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Questões resolvidas

Dada a estreita relação identificada entre a integração da África à economia imperial e o desenvolvimento das cidades, devemos agora nos perguntar qual o destino do urbanismo e da economia urbana na região após sua conquista pelos Vândalos. Ora, a partir das primeiras décadas do século V, as cidades africanas conhecem mudanças significativas nas formas tradicionais do urbanismo, com a perda de importância do fórum em benefício do complexo episcopal, o abandono de alguns lugares de espetáculo e a conversão de muitos edifícios públicos em igrejas. Constata-se uma menor regulamentação da malha urbana pelas autoridades municipais, com a ocupação de ruas e de outros espaços públicos por casebres, lojas e oficinas. Mas, apesar disso, as escavações em Cartago e em outros sítios urbanos não mostram nenhuma diminuição da área habitada. Com a reconquista bizantina, no segundo quarto do século VI, inúmeros trabalhos de construção são empreendidos em diversas cidades. Em geral, trata-se da edificação de igrejas e fortificações, mas em Cartago verificam-se também restaurações das ruas e dos edifícios de habitação, além de importantes trabalhos de reconstrução dos portos. A organização dessas cidades, porém, havia-se modificado em profundidade, já que não se organizavam mais em torno do fórum, mas da fortaleza e das igrejas. Pode-se, portanto, afirmar que, por essa época, as formas tradicionais de vida cívica haviam desaparecido, mas não, certamente, a vida urbana em si.
A partir do trecho acima e dos seus conhecimentos sobre a presença vândala e bizantina no norte da África, é correto afirmar:
1. Os “bárbaros” europeus não conseguiram sucessos no norte da África e logo foram rechaçados pelos berberes já cristianizados.
2. Correta: Os bizantinos foram que conseguiram expulsar os vândalos, no ano de 533 d.C., após um período longo de pacificação entre vândalos e bizantinos.
3. Os berberes foram muito receptivos aos bizantinos, porque eram bastante simpáticos a esse povo e sentiam que, com eles, uma nova fase na região começaria.
4. Foi inicialmente com os vândalos europeus e, depois, com a invasão bizantina, que o islamismo foi introduzido na África.
5. Os “bárbaros” europeus que invadiram o Império Romano primeiramente invadiram o norte da África e, a partir dali, conseguiram alcançar os territórios europeus.

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Questões resolvidas

Dada a estreita relação identificada entre a integração da África à economia imperial e o desenvolvimento das cidades, devemos agora nos perguntar qual o destino do urbanismo e da economia urbana na região após sua conquista pelos Vândalos. Ora, a partir das primeiras décadas do século V, as cidades africanas conhecem mudanças significativas nas formas tradicionais do urbanismo, com a perda de importância do fórum em benefício do complexo episcopal, o abandono de alguns lugares de espetáculo e a conversão de muitos edifícios públicos em igrejas. Constata-se uma menor regulamentação da malha urbana pelas autoridades municipais, com a ocupação de ruas e de outros espaços públicos por casebres, lojas e oficinas. Mas, apesar disso, as escavações em Cartago e em outros sítios urbanos não mostram nenhuma diminuição da área habitada. Com a reconquista bizantina, no segundo quarto do século VI, inúmeros trabalhos de construção são empreendidos em diversas cidades. Em geral, trata-se da edificação de igrejas e fortificações, mas em Cartago verificam-se também restaurações das ruas e dos edifícios de habitação, além de importantes trabalhos de reconstrução dos portos. A organização dessas cidades, porém, havia-se modificado em profundidade, já que não se organizavam mais em torno do fórum, mas da fortaleza e das igrejas. Pode-se, portanto, afirmar que, por essa época, as formas tradicionais de vida cívica haviam desaparecido, mas não, certamente, a vida urbana em si.
A partir do trecho acima e dos seus conhecimentos sobre a presença vândala e bizantina no norte da África, é correto afirmar:
1. Os “bárbaros” europeus não conseguiram sucessos no norte da África e logo foram rechaçados pelos berberes já cristianizados.
