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GESTÃO DA QUALIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL Conceitos gerais, evolução, importância, aplicação, sistema de gestão da qualidade... 1 – Qualidade: Conceito O conceito de qualidade apresentado pelas principais autoridades da área são as seguintes: • (JURAN, 1992:9) "Qualidade é ausência de deficiências" ou seja, quanto menos defeitos, melhor a qualidade. 1 – Qualidade: Conceito • (FEIGENBAUM, 1994:8) "Qualidade é a correção dos problemas e de suas causas ao longo de toda a série de fatores relacionados com marketing, projetos, engenharia, produção e manutenção, que exercem influência sobre a satisfação do usuário." 1 – Qualidade: Conceito • (CROSBY, 1986:31) "Qualidade é a conformidade do produto às suas especificações." As necessidades devem ser especificadas, e a qualidade é possível quando essas especificações são obedecidas sem ocorrência de defeito. 1 – Qualidade: Conceito • (DEMING, 1993:56) "Qualidade é tudo aquilo que melhora o produto do ponto de vista do cliente". Deming associa qualidade à impressão do cliente, portanto não é estática. A dificuldade em definir qualidade está na renovação das necessidade futuras do usuário em características mensuráveis, de forma que o produto possa ser projetado e modificado para dar satisfação por um preço que o usuário possa pagar. 1 – Qualidade: Conceito • (ISHIKAWA, 1993;43) "Qualidade é desenvolver, projetar, produzir e comercializar um produto de qualidade que é mais econômico, mais útil e sempre satisfatório para o consumidor." 1 – Qualidade: Conceito • Grau no qual um conjunto de características inerentes satisfaz a requisitos. ISO 9000:2005 1 – Qualidade: Evolução A evolução da qualidade para a moderna administração da qualidade total é uma história que tem três períodos ou “eras” principais. 1. Era da inspeção • Produtos são verificados um a um. • Cliente participa da inspeção. • Inspeção encontra defeitos, mas não produz qualidade. 1 – Qualidade: Evolução 2. Era do controle estatístico: • Produtos são verificados por amostragem. • Departamento especializado faz controle da qualidade. • Ênfase na localização de defeitos. 1 – Qualidade: Evolução 3. Era da qualidade total: • Processo produtivo é controlado. • Toda a empresa é responsável. • Ênfase na prevenção de defeitos. • Qualidade assegurada; sistema de administração da qualidade. 2 – A ISO 9001 A primeira norma tinha estrutura idêntica à norma britânica BS 5750, mas também foi influenciada por outras normas existentes nos EUA e por normas de defesa militar. As revisões foram as seguintes: • ISO 9001/9002/9003/9004:1987 • ISO 9000:1994 • ISO 9001:1994 • ISO 9001:2000 • ISO 9000:2005 • ISO 9001:2008 Histórico Família ISO 9000 Sistema de gestão da qualidade – Fundamentos e Vocabulário Sistema de gestão da qualidade - Requisitos ... Conforme necessário (exemplo SO/TR 10013) ISO 9004 ISO 9000 ISO 9001 Relatórios Técnicos Sistema de gestão da qualidade – Diretrizes para melhoria do desempenho ISO 10012 ISO 19011 Medição Auditoria Mudanças ISO 9001:2008 • A ISO 9001:2008 não inclui mudanças consideráveis quando comparada com a ISO 9001:2000, o que se nota é que os requisitos foram re-escritos de uma maneira mais clara, alguns foram reforçados com notas explicativas e outros foram simplificados. Por outro lado foi aumentada a compatibilidade com o Sistema de Gestão Ambiental. Princípios da Gestão da Qualidade Conforme ISO 9000:2005 • Foco no cliente; • Liderança; • Envolvimento de pessoas; • Abordagem de processo; • Abordagem sistêmica de gestão; • Melhoria contínua; • Abordagem factual para tomada de decisão; • Relação mutuamente benéfica com fornecedores. Foco no Cliente As organizações dependem dos seus clientes e das outras partes interessadas: Clientes Qualidade do Produto/Serviço Acionistas Retorno do Investimento Fornecedores Continuidade do Negócio Sociedade Comportamento Responsável Funcionários Desenvolvimento Pessoal e Profissional http://www.facebook.com/profile/pic.php?uid=AAAAAQAQ0dqQRAJulGk8Sy-sa-hABAAAAArDX6gkEKZkfsqMD6LQnuUf http://www.facebook.com/profile/pic.php?uid=AAAAAQAQ0dqQRAJulGk8Sy-sa-hABAAAAArDX6gkEKZkfsqMD6LQnuUf http://www.facebook.com/profile/pic.php?uid=AAAAAQAQ0dqQRAJulGk8Sy-sa-hABAAAAArDX6gkEKZkfsqMD6LQnuUf http://www.facebook.com/profile/pic.php?uid=AAAAAQAQ0dqQRAJulGk8Sy-sa-hABAAAAArDX6gkEKZkfsqMD6LQnuUf http://www.facebook.com/profile/pic.php?uid=AAAAAQAQ0dqQRAJulGk8Sy-sa-hABAAAAArDX6gkEKZkfsqMD6LQnuUf