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SISTEMA IMUNOLÓGICO 
 
1. DESCREVER A ATUAÇÃO DOS ÓRGÃOS ESPECIALIZADOS NA DEFESA DO 
ORGANISMO (PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS); 
MEDULA ÓSSEA: 
“Origem de todos linfócitos e demais células sanguíneas.” 
👉 Tradução: a medula óssea é o berço da hematopoese. 
● Lá nascem todas as células do sangue, a partir de uma célula-tronco 
hematopoética multipotente (HSC). 
● A HSC pode se diferenciar em dois grandes caminhos: 
○ Progenitor mieloide → dá origem a hemácias, plaquetas, neutrófilos, 
eosinófilos, basófilos, monócitos (que viram macrófagos). 
○ Progenitor linfoide → dá origem a linfócitos T, B e células NK. 
 
“Maturação das células B.” 
👉 Tradução: além de ser origem, a medula óssea é também o local de maturação das 
células B. 
● As células B passam por seleção para garantir que não reconheçam autoantígenos. 
● Só as B “seguras” saem da medula → vão para órgãos linfóides periféricos 
(linfonodos, baço, MALT). 
 👉 Lúdico: é como se a medula fosse ao mesmo tempo maternidade e escola 
primária para as células B. 
 
 
“Citocinas — regulam a proliferação; qual célula deve se proliferar mais naquele 
momento.” 
👉 Tradução: na medula, várias citocinas e fatores de crescimento decidem o destino 
das células. 
● Exemplos: 
 
○ IL-7 → estimula desenvolvimento de linfócitos B. 
○ GM-CSF e M-CSF → estimulam granulócitos e monócitos. 
○ EPO (eritropoetina) → estimula produção de hemácias. 
 👉 Assim, a medula “escolhe” o que produzir mais de acordo com a 
necessidade do corpo. 
 
“Plasmócitos: células B ativadas que secretam anticorpos; retornam para a medula 
óssea após a estimulação periférica.” 
👉 Tradução: quando um linfócito B é ativado no linfonodo ou baço → vira plasmócito. 
● Esses plasmócitos depois voltam para a medula óssea, onde ficam como fábricas 
de anticorpos de longa duração (principalmente IgG e IgA). 
 👉 Isso explica como, mesmo anos após uma vacina, você ainda tem anticorpos 
circulando — porque os plasmócitos de memória estão lá, ativos na medula. 
 
Sistema imune na medula 
“Macrófagos: advindos dos monócitos; algumas das células que produzem 
citocinas.” 
👉 Tradução: monócitos nascem na medula, saem para o sangue, e quando chegam nos 
tecidos viram macrófagos. 
● Funções: 
 
○ Fagocitar microrganismos. 
○ Apresentar antígenos (APCs). 
○ Produzir citocinas que orquestram a resposta inflamatória (IL-1, TNF, IL-6). 
 
“Progenitor mieloide ou linfoide, vindo da célula multipotente.” 
👉 Tradução: tudo começa na célula-tronco hematopoética (HSC). 
● Ela pode seguir para dois grandes caminhos: 
○ Progenitor mieloide comum (CMP): eritrócitos, plaquetas, granulócitos, 
monócitos. 
○ Progenitor linfoide comum (CLP): linfócitos B, T e NK. 
 
👉 Esse é o mapa da hematopoese, base para entender imunologia e hematologia. 
 
 
TIMO: 
Timo — o “colégio militar” das células T 
“Órgão bilobado situado no mediastino anterior, cada lóbulo é dividido pelo septo 
fibroso em múltiplos lóbulos e consiste em um córtex externo e uma medula interna.” 
👉 Tradução: o timo fica no mediastino anterior, logo acima do coração. 
● É formado por lóbulos: cada lóbulo tem um córtex (mais externo) e uma medula 
(mais interna). 
● No córtex → células T imaturas. 
● Na medula → células T mais maduras. 
 
“Maturação de células T.” 
👉 Tradução: função principal do timo é educar e amadurecer linfócitos T. 
● As células T nascem na medula óssea, mas vêm “cruas”. 
● Só se tornam funcionais (T CD4+, T CD8+) depois de passar pelo treinamento no 
timo. 
“Lá, os linfócitos estão em diversos estágios de desenvolvimento — quando ele vai 
se desenvolvendo, migra do córtex para a medula.” 
👉 Tradução: no córtex, ficam os T imaturos (timócitos iniciais). 
● Conforme amadurecem, descem para a medula, onde ocorre a seleção final. 
 👉 Lúdico: é como alunos que entram no colégio militar (córtex) e vão passando de 
ano até a formatura (medula). 
 
“Só pode ir para a circulação/periferia quando estão plenamente desenvolvidas.” 
👉 Tradução: só os T “aprovados” no processo de seleção podem sair do timo e circular no 
sangue. 
● Estão prontos para atuar em linfonodos, baço, MALT etc. 
 👉 Lúdico: é como recrutas que só recebem farda e arma depois de passar em 
todos os testes. 
 
