Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
174 
 
AULA 00: ANTIGUIDADE 
 
FUVEST 
Exasiu 
Exasiu 
EXTENSIVO 
Profe Alê Lopes 
AULA 13 
HB: Império Brasileiro 
estretegiavestibulares.com.br t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
2 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Sumário 
 
Introdução ................................................................................................................... 3 
1. Primeiro Reinado (1824-1831) ................................................................................. 5 
1.1 - Economia ....................................................................................................................................... 6 
1.2 – População e Sociedade ............................................................................................................... 10 
1.3 - Religião ......................................................................................................................................... 17 
1.4 - Política .......................................................................................................................................... 18 
1.4.1 – Confederação do Equador ............................................................................................................................. 26 
1.4.2 – Política Externa .............................................................................................................................................. 29 
1.5 – Abdicação de Dom Pedro I .......................................................................................................... 30 
2. Período Regencial .................................................................................................. 36 
2.1 - Contextualização .......................................................................................................................... 38 
2.2 – Regência Provisória ..................................................................................................................... 39 
2.3 – Regência Permanente (1831-1835) ............................................................................................ 39 
2.4 – Regência Una............................................................................................................................... 40 
2.5 - Revoltas no Período Regencial .................................................................................................... 44 
3. Lista de Questões ................................................................................................... 54 
4. Gabarito ................................................................................................................. 86 
5. Questões comentadas ........................................................................................... 87 
6. Considerações Finais ............................................................................................ 174 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profe Ale Lopes 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
3 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Queridas e Queridos Alunos, 
Hoje começamos a estudar a História do Brasil independente, ou seja, do processo que nos 
fez como nação. Estou muito feliz também porque terminamos um longo período colonial. Muitas 
informações, não é mesmo? Mas, agora, serão novos desafios. Tão grandes quanto aqueles que 
enfrentaram os brasileiros e brasileiras que sonharam com uma país livre das amarras das 
monarquias europeias. Preparei com muito carinho e preocupação, pois os temas que veremos 
nessa aula caem muito nos vestibulares. 
Por isso, seja bem-vindo e bem-vinda a mais uma aula para a qual você deve dedicar grande 
atenção. É sempre um grande prazer compartilhar com vocês nosso trabalho e participar dessa 
caminhada até sua aprovação. Não esqueça: Força, Coragem e Perseverança. A vaga é sua! 
Se você tiver dúvidas, utilize o Fórum de Dúvidas! Eu vou te responder bem rapidinho. Ah, 
não tem pergunta boba, Ok? Vamos começar? Já sabe: pega seu café e sua ampulheta. Bora!! 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
Queridas e queridos aluno, nesse momento começaremos a estudar a História do Brasil 
Independente. Assim, veremos a primeira experiência de governo dos próprios brasileiros, com 
todos os pontos positivos e negativos disso. Daqui para frente não há como “culpar” alguém de 
fora, já que as decisões que foram tomadas foram fruto da soberania que o país adquiriu ao tornar-
se independente. 
Estudar a História do Brasil Independente é compreender a formação da Nação, os avanços 
e limites de cada momento e, assim, quem sabe, entender o que somos hoje, como povo, como 
Estado e território. O vestibular espera que você saiba contar e criticar esse longo período. 
Para começar quero que você relembre a periodização que a história faz a partir da 
independência. 
Entre 1822 e 1889 a forma de Governo foi Monarquia Constitucional, chamamos essa fase 
de Brasil Império. Depois, entre 1889 até o os dias atuais passamos para a fase da República. Veja: 
 
 
 
 
1824
1831
1840
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
4 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
 
 
 
 
 
Na aula passada vimos como foi o processo que deu origem ao 07 de setembro de 1822 e, 
nesse sentido, como se inseriu em um contexto muito maior que integrou a história brasileira à 
história mundial. Como disse as professoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling no livro Brasil: uma 
biografia (2018): 
[...]o Sete de Setembro representa um movimento simbólico destacado de um longo 
processo de ruptura iniciado até antes da vinda da corte, e que levou, ao fim e ao cabo, 
a uma solução monárquica, implantado bem no meio das Américas. Cercado de 
repúblicas por todos os lados, O Brasil colocaria no centro do poder um rei, ou melhor, 
um imperador, para espanto e desconfiança dos vizinhos latino-americanos. Por certo, 
a emancipação não foi obra exclusiva de nosso quixotesco d. Pedro. O evento é 
expressão visível de uma série de tensões e arranjos que se colavam à crise do sistema 
colonial e do absolutismo, tão característico do fim do período moderno. Era todo o 
Antigo Regime que desintegrava e com ele as bases do colonialismo mercantilista. 
1(grifos nossos) 
Assim, a conquista da soberania política brasileira é parte fundamental dessa crise do 
Antigo Regime. Nesse sentido, é progressista porque rompeu com o colonialismo. Eu já mencionei 
isso várias vezes, pois, além de localizar o sentido liberal da independência, permite-nos, ao 
mesmo tempo, perceber os limites conservadores desse processo encontrado na solução 
monárquica usada como desfecho. Todavia, lembro de que o Brasil contrastou com os demais 
países latinos, pois a experiência latino-americana foi marcada pelo republicanismo. Não podemos 
esquecer, também, de que a opção pela monarquia constitucional visava, em primeiro lugar, evitar 
a fragmentação territorial a exemplo do que ocorria nos territórios vizinhos. 
 
1 SCHWARCZ, Lilia M., STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras. 
2018, p 222. 
•1822-
Independência
•1831 -
Abdicação de 
Dom Pedro I
1o. 
Reinado
•1831- Início 
da Regência
•1840 - Golpe 
da 
Maioridade
Período 
Regencial
•1840 - Dom 
Pedro II assume
•1889 -
Proclamação da 
República
2o. 
Reinado
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
5 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Além disso, não foi só a forma de governo monárquica que deu uma tônica conservadora 
para o país que nascia. A manutenção da escravidão foium dos elementos defendidos por parte 
das elites oligárquicas que articularam a etapa final da independência. De fato, esta foi a questão 
que unificou grupos políticos que tinham posições diferentes sobre como organizar o Estado e a 
administração do Estado. 
Nesse sentido, a emancipação política conquistada pelo Estado não se transferiu para sua 
população, que continuava miserável e oprimida. Do ponto de vista do exercício da cidadania, 
sobretudo em relação à participação política, a maioria da população continuou excluída. Por 
muito tempo, prevaleceu no Brasil uma visão aristocrática sobre os direitos civis e políticos da 
sociedade. A cidadania restrita, portanto, marcou o Brasil Imperial. Nas palavras das estudiosas 
Lilia e Heloisa, 
Com isso, noções bastante frouxas de representatividade das instituições políticas se 
impuseram, mostrando como a Independência criou um Estado, mas não uma Nação. 
Criar uma cultura, imaginar uma formação, pretender uma nacionalidade: aí estava uma 
tarefa para a agenda futura do Primeiro e, sobretudo, do Segundo Reinado. (grifos 
nossos)2 
Assim, o período do Primeiro Reinado, entre 1822 e 1831 pode ser analisado a partir da 
perspectiva de continuidades e rupturas em relação ao momento que o antecedeu e, 
especialmente, em relação aos novos formatos políticos e econômicos que se desenvolviam no 
mundo. Vamos começar a destrinchar essa história, então! 
1. PRIMEIRO REINADO (1824-1831) 
O Primeiro Reinado é o período que vai de 1822, quando Dom Pedro Primeiro é coroado 
Imperador do Brasil, até o momento em que ele abdica do trono em favor do seu filho Dom Pedro 
II, quando este tinha 5 anos de idade. Podemos analisar esse período destrinchando nos 3 setores 
clássicos: 
 
2SCHWARCZ, Lilia e STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Editora Companhia das 
Letras, 2018, p. 222. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
6 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
Desses 3 setores, a história demonstra que as principais continuidades em relação ao 
período colonial se encontram em economia e sociedade. Porém, é no campo da política que se 
desenvolvem os principais embates e diferenças entre os diferentes grupos existentes à época. 
Dessa maneira, vamos começar pelo o que vocês já conhecem para, depois, entramos na política. 
Além disso, não podemos deixar de elencar a relação do Estado com a Igreja, caracterizada 
por relações de dependência denominada padroado. 
1.1 - ECONOMIA 
A independência não mudou nada em relação à ESTRUTURA ECONÔMICA. Ao contrário, 
como afirma o professor emérito da USP, José Murilo de Carvalho, 
A independência política, obtida sem as grandes guerras de libertação que marcaram 
a colônia espanhola, favoreceu a manutenção da estrutura econômica. O principal 
gerador de excedentes econômicos continuou sendo o setor exportador da economia, 
dominado pelas exportações de açúcar e algodão no Norte e, cada vez mais, de café, 
no Sul, e pelo tráfico de escravos. [...] A continuidade verificou-se também em outro 
tema central, o da propriedade da terra. Regida pelo sistema colonial de sesmarias, já 
desmoralizado, a distribuição da propriedade rural era extremamente desigual, dando 
margem à existência de grandes latifúndios movidos à mão de obra escrava, em torno 
dos quais se vegetava uma vasta população civilmente livre, mas politicamente 
dependente.3 
Assim, o fato de a direção do movimento pela independência ser uma aliança entre o rei 
Dom Pedro e as oligarquias rurais exportadoras contribuiu para que a estrutura econômica 
agroexportadora, realizada com mão de obra escrava, tivesse permanecido inalterada. 
 
3 CARVALHO, José Murilo. História do Brasil Nação: 1808-2010. Volume 2: A Construção Nacional, 1830-
1889. Introdução. Rio de Janeiro: Fundação MAPFRE. 
Sociedade
Política
Econo
-mia
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
7 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
É evidente que a economia nesse momento não era só exportadora. Inúmeras pesquisas já 
demonstraram que existia uma diversidade econômica local rica na produção e comércio de 
gêneros alimentícios e de artesanato. Contudo, do ponto de vista fiscal, a exportação continuou 
emplacando a atividade de maior arrecadação para o Estado. Para você ter uma ideia, 80% das 
receitas do Estado, em 1840, advinham da exportação. Isso significa que a máquina administrativa 
do Estado brasileiro nasceu dependente dessa fonte de impostos, sacou? 
 
 
Atenção para a relação entre economia e política: Você deve lembrar de que essa 
estrutura econômica exportadora existia desde o início da colonização. Assim, o fato 
de ser tradicional (famílias que detêm terras por longo tempo) e contribuir 
majoritariamente para a saúde fiscal do Estado fez desse setor econômico a classe 
social dominante na política de todo o período do Brasil Império. Ou seja, o 
fundamento do seu poder político foi a essa atividade produtiva. Não esqueça isso nunca!!! 
Mas Profe o que o Brasil exportava agora? 
Olha, querido aluno e querida aluna, é importante que você saiba que não existem dados 
estatísticos confiáveis sobre a produção agrícola daquele tempo. O que temos são os dados de 
exportação. Então vamos usá-los para responder a sua pergunta. 
O açúcar, o algodão, o couro continuavam a ser os principais produtos da pauta de 
exportação no começo do Império. Contudo, a partir de 1830, houve aumento da importância 
relativa do café e da borracha. Para exemplificar, veja o comportamento dos principais produtos 
em percentual. 
 1820 1830 1850 1870 1889 
Café 18,4 43,8 48,1 56,6 61,5 
Açúcar 30,1 24,0 21,2 11,8 9,9 
Algodão 20,6 10,8 6,2 9,5 4,2 
Origem arrecadação fiscal do Estado 
Exportação Atividades internas
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
8 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Couros, peles 13,6 7,9 7,2 5,6 3,2 
Borracha 0,1 0,3 2,3 5,5 8,0 
Outros 17,2 13,2 15 11 13,2 
Total 100 100 100 100 100 
Contudo, a situação era desfavorável para o modelo estrutural agroexportador, uma vez 
que os produtos primários perdiam cada vez mais valor no mercado mundial. A Bola da vez era a 
indústria. No mundo, no século XIX, tinha poder quem tinha indústria! Assim, os produtos 
primários e os gêneros alimentícios sofriam queda geral dos preços. O açúcar e o algodão 
brasileiros sofriam concorrência direta da produção antilhana (holandesa), já o couro enfrentava a 
crescente produção das Províncias da Argentina. 
Ocorre que as possibilidades para o desenvolvimento industrial brasileira eram poucas. 
Como estudamos, desde 1808, quando Dom João VI decretou a “abertura dos portos às nações 
amigas” – leia-se Inglaterra – houve uma inundação de produtos industrializados no pequeno 
mercado interno. O processo de reconhecimento da independência política do Brasil, por parte 
dos outros países europeus, também aprofundou acordos comerciais com potências emergentes 
capitalistas. Assim como a Inglaterra, a contrapartida para o reconhecimento da independência 
brasileira foi a submissão a acordos comerciais. 
 
Portanto, na divisão internacional do trabalho do século XIX, na economia 
capitalista em franco crescimento, o Brasil ocupava o papel de importador 
de produtos industrializados e exportador de produtos primários. 
 
Diante desse quadro, por mais que a produção agrícola total ampliasse, como de fato 
ocorreu, a balança comercial permanecia negativa. Isso gerou déficit fiscal para o Estado porque 
a arrecadação era inferior aos gastos públicos. 
De fato, especialistas da economia do século XIX4, demonstram que a economia brasileira 
cresceu em média entre 0,3 e 0,4% ao ano,durante o Império. Além disso, ostentou uma das 
piores rendas per capita da América Latina: 
 
Observe o gráfico: 
 
4 ABRE, Marcelo de Paiva e LAGO, Luiz Aranha Correa. A economia brasileira no Império, 1822-1889. 
Texto para discussão número 584. Departamento de Economia – PUC-Rio. Disponível em: 
http://www.econ.puc-rio.br/biblioteca.php/trabalhos/download/1197 Acesso em 16-05-2019. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
9 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
Essa crise econômica ficou evidente quando o Banco do Brasil, criado por Dom João VI 
para guardar o tesouro da Coroa Portuguesa, faliu em 1829. Era o sinal de tempos muito difíceis! 
Para tentar resolver o problema, o governo lançou mão de uma tática fácil e de efeito 
imediato positivo, mas péssimo a longo prazo. Qual você acha, fala aí Bixo!! 
 
EMPRÉSTIMOS 
 
Para a população mais pobre e mesmo a das classes médias urbanas, a crise se fazia sentir 
no bolso. Os empréstimos pioravam a situação do custo de vida porque ampliavam a inflação. Na 
cabeça das classes populares o problema era do comerciante que os explorava. E quem eram os 
comerciantes: os portugueses. 
Para finalizar e fazer um link com a próxima seção, quero que você relacione a questão do 
comércio escravista com o desenvolvimento da produção agrícola. Nesse sentido, a população de 
escravizados ampliou no Sudeste e diminuiu no Nordeste. De certa forma, pela importância da 
escravidão para a estrutura econômica, podemos inferir que as diferenças econômicas e sociais 
entre as regiões se ampliavam. 
 
 
 
 
1820 1890
EUA 1257 3392
México 759 1011
Brasil 649 794
649 794
759
1011
1257
3392
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
PIB PER CAPITA (em dólar)
Brasil México EUA
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
10 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 (Cesgranrio/1997) 
No Brasil, durante o Primeiro Império, a situação financeira era precária, pelo fato de que: 
a) o comércio de importação entrou em colapso com a vinda da Família Real (1808); 
b) os Estados Unidos faziam concorrência aos nossos produtos, especialmente o açúcar; 
c) os principais produtos de exportação - açúcar e algodão - não eram suficientes para o 
equilíbrio da balança comercial do país; 
d) o capitalismo inglês se recusava a fornecer empréstimos para a agricultura; 
e) o sistema bancário era praticamente inexistente, só tendo sido fundado o Banco do Brasil 
em 1850. 
Comentário 
A independência não mudou nada em relação à ESTRUTURA ECONÔMICA, ou seja, 
permaneceu dependente da exportação de produtos primários, como açúcar, fumo, 
algodão, carne e couro. Mas a situação era desfavorável para o modelo estrutural 
agroexportador, uma vez que os produtos primários perdiam cada vez mais valor no mercado 
mundial. No século XIX, a bola da vez, no mundo era o desenvolvimento industrial. No 
mundo, no século XIX, tinha poder quem tinha indústria! Assim, os produtos primários e os 
gêneros alimentícios sofriam queda geral dos preços. O açúcar e o algodão brasileiros 
sofriam concorrência direta da produção antilhana (holandesa), já o couro enfrentava a 
crescente produção das Províncias da Argentina. 
Por isso tudo, os produtos que o Brasil exportava não eram suficientes para equilibrar as 
finanças públicas e, sobretudo, a balança comercial, uma vez que o Brasil importava grande 
parte do que consumia. 
Nesse sentido, o gabarito é letra C. 
Gabarito: C 
 
 
1.2 – POPULAÇÃO E SOCIEDADE 
A independência política apresentou um desafio aos brasileiros: governar-se!!! 
Parece fácil, né? Só que não! 
Para governar bem, o primeiro ponto é conhecer bem. E para conhecer bem é necessário 
contar!! Por isso, a máxima “contar para governar” passou a fazer sentido. Contar o que profe? 
Gente, pessoas, a população... Quanto mais calibrado for o conhecimento da realidade, maior 
será a probabilidade de se criar e se realizar boas e eficientes políticas públicas. Vocês já devem 
ter visto um monte de lei que não serve para nada, não viram? Em geral, tem a ver com um péssimo 
ou inexistente trabalho anterior de análise quantitativa e qualitativa da realidade social. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
11 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Esse, portanto, era o grande problema para os governantes do Primeiro Reinado. Na 
primeira sessão do Parlamento, o deputado Custódio Dias teria dito: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Começo esse assunto com essas informações para que você tenha a noção de que as 
informações que temos sobre o período do primeiro reinado são mais genéricas. O primeiro censo 
geral só pode ser realizado em 1872, antes disso, o governo até tentou. 
Em 1851, o Ministro Visconde de Monte Alegre mandou executar dois decretos: 
➢ 1- Tornava o registro civil de nascimento e óbito obrigatório, inclusive vinculando 
obrigatoriedade de apresentação do documento para batizar e enterrar as pessoas. 
➢ 2- Realizar um “censo geral do Império”. Determinava-se a organização dos dados 
que deveriam ser recolhidos pelos escrivães dos juízos de paz. 
Mas a lei não colou. Segundo o professor da Unicamp Sidney Chalhoub5, a população ficou 
desconfiadíssima dessa ação estatal. Surgiram rebeliões populares em muitas partes do Império, 
especialmente realizadas pelas pessoas pretas pardas e pobres livres. Segundo o professor: 
Todavia, os relatórios oficiais são unânimes em reconhecer que o que movia os 
populares era a crença de que o “registro só tinha por fim escravizar a gente de cor”, 
chegando a apelidá-lo de “lei do cativeiro” [...] a mensagem dos revoltosos parecia 
clara o suficiente. Um Juiz de direito de Pernambuco escreveu ao presidente da 
província para dizer que “o motivo pelo qual o povo se ostenta tão descontente e 
ameaçador é porque diz que as disposições do decreto têm por fim cativar seus filhos, 
visto que os ingleses não deixam mais entrar africanos”. O registro civil de nascimento 
seria o cativeiro dos filhos da “gente de cor”; o recenseamento, em seguida, 
escravizaria os pais. 
Percebemos, então, que a população, destituída de qualquer proteção do Estado até 
então, não entendeu a necessidade de se contar pessoas, qualquer que fosse sua cor. Contudo, a 
 
5 CHALHOUB, Sidney. População e Sociedade. In: (org)CARVALHO, José Murilo. História do Brasil Nação: 
1808-2010. Volume 2: A Construção Nacional, 1830-1889. Rio de Janeiro: Fundação MAPFRE, p. 40. 
“nós não temos os dados 
precisos para sabermos os males 
que devem remediar, e sem os 
conhecimentos necessários, nada 
podemos fazer.” 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
12 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
precariedade da liberdade das pessoas pretas e pardas era real. Afinal, a escravidão ainda era 
vigente e estava, necessariamente, ligada a cor da pele. Assim, a situação para as pessoas pretas 
e partas ser livre em sociedade escrava era perigoso mesmo, o que justifica seu medo das ações 
estatais. 
Embora as primeiras tentativas de recenciamento demográfico tenham falhado, há alguns 
dados que são mais aceitos pela comunidade científica. Veja alguns: 
 
 
 
0 2 4 6 8 10 12 14 16
1820
1850
1872
1890
População Brasileira no Império
População escrava população total
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
13 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
 
Depois dessa digressão sobre as dificuldades de se manter dados estáveis e esse panoramademográfico, podemos afirmar que a estrutura social não se alterou profundamente. Escravos e 
oligarquia agrária continuavam sendo as classes fundamentais. 
Contudo, também observamos como novidade a formação de uma camada de burocratas 
do Estado, os servidores públicos, que se deu com a ampliação das estruturas administrativas do 
41,9
42,6
10
3,3 2,2
Distribuição da População por Região - 1872
Nordeste Sudeste Sul Norte Centro-Oeste
15
85
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
Categoria 1
Percentual de alfabetizados 1870
Alfabetizados Analfabetos
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
14 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Estado Brasileiro. Nesse estrato social estavam os filhos dos aristocratas, sobretudo, os que se 
formavam em Coimbra. Assim, esses agentes constituíram a camada média e letrada do Império. 
Além deles também encontramos os intelectuais que, não podendo viver de seus livros e 
escritos, tornaram-se funcionários públicos. O vínculo dos escritores com o serviço levou Carlos 
Drummond de Andrade, a definir a literatura brasileira como uma “literatura de funcionários 
públicos”, desde o Brasil Imperial. O serviço público possibilitava-lhes exercer sua atividade 
criadora. 
Veja alguns nomes da literatura brasileira e seus respectivos cargos públicos! 
Machado de Assis, diretor-geral de contabilidade do Ministério da Viação, 
Raul Pompeia, diretor de estatística do Diário Oficial e da Biblioteca Nacional; 
Olavo Bilac, inspetor escolar no Rio; 
Aluísio Azevedo, oficial-maior no estado do Rio e cônsul; 
Mário de Alencar, diretor de biblioteca na Câmara; 
Mário Pederneiras, taquígrafo no Senado; 
Gonzaga Duque, oficial da Fazenda na prefeitura do Rio; 
Capistrano de Abreu, oficial da Biblioteca Nacional; 
Raimundo Correia, diretor de Finanças do governo mineiro em Ouro Preto; 
José de Alencar, diretor e consultor da Secretaria de Justiça; 
Farias Brito, secretário de governo no Ceará; 
Manuel Antônio de Almeida, administrador da Tipografia Nacional e oficial da Secretaria da 
Fazenda; 
Lima Barreto, oficial da secretaria da Guerra (escrevia romances nas costas do papel almaço, 
usado, da repartição); 
João Alphonsos, funcionário da Secretaria das Finanças em Minas; 
Gonçalves Dias, oficial da Secretaria de Estrangeiros… 
 
Escravidão: um tema econômico, político e social 
A discussão sobre a escravidão é tão complexa e tem impactos em tantos setores da vida do país 
que fica até difícil saber onde localizá-la em uma aula sobre Brasil Imperial. A escravização 
estrutural existente refletiu no desenvolvimento econômico, nas relações sociais e política, bem 
como na forma como os brasileiros entenderam o sentido do trabalho. Por isso, os impactos da 
escravidão se entrelaçam e geram consequências que estão sempre relacionadas. Nas palavras do 
professor, 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
15 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
“Ao penetrar toda a sociedade, argumentou Joaquim Nabuco, a escravidão reduzia a 
produtividade da economia, bloqueava a formação das classes sociais – sobretudo da operária -, 
reduzia os empregos, aumentava o número de funcionários públicos ociosos, impedia a formação 
de cidadãos e, portanto, da própria nação.”6 (grifos nossos) 
Ademais, como apontam as professoras Heloisa Starling e Lilia Schwarcz, não devemos esquecer 
que a venda de serves vivos era uma das atividades comerciais mais lucrativas do país naquele 
momento. Apesar de não haver dados oficiais sobre a participação da atividade comercial de 
pessoas escravizadas, é possível inferir sua importância devido ao número de africanos que 
chegavam no Brasil. Assim, a escravidão estruturou fortunas, hierarquias internas e sistemas de 
poder. Desse modo, havia um interesse econômico na manutenção da escravidão por parte da 
aristocracia fundiária. 
Veja, esse regime de trabalho é tão importante para a manutenção do status quo, que a Inglaterra 
foi enfrentada pelo Brasil. Desde a Independência, e como parte dos acordos para que a potência 
reconhecesse a independência do novo país tropical, os britânicos pressionaram os brasileiros 
para que acabassem com o comércio escravista. 
Algumas medidas foram tomadas, mas jamais cumpridas, como por exemplo, um tratado assinado 
entre Brasil e Inglaterra que considerava pirata todo navio envolvido no comércio de escravos. 
Seria um passo para transformar essa atividade comercial em uma prática ilegal. Mas o Brasil 
continuou recebendo todos os navios com pessoas escravizadas. Daí a expressão “para inglês ver” 
– ou seja, algo sem efeito, sem sentido, que não vale nada. Ao contrário, entre 1826 e 1830 houve 
um verdadeiro boom no comércio escravista que passou da média anual de 40 mil para 60 mil 
escravos. 
Mas, em 7 de novembro de 1831, foi feita a lei Feijó, a primeira que proibia o tráfico atlântico de 
africanos. Aí você pode imaginar que diminuiu o comércio. Errado. Houve um “ritmo alucinante 
da escravização ilegal”, nas palavras de Chalhouby. As consequências disso foram muito bem 
resumidas pelas estudiosas acima citadas, como segue: 
“Essa atitude aberta e insidiosa contra o fim do tráfico contribuiu, ainda mais, para a precarização 
da liberdade, para a convivência com a escravização ilegal de africanos recém-chegados, e para 
que libertos e homens de cor livres não tivessem garantias contra a reescravização. Sobre eles 
recaia o ônus de ter que provar sua liberdade, isso em um país onde tal condição se transformava 
em “bem” raro e difícil de manter.”7 
Essa questão de o negro ter que provar ser livre é importante para entendermos as tolerâncias do 
Estado com práticas de escravização ilegal. A fiscalização que o governo começou a fazer, no início 
da década de 1830, sobre os proprietários de escravos gerou um impacto de arrecadação. 
Entenda: cada proprietário pagava uma taxa anual proporcional ao montante de escravos que 
 
6 CARVALHO, José Murilo. História do Brasil Nação: 1808-2010. Volume 2: A Construção Nacional, 1830-
1889. Introdução. Rio de Janeiro: Fundação MAPFRE, p. 26. 
7 SCHWARCZ, Lilia e STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Editora Companhia das 
Letras, 2018, p.231. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
16 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
tinha. Para o cálculo, o senhor de escravos deveria apresentar os documentos de propriedade de 
cada pessoa escravizada. A partir de 1842 esse critério foi modificado pela contagem in loco, 
dispensando qualquer documentação. Essa era uma das formas de o Estado não aplicar a lei Feijó 
e, assim, ser diretamente conivente com a escravização ilegal de pessoas. 
Assim, a relação senhor-escravo, muitas delas ilegais, era transposta para dentro da prática política 
contaminando a noção de cidadania com um “germe do autoritarismo”, uma noção distorcida de 
cidadãos de categorias distintas. 
O professor José Murilo de Carvalho afirma, ainda, que a própria continuidade da estrutura 
econômica latifundiária e agroexportadora que marca o início do Brasil independente só foi 
possível devido à defesa e manutenção do uso de mão de obra escrava. 
Nesse sentido, aponta que esse tema era uma pauta aglutinadora de toda a elite agrária, apesar 
das suas diferenças em relação a outras questões políticas. Por isso, a escravidão seria a condição 
da unidade territorial, em conjunto com a monarquia – arranjo capaz de evitar convulsões sociais, 
a exemplo do Haiti. 
Por isso, e conforme os estudos de Starling e Schwarcz, pode-se afirmar que a escravidão está no 
centro da formação do Estado Nacional Brasileiro, por isso será um tema fundamental ao longo 
detodo o Império. 
Voltaremos a esse assunto quando estudarmos a abolição da escravidão no Brasil. 
 
 
(UFSCAR 2007) 
 O trabalho é incessante. Aqui uma chusma [grupo] de pretos, seminus, cada qual levando à 
cabeça seu saco de café, e conduzidos à frente por um que dança e canta ao ritmo do 
chocalho ou batendo dois ferros um contra o outro, na cadência de monótonas estrofes a 
que todos fazem eco; dois mais carregam no ombro pesado tonel de vinho [...], entoando a 
cada passo melancólica cantilena; além, um segundo grupo transporta fardos de sal, sem 
mais roupa que uma tanga e, indiferentes ao peso como ao calor, apostam corrida gritando 
a pleno pulmão. Acorrentados uns aos outros, aparecem seis outros com balde d'água à 
cabeça. São criminosos empregados em trabalhos públicos, também vão cantando em 
cadência... 
 (Ernest Ebel. "O Rio de Janeiro e seus arredores em 1824".) 
O texto, escrito pelo viajante Ernest Ebel, exprime 
a) a presença de um número significativo de negros na sociedade brasileira da época e as 
tarefas cotidianas que, como escravos, eram obrigados a realizar. 
b) o estado de rebelião dos escravos brasileiros, coagidos a um trabalho extenuante sob os 
olhos dos senhores e permanentemente acorrentados. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
17 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
c) uma visão positiva e otimista da sociedade dos trópicos, em que o trabalho é acompanhado 
pela música e pela dança. 
d) o ritmo do trabalho urbano determinado pelas imposições do processo de industrialização 
que se iniciava na cidade do Rio de Janeiro. 
e) a ineficácia da mão de obra escrava no trabalho urbano, quando comparada com a 
produtividade do trabalho assalariado. 
Comentário 
Questão relativamente simples, pois, trata-se de tema bastante repertoriado: trabalho 
escravo! Além disso, trata-se de questão do tipo interpretativa, assim, tendo em vista o 
assunto e seus conhecimentos sobre ele, é importante encontrar as especificidades do texto 
e encontrar nas alternativas o que melhor expressa a visão do texto. Nesse caso, o texto 
descreve uma situação cotidiana de trabalho escravo presos, carregando sacos e outras 
coisas, nus, seminus – ou seja, em situação aviltante – como era comum naquele momento. 
Vejamos: 
Essa alternativa interpreta corretamente o texto. 
Não se trata de uma descrição de rebelião, mas de trabalho compulsório. 
Não se trata de uma visão positiva ao descrever, apesar de falar em danças e música. 
Não se fala em industrialização no texto, mas no carregamento de produtos primários. 
Apesar de expressar o trabalho escravo com ares de inferioridade dos homens que 
trabalham, não se estabelece qualquer tipo de comparação ao longo do texto. 
Gabarito: A 
 
1.3 - RELIGIÃO 
O Brasil herdou de Portugal acordos que a monarquia Portuguesa havia, há muito tempo, 
estabelecido com o papado de Roma. Estes acordos estabeleceram que, no período do Brasil 
Colônia e do Brasil Império (1500 a 1889) o catolicismo seria a religião oficial do Estado Brasileiro. 
Isso permitiu expurgar outras religiões, sobretudo, as de raiz africana e indígena. 
Nesse sentido, PADROADO é concessão, pelo Papado, aos reis, “considerados grande 
católicos e profundamente comprometidos com os interesses da Igreja, os “poderes pontifícios” 
para administrar, nos seus respectivos territórios, a instituição eclesiástica, promovendo e 
sustentando as obras religiosas estabelece-se assim um solene compromisso entre o Estado, na 
pessoa do rei, e a Santa Sé, tendo em vista a propagação da fé cristã e a consolidação da Igreja”.8 
 
8 Silva, Cristiano da costa e. A Igreja e a Monarquia no Brasil do Século XIX: Padroado e Devoção. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
18 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Percebem que o rei, na prática, era o comandante da Igreja Católica? Nesse sentido, no 
Brasil, o catolicismo era a religião oficial, os clérigos eram espécie de funcionários do Estado e o 
Imperador, era o comandante da Igreja tendo o direito de administrar seus bens e fazer as 
nomeações para os cargos eclesiásticos. 
O poder religioso do Imperador era tão grande que ele podia concordar ou não com 
alguma definição vinda do Papa. A essa prerrogativa damos o nome de beneplácito, ou seja, para 
que qualquer medida, orientação ou determinação tivesse vigência, no Brasil, o imperador 
precisaria concordar. 
É muito poder para o Imperador, não acham? 
1.4 - POLÍTICA 
Agora, nós começaremos a estudar as verdadeiras mudanças que ocorreram no período. 
Na escravidão, na monocultura e na grande propriedade não se tocava. Já quanto à política, a 
história foi outra. Passada a euforia da Independência, as divisões entre as elites que se uniram 
para conquistar a soberania ganharam magnitude. 
Em 1822, antes da independência, os grupos políticos discutiam qual seria o formato do 
voto para eleição dos deputados que formariam a Assembleia Geral Constituinte Legislativa. De 
um lado os que defendiam o voto direto e popular, outros que defendiam o voto censitário. 
Ganhou o segundo. 
Em maio de 1823 instalou-se a Assembleia Geral Constituinte Legislativa cujo objetivo era 
redigir a Primeira Constituição do Brasil. Nesse espaço, as divergências entre os diferentes grupos 
ficaram cada vez mais intensas e públicas. Havia três temas fundamentais em disputa: 
1- Papel dos portugueses no novo Estado. Na prática, era o debate sobre quais cargos um 
estrangeiro poderia assumir. Esse foi um tema espinhoso, já que o próprio rei era 
português. 
2- Sobre a soberania. Quem é soberano? O rei ou a nação? No caso, a nação seria o povo 
representado pelos eleitos por meio do voto – os deputados. Na prática, foi uma 
discussão sobre quem tem mais poder: o poder executivo, nesse caso, Dom Pedro I, ou 
o Poder Legislativo, nesse caso, os 152 deputados que comporiam o Parlamento. 
3- Sobre a autonomia das províncias. Qual o poder das Províncias para se 
autogovernarem? Na prática, foi a discussão de quanto poder as Províncias (atuais 
Estados) teriam para exercer as políticas locais. Na forma política isso é representado 
pelo embate entre centralização e descentralização do poder político e administrativo. 
Ou seja, a formação de um Estado Unitário (centralização) ou de um Estado Federalista 
(descentralização). 
Entre os três pontos, com certeza o tema fundamental dos desacordos entre os grupos 
políticos era: a divisão do poder entre a autoridade nacional e os governos provinciais. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
19 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
Nesse momento, existiam 2 “partidos” e 3 grupos políticos, conforme o esquema abaixo. 
Contudo preste atenção: quando falamos em “partidos”, estamos nos referindo a correntes de 
opinião, já que esses grupos não se organizavam como uma instituição estruturada, tal qual 
conhecemos hoje em dia. Durante o Primeiro Reinado, as pessoas se uniam a outras que 
compartilhavam das mesmas ideias, por isso, falamos em correntes de opinião. Não eram partidos 
estruturados, mas organizavam pessoas com os mesmos objetivos e as mesmas formas de ver um 
problema. Em geral, as correntes de opinião expressavam suas ideias por meio de jornais. Havia 
também os clubes de opinião ou associação, locais onde as pessoas se reuniam para trocar ideias, 
debates teorias, formular projetos políticos e, claro, organizar sua posição política em relação aos 
atos do Imperador. 
De qualquer maneira, para efeito do seu Vestibular, vale a pena termos alguns esquemas e 
as características mais importantes dessas correntes de opinião. Você pode falar em “partidos”? 
Claro que sim,mas tenha cuidado com a definição deles nesse momento, está bem! Acompanhe 
os esqueminhas: 
 Partido Português – 
caramuru: Reivindicavam 
poderes absolutos para 
Dom Pedro I. Portanto, um 
Estado extremamente 
centralizador. 
✓ Monarquia Absolutista 
✓ Unidade territorial 
✓ Manutenção da 
escravidão 
✓ Jornal: O Caramuru 
✓ Associação: Sociedade 
Conservadora, depois, 
Sociedade Militar 
 
 
 
 
 
 Partido Brasileiro – Grupo Moderados – chimangos: 
Centralização 
Política = Estado 
Unitário
Descentralização 
Política: Estado 
Federado
Forças Políticas 
no 1o. Reinado
Partido 
Brasileiro 
Moderados
Descentralização 
Política
Exaltados
Partido 
Português
Monarquistas
Centralização 
Política
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
20 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
✓ Monarquia Constitucional 
✓ Voto censitário 
✓ Autonomia do Poder Judiciário 
✓ Unidade Territorial 
✓ Autonomia das Províncias (descentralização política) 
✓ Reformas políticas e civis limitadas (cidadania restrita) 
✓ Manutenção da escravidão 
✓ Jornal: A Aurora Fluminense 
✓ Associação: Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional 
 
 Partido Brasileiro – Grupo Exaltados - farroupilhas ou jurujuba: Algumas pautas dos 
exaltados são comuns com a dos moderados, como por exemplo, autonomia do 
poder judiciário e unidade territorial. Contudo, avançavam em maior autonomia para 
as províncias seguindo um modelo de república federalista do tipo dos Estados 
Unidos. Também reivindicavam reformas sociais mais amplas, como o voto universal. 
✓ República Federalista 
✓ Voto Universal masculino 
✓ Reformas sociais amplas (cidadania ampliada) 
✓ Jornais: A República; A Malagueta; A Sentinela da Liberdade. 
✓ Associação: Sociedade Federalista 
 
A Constituinte votou a Carta Constitucional a partir de um esboço de Antônio Carlos 
Andrada, irmão de José Bonifácio de Andrada e Silva. Ele se baseou na Constituição Francesa de 
1818 e na Norueguesa. Depois, o texto seguiu para o debate e votação. 
 Os integrantes do Partido Brasileiro se unificaram para aprovar pautas antilusitanas, como 
a proibição de que Portugueses ocupassem cargos públicos de representação nacional, como 
senador, deputado, diplomata. 
Outras medidas aprovadas na Constituição da Mandioca: 
 Divisão do Poder em 3 esferas: Poder Executivo, Legislativo e Judiciário: Nesse caso 
limitava o Poder do Executivo, pois proibia o Rei de dissolver o Parlamento e convocar o 
exército. 
 Parlamento formado por 2 Câmaras: Deputados e Senadores, sendo este cargo vitalício. 
 Critério Censitário para a participação política. Para votar era necessário 150 alqueire de 
plantação de mandioca. Para ser votado (receber votos) as faixas iam de 200 a 800 alqueires 
de mandioca, a depender do cargo ao qual a pessoa quisesse concorrer. 
 Laicidade do Estado. 
 Falava sobre abolição gradual da escravidão, mas não mencionava como. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
21 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Assim, percebemos que a Constituição da Mandioca, como ficou conhecida a primeira carta 
constitucional, era liberal-conservadora. Além disso, era uma espécie de provocação aos 
Portugueses e ao Rei que se julgava soberano e superior ao Parlamento. 
Dom Pedro, ao abri-la teria dito: juro sim, a liberal Constituição, SE digna do Brasil e do seu 
imortal defensor. Ou seja, dele mesmo. Daí em diante, o Imperador se aproximou dos 
Portugueses, se afastou de seus ex-aliados brasileiros, como os irmãos Andradas, e passou a 
demonstrar sua faceta autoritária. Sinal dos tempos da restauração absolutista dos ventos 
europeus do Congresso de Viena. 
O ambiente, no Rio de Janeiro, era nervoso. As demonstrações de xenofobismo contra os 
lusitanos aumentavam. Pairou no ar um medo de recolonização, a desconfiança com o Imperador 
também cresceu. Os jornais das correntes de opinião, do Rio de Janeiro e outras províncias, como 
Pernambuco, intensificaram sua circulação e, nos artigos, antecipavam alguma tentativa 
centralizadora de Dom Pedro. Cipriano Barata, em Pernambuco, no seu Jornal Sentinela da 
Liberdade na guarita de Pernambuco falava na possibilidade de dissolução da Assembleia. 
Para tornar o contexto mais tenso, da Europa chegava a notícia de um Golpe de Estado 
cometido em Portugal, a partir de 27 de maio de 1823, pelo irmão de Dom Pedro II, Dom Miguel, 
com sua mãe Carlota Joaquina. Membros da família e nobres se rebelaram contra O Governo 
Constitucional a fim de restaurar o absolutismo e a soberania do rei. 
Esse levante conhecido como Insurreição de Vila Franca, ou Vilafrancada, acabou com a 
experiência da monarquia constitucional – em voga desde 1820 com a revolução do Porto, 
lembram? – e, assim, restaurou a Monarquia Absolutista em Portugal. Dom João VI retomou seu 
trono, contudo tentou impedir que os mais radicais absolutistas tivessem acesso aos cargos mais 
importantes da Corte. Para Dom João VI, aceitar as mudanças liberais era uma medida melhor 
para acomodar interesses do que forçar uma volta no tempo. Isso colocava Dom João, o pai, e 
Dom Miguel, o filho, em rota de colisão. Dom Miguel era um radical e conspirava abertamente 
contra o pai, porque o achava “mole demais”. Leia um trecho de uma declaração de Dom Miguel 
no contexto da Insurreição: 
 “Portugueses: 
É tempo de quebrar o férreo jugo em que vivemos (…) A força dos males nacionais, já sem limites, 
não me deixa escolha (…) Em lugar dos primitivos direitos nacionais que vos prometeram 
recuperar em 24 de Agosto de 1820, deram-vos a sua ruína e o Rei reduzido a um mero fantasma; 
(…) a nobreza (…) à qual deveis a vossa glória nas terras de África e nos mares da Ásia, reduzida 
ao abatimento e despojada do brilho que outrora obtivera do reconhecimento real; a religião e os 
seus ministros, objecto de mofa e de escárnio (…).Acho-me no meio de valentes e briosos 
portugueses, decididos como eu a morrer ou a restituir a Sua Majestade a sua liberdade e 
autoridade (…). Não hesiteis, eclesiásticos e cidadãos de todas as classes, vinde auxiliar a causa 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
22 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
da religião, da realeza e de vós todos e juremos não tornar a beijar a real mão, senão depois de 
Sua Majestade ser restituído à sua autoridade. Vila Franca, 27 de Maio de 1823”.9 
 Mais uma vez os ventos restauradores amedrontavam os brasileiros liberais, moderados e 
exaltados. No mesmo patamar, o medo da reunificação do Brasil com o reino de Portugal inspirava 
o sentimento antilusitano que se expressava em todo canto. 
Contando com a ajuda e fidelidade do Exército Imperial, então, em 12 de novembro de 
1823, Dom Pedro marchou pelo Rio de Janeiro, cercou o Parlamento e, assim, decretou a 
dissolução da Assembleia e a revogação da Constituição da Mandioca. O episódio ficou conhecido 
como Noite da Agonia e resultou na prisão e posterior banimento de 6 deputados, entre eles os 
três irmãos Andradas. Cipriano Barata, Deputado por Pernambuco, ficou preso até 1830. 
 
Então, para acalmar os ânimos e tentar passar um pano 
sobre a própria sujeira, Dom Pedro convocou uma “Comissão 
de Notáveis” formada por 10 brasileiros natos e juristas 
(nascidos no Brasil) para escrever uma outra Carta 
Constitucional. Tinha o texto da Constituição da Mandioca 
como base e o modelo da monarquia constitucional francesa 
como exemplo. 
Em 25 de março de 1824, foram concluídos os 
trabalhos e o Imperador OUTORGOU, impôs, a 1ª 
Constituição do Brasil. É importante frisar que esta foi a única 
Carta Constitucional de todo o Brasil Império. Sofreu uma 
reforma durante o governo de Dom Pedro IIno Segundo Reinado e, depois, foi definitivamente 
substituída em 1891 para dar forma à República Brasileira, proclamada em 1889. 
 
Veja, essa é a diferença essencial entre a Constituição da Mandioca, que foi 
revogada por Dom Pedro I, e a que ele mesmo outorgou: a primeira foi escrita 
pelos representantes eleitos pelos eleitores, por isso, emanava da vontade 
soberana da Nação por meio da ação de seus representantes. Já a 
Constituição Outorgada de 1824 emanava do Imperador, por isso, a soberania 
partia dele. Ou seja, do ponto de vista da discussão sobre SOBERANIA, era uma constituição não-
liberal, ou seja, guarda uma aproximação com a perspectiva do direito supremo do Rei, 
característica do Poder Absolutista do Antigo Regime. 
Para justificar a medida arbitrária, de um rei que quer se fazer soberano em relação à nação 
e seus representantes, D. Pedro I fez um discurso em que conclamava aos brasileiros não 
 
9 O Padre amaro; ou, Sovéla, politica, historica e literaria. [S.l.: s.n.] 1823. p. 248 
https://books.google.com.br/books?id=WQYYAQAAIAAJ&pg=PA248&redir_esc=y#v=onepage&q&f=fal
se.Acesso Disponível em: em 19-05-2019. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
23 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
esquecerem a causa da independência: a fidelidade ao rei supremo e à unidade territorial. Dom 
Pedro I criou uma visão de que a oposição ao seu poder representava um “perigo à nação”, pois 
a existência de “partidos” representava o “espírito de desunião, desordem e anarquia”. Na 
verdade, ele estava contra grupos críticos a seu governo. 
Mas profe, o que tinha nessa constituição de 1824, afinal? 
Como a Constituição Outorgada teve como base o texto da Constituição da Mandioca, do 
ponto de vista do conteúdo, em alguns pontos, ela não deixou de representar um avanço liberal, 
ou liberal-conservador. 
 Veja alguns itens mais relevantes da Carta Magna de 1824: 
 Direitos e Garantias Individuais: 
• como a liberdade de expressão. 
• liberdade de associação pacífica e desarmada. 
• liberdade de ir e vir. 
• liberdade de fé, mas o culto deveria ser particular, porque os templos religiosos não 
católicos eram proibidos. 
• Manutenção da ordem escravista: não havia qualquer menção a abolição dessa instituição. 
• Capacidade civil plena dos indivíduos era alcançada aos 21 anos. Mas se os filhos 
continuassem a morar com o pai ainda não alcançavam plenamente, pois prevalecia o pátrio 
poder. 
• Capacidade civil da mulher passava do pai ao marido a ele sendo legal o poder marital. 
Assim podemos inferir: se a capacidade para os atos da vida civil se iniciava aos vinte e um anos 
completos; se os filhos que permaneciam sob poder patriarcal continuavam incapazes; se a 
mulher normalmente, por tradição do período histórico, saía de casa para se casar e se ao homem 
cabia o comando da sociedade conjugal; logo, a mulher permanecia incapaz a maior parte de 
sua vida. 
• Indígenas não tinham capacidade civil, o Estado era o tutor, nesse caso. 
 
