à internet com capacidade de compartilhar, processar, armazenar e analisar
um enorme volume de dados. Por isso, o conceito de IoT está diretamente relacionado ao de big data, que
conheceremos mais adiante.
Atenção
Aliada à IA e à big data, a IoT possibilita o que conhecemos como inovação disruptiva, ou seja, inovações
que transformam um mercado ou setor existente apresentando uma solução inovadora superior para um
produto ou serviço. 
Para os consumidores, essa superioridade deve ficar evidente pela maior acessibilidade, conveniência ou
simplicidade, a ponto de resultar em uma quebra de paradigma, uma mudança no comportamento de
consumo da sociedade em geral, resultando no total ou parcial desaparecimento da solução anterior.
Exemplo
O clássico de inovação disruptiva é o Netflix e outros serviços de streaming que praticamente
extinguiram as videolocadoras no Brasil e no mundo. 
Atividade 1
Questão 1
O conceito de internet das coisas não é unânime, mas há um entendimento geral sobre ela. Qual é uma
característica fundamental da IoT?
A Comunicação exclusiva entre seres humanos.
B Interconexão de objetos físicos pela internet.
C Redução da necessidade de dados para tomadas de decisão.
D Dependência total de intervenção humana.
E Conexão entre objetos sem uso de internet.
A alternativa B está correta.
A característica fundamental da IoT é a interconexão de objetos físicos pela internet, permitindo que esses
dispositivos compartilhem, processem, armazenem e analisem dados. Isso cria um ecossistema de
computação onipresente, transformando mercados e comportamentos de consumo ao proporcionar maior
acessibilidade, conveniência e simplicidade.
Origem da IoT
Vamos ver como a IoT está revolucionando nossas interações com objetos e ambientes, oferecendo novos
paradigmas e transformações significativas.
Neste vídeo, vamos abordar a origem e o conceito da IoT, explicando sua evolução desde a proposta de Kevin
Ashton, em 1999. Serão discutidos os impactos da IoT como um novo paradigma da web 3.0, suas aplicações
tecnológicas, e como ela transforma as relações entre pessoas e objetos.
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A IoT é, de forma simplificada, uma evolução da internet, e reflete também a evolução da sociedade.
Curiosidade
Kevin Ashton, do MIT, que propôs o termo internet das coisas, em 1999, apontou que as pessoas
precisavam se conectar com a internet, a partir de meios variados, em função da falta de tempo imposta
pela contemporaneidade. Segundo ele, através da IoT, deverá ser possível armazenar dados, até sobre
movimentos dos nossos corpos, com uma precisão cada vez maior. 
Desenvolvida no contexto da Revolução Digital, é considerada, por muitos, um novo paradigma relacionado à
web 3.0, já que representa um momento inédito para toda a sociedade, com impactos em nossas vidas que
ainda não temos como estimar.
Em sua base, trata-se de uma revolução tecnológica, mas configura-se como uma transformação definitiva
nas relações entre pessoas e objetos.
A premissa da IoT consiste em conectar objetos à internet e às redes de computadores, permitindo que esses
objetos se comuniquem com servidores ou entre eles.
Atualmente, a IoT possui aplicações variadas, como casas inteligentes, cidades conectadas e indústrias com
equipamentos interligados a tomadores de decisão, controladores e servidores.
Atividade 2
Questão 1
A internet da coisas, sendo uma evolução da internet, está ligada à evolução da sociedade. Qual é um dos
principais impactos da IoT na sociedade?
A Reduzir a necessidade de conexão entre dispositivos.
B Facilitar a comunicação exclusiva entre humanos.
C Transformar as relações entre pessoas e objetos.
D Eliminar a necessidade de armazenamento de dados.
E Eliminar a necessidade da internet por meio de dispositivos.
A alternativa C está correta.