“Células epiteliais tímicas medulares: papel especial na apresentação dos próprios 
antígenos às células T em desenvolvimento e causando sua deleção.” 
👉 Tradução: aqui entra a seleção negativa: 
● As células epiteliais da medula expressam muitos autoantígenos (graças ao gene 
AIRE). 
● Se o linfócito T reagir fortemente contra esses autoantígenos → é eliminado por 
apoptose. 
 👉 Isso evita autoimunidade. 
● Clínica: falha no AIRE → Síndrome de APECED, doença autoimune grave. 
 
“Os linfócitos no timo, também chamados de timócitos, são linfócitos T em vários 
estágios de maturação.” 
👉 Tradução: timócito = T imaturo em treinamento. 
● Vai mudando de status: duplo negativo (sem CD4/CD8) → duplo positivo 
(CD4+CD8+) → simples positivo (CD4 ou CD8). 
 
“Também tem macrófagos e células dendríticas, quase exclusivamente na medula.” 
👉 Tradução: não são só epiteliais que educam: dendríticas e macrófagos também 
ajudam na deleção de autorreativos. 
● Funcionam como examinadores extras no “vestibular do T”. 
 
“‘Filtração’ dos linfócitos que tendem a não atacar nossas células.” 
👉 Tradução: o timo é uma peneira: 
● Linfócitos T que não reconhecem MHC = eliminados (seleção positiva no córtex). 
 
● Linfócitos T que reconhecem demais o self = eliminados (seleção negativa na 
medula). 
 👉 Resultado: só saem os T úteis e seguros. 
 
“Células epiteliais corticais tímicas produzem IL-7 — necessária na fase inicial do 
desenvolvimento da célula T.” 
👉 Tradução: no córtex tímico, as células epiteliais secretam IL-7, que é um fator de 
crescimento e sobrevivência para os T imaturos. 
● Sem IL-7, os timócitos não conseguem sobreviver nem prosseguir no processo. 
 
 
 
 
LINFONODOS: 
Os principais órgãos linfoides periféricos compartilham muitas características, mas também 
têm traços exclusivos. Os linfonodos são agregados nodulares encapsulados de tecidos 
linfoides, localizados ao longo dos canais linfáticos no corpo. Há extravasamento constante 
de fluido de pequenos vasos sanguíneos, em todos os epitélios e tecidos conectivos, bem 
como na maioria dos órgãos parenquimatosos. Esse fluido, chamado linfa, é drenado pelos 
vasos linfáticos dos tecidos para os linfonodos e, eventualmente, retorna à circulação 
sanguínea. Assim, a linfa contém uma mistura de substâncias absorvidas dos epitélios e 
tecidos -> a linfa é literalmente um “caldo de informações”: pode carregar antígenos, 
toxinas, restos de microrganismos. 
● Esse caldo vai ser processado pelos linfonodos. 
Conforme a linfa passa pelos linfonodos, as APCs presentes nestes locais conseguem 
amostrar os antígenos de microrganismos que podem atravessar epitélios e entrar nos 
tecidos -> dentro dos linfonodos há APCs residentes (sobretudo células dendríticas e 
macrófagos) que “farejam” o que vem junto com a linfa. 
● Se acham algo suspeito, apresentam aos linfócitos → ativam resposta imune 
adaptativa. 
Além disso, as células dendríticas captam antígenos microbianos dos epitélios e outros 
tecidos, e os transportam para os linfonodos -> não é só a linfa que leva antígeno. 
● As dendríticas são mensageiras ativas: pegam pedaços de microrganismos → 
migram para o linfonodo → apresentam via MHC II (ou cross-presentation em MHC 
I). 
● São a ponte direta entre inata e adaptativa. 
O resultado líquido desses processos de captura e transporte de antígeno é que os 
antígenos de microrganismos, que entram através dos epitélios ou colonizam tecidos, 
tornam-se concentrados nos linfonodos drenantes. 
 
BAÇO: 
 
O baço é um órgão abdominal, altamente vascularizado, que atua nas respostas imunes 
aos antígenos transportados pelo sangue, do mesmo modo que os linfonodos atuam nas 
respostas aos antígenos transportados pela linfa (Figura 1.15). Osangue que entra no baço 
flui por uma rede de canais (sinusoides). Os antígenos transportados pelo sangue são 
capturados e concentrados pelas células dendríticas e macrófagos no baço. O baço contém 
fagócitos em abundância, revestindo os sinusoides, os quais ingerem e destroem 
microrganismos presentes no sangue. Esses macrófagos também ingerem e destroem 
hemácias velhas. 
 