2. Correta: Os bizantinos foram que conseguiram expulsar os vândalos, no ano de 533 d.C., após um período longo de pacificação entre vândalos e bizantinos.
3. Os berberes foram muito receptivos aos bizantinos, porque eram bastante simpáticos a esse povo e sentiam que, com eles, uma nova fase na região começaria.
4. Foi inicialmente com os vândalos europeus e, depois, com a invasão bizantina, que o islamismo foi introduzido na África.
5. Os “bárbaros” europeus que invadiram o Império Romano primeiramente invadiram o norte da África e, a partir dali, conseguiram alcançar os territórios europeus.

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Leia os dois trechos abaixo:
 “Sugeriuse ainda que, dado que vários sítios da África ocidental onde, em épocas remotas, se trabalhava o ferro – como os da cultura de Nok ou os situados no Alto Volta – fornecem igualmente utensílios de pedra, devese considerar a possibilidade de a metalurgia do ferro ter sido praticada em contextos do final da Idade da Pedra.”
(POSNANSKY, M. Introdução ao fim da Pré-História na África subsaariana. MOKHTAR, Gamal. História geral da África II: África Antiga. Brasília: UNESCO, 2010. p. 600)
“Apesar de conhecerem a metalurgia do ferro, as populações de Nok ainda continuavam a usar utensílios de pedra nas atividades em que os consideravam mais eficientes.”
(WAI-ANDAH, B. A África ocidental antes do século VII. MOKHTAR, Gamal. História geral da África II: África Antiga. Brasília: UNESCO, 2010. p. 679)
Sobre a cultura Nok, é correto afirmar:
1. A cultura Nok surgiu no século V d.C. e é fruto da mistura entre elementos africanos e elementos europeus. Foi por esse contato que os africanos começaram a usar o ferro.
2. A cultura Nok data desde o século I a.C., sendo provavelmente a primeira a trabalhar com o ferro na África negra. Seu ponto de origem foi em uma região onde hoje é a África do Sul. 
3. Correta: Foi considerada a primeira cultura da África negra a fundir o ferro e seu ponto originário era a Nigéria, no ano I a.C.  Resposta correta
4. A cultura Nok ficou conhecida, pois, no século I d.C. foi a primeira a conseguir navegar pela costa do Oceano Atlântico, alcançando o sul da África. 
5. A importância da cultura Nok foi por ter sido com quem os portugueses estabeleceram contato ao chegarem na África. 
Pergunta 2
2
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O português falado no Brasil é um misto de diversas influências. A base do idioma é o português, porém, há outras influências, como o tupi e outros idiomas ameríndios. Há a influência de outros idiomas europeus, a influência árabe e, por fim, a influência africana. Uma das influências é a língua banto. Assinale, abaixo, a alternativa que reflete palavras de origem banto:
1. Alambique, alforria, cenoura, xadrez, xerife. 
2. Cipó, gambá, paçoca, sabiá e tucano.
3. Avenida, chalé, garçom, maquete, pivô. 
4. Correta: Bengala, camundongo, fubá, minhoca, quitanda.  Resposta correta
5. Basquete, esqui, folclore, piquenique e vagão. 
Pergunta 3
3
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“A grande maioria dos estudiosos africanos e europeus concorda que a escravidão era uma atividade implantada na África, antes da chegada dos mercadores europeus no final do século XV. Mas que tipo de escravidão havia até então naquele continente? Alguns especialistas no assunto afirmam que, por aquela época, o que havia era um sistema interno, cuja configuração não se pode identificar, propriamente, como uma forma de exploração do trabalho, seria uma escravidão não devidamente institucionalizada.”
 (SOUZA, Talita T. B. A. Escravidão interna na África, antes do Tráfico Negreiro. Vértices. ano 5. nº 2, MAIO/AGO., 2003, p. 16)
Com base no trecho acima e dos seus conhecimentos sobre a escravidão na África, é correto afirmar:
1. Ter escravos era um sinal de fraqueza. Os fortes eram aqueles que não precisavam escravizar, mas que conseguiam estabelecer relações e alianças. 