 Organização do sistema político. 
Aqui moram as principais diferenças em relação à Constituição da Mandioca. A exemplo da 
constituição francesa, na qual o Rei era soberano em relação à nação, estando acima dela. 
Mas profe, como podemos perceber que o imperador se colocava acima da nação? 
1- Primeiro pela organização do poder político. Você lembra de que, no modelo de 
Montesquieu, o poder estava dividido em 3 esferas que são autônomos e independentes, 
ou seja, ninguém está acima de ninguém. Hoje em dia é assim, por isso, o presidente da 
República não está acima do Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ou o 
Presidente do Congresso Nacional, que são os chefes dos outros poderes. Às vezes a 
gente confunde isso porque dos três chefes de poder o único que a população escolhe 
diretamente é o presidente. Mas na teoria liberal da divisão dos poderes cada um detém 
o poder de autogoverno não sendo permitido que um interfira nas decisões legais do 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
24 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
outro. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, o Presidente, que é chefe do poder 
executivo, sequer pode propor leis, muito menos vetá-las. Aqui no Brasil o Presidente 
pode propor leis e vetá-las. 
 
2- Segundo, pelo direito do chefe do poder executivo de controlar o Parlamento a partir da 
sua capacidade de vetar ou sancionar as leis propostas pelo poder legislativo (concordar 
ou não com elas) e de dissolver e convocar o Parlamento conforme sua vontade. 
No caso da Constituição Outorgada de 1824, o Imperador tinha um poder extra, acima dos 
3 poderes, o chamado PODER MODERADOR. 
Segundo a professora Lúcia Bastos Pereira Neves10, este poder era chave de toda a 
organização política durante a fase do Brasil Imperial, uma vez que dava ao imperador o poder 
de: 
 nomear ministros, senadores, juízes, presidentes de província (cargo correspondente ao 
governador de Estado) 
 dissolver a Câmara dos Deputados 
 vetar alguma lei que lhe desagradasse. 
 tomar algumas medidas sem o consentimento do parlamento, como, por exemplo, declarar 
Guerra, devendo para isso consultar o Conselho de Estado composto por conselheiros 
escolhidos por ele mesmo. 
Então, veja como ele podia intervir e controlar todos os poderes do estado. Percebe? 
Vejamos o esquema de divisão dos poderes no Brasil Império. 
 
10 NEVES, Lucia Bastos Pereira das Neves. A vida Política. In..... 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
25 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
 
 
 Organização do sistema eleitoral 
Quem votava e podia ser votado no Império? Ou seja, quem era cidadão ativo e quem era 
passivo? Veja no esquema abaixo que o critério para a participação era a renda, o sexo e idade. 
Homens maiores de 25 anos com rendas variáveis conforme o cargo que gostariam de concorrer. 
Para votar a faixa de renda era sempre o mesmo. 
Poder 
Moderador
Poder 
legislativo
Senado -
vitalício e 
escolhido pelo 
imperador
Câmara dos 
deputados -
escolhido pelos 
eleitores
Poder 
executivo
Conseho de 
Estado
Ministros
Poder 
Judiciário
Imperador
Superior 
Tribunal de 
Justiça
Assembleia Geral 
de Província
Conselhos 
Provinciais
Câmaras 
Municipais
Presidentes de 
Província -
indicados pelo 
Imperador
Tribunais de 
Justiça de 
Província
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
26 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 Cidadão passivo: é 
o que pode receber 
voto. Direito de ser 
votado; 
 
 Cidadão ativo é 
quem pode votar. 
Aquele que tem 
direito de votar. 
 
 
 
 
Como a Constituição de 1824 foi outorgada, ela não passou pelos Deputados e Senadores, 
mas foi enviada às Câmaras Municipais para ser jurada. Ou seja, zero discussão, apenas 
obediência! 
Apesar dessas medidas regressistas, a liberdade de imprensa e a organização dos grupos 
políticos em associações e jornais causaram um clima de intenso debate público sobre os 
acontecimentos e as posições do Imperador e de seu Ministério, majoritariamente ocupado por 
portugueses e amigos próximos. Dom Pedro I também usava um periódico para divulgar suas 
críticas em relação aos deputados, era o Jornal a Gazeta do Brasil, subvencionado com verbas 
públicas. 
Esse cenário no qual Dom Pedro deixava clara sua veia autoritária causou uma série de 
revoltas pelo Império, especialmente, as Províncias do Nordeste, que eram profundamente 
contrários ao centralismo que vinha da Capital. Foi nesse contexto agitado que surgiu a 
Confederação do Equador. 
1.4.1 – Confederaçãodo Equador 
As medidas políticas impostas pelo Imperador D. Pedro I, que reafirmavam a centralização 
do poder político e o autoritarismo governamental, acirraram os ânimos com setores da sociedade 
partidários de outras saídas para a organização do sistema político brasileiro e para a crise interna. 
Principalmente no Nordeste do Brasil, diversas províncias manifestaram desacordo com o 
fechamento da Assembleia Constituinte, com a imposição da Constituição de 1824 e com conjunto 
das medidas autoritárias do Imperador. Essa tensão foi elevada por conta dos altos impostos e 
pelas dificuldades financeiras passadas pelas províncias nordestinas após a crise açucareira e a do 
algodão. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
27 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Nesse contexto, em julho de 1824, em Pernambuco, lideranças liberais firmaram a 
Confederação do Equador, isto é, uma proposta de unir as províncias de Pernambuco, Rio Grande 
do Norte, Ceará, Paraíba, Alagoas e Sergipe, com o objetivo de romper com a Monarquia e fundar 
uma República. A localização geográfica dessas províncias, próxima à linha do Equador, deu 
origem ao nome do movimento. Esse movimento estava alimentado pelas ideias liberais e 
republicanas dos acontecimentos da Revolução de 1817 em Pernambuco, bem como pela 
influência dos demais países da América, pois todos se organizavam como república. Assim, pode-
se afirmar que o movimento tinha caráter republicano. 
O estopim da deflagração da Confederação do Equador foi a deposição do governador de 
Pernambuco Manuel de Carvalho Paes de Andrade. D. Pedro I nomeou outro político para o cargo, 
alguém mais próximo da Corte e, por isso, indesejado. Contudo, a nomeação de D. Pedro I não 
foi respeita. A Corte enviou dois navios de guerra ao Recife para fazer valer sua determinação. 
Dessa forma, sob a liderança de Paes de Andrade, assim ficou expressa a indignação do 
movimento: 
Não é preciso, brasileiros, neste momento fazer a enumeração dos nefandos 
procedimentos do imperador, nem das desgraças que acarretamos sobre nossas 
cabeças por havermos escolhido, enganados, ou preocupados, tal sistema de governo 
e tal chefe de poder executivo (...) Brasileiros! Salta aos olhos a negra perfídia, são 
patentes os reiterados perjuros do imperador, e está conhecida nossa ilusão ou engano 
em adotarmos um sistema de governo defeituoso em sua origem, e mais defeituoso em 
suas partes componentes. As constituições, as leis e todas as instituições humanas são 
feitas para os povos e não os povos para elas11. 
 
Em 2 de julho de 1824, os revolucionários de Pernambuco proclamaram a independência 
da província. Teoricamente, o novo Estado federalista contaria com demais províncias do 
nordeste, mas, na prática, apenas algumas vilas da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará 
aderiram ao movimento. 
Dentre as medidas estabelecidas pelos republicanos se destacaram duas: a extinção do 
tráfico negreiro e a convocação da população para a formação de um exército contra a monarquia. 
A proposta dos revoltosos era elaborar uma Constituição semelhante à da Colômbia, a qual, por 
sua vez, era próxima à dos Estados Unidos. 
Outros líderes de destaque da Confederação do Equador foram: Joaquim do Amor Divino 
Rebelo, o Frei Caneca; Cipriano Barata, conhecido como o “homem de todas as revoluções”; e o 
major Emiliano Munducuru, defensor de uma revolução radical como a do Haiti. 
 
11 Manifesto de Paes de Andrade. In: DELGADO, L. Gestos e vozes de Pernambuco. Recife. Ed. Da UFPE, 
2008, p. 73. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
28 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Frei Caneca era um padre de formação carmelita. Além da atividade religiosa, ele também 
foi professor e jornalista: “de origem humilde e educado no seminário de Olinda, ele se 
transformou em um intelectual refinado e num ativista político vigorosos”12. Liderou o jornal 
Typhis Pernambucano. Lembre-se de que na Revolução de 1817 os padres tiveram protagonismo, 
por isso, ela também foi conhecida como Revolução dos Padres. Aqui, em 1824, novamente, um 
padre foi referência. Frei Caneca criticava em seus textos a Constituição de 1824, especificamente, 
a ideia de poder moderador. 
Guarde sobre a Confederação do Equador: 
Caráter do movimento Separatista 
Orientação política Republicana 
Proposta de organização do Estado Federação 
Base social Popular 
Região do país Pernambuco e províncias do nordeste 
O movimento durou cerca de 2 meses. Em 12 de setembro forças terrestres derrotaram os 
revolucionários e líderes foram sentenciados à morte, como Frei Caneca. 
(UFU 2018) 
A história brasileira é repleta de eventos em que determinados grupos promoveram ações 
de ruptura das regras do jogo político, visando à conquista do poder, de forma que, 
tradicionalmente, tais ações, em muitos casos, acabaram por compor a história da nação 
classificadas como golpes. 
Em um desses eventos, o poder central determinou que o exército invadisse o plenário do 
congresso que estava em reunião para a elaboração da Constituição Brasileira, o que resultou 
na prisão de diversos deputados e na deportação de outros. 
 Esse episódio refere-se à 
a) Ditadura Civil-militar. 
b) Declaração da Maioridade. 
c) Noite da Agonia. 
d) Proclamação da República 
Comentários 
 
12 SCHWARCZ, Lilia M., STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras. 
2018, p. 236. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
29 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Vimos que, após a Constituição Mandioca, de 1823, D. Pedro I não demonstrou simpatia 
pelas normas jurídicas ali estabelecidas. Isso porque a condição de Monarca absoluto passou 
a ser questionada, dado a força adquirida pelo Parlamento. Daí em diante, o Imperador se 
aproximou dos Portugueses, se afastou de seus ex-aliados brasileiros, como os irmãos 
Andradas, e passou a demonstrar sua faceta autoritária. Sinal dos tempos da restauração 
absolutista dos ventos europeus do Congresso de Viena. O ápice dessa tensão foi quando, 
em 12 de novembro de 1823, Dom Pedro marchou pelo Rio de Janeiro, cercou o Parlamento 
e, assim, decretou a dissolução da Assembleia e a revogação da Constituição da Mandioca. 
O episódio ficou conhecido como Noite da Agonia e resultou na prisão e posterior 
banimento de 6 deputados, entre eles os três irmãos Andradas. Cipriano Barata, Deputado 
por Pernambuco, ficou preso até 1830. 
Após esse golpe, D. Pedro outorgou uma Constituição autoritária e centralizadora. Nosso 
gabarito é a letra C. 
Agora, cuidado, muito vestibulando foi direto na alternativa A, pois foram induzidos pela 
expressão “ditadura”, relacionado aos eventos de 1964. Contudo, veremos que o golpe que 
levou ao Regime Militar de 1964 teve características diferenciadas. 
Gabarito: C 
1.4.2 – Política Externa 
Nesse cenário de divergências e crises, iniciou-se novamente um conflito na região do rio 
da Prata, na Província da Cisplatina. Você se lembra de que Dom João VI, em 1816, ocupou a 
região e a anexou ao território brasileiro? Pois então. A questão é que a população nunca aceitou 
essa anexação. 
Assim, em 1825, sob a liderança de João Antonio Lavalleja, iniciou-se um Movimento de 
Libertação Nacional com vistas a adquirir a Independência. Nesse contexto, a região da atual 
Argentina, na época chamada de Províncias Unidas do Rio do Prata, apoiou o movimento com 
vistas a promover a integração da Cisplatina ao território dessa confederação de províncias. 
Em reação a essa aliança, Dom Pedro I declarou guerra à Argentina e enviou tropas à 
Cisplatina. Assim começou a Guerra da Cisplatinaocorrida entre 1825 e 1828. 
Depois de 3 anos de Guerra sem vencidos e nem vencedores, a Inglaterra mediou um 
desfecho o qual nem Argentina e nem Brasil ficariam com o território da Cisplatina. Finalmente, a 
região ganhava autonomia e se transformava na República Oriental do Uruguai. 
Para o Brasil esse desfecho foi um fracasso e pesou negativamente na imagem do Governo 
de Dom Pedro I. 
Inclusive nesse contexto em que rolava a Guerra da Cisplatina, e o Estado gastava o 
dinheiro que não tinha, já que, como vimos no início da aula, era um tempo de crise econômica e 
dificuldades para atingir balança comercial favorável e superávit fiscal nas contas públicas, Dom 
Pedro I também se envolveu em outra questão de Política Externa: o problema de Golpe de 
Estado de seu irmão Miguel em Portugal que destronou sua filha Maria da Glória. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
30 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Oiiii.... Mas Profe o que Dom Pedro tem a ver com os problemas de Portugal? 
 
Em 10 de Março de 1826, Dom João VI morreu em Portugal. Isso abriu uma crise de 
sucessão na qual o Imperador brasileiro fez questão de interferir, mesmo sendo uma atitude 
contrária à Constituição do Brasil, outorgada pelo próprio imperador. Dom Pedro I foi ao seu país 
de origem e assumiu o trono. A exemplo do que ele já havia feito no Brasil, convocou um grupo 
de juristas renomados e estes escreveram uma constituição liberal em poucas semanas. 
Dom Pedro IV (como Dom Pedro era conhecido na linha sucessória portuguesa) a outorgou 
e abdicou do trono em favor de sua filha Maria da Glória com, então, 7 anos de idade. Como 
Regente de Portugal, até que Dona Maria completasse a maioridade e pudesse assumir o trono, 
ficaria seu irmão Dom Miguel. No acordo estava que Dona Maria da Glória se casaria com o tio 
quando fizesse 18 anos para que, assim, houvesse continuidade dinástica e Dom Miguel 
continuasse reinando oficialmente como rei. 
Pois é, caros e caras. Mas Dom Miguel não queria esperar a menina crescer. Também não 
achava o acordo legítimo já que, para ele, seu irmão era um dos motivos da decadência 
portuguesa, afinal, lutara pela separação do Brasil de Portugal, em 1822. Então, D. Miguel traiu o 
irmão e se coroou rei de Portugal. 
Com mais essa crise externa, Dom Pedro I ofereceu ajuda para os setores liberais 
portugueses na luta contra o Golpe de Dom Miguel. Ou seja, dinheiro público para uma disputa 
entre irmãos por um trono na Europa. Percebe o desgaste? 
Esse contexto desagradava os brasileiros por vários motivos: 
1- A unificação das coroas era um risco e foi entendida como uma forma de recolonização do 
Brasil. 
2- Os gastos excessivos mantendo 2 guerras ao mesmo tempo era inviável para os cofres 
públicos já falidos. 
3- A preocupação excessiva com Portugal mostrava que Dom Pedro não estava interessado 
no futuro do Brasil. 
 
Portanto, entre 1825 e 1830, Dom Pedro ficou mais envolvido com as questões externas do 
que com os problemas gigantes que o Brasil enfrentava, especialmente na área econômica. 
 
1.5 – ABDICAÇÃO DE DOM PEDRO I 
De forma sintética, passada a popularidade e a euforia dos eventos da proclamação da 
Independência, Dom Pedro I foi demonstrando sua tendência autoritária e, por isso se indispôs 
inclusive com os setores da elite que o ajudaram a liderar o processo de conquista da soberania. 
A população também não suportou mais uma figura que mais parecia com um reizinho mimado, 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
31 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
violento e autoritário. Dom Pedro I abdicou em 07 de abril de 1831 em favor de seu filho Dom 
Pedro II, então, com 5 anos de idade. Vejamos os antecedentes da abdicação. 
A imagem de Dom Pedro ficava cada dia mais esfacelada. Seu envolvimento com a 
fracassada Guerra da Cisplatina e com o Golpe do seu irmão em Miguel em Portugal, somados às 
crises das finanças públicas, foram um prato cheio para a oposição. 
Para piorar sua imagem frente ao povo, em novembro de 1826 sua esposa a Imperatriz 
Leopoldina ficou doente. Rumores de que sua doença tinha a ver com a falta de respeito com o 
qual o Imperador tratava a Soberana e suas relações extraconjugais com a Marquesa de Santos 
pegaram muito mal para Dom Pedro. Dona Maria Leopoldina, segundo os historiadores, era muito 
carismática e sua imagem era a de uma mulher que lutou pela Independência da Nação e abraçou 
o país como se fosse seu. No imaginário social ela era amada por seu povo. Há muitas cartas, 
testemunhos, diários que demonstram isso. 
Por isso, sua doença causou comoção popular com pessoas lotando Igrejas e rezando por 
sua alma. Em dezembro ela faleceu. Sua morte causou um grande sentimento de revolta contra 
Pedro I. Rumores e boatos de que ele havia provocado sua morte se espalharam pelo Rio de 
Janeiro. Era difícil perdoar esse rei! A fofoca no Rio de Janeiro correu solta. 
O cenário econômico foi ficando cada vez pior e, como vimos, em 1829 a falência do Banco 
do Brasil demonstrava uma grave crise econômica. Os cofres públicos estavam vazios. A inflação 
destruía as pequenas reservas das famílias. 
Nesse clima, já em 1830, assumiram os Deputados da 2ª Legislatura Brasileira. E as eleições 
tinham acrescentado um número muito maior de liberais exaltados. Mesmo os moderados eram 
mais radicais. Havia uma geração mais jovem, menos conciliadora e mais antilusitana. Muitos 
tinham se formado em Coimbra e sofrido várias agressões em Portugal por ocasião da 
Independência Brasileira. 
Para tornar o cenário mais dramático e, proporcionalmente, fortalecer a oposição ao 
Imperador, em julho de 1830, na França, ocorreu Revolução Gloriosa, ou Jornadas de Julho na 
França que derrubou Carlos X, colocou o rei-cidadão no trono instituindo uma Monarquia 
Constitucional e o sepultamento do absolutismo francês com o fim da dinastia dos Bourbon. 
Então, a lógica foi: Cai lá, Cai cá!!! Para a oposição era fácil associar as duas situações! 
Assim, podemos perceber que Dom Pedro, com suas medidas autoritárias e cercado por 
amigos portugueses, ficava cada vez mais isolado no Brasil, isso o levava a se aproximar cada vez 
mais dos assuntos de Portugal. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
32 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Um sentimento republicanista aparecia nos jornais, folhetins e periódicos. Aliás, esses 
diversos jornais tiveram um papel fundamental para não apenas fazer circular as ideias como 
também para organizar os opositores e conclamar ao povo a defesa da 
liberdade! 
 Contudo um fato trágico viria a gravar mais ainda a situação. Em 
São Paulo, em novembro de 1830, foi assassinado um importante 
jornalista republicano, crítico voraz às ações de Dom Pedro: Líbero 
Badaró! Ele era o Dono de um dos principais jornais da época, “O 
Observador Constitucional”. Muitos rumores espalharam um possível 
envolvimento de Dom Pedro I com o crime. Os jornais liberais não 
perdoaram. 
No começo de 1831, para escapar da turbulência do Rio e São Paulo, o Imperador fez uma 
viagem para Minas Gerias, mas foi recebido com uma verdadeira revolta nas ruas. Teve que sair 
correndo da região. Para compensar, o Partido Português, ou os coimbrãos, organizaram um 
grande ato de recepção para o Imperador no Rio. Mas para a agonia de Dom Pedro I e seus 
partidários, o ato de 13 de março de 1831 virou uma guerra entre portugueses e brasileiros que 
ficou conhecido como A Noite das Garrafadas. 
Como resposta Dom Pedro fez uma reforma ministerial na qual nomeou apenas brasileiros. 
Mas o descontentamento continuou. A situação política de desagregação política era irreversível. 
Então,em 05 de abril ele demitiu todos os brasileiros e chamou outros portugueses. 
Esse fato, a demissão do Ministério dos Brasileiros foi o estopim para uma das maiores 
manifestações públicas contra Dom Pedro I. Na capital do Império, 2 mil pessoas juntaram-se no 
Paço Imperial: liberais, moderados, jornalistas, o exército, os populares. 
Então, Dom Pedro I, em 07 de abril de 1831, abdicou do trono em favor do seu filho Pedro 
de Alcântara, de apenas 5 anos. Como tutor do menino, Dom Pedro deixou o velho coimbrista 
José Bonifácio. Dom Pedro partia, sem título nobiliárquicos, para Portugal a fim de defender o 
trono de sua filha Dona Maria da Glória. 
O Brasil tornou-se uma Monarquia sem Rei. E assim, começou um outro capítulo cheio de 
tensões, disputas e rebeliões nas províncias. 
Contudo, para a história, o fim do Primeiro Reinado representou o fim das relações entre 
Portugal e Brasil. Daí para frente, os governantes seriam todos brasileiros natos. Por isso, podemos 
afirmar que a abdicação do Imperador foi a derrota do Partido Português e do grupo dos 
coimbrãos. 
Quanto ao povo que foi às ruas pedindo a abdicação de Dom Pedro, no momento seguinte 
que ele deixou o país, essa massa de populares foi posta à margem da política novamente, 
prevalecendo os velhos critérios censitários. Contudo, como diria o físico Albert Einstein “A mente 
que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”. Vejamos a seguir a próxima 
cena desse filme do Brasil Imperial: A Regência! 
 (UERJ 2019) 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
33 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Quando chegar o feliz momento da abolição, não será devido nunca à inclinação sincera do 
povo ou do governo, a menos que venham a sofrer grande mudança. Pois quase me 
aventuraria a dizer que não há dez pessoas em todo o Império que considerem esse comércio 
um crime ou o encarem sob outro aspecto que não seja o de ganho e perda, de simples 
especulação mercantil, que deve continuar ou cessar conforme for vantajoso ou não. 
Acostumados a não fazer nada, os brasileiros em geral estão convencidos de que os escravos 
são necessários como animais de carga, sem os quais os brancos não poderiam viver. 
HENRY CHAMBERLAIN, agente diplomático britânico, em 31/12/1823. Adaptado de 
SOUSA, O. T. Fatos e personagens em torno de um regime. Rio de Janeiro: José Olympio, 
1960. 
Após a emancipação política do Império do Brasil, o debate sobre o fim do tráfico 
intercontinental de escravos e da escravidão esteve em pauta, como abordado por Henry 
Chamberlain em 1823. 
Naquele contexto, de acordo com o diplomata britânico, as resistências à abolição do tráfico 
e da escravidão estavam associadas à conjuntura de: 
a) desqualificação do trabalho braçal 
b) vigência da sociedade burguesa 
c) instabilidade do regime jurídico 
d) decadência da estrutura agrária 
Comentários 
Ao longo desta aula, vimos que houve continuidades em relação ao período colonial, 
principalmente nos elementos econômicos e sociais. A alternativa D, já pode ser descartada. 
A independência não mudou nada em relação à ESTRUTURA ECONÔMICA, fato que 
impacta as relações sociais. Nesse sentido, a observação do diplomata britânico vai no 
sentido de os brancos negarem o trabalho realizado pelos escravos. Na verdade, tratava-se 
de expressão da desqualificação do trabalho braçal, associada às imposições de opressão e 
de exploração sobre os negros. Diante disso, nosso gabarito é a alternativa A. 
Gabarito: A 
(UNESP 2018) 
 A primeira Constituição brasileira, de 1824, foi 
a) aprovada pela Câmara dos Deputados e estabeleceu o voto censitário. 
b) imposta por Portugal e determinou o monopólio português do comércio colonial. 
c) outorgada pelo imperador e definiu a existência de quatro poderes. 
d) promulgada por uma Assembleia Constituinte e concentrou a autoridade no Poder 
Executivo. 
e) determinada pela Inglaterra e estabeleceu o fim do tráfico de escravos. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
34 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Comentário 
Bixo, a essa “altura do campeonato” você já sabe perfeitamente que a Constituição de 1824 
foi outorgada (imposta) por Dom Pedro I. Após fechar a Assembleia Nacional Constituinte 
de 1823, o Imperador encomendou a escritura do texto constitucional à dez brasileiros 
“ilustres” e impôs a Constituição à sociedade. Dentre os destaques do texto constitucional 
estava a implantação de quatro poderes políticos: Executivo, Legislativo, Judiciário e 
Moderador. 
Por isso, podemos eliminar as demais alternativas pelos seguintes motivos; 
Não foi aprovada pela Câmara; 
Não foi imposta por Portugal; 
Gabarito. 
Não foi promulgada, mas sim outorgada. 
Não foi determinada pela Inglaterra, minha gente! 
Gabarito: C 
(UNESP 2005) 
No início dos trabalhos da primeira Assembleia Constituinte da história do Brasil, o imperador 
afirmou "esperar da Assembleia uma constituição digna dele e do Brasil". Na sua resposta, 
a Assembleia declara "que fará uma constituição digna da nação brasileira, de si e do 
Imperador." 
Essa troca de palavras entre D. Pedro I e os constituintes refletia 
a) a oposição dos proprietários rurais do nordeste ao poder político instalado no Rio de 
Janeiro. 
b) a tendência republicana dos grandes senhores territoriais brasileiros. 
c) o clima político de insegurança provocado pelo retorno da família real portuguesa à Lisboa. 
d) uma indisposição da Assembleia para com os princípios políticos liberais. 
e) uma disputa sobre a distribuição dos poderes políticos no novo Estado. 
Comentário 
Essa é uma questão fácil de ser interpretada quando se lembra que a principal característica 
do 1o. Reinado foi a disputa essencial entre centralização e descentralização do poder 
político. Isso se expressou, nos primeiros anos, na disputa do conteúdo da Constituição. 
Por isso, Dom Pedro derrubou a proposta da Constituição da mandioca, dissolveu a 
Assembleia Constituinte e outorgou uma Constituição, a de 1824 com o 4º. Poder: o Poder 
Moderador. 
Levando em consideração essa situação geral, analisemos cada alternativa: 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
35 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
A situação política do 1º. Reinado não se caracterizava por uma disputa entre poderes locais 
regionais e a capital do Império. 
Não havia tendência republicana na aristocracia brasileira. 
A volta da família real portuguesa à Lisboa é um acontecimento anterior à atuação da 
Assembleia Constituinte. 
Ao contrário, a Assembleia instalada para elaborar uma constituição tendia mais ao 
liberalismo e queria, de certa maneira, controlar e limitar os poderes do imperador. Por isso, 
a crise entre o poder legislativo e executivo. 
Gabarito porque expressa corretamente a disputa pelo modo como se organizaria a 
distribuição de poderes, se centralizada ou descentralizada. 
Gabarito: E 
(UNESP 1998) 
"O quadro político é evidentemente alterado com a nova ordem: quem fazia oposição ao 
governo se divide em dois grandes grupos - o dos moderados, que estão no poder; os 
exaltados, que sustentam teses radicais, entre elas a do federalismo, com concessões 
maiores às Províncias. Outros, deputados, senadores, Conselheiros de Estado, jornalistas..., 
permanecem numa atitude de reserva, de expectativa crítica. Deles, aos poucos surgem os 
restauradores ou caramurus..." 
 (Francisco lglésias, BRASIL SOCIEDADE DEMOCRÁTICA.) 
O texto refere-se à nova ordem decorrente 
a) da elaboração da Constituição de 1824. 
b) do golpe da maioridade. 
c) da renúncia de Feijó. 
d) da abdicação deD. Pedro I. 
e) das revoluções liberais de 1842. 
Comentário 
Questão de contextualização. Essa questão trata da alteração da ordem política e da 
reorganização, conforme o esquema que já apresentamos algumas vezes ao longo dessa 
aula. Trata-se do momento após a abdicação do Dom Pedro I e o início do Período Regencial. 
O importante aqui não é guardar nomes exatamente, embora isso seja legal. Mas entender 
a lógica da mudança e o sentido do embate: centralização versus descentralização. 
Nesse caso, o gabarito só pode ser a alternativa D. Vejamos alguns erros das demais 
alternativas: 
No período da elaboração da constituição predominavam os Partidos brasileiro e português. 
O golpe da maioridade é e 1840 e predominam os partidos liberal e conservador. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
36 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
A renúncia do Padre Diogo Feijó, em 1837, do cargo de regente não alterou o quadro da 
organização partidária 
 Perfeito, foi a abdicação de dom Pedro I em favor de seu filho, o menos Dom Pedro II, bem 
como sua volta para Portugal foi que desencadeou um processo de reorganização das forças 
políticas. 
Os movimentos liberais de 1842 já estão em outro contexto diferente do descrito no texto. 
 
Gabarito: D 
2. PERÍODO REGENCIAL 
Dom Pedro abdicou do trono em favor de seu filho Dom Pedro de Alcântara. Você já sabe 
que ele era um menino pequeno, o povorelo. O pai foi embora para longe, sua mãe já havia 
morrido. Ficou no Brasil com a única tarefa de um dia ser o Rei dessas terras. Para isso foi educado. 
Mas até chegar esse dia, a Constituição determinava que se o rei fosse menor de 18 anos, o país 
deveria ser governado por três pessoas que regeriam, ou seja, três regentes. Estes deveriam ser 
escolhidos pela Assembleia Geral, ou seja, pelo Parlamento formado por Deputados e Senadores. 
Antes de entrar propriamente no desenrolar dos fatos, quero lhe mostrar como a 
historiografia divide esse período entre o Primeiro e o Segundo Reinados. Observe no esquema 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
37 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
abaixo que há uma mudança de Regência Trina para Regência Una. Isso é fruto de uma reforma 
constitucional, ok! 
 
 
Agora quero que você repare a organização das correntes de opinião. No capítulo anterior 
vimos que os partidos, ou correntes de opinião, se dividiam em três grupos, mas que devido ao 
contexto de crise política e das medidas autoritárias o cenário político acabou se polarizando entre 
Portugueses e Brasileiros. 
Contudo, esses grupos vão ganhando novas localizações, novas denominações, afinal, 
querido e querida, quando o cenário político se modifica, as correntes se reacomodam. Veja no 
esquema abaixo as transformações que sofreram ao longo do Império. Salve essa imagem na sua 
memória, desenhe-a com suas mãos, enfim, entenda-a!!! 
•Regência 
Provisória
1831
•Regência 
Trina 
Permanente
1831-1835
•Regência 
Una - Padre 
Diogo Feijó
1835-1837
•Regência 
Una - Araújo 
Lima
1837-1840
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
38 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
2.1 - CONTEXTUALIZAÇÃO 
Durante todo o período regencial o contexto foi tenso. Prevaleu a luta 
essencial: Centralização versus Descentralização. 
Até 1834, quando Dom Pedro I morreu em Portugal, o Partido dos Portugueses, agora 
conhecido como regressistas, tentou restaurar a monarquia e a volta de Dom Pedro. Contudo, 
depois disso se aliaram aos setores mais conservadores entre os moderados. Este grupo passou 
a defender a centralização do poder político no governo federal. Nesse caso as Províncias teriam 
pouca liberdade. Um exemplo de suas ideias era que o chefe do Poder Executivo, o Regente ou, 
depois, o Rei, indicasse o governador da província. 
O outro grupo formado ficou conhecido como os progressistas. Os liberais exaltados e os 
moderados mais progressistas se aliaram para defender uma maior descentralização do poder 
para que as Provincias tivessem mais autonomia e liberdade quanto às questões locais. Nesse 
grupo também se discutia a necessária mudança em algumas relações sociais, como a escravidão. 
Contudo, como a abdicação de Dom Pedro I ficou marcada naquele contexto como a 
derrota dos regressistas, então, alguns historiadores afirmam que até 1837 houve um “avanço 
liberal”, na medida em que a corrente Progressista conseguiu ocupar mais cargos e implementar 
medidas descentralizadoras. Por exemplo, defendiam que cada Província escolhesse seu prórpio 
governo. Agora, esse avanço não foi apenas com negociações e diálogos, houve muito conflito 
físico, como veremos logo abaixo. 
Dessa forma, veremos que grande parte das tensões políticas se desenvolveram nas 
Provínicias. Muitos membros das classes dominantes provinciais reivindicavam mais liberdade e 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
39 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
autonomia para decidir seus rumos. O Brasil, como sabemos, é muito grande e diverso, por isso, 
medidas centralizadoras demais acabaram ampliando as desigualdades entre as regiões, ao 
contrário do que imaginavam os regressistas. 
Essa crise local, que se repetiu em muitas províncias diferentes, tomou dimensões muito 
radicais, sobretudo, quando as camadas médias e populares resolveram reivindicar o seu direito 
de participar da política. 
 
Não esqueça de que o contexto internacional é de ampla agitação política 
com as classes populares passando ao primeiro plano das batalhas, no 
mundo todo. Assim, em alguns casos, os conflitos tiveram caráter popular, 
republicano e separatista. 
Essa instabilidade foi muitas vezes chamada de anarquia pelos Regressistas e sua causa foi 
atribuída à plataforma da descentralização política defendida pelos Progressistas. 
Do ponto de vista da economia, o Brasil continuava com os mesmos obstáculos de antes. 
Tendo sua estrutura produtiva apoiada na grande propriedade territorial e mão de obra escrava, 
sua balança comercial continuava negativa e o déficit fiscal se ampliava. A Inglaterra soube 
aproveitar essa fragilidade para renovar acordos e emprestar cada vez mais dinheiro ao Brasil de 
modo a acelerar seu endividamento externo. 
Vejamos agora o desenrolar dos fatos e as principais ocorrências em cada um dos períodos. 
2.2 – REGÊNCIA PROVISÓRIA 
A Regência Provisória durou cerca de 3 meses e seus três membros foram nomeados pela 
Assembleia Legislativa (formada por deputados e senadores). Essa regência trina foi composta por 
José Joaquim Carneiro Campos (1768-1836, o Marquês de Caravelas), pelo então senador Nicolau 
Campos Vergueiro (1785-1853) e pelo brigadeiro Francisco de Lima e Silva (1785-1859). Foram 3 
as principais medidas da Regência Trina: 
➢ Readmissão do Ministério dos Brasileiros, que havia sido demitido por Dom Pedro I; 
➢ Anistia aos presos políticos; 
➢ Suspensão do Poder Moderador. 
Foram realizadas eleições para a Regência Permanente em 17 de Junho de 1831. Aqui, 
foram eleitos: os deputados moderados João Bráulio Muniz (1796-1835) e José Costa de Carvalho 
(1796-1860) e o brigadeiro Lima e Silva (1785-1853). Esses moderados, os “chimangos”, 
representavam os interesses dos latifundiários e comerciantes. 
2.3 – REGÊNCIA PERMANENTE (1831-1835) 
De um modo geral, essa Regência representou os interesses dos moderados, os extremos 
ficaram um pouco sem espaço nas disputas do poder na capital do Império. Isso não quer dizer 
que eles não estavam articulados e expondo suas ideias. De toda forma, a descentralização foit.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
40 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
uma marca das medidas pretendidas por essa Regência Trina. Dessa forma, a proposta de governo 
eram reformas político-institucionais com o objetivo de reduzir o poder do imperador e aumentar 
a força do Parlamento. 
Dentro dos principais atos de reforma no campo político-institucional, o então Ministro da 
Justiça, Diogo Antônio Feijó (1784-1843) idealizou a criação da Guarda Nacional (1831) e o Ato 
Adicional de 1834. 
 Guarda Nacional de 1831: a Guarda Nacional foi uma força policial criada para tratar 
dos conflitos locais que se intensificaram nesse período e manter a ordem pública. 
Dela fazia parte todo brasileiro que tivesse entre 21 e 60 anos e fosse cidadãos ativo 
(renda líquida anual de 100 mil réis). Até 1837, os oficiais eram eleitos pela tropa e 
permaneciam no cargo por 4 anos. 
 O Ato Adicional de 1834: tratou-se de uma reforma na Constituição de 1831. Por 
meio dela a descentralização do poder político foi reforçada, pois o Poder 
Moderador foi suspenso, os Conselhos Gerais das Províncias foram substituídos 
pelas Assembleias Legislativas Provinciais. Com isso, as oligarquias regionais ficaram 
satisfeitas, pois passaram a ter maior controle sobre o território regional. 
Além dessas duas mudanças, também destaco a criação do Código de Processo Criminal, 
em 1832. Por meio dele, algumas garantias processuais foram criadas, como o estabelecimento 
do corpo de jurados e o habeas corpus. 
2.4 – REGÊNCIA UNA 
A Regência Trina acabou sendo transformada em Regência Una, isto é, comandada por 
uma única pessoa, a qual era eleita por voto censitário direto, com um mandato de 4 anos. O 
primeiro governante eleito foi Diogo Antônio Feijó. Para essa eleição, o colégio eleitoral era 
pequeno, veja: por volta de 5 mil pessoas votaram, menos de 0,1% da população da época. 
De cara, Feijó precisou enfrentar as tensões em torno da questão da centralização versus 
descentralização. Algo que não foi fácil, pois diversas revoltas de natureza separatista começaram 
a pipocar no Brasil. Vamos vê-las, mas antes repare no quadro de comparativo entre a primeira e 
segunda eleição para Regente Uno: 
Primeiras Eleições no Brasil 
Cenário populacional das eleições regenciais 
de 1835 a 1838 
5 milhões de pessoas era a população do 
Brasil, incluindo-se escravos. 
 1835 1838 
Cidadãos ativos 5.077 pessoas podiam votar 6.289 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
41 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 Diogo Feijó recebeu 2826 
votos e Holanda Cavalcanti 
2251 
Pedro de Araújo Lima recebeu 
4308 votos e Holanda 
Cavalcanti 1981. 
Feijó ficou no cargo até 1837, quando, então, ficou isolado politicamente, pois não 
conseguiu conter as revoltas separatistas. Dessa forma, renunciou. 
(IFRS 2019) 
A tabela abaixo apresenta a movimentação do tráfico transatlântico de escravos entre 1501 
e 1866, de acordo com a região de desembarque. 
 
Marque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas a seguir. 
( ) A descoberta do ouro na região das Minas Gerais (1696) explica o significativo incremento 
no volume de africanos desembarcados nos portos do Brasil a partir do último quarto do 
século XVII. 
( ) A independência do Haiti e a abolição da escravidão na ilha não representou uma redução 
da participação do Caribe francês nos circuitos do tráfico transatlântico de escravos. 
( ) A concorrência das colônias inglesas, francesas e holandesas não retirou do Brasil o 
monopólio da produção de açúcar a partir da segunda metade do século XVII. Este aspecto 
fica evidente na participação das respectivas regiões no volume do tráfico atlântico até o 
final do século XVIII. 
( ) Em 1831, como resultado da pressão do governo inglês, passou a vigorar no Império do 
Brasil a chamada “Lei Feijó” que decretou a extinção do tráfico atlântico na região. Contudo, 
os dados indicam que o comércio negreiro seguiu plenamente ativo até a sua proibição 
definitiva em 1850 (“Lei Eusébio de Queiroz”). 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
a) F – F – V – V 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
42 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
b) F – V – F – F 
c) V – F – V – V 
d) V – V – F – F 
e) V – F – F – V 
Comentários 
Esta é uma boa questão para revisarmos fatos e informações importantes sobre o tráfico 
transatlântico de escravizados, pois a tabela contém dados referentes à essa atividade entre 
os anos de 1501 e 1866. Além disso, há informações relativas a todas as colônias europeias 
nas Américas e a própria Europa. A primeira coisa que você precisa fazer é dar uma boa lida 
nessa tabela, prestando atenção nos intervalos de tempo e a quantidade de cativos 
traficados em cada lugar. Nesse sentido, é interessante reparar que os primeiros destinos 
dos africanos escravizados no tráfico orquestrado pelos europeus era a América espanhola e 
a própria Europa. O Brasil só começou a participar desse comércio entre os anos 1551 e 
1575. A partir de então, cada vez mais se tornou o principal destino dos cativos africanos 
comercializados. Por alguns anos, na segunda metade do século XVIII, apenas as colônias 
britânicas no Caribe compravam tantos escravizados quanto a América portuguesa, mesmo 
assim ficava em segundo lugar. Por outro lado, sobre o caso brasileiro, note que seu consumo 
de mão de obra africana praticamente dobrou ao longo do século XVII. Isso ocorreu mais 
uma vez entre os intervalos 1676-1700 e 1701-1725, mantendo-se crescente por todo o 
século XVIII. Então, novamente, nos primeiros anos do século XIX, a compra de cativos quase 
dobra, alcançando o marco de mais de 1 milhão de pessoas traficadas. Somando os dados 
de todo o período abarcado pela tabela (séculos XVI-XIX), quase cinco milhões de pessoas 
chegaram ao Brasil como escravizados. Com essas observações em mente, vejamos quais 
são as verdadeiras e quais as falsas entre as proposições: 
 Verdadeira! Entenda uma coisa, querida aluna e querido aluno, o tráfico de escravizados 
era uma atividade econômica por si só, na qual havia empresas e indivíduos inteiramente 
dedicados a ela. Todavia, ela estava associada a outras atividades, as quais demandavam 
mão de obra cativa. Estas eram localizadas nas colônias agroexportadoras e extrativistas. Por 
exemplo, no caso da produção de açúcar no Nordeste brasileiro, onde o gênero era 
produzido em larga escala para ser exportado para o mercado europeu, havia grande 
demanda por escravizados. Igualmente, quando o ouro foi descoberto em Minas Gerais, 
todo o investimento econômico se deslocou para o Sudeste a fim de explorar extensivamente 
a extração do metal. Para tanto, novamente se optou pela mão de obra escrava africana. 
Veja, a relação comércio de cativos–produção/extração de matéria-prima–exportação gerava 
um ciclo econômico de investimento e lucro muito vantajoso para os grandes proprietários, 
comerciantes e para o Estado, que tributava todas as atividades. 
 Falsa. Lembre-se que o processo de independência do Haiti se deu entre 1791 e 1804, 
período que também ocorreu a Revolução Francesa, na metrópole. Recorde-se também que 
durante a primeira república francesa (1792-1795), a escravidão foi abolida em todos os 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
43 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
territórios franceses, somente sendo retomada durante o Consulado, nos primeiros anos do 
século XIX. Agora, volte na tabela e veja a quantidade de cativos que foram levados para o 
Caribefrancês durante esses anos. Surpreendentemente, entre o fim do século XVIII e início 
do XIX, o número de africanos para lá destinados caiu de 390.929 para 63.517, sem dúvida 
um reflexo desses acontecimentos. 
 Falsa. Na realidade, a concorrência das demais colônias europeias tirou, sim, o 
monopólio português na produção de açúcar para atender o mercado internacional. No 
entanto, isso não se reflete na quantidade de cativos africanos traficados para o Brasil, pois 
na mesma época foi descoberto ouro em Minas Gerais. Assim, apesar da crise econômica na 
produção açucareira, a extração de ouro passou a prosperar, gerar lucros exorbitantes e 
demandar mão de obra escravizada para ser empregada nessa atividade. 
 Verdadeira! Desde antes da independência a Inglaterra queria transformar o Brasil, entre 
outras colônias e países recém-independentes da América, em um novo mercado 
consumidor para os produtos industrializados ingleses. Assim, os britânicos passaram não só 
a apoiar a emancipação de várias colônias, para acabar com seus respectivos pactos coloniais, 
mas também pressionou para que todas as nações proibissem o tráfico de cativos e 
abolissem a escravidão. Isso porque era necessário que essa massa de trabalhadores cativos 
passasse a ser assalariado, para então poder consumir os produtos ingleses. Desde 1807, 
eles haviam proibido o tráfico no Atlântico Norte. Com a independência brasileira, e como 
parte dos acordos para que a potência reconhecesse a independência do novo país tropical, 
os britânicos pressionaram os brasileiros para que acabassem com o comércio escravista. 
Algumas medidas foram tomadas, mas jamais cumpridas, como por exemplo, um tratado 
assinado entre Brasil e Inglaterra que considerava pirata todo navio envolvido no comércio 
de escravos. Seria um passo para transformar essa atividade comercial em uma prática ilegal. 
Mas o Brasil continuou recebendo todos os navios com pessoas escravizadas. Daí a expressão 
“para inglês ver” – ou seja, algo sem efeito, sem sentido, que não vale nada. Ao contrário, 
entre 1826 e 1830 houve um verdadeiro boom no comércio escravista que passou da média 
anual de 40 mil para 60 mil escravos. Mas, em 7 de novembro de 1831, foi feita a lei Feijó, a 
primeira que proibia o tráfico atlântico de africanos. Aí você pode imaginar que diminuiu o 
comércio. Errado. Houve um “ritmo alucinante da escravização ilegal”. Podemos ver os 
reflexos de tudo isso nos dados da tabela. Nos primeiros 50 anos do século XIX, mais de dois 
milhões de pessoas foram traficadas da África para o Brasil. 
 Portanto, a alternativa correta é a letra “e”. 
Gabarito: E 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
44 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
2.5 - REVOLTAS NO PERÍODO REGENCIAL 
As assim chamadas Revoltas Regenciais estiveram inseridas em um contexto em que a 
questão fundamental da distribuição de poder oscilava entre a autoridade nacional no Rio de 
Janeiro e os governos provinciais. 
Dentre as divergências dos provincianos estava a forma de escolha do presidente da 
província, pois, com a Constituição de 1824, os processos eleitorais regionais foram abolidos. 
No lugar de eleições pelos próprios provincianos, o imperador indicava e nomeava o 
presidente de província. 
Contudo, em 1834, o Ato Adicional que reformou a Constituição de 1824 
concedeu certa autonomia às províncias, pois permitiu que cada uma 
contasse com sua própria Assembleia e orçamento próprio. Essa mesma 
reforma constitucional retirou uma das principais atribuições do Poder 
Moderador, qual seja, o de dissolver a Câmara. 
 Com efeito, repare que havia uma oscilação entre centralização e descentralização 
(federalismo). 
De acordo com Lucia Bastos Pereira das Neves, os políticos contrários à descentralização 
manifestavam um caráter despótico de poder “que decorria da herança portuguesa do imperador 
e de seu círculo de áulicos13”. Em geral, o atrito entre palacianos próximos à Corte e brasileiros, 
já estabelecido no Primeiro Reinado, assim podia ser resumido, conforme já frisado mais acima na 
aula: 
Coimbrãos (ou portugueses) Brasilienses 
A soberania deveria ser dividida entre o 
imperador e a Assembleia; as tendências 
democráticas deveriam ser afastadas. 
A soberania residia na nação; o imperador 
deveria ser submetido a um poder de veto; o 
imperador deveria ser impedido de dissolver o 
Parlamento. 
Agora, essa polêmica política foi tema de disputas em todas as províncias, com ênfase no 
Período Regencial. Ademais, após a reforma constitucional de 1834, a situação ficou um pouco 
mais favorável aos liberais federalistas. 
 Dessa forma, a questão da centralização x descentralização, o rechaço aos portugueses – 
principalmente os “coimbrãos”, o conflito entre liberais e conservadores, as insatisfações 
populares, entre outras questões, deram motivos para rebeliões no Período Regencial (1831-
1840). 
 