A IoT tem como um de seus principais impactos a transformação das relações entre pessoas e objetos. Ela
permite a interconexão de dispositivos físicos pela internet, facilitandoa coleta e análise de dados com
precisão. Isso cria um ecossistema de computação onipresente que revoluciona a forma como interagimos
com o mundo ao nosso redor, proporcionando novas possibilidades e mudanças nos paradigmas
tecnológicos e sociais.
A IoT já está entre nós
Você já parou para pensar como a tecnologia está transformando nossas vidas diárias? Vamos então estudar a
IoT, que nos permite explorar como dispositivos interconectados podem otimizar tarefas cotidianas e criar
novas experiências para os consumidores.
Neste vídeo, vamos analisar as diversas aplicações da IoT, incluindo wearables, carros autônomos e casas
inteligentes. Serão apresentados exemplos práticos, como pulseiras que monitoram atividade física, carros da
Tesla que se atualizam remotamente e dispositivos domésticos conectados que automatizam tarefas diárias.
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Do ponto de vista dos consumidores, há produtos integrados à IoT nas mais variadas áreas. De fato, objetos
interconectados podem nos ajudar nas resoluções das questões do nosso dia a dia.
Wearables
Uma das categorias mais vendidas no mundo são os wearables ou
tecnologias vestíveis. Ou seja, trata-se de peças de vestuário com
conectividade de IoT que produzem informações sobre os usuários.
Destacam-se na categoria pulseiras e tênis que monitoram a atividade
física do usuário. Todas essas tecnologias vestíveis geram uma
tonelada de dados que as empresas começam a entender para pensar
em aplicações futuras.
Pulseira monitorando a atividade física
conectada com aplicativo.
Carros autônomos
Os carros autônomos são outra categoria de produtos conectados. Eles se comunicam entre si e definem o
melhor momento (velocidade e trajeto, por exemplo) de fazer um cruzamento em vias urbanas.
Automóvel da miontadora Tesla.
A montadora Tesla já possui em sua
frota carros com diversos recursos
para comunicação com outros
equipamentos portadores de
sensores e inteligência artificial.
Com o objetivo de produzir carros
cada vez mais autônomos, a Tesla
possui uma vantagem competitiva
que as outras montadoras não têm:
A atualização e eventuais ajustes
nos seus carros de maneira remota,
sem custos aos seus clientes.
 Por causa desse recurso, durante
o furacão Irma, que atingiu o
estado americano da Flórida, em
2017, a Tesla alterou remotamente
a configuração das baterias de
alguns modelos, permitindo que os
veículos tivessem maior autonomia
temporária. Essa atualização
ajudou os motoristas a
percorrerem distâncias maiores
sem necessidade de recarga,
facilitando a evacuação da região
afetada.
Esse pequeno ajuste fez com que os clientes conseguissem chegar em locais seguros a tempo. Em outra
situação, a montadora fez a manutenção de um erro no sistema de carga dos carros sem que os clientes
precisassem ir até uma concessionária apenas enviando a atualização pela internet, como se faz com um
smartphone.
Casas inteligentes
As casas inteligentes também estão na lista de produtos com
conectividade IoT que já estão entre nós. A automação da casa é um
cenário mais próximo do mercado brasileiro em se tratando de IoT, pois
já é possível encontrar diversos dispositivos para a formação de uma
pequena rede doméstica de objetos inteligentes, como: lâmpadas
Philips Hue, cafeteiras Nespresso, Apple HomeKit e outros mais.
Casal verificando configurações de sua
casa inteligente.
Saiba mais
As lâmpadas Philips Hue permitem um sistema pessoal de iluminação sem fio, controlando com
facilidade as luzes usando dispositivos como celular ou tablet. O Apple HomeKit é a plataforma da Apple
para automação residencial. Ele permite aos usuários configurar e controlar eletrodomésticos
inteligentes usando dispositivos Apple, inclusive a Siri, assistente de voz da Apple. 
Acompanhe e imagine a sequência de eventos a seguir para entender a dinâmica da IoT em uma casa
inteligente:
Localização geográfica do usuário via Waze
Um poste na rua envia uma mensagem para o carro do João, avisando sobre bloqueio no caminho.