2. A escravidão era uma atividade comercial e era a base da economia de muitas cidades. Por isso, as guerras entre os povos africanos eram constantes. 
3. Os filhos de uma escrava eram considerados livres, porém, por serem considerados inimigos, eram mortos ou deixados por si mesmos. 
4. Os escravos normalmente eram parentes ou pessoas próximas, que se tornavam escravos de outrem por terem cometido alguma traição ou não ter agido de forma fiel. 
5. Correta: Normalmente, os escravos eram prisioneiros de guerra, portanto, os escravos na grande parte das vezes eram inimigos de uma cidade e estrangeiros.  Resposta correta
Pergunta 4
4
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“Dada a estreita relação identificada entre a integração da África à economia imperial e o desenvolvimento das cidades, devemos agora nos perguntar qual o destino do urbanismo e da economia urbana na região após sua conquista pelos Vândalos. Ora, a partir das primeiras décadas do século V, as cidades africanas conhecem mudanças significativas nas formas tradicionais do urbanismo, com a perda de importância do fórum em benefício do complexo episcopal, o abandono de alguns lugares de espetáculo e a conversão de muitos edifícios públicos em igrejas. Constata-se uma menor regulamentação da malha urbana pelas autoridades municipais, com a ocupação de ruas e de outros espaços públicos por casebres, lojas e oficinas. Mas, apesar disso, as escavações em Cartago e em outros sítios urbanos não mostram nenhuma diminuição da área habitada. Com a reconquista bizantina, no segundo quarto do século VI, inúmeros trabalhos de construção são empreendidos em diversas cidades. Em geral, trata-se da edificação de igrejas e fortificações, mas em Cartago verificam-se também restaurações das ruas e dos edifícios de habitação, além de importantes trabalhos de reconstrução dos portos. A organização dessas cidades, porém, havia-se modificado em profundidade, já que não se organizavam mais em torno do fórum, mas da fortaleza e das igrejas. Pode-se, portanto, afirmar que, por essa época, as formas tradicionais de vida cívica haviam desaparecido, mas não, certamente, a vida urbana em si.”
OLIVEIRA, Julio César M. de. O conceito de Antiguidade Tardia e as transformações da cidade antiga: o caso da África do Norte. Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 24, jul. 2007/jun.2008, p. 131.
A partir do trecho acima e dos seus conhecimentos sobre a presença vândala e bizantina no norte da África, é correto afirmar:
1. Os “bárbaros” europeus não conseguiram sucessos no norte da África e logo foram rechaçados pelos berberes já cristianizados. 
2. Correta: Os bizantinos foram que conseguiram expulsar os vândalos, no ano de 533 d.C., após um período longo de pacificação entre vândalos e bizantinos.  Resposta correta
3. Os berberes foram muito receptivos aos bizantinos, porque eram bastante simpáticos a esse povo e sentiam que, com eles, uma nova fase na região começaria. 
4. Foi inicialmente com os vândalos europeus e, depois, com a invasão bizantina, que o islamismo foi introduzido na África. 
5. Os “bárbaros” europeus que invadiram o Império Romano primeiramente invadiram o norte da África e, a partir dali, conseguiram alcançar os territórios europeus. 
Pergunta 5
5
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O sistema político e administrativo do reino do Ndongo nesse período era diferente do modelo vigente no reino do Congo, como esclarece Birmingham: 
Contrariamente ao Congo, onde, por exemplo, um mani Mbata era governador da província de Mbata, um mani Mbamba governador da província de Mbamba e assim por diante, no Ndongo não havia governadores de províncias. [...] Cada uma dessas regiões dividia-se em numerosos chefados (sobados), na sua maioria autônomos. (BIRMINGHAM, David. Alianças e conflitos. Os primórdios da ocupação estrangeira em Angola (1483-1750). Luanda: Arquivo Histórico de Angola, 2004.)
