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A responsabilidade civil do Estado é uma obrigação legal de ressarcir os danos por atos – mesmo ilícitos – dos agentes públicos no desempenho de suas funções ou a pretexto de exercê-las. No que se refere à responsabilidade civil do Estado, marque a alternativa correta. Selecione a resposta: • A - A responsabilidade do Estado é objetiva. • B - O Estado é isento de responsabilidade. • C - O Brasil optou pela responsabilidade com culpa civil do Estado, porque cabe ao particular lesado provar o dano. • D - A responsabilidade do Estado é subjetiva, alicerçada na teoria do risco integral. • E - O risco administrativo pode decorrer de uma destas três hipóteses: inexistência do serviço, mau funcionamento do serviço ou retardamento do serviço. A responsabilidade civil do Estado está entre os casos de responsabilidade objetiva previstos na legislação brasileira. No entanto, nem sempre foi assim. Houve uma longa evolução até se chegar ao estágio atual. Marque a alternativa correta a respeito das fases dessa evolução. Selecione a resposta: • A - Irresponsabilidade do Estado: como o Estado age por meio de seus agentes, somente existia obrigação de indenizar quando tivessem agido com culpa ou dolo, cabendo ao particular prejudicado demonstrar o dano. • B - Responsabilidade com culpa civil do Estado: essa teoria ostentou mais relevância nos regimes absolutistas. Ela sustentava a ideia de que não era possível o Estado lesar seus súditos, uma vez que ele errava. • C - Teoria do risco administrativo: representa uma “exacerbação da responsabilidade civil” do Estado. De acordo com essa teoria, basta a existência de evento danoso e do nexo causal para que surja a obrigação de indenizar para a administração, mesmo que o dano aconteça por culpa específica do particular. • D - Teoria do risco integral: como a administração pública provoca risco para os administrados, percebe-se que os membros da comunidade podem sofrer em decorrência da normal ou anormal atividade do Estado. Considerando-se que essa atividade é exercida em favor de todos, seus ônus devem também ser suportados por todos, e não apenas por alguns. • E - Teoria da culpa administrativa: representou o primeiro estágio da transição entre a doutrina subjetiva da culpa civil e a responsabilidade objetiva, usada atualmente pela maioria dos países ocidentais. Conforme essa teoria, o dever de o Estado indenizar o dano sofrido pelo particular só existe caso seja confirmada a existência de falta do serviço. Embora pareça estranho, já houve momentos históricos em que prevalecia a ideia de que o Estado seria totalmente irresponsável em relação aos seus atos. Atualmente, em termos de responsabilidade civil do Estado, no ordenamento jurídico brasileiro, prevalece qual teoria? Selecione a resposta: • A - Responsabilidade com culpa. • B - Risco integral. • C - Responsabilidade pelos atos de império. • D - Responsabilidade sem culpa. • E - Responsabilidade pelos atos de império e risco integral. O nexo de causalidade, ou seja, um elo entre a ação ou omissão e o dano, é o fundamento da responsabilidade civil do Estado. Todavia, há situações em que essa responsabilidade poderá ser amenizada, através de uma atenuante. O que é considerado atenuante da responsabilidade civil do Estado? Selecione a resposta: • A - Caso fortuito. • B - Culpa exclusiva da vítima. • C - Fato exclusivo de terceiro. • D - Força maior. • E - Culpa concorrente da vítima. A responsabilidade objetiva do Estado comporta situação que pode fazê-la deixar de existir (excludentes) ou ao menos mitigá-la (atenuantes). A respeito desse tema, marque a alternativa correta. Selecione a resposta: • A - Sendo a regra a teoria do risco integral, inexistem excludentes de responsabilidade. • B - A teoria do risco integral está relacionada com os riscos inerentes à própria atividade da administração pública. • C - A culpa exclusiva da vítima, o caso fortuito e a força maior são excludentes de responsabilidade civil do Estado por aplicação da teoria do risco administrativo. • D - Aplicada a teoria do risco administrativo, exige-se, para a responsabilização do Estado, a ocorrência de ação ou omissão voluntária, nexo causal, culpa e dano. • E - Aplica-se, como regra, a teoria subjetiva.