13 Áulicos significa cortesão, palaciano. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
45 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Sob o Governo Regencial, portanto, diversas mobilizações políticas pipocaram no Brasil. 
Dentre as principais, destaco 
quatro de caráter separatista: 
➢ a Sabinada na Bahia; 
➢ a Cabanagem no Pará; 
➢ a Farroupilha no Rio Grande do Sul; 
➢ a Balaiada no Maranhão. 
Em particular, o movimento do Rio 
Grande do Sul proclamou a república e se 
manteve independente do Brasil até 
1845. Já os outros movimentos foram 
derrotados logo no início. Nem todos 
esses movimentos defenderam 
abertamente um sistema federativo de 
organização do poder, mas, o conteúdo 
deles, questionava frontalmente o 
sistema político do momento. 
Vamos ver cada um deles: 
• Cabanagem no Pará, em 1835. Esse conflito deu sequência à luta entre liberais e 
portugueses que marcou os conflitos políticos da região desde a independência, em 1822. 
Em 1835, o presidente da província foi assassinado e, a partir desse fato, seguiu-se uma 
batalha civil sanguinária. Conforme José Murilo de Carvalho, 
Líderes populares assumiram o controle da luta, tomaram a capital, Belém, e declararam 
a independência da província. Tropas do governo central retomaram a cidade e se 
engajaram em uma luta de guerrilhas contra os rebeldes embrenhados na selva 
amazônica, onde, sendo a maioria deles de origem indígena, se sentiam à vontade. Foi 
uma das lutas mais sangrentas da história do país, comparável apenas à Canudos, na 
Bahia, em 1897. Soldados do governo desfilavam nas ruas da capital [Belém] exibindo 
colares feitos de orelhas dos revoltosos. Calculou-se, talvez com algum exagero, que 
teriam perecido na luta cerca de 30 mil pessoas, ou 20% da população total da 
província14. 
O principal alvo dos cabanos (índios, caboclos e escravos) eram os portugueses e brancos. 
Segundo o professor José Murilo de Carvalho a Cabanagem foi uma explosão popular contra a 
opressão secular de que o povo pobre havia sido vítima, inclusive por ser excluído do sistema 
político. Só podia ser uma luta contra portugueses, mesmo. 
 
14 CARVALHO, José Murilo de. A vida política. In: CARVALHO, J.M (org). A Construção Nacional 1830-
1889. Rio de Janeiro: Fundación Mapfre. 2018, p. 91. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
46 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
• A Balaiada, no Maranhão, de 1838 a 1841. Na verdade, esse movimento foi o ápice de lutas 
que ocorriam desde 1831. Nesse período, a população da província era de 200 mil pessoas, 
sendo que 50% era escravo, a mais alta proporção em todo território brasileiro. Tal como a 
Cabanagem, essa revolta foi tipicamente popular e esteve ligada às disputas entre liberais 
e conservadores.Os conservadores detinham o monopólio das indicações dos cargos 
políticos e para a administração pública, fato que gerava muitos atritos. O estopim do 
movimento foi a invasão de uma cadeia para liberar correligionários do movimento. Em 
uma mistura complexa entre liberais e setores populares, inclusive quilombolas, os assim 
chamados fazedores de cestos (os balaios) ganharam destaque na Balaiada. Um dos líderes 
da Balaiada foi Cosme Bento de Chagas, o Preto Cosme, o qual liderou um grupo de 3 mil 
escravos fugidos. Cosme se intitulava “Tutor e Imperador das Liberdades Bentevis” (dos 
liberais). Com 11 mil homens, os balaios tomaram algumas cidades. Porém, um 
desentendimento entre Preto Cosme e outro líder, Raimundo Gomes, um vaqueiro, rachou 
o movimento e facilitou a repressão. 
Repare que um dos motivos das divergências no movimento era quanto à escravidão. 
Enquanto uma parte era favorável ao fim da escravidão, outra não. 
• A Sabinada, na Bahia, entre 1837 a 1838. O nome da revolta é devido ao seu líder Dr. 
Sabino Barroso, professor da Escola de Medicina de Salvador. Esse movimento contou com 
um caráter separatista mais explícito. A capital foi tomada pelos partidários do movimento, 
o presidente da província foi deposto e a Câmara Municipal declarou a independência. 
Salvador foi sitiada por terra – por tropas dos barões do açúcar - e por mar pela Marinha 
Imperial. Em dezembro de 1838 uma batalha de 3 dias em Salvador resultou em 1200 
revolucionários mortos e 600 membros das tropas do governo. Diferentemente da Balaiada 
e da Cabanagem, além das camadas populares, esse movimento contou com camadas 
médias da sociedade, como professores, médicos e advogados. A principal motivação da 
Sabinada foi, de fato, o federalismo. 
Quanto à escravidão, aqui também não havia consenso entre os participantes da rebelião. 
Ao mesmo tempo que os sabinos prometeram a alforria dos escravos nascidos no Brasil, 
desde que lutassem pela causa, o movimento não prometia abertamente a abolição da 
escravidão. Apesar dessa dubiedade, só o fato de ter sido construído um batalhão de 
pretos e de serem feitas promessas aos escravos fez com que os senhores de terra 
apoiassem a repressão do governo. 
(IFBA 2018) 
Para os Sabinos, o que prevalecia no Brasil após a independência do país era o “colonialismo 
de Corte”. O que isso significava? 
a) Que não houve independência, pois a situação de dependência de Portugal se mantinha. 
b) Uma expressão de uma insatisfação com a centralização política no Rio de Janeiro e com 
o crescente abafamento de pleitos locais em nome da unidade nacional. 
c) A insatisfação com o fato de a regência no Rio de Janeiro ficar, desde a abdicação de 
Pedro I, sob o controle dos restauracionistas, que pretendiam a volta à colonização. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
47 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
d) Que os sabinos eram a expressão dos “Exaltados” já que, durante a sublevação, em 
nenhum momento abriram mão de se separarem do Brasil. 
e) Apesar das intensas lutas federalistas que antecederam a Sabinada, aquelas não tinham 
nenhuma conexão com esta, já que criticavam a separação da província da Bahia do restante 
do Brasil. 
Comentários 
Veja, o tema da questão é a Sabinada (1837-1838), uma das revoltas que ocorreram durante 
o período regencial (1831-1840), no Brasil. As assim chamadas Revoltas Regenciais estiveram 
inseridas em um contexto em que a questão fundamental da distribuição de poder oscilava 
entre a autoridade nacional no Rio de Janeiro e os governos provinciais. Em outras palavras, 
havia vários conflitos de interesses tanto entre as próprias elites de cada região e entre estas 
e as demais classes sociais da sociedade imperial brasileira. A principal pauta de discussão 
era se o governo devia ser centralizado ou descentralizado (federalista). Contudo, havia 
outras demandas como a independência do resto do Império, o fim da escravidão, redução 
de impostos, fim da propriedade privada, entre outros, que igualmente não eram consenso 
entre todas as rebeliões deflagradas durante esses anos. Dessa forma, a questão da 
centralização x descentralização, o rechaço aos portugueses – principalmente os 
“coimbrãos”, o conflito entre liberais e conservadores, as insatisfações populares, entre 
outras questões, deram motivos para rebeliões no Período Regencial. 
 Quanto à Sabinada especificamente, o nome da revolta é devido ao seu líder Dr. Sabino 
Barroso, professor da Escola de Medicina de Salvador. Esse movimento contou com um 
caráter separatista mais explícito. A capital foi tomada pelos partidários do movimento, o 
presidente da província foi deposto e a Câmara Municipal declarou a independência. 
Salvador foi sitiada por terra – por tropas dos barões do açúcar - e por mar pela Marinha 
Imperial. Em dezembro de 1838 uma batalha de 3 dias em Salvador resultou em 1200 
revolucionários mortos e 600 membros das tropas do governo. Diferentemente da Balaiada 
e da Cabanagem, além das camadas populares, esse movimento contou com camadas 
médias da sociedade, como professores, médicos e advogados. Agora que te inteirei do 
contexto, vejamos qual a razão para que os sabinos achassem que prevalecia no Brasil 
independente o “colonialismo de corte”: 
a) Incorreta. Com a independência, passou a ser dependente economicamente da Inglaterra 
ao passo que se distanciava de Portugal. No entanto, muitos portugueses continuavam no 
Brasil, detendo grandes propriedades e poder político. Lembre-se que o primeiro imperador 
era português e o segundo, ainda impedido de governar pela idade, era seu filho. Além 
disso, vários lusitanos ocupavam cargos políticos e tentavam se manter próximos da família 
imperial. Inclusive, havia um Partido Português nos primeiros anos do Império e se 
consubstanciou em Restauracionistas, Partido Regressista e, enfim, Partido Conservador, nos 
quais a ascendência portuguesa e as tendências mais absolutistas eram marcantes. De acordo 
com Lucia Bastos Pereira das Neves, os políticos contrários à descentralização manifestavam 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
48 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
um caráter despótico de poder “que decorria da herança portuguesa do imperador e de seu 
círculo de áulicos”. 
b) Correta! Veja, a expressão “colonialismo de corte” tinha o objetivo de enfatizar que, 
apesar de independente, o governo central continuava explorando as províncias da mesma 
forma que Portugal outrora explorava todo o Brasil. Desde a independência, o governo 
imperial sediado no Rio de Janeiro, seja sob liderança de D. Pedro I, seja sob a liderança dos 
regentes, insistentemente procurou centralizar o poder, evitando dar maior autonomia às 
províncias. Com isso, vários setores das elites de diversas regiões, assim como as demais 
classes sociais, assumiam pautas mais liberais, federalistas e, alguns casos, até mesmo 
separatistas. Esses setores, chamados de Exaltados na política dos primeiros anos do 
Império, costumavam defender que a soberania residia na nação; o imperador deveria ser 
submetido a um poder de veto; o imperador deveria ser impedido de dissolver o Parlamento. 
A própria Sabinada teve como principal motivação, de fato, o federalismo. 
c) Incorreta. Apesar de muitas vezes restauracionistas (em geral portugueses) e moderados 
(brasileiros) se aliarem na política dos primeiros anos do Império, eles não possuíam 
exatamente os mesmos interesses. E foram os moderados que mais marcaram presença 
como regentes durante a década de 1830. Com isso, eles procuraram manter um equilíbrio, 
combatendo as revoltas, mas simultaneamente buscando aumentar o poder do Parlamento. 
d) Incorreta. De fato, podemos dizer que os sabinos estavam mais alinhados ao grupo dos 
Exaltados. Todavia,a Sabinada teve um caráter separatista mais explícito, como mencionei 
antes. Sua principal motivação era o federalismo e eles estavam dispostos a conquistar a 
independência da região para efetivá-lo. 
e) Incorreta. Havia muitas conexões sim, afinal todas elas se opunham a forma como governo 
imperial vinha conduzindo a política e a economia do país. Além disso, as revoltas anteriores 
à Sabinada não criticavam a separação da Bahia do resto do país, isso nem era pautado. 
Esses levantes anteriores se concentravam em pautar as demandas de suas próprias regiões. 
Gabarito: B 
 
• A Farroupilha, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, entre 1835 e 1845. 
Diferentemente das revoltas anteriores, aqui a participação popular foi bem reduzida. Na 
verdade, o movimento foi liderado por uma oligarquia formada por pecuaristas. Essa elite 
questionava a centralização do poder no Rio de Janeiro e as imposições da Coroa quanto 
ao comércio de charque. Os assim chamados estancieiros queriam condições mais 
favoráveis para o comércio de gado e para o fortalecimento do charque no mercado 
brasileiro. Dessa forma, a insurreição começou com a deposição do presidente da província 
do Rio Grande do Sul, que fora nomeado pelo governo regencial. O líder Bento Gonçalves 
da Silva (1788-1847), filho de um rico proprietário de terra, invadiu a cidade de Porto 
Alegre. Em setembro de 1836 o movimento proclamou a República de Piratini e Bento 
Gonçalves sagrou-se presidente. Em 1839 o movimento atingiu a região de Santa Catarina 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
49 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
sob a liderança de Davi Canabarro (1796-1867) e de Giuseppe Garibaldi (1807-1882). Com 
isso, foi proclamada a República Catarinense ou Juliana. 
Importante frisar que o caráter elitista do movimento fez com que a repressão fosse mais 
amena. A Coroa não foi para cima desses revoltosos com a mesma mão pesada com que 
reprimiu as revoltas regenciais mais populares. Por isso, o movimento durou anos e o 
desfecho foi por meio de uma saída negociada, um acordo ao estilo de um armistício (uma 
trégua). Nas cláusulas do armistício, celebrado em 1845, o governo do Rio de Janeiro 
concordou em sobretaxar o charque importado em 25%, como forma de estimular o 
charque gaúcho, e os farrapos foram anistiados. 
 
Além desses movimentos, também destaco a Guerra dos Cabanos, de 1832, em 
Pernambuco, e a conhecida Revolta dos Malês, na Bahia. Esses processos tiveram características 
populares mais marcantes, pois foram movimentos protagonizados pelas camadas pobres. No 
caso da Guerra dos Cabanos participaram indígenas, escravos e trabalhadores rurais livres. Porém, 
o curioso é que foram os conservadores que incitaram essa população contra a ascensão dos 
liberais na região. Posteriormente, com o aumento da repressão e a “ficha caída”, a aliança entre 
os conservadores (proprietários de terra) e população rural pobre foi rompida. O movimento 
termina com repressão15. 
Já a Revolta dos Malês, vamos vê-la um pouco mais de perto no box abaixo... 
 
A Revolta dos Malês ocorreu em 1835, na Bahia. O movimento foi planejado pelos 
Malês, africanos mulçumanos (em geral etnia nagô) que eram mantidos como escravos. 
Na província baiana, cera de 42% da população era negra e apenas 22% branca. O 
conflito foi gerado em razão do acúmulo de opressão e exploração e, também, por 
conta da perseguição religiosa. Ocorre que, esses africanos tinham conhecimento militar e, por 
isso, fizeram uma insurreição com bastante eficiência. O medo da elite branca de Salvador e das 
fazendas era de que movimento caminhasse ao que foi a Revolução no Haiti. 
A repressão foi violenta. Além das perseguições e mortes, foram aprovadas leis que agilizavam a 
condenação dos escravos. Mas, atenção, a pressão dos escravocratas era para que os capturados 
não fossem mortos, pois, na condição de escravos, os negros eram vistos como propriedade. 
Importante você saber que o século XIX no Brasil contou com diversas rebeliões escravas. Esses 
movimentos reforçaram a permanência das comunidades quilombolas, pois os negros que 
conseguiam fugir buscavam refúgio nos Quilombos. 
 
 
 
15 FERREIRA, Marieta de Moraes, GUGLIELMO, Mariana, FRANCO, Renato. História em Curso. São Paulo: 
Editora do Brasil. 2016, p. 421. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
50 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
(UERN 2015) 
 Após a abdicação de Dom Pedro I, políticos intitulados regentes governaram o Brasil em 
nome do imperador, já que o herdeiro do trono, seu filho Dom Pedro II, tinha apenas 5 anos. 
Essa fase de grande agitação social e política vai de abril de 1831 a julho de 1840. Observe 
as duas gravuras relativas às revoltas sociais características desse período histórico específico. 
 
 
É correto afirmar que as gravuras referem-se, respectivamente, a: 
a) Carrancas e Sabinada. 
b) Farroupilha e Cabanagem. 
c) Balaiada e Revolta dos Malês. 
d) Revolta do Guanais e Setembrada. 
Comentários 
A primeira gravura mostra dois homens confeccionando balaios, objeto que deu origem ao 
nome da revolta conhecida como Balaiada, promovida pela população de baixa renda no 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
51 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Maranhão. A segunda gravura mostra um negro (escravo ou liberto) que segue a religião 
muçulmana, representando o segmento social que promoveu a Revolta dos Malês, no Rio de 
Janeiro. 
Gabarito: C 
(UERN 2012) 
 “Uma série de contradições tornou particularmente tensas as relações entre o governo 
central e algumas províncias no período regencial. A efervescência dos conflitos, em várias 
regiões do país, evidenciou questões que remontavam ao período colonial, carregado de 
exclusões sociais”. 
(Mota, M. B e Braick, P. R. História das Cavernas ao Terceiro Milênio. 1ª Ed. São Paulo: 
Moderna, 2005, p.224) 
A revolta ocorreu entre 1835 e 1845. Em sua origem estavam os conflitos entre os poderosos 
pecuaristas e o governo central. Politicamente, a elite rebelou-se contra a medida 
alfandegária do governo central, que reduzia os impostos para a entrada de artigos da região 
do Prata, similares aos do Sul [...]. O movimento teve início em 1835 e fim em 1845, quando 
as tropas imperiais comandadas por Luís Alves de Lima e Silva detiveram o movimento. 
A revolta retratada refere-se a 
a) Cabanagem. 
b) Malês. 
c) Farrapos. 
d) Sabinada. 
Comentários 
A Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha foi um conflito regencial ocorrido entre a 
província do Rio Grande do Sul e o governo central devido às taxações do charque gaúcho 
e argentino. A província rio-grandense se rebelou quando o governo central passou a 
valorizar a importação do charque argentino e iniciou uma revolução que pretendia separar 
o RS do Brasil. 
Gabarito: C 
(UPF 2016) 
As revoltas provinciais do período Regencial, que varreram o país de norte a sul, tiveram 
distintos atores sociais e propostas. 
“As províncias, desprezadas pela corte, curtindo o exílio dentro do país, e insatisfeitas com a 
Regência, reagem…” 
(FAORO, Raymundo. Os donos do poder. v.1, 5. Ed., 2012, p. 320) 
Sobre essas revoltas, considere as afirmações a seguir. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
52 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
I. A Cabanagem ocorreu no Pará e teve ampla participação de elementos de baixa condição 
social (índios, seringueiros, lavradores e caboclos), os quais não tinhamum programa 
sistemático de reivindicações, mas demonstravam seu ódio aos portugueses. 
II. A Guerra dos Farrapos foi liderada pela elite dos estancieiros e teve como principal 
proposta a abolição incondicional da escravidão no Rio Grande do Sul e a defesa do trabalho 
assalariado. 
III. A Sabinada reuniu uma base ampla de apoio, incluindo integrantes da classe média e do 
comércio de Salvador. Uma de suas bandeiras de luta foi a adoção do federalismo. 
IV. A Balaiada caracterizou-se por sucessivos levantes, inclusive de escravos, sem unidade 
entre si, o que levou a ser vencida pelas tropas legalistas com relativa facilidade. O 
separatismo não foi proposto pelos rebeldes. 
Está correto apenas o que se afirma em: 
a) I e II. 
b) I, II e III. 
c) I, III e IV. 
d) II e III. 
e) II, III e IV. 
Comentários 
Minha sugestão é que, para este tipo de questão, você comece a resolução achando os erros. 
Então, veja: a Farroupilha não tinha como mote a defesa da abolição da escravidão, por isso, 
a afirmação está errada. Só por aí já mataríamos a questão. Porém, é bom ressaltar que os 
demais itens (I, III e IV) fazem colocações corretas de algumas das Revoltas Regências. Elas 
estiveram inseridas em um contexto em que a questão fundamental da distribuição de poder 
oscilava entre a autoridade nacional no Rio de Janeiro e os governos provinciais. Aproveito 
para lembrar do esqueminha abaixo: 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
53 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
Gabarito: C 
(UNIFESP 2002) 
 No Brasil independente, os seis anos que separam o Ato Adicional (1834) da Maioridade 
(1840) foram chamados de "experiência republicana", devido 
a) ao caráter das revoltas intituladas Cabanagem, Balaiada e Sabinada. 
b) aos primeiros anos da revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul. 
c) à força do Partido Republicano na Câmara dos Deputados. 
d) à extinção da monarquia durante a menoridade de D. Pedro II. 
e) às Assembleias Legislativas Provinciais e à eleição do Regente Uno. 
Comentário 
Eu trouxe essa questão para que vocês conheçam essa interpretação de alguns historiadores: 
a de que o período regencial foi uma experiência democrática. Isso porque com a reforma 
constitucional de 1834 o poder foi descentralizado a partir da criação das assembleias 
legislativas provinciais e o estabelecimento da eleição para regente. 
É uma expressão um pouco forçada porque não havia partidos republicanos, como sugere a 
alternativa C, por exemplo. Apesar de estar certo que a Farroupilha teve um caráter 
republicano, como consta na alternativa B, não e este argumento utilizado para cunhar a 
expressão “experiência democrática” para o período. 
Por fim, é bom lembrar que a Monarquia só será extinta em 1889 com a Proclamação da 
República, então, durante a menoridade de Dom Pedro II a monarquia existiu, mas o governo 
esteve na mãos dos regentes. Por isso, a alternativa D está incorreta. 
Gabarito: E 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
54 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
Bem, queridas e queridos alunos chegamos ao final da nossa aula sobre o processo de 
Independência Política do Brasil e dos demais países da América Latina! 
Assim, percorremos os caminhos dos emancipacionistas trilhados entre o final do século 
XVII até o século XIX. Demos ênfase aos acontecimentos do século XVIII que se desdobraram na 
criação de novos países. Anota no seu controle de temporalidade. 
É isso, fico por aqui. Você segue até a última questão. Aproveita TODAS as QUESTÕES, 
pois fizemos observando cada detalhe para fazer você mentalizar, aprender a responder à questão 
sem escorregar nas artimanhas do examinador. 
Gabaritar história não é só saber o conteúdo é ser safo para adotar as melhores 
ESTRATÉGIAS para responder cada questão! E lembrando: esse assunto tem muita incidência no 
seu vestibular!!! 
Espero por você no Fórum de Dúvidas, se elas aparecerem! 
Um beijo, um abraço apertado e um suspiro dobrado de amor sem fim! 
Alê 
 
3. LISTA DE QUESTÕES 
 (FUVEST 2009) 
"Nossas instituições vacilam, o cidadão vive receoso, assustado; o governo consome o tempo 
em vãs recomendações... O vulcão da anarquia ameaça devorar o Império: aplicai a tempo o 
remédio." Padre Antonio Feijó, em 1836. 
Essa reflexão pode ser explicada como uma reação à: 
a) revogação da Constituição de 1824, que fornecia os instrumentos adequados à 
manutenção da ordem. 
b) intervenção armada brasileira na Argentina, que causou grandes distúrbios nas fronteiras. 
c) disputa pelo poder entre São Paulo, centro econômico importante, e Rio de Janeiro, sede 
do governo. 
d) crise decorrente do declínio da produção cafeeira, que produziu descontentamento entre 
proprietários rurais. 
e) eclosão de rebeliões regionais, entre elas, a Cabanagem no Pará e a Farroupilha no sul do 
país. 
 (FUVEST 2006) 
 Durante o período em que o Brasil foi Império houve, entre outros fenômenos, a 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
55 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
a) consolidação da unidade territorial e a organização da diplomacia. 
b) predominância da cultura inglesa nos campos literário e das artes plásticas. 
c) constituição de um mercado interno nacional, integrando todas as regiões do país. 
d) incidência de guerras externas e a ausência de rebeliões internas nas províncias. 
e) inclusão social dos índios e a abolição da escravidão negra. 
 (FUVEST 2001) 
A economia brasileira, durante o período monárquico, caracterizou-se fundamentalmente 
a) pelo princípio da diversificação da produção agrária e pelo incentivo ao setor de serviços. 
b) pelo estímulo à imigração italiana e espanhola e pelo fomento à incipiente indústria. 
c) pela regionalização econômica e pela revolução no sistema bancário nacional. 
d) pela produção destinada ao mercado externo e pela busca de investimentos 
internacionais. 
e) pela convivência das mãos-de-obra escrava e imigrante e pelo controle do "deficit" 
público. 
 (FUVEST 2000) 
A Constituição Brasileira de 1824 colocou o Imperador à testa de dois Poderes. Um deles lhe 
era "delegado privativamente" e o designava "Chefe Supremo da Nação" para velar sobre 
"o equilíbrio e harmonia dos demais Poderes Políticos", o outro Poder o designava 
simplesmente "Chefe" e era delegado aos Ministros de Estado. Estes Poderes eram 
respectivamente: 
a) Executivo e Judiciário 
b) Executivo e Moderador 
c) Moderador e Executivo 
d) Moderador e Judiciário 
e) Executivo e Legislativo. 
 (FUVEST 1998) 
A descentralização política do Brasil, no período regencial, resultou em: 
a) deslocamento das atividades econômicas para a região centro-sul, através de medidas de 
favorecimento tributário. 
b) ampla autonomia das províncias, de acordo com um modelo que veio a ser adotado, mais 
tarde, pela Constituição de 1891. 
c) revoluções e movimentos sediciosos, que exigiam um modelo centralizador, em benefício 
das várias regiões do país. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
56 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
d) revoluções e movimentos sediciosos, exigindo que o futuro D. Pedro II assumisse o trono 
para reduzir a influência do chamado "partido português". 
e) autonomia relativa das províncias, favorecendo o poder das elites regionais mais 
significativas. 
 (FUVEST 1994) 
"Sabinada" na Bahia, "Balaiada" no Maranhão e "Farroupilha" no Rio Grandedo Sul foram 
algumas das lutas que ocorreram no Brasil em um período caracterizado 
a) por um regime centralizado na figura do imperador, impedindo a constituição de partidos 
políticos e transformações sociais na estrutura agrária. 
b) pelo estabelecimento de um sistema monárquico descentralizado, o qual delegou às 
Províncias o encaminhamento da "questão servil". 
c) por mudanças na organização partidária, o que facilitava o federalismo, e por 
transformações na estrutura fundiária de base escravista. 
d) por uma fase de transição política, decorrente da abdicação de Dom Pedro I, fortemente 
marcada por um surto de industrialização, estimulado pelo Estado. 
e) pela redefinição do poder monárquico e pela formação dos partidos políticos, sem que se 
alterassem as estruturas sociais e econômicas estabelecidas. 
 (FUVEST 1993) 
 Sobre a Guarda Nacional, é correto afirmar que ela foi criada: 
a) pelo imperador, D. Pedro II, e era por ele diretamente comandada, razão pela qual tornou-
se a principal força durante a Guerra do Paraguai. 
b) para atuar unicamente no Sul, a fim de assegurar a dominação do Império na Província 
Cisplatina. 
c) segundo o modelo da Guarda Nacional Francesa, o que fez dela o braço armado de 
diversas rebeliões no período regencial e início do Segundo Reinado. 
d) para substituir o exército extinto durante a menoridade, o qual era composto, em sua 
maioria, por portugueses e ameaçava restaurar os laços coloniais. 
e) no período regencial como instrumento dos setores conservadores destinado a manter e 
restabelecer a ordem e a tranquilidade públicas. 
 (FUVEST 1992) 
A questão seguinte é composta por três proposições I, II e III que podem ser falsas ou 
verdadeiras. Examine-as identificando as verdadeiras e as falsas e em seguida marque a 
alternativa correta dentre as que se seguem: 
I. A política de recolonização proposta pelas Cortes portuguesas foi um dos fatores que 
levaram à proclamação da Independência. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
57 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
II. As rebeliões ocorridas durante o Período Regencial permitiram que as camadas mais 
pobres da população tivessem representação e participação política junto às instituições 
imperiais. 
III. A abdicação de D. Pedro I significou a vitória dos liberais e a consolidação do poder da 
aristocracia rural. 
a) se todas as proposições forem verdadeiras. 
b) se apenas forem verdadeiras as proposições I e II. 
c) se apenas forem verdadeiras as proposições I e III. 
d) se apenas forem verdadeiras as proposições II e III. 
e) se todas as proposições foram falsas. 
 (FUVEST 1988) 
O período regencial foi politicamente marcado pela aprovação do Ato Adicional que: 
a) criou o Conselho de Estado. 
b) implantou a Guarda Nacional. 
c) transformou a Regência Trina em Regência Una. 
d) extinguiu as Assembleias Legislativas Provinciais. 
e) eliminou a vitaliciedade do Senado. 
 (UNESP 2007) 
Sobre as revoltas do Período Regencial (1831-1840), é correto afirmar que 
a) indicavam o descontentamento de diferentes setores sociais com as medidas de cunho 
liberal e antiescravista dos regentes, expressas no Ato Adicional. 
b) algumas, como a Farroupilha (RS) e a Cabanagem (PA), foram organizadas pelas elites 
locais e não conseguiram mobilizar as camadas mais pobres e os escravos. 
c) provocavam a crise da Guarda Nacional, espécie de milícia que atuou como poder militar 
da Independência do país até o início do Segundo Reinado. 
d) a Revolta dos Malês (BA) e a Balaiada (MA) foram as únicas que colocaram em risco a 
ordem estabelecida, sendo sufocadas pelo Duque de Caxias. 
e) expressavam o grau de instabilidade política que se seguiu à abdicação, o fortalecimento 
das tendências federalistas e a mobilização de diferentes setores sociais. 
 (UNESP 2013) 
 A Revolução Farroupilha foi um dos movimentos armados contrários ao poder central no 
Período Regencial brasileiro (1831-1840). O movimento dos Farrapos teve algumas 
particularidades, quando comparado aos demais. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
58 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Em nome do povo do Rio Grande, depus o governador Braga e entreguei o governo ao seu 
substituto legal Marciano Ribeiro. E em nome do Rio Grande do Sul eu lhe digo que nesta 
província extrema [...] não toleramos imposições humilhantes, nem insultos de qualquer 
espécie. [...] O Rio Grande é a sentinela do Brasil, que olha vigilante para o Rio da Prata. 
Merece, pois, maior consideração e respeito. Não pode e nem deve ser oprimido pelo 
despotismo. Exigimos que o governo imperial nos dê um governador de nossa confiança, 
que olhe pelos nossos interesses, pelo nosso progresso, pela nossa dignidade, ou nos 
separaremos do centro e com a espada na mão saberemos morrer com honra, ou viver com 
liberdade. 
(Bento Gonçalves [carta ao Regente Feijó, setembro de 1835] apud Sandra Jatahy Pesavento. 
A Revolução Farroupilha, 1986.) 
Entre os motivos da Revolução Farroupilha, podemos citar 
a) o desejo rio-grandense de maior autonomia política e econômica da província frente ao 
poder imperial, sediado no Rio de Janeiro. 
b) a incorporação, ao território brasileiro, da Província Cisplatina, que passou a concorrer 
com os gaúchos pelo controle do mercado interno do charque. 
c) a dificuldade de controle e vigilância da fronteira sul do império, que representava 
constante ameaça de invasão espanhola e platina. 
d) a proteção do charque rio-grandense pela Corte, evitando a concorrência do charque 
estrangeiro e garantindo os baixos preços dos produtos locais. 
e) a destruição das lavouras gaúchas pelas guerras de independência na região do Prata e a 
decorrente redução da produção agrícola no Sul do Brasil. 
 (UNIVESP 2017) 
Leia o texto para responder à questão. 
“O governo imperial [...] esmagou a nossa principal indústria, vexando-a ainda mais. [...] 
Repetidas reclamações de nossa parte sobre este assunto foram constantemente 
desprezadas pelo governo imperial [...]. Um só recurso nos restava, um único meio se oferecia 
à nossa salvação; e este recurso e este meio único era a nossa independência política e o 
sistema republicano [...].” 
Manifesto dos Farrapos, Piratini, 1838. In: PESSOA, R.C. A ideia republicana no Brasil 
através dos documentos. São Paulo: Alfa-Ômega, 1973. pp.21-31. 
A Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, foi a mais longa 
rebelião do Brasil Império, estendendo-se de 1835 a 1845. 
Entre as causas da insatisfação dos rebeldes, estava 
a) o movimento migratório promovido pelo governo imperial, que deslocou contingentes de 
população do Norte e do Nordeste para o Rio Grande do Sul e para Santa Catarina. 
b) a expropriação das fazendas de algodão para fins de reforma agrária, atendendo à 
demanda dos imigrantes europeus recém-chegados à região. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
59 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
c) o projeto republicano defendido por políticos do Sudeste e contestado pelos gaúchos, 
beneficiados pelas políticas imperiais. 
d) o aumento dos impostos sobre o gado, a terra e o sal, que afetou os negócios dos 
pecuaristas gaúchos. 
e) a manutenção da escravidão no Brasil, considerada um obstáculo ao desenvolvimento da 
indústria no Sul do país. 
 (UEA – 2008) 
“No Grão-Pará, agitado desde a Revolução do Porto, ocorria a revolta dos cabanos – a 
Cabanagem – que se distinguiria dos demais movimentos do período pela amplitude que 
assumiu, chegando a dominar o governo da província poralguns anos.” (Ilmar Rohloff de 
Mattos, História do Brasil Império.) 
A respeito da Cabanagem, assinale a afirmativa correta. 
(A) Os descendentes de índios não participavam de nenhuma forma de manifestação política 
e foram apenas utilizados nos conflitos entre os grandes fazendeiros. 
(B) A ordeira massa dos cabanos, sem qualquer experiência anterior em conflitos, foi usada 
pelas tropas do governo imperial contra os fazendeiros locais. 
(C) A Cabanagem foi o conflito em que os fazendeiros paraenses, reagindo às intervenções 
do Poder Moderador, exigiram a extinção do Conselho de Estado. 
(D) A Cabanagem foi um conflito social semelhante à Balaiada, em que a participação das 
forças oligárquicas foi sempre secundária. 
(E) O Ato Adicional deu grande poder à oligarquia dominante, provocando a reação armada 
da oligarquia oposicionista, que recorreu às lideranças radicais e atraiu para o conflito a 
massa cabana. 
 (UEA - 2003) 
História Regional – Império 
 Assinale a alternativa que situa corretamente o movimento cabano na crise da Regência. 
(A) Uns começavam a temer a violência crescente e a pobreza das massas, como Clemente 
Malcher, que pretendeu manter a vinculação ao Império e permanecer no poder 
indefinidamente. 
(B) Os poderes legislativos dados à situação pela recente alteração constitucional induziram 
as facções regionais de oposição a se aproveitarem politicamente das indefesas massas 
populares, como na Cabanagem. 
(C) No movimento cabano, alguns, como o Cônego Batista Campos, esperavam fazer a 
maioria na Assembleia Legislativa Provincial recém-criada, para obter as reformas que 
defendiam. 
(D) A instabilidade econômica, social e política da Amazônia nos anos posteriores à 
independência originava-se do agravamento da subordinação da elite local aos interesses 
britânicos desde o Ato Adicional de 1831. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
60 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
(E) O movimento cabano, apesar de abolicionista, foi a continuação da guerra de 
independência, também reprimida por esquadra britânica. 
 (UEA - 2002) 
História Regional – Império 
“Examinando-se o movimento no que ele expressa como explosão de multidões mestiças e 
indígenas da Província, contra a vida e a propriedade dos que desfrutavam de poder político, 
econômico e projeção social, compreende-se que a Cabanagem não pode ser inscrita na 
história nacional como um episódio a mais de aspiração meramente política.” (A. C. F. Reis) 
Assinale a alternativa que melhor caracteriza a Cabanagem. 
(A) A participação intensa das massas de origem indígena na Cabanagem do Pará deveu-se 
à inexistência de agricultura de exportação na região e à ausência completa de negros. 
(B) A Cabanagem era um risco maior para os imperialismos do que para a unidade política 
pretendida pelo Império brasileiro, como atestam as seguidas intervenções americanas e 
britânicas no Grão-Pará. 
(C) A Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio político, pois, 
por se tratar de uma sublevação generalizada no Pará, foi um fato militar e, no máximo, 
social. 
(D) A Cabanagem começou como um conflito entre setores oligárquicos do Pará durante a 
Regência, mas, pelas condições socioeconômicas da região Norte e devido à participação 
popular intensa, converteu-se em autêntica rebelião social. 
(E) O desfecho da Cabanagem, com perseguição feroz e massacre dos cabanos, deveu-se 
mais à excitação e ao ódio dos mercenários estrangeiros do que ao ódio de classe das elites 
brasileiras contra os pobres e não-brancos derrotados. 
 (UEA – 2009 / Segunda Fase) 
O período regencial da história do Brasil foi agitado por uma série de rebeliões contra o 
governo central. A revolta dos Cabanos ocorrida no Pará, a partir de 1833, distinguiu-se no 
interior destes movimentos pelo fato de ter 
(A) contado com a participação de escravos negros. 
(B) sido duramente reprimida pelo governo. 
(C) dominado o governo da província por alguns anos. 
(D) recorrido à ajuda de países americanos vizinhos. 
(E) sido liderada por membros da elite econômica local. 
 (PISM 2017) 
Leia atentamente o texto abaixo e em seguida responda: 
“O Ato Adicional de 1834 reformou a constituição em sentido descentralizante. Criou as 
assembleias provinciais, concedendo mais poder às províncias, e aboliu o Conselho de 
Estado. À maior descentralização seguiu-se um recrudescimento dos conflitos e revoltas 
provinciais. Nunca houve período mais conturbado na história do Brasil.” 
CARVALHO, J. M. D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 36. 
As revoltas ocorridas durante o período regencial expressavam um grande 
descontentamento com o projeto centralizado de Estado, liderado pelas elites enraizadas na 
Corte. Sobre as revoltas regenciais é CORRETO afirmar que: 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
61 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
a) os revoltosos eram formados, exclusivamente, por grandes proprietários de terra que 
disputavam entre si o direito de maior representatividade e projeção no cenário nacional. 
b) em sua maioria, as revoltas regenciais ameaçavam a unidade do Império por meio de 
reinvindicações que poderiam levar à fragmentação do território em pequenas repúblicas. 
c) índios e africanos foram os grupos sociais que representaram maior resistência aos 
movimentos revoltosos, lutando ao lado do governo imperial. 
d) a luta contra a escravidão era uma reivindicação comum a todas as revoltas que ocorreram 
no período, representando o início das manifestações abolicionistas no país. 
e) o sucesso dos conflitos armados contribuiu para que as províncias alcançassem maior 
autonomia administrativa e suas elites pudessem implementar projetos políticos baseados 
no federalismo. 
 (UFRR 2017) 
Texto I. 
“...na cidade de Óbidos, em 11 de janeiro de 1854 [...] Raimunda, “24 anos de idade, crioula, 
bem retinta, um tanto baixa, bem figurada, muito humilde” [...] estava fugida com seu 
companheiro José Moisés, “de 26 anos de idade, cafuz bastante fornido do corpo, estatura 
regular, mal-encarado, olhos pequenos, e fundos”. Os dois fugiram com a ajuda do forro 
Antônio Maranhoto, natural do Maranhão que [...antes] “foi marinheiro de embarcação de 
guerra”[...]. Em fevereiro de 1861, a escrava Benedita, “cafuza, natural de Óbidos, com falta 
de dentes na frente, cabelos cacheados, cheia de corpo, cara risonha” fugiu na companhia 
do soldado mulato Francisco Lima. Levou uma rede nova, um balaio e um baú de cedro 
contendo “um par de chinela, um fio de conta de ouro, uma camisa de chita amarela, uma 
saia de cambraia branca com três folhos e duas camisas brancas”. Em abril do mesmo ano, a 
escrava Maria, “crioula retinta, magra, alta, olhos e beiços grandes” fugiu com Hipólito, 
“crioulo bem retinto, barbado, falta de dentes na parte superior”. Maria e Hipólito fugiram 
pouco tempo depois do falecimento de seu senhor Antônio Guerra, diretor de índios no rio 
Madeira. A viúva pedia sua captura e ainda oferecia 100 mil réis de recompensa por cada 
escravo.” 
CAVALCANTI, Y.R.O; SAMPAIO, P.M. Histórias de Joaquinas, Mulheres, Escravidão e 
Liberdade (Brasil, Amazonas: séc. XIX). Revista Afro-Ásia, 46. p.97-120. Disponível em < 
http://www.scielo.br/pdf/afro/n46/a03n46.pdf> 
Durante o Período Regencial, a atuação política dos partidos Liberal e Conservador não 
impediu ocorrência de diversos conflitos, entre eles a Cabanagem, que envolveu a população 
civil, políticos influentes e as forças militares leais aos governos regenciais, entre 1835 e 1840. 
Sobre esse contexto pode-se afirmar, EXCETO: 
A) Ribeirinhos, negros, índios, mestiços e brancos compuseram, em diferentes escalas, a 
enorme massa de mortos em consequência da Cabanagem; 
B) Fugase deserções como as descritas no texto I demonstravam o descontentamento 
popular e a resistência aos serviços forçados, fatores que fomentaram a participação de 
mestiços e negros na Cabanagem; 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
62 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
C) Os governos regenciais não eram considerados representativos dos interesses de 
fazendeiros e comerciantes do Norte, desejosos de maior participação política na 
organização do Império; 
D) A exemplo do que aconteceu em Minas Gerais, o partido Conservador do Grão-Pará não 
aceitou a posse de D. Pedro I depois da independência e esse foi o estopim do conflito, que 
terminou sem derramamento de sangue; 
E) O Período Regencial trouxe mudanças na legislação que demonstram a limitada 
participação popular no governo, pois não abordavam problemas como saúde, habitação, 
educação, etc. e geraram grande instabilidade política no Império. 
 (UFRR 2020) 
A revolução social dos cabanos que explodiu em Belém do Pará, em 1835, deixou mais de 
30 mil mortos e uma população local que só voltou a crescer significativamente em 1860. 
Este movimento matou mestiços, índios e africanos pobres ou escravos, mas também 
dizimou boa parte da elite da Amazônia. O principal alvo dos cabanos era os brancos, 
especialmente os portugueses mais abastados. A grandiosidade desta revolução extrapola 
o número e a diversidade das pessoas envolvidas. 
(RICCI, Magda. “Cabanagem, cidadania e identidade revolucionária: o problema do 
patriotismo na Amazônia entre 1835 e 1840”. Tempo, Niterói, v. 11, n. 22, 2007, p. 6). 
Sobre as Revoltas Regenciais, é CORRETO afirmar que: 
A) foram movimentos de contestação armada em relação à ordem monárquica brasileira e 
que alteraram profundamente as estruturas sociais e econômicas estabelecidas, a partir do 
estabelecimento da harmonia entre os poderes constitucionais do Império. 
B) foram levantes majoritariamente republicanos que conseguiram mobilizar populações 
pobres e, em particular, escravizados no Brasil monárquico, demonstrando que a questão da 
centralização do poder foi objeto de muitas disputas ao longo de todo o século XIX. 
C) foram movimentos que eclodiram nas províncias nordestinas, que lutaram pelo 
estabelecimento de um sistema monárquico descentralizado, que delegasse às províncias 
brasileiras a solução da chamada “questão servil”. 
D) podem ser entendidas como respostas radicais à política centralizadora do Império, que 
restringia a autonomia financeira e administrativa das províncias brasileiras e tinham em 
comum a crítica liberal às tendências absolutistas, persistentes no governo de D. Pedro II. 
E) em sua maioria, eram revoltas lideradas pelos grandes proprietários de terras, que exigiam 
uma posição mais forte e centralizadora do governo imperial brasileiro, provocando embates 
entre portugueses e brasileiros que chegaram a colocar em risco a independência brasileira. 
 (UNITINS 2016) 
Leia o texto a seguir. 
“Se não havia ainda a consciência, nem o desejo, em parte, da separação dos reinos, havia o 
mais importante: a noção de que se praticava um gesto da vontade nacional. Prendia-se D. 
Pedro ao Brasil para acabar de seduzi-lo e com ele instaurar o Império. Faltava proclamar a 
separação do reino europeu, faltava mesmo em parte desejar essa separação, mas a luta que 
tomava o nome de independência seria sobretudo em torno das instituições que formariam 
o novo Estado. Em torno delas, e da tradição monárquica, se consolidaria a unidade do país.” 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
63 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
(BARRETO, Célia de Barros. O Brasil Monárquico, tomo II: o processo de emancipação. In: 
HOLANDA, Sérgio Buarque (Org.). História geral da civilização brasileira. Rio de Janeiro: 
Bertrand Brasil, 2003. p. 187). 
A partir do texto e com base no conhecimento sobre a Independência do Brasil, considere 
as afirmativas a seguir assinalando V (verdadeiro) ou F (falso). 
( ) Com a Independência, a economia brasileira passou por uma grande transformação, 
destacando-se o aumento na exportação de produtos para os mercados europeus, 
principalmente a Inglaterra. 
( ) O descontentamento com o governo imperial agravou-se com a Constituição de 1824 
outorgada à nação, que restringia a participação popular e ampliava os poderes do 
imperador. 
( ) Apesar de alguns resultados no processo de industrialização em função das iniciativas do 
Barão de Mauá, o Brasil imperial não se tornou uma economia industrial. 
( ) A independência não alterou o modelo econômico agroexportador e escravista da 
monarquia brasileira, nem seu papel de fornecedor de matéria-prima e consumidor de 
produtos industrializados. 
( ) Os interesses das elites portuguesas radicadas no Brasil não eram diferentes dos interesses 
das elites locais, e isso favoreceu a grande mobilização social que resultou na Independência 
do Brasil em setembro de 1821. 
A sequência correta é 
a) F, V, V, V, F. 
b) F, V, F, V, V. 
c) V, V, F, F, V. 
d) V, F, V, V, F. 
e) F, V, V, F, V. 
 (UNITINS 2017) 
Com a Proclamação da Independência, as Cortes de Lisboa continuaram adotando medidas 
que visavam a submeter a autoridade de D. Pedro I à corte portuguesa. A independência do 
Brasil não podia mais ser adiada. No entanto, o processo de independência foi comandado 
inteiramente pelas classes dominantes, que tinham como finalidade básica preservar a 
liberdade do comércio e a autonomia administrativa do País. Dessa forma, pode-se afirmar 
que: 
I. O povo estava condenado a permanecer na mesma situação. 
II. As injustiças socioeconômicas continuaram e a escravidão do negro foi mantida. 
III. Os promotores da independência não tinham como projeto modificar as duras condições 
de vida da maioria da população. 
IV. Com a Proclamação da Independência, o povo brasileiro passou a desfrutar de plena 
liberdade das injustiças cometidas pela coroa portuguesa. 
V. O Brasil “independente” também não conquistou uma verdadeira libertação nacional, pois 
saiu dos laços coloniais portugueses para cair na dominação capitalista da Inglaterra. 
Está correta APENAS a alternativa: 
a) II, III e IV 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
64 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 b) I, III e V 
c) II, IV e V 
d) I, II, III e IV 
e) I, II, III e V 
 (UNICENTRO 2011) 
A sobrevivência de princípios absolutistas na estruturação do Estado Monárquico brasileiro 
pode ser comprovada 
a) pela presença e atuação do Poder Moderador na política do Império. 
b) pela assinatura das tarifas Alves Branco, que protegiam o mercado nacional. 
c) pelo investimento de capitais originários do tráfico de escravos na indústria. 
d) pela promulgação da Lei de Terras, que beneficiava os pequenos agricultores. 
e) pelo controle da imprensa por parte da Igreja Católica, com o apoio das instituições 
municipais. 
 (UNICENTRO 2020) 
Em relação aos aspectos apresentados no Brasil, ao longo do século XIX, marque V ou F, 
conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas. 
( ) Ordeiro e tranquilo, face à homogeneidade de sua formação social conquistada no 
processo de independência. 
( ) Alfabetizado e assistencialista, em decorrência das ações promovidas pela Igreja Católica 
e pela comunidade de imigrantes. 
( ) Ruralizado e escravocrata, em que prevaleciam os métodos de produção herdados do 
Período Colonial. 
( ) Desigual e elitista, por força das leis e das instituições que, de forma exclusiva, atendiam 
aos interesses dos grupos dominantes. 
( ) Democrático e inovador, ao defender, através do sistema parlamentarista, a liberdadede 
imprensa e de religião. 
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a 
A) F V F F V 
B) F F V F V 
C) F F V V F 
D) V F V F V 
E) V V F F F 
 (UEL 2017) 
Sob o ponto de vista das ideias, foram diversas as correntes políticas que atuaram no período 
regencial no Brasil (1831-1840). 
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, os integrantes e suas posições político-
ideológicas. 
a) Os cabanos situavam-se na região norte do país, eram administradores das províncias, 
corporações do exército local e elite dos comerciantes portugueses; defendiam o retorno 
da família imperial. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
65 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
b) Os farroupilhas eram pequenos proprietários rurais e comerciantes, representavam o 
setor mais conservador do grupo dos chimangos; postulavam o retorno da monarquia 
com a imposição de medidas centralizadoras. 
c) Os liberais exaltados eram proprietários rurais, integrantes do exército e classe média 
urbana, que defendiam a descentralização do poder imperial e a autonomia das 
províncias. 
d) Os liberais moderados, ou chimangos, eram comerciantes portugueses, aristocratas e 
integrantes da alta patente do exército, que defendiam a volta do ex-imperador e a 
autonomia das províncias. 
e) Os restauradores, ou caramurus, eram membros do setor rural abolicionista e intelectuais 
da classe média; defendiam as reformas socioeconômicas que visavam à expulsão do ex-
imperador. 
 (UEL 2013) 
No contexto histórico das transformações ocorridas no século XIX, que envolveram questões 
da identidade nacional e da política, no Brasil, após a abdicação de D. Pedro I, ocorreu uma 
grave crise institucional. As tentativas de superação por meio das Regências provocaram uma 
série de revoltas como a Sabinada (BA), a Balaiada (MA) e a Cabanagem (PA). 
A superação da crise, que coincidiu com o fim do período regencial, deveu-se à 
antecipação da maioridade do príncipe herdeiro 
consolidação da Regência Una e Permanente. 
formação e consolidação do Partido Republicano. 
fundação das agremiações abolicionistas. 
volta imediata de D. Pedro I às terras brasileiras. 
 (UDESC 2017) 4000034318 
A abdicação de Dom Pedro I, em 1831, foi seguida por anos turbulentos, nos quais diferentes 
grupos políticos defendiam distintos projetos para os destinos da nação. Neste período – 
que, até a coroação de Dom Pedro II, é conhecido como “Período Regencial” diversas 
revoltas eclodiram nas províncias e reivindicavam, especialmente, autonomia em relação ao 
poder central. Assinale a alternativa que contém apenas os nomes das revoltas ocorridas 
durante o “Período Regencial”. 
a) Farroupilha, Cabanagem, Inconfidência Mineira, Revolta dos Malês. 
b) Farroupilha, Sabinada, Balaiada, Cabanagem. 
c) Inconfidência Mineira, Revolução Pernambucana, Conjuração Baiana, Sabinada. 
d) Sabinada, Balaiada, Farroupilha, Coluna Prestes. 
e) Cabanagem, Sabinada, Araguaia, Revolução Pernambucana. 
 (UDESC 2017) 
Em 25 de março de 1824, Dom Pedro I outorgou a Constituição Política do Império do Brasil. 
Em relação à Constituição de 1824, assinale a alternativa correta. 
a) O Texto Constitucional foi construído coletivamente pela Câmara de Deputados, 
votado e aprovado em 25 de março de 1824. Expressava os interesses tanto do partido 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
66 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
liberal quanto do partido conservador, para o futuro na nação que recém conquistara 
sua independência. 
b) A Constituição de 1824 instaurava a laicidade no território nacional, extinguindo a 
religião católica como religião oficial do império e expressando textualmente que 
"todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico, ou particular em 
casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior do Templo." 
c) A organização política instaurada pela Constituição de 1824 dividia-se em 4 poderes: 
Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador, sendo que este último determinava a 
pessoa do imperador como inviolável e sagrada. 
d) A Constituição de 1824 determinou a cidadania amplificada e o direito ao voto para 
todos os nascidos em solo brasileiro, independentemente de gênero, raça ou renda. 
e) A Constituição de 1824 promoveu, em diversos artigos, ideais de cunho abolicionista. 
Tais ideais foram respaldo para movimentos políticos posteriores, tais como a Revolta 
dos Farrapos e a Revolta dos Malês. 
 