Essa diferença organizacional entre Congo e Ndongo foi determinante para a definição da meta dos portugueses na região. Seria mais vantajoso concentrar os esforços para a contestação da soberania do Ngola do Ndongo junto aos seus sobas, do que do Mani Congo junto aos manis provinciais.
 (CARVALHO, Flavia M. de. O Reino de Ndongo no contexto da Restauração: Mbundus, portugueses e holandeses na África Centro Ocidental. Sankofa: Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana Ano IV, Nº 7, Julho/2011, p. 9)
A partir do trecho acima e dos conhecimentos sobre os reinos de Ndongo e do Congo, é correto afirmar:
I. Conforme exposto no trecho, grande parte dos escravos trazidos para a Américapelos portugueses eram do Reino do Congo.
II. Portugal se aliou ao Reino do Congo para conseguir escravos do Reino de Ndongo, porém, com isso, fortaleceu o Congo, que, depois, expulsou os portugueses.
III. A estrutura de poder do Reino de Ndongo facilitou a obtenção de escravos por parte de Portugal, já que não existia um poder centralizado e forte.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta;
1. I e III. 
2. I, II e III. 
3. II e III. 
4. I e II. 
5. Correta: III.  Resposta correta
Pergunta 6
6
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“Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.”
Ao que a esse trecho corresponde?
1. É um projeto de lei que ainda tramita no congresso. 
2. É um trecho da lei de Abolição da Escravidão, de 13 de Maio de 1888. 
3. É um texto de um poeta negro brasileiro dos anos 30, que simula uma lei. 
4. Foi uma proposta do historiador brasileiro Alberto Costa e Silva, da década de 1940, que nunca foi considerada. 
5. Correta: À Lei n. 10.639, de 2003.  Resposta correta
Pergunta 7
7
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O trecho a seguir é do discurso de recepção de Alberto da Costa e Silva à Academia Brasileira de Letras, feito por Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça, em 17 de Novembro de 2000.
“O autor de A Enxada e a Lança bem mereceu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Ifé, na Nigéria. Ninguém pode pretender conhecer de África sem o conhecimento dessa obra fundamental, construída com inteligência crítica, obstinação de pesquisa, graça literária na redação e a impressionante abonação de quase mil obras. É o mais importante estudo, no gênero, que se conhece”.
(http://www.academia.org.br/academicos/alberto-da-costa-e-silva/discurso-de-recepcao).
A partir do trecho e sobre a produção da História da África no Brasil, é correto afirmar:
1. Desde o surgimento das primeiras universidades e dos cursos de História no Brasil, nos anos 1930, a História da África já se institucionalizou e se tornou uma das principais áreas de estudo
2. A História da África nunca foi alvo de interesse no Brasil, pois não existiu relações entre África e Brasil ao longo da História dos dois países. 
3. Houve um reconhecimento e uma produção de História da África no Brasil desde a descoberta do Brasil, por autores portugueses, inicialmente, e, depois, por autores brasileiros, como é o caso de Costa e Silva.
4. Correta: Alberto da Costa e Silva marca os princípios de estudo de História da África, ainda nas décadas de 40 e 50, feitos de forma individual. A História da África só ganhou destaque como uma área própria a partir dos anos 2000.  Resposta correta
5. Alberto da Costa e Silva é um autor angolano radicado no Brasil e os estudos da História da África no Brasil foi feito somente por autores nascidos na África e que viviam no Brasil, formando um grupo chamado de “Afro-brasileiros”. 