Automaticamente, o Waze calcula uma rota alternativa, o que acrescenta 60 minutos na previsão de
chegada em casa para jantar com a sua família.
Sugestões Apple Watch durante a rota escolhida
O carro informa ao condutor sobre a alteração na rota e sugere uma pausa para lanchar, tendo em
vista a última refeição registrada pela Apple Watch.
Geração contínua de dados em todos os lugares durante o trajeto
O motorista aprova a nova rota e segue para uma padaria no caminho. Baseando-se nas informações
dos postes, das calçadas e da rua, o carro informa à padaria que haverá uma parada e já exibe a
informação de uma nova fornada de pães para o motorista.
Interconexão de objetos físicos pela internet por meio do iPhone
O iPhone envia uma mensagem para as pessoas na casa e informa do atraso. Como a Nespresso
Expert está programada para preparar um café exatamente no momento da chegada do João, a
máquina verifica se há cápsula para ser consumida no momento da sua chegada, uma vez que o seu
filho consumiu café minutos antes das mensagens.
Nespresso Expert monitora a quantidade de cápsulas utilizadas
Devido à falta de cápsulas, a máquina envia um pedido de compra para a Nespresso que, com o seu
serviço de entrega no mesmo dia, já realiza a entrega.
Apple HomeKit envia informação da chegada do usuário em casa para termostato
Ao chegar em casa, com a temperatura automaticamente ajustada para 21° pelo termostato
conectado pelo Apple HomeKit, João acompanha a entrega das suas cápsulas e aguarda o jantar com
a sua família.
Atividade 3
Questão 1
A IoT pode ajudar em aspectos de nossa rotina. Qual das seguintes alternativas é um exemplo de sua
aplicação em casas inteligentes?
A Lâmpadas que ajustam a luminosidade automaticamente.
B Fogões que funcionam a gás natural.
C Geladeiras que regulam a temperatura internamente.
D Sofás ajustáveis manualmente.
E Janelas de vidro duplo para isolamento térmico.
A alternativa A está correta.
Lâmpadas que ajustam a luminosidade automaticamente são um exemplo de aplicação da IoT em casas
inteligentes. Esses dispositivos fazem parte de uma rede doméstica, incluindo diversos objetos
conectados, como termostatos e cafeteiras, que se comunicam para otimizar a experiência dos moradores.
A conectividade entre esses dispositivos permite a automação de tarefas diárias, proporcionando maior
conveniência e eficiência.
Aplicação da IoT nas organizações
Como a IoT pode transformar negócios e otimizar operações? Para responder a essa pergunta, vamos estudar
como a IoT cria valor por meio de inovação e eficiência.
Neste vídeo, vamos entender as aplicações da IoT no varejo, indústria e setor público, destacando exemplos
como manutenção preditiva, transporte inteligente, armazenamento sob demanda, lojas inteligentes e
produtos inovadores. Também abordaremos estratégias para criar valor em produtos IoT e como essas
tecnologias podem transformar cidades e serviços públicos.
Conteúdo interativo
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Além de oferecer produtos e possibilidades para os consumidores, a IoT também vai impactar profundamente
a forma como as organizações se estruturam e fazem negócios.
Segundo Kotler (2018), as empresas precisarão identificar maneiras de utilizar a IoT para criar valor,
especialmente através do uso de dados para alinhar seu modelo de negócios aos interesses do cliente.
Observar como a tecnologia e os preceitos de sustentabilidade têm mudado a forma como os clientes
consomem, adequando novos e diferentes meios para distribuir ofertas e serviços, é criar e distribuir valor
com sucesso.
Varejo
A SAS (empresa americana pioneira em Business Intelligence) aponta cinco aplicações possíveis da IoT no
varejo:
Manutenção preditiva
Usada no gerenciamento de energia, na prevenção de falhas ou na detecção de outros problemas. Em
um supermercado, por exemplo, sensores acoplados a produtos dos setores de frios e laticínios
podem monitorar as possíveis variações de energia para garantira qualidade dos alimentos.