Liderança Líderes fornecem: • Unidade de objetivos; • Direcionamento; • Ambiente interno. http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://blog.grupofoco.com.br/focotalentos/wordpress/wp-content/uploads/2009/10/lideres1.jpg&imgrefurl=http://blog.grupofoco.com.br/focotalentos/index.php/2009/10/15/a-geracao-y-e-a-busca-pela-lideranca/&usg=__bq14qGzLtTTv1wq_dtA1EaFn-Pw=&h=300&w=299&sz=17&hl=pt-BR&start=1&um=1&tbnid=e99z_4IhFlGdUM:&tbnh=116&tbnw=116&prev=/images?q%3Dl%C3%ADderes%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26um%3D1 Envolvimento de Pessoas As pessoas são a essência da organização: O total envolvimento deles permite o uso de suas habilidades em benefício da organização. http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://estudioastoria.googlepages.com/equipe.jpg/equipe-full;init:.jpg&imgrefurl=http://estudioastoria.googlepages.com/masteriza%C3%A7%C3%A3o&usg=__5ZOgtfD4YjQgYjvrWKHn4MM95Yc=&h=333&w=325&sz=9&hl=pt-BR&start=23&um=1&tbnid=pa9_9u7BIVwUxM:&tbnh=119&tbnw=116&prev=/images?q%3Dequipe%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D18%26um%3D1 Abordagem de Processo CONTROLES PROCESSO “conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transformam entradas em saídas” RECURSOS ENTRADA SAÍDA PRODUTO Eficácia do Processo extensão pela qual as atividades planejadas são realizadas e os resultados planejados são atingidos Eficiência do Processo relação entre o resultado alcançado e os recursos utilizados Abordagem Sistêmica de Gestão Processo A Identificar, entender e gerenciar processos inter-relacionados como um sistema contribuem para a eficácia e eficiência da organização em alcançar objetivos. Processo C Processo B Processo D E E E E S S S S R R R R C C C C E = ENTRADA S = SAÍDA R = RECURSOS C = CONTROLES Melhoria Contínua AGIR: Executar ações para promover continuamente a melhoria do desempenho do processo. A metodologia conhecida com “Plan-Do-Check-Act” pode ser aplicada: VERIFICAR/CHECAR: Melhorar e medir processos e produtos em relação às políticas, aos objetivos e aos requisitos para o produto e relatar os resultados. PLANEJAR: Estabelecer os objetivos e processos necessários para fornecer resultados de acordo com os requisitos do cliente e políticas da organização. FAZER: Implementar os processos. http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://leadershipchamps.files.wordpress.com/2008/03/pdca.png&imgrefurl=http://leadershipchamps.wordpress.com/2008/03/03/project-management-process-groups/&usg=__uuekV0zmnkBRIIXqi90r0AlJKQg=&h=473&w=435&sz=49&hl=pt-BR&start=4&um=1&tbnid=qCIXV9XAAuNpVM:&tbnh=129&tbnw=119&prev=/images?q%3DPDCA%26hl%3Dpt-BR%26um%3D1 Abordagem Factual para Tomada de Decisão Decisões eficazes baseiam-se na análise de dados e informações. http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.thoughtsdigest.com/wp-content/uploads/2007/08/decision.jpg&imgrefurl=http://marcelao.wordpress.com/tag/gerenciamento-de-projetos/&usg=__BhNUstFnRm0Zkjk0rlvqaFTXl4o=&h=439&w=300&sz=17&hl=pt-BR&start=2&um=1&tbnid=qh4in396KPHeCM:&tbnh=127&tbnw=87&prev=/images?q%3Dtomada%2Bde%2Bdecis%C3%A3o%26hl%3Dpt-BR%26um%3D1 Relação Mutuamente Benéfica com Fornecedores Umaorganização e seus fornecedores são interdependentes. Uma relação mutuamente benéfica aumenta a capacidade de ambos para criar valor. http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.ncimobiliaria.com.br/images/aperto_maos.jpg&imgrefurl=http://www.ncimobiliaria.com.br/&usg=__ya1uJubPDrHleVsfBhRiQwXKrNE=&h=400&w=391&sz=43&hl=pt-BR&start=2&um=1&tbnid=PRy05Jcr9rzpbM:&tbnh=124&tbnw=121&prev=/images?q%3Dfechar%2Bneg%C3%B3cio%26hl%3Dpt-BR%26um%3D1 Introdução NBR ISO 9001:2008 • 0.1 Generalidades Influências para implantação de um sistema de gestão da qualidade: – Ambiente organizacional, mudanças e riscos; – Alteração das necessidades; – Objetivos particulares; – Produtos fornecidos; – Processos utilizados; – Porte e estrutura organizacional. Introdução NBR ISO 9001:2008 • 0.1 Generalidades – Esta norma não impõe uniformidade na estrutura de SGQ ou de documentação; – Os requisitos especificados nesta norma são complementares aos requisitos dos produtos; – As informações identificadas como “NOTA” se destinam a orientar o entendimento ou esclarecer o requisito; – Pode ser utilizada por partes internas e externas; – Os princípios de gestão da qualidade declarados na ISO 9000 e ISO 9004 são levados em consideração. 