Pergunta 8
8
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“A vitória de Afonso I marcou o início do mais longo reinado do Congo, ou seja, de 1506 a 1543. O papel desse rei foi fundamental abriu o país a Portugal, acarretando assim uma considerável reorganização política e econômica, bem como uma assimilação voluntária de elementos do cristianismo que acabou por se implantar ali de forma definitiva. Cristão desde 1491 e protetor dos raros missionários antes de 1506, esse chefe de facção, uma vez rei, transformou rapidamente a Igreja católica em religião de Estado. Seu filho Henrique, como bispo consagrado em Roma, esteve à frente da Igreja do Congo de 1518 a 1536. Em seguida, o controle do bispado caiu nas mãos dos portugueses. O tráfico negreiro intensificouse a partir de 1514. Da mesma forma que o soberano de Portugal, Afonso I quis controlar o tráfico graças à organização de monopólios reais antes de tentar abolilo em 1526. Não funcionou e os monopólios reais foram constantemente desrespeitados pelos afroportugueses de São Tomé e os vizinhos do reino, tanto na costa do Loango quanto no Ndongo, e até mesmo em Luanda, parte integrante do reino. O rei usou os recursos obtidos com o tráfico de escravos e com o comércio de marfim e de tecidos de ráfia para trazer técnicos e, sobretudo, missionários portugueses. Antes do fim de seu reinado, a vida sociopolítica transformarase completamente. A diferença entre nobreza e os plebeus acentuarase, à medida que a nobreza se tornava letrada e cristã, além de tomar parte no tráfico de escravos. As pessoas comuns eram duramente exploradas. A casa real foi reforçada pela importação de escravos do Pool e de outras regiões para a guarda real, assim como pelo crescimento da descendência de Afonso, a ponto de comprometer sua sucessão. Todos os reis a seguir seriam descendentes de Afonso, oriundos de uma ou outra de suas três principais filhas. O número sempre crescente de pretendentes ao trono levou a uma cisão da casa real em casas inimigas e, por fim, após 1665, a uma guerra civil que destruiu o reino tal como era antes dessa data. A presença de portugueses na cidade introduziu uma nova dimensão política. Ligados por casamento a diversas casas nobres, eram divididos entre afroportugueses e enviados metropolitanos que animaram partidos opostos na corte até 1665 e intervieram em todas as lutas de sucessão”.
 (VANSINA, J. O Reino do Congo e seus vizinhos. OGOT, Bethwell A. História Geral da África V: África do século XVI ao XVIII, Brasília: UNESCO, 2010, p. 657-659)
A partir do trecho acima e sobre a relação de portugueses e africanos, é correto afirmar:
I. O trecho deixa claro que a influência de Portugal sobre os reinos africanos foi imensa. Uma delas foi a grande conversão dos africanos ao catolicismo. Todavia, um dos fatores que Portugal não influenciou completamente foi na escravidão. A escravidão já existia na África. O que Portugal fez foi torná-la uma atividade comercial e um elemento econômico, justamente após chegar ao Congo, em 1483.
II. Uma das práticas comuns de Portugal, como o trecho bem ilustra, foi converter ao cristianismo os povos das regiões onde chegava. A finalidade, com isso, era facilitar o comércio de escravos. Os africanos cristianizados eram preferidos e, logo, mais fáceis de vender.
III. A grande quantidade de africanos trazidos ao Brasil foi determinante para a formação de uma cultura brasileira possuidora de elementos africanos. Todavia, como os africanos eram cristianizados, não houve impacto das religiões africanas na formação da cultura brasileira. 
Assinale a alternativa que indique os itens corretos acima:
1. III
2. Correta:I.  Resposta correta
3. II e III. 
4. II. 
5. I, II e III. 
Pergunta 9
9
MÚLTIPLA ESCOLHA
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Leia o trecho abaixo.
“Desse modo, desenvolveuse o centro religioso, no centro do qual o templo e o palácio, os santuários e o alafin ou a oba, começaram a desempenhar uma função de redistribuição. Sabese menos acerca das atividades comerciais do oni de Ife, comparativamente ao conhecido no tocante à oba do Benin, situação passível de explicação pelo fim da hegemonia comercial de Ife, nos séculos XV e XVI, pelos danos devidos às guerras iorubas do século XIX, bem como pela ausência de continuidade das tradições. O poder das oba do Benin exercia se sobre a totalidade do comércio praticado pelos autônomos além dos limites da cidade: eles eram os únicos a possuir os mais preciosos artigos,escravos, peles de leopardo, pimenta, palmito, corais e a maior parte do marfim. Todavia, um dos ifa oriki, ou cantos divinatórios iorubas, oferecenos uma indicação: tratase de Oduduwa”.