 
O sistema imune cutâneo e o sistema imune das mucosas: 
O sistema imune cutâneo e o sistema imune das mucosas são conjuntos especializados de 
tecidos linfoides e APCs, localizados nos epitélios e sob estes epitélios na pele e nos tratos 
gastrintestinal e respiratório, respectivamente. Embora a maioria das células imunes, 
presentes nesses tecidos, esteja difusamente dispersa sob as barreiras epiteliais, há 
acúmulos discretos de linfócitos e APCs organizados de forma similar ao observado nos 
linfonodos. Por exemplo, as tonsilas na faringe e as placas de Peyer no intestino são dois 
tecidos linfoides de mucosa definidos em termos anatômicos (Figura 1.16). O sistema imune 
da pele é constituído pela maioria das células de imunidades inata e adaptativa, todavia 
sem quaisquer estruturas anatomicamente definidas (Figura 1.17). A qualquer momento, 
pelo menos um quarto dos linfócitos do corpo são encontrados nos tecidos de mucosa e na 
pele (refletindo o amplo tamanho destes tecidos) (ver Figura 1.13), e muitos são células de 
memória. Os tecidos linfoides cutâneos e de mucosa são sítios de respostas imunes aos 
antígenos que rompem os epitélios. Uma propriedade notável dos sistemas imunes cutâneo 
e de mucosa é a capacidade de responder a patógenos, mas não reagir aos enormes 
números de microrganismos comensais, normalmente inócuos, presentes nas barreiras 
epiteliais. Isto ocorre por diversos mecanismos, incluindo a ação de células T reguladoras e 
outras células que suprimem, em vez de ativar, os linfócitos T. 
 
EXPLICANDO MELHOR: 
 
1. Sentinelas no portão 
● A pele e as mucosas são portões de entrada para vírus, bactérias, fungos, parasitas, 
mas também para alimentos, poeira, poluentes e comensais. 
● Logo abaixo dessas barreiras, ficam linfócitos T e B, células dendríticas e 
macrófagos. 
● Eles funcionam como sentinelas, sempre “farejando” o que passa. 
 
2. Amostragem constante de antígenos 
● As células dendríticas e M células (no intestino) capturam antígenos da luz 
intestinal ou das vias respiratórias e os levam para placas de Peyer, tonsilas ou 
linfonodos drenantes. 
● Isso concentra a informação em locais específicos, onde os linfócitos podem ser 
ativados. 
 
3. Resposta rápida contra patógenos 
● Se um patógeno real atravessa a barreira: 
 
○ Linfócitos T de memória já presentes no tecido são ativados. 
○ Plasmócitos locais secretam IgA (nas mucosas) ou IgG (na pele). 
○ Células NK, macrófagos e neutrófilos entram em ação. 
 👉 Resultado: a infecção é combatida na porta de entrada, antes de se 
espalhar. 
 
4. Tolerância contra comensais e alimentos 
● O desafio é não reagir contra tudo. 
● Intestino e pele têm trilhões de microrganismos inofensivos (microbiota). 
● Também entram diariamente alimentos que não são perigosos. 
● O sistema precisa distinguir: 
 
○ “Esse é perigoso → reage.” 
○ “Esse é inofensivo → ignora.” 
 
● Isso é feito por T reguladores e por citocinas anti-inflamatórias (IL-10, TGF-β), que 
suprimem respostas exageradas. 
 👉 Se esse mecanismo falha, aparecem alergias, intolerâncias e doenças 
inflamatórias crônicas (ex.: doença inflamatória intestinal, dermatite atópica). 
 
5. Células de memória residentes 
● Uma característica marcante: muitos linfócitos nesses tecidos são células de 
memória. 
● Isso significa que, se já houve uma infecção naquela mucosa/pele, as células de 
memória ficam ali como uma guarnição fixa, pronta para responder muito mais 
rápido da próxima vez. 
 
 
2. CONHECER AS CÉLULAS DE DEFESA DO SISTEMA IMUNE; 
 
NEUTRÓFILOS: 
Como eles lutam 
Uma vez no campo de batalha, os neutrófilos não economizam munição. Eles atacam de 
várias formas: 
1. Fagocitose → engolem bactérias ou fungos pequenos, aprisionando-os dentro de 
um fagossomo. 
2. Explosão respiratória → produzem espécies reativas de oxigênio (ROS) altamente 
tóxicas, sufocando os microrganismos. 
3. Degranulação → liberam grânulos cheios de enzimas antimicrobianas. 
4. NETs (Neutrophil Extracellular Traps) → quando estão prestes a morrer, lançam 
seu próprio DNA impregnado de enzimas, formando uma rede pegajosa que prende 
e mata microrganismos. 
 
👉 No fim, muitos neutrófilos morrem — e o acúmulo desses corpos junto com 
microrganismos mortos forma o pus, marca registrada da sua batalha. 
 
O arsenal lisossomal dos neutrófilos 
Quando fagocitam um invasor, eles fundem o fagossomo com o lisossomo, formando um 
fagolisossomo, uma câmara de tortura molecular. Ali, entram em ação as enzimas 
lisossomais: 
● Mieloperoxidase (MPO): gera ácido hipocloroso (HOCl), um tipo de água sanitária 
biológica, responsável até pela cor esverdeada do pus. 
● Defensinas: pequenos peptídeos que perfuram membranas, como agulhas 
envenenadas. 
 