 (UDESC 2017) 
A abdicação de Dom Pedro I, em 1831, foi seguida por anos turbulentos, nos quais diferentes 
grupos políticos defendiam distintos projetos para os destinos da nação. Neste período – 
que, até a coroação de Dom Pedro II, é conhecido como “Período Regencial” diversas 
revoltas eclodiram nas províncias e reivindicavam, especialmente, autonomia em relação ao 
poder central. 
Assinale a alternativa que contém apenas os nomes das revoltas ocorridas durante o “Período 
Regencial”. 
 a) Farroupilha, Cabanagem, Inconfidência Mineira, Revolta dos Malês 
 b) Farroupilha, Sabinada, Balaiada, Cabanagem. 
c) Inconfidência Mineira, Revolução Pernambucana, Conjuração Baiana, Sabinada. 
d) Sabinada, Balaiada, Farroupilha, Coluna Prestes. 
e) Cabanagem, Sabinada, Araguaia, Revolução Pernambucana. 
 (FACISB 2016) 
“O Império brasileiro realizara uma engenhosa combinação de elementos importados. 
Todas essas importações serviam à preocupação central que era a organização do Estado 
em seus aspectos político, administrativo e judicial”. 
(José Murilo de Carvalho. A formação das almas, 1990. Adaptado.) 
Tal Estado tinha como funções 
a) promover os princípios federalistas, dominantes entre as elites, e desenvolver uma 
consciência nacional baseada nos valores liberais europeus. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
67 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
b) alterar a estrutura econômica, então dependente do capital britânico, e criar uma corte 
necessária à legitimação do poder político do imperador. 
c) garantir a unidade política do país, contra as pretensões autonomistas, e manter a ordem 
social fundamentada no latifúndio e na escravidão. 
d) transformar a administração, por meio de uma burocracia culta, e estabelecer um sistema 
jurídico defensor da igualdade e da liberdade social. 
e) restringir a cidadania política, com a revogação do voto censitário, e favorecer a integração 
de elementos culturais europeus, africanos e indígenas. 
 (UNITAU 2019) 
“A conservação das línguas africanas era um dos aspectos mais importantes da vida dos 
escravos longe de seus senhores. Quando se encontravam com seus conterrâneos nas ruas 
e mercados, os escravos conversavam em ioruba, quicongo ou quimbundo. Os viajantes que 
passavam por eles nas ruas notavam a tagarelice de línguas que não conseguiam entender. 
Os anúncios de fugitivos mencionavam africanos que não falavam português. Muito 
evidentemente eram novos africanos, mas havia também fugitivos que viveram muitos anos 
no Rio sem aprender a falar português”. 
KARASCH, M. C. A vida dos escravos no Rio de Janeiro. 1808-1850. São Paulo: Rio de 
Janeiro, 2000, p. 293-294. 
Sobre a conservação das línguas africanas pelos escravos no Brasil Império, é CORRETO 
afirmar: 
a) Os donos de escravos estimulavam o uso da língua materna para que, assim, fosse 
dificultada a comunicação entre as diferentes etnias escravizadas. 
b) Os africanos escravizados mantinham suas línguas maternas, porque chegavam ao Brasil 
na idade adulta, o que dificultava o aprendizado da língua portuguesa. 
c) A manutenção das línguas africanas no Brasil pode ser interpretada como um mecanismo 
de reconstituição de e reforçodas identidades africanas no estrangeiro. 
d) Os africanos escravizados e libertos do Rio de Janeiro não sabiam ler e escrever o 
português do período, porque pertenciam a culturas africanas iletradas. 
e) As línguas africanas eram utilizadas apenas nos rituais e celebrações de origem africana, 
como a umbanda, o candomblé e o calundu. 
 (UNITAU 2015) 
A Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia em 1835, foi caracterizada 
a) pela luta em prol da separação da Bahia do Império Brasileiro, com o apoio dos escravos. 
b) por ser a mais ampla e bem estruturada rebelião urbana de escravos no Brasil, e a única 
liderada exclusivamente por negros. 
c) por ser a primeira mobilização revolucionária realizada em Salvador, então capital do Brasil. 
d) por ser a única rebelião que não resultou em castigo para os revoltosos realizada contra o 
Império no Brasil. 
e) por mobilizar escravos, negros libertos e comerciantes locais pela luta em prol da abolição 
da escravatura no Brasil. 
 (UNAERP 2021) 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
68 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
As revoltas do período regencial ocorreram, sobretudo, nas capitais mais importantes do 
Império, tendo como protagonistas as tropas e o povo. Tendo em vista as revoltas 
provinciais, considere as afirmativas e assinale a opção correta. 
1. A Guerra dos Farrapos, ou Farroupilhas, foi liderada pelos representantes da elite dos 
estancieiros, criadores de gado da província do Rio Grande do Sul. 
2. A Cabanagem ficou marcada pela conquista de Belém, capital do Pará, por uma tropa 
composta de negros, mestiços e índios. 
3. A Balaiada, a mais longa revolta popular ocorrida no Maranhão, ficou assim conhecida por 
conta de um de seus principais líderes ter sido fabricante de balaios. 
4. A Sabinada, liderada pelo jornalista e professor Sabino Barroso, defendia ideais 
federalistas e republicanos, contando com integrantes da classe média e do comércio de 
Salvador. 
a) Somente 1, 2 e 3 estão corretas. 
b) Somente 1, 2 e 4 estão corretas. 
c) Somente 1, 3 e 4 estão corretas. 
d) Somente 2, 3 e 4 estão corretas. 
e) 1, 2, 3 e 4 estão corretas. 
 (UNAERP 2018) 
“Considerada pela historiografia uma das mais importantes rebeliões escravas ocorridas no 
Brasil monárquico, este levante estourou na região de Pati do Alferes, termo de Vassouras, 
em novembro de 1838. Revoltaram-se os escravos em importantíssima região da expansão 
cafeeira no vale do Paraíba fluminense, e o fizeram num contexto politicamente tenso – o 
período regencial, marcado por inúmeras revoltas de todo tipo: autonomistas, separatistas, 
populares [...] Não chegou propriamente a ser erigido um quilombo [...], mas uma luta de 
resistência de escravos que havia fugido de várias fazendas da região entre 6 e 10 de 
novembro de 1838”. 
VAINFAS, Ronaldo (Dir.). Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro: 
Objetiva, 2008, p.638-639. Adaptado. 
O texto descreve a 
a) Revolta dos Malês. 
b) Revolta de Manuel Congo. 
c) Revolta de Carrancas. 
d) Revolta da Serra do Rodeador. 
e) Revolta do Reino da Pedra Bonita. 
 (UNIRV 2018) 
Em 1824, o imperador D. Pedro I outorgou a carta constitucional que formatou o Império do 
Brasil. A respeito da mais duradoura Carta Magna brasileira, que definiu o ordenamento 
jurídico do país por 65 anos, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas. 
a) ( ) A Constituição de 1824 era conhecida como “Constituição da Mandioca” devido ao 
voto censitário, que definia a participação eleitoral no Império pelo nível de riqueza, 
calculado inicialmente em alqueires de mandioca. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
69 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
b) ( ) A Constituição de 1824 definia o Brasil como um Império Absolutista, no qual todos os 
poderes concentravam-se em D. Pedro I, sem nenhuma representatividade democrática. 
c) ( ) Apesar de simbolizar uma postura liberal com eleições e divisão de poderes, a 
Constituição de 1824 instituía além dos 3 poderes um quarto poder, o Moderador, que 
facultava ao imperador intervir na atuação dos outros poderes, garantindo um caráter 
autoritário ao imperador. 
d) ( ) A Constituição de 1824 estabelecia, através da divisão de poderes, um governo 
extremamente liberal, dividindo o poder não em 3, mas em 4 partes, possibilitando uma 
participação de todos os níveis da sociedade nas eleições, limitando os poderes do 
imperador. 
 (UNIRV 2018) 
Na primeira fase do Segundo Reinado, o imperador, ainda menor de idade, foi substituído 
por regentes. Os nove anos de Regência (1831-1840) foram um período conturbado na 
política imperial. A respeito dessa fase, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as 
alternativas. 
a) ( ) Entre 1831 e 1834, o Brasil viveu uma complexa ”dança” partidária. Em 1831, os antigos 
partidos Conservador e Liberal dão lugar ao Restaurador, Liberal Moderado e Liberal 
Exaltado, para em 1834 reformularem-se como Regressista e Progressista e, então, voltarem 
as duas denominações originais. 
b) ( ) A Constituição de 1824 previa que um imperador menor de idade deveria ser regido 
por representantes eleitos diretamente por voto popular, com mandatos de 4 anos. Esse 
modelo foi reestruturado no Ato Adicional de 1834, garantido o poder a três regentes 
escolhidos pela Assembleia Geral pelo prazo de 3 anos. 
c) ( ) O modelo de regência previsto pela Constituição Imperial de 1824 sofreu duas 
importantes alterações durante a Regência; o Ato Adicional de 1834, que alternava a 
regência de trina para una, substituindo a partilha de poder pelo revezamento, e o Golpe da 
Maioridade (1840), antecipando a maioridade do imperador. 
d) ( ) Duas medidas importantes na política interna foram a criação da Guarda Nacional, que 
substituiria o exército na manutenção da ordem provincial, e do Código de Processo 
Criminal, que instituía uma instância local para o poder judiciário, o Juiz de Paz. 
 (UEM 2016) 4000071115 
Sobre o período regencial brasileiro (1831-1840), é correto afirmar que: 
01) Os regentes tinham as atribuições do poder executivo, mas não as do Poder Moderador, 
que eram exclusivas do imperador. 
02) Ao longo do período regencial, ocorreram diversas rebeliões contra a ordem vigente, 
tais como a Cabanagem, a Balaiada, a Revolta dos Malês e a Revolução Farroupilha. 
04) O Ato Adicional de 1834 modificou a Constituição de 1824 com o objetivo de acabar 
com a autonomia das províncias e dissolver as Assembleias Provinciais. 
08) Em 1831 foi formada a guarda nacional que tinha como missão garantir a segurança dos 
municípios e as fronteiras do país. 
16) Durante o período regencial foi assinado o Convênio de Taubaté, para a construção da 
estrada de ferro entre Rio de Janeiro e São Paulo. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
70 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 (Uem 2011) 4000110382 
Sobre as revoltas ocorridas no período imperial da história do Brasil, assinale o que for 
correto. 
01) A Cabanagem foi uma importante revolta que envolveu toda a região amazônica e se 
estendeu aos territórios da Guiana Francesa. 
02) A Sabinada foi uma revolta que ocorreu no Estado de Mato Grosso, entre 1850 e 1869, 
e se estendeu por todo o Centro-Oeste do Brasil. 
04) A Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha se originou no Rio Grande do Sul e se 
estendeu a territórios que fazem parte do atual Estado de Santa Catarina. 
08) Mesmo com o grande número de revoltas que chegaram a ameaçar a unidade do País, 
foi durante o período regencial que se consolidou o Estado Nacional. 
16) A Balaiada foi uma revolta das elites maranhenses contra o poder imperial. Iniciou-se no 
Maranhãoe teve adesão das elites regionais dos atuais estados do Piauí e do Ceará. 
 (UEM 2016) 
 Sobre acontecimentos no Brasil, durante o século XIX, assinale o que for correto. 
01) D. Pedro I dissolveu a Assembleia Constituinte em 1823 e outorgou uma Constituição no 
ano seguinte, que consagrava uma centralização política e administrativa, fortalecendo assim 
o seu poder. 
02) A Revolta Farroupilha (1835-1845) foi liderada por proprietários de gado gaúchos que 
reivindicavam maior autonomia política para a Província do Rio Grande do Sul. 
04) A Revolta dos Malês foi uma rebelião de escravos e de libertos ocorrida em Salvador em 
1835. Os cativos que lideravam o levante eram conhecidos como malês, designação dada 
aos africanos muçulmanos, com significativa presença na Bahia. 
08) A abolição do tráfico negreiro no Brasil em 1850 não resultou em um maior 
desenvolvimento econômico, uma vez que a quantidade de capitais empregada no negócio 
de escravos era inexpressiva. 
16) A Lei do Ventre Livre, aprovada em 1871, determinou que todos os filhos de escravas 
nascidos a partir daquela data seriam livres. O Estado brasileiro assumiu, então, a iniciativa 
de conduzir o processo de abolição de modo gradual para que a produção cafeeira não fosse 
desorganizada com a repentina abolição da escravidão. 
 (UEM 2013) 
 Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) sobre o processo histórico de apropriação e uso da terra 
no Brasil. 
01) Durante o período colonial, as terras pertenciam à Coroa, que as doava ou cedia o direito 
de uso delas, visando à ocupação do território e à exploração agrícola. 
02) No início da colonização portuguesa, predominava o cultivo de produtos agrícolas 
tropicais em grandes propriedades monocultoras, com a utilização do trabalho escravo. 
04) No período entre a extinção do sistema de Sesmarias até o estabelecimento da lei de 
Terras, em 1850, o Estado imperial brasileiro não dispunha de instrumentos legais efetivos 
de controle de acesso à terra. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
71 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
08) A Lei de Terras de 1850 estabeleceu que os governos estaduais desenvolvessem projetos 
de colonização, com o objetivo de atrair imigrantes estrangeiros e estabelecer a pequena 
propriedade como novo modelo fundiário do País. 
16) Com a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, em 1808, D. João VI estabeleceu que 
todas as terras que não cumpriam função social fossem desapropriadas e transformadas em 
áreas de preservação ambiental. 
 (UEM 2012) 
 Sobre as revoltas ocorridas no período imperial da história do Brasil, assinale o que for 
correto. 
01) A Cabanagem foi uma importante revolta que envolveu toda a região amazônica e se 
estendeu aos territórios da Guiana Francesa. 
02) A Sabinada foi uma revolta que ocorreu no Estado de Mato Grosso, entre 1850 e 1869, 
e se estendeu por todo o Centro-Oeste do Brasil. 
04) A Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha se originou no Rio Grande do Sul e se 
estendeu a territórios que fazem parte do atual Estado de Santa Catarina. 
08) Mesmo com o grande número de revoltas que chegaram a ameaçar a unidade do País, 
foi durante o período regencial que se consolidou o Estado Nacional. 
16) A Balaiada foi uma revolta das elites maranhenses contra o poder imperial. Iniciou-se no 
Maranhão e teve adesão das elites regionais dos atuais estados do Piauí e do Ceará. 
 (UFSC 2020) 
Texto 1 
LEI DE 7 DE NOVEMBRO DE 1831 
Declara livres todos os escravos vindos de fora do Império, e impõe penas aos importadores 
dos mesmos escravos. [...]. 
Art. 1o Todos os escravos, que entrarem no território ou portos do Brazil, vindos de fora, 
ficam livres. 
[...] 
Art. 2o Os importadores de escravos no Brazil incorrerão na pena corporal do artigo cento e 
setenta e nove do Código Criminal, imposta aos que reduzem á escravidão pessoas livres, e 
na multa de duzentos mil réis por cabeça de cada um dos escravos importados, além de 
pagarem as despesas da reexportação para qualquer parte da África [...]. 
Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei_sn/1824-1899/lei-37659-7-
novembro-1831-564776-publicacaooriginal-88704-pl.html. Acesso em: 21 ago. 2019. 
Texto 2 
O tráfico de escravos, a despeito da proibição, trouxe ao Brasil cerca de 800 mil africanos 
entre 1830 e 1856. À exceção dos emancipados que ficaram sob tutela, todos foram 
vendidos e tidos como escravos graças à renovada conivência do governo imperial com a 
ilegalidade. [...] as circunstâncias da aplicação da Lei de 1831 [...] desdobra-se na 
identificação das estratégias, sempre renovadas, de proteção estatal aos detentores de 
escravos importados por contrabando e dos mecanismos de legalização da propriedade 
ilegal. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
72 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
MAMIGONIAN, Beatriz G. Africanos livres: a abolição do tráfico de escravos no Brasil. São 
Paulo: Companhia das Letras, 2017. p. 20, 23. 
Texto 3 
[...] os ensinamentos do passado ajudam a situar o atual julgamento sobre cotas universitárias 
na perspectiva da construção da nação e do sistema político de nosso país. Nascidas no 
século XIX, a partir da impunidade garantida aos proprietários de indivíduos ilegalmente 
escravizados, da violência e das torturas infligidas aos escravos e da infracidadania reservada 
aos libertos, as arbitrariedades engendradas pelo escravismo submergiram o país inteiro. 
ALENCASTRO, Luis Felipe de. Parecer sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito 
Fundamental, ADPF/186, apresentada ao Supremo Tribunal Federal. 
Disponível em: 
http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/processoAudienciaPublicaAcaoAfirmativa/anexo/stf_alen
castro_definitivo_audiencia_publica.doc. Acesso em: 21 ago. 2019. 
Com base nos textos acima e na história dos negros no Brasil, é correto afirmar que: 
01. os Textos 2 e 3 demonstram que os estudos na área de História não ficam atrelados a 
uma interpretação teórica positivista, pois ambos denotam que há intencionalidades na 
produção dos dispositivos legais; no caso da Lei de 1831, forças políticas operaram para o 
seu não cumprimento. 
02. os Textos 1 e 3 demonstram que as cotas raciais nas universidades públicas não se 
justificam, uma vez que os negros garantiram por lei direitos iguais aos dos brancos desde a 
primeira metade do século XIX. 
04. o Texto 2 afirma que mais de meio milhão de africanos foram submetidos, ilegalmente, 
à condição de escravos com a conivência do Estado brasileiro. 
08. a Inglaterra exerceu forte pressão para o fim do desembarque de africanos em território 
brasileiro; entretanto, as determinações da Lei de 1831 não foram respeitadas e ela ficou 
conhecida como “lei para inglês ver”. 
16. a abolição do trabalho escravo no Brasil, feita concomitantemente com a revolução no 
Haiti, e o pequeno volume de africanos trazidos para o país impediram que a sociedade 
brasileira ficasse com traços africanos. 
32. enquanto a autora do Texto 2 defende o papel do Estado como garantidor do direito de 
propriedade, o autor do Texto 3 afirma que os escravos, por não se submeterem à lei, fizeram 
o país submergir na desordem. 
64. os Textos 2 e 3 são complementares, visto que o primeiro relata a escravização ilegal de 
africanos após a Lei de 1831 e o segundo aponta para a consequente exclusão social dessas 
pessoas e as repercussões dessa exclusão na construção do país. 
 (UFSC 2016) 
Sobre o Primeiro Reinado brasileiro (1822-1831), é CORRETO afirmar que: 
01. o rápido crescimento econômico do país após a independência, baseado na consolidação 
do café como principal produto nacional de exportação, garantiu a estabilidade política que 
caracterizou o reinado de D. Pedro I. 
02. ao estabelecer o sufrágio censitário,a primeira Constituição brasileira, promulgada em 
1824, sustentava a tese liberal de que “todos os homens nascem livres e iguais”. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
73 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
04. a Confederação do Equador, que eclodiu no Nordeste em 1824, foi um movimento 
revolucionário de tendência liberal, separatista e republicana. 
08. a oposição interna contra D. Pedro I reduziu-se com a conquista da província Cisplatina, 
ocorrida após a guerra travada entre 1825 e 1828 que resultou na separação da República 
da Banda Oriental do Uruguai. 
16. após a ruptura definitiva com Portugal em setembro de 1822, grupos políticos alinhados 
com a Corte portuguesa resistiram ao comando de D. Pedro I em algumas províncias do 
império. 
 (URCA 2017) 
“A despeito do intenso processo de industrialização, da maciça penetração de capitais 
estrangeiros, da crescente presença de corporações multinacionais, do explosivo 
crescimento urbano, da melhoria dos índices de alfabetização e das várias tentativas de 
“modernizar” o país, feitas de um por sucessivos governos civis e militares, as palavras 
amargas de um notável crítico literário e analista social, Silvio Romero, pronunciadas há mais 
de um século, lamentando a dependência econômica em relação aos capitais estrangeiros e 
a incapacidade da República de incorporar os benefícios do progresso à grande maioria da 
população e de criar uma sociedade realmente democrática, soam ainda hoje verdadeiras.” 
(COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República. São Paulo: Unesp, 2010, p. 9) 
A nota à edição do Livro que Emília Viotti da Costa faz nos leva a perceber que existem 
estruturas sistêmicas no Brasil que nos remetem a uma história de longa duração. Assim, 
podemos corretamente afirmar sobre o Brasil pós independência que: 
 
A) As elites brasileiras que tomaram o poder em 1822 compunham-se de fazendeiros, 
comerciantes e membros de sua clientela, ligados à economia de exportação e interessados 
no rompimento das estruturas tradicionais de produção cujas bases eram o sistema de 
trabalho escravo e a grande propriedade; 
B) A presença do herdeiro da Casa de Bragança e de pouca capacidade de mobilização 
política no Brasil permitiu a oportunidade de organizar um sistema político fortemente 
descentralizado que permitia aos municípios e províncias intensa autonomia frente ao poder 
central; 
C) Dentro da tradição colonial, no pós independência, o Estado foi subordinado à Igreja e o 
catolicismo mantido como religião oficial, ainda que fosse permitido o culto privado de 
outras religiões; 
D) Após a independência foi adotado o voto censitário que excluía a maior parte da 
população; 
E) No pós independência, o trabalho escravo foi mantido, mas foram superadas as relações 
de poder baseadas na troca de favores e a patronagem foi substituída pela mobilidade social 
com base no mérito. 
 (URCA 2020) 
“A ruptura com Portugal, em 1822, iniciou longo período de discussões, confrontos e 
definições acerca do liberalismo a ser implantado no país independente. A proliferação da 
imprensa ampliou a difusão e o debate dos preceitos liberais, delineando-se, ao menos até 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
74 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
o início do Segundo Reinado, as principais características do liberalismo no Brasil. Durante 
esse período, momentos de maior restrição política e de frustrações de expectativas geraram 
descontentamentos e, por vezes, revoltas, lideradas por elementos das elites, como como 
outros movimentos, de acento mais popular, que também eclodiram em várias partes do 
país, principalmente durante as regências” (FONSECA, Thais Nivia de lima e. História & 
Ensino de História. Belo Horizonte: Autêntica, 2003, p. 43). 
Considerando o texto acima, assinale o que for correto sobre o que se sucedeu após a 
independência no processo de formação do Estado Nacional Brasileiro. 
A) Muitos movimentos que ocorreram após a independência se justificavam pela amplitude 
ao direito de voto e abolição da escravidão propostas por D. Pedro I à Assembleia 
Constituinte por ele convocada; 
B) O primeiro reinado fundou práticas políticas típicas da elite política brasileira que se 
mantiveram até o século XX, como à defesa da propriedade privada e da igualdade jurídica 
e política; 
C) O fato de os pensadores brasileiros serem absolutamente contrários ao pensamento 
liberal gerou a cultura do cidadão produtivo e obediente às leis, mas impedido de exercer 
seus direitos políticos; 
D) Enquanto na Europa a preocupação era em manter os descendentes de escravos do 
período feudal excluídos dos processos educacionais e culturais, no Brasil o problema que a 
elite deveria enfrentar era a inclusão dos trabalhadores no sistema de ensino; 
E) A exclusão social brasileira era marcada pela escravidão e por todas as implicações 
jurídicas, econômicas, políticas e simbólicas que ela acarretava. 
 (UVA 2018) 
Sobre a escravidão no Brasil do século XIX, não é correto afirmar: 
a) Deixou como herança uma cultura de preconceito social. 
b) Foi a base de sustentação da economia brasileira no período. 
c) Foi aceita sem contestação pelos cativos. 
d) É uma violação dos direitos humanos. 
 (UVA 2014) 
“Brasileiros! Salta aos olhos a negra perfídia, são patentes os reiterados perjuros do 
Imperador, e está conhecida nossa ilusão ou engano em adotarmos um sistema de governo 
defeituoso em suas partes componentes. As constituições, as leis e todas as instituições 
humanas são feitas para os povos e não os povos para elas. Ela, pois, brasileiros, tratemos 
de constituir-nos de modo análogo às luzes do século em que vivemos (...)”. 
Leia as alternativas abaixo: 
I – A Confederação do Equador foi resultado do enraizamento dos ideais liberais: república, 
federalismo e abolição da escravidão. 
II – O líder da Confederação do Equador foi o Pe. Antônio Feijó. 
III – O movimento não obteve êxito por ser estruturalmente fraco, não contando sequer com 
um projeto político. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
75 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
d) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 (UECE 2018) 
Atente ao seguinte fragmento da obra da historiadora Emília Viotti da Costa, a respeito do 
processo de independência do Brasil: 
“A ordem econômica seria preservada, a escravidão mantida. A nação independente 
continuaria subordinada à economia colonial, passando do domínio português à tutela 
britânica. A fachada liberal construída pela elite europeizada ocultava a miséria e a escravidão 
da maioria dos habitantes do país. Conquistar a emancipação definitiva da nação, ampliar o 
significado dos princípios constitucionais seria tarefa relegada aos pósteros”. 
COSTA, Emília Viotti da. Introdução ao estudo da emancipação política do Brasil. In: MOTA, Carlos Guilherme (Org.). Brasil em 
perspectiva. 16. ed. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1987. p.125. 
Considerando o processo de independência do Brasil, assinale a afirmação verdadeira. 
a) Não ocorreu nenhuma ocultação dos reais problemas sociais e econômicos do país após a 
independência, já que a elite local buscou solucioná-los imediatamente. 
b) Apenas ocorreu a independência econômica do Brasil, mas não a política, pois a elite 
nacional europeizada submeteu-se aos interesses da Inglaterra. 
c) Pelo fato de a monarquia ter sido logo adotada como forma de governo, a independência 
não representou mudanças sociais significativas,pois estas ficariam a cargo de gerações 
futuras. 
d) Não houve acordo de independência com os Britânicos, que reagiram o quanto puderam 
à independência do Brasil, já que ela representaria a real autonomia econômica do país. 
 (UECE 2018) 
Entre 7 de abril de 1831 e 24 de julho de 1840, o Brasil foi governado por regentes. Isso 
deveu-se à abdicação de D. Pedro I ao trono brasileiro em favor de seu filho que tinha então 
cinco anos e quatro meses de idade. Esse Período regencial, de pouco mais de 9 anos, teve 
inicialmente duas regências trinas, e após um ato adicional, em 1834, que alterou o modelo 
de regência previsto na Constituição Imperial de 1824, teve, também, duas regências unas. 
 Essa época da história brasileira foi marcada por 
a) grandes avanços nos direitos sociais e uma maior unificação e pacificação interna, se 
comparada aos períodos de governo dos dois imperadores. 
b) acentuar o espírito republicano do povo brasileiro, o que levou à crise e queda imediata 
da monarquia e à adoção da república como forma de governo. 
c) várias rebeliões em províncias do norte, nordeste e sul do país, algumas delas com 
objetivos separatistas e outras com caráter de defesa da monarquia. 
d) efetivar o consenso entre restauradores e trabalhistas que se mantiveram no poder 
alternadamente, mas não realizaram nenhuma inovação federalista no modelo monárquico 
brasileiro. 
 (UECE 2017) 
Observe o seguinte enunciado: 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
76 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
“Com a dissolução da Assembleia Constituinte, em 12 de novembro de 1823, aumentou a 
insatisfação com o governo de D. Pedro I, sobretudo no Nordeste. Em 2 de julho de 1824, 
em Pernambuco, Manuel Carvalho Paes de Andrade lança o manifesto que dá origem ao 
movimento. Contudo, antes da manifestação ocorrida no Recife, apoiada por Cipriano Barata 
e por Joaquim da Silva Rabelo (o Frei Caneca), ambos experientes revoltosos, a província do 
Ceará já tinha sua manifestação contrária ao Imperador, ocorrida no município de Nova Vila 
do Campo Maior (hoje Quixeramobim), em 9 de janeiro de 1824 e liderada por Gonçalo 
Inácio de Loyola Albuquerque e Melo (o Padre Mororó)”. 
O movimento ocorrido no Brasil durante o Império a que o enunciado acima se refere é 
denominado 
a) Revolução Pernambucana. 
b) Revolução Praieira. 
c) Contestado. 
d) Confederação do Equador. 
 (UECE 2017) 
Entre abril de 1831 e julho de 1840, durante o período em que o príncipe herdeiro, Pedro 
de Alcântara, foi menor de idade, o Brasil esteve sob comando de regentes. As quatro 
regências (duas trinas e duas unas) se seguiram durante nove anos que marcaram a nossa 
história no século XIX. 
Sobre esse período, é correto afirmar que 
a) ocorreram avanços sociais inegáveis, como a abolição da escravatura e a concessão do 
direito ao voto para os analfabetos, contudo ambos foram revogados com a chegada de D. 
Pedro II ao trono. 
b) foi um período de grande agitação social e política no qual ocorreram revoltas de escravos, 
como a dos Malês, em Salvador e revoltas separatistas como a Cabanagem, no Pará, a 
Sabinada, na Bahia e a Farroupilha, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 
c) foi um período de grande paz interna, o que proporcionou um desenvolvimento 
econômico e social sem precedentes, isso foi o que garantiu a D. Pedro II um governo 
longevo de 49 anos que só acabou com sua morte em 1889. 
d) durante esses anos o país expandiu seu território, tendo anexado a Província Cisplatina e 
o estado do Acre, definindo assim suas atuais fronteiras e sua posição de maior país da 
América do Sul. 
 (UECE 2016) 
No que concerne à Confederação do Equador de 1824, analise as afirmações a seguir, e 
assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso. 
( ) A Confederação costuma ser considerada um prolongamento da Revolução 
Pernambucana de 1817. 
( ) As propostas liberais, republicanas e federativas serviram de bandeira política para os 
insurretos. 
( ) Os revoltosos propunham a organização de uma república nos moldes dos Estados Unidos 
da América. 
( ) A adesão dos segmentos populares foi fundamental para unir todos os revoltosos. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
77 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
( ) A imprensa, infelizmente, atuou contra o movimento e nenhum jornal nas províncias 
envolvidas quis apoiar a causa. 
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
a) F, V, V, V, F. 
b) V, F, F, V, V. 
c) V, F, F, V, F. 
d) V, V, V, F, F. 
 (UECE 2015) 
Dentre as afirmações a seguir, assinale aquela que está INCORRETA no que diz respeito 
à Confederação do Equador (1824). 
a) A Confederação do Equador estava afinada com os ideais de federação que serviram de 
base para a implantação da República dos Estados Unidos da América. 
b) A revolta começou com a exigência de que o Presidente da Província de Pernambuco, 
indicado por D. Pedro I, renunciasse ao cargo em favor do liberal Manuel de Carvalho Pais 
de Andrade. 
c) A Confederação do Equador uniu Pernambuco e as Províncias da Paraíba, Ceará e Rio 
Grande do Norte. 
d) Cedendo as forças de repressão comandadas pelo Brigadeiro Francisco Lima e Silva, após 
cinco meses de resistência, os rebeldes se entregaram, sendo, por este motivo, anistiados. 
 (UECE 2015) 
Aprovado em agosto de 1834, o chamado Ato Adicional propôs alterações à Constituição 
brasileira de 1824. A principal delas se caracterizou por 
a) conceder maior autonomia às Províncias. 
b) substituir a Regência Una Pela Regência Trina. 
c) manter e ampliar o poder do Conselho de Estado. 
d) extinguir a vitaliciedade do Senado. 
 (UECE 2014) 
O período historicamente conhecido como Período Regencial foi caracterizado 
a) por rebeliões populares cujas ações exigiam o retorno da antiga realidade social com a 
volta de Pedro I ao poder. 
b) pela promoção política e pela ascensão social dos setores menos favorecidos 
proporcionadas pelos regentes. 
c) por um conjunto de rebeliões populares que clamavam pelo estabelecimento da republica 
e pelo final da escravidão. 
d) pela convulsão política que desencadeou várias rebeliões que questionavam as estruturas 
estabelecidas. 
 (UECE 2014) 
No Brasil, o período que seguiu logo após a abdicação de D. Pedro I foi marcado por um 
conjunto de crises. Observe o que é dito sobre o que ocorria nesse momento. 
I. As diversas forças políticas lutavam pelo poder, e as reivindicações populares eram por 
melhores condições de vida. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
78 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
II. Os conflitos ocorridos representavam o protesto do povo contra a centralização do 
governo, e eram marcados pela reivindicação por maior participação popular na vida política 
do País. 
III. As convulsões populares do período exigiam o reforço das antigas realidades sociais, bem 
como a submissão das forças políticas ao poder central. 
Está correto o que se afirma somente em 
a) II e III. 
b) I. 
c) I e II. 
d) III. 
 (UECE 2020) 
A Guerra da Cisplatina, ocorrida entre 1825 e 1828, durante o Primeiro Reinado, foi um 
elemento político importante e teve como consequência 
A) a inclusão do território que hoje é o Uruguai como província do império após a invasão 
das tropas brasileiras determinada por D. Pedro I. 
B) o aumento do apoio popular ao Imperador D. Pedro I, pois a anexação da província de 
São Pedro foi fator de desenvolvimento, devido a sua industrialização. 
C) a criação de condições políticas positivas para garantir um acréscimo de tempo ao 
governo de D. Pedro I até a maioridade de seu filho, D. Pedro II, em 1840. 
D) a formação da República do Uruguai após intervenção inglesano conflito para garantir o 
equilíbrio entre o império brasileiro e as Províncias Unidas do Prata, hoje Argentina. 
 (UECE 2013) 4000113737 
A abdicação de D. Pedro I possibilitou um novo arranjo político que, na historiografia, foi 
denominado de 
a) Período Regencial. 
b) Primeiro Reinado. 
c) Segundo Reinado. 
d) República-Velha. 
 (UESB 2015) 
Dom Pedro e esse estúpido grupo absolutista português não percebem que o mundo está 
mudando. Na Europa, os liberais estão enchendo as praças e as ruas. Esses portugueses 
querem forçar o Governo a se tornar monarquia absoluta. Para quem consegue ver mais do 
que um palmo diante do nariz, está presente uma situação que só se resolve pela revolução. 
O Imperador não dá a menor atenção aos reclamos da opinião pública. Pois muito bem, 
chegou a hora de os cidadãos brasileiros agirem. Chega de PedroI! (TAVARES, 2013, p. 15). 
A análise do texto e do seu contexto histórico indica que, para se afirmar como ideologia 
política do Brasil Monárquico, o liberalismo 
01) anulou o perigo absolutista e adaptou-se à sociedade escravista e à união entre Igreja e 
Estado. 
02) serviu como bandeira para os movimentos vitoriosos que, no período regencial, exigiam 
a completa liberdade para os escravos. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
79 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
03) possibilitou a decretação da liberdade religiosa para todos os cultos existentes na 
população. 
04) fundamentou os programas sociais destinados a oferecer educação pública e gratuita 
para meninos e meninas livres, libertos e escravos. 
05) orientou a política externa do Império na direção das repúblicas sul-americanas, 
afastando-se das alianças com as monarquias europeias. 
 (UESB 2015) 
Com uma população bastante matizada, composta de brancos, mulatos das mais diversas 
nuances de tons de pele e de negros recém-chegados da África, Salvador era uma ativa praça 
comercial, que se movimentava intensamente através do trabalho exercido pelos negros. Na 
sua labuta cotidiana, no vaivém pelas ruas e ladeiras estreitas da área urbana, seja na carga 
e descarga de embarcações, seja no transporte de pessoas e mercadorias, estabelecidos em 
certos pontos, esperando fregueses para comprar comidas ou artigos diversos, exercendo 
diferentes ofícios artesanais, ou desempenhando as várias funções inerentes ao serviço 
doméstico, o negro, livre ou escravo, esteve participando diretamente da execução das 
diversas atividades econômicas da cidade. 
(ANDRADE, 1988, p. 127-128). 
A análise do texto e os conhecimentos sobre as formas de trabalho do africano escravizado 
e seus descendentes, no Brasil Monárquico, permitem identificar o trabalho 
01) urbano, realizado nos moldes da escravidão tradicional, e o trabalho dos escravos de 
ganho, que desenvolviam diversas profissões, entregando grande parte de sua renda ao seu 
senhor. 
02) assalariado, desenvolvido pelos negros forros, aceitos como empregados em casas 
comerciais e estabelecimentos industriais. 
03) escravo no eito, voltado especificamente para a pecuária, a pesca e o extrativismo de 
madeiras e drogas do sertão. 
04) escravo nas lavouras dos quilombos, cujo produto era vendido nos mercados próximos 
em benefício dos líderes das comunidades quilombolas. 
05) doméstico, desenvolvido por crianças que, separadas dos seus pais, eram responsáveis 
pelas tarefas cotidianas da casa. 
 (CÁSPER LÍBERO 2014) 
“O Brasil Império foi marcado por forte influência europeia, em boa parte causada pela vinda 
de ingleses, franceses e alemães. A publicidade produzida na época refletia, sobretudo, a 
presença francesa. Eram comuns os anúncios – e até mesmo jornais inteiros, como a Gazeta 
Francesa e o Le Messager – escritos em francês. Por outro lado, os anúncios do início do 
século XIX refletiam, de certo modo, a busca de sofisticação e requinte, inspirando-se em 
países como a França. No entanto, eram bem ‘pouco sofisticadas’ as mensagens veiculadas 
pelos anúncios de venda e compra de negros (...)” 
Fonte: Sequência Didática Anúncio Publicitário, de autoria de Artigo de Opinião. PEIXOTO 
BARBOSA, Jacqueline e outros. Material didático para o Projeto Ensino Médio em Rede – 
SEE/SP. Adaptado. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
80 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
O texto (a respeito da propaganda no Brasil do século XIX) permite compreender que a 
sociedade da época 
a) era plena de contrastes, mesclando estruturas modernas e arcaicas. 
b) abandonava o escravismo em busca de um padrão europeizado de ser 
c) utilizava a propaganda como forma de uniformizar os padrões sociais. 
d) valorizava as estruturas rurais em detrimento da modernidade europeia. 
e) adotava padrões sociais ingleses expressos no uso da língua britânica. 
 (PUCSP 2018) 
Considere os fragmentos abaixo. 
“Lei de 18 de Agosto de 1831” 
"Cria as Guardas Nacionais e extingue os corpos de milícias, guardas municipais e 
ordenanças. [...]” 
Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei_sn/1824-1899/ lei-37497-18-agosto-1831-56430 
publicacaooriginal-88297-pl.html (texto adaptado) 
 
“De tão conservadora, e atuante, ela criou uma tradição, estendendo a sua atuação até a 
Primeira República, sobretudo nas áreas rurais do país.” 
SCHWARCZ, Lilia e STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia Das Letras, 2015, p. 24 8 . 
 