Transporte inteligente
Manutenção, rastreamento e otimização de rotas com mais precisão do que o uso de GPS.
Armazenamento sob demanda
A IoT possibilita monitorar as vendas em tempo real e também na gestão de inventário. O RFID, por
exemplo, é um item da IoT muito bem testado em estocagem. Trata-se de um dispositivo eletrônico,
normalmente em forma de etiqueta (tag) adesiva, que recebe uma série de informações, através de
um chip, com uma antena microscópica embutida, capaz de receber, registrar dados e retransmiti-los
quando acionado. Na prática, funciona como um código de barras eletrônico, com a grande diferença
de não utilizar um leitor ótico, mas, sim, um sensor de radiofrequência (RF), capaz de armazenar mais
informações do que o código de barras.
Cliente conectado
Serviços com base na geolocalização podem oferecer de forma personalizada a um cliente que já
está dentro de uma loja física, por exemplo, um desconto ou uma oferta especial.
Loja inteligente
Em um shopping center, por exemplo, a IoT pode analisar o tráfego de pessoas, o que ajuda a
entender sua jornada de compras completa, possibilitando a personalização desta.
Em resumo, a IoT oferece diversas aplicações no varejo, como manutenção preditiva para garantir a qualidade
dos produtos, transporte inteligente para otimização de rotas, armazenamento sob demanda para gestão
eficiente de inventário, cliente conectado para ofertas personalizadas com base na geolocalização e lojas
inteligentes para analisar o tráfego de pessoas e personalizar a experiência de compra.
Indústria
No caso das indústrias fabricantes de produtos IoT, é preciso que tenham em mente que um produto,
simplesmente porque se conecta à internet e pode ser acessado e controlado a distância, não cria valor por si
só. Ou seja, só porque podemos conectar um produto, não necessariamente queremos e vamos conectá-lo.
Esta é uma questão importante, tendo em vista que os custos para produção de um dispositivo com
conectividade são mais altos e a organização precisa criar valor suficiente para cobrir esses custos extras.
Curiosidade
Como criar valor para o cliente em um produto de IoT? Bruce Sinclair (2018), em seu livro IoT: Como usar
a Internet das Coisas para alavancar seus negócios, sugere maneiras de criar valor em IoT. 
A seguir, veremos quatro formas de agregar valor com IoT de acordo com o livro de Bruce Sinclair, que
acabamos de citar. Acompanhe! 
Tornar os produtos melhores, através da inovação
Ou seja, entregar ao cliente um produto que faça de uma maneira nova ou melhor algo que para ele é valioso.
Pode ser um produto totalmente novo ou uma evolução de um que já existe.
Aumentar a eficiência operacional de um produto
Um exemplo são algumas empresas fornecedoras de eletricidade que usam um SCADA (Supervisory Control
and Data Acquisition), o que possibilita a conexão entre os sensores da linha de energia e o comando central,
evitando que as faltas de energia sejam descobertas somente após a reclamação dos clientes.
Suportar melhor os produtos
A partir de uma manutenção preditiva, proativa e prescritiva, contra uma manutenção reativa ou preventiva,
apenas. Os carros autônomos da Tesla, já apresentados aqui, são um bom exemplo de criação de valor com a
manutenção a distância.
Criar melhor os novos produtos
Para que eles não sejam engavetados após três ou quatro meses de uso, como acontece com alguns
wearables, como as pulseiras da marca FitBit. Visivelmente, há espaço para melhorias ou até para novos
produtos. É possível identificar para que eles estão sendo utilizados e comparar ao uso pretendido, por
exemplo. A proposta aqui, então, é usar os dados coletados de um produto para inspirar novos, sejam físicos
ou digitais.
Setor público
A IoT pode ser aplicada também para inovar ou otimizar soluções no setor público, como a implementação de
dispositivos para transformar a cidade em um espaço inteligente ou melhorar o atendimento à saúde pública.