● Lisozima: corta o peptidoglicano da parede bacteriana, como uma tesoura 
molecular. 
● Proteases (elastase, catepsinas, proteinase-3): destroem proteínas bacterianas e 
da matriz extracelular, como marretas químicas. 
● Lactoferrina: sequestra ferro, deixando a bactéria sem “comida”. 
● BPI (Bactericidal Permeability-Increasing protein): destrói membrana de Gram– e 
neutraliza LPS — um desativador de bombas bacterianas. 
● Gelatinase e colagenase: abrem caminho nos tecidos, como escavadeiras. 
● Azurocidina: antibacteriana e ainda recruta monócitos → spray de pimenta que 
chama reforço. 
● Histaminase: degrada histamina, ajudando a modular inflamação → extintor de 
incêndio. 
 
Junto disso, a produção de radicais livres (ROS) e óxido nítrico amplifica a destruição. 
 
 
3. ENTENDER A RESPOSTA IMUNE INATA E AS BARREIRAS ANATÔMICAS E 
FISIOLÓGICAS DELA; 
● o sistema imune inato responde somente quando conseguem atravessar os epitélios 
e, dessa forma, colonizar os tecidos. Se essas barreiras (os epitélios) forem 
danificados ou os microrganismos conseguirem penetrá-las, as respostas imunes 
inata e adaptativa são ativadas para fornecer as próximas linhas de defesa. 
● repetidas exposições induzem respostas imunes inatas praticamente idênticas. -> a 
inata foca em padrões comuns de patógenos (PAMPs e DAMPs). A adaptativa 
reconhece detalhes únicos de cada antígeno. 
SOBRE OS DAMPs: o sistema imunológico inato também reconhece moléculas que são 
liberadas das células danificadas ou necróticas. Essas moléculas são chamadas padrões 
moleculares associados ao dano (DAMP). As respostas subsequentes ao DAMP servem 
para eliminar células danificadas e iniciar os reparos teciduais. 
● Estima-se que o sistema imune inato reconheça apenas cerca de 1.000 produtos de 
microrganismos e células danificadas graças a esses padrões fixos que ele 
consegue identificar (herdamos, já nascemos com esse “repertório” pronto) 
● A imunidade inata é a primeira linha de defesa quando um microrganismo invade. 
● Função: segurar a infecção logo no início, evitando que ela se espalhe 
rapidamente. 
● As respostas são mediadas por células tecido-residentes e outras células e 
proteínas plasmáticas recrutadas a partir do sangue no processo inflamatório. 
○ Células residentes: macrófagos, células dendríticas, mastócitos → ficam no 
tecido, prontas para reagir. 
○ Células recrutadas: neutrófilos e monócitos vindos do sangue. 
○ Proteínas plasmáticas: complemento, coletinas, proteínas de fase aguda. 
○ Processo inflamatório: vasodilatação + permeabilidade → permite a 
entrada dessas defesas. 
● A importância da imunidade inata na defesa do hospedeiro é ilustrada por 
observações clínicas e estudos experimentais demonstrando que as deficiências, a 
inibição ou a eliminação de qualquer dos vários mecanismos de imunidade inata 
aumentam a suscetibilidadea infecções, mesmo quando o sistema imune adaptativo 
está intacto e funcional. OU SEJA = tradução: mesmo se você tiver linfócitos T e 
B funcionando perfeitamente, sem a inata você não sobrevive. 
● “As respostas imunes inatas a esses microrganismos podem manter a infecção sob 
controle até as respostas imunes adaptativas serem ativadas.” 
○ A inata funciona como um freio inicial, segurando a infecção enquanto a 
adaptativa é preparada. 
○ Sem isso, a adaptativa demoraria dias e o patógeno dominaria antes. 
○ Exemplo: uma gripe comum só é resolvida porque a inata contém a carga 
viral até os linfócitos T CD8 e anticorpos entrarem em cena. 
 
Inata = imediata, generalista, segura o jogo. 
Adaptativa = demorada, mas poderosa e precisa, elimina de vez. 
 
● A imunidade inata elimina células danificadas e invasoras e inicia o processo de 
reparo tecidual, removendo células mortas. Exemplo: depois de uma pneumonia, os 
macrófagos não só matam bactérias, mas também limpam os restos de células 
pulmonares destruídas, abrindo caminho para o reparo. 
O sistema imune inato reconhece as células mortas, invasoras, graças aos PRRs (Pattern 
Recognition Receptors) que não ficam procurando célula invasora como um todo, mas 
que reconhecem moléculas características que aparecem quando: 
1. Patógeno invade → libera ou expõe PAMPs (Pathogen-Associated Molecular 
Patterns) 
○ Exemplos: 
■ LPS (bactérias Gram−) 
■ Peptidoglicano (Gram+) 
■ Flagelina (flagelo bacteriano) 
■ RNA de fita dupla (vírus) 
○ Quem detecta? TLRs, RLRs, NLRs etc. -> esses são os PRRs. 
 