0.2 Abordagem de Processo • Encoraja a abordagem de processo para a gestão da qualidade; • Introduz o modelo de processo como apresentação conceitual dos requisitos especificados para o SGQ. Processo A Processo C Processo B Processo D Processo Atividade + Recursos Entrada Saída Controles, p. ex. procedimentos Modelo do Sistema de Gestão da Qualidade 0.3 Relacionamento com a ISO 9004 Par consistente: • Complementam-se mutuamente; • Podem ser usados separadamente; • Escopo diferente – estrutura similar. ISO 9001 ISO 9004 Foco no cliente É certificável Objetiva a melhoria do desempenho e a eficìência 0.4 Compatibilidade com Outros Sistemas de Gestão ISO 14001:2004 Não inclui requisitos de outros sistemas de gestão, como por exemplo os específicos de segurança e saúde ocupacional, gestão financeira e riscos. 1. Escopo 1.1 Geral A norma especifica requisitos do SGQ para: • demonstrar a capacidade da organização de consistentemente fornecer produtos, que atendam aos requisitos do cliente e aos requisitos regulamentares aplicáveis. • aumentar a satisfação do cliente através da aplicação eficaz do sistema, incluindo processos para melhoria contínua e garantia de conformidade com os requisitos do cliente e requisitos regulamentares aplicáveis. • produto = produto pretendido pelo cliente ou requerido por ele. 1.2 Aplicação • Os requisitos são genéricos; • Os requisitos podem ser excluídos se não puderem ser aplicados, devido à natureza da organização e de seus produtos; • As exclusões devem: • Não afetar a capacidade ou responsabilidade de fornecer produto que atendm aos requisitos; • Limitar-se aos requisitos da cláusula 7; • (cl. 4.2.2 “detalhes e justificativas de qualquer exclusão devem ser incluídos no manual da qualidade”). • Conformidade com a ISO 9001 não pode ser declarada, se as exclusões forem além das descritas acima. 2. Referências Normativas • Para referências datadas, as emendas ou revisões das publicações citadas não se aplicam; • Os usuários são encorajados a utilizar a revisão mais recente ISO 9000:2005 Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário. 3. Termos e Definições • A ISO 9000:2005 é aplicável; • Nova terminologia de cadeia de suprimento; • Termo “produto” pode também significar “serviço”, onde produto = resultado de processo; Fornecedor Organização Cliente 4. Sistema de Gestão da Qualidade • 4.1 Generalidades Estabelecer, documentar, implementar e manter um SGQ, visando: – Determinar os processos, sua seqüência e interação; MUDANÇA! A organização deve “determinar” os processos, foi trocada a palavra “identificar”, sugerindo que se faça também o mapeamento dos processos. – Determinar critérios e métodos para operação e controle dos processos; – Disponibilidade de recursos e informações; – Monitorar, medir quando aplicável, e analisar esses processos; MUDANÇA! Incluído o “quando aplicável” para medição. – Implantar ações de correção e de melhorias. 4. Sistema de Gestão da Qualidade • 4.1 Generalidades Quando a organização opta por terceirizar algum processo que afete a conformidade do produto, a organização deve assegurar o seu controle. O tipo e extensão do controle depende: – Do impacto potencial do processo terceirizado; – Do grau no qual esse controle é compartilhado; – Da capacidade de atingir o controle necessário por meio da cláusula 7.4. 4. Sistema de Gestão da Qualidade • 4.2 Requisitos de Documentação – 4.2.1 Generalidades A documentação do SGQ inclui: • Declarações documentadas da Política e dos Objetivos da Qualidade; • Manual da Qualidade; • Procedimentos documentados requeridos pela norma; • Documentos, incluindo registros, necessários para assegurar o planejamento, a operação e o controle eficazes do processo. 4. Sistema de Gestão da Qualidade • 4.2 Requisitos de Documentação – 4.2.1 Generalidades Abrangência da documentação depende: • Do porte da organização e tipo de atividade; • Da complexidade dos processos; • Da competência do pessoal. A documentação pode estar em qualquer forma ou tipo de meio de comunicação. 4. Sistema de Gestão da Qualidade • 4.2 Requisitos de Documentação – 4.2.2 Manual da Qualidade O Manual da Qualidade deve incluir: • Escopo do SGQ, com detalhes e justificativas de exclusões; • Procedimentos documentados ou referência a eles; • Descrição da interação dos processos do SGQ. 4. Sistema de Gestão da Qualidade • 4.2 Requisitos de Documentação – 4.2.3 Controle de Documentos Um procedimento documentado (1º) deve ser estabelecido para: • Aprovar documentos antes da emissão; • Analisar criticamente e atualizar; • Assegurar que alterações e situação de revisão sejam identificadas; • Assegurar que as versões pertinentes estejam disponíveis nos locais de uso; 4. Sistema de Gestão da Qualidade • 4.2 Requisitos de Documentação – 4.2.3 Controle de Documentos • Assegurar que os documentos permaneçam legíveis e prontamente identificáveis; • Assegurar que os documentos de origem externa sejam identificados e controlados; • Evitar o uso não pretendido de documentos obsoletos e aplicar identificação adequada em caso de retenção dos mesmos. 