Cidades inteligentes
Na mobilidade urbana, os meios de transporte podem ser monitorados por GPS para
otimização conforme a demanda; e também é possível organizar os sinais de trânsito conforme
informações coletadas do tráfego.
Na coleta de lixo, sensores podem avisar aos responsáveis sobre a necessidade de coleta e
otimizar a logística dos caminhões.
Na segurança, é possível prever a ocorrência de situações com a necessidade de maior
policiamento.
Saúde pública
Na saúde pública, a IoT pode ajudar:
No registro eletrônico de histórico de saúde dos pacientes.
No monitoramento de pacientes e alertas em tempo real.
Nos diagnósticos mais precisos e antecipados.
Na análise de imagens.
A IoT não apenas enriquece a oferta de produtos e serviços aos consumidores, mas também transforma
significativamente as estruturas e operações das empresas. Conforme apontado por Kotler (2018), as
organizações devem explorar a IoT para gerar valor, utilizando dados para alinhar seus modelos de negócios
aos interesses dos clientes. A chave para o sucesso reside em observar e adaptar-se às mudanças
tecnológicas e aos princípios de sustentabilidade, garantindo que a criação e distribuição de valor atendam às
novas demandas e expectativas dos consumidores.
Para refletir
A IoT pode trazer grandes benefícios para o mundo e já é possível ver suas aplicações na organização do
trânsito, na agilização de tratamentos médicos e também na preservação do meio ambiente. Mas há questões
relacionadas ao seu uso que podem provocar distorções que precisam ser consideradas com cautela.
Internet das coisas inúteis
Será que as tecnologias digitais sempre facilitam a vida das pessoas? Alguns estudos apontam para uma
diferenciação entre internet “das coisas úteis” e internet “das coisas inúteis”, ou seja, produtos que não
apresentam caráter de real utilidade e novidade, mas que são considerados inovadores simplesmente por
serem digitais. Um exemplo é o Egg Minder, uma bandeja Wi-Fi para ovos que se comunica com o celular,
informando quando seus ovos acabaram. Talvez uma lista de compras fosse mais útil e mais barata, levando
em conta os altos custos dos dispositivos de IoT.
E-waste
Parece piada, mas esses produtos incomuns e de utilidade duvidosa para a vida prática contribuem para um
dos grandes problemas relacionados à IoT: o e-waste, ou seja, o lixo gerado pelo descarte desses produtos,
que se tornam obsoletos mais rapidamente em relação aos não inteligentes.
Privacidade e segurança dos dados
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Outro problema relacionado à IoT é a confiança dos consumidores em relação ao destino dos seus dados
coletados. As empresas ainda não conseguem garantir aos usuários a proteção e a segurança aos seus dados
com a mesma velocidade com que desenvolvem os produtos de IoT. Os dados coletados são armazenados em
nuvens e são suscetíveis a ataques de hackers e vazamentos. Alguns estudiosos alertam, inclusive, que essa
pode ser uma ameaça à evolução da indústria. 
Atividade 4
Questão 1
A empresa SAS elenca aplicações da IoT no varejo. Qual é uma dessas aplicações?
A Implementação de manutenção preditiva em setores de frios.
B Contratação de novos funcionários para atendimento ao cliente.
C Redesign de layout de lojas para melhorar a circulação.
D Campanhas de marketing em redes sociais.
E Renovação de vitrines com materiais sustentáveis.
A alternativa A está correta.
A implementação de manutenção preditiva no varejo é uma aplicação da IoT que permite monitorar
variáveis como a energia em setores de frios e laticínios para garantir a qualidade dos alimentos. Sensores
acoplados a esses produtos detectam variações e previnem falhas, demonstrando como a IoT pode
melhorar a eficiência operacional e a segurança no varejo. As outras opções listadas são práticas comuns
na gestão de lojas.
4. Conceitos básicos de big data e seus impactos
O que é big data?
Você sabe explicar como os dados estão revolucionando o mundo dos negócios? Para isso, vamos estudar
como big data permite explorar suas aplicações

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