Assinale a alternativa que situa CORRETAMENTE a criação da Guarda Nacional e as razões 
de sua permanência até a Primeira República. 
a) Em meio às disputas entre Moderados, Exaltados e Restauradores no Rio de Janeiro pelo 
governo central da Regência, e da ocorrência de revoltas nas províncias, a Guarda Nacional 
foi constituída pelas elites locais como força repressiva confiável, tornando-se uma das bases 
do poder local até a chamada República Oligárquica. 
b) Para garantir a ordem e conter as revoltas dos Restauradores partidários do retorno de D. 
Pedro I, a Guarda Nacional foi constituída para enfrentar as Guardas Municipais formadas 
por portugueses aliados aos proprietários rurais, o que garantiu um instrumento de repressão 
eficiente até a Primeira República. 
c) Com o objetivo de substituir as Ordenanças de origem portuguesa, responsáveis pela 
guarda pessoal do imperador, a Guarda Nacional foi criada de acordo com o modelo francês 
das milícias de cidadãos, e eram forças responsáveis por proteger pessoalmente os regentes 
e, posteriormente, os presidentes da República. 
d) De acordo com os interesses dos Moderados, Exaltados e Restauradores, aliados durante 
todo o Período Regencial para garantir a unidade territorial do país, a Guarda Nacional foi 
criada para apoiar o Exército na tarefa de garantir a segurança das fronteiras, o que explica 
a sua atuação durante a República da Espada. 
 (PUCCAMP 2016) 
Considere o texto abaixo. 
O universo ficcional de Machado de Assis é povoado pelos tipos sociais que se mesclavam 
na sociedade fluminense do século XIX: proprietários, rentistas, comerciantes, homens 
pobres mas livres e escravos. Cruzam seus interesses e medem-se em seus poderes ou em 
sua falta de poder. É essa a configuração das personagens das obras-primas Memórias 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
81 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro. A tragédia do negro escravizado está exposta 
em contos violentos, e o capricho dos senhores proprietários dá o tom a narradores como 
Brás Cubas e Bento Santiago, o Bentinho, que contam suas histórias de modo a apresentar 
com ar de naturalidade a prática das violências pessoais ou sociais mais profundas. 
(TÁVOLA, Bernardim da. Inédito).Violências sociais abundaram no período regencial, momento em que eclodiram rebeliões 
populares que foram duramente reprimidas, caso da 
a) Guerra de Canudos, que implicou a resistência armada, na Bahia, de milhares de famílias 
em torno do líder religioso Antonio Conselheiro, resultando em grande massacre. 
b) Farroupilha, conflito iniciado no Rio Grande do Sul, que durou cerca de dez anos e foi 
motivado pela revolta contra a política de impostos vigente e por anseios separatistas de 
parte da elite. 
c) Sabinada, originada no Maranhão, em regiões paupérrimas de cultivo de algodão e 
protagonizada por trabalhadores livres e escravos, que contaram com apoio de parte da elite 
local. 
d) Guerra dos Palmares, conflito desencadeado pela repressão aos quilombolas liderados 
por Zumbi dos Palmares, com apoio de pequenos agricultores da região de Alagoas. 
e) Revolta da Chibata, que mobilizou um grande contingente de escravos revoltados contra 
os maus tratos e a prática das chicotadas em praça pública, na cidade do Rio de Janeiro. 
 (PUCRJ 2004) 
 Ao estabelecer critérios para o exercício da cidadania, a Constituição brasileira de 1824 criou 
limites à participação de diversos grupos sociais na organização política do Estado. Assinale 
a opção que identifica corretamente revoltas e conflitos, ocorridos no Brasil, envolvendo 
demandas desses grupos excluídos do exercício da cidadania. 
a) Revoltas Liberais de 1842 e a Revolta de Manuel Congo. 
b) Sabinada e a Confederação do Equador. 
c) Balaiada e a Guerra dos Farrapos. 
d) Revolta dos Malês e a Cabanagem. 
e) Revolta dos Praieiros e a Revolta do Quebra Quilos. 
 (PUC-RS 2014) 
Depois de declarada a Independência do Brasil, foi necessário dar uma ordenação legal ao 
novo país por meio da sua primeira constituição. Sobre esse processo, é INCORRETO afirmar 
que: 
a) O primeiro projeto de constituição recebeu o nome de Constituição da Mandioca, porque 
estabelecia que, para votar ou se eleger, a pessoa deveria comprovar uma renda mínima, 
equivalente a determinada quantidade de alqueires plantados desse vegetal. 
b) A Assembleia Legislativa reunida em 1823 para elaborar a primeira Constituição do Brasil 
foi dissolvida por D. Pedro I, por ter proposto um projeto que privilegiava os grandes 
proprietários de terra e excluía os pobres da participação política. 
c) A primeira Constituição do Brasil foi outorgada por D. Pedro I e estabelecia o voto 
censitário e a formação de quatro poderes – Legislativo, Judiciário, Executivo e Moderador 
–, ficando os dois últimos sob controle do Imperador. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
82 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
d) A primeira Constituição brasileira, estabelecida em 25 de março de 1824, instituiu uma 
monarquia hereditária no Brasil e o catolicismo como religião oficial do novo País, 
subordinando a Igreja ao controle do Estado. 
e) Instituído pela Constituição outorgada de 1824, o Poder Moderador garantia a D. Pedro I 
o direito de nomear ministros, dissolver a Assembleia Legislativa, controlar as Forças 
Armadas e nomear os presidentes das províncias, favorecendo a concentração de poderes 
no Imperador. 
 (PUC-RJ 2004) 4000161931 
Ao estabelecer critérios para o exercício da cidadania, a Constituição brasileira de 1824 criou 
limites à participação de diversos grupos sociais na organização política do Estado. Assinale 
a opção que identifica corretamente revoltas e conflitos, ocorridos no Brasil, envolvendo 
demandas desses grupos excluídos do exercício da cidadania. 
a) Revoltas Liberais de 1842 e a Revolta de Manuel Congo. 
b) Sabinada e a Confederação do Equador. 
c) Balaiada e a Guerra dos Farrapos. 
d) Revolta dos Malês e a Cabanagem. 
e) Revolta dos Praieiros e a Revolta do Quebra Quilos. 
 (FGV-SP 2018) 
Em março de 1823, foi instalada a primeira Assembleia Constituinte do Brasil. A seu respeito, 
é correto afirmar: 
a) Estabeleceu a primeira Constituição brasileira, responsável pela organização política do 
país com a manutenção da escravidão. 
b) Estabeleceu o Poder Moderador como forma de garantir a participação do monarca 
brasileiro. 
c) Implementou o parlamentarismo, responsável pela estabilidade política do regime ao 
longo do século XIX. 
d) Foi dissolvida pelo monarca em meio às divergências das suas correntes políticas. 
e) Ampliou o direito de voto a todos os homens livres nascidos no Brasil a partir da 
Independência. 
 (FGV-SP 2017) 
Sobre a regência do paulista Diogo Antônio Feijó, entre 1835 e 1837, é correto afirmar que 
a) o regente conseguiu vencer a eleição devido ao apoio recebido dos produtores de 
algodão do Nordeste, classe emergente nos anos 1830, o que possibilitou o combate às 
rebeliões regenciais e o início do processo de centralização político-administrativa. 
b) o apoio inicial que Feijó recebeu de todas as forças políticas do Império foi, 
progressivamente, sendo corroído porque o regente eleito mostrou simpatia pelo projeto 
político da Balaiada, que defendia uma Monarquia baseada no voto universal. 
c) a opção de Feijó em negociar com os farroupilhas e com a liderança popular da 
Cabanagem provocou forte reação dos grupos mais conservadores, especialmente do 
Partido Conservador, que organizaram a queda de Feijó por meio de um golpe de Estado. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
83 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
d) o isolamento político do regente Feijó, que provocou a sua renúncia do mandato, 
relacionou-se com a sua incapacidade de conter as rebeliões que se espalhavam por várias 
províncias do Império e com a vitória eleitoral do grupo regressista. 
e) as condições econômicas brasileiras foram se deteriorando durante a década de 1830 e 
provocaram um forte desgaste da regência de Feijó, que renunciou ao cargo depois de um 
acordo para uma reforma constitucional. 
 (FGV 2017) 
Sobre a regência do paulista Diogo Antônio Feijó, entre 1835 e 1837, é correto afirmar que 
a) o regente conseguiu vencer a eleição devido ao apoio recebido dos produtores de 
algodão do Nordeste, classe emergente nos anos 1830, o que possibilitou o combate às 
rebeliões regenciais e o início do processo de centralização político-administrativa. 
b) o apoio inicial que Feijó recebeu de todas as forças políticas do Império foi, 
progressivamente, sendo corroído porque o regente eleito mostrou simpatia pelo projeto 
político da Balaiada, que defendia uma Monarquia baseada no voto universal. 
c) a opção de Feijó em negociar com os farroupilhas e com a liderança popular da 
Cabanagem provocou forte reação dos grupos mais conservadores, especialmente do 
Partido Conservador, que organizaram a queda de Feijó por meio de um golpe de Estado. 
d) o isolamento político do regente Feijó, que provocou a sua renúncia do mandato, 
relacionou-se com a sua incapacidade de conter as rebeliões que se espalhavam por várias 
províncias do Império e com a vitória eleitoral do grupo regressista. 
e) as condições econômicas brasileiras foram se deteriorando durante a década de 1830 e 
provocaram um forte desgaste da regência de Feijó, que renunciou ao cargo depois de um 
acordo para uma reforma constitucional. 
 (FGV 2016) 
“Chiquinha Gonzaga alinha-se a outras figuras femininas do Império (...) como a Imperatriz 
Leopoldina e Anita Garibaldi. Todas as três, embora de diferentes maneiras, de diferente 
proveniência social e, em diferentes épocas, desempenharam um papel político que, 
certamente, contribuiu para as mudanças por elas defendidas e as inscreveu na História do 
Brasil”. (Suely Robles Reis de Queiroz, Política e cultura no império brasileiro. 2010). 
Em termos políticos, a Imperatriz Leopoldina, Anita Garibaldi e Chiquinha Gonzaga, 
respectivamente: 
a) atuou, ao lado de Dom Pedro e de JoséBonifácio, no processo de emancipação política 
do Brasil; participou da mais longa rebelião regencial, a Farroupilha; militou pela abolição da 
escravatura e pela queda da Monarquia. 
b) articulou a bancada constitucional brasileira na Assembleia Constituinte; organizou as 
forças populares participantes da rebelião regencial ocorrida no Grão-Pará, a Cabanagem; 
foi a primeira mulher brasileira a se eleger para o Senado durante o Império. 
c) convenceu Dom Pedro I a assumir o trono português após a morte do rei Dom João VI; 
defendeu a ampliação dos direitos de cidadania durante a reforma constitucional que 
instituiu o Ato Adicional; liderou uma frente parlamentar de apoio às leis abolicionistas. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
84 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
d) participou como diplomata do Império brasileiro na Guerra da Cisplatina; foi a primeira 
mulher a trabalhar como jornalista e romancista durante o Segundo Reinado; tornou-se uma 
importante liderança política na defesa do fim do tráfico de escravos para as Américas. 
e) articulou com os diplomatas ingleses o reconhecimento da Independência do Brasil junto 
a Portugal; foi uma importante liderança militar no processo de Guerra de Independência da 
Bahia; criou a primeira associação política em defesa do voto feminino no Brasil. 
 ( FGV 2015) 
 Sobre as revoltas no Brasil na primeira metade do século XIX, é correto afirmar: 
a) A Balaiada (1838-1840) manteve-se, até o final, dirigida pelas elites maranhenses. 
b) A Cabanagem (1835-1840) e a Sabinada (1837-1838) foram revoltas restauradoras. 
c) A Revolta dos Malês, em Salvador, (1835) é um exemplo de revolta popular. 
d) A revolta dos Cabanos (1832-1835) foi uma revolta iniciada por populares e depois dirigida 
por restauradores. 
e) Todas as revoltas tinham como motivação a revogação da Lei de Terras e o livre acesso à 
propriedade fundiária. 
 (FGV 2014) 
A Farroupilha foi uma revolta 
 a)separatista, que contou com o apoio dos cafeicultores paulistas interessados no mercado 
da região do Prata. 
 b)popular, que tinha como objetivo o fim da escravidão no Brasil e o rompimento com a 
Inglaterra. 
 c)popular, cujos líderes foram duramente punidos com penas de exílio e enforcamento. 
 d)socialista, liderada por Giuseppe Garibaldi, que pretendia estabelecer uma reforma 
agrária no Brasil. 
 e)separatista, que proclamou a República no Rio Grande do Sul, em 1836, e em Santa 
Catarina, em 1839. 
 (FGV 2013) 
A independência, porém, pregou uma peça nessas elites. Um ano após ser convocada, a 
Assembleia Constituinte foi dissolvida e em seu lugar, o imperador designou um pequeno 
grupo para redigir uma Constituição “digna dele”, ou seja, que lhe garantisse poderes 
semelhantes aos dos reis absolutistas. Um exemplo disso foi a criação do Poder Moderador 
(...) Mary del Priore e Renato Venancio, Uma breve história do Brasil 
 Esse poder 
a) ampliava os direitos das Assembleias Provinciais, restringia a ação do Imperador no 
tocante à administração pública e a ação do Senado. 
 b) permitia que o Imperador reformasse a Constituição por decreto-lei e que escolhesse 
parte dos deputados provinciais. 
c) sofria de uma única limitação institucional, pois o Estado brasileiro não tinha direito de 
interferir nos assuntos relacionados com a Igreja Católica. 
 d) proporcionava ao soberano poderes limitados, o que permitiu alargamento da autonomia 
política e econômica das províncias do Império. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
85 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
e) oferecia importantes prerrogativas ao Imperador, como indicar presidentes de províncias, 
nomear senadores e suspender magistrados. 
 (FGV 2013) 
A independência oficial do Brasil, prevalecendo sobre a libertação sonhada pelos patriotas 
— para usar uma palavra em voga na época — frustrou grande parte da população. A 
independência oficial sedimentou uma estrutura econômica e política herdada da Colônia, 
pouco alterando a situação das massas e, por adotar um centralismo autoritário, pressionava 
também o sistema político nas províncias. A oportunidade perdida de democratizar a prática 
política, de um lado, e a insistência em manter inalterado o instituto da escravidão, de outro, 
praticamente fizeram aflorar todo o anacronismo do Estado brasileiro, provocando várias 
reações. Entre elas a Sabinada (...) (Júlio José Chiavenato, As lutas do povo brasileiro) 
 É correto caracterizar essa rebelião como 
 a) um movimento apoiado pelas camadas médias e baixas de Salvador, que tomou o poder 
da cidade e separou a província da Bahia do resto do Império do Brasil provisoriamente até 
a maioridade de D. Pedro de Alcântara. 
b) a mais radical revolução social ocorrida no Brasil do século XIX, já que o governo sabino 
foi efetivamente revolucionário, tendo como uma das primeiras ações a extinção do trabalho 
cativo em terras baianas. 
c) um episódio marcado pelo ingênuo republicanismo dos rebeldes baianos, derivado das 
reformas políticas ocorridas nos Estados Unidos do presidente Monroe e que defendia o 
poder advindo das classes populares. 
d) uma rebelião elitista, apoiada nos setores da elite baiana — brancos, proprietários e 
letrados —, que defendia o separatismo como forma de preservar os interesses econômicos 
da mais rica província nordestina. 
e) uma revolução liberal radical, inspirada no parlamentarismo inglês, que exigia a imediata 
convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte e a proclamação de uma república 
federalista. 
 (FGV/2009) 
Observe o quadro. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
86 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
O quadro apresenta: 
a) as transformações institucionais originárias da 
reforma constitucional de 1834, chamada de Ato 
Adicional. 
b) a mais importante reforma constitucional do 
Brasil monárquico, com a instituição da eleição 
direta a partir de 1850. 
c) a reorganização do poder político, 
determinada pela efetivação do Brasil como 
Reino Unido a Portugal e Algarves, em 1815. 
d) a organização de um parlamentarismo às 
avessas, em que as principais decisões 
derivavam do poder legislativo. 
e) a organização do Estado brasileiro, segundo 
as determinações da Constituição outorgada de 1824. 
 
 
 
4. GABARITO 
1. E 
2. A 
3. D 
4. C 
5. E 
6. E 
7. E 
8. C 
9. C 
10. E 
11. A 
12. D 
13. E 
14. C 
15. D 
16. C 
17. B 
18. D 
19. B 
20. A 
21. E 
22. A 
23. C 
24. C 
25. A 
26. E 
27. C 
28. B 
29. C 
30. C 
31. B 
32. E 
33. B 
34. V-F-V-F 
35. V-F-V-V 
36. 01+02+08=11 
37. 04+08=12 
38. 01+02+04+16=23 
39. 01+02+04=07 
40. 04+08=12 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
87 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
41. 01+04+08+64=77 
42. 04+16=20 
43. D 
44. E 
45. C 
46. A 
47. C 
48. C 
49. D 
50. B 
51. D 
52. D 
53. A 
54. D 
55. C 
56. D 
57. A 
58. 01 
59. 01 
60. A 
61. A 
62. B 
63. D 
64. B 
65. D 
66. D 
67. D 
68. D 
69. A 
70. C 
71. E 
72. E 
73. A 
74. E 
 
5. QUESTÕES COMENTADAS 
 (FUVEST 2009) 
"Nossas instituições vacilam, o cidadão vive receoso, assustado; o governo consome o tempo 
em vãs recomendações... O vulcão da anarquia ameaça devorar o Império: aplicai a tempo o 
remédio." Padre Antonio Feijó, em 1836. 
Essa reflexão pode ser explicada como uma reação à: 
a) revogação da Constituição de 1824, que fornecia os instrumentos adequados à 
manutenção da ordem. 
b) intervenção armada brasileira na Argentina, que causou grandes distúrbios nas fronteiras. 
c) disputa pelo poder entre São Paulo, centroeconômico importante, e Rio de Janeiro, sede 
do governo. 
d) crise decorrente do declínio da produção cafeeira, que produziu descontentamento entre 
proprietários rurais. 
e) eclosão de rebeliões regionais, entre elas, a Cabanagem no Pará e a Farroupilha no sul do 
país. 
Comentário 
Olha só queridos e queridas, esse é uma questão de contextualização. Assim, aqui você 
precisaria contextualizar a fala de padre Feijó. 1836: Regência, certo! “O vulcão da anarquia 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
88 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
ameaça devorar o Império” – com essa afirmação devemos lembrar das revoltas regenciais. 
Vejamos as alternativas: 
a- Nunca houve revogação da Constituição de 1824 durante o Império. Ela foi reformada em 
1834 com o Ato Adicional e só foi substituída pela Constituição Republicana de 1891. 
b- O Brasil nunca invadiu a Argentina. 
c- São Paulo ainda não era centro econômico em 1836. Na verdade, esse é um momento de 
crise. São Paulo se tornara um centro econômico durante o II Reinado. 
d- Em 1836, a produção cafeeira nem havia deslanchado quanto menos entrado em declínio. 
e- Bingo. A alternativa cita e localiza corretamente duas revoltas regenciais. 
Gabarito: E 
 (FUVEST 2006) 
 Durante o período em que o Brasil foi Império houve, entre outros fenômenos, a 
a) consolidação da unidade territorial e a organização da diplomacia. 
b) predominância da cultura inglesa nos campos literário e das artes plásticas. 
c) constituição de um mercado interno nacional, integrando todas as regiões do país. 
d) incidência de guerras externas e a ausência de rebeliões internas nas províncias. 
e) inclusão social dos índios e a abolição da escravidão negra. 
Comentário 
Essa é uma questão de contextualização. Veja que é uma forma predominante de se cobrar o 
Período Regencial. 
No caso dessa questão, as alternativas são muito específicas, mas as 3 últimas são facilmente 
excluídas. Veja a análise das alternativas: 
a- A Independência, de fato, foi um processo que garantiu a unidade do território. Durante a 
regência, houve uma série de rebeliões regionais que poderiam ameaçar a unidade, mas todas 
elas foram vencidas e a integridade territorial foi mantida. Nesse momento, a diplomacia surge 
também, sobretudo, após a Guerra da Cisplatina. 
b- Nos campos literário e das artes plásticas predominou a influência da França e não da 
Inglaterra. 
c- Não houve integração regional nem de mercado interno. O modelo econômico no Brasil do 
Brasil Imperial foi monocultor e agroexportador. 
d- Não houve guerras externas na regência, mas sim muitas rebeliões. 
e-Essa alternativa é uma verdadeira piada. Inclusão de indígenas e abolição da escravidão nem 
de longe existiram no período regencial. 
Gabarito: A 
 (FUVEST 2001) 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
89 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
A economia brasileira, durante o período monárquico, caracterizou-se fundamentalmente 
a) pelo princípio da diversificação da produção agrária e pelo incentivo ao setor de serviços. 
b) pelo estímulo à imigração italiana e espanhola e pelo fomento à incipiente indústria. 
c) pela regionalização econômica e pela revolução no sistema bancário nacional. 
d) pela produção destinada ao mercado externo e pela busca de investimentos 
internacionais. 
e) pela convivência das mãos-de-obra escrava e imigrante e pelo controle do "deficit" 
público. 
Comentário 
A independência não mudou nada em relação à ESTRUTURA ECONÔMICA. Ao contrário, 
como afirma o professor emérito da USP José Murilo de Carvalho: “A independência política, obtida 
sem as grandes guerras de libertação que marcaram a colônia espanhola, favoreceu a manutenção da 
estrutura econômica. O principal gerador de excedentes econômicos continuou sendo o setor exportador da 
economia, dominado pelas exportações de açúcar e algodão no Norte e, cada vez mais, de café, no Sul, e pelo 
tráfico de escravos.” 
Tendo isso em vista, analisemos as alternativas: 
a- Nenhuma das duas informações estão corretas. 
b- O estímulo à imigração italiana se deu, principalmente, a partir do último quartel do século XIX. 
c- Regionalização está certa, mas está erradíssimo falar em revolução no sistema bancário. Isso vai 
levar muito tempo, no segundo reinado, com Dom Pedro II. Mesmo assim, não poderia ser 
caracterizado como revolução. 
d- As duas informações estão corretas. Há manutenção das atividades voltadas para exportação e 
busca de investimentos internacionais, sobretudo, com a Inglaterra. Gabarito! 
e- Característica essencialmente do final do século XIX. 
Gabarito: D 
 (FUVEST 2000) 
A Constituição Brasileira de 1824 colocou o Imperador à testa de dois Poderes. Um deles lhe 
era "delegado privativamente" e o designava "Chefe Supremo da Nação" para velar sobre 
"o equilíbrio e harmonia dos demais Poderes Políticos", o outro Poder o designava 
simplesmente "Chefe" e era delegado aos Ministros de Estado. Estes Poderes eram 
respectivamente: 
a) Executivo e Judiciário 
b) Executivo e Moderador 
c) Moderador e Executivo 
d) Moderador e Judiciário 
e) Executivo e Legislativo. 
Comentário 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
90 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Essa questão é conceitual. Era preciso saber os dois poderes destinados ao Imperador e, também, saber do 
que se tratava cada um deles. Nesse caso, era preciso lembrar dos poderes executivo, legislativo e judiciário. 
Memorize: No Império, desde a Constituição de 1824, o Imperador tem o chamado 4º. Poder, o poder 
Moderador que, assim como mencionado no texto, tem a função de manter o equilíbrio entre os 3 Poderes. 
O engraçado é que aquele que detém o quarto poder também detém um dos 3 demais poderes. Nesse 
sentido, não se engane: é um acúmulo de poder nas mãos do Imperador! É uma forma “tupiniquim” ou 
uma engenharia política brasileira para fazer com que o Rei tivesse mais poderes que qualquer outro poder 
e não pudesse, então, ter suas ações limitadas ou questionadas pelo Parlamento ou Judiciário. 
Nesse caso, o Imperador exercia, ao mesmo tempo, o poder Moderador e o Poder Executivo. 
Gabarito: C 
 (FUVEST 1998) 
A descentralização política do Brasil, no período regencial, resultou em: 
a) deslocamento das atividades econômicas para a região centro-sul, através de medidas de 
favorecimento tributário. 
b) ampla autonomia das províncias, de acordo com um modelo que veio a ser adotado, mais 
tarde, pela Constituição de 1891. 
c) revoluções e movimentos sediciosos, que exigiam um modelo centralizador, em benefício 
das várias regiões do país. 
d) revoluções e movimentos sediciosos, exigindo que o futuro D. Pedro II assumisse o trono 
para reduzir a influência do chamado "partido português". 
e) autonomia relativa das províncias, favorecendo o poder das elites regionais mais 
significativas. 
Comentário 
Questão perfeita para relembrarmos uma característica política central no período regencial: a 
descentralização política com fortalecimento das elites locais, que receberam o papel de 
coronéis por poderem organizar a chamada Guarda Nacional, instituídas em 1831. Nesse sentido 
a alternativa correta é a E. 
Vejamos os erros das demais alternativas: 
a- Não houve deslocamento do eixo econômico. Na verdade, havia uma crise econômica antes 
do desenvolvimento do café. 
b- Apesar da autonomia das províncias, não foi o mesmo modelo da constituição de 1891 – 
o federalismo – mas sim, uma autonomia relativa das províncias com a substituição dos 
Conselhos Gerais das Províncias por AssembleiasLegislativas Provinciais escolhida 
localmente. 
c- Os movimentos regenciais não exigiam a centralização, mas denotavam a crise econômica 
e a instabilidade política do período. 
d- Não houve revolução com tal exigência. A ascensão de Dom Pedro II foi fruto de um 
Golpe conhecido como Golpe da Maioridade. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
91 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
e- Correto! 
Gabarito: E 
 (FUVEST 1994) 
"Sabinada" na Bahia, "Balaiada" no Maranhão e "Farroupilha" no Rio Grande do Sul foram 
algumas das lutas que ocorreram no Brasil em um período caracterizado 
a) por um regime centralizado na figura do imperador, impedindo a constituição de partidos 
políticos e transformações sociais na estrutura agrária. 
b) pelo estabelecimento de um sistema monárquico descentralizado, o qual delegou às 
Províncias o encaminhamento da "questão servil". 
c) por mudanças na organização partidária, o que facilitava o federalismo, e por 
transformações na estrutura fundiária de base escravista. 
d) por uma fase de transição política, decorrente da abdicação de Dom Pedro I, fortemente 
marcada por um surto de industrialização, estimulado pelo Estado. 
e) pela redefinição do poder monárquico e pela formação dos partidos políticos, sem que se 
alterassem as estruturas sociais e econômicas estabelecidas. 
Comentário 
Olha só, Bixo, outra questão de contextualização. A FUVEST sempre gostou desse tipo de 
questão, hein. Se liga! Ela lança um elemento e pede para caracterizar o contexto no qual aquilo 
ocorreu. Nesse caso, você precisaria associar esses movimentos citados com as características do 
período da regência. Tendo isso em mente, passemos à análise de cada alternativa: 
a- Apesar da Monarquia centralizada, os partidos políticos surgiram, mas é verdade que não 
se constituíram mudanças na estrutura agrária brasileira que permaneceu sendo o modelo 
latifundiário, monocultor e escravista. 
b- A monarquia era centralizada e o problema da mão de obra não era servil, mas escravista. 
c- Apesar de ser verdadeira a informação sobre a mudança dos partidos, não houve 
nenhuma transformação na estrutura fundiária de base escravista. 
d- Não houve surto de industrialização nesse momento. Além disso, o próprio conceito de 
“surto” é oposto ao estímulo estatal à industrialização – situação que ocorreu apenas 100 
aos depois da regência, com Getúlio Vargas. 
e- Correto. Redefinição do poder monárquico foi a passagem do 1º. para o 2º. Reinado com 
manutenção de todas as estruturas sociais e econômicas vigentes. 
 Para finalizar, lembre-se dos partidos do 1º. Reinado:
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
92 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
Gabarito: E 
 (FUVEST 1993) 
 Sobre a Guarda Nacional, é correto afirmar que ela foi criada: 
a) pelo imperador, D. Pedro II, e era por ele diretamente comandada, razão pela qual tornou-
se a principal força durante a Guerra do Paraguai. 
b) para atuar unicamente no Sul, a fim de assegurar a dominação do Império na Província 
Cisplatina. 
c) segundo o modelo da Guarda Nacional Francesa, o que fez dela o braço armado de 
diversas rebeliões no período regencial e início do Segundo Reinado. 
d) para substituir o exército extinto durante a menoridade, o qual era composto, em sua 
maioria, por portugueses e ameaçava restaurar os laços coloniais. 
e) no período regencial como instrumento dos setores conservadores destinado a manter e 
restabelecer a ordem e a tranquilidade públicas. 
Comentário 
Essa é uma questão conceitual e contextual. Pede-se a definição da guarda nacional no contexto da regência. 
A formação da Guarda Nacional se insere na reforma no campo das reformas político-institucionais. O 
então Ministro da Justiça, Diogo Antônio Feijó (1784-1843) idealizou a criação da Guarda Nacional 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
93 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
(1831) e o Ato Adicional de 1834. Preste atenção e não confunda: são dois atos políticos 
diferentes!! 
A Guarda Nacional foi uma força policial criada para tratar os conflitos locais que se 
intensificaram nesse período e manter a ordem pública. Dela fazia parte todo brasileiro que 
tivesse entre 21 e 60 anos e fosse cidadãos ativo (renda líquida anual de 100 mil réis). Até 1837, 
os oficiais eram eleitos pela tropa e permanecia no cargo por 4 anos. 
Tendo isso em mente, passemos à análise das alternativas: 
a- Não foi criado pelo imperador, mas pelo Padre Diogo Feijó. 
b- Atuava regionalmente, mas em todo o Brasil. 
c- É verdade que a Guarda nacional estava inspirada no modelo francês do “cidadão armado” - todo 
cidadão brasileiro, entre 21 e 60 anos de idade, que possuíssem a renda mínima para serem eleitores, 
poderiam ser recrutados para compor os quadros da Guarda Nacional. Mas é incorreta a informação 
de que ela foi o braço armado das rebeliões. Muito pelo contrário, atuou naquilo que foi denominado 
de “missão pacificadora”, reprimindo todo e qualquer movimento que fosse considerado de 
“desordem” no território nacional. 
d- O exército não foi substituído durante a menoridade de Dom Pedro II, ou a Regência, mas é verdade 
que foi bastante enfraquecido porque os liberais temiam a lealdade de muitos deles à Dom Pedro I. 
Além disso, o medo não era mais a recolonização, mas a volta de um poder centralizador. 
e- Correta. Era um instrumento criado para tentar controlar a instabilidade política e social que 
caracteriza o período, sobretudo, no combate às rebeliões regenciais. 
Gabarito: E 
 (FUVEST 1992) 
A questão seguinte é composta por três proposições I, II e III que podem ser falsas ou 
verdadeiras. Examine-as identificando as verdadeiras e as falsas e em seguida marque a 
alternativa correta dentre as que se seguem: 
I. A política de recolonização proposta pelas Cortes portuguesas foi um dos fatores que 
levaram à proclamação da Independência. 
II. As rebeliões ocorridas durante o Período Regencial permitiram que as camadas mais 
pobres da população tivessem representação e participação política junto às instituições 
imperiais. 
III. A abdicação de D. Pedro I significou a vitória dos liberais e a consolidação do poder da 
aristocracia rural. 
a) se todas as proposições forem verdadeiras. 
b) se apenas forem verdadeiras as proposições I e II. 
c) se apenas forem verdadeiras as proposições I e III. 
d) se apenas forem verdadeiras as proposições II e III. 
e) se todas as proposições foram falsas. 
Comentário 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
94 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Essa é uma questão de contextualização. Trata-se do período que vai da Independência à Regência. Sendo 
assim, seria preciso você analisar cada item segundo as características do período abordado. 
Vamos à análise de cada item: 
I- Correta. O medo de recolonização impôs uma articulação das elites brasileiras para a 
proclamação da independência. 
II- Erradíssima. A independência não é caracterizada por participação social. 
III- Perfeito, tanto é assim, que a partir da regência, as elites aristocráticas locais ganham maior 
poder. 
Alternativa correta é a C, pois apenas os itens I e III estão corretos. 
Gabarito: C 
 (FUVEST 1988) 
O período regencial foi politicamente marcado pela aprovação do Ato Adicional que: 
a) criou o Conselho de Estado. 
b) implantou a Guarda Nacional. 
c) transformou a Regência Trina em Regência Una. 
d) extinguiu as Assembleias LegislativasProvinciais. 
e) eliminou a vitaliciedade do Senado. 
Comentário 
O Ato Adicional de 1834 se tratou de uma reforma na Constituição de 1831. Por meio dela a 
descentralização do poder político foi reforçada, pois o Poder Moderador foi suspenso, os 
Conselhos Gerais das Províncias foram substituídos pelas Assembleias Legislativas Provinciais. 
Com a suspensão do poder moderador, o Conselho de estado – que era uma espécie de órgão 
ligado diretamente ao Imperador também foi suspenso. Além disso, a Regência Trina acabou 
sendo transformada em Regência Una, isto é, comandada por uma única pessoa, a qual era 
eleita por voto censitário direto, com um mandato de 4 anos. O primeiro governante eleito foi 
Diogo Antônio Feijó. Com isso, as oligarquias regionais ficaram satisfeitas, pois passaram a ter 
maior controle sobre o território regional. 
Tendo essas informações em mente, passemos à análise das alternativas: 
a- Não criou, mas suspendeu o Conselho de Estado ligado ao Imperador. 
b- O Ato Adicional é de 1834, enquanto a criação da guarda nacional ocorreu em 1831 
quando Padre Diogo Feijó era Ministro da Justiça. 
c- Bingo: o Ato Adicional transforou a regência trina em regência Una. A primeira assumiu 
em 1835 e foi Padre Feijó o eleito. 
d- Criou as Assembleias Legislativas Provinciais em substituição aos Conselhos Gerais das 
Províncias. 
e- A vitaliciedade do cargo de senador só se extinguiu com a Promulgação da Constituição 
Republicana de 1891, quando ficou definido que os senadores seriam eleitos e com 
mandato de 9 anos. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
95 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Gabarito: C 
 (UNESP 2007) 
Sobre as revoltas do Período Regencial (1831-1840), é correto afirmar que 
a) indicavam o descontentamento de diferentes setores sociais com as medidas de cunho 
liberal e antiescravista dos regentes, expressas no Ato Adicional. 
b) algumas, como a Farroupilha (RS) e a Cabanagem (PA), foram organizadas pelas elites 
locais e não conseguiram mobilizar as camadas mais pobres e os escravos. 
c) provocavam a crise da Guarda Nacional, espécie de milícia que atuou como poder militar 
da Independência do país até o início do Segundo Reinado. 
d) a Revolta dos Malês (BA) e a Balaiada (MA) foram as únicas que colocaram em risco a 
ordem estabelecida, sendo sufocadas pelo Duque de Caxias. 
e) expressavam o grau de instabilidade política que se seguiu à abdicação, o fortalecimento 
das tendências federalistas e a mobilização de diferentes setores sociais. 
Comentário 
Pergunta no alvo: o que foram as revoltas regenciais. O bom dessa questão é que aborda os 
aspectos gerais das revoltas determinadas em grande medida pelo contexto histórico e pela 
conjuntura na qual aconteceram. Como ocorre em questões desse tipo, cada alternativa 
expressa diferentes informações. Você deve estar atento à todas elas. 
Antes de passarmos à análise de cada alternativa, lembre-se de que as assim chamadas Revoltas 
Regenciais estiveram inseridas em um contexto em que a questão fundamental da distribuição de 
poder oscilava entre a autoridade nacional no Rio de Janeiro e os governos provinciais. Dessa 
forma, a questão da centralização x descentralização, o rechaço aos portugueses – principalmente 
os “coimbrãos”, o conflito entre liberais e conservadores, as insatisfações populares, entre outras 
questões, motivaram as rebeliões no Período Regencial (1831-1840). 
Vejamos erros das alternativas: 
a- Os regentes não fizeram medidas de antiescravistas. 
b- A Cabanagem é uma revolta de caráter popular no Pará. 
c- A Guarda Nacional não era uma milícia, mas uma espécie de força de segurança policial 
que atuava regionalmente. 
d- A única revolta mais duradoura e estrutural foi a Farroupilha. 
e- Essa alterativa descreve a contento o contexto do período do fim do 1º. Reinado e 
Regência: instabilidade política, fortalecimento da descentralização (federalismo) e 
mobilização de diversos setores da sociedade desde a elite até as camadas populares. 
Gabarito: E 
 (UNESP 2013) 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
96 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 A Revolução Farroupilha foi um dos movimentos armados contrários ao poder central no 
Período Regencial brasileiro (1831-1840). O movimento dos Farrapos teve algumas 
particularidades, quando comparado aos demais. 
Em nome do povo do Rio Grande, depus o governador Braga e entreguei o governo ao seu 
substituto legal Marciano Ribeiro. E em nome do Rio Grande do Sul eu lhe digo que nesta 
província extrema [...] não toleramos imposições humilhantes, nem insultos de qualquer 
espécie. [...] O Rio Grande é a sentinela do Brasil, que olha vigilante para o Rio da Prata. 
Merece, pois, maior consideração e respeito. Não pode e nem deve ser oprimido pelo 
despotismo. Exigimos que o governo imperial nos dê um governador de nossa confiança, 
que olhe pelos nossos interesses, pelo nosso progresso, pela nossa dignidade, ou nos 
separaremos do centro e com a espada na mão saberemos morrer com honra, ou viver com 
liberdade. 
(Bento Gonçalves [carta ao Regente Feijó, setembro de 1835] apud Sandra Jatahy Pesavento. 
A Revolução Farroupilha, 1986.) 
Entre os motivos da Revolução Farroupilha, podemos citar 
a) o desejo rio-grandense de maior autonomia política e econômica da província frente ao 
poder imperial, sediado no Rio de Janeiro. 
b) a incorporação, ao território brasileiro, da Província Cisplatina, que passou a concorrer 
com os gaúchos pelo controle do mercado interno do charque. 
c) a dificuldade de controle e vigilância da fronteira sul do império, que representava 
constante ameaça de invasão espanhola e platina. 
d) a proteção do charque rio-grandense pela Corte, evitando a concorrência do charque 
estrangeiro e garantindo os baixos preços dos produtos locais. 
e) a destruição das lavouras gaúchas pelas guerras de independência na região do Prata e a 
decorrente redução da produção agrícola no Sul do Brasil. 
Comentário 
Foi um movimento de caráter elitista e republicano. Essa elite questionava a centralização do 
poder no Rio de Janeiro e as imposições da Coroa quanto ao comércio de charque. Os assim 
chamados estancieiros queriam condições mais favoráveis para o comércio de gado e para o 
fortalecimento do charque no mercado brasileiro. 
Agora atenção: no começo do movimento a reivindicação era a básica das revoltas regenciais: 
maior autonomia frente o poder central. Mas com o passar do tempo e com a radicalização da 
revolta, ela ganha maiores contornos a ponto de ter proclamado uma república. Por isso, é 
considerada uma revolta republicana e separatista. 
Veja que o texto expressa o momento inicial da Revolução quando os representantes dos rebeldes 
exigindo direitos e maior autonomia, e não a separação. 
Veja as alternativas: 
a- Descrição exata do momento inicial da revolta, conforme o texto da questão. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
97 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Vejamos os erros das demais alternativas: 
b- Não houve exigências de incorporação de território além das fronteiras nacionais. 
c- Não havia uma tentativa de invasão da Espanha, sobretudo, porque o processo de 
independência da região sul das ex-colônias também estava acontecendo. 
d- A proteção do charque rio-grandense pela Corte era uma exigência e não um motivo que 
fez a revolta eclodir. 
Gabarito: A 
 (UNIVESP 2017) 
Leia o texto para responder à questão. 
“O governo imperial [...] esmagou a nossa principal indústria, vexando-a ainda mais. [...] 
Repetidas reclamações de nossa parte sobre este assunto foramconstantemente 
desprezadas pelo governo imperial [...]. Um só recurso nos restava, um único meio se oferecia 
à nossa salvação; e este recurso e este meio único era a nossa independência política e o 
sistema republicano [...].” 
Manifesto dos Farrapos, Piratini, 1838. In: PESSOA, R.C. A ideia republicana no Brasil 
através dos documentos. São Paulo: Alfa-Ômega, 1973. pp.21-31. 
A Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, foi a mais longa 
rebelião do Brasil Império, estendendo-se de 1835 a 1845. 
Entre as causas da insatisfação dos rebeldes, estava 
a) o movimento migratório promovido pelo governo imperial, que deslocou contingentes de 
população do Norte e do Nordeste para o Rio Grande do Sul e para Santa Catarina. 
b) a expropriação das fazendas de algodão para fins de reforma agrária, atendendo à 
demanda dos imigrantes europeus recém-chegados à região. 
c) o projeto republicano defendido por políticos do Sudeste e contestado pelos gaúchos, 
beneficiados pelas políticas imperiais. 
d) o aumento dos impostos sobre o gado, a terra e o sal, que afetou os negócios dos 
pecuaristas gaúchos. 
e) a manutenção da escravidão no Brasil, considerada um obstáculo ao desenvolvimento da 
indústria no Sul do país. 
Comentários 
Vejamos, o enunciado já nos informa elementos importantes para contextualizar a questão. O 
tema é a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, entre 1835 a 1845. Nessa época, o Brasil era 
administrado por regentes e, apenas em 1840, o imperador D. Pedro II assumiu o poder. Ainda 
assim, era extremamente difícil manter a unidade do país. Era quase impossível conciliar os 
interesses das diversas elites regionais e manter o povo pobre e os escravizados sob controle. Em 
razão disso, inúmeras revoltas eclodiram por todo o Império, algumas mais populares, outras mais 
elitistas. No caso da Revolução Farroupilha, o movimento era protagonizado por uma oligarquia 
formada por pecuaristas. Isso afetou até a forma como o governo lidou com essa revolta. O 
conflito foi extenso e demorado, permeado de negociações e acabou em acordo, em uma espécie 
de armistícios. As demandas dos rebeldes foram parcialmente atendidas e, assim, se submeteram 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
98 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
ao poder imperial novamente. Sabendo disso, vejamos qual alternativa apresenta corretamente 
as causas da insatisfação dos rebeldes: 
a) Incorreta. Não houve um plano desses por parte do governo imperial. De qualquer forma era 
interessante para as elites de regiões povoadas que houve migração de trabalhadores para 
servirem de mão de obra em suas propriedades. 
b) Incorreta. O governo imperial nunca teve como objetivo fazer uma reforma agrária. Mesmo 
quando foi debatida e aprovada a Lei de Terras de 1850, os grandes proprietários foram os mais 
favorecidos em detrimentos dos libertos e dos imigrantes pobres. 
c) Incorreta. Na verdade, tratava-se do contrário. Eram os gaúchos que defendiam um projeto 
republicano, pois se viam prejudicados pelas políticas imperiais ditadas do Sudeste. Essa elite 
pecuarista gaúcha questionava a centralização do poder no Rio de Janeiro e as imposições da 
Coroa quanto ao comércio de charque. Os assim chamados estancieiros queriam condições mais 
favoráveis para o comércio de gado e para o fortalecimento do charque no mercado brasileiro. 
d) Correta! Foi o que acabei de explicar na justificativa da letra “c”. 
e) Incorreta. Não havia interesse dos rebeldes em abolir a escravidão. Inclusive, vários deles 
possuíam cativos, apesar de não nas mesmas quantidades que as zonas açucareiras do Nordeste 
e do Sudeste. 
Gabarito: D 
 (UEA – 2008) 
“No Grão-Pará, agitado desde a Revolução do Porto, ocorria a revolta dos cabanos – a 
Cabanagem – que se distinguiria dos demais movimentos do período pela amplitude que 
assumiu, chegando a dominar o governo da província por alguns anos.” (Ilmar Rohloff de 
Mattos, História do Brasil Império.) 
A respeito da Cabanagem, assinale a afirmativa correta. 
(A) Os descendentes de índios não participavam de nenhuma forma de manifestação política 
e foram apenas utilizados nos conflitos entre os grandes fazendeiros. 
(B) A ordeira massa dos cabanos, sem qualquer experiência anterior em conflitos, foi usada 
pelas tropas do governo imperial contra os fazendeiros locais. 
(C) A Cabanagem foi o conflito em que os fazendeiros paraenses, reagindo às intervenções 
do Poder Moderador, exigiram a extinção do Conselho de Estado. 
(D) A Cabanagem foi um conflito social semelhante à Balaiada, em que a participação das 
forças oligárquicas foi sempre secundária. 
(E) O Ato Adicional deu grande poder à oligarquia dominante, provocando a reação armada 
da oligarquia oposicionista, que recorreu às lideranças radicais e atraiu para o conflito a 
massa cabana. 
Comentários: 
 A Cabanagem foi um movimento feito pela população mais pobre da região do Pará (os 
cabanos), com o auxílio da oligarquia liberal, que estava insatisfeita com as medidas tomadas 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
99 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
pelo Governo Central. Os líderes oposicionistas, na época, queriam mais autonomia para 
administrar a região do Grão-Pará, e o povo, que passava por uma enorme crise alimentícia, 
queria melhores condições sociais. Nisso, em 1835, um motim organizado pelo fazendeiro Félix 
Clemente Malcher e Francisco Vinagre prendeu e executou o governador Bernardo Lobo de 
Sousa (subordinado ao poder dominante). 
 Essa tomada de controle do poder pelos Cabanos, sofreu uma série de ataques militares 
promovida pelo governo regencial, a fim de recuperar a região. Porém a revolta se estendeu 
com os revoltosos fugindo para a floresta, dificultando o conflito com os militares. Essa guerra 
durou até meados de 1840. 
 Assim, verifiquemos qual alternativa está correta: 
A) Incorreto. O movimento foi um dos que mais englobaram pessoas de diversas camadas 
sociais, dentre elas, boa parte dos cabanos eram de descendentes de grupos indígenas. 
B) Incorreto. Ao contrário, a massa cabana foi usada pelos poderes locais contra o governo 
imperial. 
C) Incorreto. Os fazendeiros exigiam a volta do Conselho de Estado, por ser um grupo de 
pessoas que auxilia o imperador nas tomadas de decisões nas diversas regiões do Império. 
D) Incorreto. A força oligárquica teve um papel importante na Cabanagem, a partir do momento 
que ajudou na organização dos Cabanos, para que estes se revoltassem contra o poder 
imperial. 
E) Correto. Como mencionado nos comentários, a Cabanagem reuniu lideranças de diversas 
camadas sociais, indo desde a oligarquia dissidente até pessoas ligadas as camadas mais pobres 
da população. 
Gabarito: E 
 (UEA - 2003) 
História Regional – Império 
 Assinale a alternativa que situa corretamente o movimento cabano na crise da Regência. 
(A) Uns começavam a temer a violência crescente e a pobreza das massas, como Clemente 
Malcher, que pretendeu manter a vinculação ao Império e permanecer no poder 
indefinidamente. 
(B) Os poderes legislativos dados à situação pela recente alteração constitucional induziram 
as facções regionais de oposição a se aproveitarem politicamente das indefesas massas 
populares, como na Cabanagem. 
(C) No movimento cabano, alguns, como o Cônego Batista Campos, esperavam fazer a 
maioria na Assembleia Legislativa Provincial recém-criada, para obter as reformas que 
defendiam. 
(D) A instabilidade econômica, social e política da Amazônia nos anos posteriores à 
independência originava-se do agravamento da subordinação da elite local aos interesses 
britânicos desde o Ato Adicional de 1831. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – Históriado Brasil - Império Brasileiro 
 