4. Sistema de Gestão da Qualidade • 4.2 Requisitos de Documentação – 4.2.4 Controle de Registros • Um procedimento documentado (2º) deve ser estabelecido para definir controles necessários para: • Identificação; • Armazenamento; • Proteção; • Recuperação; • Retenção e; • Disposição dos registros. 5. Responsabilidade da Direção • 5.1 Comprometimento da Direção A alta direção deve fornecer evidência do seu comprometimento com o SGQ através: – Da comunicação com a organização, sobre importância do SGQ; – Do estabelecimento da Política da Qualidade; – Do estabelecimento dos Objetivos da Qualidade; – Da condução de análises críticas do SGQ; – Dos recursos disponibilizados. 5. Responsabilidade da Direção • 5.2 Foco no Cliente A alta direção deve assegurar que os requisitos do cliente sejam determinados e atendidos com o propósito de aumentar a satisfação do cliente. 5. Responsabilidade da Direção • 5.3 Política da Qualidade A Política da Qualidade deve ser: – Apropriada com o propósito da organização; – Incluir comprometimento com o atendimento dos requisitos e a melhoria contínua; – Desdobrável em objetivos da qualidade; – Comunicada e entendida por todos; – Analisada criticamente para manter sua adequação. 5. Responsabilidade da Direção • 5.4Planejamento – 5.4.1 Objetivos da Qualidade – Os objetivos da qualidade devem ser mensuráveis e consistentes com a política. 5. Responsabilidade da Direção • 5.4 Planejamento – 5.4.2 Planejamento do SGQ Deve ser realizado de forma a satisfazer os requisitos e os objetivos da qualidade e manter a integridade do SGQ em casos de mudanças planejadas e implementadas. 5. Responsabilidade da Direção • 5.5 Responsabilidade, Autoridade e Comunicação – 5.5.1 Responsabilidade e Autoridade – 5.5.2 Representante da Direção – A alta direção deve indicar um membro da organização com responsabilidades e autoridade para: • Manutenção do SGQ; • Relatar à alta direção o desempenho do SGQ e necessidade de melhoria; • Assegurar a conscientização em toda a organização. 5. Responsabilidade da Direção • 5.5 Responsabilidade, Autoridade e Comunicação – 5.5.3 Comunicação Interna A alta direção estabelecer os meios de comunicação adequados para informar a todos sobre a eficácia do SGQ. 5. Responsabilidade da Direção • 5.6 Análise Crítica pela Direção – 5.6.1 Generalidades A alta direção deve analisar criticamente o SGQ a intervalos planejados, incluindo oportunidades de melhoria, necessidades de mudanças, análise da política e dos objetivos da qualidade. Registros devem ser mantidos. 5. Responsabilidade da Direção • 5.6 Análise Crítica pela Direção – 5.6.2 Entradas da Análise Crítica • Resultados de auditoria; • Realimentação de clientes; • Desempenho de processo e conformidade de produto; • Situação de ações corretivas e preventivas; • Ações de análises anteriores; • Mudanças que possam afetar o SGQ; • Recomendações para melhoria. 5. Responsabilidade da Direção • 5.6 Análise Crítica pela Direção – 5.6.3 Saídas da Análise Crítica • Melhoria da eficácia do SGQ e dos processos; • Melhoria do produto em relação aos requisitos; • Necessidade de recursos. 6. Provisão de Recursos • 6.1 Provisão de Recursos A organização deve determinar e prover recursos necessários para: – Implementar, manter e melhorar o SGQ; – Aumentar a satisfação de clientes. 6. Provisão de Recursos • 6.2 Recursos Humanos – 6.2.1 Generalidades As pessoas que afetam a conformidade com os requisitos do produto devem ser competentes com base em educação, treinamento, habilidade e experiência apropriados. 6. Provisão de Recursos • 6.2 Recursos Humanos 6.2.2 Competência, Treinamento e Conscientização • Determinar a competência necessárias das pessoas que afetam o SGQ; • Onde aplicável, prover treinamentos ou outras ações; • Avaliar a eficácia das ações; • Assegurar que o pessoal está consciente quanto a importância de suas atividades; • Registros devem ser mantidos. 