2. Células do próprio hospedeiro sofrem dano → liberam DAMPs 
(Damage-Associated Molecular Patterns) 
○ Exemplos: 
■ ATP extracelular (normalmente só dentro da célula) 
■ DNA nuclear ou mitocondrial solto no citosol 
■ Ácido úrico (cristais na gota) 
■ HMGB1 (proteína nuclear liberada na necrose) 
○ Quem detecta? também PRRs (NLRP3, TLRs etc.). 
A inata não é só um alarme genérico: ela também dá pistas à adaptativa sobre qual tipo 
de inimigo chegou. Exemplo: 
● Infecção viral → produção de interferon tipo I → favorece resposta celular (CD8). 
● Infecção helmíntica → liberação de IL-4 e IL-5 → favorece resposta humoral IgE + 
eosinófilos. 
“Portanto, a imunidade inata não só atua como a linha inicial de defesa logo após a 
infecção, como também fornece os sinais de perigo que alertam o sistema imune adaptativo 
para responder.” 
● Células dendríticas são o elo crucial: detectam o “perigo” via PRRs/DAMPs e 
carregam antígenos até o linfonodo → ativam T e B. Sem esse alerta, a adaptativa 
não entra em ação. 
Os receptores da imunidade inata são expressos em células variadas como dendríticas, 
fagócitos, endoteliais, epiteliais e linfócitos. Eles podem estar presentes na superfície da 
membrana celular, membrana de endossomas (dentro do qual os produtos microbianos são 
ingeridos) ou no citosol. Esses receptores para PAMP e DAMP pertencem a várias famílias, 
sendo as quatro principais: TLR, CLR (receptores de lectina tipo C), NLR (receptores tipo 
NOD), RLR (receptores tipo RIG). 
Então, como realmente esses PRRs agem? 
Em primeiro lugar, essa ligação pode acarretar diretamente a destruição do patógeno por 
meio de destruição dos constituintes da parede celular microbiana e formação de brechas 
na membrana plasmática, em consequência das ações dessas proteínas. Em segundo 
lugar, os fatores humorais também são peritos em recobrir os microrganismos (um processo 
denominado opsonização), o que aumenta bastante sua captação por fagocitose e 
destruição subsequente por células fagocíticas. 
Por conseguinte, o reconhecimento de padrões de um patógeno por PRR solúveis ou 
associados às células pode resultar em: 
● Lise direta do patógeno; 
● Opsonização, seguida por fagocitose; 
● Fagocitose direta por meio de PRR associado às células; 
● Intensificação das funções das células fagocitárias; 
● Produção de proteínas antimicrobianas; 
● Produção de citocinas e quimiocinas; 
● Diferenciação de células efetoras em um estado mais ativo. 
Funções desencadeadas pelo reconhecimento de padrões pelos PRRs 
1. Lise direta do patógeno 
● Alguns PRRs solúveis (como proteínas do complemento → via alternativa ou 
lectina) podem levar à formação do MAC (complexo de ataque à membrana). 
● O MAC perfura bactérias Gram− → morte direta por lise. 
 👉 Exemplo: C5b-C9 do complemento. 
 
2. Opsonização, seguida por fagocitose 
● PRRs solúveis como MBL (mannose-binding lectin) ou fragmentos do 
complemento (C3b) grudam no patógeno → “marcam” ele. 
● Fagócitos (macrófagos, neutrófilos) têm receptores para esses opsoninos → 
engolem com mais facilidade. 
 👉 Lúdico: é como jogar cola no ladrão para os guardas conseguirem agarrar. 
 
3. Fagocitose direta por meio de PRR associado às células 
● Macrófagos e neutrófilos têm PRRs de membrana (ex.: TLR, Dectin-1, scavenger 
receptors). 
● Esses receptores reconhecem padrões microbianos (p.ex., β-glucanos de fungos) e 
ativam a fagocitose diretamente, sem opsonização. 
 
4. Intensificação das funções das células fagocitárias 
● Quando PRRs se ligam a PAMPs/DAMPs, ativam vias intracelulares (NF-κB, MAPK). 
● Isso aumenta: 
○ Produção de espécies reativas de oxigênio (burst respiratório). 
○ Liberação de enzimas lisossomais. 
○ Secreção de citocinas inflamatórias. 
 👉 Fagócito passa para um modo turbo. 
 
5. Produção de proteínas antimicrobianas 
● Células epiteliais e fagócitos produzem defensinas, catelicidinas (peptídeos que 
perfuram bactérias). 
● Fígado (estimulados por IL-6) produz proteínas de fase aguda → muitas têm efeito 
antimicrobiano. 
6. Produção de citocinas e quimiocinas 
● Citocinas: IL-1, IL-6, TNF → inflamação, febre, ativação hepática. 
● Quimiocinas: IL-8/CXCL8 → recrutamento de neutrófilos. 
 👉 Isso cria o ambiente inflamatório clássico (rubor, calor, dor, tumor). 
 