 
100 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
(E) O movimento cabano, apesar de abolicionista, foi a continuação da guerra de 
independência, também reprimida por esquadra britânica. 
Comentários: 
O movimento Cabano foi uma guerra iniciada na província do Grão-Pará, exigindo a 
separação da região do território brasileiro. Ela se iniciou por dois principais fatores: 
descontentamentos das elites locais com a política nacional exercida pelo governo federal 
sobre a região e pela enorme crise financeira que as camadas mais pobres estavam 
enfrentando com as altas dos impostos e da inflação na economia. Isso ajudou a promover 
uma união parcial entre diversas camadas, em uma revolta que foi uma das que mais 
contaram com o apoio da população local. 
Diante disso, analisando as alternativas: 
A) Incorreto. Clemente Malcher foi um dos líderes da rebelião que pediu a separação da 
região do Brasil, mas que posteriormente traiu o movimento se aliando ao governo 
regencial. 
B) Incorreto. As massas populares tiveram o apoio em um primeiro momento de alguns 
membros das elites locais, mas o movimento em um todo se tratou de um dos mais 
populares e insurgentes que surgiu no Império, durante o período Regencial. 
C) Correto. Batista Campos, um dos defensores de uma maior autonomia política do Grão-
Pará, acreditava que teriam uma vitória na Assembleia Legislativa Provincial. Fato que não 
ocorreu e que desencadeou o aumento das insatisfações locais, que culminou na morte 
do presidente da Província, aliado do governo central. 
D) Incorreto. Os ingleses ofereceram ajuda nas negociações do conflito, porém entraram ao 
lado do governo regencial, como mercenários contratados, para acabar com o 
movimento cabano. 
E) Incorreto. O movimento Cabano não foi uma continuação da Guerra de Independência 
do Brasil, contra Portugal. 
Gabarito: C 
 (UEA - 2002) 
História Regional – Império 
“Examinando-se o movimento no que ele expressa como explosão de multidões mestiças e 
indígenas da Província, contra a vida e a propriedade dos que desfrutavam de poder político, 
econômico e projeção social, compreende-se que a Cabanagem não pode ser inscrita na 
história nacional como um episódio a mais de aspiração meramente política.” (A. C. F. Reis) 
Assinale a alternativa que melhor caracteriza a Cabanagem. 
(A) A participação intensa das massas de origem indígena na Cabanagem do Pará deveu-se 
à inexistência de agricultura de exportação na região e à ausência completa de negros. 
(B) A Cabanagem era um risco maior para os imperialismos do que para a unidade política 
pretendida pelo Império brasileiro, como atestam as seguidas intervenções americanas e 
britânicas no Grão-Pará. 
(C) A Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio político, pois, 
por se tratar de uma sublevação generalizada no Pará, foi um fato militar e, no máximo, 
social. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
101 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
(D) A Cabanagem começou como um conflito entre setores oligárquicos do Pará durante a 
Regência, mas, pelas condições socioeconômicas da região Norte e devido à participação 
popular intensa, converteu-se em autêntica rebelião social. 
(E) O desfecho da Cabanagem, com perseguição feroz e massacre dos cabanos, deveu-se 
mais à excitação e ao ódio dos mercenários estrangeiros do que ao ódio de classe das elites 
brasileiras contra os pobres e não-brancos derrotados. 
Comentários: 
O movimento da Cabanagem, foi um movimento que ocorreu durante o período regencial. 
Ele se originou devido a uma rebelião na província do Grão-Pará. Nessa época, o governo 
brasileiro acabava de declarar um período regencial, devido a menoridade do herdeiro ao trono 
brasileiro, após a abdicação de Dom Pedro I em favor de seu filho. Isso causou diversas revoltas 
espalhadas pelos territórios brasileiros, incluindo a cabanagem. A revolta iniciou-se com a 
insatisfação políticas pelas elites locais, que além de possuírem laços íntimos com a coroa 
portuguesa, achava que o governo brasileiro havia os abandonado. Atrelado a isso, populares 
exigiam por melhores condições de moradia e vida. Dessa forma, com o apoio de diversas 
camadas sociais diferentes, se iniciou o movimento da Cabanagem, que lutava pela independência 
da região do território brasileiro. Essa guerra se estendeu de 1835 há 1840. No meio dela, traições 
e mortes marcaram a insurreição, dizimando cerca de 40% de toda a população do local. Porém, 
o governo brasileiro conseguiu estabilizar a situação, mandando chefes do exército para a região 
com o intuito de dizimar os opositores. Sabendo disso, vamos as questões: 
A) Incorreta. Tanto a agricultura de exportação, quanto a participação de negros na revolta, 
marcou presença na Revolta. 
B) Incorreta. O território nacional não foi invadido por esses países durante esse período. Além 
disso, os motivos que causaram as repreensões e as mortes em massa, pelo governo brasileiro, se 
deram justamente pelo fato dele ter procurado manter a unidade política em todo o território 
nacional. 
C) Incorreta. Pois o movimento além possuir um caráter social e militar, também possuía um viés 
político, haja vista que os revoltosos queriam se separar do Brasil. 
D) Correta. Mediante ao exposto nos comentários 
 E) Incorreta. Não se tratou de uma revolta de mercenários estrangeiros, e sim da população local 
que abrigava esse local. 
Gabarito: D 
 (UEA – 2009 / Segunda Fase) 
O período regencial da história do Brasil foi agitado por uma série de rebeliões contra o 
governo central. A revolta dos Cabanos ocorrida no Pará, a partir de 1833, distinguiu-se no 
interior destes movimentos pelo fato de ter 
(A) contado com a participação de escravos negros. 
(B) sido duramente reprimida pelo governo. 
(C) dominado o governo da província por alguns anos. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
102 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
(D) recorrido à ajuda de países americanos vizinhos. 
(E) sido liderada por membros da elite econômica local. 
Comentários: 
 A Cabanagem (1835-40), como ficou conhecida, foi um movimento político ocorrido na 
região do Grão-Pará no Período Regencial. Nessa época diversas rebeliões ocorreram no Brasil 
e muitos lugares tentaram se separar, dado que o imperador D. Pedro I fugiu para Portugal, e 
deixou seu filho menor de idade para ser o novo imperador quando atingisse a maioridade. 
A região Norte, não foi diferente. Com uma população local passando por uma enorme 
crise de fome, devido ao aumento do preço dos alimentos, muitos se encontravam na miséria. 
Junto a isso, a oligarquia dissidente não estava satisfeita com o autoritarismo do governo 
central, e com a falta de investimentos do Estado brasileiro sobre a região. Então, mediante a 
essa situação, algumas lideranças populares e oligárquicas fizeram uma aliança a fim de destituir 
o governador-geral, e colocar em seu lugar um representante local no controle da província. A 
revolta foi bem sucedida e os cabanos (maioria formado por indígenas, negros e homens livres) 
declararam a independência, porém logo o movimento se enfraqueceu devido a traições e 
desmantelamento da unidade entre as diversas classes sociais que compunham o movimento, 
restando ao final da guerra somente os cabanos que fugiram para as matas resistindo 
bravamente ao exército imperial até 1840. 
Em vista disso, as alternativas estão: 
A) Incorreta. Havia muitos poucos escravos negros nessa província. 
B) Incorreta. Foram reprimidos principalmente os cabanos, porém a oligarquia se rendeu e traiu 
o movimento a favor do Governo Regencial. 
C) Correta. Félix Clemente Malcher, Francisco Vinagre e Eduardo Angelim, líderes dessa 
revolta,foram os presidentes da província durante os dois governos cabanos. 
D) Incorreta. O governo brasileiro tratou desse assunto sem necessitar do auxílio de nenhum 
país aliado ao Império. O mesmo ocorreu com os revoltosos. 
E) Incorreta. O movimento teve líderes representantes das pequenas propriedades e dos 
cabanos, como as figuras mencionadas acima, além de Quintiliano Barbosa, Antônio Vinagre, 
entre outros. 
Gabarito: C 
 (PISM 2017) 
Leia atentamente o texto abaixo e em seguida responda: 
“O Ato Adicional de 1834 reformou a constituição em sentido descentralizante. Criou as 
assembleias provinciais, concedendo mais poder às províncias, e aboliu o Conselho de 
Estado. À maior descentralização seguiu-se um recrudescimento dos conflitos e revoltas 
provinciais. Nunca houve período mais conturbado na história do Brasil.” 
CARVALHO, J. M. D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 36. 
As revoltas ocorridas durante o período regencial expressavam um grande 
descontentamento com o projeto centralizado de Estado, liderado pelas elites enraizadas na 
Corte. Sobre as revoltas regenciais é CORRETO afirmar que: 
a) os revoltosos eram formados, exclusivamente, por grandes proprietários de terra que 
disputavam entre si o direito de maior representatividade e projeção no cenário nacional. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
103 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
b) em sua maioria, as revoltas regenciais ameaçavam a unidade do Império por meio de 
reinvindicações que poderiam levar à fragmentação do território em pequenas repúblicas. 
c) índios e africanos foram os grupos sociais que representaram maior resistência aos 
movimentos revoltosos, lutando ao lado do governo imperial. 
d) a luta contra a escravidão era uma reivindicação comum a todas as revoltas que ocorreram 
no período, representando o início das manifestações abolicionistas no país. 
e) o sucesso dos conflitos armados contribuiu para que as províncias alcançassem maior 
autonomia administrativa e suas elites pudessem implementar projetos políticos baseados 
no federalismo. 
Comentários 
Podemos identificar facilmente o tema, tempo e espaço da questão no enunciado. Trata-se das 
revoltas ocorridas durante o período regencial no Brasil, que se deu entre 1831 a 1840. As assim 
chamadas Revoltas Regenciais estiveram inseridas em um contexto em que a questão fundamental 
da distribuição de poder oscilava entre a autoridade nacional no Rio de Janeiro e os governos 
provinciais. Dessa forma, a questão da centralização x descentralização, o rechaço aos 
portugueses, o conflito entre liberais e conservadores, as insatisfações populares, entre outras 
questões, deram motivos para rebeliões no Período Regencial. Por seu turno, o Ato Adicional de 
1834 mencionado no texto foi uma tentativa dos regentes em amenizar as tensões políticas. A 
medida reformou a Constituição de 1824, concedendo certa autonomia às províncias, pois 
permitiu que cada uma contasse com sua própria Assembleia e orçamento próprio. Essa mesma 
reforma constitucional retirou uma das principais atribuições do Poder Moderador, qual seja, o de 
dissolver a Câmara. Todavia, isso não foi o suficiente para dar fim às rebeliões que continuaram se 
alastrando pelo território nacional. Com isso em mente, vejamos o que é correto afirmar sobre as 
revoltas regenciais: 
a) Incorreta. Realmente, os grandes proprietários de terra estiveram envolvidos em várias revoltas 
desse período, com o objetivo de disputar maior representatividade e projeção no cenário 
nacional. Contudo, não eram só eles, outros setores da sociedade também participaram em vários 
casos como na Cabanagem, no Pará; a Balaiada, no Maranhão; a Sabinada e a Revolta dos Malês, 
na Bahia. 
b) Correta! O principal objeto de disputa na maioria das revoltas era a unidade ou não do território 
nacional, visto que havia um dissenso acerca da forma de organização do Estado (centralizador ou 
federalista) e da forma de governo (monarquia ou república). Mais de uma revolta chegou a 
promover a independência local e a instalação de repúblicas, como a Farroupilha, no Rio Grande 
do Sul e Santa Catarina, e a Sabinada, na Bahia. De qualquer forma, todas elas ameaçam a unidade 
nacional, de forma mais ou menos explicita. 
c) Incorreta. Na verdade, esses setores da sociedade brasileira frequentemente estavam ao lado 
dos revoltosos quando não liderando a própria revolta. Casos emblemáticos de liderança de 
africanos escravizados é o da Revolta dos Malês, em Salvador, em 1835. Entretanto, indígenas e 
negros também foram integrantes importantes na Cabanagem (1835), no Pará, e na Balaiada 
(1838-1841), no Maranhão. 
d) Incorreta. O fim da escravidão não era um consenso na maioria das revoltas do período, 
sobretudo naquelas em que havia adesão das elites locais cujos negócios eram fundamentados na 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
104 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
exploração de mão de obra escravizada. Rebeliões como a Sabinada (1837-1838), na Bahia, e a 
Balaiada (1838-1841), no Maranhão, foram compostas por variadas camadas sociais que tinham 
interesses divergentes. Nessas experiências, houve uma sobreposição entre os vários grupos 
integrantes que tinham aspirações distintas. A oposição ao poder central e suas instituições o unia 
em um mesmo movimento. Todavia, havia pautas que era inconciliáveis e se explicitavam 
conforme o movimento era momentaneamente vitorioso, como a escravidão, frequentemente 
tema de discórdia. 
e) Incorreta. Algumas revoltas tiveram ganhos parciais para as províncias envolvidas, como no caso 
da Revolução Farroupilha (1835-1845), no Sul, que conseguiu que o governo passasse a sobretaxar 
em 25% o charque importado para incentivar o charque gaúcho. No entanto, o Ato Adicional de 
1834 foi o máximo de autonomia que as províncias tiveram em termos institucionais. O federalismo 
não foi implementado de forma alguma. 
Gabarito: B 
 (UFRR 2017) 
Texto I. 
“...na cidade de Óbidos, em 11 de janeiro de 1854 [...] Raimunda, “24 anos de idade, crioula, 
bem retinta, um tanto baixa, bem figurada, muito humilde” [...] estava fugida com seu 
companheiro José Moisés, “de 26 anos de idade, cafuz bastante fornido do corpo, estatura 
regular, mal-encarado, olhos pequenos, e fundos”. Os dois fugiram com a ajuda do forro 
Antônio Maranhoto, natural do Maranhão que [...antes] “foi marinheiro de embarcação de 
guerra”[...]. Em fevereiro de 1861, a escrava Benedita, “cafuza, natural de Óbidos, com falta 
de dentes na frente, cabelos cacheados, cheia de corpo, cara risonha” fugiu na companhia 
do soldado mulato Francisco Lima. Levou uma rede nova, um balaio e um baú de cedro 
contendo “um par de chinela, um fio de conta de ouro, uma camisa de chita amarela, uma 
saia de cambraia branca com três folhos e duas camisas brancas”. Em abril do mesmo ano, a 
escrava Maria, “crioula retinta, magra, alta, olhos e beiços grandes” fugiu com Hipólito, 
“crioulo bem retinto, barbado, falta de dentes na parte superior”. Maria e Hipólito fugiram 
pouco tempo depois do falecimento de seu senhor Antônio Guerra, diretor de índios no rio 
Madeira. A viúva pedia sua captura e ainda oferecia 100 mil réis de recompensa por cada 
escravo.” CAVALCANTI, Y.R.O; SAMPAIO, P.M. Histórias de Joaquinas, Mulheres, 
Escravidão e Liberdade (Brasil, Amazonas: séc. XIX). Revista Afro-Ásia, 46. p.97-120. 
Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/afro/n46/a03n46.pdf> 
Durante o Período Regencial, a atuação política dos partidos Liberal e Conservador não 
impediu ocorrência de diversos conflitos, entre eles a Cabanagem, que envolveu a população 
civil, políticos influentes e as forças militares leais aos governos regenciais, entre 1835 e 1840. 
Sobre esse contexto pode-se afirmar,EXCETO: 
A) Ribeirinhos, negros, índios, mestiços e brancos compuseram, em diferentes escalas, a 
enorme massa de mortos em consequência da Cabanagem; 
B) Fugas e deserções como as descritas no texto I demonstravam o descontentamento 
popular e a resistência aos serviços forçados, fatores que fomentaram a participação de 
mestiços e negros na Cabanagem; 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
105 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
C) Os governos regenciais não eram considerados representativos dos interesses de 
fazendeiros e comerciantes do Norte, desejosos de maior participação política na 
organização do Império; 
D) A exemplo do que aconteceu em Minas Gerais, o partido Conservador do Grão-Pará não 
aceitou a posse de D. Pedro I depois da independência e esse foi o estopim do conflito, que 
terminou sem derramamento de sangue; 
E) O Período Regencial trouxe mudanças na legislação que demonstram a limitada 
participação popular no governo, pois não abordavam problemas como saúde, habitação, 
educação, etc. e geraram grande instabilidade política no Império. 
 Comentários: 
 A Cabanagem (1835-1840) foi conflito na Província do Grão-Pará que deu sequência à luta política 
entre liberais e portugueses desde a independência, em 1822. Em 1835, a elite local estava 
insatisfeita com o seu isolacionismo com relação as demais regiões e a população mais pobre 
passava por uma enorme crise social, com muitos morrendo de fome, devido à crise econômica 
da região. Visto isso, o estopim do conflito foi o assassinato presidente da província. A partir desse 
fato, seguiu-se uma batalha civil sanguinária, com a principal frente sendo a dos cabanos (índios, 
caboclos e escravos). Segundo o professor José Murilo de Carvalho, a Cabanagem foi uma 
explosão popular contra a opressão secular de que o povo pobre havia sido vítima, inclusive por 
ser excluído do sistema político. 
Dessa forma, a questão pede a resposta INCORRETA com relação as revoltas regenciais: 
a) Correto. Na maioria das revoltas travadas no Período Regencial, somente as de cunho popular, 
em que envolvia grandes massas de ribeirinhos, negros, índios e mestiços, que o Governo Central 
reprimia duramente, com mortes, perseguições e exposições. Isso era uma forma de intimidação 
para que não houvesse levantes populares como as Revoluções que ocorreram na América 
Espanhola. 
b) Correto. A Cabanagem contou com o apoio de populares devido a miséria, fome e exploração 
que esses grupos enfrentavam nesse momento de instabilidade políticas que o Império e a região 
enfrentavam. 
c) Correto. As elites nortistas eram muitas vezes negligenciada pelo poder central, muito por causa 
da distância da região com o centro do Governo Regencial. Além disso, o elite local tinha um 
alinhamento com os portugueses, principais parceiros econômicos dos fazendeiros da região. 
Então, por parte da oligarquia, eles queriam uma maior descentralização política. 
d) Incorreto. Todas as afirmações estão erradas. A Província de Minas Gerais aceitou a 
Proclamação da Independência, o Partido Conservador do Grão-Pará, formado em sua maioria 
por portugueses aceitou o imperador D. Pedro I como rei e a Cabanagem acabou em um conflito 
sangrento em que milhares de cabanos foram mortos. 
e) Correto. A Legislação Brasileira era muito excludente. O Estado brasileiro beneficiava somente 
as oligarquias regionais, que gozavam de diversos direitos, enquanto boa parte da população não 
possuía direitos políticos e vivia na miséria e sem qualquer política de inclusão social. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
106 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Gabarito: D 
 (UFRR 2020) 
A revolução social dos cabanos que explodiu em Belém do Pará, em 1835, deixou mais de 
30 mil mortos e uma população local que só voltou a crescer significativamente em 1860. 
Este movimento matou mestiços, índios e africanos pobres ou escravos, mas também 
dizimou boa parte da elite da Amazônia. O principal alvo dos cabanos era os brancos, 
especialmente os portugueses mais abastados. A grandiosidade desta revolução extrapola 
o número e a diversidade das pessoas envolvidas. 
(RICCI, Magda. “Cabanagem, cidadania e identidade revolucionária: o problema do 
patriotismo na Amazônia entre 1835 e 1840”. Tempo, Niterói, v. 11, n. 22, 2007, p. 6). 
Sobre as Revoltas Regenciais, é CORRETO afirmar que: 
A) foram movimentos de contestação armada em relação à ordem monárquica brasileira e 
que alteraram profundamente as estruturas sociais e econômicas estabelecidas, a partir do 
estabelecimento da harmonia entre os poderes constitucionais do Império. 
B) foram levantes majoritariamente republicanos que conseguiram mobilizar populações 
pobres e, em particular, escravizados no Brasil monárquico, demonstrando que a questão da 
centralização do poder foi objeto de muitas disputas ao longo de todo o século XIX. 
C) foram movimentos que eclodiram nas províncias nordestinas, que lutaram pelo 
estabelecimento de um sistema monárquico descentralizado, que delegasse às províncias 
brasileiras a solução da chamada “questão servil”. 
D) podem ser entendidas como respostas radicais à política centralizadora do Império, que 
restringia a autonomia financeira e administrativa das províncias brasileiras e tinham em 
comum a crítica liberal às tendências absolutistas, persistentes no governo de D. Pedro II. 
E) em sua maioria, eram revoltas lideradas pelos grandes proprietários de terras, que exigiam 
uma posição mais forte e centralizadora do governo imperial brasileiro, provocando embates 
entre portugueses e brasileiros que chegaram a colocar em risco a independência brasileira. 
 Comentários: 
 O texto traz o exemplo da Cabanagem para tratar de um momento de muita instabilidade 
política no Brasil Império, o Período Regencial (1831-1840). Citada acima, a Cabanagem foi uma 
das várias Revoltas Regenciais desse momento. O contexto baseava-se fundamentalmente na 
distribuição de poder que oscilava entre a autoridade nacional no Rio de Janeiro e os governos 
provinciais. Dentre as divergências dos provincianos estava a forma de escolha do presidente da 
província, pois, com a Constituição de 1824, os processos eleitorais regionais foram abolidos - no 
lugar de eleições pelos próprios provincianos, o imperador indicava e nomeava o presidente de 
província. 
Contudo, em 1834, o Ato Adicional que reformou a Constituição de 1824 concedeu certa 
autonomia às províncias, pois permitiu que cada uma contasse com sua própria Assembleia e 
orçamento próprio. Essa mesma reforma constitucional retirou uma das principais atribuições do 
Poder Moderador, que era de poder dissolver a Câmara dos Deputados. Com efeito dessa 
medida, havia uma oscilação entre centralização e descentralização (federalismo) na política 
brasileira. Em geral, isso causou um atrito entre palacianos próximos à Corte e brasileiros. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
107 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Enquanto os portugueses queriam manter os poderes do Imperador absoluto, os brasileiros 
queriam que os poderes fossem divididos com a Assembleia e os Presidentes das Províncias. Isso 
gerou insatisfações tanto em algumas oligarquias quanto em grupos populares, que por outras 
questões, participaram das rebeliões no Período Regencial. 
Com essa base, assinalemos a resposta correta com relação as Revoltas desse Período: 
a) Incorreto. Não foi alterado as estruturas sociais e econômicas estabelecidas durante o Primeiro-
Reinado. Além disso, os poderes constitucionais do Império não possuíam harmonia. 
b) Correto. A maior parte da população dessa época era pobre, analfabetaou escrava. Ou seja, 
excluída de participação política. Isso gerou revoltas e levantes populares que queriam maior 
participação no Estado Brasileiro. 
c) Incorreto. Uma discussão sobre a questão servil da população nunca existiu . A maior parte do 
trabalho era exercido por escravos. 
d) Incorreto. Em meio ao crescimento das políticas liberais em toda a Europa e na América, a alta 
centralização política e econômica do Governo Imperial foi um dos motivos para respostas radicais 
com relação as tendencias absolutistas impostas por D. Pedro I na Constituição de 1824. 
e) Incorreto. Algumas rebeliões como a Cabanagem e a Balaiada foram feitas por pessoas de 
camadas mais abastadas, que se revoltaram com as condições sociais do país. Já a Revolta 
Farroupilha e a Sabinada foram organizadas pelas classes médias e altas de suas províncias. A 
descentralização política e a formação de uma República eram os interesses dos revoltosos, e não 
o contrário como a alternativa afirma. Ademais, a soberania nacional não esteve sobre risco após 
a Independência. 
Gabarito: B 
 (UNITINS 2016) 
Leia o texto a seguir. 
“Se não havia ainda a consciência, nem o desejo, em parte, da separação dos reinos, havia o 
mais importante: a noção de que se praticava um gesto da vontade nacional. Prendia-se D. 
Pedro ao Brasil para acabar de seduzi-lo e com ele instaurar o Império. Faltava proclamar a 
separação do reino europeu, faltava mesmo em parte desejar essa separação, mas a luta que 
tomava o nome de independência seria sobretudo em torno das instituições que formariam 
o novo Estado. Em torno delas, e da tradição monárquica, se consolidaria a unidade do país.” 
(BARRETO, Célia de Barros. O Brasil Monárquico, tomo II: o processo de emancipação. In: 
HOLANDA, Sérgio Buarque (Org.). História geral da civilização brasileira. Rio de Janeiro: 
Bertrand Brasil, 2003. p. 187). 
A partir do texto e com base no conhecimento sobre a Independência do Brasil, considere 
as afirmativas a seguir assinalando V (verdadeiro) ou F (falso). 
( ) Com a Independência, a economia brasileira passou por uma grande transformação, 
destacando-se o aumento na exportação de produtos para os mercados europeus, 
principalmente a Inglaterra. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
108 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
( ) O descontentamento com o governo imperial agravou-se com a Constituição de 1824 
outorgada à nação, que restringia a participação popular e ampliava os poderes do 
imperador. 
( ) Apesar de alguns resultados no processo de industrialização em função das iniciativas do 
Barão de Mauá, o Brasil imperial não se tornou uma economia industrial. 
( ) A independência não alterou o modelo econômico agroexportador e escravista da 
monarquia brasileira, nem seu papel de fornecedor de matéria-prima e consumidor de 
produtos industrializados. 
( ) Os interesses das elites portuguesas radicadas no Brasil não eram diferentes dos interesses 
das elites locais, e isso favoreceu a grande mobilização social que resultou na Independência 
do Brasil em setembro de 1821. 
A sequência correta é 
a) F, V, V, V, F. b) F, V, F, V, V. c) V, V, F, F, V. d) V, F, V, V, F. e) F, V, V, F, V. 
 Comentários: 
 O texto traz afirmações de verdadeiro e falso para analisarmos sobre a Independência do 
Brasil. Antes de vermos as proposições, é importante ressaltar que o processo de conquista de 
independência do Brasil foi algo planejado e orquestrado pelas elites agrarias. Diferente de outras 
regiões, a oligarquia brasileira se uniu a família dinástica portuguesa para implementar uma 
passagem política pacífica de construção de soberania nacional, sem que houvesse guerras e 
quebras nas estruturas sociais existentes antes desse período. Com isso, as principais 
reivindicações desses grupos nesse momento seriam atendidas - a manutenção do trabalho 
escravo e a unificação do território nacional, em torno de um rei. 
Visto isso, vejamos as afirmações 
- Falsa. A economia brasileira se manteve com a exportação de produtos primários para os 
mercados europeus. Porém, estes não estavam mais em alta visto a forte concorrência com países 
vizinhos e a prioridade dos negócios europeus em produtos industriais. Isso causou uma enorme 
crise econômica no Brasil; 
- Verdadeira. D. Pedro I não era muito habilidoso em controlar os políticos que compunham a 
Assembleia Constituinte, e entre suas medidas, muitos eram de caráter autoritário e absolutista, 
como a instituição de um poder moderador, além dos três poderes (executivo, legislativo e 
judiciário). A maior parte da população foi excluída do processo político com a instauração do 
voto censitário e a manutenção da escravidão. 
- Verdadeira. O Brasil continuou sendo um país agroexportador até o começo do século XX, 
quando Getúlio Vargas assume o poder. Até ali, tivemos alguns surtos de industrialização durante 
a Era Mauá, no Império, e no começo da Primeira Guerra Mundial. 
- Verdadeira. A economia brasileira ainda era voltada para a produção de matérias prima para 
exportação, por meio do trabalho escravo. Enquanto isso, importava produtos industrializados e 
possuía uma balança comercial deficitária. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
109 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
- Falsa. A independência do Brasil foi em 1822 e os interesses de portugueses e brasileiros 
possuíam algumas diferenças: como a centralização e descentralização do território nacional e os 
direitos do imperador perante o poder Legislativo. Além disso, se questionava os cargos que 
portugueses podiam exercer no país. 
Portanto, a alternativa correta é a letra A, com a sequência F-V-V-V-F. 
Gabarito: A 
 (UNITINS 2017) 
Com a Proclamação da Independência, as Cortes de Lisboa continuaram adotando medidas 
que visavam a submeter a autoridade de D. Pedro I à corte portuguesa. A independência do 
Brasil não podia mais ser adiada. No entanto, o processo de independência foi comandado 
inteiramente pelas classes dominantes, que tinham como finalidade básica preservar a 
liberdade do comércio e a autonomia administrativa do País. Dessa forma, pode-se afirmar 
que: 
I. O povo estava condenado a permanecer na mesma situação. 
II. As injustiças socioeconômicas continuaram e a escravidão do negro foi mantida. 
III. Os promotores da independência não tinham como projeto modificar as duras condições 
de vida da maioria da população. 
IV. Com a Proclamação da Independência, o povo brasileiro passou a desfrutar de plena 
liberdade das injustiças cometidas pela coroa portuguesa. 
V. O Brasil “independente” também não conquistou uma verdadeira libertação nacional, pois 
saiu dos laços coloniais portugueses para cair na dominação capitalista da Inglaterra. 
Está correta APENAS a alternativa: 
a) II, III e IV b) I, III e V c) II, IV e V d) I, II, III e IV e) I, II, III e V 
 Comentários: 
A questão evidencia que o processo de independência brasileiro foi inteiramente comandado 
pelas classes dominantes. O motivo eram diversos, como garantir a liberdade de comercio e de 
autonomia política, além de manter as bases da economia da região. Porém, não eram somente 
esses interesses em jogo no processo de construção do país. Em meio as Revolução e Guerras 
que estavam surgindo no mundo todo, de classes menos abastados contra as elites, essa foi uma 
forma da oligarquia colonial brasileira ainda manter todos os privilégios e benefícios que as 
estruturas coloniais lhes garantiam. Assim, pouca coisa se modificou para a maior parte da 
população. 
Assim, vejamos as afirmações: 
I. Verdadeiro. Como explicitado acima, o povo continuaria vivendo na miséria, e sem proteção do 
Estado. A desigualdade social no Brasil só aumentou noPeríodo Imperial. 
II. Verdadeiro. Somente as classes mais ricas podiam votar e a escravidão foi mantida, mesmo com 
as pressões internacionais da Inglaterra para a abolição. 
III. Verdadeiro. As elites locais só estavam interessadas em manter os seus lucros e suas 
mordomias. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
110 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
IV. Falso. A liberdade não era concedida pessoas de cor. Elas eram escravas. 
V. Verdadeiro. A independência brasileira só foi reconhecida após uma transferência de dívida da 
Coroa Portuguesa para a Brasileira, em forma de reconhecimento. Além disso, a enorme crise 
econômica enfrentada pelo país no início do Império fez com que o imperador recorresse a 
inúmeros empréstimos a Inglaterra, só aumentando a dependência econômica do país ao ingleses. 
Dessa maneira, a resposta correta é a letra E, com a sequência correta I-II-III e V. 
Gabarito: E 
 (UNICENTRO 2011) 
A sobrevivência de princípios absolutistas na estruturação do Estado Monárquico brasileiro 
pode ser comprovada 
a) pela presença e atuação do Poder Moderador na política do Império. 
b) pela assinatura das tarifas Alves Branco, que protegiam o mercado nacional. 
c) pelo investimento de capitais originários do tráfico de escravos na indústria. 
d) pela promulgação da Lei de Terras, que beneficiava os pequenos agricultores. 
e) pelo controle da imprensa por parte da Igreja Católica, com o apoio das instituições 
municipais. 
Comentários 
Atenção às informações que o enunciado traz: o tema é a estruturação do Estado Monárquico 
brasileiro, portanto estamos falando dos primeiros anos do Brasil independente, 
aproximadamente entre 1822 e 1850, período no qual várias reformas institucionais e legislativas 
foram feitas. Sendo mais específico, o enunciado fala sobre a sobrevivência de princípios 
absolutistas. Você deve lembrar que durante o processo de independência do Brasil e durante o 
Império, havia uma grande tensão entre interesses liberais e conservadores na sociedade 
brasileira, mesmo entre as elites. Dessa forma, a Constituição de 1824 e as reformas posteriores 
buscaram sempre conciliar esses interesses. Ao mesmo tempo que a nova nação se apresentava 
como uma monarquia constitucional, com divisão de poderes e eleições para o legislativo, instituía 
também o quarto poder que garantia ao imperador poderes praticamente absolutos sobre os 
demais poderes. Com isso em mente, vejamos as alternativas: 
a) Correta! Justamente, esse quarto poder que mencionei, era o chamado Poder Moderador. Este 
era chave de toda a organização política durante a fase do Brasil Imperial, uma vez que dava ao 
imperador o poder de: nomear ministros, senadores, juízes, presidentes de província (cargo 
correspondente ao governador de Estado); dissolver a Câmara dos Deputados; vetar alguma lei 
que lhe desagradasse; tomar algumas medidas sem o consentimento do parlamento, como, por 
exemplo, declarar Guerra, devendo para isso consultar o Conselho de Estado composto por 
conselheiros escolhidos por ele mesmo. 
b) Incorreta. Essas tarifas foram elaboradas pelo então Ministro da Fazenda Manuel Alves Branco, 
em 1844. Com isso, passava-se a taxar cerca de três mil artigos importados com um imposto que 
variava de 20 a 60%. Podemos dizer que isso é uma medida protecionista, mas não 
necessariamente uma sobrevivência do absolutismo, pois governos de variadas tendências 
econômicas usam medidas protecionistas para proteger o mercado interno e privilegiar os 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
111 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
produtos nacionais, mesmo alguns liberais apesar de sua ideologia condenar a intervenção estatal 
na economia. 
c) Incorreta. Isso realmente ocorria, no entanto não podemos classificar essa atitude como uma 
sobrevivência do absolutismo. Havia nações liberais e republicanas que igualmente participavam 
do comércio de escravizados e direcionavam os lucros dessa participação em outros setores de 
sua economia, entre os quais a indústria. Exemplo disso são os Estados Unidos da América, uma 
república federalista, e a Inglaterra, uma monarquia constitucional. 
d) Incorreta. A Lei de Terras de 1850 não beneficiava os pequenos agricultores, pelo contrário. Na 
verdade, essa lei favoreceu os grandes proprietários, em detrimento dos libertos e imigrantes 
pobres e despossuídos. Por outro lado, a medida não era uma sobrevivência do absolutismo, mas 
sim mais um fato que consolidava o capitalismo como modelo econômico no Brasil ao 
regulamentar definitivamente a terra como propriedade privada com equivalência monetária. 
e) Incorreta. A Igreja Católica nunca teve controle sobre a imprensa no Brasil. 
Gabarito: A 
 (UNICENTRO 2020) 
Em relação aos aspectos apresentados no Brasil, ao longo do século XIX, marque V ou F, 
conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas. 
( ) Ordeiro e tranquilo, face à homogeneidade de sua formação social conquistada no 
processo de independência. 
( ) Alfabetizado e assistencialista, em decorrência das ações promovidas pela Igreja Católica 
e pela comunidade de imigrantes. 
( ) Ruralizado e escravocrata, em que prevaleciam os métodos de produção herdados do 
Período Colonial. 
( ) Desigual e elitista, por força das leis e das instituições que, de forma exclusiva, atendiam 
aos interesses dos grupos dominantes. 
( ) Democrático e inovador, ao defender, através do sistema parlamentarista, a liberdade de 
imprensa e de religião. 
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a 
A) F V F F V 
B) F F V F V 
C) F F V V F 
D) V F V F V 
E) V V F F F 
Comentários 
Olha só, o enunciado informa diretamente elementos importantes para nos localizarmos. O tempo 
é o século XIX, o espaço é o Brasil e o tema são as características mais gerais do país nesse período. 
Antes de partirmos para as alternativas, lembre-se que o Brasil se tornou independente em 1822 
e se transformou em um império, uma monarquia constitucional. Entre 1822 e 1831 foi governado 
por D. Pedro I, que abdicou devido às tensões políticas entre restauracionistas, moderados e 
exaltados. O plano era seu filho assumir o trono, mas ele ainda era menor de idade. Por isso, entre 
1831 e 1840, o Império foi governado por regentes eleitos pelo parlamento. Em 1840, o imperador 
foi coroado aos 14 anos de idade, em decorrência de um golpe perpetrado pelos liberais que 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
112 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
ficou conhecido como golpe da maioridade. Ele governou até 1889, quando foi deposto pelo 
golpe civil-militar que proclamou a república em 15 de Novembro. Sabendo dessas informações 
básicas, vejamos as alternativas: 
 Falsa. Todo o período imperial foi repleto de tensões, disputas e revoltas. A instabilidade 
política era grande. Isso era justamente um reflexo da heterogeneidade de sua formação social: 
havia europeus e seus descendentes; brasileiros brancos, pretos, pardos e mulatos livres; havia os 
escravizados; e havia os indígenas mais ou menos assimilados. As classes sociais eram igualmente 
diversas, havendo bem mais que simplesmente senhores e escravos. Havia uma quantidade 
significativa de pessoas livres com poucas posses e baixa renda, algumas delas com um ou dois 
escravos, a maioria sem nenhum. Essas pessoas trabalhavam em variadas profissões, desde 
trabalhos braçais, atividades comerciais, educação, advocacia, jornalismo, etc. Essa diversidade 
evidentemente refletia-se em uma vasta amplitude de interesses e projetos políticos distintos, 
muitas vezes antagônicos. 
 Falsa. Por todo o século XIX a taxa de alfabetização era extremamente baixana população 
brasileira. Inclusive, em 1881, foi aprovada uma reforma eleitoral que colocava o letramento como 
critério para votar, exatamente com o objetivo de restringir a participação política e manter o 
acesso à política institucional como monopólio das classes dominantes. A Igreja Católica não tinha 
um projeto oficial para amenizar essa situação, mas alguns clérigos individualmente trabalhavam 
em escolas públicas e particulares, além de se voluntariavam em colégios beneficentes. Por seu 
turno, alguns grupos de imigrantes realmente fundaram associações mutualistas que, entre outras 
funções, ofereciam bibliotecas e aulas noturnas a seus membros. Contudo, isso ocorreu com mais 
frequência no final do século XIX. 
 Verdadeira! Apesar de toda a instabilidade política e os conflitos de interesse, um aspecto 
vital se manteve e até se fortaleceu ao longo do século XIX: a economia baseada no latifúndio e 
na mão de obra escravizava africana. Isso se confirma, primeiramente, no fato de a escravidão ter 
sido mantida após a independência, apesar de já haver setores da sociedade que reivindicavam 
seu fim em alguns dos movimentos separatistas que antecederam 1822. Em seguida, apesar da 
primeira lei antitráfico, de 1831, o comércio de cativos continuou e até aumentou. Até 1850, esse 
seria um dos períodos que mais se importou mão de obra escravizada da África no Brasil. Por seu 
turno, neste último ano, foi aprovada a Lei de Terras que favoreceu os grandes proprietários em 
detrimentos dos libertos e imigrantes pobres e despossuídos. Além disso, mesmo com a pressão 
aumentando para o fim do tráfico e da escravidão, o que se viu foi a adoção de uma estratégia de 
prolongar esse fim durante anos para que os senhores de escravos não fossem muito prejudicados. 
Assim, preferiu-se, primeiro, proibir o tráfico (novamente, em 1850); segundo, aprovar a Lei do 
Ventre Livre (1871), que libertava os filhos das escravizadas na hora do nascimento; terceiro, a Lei 
dos Sexagenários (1885), que libertava os cativos maiores de 60 anos. Quando a Lei Áurea, de 
1888 e que libertava sem condições todos os escravizados em território nacional, foi aprovada, 
ainda havia gente defendendo que se mantivesse a estratégia de minar lentamente a escravidão 
para não causar uma grande crise econômica e social. Por último, apesar de haver algumas 
grandes cidades, vale mencionar que a urbanização e a industrialização do Brasil só ganharam uma 
guinada mais substancial ao longo do século XX. Assim, podemos ver que, sim, o país se manteve 
ruralizado e escravocrata durante a maior parte do século XIX. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
113 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 Verdadeira! Com tudo que dissemos até aqui, podemos ver que realmente o Brasil 
manteve-se um país desigual e elitista. Além de preservar ao máximo uma economia de base 
latifundiária e escravocrata, procurou ao máximo restringir as participações populares na política 
institucional enquanto respondia-se às manifestações, protestos e revoltas com extrema violência. 
 Falsa. Realmente, por meio do Parlamento, era possível defender a liberdade de imprensa 
e de religião. No entanto, na prática isso não ocorria, principalmente quanto à religião. Em geral, 
essa liberdade de crença se resumia às vertentes do cristianismo. Cultos indígenas e de matriz 
africana eram sumariamente perseguidos e seus praticantes presos. Por outro lado, era frequente 
que as redações dos jornais fossem atacadas por grupos organizados por particulares que 
discordavam de suas publicações. Ainda, vale dizer que tudo que mencionamos nas proposições 
anteriores contribui para concluirmos que o Brasil não era um país democrático e inovador, mas 
sim autoritário e conservador. 
 Portanto, a alternativa correta é a letra “c”. 
Gabarito: C 
 (UEL 2017) 
Sob o ponto de vista das ideias, foram diversas as correntes políticas que atuaram no período 
regencial no Brasil (1831-1840). 
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, os integrantes e suas posições político-
ideológicas. 
f) Os cabanos situavam-se na região norte do país, eram administradores das províncias, 
corporações do exército local e elite dos comerciantes portugueses; defendiam o retorno 
da família imperial. 
g) Os farroupilhas eram pequenos proprietários rurais e comerciantes, representavam o 
setor mais conservador do grupo dos chimangos; postulavam o retorno da monarquia 
com a imposição de medidas centralizadoras. 
h) Os liberais exaltados eram proprietários rurais, integrantes do exército e classe média 
urbana, que defendiam a descentralização do poder imperial e a autonomia das 
províncias. 
i) Os liberais moderados, ou chimangos, eram comerciantes portugueses, aristocratas e 
integrantes da alta patente do exército, que defendiam a volta do ex-imperador e a 
autonomia das províncias. 
j) Os restauradores, ou caramurus, eram membros do setor rural abolicionista e intelectuais 
da classe média; defendiam as reformas socioeconômicas que visavam à expulsão do ex-
imperador. 
Comentários 
Vamos lembrar do esqueminha da aula: 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
114 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 Partido Português – caramuru: Reivindicavam poderes absolutos para Dom Pedro I. 
Portanto, um Estado extremamente centralizador. 
✓ Monarquia Absolutista 
✓ Unidade territorial 
✓ Manutenção da abolição 
✓ Jornal: O Caramuru 
✓ Associação: Sociedade Conservadora, depois, Sociedade Militar 
 Partido Brasileiro – Grupo Moderados – chimangos: 
✓ Monarquia Constitucional 
✓ Voto censitário 
✓ Autonomia do Poder Judiciário 
✓ Unidade Territorial 
✓ Autonomia das Províncias (descentralização política) 
✓ Reformas políticas e civis limitadas (cidadania restrita) 
✓ Manutenção da escravidão 
✓ Jornal: A Aurora Fluminense 
✓ Associação: Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional 
 
 Partido Brasileiro – Grupo Exaltados - farroupilhas ou jurujuba: Algumas pautas dos 
exaltados são comuns com a dos moderados, como por exemplo, autonomia do 
poder judiciário e unidade territorial. Contudo, avançavam em maior autonomia para 
as províncias seguindo um modelo de república federalista do tipo dos Estados 
Unidos. Também reivindicavam reformas sociais mais amplas, como o voto universal. 
✓ República Federalista 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
115 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
✓ Voto Universal masculino 
✓ Reformas sociais amplas (cidadania ampliada) 
✓ Jornais: A República; A Malagueta; A Sentinela da Liberdade. 
✓ Associação: Sociedade Federalista 
Agora, veja que as alternativas fazem associações erradas entre os grupos/partidos: A – os 
cabanos não reivindicavam o retorno da família real; B – os farroupilhas não eram pequenos 
proprietários rurais, mas grandes; além disso, não defendiam a monarquia; C – é o gabarito, 
contudo, veja que a alternativa não fala em brasileiros, mas em liberais, o que naquele contexto 
histórico eram praticamente equivalentes. A classificação portugueses x brasileiros nos ajudar 
a resolver a alternativa D, pois ela associa erradamente os chimangos aos comerciantes 
portugueses. Por fim, a E erra ao afirmar que os caramuros – portugueses monarquistas – eram 
abolicionistas. 
Gabarito: C 
 (UEL 2013) 
No contexto histórico das transformações ocorridas no século XIX, que envolveram questões 
da identidade nacional e da política, no Brasil, após a abdicação de D. Pedro I, ocorreu uma 
grave crise institucional. As tentativas de superação por meio das Regências provocaram uma 
série de revoltas como a Sabinada (BA), a Balaiada (MA) e a Cabanagem (PA). 
A superação dacrise, que coincidiu com o fim do período regencial, deveu-se à 
antecipação da maioridade do príncipe herdeiro 
consolidação da Regência Una e Permanente. 
formação e consolidação do Partido Republicano. 
fundação das agremiações abolicionistas. 
volta imediata de D. Pedro I às terras brasileiras. 
Comentários 
A crise regencial foi resolvida com a Campanha da Maioridade. Por meio dela, o Príncipe 
herdeiro, D. Pedro II, foi autorizado a assumir o trono. Repare que, se havia uma crise no Período 
Regencial, não é possível falar em consolidação da Regência, ou seja, letra B errada. No mesmo 
sentido, a formação de um partido (letra C) não seria capaz de, sozinho, resolver o problema 
das crises separatistas. Além disso, as aspirações republicanas vão ganhar corpo no final do 
século XIX. A letra E está errada porque D. Pedro I volto upara Portugal e não às terras 
brasileiras. 
Gabarito: A 
 (UDESC 2017) 4000034318 
A abdicação de Dom Pedro I, em 1831, foi seguida por anos turbulentos, nos quais diferentes 
grupos políticos defendiam distintos projetos para os destinos da nação. Neste período – 
que, até a coroação de Dom Pedro II, é conhecido como “Período Regencial” diversas 
revoltas eclodiram nas províncias e reivindicavam, especialmente, autonomia em relação ao 
poder central. Assinale a alternativa que contém apenas os nomes das revoltas ocorridas 
durante o “Período Regencial”. 
a) Farroupilha, Cabanagem, Inconfidência Mineira, Revolta dos Malês. 
b) Farroupilha, Sabinada, Balaiada, Cabanagem. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
116 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
c) Inconfidência Mineira, Revolução Pernambucana, Conjuração Baiana, Sabinada. 
d) Sabinada, Balaiada, Farroupilha, Coluna Prestes. 
e) Cabanagem, Sabinada, Araguaia, Revolução Pernambucana. 
Comentários 
Essa questão é bem simples. Basta conhecermos a cronologia dos fatos e encontraremos a 
alternativa correta. Portanto, recorde que o Período Regencial, no Brasil, ocorreu entre 1831 e 
1840. Sabendo disso, vejamos quais revoltas citadas realmente aconteceram nesse recorte 
temporal: 
a) Incorreta. Entre as citadas, apenas a Inconfidência Mineira não ocorreu durante o Período 
Regencial, sendo anterior a independência do Brasil. Na verdade, esse episódio se deu em 1789. 
b) Correta! A Revolução Farroupilha se deu entre 1835 e 1845, no Rio de Grande do Sul; a 
Sabinada, entre 1837 e 1838, em Salvador, Bahia; a Balaiada, entre 1838 e 1841, no Maranhão; a 
Cabanagem, em 1835, no Pará. 
c) Incorreta. Já vimos que a Inconfidência Mineira não teve lugar durante o Período Regencial. 
Igualmente a Revolução pernambucana e a Conjuração Baiana ocorreram antes mesmo da 
independência, em 1817 e 1798, respectivamente. 
d) Incorreta. A Coluna Prestes se deu muitos anos depois do Período Regencial. Na realidade, 
ocorreu durante a Primeira República, entre 1924 e 1927. Tratou-se de um movimento político 
ligado ao tenentismo. 
e) Incorreta. Já comentei sobre a Revolução Pernambucana estar fora do recorte. Também a 
Guerrilha do Araguaia ocorreu em outro momento que não o Período Regencial, mas foi bem 
depois. Esse episódio consistiu em uma guerrilha contra a ditadura militar brasileira, entre 1967 e 
1974, na fronteira entre os atuais estados do Maranhão, Pará e Tocantins. Tratou-se de uma 
tentativa de ação revolucionária comunista, liderada por pessoas vinculadas ao PC do B (Partido 
Comunista do Brasil), dissidente do PCB (Partido Comunista Brasileiro. 
Gabarito: E 
 (UDESC 2017) 
Em 25 de março de 1824, Dom Pedro I outorgou a Constituição Política do Império do Brasil. 
Em relação à Constituição de 1824, assinale a alternativa correta. 
a) O Texto Constitucional foi construído coletivamente pela Câmara de Deputados, 
votado e aprovado em 25 de março de 1824. Expressava os interesses tanto do partido 
liberal quanto do partido conservador, para o futuro na nação que recém conquistara 
sua independência. 
b) A Constituição de 1824 instaurava a laicidade no território nacional, extinguindo a 
religião católica como religião oficial do império e expressando textualmente que 
"todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico, ou particular em 
casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior do Templo." 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
117 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
c) A organização política instaurada pela Constituição de 1824 dividia-se em 4 poderes: 
Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador, sendo que este último determinava a 
pessoa do imperador como inviolável e sagrada. 
d) A Constituição de 1824 determinou a cidadania amplificada e o direito ao voto para 
todos os nascidos em solo brasileiro, independentemente de gênero, raça ou renda. 
e) A Constituição de 1824 promoveu, em diversos artigos, ideais de cunho abolicionista. 
Tais ideais foram respaldo para movimentos políticos posteriores, tais como a Revolta 
dos Farrapos e a Revolta dos Malês. 
Comentários 
Repare que o enunciado da questão fala em Constituição outorgada, ou seja, feita sem 
debate público e coletivo. Nesse sentido, já podemos desconsiderar a alternativa A. 
Além disso, resgatando o processo da Constituição de 1824, sabemos que ela 
apresentou um caráter autoritário, de modo que o Poder Moderador foi uma forma de 
D. Pedro controlar os demais poderes. Gabarito, letra C. 
A B está errada porque o Estado laico só foi estabelecido no Brasil a partir da 
Constituição de 1889, como ainda veremos. 
A D também está errada, pois a afirmação remete a uma constituição democrática, mais 
próxima da que foi promulgada recentemente, em 1988. A E também é um alternativa 
errada, pois a Constituição de 1824 não sinalizou com o fim da escravidão. 
Gabarito: C 
 (UDESC 2017) 
A abdicação de Dom Pedro I, em 1831, foi seguida por anos turbulentos, nos quais diferentes 
grupos políticos defendiam distintos projetos para os destinos da nação. Neste período – 
que, até a coroação de Dom Pedro II, é conhecido como “Período Regencial” diversas 
revoltas eclodiram nas províncias e reivindicavam, especialmente, autonomia em relação ao 
poder central. 
Assinale a alternativa que contém apenas os nomes das revoltas ocorridas durante o “Período 
Regencial”. 
 a) Farroupilha, Cabanagem, Inconfidência Mineira, Revolta dos Malês 
 b) Farroupilha, Sabinada, Balaiada, Cabanagem. 
c) Inconfidência Mineira, Revolução Pernambucana, Conjuração Baiana, Sabinada. 
d) Sabinada, Balaiada, Farroupilha, Coluna Prestes. 
e) Cabanagem, Sabinada, Araguaia, Revolução Pernambucana. 
Comentários 
Vamos por alternativa: 
A- A Inconfidência Mineira não ocorreu no período Regencial. 
B- É o nosso gabarito. 
C- A Inconfidência Mineira não ocorreu no período Regencial. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
118 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
D- A Coluna Prestes foi um movimento do início do século XX. Ainda veremos esse 
movimento em aula futura. 
E- Araguaia é uma referência à Guerrilha do Araguaia, ocorrida durante a Ditadura Militar 
(1964-1985). 
Para reforçar a memória, lembre-se do mapa abaixo... 
 