6. Provisão de Recursos • 6.3 Infra-estrutura A infra-estrutura necessária inclui, quando aplicável: • Edifícios, espaço de trabalho e instalações; • Equipamentos (tanto materiais, quanto softwares); • Serviços de apoio (transporte, comunicação ou informação). 6. Provisão de Recursos • 6.4 Ambiente de Trabalho A organização deve determinar e gerenciar o ambiente de trabalho necessário para alcançar a conformidade com os requisitos do produto. Exemplo de condições a serem controladas: ruído, temperatura, umidade, iluminação e condições meteorológicas. 7. Realização do Produto • 7.1 Planejamento da Realização do Produto • O planejamento inclui, quando apropriado: – Objetivos da qualidade e requisitos; – Processos, documentos e recursos específicos; – Verificação, validação, monitoramento, medição, inspeção e atividades de ensaio específicos; – Critérios para aceitação do produto, – Registros devem ser mantidos. • Um documento que contenha todas as informações acima pode ser referenciado como um Plano da Qualidade. 7. Realização do Produto • 7.2 Processos Relacionados a Clientes – 7.2.1 Determinação de Requisitos Relacionados ao Produto • Requisitos especificados pelo cliente, incluindo atividades de entrega e pós-entrega; • Requisitos não declarados pelo cliente, mas necessários; • Requisitos legais aplicáveis ao PRODUTO; • Quaisquer requisitos adicionais necessários. 7. Realização do Produto • 7.2 Processos Relacionados a Clientes – 7.2.2 Análise Crítica dos Requisitos – A análise crítica deve ser realizada antes da organização assumir o compromisso de fornecer o produto para o cliente e assegurar que: • Os requisitos do produto e de contrato sejam definidos e estejam resolvidos; • A organização tenha capacidade para atender; • Registros devem ser mantidos. 7. Realização do Produto • 7.2 Processos Relacionados a Clientes – 7.2.3 Comunicação com o Cliente Determinar e implementar ações eficazes para se comunicar com os clientes em relação a: • Informações sobre o produto; • Tratamento de consultas, contratos ou pedidos; • Realimentação do cliente, incluindo reclamações. 7. Realização do Produto • 7.3 Projeto e Desenvolvimento – 7.3.1 Planejamento do Projeto e Desenvolvimento – A organização deve determinar. • Os estágios do projeto; • A análise crítica, verificação e validação apropriados; • Responsabilidades e autoridades para o projeto. 7. Realização do Produto • 7.3 Projeto e Desenvolvimento – 7.3.2 Entradas do Projeto e Desenvolvimento As entradas devem ser determinadas e registros devem ser mantidos em relação a: • Requisitos de funcionário e de desempenho; • Requisitos legais aplicáveis; • Informações de projetos anteriores, quando aplicável, e outros requisitos necessários. 7. Realização do Produto • 7.3 Projeto e Desenvolvimento – 7.3.3 Saídas de Projeto e Desenvolvimento – As saídas devem ser apresentadas de forma adequada para verificação em relação às entradas e aprovadas antes de liberadas, que para isso precisam: • Atender aos requisitos de entrada; • Fornecer informações para aquisição e produção, incluindo detalhes para preservação do produto; • Conter ou referenciar critérios de aceitação; • Especificar características do produto. 7. Realização do Produto • 7.3 Projeto e Desenvolvimento – 7.3.4 Análise Crítica do Projeto e Desenvolvimento As análises críticas devem ser realizadas em fases apropriadas para: • Avaliar capacidade dos resultados em atender aos requisitos; • Identificar qualquer problema e propor ações. • Registros devem ser mantidos. 7. Realização do Produto • 7.3 Projeto e Desenvolvimento – 7.3.5 Verificação do Projeto e Desenvolvimento A verificação deve ser executada conforme disposições planejadas para assegurar que as saídas estejam atendendo aos requisitos de entrada do projeto. Registros devem ser mantidos. 7. Realização do Produto • 7.3 Projeto e Desenvolvimento – 7.3.6 Validação do Projeto e Desenvolvimento A validação deve ser executada conforme disposições planejadas para assegurar que o produto resultante seja capaz de atender as especificações ou uso pretendido. Registros devem ser mantidos. 7. Realização do Produto • 7.3 Projeto e Desenvolvimento – 7.3.7 Controle de Alterações do Projeto e Desenvolvimento As alterações devem ser identificadas, analisadas criticamente, verificadas e validadas. Registros devem ser mantidos. 7. Realização do Produto • 7.4 Aquisição – 7.4.1 Processo de Aquisição O produto adquirido deve estar conforme com os requisitos especificados de aquisição. A organização deve selecionar e avaliar fornecedores com base na sua capacidade de fornecer produtos conformes. Registros devem ser mantidos. 