7. Diferenciação de células efetoras em um estado mais ativo 
● Quando PRRs ativam células dendríticas, elas mudam de estado: 
○ Aumentam expressão de moléculas coestimuladoras (CD80/CD86). 
○ Produzem citocinas específicas → orientam se a resposta adaptativa será 
Th1, Th2, Th17, etc. 
 👉 É a base da “ponte” entre inata e adaptativa. 
Como será comentado adiante neste capítulo, existem várias classes diferentes de PRR 
associados às células (receptores Toll-like [TLR], receptores de lectina do tipo C 
[CTLR], receptores NOD-like [NLR], receptores RIG-like [RLR], entre outros), e é a 
ligação de uma ou mais das diferentes categorias de receptores que não apenas possibilita 
a: 
● detecção de infecção, 
● mas também transmite a informação sobre o tipo de infecção (por levedura, bactéria 
ou vírus) 
● e a sua localização (extracelular, endossômica ou citoplasmática). Na prática, a 
maioria dos patógenos tende a se ligar simultaneamente a vários desses receptores, 
o que acrescenta outro nível de complexidade à sinalização que pode ser gerada por 
meio da ligação desses receptores. 
Por sua vez, isso possibilita adaptação individualizada da resposta imune subsequente às 
vulnerabilidades singulares do patógeno que disparou o alarme. 
PRINCIPAIS COMPONENTES DA RESPOSTA IMUNE INATA: 
● barreiras físicas e químicas; 
● células fagocíticas, células dendríticas, mastócitos, células fagocíticas, células 
dendríticas mastócitos, células natural killer. 
● proteínas sanguíneas, sistema complemento. 
 
A resposta imune inata combate microrganismos por meio de duas estratégias principais: 
pelo recrutamento de fagócitos e outros leucócitos que destroem os microrganismos, no 
processo chamado inflamação; e pelo bloqueio da replicação viral. 
 
4. COMPREENDER A RESPOSTA ADAPTATIVA; 
A resposta imune adaptativa se inicia a partir da captura do antígeno, seguida pela ativação 
de linfócitos específicos. 
CARACTERÍSTICAS: 
● Especificidade: as respostas imunológicas são específicas para cada antígeno ou 
até mesmo para diferentes porções de uma macromolécula. Essa especificidade 
acentuada ocorre porque oslinfócitos expressam, em sua superfície, receptores de 
membrana que são capazes de distinguir diferenças discretas na estrutura entre 
antígenos distintos -determinantes ou epítopos: partes dos antígenos que são 
reconhecidas especificamente pelos linfócitos. 
● Diversidade: resulta da variabilidade de estruturas de receptores de antígenos e 
capacita o sistema imunológico a responder a uma grande variedade de antígenos 
-repertório linfocitário: número total de especificidades antigênicas dos linfócitos de 
um indivíduo. 
● Memória: cada exposição a um antígeno expande o clone de linfócitos específicos 
para aquele antígeno tornando as respostas secundárias mais rápidas e mais 
intensas. 
● Expansão clonal: aumento no número de células que expressam receptores 
idênticos para o antígeno, e assim pertencem a um clone. Esse aumento nas células 
antígeno-específicas capacita a resposta imune adquirida a se manter atualizada 
com os patógenos infecciosos que estão se dividindo rapidamente. 
● Especialização: o sistema imunológico responde de maneira distinta e especial a 
diferentes microrganismos, maximizando a eficiência dos mecanismos de defesa 
antimicrobianos. 
● Autolimitação e homeostasia: combatido o antígeno, é cessado o estímulo 
essencial para ativação e sobrevivência dos linfócitos, assim, a resposta imunológica 
diminui fazendo com que o sistema imunológico retorne ao seu estado basal. Os 
linfócitos provados desses estímulos morrem por apoptose. 
● Tolerância a antígenos próprios: é a ausência de resposta imunológica a 
antígenos próprios. Para isso o organismo é capaz de eliminar linfócitos que 
expressam receptores específicos para alguns antígenos próprios -doenças 
auto-imunes: ocorrem quando há anormalidades na indução ou na manutenção da 
autotolerância. 
 