Gabarito: B 
 (FACISB 2016) 
“O Império brasileiro realizara uma engenhosa combinação de elementos importados. 
Todas essas importações serviam à preocupação central que era a organização do Estado 
em seus aspectos político, administrativo e judicial”. 
(José Murilo de Carvalho. A formação das almas, 1990. Adaptado.) 
Tal Estado tinha como funções 
a) promover os princípios federalistas, dominantes entre as elites, e desenvolver uma 
consciência nacional baseada nos valores liberais europeus. 
b) alterar a estrutura econômica, então dependente docapital britânico, e criar uma corte 
necessária à legitimação do poder político do imperador. 
c) garantir a unidade política do país, contra as pretensões autonomistas, e manter a ordem 
social fundamentada no latifúndio e na escravidão. 
d) transformar a administração, por meio de uma burocracia culta, e estabelecer um sistema 
jurídico defensor da igualdade e da liberdade social. 
e) restringir a cidadania política, com a revogação do voto censitário, e favorecer a integração 
de elementos culturais europeus, africanos e indígenas. 
Comentários 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
119 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Antes de tudo, vamos identificar alguns elementos que irão nos ajudar a contextualizar a 
questão. O trecho é de um livro do historiador José Murilo de Carvalho. Logo, é um texto 
historiográfico, produzido com base em pesquisa documental e bibliográfica. Quanto ao 
conteúdo do trecho, primeiro, repare que se fala em Império brasileiro. Portanto, o período 
abordado é o século XIX, no Brasil, mais especificamente entre 1822 e 1889. Entretanto, mais 
adiante, o autor afirma que o Estado imperial brasileiro foi constituído por elementos 
importados. Portanto, podemos dizer que o tema da questão é a construção do Estado 
brasileiro independente, o que nos leva a recortar ainda mais o período para a década de 
1820, quando Brasil acabara de se emancipar de Portugal. Mas o que o historiador quer dizer 
com elementos importados? Lembre-se que nas últimas décadas do século XVIII e por todo 
o XIX, houve uma série de revoluções de caráter liberal, fortemente influenciadas pelas ideias 
iluministas. Entre as principais delas que mais tiveram recepção nas elites coloniais de toda 
a América estavam o republicanismo, a liberdade econômica, a igualdade jurídica, o direito 
à autodeterminação dos povos e a autonomia política. Esses seriam os “elementos 
importados” que Carvalho faz referência. 
Todavia, ocorria que essas elites nem sempre tinham o mesmo projeto político e econômico 
para seus países após a conquista da independência. Havia aqueles que “importavam” 
ideologias mais conservadoras e até absolutistas. No caso da América Espanhola, seu 
território se fragmentou em centenas de repúblicas autônomas entre si. No caso das colônias 
inglesas, na América do Norte, o futuro da nação independente foi longamente debatido 
pelas lideranças de cada região até que se chegou ao consenso de formar uma república 
federalista. Ainda assim, décadas depois, a Guerra de Secessão dividiu o país em dois lados 
opostos em relação à continuidade ou não da escravidão, como veremos na aula 14. 
 No Brasil, apesar do antigo território colonial ter se mantido unido sob o governo de um 
único Estado-nação, havia tantas disputas e conflitos de interesses entre as elites quanto nas 
demais ex-colônias. Além disso, havia os conflitos latentes com as demais classes sociais que 
compunham a sociedade brasileira, como os escravizados e os livres de baixa renda. Tanto é 
que nos anos antes e depois da independência do Brasil (1822) houve uma série de revoltas 
regionais que visaram o rompimento do governo imperial. Por isso, o Estado que prevaleceu 
procurou conjugar elementos de variadas tradições do pensamento político da época. Com 
essas considerações em mente, vamos analisar quais funções essa instituição procurou 
desempenhar: 
a) Incorreta. Não esqueça que o recém-nascido Estado brasileiro era um Império, cujo 
imperador era ninguém mais e ninguém menos que D. Pedro I, herdeiro do trono português. 
Ele era apoiado pelo Partido Português (absolutista e Restauracionista) e pelos 
conservadores do Partido Brasileiro. Seus principais opositores eram os liderais deste último 
partido. A principal preocupação do Imperador era manter o vasto território brasileiro unido 
sob seu comando, portanto a última coisa que ele queria era que ideias federalistas fossem 
nutridas entre as elites regionais. D. Pedro I preferia um Estado centralizado. Por outro lado, 
ele procurou conciliar seu projeto centralizador com alguns elementos liberais, como a 
criação de um Parlamento eleito por voto censitário. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
120 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
b) Incorreta. Durante sua fase de construção, o Estado imperial não havia interesse em alterar 
a estrutura econômica em seus fundamentos principais: a grande propriedade 
agroexportadora com uso de mão de obra escravizada. Nesse sentido, entre os principais 
objetivos na luta contra Portugal estava obter liberdade econômica para comercializar 
diretamente com qualquer nação e diminuir a carga tributária. Com isso, as elites imaginavam 
que seus negócios prosperariam como nunca. A Inglaterra foi uma das primeiras nações que 
o novo país independente buscou estabelecer relações de troca. Na verdade, os ingleses 
tinham interesse em fazer do Brasil um novo mercado consumidor para seus produtos 
industrializados desde antes de sua emancipação política. O plano inicial era conseguir abrir 
os portos brasileiros e conseguir privilégios alfandegários por meio da diplomacia com o 
próprio rei de Portugal, que já estava em débito com a Inglaterra. No entanto, conforme a 
independência foi se mostrando viável e quando de fato ocorreu, os britânicos não perderam 
tempo em atender os anseios das elites brasileiras em negociar com as potências econômicas 
da época. Tudo muito conveniente. Todavia, isso não impedia que o imperador criasse uma 
corte para aumentar seu poder político. Em meio aos conflitos de interesse entre as elites 
regionais, D. Pedro I procurou se aliar aos seus expoentes mais abastados e poderosos, os 
quais também apoiassem seu projeto de Estado imperial e centralizado. 
c) Correta! Justamente, para consolidar um Estado centralizado no qual o imperador tivesse 
poder absoluto, D. Pedro I buscou combater tendências federalistas e autonomistas nas 
diversas regiões do Império. Simultaneamente, não tinha a pretensão de alterar a estrutura 
econômica do país. Na realidade, queria que estrutura já existente trouxesse ainda mais 
lucros, prosperasse. Nesse sentido, buscou o apoio econômico da Inglaterra, mas resistiu à 
suas pressões para abolir a escravidão. Igualmente, combateu rebeliões que quiseram pôr 
fim a esta instituição. 
d) Incorreta. De fato, houve investimento para a formação de uma burocracia culta que 
trabalhasse para o Estado e fosse composta pelos principais apoiadores do imperador. No 
entanto, o sistema jurídico instalado não tinha o objetivo de garantir a igualdade e a 
liberdade social, mas a igualdade jurídica e, quanto a liberdade, era garantida apenas aos 
nascidos livres. Como a escravidão continuou existindo, os cativos não tinham acesso à essa 
igualdade nem a liberdade, pois estavam em uma condição jurídica diferente. Ainda assim, 
mesmo entre os nascidos livres não havia uma igualdade social, pois as diferenças 
econômicas entre grandes e pequenos proprietários e os despossuídos eram substanciais. 
Isso implicava até na efetividade da igualdade jurídica entre os cidadãos livres, pois quem 
tinha mais poder e era branco, tinha mais privilégios. 
e) Incorreta. Realmente, buscou-se restringir a cidadania política. Porém, o principal 
instrumento para isto foi exatamente a instituição do voto censitário. Este consistia em 
conceder o direito a votar apenas aqueles que tivessem uma renda mínima. Como a 
desigualdade era imensa na sociedade brasileira do século XIX, uma pequena parcela da 
população tinha renda suficiente para participar da política institucional. Por outro lado, não 
houve intenção de favorecer elementos culturais africanos e indígenas, apenas europeus, 
pois eram considerados como símbolos da civilização e do progresso. 
Gabarito: C 
t.me/CursosDesignTelegramhubProfe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
121 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 (UNITAU 2019) 
“A conservação das línguas africanas era um dos aspectos mais importantes da vida dos 
escravos longe de seus senhores. Quando se encontravam com seus conterrâneos nas ruas 
e mercados, os escravos conversavam em ioruba, quicongo ou quimbundo. Os viajantes que 
passavam por eles nas ruas notavam a tagarelice de línguas que não conseguiam entender. 
Os anúncios de fugitivos mencionavam africanos que não falavam português. Muito 
evidentemente eram novos africanos, mas havia também fugitivos que viveram muitos anos 
no Rio sem aprender a falar português”. 
KARASCH, M. C. A vida dos escravos no Rio de Janeiro. 1808-1850. São Paulo: Rio de 
Janeiro, 2000, p. 293-294. 
Sobre a conservação das línguas africanas pelos escravos no Brasil Império, é CORRETO 
afirmar: 
a) Os donos de escravos estimulavam o uso da língua materna para que, assim, fosse 
dificultada a comunicação entre as diferentes etnias escravizadas. 
b) Os africanos escravizados mantinham suas línguas maternas, porque chegavam ao Brasil 
na idade adulta, o que dificultava o aprendizado da língua portuguesa. 
c) A manutenção das línguas africanas no Brasil pode ser interpretada como um mecanismo 
de reconstituição de e reforço das identidades africanas no estrangeiro. 
d) Os africanos escravizados e libertos do Rio de Janeiro não sabiam ler e escrever o 
português do período, porque pertenciam a culturas africanas iletradas. 
e) As línguas africanas eram utilizadas apenas nos rituais e celebrações de origem africana, 
como a umbanda, o candomblé e o calundu. 
Comentários 
Lembre-se que é sempre importante identificar o tempo, o espaço e tema aos quais se refere 
a questão. Assim, fica mais fácil de interpretá-la e encontrar a alternativa correta. No 
enunciado, após o texto, é informado diretamente cada um desses fatores: trata-se do 
período imperial (1822-1889), no Brasil, mais especificamente das línguas africanas faladas 
nesse contexto. Se você reparar bem, o título do livro do qual o trecho foi extraído menciona 
o período de 1808 a 1850, o qual foi marcado por uma importação tão grande de africanos 
escravizados no país que alguns historiadores chamam esses anos de Segunda Escravidão. A 
maioria desses homens, mulheres e crianças eram oriundos de regiões da África Ocidental e 
África Central, onde se falava os idiomas mencionados pela autora do texto. Em menor 
escala, também eram importados cativos de Moçambique, na África Oriental. A maioria 
dessas pessoas eram comprada pelos grandes latifundiários das regiões do Nordeste e do 
Sudeste, onde a produção de açúcar para exportação era mais próspera. De fato, a maioria 
dos escravizados nessas regiões eram africanos, não brasileiros. O Rio de Janeiro, enfoque 
maior da autora do texto, despontava na produção açucareira no Vale do Paraíba e em 
Campos de Goytacazes. A maior parte dessa produção era escoada para o mercado 
internacional pelo porto da capital imperial, por onde igualmente entrava a mão de obra 
escravizada para ser encaminhada para as fazendas. Por seu turno, o funcionamento da 
cidade também era extremamente dependente da escravidão. Portanto, muitos desses 
cativos importados eram mantidos na capital, para desempenhar todo tipo de serviço. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
122 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Apesar de toda violência física e psicológica, além da pressão para abandonar suas antigas 
culturas, esses africanos encontraram várias formas de se adaptar e recriar uma nova cultura 
e uma nova identidade em meio à diáspora. Em alguns lugares, concentraram-se mais 
pessoas da mesma região e complexo cultural, enquanto em outras mais etnias foram 
misturadas. Assim, essa recriação teve características distintas de acordo com as 
circunstâncias históricas de cada região do Brasil. Dessa forma, em certos lugares encontrava-
se maior oportunidade para se falar abertamente as línguas maternas. Principalmente, 
quando longe dos senhores. Em outras regiões, a manutenção dessas línguas só foi possível 
de modo extremamente secreto, geralmente em cerimônias religiosas restritas. Com isso em 
mente, vejamos o que é correto afirmar sobre a preservação desses idiomas no Brasil 
imperial: 
a) Incorreta. Os senhores não incentivavam o uso das línguas africanas, pelo contrário, era 
uma das coisas que a classe senhorial concordava que devia ser proibida. O risco de rebeliões 
serem planejadas em idiomas irreconhecíveis para as autoridades e proprietários tirava o 
sono de muita gente naquela época. Por outro lado, realmente havia um grande debate 
entre autoridades e donos de escravizados sobre as vantagens e desvantagens de se permitir 
ou reprimir manifestações culturais de matriz africana de todos os tipos. Havia alguns que 
defendiam que fosse permitido que os cativos pudessem fazer “suas danças e batuques” nos 
dias de folga e em feriados religiosos como uma espécie de “válvula de escape”. Depois de 
longos dias de trabalho e violência, permitir que eles se divertissem e se expressassem ao 
seu modo era uma forma de compensação, para evitar que se nutrisse muito rancor. Havia 
quem argumentasse que isso também mantinha vivas as diferenças étnicas da terra natal e, 
consequentemente, suas rivalidades. Isso era mais vantajoso em regiões onde havia uma 
grande diversidade étnica entre os africanos. Havia outros que rejeitavam completamente a 
ideia que deixar os cativos reproduzirem seus paganismos, pois temiam que isso também 
fosse oportunidade para o planejamento de rebeliões e assassinato de senhores. 
b) Incorreta. Isso é uma meia verdade. Realmente, a maioria dos africanos importados eram 
homens adultos e na adolescência. No entanto, muitos deles conseguiam aprender o 
português com facilidade. Inclusive, havia um número considerável de jovens e crianças que 
eram importadas, para quem realmente era mais fácil aprender uma nova língua. 
c) Correta! De fato, a língua está associada à uma cultura e identidade por princípio. Se você 
já tentou aprender uma nova língua, como inglês por exemplo, deve saber que algumas 
palavras e expressões não tem tradução exata para outros idiomas. Da mesma forma, existem 
conceitos e ideias que são difíceis de traduzir. Portanto, manter uma língua viva é 
consequentemente manter viva uma cultura e toda uma tradição de conhecimento. No Brasil, 
os africanos se empenharam nesse esforço de várias maneiras, como eu disse nos 
comentários. Em alguns lugares havia mais oportunidade para isso, em outros era preciso 
manter mais restrição. De uma forma ou de outra, as línguas africanas acabaram 
influenciando até mesmo a nossa forma de falar português. 
d) Incorreta. Em primeiro lugar, o fato de muitos terem vindo de culturas iletradas não 
implicava incapacidade de aprender o português, o qual também tinha uma rica tradição 
oral. Em segundo, havia igualmente uma quantidade significativa de africanos oriundos de 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
123 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
culturas letradas, sobretudo aqueles de países islamizados. Ainda, desde o século XIV, 
quando os europeus aumentaram seu contato com a África, as elites africanas passaram a se 
instruir nos idiomas da Europa, inclusive se alfabetizando. 
e) Incorreta. Como disse antes, isso variava de lugar para lugar. Realmente, nessas religiões 
as línguas africanas continuaram sendo usadas de forma ritual. Contudo, em algumas regiões 
havia mais flexibilidade para elas serem utilizadas de outras formas. 
Gabarito: C 
 (UNITAU 2015) 
A Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia em 1835, foi caracterizada 
a) pela luta em prolda separação da Bahia do Império Brasileiro, com o apoio dos escravos. 
b) por ser a mais ampla e bem estruturada rebelião urbana de escravos no Brasil, e a única 
liderada exclusivamente por negros. 
c) por ser a primeira mobilização revolucionária realizada em Salvador, então capital do Brasil. 
d) por ser a única rebelião que não resultou em castigo para os revoltosos realizada contra o 
Império no Brasil. 
e) por mobilizar escravos, negros libertos e comerciantes locais pela luta em prol da abolição 
da escravatura no Brasil. 
Comentários 
O enunciado nos fornece diretamente informações importantes: o tema é a Revolta dos Malês, 
em 1835, em Salvador, Bahia. Nessa época, a capital baiana era onde mais da metade da 
população era negra, mulata e liberta, muitos dos quais oriundos de diversos locais da África. 
Especialmente nas três primeiras décadas do século XIX, uma grande quantidade de africanos 
ocidentais estava sendo importada na província. A África Ocidental é onde se localizada 
atualmente países como Gana, Senegal, Nigéria, Benim, Guiné, Guiné-Bissau, entre outros países. 
Ali havia uma variedade enorme de etnias, muitas das quais pertenciam a religião islâmica. No 
período apontado, estava ocorrendo uma jihãd, um tipo de guerra santa entre diferentes vertentes 
islâmicas. Consequentemente, havia muitos conflitos armados que faziam grandes quantidade de 
prisioneiros que, por sua vez, eram vendidos como escravizados para os europeus. Assim, muitos 
chegavam ao Brasil, especialmente na Bahia onde a economia açucareira utilizava inúmeros cativos 
na sua produção. Os muçulmanos, na língua iorubá, eram conhecidos como imalês e, em virtude 
do aportuguesamento da palavra, foram chamados de malês. Muitos conheciam a escrita e sabiam 
ler. Portanto, repare que Salvador tinha não só uma grande concentração de africanos, mas 
também uma grande concentração de africanos de uma mesma cultura e religião, logo sabiam a 
mesma língua e tinha mais facilidade para se comunicar entre si e maior concordância nas suas 
visões de mundo. Com isso, em 1835, mais de 600 negros, entre cativos e libertos, liderados por 
Manuel Calafate, conspiraram para fazer uma rebelião. Agora que você está por dentro do básico 
sobre o tema, vejamos qual alternativa apresenta características da Revolta dos Malês: 
a) Incorreta. Entre os objetivos dos malês estava soltar companheiros presos, matar brancos e 
mulatos considerados traidores, e pôr fim à escravidão africana. Não havia um plano, pelo menos 
não explícito de declarar a independência da Bahia. 
b) Correta! A revolta, planejada com antecedência e cujos detalhes foram registrados por escrito 
em árabe, deveria acontecer no dia 25 de janeiro de 1835. Como disse antes, mais de 600 pessoas 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
124 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
participaram. No entanto, eles foram delatados e violentamente reprimidos antes que pudessem 
efetivar seus planos. Mesmo assim, os malês conseguiram tomar um quartel. 
c) Incorreta. Salvador já havia sido palco de várias rebeliões e revoltas antes. Por exemplo, a 
Conjuração Baiana de, 1798, e a guerra de independência que durou mais tempo lá do que no 
resto do Brasil. 
d) Incorreta. Morreram 70 rebeldes e 10 militares no confronto. Cerca de 200 sobreviventes 
rebeldes foram presos e condenados a penas que variaram do açoitamento à morte; outros 400 
foram deportados para a África. 
e) Incorreta. Não havia intenção de acabar com a escravidão em todo o Brasil. Inclusive, não está 
evidente se o objetivo era mesmo acabar com a escravidão como um todo, na Bahia, ou somente 
a escravidão de africanos e substituí-los por outro povo. 
Gabarito: B 
 (UNAERP 2021) 
As revoltas do período regencial ocorreram, sobretudo, nas capitais mais importantes do 
Império, tendo como protagonistas as tropas e o povo. Tendo em vista as revoltas 
provinciais, considere as afirmativas e assinale a opção correta. 
1. A Guerra dos Farrapos, ou Farroupilhas, foi liderada pelos representantes da elite dos 
estancieiros, criadores de gado da província do Rio Grande do Sul. 
2. A Cabanagem ficou marcada pela conquista de Belém, capital do Pará, por uma tropa 
composta de negros, mestiços e índios. 
3. A Balaiada, a mais longa revolta popular ocorrida no Maranhão, ficou assim conhecida por 
conta de um de seus principais líderes ter sido fabricante de balaios. 
4. A Sabinada, liderada pelo jornalista e professor Sabino Barroso, defendia ideais 
federalistas e republicanos, contando com integrantes da classe média e do comércio de 
Salvador. 
a) Somente 1, 2 e 3 estão corretas. 
b) Somente 1, 2 e 4 estão corretas. 
c) Somente 1, 3 e 4 estão corretas. 
d) Somente 2, 3 e 4 estão corretas. 
e) 1, 2, 3 e 4 estão corretas. 
 
Comentários 
O tempo, o espaço e o tema da questão são facilmente identificáveis no enunciado. Trata-se das 
revoltas do período regencial no Brasil, o qual durou de 1831 até 1840, devido à menoridade do 
imperador. É importante lembrar que mesmo após a independência, era extremamente difícil 
manter a unidade de um país com um território tão vasto, uma vez que as elites e classes sociais 
das variadas regiões tinham interesses distintos e competiam entre si. Não havia concordância 
quanto ao projeto político e econômico da nova nação. Ainda mais com um rei português que era 
herdeiro do trono de Portugal, D. Pedro I. Assim, diante das tensões e disputas durante o primeiro 
reinado (1822-1831), o imperador se viu obrigado a abdicar do trono em favor de seu filho e partiu 
para ser coroado rei de Portugal. Todavia, o herdeiro era menor de idade e, por isso, foi elaborado 
um governo no qual regentes seriam escolhidos para liderar o país enquanto o jovem imperador 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
125 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
não tinha idade suficiente. De qualquer forma, as tensões e disputas continuaram acontecendo, 
cada vez mais violentas, pois ainda não havia um consenso que unificasse todo o país sem maior 
resistência. O enunciado traz algumas das revoltas que foram deflagradas nesse período por 
variados motivos. Vejamos cada uma das proposições para avaliar se estão corretas: 
I. Verdadeira! A Farroupilha, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, entre 1835 e 1845. 
Diferentemente das revoltas anteriores, aqui a participação popular foi bem reduzida. Na verdade, 
o movimento foi liderado por uma oligarquia formada por pecuaristas. Essa elite questionava a 
centralização do poder no Rio de Janeiro e as imposições da Coroa quanto ao comércio de 
charque. Os assim chamados estancieiros queriam condições mais favoráveis para o comércio de 
gado e para o fortalecimento do charque no mercado brasileiro. Dessa forma, a insurreição 
começou com a deposição do presidente da província do Rio Grande do Sul, que fora nomeado 
pelo governo regencial. O líder Bento Gonçalves da Silva (1788-1847), filho de um rico proprietário 
de terra, invadiu a cidade de Porto Alegre. Em setembro de 1836 o movimento proclamou a 
República de Piratini e Bento Gonçalves sagrou-se presidente. Em 1839 o movimento atingiu a 
região de Santa Catarina sob a liderança de Davi Canabarro (1796-1867) e de Giuseppe Garibaldi 
(1807-1882). Com isso, foi proclamada a República Catarinense ou Juliana. Importante frisar que 
o caráter elitista do movimento fez com que a repressão fosse mais amena. A Coroa não foi para 
cima desses revoltosos com a mesma mão pesada com que reprimiu as revoltas regenciais mais 
populares. Por isso, o movimento durou anos e o desfecho foi por meio de uma saída negociada, 
um acordo ao estilo de um armistício (uma trégua). Nas cláusulas do armistício, celebrado em 
1845, o governo do Rio de Janeiro concordou em sobretaxar o charque importado em25%, como 
forma de estimular o charque gaúcho, e os farrapos foram anistiados. 
II. Verdadeira! Esse conflito deu sequência à luta entre liberais e portugueses que marcou os 
conflitos políticos da região desde a independência, em 1822. Em 1835, o presidente da província 
foi assassinado e, a partir desse fato, seguiu-se uma batalha civil sanguinária. O principal alvo dos 
cabanos (índios, caboclos e escravos) eram os portugueses e brancos. Segundo o professor José 
Murilo de Carvalho a Cabanagem foi uma explosão popular contra a opressão secular de que o 
povo pobre havia sido vítima, inclusive por ser excluído do sistema político. 
III. Verdadeira! Ocorrido entre 1838 e 1841 no Maranhão, na verdade, esse movimento foi o ápice 
de lutas que ocorriam desde 1831. Nesse período, a população da província era de 200 mil 
pessoas, sendo que 50% era escravo, a mais alta proporção em todo território brasileiro. Tal como 
a Cabanagem, essa revolta foi tipicamente popular e esteve ligada às disputas entre liberais e 
conservadores. Os conservadores detinham o monopólio das indicações dos cargos políticos e 
para a administração pública, fato que gerava muitos atritos. O estopim do movimento foi a 
invasão de uma cadeia para libertar correligionários do movimento. Em uma mistura complexa 
entre liberais e setores populares, inclusive quilombolas, os assim chamados fazedores de cestos 
(os balaios) ganharam destaque na Balaiada. Um dos líderes da Balaiada foi Cosme Bento de 
Chagas, o Preto Cosme, o qual liderou um grupo de 3 mil escravos fugidos. Cosme se intitulava 
“Tutor e Imperador das Liberdades Bem-te-vis” (dos liberais). Com 11 mil homens, os balaios 
tomaram algumas cidades. Porém, um desentendimento entre Preto Cosme e outro líder, 
Raimundo Gomes, um vaqueiro, rachou o movimento e facilitou a repressão. Repare que um dos 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
126 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
motivos das divergências no movimento era quanto à escravidão. Enquanto uma parte era 
favorável ao fim da escravidão, outra não. 
IV. Verdadeira! A Sabinada teve lugar em Salvador, na Bahia, entre 1837 e 1838. O nome da revolta 
é devido ao seu líder Dr. Sabino Barroso, professor da Escola de Medicina de Salvador. Esse 
movimento contou com um caráter separatista mais explícito. A capital foi tomada pelos 
partidários do movimento, o presidente da província foi deposto e a Câmara Municipal declarou 
a independência. Salvador foi sitiada por terra – por tropas dos barões do açúcar - e por mar pela 
Marinha Imperial. Em dezembro de 1838 uma batalha de 3 dias em Salvador resultou em 1200 
revolucionários mortos e 600 membros das tropas do governo. Diferentemente da Balaiada e da 
Cabanagem, além das camadas populares, esse movimento contou com camadas médias da 
sociedade, como professores, médicos e advogados. A principal motivação da Sabinada foi, de 
fato, o federalismo. Quanto à escravidão, aqui também não havia consenso entre os participantes 
da rebelião. Ao mesmo tempo que os sabinos prometeram a alforria dos escravos nascidos no 
Brasil, desde que lutassem pela causa, o movimento não prometia abertamente a abolição da 
escravidão. Apesar dessa dubiedade, só o fato de ter sido construído um batalhão de pretos e de 
serem feitas promessas aos escravos fez com que os senhores de terra apoiassem a repressão do 
governo. 
Portanto, a alternativa correta é a letra “e”. 
Gabarito: E 
 (UNAERP 2018) 
“Considerada pela historiografia uma das mais importantes rebeliões escravas ocorridas no 
Brasil monárquico, este levante estourou na região de Pati do Alferes, termo de Vassouras, 
em novembro de 1838. Revoltaram-se os escravos em importantíssima região da expansão 
cafeeira no vale do Paraíba fluminense, e o fizeram num contexto politicamente tenso – o 
período regencial, marcado por inúmeras revoltas de todo tipo: autonomistas, separatistas, 
populares [...] Não chegou propriamente a ser erigido um quilombo [...], mas uma luta de 
resistência de escravos que havia fugido de várias fazendas da região entre 6 e 10 de 
novembro de 1838”. 
VAINFAS, Ronaldo (Dir.). Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro: 
Objetiva, 2008, p.638-639. Adaptado. 
O texto descreve a 
a) Revolta dos Malês. 
b) Revolta de Manuel Congo. 
c) Revolta de Carrancas. 
d) Revolta da Serra do Rodeador. 
e) Revolta do Reino da Pedra Bonita. 
 
Comentários 
O texto destacado já serve de contextualização para a questão. De fato, o período regencial (1831-
1840) foi extremamente tenso do ponto de vista político e social, pois havia muitas disputas de 
interesse tanto entre as elites como entre estas e as demais classes sociais. Diante do desafio de 
manter um vasto território como o do Brasil unificado sob um mesmo Estado-nação, os regentes 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
127 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
tiveram que lidar com uma série de revoltas de variadas composições sociais e com diferentes 
interesses. Quase sempre a resposta foi repressão violenta, sobretudo quando o levante era 
majoritariamente composto por escravizados, libertos e pelo povo pobre em geral. As revoltas 
escravas eram as mais reprimidas, pois os senhores de escravos tinham um grande medo delas 
devido à enorme quantidade de cativos existente em várias regiões do Brasil. Em alguns lugares, 
eles eram a maioria, inclusive. Em meio a esse contexto, ocorreu o levante narrado pelo texto. 
Voltando ao enunciado, a questão pergunta apenas qual das revoltas listadas é aquela abordada 
pelo texto. Atente-se para o ano (1838) e o lugar (Pati de Alferes, Vassouras-RJ, no Vale do 
paraíba). Sabendo disso, vejamos: 
a) Incorreta. A Revolta dos Malês ocorreu em Salvador, na Bahia, no ano de 1835. Foi uma rebelião 
orquestrada por escravizados e libertos islâmicos. Seus objetivos eram soltar companheiros 
presos, matar brancos e mulatos considerados traidores, e pôr fim à escravidão africana. A revolta 
foi planejada antecipadamente e contava com mais de 600 negros envolvidos. No entanto, eles 
foram delatados e violentamente perseguidos, o que impediu a execução do plano. 
b) Correta! Na década de 1830, a economia cafeeira começou a despontar no Brasil, 
principalmente no Vale do Paraíba carioca. A afluência de cativos para as fazendas da região 
aumentou. Nesse contexto, estourou mais uma revolta de escravos, que se consubstanciou na 
tentativa de formação de um quilombo. A revolta ocorreu em novembro de 1838, entre os cativos 
do capitão-mor Manuel Francisco Xavier, grande proprietário na região, dono de várias fazendas. 
O motivo teve origem após a morte do escravo Camilo Sapateiro pelo capataz de uma das 
fazendas de Xavier. Indignados, os escravizados liderados pelo também cativo e ferreiro Manoel 
Congo resolveram protestar junto ao latifundiário, que prometeu providências. No entanto, elas 
nunca foram efetivadas. Com isso, os cativos decidiram assassinar o feitor e fugiram em seguida. 
Isso mesmo, foi uma fuga coletiva, em massa. Cerca de 200 escravizados saíram de duas das 
fazendas de Xavier e, nas matas da região, iniciaram a constituição de um quilombo sob a liderança 
de Manoel Congo. Porém, a experiência não durou muito tempo. Rapidamente, senhores e 
autoridades da região se organizaram com o apoio da Guarda Nacional. Assim, em 11 de 
novembro, conseguiram capturar a maioria dos fugitivos, sendo que alguns foram mortos. 
c) Incorreta. A Revolta de Carrancas foi um levante organizado por escravizados, em 13 de maio 
de 1833, em Minas Gerais. Assim como a Bahia e o Rio de Janeiro, Minas Gerais também recebeu 
um elevado número de cativos, principalmente para o trabalho na terra e nas minas. A Freguesia 
de Carrancas, localizada ao sul da província, era uma região com grande númerode cativos, que 
eram mais numerosos que o resto da população. As fazendas de Campo Alegre e de Bela Cruz, 
pertencentes à família Junqueira, maior proprietária de escravos da região, foram o palco onde o 
levante teve início. A revolta se iniciou na primeira fazenda. Os cativos, liderados por Ventura Mina, 
organizaram um motim e mataram seu proprietário. De lá, dirigiram-se à Fazenda Bela Cruz, onde 
assassinaram a família do irmão de sua primeira vítima, também proprietário de terras e 
escravizados. A saga continuou com o objetivo de matar outro membro da família, que foi morto 
assim que chegou em Bela Cruz. De lá os revoltosos partiram para a Fazenda Bom Jardim, também 
propriedade de outro membro da família Junqueira. No entanto, seu dono já avisado organizou 
uma resistência maior e os revoltosos encontraram maior dificuldade. Esse conflito levou alguns 
deles à morte, inclusive o líder Ventura Mina. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
128 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
d) Incorreta. Essa revolta ocorreu entre 1817 e 1820, no município de Bonito, em Pernambuco. 
Portanto, é anterior ao período regencial. Está inserida nas tensões políticas latentes ao período 
joanino, nas vésperas da independência. O levante também tinha um caráter sociorreligioso e 
milenarista. Participaram do movimento sobretudo homens livres e pobres, que fugiam do 
recrutamento militar obrigatório. Seu líder, o ex-soldado desertor Silvestre José dos Santos, 
predicava e atraía a atenção dos sertanejos ali estabelecidos com a crença no retor do Rei Dom 
Sebastião, desaparecido há quase três séculos no Marrocos, no norte da África, durantes as 
guerras de expansão portuguesa na região. Santos reuniu um grupo e fundou a Cidade do Paraíso 
Terrestre, junto a uma grande pedra considerada pelo povo como encantada, na zona rural de 
Bonito. As aspirações dos sertanejos consistiam no retorno do referido rei português, que figurava 
como herói e canalizava todos os fervores e esperanças desse povo sofrido. Com o seu regresso, 
eles acreditavam que a ordem vigente seria invertida. Os pobres enriqueceriam, seus líderes se 
transformariam em príncipes, injustiças deixariam de existir. Terras, fartura e prosperidade aos 
adeptos e fim do recrutamento militar. 
e) Incorreta. Na verdade, esse episódio não foi bem uma revolta. Em maio de 1838, em um 
acampamento no sertão pernambucano, um grupo de homens executaram mulheres, velhos e 
crianças e usaram seu sangue para lambuzar duas torres de pedra, localizadas no mesmo 
acampamento. Mais de 200 pessoas foram mortas. Os perpetradores do massacre, assim como 
os assassinados, eram seguidores de uma seita conhecida como Pedra do Reino ou Pedra Bonita. 
A história desse ocorrido começa dois anos antes, em Villa Bella, comarca de Serra Talhada. Um 
dia, João Antônio Vieira dos Santos afirmou que dom Sebastião habitava um reino encantado 
perto de um local conhecido como Pedra Bonita. Conforme seus seguidores cresciam, ele montou 
um acampamento no tal lugar mítico. Conhecido como Primeiro Reinado da Pedra Bonita, o local 
foi marcado por discursos fanáticos e ideias contra o poder e a propriedade privada. As 
autoridades logo agiram e expulsaram João Antônio de lá. Dois anos depois, outro homem, João 
Ferreira, assumiu o lugar de João Antônio, dizendo ter visões de dom Sebastião. O Segundo 
Reinado da Pedra Bonita teve mais de 300 moradores. A matança aconteceu após o líder anunciar 
que, numa visão que teve do antigo monarca português, este afirmava que o sangue de seus 
seguidores o traria de volta. Ao saber do ocorrido, a política enviou 60 homens ao local, onde 
houve um conflito violento, com mais de 22 mortes. O próprio João Antônio, fundador da seita, 
acabou morto. 
Gabarito: B 
 (UNIRV 2018) 
Em 1824, o imperador D. Pedro I outorgou a carta constitucional que formatou o Império do 
Brasil. A respeito da mais duradoura Carta Magna brasileira, que definiu o ordenamento 
jurídico do país por 65 anos, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas. 
a) ( ) A Constituição de 1824 era conhecida como “Constituição da Mandioca” devido ao 
voto censitário, que definia a participação eleitoral no Império pelo nível de riqueza, 
calculado inicialmente em alqueires de mandioca. 
b) ( ) A Constituição de 1824 definia o Brasil como um Império Absolutista, no qual todos os 
poderes concentravam-se em D. Pedro I, sem nenhuma representatividade democrática. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
129 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
c) ( ) Apesar de simbolizar uma postura liberal com eleições e divisão de poderes, a 
Constituição de 1824 instituía além dos 3 poderes um quarto poder, o Moderador, que 
facultava ao imperador intervir na atuação dos outros poderes, garantindo um caráter 
autoritário ao imperador. 
d) ( ) A Constituição de 1824 estabelecia, através da divisão de poderes, um governo 
extremamente liberal, dividindo o poder não em 3, mas em 4 partes, possibilitando uma 
participação de todos os níveis da sociedade nas eleições, limitando os poderes do 
imperador. 
Comentários 
Podemos identificar facilmente alguns elementos que ajudam a interpretar a questão. Em primeiro 
lugar, repare que o período é 1824, no Brasil. O tema é a primeira constituição do país, primeira 
e única durante todo o período imperial. Antes de avaliarmos as alternativas, lembre-se que essa 
constituição foi outorgada, ou seja, foi validada pelo Imperador sem passar pela aprovação do 
legislativo ou qualquer outra instância do poder ou da sociedade. Isso aconteceu após um longo 
ano de debates e conflitos entre os deputados brasileiros na Assembleia Nacional Constituinte de 
1823. Apesar das tensões entre os partidos representados, o projeto de carta magna que foi 
elaborado foi rejeitado pelo imperador, que no ano seguinte outorgou uma constituição 
elaborada por seus conselheiros. Com isso em mente, vamos adiante: 
a) Verdadeira! Na verdade, “Constituição da Mandioca” foi como ficou conhecida o documento 
elaborado pela Assembleia Constituinte de 1823. No entanto, como a Constituição de 1824 
preservou essa restrição censitária do voto e tinha poucas diferenças em relação ao primeiro 
documento, podemos dizer que a alcunha servia ao novo texto. De qualquer forma, se você 
marcasse como falsa essa alternativa, caberia recurso, pois se formos interpretar ao pé da letra, o 
apelido foi dado aquele primeiro documento, não ao que foi outorgado por D. Pedro I. 
b) Falsa. Na Constituição não havia uma declaração assim, de forma explicítia. D. Pedro I tentou 
consolidar seu interesse em ser o governante absoluto do Brasil com as pressões liberais das 
diferentes elites regionais. A solução encontrada por ele foi uma Constituição que incorporasse 
alguns elementos liberais, como um Parlamento eleito pelo voto censitário, mas que também 
garantisse sua prerrogativa pessoal sobre o Estado, por meio da instituição do Poder Moderador. 
c) Verdadeira! Foi o que eu acabei de explicar acima. De fato, a Constituição de 1824 instituição 
a divisão dos três poderes, voto censitário, entre outros elementos liberais. No entanto, instituía 
o quarto poder: Moderador, de prerrogativa exclusiva da pessoa do imperador. Com isso, D. 
Pedro I podia nomear legisladores e magistrados, assim como cassá-los; dissolver o Parlamento; 
criar leis e impostos; dar sentenças ou revoga-las; enfim, lhe dava o direito de ser um monarca 
absolutista. 
d) Falsa. Pelo contrário, a instituição de um quarto poder mostrava os limites das pretensões 
liberais do Estado imperial brasileiro. Inclusive, outro sintoma desses limites era a restrição da 
participação popular na política institucional. O voto censitário garantia que a grande maioria da 
população não tivessedireito a ser eleito e nem mesmo votar. Além disso, a escravidão foi mantida 
e os libertos eram igualmente proibidos de votar e ser eleitos. Apenas os nascidos livres tinham 
essa prerrogativa, desde que tivessem a renda mínima necessária. 
Gabarito: V – F – V – F 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
130 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
 (UNIRV 2018) 
Na primeira fase do Segundo Reinado, o imperador, ainda menor de idade, foi substituído 
por regentes. Os nove anos de Regência (1831-1840) foram um período conturbado na 
política imperial. A respeito dessa fase, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as 
alternativas. 
a) ( ) Entre 1831 e 1834, o Brasil viveu uma complexa ”dança” partidária. Em 1831, os antigos 
partidos Conservador e Liberal dão lugar ao Restaurador, Liberal Moderado e Liberal 
Exaltado, para em 1834 reformularem-se como Regressista e Progressista e, então, voltarem 
as duas denominações originais. 
b) ( ) A Constituição de 1824 previa que um imperador menor de idade deveria ser regido 
por representantes eleitos diretamente por voto popular, com mandatos de 4 anos. Esse 
modelo foi reestruturado no Ato Adicional de 1834, garantido o poder a três regentes 
escolhidos pela Assembleia Geral pelo prazo de 3 anos. 
c) ( ) O modelo de regência previsto pela Constituição Imperial de 1824 sofreu duas 
importantes alterações durante a Regência; o Ato Adicional de 1834, que alternava a 
regência de trina para una, substituindo a partilha de poder pelo revezamento, e o Golpe da 
Maioridade (1840), antecipando a maioridade do imperador. 
d) ( ) Duas medidas importantes na política interna foram a criação da Guarda Nacional, que 
substituiria o exército na manutenção da ordem provincial, e do Código de Processo 
Criminal, que instituía uma instância local para o poder judiciário, o Juiz de Paz. 
Comentários 
Logo de cara o enunciado nos informa o tempo, o espaço e o tema da questão. Estamos 
falando do período regencial, entre 1831 e 1840, mais especificamente a instabilidade 
política e social vivida nessa época. Após D. Pedro I ter abdicado em decorrência das 
disputas entre os partidos brasileiros e a rejeição a um reino de origem portuguesa. No 
entanto, seu herdeiro, natural do Brasil, ainda era menor de idade e foi necessário organizar 
uma regência até que ele pudesse assumir o trono. Apesar os regentes serem todos 
brasileiros e o próprio imperador menino ter nascido aqui, as disputas não cessaram. Tanto 
as elites das diferentes regiões do país não entravam em consenso entre si sobre o projeto 
político para a nova nação, quanto as demais classes sociais expressavam seu 
descontentamento com o Estado e as classes dominantes. Com isso em mente, vejamos 
quais alternativas são falsas e quais são verdadeiras: 
a) Verdadeira! Até 1834, quando Dom Pedro I morreu em Portugal, o Partido dos 
Portugueses, agora conhecido como regressistas, tentou restaurar a monarquia e a volta de 
Dom Pedro. Contudo, depois disso se aliaram aos setores mais conservadores entre os 
moderados. Este grupo passou a defender a centralização do poder político no governo 
federal. Nesse caso as Províncias teriam pouca liberdade. Um exemplo de suas ideias era 
que o chefe do Poder Executivo, o Regente ou, depois, o Rei, indicasse o governador da 
província. O outro grupo formado ficou conhecido como os progressistas. Os liberais 
exaltados e os moderados mais progressistas se aliaram para defender uma maior 
descentralização do poder para que as Províncias tivessem mais autonomia e liberdade 
quanto às questões locais. Nesse grupo também se discutia a necessária mudança em 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
131 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
algumas relações sociais, como a escravidão. Veja o esquema que vimos na aula, que ilustra 
bem essa “dança das cadeiras”: 
 