7. Realização do Produto • 7.4 Aquisição – 7.4.2 Informações de Aquisição • Requisitos para aprovação, procedimentos, processos e equipamento; • Requisitos para qualificação de pessoal; • Requisitos do SGQ. A organização deve assegurar adequação dos requisitos de aquisição antes da sua comunicação com o fornecedor. 7. Realização doProduto • 7.4 Aquisição – 7.4.3 Verificação do Produto Adquirido A organização deve estabelecer e implementar inspeção ou outras atividades para verificação do produto adquirido. Quando pretender verificar as instalações do fornecedor, a organização deve declarar as providências de verificação e o método de liberação do produto. 7. Realização do Produto • 7.5 Produção e Prestação de Serviço – 7.5.1 Controle de Produção e Prestação de Serviço Condições controladas inclui, quando aplicável: • Disponibilidade de informações que descrevam características do produto; • Disponibilidade de instruções de trabalho, quando necessárias; • Uso de equipamento adequado; • Disponibilidade e uso de equipamento de monitoramento e medição; • Implementação de atividades de liberação entrega e pós- entrega. 7. Realização do Produto • 7.5 Produção e Prestação de Serviço – 7.5.2 Validação dos Processos de Produção e Prestação de Serviço A organização deve validar quaisquer processos onde a saída resultante não possa ser verificada por monitoramento ou medição subseqüente, as deficiências tornam-se aparentes somente depois que o produto estiver em uso ou entregue. 7. Realização do Produto • 7.5 Produção e Prestação de Serviço – 7.5.2 Validação dos Processos de Produção e Prestação de Serviço Estabelecer as providências, quando aplicável: • Critérios para análise crítica e aprovação; • Aprovação dos equipamentos e qualificação do pessoal; • Uso de métodos e procedimentos específicos; • Registros devem ser mantidos; • Revalidação. 7. Realização do Produto • 7.5 Produção e Prestação de Serviço – 7.5.3 Identificação e Rastreabilidade Quando apropriado, a organização deve identificar o produto por meios adequados ao longo da sua realização. Deve também identificar a situação de inspeção e quando a rastreabilidade for um requisito, a organização deve controlar a identificação inequívoca de produto. Registros devem ser mantidos. 7. Realização do Produto • 7.5 Produção e Prestação de Serviço – 7.5.4 Propriedade do Cliente A organização deve ter cuidado com a propriedade do cliente enquanto estiver sob seu controle ou em uso. O produto deve ser identificado, verificado, protegido e salvaguardado. Em caso de perda, avaria ou considerado inadequado, o cliente deve ser informado e registros devem ser mantidos. 7. Realização do Produto • 7.5 Produção e Prestação de Serviço – 7.5.5 Preservação do Produto A organização deve preservar o produto durante a sua realização até a entrega no destino pretendido. Quando aplicável a preservação inclui: identificação, manuseio, embalagem, armazenamento e proteção. Aplica-se também à partes integrantes do produto. 7. Realização do Produto • 7.6 Controle de Equipamentos de Monitoramento e Medição Quando necessário, para assegurar resultados válidos, o equipamento de medição deve: – Ser calibrado ou verificado, a intervalos planejados, ou antes do uso; – Ser ajustado ou reajustado, quando necessário; – Ter identificação para mostrar situação; – Ser protegido contra ajustes que invalidam resultados; – Ser protegido contra danos e deterioração. Registros dos resultados de calibração devem ser mantidos. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.1 Generalidades Os processos de medição, análise e melhoria são necessários para: – Demonstrar a capacidade aos requisitos do produto, – Assegurar a conformidade do SGQ; – Melhorar continuamente a eficácia do SGQ. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.2 Monitoramento e Medição – 8.2.1 Satisfação do Cliente A organização deve monitorar informações relativas à percepção do cliente. Os métodos para obtenção e uso dessas informações devem ser determinados. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.2 Monitoramento e Medição – 8.2.2 Auditoria Interna Auditorias internas devem ser realizadas a intervalos planejados para determinar se o SGQ: • Está conforme com as disposições planejadas, com os requisitos da norma e com requisitos estabelecidos pela organização; • Está mantido e implementado eficazmente. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.2 Monitoramento e Medição – 8.2.2 Auditoria Interna Um procedimento documentado (3º) deve ser estabelecido para: • Planejamento do programa de auditoria; • Definição dos critérios, escopo, frequência e métodos; • Seleção de auditores e execução das auditorias; • Definir relato das auditorias; • Registros devem ser mantidos. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.2 Monitoramento e Medição – 8.2.2 Auditoria Interna O responsável pela área auditada deve assegurar que quaisquer correções e ações corretivas necessárias sejam executadas em tempo hábil, para eliminar as não conformidades detectadas e suas causas. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.2 Monitoramento e Medição – 8.2.3 Monitoramento e Medição de Processos A organização deve aplicar métodos adequados para monitoramento e, onde aplicável, medição dos processos. Quando resultados planejados não forem alcançados, correções e ações corretivas devem ser executadas, como apropriado. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.2 Monitoramento e Medição – 8.2.4 Monitoramento e Medição de Produto A organização deve monitorar e medir as características do produto para verificar se os requisitos foram atendidos. Evidência de conformidade com os critérios de aceitação deve ser mantida. Registros devem indicar as pessoas autorizadas a liberar o produto para entrega ao cliente. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.3 Controle de Produto Não Conforme Os produtos não conformes devem ser identificados e controlados para evitar seu ou entrega não pretendidos. Um procedimento documentado (4º) deve ser estabelecido para definir os controles, responsabilidades e autoridades para lidar com produto não conforme. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.3 Controle de Produto Não Conforme Os produtos não conformes podem ser tratados por uma das seguintes formas: – Execução das ações para eliminar a não conformidade; – Autorização do seu uso, liberação ou concessão; – Execução de ação para impedir o seu uso pretendido ou aplicação originais; – Execução de ação apropriada as efeitos potenciais, quando o produto não conforme for identificado após entrega ou uso pelo cliente. Registros devem ser mantidos. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.4 Análise de Dados A análise de dados deve fornecer informações relativas a: – Satisfação do cliente; – Conformidade com os requisitos do produto; – Características e tendências dos processos e produtos, incluindo oportunidades para ação preventiva; – Fornecedores. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.5 Melhoria – 8.5.1 Melhoria Contínua A organização deve continuamente melhorar a eficácia do SGQ por meio do uso da Política da Qualidade, Objetivos da Qualidade, Resultados da Auditoria, Análise de Dados, Ações Corretivas e Preventivas e Análise Crítica pela Alta Direção. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.5 Melhoria – 8.5.2 Ação Corretiva Um procedimento documentado (5º) deve ser estabelecido para definir: • Análise crítica da não conformidade; • Causas das não conformidades; • Avaliação da necessidade de ações para assegurar que a não conformidade não ocorra novamente; • Determinação e implementação das ações necessárias; • Registros devem ser mantidos dos resultados das ações; • Análise crítica da eficácia da ação corretiva. 8. Medição, Análise e Melhoria • 8.5 Melhoria – 8.5.3 Ação Preventiva Um procedimento documentado (6º) deve ser estabelecido para definir: • Determinação da não conformidade em potencial e suas causas; • Avaliação da necessidade de ações para evitar a ocorrência da não conformidade; • Determinação e implementação das ações necessárias; • Registros devem ser mantidos dos resultados das ações; • Análise crítica da eficácia da ação preventiva. 