Essas características da imunidade adquirida são necessárias para que o sistema 
imunológico desempenhe a sua função normal de defesa do hospedeiro. 
A especificidade e a memória permitem que o sistema imunológico desenvolva respostas 
acentuadas em casos de estimulação persistente ou recorrente com o mesmo antígeno e 
possa, assim, combater infecções prolongadas ou de repetição. 
A diversidade é a essência para defender os indivíduos contra os vários patógenos em 
potencial que existem no meio ambiente. 
A especialização permite que o hospedeiro desenvolva respostas “sob medida” para 
combater melhor os diferentes tipos de microrganismos. 
A autolimitação permite que o sistema retorne a um estado de repouso após eliminar cada 
antígeno estranho e que esteja preparado para responder a outros antígenos. 
A autotolerância é essencial para a prevenção de reações contra as suas próprias células e 
tecidos e, ao mesmo tempo, para a manutenção de um amplo repertório linfocitário 
específico para antígenos invasores. 
A imunidade humoral é mediada por proteínas chamadas anticorpos, que são produzidos 
por células chamadas linfócitos B. Os anticorpos secretados entram na circulação, nos 
fluidos teciduais extracelulares e nos lumens de órgãos revestidos por mucosa como os 
tratos gastrintestinal e respiratório. Os anticorpos conferem defesa contra microrganismos 
presentes nestes locais, impedindo-os de invadir células teciduais e neutralizando as 
toxinas produzidas por microrganismos. Os microrganismos que vivem e se dividem fora 
das células, mas que são prontamente destruídos após serem ingeridos pelos fagócitos são 
chamados microrganismos extracelulares, e os anticorpos podem intensificar a captação 
destes microrganismos para o interior dos fagócitos. No entanto, muitos microrganismos, 
frequentemente chamados microrganismos intracelulares, podem viver e se dividir dentro 
das células infectadas, incluindo os fagócitos. Embora possam prevenir que esses 
microrganismos infectem as células teciduais, os anticorpos não são efetivos depois que os 
microrganismos entram nas células. 
A defesa contra microrganismos que já entraram nas células hospedeiras é denominada 
imunidade celular, por ser mediada por células chamadas linfócitos T. A imunidade 
mediada por células é especialmente importante na defesa contra organismos intracelulares 
que conseguem sobreviver e se replicar dentro das células. Alguns linfócitos T ativam 
fagócitos para destruírem microrganismos que foram ingeridos e sobrevivem no interior de 
vesículas intracelulares desses fagócitos. Outros linfócitos T matam qualquer tipo de células 
hospedeiras (inclusive células não fagocíticas) que abriguem microrganismos infecciosos no 
citoplasma ou no núcleo. Em ambos os casos, as células T reconhecem antígenos 
microbianos exibidos nas superfícies das células hospedeiras, o que indica a existência de 
um microrganismo no interior da célula. Alguns linfócitos T também auxiliam na defesa 
contra microrganismos extracelulares, por meio do recrutamento de grande número de 
fagócitos, que ingerem e destroem os microrganismos, para os sítios de infecção. 
● As respostas imunes adaptativas têm outras características importantes para suas 
funções: Quando linfócitos naive ou de memória são ativados por antígenos, 
proliferam e geram milhares de células, todas com os mesmos receptores 
antigênicos e a mesma especificidade. Este processo, chamado expansão clonal, 
aumenta rapidamente o número de células específicas para o antígeno encontrado e 
garante que a imunidade adaptativa seja compatível com o rápido ritmo de 
proliferação dos microrganismos. 
● As respostas imunes são especializadas, sendo projetadas diferentes respostas 
para conferir a melhor defesa contra diferentes tipos de microrganismos Todas as 
respostas imunes são autolimitadas e declinam, conforme a infecção é eliminada, 
permitindo que o sistema retorne a um estado de repouso (homeostasia), preparado 
para responder a outra infecção. 
● O sistema imune é capaz de reagir contra um número e variedade enormes de 
microrganismos e outros antígenos estranhos, mas normalmente não reage contra 
as substâncias potencialmente antigênicas do próprio hospedeiro – os chamados 
autoantígenos. Essa ausência de responsividade ao próprio é chamada tolerância 
imunológica, em referência à capacidade do sistema imune de coexistir (tolerar) 
com moléculas, células e tecidos próprios potencialmente antigênicos. 
CÉLULAS DA IMUNIDADE ADAPTATIVA: 
LINFÓCITOS: 
Texto: “Os linfócitos são as únicas células que produzem receptores, cuja 
distribuição é clonal, específicos para diversos antígenos, e são os 
mediadores-chave da imunidade adaptativa.” 
👉 Tradução: só os linfócitos conseguem gerar receptores super específicos, cada clone 
com seu receptor único (BCR ou TCR). Isso os torna os verdadeiros protagonistas da 
imunidade adaptativa. 
● Clínica: sem linfócitos (ex.: SCID — imunodeficiência combinada grave), a pessoa 
morre de infecções comuns, mesmo com imunidade inata intacta. 
 
 
Texto: “Um indivíduo adulto saudável contém 0,5 a 1 × 10¹² linfócitos.” 
👉 Tradução: temos meio trilhão a um trilhão de linfócitos circulando e em órgãos linfóides. 
● Parece muito, mas é necessário, porque cada clone reconhece um único 
antígeno. Quanto mais clones, maior a chance de ter “a chave certa” para qualquer 
invasor. 
 