(SHAW, Thurstan. A zona guineana: situação geral. EL FASI, Mohammed. História geral da África III: África do século VII ao XI. Brasília: UNESCO, 2010, p. 564-565).
Leia os itens abaixo e identifique os corretos:
I. “Ifé” foi umas das cidades e culturas iorubás mais importantes. Tornou-se uma cidade sagrada para grande parte dos iorubás, pois seria dela que teria se originado o mundo. 
II. “Obá” era o título de chefe principal entre os iorubás. Eles que lideravam as cidades-estados iorubás. 
III. “Oduduwa” ou “Oduduá” é um personagem lendário, que teria sido o primeiro dos líderes de Ifé.
Marque a alternativa correta em relação aos itens:
1. II e III. 
2. Correta: I, II e III.  Resposta correta
3. I e II. 
4. III. 
5. I. 
Pergunta 10
10
MÚLTIPLA ESCOLHA
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Tendo nascido no interior do reino de Benin, no território da atual Nigéria, Olaudah Equiano (c. 1745 - 1797) foi capturado ainda criança por comerciantes de escravos e enviado para os Estados Unidos, onde conquistou sua liberdade após muitos anos submetido à escravidão. Tendo se mudado para a Inglaterra, Equiano escreveu suas memórias. No trecho abaixo, ele relembra momentos de sua infância em sua vila na África. 
O nosso modo de vida é totalmente simples, pois os nativos ainda não estão familiarizados com aqueles refinamentos na culinária que valorizam o sabor: novilhos, cabras e aves, fornecem a maior parte da sua comida. Estes constituem igualmente a principal riqueza do país, e os principais artigos de seu comércio. [...] Em nossas construções preferimos a conveniência em vez dos enfeites. Cada chefe de família tem um grande pedaço de terra quadrada, cercada por um fosso ou cerca, ou fechado com uma parede feita de terra vermelha; que, quando seca, é tão dura quanto tijolo. Dentro estão as casas para acomodar a sua família e seus escravos; que, se numerosas, apresentam frequentemente a aparência de uma aldeia. [...] De cada lado estão os cômodos de suas esposas, que também têm as suas casas separadas de dia e de noite. Os cômodos dos escravos e suas famílias são distribuídos pelo resto da construção.
EQUIANO, Olaudah. Interesting Narrative of the Life of Olaudah Equiano, Or Gustavus Vassa, The African. Disponível em . Tradução nossa.
 A partir da análise deste documento histórico, e considerando seus conhecimentos sobre a história da África no período, avalie as afirmativas a seguir.
I. Não existia escravidão na África até a chegada dos europeus no século XV, quando a prática se torna comum por todo o continente. 
II. As declarações de Equiano são obviamente falsas, pois se sabe não existirem documentos originais produzidos por escravos.
III. A escravidão era uma instituição conhecida dentro do continente africano, mesmo antes da presença colonial europeia no continente.
IV. A economia escravista europeia, no século XVIII, pouco dependia da captura de indivíduos na África, pois era fundada na reprodução de escravos nas colônias.
V. O cotidiano dos escravos a que Equiano se refere estava inserido dentro do contexto social e cultural de sua região, no período. 
Assinale a alternativa correta:
1. Correta: Estão corretas apenas as afirmativas III e V.  Resposta correta
2. Estão corretas apenas as afirmativas II e IV. 
3. Estão corretas apenas as afirmativas IV e V. 
4. Estão corretas todas as afirmativas. 
5. Estão corretas apenas as afirmativas II, IV e V.

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