3 – O PBQP-H• O PBQP-H, Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat, é um instrumento do Governo Federal para cumprimento dos compromissos firmados pelo Brasil quando da assinatura da Carta de Istambul (Conferência do Habitat II/1996). • A sua meta é organizar o setor da construção civil em torno de duas questões principais: a melhoria da qualidade do habitat e a modernização produtiva. Definição Requisitos Requisitos Requisitos Plano da Qualidade da Obra – PQO O PQO – Plano de Qualidade da Obra pode ser considerado como sendo o MANUAL DA QUALIDADE DA OBRA, é o principal documento utilizado durante as auditorias nas obras. Nada mais é do que um resumo da Obra em questão e suas especificidades, ou seja, para cada obra que a empresa possuir deverá haver um PQO específico; e este, é um dos primeiros documentos a ser elaborado quando se pensar em iniciar uma obra. A seguir, apresentaremos os requisitos do PQO. Plano da Qualidade da Obra – PQO 1. Estrutura organizacional Neste item, a obra deve apresentar o Organograma da Obra e as responsabilidades pelos requisitos do SiAC que podem ser apresentados em forma de uma Matriz. Plano da Qualidade da Obra – PQO 2. Relação de materiais e serviços de execução controlados Para atender este item deve-se atentar para o Requisitos Complementares do SiAC:2012 que especificam no mínimo, para o sub setor de Obras de Edificações, 25 serviços e 20 materiais controlados. Deve-se incluir os serviços e materiais dos Subsetores de Saneamento Básico e Obras Viárias e de Artes Especiais se forem aplicáveis a obra (vide NOTA 4 dos Requisitos Complementares do SiAC:2012). Para cada material e serviço controlado deve-se indicar o procedimento de execução e verificação utilizado e as NBR´s aplicáveis (vide Art 28 do Regimento Específico). Plano da Qualidade da Obra – PQO 3. Projeto do canteiro O Projeto de Canteiro deve apresentar os locais de armazenamento dos materiais, armazenamento de resíduos, áreas de vivência e escritório de apoio e a logística da obra. O projeto deve especificar o dimensionamento do canteiro de obra de acordo com a NR 18. Plano da Qualidade da Obra – PQO 4. Identificação das especificidades da execução Neste item devem ser descritas as especificidades (particularidades da obra), por exemplo, execução de um serviço diferente do procedimento previsto ou algum procedimento adicional necessário. Neste item deve ser declarada eventual situação de não atendimento às NBR´s aplicáveis devidamente justificada por um Especialista no assunto (anexar evidências) com ART. As justificativas devem ser por motivos técnicas e nunca por custo. Plano da Qualidade da Obra – PQO 5. Identificação dos processos considerados críticos O requisito se refere a processos críticos para a Qualidade, porem, é recomendável considerar também os aspectos de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente. Tipicamente os processos críticos são aqueles associados a estrutura portante da edificação como Fundação e Estrutura, mas, dependendo da obra outros serviços podem ser igualmente críticos como o Revestimento de Fachada e Compactação de Aterros. Plano da Qualidade da Obra – PQO 6. Identificação equipamentos considerados críticos Aqui também se refere a equipamentos críticos para a Qualidade, porem, é recomendável considerar também os aspectos de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente como por exemplo os elevadores cremalheira, gruas, mini gruas e equipamentos de manuseio de produtos químicos. Plano da Qualidade da Obra – PQO 7. Programa de treinamento específico da obra Este item pode ser facilmente atendido através de uma Matriz com os treinamentos x funções da obra. É importante apresentar os responsáveis pelos treinamentos e quando serão realizados. Fundamentalmente deverão ser programados os treinamentos nos procedimentos de execução e verificação dos materiais e serviços controlados para atender as porcentagens mínimas exigidas no Requisitos Complementares do SiAC:20012 (item 2 b). Plano da Qualidade da Obra – PQO 8. Objetivos da qualidade específicos para a execução da obra Neste item deve relacionar os Objetivos da Qualidade e de Sustentabilidade específicos da obra. É importante apresentar o desdobramento da Política da Qualidade e as metas a serem atingidas para a obra em específico. Plano da Qualidade da Obra – PQO 9. Definição dos destinos adequados dados aos resíduos sólidos e em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e com as legislações estaduais e municipais aplicáveis. Este é um requisito legal e se não atendido pode gerar uma Não Conformidade Maior e impedir a certificação da empresa. A empresa precisa atender a Lei 12.305, a Resolução CONAMA 307 e associadas (348, 431 e 448), Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Municipal e Legislações Estaduais e Municipais caso existentes. A Lei 12.305 exige que seja elaborado o PGR – Plano de Gestão de Resíduos que pode ser incluído no próprio PQO e/ou documento separado. Não esquecer de definir a destinação dos resíduos sólidos (esgotos e águas servidas) e desativação de fossas no final da obra, caso aplicável.