b) Falsa. Na realidade, a Constituição de 1824 já previa que se o rei fosse menor de 18 anos, 
o país deveria ser governado por três pessoas, ou seja, três regentes. Estes deveriam ser 
escolhidos pela Assembleia Geral, ou seja, pelo Parlamento formado por deputados e 
senadores, não diretamente pelo povo. Por seu turno, o Ato Adicional de 1834 tratou-se de 
uma reforma na Constituição que reforçou a descentralização do poder político, uma vez que 
o Poder Moderador foi suspenso e os Conselhos Gerais das Províncias foram substituídos 
por Assembleias Legislativas Provinciais. Com isso, as oligarquias regionais ficaram 
satisfeitas, pois passaram a ter maior controle sobre o território regional. Ainda, esse Ato 
aboliu o Conselho de Estado, transformou o Rio de Janeiro, sede da Corte, em município 
neutro e alterou o sistema de regência, que abolia o modelo trino e implantava a Regência 
Una, isto é, apenas um regente seria eleito para governar o império durante 4 anos. Além 
disso, ele seria eleito pelo voto censitário (por renda) direto. 
c) Verdadeira! Já falei sobre o Ato Adicional de 1834, na justificativa da letra “b”. Por outro 
lado, o golpe da maioridade consistiu em declarar D. Pedro II como maior de idade, portanto 
apto a assumir o trono. Isso ocorreu em 23 de julho de 1840. Neste ano, os progressistas já 
haviam fundado o Partido Liberal eos regressistas se agrupavam no Partido Conservador. Os 
liberais, inconformados com os rumos que a política governamental trilhava, não tinha, 
apesar disso, força política suficiente para derrubar Araújo Lima, regente conservador. Por 
isso, passaram a defender a maioridade do imperador, então com 14 anos. Coroá-lo 
oficialmente era a única maneira de derrubar o regente que se fortalecera reprimindo, com 
êxito, praticamente todas as revoltas ocorridas nas diferentes províncias. Dessa forma, o 
golpe da maioridade foi tramado a partir dos interesses dos liberais em assumir o comando 
do governo. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
132 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
d) Verdadeira! Essas duas reformas institucionais foram iniciativa do então Ministro da Justiça 
Diogo Antônio Feijó. A Guarda Nacional, criada em 1831, consistia em uma força policial 
criada para tratar dos conflitos locais que se intensificaram nesse período e manter a ordem 
pública. Dela fazia parte todo brasileiro que tivesse entre 21 e 60 anos e fosse cidadão ativo 
(renda líquida anual de 100 mil réis). Até 1837, os oficiais eram eleitos pela tropa e 
permaneciam no cargo por 4 anos. Por sua vez, o Código de Processo Criminal, criado em 
1832, passou a oferecer algumas garantias processuais, como o estabelecimento do corpo 
de jurados e o habeas corpus, além da instituição de uma instância local para o poder 
judiciário, o Juiz de Paz. 
Gabarito: V – F – V – V 
 (UEM 2016) 4000071115 
Sobre o período regencial brasileiro (1831-1840), é correto afirmar que: 
01) Os regentes tinham as atribuições do poder executivo, mas não as do Poder Moderador, 
que eram exclusivas do imperador. 
02) Ao longo do período regencial, ocorreram diversas rebeliões contra a ordem vigente, 
tais como a Cabanagem, a Balaiada, a Revolta dos Malês e a Revolução Farroupilha. 
04) O Ato Adicional de 1834 modificou a Constituição de 1824 com o objetivo de acabar 
com a autonomia das províncias e dissolver as Assembleias Provinciais. 
08) Em 1831 foi formada a guarda nacional que tinha como missão garantir a segurança dos 
municípios e as fronteiras do país. 
16) Durante o período regencial foi assinado o Convênio de Taubaté, para a construção da 
estrada de ferro entre Rio de Janeiro e São Paulo. 
Comentários 
Antes de tudo, repare o tempo, o espaço e o tema: 1831-1840, Brasil, Período Regencial. Lembre-
se que esse contexto é marcadopor uma série de disputas entre as elites regionais e entre estas 
e as demais classes sociais. Simultaneamente, o governo imperial buscava manter a unidade 
nacional e conciliar e implementar reformas institucionais que aumentasse o poder do Parlamento, 
enquanto restringia a participação popular na política institucional. Com a abdicação de D. Pedro 
I em favor de seu filho menor de idade, foi necessário que fossem escolhidos regentes para 
governar o país até que o novo imperador estivesse apto. Assim, podemos dividir a regência em 
três período: a Regência Provisória (1831); Regência Trina Permanente (1831-1835); Regência Una 
do Padre Diogo Feijó (1835-1837); e a Regência Uma de Araújo Lima (1837-1840). Com isso em 
mente, vejamos as alternativas: 
01) Correta! Veja bem, o Poder Moderador era prerrogativa exclusiva da pessoa do imperador. 
Apesar deste ser também o chefe do Poder Executivo, nenhum outro integrante deste mesmo 
poder podia usufruir das atribuições do Moderador. Vale lembrar que os regentes eram escolhidos 
entre deputados e senadores, assim como os Ministros de Estado. 
02) Correta! As assim chamadas Revoltas Regenciais estiveram inseridas em um contexto em que 
a questão fundamental da distribuição de poder oscilava entre a autoridade nacional no Rio de 
Janeiro e os governos provinciais. Nesse sentido, a principal pauta de discordância eram as 
medidas centralizadoras do governo imperial contra as aspirações federalistas das províncias. 
Ainda, havia grupos que defendiam o fim da monarquia e instalação de uma república, mesmo 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
133 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
que isso implicasse a separação de suas províncias do resto do império. É importante dizer que 
essas diferentes revoltas não concordavam entre si necessariamente. Algumas foram marcadas 
pela participação das camadas mais populares e até cativos, enquanto outras tiveram caráter mais 
elitista. Isso influenciava nas reivindicações de cada uma. Por exemplo, a Revolta dos Malês exigia 
o fim da escravidão africana, uma vez que seus participantes eram quase todos escravos e libertos 
de origem africana. Por seu turno, a Revolução Farroupilha foi composta por setores proprietários 
das elites gaúchas, logo suas pautas se concentraram em questões econômicas e tributárias, além 
das aspirações federalistas. Para você ter em mente, deixo aqui também as datas que cada uma 
dessas revoltas ocorreu: a Cabanagem, no Pará (1835), a Balaiada, no Maranhão (1838-1841), a 
Revolta dos Malês, na Bahia (1835) e a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul 
(1835-1845). 
04) Incorreta. Na verdade, essa medida causou o oposto disso. O tal Ato Adicional instituiu a 
criação das Assembleias Legislativas Provinciais, visando dotar as unidades do Império de maior 
autonomia com relação ao governo central, embora os presidentes das províncias continuassem 
sendo nomeados pela Corte. A medida também aboliu o Conselho de Estado, transformou o Rio 
de Janeiro (sede da Corte) em município neutro e alterou o sistema de regência que deixou de 
ter trina e passou a ser una. Além disso, o regente não seria mais eleito apenas pelo Parlamento, 
mas sim pelo voto censitário direto. 
08) Correta! A Guarda Nacional foi iniciativa do então Ministro da Justiça, Diogo Antônio Feijó. 
Essa instituição militar consistiu em uma força policial criada para tratar dos conflitos locais que se 
intensificaram nesse período e manter a ordem pública. Dela fazia parte todo brasileiro que tivesse 
entre 21 e 60 anos e fosse cidadão ativo (renda líquida anual de 100 mil réis). Até 1837, os oficiais 
eram eletos pela tropa e permaneciam no cargo por 4 anos. 
16) Incorreta. Na realidade, o Convênio de Taubaté foi um encontro realizado pelos governadores 
dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em 1906, durante a Primeira República. 
O ponto de encontro foi a cidade paulista de Taubaté e o objetivo era acordarem uma política 
estatal para garantir a rentabilidade da cafeicultura do Sudeste. 
Gabarito: 01 + 02 + 08 = 11. 
 (Uem 2011) 4000110382 
Sobre as revoltas ocorridas no período imperial da história do Brasil, assinale o que for 
correto. 
01) A Cabanagem foi uma importante revolta que envolveu toda a região amazônica e se 
estendeu aos territórios da Guiana Francesa. 
02) A Sabinada foi uma revolta que ocorreu no Estado de Mato Grosso, entre 1850 e 1869, 
e se estendeu por todo o Centro-Oeste do Brasil. 
04) A Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha se originou no Rio Grande do Sul e se 
estendeu a territórios que fazem parte do atual Estado de Santa Catarina. 
08) Mesmo com o grande número de revoltas que chegaram a ameaçar a unidade do País, 
foi durante o período regencial que se consolidou o Estado Nacional. 
16) A Balaiada foi uma revolta das elites maranhenses contra o poder imperial. Iniciou-se no 
Maranhão e teve adesão das elites regionais dos atuais estados do Piauí e do Ceará. 
Comentários 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
134 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Veja só, o enunciado fala em revoltas ocorridas no período imperial, no Brasil. No entanto, as 
alternativas se concentram apenas nas revoltas do Período Regencial. Chamadas de Revoltas 
Regenciais, elas estiveram inseridas em um contexto em que a questão fundamental da 
distribuição de poder oscilava entre a autoridade nacional no Rio de Janeiro e os governos 
provinciais. Em outras palavras, havia vários conflitos de interesses tanto entre as próprias elites 
de cada região e entre estas e as demais classes sociais da sociedade imperial brasileira. A principal 
pauta de discussão era se o governo devia ser centralizado ou descentralizado (federalista). 
Contudo, havia outras demandas como a independência do resto do Império, o fim da escravidão, 
redução de impostos, fim da propriedade privada, entre outros, que igualmente não eram 
consenso entre todas as rebeliões deflagradas durante esses anos. Dessa forma, a questão da 
centralização x descentralização, o rechaço aos portugueses – principalmente os “coimbrãos”, o 
conflito entre liberais e conservadores, as insatisfações populares, entre outras questões, deram 
motivos para rebeliões no Período Regencial. Com isso em mente, vejamos qual é a alternativa 
correta: 
01) Incorreta. A Cabanagem (1835) ocorreu apenas no território da Província do Pará, na capital 
Belém e suas redondezas. 
02) Incorreta. A Sabinada teve lugar em Salvador, Bahia, entre 1837 e 1838, não se estendendo 
para outras regiões do país. 
04) Correta! A insurreição começou em 1835, com a deposição do presidente da província do Rio 
Grande do Sul, que fora nomeado pelo governo regencial. O líder Bento Gonçalves da Silva (1788-
1847), filho de um rico proprietário de terra, invadiu a cidade de Porto Alegre. Em setembro de 
1836, foi proclamada a República de Piratini e Bento Gonçalves sagrou-se presidente. Em 1839, o 
movimento atingiu a região de Santa Catarina sob a liderança de Davi Canabarro (1796-1867) e 
de Giuseppe Garibaldi (1807-1882). Com isso, foi proclamada a República Catarinense ou Juliana. 
08) Correta! Ao passo que o governo imperial precisou lidar com uma série de revoltas, os 
regentes se empenharam em executar várias reformas institucionais para racionalizar a 
administração do Estado, manter a unidade nacional e aumentar a força do Parlamento. Entre 
essas reformas podemos citar a criação da Guarda Nacional (1831), o Ato Adicional (1834), a 
criação do Código de Processo Criminal (1832), entre outras. 
16) Incorreta. Na verdade, esse movimento teve lugar apenas no Maranhão, entre 1838 e 1841, e 
foi o ápice de lutas que ocorriam desde 1831. Nesse período, a população da província era de 
200 mil pessoas,sendo que 50% era escravo, a mais alta proporção em todo território brasileiro. 
Tal como a Cabanagem, essa revolta foi tipicamente popular e esteve ligada às disputas entre 
liberais e conservadores. Os conservadores detinham o monopólio das indicações dos cargos 
políticos e para a administração pública, fato que gerava muitos atritos. O estopim do movimento 
foi a invasão de uma cadeia para liberar correligionários do movimento. Em uma mistura complexa 
entre liberais e setores populares, inclusive quilombolas, os assim chamados fazedores de cestos 
(os balaios) ganharam destaque na Balaiada. Um dos líderes da Balaiada foi Cosme Bento de 
Chagas, o Preto Cosme, o qual liderou um grupo de 3 mil escravos fugidos. Cosme se intitulava 
“Tutor e Imperador das Liberdades Bem-te-vis” (dos liberais). Com 11 mil homens, os balaios 
tomaram algumas cidades. Porém, um desentendimento entre Preto Cosme e outro líder, 
Raimundo Gomes, um vaqueiro, rachou o movimento e facilitou a repressão. Portanto, repare que 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
135 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
havia tanto setores das elites quanto das camadas mais pobres e exploradas. Sintoma disso, um 
dos motivos das divergências no movimento era quanto à escravidão. Enquanto uma parte era 
favorável ao fim da escravidão, outra não. 
Gabarito: 04 + 08 = 12 
 (UEM 2016) 
 Sobre acontecimentos no Brasil, durante o século XIX, assinale o que for correto. 
01) D. Pedro I dissolveu a Assembleia Constituinte em 1823 e outorgou uma Constituição no 
ano seguinte, que consagrava uma centralização política e administrativa, fortalecendo assim 
o seu poder. 
02) A Revolta Farroupilha (1835-1845) foi liderada por proprietários de gado gaúchos que 
reivindicavam maior autonomia política para a Província do Rio Grande do Sul. 
04) A Revolta dos Malês foi uma rebelião de escravos e de libertos ocorrida em Salvador em 
1835. Os cativos que lideravam o levante eram conhecidos como malês, designação dada 
aos africanos muçulmanos, com significativa presença na Bahia. 
08) A abolição do tráfico negreiro no Brasil em 1850 não resultou em um maior 
desenvolvimento econômico, uma vez que a quantidade de capitais empregada no negócio 
de escravos era inexpressiva. 
16) A Lei do Ventre Livre, aprovada em 1871, determinou que todos os filhos de escravas 
nascidos a partir daquela data seriam livres. O Estado brasileiro assumiu, então, a iniciativa 
de conduzir o processo de abolição de modo gradual para que a produção cafeeira não fosse 
desorganizada com a repentina abolição da escravidão. 
Comentários 
A questão faz referência aos principais acontecimentos na história do Brasil ao longo do 
século XIX. 
Somente a proposição 08 está incorreta, pois foi a Lei Eusébio de Queiróz, de 1850, que 
proibiu o tráfico de africanos para o Brasil gerou inúmeras consequências para o país, entre 
elas, a forte redução no número de escravos, o aumento do preço do africano, o comércio 
interprovincial de escravos, a chegada de imigrantes e o investimento de capital em outros 
setores da economia. 
Gabarito: 01 + 02 + 04 + 16 = 23. 
 (UEM 2013) 
 Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) sobre o processo histórico de apropriação e uso da terra 
no Brasil. 
01) Durante o período colonial, as terras pertenciam à Coroa, que as doava ou cedia o direito 
de uso delas, visando à ocupação do território e à exploração agrícola. 
02) No início da colonização portuguesa, predominava o cultivo de produtos agrícolas 
tropicais em grandes propriedades monocultoras, com a utilização do trabalho escravo. 
04) No período entre a extinção do sistema de Sesmarias até o estabelecimento da lei de 
Terras, em 1850, o Estado imperial brasileiro não dispunha de instrumentos legais efetivos 
de controle de acesso à terra. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
136 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
08) A Lei de Terras de 1850 estabeleceu que os governos estaduais desenvolvessem projetos 
de colonização, com o objetivo de atrair imigrantes estrangeiros e estabelecer a pequena 
propriedade como novo modelo fundiário do País. 
16) Com a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, em 1808, D. João VI estabeleceu que 
todas as terras que não cumpriam função social fossem desapropriadas e transformadas em 
áreas de preservação ambiental. 
Comentários 
A afirmativa 08 está errada porque a Lei de Terras de 1850 tornou todas as terras sem registro 
propriedade do Estado Imperial e atrelou a posse da terra à compra do registro da mesma, 
o que dificultou o acesso à terra de pessoas com poucas posses, como os imigrantes e os 
escravos libertos; 
A afirmativa 16 está errada porque D. João VI desapropriou as terras em torno da Lagoa de 
Sacopenapã, pertencente ao capitão Rodrigo de Freitas, para abrir o Horto Real – atual 
Jardim Botânico –, mas não promoveu nenhuma lei de preservação ambiental 
Gabarito: 01 + 02 + 04 = 07. 
 (UEM 2012) 
 Sobre as revoltas ocorridas no período imperial da história do Brasil, assinale o que for 
correto. 
01) A Cabanagem foi uma importante revolta que envolveu toda a região amazônica e se 
estendeu aos territórios da Guiana Francesa. 
02) A Sabinada foi uma revolta que ocorreu no Estado de Mato Grosso, entre 1850 e 1869, 
e se estendeu por todo o Centro-Oeste do Brasil. 
04) A Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha se originou no Rio Grande do Sul e se 
estendeu a territórios que fazem parte do atual Estado de Santa Catarina. 
08) Mesmo com o grande número de revoltas que chegaram a ameaçar a unidade do País, 
foi durante o período regencial que se consolidou o Estado Nacional. 
16) A Balaiada foi uma revolta das elites maranhenses contra o poder imperial. Iniciou-se no 
Maranhão e teve adesão das elites regionais dos atuais estados do Piauí e do Ceará. 
Comentários 
A Cabanagem foi uma rebelião que ocorreu na província do Pará entre 1835-40. 
A Sabinada foi um movimento baiano, entre 1837-38, que chegou a defender um separatismo 
provisório. 
A Guerra dos Farrapos (1835-45) teve caráter separatista e republicano e foi comandada pelos 
pecuaristas gaúchos, com a adesão de populações e proprietários catarinenses. 
Considera-se o período regencial como de “consolidação do Estado nacional”, devido à 
abdicação de D. Pedro I e ao fim da ameaça de recolonização. 
A Balaiada envolveu as elites, mas, principalmente, setores populares, e esteve restrita ao 
Maranhão. 
Gabarito: 04 + 08 = 12. 
 (UFSC 2020) 
Texto 1 
LEI DE 7 DE NOVEMBRO DE 1831 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
137 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Declara livres todos os escravos vindos de fora do Império, e impõe penas aos importadores 
dos mesmos escravos. [...]. 
Art. 1o Todos os escravos, que entrarem no território ou portos do Brazil, vindos de fora, 
ficam livres. 
[...] 
Art. 2o Os importadores de escravos no Brazil incorrerão na pena corporal do artigo cento e 
setenta e nove do Código Criminal, imposta aos que reduzem á escravidão pessoas livres, e 
na multa de duzentos mil réis por cabeça de cada um dos escravos importados, além de 
pagarem as despesas da reexportação para qualquer parte da África [...]. 
Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei_sn/1824-1899/lei-37659-7-
novembro-1831-564776-publicacaooriginal-88704-pl.html. Acesso em: 21 ago. 2019. 
Texto 2 
O tráfico de escravos, a despeito da proibição, trouxe ao Brasil cerca de 800 mil africanos 
entre 1830 e 1856. À exceção dos emancipados que ficaram sob tutela, todos foram 
vendidos e tidos como escravos graças à renovada conivência do governo imperial com a 
ilegalidade.[...] as circunstâncias da aplicação da Lei de 1831 [...] desdobra-se na 
identificação das estratégias, sempre renovadas, de proteção estatal aos detentores de 
escravos importados por contrabando e dos mecanismos de legalização da propriedade 
ilegal. 
MAMIGONIAN, Beatriz G. Africanos livres: a abolição do tráfico de escravos no Brasil. São 
Paulo: Companhia das Letras, 2017. p. 20, 23. 
Texto 3 
[...] os ensinamentos do passado ajudam a situar o atual julgamento sobre cotas universitárias 
na perspectiva da construção da nação e do sistema político de nosso país. Nascidas no 
século XIX, a partir da impunidade garantida aos proprietários de indivíduos ilegalmente 
escravizados, da violência e das torturas infligidas aos escravos e da infracidadania reservada 
aos libertos, as arbitrariedades engendradas pelo escravismo submergiram o país inteiro. 
ALENCASTRO, Luis Felipe de. Parecer sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito 
Fundamental, ADPF/186, apresentada ao Supremo Tribunal Federal. 
Disponível em: 
http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/processoAudienciaPublicaAcaoAfirmativa/anexo/stf_alen
castro_definitivo_audiencia_publica.doc. Acesso em: 21 ago. 2019. 
Com base nos textos acima e na história dos negros no Brasil, é correto afirmar que: 
01. os Textos 2 e 3 demonstram que os estudos na área de História não ficam atrelados a 
uma interpretação teórica positivista, pois ambos denotam que há intencionalidades na 
produção dos dispositivos legais; no caso da Lei de 1831, forças políticas operaram para o 
seu não cumprimento. 
02. os Textos 1 e 3 demonstram que as cotas raciais nas universidades públicas não se 
justificam, uma vez que os negros garantiram por lei direitos iguais aos dos brancos desde a 
primeira metade do século XIX. 
04. o Texto 2 afirma que mais de meio milhão de africanos foram submetidos, ilegalmente, 
à condição de escravos com a conivência do Estado brasileiro. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
138 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
08. a Inglaterra exerceu forte pressão para o fim do desembarque de africanos em território 
brasileiro; entretanto, as determinações da Lei de 1831 não foram respeitadas e ela ficou 
conhecida como “lei para inglês ver”. 
16. a abolição do trabalho escravo no Brasil, feita concomitantemente com a revolução no 
Haiti, e o pequeno volume de africanos trazidos para o país impediram que a sociedade 
brasileira ficasse com traços africanos. 
32. enquanto a autora do Texto 2 defende o papel do Estado como garantidor do direito de 
propriedade, o autor do Texto 3 afirma que os escravos, por não se submeterem à lei, fizeram 
o país submergir na desordem. 
64. os Textos 2 e 3 são complementares, visto que o primeiro relata a escravização ilegal de 
africanos após a Lei de 1831 e o segundo aponta para a consequente exclusão social dessas 
pessoas e as repercussões dessa exclusão na construção do país. 
Comentários 
Esta é uma questão um pouco complexa, pois demanda interpretação de texto e que se relacione 
os diferentes trechos destacados. É importante se atentar que o Texto I é uma lei, promulgada 
em 1831, durante o período regencial. Os outros dois são textos de pesquisadores que 
interpretam a história brasileira, mais especificamente a história da escravidão no Brasil e suas 
consequências sociais até os dias de hoje. Assim, a questão nos induz a acompanhar o seguinte 
raciocínio: o não cumprimento da Lei de 1831 e a criação de mecanismos que dificultassem sua 
aplicação são evidências da conivência do Estado brasileiro na perpetuação da escravidão ilegal. 
Com isso, o próprio Estado tinha responsabilidade nas consequências disso na sociedade, o que 
nos leva ao argumento mais presente no Texto 3, de que uma política pública como as cotas é 
indispensável para reparar os estragos causados pelas políticas implementadas pelo Estado 
brasileiro no passado. Considerando isso, vejamos as alternativas: 
01. O positivismo é uma corrente teórica que prega que a humanidade sempre caminha para o 
progresso e para a evolução. Isso se comprovaria pelas leis de cada país que seriam sintoma direto 
do grau de civilização de seu povo. Nesse sentido, com as consecutivas leis que dificultavam a 
continuidade da escravidão e aquela que decretou seu fim definitivo, em 1888, teriam dado conta 
de sanar todo e qualquer estrago social causado pela instituição do cativeiro. Quanto mais longe 
no passado estivesse a abolição, necessariamente mais livre de suas consequências estaria a 
civilização brasileira. No entanto, o que os Textos 2 e 3 argumentam é que as leis, como qualquer 
documento histórico, são produzidas por pessoas que tem interesses próprios, logo carregavam 
características de quem as produziu. No caso da Lei de 1831, elaborada e promulgada por 
escravocratas, seu objetivo era camuflar as verdadeiras intenções dos proprietários brasileiros 
frente à pressão internacional pelo fim do tráfico, enquanto se criava uma série de dispositivos 
que dificultava sua aplicação adequada. Nessa perspectiva, abandona-se a ideia de um progresso 
constante e ininterrupto da humanidade, procurando se evidenciar as circunstâncias históricas, as 
continuidades e rupturas, assim como as intenções latentes dos sujeitos que produzem os registros 
históricos. Isso tudo revela que a história não caminha sempre na mesma direção, sendo muito 
mais complexa e contextual. 
02. Incorreta. O trecho da lei destacado no Texto I, isolado, comprova apenas que houve uma 
tentativa de acabar com o tráfico internacional de escravizados no Brasil. Por seu turno, o Texto 3 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
139 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
argumenta que as cotas raciais nas universidades se justificam exatamente por causa da atitude 
do Estado brasileiro em relação à continuidade do tráfico e da escravidão, sendo conivente com 
os interesses dos senhores de escravos por meio da criação de dispositivos legais que lhes 
favorecessem. A ineficácia da Lei de 1831 é um sintoma disso. 
04. Correta! Essa é uma interpretação bem objetiva do que o Texto 2 argumenta. 
08. Correta! Desde antes da independência, a Inglaterra sonhava em transformar o Brasil e outras 
colônias na América em mercado consumidor para seus produtos industrializados. Em um primeiro 
momento, os ingleses buscaram pressionar pelo fim dos pactos coloniais que os impediam de 
comercializar diretamente com as colônias de outras nações europeias. No entanto, paralelamente 
foi crescendo a ideia entre os britânicos de que era preciso pôr fim ao tráfico negreiro e à própria 
escravidão para transformar essa mão de obra em trabalhadores assalariados que pudessem se 
tornar consumidores que comprariam os produtos ingleses. Assim, os britânicos aboliram o tráfico 
no Atlântico Norte em 1807 e passaram a pressionar para que outros países fizessem o mesmo, 
além de promover a abolição da escravidão. Em relação ao Brasil, essa pressão se traduzia em 
cobrança para retribuir todo o apoio da Inglaterra à independência e economia brasileiras. 
Algumas medidas foram tomadas, mas jamais cumpridas, como por exemplo, um tratado assinado 
entre Brasil e Inglaterra que considerava pirata todo navio envolvido no comércio de escravos. 
Seria um passo para transformar essa atividade comercial em uma prática ilegal. Mas o Brasil 
continuou recebendo todos os navios com pessoas escravizadas. Daí a expressão “para inglês ver” 
– ou seja, algo sem efeito, sem sentido, que não vale nada. 
16. Incorreta. A escravidão só foi abolida no Brasil em 1888, aproximadamente cem anos depois 
da independência do Haiti. Além disso, a colônia francesa se emancipou definitivamente em 1804, 
momento em que o tráfico de africanos aumentava aceleradamente para o território brasileiro. 
32. Incorreta.De fato, o Texto 2 argumenta a conivência do Estado era um reflexo de seu papel 
garantidor da propriedade privada, mesmo que esta fossem pessoas. Por outro lado, a alternativa 
é equivocada em afirmar que o Texto 3 afirma que os escravizados não respeitavam a lei e fizeram 
o país submergir na desordem. Isso não é mencionado pelo autor, que apenas argumenta que as 
cotas raciais hoje se justificam como política de reparação história em vista das atitudes do Estado 
brasileiro no passado. 
64. Correta! É exatamente o que venho falando no comentário e nas justificativas das alternativas 
anteriores. O Texto I serve de documento da época. O Texto II analisa a repercussão dessa lei. 
Por último, o Texto 3 reflete sobre as consequências históricas e sociais resultantes do não 
cumprimento dessa medida e, mais, de toda uma ordem social e legislativa construída com base 
da propriedade de seres humanos por outros seres humanos. 
Gabarito: 01 + 04 + 08 + 64 = 77 
 (UFSC 2016) 
Sobre o Primeiro Reinado brasileiro (1822-1831), é CORRETO afirmar que: 
01. o rápido crescimento econômico do país após a independência, baseado na consolidação 
do café como principal produto nacional de exportação, garantiu a estabilidade política que 
caracterizou o reinado de D. Pedro I. 
02. ao estabelecer o sufrágio censitário, a primeira Constituição brasileira, promulgada em 
1824, sustentava a tese liberal de que “todos os homens nascem livres e iguais”. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
140 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
04. a Confederação do Equador, que eclodiu no Nordeste em 1824, foi um movimento 
revolucionário de tendência liberal, separatista e republicana. 
08. a oposição interna contra D. Pedro I reduziu-se com a conquista da província Cisplatina, 
ocorrida após a guerra travada entre 1825 e 1828 que resultou na separação da República 
da Banda Oriental do Uruguai. 
16. após a ruptura definitiva com Portugal em setembro de 1822, grupos políticos alinhados 
com a Corte portuguesa resistiram ao comando de D. Pedro I em algumas províncias do 
império. 
Comentários 
Atenção ao tempo, espaço e tema da questão. O período abordado é 1822 a 1831, no Brasil, mais 
especificamente o Primeiro Reinado. O país havia se tornado independente recentemente, 
formando um Império governado por D. Pedro I, também herdeiro do trono português. Foi 
momento marcado pelas disputas políticas entre o Partido Português e o Partido Brasileiro 
(moderados e exaltados), em meio às quais o Imperador buscava a todo custo centralizar o poder 
em suas próprias mãos. Sabendo disso, vejamos o que podemos assinalar como correto: 
01. Incorreta. Nessa época, o café ainda não havia se consolidado como principal produto nacional 
de exportação. Na verdade, estava começando a ser plantado nas fazendas do Vale do Paraíba 
fluminense e no interior paulista. Além disso, o reinado de D. Pedro I não foi caracterizado por 
estabilidade política, pelo contrário. 
02. Incorreta. Essa é uma afirmação complexa. O sufrágio censitário, isto é, o voto permitido 
apenas aos que tivessem uma renda mínima estipulada por lei não sustentava a tese de que “todos 
os homens nascem livres e iguais”. Todavia, isso não fazia com que essa medida perdesse seu 
caráter liberal. No liberalismo, a renda é vista como resultado do sucesso individual das pessoas, 
ou seja, do seu mérito. Portanto, poderia servir como critério para ter acesso aos direitos políticos. 
Isto não feria necessariamente os princípios de liberdade e igualdade, pois no caso os liberais 
defendiam liberdade econômica para que todos pudessem ter oportunidade de tentar enriquecer 
e igualdade jurídica para que todos fossem julgados pela lei da mesma forma. Vê como, nessa 
mentalidade, o voto censitário não interfere na noção de liberdade e igualdade? De qualquer 
forma, era uma medida elitista, mesmo sendo liberal. 
04. Correta! Principalmente no Nordeste do Brasil, diversas províncias manifestaram desacordo 
com o fechamento da Assembleia Constituinte, com a imposição da Constituição de 1824 e com 
conjunto das medidas autoritárias do Imperador. Essa tensão foi elevada por conta dos altos 
impostos e pelas dificuldades financeiras passadas pelas províncias nordestinas após a crise 
açucareira e a do algodão. Nesse contexto, em julho de 1824, em Pernambuco, lideranças liberais 
firmaram a Confederação do Equador, isto é, uma proposta de unir as províncias de Pernambuco, 
Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Alagoas e Sergipe, com o objetivo de romper com a 
Monarquia e fundar uma República. A localização geográfica dessas províncias, próxima à linha 
do Equador, deu origem ao nome do movimento. Esse movimento estava alimentado pelas ideias 
liberais e republicanas dos acontecimentos da Revolução de 1817 em Pernambuco, bem como 
pela influência dos demais países da América, pois todos se organizavam como república. Assim, 
pode-se afirmar que o movimento tinha caráter republicano. O estopim da deflagração da 
Confederação do Equador foi a deposição do governador de Pernambuco Manuel de Carvalho 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
141 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
Paes de Andrade. D. Pedro I nomeou outro político para o cargo, alguém mais próximo da Corte 
e, por isso, indesejado. Contudo, a nomeação de D. Pedro I não foi respeitada. A Corte enviou 
dois navios de guerra ao Recife para fazer valer sua determinação. Em 2 de julho de 1824, os 
revolucionários de Pernambuco proclamaram a independência da província. Teoricamente, o novo 
Estado federalista contaria com demais províncias do nordeste, mas, na prática, apenas algumas 
vilas da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará aderiram ao movimento. Dentre as medidas 
estabelecidas pelos republicanos se destacaram duas: a extinção do tráfico negreiro e a 
convocação da população para a formação de um exército contra a monarquia. A proposta dos 
revoltosos era elaborar uma Constituição semelhante à da Colômbia, a qual, por sua vez, era 
próxima à dos Estados Unidos. O movimento durou cerca de 2 meses. Em 12 de setembro forças 
terrestres derrotaram os revolucionários e líderes foram sentenciados à morte, como Frei Caneca. 
08. Incorreta. Na realidade, a República da Banda Oriental do Uruguai era a província da 
Cisplatina. Isso significa que o Brasil perdeu esse território em razão dessa guerra. E isso pesou 
negativamente para a imagem do imperador brasileiro, na política interna, pois o Estado gastou 
rios de dinheiro em um conflito no qual saiu completamente malsucedido. Resumidamente, em 
1825, sob a liderança de João Antonio Lavalleja, iniciou-se um Movimento de Libertação Nacional 
com vistas a adquirir a Independência. Nesse contexto, a região da atual Argentina, na época 
chamada de Províncias Unidas do Rio do Prata, apoiou o movimento com vistas a promover a 
integração da Cisplatina ao território dessa confederação de províncias. Em reação a essa aliança, 
Dom Pedro I declarou guerra à Argentina e enviou tropas à Cisplatina. Assim começou a Guerra 
da Cisplatina ocorrida entre 1825 e 1828. Depois de 3 anos de conflito sem vencidos e nem 
vencedores, a Inglaterra mediou um desfecho o qual nem Argentina e nem Brasil ficariam com o 
território da Cisplatina. Finalmente, a região ganhava autonomia e se transformava na República 
Oriental do Uruguai. 
16. Correta! Havia muitas controvérsias sobre a escolha de D. Pedro I para ser a liderança na nova 
nação, sobretudo por ele ser natural de Portugal e ser o herdeiro do trono lusitano. Isto implicava 
que, quando D. João VI morresse e seu filho fosse coroado, era quase certeza que Brasil e Portugal 
se reunificassem e o primeiro corresse o risco de ser rebaixado novamente à categoria de colônia. 
Por isso, ao mesmo tempo que O PartidoPortuguês se aproximava do imperador com a esperança 
dessa reunificação, o Partido Brasileiro se dividia em moderados e exaltados, os quais divergiam 
sobre usar D. Pedro I, mas limitar seus poderes, ou rejeitá-lo completamente como imperador. 
Ainda, havia as tendências republicanas que, apesar não ter representatividade no Parlamento, 
encontravam eco nas ruas e nas revoltas que pipocavam pelo país, rejeitando qualquer tipo de 
monarquia. 
Gabarito: 04 + 16 = 20 
 (URCA 2017) 
“A despeito do intenso processo de industrialização, da maciça penetração de capitais 
estrangeiros, da crescente presença de corporações multinacionais, do explosivo 
crescimento urbano, da melhoria dos índices de alfabetização e das várias tentativas de 
“modernizar” o país, feitas de um por sucessivos governos civis e militares, as palavras 
amargas de um notável crítico literário e analista social, Silvio Romero, pronunciadas há mais 
de um século, lamentando a dependência econômica em relação aos capitais estrangeiros e 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
142 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
a incapacidade da República de incorporar os benefícios do progresso à grande maioria da 
população e de criar uma sociedade realmente democrática, soam ainda hoje verdadeiras.” 
(COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República. São Paulo: Unesp, 2010, p. 9) 
A nota à edição do Livro que Emília Viotti da Costa faz nos leva a perceber que existem 
estruturas sistêmicas no Brasil que nos remetem a uma história de longa duração. Assim, 
podemos corretamente afirmar sobre o Brasil pós independência que: 
 
A) As elites brasileiras que tomaram o poder em 1822 compunham-se de fazendeiros, 
comerciantes e membros de sua clientela, ligados à economia de exportação e interessados 
no rompimento das estruturas tradicionais de produção cujas bases eram o sistema de 
trabalho escravo e a grande propriedade; 
B) A presença do herdeiro da Casa de Bragança e de pouca capacidade de mobilização 
política no Brasil permitiu a oportunidade de organizar um sistema político fortemente 
descentralizado que permitia aos municípios e províncias intensa autonomia frente ao poder 
central; 
C) Dentro da tradição colonial, no pós independência, o Estado foi subordinado à Igreja e o 
catolicismo mantido como religião oficial, ainda que fosse permitido o culto privado de 
outras religiões; 
D) Após a independência foi adotado o voto censitário que excluía a maior parte da 
população; 
E) No pós independência, o trabalho escravo foi mantido, mas foram superadas as relações 
de poder baseadas na troca de favores e a patronagem foi substituída pela mobilidade social 
com base no mérito. 
Comentários: 
 Nesse texto a autora aborda a industrialização no país. É afirmado que houve muitas 
tentativas por inúmeros governos de implementá-la, porém nenhum conseguiu nos tirar a 
dependência com relação aos capitais estrangeiros. Além disso, o excerto faz críticas ao progresso 
que não chegou a maior parte da população e nem criou uma sociedade realmente democrática. 
Diante disso, Emília Viotti da Coara mostra que existem estruturas sistêmicas no Brasil que estão 
entrelaçados com toda a nossa História. Diante disso, a questão pede para que apontemos uma 
dessas estruturas criadas após a Independência do Brasil. Então, vejamos: 
a) Incorreto. O processo de independência do Brasil foi um acordo guiado pelas elites agrárias 
que temiam Revoluções Populares, como as que aconteceram nos Estados Unidos, França e Haiti. 
Para isso, a oligarquia colonial apoiou a Proclamação do Império, feito pelo sucessor do reino de 
Portugal, D. Pedro I. Graças a isso o trabalho escravo e os latifúndios foram mantidos. 
b) Incorreto. Na realidade, a presença de D. Pedro refletiu o oposto do afirmado na alternativa. A 
escolha dele como o primeiro imperador do Brasil tinha um caráter político, visto o medo de 
fragmentação política caso o país adotasse um governo republicano. A presença do herdeiro 
português fez com que as elites o defendessem para que se mantivesse as estruturas 
socioeconômicas do período anterior. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
143 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
c) Incorreto. A afirmação não é errônea, porém não aborda os principais conceitos tratados pela 
autora que são a industrialização, o progresso e a democracia no Brasil. 
d) Correto. O voto censitário foi a forma escolhida pelo imperador D. Pedro I, na organização do 
sistema eleitoral presente na Constituição de 1824. Este, esteve presente até o Período 
Republicano. 
e) Incorreto. As trocas de favores e a patronagem são relações presentes até hoje na política 
brasileira. 
Gabarito: D 
 (URCA 2020) 
“A ruptura com Portugal, em 1822, iniciou longo período de discussões, confrontos e 
definições acerca do liberalismo a ser implantado no país independente. A proliferação da 
imprensa ampliou a difusão e o debate dos preceitos liberais, delineando-se, ao menos até 
o início do Segundo Reinado, as principais características do liberalismo no Brasil. Durante 
esse período, momentos de maior restrição política e de frustrações de expectativas geraram 
descontentamentos e, por vezes, revoltas, lideradas por elementos das elites, como como 
outros movimentos, de acento mais popular, que também eclodiram em várias partes do 
país, principalmente durante as regências” (FONSECA, Thais Nivia de lima e. História & 
Ensino de História. Belo Horizonte: Autêntica, 2003, p. 43). 
Considerando o texto acima, assinale o que for correto sobre o que se sucedeu após a 
independência no processo de formação do Estado Nacional Brasileiro. 
A) Muitos movimentos que ocorreram após a independência se justificavam pela amplitude 
ao direito de voto e abolição da escravidão propostas por D. Pedro I à Assembleia 
Constituinte por ele convocada; 
B) O primeiro reinado fundou práticas políticas típicas da elite política brasileira que se 
mantiveram até o século XX, como à defesa da propriedade privada e da igualdade jurídica 
e política; 
C) O fato de os pensadores brasileiros serem absolutamente contrários ao pensamento 
liberal gerou a cultura do cidadão produtivo e obediente às leis, mas impedido de exercer 
seus direitos políticos; 
D) Enquanto na Europa a preocupação era em manter os descendentes de escravos do 
período feudal excluídos dos processos educacionais e culturais, no Brasil o problema que a 
elite deveria enfrentar era a inclusão dos trabalhadores no sistema de ensino; 
E) A exclusão social brasileira era marcada pela escravidão e por todas as implicações 
jurídicas, econômicas, políticas e simbólicas que ela acarretava. 
 Comentários: 
O que se sucedeu a Independência do Brasil foi a instauração de um governo monárquico, 
em que a historiográfica denomina como Brasil Império (1822-1889). Tratando-se do 
Primeiro-Reinado (1822-1831), Dom Pedro I, príncipe de Portugal, se autoproclamou 
imperador do Brasil. Assim, logo após o reconhecimento de Portugal, em 1823, o governante 
encontrou grandes desafios perante a independência do imenso território brasileiro. Sabe-
se que a instauração da monarquia foi uma solução encontrada pelas elites coloniais e a 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
144 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
realeza portuguesa para assegurar a mão de obra escrava e não fragmentar o futuro país. 
Dentre as estruturas desse período vejamos cada uma delas: 
- Economia: Essa área não se diferenciou do Período Colonial. Com grandes concentrações 
de terras, as elites latifundiárias produziam matérias primarias e do gênero alimentício, por 
meio da mão de obra escrava. Todos esses produtoseram exportados para o mercado 
europeu. Mas isso gerou um impasse, pois a Revolução Industrial iniciada na Inglaterra 
começava a se espalhar para outros países e os produtos industrializados passaram a ter mais 
valor que os produtos primários. Então, isso tornou a balança comercial brasileira 
desfavorável, uma vez que o Brasil não possuía produção industrial, e sim de matérias-primas. 
Além disso, uma forte concorrência na produção de açúcar, algodão e couro nos territórios 
vizinhos abalou ainda mais essa economia rural que se sustentava de maneira fragilizada. 
Para contornar esses problemas, o imperador recorreu a inúmeros empréstimos a Bancos 
ingleses. Isso acarretou um aumento da dívida externa brasileira, que já nascia de uma 
herança dos portugueses no processo de independência. 
- Sociedade: A população brasileira no período monárquico se formava fundamentalmente 
por escravos e pelas elites agrárias. Não se sabia precisamente a quantidade de pessoas que 
viviam no Brasil. Entretanto D. Pedro nunca teve o interesse em estimar esse número. 
Ademais, os escravos não foram libertados e os homens livres não possuíam qualquer 
proteção do Estado. Esses fatores aprofundaram a miséria e a desigualdade social no país 
ao longo do tempo. Como novidade, temos a ampliação das estruturas administrativas do 
Estado Brasileiro. Isso formou uma camada de burocratas do Estado, conhecidos como os 
servidores públicos. Nesse estrato social estavam os filhos dos aristocratas, sobretudo, os 
que se formavam em Coimbra. Assim, esses agentes constituíram a camada média e letrada 
do Império. Além deles também encontramos os intelectuais que, não podendo viver 
somente de seus livros e escritos, tornaram-se funcionários públicos. Sobre a religião, o 
Império herdou o catolicismo de um acordo feito entre a monarquia portuguesa com a Igreja 
na época da Conquista Americana. 
- Política: Os principais grupos de pensamento estavam divididos entre o Partido Português 
e o Partido Brasileiro (que se dividia entre moderados e exaltados). Os principais temas 
políticos se concentraram no papel dos portugueses no novo Estado e se o poder do 
imperador era soberano ou o se era submetido ao Parlamento. Outro tema relevante foi se 
as provinciais teriam maior autonomia ou se seriam guiadas por um poder político unificado. 
Nessas questões, D. Pedro se mostrou autoritário e pouco hábil nas mediações. Isso 
descontentou as elites brasileiras e algumas Províncias (atuais Estados) iniciaram guerras de 
separação. Entre elas estão a Guerra da Cisplatina (1825-1828), no extremo sul do país, e a 
Confederação do Equador (1824), no Nordeste. Além disso, havia o problema de sucessão 
ao trono português na Europa, que em 1826 ficou vago após a morte de Dom João VI. A 
partir daí, D. Pedro I se preocupou com o golpe que seu irmão, D. Miguel, tentava aplicar 
em Portugal. 
Diante dessas três características apontadas, podemos responder o que se sucedeu a 
Independência do Brasil: 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
145 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
a) Incorreto. A Constituição de 1824 promulgada por D. Pedro I dizia que o voto era 
censitário e que a escravidão no Brasil não seria abolida, indo de confronto com o que a 
afirmação diz. 
b) Incorreto. Não era defendido a igualdade jurídica e política pelas elites oligárquicas. 
c) Incorreto. A maioria dos pensadores brasileiros faziam parte da camada média da 
sociedade brasileira, formada por escritores e filhos de aristocratas. Esses, em sua maioria, 
defendiam ideias liberais e alguns tinham renda mínima para poderem votar. 
d) Incorreto. Enquanto na Europa a preocupação era incluir toda a população nos processos 
educacionais e culturais, no Brasil o problema era não incluir os escravos no mercado de 
trabalho para não quebrar os lucros e as estruturas econômicas do país. 
e) Incorreto. A escravidão foi uma das principais estruturas do Brasil Império. 
Gabarito: E 
 (UVA 2018) 
Sobre a escravidão no Brasil do século XIX, não é correto afirmar: 
a) Deixou como herança uma cultura de preconceito social. 
b) Foi a base de sustentação da economia brasileira no período. 
c) Foi aceita sem contestação pelos cativos. 
d) É uma violação dos direitos humanos. 
 Comentários: 
A discussão sobre a escravidão é complexa e tem impactos em vários setores da vida do país. A 
escravização estrutural existente refletiu no desenvolvimento econômico, nas relações sociais e 
política, bem como na forma como os brasileiros entenderam o sentido do trabalho. Por isso, os 
impactos da escravidão se entrelaçam e geram consequências que estão sempre relacionadas. 
O comércio de escravos era uma das atividades comerciais mais lucrativas do Brasil durante a 
Colônia e o Império. Assim, a escravidão estruturou fortunas, hierarquias internas e sistemas de 
poder. Desse modo, havia um interesse econômico na manutenção da escravidão por parte da 
aristocracia fundiária. 
Esse regime de trabalho foi tão importante para a manutenção do status quo no Império, que a 
Inglaterra foi confrontada pelo governo do Brasil. Como parte dos acordos para que a potência 
europeia reconhecesse a independência do novo país tropical, os britânicos pressionavam os 
brasileiros para que acabassem com o comércio escravista. Algumas medidas foram tomadas, 
mas jamais cumpridas, como por exemplo, a criação da Lei Feijó (1831), que acabava com o 
tráfico de escravo. Na prática o Brasil continuou recebendo todos os navios com pessoas 
escravizadas. Daí a expressão “para inglês ver” – ou seja, algo sem efeito, sem sentido, que não 
vale nada. Ao contrário, entre 1826 e 1830 houve um verdadeiro boom no comércio escravista 
que passou da média anual de 40 mil para 60 mil escravos. 
As populações negras resistiam, e dentro do período monárquico, os movimentos de maior 
visibilidade foram Confederação do Equador (1824), a Revolta dos Males (1835), a Cabanagem 
(1835-1840) e a Balaiada (1838-1841). Porém, todos as rebeliões foram duramente reprimidas e 
a abolição da escravatura só foi promulgada no final do Segundo-Reinado, em 1888. Portanto, a 
t.me/CursosDesignTelegramhub
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 13 – História do Brasil - Império Brasileiro 
 
 
146 
174 
 
 AULA 13: História do Brasil - Império Brasileiro 
única resposta que está incorreta com relação a escravidão no Brasil é a letra C, pois houve 
revoltas de contestação dos cativos contra seus senhores, como os mencionados no texto. 
Gabarito: C 
 (UVA 2014) 
“Brasileiros! Salta aos olhos a negra perfídia, são patentes os reiterados perjuros do 
Imperador, e está conhecida nossa ilusão ou engano em adotarmos um sistema de governo 
defeituoso em suas partes componentes. As constituições, as leis e todas as instituições 
humanas são feitas para os povos e não os povos para elas. Ela, pois, brasileiros, tratemos 
de constituir-nos de modo análogo às luzes do século em que vivemos (...)”. 
Leia as alternativas abaixo: 
I – A Confederação do Equador foi resultado do enraizamento dos ideais liberais: república, 
federalismo e abolição da escravidão. 
II – O líder da Confederação do Equador foi o Pe. Antônio Feijó. 
III – O movimento não obteve êxito por ser estruturalmente fraco, não contando sequer com 
um projeto político. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
d) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 Comentários: 
A questão aborda um movimento separatista que surgiu logo após a Independência do Brasil, em 
1822. Logo no início do Período Imperial, as medidas políticas impostas pelo Imperador D. Pedro 
I reafirmavam a centralização do poder político e o autoritarismo governamental. Assim, acirraram-
se os ânimos entre os setores partidários de outras