 
Texto: “Embora todos os linfócitos sejam similares, do ponto de vista morfológico, e 
indiferenciáveis quanto à aparência...” 
👉 Tradução: ao microscópio, eles parecem tudo igual: célula pequena, núcleo redondo, 
pouco citoplasma. 
● Mas a aparência engana → as funções são completamente diferentes (B ≠ T CD4 ≠ 
T CD8 ≠ NK). 
 
 
Texto: “...são heterogêneos quanto à linhagem, função e fenótipo, sendo capazes de 
desenvolver respostas e atividades biológicas complexas.” 
👉 Tradução: mesmo com cara de iguais, eles se dividem em linhagens (B, T, NK), com 
funções e perfis diferentes. 
● Cada grupo participa de uma parte diferente da defesa: anticorpos, ativação, 
citotoxicidade, regulação etc. 
 
 
Texto: “Estas células com frequência são distinguidas pela expressão de proteínasde 
superfície que podem ser identificadas usando painéis de anticorpos monoclonais.” 
👉 Tradução: como não dá para diferenciá-los no microscópio, usamos marcadores de 
superfície (proteínas que cada subgrupo expressa). 
● Exemplo: CD4 → T helper; CD8 → T citotóxico; CD19/CD20 → B. 
 
 
Texto: “A nomenclatura padrão para essas proteínas é a designação numérica do 
grupamento de diferenciação (CD; do inglês, cluster of differentiation)...” 
👉 Tradução: essas proteínas de superfície recebem uma “etiqueta” numérica chamada 
CD. 
● Cada CD funciona como uma placa de identificação do linfócito. 
 
 
Texto: “...que é usada para delinear as proteínas de superfície, que definem um tipo 
celular ou estágio de diferenciação celular específico, e são reconhecidas por um 
aglomerado ou grupo de anticorpos.” 
👉 Tradução: o número do CD indica não só o tipo da célula, mas também o estágio de 
maturação dela. 
● Exemplo: CD34 marca células-tronco hematopoiéticas (bem imaturas). CD20 marca 
células B já diferenciadas. 
 
5. EXPLICAR OS TIPOS E FUNÇÕES DAS IMUNOGLOBULINAS. 
O que são imunoglobulinas? 
● Também chamadas de anticorpos. 
● São glicoproteínas produzidas pelos plasmócitos (linfócitos B ativados). 
● Reconhecem antígenos específicos e neutralizam invasores. 
 👉 São como mísseis teleguiados do sistema imune: cada um é feito sob medida 
para um alvo. 
 
Estrutura básica 
● Formadas por 4 cadeias polipeptídicas: 
 
○ 2 cadeias pesadas (H). 
○ 2 cadeias leves (L). 
 
● Regiões: 
 
○ Fab (Fragment antigen-binding): “cabeça do míssil”, que reconhece o 
antígeno. 
○ Fc (Fragment crystallizable): “rabo do míssil”, que interage com células 
imunes e o complemento. 
 
● São divididas em classes pela cadeia pesada (α, δ, ε, γ, μ). 
 
Classes de imunoglobulinas 
1. IgG (a mais abundante — ~70-80% do total) 
● Monômero, circula no sangue e tecidos. 
● Funções: 
 
○ Neutralização de toxinas e vírus. 
○ Opsonização (marca microrganismos para fagocitose). 
○ Ativa complemento (via clássica). 
○ Só ela atravessa a placenta, protegendo o bebê (imunidade passiva). 
 
● Clínica: níveis baixos em recém-nascidos → maior risco de infecções até a IgG 
materna cair e a própria começar a ser produzida. 
 👉 Lúdico: IgG é a guarda-costas de elite, está em todo lugar, patrulhando e 
protegendo até os bebês antes de nascer. 
 
2. IgA (a protetora das mucosas — 10-15%) 
● Dímero nas secreções (saliva, lágrimas, leite materno, muco respiratório e 
intestinal). 
● Funções: 
○ Protege mucosas contra bactérias e vírus. 
○ Neutraliza patógenos sem inflamação (importante porque inflamar mucosa 
seria desastroso). 
○ Presente no leite materno, dá imunidade passiva ao bebê no intestino. 
● Clínica: deficiência de IgA → infecções de mucosa recorrentes (respiratórias, 
digestivas, urinárias). 
 👉 Lúdico: IgA é o guarda do portão, vigiando entradas do corpo (mucosas). 
 
3. IgM (a primeira a aparecer — ~10%) 
● Pentâmero (grande e pesado). 
● Funções: 
○ Primeiro anticorpo produzido numa infecção. 
○ Excelente em ativar complemento. 
○ Fica na superfície de linfócitos B como receptor. 
 
● Clínica: se aparece IgM específico no sangue, indica infecção aguda/recente. 
 👉 Lúdico: IgM é o alarme do condomínio: é o primeiro a disparar, chama reforço 
(complemento), mas não é tão refinado quanto os outros. 
 
4. IgE (a da alergia e parasitas —

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